P: Em 1 Reis, qual é a cronologia estimada dos reis de Israel e de Judá?
R: Aqui estão os dois juntos.
Aqui está a cronologia dos reis de Israel
| Datas a.C. | Governante de Israel | Anos de reinado | Versículos bíblicos de referência |
|---|---|---|---|
| 931/930-910 | Jeroboão | 22 | 1 Reis 14:20 |
| 910/909-909/908 | Nadabe | 2 | 1 Reis 15:25-31 |
| 909/908-887/886 | Baasa | 24 | 1 Reis 15:32 |
| 887/886-886/885 | Elá | 2 | 1 Reis 16:8,9 |
| 886/885 | Zimri (7 dias) | 7 dias | 1 Reis 16:17 |
| 886/885-880 | Tibni | 5 | 1 Reis 16:21-23 |
| 886/885-874 | Omri (reinou simultaneamente com Tibni) | 12 | 1 Reis 16:21-23 |
| 874-853 | Acabe | 22 | 1 Reis 16:29 |
| 853-852 | Acazias (não teve filho) | 2 | 1 Reis 22:51 |
| 852-841 | Jorão (ou Jeorão), filho de Acabe | 12 | 2 Reis 3:1 |
| 841-814 | Jeú | 28 | 2 Reis 8:25 |
| 814-798 | Joacaz | 17 | 2 Reis 13:1 |
| 798-782 | Joás | 16 | 2 Reis 13:10 |
| 793-753 | Jeroboão II (corregente por 11 anos) | 41 | 2 Reis 14:23 |
| 753-753/752 | Zacarias | 6 meses | 2 Reis 15:8 |
| 753/752 | Salum (matou Zacarias) | 1 mês | 2 Reis 15:13 |
| 753/751-742 | Menahem | 10 | 2 Reis 15:17 |
| 742/741-742/740 | Pecaías | 2 | 2 Reis 15:23 |
| 752-742 | Peca reinou (ou se rebelou) na Transjordânia | 10 | 2 Reis 15:27 afirma que reinou por 20 anos, mas a comparação com os reis de Judá indica que seu reinado foi simultâneo ao de Menaém |
| 742/740-732/731 | Peca reina após matar Pecaías | 10 + os 10 anteriores | 2 Reis 15:27 |
| 732/731-722 | Oséias (matou Peca) | 9 | 2 Reis 17:1 |
| 722 ± 1 ano | A queda de Samaria | 2 Reis 17:5-6 |
| Datas a.C. | Governante de Judá | Anos de reinado | Versículos bíblicos de referência |
|---|---|---|---|
| 931/930-914/913 | Roboão | 17 | 1 Reis 14:21 |
| 913-911/910 | Abias | 3 | 1 Reis 15:1-2; 2 Crônicas 13:1-2 |
| 911/909-870/868 | Asa | 41 | 1 Reis 15:9-10; 2 Crônicas 16:12 |
| 873/872-848/847 | Josafá (corregente com Asa por 13 anos) | 25 | 1 Reis 22:41-42 |
| 853/852-841 | Jorão (corregente com Jeosafá por 5 anos) | 8 | 2 Reis 1:17; 2 Crônicas 21:5 |
| 841 | Acazias | 1 | 2 Reis 8:25-26; 2 Crônicas 22:1 |
| 841-835 | Rainha Atalia | 7 | 2 Reis 11:1,4; 2 Crônicas 23:1 |
| 835-796 | Joás | 40 | 2 Reis 11:4; 12:1; 2 Crônicas 24:1 |
| 796-767 | Amasias (matou os assassinos de Joás) | 29 | 2 Reis 14:1-2; 2 Crônicas 25:1 |
| 792/790-740/739 | Azarias/Uzias (ficou leproso) (corregente por 23 anos) | 52 | 2 Reis 15:1; 2 Crônicas 26:1 |
| 751/750-736/734 | Jotão (co-regente por 11 anos) | 16 | 2 Reis 15:32-33; 2 Crônicas 27:1 |
| 744/743-720/715 | Acaz (corregente por 14 anos) | 16 | 2 Reis 16:1-2; 2 Crônicas 28:1 |
| 729/728-699/686 | Ezequias (corregente por 14 anos) | 29 | 2 Reis 18:1-2; 2 Crônicas 29:1 |
| 698/697-643/642 | Manassés (corregente por 11 anos) | 55 | 2 Reis 21:1; 2 Crônicas 33:1 |
| 642-640 | Amom | 2 | 2 Reis 21:19; 2 Crônicas 33:21 |
| 640-609 | Josias | 31 | 2 Reis 22:1; 2 Crônicas 34:1 |
| 609 a.C. | Joacaz | 3 meses | 2 Reis 23:31; 2 Crônicas 36:2 |
| 609-598 | Jeoiaquim | 11 | 2 Reis 23:36; 2 Crônicas 36:5 |
| 598/597-597 | Jeoiaquim | 3 meses e 10 dias | 2 Reis 24:8; 2 Crônicas 36:9 |
| 16 de março de 597 | Jerusalém é capturada; 10.000 pessoas são levadas ao exílio. | Jerusalém é capturada; 10.000 pessoas são levadas ao exílio. | 2 Reis 24:10-16 |
| 597-587/586 | Governador Zedequias | 11 anos | 2 Reis 24:18; 2 Crônicas 36:11; Jeremias 52:1-11 |
| 589-587 | Os judeus se rebelam contra os babilônios. | Os judeus se rebelam contra os babilônios. | |
| 18 de julho de 587/586 | Jerusalém e o templo são destruídos. Muitos são exilados. | Jerusalém e o templo são destruídos. Muitos são exilados. | 2 Reis 25; 2 Crônicas 36:17-21; Jeremias 52:6-30 |
| 581 | Os babilônios deportam mais pessoas de Judá. | Os babilônios deportam mais pessoas de Judá. | |
| 538 | Ciro permite que os exilados retornem | Ciro permite que os exilados retornem | 2 Crônicas 36:22-23 |
Há incerteza quanto aos reinados de alguns dos reis. Uzias faleceu entre 747 e 735 a.C., sendo 740 a.C. a data mais provável. Consulte http://www.webcitation.org/5rKrw27MI
para um artigo detalhado que explica a cronologia.
P: Em 1 Reis, o que são 1, 2, 3 e 3 Reis?
R: Em algumas Bíblias católicas, 1 e 2 Samuel são chamados de 1 e 2 Reis. Nesse caso, 1 e 2 Reis são chamados de 3 e 4 Reis.
P: Em 1 Reis, Josué, Juízes e em outros livros, por que há tanta violência no Antigo Testamento?
R: Em primeiro lugar, mesmo uma leitura rápida do Apocalipse convencerá a maioria das pessoas de que isso não se limita ao Antigo Testamento. A Bíblia não é um livro “embelezado” que apenas narra as coisas boas que as pessoas fizeram e finge que as coisas más nunca ocorreram. De fato, muitas vezes homens piedosos lutaram corajosamente pela justiça diante do mal e da violência. A violência no Antigo Testamento se enquadra em três grandes categorias.
Ações pecaminosas: A Bíblia registra não apenas as coisas ruins que os incrédulos fizeram, mas também registra com honestidade as coisas más cometidas por crentes, como Davi.
Às vezes, Deus é violento: seja no dilúvio de Noé, nas pragas ou em outras ocasiões, Deus traz julgamento, e muitas vezes esse julgamento é violento. As pessoas têm visões divergentes sobre a perda de uma vida humana, e Deus, que criou as pessoas para Si mesmo e enxerga a eternidade, tem uma visão da morte diferente da de muitas pessoas.
Ações piedosas dos crentes: Não só Deus é violento às vezes, como também, em certas ocasiões, Ele pretendia, desejava e até ordenava que Seus filhos obedientes “cinjam a espada” e lutem por Seu nome e Seu povo. Pacifistas radicais têm dificuldade em conciliar a visão de Deus sobre a guerra no Antigo Testamento. A solução é simples: as ordens de Deus mostram que Ele nunca foi um pacifista.
P: Em 1 Reis, por que devemos estudar os livros de 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas?
R: A Bíblia nos oferece grandes ensinamentos doutrinários nas epístolas do Novo Testamento, os grandiosos louvores e orações dos Salmos, grandes profecias no Apocalipse e o grande exemplo do próprio Jesus a ser seguido nos quatro evangelhos. Então, por que precisamos estudar os livros de Juízes até Crônicas, onde os exemplos estão longe de ser perfeitos e a doutrina desempenha um papel secundário? A resposta é que, embora possamos aprender verdades sobre Deus, o homem e como eles se relacionam em muitas partes da Bíblia, nosso aprendizado para sermos sábios não estaria completo sem vermos “em ação” casos da vida das pessoas, contados da perspectiva de Deus.
Nem todos sempre gostaram do livro de Reis. O missionário ariano (herege) Ufilas, ao traduzir a Bíblia para os godos da Mésia, omitiu os livros de Reis e Crônicas porque os godos já eram “muito belicosos”. Embora Ufilas pudesse ter pensado que estava fazendo um favor a Deus, agindo como seu editor e censor, estudaremos a palavra de Deus na íntegra e deixaremos que ela nos mostre, por meio de exemplos, o que precisamos compreender sobre santidade, a depravação do homem, sabedoria e o coração de Deus.
P: Em 1 Reis 1:1, por que o corpo de Davi não conseguia emitir calor?
R: Davi tinha mais de setenta anos. Ele poderia ter tido uma condição médica em que seu corpo não metabolizava os alimentos adequadamente.
P: Em 1 Reis 1:3, por que Abisague serviu a Davi dessa maneira?
R: Quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. Talvez os conselheiros de Davi achassem que ele se aqueceria tanto por ela estar ao seu lado quanto pelas relações sexuais.
2. A Bíblia não afirma que as tentativas deles de cuidar de Davi fossem corretas.
3. Se Davi e Abisague realmente mantiveram relações sexuais, não haveria nada de errado nisso, já que, presumivelmente, ela era sua concubina.
4. No entanto, 1 Reis 1:4 afirma especificamente que eles não mantiveram relações sexuais.
P: Em 1 Reis 1:5-9, Davi cometeu um erro ao não estabelecer firmemente a linha de sucessão?
R: Davi pode ter cometido dois erros aqui, e não apenas um.
1. Davi prometeu a Bate-Sebá — e, portanto, a Salomão — que Salomão seria rei. No entanto, Davi não fez com que seus oficiais jurassem lealdade a Salomão. Reis posteriores evitaram esse problema ao estabelecer um período de co-reinado com seus filhos. Embora Davi tenha tido um breve co-reinado com Salomão, aparentemente isso deveria ter começado mais cedo, enquanto Davi ainda gozava de boa saúde.
2. Aparentemente, Davi não dedicou muita atenção ao estabelecimento de seu sucessor. Deus prometeu a Davi que um de seus filhos o sucederia, mas Davi poderia ter evitado conflitos futuros — e, possivelmente, a morte de seu filho Adonias — se tivesse refletido mais sobre o assunto.
Hoje em dia, as pessoas podem, de repente, passar a se preocupar muito menos com a oração por um ministério assim que deixam de estar envolvidas nesse ministério. Portanto, antes de julgarmos os erros de Davi com demasiada severidade, certifiquemo-nos de que não temos as mesmas falhas.
P: Em 1 Reis 1:6, como devemos estabelecer tanto a liberdade quanto as regras e a estrutura para nossos filhos?
R: Aqui estão cinco sugestões.
Valorizar nossos filhos como dons de Deus, dos quais somos administradores, é o fundamento para estabelecermos regras e uma estrutura para eles (Salmo 127:3-5; 128:3). Não devemos torná-los nossos ídolos, mas devemos valorizá-los como sendo tão importantes aos olhos de Deus quanto nós mesmos (Filipenses 2:3,4). Estabelecemos regras básicas não para nosso benefício, mas para o deles. Sei que cometi muitos erros como pai, punindo a criança que não estava errada, etc., mas se seus filhos perceberem que você está do lado deles e tentando ser o melhor pai possível, eles poderão perdoá-lo. Acredito que o incentivo de um pai ao filho cairá em ouvidos surdos se o pai não demonstrar seu amor pelo filho.
O objetivo de toda disciplina é o bem deles, não o nosso. A disciplina não deve se basear no desabafo de nossas emoções, nem em quanto podemos nos sentir ofendidos quando eles agem de forma errada; devemos, sim, aplicar consequências e outras medidas disciplinares para o bem deles, e não de acordo com nossos sentimentos naquele momento. No entanto, embora o castigo físico seja um bom método a ser utilizado (Provérbios 22:15; Hebreus 12:7-11), eles devem ser punidos por serem desobedientes, não por serem crianças. Mesmo Deus não pune as pessoas pelas coisas erradas que cometem, se elas foram feitas por inocente ignorância, pois o pecado não é imputado onde não há lei (Romanos 4:15; 5:13). Embora seja verdade que a criança em crescimento escolhe seu futuro, se ela não aprender o que é certo e o que é errado, a culpa recai sobre os pais (Deuteronômio 6:7; Provérbios 22:6).
A transição do seu objetivo principal é essencial à medida que a criança cresce. Quando a criança é pequena, enfatizamos mais as regras do que as razões por trás delas; mas, se nunca fizermos essa transição, o estudante universitário que está longe de casa fica se perguntando por que deveria obedecer a regras com as quais nunca concordou ou nas quais nunca viu valor. Uma coisa que aprendemos na aula “Criando Filhos à Maneira de Deus” foi que, com crianças pequenas, os pais estabelecem regras estruturadas que a criança deve seguir — simplesmente porque nós assim o determinamos. Muitos pais não superam esse modo de agir, e as crianças nunca internalizam o motivo. Quando os filhos partem para a faculdade, os pais ficam chocados ao descobrir que os filhos se livraram das regras dos pais. Provavelmente, todo adolescente que sai de casa para ir para a faculdade se livra do que considera “regras desnecessárias”, e a única moralidade e estrutura que possui é aquela que ele mesmo escolheu seguir.
É importante estabelecer todas as regras para crianças pequenas. No entanto, nossa função com os filhos mais velhos, principalmente, NÃO é fornecer a estrutura e a liberdade ideais para eles. Em vez disso, é ensiná-los e trabalhar com eles, para que, juntos, possamos definir a estrutura e as regras adequadas. Com o tempo, nosso papel deve se tornar cada vez menos importante. Idealmente, nosso papel passa de árbitro a treinador e, por fim, a torcedor, incentivando um filho de quem possamos nos orgulhar.
Por exemplo, se o horário de chegar em casa de um adolescente é às 23h ou à meia-noite não é tão importante quanto ter a confiança de que ele agirá com responsabilidade. Perguntar à criança a que horas ela acha que seu próprio horário de chegar em casa deveria ser, e por quê, é muito melhor do que ditar um horário que ela poderá quebrar quando estiver na faculdade de qualquer maneira.
Talvez não possamos chegar a uma única resposta “certa” sobre o grau de estrutura, pois não existe uma resposta única que sirva para todas as crianças diferentes. Cântico dos Cânticos 8:8-9 fala sobre observar o caráter da irmã mais nova em desenvolvimento e, à medida que ela amadurece, conceder-lhe as restrições e a liberdade adequadas ao seu caráter. Efésios 6:3 diz que os pais não devem exasperar seus filhos. Uma maneira muito fácil de exasperá-los é impor regras aos filhos mais velhos sem justificativas e regras inconsistentes. O livro “Criando Filhos à Maneira de Deus” também afirma que é mais fácil estabelecer bastante estrutura quando a criança é pequena e ir diminuindo as restrições à medida que ela amadurece, do que ser excessivamente permissivo e depois ter que endurecer as regras mais tarde.
Espere se alegrar com seus adolescentes. Expectativas piedosas são algo importante que o curso “Criando Filhos à Maneira de Deus” nos ensinou. Não devemos esperar que a adolescência seja repleta de dores de cabeça e tristeza. Pelo contrário, durante a adolescência, a expectativa é que, depois de seu cônjuge, seus adolescentes sejam seus melhores amigos. Mais do que com as crianças menores, você pode compartilhar o que está em seu coração e simplesmente desfrutar de vê-los se transformarem em adultos piedosos.
Lide com o pecado com firmeza, mas sem esmagar o espírito. Outro aspecto relacionado ao que o senhor mencionou sobre ser profeta e sacerdote na família é que um profeta não apenas ensina, mas também repreende. Um profeta fala para lidar com o que é profano, enquanto um sacerdote lida com o que é sagrado. As coisas que são vulneráveis e preciosas para seu filho, ele pode compartilhar com o senhor, em confiança; e, embora um bom pai seja rigoroso quanto ao que precisa ser interrompido imediatamente, ele também pode, com delicadeza, cuidar com carinho do espírito frágil de seu filho.
Consulte a discussão sobre Provérbios 22:15 para saber mais sobre estrutura e liberdade na criação de filhos piedosos.
P: Em 1 Reis 1:9, por que Adonias foi a En-Rogel para ser coroado o próximo rei?
R: Não seria adequado que Adonias fosse coroado em Jerusalém, onde Davi e seus soldados o veriam imediatamente. Era um local distante, mas aparentemente ainda próximo o suficiente para ser conveniente e para que Davi não suspeitasse de nada.
P: Em 1 Reis 1:9, Adonias recorreu a um estratagema, e Natã também o fez em 1 Reis 1:12-14; portanto, quando é correto e quando é incorreto recorrer a um estratagema?
R: Uma estratégia, na qual se oculta parte ou a totalidade de suas intenções até um momento posterior, pode ser boa ou ruim, dependendo do propósito. O propósito de Natã era contornar as defesas emocionais de Davi e ajudá-lo a perceber o quão grave era seu pecado. Natã não tinha nada a ganhar pessoalmente com isso, mas agiu para o bem de Davi. Após o ocorrido, uma pessoa piedosa como Davi ficaria satisfeito com o que havia sido feito.
Adonias estava contornando a autoridade legítima do rei em benefício próprio.
Em geral, ao decidir se devemos ou não usar uma estratégia, devemos fazer as seguintes perguntas:
a) Isso é algo que Deus gostaria que fizéssemos, e isso glorificaria a Deus? (Veja Colossenses 3:17)
b) Trata-se de algo para nossos próprios fins egoístas, ou estamos considerando os interesses dos outros mais importantes do que os nossos? (Veja Filipenses 2:3, 4, 20, 21)
c) Estamos agindo de forma errada para com o próximo e estamos amando-o como amamos a nós mesmos? (Veja Romanos 13:9-10)
P: Em 1 Reis 1:16, é permitido curvar-se diante das pessoas?
R: Em muitos casos, sim. Não é aceitável curvar-se como um ato de adoração. No entanto, fica claro que, neste caso, não se tratava de um ato de adoração, e é aceitável em situações como essa. A homenagem prestada ao curvar-se diante de um rei é semelhante à homenagem prestada ao colocar a mão sobre o coração ao fazer o juramento de fidelidade.
P: Em 1 Reis 1:39-53 e 1 Crônicas 23:1, Salomão foi ungido rei aqui em Gihon, ou foi ungido como rei em 1 Crônicas 25:21-25?
R: 1 Crônicas 25:22 mostra que essa foi a segunda vez que Davi ungiu Salomão como rei. A primeira vez foi apressada, sem muitas pessoas presentes, devido à ameaça de Adonias. Talvez Davi tenha pensado que uma segunda vez, diante do maior número possível de pessoas, seria mais eficaz para garantir que o povo não se rebelasse contra Salomão.
Observe que todos os três versículos mostram claramente que Salomão foi ungido “rei” antes da morte do rei Davi. Uma corregência, em que pai e filho reinavam conjuntamente por alguns anos, era comum nos tempos antigos para garantir que o filho adquirisse a experiência necessária. De acordo com o “Believer’s Bible Commentary”, p. 356, acredita-se que a corregência de Salomão tenha durado dois anos. Talvez Davi tivesse enfrentado menos problemas com Adonias e Absalão se ela tivesse sido mais longa.
P: Em 1 Reis 1:50-51, Salomão deveria ter poupado a vida de Adonias, ou não?
R: Adonias estava agarrado aos chifres do altar porque buscava misericórdia e esperava não ser morto, uma vez que se encontrava em um lugar sagrado. Salomão poupou-lhe a vida, pelo menos até um momento posterior, quando Adonias agiu de forma suspeita.
Salomão estava dentro de sua autoridade legítima para matar traidores, tanto para impedi-los de usurpar seu trono legítimo quanto para dissuadir outros de se rebelarem. Visto que Adonias assumiu por conta própria o papel de rei, Salomão teria agido corretamente ao mandar matá-lo naquele momento. Salomão mostrou misericórdia para com Adonias, mas em 1 Reis 1:52 ele deixou claro que Adonias deveria tomar cuidado, pois Salomão estaria de olho nele.
Em 1 Reis 2:17, é apenas Adonias, e não Adonias e Abisague, quem pede a Bate-Seba — e não a Salomão — que se case com ele. Casar-se com a concubina do ex-rei promoveria ligeiramente a causa de Adonias à realeza. Como Salomão não viu nenhum outro motivo, mandou executar Adonias.
P: Em 1 Reis 2:5, 28, 24, por que Davi não puniu Joabe antes disso?
R: Davi deveria ter mandado executar Joabe por homicídio antes disso, mas Davi justificou que “esses filhos de Zeruia são fortes demais para mim”, conforme 2 Samuel 3:39. Aparentemente, Davi concluiu que a justiça adiada era melhor do que a ausência de justiça. A justificativa de Davi pode não ter sido correta, mas a justiça adiada é melhor do que a ausência de justiça.
P: Em 1 Reis 2:9, Salomão já era sábio antes de Deus atender ao seu pedido e conceder-lhe sabedoria?
R: 1 Reis 3:12 não diz que Deus iria atender ao seu pedido no futuro, mas que Deus já havia atendido ao seu pedido. Deus atende a alguns pedidos somente depois que os fazemos; outras vezes, Ele nos concede coisas antes mesmo de pedirmos; e, às vezes, Deus pode atender a um pedido parcialmente antes de ele ser feito e, na íntegra, depois que a pessoa o solicita.
P: Em 1 Reis 2:10; 11:21,43; 14:20; 2 Reis 14:29, etc., por que se diz que alguém “adormeceu com seus pais”?
R: Esse eufemismo significa simplesmente que eles morreram. Consulte *Quando os Críticos Perguntam*, p. 195, e *Quando os Seguidores de Seitas Perguntam*, p. 54-55, para respostas semelhantes.
P: Em 1 Reis 2:10, como Davi poderia ter sido sepultado em Jerusalém, uma vez que diz que ele “descansou/adormeceu com seus pais”, que presumivelmente estavam sepultados em Belém?
R: A expressão “foi sepultado com seus pais” significa que ele foi para a sepultura como eles, e NÃO que seu corpo estivesse junto com os deles, como comprovam os exemplos a seguir.
Azarias/Uzias “descansou com seus pais e foi sepultado perto deles na Cidade de Davi.” 2 Reis 15:7a “descansou com seus pais e foi sepultado perto deles em um campo de sepultamento que pertencia aos reis, pois o povo dizia: ‘Ele tinha lepra.’” 2 Crônicas 26:23
Manassés “descansou com seus pais e foi sepultado no jardim de seu palácio, o jardim de Uza”. 2 Reis 21:18 “descansou com seus pais e foi sepultado em seu palácio”. 2 Crônicas 33:20a
Jeoiaquim “descansou com seus pais” 2 Reis 24:6a. No entanto, Jeoiaquim foi levado em grilhões de bronze para a Babilônia (2 Crônicas 36:6), onde presumivelmente faleceu.
Davi “descansou com seus pais e foi sepultado na Cidade de Davi.” (1 Reis 2:10) Seus pais provavelmente foram todos sepultados em Belém, mas certamente não em Jerusalém, uma cidade sob controle dos jebuseus até que Davi a conquistasse.
Salomão “descansou com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi” (1 Reis 11:43; 2 Crônicas 9:31a). O avô de Salomão e seus antepassados foram sepultados em Belém.
P: Em 1 Reis 2:22-25, Salomão agiu injustamente ao matar Adonias por ele ter pedido Abisague como esposa?
R: Não. À primeira vista, isso parecia um pedido inocente. No entanto, Salomão foi sábio ao detectar segundas intenções devido à seguinte combinação de fatores:
1. Adonias era mais velho.
2. Adonias já havia demonstrado que agiria (como ser coroado) secretamente, sem que o rei soubesse.
3. Os partidários de Adonias ainda estavam por perto.
4. Esse casamento do filho mais velho fortaleceria sua pretensão ao trono.
5. As Escrituras não dão qualquer indicação de que Adonias sequer gostasse de Abisague, ou vice-versa. Se esse pedido não fosse motivado pelo amor, então que outro motivo poderia haver?
As três primeiras razões não foram suficientes para que Salomão “condenasse” Adonias, pois este pediu perdão e Salomão o perdoou pelo que aparentemente era uma atitude do passado que não se repetiria. No entanto, Salomão, com sabedoria, continuou a observá-lo com cautela; quando Adonias tentou tomar qualquer medida para fortalecer seu poder,
Salomão aproveitou a oportunidade.
Se Salomão simplesmente tivesse recusado, Adonias poderia contar aos outros sobre a irracionalidade do rei. Vemos aqui que Salomão puniu por motivos rebeldes (sem ação) e isso difere de muitos sistemas jurídicos atuais. Adonias deveria saber que isso pareceria como se ele estivesse tentando fortalecer sua posição, e quem pode dizer que Salomão não estava correto em sua avaliação da situação?
Se aplicássemos os princípios “primitivos” de Salomão aos sistemas judiciais atuais, isso significaria que, em processos judiciais, os antecedentes criminais e as comparecimentos anteriores do réu poderiam ser levantados; assim, criminosos condenados teriam um padrão mais rigoroso do que os cidadãos comuns para evitar comportamentos suspeitos. Pensando bem, os princípios de Salomão não parecem tão primitivos assim, afinal.
P: Em 1 Reis 2:36-39, por que Salomão impôs essa restrição a Simei?
R: Simei já havia provado, uma vez, que não era leal ao rei de Israel, e essa restrição fazia todo o sentido. Simei não poderia causar mais problemas se tivesse de permanecer sob a vigilância do rei em Jerusalém.
P: Em 1 Reis 2:38-46, será que Simei saiu de Jerusalém por algum motivo inofensivo, como afirma o cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 322?
R: Não, Simei não levou a sério a ordem do rei, assim como hoje muitos não levam a sério as ordens do Senhor. Quando um rebelde é perdoado, ainda pode haver restrições para garantir que não haja nova revolta.
P: Em 1 Reis 3, qual é o elemento comum em cada uma das execuções?
R: Salomão não julgou apenas com base nas ações atuais. Ele julgou com base nos motivos atuais e nas ações passadas. É claro que Deus não julga apenas com base nas ações de uma pessoa, mas também nos motivos.
P: Em 1 Reis 3:1, quem era o Faraó do Egito nessa época?
R: De acordo com uma obra cética, *O Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 322, era Psusennes II. Militarmente, o Egito estava muito enfraquecido nessa época, e havia hostilidade entre o Faraó e os sacerdotes de Tebas. Eliminar a ameaça de um ataque vindo do leste faria todo o sentido para Psusennes II.
P: Em 1 Reis 3:1, Salomão agiu corretamente ao se casar com a filha do Faraó?
R: Não. 1 Reis 11:1-4 diz que as esposas de Salomão desviaram seu coração de Deus. Aparentemente, Salomão se sentia tão seguro em seu conhecimento de Deus que pensou, erroneamente, que desobedecer a Deus nessa questão não lhe causaria prejuízo.
P: Em 1 Reis 3:3, o que havia de errado em oferecer sacrifícios nos altos, já que Salomão estava oferecendo sacrifícios a Deus?
R: Os altos eram pequenas plataformas elevadas utilizadas para adoração. Elas eram mais comumente usadas para a adoração a Baal, embora esteja claro que é a Deus que Salomão está adorando aqui. Três pontos a serem considerados na resposta.
1. O Antigo Testamento dizia que só se deveria oferecer sacrifícios a Deus no Templo de Jerusalém. Os altos poderiam facilmente ser usados posteriormente para a adoração a Baal.
2. Naquela época, não havia um Templo central em Jerusalém. Para oferecer mil holocaustos, não havia instalações em Jerusalém que permitissem fazê-lo. Não se pode argumentar que, por não haver Templo, não se devesse oferecer sacrifícios a Deus. 1 Reis 3:5 mostra claramente que Deus se agradou da adoração de Salomão.
3. 1 Reis 3:2-3 menciona, com cautela, a adoração nos altos, pois isso foi proibido assim que o Templo foi construído. Após a construção do Templo, não haveria mais necessidade de adorar nos altos.
P: Em 1 Reis 3:7-11, o que podemos aprender sobre nossas orações hoje?
R: Podemos aprender pelo menos três coisas.
1. Tenha cuidado com o que você pede.
2. Deus se agrada mais de algumas orações do que de outras.
3. Tiago 4:3 mostra que Deus se agrada mais da oração em busca de ajuda para servi-Lo do que da oração motivada por paixões egoístas.
P: Em 1 Reis 3:7-11, em que circunstâncias Deus poderia abençoar alguém por não ter pedido algo em oração?
R: Salomão não foi abençoado porque não orou de forma alguma, mas sim porque pediu as coisas mais importantes. Antes de orarmos, talvez devêssemos priorizar o que é mais importante.
P: Em 1 Reis 3:10-12, uma vez que Deus concedeu sabedoria a Salomão, por que Salomão julgou entre as duas mulheres, em vez de simplesmente mandar matar ambas, como ordenava a Torá?
R: As pessoas podem optar por aplicar sua sabedoria para aprender os caminhos de Deus ou aplicá-la a outras coisas. Salomão possuía sabedoria para ter sucesso em tudo o que fazia. Ele discerniu com perspicácia qual das mulheres estava dizendo a verdade, mas não aplicou a lei de Deus como deveria, ou não tinha provas de que elas exerciam essa profissão imoral.
P: Em 1 Reis 3:12, o que é uma “mente sábia e perspicaz”?
R: O hebraico aqui é interessante; na verdade, significa um coração sábio e que escuta/discernidor. O coração seria a sede não apenas do conhecimento, mas do conhecimento aplicado, do bom senso, do caráter e da preocupação. Um coração sábio é aquele que escuta a Deus.
P: Em 1 Reis 3:16-28, Salomão agiu corretamente, ou deveria ter executado ambas as mulheres que disputavam a criança?
R: Salomão deveria ter eliminado a prostituição da terra. Considerando que cometeu o erro de não fazê-lo, ele julgou entre elas de maneira justa. Além disso, como foram elas mesmas que se apresentaram, alguns poderiam desculpar Salomão por não ter utilizado um testemunho autoincriminatório.
P: Em 1 Reis 3:28, o que Salomão fez de diferente em relação a 1 Reis 2:22-23?
R: Em 1 Reis 3:28, Salomão percebeu corretamente a motivação traidora de Adonias e pôs um fim a ela. No entanto, alguém de fora poderia questionar as ações de Salomão e sempre se perguntar se ele estava realmente sendo paranóico e implacável demais ou não. Salomão fez a coisa certa naquele momento, mas isso não necessariamente pareceu a todos como a coisa certa.
Em 1 Reis 2:22-23, no caso das duas prostitutas, ficou claro para todos como Salomão chegou à sua decisão. Salomão (supostamente) agiu corretamente, e todos puderam ver e concordar que ele agiu corretamente?
Mas será que Salomão realmente fez a coisa certa? A lei determinava que as prostitutas fossem apedrejadas até a morte. Alguns poderiam argumentar que Salomão agiu corretamente, pois elas não foram flagradas em flagrante, de modo que Salomão não tinha provas de que fossem prostitutas. Por outro lado, se fosse de conhecimento geral que elas eram prostitutas, Salomão estaria descumprindo a lei de Deus nesse caso.
Os cristãos devem fazer o que é certo e também procurar dar a impressão de que estão fazendo o que é certo. Paulo se preocupava com isso em 2 Coríntios 8:20-21 e 1 Tessalonicenses 5:22. Há momentos em que fazer o que é certo inevitavelmente não parece certo para alguém. Nesse caso, o que é certo ainda deve ser feito, embora de uma forma que não ofenda a consciência do próximo. Há outros casos em que todas as pessoas podem ver e concordar que algo é a coisa certa, mas, na verdade, é errado. Para um exemplo assustador disso, leia João 16:2.
P: Em 1 Reis 4, quem eram algumas das esposas de Salomão?
R: Aqui está uma lista de apenas algumas delas.
A filha do Faraó — 1 Reis 3:1
Provavelmente a rainha de Sabá — 1 Reis 10:1-14
1 Reis 11:1-4 diz que Salomão tinha 700 esposas e 300 concubinas. Não se esqueça de que Deus ordenou ao rei que não tivesse muitas esposas em Deuteronômio 17:17, e 1 Reis 11:1-4 afirma especificamente que Salomão pecou ao se casar com essas esposas estrangeiras, e que elas desviaram seu coração.
P: Em 1 Reis 4:4, Abiatar era sacerdote, ou ele havia sido destituído em 1 Reis 2:26-28?
R: Abiatar era sumo sacerdote no reinado de Davi. Quando Salomão assumiu o trono, ele destituiu Abiatar do cargo de sumo sacerdote.
P: Em 1 Reis 4:4, quem era o exército mencionado aqui?
R: Refere-se ao exército regular.
P: Em 1 Reis 4:21, como Salomão reinou a partir do rio?
R: Isso se refere ao grande rio Eufrates. Davi havia derrotado os arameus, e eles estavam trazendo tributo a Salomão.
P: Em 1 Reis 4:23, como Salomão pôde realizar um sacrifício e um banquete tão grandiosos?
R: Após o sacrifício, haveria um grande banquete para o povo. Salomão era provavelmente o rei mais rico do Oriente Médio naquela época, embora os imperadores da China e da Índia pudessem ter sido igualmente ricos.
De forma semelhante, um texto em Nimrud registra que o rei assírio Assurnasirpal II ofereceu um banquete para 69.574 pessoas durante dez dias, de acordo com M.E.L. Mallowan, “Nimrud”, em D.W. Thomas (org.), Archaeology and the OT, p. 62.
P: Em 1 Reis 4:26, Salomão possuía 40.000 estábulos ou 4.000 estábulos, como afirma 2 Crônicas 9:25?
R: Trata-se, muito provavelmente, de um erro de copista. A obra *When Critics Ask*, p. 181, destaca que, uma vez que havia 1.400 carruagens em ambas as passagens, 4.000 é uma proporção muito mais razoável do que 40.000. A palavra hebraica para 40 é *rybym* e a palavra hebraica para 4 é *rbh*, portanto, essa seria uma diferença de apenas duas letras.
P: Em 1 Reis 5:6, por que Salomão mencionou os sidônios, já que Hiram era o rei de Tiro?
R: Tiro foi fundada por colonos de Sidom, localizada a 25 milhas de distância, mas Tiro tornou-se mais importante do que Sidom. Independentemente de Hiram ter ou não algum controle sobre a cidade de Sidom, em 969 a.C., Hiram tornou-se governante do “povo sidônio” (ou povo fenício) que vivia em Tiro e na região circundante.
P: Em 1 Reis 5:11, foi Hiram quem iniciou a correspondência com Salomão, ou foi Salomão quem a iniciou, como sugere 2 Crônicas 2:3?
R: Embora nenhuma das passagens indique especificamente com certeza quem tomou a iniciativa de escrever as cartas, tanto 1 Reis quanto 2 Crônicas mostram que foi Salomão quem escreveu a primeira carta registrada. Em 1 Reis 5:11, Hiram enviou embaixadores (não cartas) a Salomão.
P: Em 1 Reis 5:13-18, em que os 30.000 israelitas diferiam dos mais de 158.000 não israelitas que Salomão escravizou?
R: Havia basicamente dois grupos de pessoas:
Os não israelitas foram recrutados (aparentemente por 12 meses por ano) por Salomão para sua força de trabalho escrava, conforme 2 Crônicas 8:7-9. Ele recrutou 70.000 carregadores e 80.000 pedreiros nas colinas, além de 3.600 capatazes, conforme 2 Crônicas 2:2.
Trinta mil israelitas foram recrutados (servindo um mês a cada três meses), conforme 1 Reis 5:13-14. Esses eram diferentes dos 70 mil carregadores, 80 mil pedreiros nas colinas e 3.300 capatazes, de acordo com 1 Reis 5:15-16.
2 Crônicas 8:9 afirma especificamente que Salomão não transformou os israelitas em escravos. Embora apenas os não israelitas tenham sido recrutados como escravos, 30.000 israelitas ainda foram recrutados, embora não como escravos.
O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 4, p. 59, afirma que a prática de recrutar cidadãos livres comuns por um período determinado para trabalhos públicos, chamada de “corvée”, era bastante comum nos tempos antigos, embora isso fosse uma novidade em Israel.
Deuteronômio 20:11 afirma que era permitido submeter os não israelitas ao trabalho forçado, mas não diz nada a respeito dos israelitas.
P: Em 1 Reis 5, por que os números não correspondem aos de 2 Crônicas 2?
R: As listas são diferentes e a ordem é diferente, mas referem-se ao mesmo evento; portanto, os números deveriam ser os mesmos. Os 20 cors de azeite batido mencionados em 1 Reis 5 são provavelmente a causa do erro: um erro de transcrição para 20.000 cors.
Aqui estão os números
| Categoria | 1 Reis 5 | 2 Crônicas 2 |
|---|---|---|
| Cors de trigo | 20.000 | 20.000 |
| Cors de cevada | não especificado | 20.000 |
| Banhos de vinho | não especificado | 20.000 |
| Cors de azeite | 20 | 20.000 |
| Trabalhadores forçados israelitas | 30.000 | não informado |
| Israelitas por mês | 10.000 | não informado |
| Transportadores | 70.000 | 70.000 |
| Canhoteiros | 80.000 | 80.000 |
| encarregados | 3.300 | 3.600 |
O número de capatazes em 1 Reis 5 é de 3.600 na Septuaginta.
O “Believers Bible Commentary”, pp. 445-446, e a “Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia”, pp. 221-222, também reconhecem que houve erros de transcrição.
P: Em 1 Reis 6, por que Salomão iria obter madeira dos fenícios?
R: Embora houvesse florestas em Israel, a melhor madeira provinha dos cedros do Líbano. Salomão não foi o primeiro a pedir madeira aos fenícios. Por volta de 1100 a.C., o enviado egípcio Wen-Amon foi à Fenícia para obter madeira de cedro.
P: Em 1 Reis 6:1, o que isso nos diz sobre a data do Êxodo?
R: Sabemos que Salomão começou a reinar em 971/970 a.C., e o quarto ano seria 967/966 a.C. Quarenta e oito anos antes disso seria por volta de 1447/1446 a.C.
P: Em 1 Reis 6:1, uma vez que há quatro períodos de 40 anos em uma geração, e 480 = 12 × 40, isso significa simplesmente que o templo foi construído 12 gerações após o Êxodo?
R: Não. O cético Guia de Asimov para a Bíblia, p. 327, sugere isso, juntamente com a contagem dos anos consecutivos do governo dos juízes. Eles poderiam simplesmente ter dito “12 gerações”, se assim o desejassem. Da maneira como Asimov “usa” a linguagem aqui, seria impossível para eles expressarem o número de anos de uma forma que Asimov aceitasse.
P: Em 1 Reis 6:7, por que não foram utilizados machados nem ferramentas de ferro na construção do templo?
R: Se o objetivo mais importante fosse concluir rapidamente, teria sido melhor usar machados e ferramentas de ferro. No entanto, o uso de ferramentas de metal deixaria pequenos resíduos de cobre (se fossem de bronze) ou de ferro. Esses resíduos de metal oxidariam e descoloririam a pedra posteriormente. Eles estavam construindo algo que seria visto por séculos e não queriam tomar atalhos quanto à qualidade de seu trabalho. Da mesma forma, quando construímos algo para Deus, não queremos tomar atalhos morais; eles também se revelarão mais tarde.
P: Em 1 Reis 6:31-32, por que as portas deveriam ser feitas de madeira de oliveira?
R: Embora as Escrituras não o mencionem, a madeira de oliveira é muito resistente e resistente a insetos. As oliveiras podem viver por mais de 1.000 anos. As portas tinham querubins esculpidos nelas. Os querubins no templo de Salomão também eram feitos de madeira de oliveira e revestidos de ouro.
P: Em 1 Reis 7:1, o palácio de Salomão era um único edifício ou vários edifícios?
R: Poderia ser de ambas as formas, mas o livro *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 501, afirma que seria consistente com outros palácios do Oriente Médio que se tratasse de vários edifícios interligados.
P: Em 1 Reis 7:13, esse Huram (ou Hiram) é o mesmo que o rei de Tiro?
R: Não. Ele era um operário desconhecido, que era meio israelita. O “Comentário Bíblico dos Crentes”, p. 363, afirma o mesmo.
P: Em 1 Reis 7:20, havia 200 romãs ou 100 romãs, como afirma 2 Crônicas 3:16?
R: Pode ser de ambas as formas. Trata-se, muito provavelmente, de um erro de copista, conforme mostra a “Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia”, p. 221.
P: Em 1 Reis 7:21, por que as duas grandes colunas foram chamadas de Jaquim e Boaz?
R: Aparentemente, tratava-se de apelidos, e não de nomes que Deus lhes ordenou usar. No entanto, não há indício de que Deus tenha se oposto a esses nomes. Jaquim significa “Ele estabelecerá”, e Boaz significa “Nele está a força”.
P: Em 1 Reis 7:23 e 2 Crônicas 4:2-5, uma circunferência de 30 côvados e um diâmetro de 10 côvados constituem a proporção adequada para um objeto circular?
R: Essa proporção, que difere de pi em 4,8%, está dentro dos limites normais se levarmos em conta a espessura e a imprecisão. Para um objeto perfeitamente redondo, a proporção entre a circunferência e o diâmetro é 3,14159 (pi). A circunferência era de 30 côvados e o diâmetro, de 10 côvados, o que resulta em uma proporção de 3. Há dois pontos a serem considerados na resposta.
Resposta principal, a borda: O “Bible Knowledge Commentary: Old Testament”, p. 622, mostra que um côvado equivalia a cerca de um pé e meio. Portanto, as dimensões eram de 45 pés e 15 pés. Se fossem utilizados o diâmetro externo e a circunferência interna, a proporção seria exatamente 3,14159, caso a espessura na borda fosse de 6 polegadas. 1 Reis 7:28 e 2 Crônicas 4:5 mostram que a espessura era de uma largura de mão. A título de referência, se isso significar a largura de uma mão, a minha mão tem 4 polegadas de largura. Se significasse o comprimento de uma mão, a minha mão tem cerca de 7 polegadas de comprimento.
Além disso, mesmo que tivessem utilizado a circunferência externa, logo abaixo da borda, e a borda se projetasse para fora do vaso, levar em conta a borda ainda explicaria a diferença na razão.
Resposta secundária: imprecisão. Ainda hoje fornecemos medidas com tantos algarismos significativos. Por exemplo, supondo que tenham medido tanto a circunferência interna quanto o diâmetro interno (ou tanto a circunferência externa quanto o diâmetro externo), uma circunferência de 30 a 30,49 côvados e um diâmetro de 10 a 9,51 côvados resultariam em uma proporção de 3 para 3,21. O valor 3,14159 está dentro desse intervalo. Portanto, a imprecisão por si só, sem recorrer ao argumento da borda, é suficiente para explicar essa proporção.
P: Em 1 Reis 7:23, não consigo pensar em nenhum desafio mais flagrante à infalibilidade da Bíblia do que este. No versículo, Salomão está construindo um Templo para o Senhor. Parte de sua construção é descrita da seguinte forma:
E ele fez um mar fundido, com dez côvados de uma borda à outra; era redondo por toda a volta, e sua altura era de cinco côvados; e uma corda de trinta côvados o circundava por toda a volta. Essas dimensões atribuem ao pi o valor surpreendente de 3. É difícil sugerir que a “linguagem figurativa” justifique isso, ou que o autor estivesse apenas arredondando, uma vez que as diversas dimensões e detalhes da construção do templo são, de resto, descritos com precisão e minúcia. A única possibilidade real é que o autor seja ignorante em geometria básica.
R: Nem precisamos recorrer a aproximações para responder a isso. A bacia não tinha espessura infinitesimal, mas teria uma borda alargada para fora. (Ela não poderia ser alargada para dentro, ou não seria possível retirar o molde.) Se medissem o diâmetro a partir do topo com uma corda ou uma vara, e o diâmetro por baixo da borda com uma corda, obteriam um valor inferior a 3,14159. Então, qual seria a largura dessa borda? Em cada lado, seria de mais 0,225 côvados, supondo que a bacia fosse perfeitamente redonda (o que talvez não fosse o caso). Um côvado correspondia aproximadamente à distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio. Portanto, 0,225 côvados equivalem aproximadamente ao comprimento do meu dedo.
Há um ponto interessante aqui: não é difícil perceber a resposta, se o senhor estiver aberto a mais de uma possibilidade. Suspeito que isso não se deva a uma falta de inteligência por parte de quem fez a pergunta, mas sim ao fato de que as pessoas precisam estar mais abertas à análise dos fatos.
P: Em 1 Reis 7:23 e 2 Crônicas 4:2-5, a Bíblia afirma que o valor de pi é 3?
R: Não. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 328, afirma: “A explicação é, evidentemente, que os escritores bíblicos não eram matemáticos nem sequer se interessavam por matemática, e estavam simplesmente fornecendo valores aproximados. Ainda assim, para aqueles que estão obcecados com a noção de que cada palavra da Bíblia é infalível (e que entendem um pouco de matemática), certamente será um choque saber que a Bíblia diz que o valor de pi é 3.”
Asimov tinha doutorado em química, portanto deveria saber melhor. Existem três possibilidades diferentes.
Arredondamento com algarismos significativos: suponha que a circunferência fosse exatamente 30,0 côvados. Como eles forneceram as dimensões apenas em números inteiros, qual número Asimov teria sugerido que usassem? Uma bacia perfeitamente redonda, sem borda, resultaria em um valor de 9,55, e esse valor está mais próximo de 10 do que de qualquer outro número.
Uma borda: Suponha que a circunferência interna fosse exatamente 30,0 côvados, ou que a espessura da bacia tornasse as circunferências interna e externa quase iguais. Um diâmetro que incluísse uma borda de 4 polegadas (0,22535 côvados) resultaria em uma proporção exatamente de 3 para 1.
Um alargamento: Nada indica que as paredes da bacia fossem perfeitamente verticais. Se a bacia tivesse um alargamento muito leve de 0,75% na parte superior, então a circunferência externa na parte mais estreita e o diâmetro externo ou interno na parte superior resultariam em uma proporção exatamente de 3 para 1.
P: Em 1 Reis 7:26, o Mar de Bronze tinha 2.000 bates ou 3.000 bates, como diz 2 Crônicas 4:5?
R: Não temos certeza, pois trata-se muito provavelmente de um erro de copista, conforme afirma a obra *Dificuldades e Aparentes Contradições da Bíblia*, p. 64. A Septuaginta não contém essa frase.
P: Em 1 Reis 8:9, o que havia dentro da arca?
R: Originalmente, havia três coisas: a tábua dos Dez Mandamentos, a vara de Arão que brotou e um vaso com maná (Hebreus 9:4). No entanto, ao longo dos séculos, e depois que a arca esteve nas mãos dos filisteus e de israelitas irreverentes, aparentemente a vara de Arão e o maná não estavam mais lá.
P: Em 1 Reis 8:12, por que Deus habita nas trevas densas?
R: Deus habita nas trevas de pelo menos duas maneiras.
Como Deus é luz, tudo é relativamente escuro em comparação com Deus.
Além disso, não vemos Deus por causa de Sua santidade. Metaforicamente, nuvens escuras e opacas nos impedem de ver Deus. Mas, além das nuvens escuras, o próprio Deus é luz e é naturalmente inacessível, como diz 1 Timóteo 6:16.
Embora algo muito brilhante possa existir nas trevas por estar coberto, também pode ser escuro de outra maneira. Alguns insetos, como vespas e abelhas, enxergam mais luz ultravioleta do que nós. Fisicamente, o que pode parecer escuro aos nossos olhos pode ser muito brilhante para eles. Espiritualmente, o que pode ser “escuro” nos comprimentos de onda da visão do homem pecador pode ser “brilhante” nos comprimentos de onda mais curtos dos seres espirituais.
P: Em 1 Reis 8:12, como é possível que o desejo de fazermos certas coisas seja bom, mas não devamos fazê-las?
R: Uma razão é que a ação em si seria boa, mas o momento não era o adequado. No entanto, essa não era a razão principal neste caso.
Era preciso que fosse a pessoa certa para construir o Templo, e Deus disse francamente a Davi que ele não era a pessoa certa. Davi era muito belicoso; por exemplo, matou 90% dos homens moabitas, embora Deus nunca lhe tivesse ordenado que o fizesse. Deus ainda amava Davi, mas não queria que um homem sanguinário (1 Crônicas 23:8; 28:3) entrasse para a história como o construtor do Templo de Deus.
Hoje, às vezes, os cristãos pecam de tal forma que se desqualificam para certas posições de honra. Por exemplo, muitas igrejas têm uma política segundo a qual, se um pastor cometer adultério e depois se arrepender, elas o perdoarão, o amarão e o aceitarão como membro da igreja, mas ele nunca mais poderá ser pastor, ancião ou diácono.
P: Em 1 Reis 8:17-19, uma vez que Deus nos concede os bons desejos do nosso coração, por que Deus disse que o desejo de Davi de construir um Templo era bom, mas que ele não deveria fazê-lo, conforme 2 Reis 8:18-19?
R: Deus, assim como um pai, tem o direito de recusar um pedido. Construir o Templo era um bom desejo, mas não era bom que Davi o fizesse. Deus não queria que um homem sanguinário, que cometeu homicídio e adultério, construísse Seu templo. Hoje, uma obra pode ser boa de se realizar, mas um determinado crente pode não ser a pessoa indicada para fazê-la. Ou então, esse crente específico pode não ser a pessoa indicada para fazê-la sozinho e talvez precise aguardar o tempo de Deus.
P: Em 1 Reis 8:23, uma vez que não havia outros deuses como o Senhor, isso significa que existem outros deuses que são diferentes?
R: Se “deus” for definido como qualquer coisa que as pessoas escolham adorar, então obviamente existem muitos deuses. Paulo também afirma isso em 1 Coríntios 8:5-6. Paulo diz em 1 Coríntios 10:20 que os sacrifícios dos gentios aos seus deuses eram oferecidos a demônios.
P: Em 1 Reis 8:32, por que Salomão orou para que Deus concedesse aos justos o que eles merecem, já que nenhum de nós merece a graça de Deus?
R: Consulte a discussão sobre o Salmo 35:24 para obter a resposta.
P: Em 1 Reis 8:32-53, devemos orar para que Deus ouça as orações das pessoas no futuro?
R: Os crentes oram de acordo com o que sabem. Como temos o Novo Testamento, já sabemos como Deus ouve as orações e as condições sob as quais Ele disse que opta por recusar-se a ouvi-las. Em vez de apenas pedir que Deus ouça nossa oração, podemos agradecer a Deus por Ele prometer ouvir as orações de Seus filhos obedientes.
P: Em 1 Reis 8:40, por que Deus deseja que as pessoas O temam?
R: O temor aqui não é nem um medo falso de alguém que está blefando, nem o medo de alguém que é injusto ou cruel. Trata-se, ao contrário, de um respeito saudável e sóbrio por Aquele que julga as almas de todos os homens. Temer a Deus não é apenas uma demonstração de respeito por Ele, mas é saudável para nós, pois nos impede de pecar.
P: Em 1 Reis 8:51, o que é uma fornalha de ferro neste contexto?
R: Não se trata de uma fornalha feita de ferro, mas sim da coisa mais quente criada pelo homem naquela época. Era uma fornalha usada para fundir ferro.
P: Em 1 Reis 8:55, como devemos abençoar outras pessoas?
R: De pelo menos quatro maneiras.
1. Nossas vidas devem ser uma bênção para os outros.
2. Devemos honrar aqueles que, pessoalmente, são dignos de honra (Filipenses 2:29) e aqueles que, independentemente de seu caráter pessoal, ocupam posições de honra (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17).
3. Devemos orar a Deus pelos outros, para que Ele os abençoe e lhes conceda Sua graça e misericórdia (Atos 7:60; Filemom 6; Filipenses 1:7,9-10; Efésios 1:17-18; Colossenses 1:9-10; 1 Tessalonicenses 1:2; 2 Tessalonicenses 1:11)
4. Devemos dar para abençoar outras pessoas, incluindo nosso dinheiro (Tiago 2:14-17) e nosso trabalho árduo no Senhor (1 Tessalonicenses 1:5-6; 2:2, 6-8, 2:11-12).
P: Em 1 Reis 8:56, quando e como devemos abençoar a Deus?
R: Nossas vidas devem ser vidas de louvor a Ele. Devemos falar com Deus, louvando-O por Seu caráter e Suas obras, e agradecendo-Lhe por Sua graça e misericórdia. Devemos também falar aos outros sobre a grandeza, o amor e as obras poderosas de Deus.
P: Em 1 Reis 8:58,61, qual é a diferença entre os mandamentos de Deus e os estatutos de Deus?
R: Os estatutos de Deus eram as leis de Deus, que todas as pessoas deviam seguir sob pena de punição judicial. Por exemplo, os Dez Mandamentos eram estatutos. Deus tinha mandamentos adicionais para diferentes pessoas. Por exemplo, Davi recebeu a ordem de não construir o templo. Independentemente de como se denomine um mandamento em comparação com um estatuto, devemos obedecer a tudo o que Deus nos ordenou.
P: Em 1 Reis 9:4, como Davi andou com integridade de coração?
R: Davi pecou gravemente, mas se arrependeu plenamente. É reconfortante saber que Deus pode considerar que caminhamos com integridade, mesmo depois de pecarmos, quando nos arrependemos sinceramente.
P: Em 1 Reis 9:11-13, por que Salomão vendeu parte das terras a Hiram, rei de Tiro, já que Levítico 25:23 diz que a terra não deveria ser vendida para sempre?
R: Salomão agiu errado e não deveria ter vendido a terra que Deus destinou a Israel. Provavelmente, Salomão considerou que os bens materiais e a ajuda de Hiram valiam mais do que aquele pedaço de terra. No entanto, Deus deu aquela terra aos israelitas para que a possuíssem, e não para que Salomão fizesse com ela o que bem entendesse.
Há uma lição para nós hoje. Às vezes, quando fazemos concessões ao mal, podemos estar “abrindo mão” das bênçãos e provisões que Deus originalmente destinou para que nossos filhos e outras pessoas as tivessem.
P: Em 1 Reis 9:11, o fato de Salomão ter cedido 20 cidades de Naftali a Tiro poderia ter sido um fator na hostilidade do reino do norte em relação à dinastia de Salomão?
R: O livro “Guia de Asimov para a Bíblia”, pp. 326-327, menciona esse ponto, e Asimov pode estar correto aqui. Não conhecemos todas as razões pelas quais os israelitas do norte desejavam se separar. Certos impostos onerosos foram a principal razão terrena. No entanto, em última análise, a razão foi que Deus desejava separar os reinos do norte e do sul devido à desobediência que teve início no reinado de Salomão.
P: Em 1 Reis 9:18, trata-se realmente de “Tadmor”, um famoso oásis no deserto da Síria, ou de “Tamar”, no deserto da Judéia, conforme 2 Crônicas 8:4?
R: Trata-se de Tamar, em Judá, a 16 milhas (26 quilômetros) a sudoeste do Mar Morto, pois está indicado que fica em Judá. Para algumas pessoas modernas, a grafia correta é considerada mais importante do que para os povos antigos.
P: Em 1 Reis 9:22, Salomão não utilizou israelitas para trabalhos forçados, ou ele recrutou 30.000 israelitas de todo o Israel, conforme 1 Reis 5:13?
R: O livro *When Critics Ask*, pp. 182-183, afirma que esses dois versículos utilizam palavras hebraicas diferentes. 1 Reis 5:13 (5:27 nas Bíblias hebraicas) menciona *mas* ou *hammas*, que significa “recrutas”. 1 Reis 9:21 utiliza a palavra *mas-obed*, que significa “trabalho escravo forçado”. 1 Reis 9:22 afirma que Salomão não empregou nenhum israelita como escravo “*abed*”.
P: Em 1 Reis 9:23, havia 550 oficiais superiores ou 250, como diz 2 Crônicas 8:10?
R: Pode ser qualquer um dos dois, pois trata-se provavelmente de um erro de copista.
P: Em 1 Reis 10:14 e 2 Crônicas 1:15-17, de onde Salomão obteve todo esse ouro?
R: O cético Guia de Asimov para a Bíblia, pp. 412, 417, afirma que o cronista descreve a riqueza de Salomão “em termos de exagero desenfreado”. No entanto, Salomão era realmente tão rico assim.
Hiram de Tiro deu a Salomão 120 talentos de ouro em troca de 20 cidades na Galiléia. (1 Reis 9:14) Salomão e Hiram importaram de Ofir 420 talentos de ouro (1 Reis 9:26). A rainha de Sabá deu a Salomão 120 talentos de ouro (1 Reis 10:10). Um talento de metal equivale a cerca de 75 libras, de acordo com a tradução NET, p. 602.
Total: Em um ano, Salomão recebeu 666 talentos de ouro (1 Reis 10:14). Salomão utilizou esse ouro para fabricar 200 grandes escudos de ouro, 300 outros escudos e revestir de ouro seu trono e os vasos para bebidas. (1 Reis 10:16-21)
Como era possível terem tanto ouro nos tempos antigos? Essa era uma grande riqueza, mas outros reis também possuíam riquezas. De acordo com o livro *735 Perguntas Bíblicas Intrigantes Respondidas*, pp. 120-121, Esar-Hadom, da Assíria, “revestiu as paredes” do santuário de Assur “com ouro, como se fosse gesso”. Um faraó egípcio revestiu de ouro uma barcaça de 200 pés de comprimento até a linha d’água. Depois que o faraó Shishak invadiu Judá, ele levou a maior parte do ouro e morreu um ano depois. Seu filho, Osorkon I, em 921 a.C., doou 383 toneladas de ouro e prata como parte de sua oferenda aos deuses.
P: Em 1 Reis 10:22, Társis é o mesmo lugar que Ofir?
R: Não, não é. Ofir é provavelmente a atual Etiópia ou a região ao sul dela. Társis (na atual Espanha) era provavelmente a cidade civilizada mais a oeste. O livro “Guia de Asimov para a Bíblia”, p. 332, também afirma que Ofir e Társis eram lugares distintos.
Havia outras duas cidades chamadas Társis. Uma ficava na ilha da Sardenha e outra na Ásia Menor, mas a que fica na Espanha é a famosa cidade a que se refere este texto.
P: Em 1 Reis 10:23, de que forma Salomão superou todos os reis da terra?
R: A palavra “terra” aqui pode significar tanto “terra” quanto “região”, ou seja, a região do Oriente Médio. Salomão consagrou o templo em 960 a.C., e nessa época os outros reinos do Oriente Médio estavam em desordem. Salomão era ainda mais rico do que o Egito. O líbio Shishaq/Shishak conquistou o Egito por volta de 950/945 d.C. Assim, Salomão era o governante mais próspero da terra do Oriente Médio — o mundo que eles conheciam — naquela época. Ele era também, no mínimo, um dos governantes mais prósperos do mundo.
Na Grécia, essa época fazia parte do período conhecido como a “Idade das Trevas” da civilização grega.
Nas Américas, além dos olmecas no México e de alguns maias, as civilizações americanas eram muito primitivas por volta de 1000 a.C.
Na China, essa foi a época do rei Khao (1052-1002 a.C.). O rei Khao morreu em uma batalha no rio Han, e o rei Mu (1001-847 a.C.), da dinastia Zhou, tornou-se o próximo rei.
Na Índia, até cerca de 900 d.C., os arianos estavam consolidando seu poder sobre os povos dravidianos. Os arianos, porém, não constituíam apenas um reino, mas sim um conjunto de tribos. O livro *TimeFrame 1500-600 a.C.*, p. 138, afirma: “A fase posterior da era védica da Índia, aproximadamente entre 1000 e 600 a.C., foi um período de enormes mudanças e turbulências em quase todos os aspectos da vida ariana. Os arianos se espalharam para o leste e para o sul, até o grande vale do rio Ganges e além, desmatando florestas com fogo, sempre que necessário, para criar espaço para seus assentamentos. Seus pequenos estados, em constante conflito, evoluíram para um número menor de reinos e repúblicas maiores, com capitais permanentes e burocracias em expansão.”
Assim, a China teve o único rei capaz de rivalizar com Salomão como o governante mais rico do mundo.
P: Em 1 Reis 10:26, por que o rei Salomão possuía muitos carros e cavalos, visto que Deuteronômio 17:16,17 diz que o rei não deve multiplicar os cavalos?
R: Salomão agiu incorretamente em ambos os aspectos. Há dois pontos a serem considerados.
1. Era natural que um rei comum fortalecesse suas forças armadas para proporcionar toda a proteção possível.
Salomão não era rei de um “reino natural”, mas do povo de Deus. Quando se confia em Deus, às vezes obedecer a Deus significa fazer coisas nas quais se confia em Deus e não na própria força.
2. As carruagens são mais eficazes para a guerra ofensiva, em planícies abertas, e não para a defensiva. Deus não estava interessado em que os israelitas conquistassem ou se estabelecessem fora da Terra Prometida, na Síria, na Mesopotâmia ou no Egito.
P: Em 1 Reis 11:1-3 [na verdade, 1 Reis 1:1-3], seria absurdo que Davi tivesse se deitado com uma jovem virgem, como afirma o muçulmano Ahmad Deedat?
R: Não há nada parecido com isso em 1 Reis 11:1-3, mas Deedat provavelmente se referia a Abisague, a ama de Davi, em 1 Reis 1:1-3.
Duas perguntas para quem levantar essa questão.
1) O senhor está realmente dizendo que um profeta idoso ter relações sexuais com uma jovem é absurdo?
2) Visto que a Bíblia afirma explicitamente que Davi não teve relações sexuais com ela, o senhor está insinuando que o profeta Davi teve relações sexuais com ela, e com base em que?
Davi era idoso e estava prestes a morrer, e 1 Reis 1:4 afirma explicitamente que Davi não teve relações sexuais com ela, embora se dissesse que ela era bela. Às vezes, homens muito idosos, que estão próximos da morte, não desejam ou não são capazes de ter relações sexuais.
No entanto, supor que Davi fosse mais jovem e supor que ele tenha mantido relações sexuais com ela, isso não seria nem de longe tão absurdo quanto um suposto profeta ter relações sexuais com uma menina de 8 ou 9 anos, não é mesmo? Isso está bem documentado nos primeiros registros muçulmanos de autoridade: Bukhari, vol. 5, livro 58, cap. 43, n.º 236, p. 153; Bukhari, vol. 5, livro 58, cap. 43, n.º 234, p. 152; Bukhari, vol. 7, livro 62, cap. 60, n.º 88, p. 65; Sahih Muslim, vol. 2, livro 8, cap. 548, n.º 3309, 3310, 3311, p. 715-716; Sahih Muslim, vol. 4, livro 29, cap. 1005, n.º 5981-5982, p. 1299; Sunan Abu Dawud, vol. 2, livro 5, cap. 700, n.º 2116, p. 569; Sunan Abu Dawud, vol. 3, livro 36, cap. 1769, n.º 4913, 4915, 4916, 4917, 4918, p. 1373-1374; Sunan Abu Dawud, vol. 3, livro 36, cap. 1770, n.º 4915-4919, p. 1374. Tirmidhi, “O casamento segundo o apóstolo de Allah”, n.º 1027; (Sunan Nas’ai, Livro do Casamento, n.º 3255, 3256, 3257, 3258; Ibn-i-Majah, vol. 3, livro 9, cap. 13, n.º 1876, 1877, p. 133-134; (Guillaume, A., A Vida de Maomé, tradução do Sirat Rasul Allah, de Ibn Ishaq, Oxford University Press, Karachi, Paquistão, p. 682).
P: Em 1 Reis 11:1-3, por que Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas, o que contradizia a ordem de Deus em Deuteronômio 17:17?
R: Deuteronômio 17:17 diz que o rei não deve ter muitas esposas, e Davi e Salomão pecaram ao fazê-lo. Casar-se com mulheres era uma forma comum de fortalecer alianças, mas ainda assim era errado desobedecer a Deus. 1 Reis 11:1-4 diz que Salomão pecou ao casar-se com essas esposas estrangeiras e desviou seu coração de Deus.
O livro “Hard Sayings of the Bible”, p. 229, apresenta uma aplicação interessante disso. Embora Salomão devesse ter estabelecido um padrão mais elevado como exemplo, ele provavelmente passou a se considerar acima da necessidade dessa restrição imposta por Deus. Quando um líder cristão hoje se considera acima das restrições de Deus para os cristãos comuns, esse líder encontra-se em sérios problemas espirituais.
P: Em 1 Reis 11:11-13, será que Deus não se importava com o número de esposas de Salomão, mas sim com o fato de elas serem estrangeiras? (Um muçulmano afirmou isso.)
R: Não é verdade afirmar que Deus não se importava com o fato de Salomão ter tantas esposas. Embora Deus se importasse com o fato de Salomão ter tomado esposas incrédulas (1 Reis 11:2), Ele também ordenou aos reis que não tomassem muitas esposas em Deuteronômio 17:17.
P: Em 1 Reis 11:1-3, isso aprova a poligamia?
R: Não, porque Salomão pecou ao ter tantas esposas. Em geral, o Antigo Testamento permitia a poligamia, mas não a encorajava, pois Gênesis 1 diz que “os dois”, e não “os muitos”, se tornarão uma só carne. No Novo Testamento, a poligamia não foi proibida, mas nenhum ancião ou líder da igreja (episcopos) poderia ter mais de uma esposa, conforme 1 Timóteo 3:1.
P: Em 1 Reis 11:1-13, que tipo de papel paterno o senhor acha que Salomão desempenhou para Roboão, ensinando-o a ser um rei sábio?
R: Salomão era um homem muito ocupado: estabelecia alianças comerciais, construía seu palácio, o Templo de Deus, além de todos aqueles templos de ídolos, e dedicava-se a todas as suas esposas. Não sabemos se Salomão tinha tempo sobrando para educar adequadamente seus muitos filhos. Salomão estava muito preocupado com “seu” reino; não sabemos até que ponto ele se preocupava com o reino de Deus, tanto no presente quanto no futuro, após sua morte.
Mas, dito isso, Roboão sabia algo sobre Deus. Ele e os líderes se humilharam diante de Deus em 2 Crônicas 12:6-8. Quanto você acha que Roboão respeitava a fé de Salomão em Deus? Depois que Salomão construiu todos aqueles templos de ídolos, provavelmente não muito.
No entanto, Roboão aprendeu algumas coisas com seu pai. Roboão tinha 18 esposas e 60 concubinas, de acordo com 2 Crônicas 11:21. Por essa resposta, pode-se suspeitar que a principal preocupação de Roboão não era ficar na sombra de seu pai, mas ser considerado grande, como seu pai,
P: Em 1 Reis 11:4,6, de que forma o coração de Davi era perfeito para com Deus e o coração de Salomão não era perfeito?
R: Este é um bom versículo para observar o que Deus considera “perfeito”. Nem Davi nem Salomão eram perfeitos a ponto de não pecarem, mas “perfeito” aqui não significa isso. Em vez disso, um coração perfeito significa ter o coração no lugar certo.
Embora Davi tenha pecado gravemente — cometendo adultério, mentindo e assassinando —, ele se arrependeu e, após seu arrependimento, o coração de Davi era perfeito.
Salomão, por outro lado, pecou ao se casar com muitas mulheres, esposas estrangeiras e incrédulas, e até mesmo ao construir templos para os ídolos delas. Salomão nunca se arrependeu publicamente disso.
P: Em 1 Reis 11:14-23,40 e 2 Crônicas 10:2, por que o Faraó ajudou os inimigos de Salomão?
R: Talvez não tenha sido o mesmo faraó. Independentemente disso, porém, assim como muitas pessoas, o governo egípcio era oportunista e podia mudar de lado, desde que isso favorecesse os interesses do Egito. O Faraó concedeu asilo a Hadade, o edomita, inimigo de Salomão em 1 Reis 11:14-23, embora o Faraó estivesse relutante em vê-lo retornar a Edom. O Faraó concedeu refúgio a Jeroboão em 2 Crônicas 10:2. No entanto, após a morte de Salomão e com Jeroboão governando o reino do norte, o Faraó invadiu tanto Judá quanto Israel.
P: Em 1 Reis 11:15, como Joabe liderou o exército nesse contexto, uma vez que Salomão mandou matá-lo em 1 Reis 2:30-34?
R: A chave para isso está em 1 Reis 11:15, que indica que se trata de um flashback da época em que Davi era rei. Em 1 Reis 2:30-34, Joabe só foi morto após a morte de Davi. O autor inclui esse flashback para nos fornecer o contexto sobre Hadade de Edom.
P: Em 1 Reis 11:16, que outras evidências temos de que Joabe matou todos os homens em Edom?
R: Não temos nenhum registro extra-bíblico sobre isso, e provavelmente por um bom motivo. Restariam poucos edomitas para escrever sobre o assunto e, portanto, não dispomos hoje de uma história oficial registrada dos edomitas.
P: Em 1 Reis 11:23, quando os reis da Síria reinaram?
R: Aqui está a cronologia, extraída de *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 509, e de *The New International Bible Commentary*, p. 394.
| Início do reinado | Rei |
|---|---|
| c. 940 a.C. | Rezon/Hezion |
| c. 915 a.C. | Tabrimmon |
| c. 900 a.C. | Ben-Hadade I |
| c. 860 a.C. | Ben-Hadade II |
| 843/841 a.C. | Hazael |
| 801/796 a.C. | Ben-Hadade III |
| 770 a.C. | outros reis |
| ?/750 até 732 a.C. | Rezin |
P: Em 1 Reis 11:40, por que Shishak deu abrigo ao rebelde Jeroboão, que havia se afastado de Salomão, se anteriormente o Faraó havia dado sua filha em casamento a Salomão, conforme 1 Reis 3:1?
R: Tratava-se de faraós diferentes. O sogro de Salomão era Siamun ou Psusennes II. Após a morte desses faraós, Sisaque, um líbio que era general do exército egípcio, tornou-se faraó por volta de 945 a.C.
P: Em 1 Reis 11:40, por que o texto diz “rei” em vez de “faraó”?
R: O governante do norte do Egito era Sisaque, um general da Líbia. Embora ele e seus descendentes fossem chamados de faraós, eles nunca governaram todo o Egito, e talvez o autor da Bíblia quisesse indicar que Sisaque tornou-se governante, mas não era da família do antigo faraó.
P: Em 1 Reis 12:1 e 2 Crônicas 10:1, por que Roboão iria a Siquém?
R: Siquém, o antigo local onde Deus apareceu pela primeira vez a Abraão, fica bem no território do norte, embora estivesse a apenas 30 milhas ao norte de Jerusalém. Assim como Davi foi coroado rei de Judá e rei de Israel, Roboão foi para o norte para aceitar separadamente também a realeza das tribos do norte. A coroação de Roboão como rei pelos israelitas era um desfecho previsível — ou pelo menos era o que Roboão pensava.
Jeroboão havia fugido para o Egito após se rebelar contra Salomão. Jeroboão havia retornado do Egito especificamente porque os líderes das tribos do norte lhe pediram que viesse. Portanto, se Roboão não fosse aliviar o fardo deles, eles já estavam preparados para essa eventualidade.
Depois que a coroação deu totalmente errado, Roboão não voltaria mais a Siquém, pois Jeroboão havia fortificado a cidade, conforme 1 Reis 12:25.
P: 1 Reis 12:6-11, que informação (se houver) estava faltando a Roboão?
R: Talvez a promessa de Deus a Salomão de que haveria uma divisão. Ele provavelmente também não sabia que um profeta havia dito a Jeroboão que ele deveria se rebelar e que teria sucesso.
P: Em 1 Reis 12:6-8, se alguém o aconselhasse: “Não faça isso, ou o reino se dividirá”, por que Roboão teria rejeitado esse conselho?
R: Roboão poderia ter dito algo como: “Tenho muitos conselheiros sábios que dizem o contrário. Concordo que dividir o reino seria algo ruim, mas as chances de isso acontecer são quase inexistentes, conforme me dizem meus conselheiros de confiança. Os benefícios dos projetos de construção e das riquezas superam os riscos insignificantes.”
Roboão já contava com conselheiros mais experientes que lhe davam bons conselhos. Mas, em vez de dizer: “Estou rejeitando o seu conselho para fazer o que eu quero”, ele se protegeu. Ele procurou outros conselheiros que diziam o que ele queria ouvir, para que pudesse alegar que estava apenas seguindo o que seus conselheiros diziam.
P: Em 1 Reis 12:6-11 e 2 Crônicas 10:1-15, por que Roboão agiu de forma tão insensata?
R: Há duas possíveis razões complementares.
Algumas pessoas não estão em busca de novas ideias. Talvez Roboão já tivesse tomado sua decisão e apenas fingisse consultar todas as partes.
Por outro lado, talvez ele tenha julgado qual conselho era superior exclusivamente com base na proximidade que tinha com as pessoas que o davam. Hoje, as pessoas podem cometer o mesmo erro de decidir entre pontos de vista conflitantes baseando-se exclusivamente na proximidade com o conselheiro. É claro que 1 Reis 12:15 apresenta a causa fundamental: Deus queria que o reino fosse dividido.
P: Em 1 Reis 12:6-11 e 2 Crônicas 10:1-15, de que maneira as pessoas hoje cometem o mesmo tipo de erro que Roboão?
R: O orgulho precede a queda, e muitas vezes as pessoas precisam ter muita autoconfiança antes de cometerem atos realmente insensatos. Se a ideia de que os israelitas pudessem se rebelar tivesse sequer ocorrido a Roboão ou a seus conselheiros insensatos, certamente Roboão não os teria subestimado.
No seu trabalho, entre seus colegas, na sua igreja e na sua família, em que coisas você acha que pode ter tanta confiança a ponto de considerá-las garantidas?
P: Em 1 Reis 12:6-11 e 2 Crônicas 10:3-19, quando os conselheiros dizem coisas contraditórias, como você distingue quais conselheiros estão certos? - como Roboão fez isso?
R: Uma maneira correta é orar e, em seguida, ponderar os prós, os contras e os riscos de cada decisão. Mas e se você não tiver certeza (como costuma acontecer)? Você pode avaliar o grau de confiança que deve depositar nos diversos conselheiros.
Existem algumas maneiras erradas, e talvez Roboão estivesse adotando ambas. Primeiro, Roboão escolheu com base no que queria ouvir. Ele poderia justificar suas ações com base no que os conselheiros de confiança disseram, caso as coisas dessem errado.
Em segundo lugar, talvez Roboão não se importasse muito, pois achava que tudo daria certo de qualquer maneira. Não se tratava de saber quem estava certo — talvez Roboão achasse que ambas as opções funcionariam. Trata-se, antes, de em quem ele escolheu confiar e seguir.
Uma terceira maneira errada de tomar uma decisão é basear-se exclusivamente na familiaridade: como já fizemos isso antes e com qual maneira me sinto mais à vontade?
P: Em 1 Reis 12:13, como algumas pessoas hoje dizem: “meu dedo mindinho é mais grosso do que a cintura do meu pai”?
R: Eis uma maneira muito inadequada de avaliar o risco: optar pela escolha que faz com que pareça mais forte. O desejo dessas pessoas de demonstrar o quanto são duras, fortes ou poderosas é maior do que o desejo de beneficiar os outros, ou, às vezes, até mesmo de se beneficiarem a si mesmas.
P: Em 1 Reis 12:18, por que Roboão enviou então Adoram/Hadoram, o chefe da arrecadação de impostos?
R: Não sabemos por que Roboão enviou Adoram. O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 4, p. 115, sugere que Roboão queria testar a decisão deles enviando uma autoridade para cobrar os impostos. No entanto, dada toda a riqueza de Salomão, Roboão talvez não precisasse de mais receita tributária. Talvez fosse para que Adoram prometesse dar-lhes dinheiro para que permanecessem leais.
Por outro lado, talvez Adoram fosse o responsável pelo trabalho forçado e, como eles já haviam dado ouvidos a essa autoridade máxima anteriormente, Roboão pensou, tolamente, que eles poderiam ouvi-lo novamente.
Mas, a essa altura, eles não se importavam com um pouco mais de dinheiro, com Adoram, com Roboão ou, aliás, com a permanência de um reino unido. Assim que Roboão deu sua resposta, a decisão deles já estava tomada.
P: Em 1 Reis 12:18, hoje em dia, como o senhor avalia a gravidade de um risco?
R: Duas coisas a serem avaliadas são a gravidade e a probabilidade de algo acontecer. Imagine o pior cenário possível e calcule o custo em termos de dinheiro, tempo, carreira, oportunidades perdidas e restrições futuras ao seu rumo. Algumas pessoas fazem isso, mas se esquecem de avaliar também a gravidade do dano ou da perda de relacionamentos, reputação e boa fama. Se a gravidade for baixa o suficiente, as pessoas costumam simplesmente ignorá-la. Mas se você puder eliminá-la completamente, e isso não acarretar um custo elevado, por que não? Se as consequências de um risco forem graves, e você não puder eliminá-lo, mas apenas mitigá-lo, e puder reduzir o risco, por que não? Por exemplo, qual é exatamente o dano que sofro, ou em que medida minha imagem aos olhos dos outros é prejudicada, se eu usar o cinto de segurança antes de começar a dirigir, tanto para evitar lesões graves? Se não há custo, por que não fazê-lo sempre, mesmo que a lei não exija?
Assim, por exemplo, se o senhor for uma pessoa idosa, em que ponto a gravidade e a probabilidade de um acidente de esqui não compensam o risco de praticar o esporte? Isso pode depender do seu nível de habilidade no esqui e do tipo de pista (verde, azul, preta, dupla preta) que o senhor estiver tentando descer.
As pessoas podem avaliar erroneamente a gravidade de um risco, mas, mais comumente, avaliam incorretamente a frequência com que ele ocorre.
P: Em 1 Reis 12:20, apenas Judá seguiu a casa de Davi, ou Benjamim também a seguiu, conforme 1 Reis 12:21-23 e 2 Crônicas 11:12?
R: “Judá”, neste contexto, refere-se à terra do reino de Judá. Obviamente, Benjamim também estava incluído, pois o versículo seguinte afirma que Benjamim estava com Judá. Além disso, a tribo de Simeão estava espalhada por toda a terra de Judá, e havia muitos levitas na terra de Judá.
P: 1 Reis 12:21-24 e 2 Crônicas 11:2-4. Visto que Deus determinou essa divisão, Roboão estava impotente (e, portanto, inocente) em relação ao que fez?
R: Claro que não. Roboão estava ansioso por seguir esse caminho imprudente. Mas Deus não apenas sabia disso e permitiu que isso acontecesse, como também determinou que Roboão fosse capaz de fazer o que desejava.
P: Em 1 Reis 12:22-24 e 2 Crônicas 10:1-19; 11:1-43, quem exatamente causou a divisão: Deus, Salomão, Roboão ou Jeroboão?
R: Vamos primeiro fazer uma pergunta mais simples. Digamos que alguém esteja sendo julgado por ter provocado um incêndio florestal. Sim, essa pessoa admite ter deixado cair descuidadamente um fósforo aceso, mas se fosse um deserto em vez de uma floresta, isso não teria causado nenhum dano. Ou, se Deus não tivesse feito com que a atmosfera da Terra fosse repleta de oxigênio, não haveria vida animal na Terra, e o incêndio florestal não teria ocorrido. Portanto, essa pessoa não causou realmente o incêndio florestal; foi um ato de Deus. Até onde você acha que ela chegaria com essa defesa?
Muitas coisas têm mais de uma causa, como o ar, o combustível e a faísca para um incêndio. O ar e o combustível foram causas pré-requisitos, mas o fósforo foi a “faísca” direta, ou seja, a causa eficiente que iniciou o incêndio sob as condições normais e pré-existentes. Muitas coisas não têm uma única causa; elas possuem uma árvore de causalidade. Por exemplo, para que D ocorra, primeiro A precisa ocorrer, depois B, em seguida C1 ou C2, e então D ocorrerá.
Jeroboão foi o último elo da árvore de causalidade, logo após a resposta insensata de Roboão. Mas Deus ordenou que Jeroboão se rebelasse, e Deus disse a Salomão que seu filho perderia as dez tribos, devido à desobediência de Salomão ao adorar outros deuses e construir templos de ídolos. Salomão era tão sábio e tão grandioso que achou que não precisava mais obedecer à ordem de Deus de não adorar outros deuses, conforme 1 Reis 11:7-13. Salomão foi o primeiro a ordenar a construção dos templos de ídolos, e as consequências de sua liderança perversa continuariam a assombrar os israelitas até o exílio. Salomão provavelmente não tinha ideia de quão graves e duradouras seriam as consequências de seu pecado.
P: Em 1 Reis 12:22-24, quem fez com que a divisão continuasse?
R: Deus não revelou a Salomão, Roboão, Jeroboão nem a ninguém mais quando a divisão ocorreria; a profecia poderia ter se cumprido no final do reinado de Roboão. Deus não disse a nenhum profeta que a divisão tivesse de continuar; Jeroboão planejou cuidadosamente torná-la permanente. É claro que Deus sabia e permitiu que isso acontecesse.
P: Em 1 Reis 12:25-33, quem causou a idolatria subsequente à divisão?
R: Esse é outro efeito na árvore de causalidade. Uma vez que Jeroboão se rebelou, ele poderia ter dito: “Deus me disse para me rebelar, e eu o fiz; posso confiar em Deus para manter meu reino separado enquanto Ele desejar”. Mas não, Jeroboão sentiu que precisava tomar as rédeas da situação, e seu reino separado não perduraria a menos que ele fizesse o povo mudar de religião e mergulhar na idolatria. Jeroboão provavelmente não era devoto da idolatria dos bezerros de ouro. Em vez disso, ele usou a idolatria simplesmente como um meio para atingir um fim, uma ferramenta para ajudar a manter a divisão. O triste é que a maioria do povo das tribos do norte consentiu em fazer exatamente isso.
P: Em 1 Reis 12:25, Jeroboão morava em Siquém ou em Tirza, como diz 1 Reis 14:12-17?
R: Ou Jeroboão pode ter se mudado, ou — o que é mais comum — reis e príncipes tinham mais de uma residência. Siquém era uma cidade fortificada. Em 1 Reis 14:12-17, Jeroboão e sua esposa se mudaram para Tirza quando seu filho estava doente. Talvez eles achassem que o clima de Tirza fosse melhor para o filho que estava morrendo.
P: Em 1 Reis 12:28-29, por que Jeroboão tinha dois bezerros de ouro?
R: Jeroboão acreditava que, se os israelitas do norte continuassem a adorar em Jerusalém todos os anos, sua lealdade para com ele seria sempre questionável, como mostra 1 Reis 12:27.
O livro “Manual para Resolver Dificuldades da Bíblia”, de hoje, nas páginas 271-272, apresenta uma teoria interessante: que esses bezerros representavam uma adoração falsa ao Deus verdadeiro. Como Baal era frequentemente retratado montado em dois bezerros, e como a arca possuía dois querubins — que poderiam se assemelhar a bezerros —, os dois bezerros davam a impressão de que Deus estivesse montado neles, embora Deus não fosse retratado.
No entanto, essa interpretação não pode estar correta, pois em 1 Reis 12:28, Jeroboão disse: “Eis os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito”; assim, esses bezerros em si eram adorados como deuses, talvez como o bezerro de ouro de Arão. Bezerros e touros eram comumente adorados desde a Ásia Menor até o Egito.
P: Em 1 Reis 12:29, por que Jeroboão escolheu Betel e Dan para colocar os bezerros de ouro?
R: Provavelmente houve duas razões.
Geográfica: Betel ficava na parte sul do reino do norte. Dan ficava no extremo norte. Isso seria mais conveniente para o povo, e Jeroboão provavelmente considerou que isso ajudaria a manter a nação unida.
Tradicional: O livro “Manual para Resolver Dificuldades Bíblicas”, de hoje, nas páginas 270-271, destaca que havia um santuário em Dan há 300 anos, há mais tempo do que os israelitas estavam em Jerusalém. O próprio Abraão havia construído um altar em Betel. Assim, Jeroboão escolheu dois locais que possuíam uma tradição mais antiga de culto religioso israelita do que Jerusalém. Para muitos, a tradição é mais importante do que obedecer ao Deus verdadeiro.
P: Em 1 Reis 12:32, que dia corresponde ao décimo quinto dia do oitavo mês?
R: Seria em meados de outubro-novembro. A Festa dos Tabernáculos (Levítico 23:33-36) ocorria no décimo quinto dia do sétimo mês.
P: Em 1 Reis 12:33-13:7,33, mesmo após esse milagre, por que Jeroboão não se arrependeu?
R: Jeroboão já havia rejeitado publicamente a adoração a Deus e, portanto, seu reino não possuía autoridade alguma fora da adoração idólatra. Quando se segue um caminho perverso, o arrependimento significa voltar atrás nesse caminho. As pessoas podem relutar especialmente em fazer isso quando correm o risco de perder seu poder, influência e, possivelmente, a própria vida, caso admitam que estavam erradas. Esteja sempre disposto a admitir quando estiver errado.
P: Em 1 Reis 13:1-24, por que Deus não apenas permitiu que isso acontecesse, mas enviou deliberadamente um leão para matar um jovem profeta que era obediente, exceto por um único ponto em que foi enganado?
R: Isso parece injusto para um profeta que seguia a Deus, enquanto outros que não transmitiam corajosamente as mensagens de Deus não foram mortos por leões. É injusto. Aparentemente, Deus não se preocupa com que tudo seja imediatamente justo nesta vida. No Dia do Juízo Final, Deus colocará tudo em ordem.
Deus poderia ter impedido que o leão viesse, mas tinha uma mensagem mais importante a transmitir, a qual foi transmitida por meio da morte do profeta. Deus enfatizou que Sua profecia certamente se cumpriria e que essa mensagem vinha de Deus.
P: Em 1 Reis 13:18, por que esse profeta idoso mentiu para o jovem profeta?
R: O profeta idoso enganou tragicamente o jovem profeta porque confiou mais em seu próprio senso natural do que era certo do que nas palavras do jovem profeta. Esse foi um pecado.
Um pecado mais grave é que o profeta idoso apresentou suas próprias opiniões naturais como se fossem a palavra de Deus. Isso é condenado em Provérbios 30:5-6 e 1 Coríntios 4:6.
P: Em 1 Reis 13:18, em que circunstâncias não devemos seguir um verdadeiro profeta de Deus?
R: Balaão era um verdadeiro profeta de Deus, que, em Números 22-24, se vendeu por dinheiro. Da mesma forma, mesmo que alguém seja um crente e até mesmo um verdadeiro profeta, não devemos segui-lo se estiver desobedecendo a Deus ou ensinando algo contrário ao que Deus revelou claramente em Sua palavra.
P: Em 1 Reis 14:1, 12-13, 17, Abias morreu pelos pecados de seu pai, uma vez que Ezequiel 18:14-20 diz que os filhos não devem ser condenados à morte pelos pecados de seus pais?
R: Não. Abias era inocente dos pecados de seu pai, e Deus não tirou sua vida por causa dos pecados de seu pai. Pelo contrário, Abias morreu porque era justo, antes de ser exposto a muitas influências corruptoras, e Abias teria a vida eterna com Deus no céu.
P: Em 1 Reis 14:1, 12-13, 17, por que Deus prometeu que todos os outros filhos de Jeroboão morreriam pelo pecado de Jeroboão, uma vez que Ezequiel 18:14-20 diz que os filhos não devem ser condenados à morte pelos pecados de seus pais?
R: Eles não morreram diretamente pela culpa dos pecados de seu pai, embora, indiretamente, tenham morrido devido às consequências do pecado de seu pai. Não eram pessoas inocentes declaradas culpadas por Deus por algo que não fizeram. Em vez disso, 1 Reis 14:13 diz que apenas Abias possuía alguma bondade em si. Os filhos de Jeroboão morreram por terem escolhido participar dos pecados de Jeroboão. Por meio dos ensinamentos e do exemplo de Jeroboão, eles optaram por fazer dos pecados de Jeroboão os seus próprios.
É algo que nos leva à reflexão contemplar como o livre arbítrio de uma pessoa, por meio da persuasão e do ensino, afeta o livre arbítrio de outra pessoa. Do lado negativo, é triste ver os efeitos que um pai ou modelo de comportamento ímpio exerce sobre os outros. Por outro lado, é bom que um pai ou modelo de comportamento piedoso possa exercer grande influência sobre os outros, levando-os a Deus.
P: Em 1 Reis 14:1, 12-13, 17, por que Deus fez com que Abias, o filho piedoso de Jeroboão, morresse?
R: Deus não parece sentir-se obrigado a nos explicar sempre, no momento, por que faz tudo o que faz. No entanto, podemos observar algumas coisas aqui.
a) Toda a família de Jeroboão seria morta violentamente, e Abias foi poupado disso.
b) Abias ainda era um menino e, caso tivesse sobrevivido, haveria amplas oportunidades para que seus próprios pais, sacerdotes pagãos e outros o corrompessem, ensinando-o a ser “religioso” na religião imoral e baseada no sacrifício de crianças que era a adoração a Baal.
P: Em 1 Reis 14:23, o que exatamente eram os altos?
R: Não se tratava de locais no topo das montanhas. Eram, na verdade, pequenas plataformas de pedras e terra utilizadas no culto a Baal, de acordo com o Manual de Hoje para Resolver Dificuldades Bíblicas, pp. 272-273.
P: Em 1 Reis 14:23, o que eram os asherim?
R: Originalmente, eram objetos — provavelmente postes de madeira — feitos para adorar Acherá. No entanto, também eram utilizados para adorar outros deuses e deusas. O *Manual de Hoje para Resolver Dificuldades Bíblicas* nos adverte que, além do fato de que podiam ser queimados (Deuteronômio 12:3) e derrubados (Êxodo 34:13), não sabemos ao certo se eram postes.
P: Em 1 Reis 14:25-28, o que aconteceu com Bet-Semes?
R: Evidências arqueológicas indicam que Bet-Semes foi destruída por volta da época de Roboão. Isso provavelmente se deveu à invasão de Judá pelo faraó Sisaque, no quinto ano do reinado de Roboão.
P: Em 1 Reis 14:31, o pai de Abias era Roboão, ou era Davi, como diz 1 Reis 15:3?
R: O pai direto de Abias era Roboão. Em hebraico, a palavra “pai” também é usada para designar um antepassado, e Davi era o bisavô de Abias.
P: Em 1 Reis 15:5, como Davi fez tudo certo, exceto no caso de Urias?
R: Isso não significa que Davi fosse perfeitamente sem pecado, exceto por um único pecado. Em vez disso, Davi agiu da seguinte forma:
a) A passividade de Davi em relação a Uza e à arca (2 Samuel 6:3-10)
b) Foi um pai muito negligente (2 Samuel 13:21)
c) Nabal (1 Samuel 25:21-22, 33-34)
d) O censo (2 Samuel 24:2-4; 1 Crônicas 21:2-4)
e) Pecados não especificados de sua juventude (Salmo 25:7)
Na verdade, Davi confiava em Deus desde a juventude e era justo aos olhos de Deus; porém, ser justo significa que ele confiava na misericórdia de Deus, e não que Davi fosse perfeito e isento de pecado. Consulte a discussão sobre 1 Reis 11:4,6 para obter mais informações.
P: Em 1 Reis 15:7, o que são as Crônicas dos Reis de Judá?
R: Não se tratava dos livros de 1 e 2 Reis, mas sim de registros históricos seculares.
P: Em 1 Reis 15:14, como o coração de Asa era perfeito, uma vez que nem todos os altos foram removidos?
R: Asa estava tentando seguir a Deus e procurou remover todos os altos. No entanto, ele não conseguiu removê-los todos. Consulte também a discussão sobre 2 Crônicas 14:3-4 e 15:17 para obter mais informações.
P: Em 1 Reis 15:29, Baasa agiu corretamente ao exterminar toda a casa de Jeroboão?
R: Nada indica que Baasa estivesse certo ao fazer isso. Pelo contrário, havia sido profetizado que ele o faria. Baasa era um rei ímpio, a quem não importava se suas ações agradavam a Deus ou não.
P: Em 1 Reis 16:5, 20, 27, o que são as Crônicas dos Reis de Israel?
R: 1 Reis afirma que Omri é mencionado nelas, e Omri não é mencionado nos livros de 1 e 2 Crônicas. As Crônicas dos Reis de Israel não fazem parte da Bíblia, mas sim registros históricos seculares que não foram preservados até os dias de hoje.
P: Em 1 Reis 16:5, 20, 27, uma vez que as Crônicas dos Reis de Israel e de Judá não eram a palavra de Deus, e uma vez que materiais de fontes seculares como essas foram utilizados na redação da Bíblia, em que momento o conteúdo se tornou a palavra infalível de Deus?
R: Há vários trechos em que fontes não bíblicas foram citadas ou utilizadas na Palavra de Deus. O significado tornou-se a Palavra de Deus quando foi registrado na Palavra de Deus. As palavras em si não são “mágicas”. O que importa é Deus comunicar o significado. Se um registro histórico estiver correto, Deus pode orientar um escritor bíblico a utilizar essa informação.
P: Em 1 Reis 16:11, o que isso significa?
R: Assim que Zimri começou a reinar, ele matou todos os homens da família de Baasa, para que ninguém da dinastia anterior contestasse sua realeza ou iniciasse uma rebelião. A Bíblia não aprova isso, mas ilustra com franqueza o quão cruéis algumas pessoas podem ser.
P: Em 1 Reis 16:31, o que mais sabemos sobre Omri, rei de Israel?
R: A Bíblia de Estudo NIV, p. 508, afirma que não sabemos muito sobre Omri, exceto que ele fundou uma dinastia que durou mais de 40 anos, estabeleceu Samaria como capital e, por meio de seu casamento, introduziu amplamente a adoração a Baal. Os anais de Tiglate-Pileser III chamam Israel de “A terra de Omri” 150 anos depois (732 a.C.). O Guia da Bíblia de Asimov, p. 343, afirma algo semelhante.
P: Em 1 Reis 16:34, Hiel sacrificou seus próprios filhos?
R: Não. Na verdade, esse versículo indica que os meninos simplesmente morreram, e não que tenham sido sacrificados. A profecia de Josué em Josué 6:26 se cumpriu. Pode parecer severo que Deus tenha cumprido Sua palavra nesse caso, mas Deus sempre cumpre Sua palavra, e Hiel foi imprudente ao ignorá-la.
P: Em 1 Reis 16:34, por que algumas pessoas se colocam em situações amaldiçoadas por Deus?
R: Há pelo menos duas razões: ignorância e falta de temor a Deus.
A ignorância pode ser inocente, mas nem sempre o é se a pessoa deliberadamente optou por não aproveitar a oportunidade de aprender o que Deus havia dito. No entanto, qualquer tipo de ignorância quanto ao caminho da verdade é melhor do que conhecer o caminho da verdade e virar as costas para ele, como diz 2 Pedro 2:21-22.
A falta de temor a Deus é saber o que Deus disse, mas ignorá-lo. Ou é não acreditar que Deus existe, ou acreditar que Deus não o impedirá. Na verdade, Deus pode não impedi-lo, mas sempre trará consequências, no dia do julgamento ou também nesta vida.
P: Em 1 Reis 17:3-24, por que Deus realizou esses milagres por meio de Elias?
R: Embora as Escrituras não o digam, podemos observar algumas coisas. Aquele era um período espiritualmente muito sombrio na vida de Judá e de Israel. Podemos perceber o testemunho e o encorajamento que o povo teria após os milagres de Elias, exceto que alguns deles foram realizados de forma bastante secreta.
Mas não deixemos de notar outra razão para os milagres de Elias: essas provações crescentes de fé estavam preparando Elias para seu confronto com os profetas de Baal. Observe também que, no caso de Elias, Deus não respondeu a todas as orações com um “sim”. Elias, que orou para morrer imediatamente, acabou nunca morrendo, conforme 2 Reis 2:11.
P: Em 1 Reis 18, o grupo “profético/yahwista” de Elias tornou-se cada vez mais intolerante em relação a outras formas de adoração, como afirma o cético Guia de Asimov para a Bíblia, p. 344?
R: O que Asimov chama de “grupo” eram os adoradores do Deus verdadeiro. Asimov não apresentou bem seu argumento aqui, pois não possui evidências de que eles tenham se tornado menos tolerantes.
P: Em 1 Reis 18:3-5,7, tratava-se do mesmo Obadias que escreveu o livro de Obadias na Bíblia?
R: Não, não é o mesmo Obadias. O *Believer’s Bible Commentary*, p. 379, e o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 525, afirmam o mesmo. O *Expositor’s Bible Commentary*, volume 7, p. 142, também afirma que é improvável que sejam a mesma pessoa.
P: Em 1 Reis 18:3-16, por que os cristãos, sem motivo real, às vezes temem servos obedientes de Deus, assim como Obadias temia Elias?
R: Obadias temia que Elias desaparecesse e o deixasse “abandonado” e em grande apuro. Os cristãos de hoje podem temer confiar nos outros por duas razões.
1. Podem ter falta de fé em Deus, achando que Ele deixará de zelar por eles e que o outro cristão os deixará desamparados.
2. Podem não confiar no outro cristão, pensando que ele os decepcionará. Às vezes, isso acontece com cristãos imaturos e desobedientes. Chega, porém, um momento em que é preciso confiar em cristãos maduros em certas questões e deixar os resultados nas mãos de Deus.
P: Em 1 Reis 18:19-20, por que o rei ímpio Acabe, que estava tentando capturar Elias, concordaria em convocar uma assembleia a pedido de Elias?
R: Embora Acabe possa ter agido assim por estar desesperado para fazer qualquer coisa que pudesse trazer chuva à terra, há um motivo mais provável: o interesse próprio de Acabe. Acabe percebeu que seu reino estava em risco. Se ele simplesmente matasse Elias e a chuva não caísse, todos poderiam culpar Acabe. No entanto, se Acabe primeiro desse uma oportunidade a Elias e nada acontecesse, então Acabe pareceria ter um bom motivo para executar Elias e tirá-lo do caminho; e, mais importante ainda, Elias seria difamado e se tornaria um bode expiatório conveniente.
P: Em 1 Reis 18:21, deveríamos dizer coisas como “se o Senhor é Deus, sigam-no; mas se outro é Deus, sigam-no”?
R: É aceitável dizer isso. Certa vez, perguntei a um líder da Igreja da Unificação (Moonies) se, hipoteticamente falando, ele descobrisse que o Rev. Moon não era, afinal, enviado por Deus, o que ele faria. Ele imediatamente me perguntou o que eu faria se descobrisse que Cristo não era realmente enviado por Deus. Respondi que sabia que Cristo era de Deus, mas que, se não fosse, eu seguiria a verdade, fosse ela qual fosse. Depois que ele falou por mais algum tempo, lembrei-o da pergunta original, e ele finalmente respondeu: “É desonroso e desrespeitoso sequer questionar o Rev. Moon”.
É difícil dialogar com pessoas que não querem saber a verdade. Então perguntei a ele em que seu grupo diferia do grupo de Jim Jones. Não tenho certeza se disse a coisa certa ou não. De qualquer forma, fui informado de que não era mais bem-vindo lá.
P: Em 1 Reis 18:22, como é que Elias foi o único profeta que sobreviveu, já que Obadias escondeu 150 profetas em 1 Reis 18:13?
R: Na verdade, havia 7.000 pessoas em Israel que não haviam se ajoelhado diante de Baal, mas Elias ainda não sabia disso. Embora Elias tenha se enganado no que disse, a Bíblia registra com precisão o que ele afirmou.
P: Em 1 Reis 18:27, Elias agiu corretamente ao recorrer ao ridículo nessa ocasião?
R: Certamente. Nada na Bíblia diz que os crentes nunca devam recorrer ao ridículo, e Paulo e Jesus utilizaram tanto o ridículo quanto a repreensão severa. Nossa cultura ocidental moderna está passando a acreditar que a crítica negativa, especialmente em relação à religião, é sempre errada, mas essa é apenas uma visão subjetiva moderna. 1 Pedro 3:15-16 diz que devemos sempre ter uma resposta para nossa fé, mas com mansidão e respeito. No entanto, dar resposta pela nossa fé é diferente de repreender, já que o autor deste texto, Pedro, é o mesmo que disse a Simão, o Mago: “Que o seu dinheiro pereça com você”, em Atos 8:20. O equilíbrio é este: por um lado, Pedro falou com muita firmeza contra Simão; por outro, Pedro estava genuinamente preocupado com Simão.
P: Em 1 Reis 18:33-35, de onde Elias conseguiu 12 barris de água durante a seca?
R: Existem nascentes no Monte Carmelo que têm água o ano todo. No entanto, durante uma seca, as nascentes poderiam ter secado. Contudo, o Mar Mediterrâneo ficava a 15 milhas de distância, e sua água seria adequada para extinguir um incêndio comum. Independentemente de onde os israelitas tenham obtido a água, eles já a haviam transportado até o local dos sacrifícios. Como a vala era grande o suficiente para conter dois “seahs” de sementes, a quantidade de água provavelmente era de cerca de 13 quarts.
P: Em 1 Reis 18:40, por que Elias cometeu assassinato? (Essa pergunta foi feita por um ateu.)
R: Por que fazer uma pergunta que já pressupõe a resposta? Elias e os israelitas não assassinaram ninguém. Eles executaram pessoas comprovadamente culpadas de crimes capitais, de acordo com a lei do Antigo Testamento.
De acordo com a Lei do Antigo Testamento, em Deuteronômio 13:13-15; 17:2-5, os idólatras deveriam ser executados, e foi isso que Elias supervisionou. Para os israelitas, sob a lei do Antigo Testamento, a idolatria era tão grave quanto o homicídio.
Se o senhor não concorda com o fato de que o Antigo Testamento prescrevia a execução para os idólatras, não culpe Elias e os israelitas por cumprirem as ordens do Senhor. Em vez disso, a sua dificuldade reside em não aceitar que Deus tem o direito de estabelecer quaisquer leis contra a idolatria que Ele desejar.
P: Em 1 Reis 18:46, por que Elias correu tão longe e tão rápido nesse trecho?
R: A distância aqui era de 20 a 25 milhas, o que equivale aproximadamente a uma maratona. Elias provavelmente estava em boa forma, mas o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 527, ressalta que isso só foi possível graças à energia concedida por Deus. Lembre-se de que o soldado grego que correu a distância de uma maratona para anunciar aos atenienses a derrota dos persas morreu de exaustão logo após entregar sua mensagem.
P: Em 1 Reis 19:2, por que Jezabel enviaria um mensageiro a Elias para avisá-lo de que seria morto, em vez de simplesmente enviar soldados para matá-lo?
R: Poderia ser por duas razões.
1. Elias era agora um herói, por ter trazido a chuva. Não seria bem visto pela monarquia matar Elias quando ele era tão popular entre o povo. O povo poderia matar Acabe e Jezabel, assim como matou os profetas de Baal.
2. Ao ameaçar Elias, se ele entrasse em pânico e fugisse (o que de fato aconteceu), isso o desacreditaria ou, pelo menos, o tiraria do centro das atenções do povo.
Muitas vezes, os líderes governamentais precisam agir de tal maneira a fim de manter a popularidade junto ao povo, para que possam permanecer no poder.
P: Em 1 Reis 19:5-21, o que Deus fez para restaurar Elias depois que ele ficou exausto?
R: Deus fez sete coisas.
1. Ele concedeu sono a Elias.
2. Alimentou Elias com comida.
3. Ouviu pacientemente suas queixas, que devem ter parecido muito insignificantes aos olhos de Deus.
4. Deus proporcionou a Elias uma nova e revigorante visão de Si mesmo.
5. Deus consolou Elias, mostrando-lhe que ele não estava sozinho.
6. Deus deu a Elias um propósito e uma missão.
7. E o mais importante: Elias sentiu especialmente a presença de Deus.
Às vezes, os cristãos de hoje precisam dessas sete coisas quando se sentem esgotados.
P: Em 1 Reis 20, por que Deus ajudou um rei ímpio?
R: Às vezes, as pessoas pensam que estão em uma situação complicada, mas, frequentemente, Deus lida com situações ainda mais complicadas. Acabe era um rei ímpio que governava um povo que, em sua maioria, era ímpio, mas que contava com um remanescente piedoso. A Síria não possuía nenhum remanescente piedoso, e 1 Reis 20:28 mostra que uma derrota naquele momento demonstraria ao mundo que Deus não era todo-poderoso. Deus não queria que Acabe fosse totalmente bem-sucedido, mas também não queria que Israel fosse destruído ainda, nem que se submetesse aos sírios.
P: Em 1 Reis 20:18-19, qual é o significado disso?
R: Ben-Hadade, que estava embriagado naquele momento, pensou que os guerreiros que saíam eram apenas alguns, por isso ordenou aos sírios que os capturassem vivos, talvez para usá-los como escravos. Como deveriam ser capturados vivos, os arqueiros sírios não atirariam neles.
P: Na verdade, 1 Reis 20:22 soa semelhante ao que o general puritano Oliver Cromwell disse certa vez: “Confie em Deus e mantenha sua pólvora seca”. Em que sentido isso é verdade e em que sentido é falso?
R: Oliver Cromwell era semelhante a Jeú, na Bíblia. Cromwell era um cristão que levava muito a sério a busca a Deus, mas utilizava meios ímpios e cruéis. De qualquer forma, para responder a essa pergunta, os crentes devem estar bem preparados para servir a Deus, seja com pólvora ou com outros meios. No entanto, devemos ter o cuidado de confiar em Deus e não em nossa pólvora ou em nossos próprios preparativos. Um bom exemplo disso é o pequeno exército de Gideão, em Juízes 7.
P: Em 1 Reis 20:23,28, por que os sírios diriam que os deuses israelitas (no plural) são apenas deuses das colinas?
R: Os sírios lutavam com carruagens, que eram mais eficazes nas planícies. Os israelitas já haviam derrotado os sírios, mas apenas nas colinas. O povo de Deus derrotou os sírios quando tinha a vantagem do terreno, mas Deus iria demonstrar que Seu povo poderia derrotá-los mesmo quando o terreno fosse desfavorável.
Aparentemente, os sírios se referiram a “deuses” (no plural) porque sabiam pouco sobre o verdadeiro Deus de Israel. Tudo o que sabiam era que muitos israelitas praticavam a idolatria.
P: Em 1 Reis 20:24, por que Ben-Hadade substituiu os reis por comandantes?
R: Isso não significa que os reis sob o comando de Ben-Hadade não governassem mais. Significa, ao contrário, que os reis politicamente importantes foram afastados da liderança do exército, e soldados profissionais assumiram seu lugar.
P: Em 1 Reis 20:26, trata-se da mesma Afeca onde os filisteus lutaram 200 anos antes, em 1 Samuel 4:1?
R: Não, o Afec de 1 Reis 20:26 fica a cerca de quatro milhas a leste do Mar da Galiléia, a meio caminho entre Samaria e Damasco, de acordo com a Bíblia de Estudo NIV, p. 516, a Nova Bíblia de Estudo de Genebra, pp. 383, 509, e a Bíblia de Estudo Nelson, p. 601. A vila moderna de Fik fica nesse local. O *Asimov’s Guide to the Bible*, pp. 348-349, também apresenta informações semelhantes.
P: Em 1 Reis 20:29-30, como 127.000 sírios puderam ser mortos em tão pouco tempo?
R: Embora grupos densos de arqueiros possam ter sido parcialmente responsáveis, deve ter havido um cerco ou outra armadilha para matar tantos sírios. Além disso, chuva, lama ou um rio poderiam ter sido um obstáculo letal para os sírios.
P: Em 1 Reis 20:29-34,42, por que Acabe agiu errado ao ser misericordioso com Ben-Hadade?
R: Foi errado demonstrar misericórdia para com líderes impenitentes, que ainda desejavam destruir o povo de Deus.
P: Em 1 Reis 20:34, como o rei Acabe passou a ter ruas em Damasco?
R: Depois que Acabe derrotou Ben-Hadade, de Damasco, uma das condições da paz era que Acabe pudesse ter uma “zona comercial” onde os mercadores israelitas pudessem comprar e vender, presumivelmente sem pagar impostos a Ben-Hadade.
P: Em 1 Reis 20:35-36, por que o homem foi morto por se recusar a ferir um profeta de Deus?
R: Ferir verdadeiros profetas de Deus não era algo que os crentes normalmente deveriam fazer. No entanto, quando um profeta reconhecido como verdadeiro dava uma ordem e o outro se recusava a obedecer, isso era errado. Não somos chamados a fazer sempre o que é costumeiro e típico, mas sim a obedecer sempre ao Senhor.
P: Em 1 Reis 20:37-42, por que o profeta precisava ser ferido?
R: O profeta precisava ser ferido para se disfarçar, de modo que o rei pensasse que ele era um soldado e não o reconhecesse como profeta. Se ele não estivesse ferido, surgiria a pergunta sobre por que ele não estava com os outros soldados.
P: Em 1 Reis 20:42, de que forma Acabe pecou ao libertar Ben-Hadade?
R: Pode ter sido porque Acabe não consultou o Senhor ou porque violou uma revelação anterior, não registrada. Acabe violou as regras da guerra santa ao submeter Israel a uma potência estrangeira.
P: Em 1 Reis 21:3-4, por que Nabote se recusou a vender sua vinha, já que ele lucraria financeiramente com isso?
R: Para Nabote, tratava-se de uma questão moral de obediência a Deus. Os israelitas receberam a ordem de não abrir mão de suas terras ancestrais em Levítico 25:23-28 e Números 36:7, e Nabote desejava obedecer a Deus.
P: Em 1 Reis 21:19, os cães lamberam o sangue de Acabe no local onde Nabote foi assassinado, ou lamberam o sangue de Acabe junto ao lago de Samaria, como diz 1 Reis 22:37-38?
R: Não há motivo para que não tenham sido as duas coisas. Nabote morava bem próximo ao palácio, que ficava em Samaria. Nabote foi acusado em um local público, que poderia ter sido próximo à Piscina de Samaria, na cidade. A piscina era o local onde a carruagem de Acabe era lavada.
P: Em 1 Reis 21:20,25, como alguém “se vende para praticar o mal”?
R: Acabe se vendeu; embora reconhecesse, de certa forma, Elias e seu Deus, continuava praticando o mal, vendendo-se ao dinheiro e ao poder ao persistir na adoração a Baal. Acabe pode parecer um homem inconsistente, mas era consistente em tentar fazer o que parecia ser melhor para si mesmo. Muitas pessoas hoje podem parecer morais, boas e até mesmo cristãs, mas o verdadeiro teste é se elas continuam assim quando isso não parece ser do seu interesse.
P: Em 1 Reis 21:29, por que Acabe se humilhou nessa ocasião?
R: Acabe se humilhou genuinamente porque sabia que havia ultrapassado os limites da decência e, pelo menos em parte, acreditava que Elias vinha de Deus. Acabe era um homem vacilante, e as pessoas vacilantes são mencionadas também em Tiago 1:7-8 e 2 Pedro 2:20-22.
P: Em 1 Reis 22, qual foi o Livro da Lei que foi encontrado?
R: Pode ter sido o livro de Deuteronômio, mas muito provavelmente era a Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. Consulte “735 Perguntas Bíblicas Intrigantes Respondidas”, pp. 130-131, para obter uma resposta mais detalhada.
P: Em 1 Reis 22:6-7, por que Jeosafá se aliou ao rei ímpio Acabe?
R: Embora as Escrituras não o mencionem, podemos observar alguns detalhes específicos e especular sobre o motivo geral.
a) Acabe era um adorador perverso de Baal, mas depois que Jezabel mandou matar Nabote, Elias repreendeu Acabe, e 1 Reis 21:27 mostra que Acabe rasgou suas vestes (um sinal de profundo arrependimento). No entanto, um arrependimento possivelmente temporário por uma ação não significa necessariamente que a pessoa tenha se voltado para Deus. Contudo, Jeosafá pode simplesmente ter sido otimista nessa ocasião.
b) Anteriormente, ocorreram terríveis batalhas entre Judá e Israel, e Jeosafá não queria ver mais guerra civil entre o povo de Deus.
c) Havia inimigos poderosos ao redor, desde o reino egípcio/etíope até os sírios e os assírios. De acordo com a revista *Biblical Archaeology Review*, janeiro/fevereiro de 1991, p. 54, Salmanasar relatou que Acabe, com suas 2.000 carruagens, possuía mais carruagens do que qualquer outro dos aliados que lutavam contra a Assíria na batalha de Qarqar, em 853 a.C.
Em geral, Jeosafá tinha o cuidado de seguir a Deus, mas este trecho e 2 Crônicas 19:2; 20:35 indicam que Jeosafá era bastante descuidado ao fazer alianças com reis idólatras.
P: Em 1 Reis 22:20-23, Deus envia mentiras?
R: Essa passagem responde com muita precisão a essa pergunta. Deus não mente. No entanto, Deus não apenas permite que haja mentirosos, como também os utiliza, enviando espíritos mentirosos para cumprir Sua vontade, que, neste caso, é a queda de um rei ímpio.
Romanos 8:28 diz que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem, não apenas as coisas boas. Efésios 1:11, da mesma forma, diz que Deus realiza tudo de acordo com Seu plano. Deus chega até a usar homens violentos e ímpios para Seus próprios fins em Habacuque 1:6-13. Veja também a discussão sobre Provérbios 16:4 para mais informações.
P: Em 1 Reis 22:48, por que os navios de Jeosafá foram destruídos em Eziom-Geber?
R: Jeosafá não deveria ter se disposto a fazer parceria com Acazias. Os navios foram destruídos como castigo a Jeosafá e, após isso, Deus também não se dispôs a permitir que Jeosafá comercializasse por conta própria.
P: Em 1 Reis 22:48, Josafá estava disposto a fazer parceria com Acazias, ou não estava, como diz 1 Reis 22:49?
R: Ambas as afirmações são verdadeiras, mas em momentos diferentes. Josafá estava inicialmente disposto. No entanto, seja depois que o profeta Eliezer repreendeu Josafá, seja após a destruição da frota, Josafá deixou de estar disposto. Se Josafá ainda estivesse disposto, ele poderia ter tentado reconstruir a frota, mas não o fez.
P: Em 1 Reis e 2 Reis, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) três cópias distintas. O livro *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 30. O *Wycliffe Bible Dictionary*, pp. 436-438, afirma que há quatro cópias distintas.
No total, estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto os seguintes 57 versículos, de um total de 816 versículos de 1 Reis (7,0%).
1 Reis 1:1, 16-17, 27-37; 3:12-14; 7:20-21, 25-27, 29-42, 51; 8:1-9, 16-18; 12:28-31; 22:28-31.
Áquila, o judeu, fez uma tradução grega do Antigo Testamento. Independentemente de Orígenes tê-la copiado na hexapla (da qual apenas temos fragmentos preservados), dispomos apenas de cópias da tradução de Áquila de 1 Reis 20:7-17 e 2 Reis 23:12-27.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo 1 e 2 Reis.
O Vaticanus (325-350 d.C.) contém a totalidade de 1 e 2 Reis
Nenhum versículo de 1 ou 2 Reis está preservado no Sinaítico.
O Alexandrinus (c. 450 d.C.) contém a totalidade de 1 e 2 Reis.
P: Quais escritores antigos se referiram a 1 Reis?
R: Os escritores pré-nicenos que fizeram referência ou alusão a versículos de 1 Reis são:
Filo, o judeu de Alexandria (15/20 a.C.-50 d.C.), refere-se a 1 Reis 17:10,18 em sua obra *Sobre a Imutabilidade de Deus*, p. 169.
Clemente de Roma (96-98 d.C.) faz alusão a 1 Reis 18:8, etc.: “Por inveja, Davi sofreu o ódio não apenas dos estrangeiros, mas também foi perseguido por Saul, rei de Israel.” 1 Clemente, cap. 4, p. 6
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) cita 1 Reis 19:14, 18 como “disse Elias”. Diálogo com Trifão, o judeu, cap. 39, p. 214.
Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) refere-se aos “Quatro livros dos Reinos” [1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis] entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo. Sobre a Páscoa, p. 72. Preservado na História Eclesiástica de Eusébio, livro 4, cap. 26.
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita 1 Reis 18:36 na obra “Contra as Heresias”, livro 3, capítulo 6.3, p. 419
Irineu, em *Contra as Heresias*, livro 3, cap. 27.1, p. 499, cita 1 Reis 11:1.
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) 1 Reis 8:27 “Salomão, filho de Davi, nos livros intitulados ‘Os Reinados dos Reis’, compreendeu não apenas que a estrutura do verdadeiro templo era celestial e espiritual, mas também que havia uma referência à carne, que Aquele que era tanto o filho quanto o Senhor de Davi deveria edificar, … Será que Deus realmente habitará com os homens na terra?” Fragmento de Nicéforo de Constantinopla citando Clemente de Alexandria contra os judaizantes. p. 584
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) cita metade de 1 Reis 19:6. O Instrutor, livro 3, cap. 7, p. 281
Tertuliano (198-220 d.C.) refere-se a Elias e à viúva em 1 Reis 17:7-16 como “o terceiro livro dos Reis”. Cinco Livros Contra Marcião, livro 4, cap. 21, p. 381
Hipólito (222-235/6 d.C.) cita 1 Reis 3:12 em “Comentário sobre Provérbios”, p. 172
Orígenes (225-254 d.C.) escreveu comentários sobre Romanos, Gênesis, Êxodo, Levítico, Josué, 1 Reis, Jeremias e Lucas
Orígenes (225-254 d.C.): “ou quando é feita menção, no terceiro livro dos Reis, à doença do filho de um rei”. Orígenes, Contra Celso, livro 1, cap. 36, p. 412
Orígenes (225-254 d.C.) refere-se a 2 Reis 4:17, chamando-o de “o quarto livro dos Reis” (1 e 2 Samuel eram às vezes chamados de 1 e 2 Reis). Isso implica a existência de um terceiro livro dos Reis. Orígenes, Contra Celso, livro 8, cap. 46, p. 656
Tratado sobre o Rebatismo (c. 248-258 d.C.) “Além disso, também no livro de Juízes e nos livros dos Reis, observamos… Gotoniel [Otoniel/Othniel], Gideão, Jefté, Sansão, Saul, Davi e muitos outros.” cap. 15, p. 676
Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita 1 Reis 19:10, referindo-se a ele como 3º Reis. (1 e 2 Samuel são por vezes conhecidos como 1 e 2 Reis). Os Tratados de Cipriano, Tratado 12, Primeiro Livro, cap. 2, p. 508
Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.) faz alusão a 1 Reis 4:32 no Fragmento Exegético 1, p. 111
Sétimo Concílio de Cartago (85 bispos) (258 d.C.) cita trechos de 1 Reis 18:21: “Está escrito: ‘Ou o Senhor é Deus, ou Baal é Deus’”. Palavras proferidas por Pelaginaus de Luperciana, p. 570
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) refere-se a 1 Reis 19:4, chamando-o de “Escritura”. *O Banquete das Dez Virgens*, Discurso 10, cap. 3, p. 349. Ele não faz referência a nenhum outro versículo de 1 Reis.
Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) cita 1 Reis 19:10 como “no terceiro livro dos Reis”. *As Instituições Divinas*, livro 4, cap. 11, p. 109.
Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) cita 1 Reis 9:6-9, que também corresponde a 1 Crônicas 7:19-22, em *As Instituições Divinas*, livro 4, cap. 18, p. 121.
Após Nicéia
Afraate, o Sírio (337-345 d.C.) (alusão)
Atanásio (367 d.C.) menciona “Os quatro livros dos reis” ao enumerar os livros do Antigo Testamento. Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.
Efraim, o Sírio (350-378 d.C.)
Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.) (alusão)
Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)
Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.)
Gregório de Nanzianzo (330-391 d.C.) (alusão)
Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.) (alusão)
Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) O Panarion
João Crisóstomo (falecido em 407 d.C.) cita 1 Reis 19:14 como “Escritura” em Homilias sobre Romanos, Homilia 18, p. 482
Sulpício/Sulpício Severo (historiador) (363-420 d.C.) menciona 1 Reis como o Terceiro Livro dos Reis em História, livro 1, cap. 40, p. 90
Concílio de Cartago (393-419 d.C.)
Orosius/Hosius de Braga (414-418 d.C.) faz alusão a 1 Reis 21:1-16 em *Defesa contra os Pelagianos*, cap. 8, p. 125
Rufino (374-406 d.C.)
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.)
Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) (alusão)
João Cassiano (419-430 d.C.)
Teodoreto de Ciro (423-458 d.C.) cita metade de um versículo de 1 Reis.
Leão I de Roma (440-461 d.C.)
Após Nicéia, há também outros escritores.
P: Em 1 Reis, quais são as diferenças na ordem dos versículos entre o texto hebraico e a Septuaginta grega?
R: Tomando o texto massorético hebraico como padrão, eis a ordem dos versículos na Septuaginta grega.
1:1-2:35; 3:1 (3:1 contém material adicional)
2:36-46; (2:46 contém material adicional)
3:2-28
4:1-16; 4:18-19; 4:17; 4:27-28; 4:22-24; 4:29-34; (4:34 contém material adicional)
5:1-16; 5:18; 6:1; 5:17-18
6:36; 6:2-10; 6:15-17; 6:19-22; 6:23-31; 6:34-36; 7:15-18; 7:21; 7:19; 7:23-25; 7:27-45; 7:47; 7:46; 7:48-51
7:1-12
8:1-3
8:5-11
8:14-66; (8:53 contém 39 palavras gregas de material adicional)
9:1-14; 9:26-28; (9:22 contém material adicional)
10:1-29
11:3a; 11:1-2; 11:4; 11:3b; 11:7-8; 11:6; 11:9-22 (11:22 contém material adicional)
11:26-38 (11:38 contém material adicional) 11:40-44
12:1; 12:3-16 (12:16 contém material adicional) 12:18-24
(12:24 contém um capítulo inteiro de material adicional)
12:25-13:26; 13:28-34
14:21-15:5; 13:7-31; 13:33-34
16:1-28 (16:28 contém material adicional)
16:29-20:29;
21:1-29; 20:30-43; 22:1-46; 22:51-54
P: Em 1 Reis, quais são algumas das diferenças de tradução entre o texto massorético hebraico e a Septuaginta grega?
R: Consulte a pergunta anterior para conhecer as diferenças na ordem dos versículos. Há um grande número de diferenças de tradução; aqui estão aquelas mencionadas em várias traduções, além de todos os detalhes do capítulo 8. Salvo indicação em contrário, a primeira leitura é do texto massorético hebraico, e a segunda é da tradução grega da Septuaginta do Antigo Testamento.
1 Reis 1:25 “os comandantes” vs. “o comandante”
1 Reis 1:48 “um” vs. “um dos meus descendentes”
1 Reis 3:1 Grande variação do final do capítulo 2 até 3:1 na Septuaginta.
1 Reis 4:26 “40.000” vs. “4.000” (um manuscrito. Consulte a discussão sobre este versículo)
1 Reis 5:3 “meus pés” (hebraico) vs. “seus pés” (hebraico, Septuaginta, Targumim, Vulgata)
1 Reis 5:11 “20 cors de azeite batido” (textos massoréticos, Targum, Vulgata) versus “20.000 cors de azeite batido” (Septuaginta, siríaco) (O hebraico provavelmente está incorreto aqui)
1 Reis 5:16 “3.300 capatazes” vs. “3.600 capatazes” (Septuaginta, Targum, Vulgata) 2 Crônicas 2:2 também menciona 3.600 capatazes
1 Reis 5:17 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
1 Reis 6:1 “480º ano” vs. “440º ano”
1 Reis 6:6 “estrutura mais baixa” vs. “andar mais baixo”
1 Reis 6:8 “meio” (textos massoréticos) versus “inferior” (Septuaginta)
1 Reis 6:10 “toda a casa” vs. “toda a casa, cada andar”
1 Reis 6:11 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
1 Reis 7:1-12: esses versículos estão localizados no final do capítulo 7 na cópia do Vaticano.
1 Reis 7:7 “do chão ao chão” vs. “do chão ao teto” (siríaco e Vulgata)
1 Reis 7:17 “sete” vs. “uma rede”
1 Reis 7:18 “fez as colunas, e havia duas fileiras” (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “fez romãs em duas fileiras” (dois manuscritos hebraicos e a Septuaginta)
1 Reis 7:18 “romãs” (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “colunas” (muitos manuscritos hebraicos e o siríaco)
1 Reis 7:26 “Tinha capacidade para 2.000 bates” vs. (ausente). (2 Crônicas 4:5)
1 Reis 8:1 “Então Salomão reuniu” vs. “E aconteceu que, quando Salomão terminou de construir a casa do Senhor e a sua própria casa, após vinte anos, então o rei Salomão reuniu”
1 Reis 8:1 “todos os chefes das tribos, os chefes das famílias dos filhos de Israel, perante o rei Salomão em Jerusalém” vs. “todos os anciãos de Israel em Sião,”
1 Reis 8:2 “E todos os homens de Israel se reuniram perante o rei Salomão, no mês de Etanim, na festa, que é o sétimo mês” vs. “no mês de Atanin.”
1 Reis 8:3 “E entraram todos os anciãos e os sacerdotes” vs. “E os sacerdotes”
1 Reis 8:4 “e trouxeram a arca do Senhor, a tenda da congregação e todos os vasos sagrados que estavam na tenda, os quais os sacerdotes e os levitas trouxeram.” vs. “e a tenda do testemunho, e os utensílios sagrados que estavam na tenda do testemunho.”
1 Reis 8:5 “E o rei Salomão e toda a multidão de Israel que se reunira com ele estavam diante da arca, sacrificando ovelhas e bois, cujo número era tão grande que não podia ser contado nem calculado.” vs. “E o rei e todo o Israel estavam diante da arca, sacrificando ovelhas e bois em número incontável.”
[saltando para 1 Reis 8:22]
1 Reis 8:22 “ficou em pé… céu” vs. “levantou-se… céus”
1 Reis 8:23 “Jeová… servos… ali” vs. “Senhor Deus… servo… dele”
1 Reis 8:24 “você falou com ele, sim, você” vs. “você”
1 Reis 8:26 “estabeleceu. Eu Te imploro. A Tua palavra que falaste ao Teu servo, meu pai Davi.” vs. “confirmou.”
1 Reis 8:27 “habitar” vs. “habitar com os homens”
1 Reis 8:27 “construí” vs. “construí para o teu nome”
1 Reis 8:28 “Contudo, o Senhor se afastou” vs. “Contudo, ó Senhor, Deus de Israel, o Senhor olhará”
1 Reis 8:28 “súplica, ó Jeová, meu Deus, para que ouças” vs. “pedido, para que ouças”
1 Reis 8:29 “Seus olhos [estão] abertos” vs. “que os teus olhos estejam abertos”
1 Reis 8:29 “lugar” vs. “lugar dia e noite”
1 Reis 8:30 “[ouvirá] e perdoará” vs. “fará e será misericordioso”
1 Reis 8:31 “Se algum homem pecar” vs. “Quaisquer transgressões que alguém cometa”
1 Reis 8:33 “inimigo, quando pecarem contra Ti” vs. “inimigos, porque pecarão contra ti”
1 Reis 8:35 “céus… afligidos” vs. “céu… humilhado”
1 Reis 8:36 “perdoe… servos” vs. “seja misericordioso… servo”
1 Reis 8:37 “peste, praga” vs. “morte, pois haverá praga”
1 Reis 8:37 “gafanhoto devastador; quando seu inimigo o afligir na terra [nas] suas portas; qualquer praga, qualquer doença” vs. “se o inimigo os oprimir em [qualquer] uma de suas cidades, [no que diz respeito a] toda calamidade, toda aflição”
1 Reis 8:37 “na terra de suas cidades” vs. “em qualquer de suas cidades”
1 Reis 8:38 “homem de todo o seu povo de Israel” vs. “homem”
1 Reis 8:39 “perdoe” vs. “seja misericordioso”
1 Reis 8:40 “que tema” vs. “temerá”
1 Reis 8:41 “povo de Israel, e que tenha vindo de uma terra distante por causa do Teu nome” vs. “povo”
1 Reis 8:42 “pois ouvirão falar do Teu grande nome, da Tua mão poderosa e do Teu braço estendido — e ele terá entrado e orado voltado para esta casa” vs. “quando vierem e orarem voltados para este lugar”
1 Reis 8:44 “seu inimigo” vs. “seus inimigos”
1 Reis 8:45 “defender a causa deles” vs. “fazer justiça por eles”
1 Reis 8:46 “irar-se-á contra eles e os entregará” vs. “e tu os trarás e os entregarás”
1 Reis 8:47 “levados cativos e se arrependerem” vs. “levados cativos”
1 Reis 8:49 “então ouvireis a oração e a súplica deles no céu, vossa morada, e defendereis a causa deles” vs. “então ouvireis do céu, vossa morada estabelecida”
1 Reis 8:50 “perdoe” vs. “seja misericordioso”
1 Reis 8:52 “Pois os teus olhos estarão abertos” vs. “E que os teus olhos e os teus ouvidos sejam abertos”
1 Reis 8:53 “Senhor Jeová” vs. “Senhor Deus. Então Salomão falou a respeito da casa, quando terminou de construí-la — ele manifestou o sol no céu: o Senhor disse que habitaria nas trevas: constrói a minha casa, uma bela casa para que você mesmo nela habite novamente. Eis que isso não está escrito no livro do cântico?” (39 palavras gregas a mais)
1 Reis 8:56 “Jeová” vs. “Senhor, neste dia”
1 Reis 8:57 “Jeová, nosso Deus, está conosco… Ele não o fará” vs. “Que o Senhor, nosso Deus, esteja conosco… Que Ele não o faça”
1 Reis 8:58 “inclinar-se” vs. “para que Ele se volte”
1 Reis 8:59 “palavras” vs. “minhas palavras”
1 Reis 8:59 “povo de Israel, o assunto de cada dia em seu dia” vs. “povo de Israel, uma palavra de um dia de um ano” (Aparentemente, ambas eram expressões idiomáticas que significavam “para sempre”)
1 Reis 8:60 “Pois todos… sabem” vs. “Para que todos… saibam”
1 Reis 8:61 “seu coração” vs. “nossos corações”
1 Reis 8:62 “todo o Israel” vs. “todos os filhos de Israel” (a expressão “filhos” aqui refere-se a descendentes, não a crianças pequenas)
1 Reis 8:65 “E naquela época, Salomão” (Masorético) vs. “E Salomão” (Septuaginta)
1 Reis 8:65 “sete dias e mais sete dias, quatorze dias” (Masorético) vs. “sete dias” (Septuaginta)
1 Reis 9:3 “Eu santifiquei” (Masorético) vs. “Fiz por ti conforme toda a tua oração: eu santifiquei” (Septuaginta)
1 Reis 9:8 “tornar-se-á elevada” (Masorética) vs. “um monte de ruínas” (Siríaca, Latim Antigo/Itálico)
1 Reis 9:25 “oferecendo incenso com o que havia” (Masorético) vs. “oferecendo incenso” (Septuaginta)
1 Reis 10:8 “homens” (Masorético) vs. “esposas” (Septuaginta, Siríaco)
1 Reis 11:26 “ele conduziu” (Masorético) vs. “ele posicionou” (Septuaginta, Siríaco, Targum, Vulgata)
1 Reis 11:33 “eles têm” (Masorético, Targums) vs. “ele tem” (Septuaginta, Siríaco, Vulgata)
1 Reis 12:2 “morava no Egito” (textos massoréticos) vs. “retornou do Egito” (Septuaginta, Vulgata)
1 Reis 12:18 “Casa de Adoram” (textos massoréticos) vs. “Casa de Davi” (algumas versões da Septuaginta e do siríaco)
1 Reis 12:28 “a eles” (Masorético) vs. “ao povo” (Septuaginta)
1 Reis 12:30 “o povo seguiu aquele até Dan” (Masorético) vs. “o povo seguiu aquele até Dan e abandonou a casa do Senhor” (Septuaginta)
1 Reis 12:31 “uma casa” (Masorético) vs. “casas” (Septuaginta, Vulgata)
1 Reis 13:12 “viu o caminho” vs. “mostrou-lhe”
1 Reis 13:27 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
1 Reis 13:29 “ele chegou à cidade do velho profeta” vs. “ele chegou à cidade”
1 Reis 14:1-20 Esses versículos vêm após 12:24 na cópia do Vaticano.
1 Reis 14:3 “pão” (Masorético) vs. “doces” (Targum) vs. “bolos de passas” (Septuaginta)
1 Reis 14:31; 15:1,6 “Abijam” (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “Abijah” (dez manuscritos hebraicos) vs. “Abiou/n” (Septuaginta) (O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 418, afirma que Abijah pode ser o nome de coroação, enquanto Abijam pode ter sido seu nome pessoal [de nascimento].)
1 Reis 15:32 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
1 Reis 17:1 “dos colonos em Gileade” vs. “da [cidade de] Tisbe, em Gileade”
1 Reis 20:6 “o que for do seu agrado” vs. “o que for do agrado deles”
1 Reis 21:23 “a muralha de” (a maioria dos manuscritos hebraicos, Septuaginta) vs. “o terreno em” (alguns manuscritos hebraicos, Vulgata, Targumim, siríaco)
1 Reis 22:38 “quando lavaram sua armadura” (textos massoréticos, Targumim, siríaco) vs. “e as [mulheres de má reputação] se banharam no sangue”
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton de The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.