P: Em Êxodo, como sabemos que o Livro de Êxodo deve constar na Bíblia?
R: Entre outras razões, porque Jesus e tantos outros na Bíblia autentificaram o Antigo Testamento e se referiram a este livro da Torá como Escritura. Para um estudo mais aprofundado, consulte as perguntas no final desta seção sobre escritores judeus e cristãos primitivos que se referiram a Êxodo. Veja também as perguntas sobre Mateus 22:32 e Lucas 2:23.
P: Qual é o valor do Livro do Êxodo?
R: Êxodo é um livro para ser lido e vivenciado, não apenas utilizado para aprender seus fatos. Embora tanto Êxodo quanto Deuteronômio apresentem os Dez Mandamentos, Êxodo é único no que nos conta sobre as pragas e a libertação do Egito. Essas não são apenas histórias interessantes; elas revelam o caráter de Deus e a maneira como Ele lida com Seu povo. Deus não livra Seu povo dos momentos difíceis, mas sim o conduz através deles. Deus utilizou meios naturais (parteiras), meios naturais com intensidade sobrenatural (algumas das pragas), bem como meios sobrenaturais (a divisão do Mar Vermelho no momento exato) para libertar Seu povo.
O Êxodo mostra como Deus se relaciona individualmente com Moisés e Arão, e até mesmo com o Faraó. Deus foi muito paciente com a incerteza de Moisés quanto à liderança, mas também se mostrou “severo” quando Moisés perdeu a paciência diante de todos os israelitas.
As experiências do Êxodo foram fundamentais para definir a identidade de Israel como povo escolhido de Deus. Eles permaneceram unidos em tempos difíceis, experimentaram grande libertação e bênção, mas, acima de tudo, viram a ação de Deus em suas vidas em meio a tudo isso.
Sem o Êxodo, não teríamos a menor ideia do que é a Páscoa e perderíamos grande parte da tipologia da Última Ceia do Senhor. Assim como os israelitas foram poupados da destruição pelo sangue do cordeiro, também nós somos poupados da destruição pelo sangue do Cordeiro, que tira os pecados do mundo.
P: No Êxodo, quais são as diversas maneiras de compreender o livro?
R: O Livro do Êxodo é profundo e pode ser compreendido e estudado em muitos níveis diferentes.
1) Além de fortalecer nossa fé de maneira geral, o Êxodo resolve alguns pequenos mistérios, tais como por que havia tantos indícios semíticos no Egito e, em seguida, eles desapareceram; por que, depois disso, Tutmés IV tornou-se faraó, embora tivesse indicado que não era o primeiro na linha de sucessão; e quem eram os posteriores “habiru em fúria” que destruíram algumas cidades cananeias posteriormente.
2) Trata-se de uma história precisa dos israelitas e de como eles se tornaram uma nação a partir de um clã.
3) É um livro sobre Deus, revelando Seu caráter no que diz respeito à maneira como Ele lida com a humanidade. Mostra como Ele combinou meios naturais e sobrenaturais para agir na história e lidar com Seu povo e seus opressores.
4) É um livro da lei, o que Deus ordenou que Seu povo obedecesse.
5) Assim como Neemias, é um livro sobre liderança piedosa, mostrando como um homem, com a ajuda de Deus, conseguiu derrotar um exército e liderar com sucesso tantas pessoas por 47 anos.
6) É um livro para todo o povo de Deus, para que também nós possamos ser encorajados a acreditar que Deus nos libertará, que também nós possamos vivenciar um encontro com Ele e que Deus possa estabelecer Sua morada no tabernáculo de nossos corações.
7) É um livro de modelos (Êxodo 25:40), de libertação, de encontro e de uma vida de adoração, e do que agrada e desagrada a Deus.
P: Em Êxodo, qual é o esboço do livro?
R: Como há diferentes maneiras de abordar o livro de Êxodo, diferentes comentários apresentam esboços bastante distintos. Aqui está um esboço geral.
I. Escravidão no Egito (Êxodo 1-14)
A. O caminho até o Faraó (Êx 1-4)
1. A escravidão de Israel (Êx 1)
2. O perigo de Moisés (Êx 2)
3. O chamado de Deus (Êx 3, 4)
B. A libertação - Deixe o meu povo ir (Êx 5-14)
1. Dois confrontos (Êx 5-7:13)
2. Primeira praga - Sangue (Êx 7:14-25)
3. Segunda praga - Rãs (Êx 8:1-15)
4. Terceira praga - Piolhos (Êx 8,16-19)
5. Quarta praga - Moscas (Êx 8:20-32)
6. 5ª praga - Morte do gado (Êx 9:1-7)
7. 6ª praga - Furúnculos (Êx 9:8-12)
8. Sétima praga - Granizo e fogo (Êx 9,13-35)
9. Oitava praga - Gafanhotos (Êx 10:1-20)
10. 9ª praga - Trevas por três dias (Êx 10:21-29)
11. Décima praga - Os primogênitos e a Páscoa (Êx 11:1-12:30)
12. A travessia do Mar Vermelho (Êx 12:31-14:31)
II. A vida no deserto (Êx 15-40)
A. Rumo ao Sinai: uma jornada de confiança em Deus (Êx 15:1-18:27)
1. Cântico de Miriã - relembrando a libertação de Deus (Êx 15:1-21)
2. Mara e Elim - Deus proverá nesta terra árida? (Êx 15:22-27)
3. O maná e as codornizes - Deus os alimentará nesse lugar árido? (Êx 16)
4. Massá - falhando em um teste de fé (Êx 17,1-7)
5. Os amalequitas - Deus os protegerá? (Êx 17:8-15)
6. “Eu consigo fazer tudo sozinho” - mais atitudes a serem mudadas (Êx 18)
B. Encontro com Deus no Sinai (Êx 19-24)
1. Experimentar Deus (Êx 19)
2. Os Dez Mandamentos, altares, proibição de ídolos (Êx 20)
3. Leis civis (Êx 21-23:10)
4. Sábados e festas (Êx 23:11-19)
5. A promessa de Deus pela obediência (Êx 23:20-33)
6. Ceia com Deus (Êx 24)
C. Adoração no Tabernáculo — Preparando-se para a presença de Deus entre vocês
1. Ampliando nossa compreensão
a. Os materiais — oferecendo a Deus (Êx 25:1-9)
b. A arca - onde se encontrar com Deus (Êx 25:10-22)
c. A presença de Deus à mesa (Êx 25:23-30)
d. O candelabro - a luz de Deus em nossas vidas (Êx 25:31-40)
e. O Tabernáculo - intimidade pessoal com Deus (Êx 26)
f. O altar do holocausto - entregar coisas a Deus (Êx 27:1-8)
g. Pátio do Tabernáculo - reunir-se em conjunto para Deus (Êx 27:9-19)
h. Nunca deixe que sua adoração fique sem óleo - (Êx 27:20-21)
2. Separar-se
a. As vestes dos sacerdotes de Deus (Êx 28)
b. Consagração dos sacerdotes de Deus (Êx 29)
3. O que os sacerdotes fazem
a. O altar do incenso - suas orações são perfumadas? (Êx 30:1-10)
b. Nunca se esqueçam de que fomos comprados por um preço (Êx 30:11-16)
c. Lavatórios - nossa necessidade de nos lavarmos diariamente (Êx 30:17-21)
d. Óleo de unção (Êx 30:22-33)
e. Incenso (Êx 30,34-38)
f. Artistas (Êx 31:1-11)
g. O sinal da observância do sábado (Êx 31:12-18)
D. Rebelião, arrependimento e restauração (Êx 32-33)
1. O bezerro de ouro - como eles puderam fazer isso? E nós, poderíamos? (Êx 32)
2. Restauração - será que conseguimos? (Êx 33)
3. Obediência e novo encontro (Êx 34)
E. Retomando a adoração no Tabernáculo após o arrependimento (Êx 35,1-39,43)
F. Deus entre vocês - como está montado o seu Tabernáculo? (Êx 40)
1. Preparando-se para Deus (Êx 40:1-33)
2. Deus vindo em glória (Êx 40:34-38)
P: Em Êxodo, quem foi o primeiro a responder às perguntas sobre o livro de Êxodo?
R: Pelo que sei, a primeira pessoa a escrever respostas às perguntas sobre Gênesis foi Filo, um judeu helenístico de Alexandria, que viveu aproximadamente entre 20 a.C. e 50 d.C. Infelizmente, apenas alguns fragmentos de sua obra sobre o Êxodo sobreviveram até hoje.
P: Em Êxodo 1, como poderia haver tantas pessoas em 430 anos?
R: Para a resposta, consulte a discussão sobre Números 1.
P: Em Êxodo 1, por que um Deus amoroso permitiria que os hebreus fossem escravos por 400 anos?
R: A vida de uma pessoa, ou mesmo 400 anos, é apenas um breve instante em comparação com a vida eterna no Céu. Deus permite que Seu povo sofra na Terra, mesmo que seja um sofrimento injusto, porque essa é apenas uma fase temporária, e Deus nos recompensará no Céu.
No entanto, Deus não apenas permitiu isso, como tal situação pode, na verdade, ter sido uma grande bênção para os israelitas. Houve muitas batalhas em Canaã durante esse período: eis algumas delas:
| 1.500 a.C. | O Egito destrói Debir, Hazor, Jericó e outras cidades na Palestina |
|---|---|
| 1485 a.C. | Tutmés III, do Egito, conquista Arvad, na Fenícia |
| 1483-1437 a.C. | Tutmés III do Egito: 17 campanhas — Napoleão do Egito |
| 1483/1468 a.C. | Em Megido, Tutmés III derrota os cananeus |
| c. 1454 a.C. | Qadesh se revolta contra o Egito |
Por serem escravos no Egito e pastores — profissão que os egípcios detestavam —, os israelitas não seriam assimilados pelos egípcios. O livro *735 Perguntas Desconcertantes da Bíblia Respondidas*, p. 49, explica bem: “Muitas vezes, as coisas que parecem mais dolorosas em nossas vidas são bênçãos de Deus disfarçadas, reconhecidas como tal somente quando o passar do tempo revela o propósito que Deus tinha em mente.”
P: Em Êxodo 1:7-8, quantos anos tinha Miriam?
R: Não sabemos, mas ela aparentemente tinha idade suficiente para cuidar do bebê, embora fosse jovem demais para ter que trabalhar. Talvez ela fosse de 8 a 12 anos mais velha que Moisés.
P: Em Êxodo 1:8, como os governantes hicsos se encaixam do ponto de vista arqueológico?
R: Os hicsos eram um povo do Oriente Médio que conquistou o Egito graças às suas carruagens superiores, entre 1760 e 1640 a.C. Eles governaram o Egito por algum tempo e foram gradualmente expulsos entre 1573/55 e 1540 a.C. Quando Jacó e sua família migraram para o Egito, os egípcios no poder eram anteriores aos hicsos, com base em Gênesis 46:34 e 32:32.
Gênesis 46:34 afirma que os egípcios não se associavam a pastores, e os hicsos eram chamados de “reis pastores”.
Gênesis 32:32 afirma que esses egípcios não comiam com os hebreus [asiáticos].
Assim, se os hicsos não podiam ser os governantes egípcios quando a família de Jacó chegou ao Egito, o “novo Faraó” suspeitaria daqueles que ocupavam altos cargos sob o Faraó anterior. Além disso, quando os hicsos foram expulsos, os egípcios nativos ainda poderiam suspeitar de asiáticos não egípcios, como os hebreus.
P: Em Êxodo 1:8-10, resumidamente, é verdade que não há evidências arqueológicas que comprovem que os israelitas tenham estado no Egito, como afirmou um ateu (Capella)?
R: Não, há ampla evidência. Não só há referências aos “habiru”, como o Papiro Brooklyn 35.1446 mostra muitos exemplos de asiáticos que receberam nomes egípcios. Alguns desses asiáticos são das tribos de Issacar e Aser. Consulte também a próxima pergunta para obter uma resposta mais detalhada, bem como a discussão sobre Êxodo 11:5-12:30 para mais informações.
P: Em Êxodo 1:8-10, algum escritor pagão pré-cristão mencionou Moisés?
R: Por um lado, Orígenes (225-254 d.C.) afirma que nenhum o fez em seu Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, primeira homilia, p. 273, e a nota de rodapé 37 do tradutor reflete isso. (Escritores Cristãos Antigos, vol. 26.) No entanto, Júlio Africano (235-245 d.C.) afirma o contrário. Ele escreve: “Polemo, por exemplo, no primeiro livro de sua História Grega, diz: ‘Na época de Ápio, filho de Foroneu, uma divisão do exército dos egípcios deixou o Egito e se estabeleceu na Palestina chamada Síria, não muito longe da Arábia: esses são, evidentemente, aqueles que estavam com Moisés. E Apion, filho de Poseidônio, o mais diligente dos gramáticos, em seu livro Contra os Judeus e no quarto livro de sua História, afirma que, na época de Inaco, rei de Argos, quando Amosis reinava sobre o Egito, os judeus se revoltaram sob a liderança de Moisés. E Heródoto também faz menção a essa revolta e a Amósis, em seu segundo livro, e, de certa forma, também aos próprios judeus, contando-os entre os circuncidados e chamando-os de assírios da Palestina, talvez por causa de Abraão. E Ptolomeu, de Mendes, que narra a história dos egípcios desde os tempos mais remotos, apresenta o mesmo relato de todas essas coisas; de modo que, entre eles, em geral, não há diferença digna de nota na cronologia.” Os Padres Ante-Nicenos, volume 6, Júlio Africano, fragmento 13, p. 124.
P: Em Êxodo 1:8-10, além da Bíblia, há alguma evidência de que os israelitas tenham sido escravizados no Egito ou tenham saído do Egito?
R: Alguns “estudiosos” críticos ainda acreditam na teoria ultrapassada de que não havia evidência de que os israelitas estivessem no Egito ou tivessem saído de lá. Talvez eles devessem ler “a escrita na parede”. Uma pintura na parede do túmulo de Khnumhotep (1892 a.C.) em Beni Hasan, no Egito, mostra 37 “asiáticos”, ou seja, pessoas não egípcias do Oriente Médio. Eles tinham cabelos negros, barbas pontudas, longas capas multicoloridas, arcos e varas de arremesso.
Estudiosos cristãos que escreveram no Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica, no Comentário Bíblico do Expositor e em outros livros reuniram uma grande quantidade de evidências de que os israelitas estiveram no Egito. Não apenas os estudiosos cristãos ensinam que os israelitas estiveram no Egito por volta de 1875 a 1445 a.C., mas também um arqueólogo secular, David M. Rohl, em seu livro *Pharaohs and Kings: A Biblical Quest* (Crown Publishers, 1995), documenta evidências consistentes com a saída dos israelitas do Egito. Aqui está uma lista dos “dez principais” fatos que corroboram a saída dos israelitas do Egito.
10. Esqueletos de ovelhas asiáticas de pêlo comprido revelaram que elas surgiram pela primeira vez na região do Delta do Egito por volta da época de José (1900-1800 a.C.). O nome egípcio de José, “Zaphenath-Paneah”, era provavelmente “Zat-en-aph” (aquele que é chamado) e “Ipiankhu” (Ipu está vivo). O nome Ipiankhu e suas variações eram comuns na época de José, mas não eram muito comuns antes ou depois disso. Muitos outros nomes hebraicos são encontrados em um papiro egípcio no Museu do Brooklyn (35.1446). Sob o reinado do Faraó Sobekhotep III (aproximadamente 1540 a.C.), um grande número de escravos foi transferido para a região de Tebas. Dos 95 nomes, mais de 50% pertenciam a asiáticos, e seus nomes egípcios foram indicados ao lado deles. Muitos dos nomes egípcios têm “aquele/aquela que é chamado(a)” como primeira parte do nome. Algumas dessas pessoas foram registradas como sendo especificamente das tribos de Issacar e Aser.
Além disso, alguns nomes hebraicos são Menahem e Shiphrah. No entanto, isso ocorreu 100 anos antes da Shiphrah mencionada em Êxodo 1. Walter Kaiser, em *A History of Israel*, p. 84, e em *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 2, p. 307, menciona que, no caso desses dois nomes semíticos, Shiphrah provavelmente deriva de *Sp-ra* (a bela), e o nome Puah provavelmente deriva da palavra ugarítica “Pgt”, que significa “menina” ou “a esplêndida”.
Além disso, o Papiro de Leiden 348 dá a ordem de “distribuir rações de grãos aos soldados e aos ‘Apiru que transportam pedras para o grande pilão de Ramsés”. Os ‘Apiru eram provavelmente os hebreus.
9. Um segundo no comando que não fosse egípcio fazia todo o sentido. Se José tivesse tentado se rebelar, os egípcios não o seguiriam. Há registros de que cananeus, como Meri-Ra e Ben-Mat-Ana, ocupavam altos cargos na corte egípcia. Um semita chamado Yanhamu era um representante de Amenhotep III baseado em Gaza.
8. Tijolos foram utilizados na construção de algumas cidades egípcias, como Pitom. Em Pithom, foram encontrados tijolos feitos com palha no nível mais baixo. No nível intermediário, os tijolos continham apenas restolho. No nível superior, os arqueólogos descobriram que os tijolos eram feitos sem qualquer aglutinante. O túmulo de um nobre egípcio chamado Rekhmere / Rek-mi-Re, em Tebas, no século XV a.C., apresenta uma pintura de escravos fabricando tijolos.
7. Havia evidências de um grande desastre, com um grande número de corpos enterrados às pressas. No entanto, o grande número de mortes não prova nem refuta que isso tenha sido causado por um evento repentino ocorrido da noite para o dia.
Além disso, Tácito, no livro 5 de *Histórias*, lista especulações divergentes sobre a origem dos judeus — se seriam de Creta, do Egito, da Etiópia ou se seriam assírios — e, em seguida, relata uma história interessante. “A maioria dos escritores, no entanto, concorda em afirmar que, certa vez, quando uma doença que desfigurava horrivelmente o corpo se alastrou no Egito, o rei Bocchoris, em busca de um remédio, consultou o oráculo de Hammon e recebeu a ordem de purificar seu reino e de transferir para alguma terra estrangeira essa raça detestada pelos deuses. O povo, que havia sido reunido após uma busca diligente, ao se ver abandonado no deserto, permaneceu em sua maioria em um estado de estupor causado pela dor, até que um dos exilados, chamado Moisés, os advertiu para que não buscassem qualquer alívio de Deus ou dos homens, uma vez que haviam sido abandonados por ambos, mas que confiasem em si mesmos, tomando como seu líder enviado pelo céu aquele homem que primeiro os ajudasse a livrar-se da miséria presente... Moisés, desejando garantir para o futuro sua autoridade sobre a nação, deu-lhes uma forma nova de culto, oposta a tudo o que é praticado por outros homens. … Eles matam o carneiro, aparentemente em escárnio a Hamon, e sacrificam o boi, porque os egípcios o adoram como Ápis.” (citado de *Os Anais e As Histórias*, de P. Cornélio Tácito, Encyclopedia Britannica, Inc., 1952.)
6. Um texto egípcio datado por volta de 1350 a.C. descreveu um estranho evento anterior: “O sol está coberto e não brilha aos olhos dos homens. A vida não é mais possível quando o sol está oculto por trás das nuvens. Rá [o deus] desviou seu rosto da humanidade. Se ao menos ele brilhasse por apenas uma hora! Ninguém sabe quando é meio-dia. A sombra de ninguém é discernível. O sol nos céus se assemelha à lua….” Isso poderia se referir à escuridão que se abateu sobre a terra. Provavelmente não se refere à erupção do vulcão na ilha de Thera, pois isso aconteceu cerca de 200 anos antes. (Trecho extraído do Papiro de Ipuwar).
5. O faraó Tutmés IV aparentemente não era o filho primogênito. Na Estela do Sonho de Tutmés IV (1421-1410 a.C.), encontrada entre as patas dianteiras da Esfinge de Gizé, o deus Harmakhis prometeu a Tutmés ajuda especial para que se tornasse o próximo faraó, em troca da remoção da areia que se acumulara contra a Esfinge. Provavelmente, ele não teria precisado de ajuda especial se fosse o primeiro na linha de sucessão de seu pai, Amenhotep II (1450/1447-1401/1385). Walter Kaiser, em *A History of Israel*, p. 90, afirma que o irmão mais velho de Tutmés IV se chamava Webensenu. Webensu recebeu sepultamento na tumba real e provavelmente foi ele quem morreu durante a décima praga. O segundo filho de Amenhotep II foi Khaemwaset, que se casou antes de falecer. Como afirma Kaiser: “Assim, embora a Estela da Esfinge não possa ser considerada prova direta da morte do primogênito, evidências suficientes foram trazidas à luz pelos egiptólogos para sustentar a data precoce do Êxodo e o fato de que, de fato, Tutmés IV não esperava suceder seu pai no trono.”
4. Inscrições mistas em egípcio e hebraico em cavernas próximas ao Monte Sinai descrevem a divisão do mar, Moisés e a captura das codornas. Mas o mais interessante é que a língua era uma mistura de egípcio e hebraico. O historiador Diodoro Sículo (10 a.C.) também tinha conhecimento disso. Além disso, na entrada das minas de cobre no Sinai, encontram-se centenas de inscrições. A maioria delas está em caracteres hieroglíficos egípcios, mas cerca de 40 inscrições estão em uma espécie de escrita alfabética proto-sinaítica do século XV a.C. No entanto, essa evidência é “discutível”, pois não há como datar quando esses escritos foram feitos.
3. As forças militares egípcias, que até então controlavam Canaã, estavam estranhamente ausentes. Não se ouve mais falar muito das forças militares egípcias até a época do Faraó Seti I, que destruiu Hazor em 1300 a.C.
2. Em Jericó, Bryant G. Wood encontrou muralhas robustas, grandes quantidades de grãos (o que indica um cerco de curta duração) e nenhum sinal de pilhagem (já que os grãos ainda estavam lá). John Garstang foi o primeiro a encontrar grãos carbonizados em abundância. O livro *Hard Sayings of the Bible*, pp. 182-183, menciona algumas evidências de um terremoto de magnitude 8 na escala de Richter, o que poderia ter deixado rachaduras nas muralhas. As muralhas internas de tijolos de barro desabaram sobre a muralha externa de pedra, formando uma rampa conveniente. Quando ocorreu essa conquista? Cerâmicas provenientes de Chipre indicam uma data entre 1450 e 1400 a.C. Amuletos egípcios apresentam inscrições com o nome do faraó da época, até o tempo de Josué. No início deste século, John Garstang havia datado erroneamente as muralhas de Jericó como pertencentes à época de Josué, mas Kathleen Kenyon provou que Garstang estava errado, de acordo com o Wycliffe Bible Dictionary, p. 575. A datação por carbono-14 situa a destruição em 1410 a.C., com uma margem de erro de +/- 40 anos.
1. Quanto à destruição das cidades em Canaã, Josué menciona apenas que as seguintes cidades foram destruídas: Debir, Eglon, Hazor, Hebrom, Jericó, Laquis, Libna, Makkade e Ai. Os arqueólogos constataram que, naquela época, as seguintes cidades foram destruídas: Arad, Debir, Hazor, o sítio de el-Khalil (Hebrom?), Jericó e Laquis. O sítio arqueológico de Beitin (Betel?), a cidade de Gibeão e o sítio de Khirbet Nisya foram abandonados. Talvez a pequena cidade de Ai tenha sido destruída de forma tão completa que o sítio nunca venha a ser encontrado. Quem destruiu essas cidades? As tabuinhas de Tell el-Amarna nos dizem claramente. As cartas de Tell el-Amarna foram escritas de Canaã ao faraó egípcio por volta de 1500-1370 a.C. Elas mencionam os temidos “Habiru em fúria”. Curiosamente, elas também mencionam um rei Lab’ayu de Siquém [uma cidade gibeonita], que era um traidor por ter se aliado aos invasores habiru. Posteriormente, a estela do faraó Merenpta/Merneptah (1229/1225 a.C.) também menciona um povo chamado Israel no norte de Canaã.
Além disso, a revista *Biblical Archaeologist Review*, vol. 7 (setembro-outubro de 1981), afirma que há evidências de vestígios sírio-palestinos perto de Qantir, no Egito, datados de 1700 a 1500 a.C.
Além disso, Júlio Africano (que escreveu entre 235 e 245 d.C.) menciona historiadores gregos antigos que escreveram sobre o Êxodo. “Polemo, por exemplo, no primeiro livro de sua História Grega, afirma: ‘Na época de Ápio, filho de Foroneu, uma divisão do exército dos egípcios deixou o Egito e se estabeleceu na Palestina chamada Síria, não muito longe da Arábia: esses são, evidentemente, aqueles que estavam com Moisés. E Apion, filho de Poseidônio, o mais diligente dos gramáticos, em seu livro Contra os Judeus e no quarto livro de sua História, afirma que, na época de Inaco, rei de Argos, quando Amosis reinava sobre o Egito, os judeus se revoltaram sob a liderança de Moisés. E Heródoto também faz menção a essa revolta e a Amósis, em seu segundo livro, e, de certa forma, também aos próprios judeus, contando-os entre os circuncidados e chamando-os de assírios da Palestina, talvez por causa de Abraão. E Ptolomeu, de Mendes, que narra a história dos egípcios desde os tempos mais remotos, apresenta o mesmo relato de todas essas coisas; de modo que, entre eles, em geral, não há diferença digna de nota na cronologia.” Os Padres Ante-Nicenos, volume 6, Júlio Africano, fragmento 13, p. 124.
Esta não é a primeira vez que “estudiosos” críticos ignoravam os achados arqueológicos. Por exemplo, os arqueólogos descobriram os hititas em 1892. No entanto, alguns estudiosos ainda duvidavam de sua existência dez anos depois (1902, E.A.W. Budge).
Conclusão: É difícil nadar contra a corrente, quando essa teoria cética se afoga em um mar de fatos. Assim, a arqueologia atual indica que o relato bíblico comprova a confiabilidade da Bíblia. Visto que a Bíblia é precisa ao descrever tantos pequenos detalhes, talvez devêssemos considerá-la precisa no que ela mesma afirma ser: a comunicação de Deus para conosco.
Outras fontes de informações arqueológicas interessantes sobre os israelitas no Egito são: *Can Archaeology Prove the Old Testament?*, de Ralph O. Muncaster; *Enciclopédia Britânica*; *Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia*, de Gleason Archer (Zondervan); “Evidence for Faith”, de John Warwick Montgomery; “The New International Dictionary of the Bible”, de Douglas, J.D. e Merrill C. Tenney; “735 Baffling Bible Questions Answered”, p. 53; “The New Evidence That Demands a Verdict”, de Josh McDowell; e “The Biblical Archaeology Review”.
Veja também um vídeo interessante sobre a datação do Êxodo:.
P: Em Êxodo 1:8-10, é verdade que “está bem estabelecido que os egípcios construíram todas as suas próprias cidades e monumentos”, como afirmou um ateu (Capella)?
R: De forma alguma. Consulte a pergunta anterior para obter a resposta.
P: Em Êxodo 1:8-10, por que Deus permitiu que Seu povo fosse oprimido?
R: Deus, por vezes, permite que Seu povo seja oprimido por diversos motivos: disciplina (Juízes), para separar aqueles que não queriam segui-Lo, como no caso do exílio, etc. Mas, neste caso, embora a Bíblia não diga explicitamente, podemos especular.
Imagine que o povo fosse composto por pedreiros bem remunerados e bem tratados, quando Moisés entrou em cena dizendo que Deus os libertaria. Por que eles iriam querer seguir Moisés, se o Faraó tinha sido tão amigável com eles? Mesmo que a liberdade na terra prometida fosse melhor, muitos deles não iriam querer abandonar o conforto. Imagine alguns deles, enquanto faziam as malas para partir, se perguntando como poderiam sobreviver a uma vida difícil no deserto, quando só conheciam uma vida de conforto. Imagine-os tendo que confiar em Deus até mesmo para obter água e comida, quando não havia nada disso no deserto, sendo que viviam tão confortavelmente que não precisavam confiar em Deus para nada. Assim, podemos ver pelo menos algumas razões pelas quais Deus permitiu que enfrentassem essas dificuldades.
Mesmo assim, algumas pessoas ainda reclamavam no deserto, algumas queriam voltar para o Egito e outras desafiavam a autoridade de Moisés.
Talvez não gostemos de ouvir isso, mas, às vezes, Deus precisa nos deixar desconfortáveis antes que nos levantemos, nos movamos e façamos o que Ele deseja que façamos.
P: Em Êxodo 1:11, o que sabemos, fora da Bíblia, sobre os senhores de escravos egípcios?
R: O termo egípcio “ser” aparece em uma pintura mural no túmulo tebano de Rekhmire, que era o supervisor da fabricação de tijolos para Tutmés III. O mural mostra senhores de escravos com chicotes pesados. O hieróglifo egípcio é interessante: a cabeça e o pescoço de uma girafa.
Uma pintura mural em Abd-el-Gurnah mostra a construção do templo de Amon em Karnak com escravos que parecem semitas. Um capataz está supervisionando-os com esta inscrição: “O capataz diz aos seus trabalhadores: a vara está em minha mão; não fiquem ociosos.” Curiosamente, em Êxodo 5:17, os israelitas são especificamente acusados de “ficarem ociosos”.
P: Em Êxodo 1:11, onde estavam localizadas as duas cidades de Pitom e Ramessés?
R: Pitom (casa do [deus] Atum) fica no uádi Tumilat, logo a leste do Delta do Nilo. Trata-se das ruínas de Tell er-Rababeh ou de Tell el-Maskhuta, 8 a 9 milhas a leste. Em Tell el-Maskhuta, foram encontrados tijolos fabricados sem palha. A Septuaginta acrescenta que essa é a mesma cidade de “On” ou Heliópolis.
Costumava-se acreditar que a cidade de Ramsés estivesse localizada em Tanis/Zoã. No entanto, atualmente acredita-se que ela esteja próxima a Qantir, de acordo com Hans Goedicke na revista Biblical Archaeologist Review, vol. 7 (setembro-outubro de 1981). Há evidências de vestígios sírio-palestinos datados de 1.700 a 1.500 a.C.
P: Em Êxodo 1:11, de onde se originou o termo “Faraó”?
R: O significado das palavras às vezes muda com o tempo. Entre 2.500 e 2.000 a.C., “Faraó” significava originalmente “grande casa” (palácio), mas gradualmente passou a designar o rei do Egito que ali residia.
P: Em Êxodo 1:15, como duas parteiras hebraicas poderiam cuidar de tantos partos de hebreus?
R: Obviamente, elas não assistiam a todos os partos, mas supervisionavam outras pessoas. Supervisores de diferentes ofícios regulavam a sociedade egípcia.
P: Em Êxodo 1:15-19, há alguma evidência, além da Bíblia, dos nomes Shiphrah e Puah?
R: Não tenho conhecimento de nenhuma evidência do nome Puá. Mas um papiro egípcio no Museu do Brooklyn (35.1446), escrito aproximadamente em 1540 a.C., menciona uma Shiphrah. Essa Shiphrah viveu mais de um século antes da Shiphrah mencionada em Êxodo.
P: Em Êxodo 1:16-19, como Deus pôde abençoar as parteiras hebraicas Shiphrah e Puah por terem mentido ao Faraó?
R: Os cristãos divergem quanto à resposta.
1. Muitos afirmam que Deus abençoou a fé delas por defenderem o que era certo e perdoou a mentira que cometeram para isso. Além disso, os Dez Mandamentos ainda não haviam sido dados.
2. Outros afirmam que os crentes não devem dizer a verdade em situações de vida ou morte a pessoas más que não a merecem.
3. Shiphrah e Puah não poderiam, pessoalmente, ajudar no parto de todos aqueles bebês: é mais provável que elas supervisionassem um “exército” de parteiras que realizava o trabalho. As parteiras sob sua supervisão podem ter mentido ou chegado deliberadamente atrasadas.
P: Em Êxodo 1:16, não era irracional que o Faraó quisesse matar os israelitas, já que eles eram bons escravos?
R: Provavelmente havia cerca de 4,1 milhões de egípcios (+/- um milhão). Considerando que a taxa de natalidade dos israelitas era maior do que a dos egípcios, sua população poderia ter chegado a cerca de 2 milhões, o que deixou o Faraó alarmado.
Como observação adicional, embora o Faraó tenha ordenado que todos os meninos hebreus fossem mortos, Deus, ironicamente, fez com que um deles crescesse em sua própria casa.
P: Em Êxodo 1:16, por que o Faraó quis matar os meninos hebreus em vez das meninas na época em que Moisés nasceu? Seria de se esperar que fosse o contrário, já que os homens/meninos nascidos anteriormente poderiam engravidar várias mulheres durante o mesmo período, causando um aumento ainda maior na população. Ou por que ele não matou ambos os sexos?
R: As Escrituras não explicam por que o Faraó fez essa escolha. No entanto, podemos identificar várias razões possíveis.
1) Os egípcios talvez temessem que os meninos pudessem crescer e se tornar soldados e se rebelar. Os egípcios não temiam tanto as mulheres.
2) As meninas ainda seriam trabalhadoras bastante úteis, já que o Egito era um grande exportador de tecidos, e elas poderiam trabalhar como tecelãs.
3) As meninas poderiam se tornar esposas ou concubinas dos homens egípcios e ter filhos que seriam criados como egípcios.
P: Em Êxodo 1:16, por que Moisés corria o risco de ser morto pelo Faraó, já que seu irmão mais velho, Arão, aparentemente não corria tal risco?
R: De acordo com Walter Kaiser, em *A History of Israel*, p. 89, se Moisés tivesse nascido em 1526 (80 anos antes do Êxodo), ele teria nascido no primeiro ano do reinado de Tutmés I (1526-1512 a.C.), e este foi, aparentemente, o Faraó que promulgou aquele decreto.
Como observação adicional, o Faraó que quis matar Moisés após este ter matado o egípcio foi provavelmente Tutmés III (1504-1450 a.C.). Nenhum outro Faraó viveu o tempo suficiente, e ou o relato em Êxodo é preciso, ou seria preciso dizer que foi uma “grande coincidência” que o único Faraó que viveu o tempo suficiente tenha reinado justamente na época certa para se encaixar nessa história.
P: Em Êxodo 1:17, os crentes devem temer a Deus?
R: Sim. Consulte a segunda parte da resposta sobre Êxodo 9:30.
P: Em Êxodo 2:1, até que ponto a história de Moisés na cesta se assemelha à história de Sargão?
R: Segundo a lenda, Sargão de Akkad (c. 2355-2279 a.C.) foi colocado em uma cesta de junco revestida com piche e deixada à deriva no rio. Akki, o jardineiro, resgatou-o e o criou como filho. No entanto, a mãe de Moisés agiu assim por causa de uma lei do rei; ela não o abandonou, mas enviou Miria para cuidar dele.
P: Em Êxodo 2:2,3, o que há de incomum nas palavras hebraicas aqui?
R: Em Êxodo 2:2, o adjetivo em “criança bonita/saudável” é a mesma palavra hebraica para “bom” encontrada em Gênesis 1. Em Êxodo 2:3, a palavra hebraica para “cesta” é a mesma usada para a arca de Noé. A palavra hebraica para “juncos” (sem vogais) é a mesma do Mar Vermelho/Mar dos Juncos que Moisés e os israelitas atravessaram.
P: Em Êxodo 2:3, se Deus amava Moisés, por que permitiu que ele corresse um perigo tão grande de se afogar, de ficar exposto às intempéries e de ser atacado por crocodilos?
R: Deus vê tudo, e é certo que Ele não vê algumas coisas da mesma forma que nós. Deus Todo-Poderoso era poderoso o suficiente para garantir que Moisés estivesse a salvo. Mesmo que estejamos no meio da mais terrível enchente, o lugar mais seguro para se estar é no centro da vontade de Deus.
Tenho certeza de que essa experiência reforçou em Moisés a convicção de que ele havia sido salvo para uma missão especial. Outros puderam perceber que, assim como Deus pôde preservar Moisés, Ele também poderia preservá-los.
P: Em Êxodo 2:5, por que a filha do Faraó desejaria banhar-se no Nilo, e o que dizer dos crocodilos?
R: Hoje em dia, não se encontram crocodilos ao norte de Assuã, mas, na antiguidade, eles chegavam até Mênfis, ao norte. A princesa desejaria banhar-se na região do Delta, ao norte (onde viviam os hebreus), para estar a salvo dos crocodilos. É provável que a filha do Faraó se banhasse em um pequeno afluente, não necessariamente no curso principal do Nilo. Além disso, esse banho provavelmente tinha como objetivo a purificação ritual, e não apenas a higiene pessoal.
P: Em Êxodo 2:7-10, sabemos algo fora da Bíblia sobre a filha do Faraó?
R: Possivelmente, pois poderia ter sido a rainha Hatshepsut. Talvez. Moisés tinha 80 anos quando o Êxodo começou, e isso ocorreu por volta de 1447 a.C., com uma margem de erro de 4 a 5 anos. Isso faria do faraó Tutmés III (1490-1145 a.C.) aquele que oprimiu os israelitas. A peregrinação do Êxodo ocorreu principalmente sob o reinado de seu filho, Amenhotep II (c. 1445-1425 a.C.). A propósito, na Estela do Sonho de Amenhotep II, a Esfinge aparece a ele em um sonho, dizendo que ele seria o próximo Faraó, apesar de não ser o primogênito. De qualquer forma, 80 anos antes de 1447 a.C. corresponde a 1527 a.C. A rainha Hatshepsut, filha do faraó Tutmés I, governou como regente enquanto Tutmés III ainda era criança (1504-1482 a.C.) Portanto, não é certo que a filha do faraó mencionada aqui fosse a rainha Hatshepsut, já que o faraó, sem dúvida, também tinha outras filhas, mas poderia ser ela. Contudo, se fosse ela, ela foi, por um breve período, a segunda pessoa mais poderosa do Egito.
P: Em Êxodo 2:10, o nome Moisés é egípcio ou hebraico?
R: O nome Moisés é incomum porque é ambos. Em hebraico, o nome Moseheh deriva de masah, que significa “tirar para fora”. Em egípcio, o verbo ms/mes significa “tirado para fora, nascido” ou “(tal e tal deus) nasceu”. Gramaticalmente, trata-se da antiga forma perfeita egípcia. “ms” é uma terminação comum em Ptahmose, Thutmose, Ahmose e Ramose. O Dicionário Bíblico de Unger afirma que o nome egípcio “ms’” pode significar “uma criança ou um filho”.
P: Em Êxodo 2:14,15, como Moisés deixou o Egito temendo a ira do rei, uma vez que, em Hebreus 11:27, Moisés deixou o Egito sem temer a ira do rei?
R: Em Êxodo 2:14,15, quando tinha 40 anos, Moisés deixou o Egito pela primeira vez temendo a ira do rei. Em Êxodo 13-14, quando tinha 80 anos, Moisés deixou o Egito pela segunda vez sem temer a ira do rei, e Hebreus 11:27 descreve essa segunda ocasião. Moisés voltou pela segunda vez para enfrentar seu medo, mas, dessa vez, ele sabia que tinha uma missão a cumprir e que Deus o protegeria.
Para nós, se fugirmos com medo de uma provação à nossa fé, às vezes Deus faz com que voltemos mais tarde e enfrentemos o mesmo tipo de provação.
P: Em Êxodo 2:18, por que o sogro de Moisés se chamava Reul, se ele era Jetro em Êxodo 3:1 e 4:18?
R: Meu próprio sogro tinha dois nomes diferentes (em chinês e em inglês), então não acho que isso seja incomum. Provavelmente isso não era considerado incomum por Abrão/Abraão, Sarai/Sara, Jacó/Israel, Ben-Oni/Benjamim, Zafenate-Paneá/José, Oséias/Josué, Gideão/Jerubaal, Amiel/Eliam, Bate-Sebá/Bate-Shua, Azarias/Uzias, Abijão/Abias, Jeoacaz, filho de Josias/Salum, Eliakim/Jeoiaquim, Jeoiaquim/Jeconias/Conias, Zedequias/Matanias, Hananias/Sadraque, Misael/Mesáque, Azarias/Abed-Nego, Daniel/Beltessazar, Simão/Pedro, José/Barnabé, Silas/Silvano e Saulo/Paulo.
Era comum que as pessoas tivessem nomes diferentes em idiomas distintos e, aparentemente, adquirir posteriormente outro nome no mesmo idioma também era bastante comum, como poderiam atestar Gideão/Jerubaal e Oséias/Josué. Uma hipótese é que isso seja mais comum em culturas que não possuem sobrenomes. Nesse caso, Walter Kaiser, em *A History of Israel*, p. 92, referindo-se ao *Ugaritic Textbook*, de Cyrus H. Gordon (1965), afirma que o nome Jethro (assim como Hobab) é encontrado na língua ugarítica. Re’u’el significa “amigo ou pastor de Deus”.
Em outras culturas, nomes múltiplos também eram comuns. No Egito, Osíris, Wennofer e Khent-amentiu eram todos nomes do mesmo ídolo. Sebek-khu e Djaa eram a mesma pessoa. Na Mesopotâmia, Ahiqar é a mesma pessoa que Aba’enlil-dari, e Tiglate-Pileser é Pul. As leis de Lipit-Ishtar chamam o mesmo deus de Enlil e Nunamnir, e as Leis de Hamurabi mencionam Inana/Ishtar/Telitum e Nintu/Mama. O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 2, p. 313, afirma que nomes duplos para a mesma pessoa também são bem conhecidos em fontes do sul da Arábia. Além de apresentar esses exemplos, Kenneth Kitchen, em “Ancient Orient and Old Testament” (IVP, 1966), pp. 121-124, menciona que nomes duplos eram comuns em Canaã, na Antiga Arábia do Sul, entre os hurritas e os hititas.
Josefo apresentou uma explicação alternativa. Ele especulou que Reuel era seu nome, e Jetro, seu título.
P: Em Êxodo 2:21-22, por que deveríamos admirar Moisés, que [supostamente] teve um filho ilegítimo?
R: As Escrituras nunca afirmaram que Moisés tivesse um filho ilegítimo. Quando Êxodo 2:21 diz que Reuel deu a Moisés sua filha Zípora, ele a entregou a Moisés como sua esposa. Como prova disso, Êxodo 4:20 se refere a Zípora como sua esposa, e em Êxodo 4:25, Zípora, sua esposa, menciona Moisés como seu “noivo de sangue”.
No entanto, é um estudo interessante da psicologia observar até que ponto algumas pessoas interpretam certas passagens das Escrituras (como Êxodo 2:21-22) de forma tendenciosa, enquanto ignoram passagens relacionadas (Êxodo 4:20, 25), a fim de tentar encontrar alguma acusação contra Deus e Sua Bíblia.
P: Em Êxodo 2:23-25, por que Deus esperou até Moisés ter 80 anos para libertar os israelitas?
R: As Escrituras não dizem, mas podemos encontrar nelas indícios de algumas possíveis razões.
Moisés aparentemente era fisicamente forte o suficiente para matar um egípcio (Êxodo 2:12) e afugentar vários pastores (Êxodo 2:17). Talvez ele tenha agido de forma impulsiva ao, de repente, tomar o assunto em suas próprias mãos e matar o egípcio em Êxodo 2:11-12. Talvez Moisés tivesse que aprender primeiro algumas lições sobre esperar pela orientação de Deus e fazer a vontade de Deus à maneira de Deus, em vez de à sua própria maneira.
Moisés tinha 80 anos quando Deus o chamou da sarça ardente. Talvez, após 40 anos vivendo no deserto remoto, ele já fosse mais hábil em confiar no poder de Deus.
Êxodo 2:23 diz que o rei do Egito (o mesmo que o Faraó) morreu. Como o Faraó que tentou matar Moisés em Êxodo 2:15 havia morrido, Moisés pôde apresentar-se novamente perante a corte.
Durante todo o período de cativeiro, a Bíblia nunca menciona que os hebreus clamaram a Deus por socorro, até Êxodo 2:23-24. Foi então, e somente então, que Deus trouxe Moisés de volta à cena. Isso pode parecer elementar, mas se o senhor tem um problema, sabe que tem um problema e precisa da ajuda de Deus, por que hesitaria em clamar a Deus?
P: Em Êxodo 3:2, por que o anjo do SENHOR apareceu em uma sarça ardente?
R: Embora as Escrituras não o digam, a sarça ardente nos oferece alguns pontos para refletirmos.
O milagre de Deus de uma sarça em chamas que não se consumia deve ter atraído Moisés à distância. No futuro, a obra milagrosa de Deus no Êxodo seria como uma luz brilhando através dos séculos, atraindo as pessoas para Deus também. Quando compartilhamos a mensagem de Deus com os outros, certifiquem-se de permitir que eles vejam a luz do caráter e das obras de Deus, e não apenas nossas próprias chamas insignificantes e criadas pelo homem.
Um incêndio no deserto pode ser algo perigoso, se for preciso percorrer muitas milhas para conseguir água para apagá-lo. A areia não funciona tão bem. No entanto, aquela sarça estava a salvo e não foi consumida pelo fogo. O povo de Israel passou por situações perigosas, com os egípcios querendo matar os meninos recém-nascidos e, mais tarde, no deserto. Contudo, em obediência a Deus, eles puderam ser mantidos a salvo.
Por outro lado, nem todos estavam a salvo no deserto. Quando alguns desobedeceram, alguns foram atingidos por pragas, mortos pelo fogo ou engolidos pela terra. Não acreditem na mentira de que “Deus é seguro”. Deus não é seguro, mas Deus é bom. Voltemo-nos para Deus com fé e obediência, para que, por Sua graça, possamos ver o lado bondoso e misericordioso de Deus, e não o lado severo e irado.
P: Em Êxodo 3:2, quem exatamente era o anjo do SENHOR na sarça ardente?
R: A palavra “anjo” pode significar mensageiro. Há três possibilidades, e vamos examiná-las todas.
Um ser angelical bom criado por Deus: Êxodo 3:2 menciona o “anjo do SENHOR”. No entanto, se fosse simplesmente um anjo, por que Moisés teria que tirar os sapatos, já que aquele era solo sagrado, conforme Êxodo 3:6?
Deus (seja a Trindade ou o Pai): O Ser disse: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. A propósito, uma aparição de Deus no Antigo Testamento é chamada de teofania.
Jesus Cristo: A Igreja primitiva interpretou isso como uma aparição de Jesus, o Verbo de Deus, antes de Sua encarnação na Terra. Jesus poderia dizer: “Eu sou o Deus…” e Jesus também poderia ser o mensageiro, ou o Verbo de Deus Pai. A propósito, uma aparição especificamente de Deus Filho no Antigo Testamento é chamada de cristofania.
Entre os escritores da Igreja primitiva que afirmaram que se tratava de Jesus, destacam-se: Primeira Apologia de Justino Mártir, cap. 63, p. 184 (c. 150 d.C.); Irineu (182-188 d.C.), em Contra as Heresias, livro 4, cap. 29.2, p. 502 (182-188 d.C.); Clemente de Alexandria, em “Exortação aos Pagãos”, cap. 1, p. 173 (193-217/220 d.C.), e Tertuliano, em “Resposta aos Judeus”, cap. 8, p. 163 (198-220 d.C.).
P: Em Êxodo 3:8 e Gênesis 23, como os hititas poderiam estar na Palestina na época de Moisés e Josué?
R: Os hititas eram um povo de ampla dispersão, e uma colônia se estabeleceu nas montanhas da Palestina. Os hititas, de origem indo-europeia, saquearam a Babilônia em 1590 a.C. Outros acreditam que isso se refira aos hatti, um povo não indo-europeu que foi conquistado antes de 2000 a.C. Hatti e Hitti são escritos da mesma forma em hebraico.
P: Em Êxodo 3:8, 17 e Josué 25:6, por que Canaã é chamada de terra do leite e do mel?
R: Para os israelitas, que viviam de pastoreio, era uma terra de colinas e vales exuberantes, propícia à criação de gado bem alimentado e ao cultivo de flores para as abelhas.
P: Em Êxodo 3:10 e Êxodo 6:10-13, Moisés foi chamado por Deus em Midiã ou no Egito?
R: Moisés foi chamado por Deus pela primeira vez em Midiã. No entanto, Moisés começou a ter dúvidas depois de retornar ao Egito, e Deus reafirmou o chamado de Moisés no Egito. Às vezes, hoje em dia, as pessoas também precisam de uma reafirmação do que sabem ser verdade.
P: Em Êxodo 3:10-4:17, por que Moisés precisava de um chamado, e por que nós precisamos?
R: Antes de Moisés arriscar a própria vida, Deus confirmou a ele que estaria cumprindo a Sua vontade. Quando outros israelitas questionavam quem era Moisés e se ele lhes diria o que era certo, os sinais de Moisés os convenciam de que ele havia sido genuinamente chamado. Ao sentir o calor da ira do Faraó e os milagres demoníacos dos magos do Faraó, Moisés precisava ter certeza de que estava exatamente onde deveria estar.
Às vezes perguntam aos cristãos: “por que vocês acham que detêm o monopólio da verdade?”, ou “quem os chamou para dizer aos outros que iriam para o inferno se rejeitassem Cristo, o Filho de Deus?”. Se não tivéssemos um chamado, nem uma mensagem de Deus, talvez eles tivessem razão. Mas todos os cristãos têm um chamado geral, dado pelo próprio Jesus em Mateus 28:18-20. Paulo ecoa esse chamado em 2 Timóteo 4:1-2. Todos nós devemos brilhar como estrelas no universo ao proclamarmos a palavra da vida, conforme Filipenses 2:15-16 e 2 Coríntios 5:18-20. Quando as pessoas questionam suas credenciais, não é que tenham um problema com a sua autoridade, embora possam dar a entender que sim. Em vez disso, a discordância delas é com as palavras e as afirmações exclusivas de Cristo. Às vezes, nossa tarefa não é apenas persuadir as pessoas, mas mostrar que há uma diferença entre aquilo em que elas acreditam com facilidade e o que Jesus disse. Assim que perceberem essa diferença, elas terão uma escolha a fazer sobre quem seguirão.
Alguns cristãos receberam um chamado específico para se dedicarem a um determinado ministério, igreja ou grupo étnico. Nem todo cristão sente um chamado específico, e nem todo cristão tem o mesmo chamado específico. É fácil imaginar que o seu chamado seja para o aspecto mais importante do ministério, e que outros chamados não sejam tão importantes, mas 1 Coríntios 12 mostra que isso está errado. Independentemente de você acreditar ou não que tenha um chamado específico, todos nós somos responsáveis por obedecer aos chamados gerais dirigidos a todos os crentes na Bíblia: compartilhar a Palavra, amar os outros e viver uma vida que glorifique a Deus.
P: Em Êxodo 3:18, Moisés agiu de forma enganosa quando pediu ao Faraó que lhes permitisse fazer uma viagem de três dias para oferecer sacrifícios?
R: Não. Seis pontos a serem considerados e, em seguida, uma provável razão para isso.
1. Deus disse que, eventualmente, tiraria os israelitas de forma definitiva (Êxodo 3:17) e, no devido tempo, Deus o fez.
2. Foi por ordem de Deus, e não por iniciativa própria de Moisés, que, naquele momento, Moisés pedisse ao Faraó apenas a viagem de três dias, em vez de permissão para deixar o Egito. (Êxodo 3:18)
3. Deus sabia com certeza, e disse a Moisés, que o Faraó nem mesmo concederia esse pedido menor. (Êxodo 3:19)
4. Hipoteticamente falando, se o Faraó tivesse atendido a esse pedido, não há indício de que Moisés tivesse enganado o Faraó e não tivesse retornado.
5. É claro que, se eles tivessem partido e retornado ao Egito, isso não os impediria de, posteriormente, solicitarem a saída definitiva.
6. Manter silêncio sobre um assunto não é mentir. Especificamente, fazer um pedido menor e não mencionar um pedido maior que será feito posteriormente não é mentir.
Por que Deus teria feito com que Moisés, inicialmente, fizesse apenas esse pedido menor? Provavelmente não foi engano, mas benevolência. Deus deu ao Faraó e aos egípcios a chance de primeiro concordarem com um pedido menor e, gradualmente, se acostumarem com a ideia de deixar os israelitas partirem. No entanto, ao mesmo tempo em que Deus concedeu essa oportunidade, Ele já sabia, com certeza, o resultado do livre arbítrio do Faraó. Hoje, Deus oferece a maravilhosa oportunidade da salvação a todos, mas Ele já conhece os resultados do livre arbítrio de cada um.
P: Em Êxodo 3:22 e Êxodo 12:33-36, como Deus pôde dizer aos israelitas para pedirem coisas aos egípcios?
R: A palavra hebraica sa’al significa “pedir”, não “pedir emprestado”. Três pontos a serem considerados na resposta.
1. Sem engano: Os egípcios sabiam que os israelitas estavam partindo e ficando com os itens: Êxodo 12:31-6. A palavra hebraica para “saque”, nissaltem, especificamente não sugere roubo, fraude ou engano. Também se afirma que “emprestado” é frequentemente interpretado como tal devido à influência de traduções incorretas em uma época em que o hebraico era desconhecido ou, como ocorre atualmente, devido a preconceitos racionalistas.
2. Sem coação: Os egípcios estavam bem-dispostos para com eles e os instavam a partir, conforme Êxodo 12:33-36.
3. Sem injustiça: Esses itens constituíam uma pequena compensação pelo infanticídio e pelos 400 anos de escravidão. Este terceiro conceito, assim como os dois primeiros (indiretamente), foi expresso por Tertuliano em *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 2, capítulo 21, p. 313-314 (207/208 d.C.). Essa resposta também se encontra em Irineu (182-188 d.C.), em *Contra as Heresias*, livro 5, capítulo 30, versículo 2.
Resumo: Os israelitas fizeram um pedido aberto, e os egípcios, que a essa altura já simpatizavam com eles, atenderam ao seu pedido.
P: Em Êxodo 3:22 e Êxodo 12:33-36, como Deus poderia [supostamente] ensinar os israelitas a serem desonestos e a roubar? (essa pergunta foi feita por um ateu)
R: O senhor já pediu algo alguma vez? Se sim, isso faz de o senhor um ladrão? — Claro que não, isso é absurdo. Da mesma forma:
1. Os egípcios sabiam que os israelitas estavam partindo. Na verdade, os egípcios estavam pedindo aos israelitas que se apressassem e partissem, conforme Êxodo 12:33.
2. Os israelitas pediram essas coisas aos egípcios (Êxodo 12:35-36)
3. Os egípcios estavam bem-dispostos em relação aos israelitas e lhes deram (não emprestaram) essas coisas. (Êxodo 3:22; 21:36).
Conforme mencionado na resposta anterior, o livro “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 2, p. 324, afirma que a palavra hebraica para “saque”, nissaltem, especificamente não sugere roubo, fraude ou engano.
P: Em Êxodo 4, o que podemos aprender com a resposta de Moisés ao chamado de Deus?
R: Deus primeiro mostrou a Moisés Seu poder maravilhoso (Êxodo 3:2), depois demonstrou paciência ao lidar com as desculpas de descrença de Moisés (Êxodo 4:1-13) e, por fim, Sua ira se acendeu contra Moisés. Temos a responsabilidade de obedecer ao chamado de Deus e não desobedecer por medo, rebeldia ou crença em nossa própria inadequação. Esperamos que o senhor não chegue ao ponto de provocar a ira de Deus antes de ouvir Seu chamado.
Quando Moisés disse que era inadequado, podemos perceber duas verdades e uma mentira motivada pela falta de fé.
1. Moisés expôs verdades objetivas: era improvável que as pessoas quisessem acreditar em um forasteiro desconhecido, e que ele era lento para falar.
2. Moisés sabia, com sinceridade, que, em sua natureza humana, não estava à altura de cumprir a tarefa com sucesso.
3. Moisés acreditou em uma mentira que denotava falta de fé: que Deus não era grande o suficiente para realizar Sua vontade por meio da inadequação de Moisés. Oro para que, caso tenha essa mentira em seu coração, o senhor a descubra, confesse esse pecado a Deus e decida acreditar que a grandeza de Deus é maior até mesmo do que suas piores fraquezas.
P: Em Êxodo 4:3-5, como uma vara sem vida pode se transformar em uma cobra?
R: Não se trata de uma mera ilusão de ótica, pois, em Êxodo 7:12, a cobra era capaz de engolir. Deus é maior do que as leis físicas e biológicas naturais, e não o contrário.
P: Em Êxodo 4:11, Deus não apenas permite, mas também torna as pessoas mudas, surdas e cegas?
R: Goste-se ou não, Deus permite conscientemente todo mal e toda deficiência que ocorrem. Além disso, muitas vezes Deus tem um propósito especial ao fazer com que as pessoas sejam de determinada maneira. Tantos milagres poderosos foram realizados por meio de Moisés, mas Deus escolheu tanto torná-lo com um problema de fala (Êxodo 4:10-13, 6:12,30) quanto não removê-lo. Da mesma forma, tantos milagres foram realizados por meio de Paulo, mas, em 2 Coríntios 12:7-9, Deus escolheu não remover o espinho de Paulo.
P: Em Êxodo 4:18, por que o nome “Jetro” foi escrito de maneiras diferentes?
R: Muitas línguas, incluindo o árabe, apresentam uma terminação diferente para um substantivo, dependendo de como ele é utilizado na frase. O nome Jetro foi transliterado para o hebraico em um trecho com uma terminação e, em outro trecho, com uma terminação diferente. O mesmo ocorreu com Gesem/Gashmu, o árabe, em Neemias 2:19; 6:1-2, 6. O que é especialmente interessante em Êxodo 4:18 é que ambas as terminações estão presentes no mesmo versículo. Aparentemente, os escritores não eram muito exigentes quanto à consistência ortográfica dos nomes, e nós também não deveríamos ser.
P: Em Êxodo 4:18, por que Moisés disse que queria ir ao Egito “para ver se eles ainda estavam lá”?
R: Independentemente de suas razões serem corretas ou erradas, Moisés optou por ser vago e ocultar seu principal motivo para retornar ao Egito. A Bíblia não defende o sigilo de Moisés, apenas o registra.
P: Em Êxodo 4:22, de que forma Israel era o primogênito de Deus?
R: Um primogênito tinha direitos, privilégios e responsabilidades especiais. Israel era o povo escolhido de Deus; por meio dele, a palavra de Deus se espalharia por toda a terra. Israel tinha os seguintes privilégios:
Adotado como filhos (Romanos 9:4)
A quem foram confiadas as próprias palavras de Deus (Romanos 3:2) e o recebimento da lei (Romanos 9:4)
Os patriarcas (Romanos 9:5)
A descendência humana de Cristo (Romanos 9:5).
P: Em Êxodo 4:24, por que Deus quase matou Moisés?
R: Quatro pontos a serem considerados na resposta:
Situação: Embora Deus soubesse que Moisés não morreria, a situação parecia desesperadora para Moisés e Zípora.
Causa: Não é especificado como Moisés chegou à beira da morte — talvez por doença —, mas eles sabiam que Deus não apenas permitiu isso, como também o causou deliberadamente.
Disciplina: Zípora e Moisés não haviam cumprido a aliança da circuncisão estabelecida com Abraão, e Deus os disciplinou até que o fizessem; caso contrário, Moisés seria levado à beira da morte.
Advertência: Como Moisés descobriu, ninguém pode se tornar tão grande a ponto de não precisar mais obedecer a Deus.
P: Em Êxodo 4:30, as pessoas devem acreditar por causa dos sinais?
R: As pessoas não devem acreditar em Deus apenas por causa dos sinais. Os sinais têm um papel adequado na confirmação da fé nos mensageiros de Deus. Esses sinais não serviram para provar a existência de Deus a esse povo; ao contrário, serviram para confirmar que Moisés era enviado pelo Deus Vivo.
P: Em Êxodo 4:31 e Êxodo 6:9, o povo acreditou em Moisés ou não?
R: Inicialmente, elas acreditaram em Moisés em Êxodo 4:31, mas posteriormente tiveram dúvidas em Êxodo 6:9, depois que o Faraó aumentou sua carga de trabalho.
P: Em Êxodo 5:2, quem era o Faraó do Egito e quando ocorreu o Êxodo?
R: O Faraó que faleceu aqui foi provavelmente Tutmés III. Sua rainha principal era Hatshepsut Meritre (diferente de sua mãe, a famosa Hatshepsut). O Êxodo ocorreu por volta de 1446/1445 a.C. A razão para essa data de 1446/1445 é 1 Reis 6:1, que afirma que Salomão começou a construir o Templo 480 anos após os israelitas terem saído do Egito, e os arqueólogos estão convencidos de que isso teria ocorrido em 966 a.C..
Como observação adicional, o historiador Eusébio de Cesareia (318-339/340 d.C.) afirma que o nome da filha do Faraó que resgatou Moisés das águas era Merris, em *Praeparatio Evangelica* 9.27. Josefo menciona Thermuthis em *Antiguidades dos Judeus* 2, 224 (9.5), e o *Livro dos Jubileus* 47:5 afirma que seu nome era Tharmuth.
Isso teria ocorrido durante o reinado de Tutmés III ou, mais provavelmente, durante o reinado do Faraó Amenhotep II (1450/20-1401/1385 a.C.). Sua rainha principal chamava-se Tia. Outros cristãos costumavam pensar que o Êxodo ocorreu muito mais tarde, durante o reinado de Ramsés II (1290-1224 a.C.). A data de 1446/1445 a.C. se encaixa porque:
1. 1 Reis 6:1 menciona 480 anos antes do Templo de Salomão.
2. Sob o reinado de Amenhotep II, os semitas foram obrigados a fabricar tijolos.
3. Estela do Sonho de Tutmés IV. Consulte a discussão sobre Êxodo 12:29.
4. Juízes 11:26 menciona 300 anos antes de Jefté.
5. Hazor não foi habitada após o século XIII.
6. As tabuinhas de Tell el-Amarna, datadas de 1400 a 1370 a.C., mencionam os temidos “Habiru” ou “Abiru” causando estragos. Elas referem que as cidades de Arad, Gezer, Ashkelon e Lachish já haviam sido capturadas.
7. Clemente de Alexandria, em *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 1, cap. 2, menciona um período de 450 anos entre a época de Josué e a de Davi.
8. O nome Ramsés já era utilizado antes do século XIII. Consulte TABELAS CRONOLÓGICAS E DE CONTEXTO DO ANTIGO TESTAMENTO, pp. 29-30, e Quando os Críticos Perguntam, pp. 67-68. Ramose era o nome de um nobre na época de Amenhotep III.
A datação por carbono-14 situou a destruição de Jericó por volta de 1410 a.C. O faraó que reinava 40 anos antes disso seria Tutmés III.
P: Em Êxodo 5:2, tratava-se do mesmo faraó que o de Êxodo 15?
R: Não era o mesmo faraó. O faraó de Êxodo 1, provavelmente Tutmés III, pretendia exterminar ou reduzir a população dos israelitas. O faraó do Êxodo, provavelmente Amenhotep II (1450/1420-1401/1385), concentrou-se em utilizá-los como escravos. Lembre-se de que houve um intervalo de 80 anos entre Êxodo 1 e Êxodo 5.
P: Em Êxodo 5:3, Êxodo 8:26-27 e Êxodo 10:26, Moisés estava apenas inventando motivos para ter que partir?
R: As Escrituras não dizem se Deus instruiu Moisés a apresentar essas razões ao Faraó para a partida, ou se Moisés as apresentou por iniciativa própria. Se for o caso, observe que as Escrituras não se pronunciam sobre se Moisés disse tudo corretamente.
P: Em Êxodo 5:6, por que usavam palha para fabricar tijolos?
R: A palha conferia aos tijolos maior resistência à tração, pois o barro aderido à palha teria menos chances de se desintegrar.
P: Em Êxodo 5:6-7, como os israelitas lidavam com a necessidade de coletar sua própria palha?
R: Primeiramente, é preciso entender que a palha era importante para fabricar tijolos resistentes, pois atuava como aglutinante, evitando que os tijolos simplesmente se desintegrassem. Além disso, embora os tijolos fossem mais comuns na Mesopotâmia do que no Egito, algumas cidades egípcias, como Pithom, foram construídas com tijolos. O túmulo de um nobre egípcio chamado Rekhmere / Rek-mi-Re, em Tebas, no século XV a.C., apresenta uma pintura de escravos fabricando tijolos. Há uma imagem disso em *The New International Dictionary of the Bible*, p. 174.
As ruínas de Pithom mostram tijolos com palha no nível mais baixo, tijolos com apenas restolho no nível intermediário e tijolos sem material fibroso no nível superior. Os tijolos variavam de 13 por 13 por 3,5 polegadas (33 por 33 por 9 cm) a 16 por 8 por 6 polegadas (41 por 20 por 15 cm).
P: Em Êxodo 6:1, por que a mão poderosa de Deus foi mencionada especificamente neste versículo?
R: Naquela época, os faraós egípcios costumavam usar o termo “possuidor do braço [poderoso]” como parte de seus títulos. Êxodo 6:1 enfatizou que seus braços orgulhosos não eram nada comparados ao braço de Deus.
P: Em Êxodo 6:3 e em outras passagens, quais são alguns dos problemas com a teoria JEPD?
R: A teoria JEPD foi concebida pela primeira vez no século XIX, antes que os estudiosos pudessem provar que pessoas comuns sabiam escrever na época de Moisés. Ela afirma que os cinco primeiros (ou, às vezes, seis) livros da Bíblia foram compilados a partir de quatro fontes anteriores, chamadas J (de Jeová), E (de Elohim), P (de Sacerdotal) e D (de Deuteronômio).
Existem muitos problemas com a teoria JEPD, mas aqui estão dois deles.
1. Os estudiosos liberais discordam sobre quais versículos pertencem a J, E, P e D.
2. Essa teoria se baseia no uso de nomes diferentes para Deus em Gênesis 1 e Gênesis 2. Mas outras obras fazem o mesmo. No livro de Hebreus, Jesus e Cristo não são mencionados no capítulo 1, apenas “Filho”. Cristo e Jesus são mencionados com frequência depois disso, no entanto. No entanto, nunca ouvi falar de ninguém que duvidasse da unidade do livro de Hebreus. O livro de Jonas utiliza apenas o nome divino, exceto quando os marinheiros se manifestam em Jonas 3:4. A partir daí, a narrativa também utiliza “Elohim” para se referir ao Deus verdadeiro.
3. Muitos versículos devem ser divididos no meio. De acordo com *Evidence that Demands a Verdict*, volume II, p. 134, a versão da teoria JEPD do *Interpreter’s One-Volume Commentary on the Bible* divide os seguintes versículos em duas ou mais fontes.
Gênesis 2:4; 7:16,17; 8:2,3,13; 10:1; 12:4; 13:11,12; 16:1; 19:30; 21:1,2,6; 25:11,26; 31:18; 32:13; 33:18; 35:22; 37:25,28; 41:46; 42:28; 45:1,5; 46:1; 47:5,6,27; 48:9,10; 49:1,28
Êxodo 1:20; 2:23; 3:4; 4:20; 7:15, 17, 20, 21; 8:15; 9:23, 24, 35; 10:1, 13, 15; 12:27; 13:3; 14:9,19,20,21,27; 15:21,22,25; 15:13,15; 17:1,2,7; 19:2,3,9,11,13; 24:12, 15, 18; 25:18; 31:18; 32:8, 34, 35; 33:5, 19; 34:1, 11, 14
Números 13:17,26; 14:1; 16:1,2,26,27; 20:22.
(Deuteronômio não é mencionado porque é considerado inteiramente “D”.)
Quantos versículos precisariam ser divididos ao meio por essa teoria para que ela deixasse de ser sustentável? Noventa e um versículos provavelmente são demais.
P: Antes de Êxodo 6:3, por que 197 passagens utilizam o nome Yahweh, uma vez que Êxodo 6:3 afirma que Deus não se revelou por esse nome a Abraão, Isaque e Jacó?
R: Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.
a) Fatos verdadeiros, que não fazem parte da resposta.
a1. Como Moisés escreveu Gênesis em sua época, e não na de Jacó, ele poderia usar qualquer nome que desejasse. Por exemplo, as pessoas escrevem corretamente que Colombo chegou às Américas, mesmo que Colombo não conhecesse o nome “América”. Isso por si só explica todos os casos, exceto 53, que são citações diretas ou similares.
a2. A comparação entre a Septuaginta e o texto massorético mostra que os escribas tinham certa liberdade para alterar os nomes de Deus. Julius Wellhausen afirmou que essa era a maior fraqueza de sua própria hipótese documental.
a3. O nome de Deus era conhecido por Abraão, Isaque e Jacó, mas Deus não era conhecido principalmente como Yahweh. Deus estava revelando um significado a Moisés que não havia revelado aos três homens que o precederam.
b) A resposta está no próprio Êxodo 6:3.
b1. Êxodo 6:3 não diz que foi revelado “antes da época de Moisés”. Diz apenas: “a Abraão, Isaque e Jacó”.
(Isso elimina 5 das 53 passagens.)
b2. Êxodo não diz que eles desconheciam o nome divino de Deus. Diz apenas: “Eu me apareci… mas pelo meu nome Yahweh nunca me dei a conhecer a eles.” Embora Deus tenha falado ou aparecido a Abraão, Isaque e Jacó pelo menos (8, 1, 6) 15 vezes, Deus nunca apareceu a esses homens de uma maneira especial associada ao Seu nome divino, como apareceu a Moisés. De fato, quando Jacó pediu um nome após a luta em Gênesis 32:29, Jacó, propositalmente, não recebeu resposta.
P: Em Êxodo 6:3, uma vez que Deus não se revelou pessoalmente como Yahweh a Abraão, Isaque e Jacó, o que dizer dos trechos a seguir em que Deus se autodenomina Yahweh? Gênesis 15:7 “Eu sou Yahweh, que te tirei de Ur”; Gênesis 18:14 “Há algo que seja difícil demais para Yahweh?”; Gênesis 28:13 “Eu sou Yahweh, o Deus de teu pai…”
R: Provavelmente, trata-se de alterações posteriores feitas por escribas. Nos três casos da Septuaginta grega, utiliza-se a palavra “Deus” (theos), e não a palavra grega para “Eu Sou” em Êxodo 3:14 (o v), nem a palavra grega em Êxodo 6:3 (kurios). Consulte também a pergunta anterior.
P: Em Êxodo 6:16-20, como os israelitas puderam permanecer no Egito por 430 anos, uma vez que foram mencionadas apenas três gerações entre Levi e Moisés?
R: Havia mais de três gerações, pois as genealogias frequentemente apresentavam lacunas, já que “filho” também significa “descendente” e “pai” também significa “ancestral”.
P: Em Êxodo 6:20, por que Amram se casou com Joquebede, sua tia, já que isso é proibido em Levítico 18:11?
R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.
1. O Levítico ainda não havia sido escrito, portanto eles não podiam ser responsabilizados por uma lei futura.
2. Além disso, a Bíblia não está aprovando isso, mas relatando com honestidade o que aconteceu.
P: Em Êxodo 6:20, Jocabede e Amram, neto de Levi, eram os pais de Moisés?
R: Não necessariamente, já que “filho” pode significar “descendente”, e Jocabede não foi mencionada pelo nome em Êxodo 2:1-9. Como Coate tinha 8.600 descendentes do sexo masculino na época de Moisés (Números 3:28), é improvável que Amram, filho de Coate, fosse o mesmo Amram, pai de Moisés.
P: Em Êxodo 6:26-27, foi Moisés quem escreveu este livro, uma vez que ele foi redigido na terceira pessoa?
R: Não há motivo para duvidar que Moisés tenha escrito este livro. Escrever na terceira pessoa não era incomum na literatura antiga. Outros exemplos incluem os seguintes:
1. Júlio César escrevendo “A Guerra da Gália”.
2. Júlio César escrevendo “As Guerras Civis”.
3. Xenofonte escrevendo “Anábase”.
4. Josefo escrevendo “A Guerra dos Judeus”.
5. O apóstolo João escrevendo o Evangelho de João.
P: Em Êxodo 7-11, por que Deus enviou as pragas aos egípcios primeiro, em vez de simplesmente influenciá-los a deixá-los partir?
R: Êxodo 9:16 (e Romanos 9:17) afirmam que Deus fez isso para demonstrar Seu poder e para que Seu nome fosse proclamado por toda a terra. Seis pontos a serem considerados.
a) Deus é soberano e tem o “direito” de escolher quaisquer meios que desejar.
b) Deus não foi injusto para com os egípcios, que tinham 400 anos de uma “norma cultural” de escravizar os hebreus.
c) Muitas vezes, as pessoas sob o comando de um líder sofrem as consequências das decisões de seus líderes.
d) Deus lhes deu a oportunidade de escolher libertar seus escravos. No entanto, eles preferiram as vantagens econômicas de escravizar os outros a tratá-los como gostariam de ser tratados.
e) Esse foi um julgamento não apenas sobre o Egito, mas também sobre os deuses egípcios. Isso demonstrou tanto que esses deuses eram falsos quanto que Ele era o único Deus Verdadeiro com poder.
f) O nome de Deus foi glorificado em toda a terra. De fato, os egípcios de hoje consideram Moisés um herói e profeta de Deus.
P: Em Êxodo 7:1, como Moisés poderia ser como Deus para o Faraó?
R: Essa comparação não significa que Moisés fosse divino, mas que toda a comunicação e interação que o Faraó tivesse com o Deus verdadeiro se daria por meio de Moisés, auxiliado por Arão como profeta. Veja também 2 Coríntios 3:20, onde somos epístolas (cartas) de Deus para os outros. Como disse uma senhora: “podemos ser as únicas Bíblias que algumas pessoas jamais lerão”.
P: Em Êxodo 7:11, 22 e Êxodo 8:7, como os magos do Faraó puderam demonstrar poder mágico?
R: Como observação adicional, um truque de mágica realizado hoje, que utiliza três copos para cobrir bolas, já era praticado no antigo Egito. Embora as pessoas possam enganar outras com truques engenhosos e não sobrenaturais, Satanás possui poder milagroso, conforme mostram 2 Tessalonicenses 2:9 e Apocalipse 13:13. Esses magos provavelmente estavam realizando essas coisas por meio do poder de Satanás.
P: Em Êxodo 7:17-22, como a água pôde se transformar em sangue?
R: Embora os egípcios provavelmente estivessem familiarizados com o sedimento vermelho da Etiópia, a terra vermelha não afetaria a água em jarros e baldes de pedra. Existem duas visões. Visto que nada é impossível para Deus, é inútil perguntar de que maneira Deus “teve” que fazer isso. Em vez disso, o senhor poderia perguntar qual visão possui as melhores evidências que sustentam a forma como Deus escolheu fazê-lo.
1. O sangue é sangue literal.
2. A água ficou vermelha, como ocorre com as algas tóxicas que causam a “maré vermelha” observada em vários oceanos e no Nilo. As algas produzem uma neurotoxina que mata peixes e torna a água imprópria para consumo.
P: Em Êxodo 7:19 e Êxodo 8:16, 24, as pragas se abateram sobre “todo” e “por todo o” Egito, ou elas poupam Gósen, conforme Êxodo 8:20, 22?
R: Êxodo 9:6 responde a essa questão, mostrando que, quando se dizia “todo o Egito”, estava implícito que Gósen estava excluída.
P: Em Êxodo 7:20, como os magos puderam transformar parte da água em sangue, já que Moisés já havia transformado a água do rio em sangue?
R: Êxodo 7:20 diz apenas que a água do rio, diante dos olhos do Faraó, se transformou em sangue imediatamente. A outra água pode ter se transformado pouco tempo depois.
Às vezes, quando Satanás conhece o tempo de Deus, ele pode tentar atribuir a si mesmo o mérito pelo que Deus faz. Veja a discussão sobre Êxodo 12:29 ou outro exemplo possível. No entanto, alguns têm uma visão diferente, de que “toda” significava a maior parte da água.
P: Em Êxodo 7:22 e Êxodo 4:21, quem endureceu o coração do Faraó?
R: O Faraó foi o primeiro a fazê-lo, e Deus também o endureceu. Esses versículos dizem quem endureceu o coração dele:
O Senhor endurecerá: Êxodo 4:21
O Faraó endureceu seu próprio coração — Êxodo 8:15, 32; Êxodo 9:34; 1 Samuel 6:6.
Ele se endureceu (ou seja, o próprio coração do Faraó se endureceu): Êxodo 7:13-14,22; 8:19; 9:7; 9:35
O Senhor o endureceu: Êxodo 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4-5, 17
Em resumo, cristãos como Clemente de Roma, ao escrever em 1 Clemente, cap. 51, p. 20 (96-98 d.C.), não viam isso como uma situação de “ou um ou outro”, mas sim que ambos os fatores estavam envolvidos.
Uma situação semelhante encontra-se em Romanos 1:21-32, onde Deus entregou as pessoas incrédulas e depravadas a uma depravação ainda maior. Deus chegou até mesmo a endurecer o coração de Israel em Isaías 63:17.
Como observação adicional, Deus também endureceu o coração dos cananeus em Josué 11:20 e o de Siom, rei de Hesbom, em Deuteronômio 2:30/
P: Em Êxodo 8:10, por que o Faraó pediu a Moisés que removesse os sapos amanhã e não hoje?
R: Talvez porque já fosse tarde, mas, mesmo assim, elas poderiam ter sido removidas imediatamente. Isso pode mostrar até que ponto o coração do Faraó estava endurecido. Ele queria ter certeza de que os sapos ainda não estariam indo embora quando ele falasse com Moisés.
P: Em Êxodo 8:16-19, o que eram esses “mosquitos”?
R: Podem ter sido o que hoje chamamos de “mosquitos-pequenos”, que são incômodos, mas não picam. Por outro lado, podem muito bem ter sido mosquitos. Não se sabe ao certo o significado exato da palavra hebraica “kinnim”, pois este é o único trecho da Bíblia em que ela é utilizada.
P: Em Êx 8,19; Êx 31,18; Dt 9,10; Sl 8,3 e assim por diante, Deus tem um dedo?
R: Não. Trata-se de uma expressão antropomórfica para indicar o poder de Deus. Como observação adicional, o termo linguístico para usar uma parte de algo a fim de denotar o todo é uma figura de linguagem chamada sinédoque. Para um exemplo semelhante em outra religião, o Islã, o Hadith de Bukhari, vol. 9, livro 93, cap. 26, n.º 543, p. 409, menciona o dedo de Alá.
P: Em Êx 8,19; Êx 31,18; Dt 9,10; Sl 8,3 e assim por diante, uma vez que era errado fazer qualquer imagem de Deus, por que a Bíblia utiliza antropomorfismos de Deus, como o fato de Ele ter mãos, etc.? (Há muitos anos, John L. MacKenzie afirmou isso.)
R: A diferença entre os dois conceitos é a diferença entre comunicação e adoração. Deus escolheu se comunicar de maneiras que as pessoas pudessem compreender, incluindo o uso de poesia e expressões antropomórficas, como “Sua mão direita”.
No entanto, Deus é muito específico ao afirmar que não deseja que façamos imagens ou desenhos com o propósito de adorá-Lo ou venerá-Lo.
P: Em Êxodo 8:20-32, que tipo de moscas eram essas?
R: Existem algumas teorias. Podem ter sido as chamadas “moscas-de-cão”, cujas picadas são dolorosas. Elas podem ter representado o deus egípcio Rá. Alternativamente, podem ter sido moscas Ichneuman, que representavam o deus Uatchit. As moscas podem ter sido atraídas pelos sapos em decomposição.
P: Em Êxodo 9:4, Êxodo 11:23 e Êxodo 12:13, como é que as pragas não afetaram os israelitas da mesma forma que afetaram os egípcios?
R: Deus tem poder para fazer o que Lhe apraz. Além disso, em Êxodo 15:26, Deus prometeu que, se os israelitas Lhe obedecessem, também não teriam essas doenças no futuro.
P: Em Êxodo 9:6, 19-20, uma vez que todo o gado e todos os cavalos morreram, como os cavalos sobreviveram em Êxodo 14:9?
R: Em Êxodo 9:6, “todos” refere-se ao gado em todo o Egito, ou a todo o gado nos campos do Egito, ou a ambos. No contexto, a proximidade de Êxodo 9:19-20 com Êxodo 9:6 torna óbvio que o autor não pretendia que isso fosse entendido como cada animal, dentro ou fora, mas sim os animais que estavam nos campos.
P: Em Êxodo 9:6, 19-20, o que sabemos sobre a criação de gado no Egito?
R: O gado egípcio era geralmente mantido em estábulos de maio a dezembro, durante a cheia do Nilo, quando as pastagens ficavam alagadas. O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, p. 357, afirma que é provável que essa praga tenha ocorrido em janeiro, quando parte do gado era levado para pastar. Como a cheia do Nilo recuava do Delta mais tarde do que no restante do Egito, o gado teria permanecido nos estábulos por mais tempo. Se o gado morreu de febre aftosa devido aos sapos em decomposição, isso afetaria principalmente o gado que se encontrava no campo.
P: Em Êx 9,16; Êx 11,9, Deus suscitou o Faraó apenas para puni-lo?
R: Não, as Escrituras não dizem isso. Elas afirmam que Deus suscitou o Faraó, com sua teimosia e maldade, para demonstrar a capacidade de Deus de libertar os israelitas da escravidão. Além de usar o mal para demonstrar aos outros Seu poder e Seu julgamento, Deus também permite que o mal avance, por um tempo, e julga o fruto que dele resulta.
P: Em Êxodo 9:19 e Êxodo 9:27, como Moisés pôde sair para se encontrar com o Faraó durante a praga destrutiva do granizo?
R: Obviamente, o granizo não estava em todos os lugares o tempo todo. Mesmo em um furacão, há calma no olho da tempestade. Moisés pode ter ido até o Faraó durante uma trégua temporária em parte do Egito. Alternativamente, Deus pode ter protegido Moisés enquanto ele se dirigia ao Faraó.
P: Em Êxodo 9:20, Isaías 28:5 e Ezequiel 4:9, que tipo de alimento os agricultores cultivavam naquela época?
R: A dieta das pessoas naquela época era muito diferente da das sociedades industrializadas de hoje, com maior variedade de alimentos naturais. Não havia milho nem batata no Velho Mundo, pois esses produtos eram originários das Américas. Havia trigo e centeio, assim como hoje, mas cultivavam-se quantidades significativas de outros grãos antigos que hoje cultivamos apenas como especialidades. Por exemplo, o einkorn, o emmer e a espelta são às vezes chamados de “trigos cobertos”; eles não são tão fáceis de debulhar quanto o trigo. O centeio, o sorgo e o milho-miúdo não são tão nutritivos quanto o trigo, embora o sorgo e o milho-miúdo ainda sejam utilizados na África. O grão kamut, que tem um sabor delicioso, também era cultivado. Outros grãos antigos são o amaranto e a quinoa. Eles não tinham outro grão, o triticale — um cruzamento entre trigo e centeio —, pois ele foi cultivado pela primeira vez na Escócia em 1875. Para mais informações, consulte.
Quanto aos adoçantes, além da beterraba sacarina na Europa e da cana-de-açúcar em países tropicais distantes, as pessoas basicamente contavam apenas com o mel. O mel contém um grande número de substâncias químicas diferentes, e cada lote de mel silvestre é um pouco diferente, pois depende das flores visitadas pelas abelhas. Alguém disse certa vez sobre o mel que, se hoje um novo alimento contivesse milhares de substâncias desconhecidas e apresentasse compostos químicos diferentes a cada vez que fosse produzido, não haveria como ele obter a aprovação da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA!
P: Em Êxodo 9:23, como pode haver fogo misturado com granizo?
R: Naturalmente, isso ocorre o tempo todo em tempestades severas de granizo acompanhadas de relâmpagos e trovões. Provavelmente foi nisso que se baseou o fogo mencionado em Êxodo 9:29. No entanto, Deus poderia fazê-lo da maneira que quisesse.
P: Em Êxodo 9:30, como as pessoas devem temer a Deus?
R: Não tememos a Deus da mesma forma que se teme uma pessoa injusta e perversa. No entanto, devemos temer a Deus de duas maneiras.
1. Os incrédulos devem temer o julgamento e a ira de Deus.
2. Temor também significa respeito. Todos devem respeitar a Deus, que nos criou, Aquele que é o propósito de nossa existência e Aquele que julgará a todos e concederá às pessoas a vida eterna ou as condenará à perdição eterna no inferno, o depósito de lixo cósmico. Alguns não-cristãos podem achar que Deus não se ajusta ao que eles esperam que um deus seja. O Deus verdadeiro se ajusta ao Seu próprio caráter, mas talvez Ele nem se importe em se ajustar aos seus padrões. Veja também a resposta para Êxodo 20:20.
P: Em Êxodo 10:21-23, como é que pôde haver trevas apenas sobre o Egito?
R: Deus criou a luz e pode controlá-la. Quer tenha sido uma alteração temporária no sol, nas leis naturais, ou uma nuvem escura, cinzas vulcânicas, outro obstáculo ou nada disso, Deus pode agir como Lhe aprouver.
P: Em Êxodo 10:21-33, há alguma evidência arqueológica da escuridão sobre o Egito?
R: Talvez. A revista *Biblical Archaeology Review*, de janeiro/fevereiro de 1991, p. 50, afirma:
“Um texto egípcio datado após o fim da XVIII Dinastia (c. 1350 a.C.) descreve uma calamidade da seguinte forma:
‘O sol está coberto e não brilha aos olhos dos homens. A vida não é mais possível quando o sol está oculto por trás das nuvens. Rá [o deus] desviou seu rosto da humanidade. Se ao menos ele brilhasse por apenas uma hora! Ninguém sabe quando é meio-dia. A sombra de ninguém é discernível. O sol nos céus se assemelha à lua…’”
Isso poderia se referir à escuridão que se abateu sobre a terra, mas não se referiria à erupção do vulcão na ilha de Thera, já que isso aconteceu cerca de 200 anos antes.
P: Em Êxodo 10:29, Moisés diz que nunca mais se apresentará perante o Faraó. No entanto, o Faraó convoca Moisés e Arão à sua presença em Êxodo 12:31. Como isso é possível? Moisés estava errado em Êxodo 10:29 e, se sim, foi Deus quem lhe disse para dizer isso, ou foi por iniciativa própria?
R: Em Êxodo 10:29, o Faraó estava obviamente ficando cansado de ver Moisés; portanto, a intenção de Moisés era nunca mais se apresentar diante do Faraó. Quando o Faraó ordenou que ele fosse, Moisés teve que comparecer. Vamos analisar isso sob três perspectivas:
a) Se isso fosse uma profecia, então não seria verdade.
b) Se isso declarasse a intenção de Moisés, então seria verdade; Moisés não foi por iniciativa própria; ele foi chamado.
c) Se isso fosse uma promessa, então essa promessa humana (não divina) foi anulada pela necessidade de obedecer à ordem do Faraó.
Em resumo, Moisés não estava mentindo nem sendo enganoso, mas ele claramente esperava que não voltaria a se apresentar perante o Faraó, e, nesse ponto, Moisés estava equivocado.
Um ponto importante a se observar é que os profetas eram seres humanos e também podiam dizer e fazer coisas erradas. O exemplo clássico é Natã dizendo a Davi que ele poderia construir o templo e, em seguida, Deus corrigindo Natã em 2 Samuel 7:3-17. Um profeta de Deus só está isento de erros quando fala como profeta, ou seja, “assim diz o Senhor” ou algo equivalente. Quando Moisés perdeu a paciência, bateu na rocha várias vezes e chamou os israelitas de rebeldes, ele sem dúvida se arrependeu dessas palavras mais tarde.
P: Em Êxodo 11:3 e Números 12:3, foi o próprio Moisés quem escreveu que era altamente estimado e humilde?
R: Existem três pontos de vista diferentes:
a) Moisés estava simplesmente fornecendo informações sobre sua reputação.
b) Como o texto estava sendo redigido por um escriba a pedido de Moisés, o escriba, sob inspiração divina, acrescentou essa informação.
c) Trata-se de uma adição posterior do escriba ao texto, que Deus permitiu que fosse preservada ao longo dos tempos. Veja também a discussão sobre Números 12:3.
P: Em Êxodo 11:5-12:30, além da Bíblia, há alguma evidência de que alguma praga tenha ocorrido no Egito durante esse período?
R: Talvez sim. David M. Rohl, em *Pharaoh’s and Kings: A Biblical Quest* (1995), pp. 278-279, menciona que havia evidências de um grande desastre com um grande número de corpos enterrados às pressas. No entanto, o grande número de mortes não prova nem refuta que isso tenha sido causado por um evento repentino ocorrido da noite para o dia. Essa descoberta foi feita por Manfred Bietak em Tell ed-Daba. Isso consta em *Avaris and Pramesse: Archaeological Exploration of the Eastern Nile Delta* (Londres), 1979, p. 295.
Além disso, Josefo cita Manetão a respeito de que “um golpe de Deus nos atingiu”. No entanto, isso ocorre no contexto de invasores vindos do leste que invadiram o Egito; portanto, poderia tratar-se de um evento não relacionado, ou poderia ter havido invasores no Egito durante o período de Moisés, sobre os quais o Êxodo não faz menção.
P: Em Êxodo 12:19, “excluído de Israel” significa ser expulso da comunidade ou, possivelmente, a morte, ou ser executado?
R: Os estudiosos cristãos divergem, conforme afirma o *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 2, p. 375.
Expulsão: *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 128. O *Believer’s Bible Commentary*, p. 98, afirma: “isto é, excluído do acampamento e de seus privilégios. Em alguns contextos, a expressão ‘excluído’ significa condenado à morte”. A maioria dos comentaristas diria que significa morte.
P: Em Êxodo 12:29, como um Deus [supostamente] totalmente amoroso, que é o mais amoroso possível, poderia matar os primogênitos egípcios?
R: Nenhum versículo da Bíblia afirma que Deus é totalmente amoroso, nem que Deus seja o mais amoroso possível. O amor de Deus é equilibrado por Seus outros atributos. Quanto à questão de como o Deus da Bíblia poderia matar os primogênitos egípcios, consulte a resposta à próxima pergunta.
P: Em Êxodo 12:29-30, por que Deus foi [supostamente] injusto ao matar todos os primogênitos egípcios em vez do próprio Faraó, já que foi o Faraó quem pecou?
R: Deus não foi injusto. Há três pontos a serem considerados na resposta.
Todos os egípcios escravizaram os israelitas. O próprio Faraó não açoitava os escravos; eram os capatazes egípcios que o faziam. Por 400 anos, a sociedade egípcia considerou normal se beneficiar dos escravos hebreus.
As pessoas frequentemente arcam com as consequências das ações alheias. Mães viciadas em cocaína dão à luz bebês com cérebros menores, viciados em cocaína. Milhões morreram por causa da loucura assassina de Hitler e de outros. Essas coisas acontecem em um mundo caído e injusto. Veja, porém, o próximo ponto.
A justiça plena é adiada até o dia do juízo final. Por exemplo, em Lucas 13:1-5, foi relatado a Jesus sobre galileus cujo sangue Pilatos havia misturado aos seus sacrifícios. Jesus disse que isso não aconteceu porque eles fossem piores do que outros galileus, mas que, se vocês não se arrependerem, também perecerão. Alguns são punidos mais severamente do que outros pelas mesmas coisas nesta vida. No entanto, no dia do juízo final, Deus julgará com justiça e colocará tudo em ordem.
P: Em Êxodo 12:29, que evidência arqueológica indica que o filho do Faraó morreu logo antes do Êxodo?
R: Na Estela do Sonho de Tutmés IV (1421-1410 a.C.), encontrada entre as patas dianteiras da Esfinge de Gizé, o deus Harmakhis prometeu a Tutmés ajuda especial para que se tornasse o próximo Faraó, em troca da remoção da areia que se acumulara contra a Esfinge. Provavelmente, ele não teria precisado de ajuda especial se fosse o primeiro na linha de sucessão de seu pai, Amenhotep II (1450/1447-1401/1385)
Walter Kaiser, em *A History of Israel*, p. 90, afirma que o irmão mais velho de Tutmés IV chamava-se Webensenu. Webensu recebeu sepultamento na tumba real e provavelmente foi ele quem morreu durante a décima praga. O segundo filho de Amenhotep II foi Khaemwaset, que se casou antes de morrer. Como afirma Kaiser: “Assim, embora a Estela da Esfinge não possa ser considerada prova direta da morte dos primogênitos, os egiptólogos trouxeram à tona evidências suficientes para sustentar a data precoce do Êxodo e o fato de que, de fato, Tutmés IV não esperava suceder seu pai no trono.”
P: Em Êxodo 12:29-30, como um Deus justo e amoroso poderia matar os primogênitos egípcios, se eles não tinham controle sobre a decisão do Faraó?
R: Quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. As mortes não provam que os egípcios ou seus animais fossem culpados pela decisão do Faraó.
2. Contra o infanticídio e a opressão, o povo do Egito aparentemente não se levantou nem fez nada até Êxodo 12:33. Mesmo em Êxodo 14:5, o povo egípcio queria que os israelitas voltassem como escravos.
3. É importante se levantar, pois as pessoas, incluindo crianças, muitas vezes sofrem consequências desproporcionais devido às decisões de líderes políticos.
4. Muita coisa é injusta nesta vida. Mas há um dia que está por vir, o Dia do Juízo Final, em que tudo será feito com justiça. Deus é justo, e os ricos e os pobres, os opressores e os oprimidos, os nazistas, os cambojanos, os sudaneses e todos os demais receberão justiça plena no fim dos tempos — embora quem possa afirmar que tudo o que desejam é justiça, sem misericórdia?
P: Em Êxodo 12:30, como poderia não haver uma casa sem alguém morto, já que os israelitas foram poupados?
R: No contexto, isso se refere às casas no Egito onde a Páscoa não foi celebrada.
P: Em Êxodo 13, o que representam as quatro taças da Páscoa?
R: Embora a Páscoa tenha sido instituída no Livro do Êxodo, as diferentes taças oferecidas na Páscoa não constam no Antigo Testamento, mas faziam parte de uma tradição judaica que teve início na época romana. Elas estão documentadas no Talmude (Pesachim 10:1)
Aparentemente, havia diferentes simbolismos, mas eis um deles: as diferentes taças representavam diferentes tipos de redenção.
A primeira taça era para a bênção do kidush, proferida no início da Páscoa. Essa taça serve para celebrar o fato de Deus ter tirado o povo do Egito.
A segunda era servida antes da refeição principal para celebrar a libertação da escravidão no Egito.
A terceira taça era bebida após a “oração de agradecimento após as refeições” para celebrar a demonstração do poder de Deus.
A quarta taça era servida ao término do Hallel para celebrar o fato de eles se tornarem uma nação.
Alguns tinham uma quinta taça, a “Taça de Elias”, que não era bebida.
Algumas dessas informações foram obtidas em um site judaico: http://2-passover.tripod.com/thefourcupsofwineforpassover.html.
P: Em Êxodo 13:2, 13, os israelitas tinham que consagrar seus filhos primogênitos (filhos e filhas), ou apenas os filhos primogênitos, como diz Êxodo 22:29?
R: Tanto o hebraico quanto as traduções modernas mencionam “filhos”:
Êxodo 13:2 “aquele que abre todo útero entre os filhos de Israel”
Êxodo 13:13 “todos os primogênitos entre os seus filhos”
P: Em Êxodo 13:4, o primeiro mês era Abib ou era Nisan, como em Neemias 2:1?
R: Naquela época (1445 a.C.), os israelitas chamavam-no de Abib. Séculos mais tarde (c. 500 a.C.), sob o domínio persa, passou a ser chamado de Nisan. Os iranianos (persas) de hoje, de todas as religiões, celebram o Ano Novo chamado Nowruz.
P: Em Êxodo 13:19, a preservação dos ossos de José implica que os cristãos devam venerar relíquias sagradas, como afirmam alguns católicos?
R: Não. O fato de os ossos terem sido preservados para o sepultamento não significa, necessariamente, que fossem venerados. Não há evidência na Bíblia de que os ossos de José — ou de qualquer outra pessoa, aliás — fossem considerados objetos sagrados de adoração.
O segundo mandamento proíbe ter qualquer imagem diante de Deus. Ao longo da Idade Média, vários católicos tentaram categorizar os pecados, sendo os “sete pecados capitais” os mais famosos. O interessante sobre essas diversas listas é que os autores de todas elas se esqueceram do segundo mandamento.
P: Em Êx 13,21-22; Êx 14,19-20; Êx 40,38, como Deus poderia acompanhar Israel na forma de uma nuvem e de uma coluna de fogo?
R: Visto que Deus já havia se manifestado como três visitantes a Abrão e como fogo em uma sarça a Moisés, aparecer como uma nuvem ou uma coluna de fogo não seria de forma alguma difícil para Deus. Provavelmente é mais difícil para nós rompermos nossos esquemas pré-concebidos sobre o que achamos que Deus deve fazer do que é para Deus se manifestar de alguma forma.
P: Em Êxodo 14:6-7, por que o Faraó perseguiu todos os israelitas com apenas 600 carruagens?
R: Embora as carruagens fossem armas de guerra impressionantes nos tempos antigos, e a maioria dos israelitas não possuísse armas, a resposta está no fato de que Êxodo 14:7 diz que o Faraó levou 600 das melhores carruagens, além de todas as outras carruagens, e Êxodo 14:9 menciona “e o exército”. Êxodo 15:4 também menciona as carruagens do Faraó e seu exército.
P: Em Êxodo 14:6-7, como eram as carruagens egípcias naquela época?
R: Os arqueólogos nos dizem que as carruagens no norte da Mesopotâmia eram semelhantes a carroças com três ou quatro pessoas a bordo e até quatro burros ou cavalos. Os egípcios possuíam algumas carruagens como essas, até que os hicsos conquistaram a maior parte do Egito, após 1586 a.C., com suas carruagens superiores. A partir dessa época, as carruagens egípcias passaram a ser muito leves, com dois cavalos e dois homens. Um homem era o condutor da carruagem e o outro, o arqueiro. As rodas eram grandes, geralmente com seis raios. Não havia pontas nos eixos das carruagens até a época persa. As carruagens eram armas de guerra importantes em terrenos planos e secos, mas não eram muito úteis nas montanhas ou em terrenos úmidos e encharcados.
P: Em Êxodo 14:9-28 e Josué 24:6, como o Faraó tinha “cavaleiros”, uma vez que os exércitos daquela época não possuíam cavalaria?
R: Isso pode se referir a “condutores de carruagens”, e não à cavalaria. Quando essa palavra é usada, é sempre em contraste com o exército regular.
P: Em Êxodo 14:14, visto que Deus lutou pelos israelitas naquela ocasião, por que Deus não lutou sempre pelos israelitas posteriormente?
R: Deus não tinha a obrigação de sempre lutar pelos israelitas. Ele podia lutar por eles e abster-se de lutar por eles sempre que quisesse. Muitas vezes, parece que Deus os deixava travar suas próprias batalhas.
P: Em Êxodo 14:17; 15:21, de que forma o afogamento dos egípcios exalta a Deus e Lhe dá glória?
R: Isso demonstrou, aos olhos dos israelitas, que Deus tinha o poder de salvá-los até mesmo de um exército poderoso e que Deus cuidaria deles.
P: Em Êxodo 14:17; 15:21, por que Deus foi tão injusto ao afogar o exército egípcio no Mar Vermelho, quando os soldados estavam apenas obedecendo a ordens?
R: Há aqui uma lição importante: os soldados não devem obedecer a ordens que sejam más. Naquela época, quando os soldados egípcios receberam ordens para matar os pacíficos adoradores de Deus, eles se tornaram passíveis de julgamento por sua “obediência maligna”. Hoje, quando os “guerreiros sagrados” muçulmanos recebem ordens para matar adoradores pacíficos de Deus apenas por serem cristãos, eles também estão sujeitos ao julgamento de Deus no fogo do inferno.
P: Em Êxodo 14:18, os israelitas atravessaram o Mar “Vermelho” ou o Mar “dos Juncos”, que é muito raso?
R: O termo hebraico é Yam Suph, e poderia ser qualquer um dos dois; não sabemos exatamente onde eles atravessaram. O livro *When Critics Ask*, pp. 75-76, sugere que poderia ser o Lago Ballah, que era um “mar” raso com 10 a 15 milhas (16 a 24 km) de largura. (O Lago Ballah foi destruído quando o Canal de Suez foi construído.)
Mesmo o Mar dos Juncos pode não ter sido raso naquela época. Êxodo 14:22 diz que as águas formaram uma “parede” em ambos os lados, portanto, deve ter havido uma quantidade considerável de água ali. Se o mar que eles atravessaram fosse raso e os israelitas o tivessem atravessado, então, como alguém observou com ironia, seria um milagre muito maior se eles tivessem atravessado o raso Mar dos Juncos, afogando todos aqueles cavalos e condutores de carruagens em apenas algumas polegadas de água.
P: Em Êxodo 14:21-29, como Deus poderia ter dividido o mar?
R: O Todo-Poderoso poderia fazê-lo da maneira que quisesse. Êxodo 14:21 menciona um forte vento do leste, mas também poderia haver outros fatores.
P: Em Êxodo 14:21-29, a gigantesca erupção vulcânica de Thera poderia ter causado a divisão do Mar Vermelho?
R: Essa visão foi defendida pelo livro *A Bíblia como História* e por Hans Goedicke. Essa teoria parecia popular em certa época, pois a erupção do vulcão da ilha de Thera parecia ter ocorrido por volta de 1500 a.C., o que se aproximava da visão de Goedicke de que o Êxodo ocorreu em 1477 a.C. (Atualmente, acredita-se que o Êxodo tenha ocorrido em 1445 a.C.) No entanto, estudos de datação por radiocarbono calibrada dos anéis de crescimento tanto de carvalhos na Irlanda quanto de pinheiros-de-bristlecone na Califórnia indicam, de forma independente, um resfriamento global que atenuou o crescimento das árvores por volta de 1628 a.C. ± 20 anos. A datação das camadas de gelo da Groenlândia aponta para um resfriamento por volta de 1645 a.C. Assim, a erupção vulcânica na ilha de Thera ocorreu cerca de 200 anos antes.
P: Em Êxodo 14:21-29, como 2 milhões de israelitas conseguiram atravessar o Mar Vermelho em apenas 24 horas?
R: Suponha que 602.000 homens correspondam a cerca de 2 a 2,5 milhões de pessoas. Se a travessia tivesse, talvez, de 2 a 2,5 milhas (3,2 a 4 km) de largura e as pessoas estivessem, em média, a duas jardas de distância umas das outras, isso equivaleria a 1.760 colunas em fila indiana de 1.136 pessoas cada. Levando em conta carroças e animais, se eles estivessem a uma distância média de dez jardas da pessoa à sua frente e as pessoas caminhassem lentamente a 1 milha (1,6 km) por hora, poderiam passar por um determinado ponto em 6,5 horas.
P: Em Êxodo 15, há alguma evidência de que os hebreus tenham vagado pela Península do Sinai?
R: Sim, há algumas evidências. Foram encontradas inscrições em cavernas no Monte Sinai descrevendo a divisão do mar, Moisés e a captura das codornas. O mais interessante é a língua: tratava-se de uma mistura de egípcio e hebraico. O historiador Diodoro Sículo (10 a.C.) também tinha conhecimento disso. No entanto, a autenticidade das inscrições não pode ser comprovada nem refutada. Isso provavelmente se deve ao fato de não haver como datar as inscrições nas paredes rochosas.
O Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica, p. 535, afirma que, na entrada das minas de cobre no Sinai, há centenas de inscrições. A maioria delas está em caracteres hieroglíficos egípcios, mas cerca de 40 inscrições estão em uma espécie de escrita alfabética proto-sinaítica do século XV a.C. Essas são um dos artefatos mais antigos da escrita alfabética preservados até hoje.
P: Em Êxodo 15:1-21, essa seção deve ser associada à seção anterior do Êxodo ou à seção seguinte?
R: Por se tratar de uma narrativa, ela pode ser associada a qualquer uma das duas. Muitos comentaristas a colocam junto à seção anterior, já que provavelmente foi entoada logo após a libertação do povo. No entanto, ao organizar o livro de Êxodo, prefiro colocá-la na seção seguinte, pois a primeira metade de Êxodo 15 e a última metade de Êxodo 15 formam imagens espelhadas muito bem harmonizadas. Enquanto viajavam pelo deserto, devemos lembrar que os israelitas não podiam “ler adiante” no Livro do Êxodo para descobrir para onde estavam indo ou o que lhes aconteceria. Durante a viagem, havia basicamente apenas duas coisas que eles podiam fazer: lembrar-se da grandeza e da graça de Deus para com eles, ou resmungar sobre suas condições atuais.
Em nossas vidas hoje, basicamente também há apenas duas coisas que podemos fazer: agradar a Deus, glorificando-O e obedecendo-Lhe com gratidão, ou voltar nosso afeto para o mundo e resmungar ou seguir nosso próprio caminho, duvidando da provisão ou do cuidado de Deus.
P: Em Êxodo 15:1, como é que havia “cavaleiros”, já que o exército egípcio provavelmente não possuía cavalaria naquela época?
R: A palavra “cavaleiros” não especifica o que é montado. Os exércitos daquela época dependiam de carruagens, e esses são cavaleiros de carruagem, também chamados de aurigas.
P: Visto que Êxodo 15:11 diz: “Quem entre os deuses é como você?”, existe mais de um Deus?
R: Não. Esse versículo, assim como Isaías 40:18, mostra que Deus é incomparável. 1 Coríntios 8:1-7 mostra que existem muitos ídolos, mas há apenas um Deus Verdadeiro, conforme demonstrado em Deuteronômio 4:35-39; 6:4; Marcos 12:29-33; Isaías 43:10-12; 44:6,8; 45:5-6,14,21; 46:9; Joel 2:27; 1 Timóteo 1:17; 2:5; e 6:15-16.
P: Em Êxodo 15:16, como Deus “resgatou” os israelitas?
R: Uma das razões pelas quais eles pertencem a Deus é que Ele salvou suas vidas.
P: Em Êxodo 15:22-27, o que podemos aprender com as águas de Mara e de Elim?
R: Deus estava testando o povo, conforme Êxodo 15:25. O povo precisava desesperadamente de água e encontrou água em abundância em Mara, mas isso pode ter parecido uma piada cruel, pois a água era amarga e imprópria para consumo. A água amarga costuma ser assim porque é muito alcalina. Portanto, além de ter um gosto ruim, ela é prejudicial ao organismo. Deus não apenas tornou a água amarga suportável e saudável o suficiente para ser bebida, mas, na verdade, tornou-a doce e de sabor agradável.
Deus pode prover para o senhor em uma terra árida e sedenta? Deus conhece as suas necessidades, mas e se o senhor estiver em necessidade e a única provisão parecer nada mais do que uma piada cruel? O senhor continuará fiel e esperará que Deus lhe forneça outra água ou, como neste caso, transformará milagrosamente a aparente “não solução” para o seu problema em uma solução adequada e que até mesmo traga satisfação?
Os israelitas foram postos à prova muitas vezes, assim como Davi, os judeus posteriores, Jesus e os primeiros cristãos. Não devemos nos surpreender quando também formos postos à prova.
P: Em Êxodo 16:1-36, o que podemos aprender com o maná e as codornizes?
R: As necessidades urgentes de água do povo foram satisfeitas, mas e quanto à sua sobrevivência a longo prazo? Em vez de perguntar a Deus sobre sua necessidade, eles murmuraram contra Moisés. Quando o senhor tem uma necessidade legítima e Deus ainda não a atendeu, o que o senhor faz? O senhor murmura ou continua orando a Deus? Deus pode alimentá-lo em um lugar árido? Quando não há alimento — seja físico, emocional, de amizade ou espiritual —, o senhor acha que Deus é poderoso o suficiente para cuidar de si a longo prazo? Devemos planejar o futuro (como a formiga sábia em Provérbios 30:25), mas o senhor consegue olhar para o futuro com confiança Nele, e não com medo?
P: Em Êxodo 16:23-30, por que os israelitas deveriam guardar o sábado em um lugar chamado Deserto de Sin, já que a ordem foi dada posteriormente, com os Dez Mandamentos no Sinai?
R: Deus lhes revelou esse mandamento antes de dar todos os dez mandamentos.
P: Em Êxodo 16:23, o Deserto de Sin é o mesmo que o Deserto de Zin?
R: Não. O Deserto de Sin ficava a oeste do Monte Sinai, enquanto o Deserto de Zin ficava ao sul de Judá e a nordeste de Cades-Barnéia. O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 2, p. 404, afirma que a consoante hebraica inicial é diferente.
P: Em Êxodo 16:31, Números 11:7-9, Deuteronômio 8:3,15, Josué 5:12, Salmos 78:24,25, 105:40 e Neemias 9:15, o que exatamente é o maná?
R: As Escrituras afirmam apenas que se tratava de um alimento milagrosamente fornecido por Deus.
Alguns levantaram a hipótese de que se tratava da secreção comestível das árvores de tamargueira no Sinai, de secreções de insetos etc., mas uma explicação natural é insuficiente. Ela descia seis dias por semana, mas não no sábado. Além disso, não haveria insetos nem secreções de tamargueira em quantidade suficiente para alimentar uma população tão grande.
Hebreus 9:4 menciona que um vaso com maná foi colocado na arca.
P: Em Êxodo 17:1-7, por que Deus ficou irado com as pessoas que Lhe obedeceram?
R: Êxodo 17:1 diz que o povo viajava de um lugar para outro, conforme o Senhor ordenara. Mas eles murmuravam enquanto obedeciam. A obediência não é suficiente; devemos ter uma obediência alegre, sem reclamar nem discutir, como diz Filipenses 2:14.
P: Em Êxodo 17:2 e Deuteronômio 6:16, como as pessoas podem tentar a Deus, uma vez que Deus não pode ser tentado pelo mal, conforme Tiago 1:13?
R: Uma tradução mais adequada do que “tentar a Deus” é “por o Senhor à prova”. Deus não pode realmente ser tentado pelo mal, mas as pessoas ainda assim podem tentar. Essa é uma expressão do pecado das pessoas que dizem a Deus: “faça assim e realize este milagre, ou então...”.
P: Em Êxodo 17:8, quando os israelitas só estavam vencendo enquanto Arão e Hur mantinham as mãos de Moisés erguidas, isso não soa como superstição?
R: Todos sabiam que o poder estava em Deus, não nas mãos. Deus, às vezes, usa ações físicas para canalizar Seu poder. Para outros exemplos, veja 2 Reis 13:21 (os ossos de Eliseu), Números 21:4-9 (a serpente de bronze) e João 9:6-7 (Jesus fazendo lama para colocar nos olhos de um cego).
P: Em Êxodo 17:15-16, qual é a importância do nome de Deus neste contexto?
R: É muito significativo que Moisés tenha chamado Deus de Yahweh Nissi, “O Senhor é a minha bandeira”. Em uma batalha militar, a bandeira representava a honra do exército ou da divisão, e os soldados lutavam até o fim para salvá-la a qualquer custo. Isso significa muito mais do que apenas que Deus é forte e poderoso. Quando um grande exército, determinado a derrotar os israelitas, avançou diretamente contra eles, os israelitas NÃO se limitaram a acreditar que Deus era um ser poderoso e distante, que talvez lhes prestasse alguma ajuda se assim o desejasse. Em vez disso, eles acreditavam não apenas que Deus era poderoso, mas que Ele viria em socorro no momento decisivo e salvaria aqueles que invocassem Seu nome. Hoje, todos os cristãos acreditam que Deus é Todo-Poderoso, mas você realmente vive como se acreditasse que Deus virá em seu socorro no momento decisivo? Se sim, então não apenas você acredita que Deus é o seu estandarte e que lutará até o fim para permanecer firme por Deus, mas também sabe que você é o estandarte de Deus, no sentido de que você leva o Seu nome e é a menina dos Seus olhos (Deuteronômio 32:10; Salmo 17:8), e que Deus certamente estará com você. Mesmo que seja morto por Deus, o senhor sabe que “Preciosa é, aos olhos do Senhor, a morte dos seus santos.” (Salmo 116:15 NVI)
P: Em Êxodo 18:7, visto que devemos adorar somente a Deus, por que Moisés se curvou diante de seu sogro?
R: Curvar-se em sinal de respeito não é adoração. Ainda hoje as pessoas se curvam ou fazem uma reverência à rainha da Inglaterra por respeito. Abraão se curvou em sinal de respeito aos reis, e fazer reverência é aceitável, desde que não seja interpretado como adoração. Em contraste com isso, estima-se que até 50.000 cristãos tenham perecido durante a perseguição romana, e muitas pessoas não compreendem o motivo. Os romanos não tinham problema com os cristãos adorarem Jesus. O que eles não toleravam era a recusa dos cristãos em adorar qualquer outra entidade além de Deus, especialmente o imperador romano. Para piorar a situação, os pagãos romanos rotulavam os cristãos de “ateus” por não acreditarem em seus ídolos.
P: Em Êxodo 18:17-26, por que Moisés seguiu o conselho de Jetro em vez do de Deus?
R: Isso não era contrário à vontade de Deus, mas Moisés reconheceu que se tratava de um bom conselho para seguir a Deus. Devemos ser práticos e aceitar conselhos bons e retos tanto de outras pessoas quanto de Deus.
P: Em Êxodo 19:3,20; 24:9,13,15,18; 34:4, por que Moisés subiu à montanha sete vezes e voltou para ver o Senhor (Êxodo 32:31), mas só consta que ele desceu quatro vezes em Êxodo 19:14,24; 32:15; 34:29?
R: Alguns têm usado isso para tentar sustentar a hipótese de múltiplos autores do Êxodo, mas o livro *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 2, p. 416, afirma que isso não ajuda realmente a responder à questão. O livro do Êxodo não precisa seguir uma ordem cronológica; não há problema em que ele siga essa ordem aqui; a sequência é, na verdade, bastante direta.
Êxodo 19:3 Moisés subiu sozinho
Êxodo 19:14 Moisés desceu sozinho
Êxodo 19:20 Moisés subiu sozinho até o topo
Êxodo 19:24 Moisés desceu brevemente para buscar Arão
Êxodo 24:9 Moisés e outros 73 subiram
Êxodo 24:12-13 Deus diz a Moisés para subir; assim, Moisés deixa os anciãos onde estão, e Moisés e Josué subiram mais adiante.
Êxodo 24:15 diz que, quando Moisés subiu — aparentemente sozinho —, ele subiu mais adiante.
Êxodo 24:18 diz que, então, Moisés entrou na nuvem ao subir; portanto, trata-se da mesma viagem mencionada em Êxodo 24:15.
Êxodo 32:15 Moisés desceu [todo o caminho] com as duas tábuas, encontrando-se com Josué. (Moisés quebrou as tábuas em Êxodo 32:19)
Êxodo 32:31 Moisés voltou para o Senhor. Isso não significa necessariamente que ele tenha subido e descido a montanha, embora pudesse ter feito isso.
Êxodo 34:4 Moisés subiu com duas tábuas de pedra em branco
Êxodo 34:29 Moisés desceu da montanha com duas tábuas de pedra.
Por falar em Moisés e montanhas, uma sequência semelhante ocorreu durante a transfiguração de Jesus. Viajando com os doze discípulos, ele se separou e subiu a montanha com apenas três deles. Lucas 9:32-33 mostra que Jesus estava a alguma distância dos três quando a transfiguração ocorreu. Em seguida, uma nuvem os envolveu. Lucas 9:36-37 mostra que os outros discípulos se reuniram a Jesus antes que a multidão o encontrasse na base da montanha.
Resumo: Reconhecendo que é possível subir parte do caminho de uma montanha com um grupo maior e continuar a subida com um grupo menor, e reconhecendo que o retorno de cada viagem não precisa ser mencionado, não há dificuldade em relação ao número de viagens de Moisés.
P: Em Êxodo 19:4, como o povo poderia ter asas de águia?
R: Trata-se de uma metáfora da maneira como Deus agiu para conduzi-los, sem que eles precisassem fazer qualquer esforço. (Quando enfrentamos grandes dificuldades, Deus ainda hoje nos carrega nas asas de águias.)
P: Em Êxodo 19:11, onde exatamente fica o Monte Sinai?
R: Região: A Península do Sinai é um triângulo voltado para o sul, com as montanhas na parte sul, que Êxodo 19:2 e Números 3:14; 9:1,5; 10:12 chamam de Deserto do Sinai. O Deserto de Sin separa Elim do Sinai. Números 33:3-50 descreve cada local onde os israelitas acamparam. Infelizmente, não sabemos a localização de muitos desses acampamentos, mas, ao analisá-los, podemos perceber o que se encontra entre um e outro.
Dentro do Deserto do Sinai, há, na verdade, duas montanhas, próximas uma da outra, que se encaixam na localização do Monte Sinai.
Gebel Musa/Mousa (7.363 pés) Esta é a visão tradicional, pelo menos desde cerca de 500 d.C. Possui penhascos muito íngremes. O Mosteiro de Santa Catarina fica no sopé desta montanha. Muitos muçulmanos, embora não todos, também consideram este local como o Monte Sinai. O *New International Dictionary of the Bible*, p. 674, apresenta uma imagem do Jebel Musa.
Ras es-safsafeh (6.540 pés, 1.993 metros) fica a duas milhas (3,2 km) ao norte de Gebel Musa, na mesma cordilheira. Possui uma planície mais ampla ao seu pé.
Gebel Serbal (improvável): Eusébio de Cesareia (325 d.C.) acreditava nisso. No entanto, o *The New Bible Dictionary* (1978), pp. 1.193-1.194, menciona que não há deserto próximo ao seu sopé.
Algumas pessoas acreditam que o Monte Sinai fica em Mebel al-Lawz, na Arábia, talvez porque
a) Acreditam erroneamente que a Península do Sinai fazia parte do Egito durante o Êxodo
b) Esquecem que o Monte Sinai ficava fora da terra de Midiã, de acordo com Êxodo 18:27 e Números 10:29-30
c) Paulo mencionou o Monte Sinai na Arábia (Gálatas 4:25), e esquecem que a Península do Sinai fazia parte da província romana da Arábia.
, além de apresentar as razões anteriores, também afirma que a distância até a Arábia seria grande demais a partir de Cades-Barnéia. Afinal, pessoas com rebanhos e manadas percorriam apenas cerca de 6 milhas por dia. No entanto, a distância de Jebel al-Lawz até Cades-Barnéia é de aproximadamente 150 milhas, e eles foram do Sinai até Cades-Barnéia em apenas 11 dias.
Os muçulmanos às vezes tentam afirmar que o Monte Sinai é Meca. Afinal, Gálatas 4:25 diz que o Monte Sinai fica na Arábia. No entanto, não se trata do país moderno da Arábia Saudita, mas sim da Península do Sinai, que fazia parte da província romana da Arábia. Além disso, uma jornada de 11 dias, percorrendo cerca de 800 milhas de Meca até Cades-Barnéia, com rebanhos, animais jovens e crianças pequenas, a pé, seria algo incrível. Consulte o livro *The Roman World*, p. 107, ou a *Enciclopédia Britânica*, na seção de História Romana, para ver um mapa.
Se o Monte Sinai fosse realmente Meca, isso não faria qualquer diferença para os cristãos, exceto que as etapas da jornada de Israel não fariam mais sentido. No entanto, isso aparentemente é importante para alguns muçulmanos, pois daria credibilidade à ideia de que Meca teve algum papel na obra de Deus antes de Maomé. Contudo, outros muçulmanos, como a nota de rodapé 2504 do *Alcorão Sagrado: Tradução para o Inglês dos Significados e Comentário*, equiparam o Monte Sinai a Gebel/Jabal Musa, assim como a maioria dos cristãos.
P: Em Êxodo 20:4-5, é permitido que os cristãos usem e possuam cruzes e outras formas de arte religiosa?
R: Como lembranças, não há problema, assim como os judeus copiavam as Escrituras como lembranças, com base em Deuteronômio 6:8-9. No entanto, nem cruzes, nem as Escrituras, nem qualquer outra coisa devem ser adoradas no lugar de Deus.
P: Visto que Êxodo 20:4-5 proíbe a criação de imagens esculpidas, por que havia tantas imagens no tabernáculo (Êxodo 25-27) e, posteriormente, no templo (1 Reis 6:1-38; 7:13-51)?
R: Era permitido fazer as imagens que Deus ordenou para fins decorativos e não para adoração. No entanto, mesmo quando as imagens que Deus ordenou que fossem feitas eram utilizadas para adoração, elas deveriam ser destruídas. Como exemplo, leia sobre a serpente de bronze em Números 21:4-9 e 2 Reis 18:1-4. Consulte o livro 2, capítulo 22, da obra “Cinco Livros Contra Marcião” (207/208 d.C.), de Tertuliano, para obter mais informações.
P: Em Êxodo 20:5; Deuteronômio 4:24; 6:15; Jó 2:18; Sofonias 1:18; 3:18, Deus é um Deus ciumento, uma vez que 1 Coríntios 13:4 diz que o amor não é invejoso?
R: Três pontos a serem considerados na resposta:
1. Muitos versículos mostram que não devemos invejar os outros pelo que eles têm, nem mesmo pelas coisas com as quais Deus os abençoou.
2. Deus não é uma criatura e, segundo Suas regras, é legítimo que Ele sinta ciúme da adoração e da devoção que Lhe são devidas por direito. Isso é semelhante a alguém esperar devoção e fidelidade de um cônjuge, ou a um pai ou mãe esperar honra e obediência de um filho.
3. Além disso, 2 Coríntios 11:2 mostra que devemos ter um ciúme piedoso para que os outros continuem dedicados ao verdadeiro Jesus, em vez de a uma falsificação.
P: Em Êxodo 20:5, resumidamente, por que um Deus justo faz recair a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração?
R: Ezequiel 18 e Deuteronômio 24:16 mostram que Deus não declara o filho culpado pelos pecados do pai, mas Êxodo 20:5 e outros versículos indicam que os filhos arcam com as consequências negativas dos pecados alheios. Muitos acreditam que o julgamento de Deus leva em consideração de onde as pessoas partiram e o que lhes estava ao alcance, mas nem todos partem do mesmo ponto nem têm as mesmas oportunidades.
P: Em Êxodo 20:5; Êxodo 34:7, Números 14:18; e Deuteronômio 5:9, como Deus pune os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração, quando Ezequiel 18:4, 18-19 e Deuteronômio 24:16 dizem que cada um morrerá por seu próprio pecado, não pelo de seus pais, e Ezequiel 18:19 afirma que o filho não compartilha da culpa do pai?
R: Deus aparentemente considerou esse um conceito importante, pois os quatro versículos da Lei repetem a mesma ideia utilizando as mesmas duas palavras hebraicas.
“Visitar” é paqad (Strong 6485), que é uma palavra neutra que pode significar visitar com intenção tanto amigável quanto hostil.
“Iniquidade” é ‘avon (Strong 5771), que significa perversidade, maldade, falta, iniquidade, malícia, castigo (pela iniquidade) e pecado.
Algumas pessoas pensam que seu pecado não tem efeito sobre seus filhos; outras acreditam que uma criança pode ser culpada apenas por causa de seus pais. Jeremias 31:29-30 e Ezequiel 18:2 repreendem as pessoas por dizerem: “Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos ficam sensíveis”. Em Jó 21:19, Jó diz algo semelhante. A verdade, na realidade, não está em nenhum desses extremos. Primeiro, duas coisas que não são a resposta; depois, a resposta.
Revelação anterior versus posterior (não é a resposta): A Torá (Lei) foi dada por volta de 1440 a.C., e o livro de Ezequiel foi escrito após 587 a.C. Assim como a maneira de Deus lidar com as pessoas diferia significativamente na época de Noé, na época de Abraão, sob a Lei Mosaica e após Cristo, a maneira de Deus lidar com as pessoas diferia de forma menos acentuada entre Moisés (quando se tinha apenas a lei) e Ezequiel (quando se contava também com os escritos proféticos). No entanto, ambos estavam sob a Lei Mosaica, e não houve nenhuma mudança explícita de aliança/dispensação entre os dois. Além disso, Deuteronômio 24:16 também afirma que pais e filhos não serão condenados à morte uns pelos outros, e esse versículo foi escrito na mesma época que o restante do livro de Deuteronômio.
A iniquidade recai sobre os filhos versus a morte pelos pecados (não é essa a resposta): Os versículos da Lei não afirmam que os filhos morrerão pelos pecados de seus pais ou antepassados, mas apenas que a iniquidade recairá sobre eles. Ezequiel 18 e Deuteronômio 24:16 afirmam apenas que um filho não morrerá pelos pecados de seu pai. No entanto, embora Deuteronômio 24:16 e Ezequiel 18 mostrem que a morte [física e espiritual] e as consequências eternas não são de responsabilidade dos pais, mas da própria pessoa, não é possível ignorar o fato de que os demais versículos comprovam que o pecado tem efeitos geracionais. Existem pelo menos três efeitos diferentes.
Consequências: As consequências físicas são as mais fáceis de perceber: bebês nascidos de mães viciadas em drogas nascem viciados em drogas. Alguns bebês são acometidos pela síndrome alcoólica fetal devido a mães alcoólatras. Se começarem a consumir álcool, terão um vício especialmente forte por ele. Mas Deus, às vezes, também estabelece consequências não físicas. Canaã e seus descendentes foram amaldiçoados com consequências por causa do pecado de Cam, em Gênesis 9:25-27. Os descendentes de Eli foram amaldiçoados em 1 Samuel 2:31-33 por causa dos grandes pecados dos filhos de Eli. A descendência de Jeoiaquim nunca mais reinaria, conforme Jeremias 22:28-30. Mas também há consequências geracionais positivas pela obediência, como no caso dos descendentes dos recabitas em Jeremias 35:18-19 e dos descendentes de Abraão em Gênesis 12:2, etc. Por fim, Romanos 8:28 promete que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Quando suportamos as maldições com paciência, Deus é poderoso o suficiente para transformar até mesmo essas em bênçãos.
Crescendo no pecado: Êxodo 20:5 e Deuteronômio 5:9 afirmam que Deus faz recair a iniquidade sobre os filhos daqueles que O odeiam. As crianças geralmente crescem aprendendo os valores de seus pais. Se os pais de alguém odiavam a Deus, essa pessoa provavelmente cresceu aprendendo isso também, seja diretamente ou implicitamente. No entanto, assim como Abraão de Ur, os gideonitas de Canaã, Rute, a moabita, e os pagãos aos quais os primeiros cristãos pregavam, podemos seguir o chamado de Deus para superar toda e qualquer educação inadequada e viver uma nova vida que Lhe agrade.
É preciso optar por se opor ao pecado: quando os pais de uma criança estavam envolvidos em um pecado — e, particularmente, se os pais odiavam a Deus —, a criança receberá uma oportunidade relacionada a esse pecado. O filho ou a filha deve optar por se opor aos padrões dos pais, ou mesmo à norma de sua cultura, e seguir a Deus. Assim como Abraão recebeu a ordem de deixar sua família e seu povo para seguir aonde Deus o conduzisse, todos nós, de uma forma ou de outra, precisamos deixar partes de nossa cultura e educação e seguir a Cristo.
Um exemplo simples dos três aspectos: Os israelitas frequentemente pecavam ao adorar ídolos até o exílio. As crianças israelitas nascidas depois disso sofreram as consequências de estar no exílio por causa dos pecados de seus pais e antepassados. Durante sua educação, seria especialmente tentador seguir o caminho mais fácil e adorar os deuses babilônicos ao seu redor, como todos os demais faziam; muitos assim o fizeram e foram assimilados por aquela cultura. Mas alguns, confrontados com os ídolos durante o período de maldição em que permaneceram na Babilônia, escolheram a Deus e se opuseram ao pecado, retornando à terra de Israel. A partir daquele momento, Israel nunca mais teve problemas com ídolos.
Conclusão: Quer as pessoas gostem ou não, Deus demonstrou que há aspectos geracionais no pecado. Deus é justo e podemos compreender o que Ele revelou sobre Sua justiça. No entanto, a justiça de Deus é definida por Sua Palavra; não temos liberdade para desconsiderar Sua Palavra e exigir que Deus se adapte às nossas próprias ideias de justiça. Na cultura “independente e autônoma” da sociedade ocidental, podemos querer ignorar o fato de que existem aspectos geracionais no pecado, mas a justiça de Deus é definida pelo que Ele disse, não pelo que desejamos.
P: Visto que Êxodo 20:8 diz que devemos honrar o dia do sábado, por que os cristãos de hoje acreditam que é aceitável trabalhar no sábado?
R: Os cristãos genuínos têm três pontos de vista diferentes:
Sábado: No Antigo Testamento, o sábado ia do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado. Uma das razões pelas quais a nação de Judá foi exilada na Babilônia por 70 anos foi por causa de 70 × 7 = 490 anos sem observar o sábado. (O ano deles tinha 360 dias.) Veja Levítico 26:31-36; Jeremias 25:11-12; 29:10,16; e Daniel 9:2.
Domingo: Depois que Jesus ressuscitou dos mortos, o domingo tornou-se o dia do Senhor e era celebrado pelos primeiros cristãos. Paulo não explicou aos coríntios por que o primeiro dia da semana em 1 Coríntios 16:2; Paulo presumiu que eles já soubessem. Apocalipse 1:10 também se refere ao domingo ou a uma visão do dia do Senhor. A Primeira Apologia de Justino (c. 138-165 d.C.), cap. 67, p. 185-186, também menciona a adoração no domingo. Irineu (182-188 d.C.), nos fragmentos 7 (p. 569), também menciona que falou da Páscoa e do dia do Senhor.
Todos os dias: Nos tempos do Antigo Testamento, os crentes deviam permanecer no descanso de Deus um dia por semana. No entanto, Hebreus 4:11 indica que hoje temos um descanso diferente e melhor. Devemos dedicar todos os dias da semana a permanecer no descanso de Deus. Em Colossenses 2:16, Paulo repreende os colossenses por continuarem a guardar o dia de sábado. Romanos 14:5 fala, sem desaprovação, dos cristãos que consideram todos os dias iguais. Em 1 Coríntios 16:2, eles acumulavam as ofertas no domingo.
Consulte a pergunta sobre Romanos 14:5 para saber o que a igreja do Novo Testamento fazia. A igreja pós-Novo Testamento adorava no domingo, conforme demonstrado por
Inácio, discípulo do apóstolo João (110-117 d.C.)
Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.)
Primeira Apologia de Justino Mártir (150 d.C.), capítulo 67, p. 185-186
Dionísio de Corinto (175 d.C.)
Melito de Sardes (175 d.C.)
Constituições Apostólicas (século II)
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.)
Apologético, de Tertuliano (198-220 d.C.)
Até mesmo o herege Bardesanes (180 d.C.)
Agostinho afirmou que não era necessário observar o sábado nos tempos do Novo Testamento.
Desvios em relação a isso foram mencionados por Justino Mártir (escreveu por volta de 138-165 d.C.) (Diálogo com Trifão, cap. 47, p. 218), que se refere aos observadores do sábado como “irmãos mais fracos”, e Eusébio de Cesareia (324 d.C.) menciona que os hereges ebionitas observavam o sábado.
P: Visto que Êxodo 20:13 e Deuteronômio 5:17 dizem: “Não matarás”, por que tantas pessoas e animais foram mortos?
R: Essa é uma boa pergunta sobre um ponto comumente mal interpretado. Se Êxodo 20:13 realmente significasse nunca matar nenhuma pessoa, isso seria novidade para Moisés. Em mais de uma ocasião, Deus ordenou a Moisés que travasse guerras e executasse os transgressores da lei. Se Êxodo 20:13 realmente significasse nunca matar nada, isso seria novidade para Deus, que ordena o sacrifício de animais.
A palavra hebraica râtsach poderia significar “matar pessoas”, mas o livro Hard Sayings of the Bible, pp. 148-149, afirma que, das sete palavras hebraicas para “matar”, essa palavra — que aparece 47 vezes no Antigo Testamento — é a que significa “assassinato”. O contexto de Êxodo indica que algumas guerras e execuções legítimas não só são permitidas, como também ordenadas.
Como observação interessante, um ex-governador da Pensilvânia vetou um projeto de lei para restabelecer a pena de morte, citando esse versículo e interpretando-o erroneamente.
P: Em Êxodo 20:13 e Deuteronômio 5:17 está escrito: “Não matarás”. Ele nos ordenou que não matássemos e, no entanto, enviou Seu Filho unigênito para ser sacrificado (ou seja, morto) por Seu povo, os judeus, o que me confunde. … Por favor, explique por que Jesus teve que morrer pelos meus pecados. Por que eu tive que matar Jesus? Por que tivemos que violar um de Seus mandamentos para restabelecer a paz com nosso Deus e com nossas almas?
R: O mandamento proibia o homicídio; os israelitas ainda travavam guerras e realizavam execuções. Consulte a resposta à pergunta anterior sobre o abate de animais, execuções e guerras. Quanto à expiação, Deus enviou Jesus sabendo que Ele seria morto por malfeitores. No entanto, eles estavam em estado de desobediência a Deus quando o fizeram. Ainda assim, Deus utiliza até mesmo a rebelião e a maldade das pessoas para os Seus propósitos. Romanos 8:28 é realmente um versículo incrível. Ele diz: “... em todas as coisas Deus faz com que tudo concorra para o bem daqueles que O amam, que foram chamados de acordo com o Seu propósito.” Ele NÃO diz que Deus faz com que apenas todas as coisas boas concorram. Em vez disso, diz que Deus faz com que todas as coisas (boas e más) concorram para o bem daqueles que O amam.
É claro que não fomos nós que matamos Jesus, mas sim os soldados romanos. No entanto, Deus permitiu que Jesus fosse injustamente assassinado para arcar com a punição por nossos pecados.
P: Visto que Êxodo 20:13 e Deuteronômio 5:17 dizem para não matar, por que Deus, às vezes, mata pessoas?
R: Os Dez Mandamentos foram dados às pessoas; e Deus, que é onisciente, não está sujeito ao que Ele nos deu. Por exemplo, Deus aceita adoração, e nós não devemos aceitar adoração.
P: Visto que Êxodo 20:14,17 diz para não cometer adultério, por que houve casamentos polígamos depois disso?
R: O casamento poligâmico não é adultério. A poligamia era permitida, mas não incentivada no Antigo Testamento, e no Novo Testamento não é permitida para os líderes da igreja.
Embora Êxodo 20:17 diga para não cobiçar a mulher do seu próximo (singular), esse mandamento é válido independentemente de o seu próximo ter uma ou mais esposas. Se tivesse dito para não cobiçar as mulheres do seu próximo (plural), alguns poderiam ter interpretado isso como significando que cobiçar apenas uma de suas esposas seria aceitável. É claro que não era essa a intenção de Deus.
P: Em Êxodo 20:20, por que o povo não deveria temer, se, no mesmo versículo, era esperado que temesse?
R: Nem eles nem nós devemos sentir medo ou apreensão diante de Deus, que tem um amor tão grande por nós. Mas devemos temer a Deus, no sentido de respeitá-Lo, bem como Seu poder e Sua santidade. Hoje, devemos também temer pelos perdidos, ou seja, temer que a ira de Deus os destrua caso não se arrependam, conforme ensina Judas 23.
No entanto, uma vez que Cristo foi revelado, não temos o mesmo temor que eles tinham no Antigo Testamento, conforme ensina Hebreus 12:18. Veja também a discussão sobre Êxodo 9:30.
P: Em Êxodo 20:24, o altar deveria ser feito de terra ou de madeira de acácia, como dizem Êxodo 27:1; 30:1; 37:1 e 38:1?
R: No Monte Sinai, eles construíram um altar de terra. Posteriormente, para o tabernáculo, construíram um altar portátil com madeira de acácia.
Consulte *When Critics Ask*, p. 79, e *Alleged Discrepancies of the Bible*, de Haley, pp. 427-428, para obter uma resposta diferente.
P: Em Êxodo 20:25-26 e Josué 8:31, por que o povo não deveria usar pedras talhadas?
R: A Bíblia não explica por que Deus ordenou isso, apenas que Ele o fez. No entanto, pedras talhadas com cinzéis de ferro apresentariam marcas de ferrugem vermelha com o passar do tempo. Marcas azul-esverdeadas seriam visíveis com ferramentas de bronze ou cobre.
P: Por que Êxodo 21:2-21, Êxodo 32:1-6 e Levítico 25:46 toleram a escravidão?
R: A escravidão na Bíblia era semelhante à dos servos contratados. Todos os escravos hebreus deveriam ser libertados a cada sétimo ano, conforme Êxodo 21:2-5. Quando o escravo era libertado, o ex-senhor deveria providenciar-lhe generosamente o que tivesse, de acordo com Deuteronômio 15:13-15. A única exceção à libertação de um escravo hebreu era se o escravo amasse o senhor o suficiente para optar por permanecer como escravo para o resto da vida, conforme Êxodo 21:5-6. No entanto, os hebreus nem sempre libertavam seus escravos, como mostra Jeremias 34:8-22; Deus os repreendeu por isso. Tornavam-se escravos:
Ladrões que não podiam reembolsar as pessoas (Êxodo 22:3)
Mulheres vendidas pelos pais como concubinas (Êxodo 21:7-11)
Pessoas que se vendiam como escravas por estarem passando fome
P: Em Êxodo 21:13, o que significa “um ato de Deus” neste contexto?
R: Trata-se de um conceito muito semelhante ao uso jurídico ocidental da expressão “força maior”, que significa algo além do controle humano. O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 2, p. 432, afirma que expressões semelhantes são encontradas no Código de Leis de Hamurabi, 249:38-39; 266:77.
P: Em Êxodo 21:17, tratava-se de uma punição severa para filhos desrespeitosos?
R: Há quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. Isso pode parecer severo para nós hoje, mas saber que os pais tinham esse poder impedia que os adolescentes desprezassem totalmente a autoridade dos pais. No entanto, essa punição era branda em comparação com a dos cananeus e fenícios, que praticavam o sacrifício de crianças. Imagine apenas uma criança cananeia ou fenícia agindo de forma desobediente, e o pai dizendo: “Seu comportamento está começando a me fazer sentir muito religioso”. Os únicos israelitas que praticavam o sacrifício de crianças eram os adoradores de ídolos, que Deus condenou.
2. Para os israelitas tementes a Deus, dada sua forte orientação familiar, não há evidências de que as crianças alguma vez tenham sido tão desobedientes a ponto de os pais recorrerem a isso.
3. Mesmo que houvesse crianças desobedientes, Êxodo 21:17 não especifica que os pais fossem obrigados a fazer isso; tratava-se apenas de uma opção. Não há evidências de que algum pai ou mãe tenha optado por fazê-lo.
4. Na época romana tardia, os pais romanos possuíam o “direito de paterfamilias”. Trata-se do direito legal de um pai romano de matar seu filho recém-nascido por qualquer motivo que fosse.
Resumo: Às vezes, a criação de uma lei, ao oferecer uma opção severa, alcança o resultado desejado sem que haja um caso em que ela precise ser aplicada.
P: Em Êxodo 21:20, por que alguém é meramente “punido” se espancar um escravo e matá-lo?
R: Êxodo 21:12 especifica a punição: morte por homicídio doloso e fuga para um refúgio por homicídio culposo. Isso se aplica tanto a escravos quanto a pessoas livres.
Não havia menção a uma punição diferente para um escravo, e não havia necessidade de mencionar que a punição era a mesma, pois o homicídio de um homem livre ou de um escravo era considerado da mesma forma no Egito, onde viviam. Essa lei egípcia é mencionada na obra *Life in Egypt in Ancient Times*, de Bernard Romant, traduzida por J. Smith (Minerva 1978/81), p. 124.
P: Em Êxodo 21:21, por que o livro de Êxodo tolera espancamentos de escravos?
R: Alguns comportamentos no Antigo Testamento não eram defendidos, mas sim permitidos, porque o coração das pessoas era endurecido. Por exemplo, o divórcio era permitido no Antigo Testamento devido ao coração endurecido das pessoas (Mateus 19:8); no entanto, em Malaquias 2:16, Deus afirmou que detestava o divórcio. Espancar uma pessoa, sem causar lesão permanente, era punido com uma multa monetária pelo tempo perdido, conforme Êxodo 21:18-19. Êxodo 21:21 apenas ressalta que o proprietário de um escravo não está sujeito a multa pelo tempo perdido, pois foi o próprio proprietário que (talvez tolamente) fez com que o escravo perdesse esse tempo. No entanto, seja escravo ou não, se um homem agredir alguém e a vítima morrer, o homem será condenado à morte, conforme Êxodo 21:12,20. Da mesma forma, se um homem causar lesão permanente, haverá uma multa monetária, a libertação de um escravo ou olho por olho.
P: Êxodo 21:22-23 demonstra que o aborto é errado ou que um feto é menos do que um bebê?
R: O livro *When Critics Ask*, p. 79, menciona que, segundo o estudioso de hebraico Umberto Cassuto, em seu *Comentário sobre o Livro do Êxodo* (Magnes Press, 1967): “…Mas se ocorrer algum dano, isto é, se a mulher ou as crianças morrerem, então você deverá dar vida por vida.”
Além disso, a palavra hebraica (eats) significa tanto dar à luz uma criança viva quanto abortar. Existe uma palavra hebraica diferente para aborto espontâneo, que não significa parto de uma criança viva, mas ela não foi utilizada neste contexto. Por fim, a palavra “criança” é usada para se referir a bebês.
Como observação adicional, o aborto por meio de substâncias químicas já era praticado nos tempos bíblicos. De acordo com a revista Discover (setembro de 1998), uma planta que crescia na Cirenaica, chamada Silphium, podia induzir o aborto. Minúcio Félix (210 d.C.) explicou por que os abortos químicos eram errados em *O Octávio de Minúcio Félix*, cap. 30, p. 192, e em *Refutação de Todas as Heresias*, de Hipólito, livro 9.7, p. 131 (225-235/6 d.C.). O silfium era vendido pelo seu peso em prata.
Os abortos cirúrgicos também foram descritos em detalhes e condenados por Tertuliano (198-220 d.C.) em *Tratado sobre a Alma*, cap. 25, p. 206
“Apologia”, de Tertuliano, cap. 9, p. 25 (198-220 d.C.): “No nosso caso, sendo o homicídio proibido de uma vez por todas, não podemos destruir nem mesmo o feto no útero, enquanto o ser humano ainda recebe sangue de outras partes do corpo para seu sustento. Impedir um nascimento é simplesmente uma forma mais rápida de matar um homem; nem importa se se tira a vida de alguém que já nasceu ou se se destrói alguém que está prestes a nascer. Aquilo que está prestes a se tornar um homem já é um homem; o fruto já está presente na semente.”
Tertuliano (198-220 d.C.) afirma: “A lei de Moisés, de fato, pune com as devidas sanções aquele que provocar um aborto, na medida em que já existe o rudimento de um ser humano, ao qual já se atribui, mesmo agora, a condição de vida e morte, uma vez que já está sujeito aos desfechos de ambas, embora, por ainda viver na mãe, compartilhe em grande parte seu próprio estado com a mãe.” Tratado sobre a Alma, cap. 37, p. 218
Tertuliano também menciona o aborto químico como algo errado em *Sobre a Exortação à Castidade*, cap. 12, p. 57
P: Em Êxodo 21:29-30, por que a pena de morte não era aplicada em alguns casos de homicídio?
R: Assim como na legislação moderna, muitas vezes não há pena de morte para o homicídio culposo. Uma coisa é matar deliberadamente uma pessoa, e outra coisa é matá-la por imprudência.
P: Em Êxodo 21-22, como essas leis se comparavam a outras leis da mesma época?
R: Aqui estão algumas comparações.
Êxodo 21:2-4: Quando um homem solteiro se tornava escravo e seu senhor lhe dava uma esposa, e o homem era libertado, a esposa e os filhos continuavam sendo escravos do senhor, conforme os textos acádicos de Nuzi.
Êx 21:9 Um documento assírio afirmava que, se um homem comprasse uma menina para ser esposa de seu filho e o casamento não se concretizasse, o comprador não poderia devolvê-la para que voltasse a ser escrava: “ele deve tratá-la como se fosse sua própria filha” (assírio)
Êx 21:18-19 O Código de Hamurabi (206) estabelece que, se um homem ferir outro acidentalmente e jurar que foi acidental, ele ainda assim deve pagar os honorários médicos. As Leis hititas (10) determinam que ele deve cuidar do homem que feriu, pagar os honorários médicos e também pagar-lhe seis (posteriormente, dez) siclos de prata.
Êx 22:16-17: se um homem seduzisse uma mulher que não estivesse noiva, a Lei Assíria Média 56 determinava que o homem deveria pagar 1/3 do dote, e o pai poderia decidir, a seu critério, se permitiria ou não que o homem se casasse com ela.
Êxodo 22:19: as Leis Hititas (187-188, 199:16-18) também determinavam a execução de quem mantivesse relações sexuais com uma ovelha, vaca ou porco, mas não com um cavalo ou uma mula. Aparentemente, essa prática era comum entre os cananeus.
P: Em Êxodo 22:8-9 e 1 Samuel 2:25, as pessoas compareciam perante juízes ou perante Deus?
R: Não há dúvida quanto à palavra hebraica; trata-se de elohim. No entanto, elohim pode significar o Deus verdadeiro, deuses falsos ou juízes. Significa juízes no Salmo 82:6.
Resumo: Eis o que o “The Expositor’s Bible Commentary”, vol. 3, p. 586, declara a respeito de 1 Samuel 2:25. “Conforme indica a margem da NIV, nem sempre podemos ter certeza se (elohim) significa ‘Deus’ ou ‘(os) juízes’ em determinados contextos. … Aqui, no v. 25, e nas passagens do Êxodo, talvez seja melhor deixar a questão em aberto, já que, de qualquer forma, os ‘juízes’ (se é que são tais) são vistos como representantes de Deus que refletem sua vontade e cumprem seus desejos.”
P: Em Êxodo 22:18, por que as bruxas eram condenadas à morte e [supostamente] não os homens?
R: A proibição contra bruxaria, médiuns e práticas ocultistas aplicava-se igualmente a homens e mulheres. Independentemente do gênero, Deus considera a prática de feitiçaria algo muito grave. Os cristãos não devem desonrar o nome que levam ao se envolverem em sessões espíritas, tábuas Ouija, adivinhação ou outras tentativas de feitiçaria.
P: Em Êxodo 22:18, uma professora da escola dominical compartilhou certa vez que consegue descobrir como tratar doenças físicas segurando uma corrente de metal com um pingente de metal sobre o pulso e fazendo perguntas ao seu corpo. A corrente balança de maneira diferente, significando “não” ou “sim”. O que o senhor acha disso?
R: Isso vai contra a Bíblia. Trata-se de pedir respostas a [algum tipo de] espírito. Isso soa vagamente semelhante à prática ocultista (satânica) do tabuleiro Ouija. Pergunte a ela como sabe que tipo de espírito, em sua opinião, está fazendo isso? 1 João 4:1-2 diz que não devemos simplesmente acreditar em todo espírito. 2 Coríntios 6:17 diz que não devemos tocar em nada impuro.
Certa vez, ouvi um pastor dizer [corretamente] do púlpito que não devemos seguir a astrologia. No entanto, para provar que não havia nada de verdade nisso, ele mandou ler seu horóscopo e iria mostrar a todos como tudo aquilo era falso. Bem, acabou que as previsões começaram a se concretizar. Ele ficou assustado e se arrependeu diante da congregação pelo que havia feito. Somente depois disso é que o restante das previsões deixou de se concretizar.
Satanás possui habilidades que vão além das nossas e, às vezes, consegue prever as coisas corretamente (ou então garantir que elas aconteçam). Ele usa isso para fazer com que as pessoas confiem nessa fonte de conselhos, a fim de poder enganá-las melhor posteriormente.
Eis o que eu faria se fosse aluno da escola dominical.
1. Procure a professora e explique que você deposita sua confiança em Cristo, não em espíritos familiares. Mostre a ela os versículos contra o ocultismo, e talvez ela compreenda e se arrependa. Alguns versículos que dizem que não devemos ter nada a ver com o ocultismo, com a comunicação com os mortos etc. são:
Não se envolva com magia e ocultismo, tais como canalização, bruxaria, projeção astral, médiuns, videntes, astrologia, tábuas Ouija, Meditação Transcendental (MT), EST ou Qi-gong. Lv 19:26,31; 20:6-8,27; At 19:19; Ez 13:18; 22:18; Dt 18:9-14; Miquéias 5:12; Ap 9:21
Não tente se comunicar com os mortos. Dt 18:10-2; Is 8:19; 1 Sm 28:3,7-12 + Lv 20:6-8
No que diz respeito ao mal, devemos ser como crianças. 1 Coríntios 14:20; Mateus 10:16; contudo, estejam atentos. Mateus 10:16-7
2. Se ela não se deixar convencer a se arrepender, informe ao pastor e aos anciãos da igreja que isso não deve ocorrer em uma igreja que confia em Cristo e sugira que a destituam do cargo de professora da escola dominical.
3. Se isso não surtir efeito, o membro tem o dever de deixar essa igreja e explicar a todos que quiserem saber por que está partindo. Sua saída será um testemunho melhor do que permanecer e tentar continuar a persuadi-los. Enquanto permanecer, estará implicitamente dizendo que isso não é tão grave assim.
A propósito, eu não daria esse conselho para uma professora da escola dominical que acreditasse e ensinasse um erro sobre uma questão secundária. Mas não devemos nos envolver de forma alguma no uso de “artifícios” para nos comunicarmos com o mundo espiritual em busca de orientação.
P: Em Êxodo 23:19, 34:26 e Deuteronômio 14:21, por que as pessoas não devem cozinhar um cabrito no leite de sua mãe?
R: Simplesmente porque Deus lhes disse para não fazerem isso. Se uma ação é idólatra, mágica, profana, cruel ou desrespeitosa não é o ponto principal; a razão fundamental é que Deus não gostava disso e disse para não fazerem.
Havia também uma antiga prática cananeia e síria relacionada a isso, que remonta pelo menos ao século XV a.C. O épico pagão ugarítico intitulado “O Nascimento dos Deuses Belos e Graciosos” mostra a prática de cozinhar um cabrito no leite de sua mãe para implorar aos deuses por chuva em Canaã. Isso está documentado nas Tábuas de Ras Shamra, do século XV.
Posteriormente, os judeus ampliaram essa prática, passando a proibir que carne e leite fossem servidos na mesma refeição, ou mesmo preparados com os mesmos utensílios.
P: Em Êxodo 23:28, Deuteronômio 7:20 e João 24:12, como é que as “vespas” expulsaram os cananeus?
R: Primeiro, duas coisas que não são a resposta; depois, a resposta.
Não é a resposta: vespões literais: um exemplo é o do historiador grego Eliano, em *Hist. Anim.* 11,28, que afirma que os faselianos — cananeus que viviam perto dos solimitas — foram expulsos de suas terras por vespas. Bochart (*Hieroz. III*, p. 499) apresenta exemplos de tribos que abandonaram suas terras devido a rãs, ratos e outros animais. No entanto, em todos os detalhes fornecidos, Josué não menciona nenhum animal, inseto ou outro, expulsando os cananeus. O *Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento*, p. 145, afirma que alguns defendem essa visão, enquanto outros sustentam que se trata do Egito.
Observe a resposta: os próprios israelitas. Embora alguns pensem que as “vespas” às quais Deus se referia fossem os próprios israelitas, Êxodo 23:28 refere-se claramente à “ajuda externa” que Deus providencialmente forneceu.
A resposta: o Egito. No entanto, o emblema do Faraó Tutmés III era a vespa. Ele realizou 17 campanhas, principalmente na Palestina. Seus sucessores, Amenhotep II e Tutmés IV, também realizaram campanhas na Palestina. Isso é um reconhecimento de que o exército israelita não foi o único a enfraquecer os cananeus; os egípcios também desempenharam um papel.
A Bíblia é totalmente verdadeira, mas isso não significa que Deus seja impedido de se comunicar com as pessoas usando suas próprias metáforas.
P: Em Êxodo 23:31, como os filisteus poderiam estar em Canaã na época de Moisés?
R: Consulte a discussão sobre Gênesis 20 para obter a resposta.
P: Em Êxodo 24:1, o que podemos aprender com Nadabe e Abiú?
R: Como filhos de Arão, eles estavam na linha de sucessão para se tornarem o próximo sumo sacerdote. Mas ser filho de uma pessoa piedosa não os tornava “mais seguros” contra o perigo; na verdade, é uma posição ainda mais perigosa se alguém não quiser seguir a Deus. Quanto mais você sabe, mais será responsabilizado por desobedecer, como mostra 2 Pedro 2:21.
P: Em Êxodo 24:4, como Moisés pôde escrever “e Moisés escreveu todas as palavras do Senhor”?
R: Da mesma forma que escreveu Êxodo 6:26-27. Consulte a discussão sobre esse trecho. Alternativamente, o escriba de Moisés pode ter escrito isso.
P: Em Êxodo 24:9-11, como os anciãos puderam subir ao Monte Sinai, uma vez que as pessoas seriam mortas se subissem ao Monte Sinai, conforme Êxodo 19:12-13?
R: Eles só podiam subir ao Monte Sinai quando fossem convidados. Da mesma forma, eles deveriam ter ido para a Terra Prometida, mas, após o relatório desanimador dos batedores, recusaram-se a ir. Depois que Deus os disciplinou e lhes disse que morreriam no deserto, decidiram ir para a Terra Prometida por conta própria. Foram repelidos por seus inimigos. Fazer as coisas certas não é o mais importante. O mais importante é amar e obedecer a Deus, o que inclui fazer as coisas certas da maneira certa, no momento certo.
P: Em Êxodo 24:10, como eles puderam ver a forma de Deus, uma vez que Deus não possui um corpo físico?
R: Deus pode assumir qualquer forma física que desejar.
P: Em Êxodo 25:18, por que Deus ordenou a Moisés que fizesse imagens esculpidas de querubins?
R: Eram imagens que adornavam o Tabernáculo, mas não eram objeto de adoração, oração ou veneração. Os querubins serviam como arte decorativa; não eram imagens de Deus e não se destinavam nem à adoração nem à veneração.
P: Em Êxodo 28:30, o que são o “Urim e o Tumim”?
R: Eram um meio que Deus concedeu aos sacerdotes para sortear e descobrir a vontade de Deus. A descrição exata de sua aparência se perdeu, exceto pelo fato de que Josefo afirma que eram pedras em um peitoral. O livro “1001 Perguntas Bíblicas Respondidas”, p. 357, diz que “Urim e Tumim” podem significar “luzes e perfeição”.
P: Em Êxodo 28:34-35, como os sinos impedem que Arão e seus descendentes morram?
R: Por si só, os sinos não o fazem. Mas a forma adequada de adoração neste Tabernáculo era um assunto sério para Deus, e ignorar essa ordem resultaria em morte. Veja também a próxima pergunta.
P: Em Êxodo 28:34-45 e Êxodo 39:22-26, qual era o propósito dos sinos na túnica do sacerdote?
R: As Escrituras não dizem, mas podemos especular sobre duas razões.
1. Enquanto o povo do lado de fora escutava, podia ouvir o sacerdote, a quem não podia ver, realizando o sacrifício expiatório por eles.
2. Se os sinos parassem de tocar, isso poderia indicar que Deus estava descontente com o sacerdote e o havia matado. Nesse caso, o povo poderia puxar o sacerdote para fora pela corda que estava em volta dele.
P: Em Êxodo 29:20 e Levítico 8:23-24, por que colocar o sangue na orelha direita, no polegar direito e no dedão do pé direito de Arão?
R: Embora as Escrituras não digam expressamente por que Deus desejava isso, o simbolismo não é difícil de perceber. Representa uma união com o sacrifício. Como outro exemplo, isso era feito com alguém purificado de uma doença de pele, quando levava seu sacrifício de purificação ao sacerdote. (Levítico 14:1-2, 14-17)
P: Em Êxodo 30, qual é o significado dos objetos e o que eles representam?
R: Em primeiro lugar, ainda pode haver alguns mistérios que desconhecemos; Deus pode não ter necessariamente revelado todas as razões pelas quais tudo era exatamente assim. Hebreus 8:5 diz: “O lugar onde prestam serviço é uma representação e sombra do santuário celestial, assim como Moisés foi advertido por Deus quando estava prestes a concluir o tabernáculo. Pois ele diz: ‘Cuide para que faça tudo de acordo com o projeto que lhe foi mostrado no monte.’” (Bíblia NET) Consulte os capítulos 9 e 10 de Hebreus para saber mais sobre o significado do Tabernáculo e dos objetos em seu interior.
Aqui estão mais detalhes sobre Êxodo 30.
Êxodo 30:1-9 O altar de madeira de acácia era pequeno, com cerca de 3 pés de altura e 18 polegadas de lado, mas muito pesado, pois era revestido de ouro. O ouro pode representar a santidade e a Deus, e foi uma das três oferendas que os magos trouxeram a Jesus. Esse altar é um tipo do sacrifício de Cristo por nós. Curiosamente, nenhum ornamento do templo foi mencionado como “santíssimo”, exceto o altar.
Uma aplicação secundária para nossas vidas é que, assim como o sacerdote tinha que queimar incenso no altar todas as manhãs e noites, também devemos conversar com Deus pelo menos todas as manhãs e noites. Assim como Cristo sacrificou sua vida por nós, de uma forma mais modesta, devemos estar dispostos a sofrer pelos outros, como Paulo demonstrou em Colossenses 1:24.
Êxodo 30:10: uma vez por ano, o sumo sacerdote dos israelitas era obrigado a fazer expiação nos chifres do altar.
Assim como os israelitas tinham um sumo sacerdote em Êxodo 30, nós temos um Sumo Sacerdote que se sacrificou por nós em Hebreus 4:14: Jesus.
Êxodo 30:17-21: Bacia de bronze para a ablução. Arão e seus filhos [descendentes] deviam lavar as mãos e os pés antes de entrar na Tenda da Reunião e antes de se aproximarem do altar.
Acima de tudo, não devemos nos apresentar diante de Deus pensando que não precisamos estar puros. Devemos estar purificados. É claro que os cristãos são sacerdotes e reis, e somos purificados pelo sangue de Jesus; portanto, Ele cumpriu isso por nós. Mas devemos viver vidas purificadas e limpas. Veja 1 Pedro 1:15-16; 2:11-12.
A propósito, o bronze provinha de espelhos de bronze doados pelas mulheres, conforme Êxodo 38:8. Uma aplicação secundária para nossas vidas é que o que antes era usado para vaidade e adorno foi refundido para ser utilizado na purificação. Agradaria a Deus se estivéssemos dispostos a ter alguns de nossos costumes e hábitos familiares “refundidos”, para que fossem transformados para a Sua obra. Veja Romanos 12:1-2 e Tiago 1:23-25.
Êxodo 30:22-33 Óleo de unção sobre as coisas sagradas. Creio que a fórmula foi elaborada simplesmente porque produz um resultado de aroma agradável. O óleo de unção é um tipo do Espírito Santo e representa a santificação por Deus. Ele era salgado, conforme Êxodo 30:35, provavelmente para ter um efeito conservante. A mirra era muito cara e foi um dos presentes que os magos trouxeram a Jesus.
Primeiramente, assim como a fragrância do óleo de unção “criava o clima” para tudo, nossa purificação e santificação por meio do Espírito Santo nos conferem o aroma de Cristo por completo. Consulte 2 Coríntios 2:14-16 para saber mais sobre sermos o aroma de Cristo.
Uma aplicação secundária para nossas vidas é que esse óleo de unção não devia ser menosprezado nem “banalizado” ao ser usado para qualquer outra finalidade. Nossos corpos (o templo de Deus; 1 Coríntios 6:19-20), nossa unidade no Espírito (Efésios 4:3) e nossas vidas não devem ser banalizados com usos profanos. Não devemos lançar nossas pérolas aos porcos, unir-nos em jugo com os incrédulos (2 Coríntios 6:14-18), considerar como sagradas coisas que não o são, nem ser desviados de nossa devoção sincera e pura a Cristo (2 Coríntios 11:3-4)
Êxodo 30:34-38 O incenso representa a intercessão e as orações. Mas o incenso não devia ser usado para mais nada. O olíbano era muito caro e foi uma das três oferendas que os magos trouxeram a Jesus. Veja Apocalipse 8:3-4 sobre o incenso estar associado à oração.
Primeiramente, assim como o incenso queimado pelo sacerdote era um aroma que permeava tudo, o Espírito Santo, enviado pelo Pai e por Jesus (João 16:7), deve permear nossas vidas. Cristo, e somente Cristo, é nosso mediador (Efésios 2:13-17; Colossenses 1:20; Hebreus 8:6), e o Espírito Santo intercede por nós, com gemidos que ultrapassam as palavras (Romanos 8:26-27).
Uma aplicação secundária para nossas vidas é que, ao seguirmos a Cristo, devemos orar continuamente, louvando a Deus e intercedendo pelos outros. (1 Tessalonicenses 5:17; Filipenses 4:6)
P: Em Êxodo 30:11,15, por que os pobres tinham que pagar o mesmo que os ricos, que tinham mais condições financeiras?
R: O imposto do siclo servia como resgate por suas vidas, e há um ponto importante aqui. A vida de uma pessoa rica não é nem mais nem menos importante do que a vida de uma pessoa pobre. Em todas as leis do Antigo Testamento, a pena por matar ou ferir uma pessoa pobre não era menor do que a aplicada a uma pessoa rica.
O imposto se aplicava apenas a pessoas com vinte anos ou mais, e provavelmente apenas aos homens, o que significaria que se tratava de uma unidade familiar. Uma família não seria penalizada por ter mais filhos. Além disso, o siclo era uma pequena unidade monetária.
P: Em Êxodo 30:12 e Levítico 9:7, como um carneiro ou um touro pode fazer expiação por uma pessoa?
R: Por si só, não pode fazer expiação, de acordo com Hebreus 9:9 e 10:4. No entanto, Hebreus 9-11 mostra que os sacrifícios do Antigo Testamento eram um tipo, ou figura, do sacrifício de Cristo.
Para explicar isso em termos cotidianos, suponha que algumas pessoas tivessem uma grande dívida (ou pecado), tão grande que nunca poderiam esperar saldar-se com seu credor (as exigências imparciais de justiça de Deus). Sua credibilidade não é confiável. Mas um rei rico (Deus) intervém e assina um acordo para saldar a dívida integralmente. Então, Seu filho vem e paga a dívida inteira. Quando o credor apareceu para cobrar o dinheiro, as pessoas, em obediência ao rei, tinham um sinal concreto de que sua dívida havia sido assumida pelo rei.
P: Em Êxodo 30:31-34, não é severo matar alguém por preparar uma fórmula específica de perfume?
R: Sim, é rigoroso. No entanto, não é injusto se todos conhecem as regras. Não há evidências de que alguém tenha violado essa regra ou tenha sido punido por isso.
P: Em Êxodo 31:12, por que a observância do dia de sábado era tão importante?
R: Muitos cristãos genuínos acreditam que todos os dias são um descanso sabático sob Cristo (Hebreus 4:8-11), enquanto outros cristãos genuínos acreditam que devemos guardar o sábado hoje. Paulo reconhece ambas as práticas em Romanos 14:5-7 e afirma que o que importa é vivermos para o Senhor.
Independentemente disso, porém, todos os cristãos devem concordar que guardar o dia de sábado era um mandamento muito importante na época da Lei Mosaica e, se vivêssemos naquela época, teríamos de ser diligentes em guardá-lo.
Existem três mandamentos explícitos e quatro razões explícitas a respeito do sábado, mas também podemos identificar outras razões.
Mandamentos do sábado:
1. Santifique o sábado (Êxodo 20:8; Deuteronômio 6:12)
2. Não realize nenhum trabalho (Êxodo 20:10; Deuteronômio 6:13-14)
3. Aqueles que estão sob sua autoridade: filho, filha, servos, até mesmo os estrangeiros (não judeus) que estiverem dentro de suas portas, e até mesmo os animais, devem ter um dia de descanso. (Êxodo 20:10; Deuteronômio 6:14)
Razões explícitas para o sábado:
1. Obediência simples: devem obedecer aos mandamentos de Deus.
2. Lembrar-se de nosso Criador: Assim como Deus criou a terra em seis dias e depois descansou, também nós O honramos descansando no sábado. (Êxodo 20:11)
3. Lembrar da escravidão e do nosso Libertador: Como os israelitas eram escravos no Egito (presumivelmente sem descanso) e Deus os libertou, eles devem se lembrar disso e observar o sábado. (Deuteronômio 16:15b)
4. Como um sinal entre o povo de Deus do Antigo Testamento e Deus, para que saibam que Deus nos torna santos. (Êxodo 31:13)
5. Deus abençoou o sábado e o santificou; portanto, devemos reconhecer isso. (Êxodo 20:11b)
Possíveis razões adicionais:
1. O sábado era uma afronta à sabedoria e ao esforço próprios das pessoas. Pareceria óbvio para alguém sábio neste mundo que, se você se empenhar mais, obterá mais benefícios. E mesmo quando quisesse fazer uma pausa, ainda poderia fazer com que seus funcionários, servos e animais trabalhassem mais arduamente. Deus não contradisse esse pensamento, nem mesmo disse se era verdadeiro ou não. Independentemente da verdade percebida dessa mentalidade, Deus disse para obedecê-Lo em primeiro lugar.
2. O sábado era uma afronta à sua autossuficiência e independência. Um comerciante, agricultor, artesão ou qualquer outro trabalhador gostaria de trabalhar no sábado se achasse que a prosperidade ou mesmo a sobrevivência de si mesmo e de sua família dependessem disso. Mas tudo se resume à confiança: sua prosperidade e sobrevivência dependem de você, ou você acredita que dependem de Deus?
3. Ter um dia de descanso tornaria tanto a si mesmos, quanto as pessoas sob sua responsabilidade e até mesmo seus animais mais saudáveis — física, mental e emocionalmente —, ao terem tempo para se revigorar e se recuperar do trabalho da semana. As pessoas hoje, independentemente de suas crenças, precisam de tempo para descansar e se revigorar.
4. Ter um dia de descanso ajuda a evitar o esgotamento, causado por fazer a mesma coisa sem variação por anos e anos. Mesmo os cristãos que consideram todos os dias iguais ainda precisam de tempo para descansar e se recuperar.
Embora os cristãos genuínos discordem sobre não trabalhar no sábado, no domingo ou se todos os dias são iguais, todos os cristãos devem concordar em duas coisas aqui.
a) Se acreditássemos que Deus deseja que guardemos um dia sem trabalho hoje, deveríamos fazê-lo.
b) Todos os nossos dias, e não apenas um sétimo deles, devem ser dedicados a servir a Deus.
P: Em Êxodo 31:17, Deus pode se cansar?
R: Deus não se cansa fisicamente (Isaías 40:28). No entanto, assim como as pessoas podem dizer que estão cansadas de lamentações e de amor insincero, essa é uma expressão que demonstra a falta de interesse de Deus pela adoração insincera a Ele. Isaías 43:24 diz que os pecados dos israelitas cansaram a Deus. Isaías 1:14 diz que suas festas cansaram a Deus quando eram um povo ímpio. A descrença de Acaz cansou a Deus em Isaías 7:14. Malaquias 2:17 diz que as palavras deles cansaram a Deus quando afirmavam que aqueles que praticam o mal são bons e perguntavam: “Onde está o Deus da justiça?”. Consulte “Dificuldades e Aparentes Contradições da Bíblia”, pp. 212-213, para uma discussão mais aprofundada.
P: Em Êxodo 32:2-5, como o profeta Arão pôde defender a adoração de ídolos?
R: Arão cometeu um pecado terrível. Não há desculpa para o que ele fez, mas eis uma possível explicação para suas ações. Quando Moisés não voltou, muitos questionaram se ele voltaria algum dia. Dada a pressão de tantas pessoas angustiadas e sem liderança pedindo a Arão que fizesse um ídolo, Arão cedeu. Talvez ele tenha valorizado mais sua função de liderar o povo como sacerdote, a fim de restaurar a estrutura e a normalidade, do que esperar indefinidamente pelo Senhor.
P: Em Êxodo 32:1-10, por que Deus matou os israelitas que adoraram o bezerro de ouro, e não Arão, que o fez?
R: Deus teria sido justo em matá-los a todos. No entanto, Deus tem o direito de adiar a justiça. Ele também tem o direito de conceder misericórdia conforme Lhe aprouver, como mostra Romanos 9:15.
As circunstâncias: O povo sugeriu o bezerro de ouro e forneceu o material. As Escrituras não dizem se Arão estava entusiasmado ou se se sentiu coagido a obedecer a todo o povo ao seu redor. O bezerro de ouro era uma imagem usada para adorar o Senhor em Êxodo 32:5, não um deus diferente. É claro que, embora as circunstâncias possam nos ajudar a compreender por que Arão agiu assim, elas ainda assim não o isentam de culpa.
Deus é misericordioso para com alguns e pode adiar Sua justiça: Deus estava muito irado no versículo 10 e considerou simplesmente destruí-los a todos. Deus teria sido justo ao destruir Arão e todos os demais. Deus foi misericordioso não apenas para com Arão, mas também por não ter matado todos os israelitas.
P: Em Êxodo 32:14, Deus muda de ideia, contrariando Números 23:19 e 1 Samuel 15:29?
R: Quando nosso coração e nossas ações mudam, a vontade revelada de Deus para conosco também pode mudar. Consulte a resposta para Êxodo 33:3, em *When Critics Ask*, p. 85, e *Hard Sayings of the Bible*, pp. 209-210, para obter mais informações.
P: Em Êxodo 32:30, como Moisés poderia tentar fazer expiação pelo povo?
R: As pessoas podem tentar fazer coisas impossíveis, mas nem mesmo Moisés poderia tomar o lugar de outra pessoa, como mostra Jeremias 15:1. Moisés implorou a Deus que perdoasse ao povo seu grande pecado e, caso não o fizesse, que o riscasse do livro de Deus. Isso soa muito semelhante aos sentimentos de Paulo em Romanos 9:1-4.
P: Êxodo 32,30-32 mostra que Moisés poderia substituir o povo, de forma semelhante à crença católica no “tesouro de méritos”?
R: Não. Se há algo a ser inferido, é exatamente o contrário, por duas razões.
1. Em Êxodo 32:33-34, Deus disse que a oferta de Moisés não foi aceita por Ele. Como observação adicional, Paulo demonstrou um sentimento semelhante de amor sacrificial para com os judeus em Romanos 9:3, mas isso também não trouxe nenhum benefício aos judeus.
2. Moisés não se ofereceu para sofrer pelo povo. A oferta de Moisés de ser completamente riscado do livro significa ser enviado para o inferno. Católicos, ortodoxos, protestantes e coptas concordam que nenhum cristão vai para o inferno em lugar de outros cristãos.
Como observação adicional, na tradição da Igreja, a ideia de um “tesouro de méritos” está totalmente ausente de todos os escritos cristãos pré-nicenos.
P: Em Êxodo 32,12, por que Moisés pediu a Deus que “se arrependesse desse mal contra o seu povo”?
R: A palavra “mal” aqui também pode significar desastre. Moisés pediu a Deus que desistisse de trazer o desastre ameaçado, pois Deuteronômio 9,8 dizia que a ira de Deus havia se acirrado o suficiente para destruir o povo.
P: Em Êxodo 33,3 e Josué 1, Deus acompanhou os israelitas até a Terra Prometida, ou não?
R: A vontade revelada de Deus é frequentemente oportuna e condicional, e às vezes é explicada como uma expressão antropomórfica.
Oportuna: Deus disse à geração rebelde que não iria com eles. Todos morreram, e Deus foi com a geração seguinte.
Condicional: Muitas das ameaças ou promessas de Deus vêm acompanhadas de uma condição explícita ou implícita. Para alguns exemplos de ameaças condicionais implícitas, consulte Jonas 3 e Gênesis 20:3.
Antropomórfica: Deus, que está além do tempo, já sabia o que eles fariam e já sabia o que Ele faria. No entanto, às vezes é difícil para as pessoas perceberem isso e, ao mesmo tempo, compreenderem que o povo ainda tinha uma escolha real. Certamente, se Deus tivesse simplesmente dito a eles o que fariam com certeza e o que Ele faria com certeza, isso limitaria a escolha deles.
Uma pessoa não precisa concordar com o conceito de que Deus está além do tempo, nem mesmo compreendê-lo. Ela não precisa refletir sobre a atemporalidade para que Deus se comunique com ela de maneira significativa. Deus se comunica com as pessoas em termos que todos possam compreender. Consulte *Now That’s A Good Question*, pp. 202-205, para mais informações sobre a comunicação antropomórfica de Deus.
P: Em Êxodo 33:5-6, por que os israelitas deveriam tirar seus adornos para que Deus soubesse o que fazer com eles?
R: Eles deveriam retirar os adornos que usavam no momento em que pecaram, como sinal de luto e (espera-se) de arrependimento. Há aqui um princípio fundamental que é abordado. A vontade de Deus revelada a nós pode mudar quando nosso coração muda. Eles tinham a escolha de obedecer e lamentar seu pecado, ou não.
Consulte a discussão sobre Gênesis 20:3-6, Deuteronômio 20:17; Jeremias 15:6; Jonas 3-4; Jonas 3:10 e Jonas 4:1-2 para obter mais informações.
P: Em Êxodo 33:11, Moisés podia falar com Deus face a face?
R: Como escrevem Norman Geisler e Thomas Howe, um cego pode conversar face a face com alguém sem ver o rosto dessa pessoa. Trata-se de uma expressão que demonstra que Moisés e Deus conversavam intimamente um com o outro, mas não significa que Moisés tenha visto o rosto de Deus, conforme mostra Êxodo 33:20.
P: Em Êxodo 33:11, 23; 24:10; e Gênesis 32:30, como Moisés, Abraão ou qualquer outra pessoa poderia ver algo de Deus, uma vez que Deus é invisível, conforme afirmam João 1:18; Êxodo 33:20; Colossenses 1:15 e 1 Timóteo 1:17; 6:16?
R: Esse foi um argumento que os gnósticos tentaram usar para afirmar que, apesar de Jesus ter cumprido a lei, o Deus do Antigo Testamento era um Deus diferente do Deus do Novo Testamento.
Invisível não significa não ter forma alguma, nem significa que Deus seja indetectável por anjos ou demônios. Certamente não significa que o Deus Todo-Poderoso não seja poderoso o suficiente para poder se manifestar de forma visível. Significa simplesmente que nós, com apenas olhos visíveis, não podemos ver as coisas no reino invisível, e Deus está nesse reino.
Mas Deus, embora permaneça no céu, também é capaz de “atravessar” e entrar no reino físico no espaço-tempo. Deus continuaria sendo invisível por natureza, mas capaz de se tornar visível. Nós, por natureza, somos quase invisíveis durante a escuridão da noite, mas, se tivéssemos uma lanterna, as pessoas ainda poderiam ver onde estávamos. Deus poderia fazer o mesmo — com uma sarça ardente.
Mas Deus fez ainda mais. De uma forma que não tem um análogo natural 100% perfeito, Deus cruzou para ter uma presença localizada no espaço-tempo, não apenas aparecendo como um homem, mas como um homem real, vivo e que respira: Jesus Cristo. Jesus era e ainda é 100% humano e 100% Deus.
Historicamente, Irineu foi o primeiro cristão conhecido a ter respondido a essa objeção. Ele enfatizou que, uma vez que Deus é Todo-Poderoso, Ele pode até mesmo fazer com que pessoas visíveis e mortais vejam coisas invisíveis, tanto em visões quanto depois de alcançarem a imortalidade. Consulte Irineu, *Contra as Heresias*, livro 4, cap. 20.4-10, p. 489-491, para uma resposta mais extensa.
P: Em Êxodo 33,19-20, como Moisés pôde ver as “costas” de Deus, uma vez que Deus é espírito?
R: É difícil referir-se às diversas características de um espírito sem recorrer a termos antropomórficos. “Costas”, neste contexto, não se refere à “parte onde fica a medula espinhal”. Em vez disso, “costas” pode significar “parte de trás” em oposição à “parte da frente”.
Isso se refere a um reflexo de alguns dos atributos de Deus. Não se trata de toda a glória de Deus, pois Deus negou o pedido de Moisés de ver a Sua glória (provavelmente para a própria segurança de Moisés).
P: Em Êxodo 34:20, Êxodo 13:2 e Números 18:15-16, as pessoas deveriam matar animais impuros ou resgatá-los com dinheiro?
R: Êxodo 34:20 diz que o proprietário deveria matar o animal primogênito ou resgatá-lo com dinheiro, exceto que ele poderia resgatar um jumento com um cordeiro. Nenhuma outra distinção foi feita entre animais puros e impuros. Posteriormente, em Números 18:15-16, a lei foi restringida para permitir apenas o resgate com dinheiro dos animais primogênitos impuros.
Algumas pessoas podem ter dificuldade em aceitar que qualquer lei de Deus possa mudar, pois não diferenciam três aspectos distintos: moral, civil e cerimonial. A lei cerimonial também sofreu outras alterações, à medida que as situações mudavam. Por exemplo, os sacrifícios não eram realizados no templo antes de este ter sido construído.
P: Em Êxodo 34:23, por que todos os homens tinham que comparecer e não as mulheres e as crianças? (Um muçulmano fez essa pergunta.)
R: Podemos ver a resposta quando lemos atentamente Êxodo 34:23 e 24. Diz: “Três vezes por ano, todos os seus homens deverão comparecer perante o Senhor, o Deus de Israel.” “Eu expulsarei as nações diante de vocês e ampliarei o nosso território, e ninguém cobiçará a sua terra quando vocês subirem três vezes por ano para comparecer perante o Senhor, o seu Deus.” As mulheres não lutavam nas guerras, apenas os homens. Nenhum homem deveria “esconder-se” deixando de comparecer.
P: Em Êxodo 35-40, qual era o simbolismo dos móveis dentro do Tabernáculo?
R: Alguns veem o seguinte:
O altar de bronze simbolizava que até mesmo a entrada exigia sacrifício
A pia de bronze mostrava que aqueles que estavam dentro precisavam de purificação
O Pão da Presença mostrava que Cristo é o nosso pão; Ele nos dá tudo o que precisamos para nosso sustento
O candelabro de ouro representava o louvor e a oração
A Arca representava a presença de Deus
O véu mostrava que o caminho para a presença de Deus não estava aberto a qualquer pessoa (exceto ao sacerdote, uma vez por ano). Isso mudou quando o véu foi sobrenaturalmente rasgado em dois no mesmo momento em que Jesus morreu na cruz.
Este texto foi livremente adaptado de *The Teacher’s Commentary*, de Lawrence O. Richards.
P: Em Êxodo 36:8-14, fui informado de que as dimensões que Moisés recebeu de Deus para construir o Tabernáculo eram quase exatamente as mesmas que outros povos antigos (não hebreus) usavam para construir seus próprios locais de culto. Isso afeta a credibilidade das dimensões estabelecidas por Deus para o Tabernáculo?
R: Primeiramente, vamos supor que essa premissa esteja correta. (Discutirei isso mais adiante.) Se fossem as mesmas dimensões que outros povos antigos usavam para seus templos, isso não afetaria a credibilidade da Bíblia. Se houvesse algo de especial nessas dimensões, Satanás usaria essa informação para criar uma falsificação.
Por outro lado, duvido seriamente da alegação de que essas fossem as dimensões que outros povos antigos usavam para seus templos, por algumas razões.
a) Os diferentes locais de culto antigos apresentavam dimensões distintas entre si. Como exemplo simplificado, suponha que houvesse 10 templos antigos com dimensões de 100, 105, 110, 120, 125, 130, 135, 140, 145 e 150, e que o Tabernáculo tivesse uma dimensão em algum ponto entre 100 e 150. Agora, independentemente da dimensão do tabernáculo, seria possível alegar que ele era muito semelhante a um desses 8 templos — mas isso não prova nada.
b) Os templos antigos geralmente não possuíam um Santo dos Santos, e aqueles de que temos conhecimento eram templos fixos, não tendas.
c) Por fim, lembre-se de que o tabernáculo foi construído por volta de 1400 a.C., sendo mais antigo do que todos os templos romanos e gregos, com exceção dos micênicos. Portanto, se as dimensões fossem as mesmas de um templo posterior, ou não houve cópia, ou o posterior copiou do anterior, e não o contrário. Em geral, não é sensato dar crédito a tais afirmações, a menos que possam apresentar exemplos.
P: Em Êxodo 37:14, o candelabro de sete braços indica uma autoria posterior, já que os candelabros de sete braços [supostamente] só surgiram por volta de 600 a.C.?
R: Alguns costumavam pensar assim, mas o livro *Can Archaeology Prove the Old Testament?*, pp. 31-32, destaca que os arqueólogos encontraram candelabros de sete braços em Tell Beit Mirsim e que alguns túmulos em Dothan, da época de Moisés, apresentam candelabros de sete braços. O *Wycliffe Bible Dictionary*, p. 1006, afirma que candelabros de sete braços foram encontrados em tumbas e nas ruínas de templos cananeus: “Assim, o conceito de um candelabro de sete braços para uso sagrado no tabernáculo de Moisés não era anacrônico, como os críticos do Antigo Testamento costumavam alegar.”
P: Êxodo 38:8 é evidência de uma composição posterior, já que [supostamente] não havia espelhos de bronze naquela época?
R: Não, porque eles tinham espelhos de bronze, conforme afirma o livro *Can Archaeology Prove the Old Testament?*, p. 31. O bronze é uma liga de cobre e 2 a 18 por cento de estanho. (A KJV dizia “latão”, porque, há 400 anos, qualquer liga de cobre era chamada de latão.) O “Wycliffe Bible Dictionary”, pp. 1123-1124, afirma que objetos de bronze foram encontrados em Ur por volta de 2.500 a.C.
Na p. 1139, afirma-se que os espelhos de bronze eram raros, exceto no Egito. No entanto, eram muito valiosos, pois o “Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica”, p. 389, indica que os espelhos de bronze só se popularizaram entre o povo comum a partir da época helenística. O dicionário também menciona que, na época de Josué, as cartas de Tell el-Amarna referem que um vassalo presenteou o Faraó Akhenaton com 32 espelhos de bronze polidos. O rei hitita presenteou-o com um espelho de prata.
A título de observação, o manuscrito mais antigo conhecido do Antigo Testamento preservado até hoje é o 4Q17 dos Manuscritos do Mar Morto. Ele data de 250 d.C. e contém Êxodo 38 até Levítico 2. A obra *The Dead Sea Scrolls Translated*, p. 474, afirma que ele é praticamente idêntico ao texto massorético.
P: Em Êxodo 40, como eles puderam construir a tenda, se ela já estava lá em Êxodo 33:7-8?
R: Primeiro, dois fatos que provavelmente não são tão relevantes; em seguida, a resposta.
1. Não é necessário que Êxodo 33:7-8 e Êxodo 40 tenham sido escritos em ordem cronológica, embora provavelmente tenham sido.
2. Após uso constante sob o sol, a tenda poderia se desgastar.
Resposta: Êxodo 33:7-8 diz que Moisés pegou uma tenda já existente e a chamou de tenda da reunião. Depois que Deus ungiu Bezalel e Aholiab em Êxodo 31:2-7; 35:30; 36:1, eles fabricaram os utensílios sagrados, incluindo uma nova tenda da reunião, de acordo com o projeto de Deus.
P: Em Êxodo, que lições podemos extrair de todo o livro?
R: Há pelo menos três lições.
Assim como Moisés e os israelitas deixaram o Egito, também pode haver medos, pecados, outras coisas e situações das quais precisamos ser libertos. E, quando formos libertos delas, precisamos partir. Existem certos “velhos hábitos confortáveis” em sua vida dos quais você precisa se livrar e deixar de praticar?
Moisés já havia deixado a escravidão do Egito 40 anos antes do Êxodo. Mas Deus fez com que Moisés voltasse ao Egito, não para a escravidão, mas para libertar outros. Podemos estar livres de alguma escravidão que tínhamos, mas e quanto à nossa família, amigos e outras pessoas? Talvez Deus queira nos usar para ajudar a libertá-los também.
Embora todos os israelitas tenham sido libertados, houve vítimas ao longo do caminho. Alguns israelitas foram mortos por pragas e pelo fogo quando adoraram o bezerro de ouro, desafiaram a autoridade de Moisés e se envolveram em relações imorais com mulheres moabitas. Miriam ficou leprosa por um tempo por causa de seus preconceitos. Até o próprio Moisés foi proibido de entrar na Terra Prometida por ter perdido a paciência diante do povo nas águas de Meribá. Quando o senhor é libertado de algo, isso não significa o fim de seus desafios. O senhor ainda precisa perseverar. Se o senhor fizer algo que o torne uma vítima, arrependa-se rapidamente e, mesmo que ainda haja consequências, obedeça a Deus de qualquer maneira pelo resto da jornada.
P: No Êxodo, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Aqui estão os mais antigos.
Os pergaminhos de Ketef Hinnom datam de 650 a 587 a.C., estão gravados em prata (por isso sobreviveram) e contêm fragmentos de Êxodo 20:6; Números 6:24-26; Deuteronômio 5:10; 7:9; Neemias 1:5; e Daniel 9:4.
Manuscritos do Mar Morto: (a partir de 250 a.C.) 17 cópias distintas (The Dead Sea Scrolls Today, p. 30, e The Dead Sea Scrolls Translated: The Qumran Texts in English, 2ª ed.), provenientes de pelo menos 23 cópias originais (The Dead Sea Scrolls in English, 4ª ed.). O *Wycliffe Bible Dictionary*, pp. 436-438, afirma que há 15 cópias. Um manuscrito da caverna 4 pertence à tradição samaritana. De acordo com *The Dead Sea Scrolls Translated: The Qumran Texts in English*, 2ª ed., p. 474, o fragmento 4Q17 da caverna 4 (contendo Êxodo 38-Levítico 2) é um dos manuscritos mais antigos, copiado por volta de 250 a.C. Ele é praticamente idêntico ao texto massorético. Esses manuscritos são denominados
1Q2 (=1QÊxodo) Êxodo 16:12-16; 19:24-25; 20:1,5-6,25-26; 21:1,4-5
2Q2 (=2QÊxodo(a)) Êxodo 1:11-14; 7:1-4; 9:27=29; 11:3-7; 12:32-41; 21:18-20?; 26:11-13; 30:21?; 30:23-25; 32:32-34
2Q3 (=2QÊxodo(b)) paleo-hebraico de Êxodo 4:31; 12:26-27?; 18:21-22; 19:9; 21:37; 22:1-2, 15-19; 27:17-19; 31:167-17; 34:10. Curiosamente, apresenta Êxodo 19:9 seguido diretamente por uma linha em branco, seguida diretamente por Êxodo 34:10
2Q4 (=2QÊxodo(c)) Êxodo 5:3-5
4Q1 (=4QGênesis-Êxodo(a)) Gênesis e Êxodo. Êxodo 2:1-5; 3:8-16, 18-21; 4:4-9, 26-31; 5:1, 3-17; 6:4-21, 25; 7:5-13, 15-20; 8:20-22; 9:8?
4Q11 (=4QpaleoGênesis-Êxodo(i)) paleo-hebraico de Gênesis 50:26; Êxodo 1:1-5 (duas vezes?), 2:10, 22025; 3:1-4, 17-21; 8:13-15,19-21; 9:25-29,33-35; 10:1-5; 11:4-10; 12:1-12,42-46; 14:15-24; 16:2-7, 13-14, 18-20, 23-31, 33-36; 17:1-3, 5-11; 18:17-24; 19:24-25; 20:1-2; 22:23-24; 23:5-16; 25:7-20; 26:29-37; 27:1, 27:4?; 27:6-14; 28:33-35, 40-42; 36:34-36; 40:15?
4Q13 (=4QÊxodo(b)) contém 6 fragmentos de Êxodo 1-5
4Q14 (=4QÊxodo(c)) contém 36 fragmentos de Êxodo 7-18
4Q15 (=4QÊxodo(d)) Êxodo 13:15-17, seguido diretamente por 15:1
4Q16 (=4QÊxodo(e)) Êxodo 13:3-5
4Q17 (=4QÊxodo-Levítico(f)) Êxodo 38-Levítico 2. (250 a.C.)
4Q18 (=4QÊxodo(g)) Êxodo 14:21-27
4Q19 (=4QÊxodo(h)) Êxodo 6:3-6
4Q20 (=4QÊxodo(j)) Êxodo 7-8
4Q21 (=4QÊxodo(k)) Êxodo 36:9-10
4Q22 (=2QPaleoExodus(m)) Êxodo, tipo samaritano em paleo-hebraico. Paleograficamente, data de 100 a 25 a.C. A datação por espectrometria de massa acelerada no laboratório de Tucson indicou 116 a.C. - 48 d.C.
4Q37 (=4QDeuteronômio(j)) (inclui Deuteronômio 11:21, seguido por Êxodo 12:43-13:5)
7Q1 (= 7QLXXExod) é uma cópia da versão grega da Septuaginta de Êxodo 28:4-6 (100 a.C.).
Foram encontrados filactérios e mezuzot (usados na testa e nos braços, respectivamente) contendo trechos de Êxodo e Deuteronômio entre os Manuscritos do Mar Morto, de acordo com o livro *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 33.
8Q3 é um filactério que contém Êxodo 13:1-10; 13:11-16; 12:43-51; 20:11; Deuteronômio 6:5-9; 11:13; 6:1-3; 10:20-22; 10:12-19; 5:1-14; 10:13(?); 11:2; 10:21-22; 11:1,6-12.
O 8Q4 é uma mezuzá de Deuteronômio 10:12-11:21.
Um Pentateuco Paralelo foi encontrado entre os Manuscritos do Mar Morto. Assim como alguns criaram uma narrativa evangélica ao colocar várias passagens dos Evangelhos lado a lado, a comunidade de Qumrã fez o mesmo com a Torá, o que é conhecido como o pergaminho 4Q158.
No total, estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto os seguintes 767 dos 1.215 versículos de Êxodo (63,1%).
Êx 1:1-22; 2:1-18,22-25; 3:1-4,8-21; 4:1-9,26-31; 5:1,3-17; 6:3-21,30; 7:1-13,26-29; 8:1,5-22; 9:5b-35; 10:1-28; 11:3-10; 12:1-2, 6-8, 12-22, 31-51; 13:1-7, 12-13, 15-16, 18-22; 14:1-13, 15-27; 15:1, 9-21, 23-27; 16:1-8, 13-14, 1-20, 23-36; 17:1-16; 18:1-27; 19:1, 7-17, 23-25; 20:1-2, 18-19a; 21:1, 4-6, 13-14, 18-20?, 22-32, 37; 22:1-4, 6-7, 11-13, 15-30; 23:5-16, 29-31; 24:1-4, 6-11; 25:7-29, 31-34; 26:8-15,21-37; 27:1-3,4?,6-14,18-19; 28:3-12,22-24,26-28,30-43; 29:1-5,20,22-25,31-41; 30:10, 12-18, 21?, 23-25, 29-31, 34-38; 31:1-8, 13-17; 32:2-19, 25-30, 32-34; 33:12-23; 34:1-3, 10-13, 15-18, 20-24, 27-28; 35:1; 36:9-10, 21-24, 34-36; 37:9-16; 38:18-22; 39:3-24; 40:8-27; 40:15?. Êxodo 34:23-24, 27-28 são muito fragmentários.
O Papiro de Nash, datado de 150 a.C., contém os Dez Mandamentos, compilados a partir de Êxodo 20:2-17 e Deuteronômio 5:6-6:4 e seguintes. O Papiro de Nash foi o texto bíblico mais antigo conhecido até a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. Uma fotografia do mesmo encontra-se no *New International Dictionary of the Bible*, p. 228.
O Papiro de Oxirrinco 1074, referente ao Êxodo, data aproximadamente do século II.
O Vaticanus (325-350 d.C.) preservou todo o livro de Êxodo, exceto Êxodo 28:23-28, que está ausente.
Não dispomos de nenhuma página do Sinaítico (340-350 d.C.) que contenha Êxodo.
O Alexandrinus (c. 450 d.C.) contém todo o livro de Êxodo, exceto Êxodo 28:23-28, que está ausente.
A Septuaginta é uma tradução grega do Antigo Testamento e dos Apócrifos. O livro “Manuscritos Gregos da Bíblia”, pp. 60-61, mostra uma imagem de um fragmento, denominado Rahlfs 803 (= Pergaminho do Mar Morto 7Q1), de Êxodo 28:4-6, que remonta a 100 a.C.
Os samaritanos elaboraram sua própria cópia da Torá no século II a.C., embora as cópias samaritanas mais antigas que sobreviveram sejam da Idade Média. *Os Manuscritos do Mar Morto Hoje*, p. 125-126. A *Enciclopédia dos Manuscritos do Mar Morto*, vol. 1, p. 277, afirma: “o Pentateuco samaritano tende a ampliar o texto, inserindo frequentemente material paralelo proveniente de outras passagens do Pentateuco”.
Uma tradução siríaca da Septuaginta foi feita pelo bispo Paulo de Tella (616-617 d.C.), da qual ainda dispomos hoje, de acordo com *Manuscritos da Bíblia Grega*, p. 35 (nota de rodapé).
P: Em Êxodo, como sabemos que o que temos é o que foi escrito originalmente, com base no escritor judeu Filo?
R: Como cristãos, confiamos que o Antigo Testamento que possuímos foi validado por Cristo. Aliás, para os muçulmanos, o Alcorão afirma que Jesus recebeu a Torá na Sura 5:46. Dispomos de manuscritos antigos da época de Cristo, assunto abordado na próxima pergunta. No entanto, há uma linha adicional de evidência. Filo de Alexandria foi um estudioso judeu que viveu de 15/20 a.C. a 50 d.C. Ele escrevia em grego, mas é curioso que suas citações do Antigo Testamento em grego correspondam mais estreitamente ao texto masorético hebraico do que à Septuaginta grega. Ele abordou com grande detalhe o significado de diferentes versículos. Aqui estão os versículos aos quais Filo se referiu em Êxodo.
1:8, 9, 11, 15, 18, 20, 21; 2:1, 3, 6, 12, 15-16, 18, 21, 23, 25; 3:1-2, 4-6, 9, 14-15, 17; 4:3, 10, 12, 14, 22; 5:2; 6:3, 12, 16, 23, 26, 29; 7:1, 12, 15, 17, 23; 8:1, 9, 19, 26, 29; 10:20-23; 11:7; 12:2-4, 8, 11-12, 16, 23, 34, 38; 13:2, 11-13, 15, 19; 14:4, 7, 13-14, 19, 27, 30; 15:1, 4, 9, 17, 20, 23, 25, 27; 16:4, 6, 13, 15, 18, 36; 17:6, 11-12; 18:4, 7, 11, 14, 16, 25; 19:6, 17-20; 20:2, 5, 9, 12-13, 16, 18-22; 21:5-6, 10, 12-16, 22, 26, 28, 31, 33; 22:1, 6-7, 26; 23:1-5, 8, 10, 13, 18-20, 28; 24:1, 6, 10-11, 18; 25:1, 22, 30, 31, 33, 40; 26:1; 27:9; 28:17, 30, 34, 36; 30:8, 13, 15, 34; 31:1-2, 39; 32:1, 7, 16-17, 20, 26, 27, 32; 33:5, 7, 12-13, 17-18, 23; 34:12, 28; 35:22, 30; 38:8; 39:3, 26
P: Quais escritores antigos fizeram referência ao Êxodo?
R: Filo, o Judeu (15/20 a.C. a 50 d.C.), cita extensivamente o Êxodo em *Sobre a Confusão das Línguas*, *Quem é o Herdeiro das Coisas Divinas*, *Estudos Preliminares* e outras obras.
Os primeiros escritores da Igreja pré-nicena fizeram amplas referências ao Êxodo.
Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita Êxodo 2:14 em 1 Clemente, cap. 4, p. 6. Ele cita Êxodo 3:11 em 1 Clemente, cap. 18, p. 10.
A Didaché (= Ensinamento dos Doze Apóstolos) (c. 60-120 d.C.) discute Êxodo 20:13, 14, 15, 16, 17.
A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), cap. 12, p. 145, cita Êxodo 17:14.
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) afirma: “pois Moisés diz em algum lugar do Êxodo” e cita Êxodo 6:2 e seguintes em Diálogo com Trifão, o Judeu, cap. 126, p. 263
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) refere-se a Êxodo 3:2-4 como Escritura no *Diálogo com Trifão, o Judeu*, cap. 60, p. 227
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.): “Pois a Escritura diz assim:”, e então Justino cita Êxodo 3:2-4. *Diálogo com Trifão, o judeu*, cap. 49, p. 220
Meleto/Melito de Sardes (170-180 d.C.): “O dedo do Senhor — o Espírito Santo, por cuja ação se diz que as tábuas da lei em Êxodo foram escritas”, fragmento 9, p. 761
Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) “Tendo me familiarizado minuciosamente com os livros do Antigo Testamento, os relatei a seguir e, por meio desta, envio-lhe a lista. Seus nomes são os seguintes: — Os cinco livros de Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio; Josué, Juízes, Rute, os quatro livros dos Reis, os dois livros das Crônicas, o livro dos Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão, também chamado de Livro da Sabedoria, Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Jó, os livros dos profetas Isaías, Jeremias, dos doze contidos em um único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras.” Do Livro dos Trechos, p. 759
Teófilo de Antioquia (168-181/188 d.C.) cita Êxodo 20:3; 23:6; 22:21 como se fossem palavras de Deus. Teófilo a Autólico, livro 3, cap. 9, p. 114
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Êxodo 3:7-8 como se fosse a voz de Deus. Irineu, Contra as Heresias, livro 4, cap. 12.4, p. 476
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.): “É Ele também quem ensina Moisés a agir como instrutor. Pois o Senhor diz: ‘Se alguém pecar diante de Mim, eu o apagarei do Meu livro; mas agora, vá e conduza este povo ao lugar que Eu lhe indiquei’”. (Êxodo 32:33,34) *O Instrutor*, livro 1, cap. 7, p. 224. Veja também *O Instrutor*, livro 1, cap. 8, p. 218, onde ele se refere a Êxodo 3:8 como Escritura.
Tertuliano (198-220 d.C.) cita primeiro Êxodo 3:17 e, em seguida, diz: “Da mesma forma, no mesmo livro de Êxodo:” e cita Êxodo 20:2, 22, 23. *Scorpiace*, cap. 2, vol. 3, p. 634
Tertuliano (204/205 d.C.) cita metade de Êxodo 20:16. *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 4, cap. 12, p. 363
Hipólito (222-235/6 d.C.) critica a alegorização excessiva de Simão em relação a Gênesis e Êxodo em “Refutação de Todas as Heresias”, livro 6, cap. 10, p. 78, e a alegorização de Simão em relação a Levítico, Números e Deuteronômio no cap. 11, p. 78
Orígenes (240 d.C.) refere-se ao Êxodo, ao Levítico e aos Números. Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, prólogo, p. 47
Orígenes (225-254 d.C.) escreveu comentários sobre Romanos, Gênesis, Êxodo, Levítico, Josué, 1 Reis, Jeremias e Lucas
Novatiano (250/4-256/7 d.C.): “E embora a Escritura celestial frequentemente transforme a aparência divina em forma humana, como quando diz”, e cita o Salmo 34,15; “ou quando diz”, e cita Gênesis 8,21; “ou onde se diz que as tábuas foram entregues a Moisés”, e cita Êxodo 31,18. “ou quando o povo dos filhos de Israel é libertado da terra do Egito” e cita o Salmo 136:12 “ou quando diz”, e cita Isaías 1:20. Tratado sobre a Trindade, cap. 6, p. 615.
Novatiano (250/4-256/7 d.C.) cita Êxodo 4:13 como sendo de Moisés. Tratado sobre a Trindade, cap. 9, p. 618
Tratado Contra Novaciano (c. 246-258 d.C.), cap. 12, p. 660, cita Êxodo 9:28.
Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita Êxodo, afirmando que se trata de Êxodo no Tratado 12, terceiro livro, 11, 13, 113, entre outros trechos.
Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) menciona Êxodo no Tratado de Cipriano, Tratado 12, segundo livro, cap. 15, p. 521
Gregório, o Taumaturgo (240-265 d.C.): “E no livro de Êxodo está escrito, com referência não apenas ao caso de encontrar o que pertence a um amigo, mas também ao de encontrar o que pertence a um inimigo: ‘Certamente os devolverás à casa de seu senhor’”. Epístola Canônica, cânon 4, p. 19
Dionísio de Alexandria (c. 246-256 d.C.) faz alusão a Êxodo 12:30 na Epístola 12 aos Alexandrinos, p. 108.
Anatólio de Alexandria (270-280 d.C.) menciona “dois Agathobuli, que eram apelidados de ‘Os Mestres’, e o eminente Aristóbulo, que foi um dos Setenta que traduziram as Escrituras sagradas e santas dos hebreus para Ptolomeu Filadelfo e seu pai, e dedicou seus livros exegéticos sobre a lei de Moisés aos mesmos reis. Esses escritores, ao resolverem algumas questões levantadas a respeito do Êxodo, afirmam que todos, sem exceção, devem” Cânon Pascal de Anatólio de Alexandria, cap. 3, vol. 6, p. 147
Adamantio (c. 300 d.C.) cita Êxodo 20:13-15, 16. “Diálogo sobre a Verdadeira Fé”, Segunda Parte, 15 b, p. 94.
Victorinus de Petau (martirizado em 304 d.C.) cita metade de Êxodo 24:8 como sendo de Moisés. Comentário sobre o Apocalipse, a partir do capítulo 5, versículo 5, p. 350.
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) cita Êxodo 30:1-9 como “Ele [Deus] diz”, em “O Banquete das Dez Virgens”, discurso 5, cap. 7, p. 328
Atanásio (318 d.C.) cita Gênesis 1:6-11,29; Êxodo 20:3; Deuteronômio 6:4,5,13; Salmo 119:90; 146:7-9; 33:6 em Contra os Pagãos, cap. 46, p. 28-29.
Lactâncio (c. 303-320/325 d.C.) faz alusão a Êxodo 23,20. *Instituições Divinas*, livro 4, cap. 10, p. 108
Escritores pós-nicenos que se referiram a Êxodo
Eusébio de Cesareia (318-339/340 d.C.)
Afrahat, o Sírio (337-345 d.C.)
Hegemônio de Sirmium (século IV), ao traduzir Arquelao (c. 262-278 d.C.), faz alusão a Êxodo 12:35 como sendo de autoria de Moisés. Disputa com Manes, cap. 40, p. 214
Hilário de Poitiers (355-367/368 d.C.)
Atanásio (367 d.C.) enumera os livros do Antigo Testamento na Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.
Efraim, o Sírio (350-378 d.C.), escreveu comentários sobre Gênesis e Êxodo. (Padres Nicenos e Pós-Nicenos, Segunda Série, vol. 13, p. 125 [Introdução])
Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.) refere-se ao Êxodo como Escritura.
Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) afirma que Êxodo 7:23 foi escrito por Moisés na Palestra 13, cap. 3, p. 82
Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)
Gregório de Nanzianzo (330-391 d.C.) faz alusão ao Êxodo
Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) Deus se dirige a Moisés e cita Êxodo 32:33. Em “Sobre os Penitentes”, cap. 5.1, p. 75
Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.)
Dídimo, o Cego (398 d.C.) cita Êxodo 7:13,22 como sendo do livro de Êxodo. Comentário sobre Zacarias 7, p. 147
Rufino (374-406 d.C.)
Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) cita Êxodo 1:7 como escritura. O Panarion, seção 1, cap. 8, 4, 5, p. 25
João Crisóstomo (-407 d.C.) refere-se a Êxodo 17:12 como sendo de Moisés, vol. 14, Comentário sobre João, Homilia 14, p. 50
Orosio/Hósio de Braga (414-418 d.C.) faz alusão a Êxodo 6:23, 24:1; Levítico 10:1-2; Números 3:2, 4; 1 Crônicas 6:3. Defesa contra os pelagianos, cap. 9, p. 125
Concílio de Cartago (393-419 d.C.)
Sulpício Severo (363-420 d.C.) refere-se a Êxodo 20:14 na obra *Êxodo na História*, livro 1, cap. 13, p. 77
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele aborda especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, a Torá, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) escreveu um comentário completo sobre Gênesis e um comentário sobre Êxodo.
João Cassiano (semipelagiano) (319-430 d.C.)
Entre os hereges
Os ebionitas citam parte de Êxodo 33:20 como “a lei”. Reconhecimentos de Clemente, cap. 29, p. 122
O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) cita Êxodo 32:4. Comentário sobre Oséias, cap. 2, p. 45
P: Em Êxodo, o que diz o “Pentateuco paralelo” (Manuscrito do Mar Morto 4Q158)?
R: Aqui está uma pequena parte dele. As passagens das Escrituras a que se refere estão em itálico. A tradução foi retirada de *The Dead Sea Scrolls Study Edition*, volume 2, p. 307.
“Êx 20:12-17 Honre seu [pai] e sua mãe [para que seus dias na terra que YHWH, seu Deus, lhe dá sejam prolongados. Não mate. Não cometa adultério. Não roube. Não preste] falso testemunho [contra] o seu [próximo]. Não encobrirás a esposa do [teu] vizinho [nem a sua casa, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu jumento, nem nada do que pertença ao teu vizinho]. E YHWH disse a Moisés: Dt 5:30-31, ‘Vá e diga-lhes: Voltem para [suas tendas! Vocês, porém, fiquem aqui comigo, pois vou explicar-lhes todos os mandamentos, as leis] e os estatutos, que vocês lhes ensinarão, para que os cumpram na terra que [eu lhes dou para que possam possuí-la…] E o povo voltou, cada um para sua tenda. Mas Moisés permaneceu na presença [de YHWH…].”
P: Em Êxodo, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: Aqui estão algumas delas nos 1.213 versículos do Êxodo. Para se ter uma amostra das variações entre o texto massorético e a Septuaginta, o texto a seguir concentra-se no capítulo 30. Salvo indicação em contrário, a primeira frase é do texto massorético (MT) e a segunda, da Septuaginta (LXX).
Êx 1:5 “E todas as almas que saíram dos lombos de Jacó eram setenta almas, estando José no Egito.” (MT) vs. “Mas José estava no Egito. E todas as almas nascidas de Jacó eram setenta e cinco.” (Septuaginta) Os Manuscritos do Mar Morto também mencionam 75 descendentes. Em Atos 7:14, Estêvão mencionou 75 descendentes.
Êx 1:22 “nascidos” vs. “nascidos para os hebreus” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta e Targumim)
Êx 2:25 “[Deus] conhecia/preocupava-se com eles” vs. “[Deus] revelou-se a eles” (O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, afirma que a Septuaginta está errada neste ponto.)
Êxodo 3:6 “Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, pois temia olhar para Deus.” (MT) vs. “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó; e Moisés desviou o rosto, pois tinha medo de contemplar Deus.” (Septuaginta) vs. “Eu sou o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Moisés tremeu de medo e não ousou olhar” (Pentateuco Samaritano, Atos 7:32)
Êx 3:19 “não ireis, a menos que sejais compelidos por uma mão poderosa” vs. “ide, não, não por uma mão poderosa” (Septuaginta, Vulgata)
Êx 4:22 “meu filho primogênito” vs. “Meu próprio povo” (Pentateuco Samaritano)
Êx 8:22 “separar/tratar de maneira diferente” vs. “distinguir maravilhosamente” (O “The Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, p. 356, afirma que os tradutores da Septuaginta interpretaram erroneamente a palavra hebraica neste trecho)
Êx 8:32 “sobre o seu povo” vs. “do seu povo” (Septuaginta)
Êx 8:23 “fazer uma distinção” vs. “conceder libertação/redenção” na Septuaginta e na Vulgata.
Êx 9:32 Uma palavra hebraica para o segundo tipo de grão, provavelmente “emmer” vs. “centeio” na Septuaginta, vs. “ervas” na versão copta. (O Expositor’s Bible Commentary, volume 2, afirma que o grão emmer é encontrado em tumbas egípcias, enquanto o grão espelta não é.)
Êx 12:22 “bacia” em contraste com “limiar”
Êx 12:40 “os filhos de Israel viviam no Egito” (TM, Manuscrito do Mar Morto 2Q2 (=2QExod(a), Atos 7:6; Gênesis 15:13) versus “os filhos de Israel viveram no Egito e em Canaã” na (Septuaginta) versus “os filhos de Israel e seus pais viveram no Egito e em Canaã” (Pentateuco Samaritano). Josefo, escrevendo por volta de 93-94 d.C. em Antiguidades dos Judeus 2.15.2, também afirma que eles permaneceram no Egito por 215 anos, o que é consistente com o Pentateuco Samaritano e a Septuaginta. Josefo afirmou que foram 430 anos após a chegada de Abraão a Canaã. Consulte para mais informações sobre o 2Q2.
Êx 14,25 “afastou” vs. “obstruiu/bloqueou” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Siríaco)
Êx 15:8 “sopro de suas narinas” vs. “sopro de você” (Pentateuco Samaritano)
Êx 18:5 “comer pão” (MT, Septuaginta) vs. “oferecer pão” (siríaco, Targum, Vulgata)
Êx 18:12 “trouxeram” (MT, Septuaginta) vs. “ofereceram” (siríaco, Targum e Vulgata). O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, p. 413-414, afirma que “trouxeram” é a palavra correta, e “ofereceram” foi apenas uma interpretação.
Êx 19:18 “todo o monte” versus “todo o povo” em alguns manuscritos hebraicos e na Septuaginta.
Êx 20:12 “…mãe, para que você tenha vida longa” (MT) versus “…mãe, para que lhe vá bem e para que você tenha vida longa na terra boa” (Septuaginta). Deuteronômio 5:16 diz: “…mãe, para que você tenha vida longa e para que lhe vá bem na terra”
Êx 20:17 é imediatamente seguido por Dt 11:29-30 e 27:2b-3a,407, instruindo os israelitas a construírem o templo no Monte Gerizim no Pentateuco Samaritano.
Êxodo 20:18 No Papiro de Nash, o sexto e o sétimo mandamentos estão invertidos.
Êx 20:24 “no lugar onde eu fiz habitar o meu nome” vs. “em todo lugar onde eu farei habitar o meu nome” (Pentateuco Samaritano)
Êx 22:8 “O senhor da casa se apresentará perante Elohim” versus “O senhor da casa se apresentará perante El” (Pentateuco Samaritano) (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 938. Afirma-se que o Pentateuco Samaritano “evita qualquer sugestão de politeísmo: por exemplo, os predicados no plural com ‘elohim’ no Texto Massorético (Gênesis 20:13; 31:53; 35:7; Êxodo 22:8) são alterados para o singular.”) (É “Theon” na Septuaginta grega)
Êx 23:20 “Eis que estou prestes a enviar um anjo à sua frente para guardá-lo no caminho e levá-lo ao lugar que preparei.” vs. “E eis que envio o meu anjo à sua frente, para que ele o conduza à terra que preparei para você.”
Êx 23:21 “Tenha cuidado diante dele e ouça a sua voz. Não se rebele contra ele, pois ele não perdoará suas transgressões; pois o meu nome está nele.” vs. “Cuide de si mesmo e dê ouvidos a ele, e não lhe desobedeça; pois ele não cederá a três, pois o meu nome está nele.”
Êx 23:25 “Ele [Deus] abençoará” vs. “Eu abençoarei (Septuaginta, Vulgata)
Êx 24:10 “E viram o Deus de Israel. … clareza” vs. “E viram o lugar onde o Deus de Israel estava… pureza”
Êx 24:11 “Ele não estendeu a Sua mão contra os nobres dos filhos de Israel. E eles viram Deus” vs. “não faltou nem mesmo um, e eles apareceram no lugar de Deus”
Êx 28:23-28 está presente no texto massorético hebraico e na Septuaginta Complutense. O pergaminho do Mar Morto 4Q22 (=4QPaleoExodus(m)) contém fragmentos de 28:22-24, 26-28, 30-43. Ausente das versões Vaticanus e Alexandrinus da Septuaginta.
Êx 29:9 “sobre Arão e seus filhos” em comparação com “sobre eles” na Septuaginta.
Êx 30:1 “Um altar, um lugar para queimar incenso” versus “um altar de incenso” na Septuaginta.
Êx 30:1 “madeira de acácia” vs. “madeira incorruptível” na Septuaginta.
Êx 30:6 “[o altar] na frente/diante do véu” (MT, Septuaginta) vs. “[o altar] atrás do véu” (Pentateuco Samaritano)
Êx 30:12 “destruição” vs. “praga” na Septuaginta
Êx 30:21 “pés, e não morrerão” vs. “pés com água; sempre que entrarem na Tenda do Testemunho, deverão lavar-se com água, para que não morram.” (Talvez o tradutor da Septuaginta tenha repetido acidentalmente parte de uma linha.)
Êx 30:27,28 A Septuaginta acrescentou “e todos os seus utensílios” quatro vezes
Êx 30:35 “salgado, puro e santo” vs. “uma obra pura e santa” na Septuaginta
Êx 31:4-5 “bronze e no lapidação de pedras para engastes” vs. “latão e azul, e púrpura, e escarlate fiado, e trabalhos em pedra”
Êx 32:29 “Hoje consagrem-se” vs. “Hoje vocês se consagraram” (grego, Vulgata)
Êx 33:16 “são distinguidos” vs. “serão glorificados” (O *Expositor’s Bible Commentary*, volume 2, p. 356, afirma que os tradutores da Septuaginta interpretaram erroneamente a palavra hebraica neste trecho)
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o The Expositor’s Bible Commentary, o The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.