R: Amós é um livro que trata das razões e consequências do julgamento por se levar uma vida de prazeres sem Deus. O livro de Amós tem muito “caráter”, provavelmente devido ao próprio Amós. Deus utilizou a formação e a experiência desse piedoso rapaz do campo para transmitir uma mensagem que todas as ovelhas de Deus, tanto na cidade quanto no campo, precisavam ouvir.
R: Amós é um livro sobre julgamento. Aqui está um esboço simples.
1-2 O julgamento está chegando
3-6 Motivos para o julgamento
7-9:10 Cinco visões dos resultados
9:11-15 Restauração após o julgamento
P: Em Amós, a visão do autor sobre o sofrimento difere da de Jó e Daniel? O crítico bíblico Bart Ehrman escreve: “E, quando se inclui o Antigo Testamento nessa discussão, as coisas ficam completamente confusas. … O livro de Amós insiste que o povo de Deus sofre porque Deus o está punindo por seus pecados; o livro de Jó insiste que os inocentes podem sofrer; e o livro de Daniel indica que os inocentes, de fato, sofrerão. Todos esses livros são diferentes,…” (Jesus, Interrupted, p. 12)
R: Não, o espírito crítico de Ehrman está interpretando uma exclusão que não está presente. Amós nunca disse que as pessoas sofrem apenas por causa de seus pecados; Amós estava se referindo a uma situação específica de sua época. Jó realmente mostra que as pessoas sofrem por motivos não relacionados aos seus próprios pecados ou aos das pessoas ao seu redor, e Daniel realmente mostra que o povo de Deus às vezes sofre nas mãos dos incrédulos precisamente por estar seguindo a Deus. Eles dizem coisas diferentes, mas não são incompatíveis. Os diferentes lados de uma escultura parecem diferentes, mas trata-se da mesma escultura. Da mesma forma, a verdade tem diferentes perspectivas dependendo do seu foco, mas essas perspectivas são complementares, não incompatíveis.
P: Em Am 1,1, quando foi escrito o livro de Amós?
R: Amós 1:1 diz que foi escrito dois anos antes do terremoto, que ocorreu no ano em que o rei Uzias faleceu. (Isso foi dois anos antes de Isaías 6 ter sido escrito.) Ele foi escrito por volta de 762 a.C. De acordo com o livro *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 1426, evidências arqueológicas em Hazor e Samaria indicam um terremoto em 760 a.C. O livro *735 Baffling Bible Questions Answered*, p. 203, afirma que ele foi escrito entre 780 e 760 a.C.
P: Em Amós 1:1, esse terremoto foi meramente uma tradição lendária?
R: Não. Nem todos os terremotos foram registrados. Os terremotos eram comuns naquela região. Por exemplo, as descobertas arqueológicas em Qumran mostram que houve um terremoto destrutivo em 31 a.C., e, no entanto, nenhum escritor antigo registrou esse evento.
Mas encontramos evidências desse terremoto: de acordo com o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 1.426, o *New International Bible Commentary*, p. 895, e o *Believer’s Bible Commentary*, p. 1.113, evidências arqueológicas em Hazor e Samaria indicam um terremoto por volta de 760 a.C.
P: Em Amós 1:2 e 3:8, o SENHOR estava rugindo de Sião (Jerusalém) para proferir esses julgamentos ou as palavras de Amós?
R: A palavra hebraica usada aqui para “rugir” pode significar o rugido de um leão ou o som de um trovão. Podem ser duas facetas da mesma coisa. Quando Deus proferiu essas palavras de julgamento por meio de Amós, estava implícita nelas uma promessa de que tudo isso se cumpriria. Deus rugiu por meio de um desconhecido e redesenhou completamente o mapa do Oriente Médio.
P: Em Amós 1:3-26, Provérbios 30:15-31 e Provérbios 6:16-19, por que se utilizam sequências numéricas, como “três… até quatro”?
R: Trata-se de um recurso literário hebraico, às vezes chamado de “escada numérica”. Essa é uma bela expressão que serve como auxílio à memorização e mostra que o número exato “3” ou “4” não é o ponto principal, mas sim o conteúdo dos pontos.
P: Em Amós 1:3, eles literalmente debulharam Gileade com ferro?
R: Gileade era a região onde os israelitas viviam a leste do rio Jordão. Os arameus os destruíram em 2 Reis 13:1-9, especialmente no versículo 7. Uma “trilhadeira” seria um trenó com pedaços de ferro na parte inferior para separar o grão da casca. Alguns comentaristas veem isso como uma metáfora para a forma minuciosa como destruíram os gileaditas. Outros acreditam que eles literalmente mataram alguns dos gileaditas passando os trenós de debulha por cima deles.
P: Em Amós 1:4, 7, 10, 12, 14; 2:5, por que o fogo na muralha do palácio é mencionado de forma tão proeminente?
R: Foi assim que a cidade foi destruída. Não se utilizava metal nem vergalhões na construção das muralhas da cidade. Utilizava-se palha nos tijolos, e algumas partes eram reforçadas com madeira.
R: Primeiro, o que não é a resposta, e depois a resposta.
Não é a resposta: Trata-se de uma metáfora. O uso de “Éden”, em referência ao Jardim do Éden, foi uma metáfora poética para designar Damasco, o “jardim” da Síria. No entanto, por que esse nome seria uma metáfora e outros não?
A resposta: A palavra hebraica beth e a palavra aramaica bit significam “casa”. A cidade de Bit-Adini ainda não foi localizada pelos arqueólogos, mas foi mencionada nos anais acádicos. Ela foi conquistada pelos assírios logo após a época de Amós, em 855 a.C.
P: Em Amós 1:8, por que os filisteus pereceram como povo?
R: Os babilônios destruíram a nação filistina quando conquistaram a Palestina. No entanto, Zacarias 9:5-6 menciona alguns que ainda sobreviveram.
P: Em Amós 1:9, o que os fenícios fizeram de errado?
R: Não diz que eles fossem violentos, mas que venderam os israelitas como escravos. Os fenícios eram conhecidos como comerciantes de escravos, segundo Homero na Odisseia 4.288 e seguintes; 15.473 e seguintes.
P: Em Amós 1:9, qual foi a “aliança fraterna” que os edomitas quebraram?
R: Amós 1:11 fornece a resposta. Não se tratava de um tratado formal ou documento jurídico. Tratava-se, antes, da expectativa de que um povo tão intimamente relacionado não nutrisse tanta animosidade e ódio quanto os edomitas nutriam em relação aos israelitas vizinhos, desde os tempos de Gênesis 33:4-16 em diante.
P: Em Amós 2:6; 8:6, por que era errado não apenas vender os pobres, mas vendê-los por um par de sapatos?
R: Se os escravos eram tão baratos, deve ter havido uma oferta abundante. Embora a escravidão fosse permitida no Antigo Testamento, os escravos deveriam ser libertados a cada sete anos, conforme ordena Deuteronômio 15:12-18. Jeremias 34:8-21 mostra que os israelitas não estavam fazendo isso, pois...
Uma coisa é desobedecer à lei de Deus, e outra é a sociedade violá-la com tanta frequência a ponto de institucionalizá-la.
P: Em Amós 2:6, por que Deus permitiria que os justos fossem vendidos como escravos?
R: Provavelmente por uma razão semelhante àquela pela qual Deus permitiria que cristãos obedientes, que escondiam judeus durante a Segunda Guerra Mundial, fossem capturados e enviados para morrer nos campos de concentração nazistas. Deus frequentemente permite que até mesmo Seus filhos obedientes sofram danos e injustiças nesta vida. Na verdade, Romanos 8:36 menciona que, às vezes, o povo de Deus enfrentava a morte com tanta frequência que se assemelhava a ovelhas destinadas ao abate. Para uma discussão aprofundada sobre como Deus pode disciplinar Seu povo por meio de um povo ainda mais perverso, leia o livro de Habacuque.
P: Em Amós 2:8, qual é o significado geográfico dos lugares mencionados por Amós?
R: As profecias abrangem desde Damasco (NE) até Gaza e os filisteus (SO), Tiro e os fenícios (NO), Edom (ESE), Amom (E), Moabe (E) e, por fim, Judá e Israel. É como se Deus estivesse circulando, ou descendo em espiral, partindo de povos estrangeiros mais distantes, passando por nações com laços de parentesco, até chegar a Judá e Israel.
P: Em Amós 2:8, há outros exemplos de situações em que o julgamento foi evitado por pouco e de um “método circular” que serve como advertência ao povo?
R: Observe que Amós começou pela nação mais distante, sem laços próximos, e os ouvintes poderiam até se sentir aliviados por ver que o julgamento de Deus estava recaindo sobre seus inimigos. Mas então ele foi se aproximando gradualmente, até que alguém se perguntasse: como todas aquelas nações seriam punidas por seus pecados, enquanto Judá e Israel, que também eram ímpios, mas sabiam melhor, escapariam? A resposta é que não escapariam. Hoje, os Estados Unidos estão preocupados, em primeiro lugar, com os terroristas islâmicos; depois, com a China no Mar do Sul da China e com Taiwan; e, por fim, com a Rússia e a Ucrânia.
P: Em Amós 2:8, quando Deus traz o julgamento sobre uma nação ou um povo?
R: A resposta curta é: sempre que Ele quiser. Mas alguns fatores podem ser: o quanto o povo está pecando, quão graves são os pecados e há quanto tempo eles tiveram para se arrepender. Por fim, o quanto eles conhecem da verdade e se foram advertidos.
P: Em Amós 2:9-11 e 3:2, quais são as razões que Deus apresenta aqui para punir Judá e Israel tanto quanto — ou mais do que — as nações vizinhas?
R: O comportamento de Israel era pior, pois eles sabiam tudo o que Deus havia feito por eles. Como Israel queria agir como aqueles que não conhecem a Deus, Deus os trataria da mesma forma que trata aqueles que não O conhecem.
Amós 3:2 diz que Deus está lhes infligindo o castigo não porque eles não O conheçam, mas porque O conhecem e, mesmo assim, Lhe dão as costas.
P: Em Amós 2:14-16, por que Deus está enfatizando que os fortes cairão?
R: Uma razão pode ser que os israelitas haviam confiado em Deus para lutar por eles. “O Senhor está conosco” era o seu grito de guerra em Números 23:21; Deuteronômio 20:4; 31:8; Juízes 6:12; Isaías 8:10; Sofonias 3:15, 17. Deus prometeu defender Seu povo obediente em tempos de angústia, conforme Salmos 23:4; 46:7,11 — mas nada mais. Contudo, esse lema estava ultrapassado; Amós 5:2 mostra que eles serão abandonados.
P: Em Amós 3:2, o conhecimento de Deus é bom ou não?
R: Conhecer melhor a Deus é bom, mas somente se o senhor desejar amá-Lo e segui-Lo. Como Amós 3:1 sugere, um relacionamento mais profundo implica maior responsabilidade. O Senhor está explicando aqui uma razão pela qual Judá e Israel serão punidos tão severamente quanto as nações ao seu redor, se não mais. Um relacionamento com Deus é mais importante do que o conhecimento.
P: Em Amós 3:2, isso significa que ninguém mais conhecia Deus além dos israelitas?
R: Não. Todos possuem, pelo menos, um pouco de revelação sobre Deus, simplesmente ao observar a criação, como mostram Romanos 1:19-20 e Salmos 19:1-6. Além disso, Deus revelou-Se a não israelitas, incluindo Abraão, Quetura, Adão, Noé e Enoque. Jonas pregou aos ninivitas, e os egípcios, moabitas, edomitas e assim por diante conheciam o Deus dos israelitas.
No entanto, até a época de Cristo, ninguém mais possuía o conhecimento de Deus na mesma medida em que Deus concedeu aos judeus, que receberam a Torá de Deus. Os judeus ocupavam um lugar especial, tanto como povo escolhido quanto como aqueles a quem foram entregues as próprias palavras de Deus, conforme mostra Romanos 3:1-2.
P: Em Amós 3:3, o que significa “duas pessoas caminhando juntas” neste contexto?
R: Duas pessoas não caminham juntas por um caminho se não estiverem de acordo entre si e não desejarem ir a um lugar comum. Um ditado ocidental com significado semelhante é: “pássaros da mesma plumagem voam juntos”. Mesmo que você não queira cometer uma determinada maldade por conta própria, se você sempre caminhar junto... Duas pessoas não caminham juntas a menos que concordem em fazê-lo.
P: Em Amós 3:3-6, qual é o ponto central dos sete exemplos apresentados nesses quatro versículos?
R: Deus está explicando que as ações e o coração deles são a causa do julgamento. Cada uma dessas coisas não ocorre a menos que a razão antecedente esteja presente. Da mesma forma, a punição de Deus a Israel também não ocorreria aqui, se eles não tivessem se afastado Dele. No momento, eles não têm intenção de voltar, portanto o julgamento é inevitável. Se não querem seguir a Deus, então não precisam mais viver em Sua terra. No futuro, todos seriam exilados e apenas um pequeno remanescente retornaria.
P: Am 3,4: por que um leão à caça ruge?
R: Um leão não ruge quando está perseguindo uma presa, mas apenas quando está prestes a capturá-la.
R: A palavra “mal” tem dois significados:
Calamidade / desastre / coisas prejudiciais: Sim, Deus causa essas coisas às vezes.
Mal moral: Não, Deus não causa diretamente o mal moral. No entanto, Deus permite que ele ocorra e até mesmo o “canaliza” para os Seus fins, utilizando-o e incorporando-o como parte do Seu plano.
Os muçulmanos não devem se surpreender com o fato de que o termo “mal” pode significar dano, e não apenas o mal moral. O termo é usado dessa forma em seus próprios escritos, no Hadith de Bukhari, volume 3, livro 29, capítulo 7, n.º 56, p. 35.
P: Em Amós 3:7-8, quais catástrofes futuras Deus revelou por meio dos profetas?
R: Aqui estão muitas delas.
Noé foi um pregador da justiça, conforme 2 Pedro 2:5. Ele teve cem anos para pregar enquanto construía a arca.
Os reinos divididos após a morte de Salomão: 1 Reis 11:29-39 - 2 Reis 23:15-20
A morte de Abias, que poria fim à dinastia de Jeroboão. 1 Reis 14:1-16 - 1 Reis 14:17-18; 15:29
A morte de Acabe e Jezabel e a extinção de sua linhagem. 1 Reis 21:17-24 - 1 Reis 22:29-37
A morte de Acazias - 2 Reis 22:29-37; 2 Reis 8:30-10:11
A derrota de Moabe - 2 Reis 3
Repetição da queda da dinastia de Acabe 2 Reis 9:7-10
Judá seria levada ao exílio na Babilônia 2 Reis 20:16-18, 2 Reis 21:10-15, 2 Reis 22:14-20 - 2 Reis 24-25, Jeremias 29:4-23.
P: Amós 3:7 indica que deve haver sempre um profeta na Terra, como afirmou o apóstolo mórmon Bruce McConkie em *Comentário Doutrinário do Novo Testamento*, vol. 2, p. 606?
R: Não. Não houve ninguém no ofício de profeta durante os quatrocentos anos entre o fim do Antigo Testamento e João Batista; portanto, nem mesmo os mórmons podem afirmar isso e manter a coerência.
P: Em Amós 3:7, qual é a função dos cristãos hoje em dia no que diz respeito a dar advertências?
R: Quando Deus permitiu que Seu povo escolhido fosse capturado, exilado e destruído como nação, e quando Deus permitiu que Seu templo fosse destruído, alguém poderia perguntar: “onde está Deus em tudo isso?” e “Deus não se importa?”. Os profetas do Antigo Testamento transmitiram a mensagem de que Deus fez muito mais do que simplesmente saber de antemão que isso aconteceria; Deus se importou em garantir que esses desastres ocorressem. Os profetas tinham um papel importante; quando essas coisas acontecessem no futuro, o povo poderia lembrar-se das palavras dos profetas, ver as consequências e, talvez, arrepender-se e voltar-se para Ele.
Quem deve desempenhar esse papel crucial hoje? Deus tem Sua igreja, e Ele nos deu a ordem de sermos uma voz profética, pregando o evangelho. O evangelho não é apenas desgraça e tristeza, mas possui um aspecto de “desgraça” que significa: arrependam-se ou perecerão.
P: Em Am 3,12, qual é a utilidade das partes dilaceradas de um animal neste contexto?
R: Dizer que as partes do animal são “salvas” seria um dos significados da palavra neste contexto, conforme afirma o New International Bible Commentary, p. 902.
No entanto, haveria um aspecto prático positivo, ainda que muito pequeno, para o pastor. Se uma ovelha desaparecesse, o pastor seria responsável por indenizar o proprietário pela perda, a menos que pudesse provar que ela havia sido dilacerada por animais selvagens, conforme diz Êxodo 22:10-13. Em Gênesis 31:39, Jacó diz a Labão que, quando uma ovelha era atacada por animais selvagens, ele mesmo arcava com a perda, em vez de levar os restos mortais a Labão.
P: Em Amós 3:14, o que há de significativo em Betel e seus altares?
R: Betel era um local especial para a adoração ao Senhor que foi “reaproveitado”. Abraão habitou ali em Gênesis 12:8, logo após ter tido a visão de que Deus daria a terra aos seus descendentes. Foi ali que Jacó teve a visão dos anjos subindo e descendo por uma escada que levava ao céu. A cidade chamava-se Luz naquela época, mas Jacó a renomeou como Betel, que significa “casa de Deus”. Deus disse a Jacó para morar em Betel em Gênesis 35:1-15. Débora, a ama de Raquel, faleceu e foi sepultada em Betel.
Mas então, quando Jeroboão se rebelou contra Roboão, percebemos que, politicamente, não seria bom para os israelitas do norte irem frequentemente a Jerusalém, no reino do sul, para adorar. Assim, Jeroboão ergueu dois altares: um no extremo norte, em Dan, e outro próximo à fronteira de Judá, em Betel. Em vez da adoração ao SENHOR, Jeroboão colocou bezerros de ouro para que o povo os adorasse, conforme 1 Reis 12:32-13:4. Então, um homem de Deus veio e profetizou que um futuro rei, Josias, mataria os sacerdotes de Baal em Betel e, como sinal, o altar se partiria ao meio. Então, o altar se partiu em dois. Mas, em vez de levar a sério a advertência e o milagre divino, bastou simplesmente encontrar outra pedra grande, como acontecia antes da época de Jeroboão II. Mais tarde, esse altar seria destruído definitivamente pelo bom rei Josias, conforme 2 Reis 23:15-16.
Portanto, Satanás não precisa construir nada; basta-lhe apenas reaproveitar o que foi construído para Deus.
P: Em Amós 3:14, o que hoje é semelhante a Betel e seus altares?
R: Muitas catedrais na Europa levaram um ou dois séculos para serem construídas. Apesar do tempo e do custo, pelo menos as pessoas sabiam que haveria um local permanente para adorar a Deus, construído para resistir ao passar dos séculos. No entanto, hoje algumas igrejas e catedrais foram transformadas em empreendimentos comerciais e até mesmo em mesquitas. Sim, os edifícios são permanentes, mas seu propósito não o era.
Um segundo exemplo é que muitas denominações, que começaram com o objetivo de glorificar a Deus, mudaram ou se dividiram para seguir sua própria agenda e não afirmam mais seguir tudo o que Deus nos ordena na Bíblia. Por exemplo, se a Bíblia diz que praticar a homossexualidade é errado, e as igrejas Episcopal e Metodista Unida têm ministros homossexuais, elas são como Betel depois que foi reaproveitada por Jeroboão.
Muitos seminários, como Harvard, Yale, Princeton e Dartmouth, eram originalmente bons seminários para a formação de ministros. Agora, eles se afastaram do ensinamento de que toda a Bíblia é a palavra de Deus.
Individualmente, precisamos estar atentos a nós mesmos. Deus pode nos conceder bênçãos como dinheiro, educação e experiência profissional, que podem ser utilizadas para fins piedosos ou redirecionadas para servir a propósitos malignos.
P: Em Amós 4:1-3, qual é o sentido da metáfora com as vacas aqui?
R: Basã era uma rica região de pastagens (Jeremias 50:19; Miquéias 7:14), com gado bem alimentado — ou, poderia-se dizer, mimado (Salmo 22:12; Ezequiel 39:18). Essas mulheres exigiam luxo e prazer. Embora explorassem economicamente os outros, provavelmente nem sequer estavam cientes de que o faziam. Talvez, com seus hábitos de beber e gastar muito, elas estivessem levando seus maridos a explorar outras pessoas para sustentar o padrão de vida que esperavam. Não há menção à imoralidade sexual aqui, mas essas mulheres são, de certa forma, o oposto da esposa virtuosa descrita em Provérbios 31:10-31.
Como gado mimado, essas mulheres esperavam que os outros atendessem às suas exigências. Talvez elas fossem as primeiras “Karens”.
P: Em Amós 4:2, por que o senhor acha que a ênfase está aqui: “O Senhor Deus jurou por Sua santidade”?
R: Deus afirma que isso certamente acontecerá. Todas as precauções que possam tomar, todo o dinheiro e poder que possuam, não serão capazes de impedir que isso aconteça.
P: Em Amós 4:4, por que diz para subirem a Betel ou a Gilgal e pecarem?
R: A declaração de Amós seria chocante para seus ouvintes, e esse era o objetivo. Pense nisso como um convite irônico para que se apressem em direção ao seu julgamento. Amós estava ridicularizando sarcasticamente a adoração deles. Infelizmente, os israelitas costumavam ir a Betel e Gilgal para adorar e honrar a Deus desde a época de Josué até a construção do Templo de Salomão. Agora, os israelitas ainda iam a Betel e Gilgal, mas era para fazer oferendas a deuses falsos, ou então oferecer tanto a deuses falsos quanto ao Senhor ao mesmo tempo, o que era igualmente grave. Gilgal ainda era um local de sacrifício, de acordo com Amós 5:5; Oséias 4:15; 9:15; e 12:11. Betel e Dan eram os dois locais que Jeroboão havia estabelecido para a adoração dos bezerros de ouro. Sacrifício é um termo genérico para qualquer tipo de sacrifício animal ou humano.
P: Em Amós 4:4, quando — se é que devemos — devemos ser sarcásticos ou irônicos em nosso testemunho?
R: Tenha muito, muito cuidado ao usar essas ferramentas, pois tudo o que você escrever ou disser poderá ser copiado ou repetido, muitas vezes sem o contexto completo. Você não quer passar a impressão de ser maldoso ou sem amor.
Mas se uma pessoa não ouvir ou se recusar a ouvir suas advertências, e nem mesmo considerar seus argumentos, você poderia responder com algo como: “Ótimo, vá fazer o que diz. Você sabe que isso muito provavelmente levará a _____. Entendo que é isso que você quer, certo?” Ou: “Você está dizendo isso, certo? (dê a essa pessoa a chance de concordar.) Então, você não se importa que eu diga a outras pessoas que você acredita em ______. (Se a pessoa disser que se importa, pergunte por que não.)
P: Em Am 4,6, o que Amós quis dizer com “dentes limpos”?
R: Essa expressão significava que os dentes deles não teriam nenhuma partícula de comida, porque não tinham nada para comer.
P: Em Am 4,6-11, em que momentos devemos dizer às pessoas que desastres naturais ou guerras podem servir como um aviso de Deus?
R: Alguns considerariam que Deus fez essas coisas aos israelitas, mas outros considerariam que Deus simplesmente retirou sua proteção deles e os abandonou à desgraça. De qualquer forma, eles não deveriam ter deixado de perceber a mão de Deus ao permitir que essas coisas acontecessem.
Alguns judeus estão decepcionados ou até mesmo desiludidos com o fato de que, se existe um deus, Ele permitiu que o holocausto acontecesse. Mas se o povo judeu já não estava mais obedecendo à Lei do Antigo Testamento (sacrifícios e tudo mais) e rejeitou o Messias, por que deveriam esperar que Deus fosse obrigado a lhes conceder proteção especial?
Quando uma calamidade atinge algumas pessoas, não devemos pensar que elas sejam mais merecedoras do que as pessoas ao seu redor a quem isso não aconteceu. Jesus disse que os galileus cujo sangue Pilatos misturou com seus sacrifícios e aqueles sobre os quais caiu a Torre de Siloé, em Lucas 13:1-5, não eram piores do que os demais. Mas Jesus também disse que havia uma lição para todos ali. A menos que se arrependam, vocês também perecerão.
Às vezes, coisas ruins acontecem a servos obedientes de Deus, e eles, assim como Jó, não têm ideia do motivo pelo qual essas coisas lhes aconteceram. Por tudo o que aconteceu apenas a ele e à sua família, ficou claro que não se tratava apenas de coincidência ou acaso. Mas, mesmo assim, Jó não via nenhuma razão.
O que não podemos aprender com desastres naturais ou guerras:
1) Que as pessoas prejudicadas eram piores ou mais perversas do que aquelas que não foram prejudicadas.
2) Que você estará a salvo se não for tão perverso quanto aqueles ao seu redor.
3) Que todas as consequências do pecado ocorrem nesta vida.
Três coisas que podemos aprender com desastres naturais ou guerras:
1) Deus permite que essas coisas aconteçam, seja a uma nação ou a uma região, e não promete qualquer proteção àqueles que não seguem a Deus.
2) Além disso, coisas ruins acontecem até mesmo a crentes obedientes, como Jó.
3) A vida não se limita à Terra, e somente após a morte, no dia do julgamento, as coisas serão restabelecidas com justiça.
P: Em Amós 4:7, por que Deus às vezes causa injustiça?
R: Embora alguns possam considerar a “justiça” proveniente do homem, de Deus e da natureza como um direito inalienável, neste mundo caído, tanto a Bíblia quanto as evidências empíricas mostram que não é esse o caso. Deus proporcionará justiça completa, desde os bebês recém-nascidos que são massacrados até os opressores malignos que prosperam durante toda a sua longa vida. No entanto, a justiça para todos só se concretizará no dia do julgamento.
Por outro lado, a situação atual neste mundo caído não deve ser usada como desculpa para que não sejamos justos e imparciais com todos.
R: O primeiro termo refere-se à família de doenças vegetais chamada “ferrugem”, fungos que matam as plantas. O segundo termo é “gafanhoto”. Quando uma planta é acometida por uma dessas pragas e a infestação se espalha, ela não sobreviverá sem o uso de produtos químicos modernos. A planta ainda está viva no momento, mas sua morte é lenta, porém inevitável.
P: Em Amós 4:13, o fato de Deus criar o vento prova que o Espírito Santo é um ser criado?
R: De forma alguma. Amós 4:13 menciona que Deus forma as montanhas e cria o vento. Muitas vezes, quando a Bíblia menciona coisas naturais, como montanhas e vento, o significado é simplesmente montanhas e vento. Se não há significado alegórico para “montanhas”, é um exagero tentar forçar a interpretação de que “vento”, logo ao lado, se refira ao Espírito Santo e criar uma nova doutrina teológica. Embora o Espírito Santo tenha sido comparado ao vento como metáfora, isso NÃO significa que, toda vez que o vento sopra, todas as pessoas e animais no caminho do vento estejam sentindo o Espírito Santo.
Historicamente, Ambrósio de Milão é o primeiro conhecido a responder a essa questão em *Sobre o Espírito Santo*, livro 2, cap. 48, p. 120.
P: Conforme Amós 5:1-3, por que Amós, sob a inspiração de Deus, lamentaria aqui?
R: Um lamento poético seria comum de se dizer ou cantar em um funeral. Um métrico 3+2 era comum em um canto fúnebre, e é isso que está escrito aqui, conforme aponta o *New International Bible Commentary*, p. 905. O julgamento ainda não havia ocorrido, de modo que era como se uma pessoa estivesse ouvindo seu próprio obituário. Além de Amós anunciar o que estava prestes a acontecer, o capítulo 5 nos revela como Deus se sente em relação ao que está por vir. Deus não se agrada da morte do ímpio, mas sim de que ele se converta da sua impiedade e viva (Ezequiel 18:23).
P: Em Amós 5:1-27, o que há de interessante na estrutura deste capítulo?
R: A poesia hebraica não era organizada por rima, como a poesia em inglês, mas sim por conteúdo. A poesia hebraica era frequentemente organizada como um quiasmo, em que a última metade do poema é uma imagem espelhada da primeira metade, reformulando tudo na ordem inversa. Amós 5:1-17 é um quiasmo, e Amós 5:18-27 é outro quiasmo.
5:1-3 O julgamento devastador de Deus sobre a terra e as cidades
- 5:4-6 Busquem a Deus, não os altares dos ídolos, e vivam
- - 5:7 Injustiça contra os justos
- - - 5:8-9 Deus é soberano sobre os céus e as fortalezas
- - 5:10-13 Injustiça contra os íntegros e os pobres
- 5:14-15 Busquem o bem, não o mal, e vivam
5:16-17 O julgamento devastador de Deus nas ruas e nos campos
O segundo quiasmo é
5:18-20 O Dia do Senhor será severo para os ímpios
- 5:21-22 Deus odeia a adoração hipócrita de um povo injusto
- - 5:23-24 Deus deseja justiça e retidão, não a adoração que Ele detesta
- 5:25-26 Mesmo durante o Êxodo, vocês adoraram hipocritamente outros deuses
5:27 Naquele dia, vocês serão levados em cativeiro para além de Damasco
Amós 5:10-13 é, na verdade, um quiasmo dentro de um quiasmo.
P: Assim como Amós 5:1-3 lamenta o julgamento dos ímpios, assim como Jeremias chorou pelo povo em Jeremias 4:19; 9:1-2, e assim como Jesus lamentou por Jerusalém em Mateus 23:37, quando devemos lamentar publicamente por um povo, pelo seu julgamento e pela sua impiedade?
R: Primeiro, vamos ver por que essas pessoas — e nós — devemos lamentar. Depois, veremos quando e como lamentar.
Por que lamentar: Em geral, há três razões para lamentar por uma pessoa ou um povo pecador.
a) Por causa do mal que estão praticando: se eles afirmam ser crentes, especialmente, devemos lamentar como o pecado deles desonra a Deus.
b) Por causa do julgamento iminente: devido ao julgamento que recairá sobre eles, nesta vida e na eternidade.
c) Por causa do que poderia ter sido: como diz Jonas 2:8: “Aqueles que se voltam para ídolos vãos abandonam a própria misericórdia.” (World English Bible)
d) Pessoalmente, lamentar-se pelo próprio pecado faz parte do arrependimento.
Quando lamentar: Nesses exemplos, é mais eficaz lamentar enquanto ainda há esperança, antes que sejam mortos. Quando Davi lamentou a morte de seu filho em 2 Samuel 12:16-23, ele parou assim que o filho faleceu.
Como lamentar-se: Embora diferentes culturas possam ter costumes distintos, todas essas lamentações foram públicas, de modo que outros pudessem ver e, talvez, tomar isso como um aviso. Podemos lamentar-nos verbalmente, tanto em um discurso público quanto em conversas particulares com as pessoas. Podemos lamentar-nos por escrito, na internet, em blogs e redes sociais, e em livros e artigos. Os cristãos têm “lamentado-se” em outdoors que as pessoas veem ao passar de carro. Há muitas maneiras de expressar publicamente nosso lamento pelo afastamento de um país de Deus.
P: Em Amós 5:4,6, por que Deus ordena que as pessoas O busquem?
R: Mesmo em todos esses versículos de julgamento, Deus oferece ao povo a oportunidade de buscá-Lo e viver. Mas Deuteronômio 4:29 e Jeremias 29:13 dizem que devemos buscá-Lo de todo o coração. Devemos buscar o Senhor nos termos Dele, não nos nossos.
Buscar a Deus é uma questão muito fácil ou muito difícil, dependendo de você ter ou não a base teológica correta.
Muitos calvinistas radicais têm dificuldade com este versículo. Outros calvinistas resolvem sua dificuldade afirmando que Deus ordenou coisas para as quais nunca deu a alguns os meios para obedecer, nem pretendia que obedecessem, nem mesmo, em Sua vontade secreta, desejava que obedecessem.
A maioria dos cristãos reconhece que, obviamente, Deus está ordenando algo às pessoas para o qual Ele lhes concedeu, pelo menos, alguns meios para que possam obedecer. Deus ordena certas coisas às pessoas, lhes dá os meios, mas também lhes concede a liberdade de obedecer ou desobedecer.
P: Em Am 5,5b, qual é o sentido dessas duas advertências?
R: Trata-se de jogos de palavras proféticos ou trocadilhos. Embora os trocadilhos sejam frequentemente humorísticos, estes não o são, mas constituem uma forma de relembrar. Gilgal era originalmente um memorial da entrada de Josué na terra, mas aqui Gilgal será uma lembrança do exílio da terra. Bétel era um lugar especial para Abraão, Jacó e outros, e significava “casa de Deus”. Mas Amós a chamou de Bét-Aven, que significa “casa do nada” ou “casa do mal”.
Essa advertência é bastante incomum, pois normalmente as pessoas são convidadas a se arrepender e ir a um local de adoração. No entanto, esses costumavam ser locais imaculados de adoração ao Deus verdadeiro, mas não o são mais. Assim, em vez de “arrependei-vos e vinde”, a mensagem aqui é “arrependei-vos e afastai-vos” dos locais outrora piedosos, que não o são mais.
Hoje, quando um lugar — seja um seminário ou uma denominação — se afastou completamente de Deus, não devemos tentar “vir” e reformá-lo por dentro. Pode haver um momento para isso, enquanto eles ainda estão lutando, mas chega um momento em que é tarde demais para tal. Em vez disso, devemos “ficar longe” e nos unir aos crentes piedosos contra aqueles que já se comprometeram a se afastar de Deus.
P: Em Am 5,8, qual é o significado das Plêiades e da constelação de Órion em particular?
R: Este versículo enfatiza a soberania de Deus sobre todos os céus e a terra. Mas, especificamente, na astronomia (não na astrologia), na Palestina, o surgimento das Plêiades significava a chegada da primavera, enquanto o surgimento de Órion significava a chegada do inverno. Essas constelações surgiam e desapareciam todos os anos com a precisão de um relógio. De maneira semelhante, a soberania de Deus e a execução do julgamento também ocorreriam. As Plêiades e Órion também são mencionadas em Jó 9:9 e 38:31.
P: Em Amós 5:10-13, qual é o quiasmo presente aqui?
R: Trata-se de um quiasmo dentro do quiasmo mais amplo de Amós 5:1-17.
5:10 Os justos são intimidados
- 5:11a Os pobres são oprimidos
- - 5:11b-12a Julgamento do pecado contra a aliança
- 5:12b Os pobres são oprimidos
5:13 Os justos são intimidados
P: Em Amós 5:18, as pessoas não devem desejar o dia do Senhor, ou devem desejá-lo, conforme mostra 2 Pedro 3:14?
R: Os filhos de Deus devem desejá-lo, e aqueles que se recusam a seguir a Deus não devem desejá-lo, da mesma forma que os egípcios não deveriam ter desejado a noite da Páscoa, conforme Êxodo 12:29. Amós, aqui, dirigia-se àqueles que eram religiosos, mas não estavam em paz com Deus. Eles afirmavam desejar o dia do Senhor, mas, na realidade, deveriam temê-lo, uma vez que não estavam seguindo a Deus, a não ser por aparência.
P: Em Amós 5:18, como é que algumas pessoas hoje em dia se aproveitam da graça de Deus para que Ele as proteja, apesar de sua infidelidade e conduta ímpia?
R: Por falarem da boca para fora, elas podem pensar que merecem as bênçãos de Deus. Mas mesmo que sejamos totalmente obedientes, tanto nas palavras quanto nas ações, ainda assim não merecemos as bênçãos de Deus.
P: Qual é o significado de Amós 5:19?
R: Justamente quando acharem que estão a salvo do perigo, então um desastre fatal os atingirá.
P: Em Amós 5:21, por que Deus desprezou suas festas religiosas?
R: Em primeiro lugar, aparentemente eles tentavam honrar a Deus com Suas cerimônias, ao mesmo tempo em que continuavam realizando cerimônias religiosas idólatras. Embora Deus tenha instituído as festas e os rituais no Antigo Testamento, Ele desprezava o fato de eles celebrarem essas festas de forma hipócrita. Eles davam ênfase à observância das festas e negligenciavam outras partes da Lei de Deus, como ajudar os pobres e viver com pureza. O único propósito que as festas religiosas do Antigo Testamento serviam, para eles, era fazê-los sentir-se bem do ponto de vista religioso, e Deus não queria que tivessem esse sentimento falso.
P: Em Am 5,23, a aversão de Deus aos instrumentos aqui mostra que não devemos usar instrumentos na igreja?
R: Não, pelo contrário, isso mostra que os instrumentos de cordas faziam parte da adoração no Antigo Testamento. Deus não gosta de adoração insincera. Amós 5:22-23 não justifica a ausência de instrumentos nos tempos do Antigo Testamento, assim como não justificaria a ausência de sacrifícios nesses mesmos tempos. Uma observação interessante é que os verbos em Amós 5:21-22 estão no plural, enquanto o versículo em Amós 5:23 está no singular. Portanto, Deus está dizendo a cada indivíduo que pare de fazer isso, caso não tenha se arrependido.
P: Amós 5:25 afirma que os sacrifícios dos israelitas no deserto durante 40 anos não foram oferecidos a Deus, uma vez que Êxodo 24:4 e outros textos afirmam que foram oferecidos a Deus?
R: Certamente Moisés e muitos israelitas realizaram sacrifícios adequados ao Deus verdadeiro. No entanto, muitos outros israelitas durante o Êxodo não tinham a intenção de servir ao Deus verdadeiro. Além disso, quase todos os israelitas realizaram sacrifícios idólatras ao bezerro de ouro no Monte Sinai.
P: Em Amós 5:25-27, quando a confiança em uma religião, mesmo na religião cristã, pode ser uma confiança falsa?
R: Obviamente, aqueles que confiam em uma religião de um demônio ou de um deus falso estarão em apuros. Mas mesmo confiar em Deus e na verdade da Palavra de Deus é uma falsa esperança se você não tiver feito de Jesus o Salvador e o Senhor da sua vida.
Deus não precisa nem deseja que O adorem de forma misturada com hipocrisia e rebelião.
R: Há alguma incerteza quanto a esses nomes aqui, pois o texto massorético e a Septuaginta divergem. Independentemente disso, tratava-se de ídolos que os israelitas adoravam no deserto. Escavações arqueológicas na Palestina revelaram um culto idólatra florescente, que se estendeu, de certa forma, por quase todo o período da história dos israelitas até o Exílio. Alguns liberais têm apontado [corretamente] que essa religião politeísta era muito diferente daquela que nos foi transmitida pela Bíblia. Em vez de desmerecer a Bíblia, essas evidências confirmam ainda mais sua autenticidade. A própria Bíblia registra a idolatria quase constante de alguns israelitas na terra. A Bíblia teria omitido tudo isso se estivesse tentando apresentar uma versão “suavizada” e embelezada, em vez do quadro verdadeiro da história real.
Essas palavras podem significar santuário e pedestal. Outra interpretação é que sejam sinônimos do ídolo Saturno. Alguns acreditam que esses nomes estejam relacionados a deuses adorados pelos assírios e arameus. Independentemente disso, vários ídolos eram adorados pelos povos a nordeste deles. A questão é que, se você adorar esses ídolos como deuses, será levado ao exílio, onde esses ídolos são adorados.
P: Em Am 6,1, o que havia de errado em confiar no monte de Samaria?
R: Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.
Não é a resposta: Jerusalém, em vez disso: Alguns da Judéia diriam que deveriam ter confiado no Monte Sião (local de Jerusalém), onde ficava o Templo de Deus, em vez da religião falsa de Samaria. No entanto, Jeremias 7 prova que essa é a resposta errada.
A resposta: Não devemos confiar em nenhuma prática religiosa, nem mesmo naquelas que realizamos porque Deus nos ordenou. É claro que as pessoas não devem confiar em atos idólatras, mas também não devem confiar em sua própria obediência religiosa; em vez disso, devem confiar em Deus. Em Sofonias 1:12, as pessoas pensavam que Deus não faria nada; mas aqui Amós afirma que Deus está especificamente decidido a punir aqueles que O rejeitam, mas ainda assim levam o Seu nome.
P: Em Amós 6:1-7, de que maneira algumas pessoas hoje se sentem falsamente à vontade, assim como naquela época?
R: As pessoas se sentem tranquilas quando não veem urgência em mudar, não têm desejo de mudar e não veem motivo algum para mudar. Elas não estão próximas de Deus e não têm desejo de se aproximar mais, pois não veem necessidade alguma. Devemos sempre desejar nos aproximar mais de Deus.
Em Judá, acreditava-se que Samaria iria, em primeiro lugar, adiar por algum tempo qualquer problema que se aproximasse.
P: Em Amós 6:5, de que maneira algumas pessoas tentam imitar os grandes líderes religiosos atualmente?
R: Os cânticos e salmos de Davi foram compostos para Deus. São belos tanto no sentido literário quanto no sentido religioso. Essas pessoas, que aparentemente se importavam pouco com Deus, ainda assim tentavam imitar o que Davi fazia.
Hoje, as pessoas podem admirar a arquitetura e a arte cristãs, bem como os escritos de cristãos, mas não desejam servir e adorar a Cristo. Elas podem ter sentimentos positivos em relação ao cristianismo, mas não as confunda com cristãos genuínos se não tiverem entregado sua vida a Deus.
P: Em Amós 6:8, por que Deus odiaria especialmente o orgulho em você?
R: Basta uma única atitude pecaminosa, o orgulho, para impedir muitas coisas boas, como a gratidão, a satisfação e a capacidade de aceitar correções. Ele pode se intensificar a ponto de incluir inveja, falta de perdão e o sentimento de mágoa quando os outros não reconhecem sua suposta superioridade.
Existem três formas ligeiramente diferentes de orgulho:
1) Pensar que é melhor, mais importante ou mais valioso do que outra pessoa.
2) Orgulho do que você mesmo realizou, atribuindo a si mesmo o mérito pelo que Deus e outras pessoas fizeram.
3) Orgulho do que você fez. Não somos importantes por causa do que criamos, mas porque Deus nos criou. Não somos amados por Deus pelo que fizemos, mas pelo que Deus fez.
Um aspecto do orgulho é a estupidez, pois o senhor não tem nada de que se orgulhar em si mesmo.
P: Em Am 6,10, por que o povo não mencionaria o nome de Deus neste contexto?
R: As pessoas que, no passado, blasfemavam contra o nome de Deus com tanta leveza, agora têm medo até mesmo de pronunciá-lo, devido à ira que se abateu sobre elas.
P: Em Amós 6,12 e Ezequiel 5,6, como é que alguns transformam o julgamento em fel amargo e o fruto da justiça em cicuta?
R: Espera-se justiça de um juiz que julga um caso. Quando uma pessoa recebe o que entende ser injustiça, ela pode ficar amargurada e desistir da ideia de que alguma vez haverá justiça. Algumas coisas não fazem sentido, como cavalos correndo sobre pedras ou bois arando ali. Da mesma forma, algumas decisões judiciais não farão sentido.
P: Em Amós 7, quando — se é que há algum momento — devemos interceder perante Deus pelas pessoas ímpias?
R: Todos cometem pecados; portanto, em certo sentido, sempre oramos por pessoas pecadoras sempre que oramos por alguém. Mas este contexto é diferente; tratava-se de pessoas ímpias e impenitentes. Amós, e nós, devemos continuar orando por pessoas ímpias e impenitentes, para que se arrependam e se voltem para Deus. Sem a graça de Deus, estaríamos exatamente na mesma situação que elas.
P: Em Amós 7:7-9, qual é exatamente a função de um fio de prumo?
R: Ele simplesmente mostra, tanto para a pessoa que o colocou quanto para todos os demais, se algo está reto e nivelado, ou torto. Uma parede parcialmente construída que está torta pode ser demolida e reconstruída. Uma parede antiga pode ser testada para verificar se ainda está em boas condições ou se deve ser derrubada. Um fio de prumo medirá Jerusalém, para verificar se ela deve ser destruída, em 2 Reis 21:13
Um fio de prumo não faz nada por si só, mas mostra o que está torto e precisa ser destruído. O julgamento de Deus não seria arbitrário, mas de acordo com o fio de prumo da Sua lei.
P: Em Amós 7, Amós foi denunciado como traidor por dizer coisas que eles não queriam ouvir. De que maneira uma pessoa hoje poderia ser falsamente acusada de deslealdade?
R: Muitas pessoas interpretam erroneamente, de forma fundamental, o conceito de lealdade.
Lealdade a um país versus a um líder político: se o senhor acredita que o atual líder político não é o melhor para o seu país e que outro deveria ser eleito, alguns podem chamá-lo de desleal ao país. Eles não veem diferença entre seguir um líder cegamente e ser leal a um país. Por causa disso, paradoxalmente, o senhor pode ser mais leal ao país do que o seu acusador. Existe um conceito que se perdeu hoje para alguns, chamado “oposição leal”. Do lado positivo, já ouvi, em várias igrejas, o pastor dizer que os fiéis deveriam comparar o que ele diz com o que diz a Bíblia. Se encontrarem um ponto em que ele esteja dizendo algo contrário ao que diz a Bíblia, o pastor dizia que, nesse caso, não o escutassem, mas seguissem a Bíblia.
Lealdade contra a organização: um chefe pode esperar que você seja sempre leal a ele, mesmo quando ele quiser que você faça coisas que vão contra os melhores interesses da empresa ou da organização.
Ausência de crítica construtiva: Por fim, alguns acreditam que lealdade significa ser sempre positivo, e que não ser um “puxa-saco” é deslealdade. O problema é que, quando é necessária uma mudança de rumo, ninguém dirá ao líder que ele ou ela precisa mudar. Depois de serem afastados, eles podem se perguntar o que aconteceu e por que ninguém lhes disse nada. No entanto, eles não percebem que fomentaram uma cultura em que ninguém podia se manifestar e dizer que algo não era a melhor maneira de agir, sem medo ou repercussões.
P: Em Amós 7:10-17, como Amós respondeu à acusação de que não era qualificado para ser profeta?
R: Amós era como um fio de prumo para um indivíduo: o sacerdote Amazias. Na verdade, Amós dá duas respostas complementares. Amós concorda que não é qualificado segundo nenhum ser humano, nem segundo nenhum padrão humano. Portanto, ele não é um profeta profissional, nem ganha a vida como profeta, como Amazias insinua. Mas Amós afirma que, apesar disso, Deus o chamou diretamente.
P: Em Amós 7:10-17, o que você deve fazer quando alguém lhe ordena que faça algo?
R: Tudo depende. Obedeça se o que estiverem ordenando não for contrário ao que Deus ordena e se a pessoa estiver em uma posição em que você deva obedecê-la (como um policial, juiz, seu chefe ou seu professor). Romanos 12,18 diz que, na medida do possível, devemos viver em paz com todos. Se a pessoa não estiver em uma posição de autoridade sobre você, obedeça-a mesmo assim, caso saiba que o que ela está pedindo é o que você deveria estar fazendo. Mas, se não for algo a que você deva obedecer, sua reação pode depender das circunstâncias. Às vezes, você pode simplesmente dizer a eles que não vai fazer isso e explicar o motivo, como Pedro fez em Atos 4:19-20. Às vezes, o melhor a fazer é agir secretamente, como José de Arimatéia fez em João 19:38. Às vezes, o melhor a fazer é fugir, como Jesus ordenou aos crentes em Mateus 24:16-18.
O site ministerial de um bom apologista cristão foi retirado do ar, sem que ele soubesse. Quando ele perguntou ao webmaster por que o site havia sido retirado, soube que foi porque alguém ligou para o webmaster e disse que não o queria mais, e que, portanto, ele deveria removê-lo. Assim, o webmaster, sem verificar quem estava ligando, retirou o site do ar. Assim que o apologista tomou conhecimento disso, o site foi colocado no ar novamente.
No meu ministério, certa vez recebi um e-mail dizendo que eu estava dizendo coisas erradas sobre o Islã e que deveria tirar meu site do ar, além de conter uma ameaça velada de ação judicial caso eu não o fizesse. Respondi pedindo desculpas por quaisquer erros que pudesse ter cometido e afirmando que os corrigiria prontamente. Mas pedi que me mostrassem quaisquer trechos em que eu tivesse dito algo errado para que eu pudesse corrigi-los. Nunca mais tive notícias deles.
P: Em Amós 7, de que forma as pessoas hoje em dia poderiam tentar controlar ou suprimir um ministério concedido por Deus, como o malévolo sacerdote Amazias tentou naquela época?
R: Alguém pode se opor a um ministério, iniciativa ou outro trabalho por, pelo menos, três motivos: controle, inveja ou objetivos contrários.
Controle: Alguém em posição de autoridade pode se opor a um ministério ou a uma igreja simplesmente porque não o controla. Essa pessoa acredita que toda a orientação deve partir dela e que deve controlá-lo. Alguém poderia considerar que a “imagem” ficaria prejudicada, pois, afinal, de que adianta ser líder ou gestor se não se consegue colocar isso sob seu controle?
Inveja: Em circunstâncias diferentes, essa pessoa poderia apoiar o ministério, mas é leal a uma organização diferente e vê o sucesso de um ministério como algo que prejudica o sucesso daquilo que ela almeja. Não se trata de fazer o que é melhor, mas de que ela e sua organização façam o que é melhor para elas. Às vezes, no ambiente de trabalho, a alta administração, sem querer, incentiva isso ao se concentrar em resultados individuais, excluindo o trabalho em equipe e o apoio a outros grupos. Alguém poderia achar que a “imagem” não ficaria boa, pois, se outro grupo estivesse fazendo tudo o que eles estão fazendo, as pessoas poderiam voltar e perguntar o que você está fazendo.
Objetivos opostos: Fundamentalmente, o ministério pode estar persuadindo as pessoas a seguirem uma determinada direção, a acreditarem ou a agirem de uma certa maneira, e alguém pode se opor veementemente a isso. Alguém poderia pensar que a “imagem” ficaria ruim nesse caso, já que aqui seu chefe, gerente ou rei deseja que você seja leal e siga uma determinada direção, e você está tolerando que outra pessoa trabalhe com objetivos contrários a isso.
No caso de Amazias, pode ter sido uma combinação das três razões, com ênfase especial na terceira. Hoje, quando alguém se opõe a algo bom que o senhor ou o seu grupo está fazendo, pode ser bom tentar entender o motivo. Pode ser porque o senhor simplesmente tem uma ideia ruim e não sabe disso. Isso pode ou não ser verdade, embora eles sempre lhe digam isso, se tiverem a chance. Mas considere também que a oposição pode se dever a uma dessas três razões; em vez de reagir instintivamente à oposição, é melhor responder de forma inteligente. Você pode conseguir acalmá-los, fazer parceria com eles ou então conseguir aliados que estejam acima deles.
P: Em Amós 8:1-2, qual é o significado do surgimento dos frutos de verão?
R: Isso mostra que, assim como os frutos de verão, os israelitas estavam prontos para serem julgados. Isso representa o ciclo completo do crescimento até os resultados desse crescimento. Em hebraico, a palavra para fruto maduro/fruto de verão (qayis) soa como a expressão “o tempo está maduro” (qes). Ou ainda, poderia tratar-se de frutos maduros demais, em decomposição.
Em geral, as pessoas esquecem que Deus tem um forte senso de oportunidade.
Mais especificamente, o tempo para evitar o julgamento estava se esgotando.
Nossos pecados têm um “prazo de validade” que Deus permite temporariamente por algum tempo, mas esse prazo estava prestes a expirar.
P: Em Amós 8:5, o que havia de pecaminoso ali, já que eles estavam obedecendo à Lei?
R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.
Obediência parcial: Deus deseja mais do que apenas a obediência a alguns rituais, enquanto se desobedece a outras leis por meio de fraudes e opressão aos outros, como também mostra Tiago 2:10-11.
Obediência interior: Deus deseja mais do que meras ações externas, mas um coração interior de obediência.
Eles observavam externamente as festas da Lua Nova, embora, em seu coração, mal pudessem esperar que elas terminassem. Embora fossem religiosos, usavam balanças desonestas, oprimiam e compravam os pobres. Mesmo hoje, não deve ser surpresa que algumas pessoas ímpias, distantes de Deus, ainda sejam religiosas.
R: Há duas interpretações, e a resposta poderia ser considerada um cumprimento duplo.
Imediato: De acordo com as Crônicas Assírias, houve um eclipse em 15/06/763 a.C. durante uma revolta na cidade assíria de Assur. (Assur fica a 500 a 600 milhas de Jerusalém.) Isso poderia se referir a dois eclipses: 784 a.C. e 763 a.C. Amós 8:9 deve ser entendido como um evento imediato e não em termos do fim dos tempos.
Fim dos tempos: Amós 8:9 diz que isso acontecerá “naquele dia”. Esse dia é o Dia do Senhor, que ocorreu na primeira vez em que o Senhor veio. O sol se pôs no meio do dia quando Jesus foi crucificado na cruz. O Dia do Senhor é também quando Jesus voltar; o sol se porá.
P: Em Amós 8:10, quando é que eles chorariam como por um filho único?
R: Isso acontecerá quando os judeus se converterem em massa a Cristo no fim dos tempos. Zacarias 12:10 também aborda esse assunto.
P: Em Amós 8:11, como haverá fome de ouvir a palavra de Deus?
2. No entanto, quando um indivíduo se recusa a ouvir a verdade que Deus lhe deu por tempo suficiente, chega um momento em que ele não quer mais saber da palavra de Deus. Um termo que algumas pessoas utilizam para esse processo é “endurecimento judicial”, e esse endurecimento é algo em que tanto o indivíduo quanto Deus têm participação. Se as pessoas não desejam seguir a Deus, o Senhor não tem nenhuma obrigação de lhes conceder a Sua graça. Na verdade, talvez seja melhor, no dia do julgamento, que elas saibam o mínimo possível, caso estejam decididas a rejeitar a Deus de qualquer maneira.
3. É claro que chega um momento final, na morte, em que não há mais segundas chances.
4. Para um povo, chega igualmente um momento em que a palavra de Deus se torna escassa entre eles. Chega também um momento em que o grupo se dispersa e sua identidade como povo se perde.
P: Amós 8:11-12 refere-se a Israel ou a todas as nações?
P: Em Amós 8:12, por que eles buscam a palavra do Senhor e não a encontram, se Mateus 7:7-8 diz que quem pede recebe e quem busca encontra?
R: Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.
O que não é a resposta: Jesus proferiu essas palavras séculos depois de Amós, e as circunstâncias no tempo do Novo Testamento eram diferentes das anteriores. Além disso, houve um período de silêncio de 400 anos, durante o qual nenhuma escritura foi revelada, logo antes da vinda de Jesus. Por fim, o conhecimento que Jesus nos deu não estava disponível nem mesmo para as pessoas piedosas que viveram antes de Jesus. Mas, embora essas três afirmações sejam todas verdadeiras, elas deixam de lado a verdade atemporal e a advertência que constituem o ponto principal de Amós 8:12-14.
A resposta: há dois níveis de resposta.
Especificamente, Amós 8:12-14 referia-se àqueles (principalmente samaritanos) na terra [de Israel] que buscavam tanto os ídolos do reino do norte quanto a Deus. Enquanto tentassem seguir ambos, não encontrariam a palavra de Deus.
De maneira geral, Amós 8:12-14 é uma advertência para todas as pessoas. Mateus 7:7-8 não significa pedir a qualquer pessoa; significa que você deve pedir ao Único Deus Verdadeiro. Se você quiser combinar a verdade de Deus com a falsidade dos ídolos e de outras religiões, terá uma fome de verdade, e não a satisfação da verdade. É preciso buscar a Deus com todo o seu coração, e não com parte do seu coração buscando a Deus e parte buscando os ídolos.
P: Em Amós 9:1-4, qual é o significado desses versículos?
R: O senhor pode fugir, mas não pode se esconder da ira de Deus. Deus não está meramente permitindo essa destruição; Ele está supervisionando-a! Se alguém correr para um templo ou para sua casa a fim de se esconder, os agentes da ira estarão nos batentes das portas, derrubando-os. Se alguém fugir para outro lugar, a ira de Deus ainda assim o alcançará. Mesmo que alguém seja um dos escolhidos de Deus, isso também não o salvará.
O Monte Carmelo provavelmente é mencionado porque há milhares de cavernas de calcário ali, principalmente no lado oeste, onde um fugitivo poderia se esconder. O topo é densamente arborizado, e alguém poderia tentar se esconder ali também.
R: Existem dois tipos de coisas denotadas pelas palavras hebraicas (assim como pelas inglesas) para “mal”.
O mal moral é a maldade e, embora Deus permita isso, Ele não o causa diretamente.
O mal físico é dano ou morte, e, às vezes, Deus o causa diretamente.
Os muçulmanos não devem se surpreender com o fato de que o termo “mal” pode significar dano, e não apenas o mal moral. O termo é usado dessa forma em seus próprios escritos, no Hadith de Bukhari, volume 3, livro 29, capítulo 7, n.º 56, p. 35.
R: Assim como duas casas podem ser iguais, exceto pela pintura, somos todos iguais aos olhos de Deus, pois nossa “pintura” não faz diferença para Ele.
P: Amós 9:7 indica que o povo judeu era negro?
R: Não, a menos que a cor da pele seja a única forma pela qual Deus distingue as pessoas. Os povos do Oriente Médio eram caucasianos. Os egípcios eram predominantemente caucasianos, com alguma ascendência negra. No entanto, no antigo Egito, os egípcios com cabelos ruivos eram considerados feios e costumavam raspar a cabeça. Como poderiam ter cabelos ruivos, se fossem todos negros…?
Deus usou o exemplo de um povo que parecia muito diferente fisicamente para enfatizar que, por baixo da pele, somos todos iguais aos olhos de Deus. Gálatas 3:28 também mostra que somos todos filhos de Deus, independentemente de nossa raça ou de sermos homens ou mulheres. Na Igreja primitiva, pessoas da Etiópia à Rússia e à França adoravam a Deus em uníssono, segundo Irineu de Lyon (182-188 d.C.), em *Contra as Heresias*, livro 1, cap. 10.2, p. 331
R: Caftor era a terra ancestral dos filisteus antes de eles se estabelecerem no sudeste da Palestina. Kir era a terra ancestral dos arameus antes de eles se estabelecerem na atual Síria. Não sabemos ao certo onde esses lugares ficavam. No entanto, os filisteus eram um povo do Mar Egeu, e acredita-se que provavelmente tenham vindo da ilha de Creta.
P: Em Amós 9:11-15, por que a mensagem de esperança vem logo após uma profecia tão irada?
R: Muitos outros profetas também terminam com uma nota otimista sobre o futuro, pelo menos para um remanescente. Pela primeira metade do capítulo 9, poderíamos nos perguntar se Deus já havia desistido completamente dos israelitas, a ponto de destruí-los para sempre. Mas Amós 9:11-15 mostra que não é assim; Deus ainda tem um plano maravilhoso para seus descendentes nas gerações futuras, no tempo do milênio e depois dele.
P: Em Amós 9:12, quando os judeus tomaram posse do remanescente de Edom?
R: Isso não se refere apenas à terra, mas também ao povo. Durante o reinado de Herodes, o Grande, pouco antes do nascimento de Cristo, Herodes forçou os edomitas a se assimilarem aos judeus. Mas não apenas Edom; o povo de Deus incluiria os gentios em geral. Tiago, irmão do Senhor, levantou essa questão, citando Amós 9:11-12, no Concílio de Jerusalém, em Atos 15:1-20.
P: Em Amós, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) Há três cópias de Amós entre os manuscritos do Mar Morto, identificadas como 4Q78 (=4QXIIc), 4Q82 (=4AXIIg) e 5Q4 (=5QAmos).
4Q78 contém Amós 2:11-16; 3:1-15; 4:1-2; 6:13-14; 7:1-4, 7-9, 12-16
4Q82 contém Amós 1:3-15; 2:1, 7-9, 15-16; 3:1-2; 4:4-9; 5:1-2, 9-18; 6:1-4, 6-14; 7:1, 7-12, 14-17; 8:1-5, 11-14; 9:1, 6, 14-15
O 5Q4 contém Amós 1:3-5.
No entanto, a obra *The Dead Sea Scrolls Translated*, p. 479, afirma que o 4Q82 (4QXIIg) dos profetas menores contém fragmentos de Oséias e Naum, mas não menciona Amós. Além disso, a obra *The Meaning of the Dead Sea Scrolls* apresenta apenas 5:26-27; 8:11; e 9:11 de Amós.
Nahal Hever é uma caverna próxima a En-Gedi, que contém um fragmento dos profetas menores em grego (8 Hev XIIgr). Foi escrito entre 50 a.C. e 50 d.C. Foi escondido durante a revolta de Bar Kokhba contra Roma. Trata-se de uma revisão da Septuaginta, feita na Judéia, e quase idêntica ao texto massorético.
O pergaminho de Wadi Murabb’at dos Profetas Menores (Mur XII) data de cerca de 132 d.C. Ele contém Amós 1:5-15; 2:1; 6:1?; 7:3-17; 8:3-7,11-14; 9:1-15.
No total, preservados nos Manuscritos do Mar Morto, em Nahal Hever e no Wadi Murabb’at, temos os seguintes versículos de Amós: Amós 1:3-15; 2:1, 7-9, 11-16; 3:1-15; 4:1-2, 4-9; 5:1-2, 9-18; 6:1-4, 6-14; 7:1-4, 7-17; 8:1-5, 11-14; 9:1, 6, 14-15.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Amós. Dois deles são o Vaticanus (325-250 d.C.) e o Alexandrinus (c. 450 d.C.), nos quais os livros dos doze profetas menores foram colocados antes de Isaías. Amós está completo tanto no Vaticanus quanto no Alexandrinus.
Oséias, Amós e Miquéias nunca estiveram presentes no Sinaítico (340-350 d.C.).
P: Quais escritores antigos se referiram a Amós?
R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de Amós são:
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.), em seu *Diálogo com Trifão, o Judeu*, cap. 22, p. 205, cita Amós 5:18-6:7 como sendo de autoria de Amós.
Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) (implícitamente) menciona o “Antigo Testamento” e enumera os livros. Ele não lista os doze profetas menores individualmente, mas se refere a eles como “Os Doze”. Fragmento 4 do Livro dos Extratos, vol. 8, p. 759
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) também se refere a Amós 1:2; 5:25,26; 8:9,10; 9:11-12.
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.)
Tertuliano (198-220 d.C.)
Hipólito (222-235/6 d.C.)
Orígenes (240 d.C.) “Pois, por que vocês desejam o Dia do Senhor? E ele é trevas e não luz, diz o profeta Amós.” (cf. Amós 5:18) Homilias sobre Jeremias, Homilia 12, cap. 10.1, p. 123 (grego)
Novaciano (250/254-256/7 d.C.)
Cipriano de Cartago (248-258 d.C.)
Adamantio (c. 300 d.C.) cita Amós 5,8 como sendo do profeta. Diálogo sobre a Verdadeira Fé, 5ª parte, cap. 18b, p. 172.
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.)
Lactâncio (c. 303 - c. 325 d.C.)
Após Nicéia (325 d.C.):
Atanásio de Alexandria (367 d.C.) (Implícito, pois menciona os doze profetas) “Há, portanto, no Antigo Testamento, vinte e dois livros no total; … depois, os Profetas, sendo os doze considerados como um único livro….” Atanásio, Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele aborda especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
Após Nicéia, há também outros escritores.
P: Em Amós, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: A Septuaginta tem cerca de 3.219 palavras em grego. Com foco no capítulo 5 (489 palavras em grego), a primeira alternativa é o texto massorético, a segunda é a Septuaginta grega, salvo indicação em contrário.
Am 3,9 “Asdode” (Masorético) vs. “Assíria” (Septuaginta)
Am 5:1 “palavra” vs. “palavra do Senhor”
Am 5,1 “lamentação/canto fúnebre, que eu entono contra vós” vs. “que eu estou entoando contra vós, uma lamentação/canto fúnebre”
Am 5:1-2 “Ó casa de Israel. A virgem de Israel caiu e não se levantará mais; ela jaz abandonada em sua terra; não há ninguém que a levante.” vs. “A casa de Israel caiu; não se levantará mais. A virgem de Israel caiu sobre sua terra; não há ninguém que a levante.”
Am 5:4,6 “e viverão” vs. “e vocês viverão”
Am 5:5 “Gilgal” vs. “Galgala”
Am 5:5 “Beerseba” vs. “poço do juramento” (O nome da cidade de Beerseba significa “poço do juramento”)
Am 5:6 “Ele não se alastrará como um fogo [sobre] a casa de José, para consumi-la; e ninguém o apagará por Betel.” vs. “para que a casa de José não arda como um fogo, e o devore, e não haja ninguém para apagá-lo pela casa de Israel.”
Am 5:7 “Ele abandonou aqueles que transformam a justiça e a retidão em absinto sobre a terra” vs. “[É Ele] que executa o julgamento nas alturas [acima], e estabeleceu a justiça sobre a terra”
Am 5:8 “Aquele que criou as Plêiades e Órion” (constelações no céu) vs. “Aquele que criou todas as coisas e as transforma”
Am 5:9 “que faz com que a destruição se abata sobre os fortes” vs. “que inflige ruína à força”
Am 5,9 “a destruição se abate sobre a fortaleza” vs. “e traz angústia sobre a fortaleza.”
Am 5:10 “desprezam aquele que fala com retidão” vs. “abominam a palavra sagrada”.
Am 5:11 “o fato de vocês oprimirem os pobres” vs. “eles feriram os pobres com os punhos”
Am 5:15 “Odeiem o mal e amem o bem” vs. “Nós odiamos o mal e amamos o bem”
Am 5:17 “em todas as vinhas” vs. “em todos os caminhos”
Am 5:18 “aqueles que desejam” vs. “vocês que desejam”
Am 5:18 “isto” vs. “este dia do Senhor”
Am 5:18 “O Dia do Senhor é trevas” vs. “ao passo que é trevas”
Am 5:20 “brilho nele” vs. “brilho”
Am 5:21 “desprezam os vossos dias de festa” vs. “rejeitam as vossas festas”
Am 5:21 “não me deleito em vossas assembleias solenes” vs. “não sinto o cheiro de [suas] ofertas de alimentos em vossas assembleias gerais.”
Am 5:22 “Não terei prazer” vs. “Não as aceitarei”
Am 5:23 “instrumentos de cordas” vs. “instrumentos”
Am 5:24 “águas… rio que corre incessantemente” vs. “água… torrente intransponível”
Am 5:25 “sacrifícios e ofertas de alimentos” vs. “vítimas e ofertas”
Am 5:25 “quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?” vs. “Ó casa de Israel, quarenta anos no deserto?”
Am 5:26 “Sim, vocês carregaram a tenda do seu rei e Kiyyun/Kaiwan, suas imagens, a estrela dos seus deuses…” vs. “Sim, vocês levaram o tabernáculo de Moloch e a estrela do seu deus Raephan/Rephan, as imagens deles…”
Am 5:27 “Portanto” vs. “E”
Am 8:1 “disse” (Masorético, Septuaginta) vs. “disse-me” (siríaco, Teodoro de Mopsuéstia, Comentário sobre Amós, cap. 8, p. 164)
Am 8:8 “inchar como a luz” (Masorético) vs. “inchar como o rio [Nilo]” (alguns manuscritos hebraicos, Septuaginta, Targum, siríaco, Vulgata)
Am 9:12a “Edom” versus “humanidade/homens”
Am 9:12b “que levam o meu nome” (Masorético) vs. “que levam o meu nome e buscam o Senhor” (Septuaginta)
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.