< Pergunta bíblica sobre 2 Reis

P: Em 2 Reis 1:2, por que Acazias enviou mensageiros a Ecrom para consultar Baal-Zebub, se havia muitos adoradores de Baal em Judá?

R: Ecrom, na Filístia, ficava, na verdade, muito próxima de Samaria, a apenas cerca de 40 milhas de distância. Pode-se dizer que era próxima demais, já que Ecrom era um importante centro de adoração a Baal. Além disso, os reis costumam ter rivais e inimigos, e talvez Acazias quisesse manter em segredo tanto seu acidente quanto sua consulta a Baal.

P: Em 2 Reis 1:9-15, por que aqueles 100 homens morreram?

R: Os soldados leais estavam apenas cumprindo ordens. Eles obedeceram ao seu capitão, que não tinha respeito por Deus nem por Elias, ordenando que Elias descesse [ou então...]. Quando alguém faz parte de um grupo maligno e está apenas cumprindo ordens, sofre as consequências de sua lealdade depositada de forma imprudente.

P: Em 2 Reis 2:9, por que Eliseu pediu uma porção dupla?

R: Provavelmente, isso não significa que Eliseu tenha pedido para ser duas vezes mais importante que Elias. Em vez disso, Eliseu via Elias como um pai. Quando um pai morria, normalmente cada um de seus filhos recebia uma porção, exceto o filho mais velho (ou aquele designado com o direito de primogênito). Esse filho recebia uma porção dupla, e era isso que Eliseu estava pedindo.

P: Em 2 Reis 2:12, por que Eliseu chamou Elias de pai, já que Jesus disse em Mateus 23:9 para não chamarem ninguém de pai?

R: Independentemente de ser isso o que Jesus proibiu, Eliseu disse isso centenas de anos antes de Jesus dar essa ordem. Por meio de seus ensinamentos, sabedoria e presença próxima, Elias era como um pai para Eliseu. Isso não significa, porém, que Elias fosse seu pai biológico.

P: Em 2 Reis 2:23-24, o que exatamente diz o hebraico neste trecho?

R: Há três palavras-chave em hebraico aqui:

Falar mal de: A palavra hebraica para “amaldiçoar” aqui não é herem, que significa “dedicar à destruição”, mas qalal, que significa “falar mal de”.

Atacou: O urso “devorou” os 42 jovens, o que implica que eles foram mortos.

Jovens: O hebraico se refere a um jovem de 17 anos, como José (Gênesis 37:2), crianças mais novas ou homens de até cerca de 20 anos.

P: Em 2 Reis 2:23-25, por que aqueles 42 jovens foram atacados por ursos?

R: Há dois pontos a serem considerados na resposta. Ao contrário do que alguns ateus têm afirmado, Eliseu não é responsável pelos ursos. Eles foram enviados diretamente por Deus. A palavra hebraica para “jovem” pode incluir pessoas de 20 anos, e os jovens aparentemente formavam uma gangue. A palavra “jovem” aqui pode significar uma criança pequena (2 Reis 5:14), mas é a mesma palavra usada para se referir a José aos 17 anos (Gênesis 37:2) e aos homens treinados do exército de Abrão (Gênesis 14:24). Ursos ferozes, da espécie Ursus syriacus, eram comuns na Palestina naquela época.

P: Em 2 Reis 3:1, Jeorão tornou-se rei de Israel no 18º ano de Josafá de Judá, ou no segundo ano de Jeorão, filho de Josafá, conforme 2 Reis 1:17?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras, considerando-se que os reis praticavam a corregência. Isso ocorreu em 852 a.C., que era o 18º ano do reinado exclusivo de Josafá, que teve início em 870/869 a.C., e Jeorão, filho de Josafá, começou a reinar em 854/853 a.C.

P: Em 2 Reis 3:4, que evidências arqueológicas temos sobre o rei Mesha de Moabe?

R: A pedra moabita (850 a.C.) corrobora a invasão de Moabe por Jeorão.

Nela está escrito: “Eu sou Mesha, filho de Quemos (o deus moabita), rei de Moabe... Meu pai foi rei de Moabe por trinta anos e eu me tornei rei após meu pai; e construí este santuário para Quemos em Qerihoh [Kir-Haraseth, a capital], um santuário de refúgio; pois ele me salvou de todos os meus opressores e me deu domínio sobre todos os meus inimigos. Omri era rei de Israel e oprimiu Moabe por muitos dias, pois Quemosh estava irado com sua terra. E seu filho o sucedeu e também disse: ‘Oprimirei Moabe’. Em meus dias, ele disse isso; mas eu levei a melhor sobre ele e sua casa; e Israel pereceu para sempre… “Mandei cavar as valas de Qerihoh por prisioneiros israelitas….” (extraído de *A Bíblia como História*, p. 237)

A pedra moabita afirma que os israelitas foram derrotados. 2 Reis 3:27 diz que eles se retiraram, mas não teriam se retirado se não tivessem sido derrotados.

P: Em 2 Reis 3:17, como eles encontraram água?

R: De acordo com *A Bíblia como História*, p. 238, se fossas forem cavadas ao lado do Mar Vermelho, elas se enchem com água proveniente do planalto. A água é vermelha por passar pelo solo avermelhado.

P: Em 2 Reis 3:18-19, por que Deus ordenou aos israelitas que cortassem todas as árvores moabitas, já que Deuteronômio 20:19 diz que os israelitas não deveriam cortar árvores frutíferas para construir obras de cerco?

R: Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.

Não apenas em Canaã: O contexto de Deuteronômio 20:10-20 abrange tanto as nações distantes quanto os cananeus. Seria incorreto afirmar que Deuteronômio 20:19 não se aplicava a terras fora de Canaã.

Obras de cerco: Deuteronômio 20:19 estabelece as regras para o cerco de uma cidade e especifica que tipo de madeira pode ser utilizada nas obras de cerco. Os israelitas não estavam sitiando as cidades quando derrubavam essas árvores.

P: Em 2 Reis 3:27, por que os israelitas se retiraram depois que o rei moabita sacrificou seu filho aos seus deuses?

R: Há três possíveis razões complementares.

Desespero: Os israelitas e os edomitas já haviam infligido graves danos a Moabe. Esse sacrifício fez com que os moabitas restantes lutassem com mais ferocidade, e talvez o exército israelita/judaico/edomita, já disperso para colocar pedras nos campos, não esperasse esse nível de resistência e não considerasse que valesse a pena lutar contra os últimos defensores. No entanto, isso não corresponde ao que os moabitas afirmaram na pedra moabita.

Persuadir os edomitas: Os edomitas também lutaram contra Moabe neste local, e talvez demonstrar tal desespero pudesse persuadir os edomitas a romper sua aliança com Israel e Judá. A Bíblia de Estudo NIV, p. 528, também apresenta essa razão.

Refém: Relacionado à razão anterior, o livro “735 Baffling Bible Questions Answered”, pp. 127-128, afirma que comentaristas judeus afirmaram que Judá, Israel e Edom — como vassalo de Judá — guerrearam contra Moabe. O filho do rei que foi morto era o filho do rei de Edom, que estava mantido como refém em Moabe. Após esse ocorrido, os edomitas retiraram-se da aliança, e Israel e Judá também se retiraram.

P: Em 2 Reis 4:29, por que Elias desejaria que seu cajado fosse colocado sobre o corpo do menino?

R: Embora as Escrituras não o mencionem, isso indica que Elias viria caso o menino não revivesse. O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 4, p. 186, apresenta a interessante especulação de que isso garantiria que os habitantes da cidade não enterrassem o menino.

P: 2 Reis 5:10-15 indica que o batismo por imersão do Novo Testamento para a remissão dos pecados é essencial para a salvação, uma vez que Naamã não foi purificado da lepra até que se banhasse no rio Jordão?

R: Não, trata-se de uma interpretação forçada por parte de alguns que buscam a salvação na água.

a) Esse ato de fé visava a purificação da lepra, não a salvação.

b) Não importa qual rio ou água de batismo você use. Mas, neste caso, tinha que ser especificamente o rio Jordão para que Naamã compreendesse a mensagem.

c) Não havia batismo com água no Antigo Testamento.

d) Por fim, se alguém tentasse relacionar isso ao batismo, então Naamã não sabia com certeza que havia apenas um Deus, exceto o Deus de Israel, até DEPOIS de se banhar no Jordão, em 2 Reis 5:15.

P: Em 2 Reis 5:12, onde ficam os rios Abana e Farfar?

R: O Abana é o rio Barada, que atravessa a cidade de Damasco. A localização do Pharpar (ou Parpar) é incerta, mas o *The New International Dictionary of the Bible*, p. 780, afirma que possivelmente se trata do rio Awaj, que nasce a leste do Monte Hermon. O dicionário também ressalta que Naamã não disse que os rios ficavam próximos a Damasco, mas sim que eram rios de Damasco, ou seja, pertencentes ao território controlado por Damasco.

P: Em 2 Reis 5:18, há alguma evidência arqueológica do deus aramaico Rimom?

R: Sim, registros assírios chamavam esse deus de Ramanu (o trovejante). Além disso, o pai de Ben-Hadade I era chamado de Tabrimmon em 1 Reis 15:18. Consulte o *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 4, p. 192, para obter mais informações.

P: Em 2 Reis 6:15, quem era o servo de Eliseu mencionado aqui?

R: Há duas possibilidades.

Gehazi era o servo, e 2 Reis 6:15 relata o período anterior a Gehazi ter contraído lepra. Nada em 2 Reis indica que isso tenha ocorrido após a narrativa anterior.

Um substituto que Eliseu contratou no lugar de Geazi. É altamente improvável que Geazi continuasse a servir a Eliseu e a ter contato com outras pessoas depois de ter ficado leproso.

P: Em 2 Reis 6:18, como as tropas sírias puderam ficar milagrosamente cegas e, ainda assim, continuar seguindo Eliseu?

R: A palavra hebraica aqui, canver, pode significar tanto cegueira quanto visão confusa — ver coisas que não existem ou não ver coisas que existem.

P: Em 2 Reis 6:19, Eliseu mentiu para as tropas sírias?

R: Não, a afirmação de Eliseu era totalmente verdadeira. Eles veriam Eliseu em Samaria. Estavam procurando Eliseu, e Eliseu lhes traria aquele que procuravam. Reconhece-se, porém, que a resposta de Eliseu foi bastante enganosa. Da mesma forma, quando Samuel foi ungir Davi como rei, ele deu uma resposta que era a verdade, mas os induziu ao erro ao não revelar todas as informações. Quando pessoas más buscam matar aqueles que se opõem a elas, 1 Samuel 16:1-5 mostra que induzir ao erro pessoas más é algo positivo.

P: Em 2 Reis 6:21-23, por que os inimigos sírios não foram mortos nessa ocasião?

R: Os israelitas não teriam capturado os sírios sem a ajuda de Deus, e Deus ordenou que fossem alimentados e libertados. Os sírios não eram cananeus; portanto, os israelitas tinham permissão para fazer tratados com eles e deixá-los viver. Além disso, dessa forma, os sírios não foram mortos por seguirem um profeta de Deus. Isso também foi uma jogada política inteligente, pois, ao fazer com que os sírios capturados contassem aos outros o que havia acontecido, os israelitas tiveram um período de trégua contra os invasores sírios. Consulte *Hard Sayings of the Bible*, p. 235, para uma resposta um pouco diferente.

P: Em 2 Reis 6:23, como é que os invasores sírios deixaram de entrar em Israel, uma vez que o rei sírio Ben-Hadade reuniu seu exército e sitiou Samaria, a capital de Israel, conforme diz 2 Reis 6:24?

R: O fato de esses dois versículos estarem tão próximos um do outro fornece a resposta. Após o milagre, em 2 Reis 6:23, os invasores sírios não entraram em Israel por algum tempo. Após um certo período, o próprio rei sírio reuniu seu exército e entrou em Israel. Portanto, a decisão dos arameus de não invadir Israel foi apenas temporária.

P: Em 2 Reis 6:25, o que são “vagens”?

R: A palavra hebraica aqui significa literalmente “excrementos de pomba”. Existem quatro interpretações a respeito.

a) Diz-se literalmente “excrementos de pomba”. Nada impede que isso seja verdade. 2 Reis não especifica para que serviam os excrementos de pomba, e a Bíblia de Estudo Nelson, p. 618, afirma que eles poderiam ter sido usados como combustível.

b) Josefo, em Antiguidades dos Judeus 9.62.4 (escrito por volta de 93-94 d.C.), supôs que se tratava de um substituto para o sal, mas não há nada que sustente essa hipótese.

c) Alguns afirmam que se tratava de um bulbo comestível, conhecido hoje como “Estrela de Belém”. O livro *O que você sabe pode não ser verdade: 220 interpretações errôneas da Bíblia explicadas*, p. 52, também defende essa visão.

d) Alternativamente, pode tratar-se de um erro de copista, que substituiu quatro letras por duas, referindo-se às vagens de alfarroba. A “Bíblia de Estudo NIV”, p. 534, apresenta essa visão. O “Comentário do Conhecimento Bíblico: Antigo Testamento”, p. 550, afirma que, normalmente, as vagens eram utilizadas apenas como ração para animais.

P: Em 2 Reis 6:31, qual rei de Israel queria decapitar Eliseu?

R: Trata-se de Jorão. Lembre-se de que é preciso distinguir claramente os reis do reino do norte de Israel (Acabe, Jorão, Jeú, etc.) dos reis do reino do sul de Judá (Josafá, Jeorão, Acazias, etc.). Tenha em mente que Jorão, rei de Judá, e Jeorão, rei de Israel, são duas pessoas diferentes. Acabe havia falecido em 2 Reis 1:1, e Jorão, seu filho, estava no quinto ano de seu reinado em 2 Reis 8:16. Embora não seja obrigatório que 2 Reis 8:7-15 siga uma ordem cronológica, as narrativas geralmente o fazem; portanto, 2 Reis 6:31 ocorreria no quinto ano do reinado de Jorão ou antes disso.

A propósito, Jorão não era o único a perseguir Eliseu. Jezabel, esposa de Acabe e, presumivelmente, mãe de Jorão, queria que Elias fosse morto e, provavelmente, Eliseu também.

P: Em 2 Reis 7:2, quem era o “senhor, em cuja mão o rei se apoiava”?

R: De acordo com o livro *A Bíblia como História*, p. 233, a palavra hebraica *Shlish*, traduzida como “senhor”, deriva da palavra que significa “três”. Esculturas assírias mostram que as carruagens tinham três pessoas: o condutor, o combatente e um homem que ficava atrás deles, segurando duas correias curtas em cada lado da carruagem. O terceiro homem protegia os outros das flechas e ajudava a impedir que fossem arremessados para fora quando a carruagem ziguezagueava por entre homens mortos e feridos. Ele também podia substituir o condutor ou o combatente caso um deles ficasse incapacitado.

P: Em 2 Reis 8:15, temos alguma evidência extra-bíblica sobre Hazael, o rei usurpador da Síria?

R: Sim. De acordo com o *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 4, p. 201, Hazael é mencionado mais de uma vez nos anais do rei assírio Salmanasar III, onde é chamado de “filho de um desconhecido”.

P: Em 2 Reis 8:25, Acazias de Judá tornou-se rei no décimo segundo ano de Jeorão, ou no décimo primeiro ano, conforme 2 Reis 9:29?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras, uma vez que isso depende do sistema de contagem utilizado. Acazias sucedeu a Jeorão em 841 a.C., conforme afirma o *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 4, p. 203. De acordo com a *Encyclopedia of Bible Difficulties*, p. 206, e *When Critics Ask*, p. 192, no sistema que não considera o ano de ascensão ao trono — utilizado pelo reino do norte de Israel nessa época —, o primeiro ano inclui o ano inteiro em que ocorreu o dia em que o príncipe se tornou rei. O reino do sul de Judá, nessa época, utilizava o sistema que considera o ano de ascensão ao trono. De acordo com esse sistema, o primeiro ano só começava no Ano Novo judaico seguinte ao dia da coroação. Isso faria com que os anos de reinado de cada rei fossem somados.

P: Em 2 Reis 8:26, Acazias tinha 22 anos quando começou a reinar, ou tinha 42 anos, como diz 2 Crônicas 22:2 no texto massorético?

R: 2 Crônicas 22:2 no texto massorético é um erro de copista, pois se Acazias tivesse 42 anos, ele teria nascido dois anos antes do nascimento de seu pai! 2 Crônicas 22:2 menciona “22” anos em alguns manuscritos da Septuaginta e na versão siríaca, de acordo com a nota de rodapé da NIV. Isso não significa que a Bíblia contivesse um erro nos manuscritos originais, mas apenas que erros de transcrição sem importância podem ter se infiltrado nas cópias.

Consulte 735 Baffling Bible Questions Answered, p. 128; a Encyclopedia of Bible Difficulties, pp. 206-207; “The Expositor’s Bible Commentary”, vol. 4, p. 203 e 508; “Bible Difficulties & Seeming Contradictions”, p. 163-164; “New International Bible Commentary”, p. 474; e “When Critics Ask”, p. 194, para obter essencialmente a mesma resposta. O livro “Dificuldades Bíblicas e Aparentes Contradições”, p. 164, acrescenta que, tanto neste erro de copista quanto em 2 Reis 24:8 (18) e 2 Crônicas 36:9-10 (8), o dígito das dezenas foi omitido. Os números escritos na época de Esdras e Neemias possuíam traços horizontais e verticais, e se um manuscrito estivesse borrado ou manchado, um desses traços poderia ser omitido.

P: Em 2 Reis 9:1, quem eram os filhos dos profetas?

R: Provavelmente não se trata de filhos biológicos dos profetas, mas sim de profetas em formação.

P: Em 2 Reis 9:7-9, por que Deus ordenou que Jeú matasse o rei?

R: Em geral, devemos respeitar e honrar nossos líderes governamentais, conforme mostram Romanos 13:1-7 e 1 Pedro 2:13-17.

2 Reis 9:7 diz que Deus ordenou a Jeú a fim de vingar o sangue dos servos do Senhor derramado por Jezabel. Aparentemente, Deus percebeu que o direito deles de governar o reino de Deus havia sido abdicado devido à extensão de sua maldade. As Escrituras não especificam o momento em que isso ocorreu, mas talvez tenha sido depois que Jezabel e Acabe mataram Nabote a sangue frio por causa de sua vinha e tentaram perseguir os profetas de Deus, incluindo Elias.

Quando um líder faz mais do que cometer um erro, mas faz algo que faz com que seu povo perca o respeito e a confiança nele, geralmente não há mais volta a dar.

P: Em 2 Reis 9:11, por que Jeú minimizou o que o profeta disse?

R: Pode ser que Jeú não tenha dado muito crédito às palavras do profeta, mas isso é improvável. Jeú acabara de ouvir isso e, provavelmente, ele próprio ainda não havia se decidido. Em vez disso, ele estava dizendo isso aos outros oficiais para não ter que assumir um compromisso, pelo menos não em público.

P: Em 2 Reis 9:30, por que Jezabel se maquiou aqui?

R: Ela sabia que iria morrer e queria ter uma boa aparência na morte. Seu desejo, porém, não se realizou.

P: Em 2 Reis 10:1-3, por que Jeú escreveu aos líderes dessa maneira?

R: Jeú escreveu-lhes com muita ousadia para encorajá-los a sair e lutar contra ele, quase com a atitude de “Estou ansioso para acabar logo com isso”. Diz-se que as palavras são irônicas quando o significado declarado é o oposto do significado que as palavras comunicam. Na verdade, Jeú estava tentando intimidá-los para que se rendessem a ele sem lutar, e foi isso que aconteceu.

P: Em 2 Reis 10:1-17, por que essa história de Jeú está na Bíblia?

R: Oséias 1:4 afirma que Jeú pecou ao derramar todo esse sangue. 2 Reis faz parte da história do povo de Deus e registra não apenas as coisas boas e agradáveis que eles fizeram, mas também os pecados cruéis que cometeram. 2 Reis 10:31 afirma que Jeú não seguiu verdadeiramente os caminhos de Deus. A Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional, vol. 6, p. 38, mostra um painel do Obelisco Negro em que Jeú, ou um emissário, se curva diante de Salmanasar II (859-824 a.C.)

P: Em 2 Reis 10:4, por que o fato de Jeú ter matado dois reis em um ataque surpresa convenceu os samaritanos a acreditar que Jeú era tão poderoso?

R: O simples fato de matar duas pessoas não prova que alguém seja um grande líder militar. No entanto, tratava-se de reis, e não foi apenas o assassinato dos reis, mas o fato de ele ter escapado impune e contado com o apoio do povo que causou temor àqueles que eram favorecidos pelos reis mortos. Frequentemente, na política, os efeitos psicológicos são importantes.

P: Em 2 Reis 10:18-28, por que Jeú fingiu, de forma enganosa, adorar Baal e mentiu para os outros?

R: Jeú utilizava constantemente meios errados e implacáveis para levar adiante o que eram boas intenções. Em primeiro lugar, a Bíblia nunca aprovou as ações de Jeú, e 2 Reis 10:31 afirma que Jeú não seguiu a Deus de todo o coração, enquanto Oséias 1:4 mostra que Jeú pecou ao derramar tanto sangue. Jeú estava altamente focado em seu objetivo: livrar a terra do mal. Ele desejava fazê-lo por qualquer meio, mesmo que fossem meios malignos (por mais estranho que isso possa parecer).

Isso é muito instrutivo para nós hoje. Às vezes, o ódio de uma pessoa pelo mal e pela impiedade pode ser maior do que seu amor e obediência a Deus. Desobedecer a Deus, mesmo em nome de Deus, não é servir a Deus, mas apenas manchar a reputação dos servos de Deus.

P: Em 2 Reis 10:29-31, por que Jeú não pôs fim à adoração dos bezerros de ouro?

R: Aparentemente, embora livrar a terra de uma dinastia maligna fosse uma prioridade máxima para ele, livrar a terra dos falsos deuses não o era. Um dos efeitos do pecado arraigado e contínuo em uma cultura é que todos, às vezes até mesmo os crentes, se acostumam a ele e se tornam cegos para o fato de que se trata de um pecado.

P: Em 2 Reis 11:1-12, por que o sacerdote Jeoada recorreu à estratégia e à astúcia para cumprir a vontade de Deus?

R: Poder-se-ia perguntar: por que Sansão teve de usar a força para cumprir a vontade de Deus, ou por que Paulo teve de usar a sabedoria para pregar o Evangelho? Os servos de Deus devem usar diversos meios para cumprir a Sua vontade, e não há nada de errado em usar astúcia, embora não devamos pecar. Davi usou astúcia para cumprir a vontade de Deus, e Deus ordenou a Samuel que usasse astúcia para cumprir a Sua vontade em 1 Samuel 16:2-5.

P: Em 2 Reis 11:2, Joás foi escondido para protegê-lo da educação idólatra de Atalia, e Atalia não queria matar Joás, como o “Guia de Asimov para a Bíblia”, p. 387, afirma ser concebível?

R: Asimov tinha uma imaginação fértil, mas não, esse não foi o caso. A mãe de Joás não era da linhagem fenícia. De acordo com 2 Crônicas 24:1, ela se chamava Zíbia e era natural de Berseba, no extremo sul de Judá. De qualquer forma, 2 Reis 11:1 afirma claramente que Atalia queria matar toda a família real.

O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 4, p. 217, afirma que, como Joás tinha uma mãe diferente, talvez seu nascimento tenha passado despercebido por Atalia e, portanto, ele não tenha sido procurado.

P: Em 2 Reis 11:15, por que Atalia não deveria ser morta na área do Templo?

R: O sacerdote Jeoada considerava que o Templo não era o local adequado para que o sangue de uma pessoa fosse derramado. Como essa era a vontade de Deus, provavelmente não haveria problema em executá-la ali, mas não havia nada de errado na reverência de Jeoada pelo Templo.

P: Em 2 Reis 11:18, visto que os israelitas piedosos destruíram altares e imagens idólatras, quando — se é que devem — os cristãos deveriam destruir altares e imagens idólatras?

R: Embora as Escrituras não o digam, podemos identificar três princípios aqui.

1. Os cristãos devem destruir todo e qualquer altar e imagem idólatras que possam possuir.

2. Os crentes do Antigo Testamento viviam sob um governo teocrático e, de acordo com essas leis, todos os altares e imagens idólatras deveriam ser destruídos.

3. No Novo Testamento, os cristãos viviam em uma cultura greco-romana repleta de imagens e altares malignos. No entanto, esses cristãos nunca destruíram os bens alheios. Somente muito mais tarde os francos ortodoxos e os godos arianos, belicosos e heréticos, destruíram muitas estátuas de ídolos e altares.

P: Em 2 Reis 12:9, o baú estava colocado ao lado do altar, à direita ao entrar, ou no portão do templo, como diz 2 Crônicas 24:8?

R: Josefo, em Antiguidades dos Judeus 9.163.8.2 (c. 93-94 d.C.), também menciona que estava ao lado do altar, do lado direito. Embora não tenhamos certeza, há três respostas complementares.

Um único local: poderia estar no portão do Templo e também ao lado do altar, separado deste por uma parede.

Dois locais: Jeoada poderia tê-lo colocado inicialmente ao lado do altar e, posteriormente, o rei Joás teria ordenado que fosse colocado no portão do templo.

Vários baús poderiam estar em locais diferentes.

P: Em 2 Reis 12:15; 2 Reis 22:7, eles agiram corretamente ao não manterem qualquer registro contábil com os homens que realizavam o trabalho?

R: Isso demonstra que os homens eram totalmente confiáveis. No entanto, Jesus nos disse para sermos astutos como as serpentes e simples como as pombas (Mateus 10:16). Muitas grandes organizações cristãs hoje fazem parte do Conselho Evangélico de Responsabilidade Financeira (EFCA). As organizações que fazem parte desse conselho exibem o selo da EFCA e têm seus livros contábeis auditados pelo menos uma vez por ano por uma empresa de contabilidade independente e externa.

P: Em 2 Reis 12:17, quando ocorreu essa invasão arameia de Judá?

R: As invasões costumavam ocorrer quando um rei morria, e o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 4, p. 222, especula que a invasão ocorreu quando Samsi-Adad V da Assíria faleceu em 811 a.C. e a rainha Semiramis assumiu a regência.

P: Em 2 Reis 12:17-18, Joás agiu corretamente ao entregar esse dinheiro aos sírios?

R: As Escrituras não dizem que Joás tenha orado a respeito disso, nem que tenha pedido conselho aos profetas. Romanos 14:23b afirma que tudo o que não provém da fé é pecado. A “Nelson Study Bible”, p. 631, nos lembra que Jeoás caiu em apostasia após a morte de Jeoada.

Naquela época, não podemos ter certeza de que Joás fez a coisa certa, já que ele nem mesmo consultou a Deus a respeito. Hoje, também não podemos ter certeza de que estamos fazendo a coisa certa se não orarmos a respeito.

Como observação adicional, o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 4, p. 227, afirma que uma inscrição assíria de Adad-Nirari III em Tell Er Rimah menciona “o tributo de Iu’asu (Joás), o samaritano”.

P: Em 2 Reis 12:21, o rei Joás foi sepultado “com seus pais na cidade de Davi”, ou foi sepultado em Jerusalém, mas não nos túmulos dos reis, conforme 2 Crônicas 24:25?

R: Ambas as coisas. Ele foi sepultado na mesma cidade, Jerusalém, onde seus antepassados foram sepultados, mas não foi sepultado nos túmulos dos reis.

P: Em 2 Reis 13:17-19, por que Eliseu ficou irado com o fato de o rei Joás ter batido as flechas no chão apenas três vezes, já que Eliseu não lhe havia dito quantas vezes ele deveria bater no chão?

R: Aparentemente, Eliseu não deveria ter dito a Joás quantas vezes bater nas flechas, mas sabia que o número de vezes que Joás batesse no chão correspondia ao número de vezes em que derrotariam os sírios. Essa foi uma profecia interessante, pois Deus não a revelou exclusivamente a Eliseu, mas parcialmente por meio de Eliseu e parcialmente por meio de Joás batendo no chão. Eliseu certamente ficou desapontado por Deus não ter permitido que os israelitas derrotassem os sírios mais vezes.

P: Em 2 Reis 13:21, o fato de o homem ter voltado à vida ao tocar os ossos de Eliseu corrobora a veneração católica das relíquias?

R: Não. Há quatro pontos a serem considerados na resposta.

1. Ninguém estava adorando ou venerando os ossos; eles estavam simplesmente ali, sem chamar atenção.

2. Deus pode usar qualquer meio que desejar para realizar milagres. Por exemplo, Deus pode usar uma serpente de bronze durante o Êxodo. No entanto, as pessoas pecaram quando começaram a adorar a serpente de bronze e, por fim, o piedoso rei Ezequias mandou destruí-la. Originalmente, ela tinha um propósito bom, mas, quando se tornou um ídolo, passou a ser usada para um propósito ruim.

3. Nada justifica a violação do segundo mandamento em Êxodo 20:4, que proíbe adorar ou venerar quaisquer imagens esculpidas diante de Deus.

4. É interessante observar que, ao longo da Idade Média, os teólogos compilaram listas de categorias de pecados. João Clímaco (c. 579-649 d.C.) foi provavelmente o primeiro. Suas categorias costumavam ser bem elaboradas, exceto pelo fato de que, quase que universalmente, eles se esqueceram do segundo mandamento: não ter nenhuma imagem esculpida diante de Deus.

P: Em 2 Reis 14:3,7, Amazias agiu corretamente ao matar 10.000 edomitas, uma vez que Deuteronômio 23:7 diz que não se deve abominar os edomitas?

R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.

1. Embora Amazias certamente tenha retaliado contra os edomitas, a Bíblia nunca diz que Amazias os abominava.

2. A Bíblia diz que Amazias seguiu a Deus, mas que ele não agiu corretamente como Davi havia feito.

P: Em 2 Reis 14:7, por que Amazias quis lutar contra Joás e por que Joás se mostrou relutante?

R: Amazias, naquele momento, considerava que obter vantagem sobre Judá era mais importante do que o risco representado pelo exército sírio. Joás não queria ser inimigo de Amazias e, portanto, não via sentido em lutar. A guerra enfraqueceria suas forças, quando ele estava focado em derrotar os sírios. Às vezes, pessoas como Amazias procuram motivos para lutar, mas não têm foco espiritual.

P: Em 2 Reis 15:16, por que Menaém rasgou o ventre das mulheres grávidas?

R: Menaém cometeu atos extremamente perversos, como diz 1 Reis 15:18. Algumas pessoas são bastante perversas, mas Menaém era, além disso, cruel. A Bíblia nos diz francamente que existem pessoas assim neste mundo e que devemos ter cuidado com elas.

P: Em 2 Reis 15:27, Peca governou Samaria por 20 anos, ou apenas de 739 a 732 a.C., como mostram 2 Reis 15:25,30?

R: A Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia, pp. 209-210, afirma que Peca, na verdade, governou apenas de 739 a 732 a.C. No entanto, Peca aparentemente reivindicou o título de rei em 752 a.C., o que totalizaria 20 anos. Contudo, o texto hebraico de 2 Reis 15:27 diz que Peca se tornou rei há vinte anos. Não diz que ele reinou por vinte anos. A NIV acrescenta “e reinou”, e a NKJV e a NASB colocam “e reinou” em itálico, já que isso não consta no hebraico.

P: Em 2 Reis 15:30, Jotão reinou por pelo menos vinte anos, ou Jotão reinou apenas 16 anos, conforme 2 Reis 15:33?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras, uma vez que se compreenda o que é uma corregência. Naquela época, os reis podiam exercer uma corregência, na qual o rei mais velho continuava a reinar juntamente com o rei mais jovem. A corregência apresentava quatro vantagens:

1. Proporcionava experiência ao rei mais jovem, enquanto seu pai ainda podia corrigir seus erros

2. Mais importante ainda, estabeleceu a linha de sucessão, para que outros príncipes não reivindicassem o trono após a morte do pai.

3. Isso dissuadiu o príncipe mais jovem da tentação de matar seu pai para que pudesse se tornar rei mais cedo.

4. Garantia de continuidade caso o rei mais velho ficasse incapacitado. Nesse caso, como Azarias, pai de Jotão, foi acometido pela lepra, Jotão reinou sobre sua casa e julgou o povo da terra, conforme 2 Reis 15:5.

Observe que a sucessão de Salomão para Roboão sofreu o primeiro problema, e que o reinado de Davi sofreu o segundo e o terceiro problemas.

P: Em 2 Reis 15:30, Oséias reinou no vigésimo ano de Jotão ou no décimo segundo ano de Acaz, seu filho, conforme 2 Reis 17:1?

R: Trata-se de uma combinação de co-regência e um possível erro do copista. Oséias de Israel reinou de 732/731 a.C. até a queda em 723/722 a.C. Vinte anos antes, Jotão começou a governar quando seu pai ficou leproso, em 750 a.C. A partir daí, há duas visões.

De acordo com o New International Bible Commentary, p. 394, Acaz começou a reinar, como co-regente, em 744 a.C., o que corresponde a doze anos antes. Isso significaria que, de 744 a 739 a.C., Acazias, seu filho Jotão e o filho de Jotão, Acaz, foram os três co-governantes.

Alternativamente, o número 12 seria um erro de transcrição do número 2, e Oséias teria começado a reinar no segundo ano do reinado de Acaz. Isso corresponderia a 734/733 a.C. De 734 a.C. até a morte de Jotão, em 732/731 a.C., Jotão e Acaz governaram juntos. Essa é a visão apresentada na obra “Dificuldades e Aparentes Contradições da Bíblia”, pp. 165-166.

P: Em 2 Reis 15:32-38, fora da Bíblia, que evidências temos sobre o rei Jotão?

R: Arqueólogos encontraram um anel em Elate (=Eziom-Geber) com um selo envolto em cobre que dizia “LYTM”, significando “pertencente a Jotão”, acompanhado da imagem de um carneiro. O carneiro (em hebraico, ‘ayil) pode ser um símbolo de Elate (em hebraico, ‘eylat).

P: Em 2 Reis 16:3, como Acaz fez seu filho “passar pelo fogo”?

R: Isso foi repugnante. Significa que ele sacrificou seu filho queimando-o até a morte. Era uma prática comum entre os cananeus sacrificar as crianças primogênitas dessa maneira, e Acaz era um rei israelita que desejava praticar a religião dos cananeus conquistados. Infelizmente, descobertas arqueológicas demonstraram que um grande número de israelitas também praticava a religião cananéia. Podemos compreender os sentimentos de Elias, que pensava estar completamente sozinho.

P: Em 2 Reis 16:6, o termo “judeus” refere-se apenas aos exilados que retornaram?

R: Embora esse seja o uso comum, em 2 Reis 16:6 a palavra “judeus” foi usada para se referir ao povo de Judá antes do exílio. O livro “1001 Perguntas Bíblicas Respondidas”, p. 312, afirma essencialmente o mesmo.

P: Em 2 Reis 16:20a, Acaz descansou com seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi, ou ele descansou com seus pais e foi sepultado na cidade de Jerusalém, mas não foi colocado nos túmulos dos reis de Israel, conforme 2 Crônicas 28:27?

R: Tanto 2 Reis 16:20a quanto 2 Crônicas 28:27 afirmam que Acaz repousou com seus pais e foi sepultado na cidade de Davi. No entanto, o rei Acaz, que adorava ídolos, não foi sepultado nos mesmos túmulos que os bons reis de Israel (Davi e Salomão), de acordo com 2 Crônicas 28:27. O fato de ter sido sepultado com seus pais, conforme 2 Reis 16:20a, pode significar três coisas:

Eles foram sepultados na mesma cidade.

Eles foram sepultados nas proximidades, na mesma cidade.

Acaz foi sepultado ao lado de seus antepassados idólatras, mas não com Davi e Salomão, reis de Israel. (Os outros reis nunca foram reis de Israel).

Aqui estão alguns outros exemplos em que reis foram sepultados nas proximidades de Jerusalém, mas não no mesmo túmulo.

Azarias/Uzias “descansou com seus pais e foi sepultado perto deles na Cidade de Davi”. 2 Reis 15:7a “descansou com seus pais e foi sepultado perto deles em um campo de sepultamento que pertencia aos reis, pois o povo dizia: ‘Ele tinha lepra’”. 2 Crônicas 26:23

Joás foi “sepultado com seus pais na Cidade de Davi” 2 Reis 12:21 “sepultado na Cidade de Davi, mas não nos túmulos dos reis.” 2 Crônicas 24:25

P: Em 2 Reis 17:4, quem era “So”, rei do Egito?

R: Provavelmente, esse não era o nome de um rei, mas um erro de transcrição de “Sais”, que era a capital do Egito. O rei do Egito naquela época chamava-se Tefnakhte.

P: Em 2 Reis 17:14, por que algumas pessoas se endurecem?

R: A NIV traduz isso como “teimosas”. O povo não queria mudar e faria quase qualquer coisa para evitar submeter-se a Deus.

P: Em 2 Reis 17:15, como isso deveria ser traduzido?

R: O hebraico aqui pode significar “sem valor” ou a palavra pode significar “vazio”. Em outras palavras, eles adoravam coisas vazias e se tornaram vazios eles próprios. Se sua vida parece vazia de valor, vazia de sentimentos ou vazia de alegria, você precisa se voltar para Deus, o único que pode lhe dar a vida que é verdadeiramente vida.

P: Em 2 Reis 17:16; 21:3,5; Levítico 19:26; 22:27; Deuteronômio 18:11-14; e 2 Crônicas 33:3-6, por que a astrologia é errada?

R: Parte da astrologia consiste em adoração (2 Reis 17:16; 21:3,5; 23:4-5; 2 Crônicas 33:3-6; Jeremias 19:13), e parte consiste meramente em prever o futuro (Dt 18:11-4), mas toda ela é errada. Consulte a discussão sobre Mateus 2:1-12 a respeito dos Magos.

P: Em 2 Reis 17:30, o que eram os ídolos Sucote-Berote, Nergal, Ashima, Nibaz e Tarkak, Adrameleque e Anameleque?

R: Nergal era um antigo ídolo sumério. Ashima soa semelhante à deusa amplamente adorada como Ashtaroth, Ashtarte, Ishtar. Não temos conhecimento dos demais ídolos, pois essas culturas não sobreviveram tempo suficiente para deixar registros escritos de sua religião. Esses povos conquistados confiavam em seus ídolos, e tanto eles quanto seus ídolos foram destruídos e esquecidos.

P: Em 2 Reis 17:41, como é que as nações podiam temer o Deus verdadeiro, uma vez que ainda serviam os ídolos, conforme mencionado no mesmo versículo?

R: Esse versículo não é uma contradição, mas mostra, na verdade, a atitude contraditória dessas nações. As duas partes desse mesmo versículo mostram que elas realmente acreditavam em Deus. No entanto, não acreditavam apenas em Deus. Hoje em dia, as pessoas às vezes querem ser cristãs, mas não querem abrir mão de crenças, como a Nova Era, a astrologia ou o universalismo, nem de práticas que são contraditórias ao cristianismo.

P: Em 2 Reis 18:1 e 2 Reis 18:13, a invasão assíria de Judá foi diferente daquela ocorrida em 701 a.C.?

R: Não. Há uma inscrição assíria em um cilindro hexagonal chamado Prisma de Taylor, datado com bastante precisão em 701 a.C., que registra a incursão de Senaqueribe em Judá. Esse prisma de argila parece estar completamente preservado. Ele é datado de 701 a.C.

Pode-se especular que 2 Reis 18:13 registre apenas uma invasão anterior de Judá no ano de 714 a.C., pois, após a morte de Acaz, Ezequias começou a co-reinar com seu pai Acaz em 729 a.C. 2 Reis 18:13 afirma que Senaqueribe invadiu no décimo quarto ano de Ezequias.

No entanto, os registros assírios não mencionam nenhuma invasão de Judá nessa época; os registros assírios de 701 a.C. correspondem muito bem aos livros de Reis e Crônicas, e não há necessidade de postular duas invasões para resolver essa dificuldade. Ezequias começou a reinar sozinho após a morte de Acaz, em 716/715 a.C., e o décimo quarto ano do reinado [sólito] de Ezequias seria exatamente 701 a.C.

P: Em 2 Reis 18:5, não houve ninguém depois de Ezequias que fosse como ele em confiar em Deus, ou em 2 Reis 23:25 não houve nenhum rei antes de Josias que fosse como ele em se voltar para o Senhor, de acordo com toda a lei de Moisés?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. Ezequias confiou em Deus em condições mais severas do que qualquer outro rei, quando Senaqueribe sitiou Jerusalém. No entanto, quando realizaram a grande celebração da Páscoa em 2 Crônicas 30, não seguiram integralmente o que estava prescrito na lei, pois havia escassez de sacerdotes que se tivessem consagrado. Portanto, Josias agiu mais de acordo com a lei de Moisés.

P: Em 2 Reis 18:9, por que Salmanasar sitiou Samaria, uma vez que os assírios já haviam capturado Samaria em 2 Reis 17:5-6?

R: Depois que os assírios capturaram Samaria pela primeira vez, Ezequias se rebelou contra a Assíria em 2 Reis 18:7 e, aparentemente, reconquistou Samaria.

P: Em 2 Reis 18:9, por que os assírios tiveram tanto sucesso?

R: Houve uma série de razões. Toda a sua cultura estava voltada para a guerra; possuíam cidades fortemente fortificadas e carruagens muito eficazes. No entanto, a maior vantagem era o fato de possuírem armas e armaduras de aço, em vez de armas de bronze. O *Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica*, pp. 387-388, afirma que os assírios foram os primeiros a utilizar o aço tanto na guerra quanto na paz. Ele menciona que as espadas, na verdade, eram apenas de ferro, mas possuíam um fio de aço, e que o processo de têmpera do aço foi realizado pela primeira vez por volta de 900 a.C. Embora o *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 372, afirme que as armas de ferro eram mais baratas do que as de bronze, isso não é verdade. O ferro exigia temperaturas de fundição muito mais elevadas e, portanto, as armas de ferro eram mais caras de fabricar. No entanto, as armas de ferro com lâmina de aço eram mais resistentes do que as de bronze, e as armas e armaduras de ferro tornavam um soldado de infantaria quase invencível ao lutar contra soldados de infantaria menos bem armados.

Além disso, os assírios foram os primeiros especialistas conhecidos em obras de cerco. A rampa de cerco mais antiga conhecida foi a assíria em Laquis. Ela media 165-180 pés na base, elevando-se até a altura da muralha da cidade, que era de 18 pés. Consulte a Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa, p. 216, para obter mais informações.

P: Em 2 Reis 18:13, o “décimo quarto ano” seria um erro de transcrição para o vigésimo quarto ano?

R: Existem duas visões alternativas.

Erro de copista: Trata-se de um erro de transcrição; provavelmente, o número 14 foi alterado para 24 quando a escrita hebraica passou de letras arredondadas para letras quadradas. A diferença entre 14 e 24 é de apenas um traço em hebraico. Isso ocorreu porque os “ganchos de pesca” indicavam décadas e, se um “gancho de pesca” estivesse borrado no original, pareceria haver apenas um símbolo de “gancho de pesca”, e não dois. Também é possível observar esse tipo de erro na cópia de um documento desbotado ou manchado nos papiros (judaicos) de Elefantina, do século V a.C.

Corregência: No entanto, não há necessidade de postular um erro do copista, pois 701 a.C. foi o décimo quarto ano do reinado exclusivo de Ezequias. Consulte a discussão sobre 2 Reis 18:1 para obter mais informações.

P: Em 2 Reis 18:14, o que mais sabemos sobre a cidade de Laquis no tempo de Ezequias?

R: Na época da invasão assíria, Laquis possuía uma muralha interna de tijolos com 18 pés de espessura, uma muralha externa de 17 pés de altura com torres e um bastião de 83 pés por 63 pés. Consulte a Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa, p. 216, para obter mais informações.

P: Em 2 Reis 18:27 e Isaías 36:12, seria um absurdo na Bíblia afirmar que as pessoas comem e bebem dejetos humanos? (O muçulmano Ahmad Deedat afirmou isso categoricamente, usando outras palavras).

R: Considere quem está falando. Isso foi dito pelo malvado general assírio, quando ele estava zombando dos israelitas e do único Deus verdadeiro. Não sei por que uma pessoa supostamente honesta se esqueceria de perceber que isso foi dito por um idólatra zombando de Deus e do povo de Deus, e não por Deus. Não sei qual porcentagem de muçulmanos afirmaria que os argumentos de Deedat eram honestos.

Por fim, a maioria dos muçulmanos provavelmente não está ciente da causa por trás de uma das ocasiões em que Maomé mandou torturar pessoas até a morte. Maomé mandou cortar os membros e torturar os homens da tribo de ‘Ukil depois que eles mataram um mensageiro muçulmano enviado por ele. Eles pediram ajuda a Maomé para curar uma doença que tinham, e Maomé enviou o mensageiro para dizer-lhes que bebessem urina de camelo. Isso está registrado em Bukhari, vol. 4, livro 52, n.º 261, p. 162.

P: Em 2 Reis 19, por que esse texto é quase idêntico a Isaías 37?

R: Ignorando os números dos versículos, os dois textos são idênticos, exceto que 2 Reis 19:35 diz “naquela noite, o anjo”, enquanto Isaías 27:36 diz “então, o anjo”.

Essas passagens relatam a oração de Ezequias e o envio de um anjo pelo Senhor para destruir o exército assírio (provavelmente por meio de uma praga de ratos). Se o autor de 2 Reis simplesmente copiou e escreveu exatamente o que Isaías relatou, o que haveria de errado nisso?

O fato de esses versículos serem iguais mostra que um foi copiado do outro. Seja qual for a razão pela qual essa passagem foi colocada em dois lugares, fico feliz que isso tenha ocorrido. Esse é um bom “teste de validação” para verificar o quão pouco as passagens se alteraram ao longo dos anos.

P: Em 2 Reis 19:35; 2 Crônicas 32:21, como o anjo do Senhor destruiu o exército assírio?

R: A Bíblia simplesmente diz que eles morreram. No entanto, o historiador grego Heródoto registra uma tradição egípcia segundo a qual, em Pelúsio, um exército de ratos do campo roeu as cordas dos arcos assírios, as aljavas e as tiras de couro de seus escudos. Além de roerem o couro, eles trouxeram uma praga que matou muitos no exército assírio.

Como observação adicional, esta não é a única ocasião em que se atribuiu aos ratos o mérito de terem roído as cordas dos arcos. Em épocas posteriores, o povo da Tróade adorava os ratos, pois estes roíam as cordas dos arcos de seus inimigos. Isso é o que afirma Clemente de Alexandria em *Exortação aos Pagãos*, cap. 3, p. 182

P: Em 2 Reis 19:37, por que se diz que os filhos de Senaqueribe fugiram para a “Armênia”, se, na época de Senaqueribe, aquela era a terra de “Urartu”?

R: Embora tenham fugido para o reino de Urartu, esse reino foi posteriormente destruído pelos assírios. Na época em que 2 Reis foi escrito, essa região do Irã e da Turquia era chamada de Armênia, e foi utilizado o nome atual.

P: Em 2 Reis 20:1,5, Isaías, falando como profeta, contradisse-se aqui?

R: Não. Isaías não falou aqui sobre o futuro tal como certamente viria a ser, mas sobre o futuro, a menos que o rei Ezequias orasse. Ezequias, que serviu a Deus fielmente, fez sua oração desesperada, e Deus acrescentou quinze anos à sua vida. Deus quis deixar claro que esses anos extras se deviam apenas ao fato de Deus ter decidido atender à oração de Ezequias.

P: Em 2 Reis 20:3, o que podemos aprender com a oração de Ezequias?

R: Após essa oração movida pela amargura, Deus concedeu a Ezequias mais quinze anos de vida. Durante esses quinze anos, Ezequias cometeu dois erros fundamentais. Primeiro, ele mostrou aos embaixadores babilônicos todas as riquezas que havia acumulado e, segundo, falhou em criar Manassés de maneira piedosa.

É melhor orar pedindo a vontade de Deus do que orar sabendo qual é a vontade de Deus e, em vez disso, pedir outra coisa.

P: Em 2 Reis 20:7 e Isaías 38:21, por que Isaías disse para usar um cataplasma de folhas de figo?

R: Ou isso foi um meio que Deus utilizou para realizar o milagre, ou então tratava-se simplesmente de um tratamento médico. Um furúnculo poderia ser fatal. Hoje em dia, as pessoas morrem de infecções por estafilococos resistentes a antibióticos, e naquela época não se conheciam os antibióticos. As folhas de figueira eram um tratamento medicinal comum daquela época, e o cataplasma ajudava possivelmente de cinco maneiras.

1. O cataplasma de figo contém açúcar, e esse nutriente ajudaria as células do corpo a se regenerarem melhor.

2. Se o cataplasma fosse rico em açúcar, como uma geléia ou compota, ele realmente mataria as bactérias de crescimento rápido. Atualmente, a geléia à temperatura ambiente não é tão suscetível à contaminação bacteriana quanto se poderia imaginar. As bactérias em um ambiente rico em açúcar absorvem o açúcar tão rapidamente que suas paredes celulares se rompem e elas morrem.

3. Além disso, outros compostos presentes no curativo talvez retardassem o crescimento bacteriano e ajustassem o pH.

4. Por fim, se a ferida fosse limpa primeiro e o curativo aplicado em seguida, o curativo protegeria a ferida contra sujeira e bactérias transportadas pelo ar.

5. O fungo Penicillium, do qual se extrai a penicilina, não cresce apenas no pão, mas também em qualquer fruta, especialmente se ela for macia, pastosa e açucarada.

O uso medicinal das folhas de figueira remonta, pelo menos, às tabuinhas de Ras Shamra.

P: Em 2 Reis 20:8, como Deus poderia fazer o relógio de sol retroceder dez graus?

R: Deus Todo-Poderoso pode realizar quaisquer milagres que desejar. Ele poderia ter

a) De fato, alterado a velocidade de rotação da Terra.

b) Fazer com que o sol no céu sobre a Palestina parecesse se mover, projetando sua sombra de maneira diferente,

c) Realizado o milagre exclusivamente no relógio de sol.

P: Em 2 Reis 20:12, quem é o rei Merodach-Baladan da Babilônia?

R: Os historiadores o chamam de Marduk-aplaiddina II ou Marduk Apal Iddina II, o que significa “Marduk concedeu um filho”.

P: Em 2 Reis 20:12-15, esse nome, Merodach, deveria começar com um “B” ou com um “M”?

R: Tanto Isaías 39:1 quanto os registros babilônicos mostram que “M” está correto. Essa pessoa era Merodach-Baladan, e o “B” em 2 Reis 20:12-15 é, aparentemente, um erro de copista. Quando os Críticos Perguntam, p. 198. O Comentário Bíblico do Expositor, volume 4, p. 276, e o cético Guia de Asimov para a Bíblia, todos apontam para isso.

P: Em 2 Reis 20:12-15, quando Merodach-Baladan enviou essa delegação a Judá?

R: Cinco dados a serem considerados antes de se chegar a uma conclusão.

1. De acordo com o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 4, p. 271-272, Merodach-Baladan governou na Babilônia de 721 a 710 a.C., quando foi repelido para Bit Yakin.

2. Posteriormente, Merodach-Baladan reconquistou a Babilônia de Marduk Zakir Shumi em 703 a.C. Os assírios destituíram Merodach-Baladan da Babilônia por volta de 702/701 a.C., antes da invasão de Judá. Merodach-Baladan fugiu então para Elam, para nunca mais retornar à Babilônia.

3. Ezequias faleceu entre 698 e 696 a.C., e 15 anos antes disso seria 713/711 a.C. Senaqueribe invadiu Judá por volta de 701 a.C.

4. Ezequias retirou tudo do tesouro para entregar a Senaqueribe, conforme 2 Reis 18:14-16.

5. 2 Reis não especifica se os enviados de Merodach-Baladã chegaram antes ou depois da invasão assíria. A expressão “naqueles dias”, em 2 Reis 20:1, significa “naquela época”, não necessariamente “depois”, conforme afirma o The Expositor’s Bible Commentary, volume 4, p. 272.

Conclusão: Os enviados babilônicos chegaram logo após a doença de Ezequias e antes da invasão assíria, quando Ezequias ainda possuía muitos tesouros para lhes mostrar.

P: Em 2 Reis 20:13 e Isaías 39:2, como Ezequias pôde mostrar aos babilônios seu ouro e sua prata, uma vez que ele entregou o ouro e a prata aos assírios em 2 Reis 18:15?

R: Há duas respostas alternativas, mas a segunda é provavelmente a correta.

Resposta improvável: os enviados chegaram mais tarde: 2 Reis 18:15 diz que, antes do cerco de Jerusalém, Ezequias entregou aos assírios 300 talentos de prata e 30 talentos de ouro. Para conseguir isso, ele entregou toda a prata que havia no templo e nos tesouros do palácio real. (Não há menção à quantidade de ouro que ele possuía.) Quando os enviados babilônicos chegaram, conforme 2 Reis 20:13 e Isaías 39:2, Ezequias mostrou-lhes todo o ouro e a prata que ainda lhe restavam em todos os lugares. Embora essa possa ser a resposta, parece incomum que os enviados babilônicos o visitassem para desejar-lhe melhoras apenas por causa de sua recuperação, sem fazer qualquer menção à forma como os assírios foram detidos.

Resposta mais provável: os enviados chegaram antes: Tanto 2 Reis quanto Isaías afirmam que os enviados chegaram “nessa época” em que os assírios atacaram Judá, sem especificar se foi antes ou depois. Ezequias poderia ter lhes mostrado com orgulho todo o ouro e a prata que possuía. Depois disso, os assírios vieram e levaram 300 talentos de prata e 30 talentos de ouro. Um ponto-chave é que, quando Deus prometeu a cura a Ezequias, antes da chegada dos enviados, Deus disse que Ele (no futuro) livraria Ezequias e a cidade de Jerusalém dos assírios. Em 2 Reis 20:6-7 e Isaías 38:6.

P: Em 2 Reis 20:20, que evidência temos de que o túnel de Siloé estava sendo construído naquela época?

R: Em 1880, dois estudantes descobriram uma inscrição em hebraico na parede. Ela relata a conclusão do túnel nos dias de Ezequias, em 701 a.C.

P: Em 2 Reis 21:1-2, depois que Deus destruiu o exército assírio, por que o rei Manassés decidiu seguir outros deuses?

R: Embora não tenhamos certeza, há vários fatores possíveis.

No passado: O exército assírio foi destruído três anos antes mesmo de Manassés nascer. Algumas pessoas optam por não se lembrar das grandes obras que Deus realizou, a menos que tenham estado presentes.

Idade: Manassés tinha apenas 12 anos e pode ter tido conselheiros perversos. Se for esse o caso, poder-se-ia questionar por que Ezequias permitiria a presença de conselheiros perversos; no entanto, esses conselheiros provavelmente estavam mais inclinados a ceder às nações vizinhas do que a confiar em Deus. Eles podem simplesmente ter permanecido em silêncio até a morte de Ezequias. Hoje, quando alguém deseja escolher um sucessor ou deixar um legado ministerial, é importante conhecer o caráter das pessoas que escolhe para sucedê-lo.

O culto a Baal consolidado: Tanto o Antigo Testamento quanto a arqueologia corroboram a ideia de que o culto a Baal não era apenas uma moda passageira ou uma “religião marginal”, mas que havia uma luta acirrada, que se estendeu por séculos, entre a adoração ao Deus Verdadeiro e a adoração a Baal.

P: Em 2 Reis 22:16, como Deus traz o mal sobre um lugar?

R: Isso se dá de duas maneiras.

Calamidade física: Deus pode enviar invasores para matar ou conquistar todo o povo — tanto os piedosos quanto os ímpios — que ali vive.

Pessoas moralmente más: No entanto, o mal aqui não se resume a trazer calamidade física a um lugar, mas também a trazer pessoas moralmente más para conquistá-lo e governá-lo.

P: Em 2 Reis 22:20 e 2 Crônicas 34:28, como Josias foi sepultado em paz, uma vez que morreu em batalha contra o Faraó Neco do Egito?

R: A expressão “morrer em paz” é usada em vários trechos da Bíblia (Gênesis 15:15, etc.), mas não é essa a expressão utilizada aqui. Diz-se que Josias seria sepultado em paz.

O Faraó Neco não tinha intenção de lutar contra Judá, e Josias foi insensato ao enfrentá-lo. Os babilônios derrotaram os egípcios, e não houve guerra nem combate para Judá assim que Josias foi morto.

P: Em 2 Reis 23:5, quais planetas eles conheciam?

R: Os povos antigos conheciam os cinco planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Júpiter e Saturno estavam muito próximos um do outro por volta de 4 a.C., e isso provavelmente é algo que os Magos teriam notado. Os astrônomos antigos consideravam os planetas como “vagantes”, pois eles não permaneciam em suas posições fixas como as estrelas.

Mercúrio: A referência mais antiga a Mercúrio encontra-se na tabuinha babilônica chamada MUL.APIN. Acredita-se que essa obra tenha sido escrita em 1370 a.C., mas a cópia que se preservou data de 686 a.C. Os babilônios não chamavam o planeta de Mercúrio (um termo latino posterior), mas sim de “o planeta saltitante”.

Vênus: O livro *The Planets*, p. 108, apresenta uma fotografia de uma antiga tabuinha babilônica que registra os movimentos de Vênus. A tabuinha é chamada de Tabuinha de Vênus de Ammisaduqa (ou Enuma Anu Enlil, Tabela 63) e provavelmente foi escrita originalmente por volta de 1750 a.C., com base na data que registra. A cópia que se preservou data de 700 a.C.

Outros locais onde os planetas são nomeados:

O filósofo Pitágoras foi o primeiro, que se saiba, a considerar que os cinco planetas se moviam em círculos concêntricos ao redor da Terra. Infelizmente, seu modelo não correspondia às observações. Um pitagórico chamado Eudoxo de Cnido (408-355 a.C.) elaborou um modelo funcional envolvendo 27 esferas diferentes ao redor da Terra, para explicar os movimentos dos cinco planetas. O modelo correspondia às observações, mas aparentemente nunca lhes ocorreu que um modelo muito mais simples seria o de os planetas orbitarem o Sol.

Filo, o Judeu (15/20 a.C. a 50 d.C.), menciona sete planetas em *Interpretação Alegórica*, I 4:8, p. 25. Presumivelmente, ele considera a Lua um planeta. Da mesma forma, Clemente de Alexandria menciona sete planetas, incluindo Saturno e a Lua, em *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 5, cap. 6, p. 453

Hipólito (225-235/5 d.C.), ao discutir os cálculos astronômicos gregos, escreve: “Aristarco, de Samos, calcula 8.000.178 estádios, mas Apolônio, 5.000.000, enquanto Arquimedes calcula 5.544.1300. E do círculo lunar ao solar (segundo a última fonte) há 50.262, 065 estádios; e deste até o círculo de Vênus, 20.272.065 estádios; e deste até o círculo de Mercúrio, 50.817.165 estádios; e deste até o círculo de Marte, 40.541.108 estádios; e deste até o círculo de Júpiter, 20.275. 065 estádios; e daí até o círculo de Saturno, 40.372.065 estádios; e daí até o Zodíaco e a periferia mais distante, 20.082.005 estádios.” Refutação de Todas as Heresias, livro 4, cap. 9, p. 29

O escritor Bardesan, ao criticar a astrologia, aborda Mercúrio e Vênus no *Livro das Leis de Diversos Países*, pp. 730, 732. Ele também se dedica ao que consideraríamos astronomia, comparando as revoluções dos planetas. “Bardesan, portanto, um homem idoso e célebre por seu conhecimento dos acontecimentos, escreveu, em certa obra de sua autoria, a respeito das sincronicidades entre os astros do céu, afirmando o seguinte: Duas revoluções de Saturno, 60 anos; 5 revoluções de Júpiter, 60 anos; 40 revoluções de Marte, 60 anos; 60 revoluções do Sol, 60 anos; 72 revoluções de Vênus, 60 anos; 150 revoluções de Mercúrio, 60 anos; 720 revoluções da Lua, 60 anos.” Livro das Leis de Diversos Países, apêndice, p. 734.

O escritor cristão primitivo Tertuliano (198-220 d.C.) não apenas escreveu sobre Saturno e Marte, mas também criticou os astrólogos que orientavam seu futuro pelas estrelas em sua obra: Sobre a Idolatria, cap. 9, p. 65

P: Em 2 Reis 23:9, quem era o Faraó Neco/Necho?

R: Os egiptólogos identificam o Faraó Neco como Psamético II, que reinou de 594 a 588 a.C.

P: Em 2 Reis 23:26, depois que Manassés se converteu perto do fim de sua vida, por que Deus não poupou a nação de Judá?

R: Embora Manassés tenha se arrependido, o povo não necessariamente se arrependeu. O incentivo de Manassés à adoração a Baal ainda tinha efeitos duradouros, mesmo que ele tivesse se arrependido.

Hoje, se uma pessoa se arrepende de ter desviado outras pessoas do caminho, os efeitos do pecado ainda podem persistir. Depois que uma pessoa se arrepende, ela ainda pode precisar se esforçar para reverter as consequências de seu pecado passado. É por isso que ouço falar de alguns ex-missionários mórmons que, depois de se tornarem cristãos, tentam entrar em contato com as pessoas que converteram ao mormonismo, a fim de persuadi-las a seguir o verdadeiro Jesus e abandonar o mormonismo.

P: Em 2 Reis 23:29, por que Josias decidiu lutar contra o Faraó Neco?

R: Josias pode ter decidido lutar por três motivos. Nenhum desses motivos veio de Deus; os dois primeiros, do medo, e o último, da ganância.

1. Josias era politicamente leal à Babilônia e temia ser considerado desleal caso permitisse que o exército egípcio atravessasse Judá sem oposição.

2. Independentemente de sua lealdade à Babilônia, Josias não queria que um exército estrangeiro marchasse por Judá. Ele não apenas se preocuparia com o que o exército egípcio faria ao passar por lá, como isso demonstraria fraqueza perante outros reinos, dando-lhes a ideia de que também poderiam marchar por Judá.

3. Uma especulação é que Josias queria que o Egito saísse da Ásia, para que, quando os assírios fossem destruídos, ele próprio pudesse controlar a Síria.

Observe que essas três razões são todas fruto de um raciocínio natural. Ausente dessas razões está qualquer ideia de perguntar a Deus o que Ele gostaria que Josias fizesse. Por quanto tempo você pode ser cristão, orar e estudar a Bíblia, até chegar o momento em que seja seguro deixar de ouvir a Deus? A resposta é: nunca.

P: Em 2 Reis 23:29, por que os crentes às vezes se envolvem em batalhas nas quais não deveriam estar lutando?

R: Pode ser por diversos motivos.

Lealdade mal direcionada: Seja para com os babilônios ou outros, às vezes os cristãos são leais a autoridades às quais não deveriam ser leais. Na Segunda Guerra Mundial, muitos soldados alemães eram luteranos ou católicos.

Não ouvir a Deus: Josias não foi guiado por Deus para lutar contra o Faraó Neco, e Josias parece não ter percebido isso. Ele poderia ter orado, consultado outras pessoas ou o urim e o tumim, mas não o fez.

Mal-entendido: Às vezes, podemos pensar que enxergamos claramente uma situação, mas estamos equivocados. Por exemplo, Josué e as 9 tribos e meia pensavam que as outras 2 tribos e meia haviam construído um altar idólatra, conforme Josué 22:12. Felizmente, eles procuraram seus irmãos e pediram uma explicação, logo antes de seu exército estar prestes a atacar as 2 tribos e meia.

Emoções pecaminosas: Quando deixamos de colocar Deus em primeiro lugar como Senhor de nossos sentimentos e seguimos nossos sentimentos de inveja, orgulho etc., como fizeram os efraimitas em Juízes 12:1-6, podemos ser gravemente feridos, assim como os efraimitas. Deus não desejava isso, e sofremos muitas coisas que Deus não desejava que sofrêssemos quando “seguimos nosso coração” e cedemos ao ódio, ao orgulho e à inveja.

P: Em 2 Reis 23:29-30, o corpo do rei Josias foi levado de Megido, o que implica que ele morreu lá, ou ele morreu em Jerusalém, como diz 2 Crônicas 35:24?

R: Há três pontos a serem considerados na resposta.

A morte costumava ser lenta: nesta era de balas e bombas, pode ser surpreendente saber que, quando alguém era morto por um tiro fatal de flecha, podia levar até um dia para que a pessoa realmente morresse. Era possível tomar medidas para diminuir o sangramento, mas não se conseguia cauterizar a ferida de forma eficaz se ela fosse profunda, nem impedir a infecção.

Josias “cavalgou morto”: 2 Reis 23:29-30 diz que Josias foi morto em Megido e, de acordo com a tradução literal de Green, Josias “cavalgou morto” de Megido até Jerusalém. A expressão “cavalgou morto” poderia significar que ele já estava morto ou que cavalgava como um homem morto, ou seja, mortalmente ferido.

Nenhuma sequência especificada: 2 Crônicas 35:24 diz que o levaram para Jerusalém e que ele morreu, mas isso não implica a sequência dos eventos. Josias poderia ter morrido em Megido, em Jerusalém ou no caminho.

Em resumo, as Escrituras não especificam o momento exato da morte; independentemente de onde Josias tenha dado seu último suspiro, ele foi morto por arqueiros egípcios no campo de batalha de Megido.

P: Em 2 Reis 24:6, Jeoiaquim “adormeceu com seus pais”, ou Nabucodonosor o levou acorrentado com grilhões de bronze para a Babilônia, conforme 2 Crônicas 36:6?

R: Ambas as afirmações estão corretas. A expressão “adormeceu com seus pais” significa simplesmente que Jeoiaquim morreu. 2 Reis 24:6 não diz como ele morreu, nem onde morreu.

P: Em 2 Reis 24:8, Jeoiaquim (Jeconias) tinha dezoito anos quando se tornou rei, ou oito anos, como diz 2 Crônicas 36:9?

R: 2 Reis 24:8 está correto; há um erro de transcrição em 2 Crônicas 36:9. Um manuscrito hebraico, algumas versões da Septuaginta e o siríaco indicam dezoito anos, enquanto a maioria dos manuscritos hebraicos indica oito anos.

Contextualmente, podemos ter certeza de que o número 18 está correto, e não o 8. 1 Crônicas 3:17 afirma que Jeoiaquim teve sete filhos e que ele reinou apenas três meses (2 Reis 24:8) antes de ser preso na Babilônia. Prender um menino de oito anos com sete filhos não é muito provável.

(Essa resposta é repetida em 2 Crônicas 36:9).

P: Em 2 Reis 24:8, Jeoiaquim reinou sobre Jerusalém por três meses ou por três meses e dez dias, como diz 2 Crônicas 36:9? (Essa pergunta foi feita por um muçulmano.)

R: Ambas as opções, pois três meses e dez dias, arredondados para o mês mais próximo, equivalem a três meses. Isso levanta uma questão mais ampla sobre a compreensão da Bíblia. Duas informações podem ser corretas, mas apresentar diferentes graus de precisão. Por exemplo, 2 Reis e 2 Crônicas não nos informam quantas horas, minutos, segundos e milissegundos ele reinou. Mas a ideia ainda é transmitida: que Jeoiaquim reinou apenas cerca de três meses, enquanto os reinados da maioria dos reis são medidos em anos ou décadas.

Por outro lado, por exemplo, se uma fonte diz algo como seis dias e outra fonte diz oito dias, então isso obviamente não se trata de arredondamento. O Alcorão afirma que a Terra foi criada em seis dias nas suras 7:54; 10:3; 11:7; 25:29. No entanto, levou oito dias, de acordo com a sura 41:9-12.

P: Em 2 Reis 24:12, por que Jeoiaquim se entregou ao rei da Babilônia?

R: Por que um fugitivo mal armado, sem reféns, se rende quando está cercado por uma força policial fortemente armada? Ele não deseja se render, mas conclui que é melhor sair vivo do que permitir que seus perseguidores entrem atrás dele. Quando Jeoiaquim teve de confiar na misericórdia dos babilônios após se rebelar, ele se encontrava em uma situação bastante lamentável.

P: Em 2 Reis 24:18, tratava-se do profeta Jeremias?

R: Não, tratava-se de um Jeremias diferente, de Libna, enquanto o profeta Jeremias era de Anatot.

P: Em 2 Reis 24:20, por que Zedequias se rebelou contra a Babilônia?

R: Quatro fatores provavelmente influenciaram a decisão desastrosa de Zedequias de se rebelar.

A falta de confiança em Deus era o problema fundamental de Zedequias, como mostra Jeremias 37:2.

Zedequias se via como um fantoche indefeso, enquanto os nobres detinham o poder real, conforme afirma Jeremias 38:5.

Confiar em uma falsa esperança — quando Zedequias e os nobres contavam com a ajuda do Egito — foi um erro fundamental, como mostra Jeremias 38:5.

Temendo que o que aconteceu a Joacim pudesse acontecer também a ele, Zedequias “aprendeu a lição”. Infelizmente, Zedequias aprendeu a lição errada e mesmo assim se rebelou. No entanto, uma vez que Zedequias começou a se rebelar, ele não considerou a rendição uma opção viável.

P: Em 2 Reis 25:7 e Ezequiel 12:13, como é que o rei Zedequias não viu a Babilônia, já que Jeremias 34:3 diz que ele foi à Babilônia?

R: Esta resposta é uma repetição da discussão sobre Jeremias 34:3.

Embora essas duas afirmações possam parecer quase impossíveis de conciliar, Jeremias 52:11 responde a isso de maneira bastante simples. Os babilônios cegaram Zedequias antes de levá-lo para a Babilônia. Consulte “When Critics Ask”, pp. 278-279, para obter mais informações.

P: Em 2 Reis 25:18, o que mais há de significativo a respeito de Seraías, o sumo sacerdote?

R: De acordo com Esdras 7:1, ele era aparentemente pai ou antepassado do profeta Esdras.

P: Em 2 Reis 25:22, temos alguma evidência arqueológica do governador Gedalias?

R: Sim, temos uma inscrição que provavelmente se refere a ele. Há uma impressão de selo de argila de Laquis que diz “pertencente a Gedalias, que está à frente da casa”. Consulte *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 4, p. 299, para obter mais informações.

Além disso, há uma imagem de Laquis em um relevo de parede no palácio real de Senaqueribe, em Nínive, de acordo com o The Communicators Commentary, 1 e 2 Reis, p. 432.

P: Em 2 Reis 25:27, por que o rei babilônico seria bondoso com Joacim e cruel com Zedequias, conforme 2 Reis 25:7?

R: Jeoiaquim se rendeu ao exército babilônico e, na verdade, nunca se rebelou. Zedequias se rebelou.

P: Em 2 Reis 25:29, há alguma evidência extra-bíblica de que Jeoiaquim foi “reabilitado” e comia regularmente à mesa do rei?

R: Sim, se entender que “à mesa do rei” significa que ele recebia as rações do rei. De acordo com o The Expositor’s Bible Commentary, vol. 4, p. 300, as tabuinhas de ração do reinado de Nabonido incluem “Yaukin, rei da terra de Yahud [Judá]”.

P: Quais são os versículos de 2 Reis contidos nos Manuscritos do Mar Morto?

R: No total, estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto os seguintes 16 versículos, de um total de 729 versículos de 2 Reis (2,2%).

2 Reis 5:26; 6:32; 7:8-10,20; 8:1-5; 9:1-2; 10:19-21.

P: Quais escritores antigos fizeram referência a 2 Reis?

R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de 2 Reis são:

Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) refere-se aos “Quatro livros dos Reinos” [1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis] entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo. Sobre a Páscoa, p. 72. Preservado na História Eclesiástica de Eusébio, livro 4, cap. 26.

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) faz alusão a 2 Reis 6,6 em *Contra as Heresias*, livro 5, cap. 17.3, p. 545

Clemente de Alexandria (193-202 d.C.) parafraseou 2 Reis 23:22. Em *Stromata*, livro 1, cap. 21, p. 328

Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) cita 2 Reis 6:17-19 a partir da Septuaginta. Em *O Instrutor*, livro 2, capítulo 1, p. 242

Tertuliano (198-220 d.C.) cita 1/3 de 2 Reis 4:26: “Pois Eliseu ordenou ao seu servo que usasse a mesma saudação quando encontrasse a sunamita; ele deveria dizer-lhe: ‘Paz ao teu marido, paz ao teu filho’”. Cinco Livros Contra Marcião, livro 4, cap. 24, p. 387

Tertuliano (198-220 d.C.) cita 3/4 de 2 Reis 4:29. Cinco Livros Contra Marcião, livro 4, cap. 24, p. 387

Hipólito (222-235/6 d.C.) faz alusão a 2 Reis 24:10 e 25:27 em seu comentário sobre Daniel, p. 177

Orígenes (225-254 d.C.) refere-se a 2 Reis 4:17, chamando-o de “o quarto livro dos Reis” (1 e 2 Samuel eram por vezes chamados de 1 e 2 Reis). Orígenes, Contra Celso, livro 8, cap. 46, p. 656

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita 2 Reis 17:20,21 dizendo: “A Sagrada Escritura declara nos livros dos Reis”. Cartas de Cipriano, Carta 75, cap. 6, p. 399

Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) faz alusão a Ezequias fazendo um cacho de figos em 2 Reis 20:7 e Isaías 38:21. O Banquete das Dez Virgens, Discurso 10, cap. 3, p. 350

Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) menciona os judeus sendo levados para o cativeiro, aludindo a 2 Reis 15 e Jeremias 39 e 52. As Instituições Divinas, livro 4, cap. 5, p. 105. Ele não faz nenhuma outra referência a 2 Reis.

Após Nicéia

Afrahat, o Sírio (337-345 d.C.) (alusão)

Atanásio (367 d.C.) menciona “Os quatro livros dos reis” ao enumerar os livros do Antigo Testamento. Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.

Efraim, o Sírio (350-378 d.C.)

Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.) (alusão)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) (implícito)

Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)

Gregório de Nanzianzo (330-391 d.C.) (alusão)

Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.) (alusão)

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) (implícito) O Panarion

João Crisóstomo (-407 d.C.) cita 2 Reis 2:10 nas Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, Homilia 1, p. 7

Concílio de Cartago (393-419 d.C.)

Rufino (374-406 d.C.)

Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel, Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.

O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.)

Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) (alusão)

João Cassiano (419-430 d.C.)

Sócrates, o historiador da Igreja (400-439 d.C.), cita metade de um versículo de 2 Reis

Após Nicéia, há também outros escritores.

P: Em 2 Reis, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?

R: Aqui estão algumas das diferenças de tradução. Para se ter uma amostra das variações entre o texto massorético e a Septuaginta grega, esta parte concentra-se no capítulo 10.

2 Reis 1:17 “Jeorão” vs. “Seu irmão Jeorão” (Septuaginta, siríaco)

2 Reis 5:12 “Abaná [rio]” (Kethib, Septuaginta, Vulgata) versus “Amaná [rio]” (Manuscritos do Mar Morto, siríaco, targumim)

2 Reis 7:13 “que restaram na cidade. Eis que são como toda a multidão de Israel que nela restou. Eis que são como toda a multidão de Israel que pereceu. E enviaremos alguém para ver.” (sim, isso está duplicado) vs. “que restaram aqui; eis que são o número que restou de toda a multidão de Israel; e enviaremos alguém até lá para ver.”

2 Reis 8:16 “Acabe de Israel, sendo Jeosafá rei de Judá” vs. “Acabe de Israel” (Septuaginta, siríaco)

2 Reis 9:27 “na carruagem” vs. “E atiraram nele na carruagem” (siríaco, Vulgata)

2 Reis 10:1 “cartas” vs. “uma carta” (a palavra “carta” está no singular tanto no texto massorético quanto na Septuaginta, no versículo 2). Josefo, em Antiguidades dos Judeus 9.125.6.5 (c. 93-94 d.C.), afirma que Jeú escreveu duas cartas: uma aos guardiões e outra aos oficiais de Samaria. (Comentário Bíblico do Expositor, volume 4, p. 213)

2 Reis 10:1 “Jizreel” (textos massoréticos, siríaco, targumim) versus “Samaria” (Septuaginta) versus “cidade” (Vulgata, algumas versões da Septuaginta)

2 Reis 10:1 “partidários/guardiões de Acabe” (textos massoréticos, algumas versões da Septuaginta) vs. “guardiões dos filhos de Acabe” (algumas versões da Septuaginta)

2 Reis 10:12 “levantou-se, entrou e foi para Samaria” vs. “levantou-se e foi para Samaria”

2 Reis 10:13 “para indagar pelo bem-estar de” vs. “para saudar”

2 Reis 10:15 “Está o seu coração em paz, assim como o meu coração está com o seu?” vs. “Está o seu coração em paz com o meu, assim como o meu coração está com o seu?”

2 Reis 10:15 “Se for assim” vs. “Jeú disse: Se for assim”

2 Reis 10:15 “dê-me a mão” vs. “dê-me a sua mão”

2 Reis 10:16 “eles o fizeram” (Masorético) vs. “ele o levantou” (Septuaginta, Siríaco, Targumim)

2 Reis 10:17 “destruíram” vs. “destruíram completamente”

2 Reis 10:19 “chame-me…” vs. “faça tudo… chame todos… para mim”

2 Reis 10:19 “não viverá” vs. “morrerá”

2 Reis 10:20 “eles proclamaram” vs. “eles fizeram uma proclamação”

2 Reis 10:21 “e todos os servos de Baal entraram. E não restou nenhum homem que não tivesse entrado.” vs. “Agora, que venham todos os servos de Baal, todos os seus sacerdotes e todos os seus profetas; que ninguém falte, pois estou prestes a oferecer um grande sacrifício; quem quer que falte, não viverá.”

2 Reis 10:23 “servos de Baal” vs. “servos de Baal, por si só”.

2 Reis 10:25 “os terceiros oficiais” vs. “os oficiais” (duas vezes)

2 Reis 10:25 “feri-os” vs. “matai-os” (de qualquer forma, o contexto indica claramente que se trata de matá-los)

2 Reis 10:26 “colunas… queimaram-nas” (Masorético) vs. “coluna… queimou-a” (Septuaginta, Vulgata, Siríaco, Targumim)

2 Reis 10:27 “colunas” vs. “coluna”

2 Reis 10:28 “destruiu” vs. “aboliu”

2 Reis 10:29 “Apenas… causou” vs. “No entanto… levou”

2 Reis 10:29 “bezerros” vs. “novilhas”

2 Reis 10:30 “porque agiu bem” vs. “por causa de todas as suas ações nas quais agiu bem”

2 Reis 10:30 “sentar-se-á por vós” vs. “sentar-se-á”

2 Reis 10:32 “fronteira de Israel” vs. “todas as regiões de Israel”

2 Reis 10:33 “gaditas” vs. “gaditas de Gaddi”

2 Reis 10:33 “Aroar, junto ao rio Arnon, mesmo” vs. “Aroar, que fica à beira do ribeiro de Arnon, e”

2 Reis 10:34 “seu poder” vs. “seu poder e as guerras em que se envolveu”

2 Reis 11:1 “descendência do reino” vs. “descendência real”

2 Reis 11:2 “eles esconderam” (Masorético) vs. “ela escondeu” (Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

2 Reis 11:4 “corredores” vs. “Rhasim”

2 Reis 13:6 “mas ele caminhou” (Masorético) vs. “mas caminhou” (Septuaginta, Siríaco, Targumim, Vulgata)

2 Reis 15:10 “diante do povo” (Masorético) vs. “em Keblaam” (Septuaginta) vs. “em Ible’am” (revisão lucaniana da Septuaginta)

2 Reis 16:6 “edomitas” (a maioria dos textos) vs. “sírios” (alguns manuscritos antigos, de acordo com a NKJV)

2 Reis 19:31 “SENHOR dos Exércitos” (muitos manuscritos hebraicos e versões antigas, segundo a NKJV) “SENHOR” (Masorético)

2 Reis 20:13 “Quando Ezequias soube deles” (textos massoréticos) vs. “Ezequias os recebeu” (Septuaginta, Vulgata, siríaco)

2 Reis 20:13 “todo o seu arsenal” (assim em muitos manuscritos hebraicos, siríaco, targumim) vs. “seu arsenal” (textos massoréticos)

2 Reis 23:16 “o homem de Deus proclamou, aquele que havia anunciado essas coisas” vs. “o homem de Deus falou” (Septuaginta)

2 Reis 23:33 “Neco o acorrentou em Ribla, na terra de Hamate” (Masorético) vs. “Neco, em Ribla, na terra de Hamate, o destituiu” (Septuaginta, 2 Crônicas 36:3)

2 Reis 25:4 “todos os soldados, à noite” vs. “o rei, com todos os soldados, fugiu à noite”

Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.