< Pergunta bíblica sobre Deuteronômio

P: Em Dt 1-34, qual é o ponto principal deste livro?

R: O livro de Deuteronômio é um dos quatro livros mais citados no Novo Testamento. É o último dos cinco livros da lei, chamados de Torá. Em Deuteronômio 17:14, foi especificamente ordenado que os reis lessem (e relessem) este livro. A palavra em inglês “Deuteronomy” deriva do grego e significa “segunda lei” ou “repetição da lei”. No entanto, não se trata de uma segunda lei, mas de uma reafirmação e um resumo parcial das leis de Êxodo, Levítico e Números. Destinado aos não-levitas, especialmente para que se lembrassem antes de entrar na Terra Prometida. Não se trata de um resumo completo; por exemplo, não entra em muitos detalhes sobre as leis sociais específicas, a circuncisão etc. Em vez disso, Moisés recebeu de Deus a incumbência de proferir esses discursos sobre o que eles precisavam ter em mente ao se prepararem para entrar na Terra Prometida; por exemplo, repetir os Dez Mandamentos e outras leis, estabelecer cidades de refúgio e ter apenas um centro para os sacrifícios. O centro mudou do Monte Ebal em Deuteronômio 27:1-8; Josué 8:30-35, para Siquém em Josué 24:1-28, para Siló em Josué 18:1 e Juízes 21:19, e, por fim, para Jerusalém.

Deuteronômio foi dado por Deus por meio de um homem a quem Deus havia dito que morreria em breve, sem entrar na Terra Prometida. Nos muitos anos de sua peregrinação, prestes a chegar ao fim, Moisés, em sua obra de despedida, está essencialmente dizendo: ao encontrarem bênçãos materiais, bem como influência pagã, “lembrem-se especialmente destas coisas”.

P: Em Dt 1-34, quais são algumas das frases-chave deste livro?

R: Em Deuteronômio, destacam-se “o Senhor, seu Deus” 280 vezes, “tomar posse” 18 vezes, “a terra” 200 vezes e “não tenha medo” 9 vezes.

P: Em Dt 1-34, por que devemos estudar este livro?

R: Há pelo menos quatro razões. Primeiro, toda a Escritura (não apenas parte dela) é útil para o ensino, a repreensão, a correção e a instrução na justiça, de acordo com 2 Timóteo 3:16. Segundo, como mostra a tabela abaixo, Deuteronômio estava frequentemente na mente de Jesus e dos escritores do Novo Testamento. Quando Jesus estava sendo tentado no deserto, Ele respondeu a Satanás nas três ocasiões citando Deuteronômio. Em terceiro lugar, precisamos de uma visão equilibrada de Deus: Sua graça, Sua ira e Seu temor misterioso e majestoso. Em quarto lugar, podemos aprender especificamente como Deus deseja que sejamos intencionais e organizados em nossa busca pela piedade. Também podemos ser lembrados da importância da responsabilidade comunitária, do testemunho para com nossos vizinhos, do materialismo, da liderança eficaz apesar do desgaste causado por reclamações constantes e do ensino à próxima geração.

P: Em Dt 1-34, qual é o esboço deste livro?

R: Estudiosos, incluindo Kenneth A. Kitchen, identificaram várias semelhanças entre a organização de Deuteronômio e os tratados de suserania política hititas do segundo milênio a.C. Peter Craigie também observou algumas semelhanças com contratos de trabalho egípcios.

A maior parte de Deuteronômio está estruturada em torno de três longos discursos de Moisés.

1-4 O primeiro discurso: Prólogo

. 1:1-5 Preâmbulo

. 1:6-3:29 Introdução histórica

. 4:1-40 Cláusulas básicas

5:1-11:32 O segundo discurso: Termos e condições da aliança

12:1-26:29 Aplicação

27-30 O terceiro discurso

. 28:1-14 Benefícios/bênçãos do cumprimento da aliança

. 28:15-38 Punições/maldições decorrentes de sua violação

. 29:1-30:30 Resumo

31-34 Considerações finais

Os tratados de suserania frequentemente abordavam o amor do vassalo pelo senhor. Havia, porém, uma grande diferença entre os tratados de suserania hititas e a estrutura de Deuteronômio. Os tratados de suserania normalmente invocavam muitos deuses para testemunhar o tratado, e nada disso aparece em Deuteronômio.

P: Onde Deuteronômio é citado ou mencionado no Novo Testamento?

R: Há referências a ele em muitos lugares.

Versículo em DeuteronômioVersículo no Novo Testamento
Dt 1,171 Tim 5:21 “Pois Moisés escreve”
Dt 1,17 (parcialidade)Tg 2:9 (alusão anônima)
Êx 20:12; Dt 5:16Mc 7:10 “Pois Moisés disse”
Êx 20:12-16, Lv 19:18 e Dt 5:16-20Mt 19:19 (alusão anônima)
Êx 20:13 e Dt 5:17Mt 5,21 “Vocês ouviram o que foi dito aos antigos”
Êx 20:13; Dt 5:17Tg 2,11ss (alusão anônima)
Êx 20,13-15; Dt 5,17-19Rm 13,9: “os mandamentos”
Êx 20:14 e Dt 5:18“Mt 5,27: ‘Ouviram que foi dito aos antigos’
Êx 20,14; Dt 5,18Tg 2,11a (alusão anônima)
Dt 6:4-5Mc 12,29 “O primeiro de todos os mandamentos é”
Dt 6,5Mt 22,37 “o grande mandamento da lei”
Dt 6,5 e Lv 19,18Lc 10,27 “o que está escrito na Lei”. Um certo doutor da Lei está falando.
Dt 6,8Mt 23:5 alusão anônima
Dt 6,13Mt 4,10 “Pois está escrito”
Dt 6,13Lc 4:8 (alusão anônima)
Dt 6:16Mt 4,4 “Jesus disse-lhe”
Dt 6:16Lc 4,12 (alusão anônima)
Dt 7:1Atos 13:19 (alusão anônima)
Dt 7:6-8Atos 13:17 (alusão anônima)
Dt 8:3Mt 4:4 Jesus disse: “Está escrito”
Dt 8:3Lc 4,4 (alusão anônima)
Dt 8:5Hb 12,7 (alusão anônima)
Êx 32:2-4; Dt 9:16Atos 7:41 (alusão anônima)
Dt 9:19Hb 12:21 “Moisés disse”
Dt 10:17Rm 2,11 (alusão anônima)
Dt 15:11Mc 14:7 (alusão anônima)
Dt 16:16Jo 5:1 menção a uma festa dos judeus
Dt 17:7Jo 8:7 (alusão anônima)
Dt 17:6Jo 8:17 “Também está escrito na vossa lei”
Dt 18:15,18Jo 5:36 (alusão) “ele [Moisés] escreveu a meu respeito”
Dt 18:15,18,19Atos 3:22-23 “Moisés disse”
Dt 18:15,18,19Atos 7:37 “por Moisés”
Dt 18:18Jo 12:39 (alusão anônima)
Dt 18:18Jo 17:8 (alusão anônima)
Dt 19:15Mt 18,16 alusão anônima
Dt 19:152 Coríntios 13:1 “Pois Moisés escreve”
Êx 21:24; Lv 24:20; Dt 19:21Mt 5:38 “Vocês ouviram que foi dito”
Dt 21:23Gálatas 3:13 “está escrito”
Dt 24:1-4Mt 19:7-8 “Moisés ordenou”
Dt 24:1-4Mc 10,4 “Moisés permitiu” (alusão)
Dt 24:1-4Mc 10,4 “Moisés permitiu” (alusão)
Lv 14,2-14 e Dt 24,8Mt 8,4 (alusão anônima)
Lv 14,2-14 e Dt 24,8Mc 1:44 “conforme ordenou Moisés”
Dt 25:2Lc 12:47 (alusão anônima)
Dt 25:41 Coríntios 9:9 “escrito na lei de Moisés”
Dt 25:5Mt 22:24 “Moisés disse”
Dt 25:5Mc 12:19 “Moisés escreveu”
Dt 25:5-6Lc 20:28 “Moisés escreveu” — um saduceu está falando
D 27:26Gálatas 3:10 “Está escrito”
Dt 29:4Rm 11:8 “Assim como está escrito”
Dt 29:18Hb 12:15 (alusão anônima)
Dt 30:12Rm 10:6 “Pois Moisés escreve”
Dt 32:12Rm 10:7 “Pois Moisés escreve”
Dt 30:14Rm 10:8 “Pois Moisés escreve”
Dt 31:6; Josué 1:5Hb 13:5 “Pois o próprio [Deus] disse”
Dt 32:4Rm 9:14 (alusão anônima)
Dt 32:8Atos 17:26 (alusão anônima) Paulo está falando
Lv 17:7; Dt 32:171 Coríntios 10:20 (alusão anônima)
Dt 32:21Rm 10,19 “Moisés diz”
Dt 32:35Rm 12:19 “Pois está escrito”
Dt 32:35Hb 10:30a “diz o Senhor”
Dt 32:36Hb 10:30f “diz o Senhor … e”
Dt 32:43Rm 15:10 “Mais uma vez ele diz”
Dt 32:43Hb 1:9 “E, a respeito dos anjos, Ele [Deus] diz”

P: Em Dt 1:1, por quanto tempo os israelitas deveriam permanecer no deserto?

R: Deuteronômio 1:2 nos lembra que a jornada até o sudoeste de Canaã levaria cerca de onze dias. No entanto, como desobedeceram ao seguir Deus para a terra após o relatório negativo de dez dos doze espias, o período acabou se estendendo por 38 a 40 anos. Os israelitas foram disciplinados, mas não abandonados. Contudo, a disciplina não é eterna. É possível responder à disciplina transformando-a em um momento de devoção especial.

Raymond Brown afirma: “Os rebeldes derrotados e abatidos foram levados de volta ao deserto desolado. Um conjunto sombrio de pecados intimamente relacionados — esquecimento, desobediência, perversidade e presunção — havia privado-os de coisas melhores. Tudo poderia ter sido tão diferente. … Durante os anos que se seguiram, muitas centenas daqueles tristes incrédulos foram levados para o túmulo. Cada funeral era um testemunho renovado da gravidade do pecado. No entanto, sua amarga derrota diante dos amorreus tornou-se uma memória que se desvanecia. Gradualmente, um novo dia começou a raiar. Era hora de recomeçar.”

P: Em Dt 1,6.9.14; Dt 15,2.5; Dt 11,2.7, por que Moisés disse ao povo que eles eram testemunhas do que aconteceu antes dos 40 anos de peregrinação, uma vez que Nm 14,29-30 e Nm 26,64-65 afirmam que todos morreriam no deserto?

R: Há quatro pontos a serem considerados na resposta.

Por cerca de sete anos, o povo permaneceu no deserto antes que a maldição dos 40 anos de peregrinação fosse imposta.

Números 26:64-65 afirma apenas que todos os que foram contados no censo militar não estavam vivos anteriormente.

Números 14:29-30 prometia apenas que os homens contados no censo anterior morreriam todos antes de chegar à terra prometida, com exceção de Josué e Calebe.

Assim, estavam excluídos da maldição todos os homens com menos de 20 anos (que não foram contados no censo), os levitas de todas as idades e todas as mulheres. Muitos deles estariam vivos como testemunhas diretas dos eventos anteriores. As pessoas nascidas após o início dos 40 anos seriam apenas testemunhas indiretas, aprendendo com seus pais e com a comunidade.

P: Em Dt 1,6-18, que características podemos observar na liderança de Moisés?

R: Moisés demonstrou pelo menos seis características.

Submisso - A vida de Moisés passou por muitas fases diferentes: de favorito da corte a fugitivo, de libertador ousado a juiz sobrecarregado, e de misterioso realizador de milagres. Mas a única constante foi a submissão de Moisés a Deus.

Realista - Moisés era realista em relação a si mesmo e aos outros. Ele percebia suas deficiências e sabia que não poderia carregar o fardo sozinho. Assim, ele não se limitou a bater a cabeça contra a parede tentando amenizar seu fracasso por não ser capaz de fazer tudo. Em vez disso, Moisés agiu e encontrou pessoas para ajudá-lo. Moisés não podia liderar o povo a partir de onde gostaria que eles estivessem; ao contrário, ele teve que liderá-los a partir de onde eles realmente se encontravam.

Confiante em Deus - Moisés era uma pessoa muito confiante, mas não confiava em si mesmo, especialmente em suas habilidades de oratória e liderança. Contudo, Moisés confiava nas habilidades de Deus e na certeza de que Deus o usaria, apesar de todas as suas limitações.

Sacrifical - Moisés tinha seguidores que estavam longe de ser ideais. Em vez de trabalho em equipe e harmonia, Moisés precisava lidar continuamente com murmúrios e disputas. Exceto por um breve momento em Meribá, Moisés nunca desistiu deles. Moisés não era apenas um líder isolado; ele era um líder para eles.

Compartilhado - Moisés delegava muitas decisões do dia a dia a setenta anciãos. Ele não se limitava a delegar-lhes algo para fazer, mas delegava-lhes a responsabilidade de agir com justiça e sabedoria.

Vulnerável - Moisés mencionou três falhas com as quais os líderes precisam ter cuidado: favoritismo, medo e solidão.

P: Em Dt 1,8-12, o “eu” que está falando aqui é Moisés ou Deus?

R: Em Deuteronômio 1:6, Moisés relatou: “Isto é o que Deus disse”; portanto, o “eu” no versículo 8 é Deus. Quando Moisés terminou de repetir o que Deus havia dito no final do versículo 8, a partir do versículo 9 e seguintes, o “eu” refere-se a Moisés.

P: Em Dt 1,8. Visto que os israelitas iriam possuir a terra, por que foram posteriormente exilados pelos assírios e babilônios?

R: Eles realmente foram e tomaram posse da terra. No entanto, por causa de sua desobediência, não mantiveram o que possuíam e a perderam por 70 anos. Deuteronômio 4:25-31; 28:20-28; 29:22-28; 30:1-10; 32:23-43 — todos esses trechos alertaram que isso poderia acontecer. Deus também pode nos conceder promessas e bênçãos, mas, se nunca tomarmos posse delas, talvez não as tenhamos. No entanto, o fato de Deus ter-lhes dado a terra não significava que eles pudessem fazer o que bem entendessem e ainda assim permanecer na terra. Eles (e nós) também podemos perdê-las por meio da desobediência.

P: Em Dt 1:13,16, o povo escolheu seus próprios juízes, ou foi Moisés quem os nomeou em Êx 18:25?

R: Uma analogia pode ajudar aqui. O presidente dos Estados Unidos indica pessoas para cargos no gabinete, ou é o Senado que as confirma?

Ambas as afirmações são verdadeiras. Na Bíblia, o povo apresentou candidatos para serem seus juízes, e Moisés escolheu esses homens. Moisés pode ter escolhido todos os que foram apresentados, mas não necessariamente o fez.

P: Em Dt 1:22-23, por que os seguidores de um Deus Onisciente precisaram enviar espiões por toda a terra?

R: Há dois pontos distintos a serem considerados na resposta.

1. Moisés provavelmente achou que essa era uma boa ideia, pois Deus permite que aprendamos muitas coisas por conta própria. Eles poderiam espionar Canaã para descobrir a melhor maneira de entrar e a força relativa de suas forças armadas.

2. No entanto, Deus nunca lhes ordenou que enviassem os espiões. O povo abordou Moisés com essa sugestão, e Moisés apenas considerou que era uma boa ideia no versículo 23. Contudo, isso acabou se tornando uma catástrofe, pois, ao se depararem com algumas dificuldades, perderam a fé. Eles não perderam a fé de que Deus estava presente, mas sim a fé de que Deus os protegeria.

Há duas lições fundamentais aqui para os cristãos de hoje. Primeiro, analisar uma situação é, em geral, algo positivo. No entanto, se um dos objetivos da análise for decidir se devem ou não confiar em Deus, ou se devem ou não obedecer a Deus, a análise em si é maligna, pois decorre de motivos malignos.

A segunda lição fundamental diz respeito à liderança. Moisés não tinha motivos ruins nesse caso e provavelmente não sabia que um motivo oculto por trás do pedido de alguns do povo para enviar espiões era decidir se queriam obedecer ou não. Quando alguém nos faz um pedido estranho que parece inofensivo, em vez de aceitá-lo ou recusá-lo impulsivamente, é melhor primeiro entender o motivo.

P: Em Dt 1,26-43, uma vez que Deus queria que os israelitas fossem para Canaã imediatamente e, após eles terem se recusado inicialmente, por que Deus ficou irado com eles quando decidiram ir?

R: Romanos 14:23 afirma explicitamente o princípio ilustrado em Deuteronômio 1:26-43: “tudo o que não provém da fé é pecado”. A princípio, os israelitas se recusaram a ir devido à falta de confiança em Deus. Mais tarde, decidiram ir porque confiavam em si mesmos. Deus não estava tão preocupado com o fato de eles irem ou não em um momento específico, mas sim com a obediência deles a Ele.

Se o senhor teve dificuldade com essa pergunta antes de ler a resposta, talvez seja bom lembrar o seguinte. Algumas pessoas se concentram nas coisas que devem ou não fazer para estarem em paz com Deus. Isso é perder o foco. Deus deseja que não apenas tentemos obedecê-Lo à distância, mas que O invoquemos, nos aproximemos Dele e O obedeçamos. Leia Romanos 14 para ver alguns exemplos que só poderá compreender se entender esse princípio.

P: Em Dt 1,27, o que dizia isso sobre os israelitas?

R: Seus medos os levaram a interpretar mal a situação, apesar de terem visto evidências em contrário. Eles se esqueceram das maneiras milagrosas pelas quais Deus os salvou no passado, com o Mar Vermelho, o maná e as codornas. Mesmo no futuro, Deus enviaria grandes pedras contra os cananeus do sul. Eles pensavam que o Deus que os ajudou a atravessar o Mar Vermelho não poderia salvá-los dos amorreus. Eles achavam que Deus os odiava e que os destruiria, quando, na verdade, Ele lhes estava dando um novo desafio. Eles pensavam que as ordens de Deus tinham um alcance maior do que Sua graça e Seu poder. Eles viam apenas o curto prazo e o que poderiam realizar por conta própria, não o que Deus poderia fazer.

P: Em Dt 1,28; Dt 2,10; Dt 9,2, quem são os filhos de Anac (Anakim), os emitas e os refaítas?

R: Os anacitas eram descendentes de um homem chamado Anac. Os anacitas eram uma tribo cujos homens eram guerreiros temíveis, provavelmente devido ao seu tamanho e força. Como os arcos não eram tão poderosos naquela época, e um longo alcance e força eram qualidades valiosas para quem lutava com espadas e porretes, esses três clãs relacionados produziram muitos guerreiros temidos. Consulte a discussão sobre Deuteronômio 31:3 para obter mais informações.

P: Em Dt 1,34-46 e Dt 1,2, como as pessoas reagem depois de desperdiçarem uma grande oportunidade que Deus lhes concedeu?

R: Elas podem reagir voltando a obedecer. Isso pode ser difícil de realizar, o que teria sido muito mais fácil, mas Deus ainda deseja que realizemos essas coisas. Por outro lado, alguém poderia se rebelar completamente e nunca mais voltar. De certa forma, elas ficam irritadas consigo mesmas, não com Deus.

P: Em Dt 1,39, o que se entende por “conhecimento de Deus” e “idade de responsabilidade”?

R: A idade da responsabilidade é um conceito segundo o qual as crianças atingem uma idade a partir da qual são responsáveis perante Deus por suas escolhas. Nenhum versículo indica que essa idade seja a mesma para todas as crianças. Três dos princípios da justiça de Deus são demonstrados nesta passagem.

1. Deus julga com base no que as pessoas sabem, e as crianças pequenas que, por ignorância, não escolhem o que é certo, não são julgadas por isso. O pecado não é imputado onde não há lei (Romanos 4:15; 5:12).

2. Deus não julga as pessoas pelo que elas não puderam escolher. Uma mulher estuprada no campo, onde seus gritos não podiam ser ouvidos, não foi punida por pecado sexual (Deuteronômio 22:25-27). Da mesma forma, mesmo os adolescentes que distinguiam o certo do errado, mas não tinham voz na assembleia nem em suas decisões, não foram submetidos à punição de morrer no deserto.

3. No entanto, nesta vida, as pessoas frequentemente sofrem as consequências do mal cometido por outros. Os filhos ainda tiveram que viver no deserto por 40 anos. Contudo, Deus fará com que tudo seja justo no dia do julgamento.

P: Em Dt 1:30-46, por que os israelitas agiram errado ao obedecerem a Deus tardiamente e lutarem contra os amorreus?

R: A questão fundamental, na opinião da maioria dos israelitas, era se deveriam ou não lutar contra os amorreus. Eles estavam errados. A questão fundamental era se deveriam ou não obedecer a Deus. Eles se baseavam no resultado, e não na obediência. Quando Deus disse que eles não podiam mais ir lutar contra os amorreus naquele momento, a desobediência deles naquele momento não era diferente daquela de quando se recusaram a ir anteriormente.

P: Em Dt 2,4-8, por que os israelitas não conseguiram derrotar os edomitas, já que eram muito mais fortes?

R: Os israelitas nunca lutaram contra eles, e não se derrota uma nação mais fraca quando se recusa a lutar contra ela. Em nenhum lugar está escrito que eles eram incapazes de derrotar os edomitas. Em vez disso, Deus ordenou que não lutassem contra os edomitas, e eles obedeceram.

Consulte para obter mais informações.

P: Em Dt 2,4-7, por que Deus disse aos israelitas que eles estavam prestes a passar por Edom, uma vez que Nm 20,14-21 e Dt 2,8 mostram que isso nunca aconteceu? Deus não sabia disso de antemão?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. Deus sabe tudo o que vai acontecer conosco (Salmo 139:16, Isaías 46:10; 41:22-23; 42:9; 44:7, 1 João 3:20)

2. Deus ordenou a Moisés que transmitisse essas instruções aos israelitas. Uma rota comum pelo centro de Moabe era chamada de Estrada do Rei, e talvez fosse mais fácil viajar por essa rota.

3. Eles estavam “prestes” a atravessar o interior de Edom e teriam passado por lá se os edomitas os tivessem deixado. Mas, como não os deixaram, eles passaram apenas pela periferia de Edom.

Além disso, o livro *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 265, afirma que, atualmente, essa região recebe apenas cerca de cinco polegadas de chuva por ano (embora provavelmente um pouco mais naquela época). Os edomitas talvez estivessem preocupados com a possibilidade de que aquele numeroso povo esgotasse toda a água.

Conforme Gleason Archer apontou na próxima pergunta, uma resposta diferente é que eles provavelmente já estavam em Edom quando fizeram o pedido aos edomitas e passaram pelos arredores de Edom; portanto, na verdade, eles acabaram passando por Edom afinal.

P: Em Dt 2,4-7 e Nm 20,14-21, os israelitas contornaram Edom ou atravessaram Edom, como diz Dt 2,4-7?

R: Deuteronômio 2:4-7 nunca afirma que eles atravessaram Edom. Em vez disso, antes de chegarem à fronteira de Edom, os israelitas foram informados de que estavam prestes a passar por Edom e que deveriam tomar cuidado para não provocar os edomitas a entrar em guerra.

Tanto Números 20 quanto Deuteronômio 2:4-7 mostram que os edomitas não os deixariam passar por Edom e que mobilizaram seu exército. Portanto, os israelitas não seguiram a rota comum, chamada de Estrada do Rei, e contornaram Edom.

Às vezes, as pessoas podem estar prestes a fazer algo e, quando um exército se aproxima contra elas, decidem fazer outra coisa em vez disso. Veja também a próxima pergunta

Gleason Archer dá uma resposta diferente. Se você acompanhar a jornada deles, é provável que estivessem em Edom quando estavam discutindo o assunto com os edomitas. Em seguida, passaram ao longo da fronteira (não demarcada) de Edom; portanto, em certo sentido, eles ainda assim passaram por lá, embora não pela rota mais fácil que gostariam de ter seguido.

P: Em Dt 2,4-19 e Nm 20,14-21, como você lida com a situação quando precisa fazer um desvio para realizar o que deveria estar fazendo, exclusivamente por causa da obstinação dos outros?

R: Quando Deus lhe dá uma tarefa a realizar, o senhor acha que os demônios ou outras pessoas nunca vão oferecer resistência? Às vezes, Deus nos dá algo para fazer, e temos que fazer um desvio, mas isso não significa desistir, e sim ter perseverança para levá-la adiante. Quando o senhor tiver que fazer um desvio, deve lidar com a situação com graça, sem se irritar e sem qualquer ódio ou pensamentos de vingança. Não precisa provar nada a eles. Mas Deus já traçou como você viverá sua vida a serviço Dele e, sem dúvida, Deus também levou isso em consideração. Quando for tentado a ficar com raiva, não se irrite, mas mantenha-se determinado.

P: Em Dt 2,7, faltava alguma coisa aos israelitas, ou as condições eram ruins o suficiente para que reclamassem, como em Êx 16,2-3 e Nm 11,4-6?

R: As condições eram toleráveis, na medida em que o povo tinha comida, água e roupas suficientes. No entanto, assim como hoje, o fato de uma situação merecer ou não queixas depende tanto de quem se queixa quanto da situação em si. Para os crentes, Paulo ordenou, em Filipenses 2:14-15, que façamos tudo sem queixas nem discussões.

P: Em Deuteronômio 2:9-12, 22, 37, por que os israelitas não conquistaram os moabitas e os amonitas?

R: Pela simples razão de que Deus ordenou aos israelitas que não lutassem contra eles. As razões prováveis pelas quais Deus ordenou isso são que os moabitas e os amonitas eram parentes dos israelitas, que os israelitas deveriam se concentrar nos cananeus e que não adiantava que nem mesmo um único guerreiro morresse em uma batalha por terras que, de qualquer forma, não lhes havia sido ordenado conquistar.

A título de observação, Ar, em Moabe, não era uma cidade (pelo menos nessa época), mas sim uma “região povoada” (Números 21:14) onde havia vários riachos.

Consulte para obter mais informações. O Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 1, parte 3, p. 293, defende que a cidade de Ar também existia, mas que a referência se refere à região.

P: Em Dt 2,10-12, como Canaã era a “terra de sua posse”, se eles ainda não haviam entrado nela?

R: A terra a oeste do rio Jordão lhes foi prometida como sua posse. Além disso, Deuteronômio provavelmente foi escrito por último, e as duas tribos e meia já haviam tomado posse da terra a leste do rio Jordão.

Consulte *When Critics Ask*, pp. 115-117, para obter mais informações e conhecer alguns contrastes interessantes entre a visão daqueles que defendem a autoridade das Escrituras e a visão crítica dos cristãos liberais. (A propósito, o termo “cristão liberal” refere-se a visões religiosas e não à política.)

P: Em Dt 2,19, Deus não concedeu a terra dos amonitas aos israelitas, ou foi Moisés quem lhes concedeu em Josué 13,25?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. Os amonitas possuíam duas partes de seu reino: a parte ancestral e a parte que conquistaram. Antes de ambos os versículos, os israelitas ocupavam a segunda parte. Assim, Deuteronômio 2:19 foi escrito especificamente para instruir os israelitas a não tomarem posse da terra que os amonitas possuíam naquele momento e que lhes pertencia originalmente.

Além disso, a terra na margem oriental do rio Jordão não fazia parte de Canaã. Os israelitas a conquistaram e ocuparam, mas Deus não lhes prometeu essa terra. Às vezes, hoje em dia, podemos adquirir coisas que Deus não deseja que tenhamos, o que mais tarde nos causa arrependimento.

P: Em Dt 2:30, por que o Senhor endureceu o coração de Siom, rei de Hesbom?

R: Provavelmente por uma razão semelhante àquela pela qual Deus endureceu o coração do Faraó. O coração de Siom já estava endurecido contra Deus e Seu povo, e Deus o endureceu ainda mais. Alguém certa vez comparou a influência de Deus à luz do sol. A luz do sol amolece a cera, mas endurece o barro, embora seja a mesma luz do sol.

P: Em Dt 2,31 e Nm 21,23-26, por que o povo teve que lutar contra Siom e alguns morreram, mesmo que Deus tivesse dito que já lhes havia dado a posse da terra?

R: Deus lhes concedeu o destino de conquistá-la e o direito de conquistá-la, mas eles ainda precisavam realizar o trabalho propriamente dito. Deus pode nos conceder alguma bênção hoje, mas, se não estivermos dispostos a nos empenhar para possuí-la, não a receberemos.

P: Em Dt 3:11, o que era a “cama” do rei Og de Basã e qual era o seu comprimento?

R: Tinha cerca de 13 a 13 1/2 pés de comprimento. A palavra hebraica para “cama” aqui é ambígua. Poderia se referir à cama onde ele passava a noite, ou poderia ser o “leito funerário” (na verdade, um sarcófago ou túmulo), onde seu corpo repousaria. Outros sarcófagos desse tamanho já foram encontrados, até mesmo na Fenícia.

A título de observação, Basã ficava ao norte do caminho que eles precisavam seguir para entrar na Terra Prometida. No entanto, eles não gostariam de enviar quase todas as suas tropas para atravessar o rio Jordão e, em seguida, ter um reino hostil ao norte devastando suas famílias, rebanhos e manadas. Portanto, Basã provavelmente não teria sido conquistada se eles tivessem superado seu desejo de lutar contra os israelitas por medo e agido pacificamente para com eles depois que Moisés enviou uma delegação de paz a eles em Números 21:21-22.

P: Em Dt 3,11, como a cama do rei Og poderia ser de ferro, uma vez que eles não possuíam tecnologia sofisticada para o trabalho com ferro?

R: Isso não significa necessariamente que a cama inteira fosse feita de ferro (o que seria bastante desconfortável). Em vez disso, a cama era adornada com ferro. Os egípcios usavam ferro proveniente de meteoritos como ornamentos e punhais desde pelo menos 3.000 a.C. Mas, embora dispusessem de algum ferro proveniente de meteoritos, era muito difícil para eles purificar o minério de ferro, pois é necessário um fogo de fundição muito mais quente do que o utilizado para o bronze ou o latão.

P: Em Dt 3,12-17, por que as tribos de Gade, Rubem e metade de Manassés viviam no lado leste do Jordão, uma vez que o povo deveria habitar em Canaã?

R: Simplesmente porque eles escolheram morar ali. As Escrituras registram essa escolha sem aprová-la. A história mostra que essa escolha não foi sensata. A região recebia pouca chuva, mas era uma boa área para a pecuária.

Às vezes, hoje em dia, se os crentes desejam fazer algo que não seja abertamente desafiador, mas que não seja exatamente o que Deus queria que fizéssemos, Deus nos concede a liberdade de fazer nossa escolha imprudente e, muitas vezes, de ver suas consequências.

P: Em Dt 3,21-22,28, como Moisés preparou a transferência da liderança?

R: Líderes eficazes podem sentir relutância em passar seu ministério para outros à medida que envelhecem; mas precisam fazê-lo de qualquer maneira. Embora isso provavelmente tenha sido desagradável para Moisés, sabendo que iria morrer em breve, ele iniciou esse processo mais cedo, em vez de procrastinar. Moisés não começou aqui; ele começou há muito tempo, ao treinar Josué. Foi um processo gradual, esperado e não representou um grande choque para a organização quando ocorreu. Os ministérios cristãos às vezes enfrentam dificuldades devido a uma má gestão da transferência de liderança. Mas Deus lembrou Moisés de continuar a treinar Josué em Deuteronômio 3:21-22, 28.

P: Em Dt 3,23-25, quais são algumas características da oração de Moisés?

R: Moisés começa no versículo 23, o que mostra que ele está mais interessado em exaltar o nome de Deus do que em fazer um pedido para si mesmo. Nos versículos 24-25, Moisés pede a Deus que ceda e permita que ele entre na terra prometida. Toda a vida de Moisés, nos últimos 40 anos, foi dedicada a conduzir o povo à Terra Prometida, e ele estava pedindo a Deus que pudesse ver o sonho número um de sua vida se realizar. Deus disse que não; isso aconteceria, mas Moisés não veria isso enquanto estivesse na terra.

P: Em Dt 4,1-4.40, de que forma a experiência de Israel com a terra reflete o que Deus faz em nossas vidas?

R: Deus concedeu, mas eles precisavam tomar posse, e deveriam desejar prolongar essa bênção. Deus concedeu a terra a Israel como um presente especial; eles não trabalharam para que Deus lhes concedesse essa promessa. Dentro do que Deus lhes havia dado, eles poderiam crescer, prosperar e (espera-se) ser uma luz para outras nações. Mas ainda assim precisavam trabalhar arduamente para possuí-la. Contudo, como mostra Deuteronômio 4:43, alguns poderiam deixar de entrar por causa de sua maldade. Sua maldade foi instigada por outros (moabitas e midianitas em Números 22,26), mas eles ainda eram responsáveis por escolherem seguir adiante. Como mostra o Exílio, uma vez na terra, Deus poderia expulsá-los por terem voltado as costas para Ele. Deuteronômio 4:40 enfatiza que a permanência deles na terra não era garantida; eles deveriam desejar prolongar seus dias na terra seguindo os mandamentos de Deus.

Deus concedeu a cada um de nós um ou mais dons como uma “posse”. Pode ser a capacidade de ganhar dinheiro, de ajudar fisicamente as pessoas graças à sua boa saúde, seus relacionamentos, habilidades e experiência, ou alguma área que Deus tenha providenciado — uma “oportunidade privilegiada” ou “esfera de excelência” —, na qual, ao permanecer nela, o senhor prosperará grandemente e poderá abençoar os outros. Mas não é garantido que o senhor permaneça ali. Se o senhor virar as costas para Deus, Ele pode expulsá-lo. O senhor também pode abandonar sua “esfera de excelência” por apatia, amor pelo mundo ou por estar ocupado demais com coisas sem importância.

P: Em Dt 4,2, a ordem de não acrescentar nada à palavra que Deus deu significa que não deveria haver livros na Bíblia após Deuteronômio?

R: De forma alguma. O versículo é especificamente uma restrição ao povo para que não acrescente nem retire nada dos mandamentos contidos no Livro de Deuteronômio. Não é uma restrição a Deus para que Ele não envie novas revelações. Em geral, as restrições que Deus estabelece na Bíblia não restringem a Deus.

P: Em Dt 4,9, o que era que Moisés queria que eles se esforçassem especialmente para “ter em conta”?

R: Moisés parecia bastante “desesperado” para que eles se lembrassem. Aparentemente, Deus havia falado a Moisés algo sobre o futuro em Deuteronômio 4:27-30. Deuteronômio 4:9-40 responde à pergunta sobre o que Moisés queria que eles se lembrassem. Resumidamente, há quatro partes.

Versículos 8, 23 em diante: Prestem atenção para aprender, lembrar e ensinar as disposições e promessas da lei, tanto positivas quanto negativas.

Versículos 6, 23 e seguintes: Prestem atenção para obedecer à Lei e não fazer imagens nem praticar outras ações que a infrinjam.

Versículos 7, 9, 33 e seguintes: Tenham o cuidado de aprender, lembrar e ensinar as obras maravilhosas de Deus entre o povo.

Versículos 9 e 25: Tenham o cuidado de ensiná-las tanto aos seus filhos quanto aos seus netos.

P: Em Dt 4,9.25; 6,2, como o senhor ensina aos seus netos os caminhos de Deus, mesmo que não more com eles o tempo todo?

R: Idealmente, você terá ensinado bem seus filhos, e eles terão feito bons casamentos — ou seja, terão se casado com crentes —, e assim também ensinarão. Você pode reforçar esse ensino e ser um bom exemplo no que faz e diz, além de ser um exemplo de confissão, admitindo quando cometeu erros.

Mas, às vezes, os filhos de cristãos se afastam do Senhor ou se casam com alguém que não conhece o Senhor. Nesse caso, o desafio é maior. Se os pais estiverem dispostos, leve os netos à igreja, à Escola Bíblica de Férias, aos programas de Natal e a outras atividades planejadas. Compartilhe também com eles o que Cristo significa para você durante momentos espontâneos. Quando tomar decisões com base no que agrada a Deus, compartilhe com seus netos quais foram suas opções e por que fez a escolha que fez.

P: Em Dt 4,10-15, Deus entregou a Moisés os Dez Mandamentos no Monte Horebe ou no Monte Sinai, como diz Êx 19,11?

R: Há duas respostas possíveis.

Sinônimos: Os dois nomes eram usados de forma intercambiável, da mesma forma que o sogro de Moisés era chamado tanto de Jetro quanto de Reul. Nomes múltiplos são muito comuns em locais onde há várias línguas e culturas. No Alasca, há o Monte Denali, que costumava ser chamado de Monte McKinley. O “Comentário Bíblico do Crente”, p. 205, sugere isso.

Região: Horebe pode incluir mais do que apenas o Monte Sinai. Pode ser o nome da região ou do planalto, e não apenas do pico.

P: Em Dt 4,12, o povo não viu a forma de Deus, ou Moisés viu a forma de Deus em Nm 4,12?

R: Ambas as coisas. Moisés teve o privilégio de ver a forma de Deus, provavelmente uma aparição pré-encarnada de Cristo. O povo não viu nenhuma forma. Isso é semelhante ao que aconteceu com Saulo de Tarso, na estrada para Damasco, quando ouviu a voz de Jesus, enquanto seus companheiros ouviram apenas um som.

P: Em Dt 4,13, por que havia duas tábuas de pedra?

R: Embora alguns pensem que cinco mandamentos poderiam ser escritos em cada uma delas, não teria havido dificuldade em colocar todo aquele texto em uma única tábua. Uma resposta mais provável é que, nos tratados de suserania da época de Moisés, também eram feitas duas cópias do tratado: uma cópia para cada parte. Assim, uma cópia foi colocada dentro da arca, onde ninguém mais a veria, e a outra cópia ficou em exibição.

P: Em Dt 4,16-18, essa ordem proibia toda representação artística de pessoas ou animais?

R: Obviamente que não, pois havia estátuas de querubins sobre a arca em Êxodo 37:8-9. Moisés também recebeu a ordem de fazer uma serpente de bronze em Números 21:4-9. No templo de Salomão, havia também querubins, conforme 1 Reis 6:23-27. Muitas outras imagens de querubins foram esculpidas no templo, conforme 1 Reis 6:39, 32, 35.

O que é proibido é o uso de imagens como objetos de adoração de duas maneiras. Era proibido adorar uma divindade pagã por meio de uma imagem, e também era proibido adorar o Deus verdadeiro por meio de uma imagem. Os pagãos adoravam tanto as próprias estátuas quanto os deuses pagãos por meio da imagem dessas estátuas.

P: Em Dt 4:20, por que o Egito era uma “forna”?

R: Era uma fornalha de pelo menos três maneiras diferentes.

1. O Egito era um lugar seco e quente; mais quente do que a Palestina.

2. As fornalhas podem consumir, queimar e destruir coisas perecíveis.

3. As fornalhas são úteis para refinar metais e remover as impurezas.

Algumas experiências hoje em dia são como fornalhas. A mesma experiência pode destruir uma pessoa e refinar outra, purificando o “ouro” no coração dessa pessoa.

P: Em Dt 4,20, por que o Egito era como uma fornalha de “ferro”, visto que 1447 a.C. é anterior à Idade do Ferro e eles não possuíam fornalhas feitas de ferro?

R: A arqueologia mostra que o Egito possuía utensílios de ferro desde 3.000 a.C. No entanto, o ferro era difícil de trabalhar e muito caro, pois exigia uma temperatura mais elevada do que o bronze ou o cobre. Este versículo não se refere a uma fornalha feita de ferro, mas sim a uma fornalha construída para fundir ferro.

P: Em Dt 4,24; 5,9; 6,15; Êx 20,5; 34,14; Jos 24,19; Na 1,2, de que maneira Deus é um Deus zeloso?

R: Deus enfatizou essa exigência exclusiva do Seu amor santo, pois trata-se de uma expressão comum nas Escrituras. Assim como um marido ou uma esposa insiste na fidelidade ao pacto matrimonial, Deus insiste na adoração exclusiva de nossa parte. Deus nos criou com amor, cuida de nós e estará com Seus filhos para sempre. Afastar-se Dele e adorar outra pessoa ou outra coisa é como dar um tapa na cara de Deus. Deus não deseja qualquer adoração a posições de prestígio ou a outras imagens. Deus não deseja a adoração de mais nada, mesmo que não se trate de uma imagem física. Por fim, Deus não deseja que adoremos quaisquer retratos ou imagens, mesmo que se afirme que sejam Dele. É preciso compreender isso antes de poder entender por que a idolatria era algo tão grave para Deus, mesmo que também adorassem o Deus verdadeiro.

Mas era difícil para eles abandoná-los. Como disse Martinho Lutero: “Se um homem não quer Deus, então ele precisa ter seus ídolos.” Raymond Brown, *A Mensagem de Deuteronômio*, p. 69.

P: Visto que Dt 4,25-26 dizia que eles pereceriam completamente se adorassem ídolos, e eles adoraram ídolos, por que não pereceram completamente?

R: É possível encontrar a resposta lendo o versículo seguinte: Deuteronômio 4:27. Deus destruiria os judeus como povo e os dispersaria entre as nações. No entanto, a palavra para “destruir” aqui não significa destruir completamente. Deuteronômio 4:28-29 matiza os versículos 25-27 ao afirmar que, se eles então buscassem o Senhor, aqueles que o fizessem retornariam.

Observando os judeus de uma perspectiva cultural, havia uma enorme diferença entre os judeus antes de irem para a Babilônia e depois de retornarem da Babilônia. Desde que retornaram da Babilônia, apesar de todas as suas falhas, eles não sucumbiram mais à tentação de adorar ídolos. Se nada mais funcionar, às vezes é necessário um evento catastrófico para curar uma pessoa ou um povo de um pecado.

P: Em Dt 4,41; 19,1-13 e Nm 35,10-34, por que Moisés designou três cidades?

R: Essas três cidades foram especialmente designadas como cidades de refúgio, para onde alguém que tivesse matado outra pessoa acidentalmente pudesse fugir. Essas pessoas estariam a salvo do vingador do sangue apenas dentro da cidade. Porém, quando o sumo sacerdote morresse, elas poderiam retornar em segurança para casa.

P: Em Dt 4,41, a expressão literal em hebraico “na direção do nascer do sol” significa que o sol gira em torno da Terra?

R: Não. Mesmo os astrônomos mais renomados de hoje falam de nascer e pôr do sol. O fato de Deus ter usado uma expressão coloquial não valida uma visão científica, da mesma forma que um cientista hoje não é expulso de sua área por dizer que aprecia o pôr do sol.

Para que um versículo da Bíblia concorde ou discorde de uma visão científica, ele precisa afirmar como fato algo sobre o nosso mundo, como fazem alguns versículos do Gênesis.

P: Em Dt 5,1, qual é a importância de “observar” as leis?

R: “Observar” significa obedecer por meio da ação. Deixe-me ilustrar com um exemplo. Conheço muito bem as regras do basquete, mas pretendia estudar para conhecê-las ainda melhor. Então, pensei em fazer um teste para jogar pelo Dallas Mavericks. Tenho certeza de que eles me aceitariam devido ao meu grande conhecimento do jogo. Será que me aceitariam? Ou será que eles querem alguém que consiga “desempenhar-se” fazendo cestas, passando bem a bola, defendendo e bloqueando arremessos, além de pegar rebotes? As regras podem ser ensinadas, mas apenas algumas pessoas conseguem desempenhar-se. Da mesma forma, qualquer israelita poderia crescer conhecendo a lei, mas Deus exigia que eles a cumprissem. É verdade que uma pessoa precisa conhecer a lei para obedecê-la, mas em nenhum lugar do Antigo Testamento há promessa de benefício algum para quem conhecia a lei, mas não a obedecia.

P: Em Dt 5,1-30, o uso do segundo pronome neste capítulo é “você” no singular ou “vocês” no plural?

R: As formas singular e plural parecem estar misturadas indiscriminadamente neste capítulo. Kenneth A. Kitchen (AOOT, p. 129) constatou que isso é comum em documentos semíticos. Podemos deduzir disso que as leis se aplicam não apenas aos indivíduos, mas também ao povo como um todo.

P: Em Dt 5,2-3, quem são os “pais” aqui?

R: As pessoas têm opiniões diferentes.

Não poderiam ser os escravos hebreus no Egito, apesar do que Calvino ensinou.

Deus fez uma aliança com a geração anterior, agora quase extinta, conforme ensinou Agostinho.

Mas, antes disso, Deus fez uma aliança com os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

P: Em Dt 5,3, por que diz que Deus não fez uma aliança com seus pais, quando Dt 5,2 afirma que Deus a fez?

R: Moisés, em seu papel de profeta de Deus, está enfatizando um ponto aqui. Isso foi resumido como “Deus não tem netos”.

Deus realmente fez uma aliança com Abraão, Isaque e seus antepassados no passado. Mas isso não os ajudará agora. Reafirmar a aliança é um assunto sério; eles próprios estão fazendo uma aliança com Deus. A situação é a seguinte: ou você fez uma aliança com Deus, ou não fez. Mas o fato de seus pais terem feito uma aliança com Deus não lhe serve de nada, se você mesmo não fizer uma aliança. Ou o senhor é um filho de Deus ou não é. Ezequiel 18 oferece uma explicação mais detalhada sobre esse ponto.

P: Em Dt 5,6-10, por que os dois primeiros mandamentos são os primeiros?

R: Os Dez Mandamentos não começaram com as proibições, mas sim com quem Deus é. Jesus disse que amar o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, mente, alma e forças era o maior mandamento, e esses dois primeiros mandamentos se concentravam nisso. Eles também são o fundamento para todo o resto. Se você não for leal a Deus, então os demais não têm tanta importância. Você pode ser desleal ao buscar outra coisa que considere um deus, ou ao ter uma imagem — mesmo sabendo que ela não é um deus em si — que o afasta do Deus verdadeiro e invisível.

A propósito, o ensino católico romano apresenta uma ordem diferente dos Dez Mandamentos em relação à dos protestantes e judeus. Algumas doutrinas católicas romanas consideram Deuteronômio 5:6-10 como um único mandamento, e dividem o último mandamento, sobre a cobiça, em dois. Por volta de 500 a 700 d.C., quando a Igreja Católica Ortodoxa tentou elaborar listas de pecados, tanto mortais quanto veniais, o único pecado que ficou de fora dessa lista foi a adoração de imagens.

P: Em Dt 5,6-21, por que isso foi apenas uma paráfrase de Êx 20,2-17, que continha as palavras exatas de Deus?

R: A resposta curta é que Deuteronômio 5:6-21 registra um lembrete ao povo, e Moisés fez aqui uma paráfrase. Provavelmente, isso foi feito deliberadamente para nos demonstrar que o que importa é o significado, e não as palavras exatas.

A resposta detalhada mostra as diferenças e apresenta quatro pontos a serem considerados na resposta.

Diferenças entre Êxodo e Deuteronômio

Lembre-se (20:8) vs. Observe… como o Senhor Deus lhe ordenou (5:12)

Nem os seus animais (20:10) vs. nem o seu boi, nem o seu jumento, nem qualquer dos seus animais (5:13)

[ausente] (20:10) vs. (5:14) acrescenta: “para que o seu servo e a sua serva possam descansar, assim como o senhor.”

Todo o versículo 20:11 versus todo o versículo 5:15

[ausente] (20:12) vs. como o SENHOR, seu Deus, lhe ordenou… e para que lhe vá bem (5:16)

casa… esposa (20:17) vs. esposa… casa ou terra” (5:21)

Mesmas ordens: Não há absolutamente nenhuma diferença no que devia ser obedecido.

Deuteronômio 5:6-21 também pode ser exato: Deuteronômio também pode conter as palavras exatas. Pode ser a paráfrase exata das palavras de Moisés. No entanto, não há problema algum se não forem as palavras exatas de Moisés. O conceito antigo de citação incluía tanto citações exatas quanto o que chamamos de paráfrases.

O que podemos aprender: É o significado que Deus queria que as pessoas lembrassem, mais do que as palavras exatas.

P: Em Dt 5,9, uma vez que Deus castiga a iniquidade até a terceira e quarta geração daqueles que O odeiam, Deus é justo?

R: A Bíblia ensina que todos os caminhos de Deus são justos (Deuteronômio 32:4; Salmo 99:4), mas antes de podermos compreender o que é justiça, precisamos definir quatro termos.

Justiça: Deus concede as recompensas pelas ações justas que Ele prometeu e aplica o castigo pela desobediência a Ele, conforme prometeu. A justiça de Deus não é algo misterioso e incompreensível, mas está descrita em Sua Palavra, a Bíblia.

Equitativo: Equitativo significa tanto que todos são tratados exatamente da mesma forma, quanto que Deus sempre trataria a todos exatamente da mesma forma. Deus não é equitativo, nem afirma ser na Bíblia, como mostram Mateus 20:1-16, Deuteronômio 5:9, Romanos 9:10-18 e outros versículos. João 19:11 e 2 Pedro 2:21 mostram que aqueles que possuem mais conhecimento são julgados com maior rigor. Isso demonstra implicitamente que nem a todos é concedida a mesma quantidade de conhecimento, o que é desigual. Deus, porém, continua sendo justo e leva isso em consideração (Romanos 4:15; 5:12). Muitos seres humanos têm conceitos muito diferentes de justiça e, se a sua opinião sobre justiça não permite qualquer desigualdade, lembre-se de que Deus prometeu ser justo apenas de acordo com Sua definição de justiça, conforme mostrado na Bíblia, e não de acordo com qualquer definição humana específica.

Culpa/Responsabilidade: A culpa pode ser uma emoção humana, mas não é esse o tipo de culpa discutido aqui. Aqui, a culpa é a responsabilidade, imposta pelas exigências da justiça de Deus, de estar sujeito à ira de Deus. Há culpa maior e menor (João 19:11). Cada pessoa é culpada por seu próprio pecado; não somos responsáveis pelos pecados de nossos antepassados (Ezequiel 18; Deuteronômio 24:16), e não compartilhamos a culpa de nossos filhos (Ezequiel 18:20).

Consequências: Muitas bênçãos, maldições e outras consequências das ações de uma pessoa são herdadas e transmitidas a outras. Quando uma mãe pode optar por se abster ou se entregar ao tabagismo, ao consumo de álcool, à má alimentação ou ao uso de cocaína e outras drogas, o bebê arca com as consequências. Alguns exemplos de consequências transmitidas são: alguém nascido de pais cristãos, um bebê com defeitos congênitos nascido em uma área altamente poluída e bebês que são abortados ou assassinados após o nascimento.

As consequências parecem injustas e pareceriam tornar Deus injusto se esta curta vida terrena fosse tudo o que existe. Um ex-editor da Scientific American, um agnóstico chamado Martin Gardiner, apresentou uma reflexão profunda em seu livro *The Whys of a Philosophical Scrivener*. Ele afirmou que, se você acredita na justiça (e ele acreditava), então precisa acreditar na vida após a morte. Em outras palavras, a vida é tão injusta nesta terra que, para que todos recebam justiça, deve haver um momento após a morte em que a justiça seja feita. Nós, cristãos, chamamos isso de Dia do Juízo Final. Séculos antes, Lactâncio (c. 303-325 d.C.) apresentou praticamente o mesmo argumento em *As Instituições Divinas*, livro 6, cap. 9, p. 171-172.

Agora, para responder à pergunta sobre a justiça de Deus em Deuteronômio 6:4: Deus é justo, mas não equitativo. As pessoas podem herdar consequências, mas não a culpa. Mas louvado seja Deus, pois Ele não é apenas justo, mas misericordioso.

P: Em Dt 5,11 e Êx 20,7, quais são as diferentes maneiras pelas quais as pessoas tomam o nome de Deus em vão?

R: O significado hebraico é muito amplo aqui. Literalmente, significa associar o nome de Deus ao vazio. Isso inclui usar o nome de Deus como palavrão, para amaldiçoar alguém ou como uma fórmula mágica.

P: Em Dt 5,14, uma vez que os animais não conhecem a Lei de Moisés, por que não lhes foi permitido trabalhar?

R: Embora as Escrituras não expliquem o motivo, podemos identificar várias razões possíveis.

Eles não deveriam trazer benefício aos seus donos enquanto trabalhavam.

Seria mais saudável para o animal ter também um dia de descanso.

Não devemos esquecer (como os próprios israelitas esqueceram) que eles deveriam ser uma luz e um exemplo para as outras nações, mostrando que deviam levar o mandamento de Deus muito a sério.

P: Em Dt 5,15, os israelitas deveriam guardar o sábado porque eram escravos no Egito, ou Deus ordenou isso porque criou os céus e a terra em seis dias, como diz Êx 20,11?

R: Ambas as razões são verdadeiras. A razão de seguir a obra de Deus na Criação é apresentada em Êxodo 20:11. Uma razão adicional, por terem sido escravos (sem sábado) no Egito, é apresentada em Deuteronômio 5:15.

Pode ser útil considerar um exemplo humano de agir por três motivações diferentes. Podemos dizer a uma pessoa para não fofocar porque é isso que Deus ordena. Podemos dizer a uma segunda pessoa para não fofocar porque isso demonstra seu amor e respeito por Deus. Podemos dizer a uma terceira pessoa para não fofocar por causa de seu amor pelos outros. Consulte “Dificuldades e Aparentes Contradições da Bíblia”, pp. 209-210, para outro exemplo.

Generalizando isso, os cristãos podem ser motivados a praticar o bem com base no caráter de Deus, com base em experiências passadas próprias ou alheias, com base no amor presente por Deus e pelos outros, ou com base na esperança futura. A motivação mais forte é provavelmente a combinação de todos os fatores acima. O livro “Quando os Críticos Perguntam”, p. 118, apresenta uma resposta semelhante, afirmando que algo pode ser lembrado por duas razões. Uma foi a razão “inicial” para a Criação, e a outra foi uma razão “posterior” para a redenção.

P: Visto que em Dt 5,17 e Êx 20,13 está escrito “não matarás”, por que havia a pena de morte?

R: Deus nunca disse “não matarás”, mas sim ordenou “não cometerás homicídio” (Êxodo 20:13; Deuteronômio 5:17). Isso não só pode ser observado no hebraico, mas o próprio contexto o demonstra, já que os israelitas foram instruídos a executar pessoas por certos crimes, conforme Êxodo 21:12-17. Além disso, tanto em Êxodo quanto em Deuteronômio, as guerras eram justificadas em determinadas circunstâncias.

No Novo Testamento, somos exortados a amar nossos inimigos (Lucas 6:27-36 e Mateus 5:43-44) e, como indivíduos, não devemos nos vingar, conforme ensina Romanos 12:17-21. No entanto, em contrapartida, o capítulo seguinte ensina que o governo tem a responsabilidade perante Deus de “empunhar a espada como instrumento da ira para punir os malfeitores”, conforme mostra Romanos 13:4.

P: Em Dt 5,19 e Êx 20,15, quais são algumas formas pelas quais as pessoas podem roubar?

R: A forma mais óbvia é roubar dinheiro ou bens materiais, como em Êxodo 22:2. Mas também se refere ao roubo de pessoas, como sequestro ou escravidão, conforme mostram Deuteronômio 24:7 e Êxodo 21:16. Pode-se referir, ainda, à obtenção indevida de dinheiro por meio de fraude ou engano. Roubar pode ser o uso ilegal de coisas, como softwares, DVDs ou músicas. Roubar pode ser roubar tempo de um empregador. Roubar pode ser ilegal ou pode ser feito por meio de leis injustas, mas, de qualquer forma, é mal aos olhos de Deus.

P: Em Dt 5,20 e Êx 20,16, de que maneiras as pessoas podem prestar falso testemunho?

R: Além do perjúrio em tribunal, isso também pode se referir a contar mentiras para concretizar uma venda, fazer com que alguém se volte contra algo ou tentar fazer com que alguém goste de você. Deus não é glorificado se você disser algo que sabe ser falso com o objetivo de persuadir alguém a se tornar cristão. Ao compartilhar o evangelho, às vezes nos deparamos com a opção de “distorcer a verdade” para sermos mais persuasivos, em vez de dizer toda a verdade com honestidade, mesmo que isso seja menos persuasivo. Sempre que se encontrar em uma situação como essa, perceba que a primeira opção — “distorcer a verdade” — é uma tentação para que desagradem a Deus. Escolha sempre a segunda opção.

P: Em Dt 5,21 e Êx 20,17, o que diferencia este mandamento dos outros nove?

R: Há evidências externas e físicas quando alguém viola qualquer um dos primeiros nove mandamentos, mas uma pessoa pode cobiçar interiormente sem demonstrar quaisquer sinais. É possível cobiçar a riqueza, o cônjuge, a fama, a popularidade ou a aparência de alguém sem tomar nenhuma atitude. Mas a atitude do coração de cobiçar continua sendo um pecado.

P: Por que Dt 5,21, o último dos dez mandamentos, [supostamente] ensina que as esposas são propriedade dos homens? (Um muçulmano afirmou isso.)

R: Ele NÃO ensina que as esposas são propriedade dos homens. Ele diz que um homem não deve cobiçar a esposa ou os bens do próximo, mas isso não significa que a esposa seja uma propriedade.

Por outro lado, conheço pelo menos um muçulmano que, ao chegar aos Estados Unidos e ter de declarar seus bens, incluiu sua esposa na lista. Depois de explicar a expressão “mulheres que sua mão direita possui” no Alcorão, talvez seja oportuno explicar o seguinte a partir dos hadiths sunitas.

Quando a alguém é dada uma mulher, um servo ou gado, deve-se segurar sua testa e orar a Alá. Ibn-i-Majah, vol. 3, n.º 1918, p. 157

“Trate bem as mulheres, pois elas são [como] animais domésticos (‘awan) para vocês e não possuem nada por conta própria.” al-Tabari, vol. 9, p. 113. [Outros estudiosos muçulmanos não concordaram com Tabari quanto ao fato de que as mulheres estavam proibidas de possuir qualquer coisa por conta própria.]

P: Por que Deuteronômio 5:22 diz que Deus “não acrescentou mais nada”, se havia outros mandamentos?

R: Há um aspecto secundário e um aspecto principal.

Primeiro, no momento e no local em que Deus deu os Dez Mandamentos, Ele não acrescentou mais nada naquela ocasião.

O ponto mais importante é que, em nenhum momento, Deus jamais estabeleceu um décimo primeiro mandamento. Deus deu muitos mandamentos — os judeus contaram 613 na Torá —, mas estes são os “dez principais” e não há nenhum adicional.

P: Em Dt 5,28-29, com o que exatamente Deus está satisfeito e o que Ele está elogiando aqui?

R: Ele não está elogiando o cumprimento dos Dez Mandamentos por parte deles, pois estes acabavam de ser entregues e, naquele momento, eles ainda não tinham histórico de seguir o que lhes fora dado. Em vez disso, Deus está satisfeito com a atitude de reverência e admiração deles, bem como com seu compromisso sincero de obedecê-los. Mas Deus, que conhece o futuro, em Deuteronômio 5:29 demonstra o quanto Ele desejava, em vão, que o povo permanecesse sempre fiel ao seu compromisso de agradá-Lo.

P: Em Dt 6,3; 11,9; 26,9,15; 27,3; 31,20; Êx 3,8,17; 13,5; 33,3; Levítico 20:24; Números 13:27; 14:8; 16:14; Josué 5:6; Jeremias 11:5; 32:22; e Ezequiel 20:6, 15; por que o Antigo Testamento se refere frequentemente à terra do leite e do mel?

R: Vamos examinar primeiro o leite e, em seguida, o mel.

O leite que as pessoas bebiam provinha de vacas, ovelhas, cabras e camelos. Os pastores não podiam se alimentar exclusivamente de carne; e o leite fornece a maior parte dos demais nutrientes. Afinal, o leite é a única fonte de alimento de um filhote. Assim, o leite era encontrado em quase todas as regiões; mas havia maior disponibilidade onde as pessoas podiam criar mais gado.

Mel: O mel era uma iguaria, utilizada para adoçar alimentos. Para produzir grande quantidade de mel, são necessárias muitas flores, algo que o Egito geralmente não possuía. Canaã era bem conhecida pelo mel, de acordo com a PEQ 98 (julho-dezembro de 1966). Por volta de 1950/1920 a.C., o viajante egípcio Sinuhe afirmou que Canaã possuía mel e azeitonas em abundância (ANET, p. 19-20). O faraó Tutmés III (1483-1450 a.C.) recolheu centenas de jarros de mel de Canaã como tributo. No entanto, os israelitas murmuradores Datã e Abirão chamaram o Egito de terra de leite e mel em Números 16:13. Em Ugarit (na costa noroeste da Síria moderna), escreveram de forma hiperbólica sobre Canaã: “Os céus choviam azeite; e os riachos corriam com mel” (BA, 27 de dezembro de 1965). O mel era abundante, pois Jônatas comeu um pouco do mel que estava no chão, conforme 1 Samuel 14:29-43. João Batista se alimentava apenas de gafanhotos e mel silvestre, conforme Mateus 3:4. O rei Ezequias possuía colmeias de abelhas domesticadas.

P: Em Dt 6,4, uma vez que Deus é “Um”, o que dizer da Trindade?

R: Em primeiro lugar, em muitos manuscritos hebraicos, esse versículo apresenta letras extragrandes nas extremidades, chamadas de majuscula em latim e em inglês. Aqui estão algumas das palavras para “um” utilizadas no Antigo Testamento.

chad: significa simplesmente “um” e é raramente usado.

‘ishshah: um, cada, toda, feminino

‘oysh: um homem ou um indivíduo. (muito comum no Antigo Testamento)

‘echad: que significa “unido, semelhante, sozinho e por completo”. (muito comum no Antigo Testamento)

A palavra utilizada em Deuteronômio 6:4 é ‘echad. Assim, poderia-se traduzir essa palavra como “unidos”, embora “um” seja uma tradução mais ampla e preferível. A mesma palavra também é utilizada em:

Gênesis 2:24 diz que o marido e a esposa são uma só carne.

Deuteronômio 6:4 diz que há um único Deus.

Gênesis 1:5 diz: “Foi a tarde e a manhã: um dia”.

Um exemplo do uso dessa palavra para significar uma unidade composta de várias partes encontra-se em Êxodo 26:6,11, onde cinquenta grampos prendem as cortinas (no plural) para que a tenda fosse “uma”. Ezequiel 37:17,19,22 também fala de duas varas unidas como “uma”, utilizando a mesma palavra.

P: Em Dt 6,4, por que esse mandamento, chamado de shema, menciona coração, alma e força?

R: A Escritura não o diz, mas podemos observar o seguinte.

1. Imagine que a Bíblia dissesse para amar a Deus apenas com nossa alma. Confiaríamos Nele para preservar nossa vida e talvez quiséssemos manter nossa alma pura, mas isso não significaria que teríamos qualquer compromisso com Deus.

2. Imagine que a Bíblia dissesse para amar a Deus apenas com nossas forças. Cumpriríamos nosso dever para com Deus e trabalharíamos arduamente a Seu serviço, mas compromisso não significa que tenhamos qualquer afeto ou carinho por Deus.

3. Imagine que a Bíblia dissesse para amar a Deus apenas com o coração. Teríamos um grande desejo de um relacionamento mais profundo com Deus, sem deixar de confiar em nós mesmos e sem nos empenharmos em nada para obedecê-Lo e servi-Lo.

Por mais que tentemos, não podemos amar a Deus completamente sem esses três elementos. Para um quarto elemento, consulte Marcos 12:30.

A título de observação, Deuteronômio 6:4 pode ser considerado um resumo de todo o capítulo 6 a 11 de Deuteronômio. A palavra “shema” significa literalmente “ouça”.

P: Em Dt 6,7.20, devemos educar nossos filhos ou simplesmente deixá-los crescer para que decidam por si mesmos?

R: Ensinar não é fazer lavagem cerebral, e assim como um pai seria negligente se não ensinasse seus filhos sobre segurança, os pais cristãos são negligentes se não ensinarem seus filhos sobre Deus. Nossos filhos são de nossa responsabilidade. Não prestamos contas a Deus pelas escolhas que eles fazem livremente, mas somos responsabilizados pela maneira como os criamos e pelo que lhes ensinamos. Provérbios 22:6 diz para instruir a criança no caminho que ela deve seguir. Efésios 6:4 é uma ordem para que os pais criem seus filhos na disciplina e na instrução do Senhor. Jesus, em Mateus 19:14, disse para deixarem as crianças virem a Ele e não as impedirem.

Em vez de se preocupar em ensinar-lhes as coisas corretas, preocupe-se com as atitudes malignas que eles podem absorver do ambiente ao seu redor, caso não tomem cuidado. Em vez de deixá-los por conta própria, ore por eles e ore com eles, todos os dias. A família tem a responsabilidade principal de ensinar seus filhos sobre Deus, e a igreja tem a responsabilidade secundária, e não o contrário.

P: Em Dt 6,8-9, os crentes devem ter o Shemá (Dt 6,4) na testa e nas mãos?

R: Consulte a próxima pergunta para saber como identificar quando você está interpretando algo de forma excessivamente literal e legalista.

Não há evidências de que alguém em Israel tenha interpretado essa passagem de forma excessivamente literal até a época dos fariseus. Não temos registros de que o próprio Moisés ou Josué tenham feito isso.

Por outro lado, os cristãos de hoje costumam ter decorações em suas casas com versículos bíblicos. Isso não é feito por legalismo, mas pelo desejo de ter a palavra de Deus em nossos corações.

P: Em Dt 6,8-9, uma vez que os crentes não precisam usar versículos bíblicos na testa, como é possível saber se está interpretando uma passagem de forma excessivamente literal?

R: Se você pretende interpretar essa passagem de forma excessivamente literal, deve ser coerente e interpretar toda a passagem da mesma maneira. Deuteronômio 6:6 diz que as palavras devem estar em nosso coração, e como hoje em dia se realiza cirurgia de coração aberto…

Falando sério, antes de encontrar a resposta sobre como interpretar uma passagem, é importante, em espírito de oração, fazer a pergunta correta. A pergunta correta é: “como Deus e o escritor humano pretendiam que os crentes interpretassem a passagem?”. Há um teste de cinco partes que você deve aplicar à sua interpretação de qualquer passagem, para responder a essa pergunta.

1. Minha interpretação é consistente, ou estou interpretando parte da passagem de uma maneira e outra parte de outra maneira?

2. Minha interpretação torna partes da passagem sem sentido? Se sim, há algo de errado com minha interpretação.

3. Minha interpretação faz sentido à luz do contexto dos versículos anteriores e posteriores à passagem?

4. Minha interpretação é consistente com o que Deus disse no restante das Escrituras sobre essas verdades e sobre esta passagem? No entanto, tenha em mente que uma passagem pode conter mais de uma verdade.

5. Por fim, há um teste de menor importância. Observe como Deus tem guiado os cristãos bíblicos, tanto dos primeiros tempos quanto da era moderna, a interpretar essa passagem.

P: Em Dt 6,10-13, quando pessoas piedosas alcançam prosperidade ou melhoram sua saúde, quais fatores tendem a fazer com que algumas permaneçam gratas e próximas a Deus, enquanto outras se afastam agora que não têm mais necessidades imediatas?

R: Os crentes podem ter reações muito diferentes à tentação de se afastar devido à riqueza, por uma combinação de vários motivos.

Alguns nem mesmo percebem a tentação de se afastar, até que já tenham caído nela.

Ingratidão

Presos pelo amor ao mundo. (1 João 2:15)

Eles perderam o contato com a natureza inspiradora de admiração de Deus. (Salmo 50:21)

Orgulho, pois pensavam que tinham conseguido por conta própria. (Salmo 115:1)

Eles não acreditam que precisem que Deus faça mais nada por eles agora. (Provérbios 30:7-9)

Presos ao dinheiro; seja querendo ganhar mais, com medo de perder tudo, seja com medo de deixar dinheiro de lado. 1 Timóteo 6:9-11

Seduciram seus novos amigos.

Eles se esqueceram das preciosas promessas de Deus para conosco.

P: Em Dt 6,16, qual é o significado de Massá?

R: Em hebraico, Massá significa “prova”. Esse é o nome que deram ao lugar onde murmuraram contra Deus por não terem água. Esqueceram-se de como Deus havia cuidado deles anteriormente, durante o perigo representado pelo exército do Faraó e em suas jornadas anteriores pelo deserto, e começaram a duvidar se Deus continuaria a cuidar deles.

Jesus citou esse versículo em Mateus 4,7 e Lucas 4,12, quando Satanás o tentou, dizendo-lhe para se lançar da borda do templo. Da mesma forma, não devemos fazer algo insano apenas para ver se Deus nos protegerá.

Os cristãos podem passar por momentos difíceis em suas vidas, nos quais começam a duvidar se Deus ainda cuidará deles. Esse pode ser um “Massá” para nós. Quando estivermos nessa situação, continuem a louvar a Deus, lembrem-se de como Ele cuidou de vocês no passado e mantenham a esperança de que Ele continuará a cuidar de vocês na Terra, até que chegue a hora de voltarem para casa, no céu.

P: Em Dt 6,20, qual é o objetivo do ensinamento aqui?

R: Os pais deviam ensinar seus filhos dia após dia. Quando uma criança fazia uma pergunta, especialmente uma tão importante como esta, os pais não deviam se afastar para preparar uma resposta. Devemos ser capazes de responder imediatamente, pois já temos uma resposta pronta. Devemos ser capazes de ensinar tanto quanto a criança desejar, no nível adequado para ela.

P: Em Dt 6,20, por que as filhas não foram mencionadas?

R: Deveriam ensinar todas as crianças, meninos e meninas, conforme Deuteronômio 6:7. Em hebraico, a palavra “homem” pode se referir a pessoas em geral, e “filhos” pode se referir a crianças em geral. De acordo com um artigo da revista Christianity Today de 27/10/1997, p. 35, não existe uma palavra hebraica para “filhos”, apenas uma palavra para “filhos” e outra para “filhas”. Quando um falante de hebraico se referia tanto a filhos quanto a filhas, utilizava-se a palavra “filhos”.

P: Em Dt 7,1, qual era a população estimada das sete nações de Canaã que eram mais numerosas do que os israelitas?

R: Não. A questão é que, quando os israelitas refletiam sobre sua identidade como nação e povo santo, não precisavam perder tempo pensando em sua proeza militar, pois Deus disse que, em comparação com os cananeus, ela não era tão grande assim. A resposta tem três partes.

1. Os israelitas tinham menos pessoas do que a população combinada dos cananeus.

2. Naquela época, havia chuvas mais abundantes na Palestina, de modo que a terra podia sustentar mais pessoas. 2,5 milhões de israelitas nos tempos bíblicos ainda são menos do que os 5 milhões de israelenses de hoje.

3. Aqui estão os números populacionais na época de Josué, estimados em 40%.

RegiãoPop.
Canaã do Norte (excluindo os fenícios)800 mil
Fenícios em Aser Ocidental 315 mil
Canaã do Sul (excluindo os amalequitas)888 mil
Amalecitas 110 mil
Amoritas da Transjordânia340 mil
Amonitas + Moabitas + Edomitas209 mil

Consulte a próxima pergunta para saber a fonte desses números.

P: Em Dt 7,1, qual é a fonte dos números populacionais mencionados na pergunta anterior?

R: Não encontrei nenhuma literatura que apresentasse a população antiga detalhada a esse nível, portanto, o texto anterior é um resumo de minhas próprias estimativas. Aqui estão meus números. Lembre-se de que o número ao lado de uma determinada cidade não representa a população que vive dentro dela, mas sim a população da cidade somada à área rural circundante.

CANAÃ DO NORTE 1.155CANAÃ DO NORTE 1.155CANAÃ DO NORTE 1.155CANAÃ DO NORTE 1.155
...FENICIANOS (W. ASHER) 315...FENICIANOS (W. ASHER) 315...FENICIANOS (W. ASHER) 315...FENICIANOS (W. ASHER) 315
Abden 10Irqata 10
Acco [porto] 15Kanah 15
Achseph 15Misrefot-Amaim 10
Achzib 15Nahariya [porto] 10
Ahlab 10Grande Sidon, 4.000 a.C. 30
Ambi 10Sidônia Menor [porto] 15
Ardata 10Simyra 10
Batuna 10Trípoli [porto] 15
Beth-Emek 10Tiro [porto] 1900 a.C. 10
Berito (Beirute) [porto] 20Ullaza (Orthosia) 10
Byblos 7.000 a.C. 20Uzu 10
Hammon 10Zerefate, 1600 a.C. 15
...TERRA DE ASER, A LESTES 85...TERRA DE ASER, A LESTES 85...TERRA DE ASER, A LESTES 85...TERRA DE ASER, A LESTES 85
Afec 10Carmelo 10
Arrubote 5Rehob (3150 a.C.) 10
Beten 10Sharon 5
Dor 15Shiqmona 5
Helkath 5Zeror 5
Cabul (Cabul) 5
...A TERRA DE NAFTALI 180...A TERRA DE NAFTALI 180...A TERRA DE NAFTALI 180...A TERRA DE NAFTALI 180
Abel-bet-Maaca 10Janoá 10
Adami-Nekeb 10Cades 10
Bet-Anate 10Quinerete, 3.000 a.C. 10
Bet-Semes (norte) 10Madon 5
En-Hazor 5Merom 10
Hamate 10Meroz 5
Hazor (175 acres) 40Ramá 10
Hukkok 10Zer 5
Ferro 10
...TERRA DE ZEBULOM 115...TERRA DE ZEBULOM 115...TERRA DE ZEBULOM 115...TERRA DE ZEBULOM 115
Belém (norte) 10Gate-Hefer 15
Cesulote 10Nahalal 10
Daberate 10Sarid 10
Hannathon 15Rimmon 10
Haroset 10Shimron 15
...Os heveus do Hermon 35...Os heveus do Hermon 35...Os heveus do Hermon 35...Os heveus do Hermon 35
Baal-Gad 10Laís 15
Ijon 5Mizpeh 5
...BASHAN DO NORTE 50...BASHAN DO NORTE 50...BASHAN DO NORTE 50...BASHAN DO NORTE 50
Aphek 10Golan 15
Ashtarote 10Karnaim 15
...TERRA DE ISACAR 115...TERRA DE ISACAR 115...TERRA DE ISACAR 115...TERRA DE ISACAR 115
Bet-Sã 25Jezreel 10
Bet-Haggan 10Jocneão 10
Endor 10Ophrah 10
Harod 10Suném 15
Jabneel 15
...TERRA DE MANASSÉS OCIDENTAL 128...TERRA DE MANASSÉS OCIDENTAL 128...TERRA DE MANASSÉS OCIDENTAL 128...TERRA DE MANASSÉS OCIDENTAL 128
Abel-Meholá 5Siló 10
Bezek 10Zeror 5
Dothã 15Taanach - 1500 a.C. - 10
Ibleam 15Tebez 10
Kedesh 5Tirza 10
Megido, 3.500 a.C. 18Zanaanim 5
Siquém - 1800 a.C. - 10
...TERRA DE EFRÁIM 132...TERRA DE EFRÁIM 132...TERRA DE EFRÁIM 132...TERRA DE EFRÁIM 132
Afec 10Naarote 10
Atarote 15Pirathon 5
Baal-Hazor 5Shaalbim 5
Bet-Horom (Baixa) 12Siló 10
Gezer 3000 a.C. - (30 acres) 15Tappuah 10
Leboná 10Timná-Será 10
Micmate 5Zerethan 10
SUL DE CANAÃ 983SUL DE CANAÃ 983SUL DE CANAÃ 983SUL DE CANAÃ 983
... TERRA DE BENJAMIM 172... TERRA DE BENJAMIM 172... TERRA DE BENJAMIM 172... TERRA DE BENJAMIM 172
Ai 12Jericó, c. 7.000 a.C. 10
Anatot 5Jerusalém, por volta de 3.000 a.C. 25
Bahurim 5Kephirah 5
Beerote 5Quiriate-Jearim 10
Bet-Hogla 5Micmás 5
Bet-Horom (Baixa) 5Mizpá 10
Betel 2000 a.C.- 10Nob 5
En-Rogel 5Ophrah 5
En-Shemesh 5Ramá 5
Geba 5Remaraim 5
Gibeá 10Shalishah 5
Gibeão 20
...TERRA DE DAN 230...TERRA DE DAN 230...TERRA DE DAN 230...TERRA DE DAN 230
Amarna 10Gibetom 10
Antipátris, 3000 a.C. 10Jabneh (Jabneel) 10
Bene-Berek 10Jaffa (Joppa) 4472 a.C. 10
Bet-Semes, 2200 a.C. (sul) 20Lod 10
Chesalon 10Ono 10
Ekron 50 acres 40Tappuah 10
Elteká 10Timna 10
Eshtaol 10Yavneh 10
Gate-Rimmon 10Zora 10
Geoloroth 10
...REINOS AMORITAS 120...REINOS AMORITAS 120...REINOS AMORITAS 120...REINOS AMORITAS 120
Azequá 10Jarmute 2
Debir 2350 a.C. 15Laquis, por volta de 3100 a.C. 23
Eglon 25Libna 15
Hebrom 20Makedá 10
...PARTE DE JUDÁ/SIMEÃO 352...PARTE DE JUDÁ/SIMEÃO 352...PARTE DE JUDÁ/SIMEÃO 352...PARTE DE JUDÁ/SIMEÃO 352
Adulão 5Hazar-Shual 5
Anab 5Joktheel 5
Aphek 10Jattir 5
Ashan 2Juttah 5
Ashdod 15Caim 5
Ascalon (-2.850 a.C.-) 25Kabzeel 5
Baala 2Keilah 5
Beerseba 10Leí 5
Belém (sul) 1Madmaná 5
Bet-Eglaim 2200 a.C.- 15Maom 5
Bet-Palet 5Masada 5
Beth-Zur, 1750 a.C. 10Michmatheth 5
Betul 5Mizpeh 5
Carmel 5Moladah 5
Cidade do Sal (Qumran) 5Natofá 5
Eltolad 5Ramá 5
Ezem 5Ráfia 5
En-Gedi 5Sharuhen 10
En-Rimmon 5Socoh 5
Eshtamoa 5Tamar 5
Etam 5Tecoá 5
Gate 25Tel-Abu-Matir 2
Gaza 25Zanoah 5
Gedor 5Zenan 5
Gerar 5Ziclague 10
Gibeá 5Zife 5
...AMALEQUITAS 110...AMALEQUITAS 110...AMALEQUITAS 110...AMALEQUITAS 110
Abroná [oásis] 5Jotbata [oásis] 5
Arad 10Cades-Barnéia 15
Aroer 10Moserot 5
Bene Jaakan [oásis] 5Monte Seir 10
Bet-Palet 10Reobote 5
Eziom-Geber [oásis] 5Tamar 5
Hor Haggidad [oásis] 5Timna, perto de Eilat [oásis] 5
Hormá 10

P: Em Dt 7,1, quem eram os girgashitas?

R: Hoje não sabemos quem eram. No entanto, fora dos escritos bíblicos, em Ugarit há menções a eles, de acordo com G. Douglas Young, em Concordance of Ugaritic, p. 14, e C.H. Gordon, em UT, p. 381.

P: Em Dt 7,1, por que Moisés disse que eles atravessariam o rio Jordão naquele dia, se era muito provável que isso ocorresse mais de 24 horas depois?

R: A palavra hebraica para “dia”, yom, também pode significar um período de tempo, como o “Dia do Senhor”. Outro exemplo é o futuro “Dia do Senhor” que antecederá imediatamente a volta de Cristo, o qual durará mais de 24 horas. É claro que eles também poderiam ter atravessado o Jordão em 24 horas, caso a coluna de pessoas que atravessava fosse muito larga.

P: Em Dt 7,1-5, qual era o verdadeiro perigo que os israelitas estavam prestes a enfrentar?

R: Do ponto de vista humano, pareceria que o verdadeiro perigo era eles entrarem em uma terra onde seus inimigos estavam bem armados e eram mais numerosos do que os israelitas. Mas esse não era o verdadeiro perigo; Deus poderia lidar com isso, mesmo que tivesse de lançar pedras do céu para combatê-los, o que Ele fez. Mas havia um perigo muito real e ainda maior: o de que eles parassem de lutar e fizessem concessões. Eles passariam a respeitar os deuses dos cananeus, se casariam com eles e permitiriam que seus filhos se casassem com eles. Quando começaram a respeitar os deuses cananeus, Deus retirou Sua ajuda contra o perigo visível dos exércitos cananeus e filisteus.

O futuro era promissor, mas repleto de perigos. Eles estavam indo para uma grande terra de leite e mel, mas passavam por grandes mudanças na vida. Às vezes, quando Deus nos dá coisas boas, ignoramos o fato de que precisaremos mudar, ou de que grandes mudanças na vida também acontecerão conosco.

Um pequeno detalhe é que a questão não era se afastar do Único Deus Verdadeiro. A questão era voltar-se para outros deuses, independentemente de ainda professarem ou não, apenas de boca para fora, a fé no Único Deus Verdadeiro.

P: Em Dt 7,2-5, de que maneiras devemos hoje “não fazer aliança” com outras coisas quando há a tentação de fazê-lo?

R: Por que mais um cristão se envolveria com astrologia, embriaguez, maconha ou outras drogas? Alimentar-se de forma saudável é válido, mas por que uma pessoa crédula, cristã ou não, desejaria pagar pelo poder curativo dos cristais? Os demônios dispõem de uma infinidade de coisas com as quais podem tentar os cristãos a se envolver ou a dividir sua lealdade: LGBTQ+, aborto, a combinação do cristianismo com o islamismo, a combinação do cristianismo com o hinduísmo, a mitologia greco-romana clássica. A combinação do cristianismo com a psicologia secular, a combinação do cristianismo com a filosofia secular. Mas é possível agrupar tudo isso em algumas categorias.

Prazer ou ganho pessoal (Evangelho da Prosperidade)

De 1896 a 1911, Wallace Wattles foi um escritor socialista do movimento “Novo Pensamento”. Ele escreveu *A Ciência de Ficar Rico* e foi excomungado pelos metodistas.

1879-1925 Russell H. Conwell era um batista da Filadélfia que pastoreava a maior igreja dos Estados Unidos naquela época. Ele ensinava que era possível encontrar diamantes no próprio quintal, bastando procurar. (World Christian Trends AD 30-AD 2200, p. 143)

Tentando inovar com novas ideias (ouvidos que coçam)

1831-1844 O pastor leigo batista William Miller, no nordeste de Nova York, fundou o movimento dos Milleritas. Ele afirmou que Cristo retornaria entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. O movimento contava com 50 mil a 100 mil seguidores. Em 22 de outubro de 1844, ocorreu o que mais tarde ficou conhecido como “A Grande Decepção”. O movimento deu origem às Testemunhas de Jeová (cerca de 8,8 milhões), aos Cristadelfianos (hoje restam apenas 60 mil) e aos Adventistas do Sétimo Dia (cerca de 21 milhões).

1843-1864: Hung Hsiu-Chuan autodenominava-se “irmão de Jesus”. Ele iniciou a Rebelião Tai-ping, na qual 35 milhões de pessoas foram mortas enquanto ele tentava estabelecer o “Grande Reino Celestial Pacífico”. Embora poucos ocidentais tenham conhecimento disso, esse evento ocorreu aproximadamente na mesma época da Guerra Civil Americana e, em comparação, fez com que a Guerra Civil parecesse apenas uma pequena escaramuça.

1783-1872 N.F.S. Grundvig desejava incorporar a mitologia nórdica ao luteranismo.

1867 Primeiro encontro nacional do Acampamento da Santidade em Vinland, Nova Jersey. Houve gritos, dança no Espírito, riso sagrado e rolar sagrado, conforme o livro *World Christian Trends AD 30 - AD 2200*, p. 142

1855-1900 Um grande número de habitantes das ilhas do Pacífico se converteu do cristianismo ao mormonismo. O Templo Mórmon do Havaí foi inaugurado em 1909.

1907 - “A Era de Aquário”: L.H. Dowling escreveu o “Evangelho Aquariano de Jesus Cristo”. Ele alegou que Jesus estudou o hinduísmo com gurus.

1919 - Le Van Trung funda a Igreja Missionária Cao Daísta no Vietnã, que combina budismo, ética confucionista, culto aos ancestrais e uma organização de tipo católico.

1954 — Sung Myung Moon acreditava ser a reincarnação de Cristo [não de Jesus], escreveu “O Princípio Divino” e fundou a Igreja da Unificação.

1933-1959 - Victor e Florence Houteff deixaram os Adventistas do Sétimo Dia para fundar os Adventistas do Sétimo Dia Davidianos. Deus mataria os ímpios Adventistas do Sétimo Dia em 22 de abril de 1959. Depois disso, eles se dividiram, e um grupo tornou-se os Davidianos da Ramificação.

1964 — Igreja de Deus da Sociedade Missionária Mundial (= Igreja de Ahnsahnghong, = Eloístas) (2 milhões). Acredita em um Pai celestial e em uma Mãe celestial. Fundada por Ahnsahnghong, que afirmava ser a encarnação do Pai celestial. É necessário observar as festas do Antigo Testamento.

-1978 - Jim Jones e Jonestown, na Guiana, onde 925 pessoas morreram. Os moradores de Jonestown receberam para beber um Kool-Aid vermelho com cianeto.

1985 - Apollo Quiboloy é um evangelista filipino da doutrina da Unidade. Afirmou ser o “Filho Designado de Deus”, responsável por decidir quem irá para o céu.

1931-1986 - Herbert W. Armstrong fundou a Igreja Mundial de Deus. Ensinava que o arrebatamento ocorreria em 1986. Defendia o british-israelismo e seguia as leis alimentares mosaicas. Considerava a Trindade satânica. Após sua morte, ocorreram cisões, e um dos grupos passou a aceitar a Trindade.

1941-2000 George Hunston Williams, historiador herético unitarista dos unitaristas socinianos

1985-2014 Andrew B. Murray e a Shepherd’s Chapel. Modalistas, doutrina da semente da serpente, pré-existência das almas, british-israelismo, Movimento da Identidade Cristã, negam o arrebatamento, aniquilacionismo

Ser capaz de alcançar mais pessoas com sua mensagem

Não direi “alcançá-las com o evangelho”, pois muitas vezes eles precisam “esvaziar o evangelho” e acabam alcançando as pessoas apenas com uma versão diluída do evangelho. Aqui estão alguns exemplos:

Os tradutores da Wycliffe realizaram uma tradução da Bíblia para o árabe e também para o turco, na qual substituíram as palavras “Filho” e “Pai” ao se referirem a Deus.

Andy Stanley aceita pessoas que praticam a identidade LGBTQ+ sem lhes dizer que precisam se arrepender e repudiar seu estilo de vida.

Rick Warren (autor de “Uma Vida com Propósito”) ensinou que os muçulmanos acreditam no mesmo Deus.

Para tentar se integrar ou evitar a perseguição

Isso pode significar adotar aspectos de outras religiões e tentar combiná-los com o cristianismo.

130 — Cerca de trinta seitas gnósticas nos primeiros séculos do cristianismo fizeram isso, especialmente os gnósticos herméticos. Deus enviou Adão, depois Moisés, depois Hércules e, por fim, Jesus.

1870 — O Movimento Insider para hindus foi iniciado em 1870 por Kali Chan Banurji.

1875/1879 — Mary Baker Eddy desejava incorporar “princípios científicos” ao cristianismo como “Ciência Cristã”. (Atualmente, de 100 mil a 400 mil membros, após uma cisão anterior)

1899 — Charles Fillmore foi um dos fundadores da Escola da Unidade do Cristianismo (1 milhão)

Década de 1870 - O “Chrislam” é uma religião sincrética na Nigéria

Década de 1970 - Movimento “Insider” (C5) voltado para muçulmanos. Ele afirma que o Alcorão e Maomé também provêm de Deus e, em geral, rejeita a Trindade. Seus adeptos não desejam ser chamados de cristãos (exceto quando solicitam recursos às igrejas ocidentais).

O compromisso cristão liberal com o mundo

1930-1945: o luterano Dietrich Bonhoeffer seguiu o evangelho social. Ele negava a ressurreição física de Cristo. Ele participou de uma conspiração para assassinar Hitler e foi executado pouco antes da rendição da Alemanha.

1848- O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em 1990, contava com 404 milhões de membros. Apoiou guerrilheiros marxistas na Rodésia/Zimbábue, que mataram missionários cristãos.

1951-1963: O liberal Paul Tillich defendia que Deus = amor, portanto, amor = Deus.

1901-1965 - Albert Schweitzer, cristão liberal e missionário médico. Escreveu sobre a busca pelo Jesus histórico.

1955-1968 - Martin Luther King Jr., pastor batista americano. Importante líder não violento do movimento pelos direitos civis que negava a ressurreição corporal de Jesus e teve muitos casos extraconjugais.

1944-1969 James Pike, agnóstico e posteriormente padre episcopal. Mais tarde, foi ameaçado de expulsão. Em suas sessões, questionava o nascimento virginal, o Inferno e a Trindade. Um dos primeiros a atuar no rádio, tinha um programa de rádio mais popular do que o de Fulton J. Sheen. Formado pelo Union Theological Seminary.

1915-1973 C.H. Dodd dirigiu a tradução da New English Bible. Ele acreditava nas “realidades presentes”, não em um futuro apocalíptico, e considerava que Paulo simplesmente estava errado em algumas questões.

1966-2021 Desmond Tutu. Sacerdote anglicano sul-africano, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, posteriormente político. Contra o apartheid e a segregação. Defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Igreja e a Teologia da Libertação, excluindo a violência.

H. Richard Neibuhr foi um “pós-liberal” barthiano (1924-1962) que resumiu com precisão a teologia liberal: “Um deus sem ira conduziu homens sem pecado a um reino sem julgamento por meio da obra de um Cristo sem cruz.”

Compromisso com o agnosticismo ou o ateísmo

1950-1979 Madre Teresa de Calcutá, Índia. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Fundadora das Irmãs da Caridade na Índia. Católica romana, defensora da vida, ajudava os pobres. Em vez de aliviar a dor, acreditava que a dor glorificava a Deus.

Compromisso com o marxismo

1964- Leonardo Boff, Teologia da Libertação. Ex-padre católico. Chamou o Papa Bento XVI (Ratzinger) de líder do terrorismo religioso.

1954-1966 Camilo Torres Restrepo. Católico romano marxista-leninista defensor da Teologia da Libertação. Morto em combate pelas guerrilhas do ELN contra o governo colombiano. Sua citação mais famosa é: “Se Jesus estivesse vivo hoje, Ele seria um guerrilheiro.”

Década de 1950-1971: Gustavo Gutiérrez foi um dos fundadores da Teologia da Libertação

1981 Aparição de Maria de Medjugorje na Bósnia. Entre outras coisas, ela disse às pessoas para estudarem o livro “Poema do Homem-Deus”. Este obra consta da lista de livros proibidos da Igreja Católica Romana por conter doutrina herética. A Igreja Católica só a aprovou em 2019, por meio do Papa Francisco.

1962-2003 Canaan Banana, ex-pastor metodista e primeiro presidente do Zimbábue. Ele escreveu *O Evangelho Segundo o Gueto*. Quanto à sua visão da Teologia da Libertação: “Quando vejo um guerrilheiro, vejo Jesus”. Ele cumpriu seis meses de prisão por homossexualidade. Foi membro ativo do Conselho Mundial de Igrejas e da Organização da Unidade Africana.

Resumo

A questão aqui não é que essas coisas sejam erradas (pois de fato são), mas que os cristãos estão errados ao aceitar qualquer uma dessas coisas como cristã. Sim, há cristãos genuínos em algumas dessas coisas, e alguns cristãos genuínos foram até mesmo citados aqui. Mas não devemos aceitar que esses erros sejam cristãos. Em Apocalipse 2:20-23, se você observar com atenção, a falsa profetisa Jezabel não é quem está sendo repreendida aqui. Em vez disso, é a igreja que a tolerou e a aceitou. Isso faz parte do antigo tema iniciado em Jeremias e que se estende até o Apocalipse: “Fujam de Babilônia”, saiam dela e separem-se dela.

O senhor tem a impressão de que forças demoníacas estão “bombardeando a igreja com engano”? Bem, os demônios são hábeis no que fazem e estão muito ocupados. É quase como a metáfora de que somos um exército de cristãos avançando para pregar o evangelho e servir a Deus, mas nossos companheiros de armas estão sendo abatidos por todos os lados pelas mentiras demoníacas. Mas, ao ler a lista do que vários cristãos têm aceitado, por favor, evite a tentação de pensar que os cristãos são pessoas incrivelmente tolas e crédulas. Isso se aplica apenas a alguns (embora talvez à maioria) daqueles que se autodenominam cristãos, não a todos eles. Então, o que o senhor pensa quando um pastor cristão elogia Madre Teresa, Dietrich Bonhoeffer, Martin Luther King Jr., Desmond Tutu ou o Conselho Mundial de Igrejas?

P: Em Dt 7,6-8, por que Deus escolheu os israelitas?

R: Parte da resposta está em Deuteronômio 7:7-9. Não foi porque eles eram um povo poderoso ou maravilhoso. Foi, antes, por causa do amor de Deus e de Sua escolha de Abraão, e depois de Isaque e Jacó. Muitas vezes, as pessoas colhem bons frutos por causa do que outros antes delas fizeram. Será que outras pessoas colherão bons frutos por causa das coisas que o senhor faz?

P: Em Dt 7,10, por que Deus sente a necessidade de retribuir a algumas pessoas, especialmente considerando que não devemos nos vingar por conta própria?

R: Não devemos nos vingar, não porque os outros nunca mereçam isso, mas porque Deus é o juiz que aplica a punição apropriada. Se Deus punisse alguns que cometeram um erro e simplesmente ignorasse outros que cometeram o mesmo erro ou outros igualmente graves, isso não seria consistente com o que Deus revelou na Bíblia sobre Sua justiça. Veja também a próxima pergunta.

P: Em Dt 7,10, considerando que Deus deve aplicar a punição com justiça, por que Deus deseja aplicar qualquer punição?

R: Deveria Deus permitir que todos escapassem impunes de qualquer coisa e ainda assim fossem para o Céu? E se eles não quisessem ir para o Céu e viver com Deus para sempre? Além disso, que tipo de Céu seria esse?

Imagine Hitler, Tamerlão, Stalin, Idi Amin ou outros “grandes” assassinos, sem arrependimento, estando no Céu de qualquer maneira? Que tipo de lugar puro seria esse? Se a coisa mais importante no Céu é adorar a Deus, você consegue imaginar Deus forçando as pessoas a ficarem no Céu para sempre contra a vontade delas? Eu não consigo.

P: Em Dt 7,14, já que Deus tiraria a infertilidade das mulheres israelitas, o que dizer de Mical (2 Sm 6,20-23), Ana (1 Sm 1,2.5-8) e Isabel (Lc 1,7)?

R: Mical não era necessariamente estéril. É mais provável que Davi não tivesse relações conjugais com ela. Ana e Isabel foram ambas estéreis durante parte de suas vidas, mas Deus tirou sua infertilidade e a transformou em uma bênção especial. Às vezes, quando Deus vai nos dar algo maravilhoso, como filhos, precisamos esperar pelo Seu tempo.

P: Em Dt 7,15, por que há menção específica não apenas a doenças, mas a “doenças do Egito”?

R: O Egito tinha moscas da areia incômodas, e a margem oeste do Nilo apresentava o vírus do Nilo Ocidental; além disso, por se tratar de uma região pantanosa, o Egito também sofria com a malária. Devido ao rio Nilo e às águas estagnadas, havia mais doenças ali do que em locais com pouca água. O historiador Plínio, o Velho, após discutir várias doenças do Egito, chamou o país de “a mãe das doenças”.

P: Em Dt 7,19; Êx 13,14; Êx 15,8,12,16; Êx 31,8; Sl 91,4; Hb 4,13, essas passagens provam que Deus tem dedos, mãos, braços, narinas, asas, penas e olhos?

R: Não. Trata-se de uma expressão antropomórfica. Consulte a discussão sobre Êxodo 8:19 para obter a resposta.

P: Em Dt 7,22, por que Deus, às vezes, remove as coisas de nossas vidas aos poucos, em vez de de uma só vez?

R: Às vezes, Deus considera que Seus propósitos são melhor realizados gradualmente. William Carey trabalhou como missionário na Índia por sete anos antes de ver a primeira pessoa conhecer o Senhor. Às vezes, a demora se deve à preparação que precisa ser feita em sua vida. Mas, muitas vezes, o motivo pelo qual Deus adia algo não tem absolutamente nada a ver com você. Pode ser a preparação de eventos mundiais, a preparação dos corações dos não crentes ou o recebimento da ajuda necessária de outros crentes. Será incrível no céu quando virmos como Deus uniu tantos fios, sem nenhuma conexão imediata aparente, para realizar uma única tarefa. Mas, embora muitas vezes não compreendamos, devemos ser pacientes em relação à maneira como Deus age.

Havia uma parábola sobre um rei rico e seu amado filho, o príncipe. Uma vez por ano, o filho se apresentava diante do pai e pedia sua mesada, que o pai lhe concedia. Depois disso, o pai quase nunca via o filho durante um ano inteiro. O rei não era apenas rico, mas também sábio. Assim, na vez seguinte em que o filho pediu sua mesada, o pai lhe deu apenas o suficiente para aquele dia. Dessa forma, o filho precisava ir conversar com o pai todos os dias, se quisesse receber sua mesada. Você já sentiu que trata seu Pai celestial da mesma maneira que o príncipe tratava seu pai inicialmente?

Li sobre dois jovens escoceses, amigos, que eram ambos alcoólatras. Com o tempo, seguiram caminhos diferentes e, depois, ambos se tornaram cristãos. Eles se encontraram e compartilharam sua jornada de fé. Um deles contou que, quando se converteu, Deus, milagrosamente, tirou todo o seu desejo pelo álcool. O segundo contou que foi fortemente tentado a ceder e beber novamente, muitas vezes, mas nunca cedeu. Às vezes, Deus age na vida das pessoas, santificando-as de seus pecados da primeira maneira; outras vezes, Deus age da segunda maneira. Na segunda maneira, o homem precisou clamar pela ajuda de Deus contra a tentação, dia após dia. Ambas as maneiras glorificam a Deus, mas quem pode dizer que a segunda maneira glorifica a Deus menos do que a primeira?

Portanto, algumas coisas levam tempo para que possamos cultivar um relacionamento íntimo com Deus. Mas outras coisas simplesmente levam tempo para que possamos compreender e aprender. Até mesmo o melhor mestre do mundo levou três anos para treinar Seus doze discípulos. Mesmo assim, houve muitas decepções, e um deles foi um fracasso total.

P: Em Dt 7,25-26, quando não devemos nos beneficiar do que foi feito por povos com os quais não devemos fazer aliança, e quando devemos, como em Êx 11,2-3; 12,35-36?

R: Nesses casos específicos, a resposta curta é: quando Deus lhe disser para não fazê-lo e quando Deus lhe disser que está tudo bem. Generalizando a partir disso, porém, observamos que era permitido aos israelitas comercializar e firmar tratados com outros povos pagãos, exceto com os cananeus. Portanto, hoje podemos celebrar acordos e fazer negócios com as pessoas em geral, independentemente de suas crenças religiosas. No entanto, se existir uma organização que se oponha aos cristãos ou que pratique atividades imorais, não devemos ter qualquer envolvimento com ela. Assim, por exemplo, ser contador de gangsters ou tocar piano em um bordel não é aceitável para os crentes.

P: Em Dt 8,1, por que esse período é geralmente referido como “no deserto”?

R: Não era um deserto como o Saara ou o “Quarto Vazio” da Arábia. Não havia água suficiente para o cultivo, mas vegetação suficiente para o pastoreio. Abraão estava no deserto. Davi também estava no deserto, assim como João Batista. Jesus permaneceu no deserto por 40 dias. A mulher em Apocalipse 12 será protegida no deserto. Ao longo das Escrituras, como afirma o New International Bible Commentary, p. 265, “o deserto é um lugar onde Deus se encontra com o homem por meio da disciplina e da libertação”. O deserto é um lugar de proteção e de crescimento, especialmente em obediência, fé e intimidade com Deus. Eles confiavam em Deus no deserto; que alternativa tinham? No entanto, o deserto nem sempre é um lugar agradável de se estar.

P: Em Dt 8,1, de que maneira estavam prestes a ocorrer grandes mudanças?

R: Eles deixariam o deserto e entrariam em uma terra de prosperidade e tentação. Passariam de moradores de tendas no deserto para viver em vilas e cidades. Passariam de depender do maná — o mesmo alimento por 40 anos — para uma dieta variada e mais saborosa, incluindo mel, uvas, azeitonas, figos, romãs, maçãs, frutas silvestres, trigo e cevada. Eles precisavam ter cuidado para não esquecerem seu primeiro amor: Deus.

P: Em Dt 8,1, como o senhor lida com a situação quando percebe que grandes mudanças estão prestes a ocorrer em sua vida?

R: As circunstâncias podem mudar muito, mas o Deus continua o mesmo. O senhor deveria glorificar a Deus, ser alegre, obediente e prosperar em suas circunstâncias anteriores. Agora, o senhor deve fazer o mesmo em suas novas circunstâncias.

P: Em Dt 8,2, Deus é realmente onisciente?

R: Sim. Nada do que aconteceu, está acontecendo ou jamais acontecerá está oculto a Deus. Deus conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10). Cada dia de nossas vidas foi escrito no livro de Deus antes mesmo de qualquer um deles vir a existir (Salmo 139:16). Quem seria salvo já era conhecido antes mesmo de existirmos (Romanos 9:10-23; 8:29; Efésios 1:4). Deus examina todos os nossos caminhos (Provérbios 5:21)

Em João 21:17, Pedro disse a Jesus que Ele sabia todas as coisas, e Jesus não corrigiu essa afirmação. 1 João 3:20 diz que Deus sabe tudo. No entanto, uma hipótese não é necessariamente uma realidade. Por exemplo, se os porcos pudessem voar, o céu seria verde? As Escrituras não se pronunciam sobre Deus e o “metaconhecimento”, ou seja, Deus conhecer cada detalhe hipotético de todas as possibilidades. A visão de que Deus possui o metaconhecimento de todas as possibilidades também é chamada de molinismo.

P: Em Dt 8,3, de que forma comer o maná era uma humilhação?

R: Era um lembrete para o povo de que, durante 40 anos, eles não se alimentaram principalmente de sua própria comida. Todas as manhãs, eles simplesmente recolhiam o maná que Deus lhes fornecia.

P: Em Dt 8,4; 29,5, como é que as roupas e as sandálias dos israelitas não se desgastaram?

R: Não é natural que roupas e sandálias durem quarenta anos sob o sol do deserto. Isso mostra uma das formas pelas quais Deus concede bênçãos sobrenaturais. É maravilhoso ver que Deus não apenas realiza alguns grandes milagres, mas também pode realizar milhões de pequenos milagres semelhantes.

P: Em Dt 8,7, a Palestina de hoje é mais árida do que era na época de Moisés?

R: Sim. Ao longo da história, o clima variou consideravelmente. Por exemplo, os climatologistas afirmam que houve uma “época quente medieval” na última parte da Idade Média. Eles até encontraram evidências disso em uma seca ocorrida na Califórnia em 1340 d.C. (Natural History, setembro de 1996). A cevada era cultivada na Groenlândia após o ano 1.000 d.C. Outro exemplo: os climatologistas afirmam que o Saara não era um deserto antes de cerca de 4.000 a.C.

P: Em Dt 8,9, onde ficavam as colinas ricas em cobre que foram prometidas aos israelitas?

R: Foram encontrados muitos fornos e escória de cobre a 20 milhas (33 km) ao sul do Mar Morto. Alguns dos depósitos de cobre ainda são visíveis na superfície.

O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 3, p. 75, também menciona as famosas minas de cobre de Salomão em Eziom-Geber.

O “New International Dictionary of the Bible”, p. 1.124, afirma que artesãos do cobre viviam em Berseba já na Idade Calcolítica (4.500-3.100 a.C.). O minério vinha de uma região situada a 60 milhas ao sul. O objeto de cobre mais antigo da Palestina é de Jericó, datando de 4.500-4.400 a.C.

P: Em Dt 8,16-20, quais são os dois pontos-chave aqui?

R: Diante da tentação da prosperidade, eles precisavam se lembrar de duas coisas.

Não atribuam a si mesmos ou à sua própria capacidade a glória que por direito pertence a Deus.

Visto que têm uma aliança com o Senhor, não permitam que nenhum outro ídolo “roube” a devoção que por direito pertence a Deus. Deus está os advertindo de que, se agirem como os cananeus, Ele os tratará como cananeus.

P: Em Dt 8,16-20, quando o senhor for tentado pela prosperidade a colocar Deus “em segundo plano” e confiar em si mesmo, o que o senhor pode fazer para se redirecionar para o caminho correto da dependência de Deus?

R: Olhe para Deus e lembre-se. Não há nada que o senhor possa ter — bens materiais, relacionamentos, saúde, sua vida etc. — que não possa ser tirado em um instante. Certifique-se de dizer à sua família hoje que os ama, pois não sabe ao certo se poderá dizer isso amanhã. Mas, embora não saiba o que o amanhã reserva, o senhor sabe Quem está no controle do amanhã. Portanto, neste momento, agora mesmo, regozije-se e busque paz e contentamento no Senhor.

P: Em Dt 9,1, quando é que eles atravessaram o rio Jordão?

R: “Hoje” significa neste momento, não neste período de 24 horas, de acordo com o The Expositor’s Bible Commentary, vol. 3, p. 78. A NIV traduz isso como “agora”. Na verdade, foi cerca de um mês antes de eles cruzarem o Jordão.

Em Zacarias 14:7, a expressão “um dia” (yom 'ehad) é a mesma palavra usada em Gênesis 1. Não está especificado se isso corresponde exatamente a 24 horas ou não.

P: Em Dt 9,3-6, os cananeus foram destruídos rapidamente ou foram destruídos lentamente, como em Dt 7,22?

R: Os israelitas ocuparam Canaã com rapidez relâmpago. Isso porque Deus destruiu rapidamente os cananeus diante de Israel em várias ocasiões, inclusive em Jericó e no Vale de Aijalão. Deuteronômio 9:3 profetiza que Deus faria isso. Um risco de que fossem destruídos de uma só vez é que eles pudessem pensar que o fizeram por seu próprio poder e confiar em si mesmos.

No entanto, embora alguns dos povos cananeus tenham sido totalmente aniquilados, Deuteronômio 9:3 não afirma que todas as nações cananeias seriam rapidamente aniquiladas a 100%. Na verdade, qualquer pessoa que leia o livro perceberá que Deuteronômio 7:22 matiza Deuteronômio 9:3 ao afirmar que nem todos os cananeus seriam destruídos rapidamente.

P: Em Dt 9,3, qual é a diferença entre Deus estar com/entre eles e Deus ir à frente deles?

R: Podemos ter a tendência de confundir esses dois aspectos, pois ambos são verdadeiros, mas, na realidade, são distintos. Deus estava entre eles, e eles podiam ver a provisão de maná e codornas, a nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite. Mas Deus também ia à frente deles, para preparar o caminho. Assim, hoje podemos louvar a Deus por estar conosco, mas também podemos louvá-Lo por ir à nossa frente.

P: Em Dt 9,4-6, por que as pessoas costumam relutar tanto em reconhecer um dom como tal, mas são tão rápidas em atribuir o mérito a si mesmas?

R: Considerando que a obra ou a bênção já ocorreu, às vezes queremos atribuir o mérito a nós mesmos, dizendo aos outros que foi porque fomos tão bons ou fortes, quando na verdade não foi todo um esforço nosso, ou, às vezes, apenas em parte um esforço nosso. Em segundo lugar, queremos dizer isso a nós mesmos, pois nossa autoestima e nosso orgulho podem se basear, pelo menos em parte, no que NÓS realizamos.

P: Em Dt 9,4, qual é a diferença entre Deus estar com/entre eles e Deus ir à frente deles?

R: Podemos ter a tendência de confundir esses dois aspectos, pois ambos são verdadeiros, mas, na realidade, são distintos. Deus estava entre eles, e eles podiam ver o maná e as codornizes, a nuvem durante o dia e a coluna de fogo à noite. Mas Deus também ia à frente deles, para preparar o caminho. Assim, hoje podemos louvar a Deus por estar conosco, mas também podemos louvá-Lo por ir à nossa frente.

P: Em Dt 9,7-12.20-24, por que Moisés enfatizou o lado negativo dos grandes pecados que eles cometeram, em vez de enfatizar o lado positivo?

R: Há um momento e um lugar para ambos. Moisés abordou isso para que eles não se tornassem arrogantes, mas para que se esforçassem mais e se empenhassem mais em obedecer a Deus. Hoje, se um trabalhador, aluno, criança ou amigo realmente “falhou no trabalho”, o senhor não deve dizer falsamente que ele fez um bom trabalho, afirmar falsamente que isso não importava quando, na verdade, importava, ou levá-lo a acreditar que não há necessidade de mudança. Normalmente, a teologia em muitas canções cristãs é boa, mas ouvi uma exceção na semana passada. Ela dizia que Deus o ama como você é e não quer mudar nada. Na verdade, como crentes, Deus nos ama como somos, mas Ele nos ama demais para querer que permaneçamos assim.

Para evitar que se tornassem arrogantes em sua própria justiça, Moisés lhes disse que eram onze coisas: arrogantes (9:4), teimosos (9:6, 13, 27), rebeldes (9:7, 23-24), provocadores (9:8, 18), corruptos (9:12), idólatras (9:12, 16), pecadores (9:16), maus (9:18), incrédulos (9:23), desobedientes (9:23) e perversos (9:27). Talvez Deuteronômio 9:7-24 possa ser considerado uma grande pergunta. Deus está perguntando: depois de todos esses momentos de rebelião, vocês aprenderam o suficiente para confiar em mim agora?

Há um momento para ser negativo. Por outro lado, não queremos exasperar nossos filhos (Efésios 6:4) nem outras pessoas. Não os desanime, mas, mesmo ao repreendê-los, mostre-lhes uma imagem do que eles podem se tornar e do que podem esperar.

P: Em Dt 9:13-18, 25-29, por que Moisés recusou essa oferta de Deus de fazer dele uma grande nação?

R: Isso revelou o coração de Moisés. Moisés estava mais interessado em seu próprio poder e fama, ou estava mais interessado no povo? Como um verdadeiro líder, ele estava mais interessado na honra de Deus e no povo. Os líderes da igreja hoje devem agir da mesma forma.

O argumento de Moisés em Deuteronômio 9:25-29 é que, se o povo fosse destruído, poderia-se dizer que Deus era incapaz de cuidar e preservar Seu povo. Às vezes, Deus pode se encontrar “entre a espada e a parede”, pois Ele considera todas as ramificações de Suas ações.

O livro *The Message of Deuteronomy*, de Raymond Brown, pp. 129-133, apresenta uma boa discussão sobre as características de um líder piedoso como Moisés. Ele era submisso (9:18, 25), persistente (9:18, 25), abnegado (9:18), específico (9:14), compassivo (9:20), abrangente (9:26, 28-29) e, em última análise, eficaz. Moisés dedicava mais tempo a orar por eles do que a argumentar com eles.

P: Em Dt 9:25-29 e Êx 32:9-14, o que há de importante nessa oração?

R: Essa foi uma oração de intercessão crucial pelo povo. Tenho certeza de que Arão também ficou contente por Moisés ter orado por ele. Moisés não havia orado por Datã e Abirão. Observe que, nessa oração, Moisés não orou pelo povo, ou pelo “meu” povo, mas, ao falar com Deus, referiu-se ao “Seu” povo, enfatizando não apenas o relacionamento deles com Deus, mas também a liderança de Deus sobre eles.

Outra oração de intercessão crucial foi a de Samuel em Mizpá, em 1 Samuel 7:5-9.

P: Em Dt 9,18, Moisés realmente jejuou, sem sequer beber água, por quarenta dias e noites?

R: Não se tratou de um jejum comum, pois isso seria impossível por meios naturais. No entanto, quando estivermos no Céu, não teremos sustento terreno, e quando Moisés estava com Deus, Deus também era capaz de mantê-lo vivo sem que ele se alimentasse.

P: Em Dt 9,28; Êx 32,31-35 e Nm 14,11-19, Moisés tinha razão?

R: Sim. Deus disse isso a Moisés para que ele pudesse demonstrar sua compreensão correta do caráter de Deus de duas maneiras.

1. Moisés levou as palavras de Deus muito a sério, pois sabia que Deus, por Sua justiça, tinha todo o direito de destruir totalmente os israelitas.

2. Moisés conhecia bem as promessas e a fidelidade de Deus a ponto de “lembrar” a Deus que Ele não destruiria aquele povo obstinado.

Há aqui uma lição que podemos aprender sobre nossa conversa com Deus. Em nossas orações, é legítimo nos apoiarmos nas promessas que Deus fez.

P: Em Dt 10,1-3 e Êx 34,1-3, qual é o significado de as segundas tábuas serem iguais às primeiras?

R: Quando Moisés desceu da montanha com o primeiro conjunto de tábuas, ele as quebrou ao ver os israelitas realizando uma grande festa em honra do bezerro de ouro. Depois que Deus lidou com aquela situação, Moisés subiu à montanha novamente e trouxe um novo conjunto de tábuas de pedra. Após a desobediência, o castigo e o arrependimento dos israelitas, tudo voltou a ser como antes. Houve algumas diferenças, como o fato de Deus ter feito o primeiro conjunto de tábuas de pedra em Êxodo 32:15-16, e Moisés ter tido que fazer o novo conjunto em Êxodo 34:1. Mas Deus

Da mesma forma, quando somos desobedientes e nos arrependemos, nosso relacionamento com Deus pode voltar a ser exatamente como era antes. Deus escreveu os Dez Mandamentos nas novas tábuas de pedra, assim como fez nas antigas, e eles retomaram sua jornada como se fosse um relacionamento ininterrupto.

P: Em Dt 10,3, a arca foi construída após 40 anos de peregrinação no deserto, ou antes desses 40 anos, como sugerem Êx 25,10; 35,12 e 37,1?

R: Há duas questões aqui.

1. Deuteronômio, em geral, incluindo o capítulo 10, é um resumo condensado de suas jornadas. Ele afirma que a arca foi construída antes do segundo conjunto de tábuas de pedra; não especifica quanto tempo antes disso a arca foi construída.

2. A arca foi construída após a primeira viagem ao Monte Sinai, em Êxodo 19. O “Expositors Commentary”, vol. 3, p. 83, menciona que, quando Deuteronômio 10:1 diz “naquela época”, refere-se ao momento da oração em Deuteronômio 9:25-29, e não ao momento posterior em que o capítulo 10 foi redigido.

P: Em Dt 10,3, foi o próprio Moisés quem construiu a Arca da Aliança, ou foi Bezalel quem a construiu, conforme Êxodo 37,1-9?

R: Moisés supervisionou de perto a construção da arca por Bezalel. Não é incomum que um líder afirme ter feito algo (como construir uma pirâmide ou cobrar impostos), quando na verdade isso foi realizado por trabalhadores sob sua supervisão. Deuteronômio é um resumo da lei; portanto, os detalhes se encontram em Êxodo, Levítico e Números.

P: Em Dt 10,3, a arca foi construída depois que Moisés desceu da montanha, ou antes, como mostra Êxodo 37,1-9?

R: Ela foi construída por Bezalel antes. Deuteronômio 10:3 diz que foi feita, mas os eventos aqui não estão necessariamente em ordem cronológica. Contudo, tanto em Êxodo quanto em Deuteronômio, a arca só passou a ser usada para guardar os Dez Mandamentos posteriormente. Normalmente, em um tratado de suserania, havia duas cópias; cada uma era guardada por uma das partes.

P: Em Dt 10,6, Arão morreu em Mosera, ou foi no cume do Monte Hor, como afirmam Nm 20,22-29, Nm 33,37-39 e Dt 32,50?

R: Há duas respostas diferentes.

Região de Mosera: Não há menção ao “Monte” Mosera, mas simplesmente a Mosera e ao Monte Hor. Embora Arão tenha falecido especificamente no Monte Hor, isso ocorreu na região de Mosera.

Vários locais chamados “amargura”: A palavra Mosera significa “amargura” e não é conhecida como nome de lugar fora da Bíblia. Poderia ser uma região sem nome, e é provável que os israelitas tenham dado o nome de Mosera a mais de um local. A título de exemplo, há dois lugares na Arábia bastante próximos um do outro chamados Nakhla. Um fica nos arredores de Meca, na direção de Ta’if, e o outro é um vale nos arredores de Meca, no caminho para o Iraque. Em Israel, havia duas cidades com os nomes de Bet-Semes e Belém.

P: Em Dt 10,6, os israelitas acamparam em Bene-Jaakan e depois em Mosera, ou em Moserot e depois em Bene-Jaakan, como diz Nm 33,37-38?

R: Os cristãos têm duas respostas diferentes.

Dois locais distintos: Moserá e Moserot são locais diferentes. Os nomes são semelhantes, mas as consoantes são diferentes em hebraico. Números 33 e Deuteronômio 10 referem-se a momentos distintos durante o Êxodo, quando eles retornaram à mesma região geral.

Um lugar e uma região: Mosera era a região, e Moserot era o local propriamente dito. Embora Arão tenha falecido especificamente no Monte Hor, isso ocorreu na região de Mosera.

P: Em Dt 10,12, o que significa “andar nos caminhos de Deus”?

R: Em parte, significa obedecer às leis de Deus, fazer o que Deus diz explicitamente para fazer e não fazer explicitamente o que Deus diz para não fazer. No entanto, significa muito mais do que apenas isso. Devemos buscar conhecer a Deus, aproximar-nos Dele e descobrir o que agrada ao Senhor.

Andar nos caminhos de Deus é tão fácil que até uma criança consegue fazê-lo, e tão rigoroso que até mesmo o adulto mais justo e sábio se vê desafiado por isso.

P: Em Dt 10,12-13, qual é o nosso papel hoje ao dizer às pessoas que Deus “exige” e nos ordena que façamos certas coisas?

R: Se não o fizermos, não estaremos compartilhando todo o evangelho. Elas têm uma decisão a tomar: aceitar Jesus como Senhor e fazer essas coisas, ou não. Elas tinham uma decisão a tomar, e Deus exigia sua resposta, tanto em palavras quanto em ações.

P: Em Dt 10,12-16, o que o senhor acha da afirmação de que o Deus do Antigo Testamento se preocupava com as ações externas, enquanto no Novo Testamento Deus se preocupa com o coração interior?

R: Isso não é apenas errado, mas duplamente errado. Por exemplo, em Deuteronômio 10:12-16,19, o que estava em primeiro lugar era o temor do Senhor. Os israelitas deviam “circuncidar o seu coração”. É claro que o Antigo Testamento também enfatiza as ações, como mostra Deuteronômio 10:13, 19. É claro que, no Novo Testamento, temos o Espírito Santo habitando em nós. Mas devemos evitar pessoas impenitentes que dizem ser cristãs, mas são imorais, gananciosas, vigaristas ou idólatras, ou que bebem habitualmente, conforme ordena 1 Coríntios 5:11-12.

P: Em Dt 10,17, uma vez que Deus é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, poderia haver mais de um Deus?

R: Não e sim. Não, no sentido de que houve, há e sempre haverá apenas um único Deus verdadeiro. Sim, no sentido de que, além do único Deus verdadeiro, existem muitos deuses falsos e falsos. Enquanto as nações ao seu redor adoravam muitos ídolos nacionais e de outra natureza, o Deus de Israel não era equivalente a eles. Ele era o Deus acima de todas as nações, ídolos e superstições também. Em segundo lugar, se alguém alguma vez tiver medo de um ídolo ou de um espírito maligno, deve saber que o espírito maligno tem mais motivos para temer o Único Deus Verdadeiro do que um crente tem para temer o espírito maligno.

P: Em Dt 10,17ss-18, como é que Deus, paradoxalmente, é ao mesmo tempo imparcialmente justo e demonstra misericórdia e amor?

R: Isso pode ter sido um mistério nos tempos do Antigo Testamento, mas podemos compreender a resposta da mesma forma. Deus recompensa aqueles que O amam e O seguem, mas castiga todo pecado de maneira imparcial. O céu é um lugar maravilhoso, mas se apenas os perfeitos pudessem ir para o céu, então o céu estaria vazio de pessoas? Sabemos que Deus satisfez as exigências da justiça, mas ainda assim estendeu Sua graça e misericórdia por meio de Jesus Cristo, que assumiu o castigo por nossos pecados. Nossa salvação não é gratuita. Deus a tornou gratuita para nós, mas teve um custo muito alto; custou a morte do Filho de Deus.

P: Em Dt 11,2-9, o que há de incomum aqui?

R: Embora o Antigo Testamento não tivesse originalmente nenhuma pontuação, Deuteronômio 11:2-9 parece ser uma única frase. Há também algumas frases longas nas cartas de Paulo. A “exigência rígida” de não haver frases longas aplica-se à escrita em inglês moderno, não ao hebraico ou grego antigo.

Moisés provavelmente não estava ciente de como falava, pois estava muito preocupado com a situação. O povo que saía do deserto obedeceu a Deus, passando por momentos difíceis e testemunhando os milagres de Deus e Seu julgamento. Mas até que ponto a geração futura obedeceria, uma vez que não havia vivenciado essas coisas?

P: Em Dt 11,6-7 e Êx 16,1-35, o que Datan, Abiram e sua família fizeram de errado?

R: Eles cometeram erros ao iniciar uma revolta contra Moisés e contra a autoridade de Deus. Sua atitude não era apenas preguiçosa ou apática; eles rejeitaram ativamente o caminho de Deus e queriam abandonar Moisés e voltar para o Egito. Até mesmo o coração deles estava no lugar errado, não apenas porque, com presunção, se consideravam iguais a Moisés, mas também porque ansiavam por ir para a “terra do leite e do mel” — e afirmaram que essa terra era o Egito, em Êxodo 16:13. Moisés percebeu que não havia nada que pudesse dizer ou fazer, a não ser instruí-los a se apresentarem perante o Senhor, e foi exatamente o que fez.

Às vezes, em nossas vidas, enfrentamos dificuldades nas quais não vemos como podemos fazer algo a respeito. Mas sempre podemos fazer uma coisa: entregá-las ao Senhor.

P: Em Dt 11,6, a terra é do gênero feminino, já que a terra abriu “sua” boca?

R: Não. A Versão King James simplesmente traduziu literalmente o gênero do pronome hebraico. Hoje nos referimos a navios oceânicos como “ela” e a furacões e tufões por nomes femininos e masculinos, mas isso não significa que sejam masculinos ou femininos.

P: Em Dt 11,10-12, o que significa “regada a pé”?

R: O Egito era o celeiro do mundo mediterrâneo devido ao grande rio Nilo e à irrigação. Aparentemente, isso se refere a uma bomba de irrigação acionada por algum tipo de pedal. Eles não precisarão fazer isso na terra prometida.

P: Em Dt 11,18-22, que responsabilidade temos de ensinar nossos próprios filhos e os filhos dos outros?

R: A Palavra de Deus deve ser aprendida, compartilhada e praticada. Esses versículos dão a impressão de que Deus está falando aos pais e aos filhos como um só. Devemos nos preocupar com nossos filhos e com suas almas tanto quanto com as nossas próprias. A verdade de Deus deve estar livremente disponível para eles, de acordo com o nível de compreensão de cada um. A verdade de Deus deve ser ensinada por meio de palavras e demonstrada por meio de nossas vidas.

Se uma criança não tem pais cristãos e não frequenta a igreja, nosso desafio é descobrir como compartilhar a verdade com ela. Uma maneira de fazer isso nos Estados Unidos é por meio dos “Backyard Bible Clubs” (Clubes Bíblicos de Quintal), onde as crianças da vizinhança se reúnem, cinco dias por semana, durante 90 minutos por dia, para aprender e se divertir.

P: Em Dt 11,24, quando é que Israel controlava uma área tão vasta, chegando até o rio Eufrates?

R: Israel teve sua maior área de controle, incluindo Damasco, na época de Davi e Salomão. No entanto, eles não viviam na Síria até o rio Eufrates; ao contrário, essas terras pagavam tributo. Mas isso se cumprirá plenamente durante o Milênio.

P: Em Dt 11,25, uma vez que ninguém se oporia aos israelitas devido ao temor que Deus incutiria nos inimigos de Israel, como é que os inimigos de Israel às vezes derrotaram os israelitas?

R: Deuteronômio 11:22 começa com uma palavra muito importante, “se”, e toda a passagem de Deuteronômio 11:23-25 inicia-se com outra palavra importante, “então”. Esse é um dos muitos exemplos de uma promessa condicional e, quando as condições não são cumpridas, não há garantia de que ela se concretizará.

Resumindo, a primeira passagem estava no contexto de uma promessa condicional feita por Deus. Quando as condições não eram cumpridas, a promessa não era vinculativa.

P: Em Dt 11:26-28, por que Deus lhes apresentou uma maldição, se Ele os amava?

R: Deus utiliza as maldições de diversas maneiras. As maldições podem servir como lembretes, para chamar a atenção das pessoas, como disciplina, como castigo e para destruir. Visto que tudo o que Deus diz se cumpre, as maldições também são a forma que Deus tem de exercer disciplina, castigo, julgamento e ira.

P: Em Dt 11,26-32, uma vez que a aliança podia ser tanto uma bênção quanto uma maldição, quais são algumas coisas que poderiam ser tanto uma bênção quanto uma maldição hoje em dia?

R: Algumas coisas que podem ser usadas para o bem ou para o mal são os relacionamentos, o dinheiro, a influência ou a fama.

Relacionamentos: Se, em um relacionamento (ou em uma igreja), o senhor e as pessoas ao seu redor estiverem se tornando mais “próximos” de Deus por causa da sua influência, isso é bom. Mas se não estiverem, e o senhor estiver se tornando mais “distante”, então talvez seja hora de seguir em frente.

Dinheiro: Um cristão (no Arkansas, se bem me lembro) ganhou muito na loteria. Ele imediatamente doou dez por cento do prêmio à igreja e ficou com o restante, sem saber o que faria. Passou a frequentar mais bares, depois casas de strip-tease, e foi assaltado algumas vezes ao ir e voltar do carro e dos clubes. Sua vida estava um caos e, no final, ele disse: “Quem me dera nunca ter ganhado na loteria”.

Influência: No passado, os Estados Unidos eram uma “cidade sobre uma colina” que incentivava a democracia e os direitos humanos (especialmente durante o governo de Jimmy Carter). No entanto, desde então, os Estados Unidos têm financiado abortos em todo o mundo e pressionado países a permitir o aborto. O dinheiro dos nossos impostos, inclusive o dos cristãos, foi usado para incentivar e financiar coisas que causariam a ira de Deus.

Fama: Muitas pessoas pareciam ser decentes no início, mas, assim que ficaram famosas, passaram a tratar mal as pessoas. Teria sido melhor para elas se nunca tivessem se tornado famosas.

Um fator comum a todos esses casos é que, quando alguém desejava ter um relacionamento mais do que qualquer outra coisa, ou desejava possuir dinheiro, influência ou fama, essas coisas acabavam por possuí-los.

P: Em Dt 11,26-32, onde está a “terceira montanha” que representa uma posição intermediária?

R: Não havia meio-termo; não havia uma terceira montanha, onde se pudesse permanecer e receber as bênçãos de Deus, mas estar livre das responsabilidades. Ou se obedecia à aliança, ou não. Hoje, o senhor está disposto a entregar sua vida a Jesus como seu Senhor e Salvador,

P: Em Deuteronômio 12:1-13:18, qual é o esboço dessa passagem?

R: Tematicamente, esta passagem aborda a adoração que é aceitável, unificadora, sacrificial, alegre, compassiva e consistente. Estruturalmente, a passagem apresenta muitas repetições. Moisés não está dizendo nada de novo aqui; ao contrário, ele está repetindo deliberadamente para que eles se lembrem quando entrarem na Terra Prometida e forem tentados. Aqui está um esboço geral.

Dt 12:1-4 contra os ídolos

Dt 12:5-14 Adoração e sacrifícios ordenados no local apropriado

- Dt 12:15-16 Vocês podem comer alimentos não destinados ao sacrifício onde quiserem; porém, não podem comer sangue.

Dt 12:17-18. Mas as ofertas devem ser consumidas no local designado

Dt 12:19 Não se esqueçam de cuidar dos levitas

Dt 12:20 Comam carne onde quiserem

Dt 12:21 Se o local de adoração for muito distante, venda sua oferta para obter dinheiro, vá até lá com o dinheiro e compre o que for necessário no local.

Dt 12:22-25 Vocês podem comer qualquer carne pura que desejarem, desde que não seja uma oferta; porém, nada de sangue.

Dt 12:26-28 Tenham o cuidado de obedecer: comam os sacrifícios apenas no local prescrito [e não em nenhum local cananeu].

Dt 12:28-13:18 Adorem somente a Deus; a adoração cananeia é repugnante

Dt 13:1-11 A comunidade deve executar qualquer indivíduo que seja um falso profeta, mesmo que seja um parente próximo

Dt 13:12-18 A nação deve destruir totalmente qualquer cidade que tenha se voltado em massa para os falsos deuses

Em última análise, quando o senhor adora, para quem o senhor está adorando principalmente? É principalmente para si mesmo, como exemplo para os outros, ou para Deus?

P: Em Dt 12,1-13,18, por que essa pregação não foi um pouco mais cativante ou empolgante?

R: A pregação, em geral, não se destina principalmente a ser ouvida; destina-se, antes de tudo, a ser obedecida. Certa vez, havia um jovem pastor, recém-formado no seminário, que recebeu seu primeiro chamado para pregar em uma pequena igreja rural à beira do rio. Ao conhecer a cidade, ele descobriu que as empresas madeireiras a montante derrubavam árvores, as transportavam rio abaixo e as recolhiam na serraria a jusante. Para identificar a quem pertencia cada tora, marcavam as extremidades com o símbolo da respectiva empresa. Muitas vezes, os moradores retiravam algumas toras, cortavam as extremidades e as utilizavam para seus próprios fins. Assim, um dos primeiros sermões que o pastor pregou foi sobre “Não roubarás”. Após o culto, muitas pessoas o elogiaram pelo sermão. Mas, naquela semana, ele percebeu que continuavam roubando a madeira do rio. Então, na semana seguinte, ele pregou exatamente o mesmo sermão, só que, sempre que usava a palavra “roubar”, substituiu-a por “retirar as toras do rio e cortar as pontas delas”. Ele finalmente pregou de uma forma que se relacionava com a congregação. Não sei, porém, por quanto tempo ele continuou como pastor deles depois disso.

P: Em Dt 12,1, a terra era um presente que Deus deu aos israelitas. Como podemos nos lembrar de que nossa casa ou apartamento, nosso emprego, nosso meio de transporte, nossa alimentação, nossa família e nossos amigos são todos um presente para nós (e não um direito)?

R: Primeiro, agradeça a Deus por essas coisas diariamente. Agradeça-Lhe também pela nossa saúde, pelas situações de risco que conseguimos evitar e até mesmo pelos momentos difíceis que serviram de lição para nós — tudo isso também são dádivas de Deus. Segundo, compartilhe com os outros a bondade de Deus para com você e para com eles.

P: Em Dt 12,3, por que eles deveriam queimar os bosques sagrados?

R: As árvores, por si só, não são nem boas nem más. No entanto, quando as árvores são utilizadas na adoração idólatra, elas passam a servir a um propósito maligno para essas pessoas. Os cananeus não possuíam apenas árvores isoladas, mas bosques sagrados. Deus não queria que os israelitas se misturassem com outras religiões.

P: Em Dt 12,5-14 e Lv 7,3-4, qual é o significado de que os sacrifícios futuros fossem realizados apenas em um único local, que seria inicialmente Siló e, posteriormente, Jerusalém?

R: As Escrituras não dizem, mas podemos identificar pelo menos três razões.

a) Os cananeus ofereciam sacrifícios a divindades pagãs sob as árvores. Como você diferenciaria um sacrifício ao Deus verdadeiro desses? Por que não realizar simplesmente os dois tipos de sacrifícios no mesmo local? Não, porque Deus é santo e não queria que Seu povo santo se misturasse com a adoração de falsos deuses.

b) Isso contribuiria para a comunhão entre os israelitas. Eles veriam outras pessoas de diferentes cidades e tribos, o que reforçaria a ideia de serem um único povo.

c) Isso ajudaria a evitar divisões se eles adorassem juntos. É possível perceber isso quando o rei rebelde Jeroboão levou as tribos do norte consigo. Ele desejava deliberadamente a divisão, por isso fez com que elas adorassem em um local separado. Isso poderia ter sido visto por alguns como adoração ao Deus verdadeiro em um local separado, mas era, na verdade, adoração idólatra aos bezerros de ouro.

É claro que os israelitas podiam comer carne não sacrificial em qualquer lugar que desejassem e tinham muitos locais de encontro, chamados sinagogas, para o estudo da Torá. Metaforicamente falando, ainda podemos orar e adorar em qualquer lugar que quisermos.

P: Em Dt 12,5-14, como a adoração em um “lugar santo” se relaciona conosco hoje?

R: Poder-se-ia dizer que adoramos a Deus em uma “casa espiritual”, mas 1 Pedro 2:5 afirma que nós mesmos somos a casa espiritual. O que o senhor acharia de alugar uma mesquita para cultos cristãos, ou um templo budista? E quanto a proporcionar à igreja uma renda um pouco maior, alugando-a para cultos hindus e muçulmanos? Deuteronômio 12:5-14 revela o coração de Deus e que Sua adoração deve ser separada. Mas utilizar um edifício não religioso, como uma residência ou um prédio público em geral, seria aceitável.

Da mesma forma, não devemos realizar cultos conjuntos com hindus, muçulmanos ou mesmo satanistas, aliás.

Certa vez, em nossa igreja, alguns muçulmanos entraram e perguntaram se poderiam usar uma sala semanalmente para orar. Uma solução foi colocar uma cruz naquela sala. Os hadiths muçulmanos dizem que é permitido ir a uma igreja, desde que não haja imagens ou cruzes.

Mas é bom adorarmos juntos em unidade com outros crentes genuínos, no local de culto deles, no nosso ou em outro lugar. Mesmo que eles diferem de nós em questões secundárias e detalhes menores, desde que se apeguem às coisas primárias e essenciais.

P: Em Dt 12,10; Is 11,10; 28,12; 32,18; 66,1, o que significa Deus lhes dar descanso?

R: Em certo sentido, 1 Reis 8:56 diz que eles tiveram descanso quando estavam na Terra Prometida. Mas, em outro sentido, o povo de Deus não terá descanso completo até que Jesus volte. O Salmo 9:11 diz que aqueles que morreram durante os 40 anos de peregrinação não entrariam no descanso de Deus. Da mesma forma, Hebreus 4:3,5 diz que aqueles que se afastam não entrarão no descanso de Deus, e Hebreus 4:11 diz para nos esforçarmos ao máximo para entrar nesse descanso. Hebreus 4:8 afirma que Josué não lhes havia concedido descanso. Miquéias 2:10 diz que o lugar onde se encontram não é o seu lugar de descanso.

P: Em Deuteronômio 12:13-14, de que maneiras aqueles que hoje são chamados pelo Nome de Deus poderiam estar fazendo oferendas a outros deuses?

R: Isso pode ser feito de maneira sutil; não por se afastar abertamente de Deus, mas por ter outra religião “paralelamente”. Qualquer cristão envolvido com astrologia, tarô ou o ocultismo está fazendo isso. Aqueles que tentam combinar a adoração do Deus Trino com o hinduísmo, o islamismo ou qualquer outra coisa que negue explicitamente a existência de um único Deus ou que Jesus seja Deus, obviamente fazem isso. Coisas mais sutis incluem a maçonaria, a ioga, a meditação transcendental, certas vertentes da psicologia e qualquer lealdade religiosa que não esteja subordinada a Deus. Mas também podemos fazer isso se confiarmos em Deus e, ao mesmo tempo, depositarmos nossa confiança na sorte, no dinheiro ou mesmo na educação — o que pode significar curvar-se a outro deus também.

P: Deuteronômio 12:15,22 diz que os israelitas podiam, às vezes, comer animais impuros, além dos puros?

R: Não. Em vez disso, diz que pessoas cerimonialmente puras e impuras podiam comer animais puros.

P: Em Dt 12,15-19, por que eles podiam abater um boi, uma ovelha ou uma cabra em qualquer lugar, enquanto Lv 17,3-6 dizia que precisavam fazê-lo no tabernáculo?

R: Levítico 17:3-6 se referia aos 40 anos em que estiveram no deserto. Mas agora eles estavam entrando em um estilo de vida diferente, sedentário, na terra prometida, e o maná seria interrompido. Não seria tão prático que todas as pessoas espalhadas pela terra tivessem que ir a Siló ou a Jerusalém sempre que comessem carne.

P: Em Dt 12:16,23-25 e Gn 9:4; Lv 7:26-27; 17:10-14 ; 19:26, por que a proibição de comer sangue era tão importante naquela época, e comer sangue é proibido hoje?

R: Aparentemente, Deus atribui uma sacralidade especial ao sangue. Não se trata tanto do fato de Caim ter derramado o sangue de Abel, mas, olhando para o futuro, de que Cristo derramaria Seu sangue por nós na cruz. Embora a proibição de comer sangue conste na lei de Moisés, ela é anterior à lei, remontando a Noé em Gênesis 9:4. Quando Atos 10:11-16 declarou todos os alimentos “puros”, isso não se aplicaria ao sangue, uma vez que o sangue não era considerado um alimento. Se o sangue fosse considerado um “alimento” que agora era puro, os apóstolos não teriam continuado a proibir o consumo (ou a ingestão) de sangue em

Atos 15:20, 28-29. Além disso, a igreja apostólica primitiva ensinava que os cristãos deveriam abster-se do sangue. É claro que quantidades minúsculas de sangue são aceitáveis, pois aos judeus era permitido comer a caça que caçavam e [rapidamente] sangravam no campo, conforme Levítico 17:13.

P: Em Dt 13,1-18, quais são as três fontes de tentação que os demônios utilizam?

R: Eles utilizam pelo menos três, e várias delas podem ser empregadas simultaneamente.

Influência religiosa (um falso profeta) em Deuteronômio 13:1-5.

Influências familiares e sociais em Deuteronômio 13:6-11.

Influência da comunidade e do governo em Deuteronômio 13:12-18.

P: Em Dt 13,1-16 e Dt 18,10-12, devemos hoje matar feiticeiros, necromantes e todos aqueles que o Antigo Testamento ordena que sejam mortos?

R: Não. Há três pontos a serem considerados na resposta.

1. Investigação governamental: Mesmo naquela época, não se podia simplesmente tomar a justiça pelas próprias mãos e matar pessoalmente alguém suspeito disso. Deuteronômio 13:14 dizia que a cidade deveria primeiro realizar uma investigação minuciosa (e, presumivelmente, oficial).

2. Apenas sob uma teocracia: Os israelitas viviam sob uma “teocracia”, na qual aqueles que habitavam a terra haviam feito uma aliança com Deus, e a Torá era o código legal. Quando judeus piedosos, como Daniel, Jonas, Ezequiel e Neemias, viviam e viajavam fora de Israel, onde não estavam sob uma teocracia, eles não faziam nenhum esforço para prejudicar feiticeiros, idólatras ou outros.

3. Hoje, não vivemos sob uma “teocracia”. Embora algumas pessoas, como os puritanos, tenham tentado estabelecer uma teocracia, o Novo Testamento não dá qualquer indicação de que devamos tentar fazê-lo. Assim, os cristãos de hoje não devem prejudicar heterossexuais imorais, homossexuais praticantes, idólatras, adeptos de seitas e assim por diante. Embora assassinato, roubo e outros crimes ainda devam ser punidos hoje, essa é uma função do governo; não deve haver justiceiros cristãos. No entanto, mesmo hoje, não devemos fazer essas coisas por conta própria.

Conforme afirma o Comentário Bíblico de Tony Evans, p. 222: “O critério para avaliar um verdadeiro profeta não é sua magia, mas sua mensagem.” (itálico no original)

P: Em Dt 13,5, o que isso significa em relação à pena de morte?

R: Qualquer argumento contra a pena de morte que se baseie na Bíblia é refutado por este versículo. O argumento mais forte contra a pena de morte resume-se simplesmente ao fato de que, às vezes, há pessoas condenadas injustamente devido a testemunhos falsos ou à negligência da polícia. Mas há uma solução para isso também. Se alguém, conscientemente, acusar falsamente outra pessoa, então deve receber a pena que, conscientemente, infligiu à pessoa inocente.

Aqui estão os crimes que resultaram na pena de morte no Antigo Testamento.

Homicídio dolosoGênesis 9:6; Êxodo 21:12-14, 22, 23
SequestroÊxodo 21:16; Deuteronômio 24:7
Agredir ou amaldiçoar os paisÊxodo 21:15; Levítico 20:9; Provérbios 20:20
Práticas mágicas ou ocultistasÊxodo 22:18
Relações sexuais com animaisÊxodo 22:18; Levítico 20:15,16
Oferendas a falsos deusesÊxodo 22:20
Violação do sábadoÊxodo 35:2; Números 15:32-36
Sacrifício humanoLevítico 20:2
AdultérioLevítico 20-21; Deuteronômio 22:22
Incesto (relações sexuais com membros da família, exceto com o cônjuge)Levítico 20:11, 12, 14
HomossexualidadeLevítico 20:13
BlasfêmiaLevítico 24:11-14, 16, 23
Falsa profeciaDeuteronômio 13:1-10
Rebelião impenitenteDeuteronômio 17:12; 21:18-21
FornicaçãoDeuteronômio 22:20-21
Estupro de uma virgem prometida em casamentoDeuteronômio 22:23-27

Extraído da Bíblia de Estudo MacArthur, 1977, p. 270

P: Em Dt 13:5, o que isso diz sobre os falsos profetas na igreja?

R: Embora Deuteronômio 13:5 mostre a gravidade dos falsos profetas e dos falsos ensinamentos, não devemos matar as pessoas que ensinam falsamente nos tempos do Novo Testamento. No entanto, isso não diminui a gravidade do que elas estão fazendo, e é importante que sejam excomungadas da igreja, conforme mostram , 2 Timóteo 3:5 ; 2 João 9-11 e Apocalipse 2:20-23. Da mesma forma, devemos evitar aqueles que persistem no pecado, conforme 1 Coríntios 5:5-13; Mateus 18:17.

Deus leva muito a sério nossa crença e nossa prática na adoração a Deus, conforme demonstram Deuteronômio 17:7,12; 19:19; 21:21; 22:21-22,24; 24:7.

P: Em Dt 14,1, por que alguém rasparia o cabelo e depois se cortaria em sinal de luto pelos mortos?

R: Mesmo que isso não faça sentido para o senhor, fazia sentido para o antigo povo de Ugarit, na costa da Síria. Eles raspavam a cabeça, conforme Craigie, pp. 229-230, e S.R. Driver, Deuteronômio, p. 155 e seguintes. Eles também se cortavam em sinal de luto, conforme Coogan, pp. 45-46. Aqui está o texto ugarítico. “Ele corta as bochechas e o queixo, lacera os antebraços. Ele ara o peito como um jardim; como um vale, ele lacera as costas.” Tableta 67 VI do Livro-texto Ugarítico, linhas 20-22, extraído de “Israel’s Struggle with the Religion of Canaan”, de Elmer B. Snick, em W. Robert Godfrey e Jesse L. Boyd III, *Through Christ’s Word: A Festschrift for Dr Philip E. Hughes*, p. 117.

Infelizmente, alguns israelitas também se cortavam em luto pelos mortos, conforme Jeremias 41:5.

Em tempos mais modernos, um pequeno número de muçulmanos xiitas duodecimanos, como no Irã, no Paquistão e na Índia, possui chicotes com pontas de metal que lançam por cima do ombro para lacerar as costas durante o festival de Ashura, em luto por Husain, que foi morto pelos sunitas por não se submeter ao califa sunita Mu’awiyah I. Algumas pessoas na Nova Guiné removem uma articulação do dedo em sinal de luto. Nos países ocidentais, quanto custam alguns funerais? Esse dinheiro poderia ter sido usado para ajudar os pobres ou para divulgar o evangelho?

Embora um pequeno número de monges católicos romanos tenha praticado a autoflagelação, isso era feito por seus pecados, não em luto por alguém que faleceu, e não era incentivado pela igreja.

No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 4:13 diz que não devemos lamentar como o resto do mundo, que não tem esperança.

P: Em Dt 14,2, por que Deus lembrava com tanta frequência aos israelitas que eles eram um povo especial e santo de Deus?

R: Quantas vezes Deus lhes lembrou disso no Antigo Testamento? Foram mais de 250 vezes, de acordo com o Comentário Bíblico de MacArthur, pp. 216-217. Além de simplesmente lembrar às pessoas “façam isto” e “não façam aquilo”, Deus também lhes lembrava a motivação para a obediência; era por causa de quem eles eram. Hoje, quando você for tentado a pecar, leia as Escrituras para que Deus lhe lembre “quem você é” e “Quem você conhece”.

P: Em Dt 14,3-20, por que esses animais eram considerados impuros, e outros não?

R: As Escrituras não dizem. Esses animais foram agrupados como animais da terra, da água e do ar.

Podemos perceber que era “sensato do ponto de vista higiênico” não comer alguns desses animais. A carne de porco mal cozida pode causar triquinose, a carne de coelho mal cozida pode causar tularemia, criaturas marinhas que se alimentam no fundo do mar, como camarões e caranguejos, podem ter parasitas, e aves necrófagas podem ser portadoras de mais doenças. Sabemos também que alguns desses animais eram utilizados em rituais pagãos. Porcos eram abatidos em rituais religiosos dos cananeus, sírios e hititas. Os corvos eram considerados sagrados por alguns árabes. No entanto, bovinos e ovinos eram utilizados em muitos rituais pagãos, e eles ainda podiam comê-los. Alguns tentaram encontrar simbolismo nos animais, de modo que ruminar seria análogo a estudar as leis, os porcos seriam impuros, etc. No entanto, tenha cuidado ao atribuir simbolismo a algo que Deus não menciona. A única resposta certa é que Deus não nos disse; na verdade, Deus não precisava nos dizer. Devemos continuar a obedecer a Deus, mesmo quando não sabemos o motivo.

P: Em Dt 14,21, uma vez que era errado comer um animal que já estivesse morto, por que era permitido vendê-lo a estrangeiros? Mesmo os não israelitas que viviam em Israel não podiam comer sangue, conforme Lev 17,10,12.

R: Os animais que morreram por conta própria não tinham o sangue drenado. Comer um animal que morreu sem que seu sangue tivesse sido drenado era uma ofensa menos grave do que comer sangue. Enquanto Levítico 17:10,12 diz que uma pessoa que comer sangue deve ser morta, Levítico 17:15 diz que quem comer um animal morto cujo sangue não foi drenado deve lavar-se e lavar suas roupas, e ficará impuro até o anoitecer. Do ponto de vista higiênico, se um animal morresse por causas naturais, como uma doença, as pessoas teriam menos chances de contrair a doença caso não o comessem.

À primeira vista, esses versículos podem parecer arcaicos, mas contêm uma mensagem que é relevante até hoje. Os cristãos devem desejar que existam leis que proíbam todos de praticar certas ações: assassinato, roubo, estupro, etc. No entanto, embora outras coisas sejam pecaminosas, é aceitável permitir que aqueles que desejam cometer o pecado o façam. Por exemplo, embora beber álcool não seja um pecado, e embriagar-se seja um pecado, é aceitável que um cristão trabalhe para uma rede de supermercados que venda álcool.

P: Em Dt 14,21; Êx 23,19; 34,26, por que não podiam ferver um cabrito no leite de sua mãe?

R: Essa era uma imagem repugnante: pegar o leite da mãe, produzido para alimentar seus filhotes, e ferver o filhote nele.

Há também evidências de que essa era uma prática religiosa cananeia/ugarítica/siriana que remonta ao século XV a.C. No entanto, o texto ugarítico que sustenta isso é conjectural. Além disso, carne com creme pode estragar mais rapidamente.

P: Em Dt 14,22-25, eles podiam resgatar os primogênitos dos animais com dinheiro, ou não podiam, como diz Nm 18,17?

R: Cinco pontos a serem considerados na resposta.

1. Números 18:14 diz que todo primogênito de qualquer espécie deve ser separado ou resgatado com dinheiro.

2. Resgatar com dinheiro significa que se paga uma quantia e se fica com o animal.

3. Números 18:17 especifica isso ao afirmar que o primogênito de um boi, ovelha ou cabra não pode ser resgatado com dinheiro.

4. Deuteronômio também não diz que um boi, uma ovelha ou uma cabra pudesse ser resgatado com dinheiro.

5. Deuteronômio 14:24-25 diz que, se a distância for muito grande, pode-se “trocar o animal”, o que significava vendê-lo por dinheiro, ir a Jerusalém e usar o dinheiro para comprar um animal equivalente.

P: Em Dt 14:22-27, como os israelitas comuns podiam comer seus dízimos, se os dízimos eram entregues aos levitas para que estes os consumissem?

R: Existem dois dízimos. O primeiro dízimo, de dez por cento, destinava-se aos levitas e suas famílias para servir de sustento. O segundo dízimo, chamado de dízimo festivo, correspondia a cerca de três por cento de uma fonte, ou dez por cento dos noventa por cento restantes a cada três anos, de acordo com o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, pp. 289-290. Ambos resultam em aproximadamente o mesmo valor total. Tanto os fiéis quanto os levitas podiam consumi-lo. No terceiro ano, as viúvas, os órfãos e até mesmo os estrangeiros (ou seja, os não israelitas) também podiam consumir o dízimo, de acordo com Deuteronômio 14:28-29.

Josefo e alguns rabinos interpretaram erroneamente isso como um “terceiro dízimo”, mas, na verdade, trata-se apenas de uma aplicação do segundo dízimo.

P: Em Dt 14:26 e Êx 29:40, bebidas alcoólicas fortes são permitidas, ou são proibidas para os reis (Pv 20:1) e destinadas apenas àqueles que estão à beira da morte, como diz Pv 31:4-7?

R: Visto que, em circunstâncias normais, era permitido que as pessoas bebessem álcool, mas não se embriagassem, quão mais apropriado seria ele como sedativo para pessoas à beira da morte. O álcool não era permitido aos sacerdotes quando entravam na Tenda da Reunião (Levítico 10:8-10), e os reis deveriam seguir um padrão mais elevado, como sugere Provérbios 20:1.

P: Em Deuteronômio 15:1-3, por que as pessoas se endividavam nos tempos antigos?

R: Embora pudesse ser devido a gastos excessivos com álcool, luxos etc., esse provavelmente era um fator menos relevante nos tempos antigos do que atualmente. Talvez houvesse menos pessoas que gastassem excessivamente, pois frequentemente testemunhavam o que acontecia aos outros. Como não havia, naquela época, seguro saúde, seguro de vida, assistência social do governo, assistência médica ou outras redes de segurança financeira, uma doença, um acidente que impedisse alguém de trabalhar ou a morte do chefe de família podiam mergulhar a família em dívidas. Colheitas ruins, guerras ou mesmo impostos excessivos cobrados por governantes opressores também podiam causar dívidas das quais muitos não conseguiam se livrar. Como muitas pessoas frequentemente não conseguiam saldar suas dívidas, as taxas de juros podiam ser altas. Nas tabuinhas de Nuzi, na Síria, datadas do século XV a.C., as taxas de juros chegavam a 50%.

P: Em Dt 15,1-3, uma vez que era necessário cancelar todos os empréstimos concedidos a outros israelitas a cada sete anos, por que não cancelar também os empréstimos concedidos a não israelitas?

R: Os empréstimos eram perdoados aos compatriotas israelitas por compaixão. As Escrituras não explicam por que os empréstimos não eram perdoados aos não-israelitas, mas não é difícil perceber o motivo.

Como os israelitas deveriam possuir a terra de Israel, os estrangeiros que ali se encontravam com dívidas estariam lá por motivos comerciais ou como trabalhadores contratados. Os estrangeiros sempre poderiam retornar ao seu próprio povo.

P: Em Dt 15, como o Antigo Testamento se compara a outras leis antigas?

R: Enquanto um escravo seria libertado após seis anos em Deuteronômio, ele poderia ser libertado após três anos, de acordo com o Código de Hamurabi. O Código babilônico de Lipit-Ishtar diz que um escravo poderia ser libertado após servir por um período equivalente ao dobro de sua dívida ou ao dobro de seu preço de compra. Isso parece, sem dúvida, dar vantagem ao proprietário.

P: Como Dt 15,1-11 se relaciona com Êx 23,10-11?

R: O “sétimo ano”, ou ano do Jubileu, é o mesmo em ambos os casos. Era o ano em que os campos não deveriam ser arados, as dívidas canceladas e os escravos libertados.

P: Em Dt 15,4, por que não deveria haver pobres entre os israelitas, se Dt 15,11 afirma que sempre haverá pobres entre eles?

R: Deus lhes impôs a obrigação de cuidar de todos os pobres entre os israelitas. No entanto, Deus sabia que nem todos cumpririam suas obrigações e que sempre haveria pobres entre eles.

A Bíblia é tanto um livro de objetivos ideais quanto de realismo; devemos ter tanto ideais elevados quanto realismo. Se alguém tem objetivos, mas está fora de contato com a realidade, seu idealismo não é muito útil. Enxergar a realidade e não ter ideais também não é muito útil.

P: Em Dt 15,12-13, por que a Bíblia parece tão machista e sempre usa “ele”?

R: Em hebraico, nunca se usava “ele/ela” como as pessoas às vezes fazem em inglês. Assim como no inglês, às vezes usava-se “ele” para significar “ele” ou “ela”. Um exemplo, tanto em hebraico quanto em inglês, é Deuteronômio 15:13, que diz “ele”, quando o contexto é claramente masculino ou feminino em Deuteronômio 15:12.

P: Deuteronômio 15:12-18 contradiz Êxodo 21:26?

R: Não. Êxodo 21:26 diz que qualquer escravo tinha o direito de ser libertado se o proprietário lhe destruísse o olho ou arrancasse um dente. Deuteronômio 15:12-18 diz que os escravos hebreus deveriam ser libertados a cada sete anos, durante o ano do Jubileu. A única exceção eram os escravos hebreus que amavam seus senhores e haviam escolhido voluntariamente ser seus escravos para o resto da vida.

Se, posteriormente, o senhor lhes destruísse o olho ou arrancasse um dente, acidentalmente, o escravo tinha o direito de se tornar livre, mas não era obrigado a exercer esse direito.

Essa lei é interessante, pois, embora a punição para o senhor pareça branda, ela ainda seria eficaz para eliminar todo incentivo ao maltrato dos escravos.

P: Em Dt 16,5, o cordeiro pascal deveria ser sacrificado no santuário ou em casa, como diz Êx 12,7?

R: No Egito, antes de haver um santuário ou templo, o cordeiro pascal deveria ser sacrificado em casa. Depois que o santuário foi construído, o cordeiro passou a ser sacrificado ali. Mais tarde, quando passaram a habitar na Terra Prometida, os judeus celebravam a Páscoa em Jerusalém.

P: Em Dt 16,16-17, por que os homens deveriam comparecer, enquanto as mulheres e as crianças não foram mencionadas?

R: Deuteronômio 16:16-17 diz que todo homem deveria comparecer, e não de mãos vazias. Em outras palavras, nenhum homem, como chefe de família, estava isento de trazer os dízimos e as ofertas exigidos.

P: Em Dt 16,21, por que os judeus não podiam plantar uma árvore para fins religiosos?

R: Três boas razões.

1. Deuteronômio 16:21 simplesmente diz para não fazer isso, e eles deveriam obedecer ao que Deus ordenou.

2. As árvores nunca fizeram parte de um sacrifício ao Deus Verdadeiro.

3. Deuteronômio 12:3 mostra que bosques sagrados de árvores faziam parte da adoração a outros deuses. As árvores tinham destaque na adoração a Baal e a alguns dos deuses gregos.

A terceira razão é especialmente importante. Se realizar uma atividade faz parte de uma religião pagã e isso pudesse

a) o levasse a adorar os deuses pagãos

b) levasse outras pessoas a adorar os deuses pagãos, ou

c) Desse a impressão de que você estivesse adorando deuses pagãos,

então não o faça.

P: Em Dt 17,6; Dt 19,15 e Nm 35,30, é errado condenar alguém por homicídio, a menos que haja duas ou mais testemunhas humanas presentes?

R: A exigência de duas testemunhas se aplicava tanto ao adultério e ao furto quanto ao homicídio, e raramente há duas testemunhas oculares de adultério ou furto. Há dois pontos a serem discutidos sobre o uso do termo hebraico para “testemunha”.

1. Levítico 5:1 mostra que uma testemunha não é apenas alguém que presenciou o crime. Uma testemunha é também qualquer pessoa que tenha conhecimento de provas que possam comprovar a inocência ou a culpa de alguém.

2. A palavra para “testemunha” também pode significar evidência, além de pessoa. Por exemplo, em Êxodo 22:13, as partes de um animal morto também podem servir como testemunho.

P: Em Dt 18:10, o que significa “não passar seus filhos pelo fogo”?

R: Esse era um costume dos cananeus de sacrificar seus primogênitos queimando-os até a morte, conforme explica Deuteronômio 12:31.

P: Em Dt 18,10, por que não permitir que os feiticeiros e os necromantes vivam?

R: Para alguns, isso parece uma punição severa para pessoas que não causam dano físico a outrem. No entanto, elas causam dano espiritual aos outros ao conduzi-los ao inferno. Assim, sob o governo teocrático do Antigo Testamento, a punição era a mesma aplicada aos idólatras.

P: Em Dt 18,10, a proibição de contato com o sobrenatural contradiz a existência de profetas na Bíblia, como alegou um ateu?

R: Não. Isso é ridículo por duas razões.

1. Mesmo que houvesse uma proibição contra “todo” contato sobrenatural, certamente nenhum estudioso sério da Palavra de Deus teria entendido que Deus estava proibindo toda oração dirigida a Ele.

2. Nunca houve uma proibição contra todo contato sobrenatural, como o ateu aparentemente imagina. Em vez disso, a proibição é contra a adivinhação e a feitiçaria. As pessoas não devem tentar entrar em contato com os espíritos de pessoas falecidas, demônios ou anjos. Embora anjos tenham aparecido posteriormente a pessoas piedosas, como Daniel, foi o anjo quem iniciou o contato, não o ser humano.

P: Em Dt 18,17-19; Dt 33,1-2 e Dt 34,10-11, Maomé foi profetizado nessas passagens, como afirmam alguns muçulmanos?

R: Não. Deuteronômio 18:15-18 diz que Deus suscitará um profeta, a quem ouvirão, como Moisés, do meio deles, entre seus irmãos. Jesus era um profeta? Muitos judeus ouviram Jesus? Jesus estava entre os judeus? Jesus era judeu? Os muçulmanos não deveriam ter dificuldade em concordar que este versículo se encaixa mais em Jesus do que em Maomé. Aqui estão mais alguns pontos.

a. Deuteronômio 33:1-2 menciona “o Senhor”, e os muçulmanos não chamam Maomé de seu Senhor. (Os muçulmanos alauítas e outros grupos ghulat consideram Maomé um deus, mas são exceções.)

b. Deuteronômio 34:10 afirma que “desde então não surgiu em Israel um profeta como Moisés”. Esse epitáfio foi escrito, provavelmente por Josué, muito antes da vinda de Jesus.

c. Deuteronômio 34:10 menciona “face a face”, e Maomé nunca afirmou ter recebido suas palavras diretamente de Alá, mas por meio de anjos (Sura 2:97). Jesus se comunicava diretamente com Deus Pai, de acordo com João 1:18 e outras passagens.

d. O versículo seguinte, 34:11, afirma que nenhum outro profeta realizou aqueles milagres impressionantes como Moisés. Maomé, no Alcorão, geralmente não realizava milagres, exceto pela suposta visita à mesquita em Jerusalém (que se pode comprovar não existia naquela época) e por ter dividido a lua em duas (o que não foi testemunhado por mais ninguém).

e. No próprio Alcorão, a Sura 29:27 afirma que a profecia veio por meio de Isaque e Jacó. Na tradução do Alcorão feita por Yusuf Ali, ele afirma: “E concedemos (a Abraão) Isaque e Jacó, e determinamos, entre sua descendência, a profecia e a revelação...” Embora os parênteses em torno de “Abraão” constem na tradução de Yusuf Ali, a palavra “Abraão” não aparece no original árabe, e Yusuf Ali sentiu a necessidade de acrescentar “Abraão” ao que os muçulmanos consideram a palavra de Deus.

f. Por fim, Pedro, apóstolo de Jesus, afirmou que isso se cumpriu em Jesus em Atos 3:22-26. O apóstolo Pedro estaria em excelente posição para saber disso.

1. Ou Jesus cometeu um grande erro ao permitir que um enganador como Pedro desorientasse, por quase 2.000 anos, as pessoas que tentavam seguir a Deus, e Deus não moveu um dedo sequer para revelar a verdade às pessoas.

2. Ou então, Jesus sabia o que estava fazendo ao escolher Pedro, e Deus não corrigiu algo que não precisava de correção.

3. Ou então, Pedro não disse isso, e o Livro de Atos foi corrompido antes da primeira menção extra-bíblica que temos sobre isso em referência a Cristo, que data de cerca de 138 d.C.

Aqui estão os manuscritos gregos mais antigos de que dispomos, com suas datas, relativos a Atos 3:22-36.

Vaticanus [B] 325-350 d.C.

Sinaítico [Si] 340-350 d.C.

Copta Bohairico [Boh] séculos III/IV

Alexandrino [A] c. 450 d.C.

Copta sahídico [Sah] séculos III/IV

Efraem Rescrito [C] século V

Bezae Cantabrigiensis [D] séculos V e VI

Aqui estão as traduções que possuímos desses versículos em outras línguas

Armênio [Arm] século V

Georgiano [Geo] Século V

Vulgata Latina [Vg] séculos IV a V

Etíope [Eth] Século VI

Peshitta síria [SyrP] séculos IV a VII

Os primeiros escritores da Igreja mencionaram esse versículo como se referindo a Jesus. Alguns deles foram

Justino Mártir nasceu por volta de 114 d.C., embora alguns acreditem que tenha sido em 110 d.C. Sua Primeira Apologia foi escrita entre 138 d.C. e sua morte, em 165 d.C. Obviamente, ele deve ter lido essa profecia referente a Cristo antes de a ter registrado por escrito.

Irineu escreveu entre 182 e 188 d.C.

Tertuliano, entre 220 e 220 d.C.

Orígenes, 225-254 d.C.

Arquelau (262-278 d.C.) também discute Deuteronômio 18:15, mostrando como esse versículo se refere a Jesus Cristo em *Disputa com Manes*, cap. 43, p. 219

Crisóstomo, 407 d.C.

Um muçulmano teria de afirmar não apenas que Justino estava errado, mas que todos os manuscritos do Novo Testamento registraram incorretamente as palavras de Pedro.

Além disso, as traduções para outras línguas foram feitas muito cedo; as datas acima não são as datas das primeiras traduções, mas apenas as datas dos manuscritos mais antigos que sobrevivem até hoje. Estes são valiosos porque constituem uma cadeia de transmissão independente, que as pessoas podem utilizar como verificação cruzada dos manuscritos gregos. A cadeia de transmissão desses manuscritos, da África à Ásia, concorda unânimemente que Pedro afirmou que isso se refere a Jesus.

P: Em Dt 18,20-22, como é possível saber se um profeta é um falso profeta?

R: A Bíblia apresenta duas razões e indica dois critérios.

1. Se defenderem a adoração a outros deuses, ou profetizarem ou ensinarem coisas sobre Deus que Deus não ordenou. Deuteronômio 18:20-21; 1 João 4:1-3; Jeremias 6:13

1º Critério: Se um profeta expressa sua opinião sobre o que o verdadeiro Deus deseja, sem profetizar, suas opiniões podem estar erradas, assim como as de qualquer outra pessoa. Veja, por exemplo, as palavras de Natã a Davi em 1 Crônicas 17:2-4.

2. Se o profeta fizer uma profecia que se revele falsa. Deuteronômio 18:21-22.

2ª Condição: Se um profeta fizer uma profecia condicional e as condições não forem cumpridas. As profecias de julgamento e destruição estão sempre condicionadas ao fato de a pessoa ou nação não se arrepender. Veja, por exemplo, Jonas 3:1-10.

P: Em Dt 19:1-6, como devemos proceder quando uma pessoa causa dano a outra sem intenção?

R: Por um lado, isso não deve ser equiparado a um ato intencional, pois não houve malícia nem intenção de causar dano. Por outro lado, a pessoa pode não ser inocente, pois talvez não tenha tomado o cuidado necessário. Que dizer do motorista adolescente que acidentalmente mata alguém que atravessava a rua, enquanto participava de uma corrida ilegal? Ou das pessoas que sabem que estão embriagadas, mas acham que podem “compensar” e dirigem mesmo assim. Em um país europeu, costumava acontecer que, se você fosse pego dirigindo embriagado, perdia sua carteira de motorista — para sempre.

Certa vez, perguntei a um grupo de adolescentes na escola dominical: se uma criança pequena derrubasse acidentalmente um abajur e o quebrasse, ela deveria receber uma palmada ou não? Cerca de metade disse que sim e a outra metade disse que não. A resposta correta talvez seja “precisamos de mais detalhes”. Se a criança tivesse sido muito descuidada, ou estivesse brincando de forma agressiva ou correndo pela casa com os irmãos, então sim. Mas se a criança tivesse tropeçado acidentalmente, ou tivesse sido empurrada, então não.

É interessante que, em hebraico, a palavra para “parente redentor” no casamento seja go’el, no Livro de Rute. A palavra hebraica para “vingador de sangue” é go’el haddam, ou, em certo sentido, um parente redentor da justiça para o assassinado.

P: Em Dt 19,14; 27,17; Jó 24,2; Provérbios 22,28; 23,10; Isaías 5,8 e Oséias 5,10, como as pessoas podem “deslocar as pedras de demarcação” hoje em dia?

R: Há algumas décadas, no Texas, havia pessoas que elaboravam escrituras fraudulentas, atribuindo a si mesmas o título e a propriedade de terras. O uso indevido da lei, incluindo documentos fraudulentos, testemunhos falsos e subornos, pode fazer com que pareça “legal” quando alguém rouba o que pertence a outra pessoa.

A título de observação, em épocas posteriores do direito romano, a pena por deslocar uma pedra de demarcação era a morte, de acordo com o Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 1, parte 3, p. 399.

P: Em Dt 19,16, por que uma única testemunha poderia acusar alguém, uma vez que Nm 35,30; Dt 17,6; Dt 19,15 e outros trechos afirmam que tudo deveria ser comprovado por duas ou três testemunhas?

R: Idealmente, tudo deveria ser comprovado por duas ou três testemunhas, reconhecendo-se que uma testemunha pode constituir prova, e não apenas uma pessoa. No entanto, em Deuteronômio 19:16, há espaço para que apenas uma pessoa acuse alguém. Em outras palavras, nem a pessoa deve ser absolvida por haver apenas uma testemunha, nem a única testemunha — que poderia estar mentindo — deve ser sempre acreditada. Em vez disso, deve-se realizar uma investigação diligente para encontrar mais provas ou testemunhas.

P: Em Dt 19,19, não é severo punir uma testemunha falsa com a mesma pena que o falsamente acusado receberia?

R: De forma alguma. Uma pessoa pode assassinar com suas palavras tão facilmente quanto com suas mãos. Quer tivessem usado as mãos, quer tivessem recorrido a engano malicioso e ao sistema jurídico, o falsamente acusado ainda assim teria morrido. Pelo menos, no caso de assassinato cometido com as próprias mãos, a reputação da vítima permanece intacta. Assassinato por meio de palavras destrói a reputação da pessoa, além de matar seu corpo.

A título de referência, o Código de Hamurabi, da Babilônia, também estabelece que quem acusar falsamente outra pessoa de homicídio deve ser condenado à morte.

P: Em Dt 19,21; Lv 24,20 e Êx 21,22-24, por que a Bíblia diz “olho por olho”?

R: As três referências do Antigo Testamento fazem parte da lei judicial. A indenização paga e a punição deveriam corresponder ao crime: nem mais, nem menos. No único versículo do Novo Testamento, Jesus está dizendo aos crentes que pratiquem o perdão e a misericórdia, em vez do “olho por olho”. Aqui estão os quatro trechos.

Êxodo 21:22-24 menciona julgamentos legais, incluindo um tribunal, quando um homem agride uma mulher de tal forma que ela entra em trabalho de parto prematuro.

Levítico 24:20 menciona o julgamento por ferir ou matar outras pessoas. No entanto, as cidades de refúgio estavam disponíveis para homicídios não intencionais e, presumivelmente, para danos não intencionais.

Deuteronômio 19:21 fala de uma testemunha falsa, à qual deveria ser infligido o mesmo dano que suas mentiras teriam causado a outra pessoa.

Jesus disse em Mateus 5:38 que, embora tenham ouvido dizer: “Olho por olho…”, não devemos resistir ao mal, mas oferecer a outra face.

Tertuliano, em *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 2, cap. 18 (207/208 d.C.), foi o primeiro de que temos conhecimento a responder a essa questão, e ele lembrou a seus leitores que o propósito dessa lei era conter a violência. O livro *O que você sabe pode não ser bem assim: 220 interpretações errôneas de textos bíblicos explicadas*, pp. 62-63, afirma que isso limita a vingança. Em uma sociedade sem polícia, a vingança não deveria ser mais severa do que o ato original. A punição por um crime cometido contra uma pessoa pobre deveria ser a mesma que a punição por um crime cometido contra uma pessoa rica.

Além disso, o povo precisava aprender o que era justiça antes de poder aprender o que eram misericórdia e perdão.

P: Em Dt 19,21, por que a Bíblia parece pouco amorosa ao ensinar “olho por olho”?

R: Embora isso se refira à justiça, e não ao amor, é preciso compreender a justiça antes de poder apreciar a misericórdia. Se não se perceber que as ações erradas acarretam punições graves, é impossível valorizar o perdão por tais ações. Consulte a pergunta anterior para saber por que esse mandamento foi dado.

Imagine, por um momento, que as pessoas nunca tivessem ouvido falar de “olho por olho” e que as três passagens do Antigo Testamento em que isso é mencionado não existissem.

Em Êxodo 21:22-24, então, não seria considerado grave matar bebês ou praticar abortos.

Em Levítico 24:20, ferir maliciosamente um adulto seria apenas um problema menor.

Em Deuteronômio 19:21, uma testemunha que mentisse para tentar fazer com que alguém fosse punido injustamente ficaria impune.

Uma sociedade que possui justiça e também amor é, na verdade, uma sociedade mais amorosa do que aquela que tenta (em vão) ter amor sem um conceito de justiça. Infelizmente, é esta última que algumas pessoas acreditam que a sociedade possa ser.

P: Em Dt 20:1-15, por que Deus permitiu a guerra ofensiva?

R: Isso não especifica se se trata de cananeus ou não cananeus. Os israelitas precisavam lutar para derrubar a opressão dos midianitas, amonitas, sírios e outros.

Isso demonstra que Deus não era um pacifista no Antigo Testamento e, da mesma forma, Ele não se opõe a todas as formas de morte, como as execuções por motivos válidos, conforme se vê no Novo Testamento, em Romanos 13,4.

P: Em Dt 20,16-18, os israelitas deveriam matar todos os inimigos ou deveriam poupar alguns, como diz Dt 20,11-14?

R: Entre os versículos 11-14 e os versículos 16-18 está o versículo 15. O versículo 15 diz que os versículos anteriores se referiam às cidades que ficavam distantes de onde eles viviam. O versículo 16 diz que o que se segue se refere às cidades cananeias na Terra Prometida.

P: Em Dt 20,17, uma vez que Deus sabia que os hititas (= gibeonitas) na Palestina se tornariam Seus leais servos do templo, por que Deus ordenou que fossem aniquilados neste contexto?

R: Este é um caso interessante em que a vontade revelada de Deus diferia de Sua vontade desejada; no entanto, a ordem revelada por Deus contribuiu para que Sua vontade desejada se concretizasse.

1. Nem aos hititas nem aos israelitas foi dito: “não se preocupem, os hititas serão poupados”. Os gibeonitas tinham os mesmos temores que os demais cananeus, mas agiram movidos por sua ansiedade para buscar a paz com os israelitas.

2. Então, a providência de Deus, manifestada por meio de um erro por parte dos líderes israelitas, fez com que poupassem os gibeonitas.

3. Os gibeonitas recorreram ao engano e às mentiras, mas Deus não se limita a usar meios bons para realizar Sua vontade.

4. Mais tarde na história, os gibeonitas tornaram-se servos leais do Templo.

Um segundo caso, muito semelhante, deve ser familiar para nós hoje. Deus deseja que todos sejam salvos. Deus sabe quem são os eleitos. No entanto, Deus (sinceramente) adverte a todos de que irão para o inferno se rejeitarem Jesus. Por um lado, os eleitos não têm nada com que se preocupar, pois se tornarão filhos de Deus. Por outro lado, Deus não revelou quem são os eleitos.

Uma reflexão a ser ponderada, no que diz respeito à eleição e ao livre arbítrio, é que nada impediu todos os outros cananeus de fazer o que os gibeonitas fizeram. No entanto, não há registro de que qualquer outro cananeu tenha tentado fazer isso, ou mesmo desejado tentar.

Consulte a discussão sobre Gênesis 20:3-6, Deuteronômio 20:17; Jeremias 15:6; Jonas 3-4; Jonas 3:10 e Jonas 4:1-2 para obter mais informações.

P: Em Dt 21:15-16, uma vez que um pai não deve dar sua herança a um filho mais novo e menosprezar o filho mais velho, por que Abraão, Isaque e Jacó fizeram isso? Por que Davi nomeou Salomão como o próximo rei, e não Adonias?

R: Quanto a Abraão, Isaque e Jacó, o mandamento em Deuteronômio 21:15-16 foi dado após a morte deles. As pessoas não são responsáveis por cumprir um mandamento que Deus ainda não havia dado.

No caso de Davi, a lei se aplicava a bens pessoais, e um reino não é um bem pessoal — embora alguns imperadores e reis ao longo da história possam ter pensado assim.

P: Em Dt 21,15, por que Deus [supostamente] ensina que um homem deve amar uma esposa e odiar a outra? Isso é justiça vinda de um Deus bíblico? (Um muçulmano afirmou isso.)

R: Isso não ensina nada disso. Deuteronômio 21:15-16 diz, na verdade: “Suponha que um homem tenha duas esposas, uma das quais ele ama mais do que a outra, e que ambas lhe dêem filhos, sendo o primogênito filho da esposa menos amada. No dia em que ele dividir sua herança, não deve designar como primogênito o filho da esposa favorita em vez do filho da outra esposa, que é, de fato, o primogênito.” (NET) Portanto, se um homem ama uma esposa, mas não a outra, ele não pode conceder ao filho que não é o primogênito os direitos do filho primogênito. Deus NÃO está dizendo que um homem polígamo deva amar uma esposa mais do que a outra. No entanto, talvez esse muçulmano possa explicar o comportamento de Maomé nesse contexto.

Quando Sauda estava idosa, ela temia que Maomé se divorciasse dela, então cedeu sua vez a ‘A’isha. Abu Dawud, vol. 2, n.º 2130, p. 572

Outro muçulmano fez o mesmo. Um homem tinha uma esposa há muitos anos, que lhe deu muitos filhos. Ele pretendia “trocá-la” (escolha de palavras de Majah), mas a manteve ao seu lado quando ela concordou em abrir mão de sua vez com ele. Ibn-i-Majah, vol. 3, n.º 1914, p. 188.

P: Em Dt 21,15-17, uma vez que o direito de primogenitura pertence ao filho primogênito, por que Jacó, e não Esaú, recebeu a primogenitura em Gênesis 27?

R: Primeiro, dois fatos que não fazem parte da resposta; em seguida, a resposta. Jacó comprou a primogenitura em Gênesis 25:29-34. Além disso, Jacó agiu errado ao enganar seu pai, Isaque, para que este lha concedesse em Gênesis 27.

A resposta é que Jacó e Esaú viveram mais de 400 anos antes de Deus dar essa ordem em Deuteronômio 21:15-17.

P: Em Dt 21,18-21, por que a Lei era tão severa a ponto de permitir que um pai mandasse apedrejar seu filho por desobediência?

R: Isso não se referia a uma simples desobediência pontual, mas à recusa obstinada em obedecer de forma alguma. Essa lei demonstra a seriedade com que Deus levava a obediência dos filhos aos pais. No entanto, por mais severa que fosse a advertência da lei, não há registro de que essa sentença tenha sido alguma vez executada.

P: Em Dt 22,5, por que um homem não deve usar roupas femininas e vice-versa?

R: A Escritura não o diz. Considerando os muitos outros princípios tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a razão parece ser que Deus não quer que esqueçamos que homens e mulheres têm papéis diferentes na família.

P: Em Dt 22,5, é aceitável que as mulheres usem jeans e que ambos usem camisetas?

R: Alguns cristãos sinceros consideram que não é aceitável. No entanto, a maioria dos cristãos não vê problema algum nisso. Na Bíblia, tanto homens quanto mulheres usavam mantos e sandálias. Hoje, jeans e camisetas não são exclusivamente masculinos nem femininos.

P: Em Dt 22,6-7, por que não podiam levar a mãe pássaro junto com seus filhotes?

R: As Escrituras não explicam o motivo, exceto que foi o que Deus ordenou. Se você pegasse os filhotes ou os ovos para se alimentar e deixasse a mãe, poderia ter mais filhotes ou ovos no ano seguinte.

P: Em Dt 22,8, por que seria necessário ter um parapeito? (Um cético questionou isso.)

R: Em tom mais leve, isso tem a ver com a “queda do homem”. Falando sério, há aqui um conceito jurídico de culpa por homicídio culposo (homicídio não intencional) por imprudência. É culpa de uma pessoa descuidada se ela morrer ou se ferir ao cair de um telhado, mas o proprietário também é culpado se tiver sido imprudente ao não tomar precauções de segurança razoáveis.

P: Em Dt 22,9, por que não semear com vários tipos de sementes?

R: A Escritura não diz. No entanto, quando se semeia a mesma cultura ano após ano, acumulam-se pragas de insetos e fungos que atacam essa cultura. Se houver rotação de culturas, isso reduz o ataque das mesmas pragas e pode evitar o esgotamento dos nutrientes do solo.

P: Em Dt 22,10, por que não atrelar um boi e um jumento juntos?

R: A Escritura não diz. No entanto, eles costumam ter forças diferentes e andar em ritmos distintos. Assim, esse mandamento, juntamente com Provérbios 12:10, diz respeito a ser bondoso com os animais.

P: Em Dt 22,11, por que não se deve usar lã e linho juntos?

R: As Escrituras não dizem. Funcionalmente, a lã é muito útil como isolante, pois não é muito afetada negativamente quando se molha. Uma possível razão é que entrelaçar lã e algodão poderia prejudicar o valor da peça de roupa como isolante.

P: Em Dt 22,11, podemos usar lã e linho juntos hoje em dia?

R: Sim. Servimos segundo o novo modo do Espírito, não segundo o antigo modo do código escrito (Romanos 7:6; 2 Coríntios 3:6-7; ~Romanos 2:29). Embora ainda obedeçamos aos requisitos morais da lei, não obedecemos às regras cerimoniais, alimentares e de vestuário.

P: Em Dt 22,13-21, o teste para verificar se uma mulher era virgem era o lençol na noite de núpcias, ou o teste para uma esposa infiel consistia em beber água amarga, conforme diz Nm 5,13-22?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras, em circunstâncias diferentes. Deuteronômio 22:13-21 trata do período anterior ao casamento, e Números 5:13-22 trata do período posterior ao casamento.

P: Em Dt 23,1, por que os homens castrados não podiam entrar na assembleia?

R: As Escrituras não dizem. Mas sabemos que alguns sacerdotes de deuses pagãos eram castrados como requisito para exercer o sacerdócio. Outros eram castrados para servir nos palácios, particularmente para atender às mulheres. Em épocas posteriores, os muçulmanos que transportavam escravos de Zanzibar e de outros locais da África Oriental frequentemente castravam os escravos do sexo masculino.

Não dizia que homens castrados não pudessem servir ou adorar a Deus, apenas que não podiam entrar na assembleia, ou seja, no Tabernáculo e, naturalmente, mais tarde, no Templo. Trata-se de uma mutilação da natureza com que o homem foi criado por Deus.

Mas, nos tempos do Novo Testamento, não há proibição. Todos, independentemente de cirurgias que possam ter sofrido, involuntárias ou voluntárias, e seja qual for o seu passado, são convidados. As únicas exceções são aqueles que ensinam crenças heréticas (2 João 9-11) e aqueles com pecados não arrependidos e ações malignas (1 Coríntios 5:2-5; 9-13; 2 Timóteo 3:5; Apocalipse 2:20-23).

P: Em Dt 23,2, por que um descendente de um filho ilegítimo não poderia entrar na congregação até a décima geração?

R: O significado da palavra hebraica é incerto. Pode significar alguém nascido fora do casamento, ou alguém nascido de um relacionamento ou casamento proibido; isto é, incesto, ou pode significar ambos. Levítico 18:16-20; 20:10-12, 14, 17-21 enumeram os tipos de casamentos proibidos. Independentemente disso, Deus tem o direito de escolher quem Ele quiser para entrar em Sua assembleia. As Escrituras não expõem diretamente as razões de Deus, mas há quatro pontos que dão uma indicação.

1. Este e outros versículos parecem seguir um padrão. As pessoas não podiam entrar na congregação se fossem consideradas impuras. Isso inclui pessoas que tocaram em um cadáver e pessoas com doenças de pele contagiosas. Isso não significa que elas estivessem moralmente erradas, mas apenas que eram cerimonialmente impuras.

2. Impuro não significava que a pessoa estivesse pecando, fosse mais pecadora do que as outras ou “pecadora demais” para entrar. Por exemplo, os sacerdotes (exceto o sumo sacerdote) deviam enterrar seus parentes próximos, o que os tornaria impuros. No Dia da Expiação, aquele que conduzia o bode expiatório ao deserto ficava impuro por fazê-lo, e ele estava cumprindo o que Deus ordenara.

3. Não comparecer à assembleia é motivo de vergonha, não para a criança, mas para os pais. No entanto, o fato de alguém ser filho ilegítimo não significa que não possa ser usado por Deus. Pérez, um antepassado de Jesus, era o filho ilegítimo de Judá. No Livro dos Juízes, o juiz Jefté, o gileadita, foi usado por Deus para derrotar os amonitas. A origem da mãe de Jefté causou problemas a Jefté com seus meio-irmãos, mas não impediu que Deus o usasse.

4. Essa regra se aplicava apenas às assembleias dos israelitas no Antigo Testamento. Na época do Novo Testamento, todas as pessoas que buscam a Deus, independentemente da nacionalidade ou das circunstâncias de seu nascimento, são bem-vindas nas igrejas de Deus.

P: Em Dt 23,3, por que um amonita ou moabita não podia entrar na congregação até a décima geração?

R: Ninguém proveniente de um casamento proibido, até a décima geração, conforme Deuteronômio 23:2.

A razão para isso é que uma criança seria considerada “ilegítima” não apenas se tivesse nascido fora do casamento, mas também se fosse fruto de um casamento “ilegal”. Deus ordenou aos israelitas que não se casassem fora de Israel. Consulte a discussão sobre Deuteronômio 23:2 para entender por que os filhos ilegítimos eram excluídos da assembleia.

Se uma pessoa era amonita ou moabita, não era porque esses povos tivessem se originado de Ló e de suas filhas, mas sim por causa da hostilidade que nutriam contra Israel. Isso se devia principalmente ao que os amonitas deixaram de fazer e ao que os moabitas fizeram. Os amonitas não lhes deram qualquer tipo de ajuda ou alimento quando passaram por ali. Lembre-se de que o rei Balaque, de Moabe, contratou Balaão para amaldiçoar os israelitas em Números 22-24. Balaão aconselhou Balaque a fazer com que mulheres moabitas se deitassem com homens israelitas para tornar os israelitas um fedor aos olhos de Deus.

É claro que, se uma pessoa fosse classificada como “um estrangeiro que se uniu a Israel” (Isaías 56:6), como Rute, então “o seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus” (Rute 1:16). Não há evidências de que os israelitas não tenham aceitado plenamente a conversão de Rute e sua mudança de cidadania. De fato, o rei Davi era bisneto de Rute, de acordo com Rute 4:21-22, Mateus 1:5-6 e Lucas 3:31-32. Da mesma forma, Isaías 56:3 também afirma que os estrangeiros que se uniram ao Senhor não serão excluídos do povo de Deus, embora alguns interpretem Isaías 56:3 como se referindo ao fim dos tempos.

P: Em Dt 23,3, a décima geração era a décima geração a partir do momento do casamento proibido ou a décima geração a partir da entrada na Terra Prometida?

R: Poderia ser de ambas as formas. No entanto, é mais provável que se trate da décima geração a partir do casamento proibido.

P: Em Dt 23,7-8, por que um edomita ou egípcio não poderia entrar na congregação até a terceira geração?

R: Provavelmente por razões semelhantes às que impediram os amonitas e moabitas de se unirem à congregação até a décima geração. As Escrituras apenas registram isso, não explicam por que o Deus Onisciente determinou tal proibição. No entanto, as razões podem ser que os edomitas eram mais próximos de Israel e que os egípcios, originalmente, tratavam bem os israelitas.

P: Em Dt 23,15-16, de que forma o fato de não devolver um escravo fugitivo ao seu senhor está relacionado à Guerra Civil Americana?

R: Um escravo chamado Dred Scott fugiu de seu senhor e se refugiou no Missouri, um estado livre. O senhor exigiu sua devolução. A Suprema Corte dos Estados Unidos, sob a presidência do juiz Taney, decidiu que os escravos que fugissem para estados livres deveriam ser devolvidos aos seus senhores nos estados escravistas, independentemente da legislação do estado livre. A Guerra Civil girou em torno dos estados escravistas que defendiam um direito estadual — o de possuir escravos — e se opunham a outros direitos estaduais, como o de não apoiar a escravidão.

No Código de Hamurabi, nas leis 15 a 19, qualquer pessoa que abrigasse um escravo fugitivo poderia ser executada.

Hoje, mesmo que não estejamos oprimindo outras pessoas ou praticando outras maldades, não devemos apoiar — nem forçar outros a apoiar — aqueles que o fazem.

P: Em Dt 23,17, o que é um sodomita?

R: Trata-se de um prostituto, de acordo com a Concordância de Strong, a NIV e a NET Bible. A New King James traduz isso como “pervertido”, e a Bíblia Interlinear (Jay P. Green) traduz como “homossexual”.

P: Em Dt 23,17, a homossexualidade foi condenada apenas por estar ligada à idolatria, como afirmam alguns adeptos da Nova Era?

R: Não, assim como o sacrifício de crianças e a prostituição, a homossexualidade era absolutamente condenada, independentemente do contexto. Este não é um versículo isolado, pois Levítico 18:22,24; Levítico 20:13; Romanos 1:26-27 e 1 Coríntios 6:9-10 também condenam a homossexualidade. Consulte a discussão sobre Romanos 1:26-27 para obter mais informações.

P: Em Deuteronômio 23:18, por que os ganhos de certas pessoas não deveriam ser levados à casa de Deus para pagar votos?

R: Deus não se impressiona com pessoas que Lhe dão dinheiro que não lhes pertencia e que roubaram de outras pessoas. Aparentemente, “cão” era uma gíria para designar um prostituto. A prostituição de ambos os sexos era comum em Canaã, especialmente no culto a Astarte. Mas, mesmo que algo fosse comum, isso não o torna menos detestável. De maneira semelhante, Davi poderia ter tomado livremente o terreno onde o Templo seria construído, mas insistiu em pagar por ele. Da mesma forma, o dinheiro que foi “ganho” (por assim dizer) ou obtido por meio de atos malignos não era adequado para ser oferecido como presente à Casa de Deus.

Em Lucas 19,1-10, quando Zaqueu, o cobrador de impostos corrupto, creu em Jesus, ele decidiu reembolsar as pessoas que havia enganado e doar metade de seus bens (obtidos principalmente por meio de fraudes) aos pobres.

P: Como Deuteronômio 24:1-22 se compara a outras leis da época?

R: Nos artigos 14 e 22 do Código de Hamurabi da Babilônia (1755-1750 a.C.), o sequestro e o roubo são puníveis com a morte. Na lei hitita, os direitos do trabalhador não eram considerados.

P: Em Dt 24,1-4, por que esse ensinamento sobre o divórcio difere inegavelmente de Mc 10,2-12 e 1 Cor 7,10-16?

R: Jesus respondeu a isso em Marcos 10,5: Deus permitiu o divórcio porque os corações deles eram endurecidos. No Antigo Testamento (Malaquias 2,16), Deus diz que odeia o divórcio.

Quando podemos justificar algo como não sendo contrário à Bíblia, mas sabemos que Deus ainda assim se desagrada disso, não devemos fazê-lo. Romanos 14:23 diz que tudo o que não provém da fé é pecado, e Tiago 5:17 afirma que quem sabe o bem que deve fazer e não o faz, peca.

P: Em Dt 24,1-5, por que um casal não poderia se casar novamente após o divórcio se ela tivesse se casado com outra pessoa posteriormente?

R: As Escrituras não mencionam o motivo, mas os versículos deste capítulo tratam, em sua totalidade, da manutenção de um padrão de santidade entre o povo. O divórcio, embora fosse permitido nos tempos do Antigo Testamento, não era algo a ser tomado de ânimo leve. Se uma mulher alternasse “de um para outro” entre maridos, isso não pareceria muito santo. Isso também enfatizaria a gravidade do divórcio.

Isso é quase o oposto total do Islã, onde o divórcio pode ser tão simples quanto o homem dizer “Eu me divirto de você” três vezes. E se o casal divorciado quisesse se casar novamente, no Islã eles não poderiam se casar NOVAMENTE ATÉ que a mulher tivesse consumado um casamento com outro homem e, então, esse casamento fosse dissolvido (seja por divórcio ou pela morte do homem). No mundo islâmico, havia alguns homens que “trabalhavam” como mustahils, uma espécie de prostituto matrimonial masculino. Se um casal divorciado quisesse se casar novamente, pagaria a um mustahil para que ele tivesse um casamento temporário com a mulher por um dia; só então eles poderiam voltar a ficar juntos. Caso esteja se perguntando, não existe tal regra para um homem. Portanto, se estiver buscando uma carreira ou um segundo emprego, há algumas opções profissionais que os homens cristãos não podem seguir, embora um homem muçulmano possa. Para documentação na lei da Sharia sobre os mustahils, consulte Abu Dawud, vol. 2, n.º 2192, p. 592-593; vol. 2, n.º 2302, p. 629; al-Bukhari, vol. 7, livro 63, n.º 186, 187, p. 136; Ibn-i-Majah, vol. 3, n.º 1933-1936, p. 165-168.

P: Em Dt 24,15, devemos pagar nossos funcionários ao final de cada dia?

R: Normalmente, os empregadores cristãos não precisam fazer isso. Como parte da Lei do Antigo Testamento, Deuteronômio 23:15 não determina que se pague a todos os trabalhadores diariamente, mas sim aos trabalhadores pobres e necessitados que precisam disso. Devemos, no entanto, pagar aos nossos funcionários no momento adequado, no dia do pagamento, e não reter o dinheiro. Mas uma aplicação importante para os dias de hoje é pagar às pessoas o que você prometeu e deve, no prazo prometido; atrasar o pagamento é enganá-las.

Combinar esse ensinamento com a proibição de oprimir os pobres (Tiago 5:4), além da escravidão limitada a sete anos — na qual os escravos recebem um presente ao término do prazo —, mostra que se tratava de uma sociedade em que se esperava que uma pessoa pobre fosse capaz de sair da pobreza por meio do próprio trabalho. Em muitas sociedades, desde então até hoje, isso não é possível.

P: Em Dt 24,16, por que diz que as crianças não devem ser mortas pelos pecados de seus pais, se elas foram mortas pelos pecados dos pais, como os filhos de Saul em 2 Sm 21,5-9 e o bebê de Davi e Bate-Sebá em 2 Sm 12,15-18?

R: Os filhos de Saul também eram culpados. Após a morte de Saul e Jônatas, 2 Samuel 3:1 diz que a guerra entre a casa de Saul (ou seja, os filhos de Saul) e Davi durou muito tempo. Você pode ler mais sobre isso em 2 Samuel 3 e 4.

Em 2 Samuel 21:5-9, os sete filhos de Saul eram os dois filhos de Saul e Aia, e os cinco filhos de Merabe, filha de Saul. (Observe que havia dois príncipes chamados Mefibosete; o filho de Jônatas foi poupado, e o filho de Saul e Aia, não.) Saul tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou por 42 anos, de acordo com 1 Samuel 13:1.

Quanto ao bebê nascido de Bate-Sebá, tanto esta passagem quanto a experiência moderna mostram que crianças pequenas muitas vezes arcam com as consequências das maldades alheias. Deus pode tirar a vida conforme Lhe aprouver, mas Deuteronômio 24:16 afirma que as crianças não devem ser executadas pelos pecados de seus pais.

Em contrapartida, no Código de Hamurabi, da Babilônia, a Lei 230 previa que, em certos casos, um filho poderia ser condenado à morte no lugar do pai. Assim, se a negligência de um construtor causasse a morte do filho do proprietário, o filho do construtor era condenado à morte como punição. Os persas, os macedônios e outros povos também executavam filhos em lugar dos pais.

P: Em Dt 25,3, por que foi estabelecido o limite de 40 chicotadas?

R: A Escritura não especifica, mas, sem esse limite, ele poderia ser açoitado até a morte. De fato, na época romana, alguns criminosos condenados à crucificação não chegavam a ser crucificados, pois os açoites eram tão severos que morriam antes disso. Em contrapartida, a Lei 200 do Código Babilônico de Hamurabi estabelecia um máximo de 60 chicotadas. Mais tarde, os assírios aplicavam entre 40 e 50 chicotadas. Em 2 Coríntios 11:24, os judeus aplicavam 39 chicotadas com base nesse versículo. Esse versículo menciona 40, mas os judeus aplicavam 39 para o caso de terem contado mal. Quando Jesus foi açoitado, foi pelos romanos, não pelos judeus; portanto, não sabemos quantas chicotadas Jesus recebeu.

Na época de Moisés, as surras provavelmente eram aplicadas à maneira egípcia, com uma vara em vez de um chicote, em que o culpado era deitado de bruços no chão e imobilizado pelas mãos e pelos pés.

P: Em Dt 25,4, por que não se podia colocar um freio no boi enquanto ele pisava o grão?

R: A resposta tem duas partes.

Especificamente, isso demonstrava bondade para com o animal. Um agricultor poderia pensar em fazer isso para impedir que o boi comesse qualquer grão. Mas o princípio aqui é que, uma vez que o agricultor se beneficia do trabalho do boi, o boi deve ter alguma participação nesse benefício.

De modo geral, se uma pessoa ou um animal está trabalhando para trazer benefício, deve-se permitir que compartilhe desses benefícios. 1 Coríntios 9:9 e 1 Timóteo 5:18 citam esse versículo no contexto da igreja apoiando os pastores, que estão trazendo benefício a ela.

P: Em Dt 25,5-10, por que o irmão do marido falecido teria que se casar com a viúva?

R: Isso não era obrigatório, pois o homem poderia recusar e, então, sofrer a humilhação de ser considerado “descalço”. É claro que ter relações sexuais com o irmão do marido enquanto este ainda está vivo constitui adultério, conforme alertam especificamente Levítico 1:8,16; 20:21. Isso é denominado “casamento levirato”, da palavra latina levir, que significa “cunhado”. Esse tipo de casamento era praticado naquela sociedade por diversas razões.

A palavra hebraica para “filho” aqui, ben, pode significar “filho” ou “criança”, dependendo do contexto. A Septuaginta grega, Josefo e muitos rabinos judeus interpretaram-na como “criança”, embora alguns rabinos judeus a tenham interpretado como “filho”. As filhas herdavam quando não havia filhos, como no caso de Zelofeade em Números 27:4-8. Provavelmente, o significado pretendido em Gênesis 38:8-10 e Rute 4:1-17 também é “filho(a)” e não “filho”.

Deuteronômio 25:5-10 ensina que, se um homem morresse sem filhos, cabia ao seu irmão casar-se com a viúva, e o primeiro filho daria continuidade ao nome do irmão falecido. Veja, por exemplo, Gênesis 38:8-10, Rute 1:11-13 e Rute 3:12-4:10. Boaz não estava interessado apenas em fazer a coisa certa, mas também em fazer as coisas da maneira correta.

Muito mais tarde, no final do século XVI, um casal rico, porém sem filhos, nas colônias, adotou um jovem que herdaria sua fortuna; com a condição de que ele mudasse seu sobrenome para o deles: Pemberton.

Quanto à mulher, eles garantiriam que ela fosse sustentada financeiramente pelo novo marido e, posteriormente, pelo filho. Na sociedade daquela época, não havia assistência oficial do governo aos idosos.

No antigo Oriente Médio, fora do contexto bíblico, as tabuinhas de Nuzi também mencionam que, quando um pai arranjava uma esposa para seu filho, caso o filho morresse, a moça se casava com outro filho. Outras culturas antigas, como os hititas e os assírios, praticavam as mesmas leis, exceto que os assírios tinham uma particularidade. Se uma mulher estivesse apenas noiva de um homem e este falecesse, o irmão do noivo era obrigado a se casar com ela. O casamento levirato parece muito estranho para os ocidentais, mas muitas outras culturas consideravam isso natural. A Wikipédia afirma que o costume do casamento levirato era praticado pelos citas, posteriormente pelos curdos, pelos Hsiung-Nu (Xiongnu) da China, pelos hunos, os quirguizes, o povo Karo da Indonésia, muitos somalis, a tribo Mambila da Nigéria e do norte dos Camarões, algumas regiões da Nigéria, a tribo Marogoli do oeste do Quênia, os Julu, os Shona do Zimbábue e as tribos Dinka e Nuer do sul do Sudão.

Desde a época do Novo Testamento, entende-se que os crentes devem cuidar de suas famílias, incluindo a família ampliada, dada a natureza rigorosa do mandamento em 1 Timóteo 5:8. Embora não haja casamento levirato para os cristãos hoje, devemos, ainda assim, ajudar financeiramente a família ampliada também.

P: Por que a lei em Dt 25,5-10 difere do que se esperava de Judá, Onã e Tamar em Gênesis 38?

R: Lembre-se de que a Lei de Moisés ainda não havia sido dada na época de Judá. Judá acreditava ter uma obrigação para com Tamar e violou sua consciência ao optar por não cumprir essa obrigação.

P: Em Dt 25,11-12, por que a lei determina que a mão da mulher deve ser cortada?

R: O verbo hebraico aqui indica um ato violento, não apenas acidental. O Antigo Testamento aborda amplamente a dignidade dos sexos. Por exemplo, as mulheres cativas não podiam ser exploradas, conforme Deuteronômio 21:10-14; e uma esposa que perdesse a graça do marido não deveria ter os direitos de herança de seus filhos diminuídos. Existem responsabilidades, assim como privilégios. Mesmo em uma briga, há limites que não devem ser ultrapassados. Isso poderia causar danos permanentes a um homem, afetando sua capacidade de ter filhos e suas relações conjugais.

Este é o único trecho da Torá em que há uma punição que envolve a amputação de alguma parte do corpo. Em contraste com isso, outras leis do Oriente Próximo e, posteriormente, a lei islâmica (Sharia) apresentavam outros motivos para a mutilação. Por exemplo, na Assíria, se um homem beijasse na rua uma mulher que não fosse sua esposa, teria o lábio cortado.

P: Em Dt 25,13-15; Pv 11,1; 20,10,23 e Lv 19,35-36, por que não se deve usar pesos diferentes?

R: Isso se refere à prática maligna de medir grãos ou outros itens usando um peso mais leve quando o comerciante está vendendo e um peso ligeiramente mais pesado quando está comprando. É claro que isso era muito grave se a pessoa fosse pega, mas era igualmente grave aos olhos de Deus, mesmo que não fosse pega. No entanto, a honestidade glorifica a Deus, mesmo quando ninguém na terra pode perceber. Aparentemente, isso ainda era um problema na época de Amós, de acordo com Amós 8:5.

P: Em Dt 25,17-19, por que deveriam exterminar os amalequitas?

R: Os amalequitas eram descendentes de Elifaz, que era neto de Esaú, conforme Gênesis 36:12. Os amalequitas atacaram Israel de surpresa, de acordo com Deuteronômio 25:17-19, matando os mais velhos e os fracos que ficavam para trás. Os israelitas lutaram contra eles em Êxodo 17:8-16 e Números 14:39-45. Saul lutou contra eles em 1 Samuel 15:1-3 e Davi lutou contra eles em 2 Samuel 1:1. Eles reaparecem em 1 Crônicas 4:41-43, na época de Ezequias.

P: Em Dt 26,1-4, o povo deveria considerar sua terra como uma herança. Que tipos de coisas constituem uma herança para nós hoje?

R: Uma herança é algo que o senhor não merecia, mas que lhe foi transmitido pelos pais ou por outras pessoas. Pode ser o nosso país, nossas leis, nossa terra, nossa riqueza, nosso tempo, nossa saúde, nossa igreja e nossa vizinhança. Podemos valorizá-la, devemos cuidar dela, mas não devemos ser arrogantes e pensar que a merecemos mais do que os outros.

Como mostra Deuteronômio 26:2-4, devemos ser gratos a Deus por isso. Devemos também ser amorosos e compartilhar com os outros.

P: Em Dt 26,2, de que maneiras podemos não apenas dar a Deus, mas oferecer-Lhe as primícias hoje?

R: Se o senhor esteve desempregado e acabou de conseguir um novo emprego, o senhor espera até se estabilizar e ter uma quantia confortável no banco antes de oferecer a Deus, ou o senhor oferece a Deus imediatamente? O oposto disso ocorre quando o senhor tem um bom investimento, como ações: o senhor investe tudo nele, racionalizando que vai deixá-lo render primeiro antes de oferecer qualquer coisa a Deus, ou o senhor oferece a Deus imediatamente? É claro que não há problema em doar as ações diretamente, em vez de vender algumas e doar o dinheiro.

Você pode oferecer a Deus as primícias do seu tempo, e não apenas o tempo que sobra depois que você já está cansado.

P: Em Dt 26,5-10, por que os israelitas deveriam dizer isso ao trazerem suas primícias?

R: Trazer uma oferta, das primícias e do dízimo, não era apenas uma transação comercial; era um ato de adoração. Eles deviam dizer e refletir sobre essas coisas em seus corações ao trazerem suas ofertas. Deviam lembrar-se do que eram e de onde vinham. Era também um ato de adoração coletiva; o povo estava reunido e podia ouvir os outros dizendo isso.

P: Em Dt 26,13-16, por que as pessoas precisariam testemunhar perante Deus que não haviam consumido nada do próprio dízimo?

R: Obviamente, Deus já sabia o que eles faziam e o que não faziam. Mas esse testemunho solene perante Deus seria visto pelos demais e traria uma culpa ainda maior caso a pessoa estivesse mentindo sobre isso perante Deus.

P: Em Dt 26,16-19, qual é o ponto-chave desta passagem?

R: Isso conclui toda a seção de disposições de Deuteronômio 12:1-26:19. Resume, de maneira geral, as bênçãos de Deus ao povo e as responsabilidades que o povo tem perante Deus por essa aliança que fez.

P: Em Dt 27,1, por que tanto os anciãos quanto Moisés dariam ordens ao povo?

R: Este é o único trecho em Deuteronômio em que tanto os anciãos quanto Moisés dão ordens ao povo. Moisés está idoso e prestes a falecer em breve, e não estaria presente na cerimônia. O povo recebe instruções sobre o que fazer no Monte Gerizim e no Monte Ebal após entrar na Terra Prometida, mas Moisés foi informado de que faleceria antes que eles entrassem. A título de observação, Moisés é mencionado na terceira pessoa no início do primeiro discurso em Deuteronômio 1:1,5, no final do primeiro discurso em Deuteronômio 4:41,44; no início do segundo discurso em Deuteronômio 5:1 e no início do terceiro discurso aqui em Deuteronômio 27:1.

P: Em Dt 27:2-8, por que essas palavras foram registradas de forma tão destacada?

R: As primeiras pessoas que fizeram isso podiam ouvir as palavras, mas elas deveriam ser claramente exibidas para que todos pudessem ler, tanto naquela época quanto no futuro.

P: Em Dt 27:4-14, por que houve uma renovação do compromisso neste momento?

R: Trata-se de uma reunião muito grande, realizada uma única vez, e eles nem mesmo estavam fazendo uma nova aliança; ao contrário, estavam renovando uma aliança já existente. Isso é semelhante a um casal de idosos que decide realizar uma segunda cerimônia de casamento para renovar seus votos matrimoniais. Outros exemplos de renovação (e não de celebração) de uma aliança são a reconfirmação de Josué, filho de Num, como líder do povo em Josué 24 e 1 Samuel 12; a dedicação do Templo de Salomão em 1 Reis 8 e 2 Crônicas 5; e, em certa medida, a grande celebração da Páscoa de Ezequias em 2 Crônicas 30. Este último não foi um evento de renovação separado, mas eles realizaram muitos mais sacrifícios e celebraram a festa por mais sete dias.

P: Em Dt 27,4-14, quando devemos realizar uma renovação de compromisso?

R: Embora a renovação do compromisso não seja obrigatória, em geral é bom realizá-la para lembrar às pessoas que o senhor lidera, bem como a si mesmo, do compromisso anterior de servir a Deus de todo o coração. Especificamente, em Deuteronômio 27, vemos uma renovação do compromisso logo antes de eles empreenderem uma tarefa importante, na qual haveria uma grande tentação de ceder e correr atrás de outros deuses, ou de ser preguiçoso e tentar servir a Deus apenas pela metade. Em 1 Reis 8 e 2 Crônicas 5, assim como na dedicação do templo, devemos renovar nosso compromisso ao dedicar um edifício ou uma criança ao Senhor. Assim como em 2 Crônicas 30, com Ezequias, podemos realizar uma renovação quando nós, ou as pessoas que lideramos, deixamos de nos dedicar a seguir a Deus, nos arrependemos e desejamos nos comprometer novamente a segui-Lo plenamente.

P: Em Dt 27,5, por que não podiam usar ferramentas de ferro ao construir um altar, já que as ferramentas de ferro proporcionariam um acabamento mais bonito e mais bem esculpido do que a pedra, metais mais macios ou a ausência de ferramentas?

R: A Escritura não diz, mas podemos identificar duas razões. Primeiro, os hebreus não possuíam ferramentas de ferro e dependiam das nações vizinhas para obtê-las. Isso ocorreu antes da Idade do Ferro no Oriente Médio. Os egípcios já possuíam ferramentas de ferro sofisticadas há mil anos, mas elas eram raras no Egito, pois eram produzidas apenas a partir da forja de ferro meteorítico. Portanto, eles conheciam o ferro, mas havia tão poucas ferramentas porque (com exceção dos hititas) a maioria das culturas não sabia como construir fornos quentes o suficiente para fundir o ferro. Em segundo lugar, ferramentas de ferro (não de aço) proporcionariam um resultado bonito a princípio, mas se algum resíduo de ferro permanecesse na pedra, ele enferrujaria e deixaria a pedra com uma cor marrom feia posteriormente.

Há aqui uma metáfora para nós hoje. Quando fazemos coisas por Deus, seja por motivos egoístas, seja utilizando meios antiéticos ou de outra forma contrários à vontade divina, o resultado pode durar, mas permanece com uma feiura inerente — o paradoxo de nosso esforço humano tentar fazer coisas por Deus sem a orientação de Deus ou mesmo sem o Seu desejo. Pense nos conquistadores que alegavam conquistar reinos ou fazer cativos, ou mesmo na Inquisição Católica Romana, alegando fazer essas coisas “pelo Senhor”. Às vezes, Deus prefere que uma pessoa simplesmente seja preguiçosa e não faça nada, a que pratique o mal alegando fazê-lo por Ele.

P: Em Dt 27,9, o que há de significativo no fato de os israelitas se tornarem um povo do Senhor?

R: Há dois aspectos, ambos explicitados em Deuteronômio 27:12-13. Como o povo era especial para o Senhor, Deus abençoaria especialmente sua obediência. Por outro lado, eles seriam amaldiçoados por desobedecerem a Deus, ainda mais do que outros povos. Lembre-se de que os israelitas conheciam a vontade de Deus mais do que outros povos daquela época e eram responsáveis tanto pelo que sabiam quanto por seu compromisso de ser um povo de Deus.

Para os crentes do Novo Testamento, Tiago 3:1 diz que muitos não devem se tornar mestres, pois os mestres serão julgados com maior rigor. Para os incrédulos, 2 Pedro 2:21 afirma que é melhor para uma pessoa não conhecer o caminho da verdade do que conhecê-lo e rejeitá-lo.

P: Em Dt 27,12, por que o Monte Gerizim e o Monte Ebal?

R: A Escritura não o diz, mas podemos ver que essas duas montanhas ficavam bem no meio da terra, com a cidade de Siquém entre elas. O Monte Gerizim ficava a cerca de 28 milhas e o Monte Ebal a cerca de 40 milhas ao norte de Jerusalém. Ambos ficavam a cerca de 24 e 18 milhas a oeste do rio Jordão e, entre eles, havia uma passagem; Siquém ficava no lado leste da estreita passagem, a cerca de 18 milhas do Jordão. Os levitas ficavam no meio, em Siquém, de acordo com Josué 8:33.

Qual montanha, Ebal ou Gerizim, o senhor vai escalar?

P: Em Dt 27,15-26, por que todo o povo precisava dizer “amém” neste contexto?

R: Isso NÃO significa apenas que eles acham que é uma boa ideia ou que concordam. Trata-se, na verdade, de se colocarem sob juramento de que se submetem voluntariamente a essa lei e às suas consequências. Eles estão ratificando a aliança tanto para si mesmos quanto para seus descendentes.

De forma semelhante, o termo “amém” foi usado para colocar um signatário de tratado sob juramento no tratado de Nimrud de Esar-Hadom, bem como na resposta dos soldados hititas. Ver Wiseman, Vassal-Treaties, p. 26, e Ancient Near East Texts, pp. 353-354.

P: Em Dt 27,19, por que alguém seria amaldiçoado por causa de suas relações com estrangeiros, órfãos e viúvas?

R: Isso faz parte de uma seção, Deuteronômio 27:16-19, sobre tratar mal outras pessoas. Essa maldição é dirigida contra aqueles que se aproveitam ou prejudicam, sem motivo, os estrangeiros na terra ou outras pessoas que não tenham condições de se manifestar e se defender. A Escritura não especifica aqui um motivo específico para causar dano a alguém; pode ser ganância, aversão aos pobres ou aos não cidadãos, ou simplesmente por diversão sádica; é errado independentemente do motivo. A Escritura é extremamente vaga aqui quanto ao que especificamente é proibido fazer. Não são necessários mais detalhes aqui, pois isso abrange tudo o que se possa fazer que seja injusto ou cruel para com os indefesos. Esse é o outro lado da moeda de “faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você”.

P: Em Dt 27,21, por que essa maldição contra aqueles que mantiveram relações sexuais com animais?

R: De acordo com a obra de Raymond Brown, *The Message of Deuteronomy*, p. 266, isso era um aspecto do processo pelo qual um adorador se tornava um com os deuses hititas.

P: Em Dt 27,24, por que um ataque secreto é amaldiçoado?

R: Seria tolice um assassino ou bandido atacar abertamente, pois seria pego. Mas o ponto aqui é que, mesmo que seja secretamente — e fosse tão secreto que ninguém na terra jamais descobrisse —, Deus ainda assim saberia. Não traia os outros pelas costas.

P: Em Dt 28,1-14, quais são as principais categorias dessas bênçãos?

R: Elas incluem a agricultura (28:8, 11a, 11c, 12a), a família (28:11b), as finanças (28:12b), as questões militares (28:7, 10, 13) e o aspecto espiritual (28:9).

P: Em Dt 28, por que o Livro das Lamentações é tão semelhante a este capítulo?

R: Eles são muito diferentes em estilo, uma vez que Lamentações foi escrito mil anos depois, de maneira precisa e poética. No entanto, o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 1209, destaca que há quinze semelhanças no conteúdo. Isso provavelmente se deve ao fato de que o autor de Lamentações (muito provavelmente Jeremias) estava deliberadamente tentando mostrar como o desastre ocorrido não foi um evento fortuito, mas sim Deus cumprindo deliberadamente as maldições proféticas de Deuteronômio 28.

Todo o livro de Lamentações pode ser visto como uma resposta à pergunta em Deuteronômio 29:34.

P: Em Dt 28,15-68, por que as maldições são quatro vezes mais longas do que as bênçãos em Dt 28,1-14?

R: Era comum, nos antigos tratados de suserania, que houvesse bênçãos e maldições no final. Era comum que as maldições por violação do tratado fossem mais numerosas do que as bênçãos. Paulo falou que aqueles que estavam sob a lei estavam sob maldição; e isso era verdade quando violavam a lei. No entanto, ao contrário de Deuteronômio, os tratados de suserania não continham disposições relativas ao perdão.

P: Em Dt 28,20. Qual é a confusão profetizada aqui?

R: Essa palavra pode ser melhor traduzida como “pânico”. Pode-se pensar nela como um pânico enviado por Deus. A mesma palavra é usada para descrever os egípcios que se afogaram no Mar Vermelho, em Êxodo 14:23-28.

P: Como Dt 28,28-40 se relaciona com as isenções militares em Dt 20,5-8?

R: As três isenções militares se aplicavam ao homem que acabara de plantar uma vinha, ao que se tivesse desposado com uma mulher ou ao que tivesse medo de ir para a batalha. Deuteronômio 28:30 menciona duas delas: o desposado com uma mulher e o que plantou uma vinha. Deuteronômio 28:39-40 amaldiçoa os desobedientes, dizendo que plantarão vinhas, mas não desfrutarão delas. Deuteronômio 28:28, 34 e 65 fala sobre eles ficarem enlouquecidos, trêmulos e em pânico (confusão).

P: Em Dt 28:55-58, por que Deus decidiu que os israelitas desobedientes se tornariam canibais e comeriam seus próprios filhos?

R: Deus não desejava isso, mas os advertiu de que o castigo por sua desobediência seria um cerco a Jerusalém tão severo que Ele previu que isso aconteceria. Infelizmente, isso realmente ocorreu, conforme 2 Reis 6:24-29 e Lamentações 2:20; 4:10.

P: Em Dt 28,64 e 3,27, por que o exílio foi profetizado?

R: Isso aconteceu com o reino do norte quando os assírios o conquistaram em 722 a.C., e com o reino do sul quando os babilônios o conquistaram em 586 a.C. Mas isso não pareceria muito chocante para os primeiros leitores, pois, fora da Bíblia, já se sabia, por volta de 1.800 a.C., que um conquistador exilava os habitantes que havia conquistado, conforme menciona Keneth A. Kitchen em *New Perspectives on the Old Testament*, de J.B. Payne, p. 507, e também em *The Bible*, do próprio Kitchen, pp. 120-122.

P: Deuteronômio 28:68 profetizou um segundo cativeiro no Egito, como afirma o muçulmano Ahmad Deedat?

R: Trata-se de uma profecia condicional, caso eles persistissem em sua rebelião. Ela não profetiza um cativeiro no Egito, mas sim que eles fugiriam voluntariamente para o Egito. Depois que os babilônios exilaram a maioria dos judeus para a Babilônia, muitos dos que restaram optaram por fugir para o Egito, levando consigo Jeremias, que não desejava ir. Jeremias 41:11-44:30 apresenta uma discussão detalhada sobre o que aconteceu.

Mais tarde, quando os romanos esmagaram a rebelião judaica em 70 d.C., após a captura de Jerusalém, enviaram 17.000 judeus adultos ao Egito para trabalhos forçados e venderam todos os menores de 17 anos, conforme o livro 6, capítulo 9.2, de “A Guerra dos Judeus”, de Josefo. Por volta de 135 d.C., o imperador romano Adriano também vendeu muitos judeus como escravos, de acordo com a “Carta a Jeremias” de Jerônimo, capítulo 31.

P: Deuteronômio 29:1-29 é um resumo de Deuteronômio 28 ou uma introdução a Deuteronômio 30?

R: Ambos, pois pode ser considerado uma transição. Trata-se de uma recapitulação do que veio antes e de uma introdução ao que se segue. As Bíblias judaicas chamam Deuteronômio 29:1 de Deuteronômio 28:69.

P: Em Dt 29,3-4, por que os sinais milagrosos e as maravilhas, por si sós, não podem levar à fé em Deus?

R: Devido à pecaminosidade das pessoas e à sua habilidade em encontrar explicações alternativas, é necessária a auto-revelação de Deus. O povo de Deus naquela época percebeu isso e contou a seus filhos e netos, que, por sua vez, transmitiram a seus descendentes. No entanto, muitas vezes os filhos não aprendem com as dificuldades vividas por seus pais; eles insistem em aprender por conta própria com as adversidades. João 2:18-21; 6:30; 9:40-41; 10:38; 13:7 e outros versículos demonstram o mesmo.

P: Em Dt 29,16-18, de que maneira alguns frequentadores da igreja tentam “se eximir” da obediência a Deus?

R: Eles podem fazer tudo certo externamente e podem obedecer a Deus em muitas áreas, mas pode haver uma ou duas áreas em que pensam erroneamente que “o mandamento de Deus não se aplica a mim neste caso”. Pode ser uma racionalização de que precisam mentir para fazer vendas, precisam ter relações sexuais fora do casamento porque acham que estão em um casamento infeliz, precisam roubar porque Deus não lhes provê o suficiente de outra forma, que seu mau humor ou linguagem imprópria são aceitáveis porque não conseguem evitar — que essa é a sua personalidade —, ou que podem fazer algo em segredo porque as pessoas não vão descobrir. Mas Deus sabe, e Deus não “isentou” ninguém de buscar a santidade Nele. Cristo não veio para ficar do nosso lado. Pelo contrário, Ele veio para que fôssemos Seus e estivéssemos do Seu lado.

P: Em Dt 29,18 e Hb 12,15, qual é a raiz da amargura mencionada aqui?

R: As pessoas, mesmo os crentes, podem tornar-se amargas por muitas razões. Pode ser devido a dificuldades atuais, inveja dos outros ou, de modo geral, à não aceitação do que Deus está fazendo. Isso pode levar a buscar um ídolo ou outra coisa qualquer, ou a derrubar uma barreira contra o pecado, caso sinta que Deus não se importa ou que esteja zangado com Deus. As principais razões são o abandono de Deus (28:20); atos de desobediência (28:15, 20, 45, 58), ingratidão para com Deus (28:47) e uma consequência da adoração a outros deuses (28:64; 29:16-17).

No entanto, em vez de apenas “amargura”, os textos hebraico e grego dizem, na verdade, “raiz da amargura”. A imagem aqui é a de uma planta nociva que cresce com o tempo, à medida que o ambiente hostil a alimenta.

P: Em Dt 29:18 e Hb 12:15, como é que algumas pessoas se tornam amargas hoje em dia, e o que podemos fazer para evitar nos tornarmos assim?

R: Em primeiro lugar, reconheça o perigo. Em segundo lugar, ore a Deus para que o proteja disso. Em terceiro lugar, decida “traçar um limite” e não se tornar assim. Em quarto lugar, mantenha os olhos fixos em Deus e em Suas promessas. Por fim, perceba que este mundo é, de qualquer forma, temporário, e que as lutas que enfrentamos agora não são nada comparadas às alegrias que teremos no céu, como diz 2 Coríntios 4:17.

P: Em Deuteronômio 29:28, por que Deus iria expulsar Seu povo desobediente e levá-lo para outra terra?

R: Vamos inverter a pergunta. Se eles eram desobedientes a Deus, por que pensariam que Deus ainda desejaria que desfrutassem da terra que Ele lhes deu? Se o povo escolheu se afastar de Deus, Deus pode se afastar deles. Isso aconteceu durante o exílio. Em outro sentido, todos nós somos exilados, já que a humanidade foi expulsa do Jardim do Éden.

P: Em Dt 29,29, o que significa que as coisas secretas pertencem a Deus, mas as coisas que Ele revelou são nossas para sempre?

R: Há dois tipos de conhecimento diferenciados aqui.

1. Coisas secretas (ocultas) que Deus não nos revelou. Não temos a responsabilidade de conhecê-las nem de obedecer a elas. Algumas dessas coisas talvez só venhamos a saber quando chegarmos ao Céu, e outras talvez nunca venhamos a saber. Mas tudo bem. Os pensamentos e os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos, como diz Isaías 55,8-9.

2. Coisas reveladas (desveladas) que Deus nos revelou e pelas quais somos responsáveis por conhecê-las, obedecer a elas e ensiná-las aos nossos filhos e a outras pessoas.

P: Em Dt 30,1-2, poderíamos pensar que os israelitas foram extremamente insensatos por verem todas essas coisas e, mesmo assim, se afastarem de Deus. Mas quais são algumas coisas hoje em dia que as pessoas veem a respeito de Deus e, ainda assim, não aprendem a lição?

R: A disciplina não necessariamente ajuda a ninguém; depende de a pessoa aceitá-la e se arrepender. Às vezes, ela pode tornar as pessoas mais obstinadas. Existem alguns pecados que as pessoas continuam cometendo, mesmo depois de terem visto sérias consequências negativas decorrentes deles? Não apenas drogas e álcool, mas também no que diz respeito à pureza, à honestidade e ao tratamento respeitoso das pessoas. Acã e Judas buscaram ganhos materiais. Gideão e Sansão, basicamente, adoravam a si mesmos.

P: Em Dt 30,6, foi Deus quem circuncidou o coração dos israelitas, ou cabia aos próprios israelitas fazê-lo, como diz Dt 10,16?

R: Isso é como perguntar se somos responsáveis pela fé ou se é Deus quem nos dá a fé. A resposta correta é ambas as coisas, pois, seja na salvação, seja na dedicação a Deus, há uma interação entre Deus e a pessoa. O fato de Deus circuncidar nossos corações também é abordado em Colossenses 2:11.

P: Em Dt 30,11-14 e Rm 10,8, como você responderia a alguém que diz que as Escrituras são difíceis demais de entender?

R: Às vezes, isso pode ser apenas uma desculpa: “a menos que eu consiga entender tudo, não preciso seguir nada disso”. Mas, para aqueles que têm uma objeção genuína a esse respeito, há três pontos na resposta.

Em primeiro lugar, a Bíblia possui “vários níveis” de compreensão. Algumas partes são tão simples que uma criança do ensino fundamental consegue entender perfeitamente. Até mesmo uma criança da terceira série sabe que pode escolher ser uma “pessoa boa” ou uma “pessoa má” quando crescer. Todos podem compreender que Deus criou tudo, que todos nós pecamos, que Jesus morreu na cruz por nós e ressuscitou dos mortos. Precisamos nos arrepender e crer Nele. Outras partes são muito complicadas, e estudiosos altamente qualificados debatem-se com as implicações de algumas doutrinas. Por exemplo, quanto metaconhecimento (sobre hipóteses) Deus possui? Como nascemos com uma natureza pecaminosa? Quando Satanás tentou Jesus, Ele era impecável? Na ressurreição, como nossos corpos serão semelhantes, mas diferentes do corpo de Jesus? Além disso, às vezes a mesma passagem pode ser lida e compreendida em diferentes níveis: um nível básico (mas verdadeiro) e um nível mais profundo (mas também verdadeiro).

Em segundo lugar, os crentes devem orar pedindo compreensão ao Espírito Santo. Ele pode nos orientar sobre quais interpretações são corretas e quais são falsas. Paulo faz alusão a isso quando cita Deuteronômio 11:14 em Romanos 10:8.

Por fim, temos uns aos outros: outros crentes, tanto aqueles que vivem na mesma época que nós quanto aqueles que registraram suas percepções e sabedoria há muito tempo.

P: Em Dt 30,15-20, Moisés afirmou que (antes de Cristo) uma pessoa era justificada pela obediência à Lei?

R: Na verdade, Moisés e a Bíblia nunca dizem isso. Essa passagem mostra as bênçãos e a comunhão com Deus decorrentes da obediência à Lei, bem como as maldições para o povo da aliança de Deus que desobedece à Lei, mas a Lei não salvava. Jesus Cristo proporcionou a justificação a todos os que creram, seja nos tempos anteriores a Cristo, seja nos posteriores.

P: Em Dt 30,19; Js 24,15-18, por que há ênfase na escolha?

R: Eles não deviam apenas ouvir e concordar intelectualmente; deviam escolher viver sua vida de maneira piedosa, o que incluía dizer não às coisas ímpias. É o oposto de certas pessoas que Paulo menciona em 2 Timóteo 3:7, que estão sempre aprendendo, mas nunca conseguem reconhecer a verdade. Quanto ao evangelho, é preciso fazer uma escolha.

P: Em Dt 31,1-3.7-8, como evitamos pensar que o sucesso no ministério pode depender inteiramente de apenas uma pessoa?

R: Deus resolveu o problema ao levar Moisés embora. Mas, antes disso, Moisés havia preparado Josué para assumir o comando. Hoje, às vezes, se um grupo de pessoas estiver liderando, não haverá um choque repentino caso uma pessoa seja retirada. Além disso, devemos refletir sobre a sucessão e sobre quem assumirá a liderança depois de nós. Por fim, uma organização liderada por anciãos é mais resiliente do que aquela com apenas um único líder.

P: Em Dt 31,3, como eram os povos de Canaã, e existe algum povo semelhante a eles atualmente?

R: Muitos povos viviam na terra de Canaã. Colônias de hititas e amorreus vieram da Ásia Menor. Alguns filisteus e povos do mar chegaram naquela época vindos do noroeste. Um dos povos mais incomuns era o dos anacim. Foram encontrados ossos que indicam que alguns deles tinham 10 pés e meio de altura. Acredita-se, porém, que a maioria dos cananeus tenha vindo do norte da Arábia. Considera-se que um povo que vive atualmente seja “primo” dos cananeus; eles vivem no Catar.

Canaã era governada por um grande número de pequenas cidades-estado; elas tinham grande experiência em guerras entre si. Suas muralhas eram mais espessas do que as das cidades israelitas, construídas séculos mais tarde. Tanto a parte norte quanto a parte sul de Canaã pagavam tributo ao Egito. Josué derrotou trinta e um reis em ambas as regiões. No entanto, as planícies não foram conquistadas porque os cananeus utilizavam carruagens, que eram armas eficazes nessas planícies.

A religião dos cananeus era ao mesmo tempo decadente e cruel. Cada região adorava um senhor local, ou Baal. Os cananeus também veneravam a deusa Astarte (ou Ishtar), a deusa do sexo e da guerra. Numa lenda, seu marido, o deus Tamuz, foi enviado para o inferno por ela (que senhora simpática!). Três elementos “atraentes” dessa religião eram o sexo, a violência e o materialismo. Eles não apenas sacrificavam animais, mas seus filhos primogênitos tinham que “passar pelo fogo”. Cada templo se sustentava por meio de sacrifícios e, em parte, pela prostituição “sagrada” das sacerdotisas. Como os cananeus possuíam uma civilização mais sofisticada e sua religião certamente apelava mais para a carne do que para a adoração a Deus, era uma grande tentação para os israelitas se afastarem do Deus Vivo.

É fácil olhar para o assassinato de bebês e a prostituição e deixar de perceber outra coisa realmente maligna. Em muitas culturas, algumas pessoas cometem assassinatos e se tornam prostitutas, mas o grande mal é este: se um cananeu desejasse sinceramente buscar o Criador e levar uma vida boa e moral, lhe ensinavam que o único caminho era matar seu primogênito e cometer fornicação. Você consegue imaginar como seria quase impossível buscar um Deus moral se o único caminho que você conhecesse fosse por meio desses atos ímpios?

Devido ao grande pecado dos cananeus (Gênesis 15:16) e por causa da tentação (Deuteronômio 7:16), Deus ordenou que fossem totalmente destruídos (Deuteronômio 20:16-18). Podemos refletir sobre quão grave o pecado deve se tornar para que Deus aniquile um povo, mas não podemos, de fato, questionar o direito de Deus de fazer com Sua própria criação o que Ele desejar.

P: Em Dt 31,6; 31,7; e Josué 1,6-7; 8-18, por que a ênfase em ser forte e corajoso?

R: Pode ser porque alguns de nós temos a tendência de ser fracos e medrosos. Não devemos ter uma autoconfiança arrogante, mas devemos confiar no que Deus pode fazer por meio de nós. Mas há uma segunda razão. Em vez de ficarem com medo e em pânico, muitas pessoas prefeririam jogar pelo seguro e não causar problemas. Contra ambas essas atitudes, os crentes devem ser fortes e corajosos.

P: Em Dt 31,7-8,23; 32,44; 34,9, como escolher sabiamente alguém como seu sucessor?

R: Em primeiro lugar, é preciso perceber que é necessário escolher um sucessor. Em seguida, ore e pergunte a Deus. No entanto, ainda é preciso examinar a pessoa e usar seu discernimento também. Josué havia passado muito tempo com Moisés e no Tabernáculo. Ele havia provado seu valor quando, junto com Calebe, foi um dos dois únicos espias que apresentaram um relatório favorável, com fé de que poderiam entrar na terra. Moisés tinha Josué ao seu lado com frequência, de modo que, dia após dia, pôde treiná-lo. Portanto, Josué não foi apenas escolhido, mas também preparado. Quando Moisés mencionou Josué publicamente aqui, ninguém ficou surpreso.

P: Em Dt 31,24-26, por que essa lei não foi colocada dentro da arca?

R: Essa lei, ou seja, o Livro de Deuteronômio, foi colocada ao lado da arca. Apenas três coisas estavam dentro da arca: os Dez Mandamentos, a vara de Arão que brotou e um pote de maná. Mas isso era para que as pessoas, especialmente os reis, lessem. Os sacerdotes deveriam ler isso ao povo a cada sete anos, conforme Deuteronômio 31:9-10, na Festa dos Tabernáculos. Quantas pessoas hoje leem as Escrituras na íntegra, pelo menos uma vez a cada sete anos? Pode-se pensar que a função dos sacerdotes consistia principalmente em ler as Escrituras, mas isso seria ignorar o ponto principal. Em vez disso, tanto por meio de encorajamento quanto pelo exemplo, os sacerdotes deviam exortar o povo a ler a Bíblia e a conhecer a lei de Deus; a leitura de Deuteronômio uma vez a cada sete anos fazia parte disso. No entanto, o “Comentário Bíblico MacArthur”, pp. 238-239, considera que se tratava de toda a Torá, e não apenas de Deuteronômio.

P: Em Dt 32,1-44, o que há de interessante nesse cântico?

R: Trata-se de “aprender cantando”. Não se trata, em primeiro lugar, de um cântico de louvor ou de lamento, mas sim de um cântico didático de instrução e profecia, com alguns versículos (32:3-4, 8) que exaltam o caráter de Deus. Não são apenas palavras que soam bem, mas uma expressão da vontade de Deus e um guia para a vida e a morte entre o povo de Deus. Se alguém memorizasse esse cântico, teria um resumo da importância da lei. Ao contrário dos testamentos modernos, um testamento feito naquela época era irrevogável.

P: Em Dt 32,1-4, por que há sempre uma ênfase no louvor a Deus?

R: Isso glorifica a Deus, mas também nos afeta. Como disse C. S. Lewis (em “Reflexões sobre os Salmos”, p. 94-95), não pode haver verdadeiro prazer em algo sem que haja apreciação.

P: Em Dt 32,5, por que se menciona aqui uma geração perversa e desonesta?

R: Trata-se de uma geração que rejeitou o Messias de Deus. Jesus chamou assim a geração de Seu tempo em Mateus 17,17. Pedro e Paulo também utilizam essa expressão em Atos 2,40 e Filipenses 2,15.

P: Em Dt 32,8 e seguintes, de que forma a tradução da Septuaginta influenciou o texto neste ponto?

R: A Septuaginta diz: “Quando o Altíssimo dividiu as nações, quando separou os filhos de Adão, Ele estabeleceu os limites das nações de acordo com o número dos filhos/anjos de Deus.”

P: Em Dt 32,10; Sl 17,8; Zc 2,8, o que é a menina dos olhos?

R: Refere-se à pupila, ou ao centro do olho. Significa algo que é considerado de grande valor e pelo qual se tem muito carinho.

P: Em Dt 32,11a, como é que uma águia “agita” o ninho?

R: É preciso estar muito familiarizado com o comportamento das águias para compreender isso. O filhote de águia tem uma vida bastante confortável no ninho; não precisa fazer nada e recebe comida de graça o tempo todo. Ele sabe disso e, normalmente, não quer arriscar perder algo tão bom e partir. Mas a mãe começa a destruir o ninho em que o filhote se encontra, forçando-o a começar a voar e a cuidar de si mesmo. Às vezes, a águia tenta voar, desce até o chão e fica presa lá por um tempo. Tudo bem; os pais levarão comida para a águia que está no chão até que ela consiga voar sozinha.

P: Em Dt 32,11 e seguintes, quais aves colocam seus filhotes sobre as asas?

R: Apenas as aves de rapina (a Palestina possui 44 espécies) têm asas fortes o suficiente para fazer isso. Pelo menos uma delas, a águia-real, é conhecida por carregar seus filhotes nas asas. Elas mergulham por baixo dos filhotes e voam para cima com os filhotes nas costas, quando estes estão aprendendo a voar, de acordo com a edição de abril de 2001 da revista National Geographic.

Consulte 29/06/2025 para obter mais informações.

P: Em Dt 32,15; 33,5; 33,26 e Is 44,2, quem é Jeshurun aqui?

R: Trata-se de uma metáfora, e Jeshurun é um apelido carinhoso para Israel, que significa “o reto” ou “o justo”. A ideia é que Israel, originalmente, agradava ao Senhor. Mas, assim como um animal bem alimentado pode dar uma coice no dono que o alimenta, trata-se de uma profecia poética de que o povo de Deus, Israel, se rebelaria contra Deus. Eles adorariam outros deuses, que eram, na verdade, demônios, de acordo com Deuteronômio 32:16-17.

P: Em Dt 32,15, por que alguns filhos de crentes crescem e se afastam de Deus?

R: Pode haver uma variedade de razões.

A tentação de seguir outras coisas. Isso inclui a influência de um namorado, cônjuge ou outros membros da família.

Materialismo

Orgulho e arrogância

Inconsistência e hipocrisia dos crentes que eles observaram.

Medo e perseguição

A apatia decorrente da prosperidade. Há uma lição a ser aprendida aqui: a prosperidade pode ser uma provação mais perigosa do que os tempos difíceis.

Por trás da maioria dessas questões estão duas que eles afirmam categoricamente: “Deus é suficiente?” e “O caminho de Deus é o melhor caminho?”.

P: Em Dt 32,12.16, por que o Senhor está tão indignado com os deuses estrangeiros?

R: Deuteronômio 2:16 diz que isso provoca ciúmes em Deus. Assim como um marido ou uma esposa pode sentir ciúmes se seu cônjuge estiver tendo um caso, Deus também sente ciúmes quando as pessoas buscam outros deuses. Além disso, no versículo 16, Deus chama a adoração deles de abominações. Em certo sentido, a Terra é um campo de batalha onde os demônios lutam contra Deus. O objetivo ou “prêmio” é ter pessoas que sejam leais aos demônios e que acreditem, sigam ou adorem os demônios.

Certa vez, quando eu jogava pelo time de basquete da escola, marquei a cesta decisiva. Veja bem, era um salto entre dois, e o árbitro, sem querer, nos alinhou ao contrário. Desviei a bola, peguei-a e arremessei. Ela entrou, mas, infelizmente, acabei acertando acidentalmente a cesta do time adversário. Pior ainda, perdemos a partida por um ponto. Fiquei com muita vergonha. Uma das regras tácitas do basquete é: não marque pontos para o time adversário. Isso é mais ou menos o que acontece quando se adora deuses estrangeiros.

P: Em Dt 32,21, o termo “povo insensato” aqui se refere aos árabes pré-islâmicos, como afirma o muçulmano Ahmad Deedat?

R: Isso também pode ser traduzido como “povo lento para aprender”, mas, independentemente disso, não há motivo para que isso se refira aos árabes mais do que aos gentios em geral. Especificamente, os primeiros cristãos que não tinham origem judaica eram principalmente gentios do Império Romano. Os árabes não constituíam um grupo étnico muito populoso.

P: Em Dt 32,28-33, como é que o discernimento terrível constitui um pecado que leva à ruína?

R: Quando não se consegue distinguir o certo do errado — seja por medo, pressão ou medo de perdas —, não é possível orientar os outros. Quando a própria pessoa nem sabe o que é certo e o que é errado, pode cair em qualquer armadilha. Nem toda ignorância é inocente. Parte dela decorre de um esforço consciente para não se importar se algo é certo ou errado.

Metaforicamente, as pessoas más teriam vinho em abundância, mas elas mesmas não percebiam — ou então percebiam, mas não se importavam — que seu vinho era o vinho do veneno de cobra. Hoje em dia, as pessoas fazem coisas como usar drogas, embriagar-se e fumar, envenenando assim seus próprios corpos.

P: Em Dt 32,48, a ira de Moisés foi um “pecado que leva à morte”, conforme mencionado em 1 Jo 5,16-17, uma vez que ele foi punido com a morte antes de entrar na terra prometida?

R: Não, isso é fundamentalmente diferente do caso de Ananias e Safira (Atos 5:1-11), de alguns crentes que trataram a Ceia do Senhor com leveza (1 Coríntios 11:31,32), da rebelião de Coré (Números 16) e do pecado de Acã (Josué 7:16-26). Os outros morreram imediatamente, enquanto Moisés viveu muitos anos antes de morrer. O pecado de Moisés foi um pecado que leva à morte apenas no sentido de que Adão, Eva e todos nós morreremos como consequência do pecado.

P: Em Dt 32,49, até onde Moisés conseguia enxergar do Monte Nebo?

R: O Monte Nebo ficava a 2.700 pés acima do nível do mar e a 4.000 pés acima do Mar Morto. Em um dia claro, é possível ver dali o norte do Mar da Galiléia e o sul do Mar Morto.

P: Em Dt 32,50, uma vez que há vida após a morte, o que significa “reuniu-se ao seu povo”?

R: Isso significa simplesmente que Moisés se reuniu aos israelitas que já haviam falecido. Em outras palavras, Moisés faleceu.

P: Em Dt 33,1-29, quando e como devemos proferir palavras de bênção sobre os outros hoje?

R: Devemos abençoar outras pessoas cuidando delas e realizando atos de amor por elas, mas isso não é o que está em questão aqui. Existem três maneiras.

Ore por elas (na ausência delas): Com que frequência o(a) senhor(a) ora pela sua família, pelas pessoas da igreja e pelos não crentes?

Ofereça-lhes palavras de encorajamento: edifique-os com uma visão de quem eles poderiam ser e, com sorte, de quem estão se tornando. Incentive-os a perseverar e a buscar o cerne da vontade de Deus, não apenas ficar à margem. Lembre-os de que o caminho de Deus é o melhor caminho. Em última análise, não existe algo como “pecado bem-sucedido”. As bênçãos de Moisés eram uma combinação de orações, louvores, profecias e mandamentos.

Ore por eles na presença deles: além de orar com eles, ore também por eles, para que Deus os abençoe com as coisas verdadeiramente importantes; o conhecimento de si mesmo, uma fé bem fundamentada e que o amor de Deus transborde em suas vidas.

P: Em Dt 33,2, o fato de Deus resplandecer com 10 mil santos refere-se à conquista de Meca por Maomé, como afirma o muçulmano Ahmad Deedat?

R: Não. Embora o exército de Medina contasse com cerca de 10.000 homens, essa é a única semelhança aqui. Parã ficava em Edom, na atual Jordânia, e não era um local de destaque na Bíblia. Tanto Meca quanto Medina ficam bem ao sul de Parã; portanto, trata-se de uma “interpretação forçada” de centenas de milhas, para dizer o mínimo.

P: Em Dt 33,6-27, por que Simeão não é mencionado nesta profecia?

R: A Escritura não explica, mas, no futuro, Simeão se uniria a Judá e perderia sua identidade como tribo com território independente, conforme 1 Crônicas 4:24-42.

P: Em Dt 33,6, o hebraico diz “que” seus homens sejam poucos ou “que não/nem que” seus homens sejam poucos?

R: Pode ser traduzido de ambas as formas. A Septuaginta era uma tradução grega bastante confiável para os cinco primeiros livros, e seus tradutores entenderam a frase como “que ele seja numeroso”.

P: Em Dt 33,6, por que é justamente sobre Rúben que Moisés diz “que seu povo não seja pequeno”?

R: Muitas profecias de prosperidade foram feitas a outras tribos, mas não a Ruben. As Escrituras não dizem, mas podemos ver uma razão. As tribos de Ruben, Gade e metade de Manassés pediram terras fora de Canaã, no lado leste do rio Jordão; Ruben era a tribo mais ao sul do leste. Recebem o que pediram, com a condição de que prometessem ajudar as outras tribos a conquistar suas terras. Pelo que podemos perceber, essas tribos cumpriram sua promessa. Mas o rio Jordão era, por natureza, muito difícil de atravessar durante grande parte do ano, e as tribos orientais estavam vulneráveis aos edomitas, moabitas, amonitas, sírios e árabes. Havia terra suficiente em Canaã, e essas tribos não agiram com sabedoria ao pedir terras mais difíceis de defender fora de Canaã. Talvez, quando perceberam que poderiam viver nessa terra, tenham se perguntado: “por que ir mais longe”?

Hoje em dia, há muitos que, ao perceberem que algo não é ruim, também perguntam: “por que ir mais longe”? Se o senhor não está totalmente fora da vontade de Deus, o senhor prefere permanecer nesse estado de “por que ir mais longe” ou deseja estar bem no centro da vontade de Deus para o senhor? Uma boa razão para seguir adiante era o fato de que eles estavam vulneráveis a serem arrasados, tanto militar quanto espiritualmente. De fato, na época de Davi, já não se ouve mais falar das duas tribos e meia do leste. Da mesma forma, se o senhor está caminhando com Deus, mas se encontra em uma situação vulnerável — talvez devido à tentação —, em vez de perguntar “por que ir mais longe”, mude suas circunstâncias ou saia desse lugar.

P: Em Dt 33,7, o que essa bênção diz sobre Judá?

R: Trata-se de uma bênção relacionada ao poder, mas é diferente das bênçãos de poder concedidas a Gade e Dã em Deuteronômio 33:20-22. Essa bênção sobre Judá concentra-se exclusivamente em Deus concedendo poder e ajuda para proteger o povo de Deus.

P: Em Dt 33,7, como a realeza de Judá não é mencionada, isso indica que o texto foi composto após a separação das tribos do norte, como afirma o cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 206?

R: Não, seria igualmente válido afirmar que não haveria menção à realeza de Judá se o texto fosse anterior a Davi e ao reino unido, assim como seria válido afirmar que foi redigido após o período do reino unido. Na verdade, como se tratava de bênçãos de Moisés, não havia necessidade de mencionar ou deixar de mencionar a realeza de Judá.

P: Em Dt 33,8-11, o que se diz sobre Levi e a lealdade?

R: Depois que os midianitas tentaram Israel, os levitas empunharam espadas, em obediência à ordem de Deus, e mataram seus próprios compatriotas. A lealdade a Deus e a lealdade aos demais israelitas normalmente seriam a mesma coisa, mas, quando se mostraram diferentes, os levitas optaram por ser leais a Deus. Levi foi amaldiçoado com a dispersão em Israel. No entanto, este é um exemplo de uma maldição que se transformou em bênção.

Podemos ser leais a Deus, ao nosso país, a um presidente, à igreja, à família, a uma empresa, aos amigos etc. Esperamos que não haja conflito ou contradição na lealdade a todos esses. Mas, quando houver, precisamos ter certeza de que nossa lealdade máxima é para com Deus, acima do país, da igreja, da família, da empresa ou dos amigos.

P: Em Dt 33,12, o que está escrito sobre Benjamim e a segurança?

R: Algumas pessoas pensam em segurança o tempo todo. Outras vivem em regiões onde precisam se preocupar com segurança na maior parte do tempo, como em terras devastadas pela guerra. Mas o senhor pode ficar tranquilo sabendo que Deus está cuidando de si. Não há promessa de que os cristãos nunca sofrerão ou serão mortos. Mas o senhor não morrerá até que Deus queira levá-lo para casa.

Havia uma história sobre um avião que foi pego por uma tempestade e o voo estava muito turbulento. Todos pareciam assustados, exceto uma senhora idosa. Perguntaram-lhe por que não estava com medo, e ela respondeu que sabia que iria ver seu filho. Seu filho estava na cidade onde o avião deveria pousar. Mas ela tinha outro filho, um crente que já havia falecido. Ela disse que não sabia se pousariam em segurança ou não, mas sabia que, de qualquer forma, iria ver seu filho.

P: Em Dt 33,16, trata-se da graça de Deus que estava no “Sinai” ou na “sarça”?

R: Como as vogais não eram escritas originalmente, a palavra é SN”, que poderia significar tanto o Monte Sinai quanto a sarça (como na sarça ardente). Independentemente disso, o sentido é o mesmo. Volte-se para Deus, que se manifestou sobrenaturalmente, seja na sarça ardente, seja no Monte Sinai.

P: Em Dt 33,25, o que significa a promessa feita a Aser de que “sua força será igual aos seus dias”?

R: A tribo de Aser terminará bem; eles serão fortes enquanto estiverem na terra, em vez de continuarem ficando cada vez mais fracos. Os cristãos de hoje têm uma escolha à medida que envelhecem; podemos ficar mais fracos física e mentalmente. Mas, esperamos que todos tenhamos “força igual aos nossos dias” espiritualmente. Devemos nos esforçar para “terminar bem”, em vez de ficarmos espiritualmente mais fracos à medida que nosso ambiente e nossas circunstâncias mudam. Precisamos nos empenhar em deixar um legado e terminar bem.

P: Em Dt 33,18-19, que tipo de bênção é essa para Zebulom e Issacar?

R: Essas duas tribos estavam no extremo norte, e Aser ficava bem próximo à costa, desde um pouco ao norte de Tiro até o sul da atual Tel Aviv. A montanha mencionada é provavelmente o Monte Tabor, que separa Zebulom e Issacar. Além de oferecer sacrifícios justos, essa bênção visava a prosperidade material. Entre as florestas do Líbano e a assimilação pelos fenícios, elas tornaram-se muito prósperas; mas à custa de sua vida espiritual. Na época de Davi, já não se falava mais de Aser ou Zebulom; grande parte da tribo fazia parte da Fenícia. De fato, o arquiteto do templo de Salomão, Hiram, mencionado em 1 Reis 7:13, era de Naftali pelo lado materno e de Tiro pelo lado paterno. Aliás, em 1 Reis 9:10-12, Salomão cedeu 20 aldeias da Galiléia a Hiram, rei de Tiro. Poder-se-ia argumentar que foram apenas 20 aldeias, mas não deveria ter sido nenhuma. Salomão construiu seu templo valendo-se de uma importante aliança com o mundo. Essa aliança teve um custo: a doação de 20 cidades do povo de Deus a um rei pagão. Teria sido melhor se o templo não fosse tão belo, sem que o povo de Deus fosse entregue ao paganismo.

P: Em Dt 33,20-23, o que significa essa profecia sobre as tribos de Gade, Dã e o poder semelhante ao de um leão?

R: Essas tribos eram guerreiras, e foi profetizado que seriam guerreiras poderosas. A título de observação, “Bashan” é a região fértil a nordeste de Canaã para onde Dan migrou. Também está relacionada à palavra ugarítica “basan”, que significa víbora. Essa profecia é muito diferente da profecia de prosperidade para Zebulom e Issacar, mencionadas antes delas, ou para Aser, mencionada depois delas. Deus concederia sucesso a Gade e a Dan. No entanto, essas tribos não perduraram, mas foram assimiladas. Não basta ser um bom guerreiro; é preciso também ter cuidado com quem se está lutando. Diz-se que a Segunda Guerra Mundial foi vencida pela determinação da Europa Ocidental, pelo aço americano e pelo sangue russo, pois a Rússia sofreu, relativamente, muito mais mortes do que os Estados Unidos ou o Ocidente. Mas talvez não tivesse havido tantas perdas se eles não tivessem começado a Segunda Guerra Mundial do lado errado, ajudando a Alemanha nazista.

P: Em Dt 34,1-12, como é que o Deuteronômio poderia ter sido escrito por Moisés, uma vez que sua morte é mencionada?

R: A maioria dos cristãos acredita que os dois últimos capítulos de Deuteronômio foram redigidos após a morte de Moisés. É muito provável que Moisés não tenha escrito sobre o que aconteceria após sua morte, pois Deuteronômio 33 diz “ele disse” (em terceira pessoa) em Dt 33:2, 7, 8, 12, 13, 18, 20, 22, 23, 24. No entanto, era comum as pessoas escreverem sobre si mesmas na terceira pessoa. De qualquer forma, pelo menos o capítulo 34 pode ter sido escrito pelo redator de Josué ou pelo próprio Josué.

P: Em Dt 34,1-2, como Moisés viu “toda” a terra?

R: Quando alguém recebia a posse de uma terra, por exemplo, por meio de compra, costumava formalmente “visitar a terra” que estava prestes a possuir. O “toda” aqui não significa cada pé quadrado (nem mesmo o solo do outro lado de cada montanha e edifício). Significa, antes, que Moisés viu a terra como um todo.

P: Em Dt 34,4, como o senhor reage quando Deus permite que o senhor veja algo à distância, mas não faça parte disso?

R: Às vezes, Deus faz isso por disciplina; outras vezes, para nossa proteção; às vezes, isso será adiado; e, outras vezes, não percebemos o motivo. Às vezes, Deus pode nos dar algo, como uma herança, mas só a adquirimos mais tarde, mesmo que queiramos tudo agora. Independentemente disso, não devemos ficar amargurados, mas perceber que o que Deus está fazendo é o que há de melhor para a Sua glória.

Assim como nós, Moisés podia olhar para trás, para sua vida e para o povo, com uma mistura de realização e decepção, de satisfação feliz e de dor.

Então, será verdade que Moisés nunca entrou na terra de Canaã? Talvez isso não seja verdade, pois Moisés e Elias conversaram com Jesus no Monte da Transfiguração, em Mateus 17:1-3. Embora a montanha não seja especificada, se fosse em Canaã, então Moisés acabou chegando lá, afinal.

P: Em Dt 34,5, por que Moisés foi sepultado em um lugar secreto?

R: Moisés subiu sozinho ao Monte Nebo, de modo que nenhum ser humano viu onde ele morreu. As Escrituras não dizem, mas há duas hipóteses.

Josefo, o escritor judeu, afirmou que, se o local fosse conhecido, os israelitas poderiam ter feito um ídolo com o corpo de Moisés. Consulte “1001 Perguntas Bíblicas Respondidas”, p. 311, para mais informações sobre isso.

Judas 9 diz que o arcanjo Miguel e Satanás disputaram o corpo de Moisés. Isso pode ter alguma relação com o fato de que Moisés apareceria mais tarde a Jesus na transfiguração.

P: Em Dt 34,7, como Moisés poderia ter 120 anos e ainda ser forte e ter boa visão?

R: Deus pode preservar a juventude e pode até mesmo restaurá-la, como mostram Jó 33:25; Salmo 103:5; e, possivelmente, Salmo 110:3.

P: Em Dt 34,7, Moisés era tão forte quanto em sua juventude, ou já não conseguia mais sair e entrar, como diz Dt 31,2?

R: Moisés era forte, como quando era mais jovem. Mas, como Deuteronômio 31:2 também diz, Moisés apresentava alguma perda de mobilidade, pois “já não podia mais sair nem entrar”. Contudo, em Deuteronômio 34:1, Moisés ainda conseguia subir o Monte Nebo porque “tinha um funeral para comparecer”. A verdadeira razão pela qual Moisés não pôde entrar na Terra Prometida é apresentada em Deuteronômio 31:3, onde Moisés diz ao povo que Deus havia declarado que ele morreria logo antes de chegar à Terra Prometida. É por isso que Moisés transferiu a liderança do povo para Josué, conforme relatado em Deuteronômio 31:1-8.

P: Em Dt 34:9, em que outros passos do Antigo Testamento o Espírito do Senhor desceu sobre as pessoas?

R: Aqui está uma lista extraída do “Comentário Bíblico MacArthur”, p. 245.

Êxodo 31:3; 35:30,31 — a Betzalel, para lhe conceder habilidade

Números 11:17 — Moisés

Números 11:25 — Os setenta anciãos

Números 24:2 — Balaão, ao profetizar sobre Israel

Deuteronômio 34:9 — Josué para suceder a Moisés

Juízes 3:10 — Otniel

Juízes 6:34 - Gideão

Juízes 11:29 - Jefté

Juízes 14:6, 19; 15:14 - Sansão

1 Samuel 10:10; 11:6; 19:23 - Saul

1 Samuel 16:13 - Davi

1 Samuel 19:20 - Os mensageiros do rei Saul

1 Crônicas 12:18 - Amasa

2 Crônicas 24:20 - Zacarias

Isaías 61:1 - Isaías

Ezequiel 3:24; 11:5 - Ezequiel

Êxodo 28:3 - espírito de sabedoria concedido àqueles que confeccionaram as vestes sacerdotais.

P: Em Dt 34:10, como Moisés pôde escrever que era um profeta maior do que Jesus? (Essa pergunta foi feita por um ateu)

R: Muitos cristãos conservadores não acreditam que Moisés tenha escrito o epílogo de Deuteronômio após sua morte. Devo admitir, porém, que esta é a primeira vez que ouço falar de um ateu que acredita que Moisés tenha escrito após sua própria morte. De qualquer forma, a resposta é a mesma.

Em Deuteronômio 34:10, diz-se que não houve profeta maior “até hoje”. O autor do epílogo de Deuteronômio estava correto, pois isso foi escrito muito antes da vinda de Jesus.

É preciso, no entanto, reconhecer o mérito dos ateus por sua diligência ao examinar a Bíblia e por sua perspicácia em identificar problemas que ninguém mais percebe.

P: Em Deuteronômio, quem realmente escreveu o livro?

R: Deuteronômio foi proferido por Moisés (Dt 1,1-5; 4,1; 4,44-46; 5,1; 29,1-2) ou escrito por ele (31,9; 31,22,24-26). Isso ocorreu por volta de 1406 a.C., embora a parte sobre a morte de Moisés tenha sido provavelmente escrita pouco depois. Os “críticos superiores” liberais têm afirmado que o livro foi escrito por outra pessoa, seja em 701 a.C., entre 520 e 400 a.C., ou durante a reforma de Josias. Aqui estão alguns argumentos que sustentam a visão tradicional de que o livro foi escrito por Moisés.

1) Um ponto-chave da reforma de Josias foi a proibição de sacrifícios em qualquer outro lugar que não fosse Jerusalém, e não faria sentido que um livro posterior mencionasse sacrifícios em Siquém, no Monte Ebal e no Monte Gerizim, sem fazer qualquer menção a Jerusalém. Jerusalém foi mencionada nas tabuinhas de Ebla no século XXIV a.C., de modo que seria de se esperar que um texto da época de Josias (c. 620 a.C.) mencionasse o templo de Jerusalém pelo menos uma vez.

2) Os amalequitas são mencionados em Deuteronômio 25:17-19. Embora fossem um inimigo formidável na época de Moisés e ainda existissem na época de Davi, eles já haviam desaparecido há muito tempo em épocas posteriores.

3) Em Deuteronômio 17:14-20, pareceria estranho mencionar que algum dia eles teriam um rei, se já tivessem tido reis por muitos séculos.

4) Detalhes precisos sobre geografia em Deuteronômio 2:8, 10, 13, 36; 3:14, 17 seriam, na melhor das hipóteses, desnecessários e, mais provavelmente, desconhecidos para um escritor posterior.

5) Em Deuteronômio 3:17, por que se fala de Chinnereth/Kinnereth? Esse era o nome do Mar da Galiléia quando os israelitas chegaram pela primeira vez, mas não posteriormente.

6) Conforme mencionado anteriormente, o texto corresponde aos tratados de suserania entre 2.000 e 1.000 a.C., mas não a períodos posteriores.

P: Em Deuteronômio, como sabemos que o que temos é o que foi originalmente escrito por Filo, o judeu?

R: Como cristãos, confiamos que o Antigo Testamento que possuímos foi validado por Cristo. Aliás, para os muçulmanos, o Alcorão afirma que Jesus recebeu a Torá na Sura 5:46. Temos manuscritos antigos da época de Cristo, assunto abordado na próxima pergunta. No entanto, há uma linha adicional de evidências. Filo de Alexandria foi um estudioso judeu que viveu de 15/20 a.C. a 50 d.C. Ele escrevia em grego, mas é curioso que suas citações do Antigo Testamento em grego correspondam mais estreitamente ao texto masorético hebraico do que à Septuaginta grega. Ele abordou com grande detalhe o significado de diferentes versículos. Aqui estão os versículos aos quais ele se referiu em Deuteronômio.

1:17, 31, 43; 4:1, 4, 6, 12, 19, 29, 39; 5:16, 27, 31; 6:7, 10, 11, 13; 7:1, 7; 8:2, 3, 12, 14, 15, 17, 18; 9:5; 10:9, 10, 16, 17, 18, 20-22; 11:8; 12:28, 31; 13:1, 4, 6; 14:1, 4, 10; 15:1, 6, 8, 12, 16; 16:3, 19-22; 17:6, 15, 18; 18:18; 19:14-17, 19; 20:1, 5, 10, 19, 20; 21:10, 14, 15, 17-21, 23; 22:8, 10, 13, 27; 23:1-5,12-14,16,18,19,21; 24:4,7,10,15,19,20; 25:4,11-13,17,18; 26:1,13; 27:2,3,9,15,17,19; 28:12, 15, 23, 28, 33, 65; 29:4; 30:4, 9-12, 14-15, 20; 32:4, 5, 7, 8, 13, 15, 18, 32, 34, 39; 33:1, 4, 6, 9; 34:4-6, 10

P: Em Deuteronômio, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?

R: Aqui estão os mais antigos.

Manuscritos pré-nicenos de Deuteronômio

Os pergaminhos de Ketef Hinnom (650-587 a.C.) são pergaminhos de prata (por isso sobreviveram) e contêm fragmentos de Êxodo 20:6; Números 6:24-26; Deuteronômio 5:10; 7:9; Neemias 1:5; e Daniel 9:4.
Manuscritos dos Pergaminhos do Mar Morto (200 a.C. a 68 d.C.) — 29 cópias distintas. 620,5 dos 959 versículos de Deuteronômio (64,7%)
Muitos filactérios e mezuzot (usados na testa e nos braços, respectivamente) entre os Manuscritos do Mar Morto
Papiro de Nash (150 a.C.) Êxodo 20:2-17 e Deuteronômio 5:6-6:4 e seguintes.
Septuaginta grega (a mais antiga data de 200-100 a.C.) Centenas de cópias e fragmentos
O Papiro Fouad Inv. 266 (100-1 a.C.) contém mais de cem fragmentos de partes de Deuteronômio 17-33 em grego.
Nahal Hever (50 a.C.-50 d.C.)
O rolo de Masada Mas1C (antes de 69 d.C.) contém Dt 33:17-21; 34:2-6
Rolo de Wadi Murabb’at (Mur XII) (de c. 132 d.C.)
A Recensão Lucianica (312 d.C.), cópia da Septuaginta feita por Luciano de Antioquia
Vaticanus (=B) (325-350 d.C.)
Sinaítico (Si) (340-350 d.C.)
Alexandrino (=A) (c. 450 d.C.)
Os samaritanos fizeram sua própria cópia entre 200 e 100 a.C., embora a mais antiga que se conservou seja da Idade Média.

Os pergaminhos de Ketef Hinnom datam de 650 a 587 a.C., estão gravados em prata (por isso sobreviveram) e contêm fragmentos de Êxodo 20:6; Números 6:24-26; Deuteronômio 5:10; 7:9; Neemias 1:5; e Daniel 9:4.

Manuscritos do Mar Morto: (antes de Cristo) 29 manuscritos distintos. *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 30. De acordo com *The Dead Sea Scrolls Translated: The Qumran Texts in English*, 2ª ed., e *The Dead Sea Scrolls in English*, 4ª ed., são os seguintes:

4QPaleoDeut[r] contém Dt 19,2-3

1Q4

1Q5

2Q10

2Q11

2Q12

4Q28 (= 4QDeut a) (Deuteronômio 23:36?; 24:1-8) (175-150 a.C.)

4Q29 (= 4QDeut b) (Deuteronômio 29:24-27; 30:3-14; 31:9-17, 31:24-32:3) apresenta semelhanças com o texto hebraico subjacente à Septuaginta. (Datado de 150-100 a.C.)

4Q30 (= 4QDeut c) (120 versículos de 19 capítulos, incluindo 31:16-19) (c. 150-100 a.C.) Dt 3:25-26; 4:13-17,31-32; 7:3-4; 8:1-5; 9:11-12,17-19,29; 10:1-2,5-8; 10:8-12; 11:3,9-13,18; 12:18-19,26,31; 15:1-4, 15-19; 16:2-3, 6-11, 21-22; 17:1-5, 7, 15-20; 18:1; 26:19; 28:1-14, 20, 22-25, 29-30, 48-50, 61; 29:17-19; 31:16-19; 32:3

4Q31 (= 4QDeut d) (Deuteronômio 2:26-33; 3:14-29; 4:1)

4Q32 (partes de Deuteronômio 3,8)

4Q33 (=4QDeut[f]) partes de 93 versículos: Dt 4:24-26; 7:22-25; 8:2-14; 9:6-7; 17:17-18; 18:6-10,18-22; 19:17-21; 20:1-6; 21:4-12; 22:12-19; 23:21-26; 24:2-7; 25:3-9; 26:18-19; 27:1-10

4Q34 “é praticamente idêntico à tradição subjacente ao Texto Massorético no que diz respeito às práticas ortográficas, divisões de parágrafos e conteúdo”. A Enciclopédia dos Manuscritos do Mar Morto, vol. 1, p. 199

4Q35 (Deuteronômio 1-2, 31, 33 na Septuaginta grega)

4Q36

4Q37 (=Deuteronômio(j)) (inclui Deuteronômio 37 e Êxodo 12:43-13:5)

4Q38 (11 fragmentos de Deuteronômio 5, 11, 19, 20, 23, 25, 26, 32) Estes provavelmente pertencem a dois manuscritos diferentes.

4Q39

4Q40

4Q41

4Q42

4Q43 (=4QDt(p)) contém Dt 6,4-11

4Q44 Deuteronômio 32:37-43 está de acordo com o hebraico subjacente à Septuaginta.

4Q45 92 versículos

4Q46 paleo-Deuteronômio (250-200 a.C.) Deuteronômio 26:14-15

4Q122 (Septuaginta grega)

5Q1 (c. 200-165 a.C.) capítulos 7, 8 e início do 9.

6Q3 (algumas letras de Deuteronômio 26:19)

11Q3 (=11QDeut) Deuteronômio 1:4-5

O Dicionário Bíblico Wycliffe, pp. 436-438, afirma que há 25 cópias, mas talvez não esteja contabilizando os fragmentos da Septuaginta. O Novo Dicionário Internacional da Bíblia, p. 261, afirma que há pelo menos 14 manuscritos diferentes de Deuteronômio somente na caverna 4.

Muitos filactérios e mezuzot (usados na testa e nos braços, respectivamente) de Êxodo e Deuteronômio estão entre os Manuscritos do Mar Morto, de acordo com o livro *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 33.

O Papiro de Nash, datado de 150 a.C., contém os Dez Mandamentos, combinados a partir de Êxodo 20:2-17 e Deuteronômio 5:6-6:4f. Esse era o texto bíblico mais antigo conhecido até a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. Uma fotografia do mesmo consta no *New International Dictionary of the Bible*, p. 228.

A Septuaginta é uma tradução grega do Antigo Testamento e dos Apócrifos. De acordo com a obra *The Encyclopedia of Religious Knowledge*, p. 746, dispomos de fragmentos da Septuaginta de Deuteronômio que remontam ao século II a.C.

O livro “Manuscritos da Bíblia Grega”, p. 34, afirma que existem mais de cem cópias do texto grego de Deuteronômio 17-33. A cópia mais antiga, do século II a.C. (fragmento B do Papiro Rylands 458), contém Deuteronômio 25:1-3 e encontra-se na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Inglaterra. Outro fragmento de Deuteronômio 31:28-30 e Deuteronômio 32:1-7 data do século I a.C. É possível ver imagens desses fragmentos, juntamente com mais informações, no livro “Manuscritos da Bíblia Grega”, pp. 60-61. Na Galeria Freer, em Washington, encontra-se uma cópia de Deuteronômio e Josué do século V d.C. É possível ver uma imagem de uma folha, Deuteronômio 10:6-15, no livro *Manuscritos da Bíblia em Grego*, pp. 84-85.

O Papiro Fouad Inv. 266 é composto por mais de cem fragmentos de partes de Deuteronômio 17-33 em grego. Data do século I a.C. Entre outras partes, contém Deuteronômio 31:28-30; 32:1-7

Nahal Hever (50 a.C. a 50 d.C.) contém XHev/Se3 de Deuteronômio 9:5-6, 21-23

Em Masada (antes de 69 d.C.) foi encontrado o Mas1C, contendo Deuteronômio 33:17-21; 34:2-6

O sítio de Wadi Murabba’at (c. 132 d.C.) preservou Deuteronômio 10:1-3; 11:2-3; 12:25-26; 14:29; 15:1 ou 2, denominado Mur 2.

No total, estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto, em Masada, em Nahal Hever e em Wadi Murabba’at os seguintes 620,5 versículos em hebraico, dos 959 versículos de Deuteronômio (64,7%).

1:1-17, 22-25, 29-39, 41, 43-46; 2:1-6, 8, 24-36; 3:14-29; 4:1, 13-17, 24-26, 30-34, 47-49; 5:1-33; 6:1-11; 7:2-7, 12-26; 8:1-20; 9:1-2, 5-7, 10-14, 17-19, 21-23, 27-29; 10:1-3, 5-12, 14-15; 11:2-4, 6-13, 18, 27-32; 12:1-5, 11-12, 18-19, 22, 25-26, 31; 13:1-14, 16, 19; 14:1-4, 19-22, 24-29; 15:1-6, 8-10, 14-19; 16:2-4, 6-11, 21-22; 17:1-5, 6?, 7, 12-20; 18:1, 6-10, 18-22; 19:2-3, 8-21; 20:1-19; 21:4-12, 16?, 23; 22:1-9, 11-19; 23:6-8, 12-16, 22-26; 24:1-8, 10-22; 25:1-9, 14-19; 26:1-5, 14-15, 18-19; 27:1-10, 24-26; 28:1-18, 20, 22-25, 29-30, 44-50, 61, 67-68; 29:2-5, 9-20, 22-27; 30:3-14, 16-20; 31:1-19, 24-30; 32:1-3, 6-11, 13-14, 17-29, 33-35, 37-43; 33:1-24, 29; 34:1-6, 8?.

Manuscrito Oriental 7594 do Museu Britânico, copta sahídico: Dt 1:39-2:19; 4:49-8:3; 9:7-13:17; 14:18-18:10; 19:1-20:6; 22:3-26:10; 28:1-6,9-12; 28:14-31:10; 31:12-34:2; Jonas 1:1-4:11; Atos 1:1-20:4; 20:6-24:16; 26:7; 26:20-27; 27:10-16; 26:21f-26a; 26:32-27:7; 27:10-16,21f-26a; 27:29f-28:20; 28:23-27,30-31

No total, dos 959 versículos do Deuteronômio, 620,5 versículos (64,7%) estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto, em Masada, em Nahal Hever e no wadi Murabba’at.

1:1-17, 22-25, 29-39-46; 2:1-19, 24-36; 3:14-29; 4:1, 13-17, 24-26, 30-34, 47-49; 5:1-33; 6:1-25; 7:1-26; 8:1-20; 9:1-2, 5-7-29; 10:1-22; 11:1-32; 12:1-32; 13:1-17,19; 14:1-4,18-29; 15:1-23; 16:1-22; 17:1-20; 18:1-10,18-22; 19:1-21; 20:1-19; 21:4-12, 16?, 23; 22:1-21; 23:1-25; 24:1-22; 25:1-9-19; 26:1-10, 14-15, 18-19; 27:1-10, 24-26; 28:1-68; 29:1-29; 30:1-20; 31:1-30; 32:1-3,6-11,13-14,17-29,33-35,37-43; 33:1-24,29; 34:1-6,8?.

Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm a Septuaginta do Antigo Testamento, incluindo Deuteronômio. De acordo com a *Enciclopédia do Conhecimento Religioso*, p. 746, os papiros de Chester Beatty (séculos II a IV d.C.) contêm Deuteronômio. O Códice Freer de Washington (séculos IV/V) contém Deuteronômio 10:6-15.

A Recensão de Luciano foi uma cópia da Septuaginta feita por Luciano, um presbítero e mártir (312 d.C.) de Antioquia. Ele corrigiu a gramática e o estilo gregos. Temos a recensão lucianiana preservada no Papiro John Ryland Grego 458, Deuteronômio 23:24-24:3; 25:1-3; 26:12, 17-19; 28:31-33.

O Vaticanus (325-350 d.C.) contém todo o livro de Deuteronômio

O Sinaítico (340-350 d.C.) contém folhas de Deuteronômio 3:8-4:21; 28:68-30:16.

O Alexandrinus (c. 450 d.C.) contém todo o livro de Deuteronômio

Os samaritanos fizeram sua própria cópia da Torá no século II a.C., embora as cópias samaritanas mais antigas que sobreviveram sejam da Idade Média. The Dead Sea Scrolls Today, p. 125-126.

Uma tradução siríaca da Septuaginta foi feita pelo bispo Paulo de Tella (616-617 d.C.), que ainda possuímos hoje, de acordo com *Manuscritos da Bíblia Grega*, p. 35 (nota de rodapé).

Os primeiros escritores da Igreja reconheceram Deuteronômio como parte da Bíblia. Consulte a próxima pergunta para obter uma lista completa anterior ao Concílio de Nicéia.

P: Quais escritores primitivos se referiram a Deuteronômio?

R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de Deuteronômio são os seguintes. Os sublinhados indicam que, segundo eles, Moisés o escreveu.

Filo, o Judeu (15-50 d.C.)Tratado contra Novaciano (250-257 d.C.)
Clemente de Roma (96-98 d.C.)Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.)
Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.)Gregório, o Taumaturgo (240-265 d.C.)
Justino, o Mártir (c. 138-165 d.C.)Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.)
Melito de Sardes (160-177/180 d.C.)Dionísio de Roma (259-260 d.C.)
Irineu de Lyon (182-188 d.C.)Adamantio (c. 300 d.C.)
Clemente de Alexandria (193-202 d.C.)Victorinus de Petau (martirizado em 304 d.C.) (apenas menção)
Tertuliano (207/208 d.C.)Metódio (c. 260-312 d.C.)
Teodoto, provavelmente montanista (c. 240 d.C.)Atanásio de Alexandria (318 d.C.)
Hipólito (225-235/236 d.C.)Lactâncio (c. 303-325 d.C.)
Orígenes (240 d.C.)Eusébio de Cesareia (c. 318-325 d.C.)
Novaciano (250-257 d.C.)

Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita Deuteronômio 13:8-9 em 1 Clemente, cap. 29, vol. 1, p. 12-13.

A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), cap. 8, p. 142, cita Deuteronômio 10:16.

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) cita Deuteronômio 32:15 como sendo “de Moisés” em Diálogo com Trifão, o Judeu, cap. 20, p. 204. Ele também cita Deuteronômio 10:16 como sendo de Moisés na mesma obra, cap. 126, p. 262

Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) incluiu Deuteronômio entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo, em *Sobre a Páscoa*, p. 72. Preservada na *História Eclesiástica* de Eusébio, livro 4, cap. 26.

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Deuteronômio 5:8 como “Moisés disse” em *Contra as Heresias*, livro 3, cap. 6.5, p. 420.

Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) cita Deuteronômio em vários trechos, incluindo Deuteronômio 6:4 como sendo de Moisés em *Exortação aos Pagãos*, cap. 8, p. 195, e o mesmo versículo em *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 5, cap. 14, p. 471.

Tertuliano (198-220 d.C.) afirma: “No mesmo sentido, também em Deuteronômio” e, em seguida, cita Deuteronômio 6:4, 12, 27; 12:2, 3, 30; 13:1, 6, 16; 27:15, em *Scorpiace*, cap. 2, p. 635

Teodoto, provavelmente montanista (c. 240 d.C.), cita metade de Deuteronômio 17:6 em “Trechos de Teodoto”, cap. 13, p. 44

Hipólito (222-235/6 d.C.) cita Dt 9:3 como sendo de Moisés. Refutação de Todas as Heresias, livro 6, cap. 27, p. 88. Ele também discute Dt 5,22 como: “E Moisés não se calou sobre esse ponto, quando diz que há três palavras de Deus: ‘trevas, escuridão, tempestade’, e não acrescentou mais nada.” Refutação de Todas as Heresias, livro 8, cap. 1, p. 118

Orígenes (240 d.C.) refere-se a Deuteronômio pelo nome. Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, livro 3, cap. 6, p. 187

Novatiano (250/254-256/7 d.C.) cita Deuteronômio 8:3 como a “palavra da lei” em Sobre as Comidas Judaicas, cap. 5, p. 648

Novaciano (250/254-256/7 d.C.) cita Deuteronômio 32:8 como “Deuteronômio” em “Tratado sobre a Trindade”, cap. 17, p. 627

O “Tratado contra Novaciano” (250/4-256/7 d.C.) cita Dt 1,17 como se estivesse em Deuteronômio.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita “Deuteronômio” no “Tratado 12”, terceiro livro, 18.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.): “Em Isaías… no Salmo 117… Também em Zacarias… Também em Deuteronômio:… Também em Jesus [Josué], filho de Nave” — Tratados de Cipriano, Tratado 12, cap. 2.16

Gregório, o Taumaturgo (240-265 d.C.), cita Deuteronômio 22:26,27 conforme consta em Deuteronômio. Epístola Canônica, Cânon 1, p. 18.

Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.) cita Dt 19,14 na Epístola 7 a Filemon, um presbítero, p. 102

Dionísio de Roma (259-269 d.C.) menciona “Moisés no grande cântico de Deuteronômio” em Contra os Sabelianos, cap. 2, p. 365.

Adamantio (c. 300 d.C.) (implícito) cita Deuteronômio 25,4 como proveniente da Lei de Moisés. “Diálogo sobre a Verdadeira Fé”, primeira parte, cap. 22b, p. 65

Victorino de Petau (martirizado em 304 d.C.) alude a Deuteronômio 32:8 como “a Lei”, em “Comentário sobre o Apocalipse a partir do Nono Capítulo”, 13,14, p. 352.

Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) cita Deuteronômio 32:32,33 como sendo de Moisés. “O Banquete das Dez Virgens”, Discurso 5, p. 327

Atanásio de Alexandria (318 d.C.) cita parte de Deuteronômio 30:14 como sendo de Moisés. Atanásio, Contra os Pagãos, cap. 30.1, p. 29

Lactâncio (c. 303 - c. 325 d.C.) “Moisés também diz em Deuteronômio” e cita Deuteronômio 28:66 em *Epitome das Instituições Divinas*, cap. 46, p. 241

Após Nicéia, entre outros que se referiram a Deuteronômio, destacam-se:

Eusébio de Cesareia (318-339-340 d.C.)

Afraate, o Sírio (337-345 d.C.)

Hegemônio de Sirmium (c. 351 d.C.), citando Arquelau (262-278 d.C.), refere-se a Deuteronômio 18:15, de Moisés. “Disputa com Manes”, cap. 42, p. 217

Hilário de Poitiers (355-367/368 d.C.)

Atanásio (325-373 d.C.)

Efraim, o Sírio (350-378 d.C.)

Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.)

Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) cita Dt 13,6; 13,8-9 (Septuaginta) como sendo de “Moisés” e do “Livro do Deuteronômio” — Carta 3, cap. 17.1, p. 58

Dídimo, o Cego (398 d.C.) cita Dt 32,8 como se estivesse em Deuteronômio. Comentário sobre Zacarias 11, p. 272

O Livro Siríaco dos Passos (Liber Graduum) (350-400 d.C.) cita Deuteronômio 27:24 como “dito na Lei”. Memra 22, cap. 10, p. 259. Ele também cita Deuteronômio 5:16-22; 6:4; e 32:15. Ele faz alusão a Deuteronômio 6:5; 19:14,21; 22:1; 32:4.

Rufino (374-406 d.C.)

João Crisóstomo (falecido em 407 d.C.)

Concílio de Cartago (393-419 d.C.)

Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, a Torá, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.

O pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) refere-se a Dt 24,1-2. Comentário sobre Malaquias, cap. 2, p. 412. Refere-se a Dt 29,23. Comentário sobre Oséias, cap. 11, p. 87

Agostinho de Hipona (388-430 d.C.)

João Cassiano (419-430 d.C.)

Teodoreto de Ciro (423-458 d.C.).

P: Em Deuteronômio, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico, a Septuaginta grega e outras versões?

R: Aqui estão algumas delas, extraídas dos 959 versículos de Deuteronômio. Salvo indicação em contrário, a primeira frase corresponde ao texto massorético (MT) e a segunda, à Septuaginta (LXX).

Dt 1,1 “Arabá” vs. “Mar Vermelho” (um manuscrito da Septuaginta, Targum, Vulgata)

Dt 1,4 “em Edrei” vs. “e em Edrei” (Septuaginta, siríaco, Vulgata)

Dt 1:8 “O Senhor” vs. “Eu” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta)

Dt 2:5 “Não lhes darei a terra deles, nem mesmo o espaço de uma sola de pé, pois dei o Monte Seir a Esaú como possessão.” vs. “Não lhes darei da terra deles nem mesmo o suficiente para que ponham o pé, pois dei o Monte Seir aos filhos de Esaú como herança.” (Septuaginta)

Dt 2:8 e 10:6-7 baseiam-se em Nm 20:17-18 e Nm 33:31-38a no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)

Dt 2:37 “e tudo” vs. “até mesmo tudo / exatamente como” (Septuaginta, Targum)

Dt 3:9 e Dt 4:48 “Sion” vs. “Siryon” (Septuaginta) vs. “Sirion” (siríaco)

Dt 3:12 “junto ao desfiladeiro do Arnon” vs. “na margem do desfiladeiro do Arnon”

Dt 5:5 “palavra” vs. “palavras” (Manuscritos do Mar Morto, Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Siríaco, Vulgata, Targum)

Dt 5:15 “Lembre-se” (MT) vs. “E você se lembrará” (Manuscritos do Mar Morto) (O Significado dos Manuscritos do Mar Morto, p. 112)

Dt 5:15 “dia de sábado” (MT, SP, LXX) vs. “dia de sábado para santificá-lo. Pois em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Manuscrito do Mar Morto 4QDt41) (O Significado dos Manuscritos do Mar Morto, p. 112)

Dt 5,21 é imediatamente seguido por Dt 27,2-7 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)

Dt 8,4 “bolhas” vs. “calos” (Septuaginta)

Dt 9:24 “Eu conheci” vs. “ele conheceu” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta)

Dt 9:28 “Para que a terra” vs. “Para que o povo da terra” (Septuaginta, Pentateuco Samaritano)

Dt 10:13 “Senhor” vs. “Senhor, seu Deus” (Manuscritos do Mar Morto, Septuaginta, siríaco)

Dt 11:13 “meus mandamentos” vs. “todos os mandamentos” (Septuaginta)

Dt 11:14 “Eu” vs. “ele” (Pentateuco Samaritano, algumas versões da Septuaginta, Vulgata, uma citação de mezuzá dos Manuscritos do Mar Morto)

Dt 11:30 “carvalhos ou terebintos” vs. “carvalho” (Septuaginta, siríaco)

Dt 11:30 “Moriah” (Texto Massorético, Septuaginta) vs. “Moriah, em frente a Siquém” (Pentateuco Samaritano).

Dt 12:5 “lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher” (MT, Septuaginta) vs. “lugar que o SENHOR escolheu” (Pentateuco Samaritano)

Dt 12:14 “no lugar que o SENHOR escolher” (MT, Septuaginta) vs. “no lugar que o SENHOR escolheu” (Pentateuco Samaritano. O Significado dos Manuscritos do Mar Morto, p. 95.)

Dt 12:28 “ordenar-vos” vs. “ordenar-vos hoje” (Pentateuco Samaritano, siríaco) (A nota de rodapé da NRSV indica que “hoje” consta no grego, mas a versão da Septuaginta de Brenton não apresenta isso.)

Dt 13:6 “o filho de sua mãe” vs. “o filho de seu pai ou o filho de sua mãe” (Samaritano, Septuaginta, Targum) (Não há alteração no significado neste contexto)

Dt 14:13 “milhafre-preto” vs. “milhafre-preto, abutre ou falcão” na Septuaginta, no Pentateuco Samaritano e em alguns manuscritos hebraicos.

Dt 15:2 “exija-o de seu vizinho e de seu irmão” (MT, Pentateuco Samaritano) vs. “exija-o de seu vizinho” (Septuaginta) vs. “exija-o” (4QDeut(c))

Dt 18:15,18-19 “…um profeta dentre vós, dentre vossos irmãos. Alguém como eu — a ele vocês darão ouvidos… Eu lhes suscitarei um profeta dentre seus irmãos, como vocês; e colocarei Minhas palavras em sua boca; e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. E acontecerá que, quem não der ouvidos às Minhas palavras que ele falar em Meu nome, Eu exigirei isso de sua mão.” (Texto massorético) vs. “…um profeta dentre vossos irmãos, como eu; a ele (plural) ouvireis… Eu vos suscitarei um profeta dentre vossos irmãos, como vós; e colocarei as minhas palavras na boca dele, e ele lhes falará conforme eu lhe ordenar. E quaisquer que sejam as palavras que esse profeta falar em meu nome, eu me vingarei dele.” (Septuaginta) vs. “…um profeta como eu, dentre vossos irmãos. A ele ouvireis em todas as coisas, tudo o que ele vos disser. E acontecerá que toda alma que não ouvir esse profeta será totalmente destruída do meio do povo.” (Qumran 4QTest, Atos 3:22-23) (The Expositor’s Bible Commentary, vol. 9, p. 299-300)

Dt 18:19 “exigirá isso dele” (MT) vs. “se vingará dele” (LXX, Eusébio de Cesareia)

Dt 20:8 “oficiais” (MT, Pentateuco Samaritano, Septuaginta) vs. “juízes” (4QDeut(k2)) A Bíblia dos Manuscritos do Mar Morto, p. 174

Dt 20:8 “para que o coração de seus irmãos não desmaie” (MT, Targum) vs. “para que ele não faça o coração de seu irmão desmaiar” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

Dt 20:19 “o homem é a árvore do campo” vs. “As árvores do campo são pessoas?” (diferença de uma letra)

Dt 23:2 “reunião de YHWH; até a décima geração, nenhum dos seus entrará na reunião de YHWH” vs. “reunião do Senhor”

Dt 25:11 “suas partes íntimas” vs. “sua carne” (Pentateuco Samaritano)

Dt 26:3 “Declarai hoje o Senhor, vosso Deus” vs. “Declarai hoje o Senhor, meu Deus” (Septuaginta)

Dt 27:4 “Monte Ebal” (MT, Septuaginta) vs. “Monte Gerizim” (Pentateuco Samaritano e Latim Antigo/Itálico) [Os samaritanos provavelmente alteraram isso para reforçar sua alegação de que Gerizim, e não Jerusalém, era a montanha onde deveriam adorar.]

Dt 28:30 altera “agarrou suas partes íntimas” (sgl) para “agarrou sua carne” (yshbn) (Pentateuco Samaritano)

Dt 28,11 “gado… terra” (MT, parte da Septuaginta, Pentateuco Samaritano) vs. “t[erra, … g[ado]” (4QDeut( c ), parte da Septuaginta)

Dt 29:10 “seus líderes, suas tribos, seus anciãos” vs. “os chefes de suas tribos, seus anciãos” (Septuaginta segundo Brenton) vs. “suas tribos, seus anciãos” (siríaco, grego segundo a nota de rodapé da NRSV)

Dt 29:11 “seus filhos, suas esposas” (MT) vs. “suas esposas e seus filhos” (Septuaginta) vs. “seus filhos e [suas] e[sposas]” (1QDeut(b)) A Bíblia dos Manuscritos do Mar Morto, p. 186

Dt 30:9 “gado… terra” (MT) vs. “terra… gado” (4Deut(b), Pentateuco Samaritano, Septuaginta) A Bíblia dos Manuscritos do Mar Morto, p. 187

Dt 30:11 “longe” (MT) vs. “longe de vocês” (4QDeut(b), Septuaginta). A Bíblia dos Manuscritos do Mar Morto, p. 187

Dt 30:16 “que eu estou ordenando” vs. “Se vocês obedecerem aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, que eu estou ordenando” (Septuaginta)

Dt 30:28 “para nós e para nossos filhos” possui pontos especiais acima.

Dt 31:1 “foi e falou” vs. “tinha terminado de falar tudo” (Manuscritos do Mar Morto, Septuaginta)

Dt 31:7 “Vocês irão” vs. “Vocês levarão” (algumas versões do Texto Massorético, Pentateuco Samaritano, Vulgata)

Dt 32:6 “ele se arrependeu” vs. “ele perdoou” (Pentateuco Samaritano) (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 938)

Dt 32:8 “Ele estabeleceu os limites dos povos, de acordo com o número dos filhos de Israel” (TM) vs. “ele estabeleceu os limites das nações de acordo com o número dos anjos de Deus” (Septuaginta, Manuscritos do Mar Morto, Clemente de Roma, Justino Mártir, Clemente de Alexandria, Orígenes, Novaciano, Victorino de Petau) versus “filhos de Deus” (Manuscrito do Mar Morto 4Q37, Símaco, latim) versus “filhos de Adão”

Dt 32,10 “encontrou-o” vs. “sustentou-o” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta)

Dt 32,13 “ele comeu” vs. “alimentou-o com” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta, siríaco)

Dt 32:15 “Jeshurun” versus “Jacó comeu até se fartar; Jeshurun” (Manuscritos do Mar Morto, Pentateuco Samaritano, Septuaginta)

Dt 32:19 “viu isso” vs. “viu isso e ficou com ciúmes” (Manuscritos do Mar Morto, Septuaginta)

Dt 32:43 “nações” vs. “céus” (Manuscrito do Mar Morto 4Q44, Septuaginta)

Dt 32:43 (ausente) (TM) vs. “Que todos os anjos de Deus o adorem.” (Septuaginta, Hebreus 1:6 e Manuscrito do Mar Morto 4Q44 (=4QDeut(q)), João Crisóstomo (falecido em 407 d.C.), Homilias sobre Hebreus, Homilia 4, n.º 2, p. 382-383)

Dt 32:43 “servos” vs. “filhos” (Manuscrito do Mar Morto 4Q44 (=4QDeut(q)), Septuaginta)

Dt 32,43 (ausente) vs. “ele retribuirá àqueles que o odeiam” (Manuscrito do Mar Morto 4Q44 (=4QDeut(q)), Septuaginta)

Dt 32:43 “purifica a sua terra e o seu povo” vs. “purifica a terra para o seu povo” (Manuscrito do Mar Morto 4Q44 (=4QDeut(q)), Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Vulgata)

Dt 32:44 “Hoshea” (MT) vs. “Josué” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Siríaco, Vulgata). Oséias era o nome de Josué antes de Moisés renomeá-lo.

Dt 33:2 “sobre/para eles” vs. “sobre/para nós” (Septuaginta, siríaco, Vulgata)

Dt 33:2 “Ele veio de Ribebot-kodesh” vs. “com ele estavam miríades de santos” (Pentateuco Samaritano, Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

Dt 33:8 “seu Tumim” vs. “Dê a Levi o seu Tumim” (Manuscritos do Mar Morto, Septuaginta)

Dt 33:12 “habitará em segurança sobre ele” (MT) vs. “habitará em segurança” (Pentateuco Samaritano) vs. “sobre Deus” (Septuaginta, Manuscrito do Mar Morto 4Q35)

Dt 33:17 “Seu novilho primogênito” vs. “um novilho primogênito” (Manuscritos do Mar Morto, Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

Dt 34:10 “não surgiu mais em Israel um profeta como Moisés” vs. “não surgirá mais” (Pentateuco Samaritano) (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 938)

Bibliografia para esta questão: A tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. (Algumas traduções do grego também foram extraídas de diversas notas de rodapé da Bíblia.) Também foram utilizados o *Expositor’s Bible Commentary*, a *Introdução Geral à Bíblia*, *Mistério e Significado dos Manuscritos do Mar Morto*, pp. 151-152, *The Anchor Bible Dictionary*, vol. 5, e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.