< Pergunta bíblica sobre Ezequiel

P: Em Ezequiel, qual é a importância de o livro de Ezequiel constar na Bíblia?

R: O livro de Ezequiel não é apenas profecia, poesia, história ou ensinamento; é tudo isso, abrangendo a maioria dos gêneros das Escrituras. Ezequiel utiliza o termo “Soberano Senhor” (adonai YHWH) mais de 200 vezes, e este livro mostra como a soberania de Deus pode se manifestar, tanto nos momentos bons quanto nos ruins.

Deus não havia esquecido os judeus, e Ele ainda não havia desistido deles. Tanto Ezequiel quanto Jeremias continuaram dizendo ao povo que Deus também não os havia esquecido durante o exílio. Sim, muitos judeus esqueceriam Deus e se assimilariam às nações ao seu redor, mas um remanescente voltaria para Deus e retornaria à terra. Hoje, se um cristão ou um grupo de cristãos tiver errado e se afastado de Deus, Deus também não os esqueceu. Embora possa haver um “caminho a seguir” para os cristãos desobedientes, Deus ainda pode usá-los novamente para Sua glória.

Além disso, Ezequiel nos dá alguns vislumbres da glória celestial, do futuro Templo e do coração de Deus. Podemos aprender algumas coisas em Ezequiel sobre a verdadeira justiça, tal como Deus a descreve, e perceber que nem tudo o que acontece na terra é necessariamente justo.

P: Qual é o esboço do livro de Ezequiel?

R: Aqui está um esboço.

1-3 A missão de Ezequiel

 1. Visão de Deus

 2-3:3. O rolo com a mensagem de Ezequiel a uma casa rebelde

 3:4-27. Motivações de um sentinela

4-24 A advertência de Deus a Israel

 4-7 Ilustrações da advertência

 8-10 Visão que se desvanece da glória de Deus se afastando

 12-17 Não há esperança para os ímpios

 18 Esperança para os arrependidos, mas as almas que pecam morrerão

 19-24 Lamento, ira e o fim do relacionamento com os que não se arrependem

25-32 A advertência de Deus às outras nações

 25 Leste e sul: Amom, Moabe, Edom e Filístia

 26-28 Tiro, seu rei e Sidom

 29-32 Egito e o Faraó

33-39 O sentinela transmite seis mensagens de glória e bênção a Israel

40-48 A glória do templo milenar

P: Em Ezequiel 1, Ezequiel 8 e Apocalipse 4, uma vez que Deus não está sujeito às limitações de um corpo físico, o que Ezequiel estava vendo?

R: Esta passagem está repleta de expressões como “semelhança”, “parecia”, “tinha a aparência de” e “aparência”. Há três pontos a serem considerados na resposta.

1. Em uma visão, Deus pode se manifestar da maneira que desejar.

2. No entanto, Deus possui uma imagem física, Jesus Cristo, conforme mostra Colossenses 1:15.

3. Além disso, alguns cristãos interpretam o entronizado em Apocalipse 4 como Deus Pai, o que provavelmente tornaria a visão de Ezequiel também uma visão de Deus Pai.

P: Em Ezequiel 1, como deve ser a nossa visão de Deus?

R: Deus desempenha diferentes papéis e, por isso, não há uma única resposta correta. Alguns veem Deus como um amigo — assim como Abraão. Outros veem Deus principalmente como um Pai, conforme o início da Oração do Senhor. Outros ainda veem Deus como alguém grandioso e muito diferente de nós, como Ezequiel o vê aqui e Isaías em Isaías 6. Muitos dos atributos de Deus podem ser agrupados em duas categorias: transcendência e iminência. Deus é transcendente, na medida em que preenche todo o universo, sabe tudo, é onipotente e não apenas é maior do que imaginamos, mas maior do que podemos sequer imaginar. Não importa quão distante algo esteja de você; Deus está lá. Mas Deus também é iminente, na medida em que ninguém está mais próximo de nós do que Deus. Ele nos ama e conhece até mesmo o número de fios de cabelo em nossa cabeça.

Às vezes, os cristãos podem, por engano, concentrar-se tanto em um atributo de Deus que deixam de refletir adequadamente sobre os outros atributos. Ezequiel 1 é um lembrete de que, embora seja bom concentrar-se nos atributos amorosos e iminentes de Deus, devemos também sempre lembrar-nos dos aspectos transcendentais.

P: Em Ezequiel 1:1, o que significa “no trigésimo ano”?

R: Provavelmente se referia à idade de Ezequiel, e acrescenta que trinta anos era a idade em que um sacerdote entrava a serviço do Senhor.

Ezequiel era de uma família sacerdotal. Embora não houvesse uma idade fixa para os sacerdotes iniciarem seu trabalho, o trigésimo ano era quando os levitas começavam suas funções de cuidar do templo, de acordo com Números 4:3, 23, 29. É claro que, naquele momento, não havia necessidade dos serviços dos sacerdotes e levitas. Talvez Ezequiel estivesse desapontado por, devido ao pecado de Israel, não ter nada a fazer em sua função hereditária. Mas Deus tinha um propósito mais especial para Ezequiel.

P: Em Ezequiel 1:3 e Ezequiel 10:20, onde ficava o rio Kebar (ou Chebar)?

R: Tratava-se de um canal (rio artificial) que desaguava no rio Eufrates, ao sul da Babilônia. Era um dos maiores canais, e seu nome original em acádio era nar Kabari, que significa “Grande Canal”.

P: Em Ezequiel 1:4, qual era o significado da tempestade vinda do norte?

R: Devido aos padrões climáticos, as tempestades geralmente vinham do norte ou do noroeste. Por causa da geografia, as invasões de outros impérios, além do Egito, sempre vinham do norte. Assim como uma tempestade de vento, essa era a direção para a qual se podia olhar à espera da chegada do julgamento de Deus, já que os assírios e os babilônios invadiam vindo dessa direção.

P: Ezequiel 1:5-28 ilustra um OVNI?

R: Não no sentido comumente entendido. Os anjos de Deus eram objetos voadores, e o único Deus verdadeiro da Bíblia não é identificado por muitas pessoas. É óbvio que isso se refere a Deus e aos querubins.

No entanto, de uma perspectiva psicológica humana, é interessante que muitas pessoas achem muito mais fácil atribuir qualquer coisa incomum a seres extraterrestres do que acreditar no ser extraterrestre mais importante: o Criador.

P: Em Ezequiel 1:5-28, qual é a maneira correta de interpretar visões como essa?

R: A visão foi redigida em termos que o escritor humano e o público imediato pudessem compreender. O melhor comentário sobre as Escrituras são as próprias Escrituras. Quando há uma passagem ou um conceito semelhante, a semelhança geralmente não é mera coincidência. Deve-se considerar que provavelmente se trata da mesma coisa, a menos que haja uma razão contextual (e não apenas uma preferência doutrinária) para interpretá-las de outra forma.

Embora não compreendamos tudo sobre essa visão, podemos fazer observações que provavelmente (mas não com certeza) estão corretas a respeito dela, relacionando-a com o que é revelado em outras partes das Escrituras.

P: Em Ezequiel 1:5-28, o que significa essa visão?

R: Essa visão não tem como objetivo principal comunicar conceitos ou definições, mas sim apresentar uma imagem. Ezequiel teve uma visão de Deus entronizado. Mais tarde, uma visão muito semelhante mostraria a glória de Deus deixando Seu templo em Jerusalém. Quanto à interpretação dos detalhes dessa visão, basta compará-la com Isaías 6 e Apocalipse 4 e 5.

P: Em Ezequiel 1:22, o que é o firmamento de cristal?

R: Provavelmente trata-se do mar de vidro, tão límpido quanto o cristal, mencionado em Apocalipse 4:6.

P: Em Ezequiel 1:26, o que é o lápis-lazúli (também traduzido como safira)?

R: Trata-se de uma gema semipreciosa dura e azulada. Elas eram muito valorizadas; é interessante notar que, por volta de 800 d.C., quando monges irlandeses estavam elaborando o Livro de Kells, uma cópia ilustrada da Bíblia, parte do material utilizado era o lápis-lazúli, extraído do Afeganistão.

P: Em Ezequiel 1:28, o que é a glória do Senhor neste contexto?

R: Ela também é chamada de “glória da Shekinah” e se manifestava pela aparência resplandecente e pelo temor reverente que envolviam o trono de Deus.

P: Em Ezequiel 2:1 e em outros trechos, por que Deus frequentemente chama Ezequiel de “filho do homem”?

R: Talvez para enfatizar a “alteridade” de Deus. Ezequiel era um ser humano, ministrando a outros seres humanos, com uma mensagem proveniente de um ser não humano, que era maior do que os seres humanos poderiam sequer imaginar.

P: Em Ezequiel 2:1, nossa postura corporal é importante quando oramos ou ouvimos Deus?

R: Não é necessária uma postura específica para que Deus ouça nossas orações; um inválido deitado em uma cama ou um ladrão na cruz podem clamar a Deus. Mas, às vezes, nossa postura é importante para nós. Quer estejamos ajoelhados ou prostrados de bruços, podemos fazê-lo para demonstrar nosso respeito para com Deus e nossa indignidade de estar em Sua presença, sem Cristo. Quando levantamos as mãos para orar e olhamos para cima, podemos fazê-lo para pedir a Deus que se aproxime de nós. As pessoas podem se comunicar entre si por meio da postura corporal, além da linguagem de sinais formal, e podemos nos comunicar com Deus de maneiras semelhantes.

P: Em Ezequiel 2:2; 3:24, que espírito entrou em Ezequiel nessas passagens?

R: Trata-se do Espírito Santo. O Espírito Santo não está limitado a estar em apenas um lugar por vez.

P: Em Ezequiel 2:3-10, uma palavra relacionada a “rebelão” é usada seis vezes. Quais são, no mínimo, três maneiras diferentes pelas quais as pessoas, inclusive o povo de Deus, podem se rebelar contra Deus?

R: Há pelo menos três maneiras de se considerar a rebelião.

Aberta versus sutil: As pessoas podem se rebelar de forma desafiadora, como ao exclamar “Recuso-me a fazer isso”. As pessoas podem se rebelar de maneira discreta e sutil, simplesmente deixando de fazer o que lhes foi pedido, ou fazendo-o sem entusiasmo, ou adiando a ação, ou realizando-a de forma que ela fracasse.

Afastar-se versus sincretizar: O reino do norte se rebelou ao ser infiel a Deus. Eles deixaram de adorar a Deus e passaram a adorar bezerros de ouro, bem como os Baals e as Astoretes. Judá se rebelou ao ser infiel a Deus. Eles continuaram a adorar o Deus Verdadeiro, mas também não abriram mão de adorar os ídolos Baals e Astoretes.

Ato individual versus levar outros consigo: Depois que Satanás se rebelou e sua condenação foi selada, ele quis levar consigo o maior número possível de outros.

P: Em Ezequiel 2:4, as pessoas são, em última análise, obstinadas devido à sua natureza caída. Mas quais são os diferentes tipos de teimosia, e o que faz com que algumas pessoas sejam mais obstinadas e teimosas do que outras?

R: Uma forma de teimosia é tentar a mesma coisa repetidamente, obtendo o mesmo resultado, e esperar que, na próxima vez, o resultado seja diferente.

Outra forma é não ser capaz de aprender com os próprios erros ou com os erros alheios.

Uma forma ainda pior de teimosia é nem mesmo se importar mais com o resultado; a pessoa vai fazer o que sente que é compelida a fazer, independentemente de tudo. Às vezes, a disciplina e as consequências desagradáveis podem ajudar a curar certos tipos de teimosia, mas, em outros casos, nem mesmo elas surtem efeito. Provérbios 22:15 diz que a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a expulsará.

P: Em Ezequiel 2:5, qual foi o sentido de enviar um profeta a um povo de pescoço duro, já que Deus sabia de antemão que muitos deles não aceitariam Suas palavras por meio de Ezequiel?

R: Deus não era obrigado a dar às pessoas que O rejeitavam mais nenhuma oportunidade de arrependimento. No entanto, Deus foi misericordioso o suficiente para enviar profetas a um povo obstinado, mesmo sabendo que apenas alguns deles se converteriam e se arrependeriam.

P: Em Ezequiel 2:6, por que o povo rebelde foi comparado a escorpiões?

R: Os escorpiões são animais incomuns. Eles não correm nem demonstram medo algum. Ficam à espreita de presas, e suas caudas são muito eficazes contra a maioria dos outros insetos. Confiar destemidamente no poder de suas caudas parece tolice quando se deparam com a bota ou a pá de uma pessoa.

Há uma parábola útil contada no México, que remonta à fábula do antigo escritor grego Esopo (). Trata-se de um escorpião, um sapo e um rio cheio. Quando uma enchente se aproximava, um escorpião pediu a um sapo que o carregasse nas costas para atravessar o rio. O sapo inicialmente recusou, pois temia que o escorpião o picasse e ele morresse. O escorpião prometeu não fazer isso, então o sapo concordou. No meio do rio, o escorpião picou o sapo. À medida que as pernas do sapo ficavam frias devido à paralisia, ele perguntou por que o escorpião havia feito aquilo, já que agora ambos iriam morrer. O escorpião disse que não podia evitar; era apenas sua natureza. É assim que algumas pessoas são. Na verdade, porém, todos nós temos uma natureza maligna, e Deus está empenhado em nos transformar para que sejamos bons e santos como Cristo.

P: Em Ezequiel 2:7, por que Ezequiel deveria continuar falando a um grupo de pessoas, se isso não lhes traria nenhum benefício, já que se recusavam a ouvir? Por que nós deveríamos fazer o mesmo?

R: Há duas razões diferentes. Embora a maioria das pessoas não quisesse ouvir, algumas delas o fariam. Embora a maioria dos exilados e seus filhos não tenha retornado à Terra Prometida, uma minoria, cerca de 50 mil, o fez. Ezequiel, assim como nós, não saberia quem o ouviria e quem não o ouviria; por isso, ele falou a todos. Todos tiveram a oportunidade de ouvir as advertências de Deus por meio de Ezequiel, mas seriam responsabilizados por sua escolha.

Em segundo lugar, Ezequiel foi nomeado sentinela, e o sangue deles recairia sobre sua cabeça caso ele deixasse de alertá-los. Ele seria punido com a perda da recompensa, caso negligenciasse seu dever, conforme diz Ezequiel 3:17-21.

P: Em Ezequiel 2:9-33 e Apocalipse 10:8-11, o que exatamente o rolo representa aqui?

R: Representa a Palavra de Deus que o povo deveria ouvir. Tinha um sabor agradável porque era verdadeira, santa e proveniente de Deus. No entanto, o rolo na visão de Apocalipse 10:8-11 causou indigestão a João, pois profetizava coisas tão devastadoras.

P: Em Ezequiel 2:9-33 e Apocalipse 10:8-11, nessas visões, por que Deus estava fazendo com que Seus servos comessem e engolissem um livro?

R: Nessas visões, tanto Ezequiel quanto o apóstolo João precisavam transmitir uma mensagem, e essa metáfora significava que a mensagem vinha diretamente de Deus. Da mesma forma, devemos “assimilar” a Palavra de Deus e proclamá-la. A verdade da Palavra de Deus também é comparada ao leite e à carne em Hebreus 6.

P: Em Ezequiel 2:9-33, o senhor acha que a mensagem de Deus pode ter sido, em parte, “desagradável” para Ezequiel, da mesma forma que causou dor de estômago a João? Como anunciamos o que precisamos anunciar, quando nossa mensagem, embora doce em certo sentido, pode causar indigestão em outros aspectos?

R: Pode ter sido desagradável de algumas maneiras diferentes. Primeiro, pode ter sido desagradável porque Ezequiel se importava com o Seu povo e com a disciplina a que estavam sujeitos. Em segundo lugar, a reação que Ezequiel sabia que muitos deles teriam em relação às suas palavras — e em relação a ele mesmo —, Ezequiel podia prever e isso seria desagradável. Às vezes, evitamos coisas que sabemos que serão desagradáveis. Mas, se Deus deseja que o façamos de qualquer maneira, não devemos evitá-las apenas por serem desagradáveis.

P: Em Ezequiel 2, quais são as diferentes maneiras pelas quais alguém pode ser um mensageiro e de que forma Ezequiel foi um mensageiro? Como devemos ser mensageiros?

R: Uma definição de mensageiro é simplesmente uma pessoa qualquer que entrega uma mensagem uma única vez. Esse não era o tipo de mensageiro que Ezequiel era. A mensagem de Deus era o seu alimento. Ele, metaforicamente, comeu o rolo porque sua vida consistiria em proclamar aquelas palavras. Ezequiel não se limitou a transmitir sua mensagem aos exilados uma única vez e depois dizer: “Não tenho mais nada a ver com eles”. Não, ele deu advertências repetidas vezes, pois eles precisavam ouvi-las repetidamente até que alguns se arrependessem e voltassem para Deus.

Da mesma forma, nós também devemos ser mensageiros semelhantes a Ezequiel. Embora não tenhamos o alto chamado de ser profetas e proclamar as palavras das Escrituras pela primeira vez, devemos ser uma carta de Deus para os outros (2 Coríntios 3:2-3), embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20), proclamando as palavras de Deus (1 Pedro 4:11). A mensagem de Deus deve ser a nossa vida. Devemos assimilá-la por meio do estudo da Palavra de Deus e vivê-la diante do mundo.

P: Em Ezequiel 3:9, o que é uma pedra adamantina (diamante na NIV)? De que maneira algumas pessoas se assemelham a ela?

R: Há alguma incerteza quanto ao mineral duro a que se refere. A NIV simplesmente traduz isso como “a pedra mais dura”, e a NET diz “diamante”. A palavra hebraica indica tanto dureza quanto nitidez. Algumas pessoas têm o coração muito endurecido contra Deus. No entanto, tanto Ezequiel, em Ezequiel 3:9, quanto Jeremias, em Jeremias 1:18, tiveram seus corações endurecidos por Deus de maneira positiva. Eles não apenas precisavam ter resistência para lidar com o desprezo, o escárnio e as palavras desanimadoras bem direcionadas que as pessoas diriam contra eles, mas também precisavam ser fiéis e perseverar diante da perseguição física.

P: Em Ezequiel 3:15, onde fica Tel-Abib?

R: Era uma cidade ao sul da Babilônia, às margens do rio Kebar (na verdade, um canal). A cidade israelense moderna de Tel-Aviv recebeu esse nome em homenagem a Tel-Abib, na Babilônia.

P: Em Ezequiel 3:17-21, isso demonstra que as pessoas podem perder a salvação?

R: Os cristãos têm diversas opiniões:

1. Os verdadeiros crentes, mesmo nos tempos do Antigo Testamento, não podem perder a salvação.

2. Os crentes genuínos, nos tempos do Novo Testamento, não podem perder a salvação.

3. Os crentes genuínos podem perder a salvação.

Consulte a discussão sobre Hebreus 3:6 e Hebreus 3:14 para obter a resposta.

Alguns (mas não todos) membros da Igreja de Cristo acreditam que os cristãos perdem a salvação sempre que pecam, mas podem recuperá-la com a mesma frequência. A Igreja Católica ensina que as pessoas perdem a salvação por pecados mais graves (chamados de pecados mortais), mas não por pecados menos graves (que chamam de pecados veniais).

Na Igreja Católica Romana, considera-se que os pecados mortais estão entre a lista de possíveis pecados mortais cometidos com a consciência de que se tratava de um assunto grave, com reflexão prévia adequada e por livre arbítrio. A lista de possíveis pecados mortais inclui:

O senhor faltou à missa dominical ou a um dia de guarda sem motivo válido?

Deixou de jejuar de alimentos e bebidas por 1 hora antes da comunhão? (Água e remédios são permitidos)

Deixou de receber a Sagrada Comunhão durante o tempo pascal?

Deixou de jejuar intencionalmente na Quarta-feira de Cinzas ou na Sexta-feira Santa?

O(a) senhor(a) comeu carne intencionalmente nas sextas-feiras da Quaresma ou na Quarta-feira de Cinzas?

Deixou de amar, ajudar ou obedecer aos seus pais?

Deixou de batizar seus filhos nos primeiros meses após o nascimento deles?

Desejou você seriamente o mal a outra pessoa?

Riqueza excessiva [em março de 2008, o Papa Bento XVI acrescentou o oitavo pecado capital, a “riqueza excessiva”, à lista dos pecados capitais.]

Essas informações foram extraídas de (30 de agosto de 2016)

P: Em Ezequiel 3:17-21 e Ezequiel 33:2-7, qual é o significado do sentinela?

R: O sentinela ficava no muro da cidade, vigiando o inimigo. Se todos os sentinelas adormecessem ou abandonassem seus postos, a cidade ficaria efetivamente desprotegida, já que os guardas estariam dormindo. Se pelo menos um sentinela estivesse acordado e soasse o alarme quando o inimigo se aproximasse, todo o exército poderia acordar e repeli-lo.

Hoje, se todos os sentinelas de uma igreja estivessem adormecidos, Satanás teria vida fácil. O que se observa atualmente em algumas regiões é que os sentinelas estão acordados, mas alguns líderes pentecostais e carismáticos os desprezam como “caçadores de heresias”. A vigilância contra as heresias é um ministério antigo, que remonta aos apóstolos João e Paulo. Se alguém não quisesse prestar atenção aos livros que alertam contra as heresias, teria que descartar Gálatas, Colossenses, 2 Pedro, 1 João e Judas.

P: Em Ezequiel 3:17-21, como devemos ser sentinelas hoje?

R: Como embaixadores de Cristo, temos a responsabilidade de cumprir nossa missão e anunciar a Palavra de Deus aos outros. Deus julga nosso ministério não apenas pelo número de pessoas que foram salvas por meio de nossas palavras, mas pelo número de pessoas a quem as anunciamos.

P: Em Ezequiel 3:18,20, por que Ezequiel seria responsável pela morte dos ímpios a quem ele não advertiu?

R: Deus conferiu a Ezequiel a responsabilidade de advertir os outros, e Ezequiel seria responsabilizado por não cumprir suas responsabilidades. Paulo aparentemente sentia uma obrigação semelhante em Romanos 1:14.

P: Em Ezequiel 3:20, quando uma pessoa justa se afasta de Deus, por que Deus não se lembra das coisas justas que essa pessoa fez?

R: Se alguém acreditasse na salvação pelas obras, poderia concluir erroneamente que Deus, de certa forma, “calcularia a média” das boas e más ações que cada um realizou. No entanto, Ezequiel 3:20 contradiz essa ideia falsa. Estar em um relacionamento correto com Deus, ou afastar-se Dele, é mais importante do que o número de boas ou más obras. Mesmo o maior número das melhores de nossas obras é insuficiente para nos merecer a salvação.

P: Em Ezequiel 3:20, Deus esquece algumas coisas?

R: Depende da sua definição de “esquecer”.

Não, Deus não esquece, no sentido de que Ele perde informações ou de que não sabe o que aconteceu em nosso passado, presente ou futuro. Deus sabe tudo, e o Salmo 139:16 diz que todos os dias determinados para nós foram escritos em Seu livro.

Sim, Deus esquece, aqui e em outros trechos, no sentido de que Ele não julga algo ou não considera que algo tenha ocorrido. Por exemplo, por causa da morte sacrificial de Cristo na cruz, Deus esquece nossas iniquidades.

P: Em Ezequiel 3:20, por que Deus coloca uma pedra de tropeço diante de um homem que se afasta de sua justiça?

R: Podemos identificar pelo menos três razões.

Um teste para verificar o que há no coração da pessoa.

Disciplina, trazendo consequências dolorosas e negativas para ajudar a persuadir o homem a voltar-se para Deus.

Por fim, a morte de um crente desobediente pode impedi-lo de arruinar ainda mais a própria vida e a vida dos outros.

P: Em Ezequiel 3:21, de que forma a advertência de Ezequiel a um homem salva a alma de Ezequiel?

R: Este versículo não se refere à salvação de Ezequiel nem à sua ida ao Céu, mas sim ao relato que ele terá de prestar quando estiver diante de Deus. Os crentes receberão recompensas maiores ou menores no Céu, com base em suas obras, de acordo com 1 Coríntios 3:12-15.

P: Em Ezequiel 3:21, de que maneira o próprio Deus impediu a língua de Ezequiel de falar?

R: Ezequiel era um homem piedoso, mas, obviamente, ele diria coisas que Deus não gostaria que ele dissesse, pelo menos não naquele momento. Os crentes obedientes de hoje ainda precisam ter cuidado com o que dizem, especialmente quando estão com raiva, como mostra Tiago 1:19-20. Às vezes, você pode dizer coisas que estão corretas, mas que não são úteis a Deus. Às vezes, você pode querer dizer coisas boas, mas o momento escolhido não é o que Deus deseja.

P: Em Ezequiel 3:26, por que o próprio Deus estava deliberadamente colocando uma barreira diante de um crente obediente que proclamava a palavra de Deus?

R: A resposta pode ser encontrada em Ezequiel 3:27. Deus não queria que Ezequiel apenas proferisse palavras “boas”; Ele queria que Ezequiel proferisse apenas as “melhores” palavras, ou seja, palavras que viessem diretamente de Deus. Ele queria que Ezequiel falasse ao povo que Deus desejava, no momento que Deus desejava. Paulo se encontrou em uma situação semelhante em Atos 16:6-7, onde o Espírito Santo impediu Paulo de falar nas províncias romanas da Ásia e da Bitínia naquele momento. Consulte também a pergunta anterior para uma discussão mais aprofundada.

P: Em Ezequiel 4:4-6, como Ezequiel conseguiu permanecer imóvel durante todo esse tempo?

R: Ezequiel não permanecia nessa posição 24 horas por dia, pois, em Ezequiel 4:8-12, ele ainda precisava preparar comida, comer e beber.

P: Em Ezequiel 4:4-6, esses dias representavam anos no passado e no presente, ou no futuro?

R: Embora algumas pessoas tenham pensado que representavam anos no futuro, devem ser anos que já haviam passado, até o presente, pelas seguintes razões.

1. Esses anos representavam os anos de seu pecado, não os anos de seu castigo.

2. Se fossem anos futuros, seria estranho que Deus os repreendesse por pecados que ainda não haviam cometido e não falasse sobre os pecados que já haviam cometido.

P: Em Ezequiel 4-5, por que Ezequiel profetizou por meio dessas encenações detalhadas, em vez de simplesmente usar palavras?

R: Deus pode usar qualquer meio que desejar. Embora as Escrituras não o mencionem, podemos identificar algumas boas razões. Deus já havia enviado outros profetas ao povo, e a maioria das pessoas ainda assim não se voltou para Deus. Nesse momento, não era o caso de o povo precisar ser ensinado com novas informações, mas sim de receber repreensão por não seguir a verdade que já conhecia. Além de simplesmente dizer claramente ao povo, Deus utilizou essas encenações para ilustrar de forma vívida as consequências iminentes de sua persistência no pecado.

Hoje em dia, é bom utilizar diversos meios de comunicação ao se dirigir aos outros.

P: Em Ezequiel 4:4-5,9, qual é o significado dos 390 dias que representam 390 anos do pecado de Israel?

R: Embora a Septuaginta mencione 190 dias, todos os manuscritos hebraicos indicam 390 dias. Considerando que o ano tinha 360 dias, isso remonta ao ano de 1106 a.C.

Isso significa que o pecado pelo qual Deus os está julgando remonta à época de Saul. Mesmo durante o reinado do rei Davi, muitos em Israel e Judá ainda praticavam a idolatria.

A idolatria dos israelitas foi julgada no espaço de uma geração, durante o período dos juízes. Depois que passaram a ter um rei, a idolatria não foi julgada, mas continuou a se acumular. Hoje, alguns pecados recebem julgamento imediatamente, e outros não, mas o julgamento se acumula. Uma analogia seria a água da ira de Deus se acumulando em excesso atrás da barragem da misericórdia de Deus, até que a barragem finalmente ceda.

P: Em Ezequiel 4:6, qual é o significado de um ano deitado, um dia para cada ano, pelos pecados de Judá?

R: Considerando que o ano deles tinha 360 dias, isso equivaleria a 355 dos nossos anos. Ou:

a) Os pecados se estendiam até o momento atual, o que significaria que o pecado de Israel começou cerca de 30 anos antes do de Judá.

b) O período de pecado grave de Judá começou muito mais tarde e, portanto, o julgamento veio mais tarde.

P: Em Ezequiel 4:6, de que forma os israelitas roubaram o tempo de Deus? De que forma nós roubamos o tempo de Deus?

R: Certos tipos de pecados, como homicídio, roubo ou adultério, são pecados frequentemente condenados que afetam outras pessoas. Mas violar o sábado era diferente, na medida em que representava quebrar o compromisso de seu tempo para com Deus. Deus exigiu a devolução de todo esse tempo — por meio do exílio.

Hoje, também é importante não matar, não roubar nem cometer adultério. Mas, embora não precisemos mais observar o sábado e outras “sombras” da realidade de Cristo (Colossenses 2:16-17), ainda devemos dedicar nosso tempo a Deus. O senhor dedica muito tempo a fazer coisas que não beneficiam a si mesmo, mas apenas a Deus e à Sua obra?

Ser preguiçoso não significa apenas não fazer nada em vez do que você deveria fazer. Também pode significar manter-se ocupado fazendo muitas coisas, em vez do que você deveria fazer.

P: Em Ezequiel 4:9-13, depois disso, provavelmente ninguém mais pediu a Ezequiel para ser seu chef! Se Deus lhe pedisse para exercer um ministério em que a comida fosse monótona, o trabalho fosse tedioso ou o ambiente não fosse estimulante, o senhor ainda estaria entusiasmado em cumprir a vontade de Deus? Por que sim ou por que não?

R: O senhor não ficaria muito entusiasmado se tirasse os olhos do objetivo. O objetivo não é o que fazemos no dia a dia, mas sim usar o que fazemos no dia a dia para glorificar a Deus e levar a mensagem da vida eterna aos outros. Conta-se a história de três pedreiros em um canteiro de obras a quem perguntaram o que estavam fazendo. O primeiro disse: “Estou assentando tijolos”. O segundo disse: “Estou construindo uma parede”. O terceiro disse: “Estou criando uma catedral”. Na verdade, todos estavam fazendo a mesma coisa, mas tinham visões muito diferentes do que estavam fazendo.

P: Em Ezequiel 4:12, por que Ezequiel foi instruído a fazer bolos de cevada, usando excrementos humanos como combustível?

R: Isso demonstrou vividamente como os judeus seriam reduzidos a preparar sua própria comida. O trigo é um dos melhores grãos, mas o milho-miúdo costuma ser consumido por animais e pelos pobres.

P: Em Ezequiel 4:12-15, por que Deus alterou Sua ordem depois que Ezequiel reclamou?

R: Deus já sabia que Ezequiel levantaria essa objeção. Deus poderia ter comunicado isso de três maneiras.

1. Obrigar Ezequiel a usar fezes humanas. Outros poderiam ter criticado Ezequiel por violar as leis sanitárias da Torá.

2. Dizer inicialmente a Ezequiel para usar excrementos de animais. Isso teria dado a impressão errada de que eles usariam apenas excrementos de animais e tiraria a seriedade da advertência.

3. A melhor opção seria dizer inicialmente a Ezequiel para usar excrementos humanos. Quando Ezequiel se opôs, como qualquer judeu faria, Deus disse que cederia e permitiria o uso de excrementos de animais em seu lugar. Isso mostra que os excrementos humanos seriam utilizados, mas que Ezequiel não precisava usá-los. Foi isso que Deus fez, antecipando-se à reação de Ezequiel.

P: Em Ezequiel 5:1, qual é a linha do tempo do início do exílio?

Aqui está uma linha do tempo de Jerusalém e do início do exílio.

609Jeoacaz reinou por apenas 3 meses.2 Reis 23:31; 2 Crônicas 36:2
609-598Jeoiaquim reinou por 11 meses.2 Reis 23:36; 2 Crônicas 36:5
598-597Jeoiaquim reinou por 3 meses e 10 dias.2 Reis 24:8; 2 Crônicas 36:9
16 de março de 597Jerusalém é capturada; 10.000 pessoas são levadas ao exílio.2 Reis 24:10-16
597-587/586Zedequias governou por 11 anos2 Reis 24:18; 2 Crônicas 36:11; Jeremias 52:1-11
589-587Os judeus se rebelam contra os babilônios.
18 de julho de 587/586Jerusalém e o templo são destruídos. Muitos são exilados2 Reis 25; 2 Crônicas 36:17-21
581Os babilônios deportam mais pessoas de Judá.Jeremias 52:27-30
538Ciro, da Pérsia, permite que os exilados retornem.2 Crônicas 36:22-23

P: Em Ezequiel 5:1-2, o que havia de pessoalmente repugnante em raspar a cabeça daquela maneira?

R: Havia vários motivos.

a) Se um sacerdote israelita raspasse a cabeça, ele ficaria impuro, de acordo com Levítico 21:5.

b) Quando as pessoas raspavam a barba ou o cabelo, podiam usar uma lâmina semelhante às de hoje. Uma espada faria um trabalho mais grosseiro e menos preciso, o que não importaria se estivesse raspando a cabeça de um escravo. Era um sinal de humilhação, como indica 2 Samuel 10:4.

Não é a resposta: os gentios às vezes raspavam a cabeça em cultos pagãos (Ezequiel 27:31; Isaías 22:12; Jeremias 16:16; Amós 8:10), mas isso não é relevante neste contexto, pois foi Deus quem ordenou isso.

P: Em Ezequiel 5:1-4, o que foi simbolizado pelo fato de Ezequiel ter raspado o cabelo e se livrado dele de três maneiras?

R: Isso simboliza o destino dos habitantes de Jerusalém. Um terço seria destruído pelo fogo, um terço seria passado à espada e um terço seria “dispersado aos quatro ventos” no exílio. Lá, alguns seriam mortos; muitos se assimilariam aos povos vizinhos e apenas alguns permaneceriam como judeus. Apenas um remanescente, alguns fios de cabelo, seria preservado.

P: Em Ezequiel 5:6, de que maneira o povo de Deus transformou a justiça de Deus em algo mais perverso do que as nações ao seu redor?

R: O julgamento em questões civis e criminais, de maneira justa, agrada a Deus. No entanto, quando os ímpios ficam impunes e os justos sofrem injustamente, isso transforma a “justiça”, que deveria agradar a Deus, em algo perverso.

P: Em Ezequiel 5:6-7, por que as pessoas que conheciam a Deus seriam mais perversas do que aquelas que não O conheciam?

R: O conhecimento de Deus, por si só, não aproxima ninguém de Deus. Tudo depende do que você faz com esse conhecimento. Até mesmo os demônios acreditam em Deus e tremem (Tiago 3:12:19), porque isso não lhes traz nenhum benefício.

Do ponto de vista judicial, aqueles que conhecem a verdade e deliberadamente se afastam dela carregam uma culpa maior do que aqueles que não a conhecem tão bem. Veja 2 Pedro 2:20-22, Romanos 4:15 e 5:13.

Em termos de experiência, aqueles que não têm temor de Deus e praticam deliberadamente a desobediência tornam-se mais hábeis no que praticam.

P: Em Ezequiel 5:10, Jeremias 19:9 e Lamentações 4:10, esses versículos estão se referindo ao canibalismo propriamente dito?

R: Sim, é isso mesmo. Isso não é nem um mandamento de Deus, nem algo desejado por Ele. Em vez disso, Deus está usando Ezequiel para prever, com tristeza, mas com precisão, o que o povo desobediente de Deus fará, devido ao seu pecado e à severidade do seu julgamento.

Um conceito a ser aprendido aqui é que o pecado muitas vezes leva a pecar ainda mais, tanto diretamente quanto, como neste caso, indiretamente — tanto por meio de seu encobrimento quanto de suas consequências.

P: Em Ezequiel 5:11, como eles profanaram o santuário de Deus com imagens abomináveis?

R: Colocaram imagens no lugar santo de Deus que não pertenciam àquele local. O sentimento de Deus em relação a essa idolatria em Seu templo era tão forte que, em Ezequiel 6:5, Deus “prometeu” a eles que colocaria seus cadáveres diante de seus ídolos mortos. Essa imagem peculiar mostra o quanto Deus odeia os ídolos.

A propósito, o senhor tem alguma imagem de ídolos pagãos em sua casa? Consulte também a discussão sobre Isaías 30:22 para obter mais informações.

P: Em Ezequiel 5:12, quando é que 1/3 de Jerusalém seria morto pela peste e pela fome, 1/3 pela espada e 1/3 disperso?

R: Isso aconteceu quando os babilônios capturaram Jerusalém após a rebelião de 587/586 a.C.

P: Em Ezequiel 5:16, quando Deus atira para advertir e ferir, e quando Ele atira para destruir?

R: Deus pode fazer o que Lhe aprouver. Mas, muitas vezes, assim como um pai ou governante humano, Deus pode advertir antes de provocar consequências desagradáveis. Em seguida, Ele pode disciplinar para que a pessoa, ou o povo, se volte para Ele. Mas, neste caso, para a maioria do povo, Deus já não estava mais interessado em fazer nenhuma das duas coisas. Eles desejavam se afastar completamente de Deus e, por isso, Ele os fez ser removidos da terra permanentemente.

P: Em Ezequiel 5:17, o que são as “feras malignas” mencionadas aqui?

R: Embora alguns possam considerar leões e ursos selvagens como “malignos”, devido ao dano que podem causar às pessoas, não é disso que este versículo está falando. Trata-se de feras verdadeiramente malignas no sentido moral. Provavelmente são os gafanhotos do Abismo mencionados em Apocalipse 9:3-11.

P: Em Ezequiel 6:1-4 e Ezequiel 36:1, por que Deus está fazendo Ezequiel profetizar contra as montanhas inanimadas de Israel?

R: As montanhas não eram más por si mesmas. Pode-se pensar erroneamente que sim, já que grande parte da religião cananeia girava em torno de santuários nas montanhas. As montanhas são uma personificação do povo de Judá; portanto, Deus estava, na verdade, falando ao povo. Duas razões pelas quais Deus pode ter desejado usar essa personificação específica são que o povo costumava adorar nos altos cananeus, que frequentemente ficavam nas montanhas, e que as pessoas confiavam nas fortificações das montanhas para proteção contra invasores. No entanto, Deus promete que os israelitas retornarão e habitarão nas montanhas.

P: Em Ezequiel 6:1-4, 5:1,12, por que Deus vai diretamente ao cerne do problema da idolatria, em vez de mencionar gradualmente pecados menores e, então, avançar gradualmente até chegar a esse ponto?

R: O pecado cresce; portanto, lidar apenas com a camada superficial do pecado não adianta nada sem chegar ao cerne da questão. Se o cerne estiver podre, a maçã estará podre. Lidar apenas com aspectos periféricos seria um pouco como dizer a um ladrão e assassino obeso que ele deveria deixar de comer algumas sobremesas.

Às vezes, lidar com as questões menores não adianta nada até que a decisão de “mudar de rumo” ocorra primeiro. Depois que a pessoa se arrepende e coloca Deus em primeiro lugar, então é o momento de corrigir muitas das outras coisas também.

P: Em Ezequiel 6:1-4, 5:1,12, já que o povo queria ir aos altos para adorar, por que não simplesmente reaproveitar os altos para adorar o Deus verdadeiro, em vez dos ídolos cananeus? Afinal, os pagãos “reaproveitaram” o templo em Jerusalém para os ídolos pagãos?

R: O custo e a conveniência de um local não são a principal preocupação de Deus; o que importa é a essência da adoração do povo. Em primeiro lugar, Deus ordenou que não adorassem nos altos, e isso por si só já é motivo suficiente. Mas, além disso, redirecionar os altos levaria à confusão sobre quem estava sendo adorado ali. Isso poderia levar ao sincretismo, uma falsa crença de que os ídolos e o Deus verdadeiro eram basicamente a mesma coisa, ou pelo menos compatíveis. Deus levava isso muito a sério. Ele disse que os cadáveres deles ficariam diante de seus ídolos, o que profanaria os altares aos olhos tanto dos pagãos quanto dos judeus que adoravam a Deus. Sob o regime de Stalin na URSS, ficar em frente ao Kremlin dizendo que os czares eram a besta teria uma recepção mais positiva entre os homens do que ficar diante de Deus em um local de adoração e adorar ídolos.

P: Em Ezequiel 6:1-7, quando as pessoas se afastam de Deus, o senhor acha que isso geralmente se deve principalmente a uma única causa ou a várias causas?

R: Para algumas pessoas, pode ser devido a múltiplas influências, mas, frequentemente, trata-se de um fator principal. Pode ser algo “ativo”, como o medo da perseguição, pecados recorrentes, como o álcool ou as drogas, ou expectativas não atendidas que tinham em relação a Deus. Pode ser depositar sua confiança em uma pessoa e, em seguida, ficar desiludido com a vida dessa pessoa, em vez de depositar sua confiança em Deus. Pode ser esperar que Deus cumpra certas condições e ficar desapontado quando Deus não o faz. Ou pode ser algo “passivo”, como se deixar levar por coisas materiais ou simplesmente a preguiça de caminhar com Deus. Mas se alguém se afastou de Deus por essas razões, pode voltar.

P: Em Ezequiel 6:8-10, tanto nos tempos do Antigo Testamento quanto hoje, o que levaria uma pessoa rebelde a voltar a se lembrar de Deus, a sentir repulsa por si mesma pelo mal que praticou e a desejar retornar a Deus?

R: Às vezes, essa pessoa pode despertar e ver o fruto de sua desobediência passada, percebendo que as coisas poderiam ter sido diferentes. O pecado de uma pessoa também pode afetar as pessoas ao seu redor; portanto, talvez não sejam apenas as consequências negativas que ela vê em sua própria vida, mas o impacto que isso causou nos outros. Ou pode ser a percepção de sua ruína iminente que faz com que seus olhos se abram. Provérbios 22:15 diz que a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a expulsará. Em Zacarias 12:10-14, o povo de Israel lamentará aquele a quem traspassou.

P: Em Ezequiel 6:9, como é que o povo idólatra poderia “desejar ardentemente” seus ídolos?

R: Eles não seguiam seus ídolos apenas por senso de dever ou medo, mas buscavam avidamente prazer na experiência com eles. Podiam depositar sua fé naquele ídolo, imaginando segurança, reverência ou um possível amor por parte dele, cegos para o fato de que tudo isso é uma mentira. Assim como as pessoas podem cobiçar sexo, dinheiro ou bens materiais, elas cobiçavam a experiência religiosa com seus ídolos. Provérbios 23:7 diz que, assim como uma pessoa pensa em seu coração, assim ela é.

P: Em Ezequiel 6:9, é alguma vez bom que uma pessoa “tenha repulsa” por si mesma? E quanto à importância de uma autoimagem positiva?

R: Ao contrário do que se vê em algumas culturas modernas, pode ser bom sentir repulsa pelos erros que cometemos. “Detestar” significa odiar o que você é ou o que você fez. Embora devamos lembrar que fomos criados à imagem de Deus e que os eleitos são preciosos para Deus, às vezes é bom que uma pessoa deteste o que fez.

P: Em Ezequiel 6:10, Deus pratica o mal aqui?

R: O mal pode significar dano físico e também pode significar mal moral. Deus causa dano físico muitas vezes, mas Deus não pratica o mal moral.

P: Em Ezequiel 6:11, por que Ezequiel foi chamado a bater palmas e dizer “ai de mim”, quando os inimigos de Israel foram criticados por fazerem quase a mesma coisa em Ezequiel 25:6?

R: É louvável louvar a Deus por Sua justiça, mas devemos ter compaixão também pelos perdidos. Não devemos comemorar nosso benefício às custas do infortúnio alheio.

Conta-se a história de alguém que perguntou a um batista sobre seu pastor, e o batista respondeu que o haviam demitido, porque ele dizia que os perdidos iriam para o inferno. A pessoa ficou chocada e perguntou o que o novo pastor ensinava. Ele disse que o novo pastor também ensinava que os perdidos iriam para o inferno. “Qual era a diferença?”, perguntou a pessoa. O batista explicou que o primeiro pastor dizia isso com alegria na voz, enquanto o segundo pastor dizia com lágrimas nos olhos.

Em Apocalipse 19:1-4, os crentes no céu se alegrarão com a queda da prostituta chamada Babilônia.

P: Em Ezequiel 6:14, onde fica Dibla/Ribla, e por que Deus faria com que a desolação se estendesse do deserto até lá?

R: O “deserto” se referiria ao Negev, na parte mais ao sul de Judá. A maioria dos manuscritos hebraicos contém “Diblah”, mas alguns poucos apresentam “Riblah”. A leitura correta é, quase certamente, Riblah, por algumas razões.

Não há nenhuma cidade conhecida em Judá chamada Diblah. Havia uma cidade em Moabe chamada “Bete-Diblataim” em Jeremias 48:22, e não vemos motivo para que essa cidade estivesse em questão. Por fim, Ribla, uma cidade ao norte de Damasco, às margens do rio Orontes, era muito significativa.

Em Ribla, às margens do rio Orontes, o rei do Egito prendeu Jeoacaz em 608 a.C. Também em Ribla o rei babilônico proferiu a sentença contra Zedequias. A diferença está no fato de um traço horizontal se encontrar com um traço vertical (r) ou passar além do traço vertical (d).

P: Em Ezequiel 6 e Ezequiel 7:9, por que Deus é tão direto e negativo ao falar ao Seu povo?

R: De certa forma, Deus é como uma torcedora “torcendo” para que eles optem por escapar de Seu julgamento. No entanto, aqui Deus os está advertindo severamente sobre o que acontecerá quando Seu julgamento chegar. Isso vai além de uma mãe gritando com seu filho para que ele não corra para uma rua movimentada. Ezequiel 7:9 afirma especificamente que é Deus quem desferirá o golpe.

Deus possui tanto amor quanto ira. Para dar um exemplo imperfeito: durante a Revolução Americana, um amigo pessoal de George Washington foi condenado por espionagem a favor dos britânicos. Washington provavelmente poderia ter usado sua influência para que seu amigo íntimo fosse poupado. Mas o homem era culpado e, por isso, Washington não fez nada, e o homem foi executado.

P: Em Ezequiel 7:1-4, há um limite para a paciência de Deus?

R: As Escrituras afirmam que sim em 1 Tessalonicenses 2:16. Em Gênesis 15:16b, os amorreus eram maus, mas seu “pecado ainda não havia atingido a sua medida plena”. Ezequiel 7 fala de condenação e de um fim irreversível e catastrófico. Assim como o reino do norte de Israel nunca mais voltaria a existir, a vida como eles a conheciam também terminaria para sempre no reino do sul. Em Mateus 22:1-14, Jesus conta a parábola do banquete de casamento. Muitos são convidados, mas poucos são escolhidos.

P: Em Ezequiel 7:2 (duas vezes), 7:3; 7:6 (duas vezes) e Amós 8:2, o que significa “então chegou o fim”?

R: Isso significa que a ruína deles chegou. Talvez a situação parecesse incerta antes desse momento, e Deus lhes tenha concedido um tempo para se arrependerem, mas esse período já passou, e a ruína deles está aqui, não havendo mais tempo para eles. É o fim de sua prosperidade, de sua segurança e de grande parte de sua maldade. Seria o fim da vida tal como a conheciam.

P: Em Ezequiel 7:4, por que Deus não tem piedade neste caso?

R: Deus tem compaixão por tudo o que criou, conforme o Salmo 145:13,17. Deus adia, conforme 2 Pedro 3:9, porque não deseja que ninguém pereça — quem ainda for se arrepender. No entanto, chega um momento em que uma pessoa nunca mais se arrependerá. Da mesma forma, a paciência de Deus tem limites (1 Tessalonicenses 2:16; Gênesis 15:16; Apocalipse 10:6; Salmo 2:5, 12; Romanos 2:5).

P: Em Ezequiel 7:10-11, o que significa que a ruína irrompeu, a vara brotou, a arrogância floresceu e a violência se transformou em uma vara?

R: Deus adia a chegada da condenação para dar às pessoas tempo para se arrependerem. No entanto, a situação pode piorar com essas demoras. Assim como uma planta cresce, o pecado também cresce. Quando o pecado “floresce”, como um dente-de-leão, então Deus age contra ele. O pecado, como um câncer maligno, não permanece estagnado; ele cresce. O pecado gera mais pecado e nunca se sacia. Tiago 1:15 diz que o desejo dá origem ao pecado, e o pecado, quando plenamente desenvolvido, traz a morte.

P: Em Ezequiel 7:14, quais são os exemplos atuais de quando se toca a trombeta de batalha e ninguém comparece?

R: Na Segunda Guerra Mundial, os americanos sabiam que os japoneses estavam enviando uma grande força de navios e tropas para invadir as Filipinas. Mas a aviação americana estava pronta para enfrentá-los, carregada com torpedos capazes de afundar navios. Só que não havia havido tempo para testar os torpedos, e acabou que eles não funcionaram. Toda a ocupação japonesa das Filipinas, incluindo os notórios campos de prisioneiros, talvez não tivesse ocorrido se os torpedos tivessem funcionado. A própria Força Aérea americana desempenhou bem seu trabalho; mas se nem todos cumpriram suas funções, incluindo as empresas que projetaram e fabricaram os torpedos, então mesmo a vigilância de alguns foi em vão. Consulte também o artigo da Wikipédia sobre Pearl Harbor..

P: Em Ezequiel 7:15, havia peste e fome no interior. Como é que uma muralha da cidade, construída para proteção contra o exterior, pode servir como uma prisão que mantém as pessoas dentro e ser a sua ruína?

R: A espada estava do lado de fora; a fome e a peste estavam do lado de dentro. As muralhas da cidade foram construídas para proteção contra um eventual invasor. No entanto, as pessoas podem deixar de fugir da tentação e do pecado, pois acreditam que as muralhas são grossas o suficiente para impedir que sejam detectadas ou, mais frequentemente, grossas o suficiente para protegê-las da maioria das consequências. Assim, as muralhas passaram a ser uma forma de mantê-las presas e impedir sua fuga. Quando pecamos e erguemos muralhas para nos proteger das consequências de nosso pecado, às vezes essas muralhas também podem se tornar uma prisão para nós. Quando as pessoas estabelecem leis ou outras barreiras para proteger seu estilo de vida pecaminoso, essas podem se tornar grilhões.

De maneira semelhante, as defesas de uma pessoa contra o cristianismo podem impedi-la de escapar dos planos de Satanás. Da mesma forma, as fortificações de uma pessoa — sejam elas financeiras, emocionais ou intelectuais — podem impedi-la de perceber que precisa escapar do desastre.

P: Em Ezequiel 7:17, o que significa “joelhos tão fracos quanto a água”?

R: À primeira vista, pareceria que as pessoas mal conseguiam ficar de pé devido ao terror. No entanto, Ezequiel não era do tipo que usava palavras delicadas. Os tradutores da Septuaginta interpretaram isso como um terror tão grande que elas perdem o controle da bexiga.

P: Em Ezequiel 7:19-22, por que Deus não estaria mais interessado nas coisas belas do templo?

R: Às vezes, o Exército da Salvação recebe doações incomuns, incluindo anéis de diamante caros. Se um homem der a uma mulher um anel de noivado caro e, mais tarde, ela cancelar o noivado e devolver o anel, o que o homem deveria fazer com ele? Alguns poderiam guardá-lo para a próxima namorada, mas outros, vendo que ele foi rejeitado, não o desejam mais e o doam ao Exército da Salvação para que seja vendido e o dinheiro seja destinado aos pobres. Deus talvez veja os belos edifícios religiosos de maneira semelhante.

Enquanto as pessoas podiam admirar a beleza exterior dos ornamentos do templo, Deus, sem dúvida, via a beleza das pessoas que se sacrificavam e doavam para adquirir essas coisas. Mas quando eles foram profanados e entregues a outros (ídolos), Deus perdeu o interesse neles. Às vezes, pode acontecer que haja algo belamente dedicado a Deus, mas, quando é profanado o suficiente, isso apenas traz à tona más lembranças, e Deus não se interessa mais por isso.

P: Em Ezequiel 7:22, o que isso implica quando Deus desvia Seu rosto de um lugar ou de um povo?

R: Como aprenderemos mais adiante em Ezequiel, eles não têm mais o favor de Deus. Às vezes, não têm segurança; outras vezes, não têm prosperidade; mas, em certas ocasiões, têm ambas, sem, no entanto, poder desfrutá-las.

P: Em Ezequiel 7:23, por que eles deveriam fabricar correntes?

R: Ezequiel está apontando um pequeno detalhe para corroborar um ponto importante. O exército invasor precisaria se dar ao trabalho de fabricar grandes quantidades de correntes, pois precisaria de muitas correntes para todos os israelitas que iria escravizar.

P: Em Ezequiel 7:26, por que o ensino da lei e a visão do profeta se perderiam, uma vez que Deus deseja que as pessoas ouçam Sua mensagem?

R: Isaías afirma que a palavra de Deus perdura para sempre em Isaías 40:8. Portanto, é claro que ela não se perderia no céu, nem estaria totalmente ausente da terra. Mas não estaria disponível para a maioria das pessoas. Isso também se aplicava ao povo comum na Europa da Idade Média. Parece estranho que Deus permitisse que Suas palavras ficassem indisponíveis.

Mas Deus exige que consideremos Sua palavra como santa. Não apenas no sentido de que o povo de Deus é chamado a ser santo, mas de que a Palavra de Deus, embora escrita por autores humanos, é santa além de todos os escritos de meros homens. Se as pessoas não querem considerá-la santa e se não querem obedecer ao que nela está escrito, então por que deveriam ter o privilégio de sequer vê-la? De fato, para aqueles que rejeitam a Palavra de Deus, 2 Pedro 2:21 e Jeremias 42:19-22 indicam que é melhor não conhecer o caminho da verdade do que conhecê-lo e virar as costas para ele. Muitos incrédulos réprobos não rejeitaram o evangelho por completo, porque não ouviram o evangelho por completo. Mas, uma vez que já rejeitaram as partes que ouviram, não há obrigação de que devam ouvir o restante.

P: Em Ezequiel 7:27, qual rei judeu estaria de luto aqui?

R: O governante de Judá sob o domínio babilônico era o governador Zedequias. O último rei, Joacim, ainda estava vivo, mas acorrentado na Babilônia. Ezequiel está se referindo a Joacim quando menciona o rei, como em Ezequiel 1:2. Ele sempre usa o termo “príncipe” ao se referir a Zedequias em Ezequiel 12:10, 12; 21:25.

P: Em Ezequiel 8-11, qual é o significado da data dessa visão?

R: Essa segunda visão, em 17 de setembro de 592 a.C., ocorreu exatamente 14 meses após a primeira visão. Durante essas visões, Jerusalém foi capturada, mas não destruída. Ela foi capturada em 16 de março de 597 a.C. Gedalias exerceu o cargo de governador por dez anos. Judá se rebelou contra a Babilônia em 589 a.C., e Jerusalém foi capturada e destruída em 18 de julho de 587 ou 586 a.C.

A visão é composta por quatro partes, uma para cada capítulo.

P: Em Ezequiel 8:1-6, o que significa a primeira parte dessa visão?

R: Trata-se de uma imagem gloriosa e, ao mesmo tempo, trágica. Ela mostra a glória de Deus, que o Templo foi erguido na terra para representar. Também mostra três tipos de pecado grave, praticados até mesmo pelos líderes israelitas. A Jerusalém mostrada na visão era a Jerusalém terrena, com seu ídolo em seu interior. O objetivo da visão está no versículo 6, onde Deus deseja que Ezequiel veja com muita clareza — e transmita aos outros — o que afasta Deus de Seu santuário em Jerusalém.

P: Em Ezequiel 8:3,5, esse ídolo estava no templo na época de Ezequiel ou antes?

R: Provavelmente, isso ocorreu antes da época do profeta. Tanto a história em geral quanto Jeremias, em particular, não mencionam a existência de nenhum ídolo, e Jeremias profetizou na mesma época que Ezequiel. Mas, antes disso, o rei Manassés colocou um ídolo no templo, conforme 2 Reis 21:7. O rei Josias, que viveu antes de Ezequiel, destruiu-o, conforme 2 Reis 23:6. Portanto, mesmo os pecados do passado, que não são mais cometidos, continuam sendo uma abominação para Deus se não houver arrependimento.

P: Em Ezequiel 8:3,5, o que levou Deus ao ciúme? O que leva Deus ao ciúme hoje?

R: Uma pessoa pode ficar com muita inveja se vir seu cônjuge em um lugar especial, sua cama, com outra pessoa. Ela fica com inveja porque se importava com o cônjuge e com o relacionamento. Também fica com raiva porque o cônjuge não parece se importar tanto com isso. Pode também ficar com inveja porque, antes disso, pensava que o cônjuge se importava profundamente com o relacionamento, mas agora tudo parece ser uma mentira. Todo aquele amor que achava que o cônjuge sentia por ela antes, o que era aquilo?

Da mesma forma, Deus se importava profundamente com Seu povo e, às vezes, eles pareciam se importar profundamente com Ele. Mas, em um lugar especial, no Templo, eles agora se curvavam e demonstravam sua lealdade ao que Deus sabia ser um pedaço de esterco. Embora o povo parecesse mal ao se curvar diante disso, seu relacionamento com Deus e a forma como O honravam pareciam ainda piores.

Hoje, quando aqueles que afirmam ser o povo de Deus adoram outro, seja no lugar de Deus, seja, como muitos judeus, além de Deus, Deus fica profundamente ofendido. Alguns não têm um deus-ídolo, mas adoram o ídolo do dinheiro.

P: Em Ezequiel 8:6,13, existem graus de “repugnância” ou graus de pecado?

R: Sim, como mostram os versículos a seguir.

Em João 19:11, Jesus disse a Pilatos que aqueles que O entregaram a Pilatos eram “culpados de um pecado maior”.

A blasfêmia contra o Espírito Santo difere dos demais pecados, pois é imperdoável (Mateus 12:31,32; Marcos 3:28-30; Lucas 12:10-11).

1 João 5:16-17 fala de um pecado que leva à morte (blasfêmia contra o Espírito Santo) e de outros pecados que não levam.

Romanos 1:24-28 fala de pessoas ímpias que são entregues a uma depravação cada vez maior.

Ezequiel 8:6,13 mostra que alguns pecados são mais detestáveis a Deus do que outros.

Em Mateus 23:14, Jesus diz que os fariseus sofrerão uma condenação mais severa.

Mateus 23:15 afirma que alguns dos discípulos dos fariseus seriam duas vezes mais filhos do inferno do que eles próprios.

Em Lucas 10:12, Jesus disse que, no julgamento, será mais tolerável para Sodoma e Gomorra do que para aqueles que rejeitaram Jesus.

No entanto, dito isso, todo pecado é igual em um sentido: basta um único pecado para impedir que você seja perfeito e vá para o Céu, e basta violar uma única lei para que você seja considerado um transgressor (Tiago 2:8-11)

P: Em Ezequiel 8:10, por que eles estariam adorando animais e outros répteis?

R: Os egípcios eram conhecidos por adorarem animais e deuses com cabeças de animais. Essa imagem pode ser semelhante ao Livro Egípcio dos Mortos. Uma cópia do Livro Egípcio dos Mortos (em uma de suas variantes) era feita por um escriba para ser enterrada com uma pessoa rica, de modo que, na vida após a morte, essa pessoa tivesse uma “autorização para respirar” e pudesse viver na vida após a morte. Temos muitas cópias em museus atualmente.

Em geral, as pessoas tendem a adorar aquilo que é perigoso. Talvez inconscientemente, se adorarem algo perigoso, como uma cobra venenosa, então talvez essa coisa perigosa, ao ver sua adoração, não lhes cause dano.

Isso soa semelhante a Romanos 1:23, que diz que as pessoas trocaram a glória do Deus imortal por imagens de homens, pássaros, animais e répteis. Às vezes, as pessoas desejam adorar os ídolos de uma cultura estrangeira, simplesmente porque eles lhes parecem exóticos e estranhos.

P: Em Ezequiel 8:14, o que havia de errado em chorar por Tamuz?

R: Tamuz, também chamado Dumuzi, era um ídolo sumério, babilônico e assírio das colheitas férteis. Na mitologia suméria, sua esposa, Inanna, mandou arrastá-lo para o inferno. (É uma longa história que não precisamos abordar aqui.) De qualquer forma, em algumas versões, ele retorna à Terra a cada primavera e parte para o inferno a cada outono. Um rito religioso consistia em as mulheres chorarem na época em que ele supostamente morria e se alegrarem quando ele ressuscitava.

Ele era equivalente ao ídolo sírio Adônis, que talvez seja aquele amado pelas mulheres em Daniel 11:37.

P: Em Ezequiel 8:14, a prática cristã da Sexta-feira Santa e do Domingo de Páscoa deve algo ao ritual de Tamuz, como afirma o cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 586?

R: Não, Asimov não tem fundamento para essa afirmação. O fato de Jesus ter escolhido voluntariamente morrer de uma vez por todas e ter sido ressuscitado dos mortos, para nunca mais morrer, é muito diferente de Tammuz ser levado para o inferno contra sua vontade e repetir esse processo todos os anos.

Tammuz era equivalente ao ídolo sírio Adônis, que é o “deus poderoso, o amado pelas mulheres” mencionado em Daniel 11:37, de acordo com o *New International Bible Commentary*, p. 818.

P: Em Ezequiel 8:17, o que significa “colocar o ramo no nariz deles”?

R: O hebraico que temos hoje diz “ramo ao nariz deles”. No entanto, alguns comentaristas judeus afirmaram que se tratava de “fétor”, e também que “deles” deveria ser “meu”. Assim, poderia ser “colocar o fétor ao nariz deles” ou “colocar o fétor ao meu [de Deus] nariz”.

P: Em Ezequiel 8:8-18, por que Deus permitiu que toda essa maldade continuasse por tanto tempo?

R: Não sabemos por que Deus é tão paciente quanto é, nem exatamente como Ele define os limites de Sua paciência. Podemos ver que, por um lado, se não houvesse a nação de Israel ou de Judá, o povo de Deus não prosperaria nem cresceria. Seria mais difícil educar seus filhos e mais fácil simplesmente se assimilar às culturas idólatras ao seu redor. É possível identificar fortes razões para Deus não querer exilar Seu povo.

Por outro lado, a idolatria não era apenas grave, mas também generalizada. Durante o reinado da rainha Jezabel (provavelmente pronunciada “Itobal” pelos tirianos), havia apenas 7.000 que não haviam se ajoelhado diante de Baal (1 Reis 19:18). A idolatria incluía sacrifício de crianças e prostituição religiosa. Quando a idolatria era tão generalizada, tão grave, institucionalizada e cada vez pior, talvez o exílio e a reunião do remanescente fossem preferíveis a permitir que essa situação continuasse.

P: Em Ezequiel 8:8-18, por que Deus, impiedosamente, não os ouvirá, mesmo que clamem a Ele?

R: Quando rejeitaram a Deus e fizeram ouvidos moucos aos Seus mandamentos, Deus também não era obrigado a ouvi-los. Mesmo assim, Deus os teria ouvido [respondido à oração deles] se tivessem se arrependido de toda a sua maldade. Mas Deus não responde às orações das pessoas que, por sua vez, fazem ouvidos moucos aos pobres (Provérbios 21:13), acalentam o pecado (Salmo 66:18), são ímpias (Provérbios 15:29; Isaías 59:1-3) ou se recusam a ouvir a Deus (Zacarias 7:11-14).

P: Em Ezequiel 8:16, por que as pessoas seriam atraídas a adorar o sol ou outros corpos celestes?

R: Deus as advertiu para que não adorassem o sol, a lua ou as estrelas em Deuteronômio 4:19. No entanto, elas deram as costas a Deus (2 Crônicas 29:5-7), e Josias pôs fim à adoração do sol, da lua e das estrelas (2 Reis 23:5, 11).

O sol, a lua e as estrelas são belos, misteriosos, distantes e não exigem nada de seus adoradores. Eles proporcionam ordem, e a influência do sol é poderosa. No entanto, os adoradores do sol não teriam reservas em adorar outras coisas além do sol. Às vezes, as pessoas preferem adorar algo que é poderoso, mas que não lhes impõe exigências, em vez do ser mais poderoso, que sim impõe exigências à nossa vida e ao nosso comportamento.

P: Em Ezequiel 9:2, o que é o portão superior?

R: Trata-se do portão norte do Templo em Jerusalém. É possível que isso também represente um portão entre o Céu e a terra. As ameaças a Israel geralmente vinham do norte, e isso certamente constituía uma ameaça.

P: Em Ezequiel 9:2, por que Deus colocaria os anjos destruidores em Seu santuário?

R: Aparentemente, Deus desejava que os malfeitores religiosos e os malfeitores com maior conhecimento fossem destruídos primeiro.

P: Em Ezequiel 9:3, quais são as duas coisas que podem ser simbolizadas pelo fato de Deus, em Sua glória, se deslocar do santuário para a soleira do templo?

R: Deus estava, aos poucos, mostrando que o lugar onde Seu povo O adorava estava sendo abandonado, juntamente com o próprio povo, para que recebessem o que mereciam. Deus estava se retirando, e Sua glória, Sua presença e Sua proteção desapareceriam. Essa foi uma última e fugaz pausa, para que se lembrassem antes que Deus deixasse aquele templo para sempre.

P: Em Ezequiel 9:4, qual era a marca?

R: O hebraico se refere a essa “marca” como a letra “Tau”, da qual derivou nossa letra “T”. Tau era a última letra do alfabeto hebraico, possivelmente indicando “completo”. Era a primeira letra da palavra hebraica “Torá”. Alguns veem nisso um prenúncio dos 144.000 em Apocalipse 7:3-4.

6. Em Ezequiel 9:6-7, historicamente, quem realmente cometeu os assassinatos?

R: Os soldados babilônicos foram os principais responsáveis pela matança. No entanto, eles pareciam ter alguns aliados entre os filisteus e os edomitas. Contudo, Deus não apenas permitiu isso, como também escolheu explicitamente usar os babilônicos como o instrumento de Seu julgamento. Sheba (no atual Iêmen) e outras nações não participaram dos combates contra Israel, mas lucraram com a destruição.

P: Em Ezequiel 9:8-10, por que Deus permitiria que essa matança ocorresse?

R: Os judeus, que mais sabiam sobre Deus e deveriam estar próximos a Ele, haviam abandonado a Deus e eram tão maus quanto as nações ao seu redor, que pouco sabiam sobre Deus. Deus estava cansado de que pessoas chamadas pelo Seu nome fingissem segui-Lo, mas, na verdade, Lhe virassem completamente as costas, confiando ainda assim de que estariam bem desde que tivessem o Seu Templo. Deus não permitiria que o Seu Templo fosse mantido como “refém” dessa forma. Quando o povo de Deus se revoltou contra Ele, Deus considerou-os revoltosos, e Jeremias 12:8 afirma que, por isso, Deus os odiava.

P: Em Ezequiel 9:9, quais são as três coisas mencionadas que provocaram tanta ira em Deus?

R: Três coisas são mencionadas. 1) a terra está repleta de derramamento de sangue, 2) a cidade está repleta de injustiça e 3) eles afirmam que Deus os abandonou (ou seja, que Deus não se importa mais com o que fazem)

É interessante considerar que a terceira coisa leva à segunda, e a segunda leva à primeira.

P: Em Ezequiel 9:9, de que maneiras as pessoas provocam Deus hoje por meio dessas três coisas?

R: As pessoas vivem em pecado como bem entendem, como se não houvesse prestação de contas. Até mesmo pessoas religiosas podem ser o que se chama de “ateus práticos”. Embora possam acreditar em Deus, seu comportamento indica que agem como se Deus não existisse.

Mas se alguém vive como se Deus não existisse, o que o impede de cometer o mal, quando ninguém está olhando? O que o impede de se aproveitar dos outros, se puder escapar impune?

Se alguém considera que está dentro de seus direitos tirar proveito dos outros e outra pessoa se interpõe em seu caminho, o que o impediria de ferir ou matar essa pessoa, caso achasse que poderia escapar impune?

P: Em Ezequiel 10:2-5, qual foi o propósito de espalhar as brasas sobre a cidade?

R: Não diz que as brasas feriram alguém ou causaram algum problema. Também não diz que as brasas beneficiaram alguém. Talvez as brasas tivessem o objetivo de produzir fumaça e ocultar o fato de que a glória de Deus estava deixando aquele lugar.

P: Em Ezequiel 10:6, o que o fogo poderia representar?

R: Uma brasa pode estar em várias temperaturas. A menos que esteja muito quente, não é possível saber apenas olhando para ela. Em contraste com isso, um fogo é obviamente quente. Isso poderia representar o julgamento de Deus. Quanto fogo é necessário para queimar uma floresta ou uma cidade? Basta apenas uma faísca.

P: Em Ezequiel 10:9-17, como o senhor descreveria, de maneira geral, a visão apresentada aqui?

R: Os querubins e as rodas são belos, intricados e manobram em qualquer direção; não estão sujeitos às limitações que nós temos, como a gravidade, e podem se mover rapidamente. Os querubins possuíam algumas características humanas, como mãos semelhantes às de um homem, e um de seus rostos era semelhante ao de um homem. No entanto, em geral, eles pareciam mais não humanos do que humanos.

P: Em Ezequiel 10:14, como é o rosto de um querubim?

R: Se essas fossem as mesmas criaturas mencionadas em Apocalipse 4:7, a descrição dos quatro rostos seria a mesma, exceto que o Apocalipse diz “bezerro” em vez de “querubim”.

P: Em Ezequiel 10:15-19, por que a presença de Deus se afastou de Jerusalém, uma vez que Salmos 132:13-14 afirma que ela seria o Seu lugar de descanso para sempre?

R: O Salmo 132:13-14 afirma que será o lugar de descanso de Deus para toda a eternidade. Há dois pontos a serem considerados na resposta.

1. Embora a presença de Deus tenha deixado o Templo em Jerusalém, Deus certamente ainda sabia o que estava acontecendo em Jerusalém. O fato de Sua presença ter deixado Jerusalém não significa necessariamente que ela não continue sendo Seu lugar de repouso.

2. Mesmo que não fosse o lugar de repouso de Deus naquela época, a Nova Jerusalém ainda será o lugar de repouso de Deus. O Salmo 132:13-14 diz que Deus habitará ali para sempre; não especifica em que momento no futuro o lugar de repouso de Deus estaria ali para nunca mais partir.

P: Em Ezequiel 10:19b, qual é o significado de eles terem parado no portão leste?

R: Eles estavam acima do portão norte, de onde se retiravam o carvão e o fogo, e então fizeram um quarto de círculo para se dirigirem ao portão leste. Pararam no portão leste antes de deixarem aquele templo para sempre. Assim que a glória deixou aquele templo, ele desmoronou, para nunca mais ser utilizado.

P: Em Ezequiel 10, em que momento da história o senhor acha que a glória de Deus se afastou de uma igreja ou de um movimento? Por quê?

R: Houve várias ocasiões.

A Igreja após Constantino: Em 324 d.C., Constantino tornou-se o único imperador do Império Romano. Após legalizar o cristianismo e, posteriormente, torná-lo a religião oficial, ele perseguiu de forma não violenta judeus e adoradores de deuses pagãos, fechando sinagogas e templos pagãos. Essas pessoas foram incentivadas a frequentar a igreja em vez disso, e muitas o fizeram. Alguns afirmam que o cristianismo não se recuperou totalmente desde então. Quando os bispos começaram a falar sobre seus “tronos” e os cristãos passaram a perseguir outras pessoas, a glória de Deus estava se afastando.

Na Igreja Católica Romana, após o ano 1000 d.C., os papas tornaram-se extremamente corruptos em Roma. Quão ruins foram alguns papas? De acordo com a obra *Topical History of Christianity*, de Austin, p. 148,

“Então [após 904] teve início a chamada ‘pornocracia’, durante a qual Teodora e suas duas filhas, Teodora, a Jovem, e Marózia, controlavam virtualmente Roma e a própria Igreja. Prostitutas sedutoras, essas mulheres venderam seus corpos em troca de cargos, títulos e terras, o que lhes conferiu amplo poder. Marózia teve um caso ilícito com o Papa Sério III, do qual nasceu um filho que mais tarde se tornou o Papa João XI. Quando Marózia tentou ser coroada imperatriz, seu filho mais novo, Alberico, sequestrou e aprisionou sua mãe, encarcerou seu meio-irmão, o papa, e tornou-se ele próprio imperador. Ele reinou de 932 a 954, exercendo controle absoluto sobre o papado. Após a morte de Alberico, seu filho Otávio foi eleito como Papa João XII e revelou-se o membro mais odioso dessa família depravada.

b. Os Regimes de Otão. Em 962, o perverso João XII coroou o rei alemão Otão I como imperador do Sacro Império Romano. Pensando ter encontrado um aliado na depravação, João logo descobriu que o novo imperador era um homem de caráter e dedicado a restaurar a decência e a honra do papado. Quando Otão convocou um sínodo para discutir a destituição de João, o papa ameaçou todos com a excomunhão, mas eles o destituíram mesmo assim. Três meses depois, João convocou outro sínodo que anulou o que o sínodo de Otão havia decidido. Por isso, Otão decidiu recorrer à força para livrar o papado de seu governante maligno.

... Os quarenta e dois anos seguintes [após 1004] da história papal foram repletos de intensa rivalidade, mediocridade oportunista, impotência espiritual, vício e corrupção. Parecia ter atingido seu ponto mais baixo com a eleição de um menino degenerado de doze anos, o Papa Bento IX (1032-1045), que, após uma vida de devassidão vergonhosa e uma administração errática, vendeu a tiara sagrada (ou seja, o cargo de Papa) ao maior lance. Ele ficou conhecido como Gregório VI (1045-1046)....”

A Igreja Católica Romana antes da Reforma. O Concílio de Constança, em 1415, tinha como objetivo resolver as reivindicações de três papas rivais simultâneos. O reformador Jan Huss foi convidado a comparecer para discutir suas opiniões, e o imperador lhe concedeu uma garantia de salvo-conduto. Assim que Huss chegou, foi traidoramente queimado na fogueira.

A Igreja na França pouco antes da Revolução Francesa: a Igreja tornou-se rica, poderosa e violenta. Ela detinha o poder de vida e morte sobre as pessoas.

Escola alemã de Tübingen: desenvolveu a crítica superior, que minou a confiança de muitas pessoas na Bíblia. Costumavam afirmar (mas já não o fazem) que os evangelhos eram documentos do século II ou III, que Davi e várias outras figuras históricas nunca existiram, além de outras afirmações falsas que, desde então, foram refutadas pela arqueologia e por manuscritos antigos.

Seminários liberais americanos: muitas universidades famosas serviram como bons seminários, como Yale e Princeton. Desde então, elas se afastaram da crença na Palavra de Deus.

Muitas denominações tradicionais americanas: a Igreja Presbiteriana Unida possui uma declaração contra a inerrância da Bíblia. A Igreja Episcopal e a Igreja Evangélica Luterana da América também são liberais.

P: Em Ezequiel 11:1-4, quais são os efeitos quando a liderança se corrompe, seja em uma igreja ou no governo?

R: Inicialmente, o líder pode tomar algumas decisões erradas, incluindo desperdiçar ou desviar dinheiro, em vez de gastá-lo onde é necessário. Em seguida, seu exemplo pode se espalhar para cada vez mais membros. Por fim, tanto o líder quanto os membros podem se tornar, ao mesmo tempo, praticantes do mal e aceitadores do mal.

P: Em Ezequiel 11:1-4, como se diferencia quando a liderança é ruim, em comparação com quando é apenas imperfeita?

R: Nenhum líder na Terra é perfeito e isento de pecado. Todos têm lacunas no conhecimento ou no caráter. Mas o líder está genuinamente tentando obedecer a Deus em primeiro lugar, ou há algo mais importante em sua agenda? Se uma pessoa não está se aproximando de Deus, está envolvida em pecados recorrentes ou conduz os outros ao desvio, ela não deve ser líder.

P: Em Ezequiel 11:1-4, como devemos agir ou reagir quando a liderança se torna ruim, seja na igreja ou no governo?

R: A liderança nunca é perfeita, e o primeiro passo é conversar com os líderes individualmente, para tentar corrigir o problema. Mas, se esse primeiro passo essencial não surtir efeito, então convide outras pessoas para tentar. Por fim, torne o problema público e, ou faça com que o líder inadequado se afaste, ou você mesmo se afaste. Mateus 18:15-17 apresenta um procedimento a ser seguido caso alguém cometa uma ofensa. Primeiro, converse com ele em particular; se ele lhe der ouvidos, ótimo. Caso contrário, traga uma ou duas outras pessoas com você e converse com ele. Se ele ainda assim não der ouvidos, torne o assunto público na igreja.

P: Em Ezequiel 11:3;11, o que significava a afirmação dos líderes perversos de que a cidade era a panela e eles eram a carne? (Jeremias 39:1-5; 52:1-7; 42:1-12 podem fornecer algumas pistas.)

R: Há duas possibilidades.

Eles estavam perdidos: a cidade murada era como uma panela fervente, e eles estavam prestes a ser cozidos. Eles eram o prêmio da cidade e queriam escapar.

O futuro era tão promissor que precisavam usar óculos escuros: a cidade era uma iguaria próspera de boa comida, e eles eram a melhor parte, pelo menos em suas próprias mentes. Ou então, achavam que eram os mais capazes de tirar proveito disso e obter a parte mais valiosa.

Embora ambas as visões não possam ser verdadeiras, em ambas eles estavam enriquecendo a si mesmos e vendo as outras pessoas apenas como um meio.

P: Em Ezequiel 11:3, 11-13, de que forma os líderes de hoje podem ter atitudes semelhantes?

R: Há duas atitudes negativas diferentes possíveis aqui. Alguns líderes apresentam ambas ao mesmo tempo.

Superiores por serem líderes: os líderes podem pensar que têm privilégios e remuneração especiais, seja por causa do que acreditam fazer para ajudar os outros, seja porque acham que merecem isso por serem melhores.

Líderes por serem superiores: os líderes podem ser elitistas, pensando que as pessoas existem para eles, em vez de estarem lá para servir às pessoas. Eles se valorizam mais do que os outros e acreditam que devem receber a melhor parte.

Existe uma expressão coloquial: “o mundo é minha ostra”. Significa basicamente que o mundo, e todas as suas pérolas, estão à minha disposição. Alguns amam as pessoas e usam as coisas. Outros amam as coisas e usam as pessoas. Essa é a atitude oposta à de sermos servos de Deus, para a Sua glória, e não para nossa própria glória e felicidade.

P: Em Ezequiel 11:13, Ezequiel deveria ter lamentado a morte de Peletias, filho de Benaías? Por que o senhor acha que Deus o matou, e por que não matou todos eles?

R: Ezequiel não estava dizendo o que Deus idealmente desejava, mas apenas o que Deus fez com justiça. Talvez Ezequiel estivesse triste pelo fato de esse falso profeta ter chegado ao fim que chegou sem se arrepender. Isso é semelhante ao que Jesus discutiu quando a Torre de Siloé desabou, em Lucas 13:4.

Deus estava dando uma advertência a todos eles ao matar apenas Peletias. Deus desejava que nem todos fossem destruídos, mas que se arrependessem e vivessem.

P: Em Ezequiel 11:13-25, em meio a essa profecia severa, por que Deus profetizaria isso aqui? (Jeremias 31:1-7 é por uma razão semelhante.)

R: No meio de Ezequiel 11, Deus ainda está oferecendo esperança para o remanescente. Jeremias 31-32 também traz esperança para um futuro, para o remanescente. Cabia aos filhos dos israelitas decidir se iriam e seriam o remanescente que retornaria, ou se permaneceriam onde estavam.

P: Em Ezequiel 11:19 e Ezequiel 36:26, como e quando Deus lhes dará um novo coração de carne?

R: “Carne”, aqui, significa um coração vivo, em oposição a um coração morto de pedra. Desde o Pentecostes, o Espírito Santo entra no coração de cada crente. Observe que, na Bíblia, “carne” nem sempre significa pecaminosidade.

P: Em Ezequiel 12:2, como é que as pessoas não veem nem ouvem o que são capazes de ver e ouvir?

R: Algumas pessoas optam por ignorar fatos com os quais não concordam e, de forma consciente e deliberada, se recusam a admitir que veem o que está bem diante de seus olhos. Mas, muitas vezes, há mais do que isso. Dissonância cognitiva é um termo que descreve uma forte filtragem seletiva, consciente ou inconsciente, daquilo que é percebido como mero “ruído”, pois não se encaixa em sua visão da realidade.

Houve um estudo psicológico interessante em que era exibido um vídeo no qual você deveria contar o número de vezes que uma bola de basquete era driblada. Assista a este vídeo do YouTube, de Daniel J. Simons: https://www.youtube.com/watch?v=IGQmdoK_ZfY. É interessante observar o que você deixa de perceber por não estar prestando atenção.

P: Em Ezequiel 12:3, por que o povo teria que fazer as malas? Por que Deus fez com que Ezequiel fizesse as malas?

R: O povo seria forçado a deixar suas casas às pressas, contra a própria vontade. Eles estariam, literalmente, arrumando alguns pertences pessoais, mas levariam apenas o essencial, levando consigo poucas coisas. Deus lhes concedeu as bênçãos da terra, e eles não tinham motivo para reter essa bênção, caso tivessem decidido não obedecer a Deus. Após o Cativeiro da Babilônia, Deus lhes disse especificamente para se submeterem ao jugo babilônico, e, em vez disso, eles se rebelaram contra isso. Isso não só foi uma insensatez espiritual, como também uma insensatez no mundo natural.

A palavra hebraica aqui, qir, significa parede de uma casa, não homah, ou muralha da cidade. Provavelmente não havia muralha ao redor de Tel Abib. Não havia uma muralha à mão, então, para a metáfora, Ezequiel se contentou com o que estava disponível.

P: Em Ezequiel 12:7-14, o que Ezequiel está profetizando aqui?

R: Ezequiel está profetizando o exílio do reino do sul de Judá. Os israelitas do reino do norte já haviam sido exilados; o reino do sul ainda não havia sido exilado, até o meio do ministério de Ezequiel.

P: Em Ezequiel 12:12-13, qual é o sentido de mencionar o príncipe entre eles?

R: Zedequias era de sangue real, mas era governador e, posteriormente, rebelde, não um rei. Ele foi nomeado governador pelos babilônios e tentou tornar-se novamente uma nação independente, contrariando o que Deus lhes ordenara por meio de Jeremias.

P: Em Ezequiel 12:13, como o príncipe (Zedequias) pôde ir para a Babilônia e, ainda assim, não vê-la?

R: Jeremias 39:4-7 explica que, ao iniciarem a viagem de volta à Babilônia, mataram os filhos de Zedequias na sua frente e, em seguida, arrancaram-lhe os olhos.

P: Em Ezequiel 12:17-20, qual é a diferença entre ansiedade/tremor e desespero?

R: Ansiedade é se preocupar com algo ruim que está prestes a acontecer e que pode prejudicá-lo ou prejudicar aqueles que você ama. O desespero não decorre da dúvida, mas sim da certeza de que algo está prestes a acontecer e de que você nunca poderá se recuperar. Os judeus chegaram a um ponto em que não tinham mais preocupações — apenas desespero.

A ansiedade é o medo das coisas ruins que podem acontecer. O desespero é a certeza quase absoluta de uma ruína ou perda iminente.

P: Em Ezequiel 12:21-23, como algumas pessoas seguem esse provérbio hoje em dia? Por quê?

R: O provérbio “os dias passam e toda visão se desvanece” significa que nada profético jamais acontecerá. Ele era usado para transmitir uma falsa sensação de conforto e garantia de que as profecias contra Jerusalém se revelariam vãs.

P: Em Ezequiel 12:26, em que sentido essa é uma versão modificada do provérbio anterior?

R: Como achavam que essas coisas estavam distantes, não consideravam necessário se arrepender agora. Um pastor disse que uma das palavras mais tristes que já ouviu é “amanhã”. Pois, quando alguém é convidado a se arrepender e se converter a Cristo, responde: “hoje não, mas talvez amanhã”.

P: Em Ezequiel 12:26, algumas coisas na Bíblia estavam de fato distantes para eles. Então, o que havia de errado com a atitude deles ao dizer que as coisas estavam distantes?

R: Eles achavam que não precisavam obedecer agora, já que quaisquer consequências estavam distantes. Não precisavam se reconciliar com Deus agora, pois sempre poderiam fazê-lo mais tarde. Uma cristã oriental adiou seu batismo até que sua mãe falecesse, já que sua mãe não aprovaria. Por outro lado, algumas pessoas querem pecar agora e, por isso, querem adiar o arrependimento para amanhã.

P: Em Ezequiel 12:26, de que maneira as pessoas adiam a reconciliação com Deus hoje? Por quê?

R: Como disse um estudante universitário, elas queriam ser cristãs algum dia, mas não agora, porque estavam se divertindo demais. Mas, se isso for um problema, Deus pode resolver o seu problema.

P: Em Ezequiel 13:1-5, na época de Ezequiel havia tanto falsos profetas quanto verdadeiros; o mesmo ocorre hoje. Quais são, no mínimo, quatro exemplos de falsos profetas?

R: Aqui estão quatro tipos diferentes.

Falsos mestres cristãos dentro da igreja: eles afirmam ser cristãos, mas pregam um evangelho diferente. Podem estar dentro de uma igreja ou então fundar sua própria igreja. Assim como Jim Jones, podem inicialmente estar em uma igreja e compartilhar pelo menos parte do verdadeiro evangelho, mas depois fundam sua própria igreja e ensinam coisas muito ímpias.

Mestres de outras religiões: eles estão conduzindo as pessoas a um destino final diferente.

Ateus que afirmam com certeza que Deus não existe: eles podem ter mais convicção de que Deus não existe do que algumas pessoas que afirmam acreditar em Deus.

Pessoas não religiosas que se arrogam o direito de estabelecer sua própria moralidade: o problema é que, a menos que uma pessoa acredite em algum Deus, ela não tem base para a moralidade. Se uma pessoa não tem mais valor intrínseco do que um mosquito, então por que matar uma pessoa seria pior do que matar um mosquito? Será porque somos mais inteligentes? Nesse caso, as pessoas mais inteligentes teriam mais direito à vida do que as menos inteligentes, como acreditavam os nazistas?

P: Em Ezequiel 13:4-5, que tipos de falsos profetas são como chacais, e por quê?

R: Quando um muro tem brechas, os chacais podem passar por elas, mas isso serve para criar tocas e esconderijos para caçar presas, e não para reconstruir o muro. Alguns não apenas se recusam a ajudar a reconstruir as ruínas, mas, na verdade, lucram com elas. Outros podem ser “deístas moralistas e terapêuticos”. Eles acreditam que o cristianismo, ou a religião em geral, serve APENAS para ajudá-lo a ser mais moral, para ajudá-lo com seus problemas, em nome de um Deus que não faz nada.

P: Em Ezequiel 13:4-6, o que exatamente os profetas estavam fazendo de errado?

R: Eles estavam cometendo dois erros. Não estavam reparando as rachaduras e brechas na vida espiritual das nações e estavam atribuindo ao Senhor palavras que Ele não havia dito. Infelizmente, desde aquela época, muitos outros líderes religiosos não têm se ocupado com as rachaduras na armadura espiritual de seus fiéis e têm acrescentado muitas coisas, como parte da tradição, que Deus não disse. Muitas pessoas têm a atitude de que, se um papa, um concílio eclesiástico ou seus líderes religiosos disseram algo, então isso deve ser de Deus, pois Deus não permitiria que esses líderes dissessem algo gravemente errado. Deus permitiu isso naquela época, e Deus permite isso hoje. Deus nos dá um meio de discernir, Sua Bíblia, mas se as pessoas seguem cegamente suas tradições e não verificam as coisas com a Bíblia, a responsabilidade por serem desviadas é delas mesmas e não de Deus.

P: Em Ezequiel 13:5 e Ezequiel 22:31, o que significa “ficar na brecha”?

R: Em batalha, se o inimigo abrisse uma brecha na muralha da cidade, os defensores se colocariam na brecha. Eles ocupariam o lugar da muralha, e o inimigo não entraria até que os defensores recuassem ou fossem mortos. Da mesma forma, na guerra espiritual, Deus busca crentes que se coloquem na brecha, para se defenderem contra as armadilhas de Satanás e resgatarem as pessoas.

P: Em Ezequiel 13:6-7, a que tipo específico de falsos profetas Ezequiel está se referindo?

R: Existem pelo menos dois tipos de falsos profetas.

1) Pessoas de outras religiões, que não se declaram cristãs ou afirmam que o cristianismo, ou ter um relacionamento pessoal com Cristo, é algo ruim.

2) Aqueles que afirmam ser crentes, mas pregam um evangelho diferente. Neste versículo, tanto mulheres quanto homens afirmavam ser profetas do Único Deus Verdadeiro.

P: Em Ezequiel 13:10, 16 e Jeremias 6:14; 8:11, como as pessoas dizem “paz, paz, quando não há paz”?

R: Há pelo menos quatro maneiras diferentes.

a) Pode ser um pensamento ilusório, na esperança de que haja paz se assim o desejarem.

b) Mais comumente, pode ser autoengano, ignorando evidências em contrário e não levando a sério o quão violenta é a situação.

c) Pode ser uma forma de isolamento, afirmando que há paz para mim neste momento e que não me importo com o resto do mundo.

d) Por fim, pode não ser nenhuma das opções acima, e o único engano envolvido é o engano deliberado dos outros.

P: Em Ezequiel 13:10-15, 22:28; Mateus 23:27 e Atos 23:3, de que maneira os falsos líderes se assemelham àqueles que encalam uma parede? Existem maneiras pelas quais podemos, sem querer, estar encalando paredes?

R: Os líderes podem ser comparados à cal quando, de forma explícita ou implícita, legitimam ou afirmam que um pecado é aceitável. A cal apresenta uma aparência externa que não perdura. As paredes parecem boas por fora, mas, na próxima vez que chover, toda a cor externa se desprende. Da mesma forma, alguns líderes e organizações parecem bons e limpos por fora, mas apenas encobrem uma série de problemas desagradáveis por dentro.

P: Em Ezequiel 13:10-14, a palavra hebraica para “cal” soa semelhante à palavra para “coisas insatisfatórias”. Quais são algumas coisas que, embora insatisfatórias, são buscadas com entusiasmo?

R: Alguém definiu certa vez a insanidade como obter os mesmos resultados ao fazer as mesmas coisas repetidamente e esperar um resultado diferente na próxima vez, sempre.

Substâncias ingeridas, como drogas, álcool, cigarros ou cigarros eletrônicos, acabam não sendo satisfatórias.

Experiências, como sexo, emoções fortes ou outras coisas.

Bens materiais, como dinheiro, obras de arte caras, etc.

Poder e controle sobre os outros.

P: Em Ezequiel 13:18, como essas mulheres caçavam almas?

R: Eles também procuravam pessoas para vender amuletos mágicos. Isso pode parecer uma ocupação inofensiva, mas, para cada amuleto que vendiam, a pessoa que o comprava pecava contra Deus.

P: Em Ezequiel 13:19, uma vez que Deus está no controle, por que são assassinadas pessoas que não deveriam ter morrido, e algumas vivem que não deveriam ter vivido?

R: Este mundo encontra-se em estado de rebelião contra Deus (1 João 5:19), e Deus tem permitido isso por um certo tempo. Muitas coisas acontecem aqui que são injustas, perversas e que partem o coração de Deus (Mateus 23:37; Lucas 19:41; Jeremias 4:19-22; 9:1). No entanto, o julgamento virá quando Deus restabelecer a justiça.

P: Em Ezequiel 13:22, como um falso profeta (homem ou mulher) pode desanimar os justos com suas mentiras?

R: Eles podem proferir falsidades sobre o futuro. Podem tentar introduzir “FUD” (medo, incerteza e dúvida) no que, de outra forma, seria muito claro.

Um falso profeta que se faz passar por um verdadeiro mestre enviado por Deus pode levar pessoas piedosas a questionar o que é certo fazer. Ele pode fazer com que as pessoas acreditem nele em vez de no que Deus realmente disse. Mas, o que é ainda mais comum, ele pode fazer com que as pessoas não tenham certeza de nada, mesmo que elas não tenham certeza de que acreditam nos falsos profetas. Ele pode levar as pessoas a praticar o mal ou a perseguir cristãos.

P: Em Ezequiel 13:23, como se tratava de falsos profetas, algum deles estava realmente tendo visões ou não?

R: É possível que estivessem inventando tudo e não estivessem vendo absolutamente nada. Por outro lado, Satanás pode ter enviado a alguns deles visões mentirosas e ilusões.

P: Em Ezequiel 14:1-3 e Ezequiel 33:32, por que os anciãos de Israel (em Kebar) se sentariam diante de Ezequiel, se haviam colocado obstáculos?

R: Há duas razões possíveis, e ambas podem ser verdadeiras para diferentes líderes.

a) Primeiro, mesmo que não acreditassem realmente em Ezequiel como profeta, eles sabiam que grande parte do povo acreditava nele e queriam causar boa impressão diante do povo.

b) Em segundo lugar, talvez eles realmente acreditassem que Ezequiel era um verdadeiro profeta de Deus. Mas também queriam seguir os ídolos. Algumas pessoas buscam uma espécie de “seguro contra incêndio” ao adorar todos os deuses. Elas não eram contra Deus, mas algumas pessoas hoje querem ser “cristãs e...”. Ou seja, cristãs e algo mais também.

P: Em Ezequiel 14:1-3, por que Deus às vezes permanece em silêncio quando as pessoas O consultam?

R: Deus ama responder às orações de Seu povo, mas não é obrigado a responder a quem não está buscando sinceramente segui-Lo. Também pode ser um ato de misericórdia quando Deus não responde, pois os perdidos serão julgados com base no que sabem, conforme indicam Romanos 4:15 e 5:13b.

P: Em Ezequiel 14:1-4 e Jeremias 42:2-22, quando não é bom buscar o conselho de Deus?

R: Não é bom buscar o conselho de Deus se o senhor não estiver disposto a segui-lo, a menos que seja a resposta que o senhor desejava. Romanos 4:15 e 5:12 mostram que as pessoas são julgadas com base no que sabem. Se o senhor não estiver disposto a seguir a Deus incondicionalmente, então, em geral, quanto menos verdade o senhor souber, melhor será para o senhor no Juízo.

P: Em Ezequiel 14:3,7, o que exatamente é uma pedra de tropeço?

R: Uma pedra de tropeço pode ser um bloco retangular, mas também pode ser um objeto de praticamente qualquer formato que faça com que as pessoas tropecem, especialmente quando não o veem. Isso é um problema especialmente para os muito idosos, os muito jovens, os doentes e os fracos. Um tropeço, ou uma queda, pode ser bastante grave. Algumas pessoas morrem ao cair sobre pedras ou concreto. Uma pedra de tropeço não é tão perigosa se a senhor(a) a vir e se lembrar de onde ela está. Também não é perigosa se o senhor(a) não estiver planejando se mover.

Romanos 14:13 adverte os cristãos a não colocarem pedras de tropeço diante de outros cristãos.

Há algum tempo, me deparei com um excelente exemplo de obstáculo. Esse pesava cerca de 60 libras; explicarei como sei disso um pouco mais adiante. Eu estava dirigindo para almoçar, após uma tempestade de gelo ocorrida alguns dias antes, e havia um bloco de concreto no estacionamento do restaurante. Não era a parte por onde eu estava passando, então estacionei e entrei. Eu poderia ter removido o bloco de concreto do estacionamento, mas não o fiz. Após o almoço, saí em direção ao meu carro, e havia um carro estacionando na direção oposta, então saí por outro caminho. Eu havia me esquecido do bloco, e a parte inferior do meu carro raspou no bloco de concreto. Estacionei o carro para verificar se havia danos e, em seguida, movi o bloco para a grama, para que outros motoristas não tivessem a mesma experiência que eu tive.

Um tipo muito diferente de pedra de tropeço é o fato de que muitas pessoas não conseguem aceitar que é preciso vir a Jesus. Para elas, Jesus, a pedra angular, tornou-se uma pedra de tropeço em Romanos 9:30-33 e 1 Pedro 2:8.

P: Em Ezequiel 14:4-6, como Deus responderia de acordo com a idolatria deles?

R: Deus poderia responder de acordo com a idolatria deles, não oferecendo nenhuma orientação. No entanto, muitas vezes, inclusive neste caso, Deus não faz isso, mas responde ao povo com base no que eles precisam saber. Muitas vezes, quando perguntamos algo a Deus, Ele responde não necessariamente à pergunta que fizemos, mas, mais importante, ao que precisamos ouvir.

P: Em Ezequiel 14:5, de que maneira as pessoas se afastam de Deus?

R: A nação de Israel se afastou de Deus ao se recusar a deixar de adorar seus ídolos. Cultivar outros pecados também pode fazer com que Deus opte por não ouvir nossas orações, conforme o Salmo 66:18.

P: Em Ezequiel 14:9, Deus enganou os falsos profetas e, em seguida, os destruiu por serem falsos profetas?

R: Deus nunca transformou um profeta bom em mau. Em vez disso, Deus permitiu que os profetas maus fossem tentados a fazer profecias que, no final, todos veriam que estavam erradas.

Em geral, se alguém deseja praticar o mal, Deus “endurece judicialmente” essa pessoa na direção que ela deseja seguir, como fez com o Faraó. Jesus chegou a dizer a Judas: “O que você vai fazer, faça depressa”.

P: Em Ezequiel 14:9-10, por que aquele que procurou um falso profeta é tão culpado quanto aquele que proferiu a falsa profecia?

R: Eles sabiam que ele era um falso profeta. Eles teriam pago por essa profecia. Eles conferiram legitimidade a isso.

P: Em Ezequiel 14:10, por que os profetas são especialmente destacados aqui?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. Os profetas encorajavam as pessoas que os procuravam a persistir em seus pecados.

2. Assim, os profetas recebem a punição pelos pecados das pessoas que confiaram em suas palavras e persistiram no pecado.

3. Tanto naquela época quanto hoje, é muito grave que um líder religioso faça com que as pessoas se sintam mais à vontade em seus pecados.

P: Em Ezequiel 14:12-13, como um “país” peca? Os países não têm alma e não vão para o Céu nem para o Inferno.

R: O povo de um país geralmente forma uma única cultura, no sentido de que a maioria das pessoas é persuadida a pensar e agir conforme os outros no país as levam a fazer. Quando indivíduos influentes decidem agir de forma perversa, e a maioria das demais pessoas no país decide — não necessariamente agir de forma perversa, mas sim seguir o exemplo perverso —, então elas também estão pecando.

P: Em Ezequiel 14:12-19 e Apocalipse 6:8, de que forma a fome, as feras, a espada e a peste são as formas mais comuns de morte?

R: Muitas pessoas morreram de fome. Nem mesmo sabemos quantas fomes ocorreram na China, pois foram tantas. Não sabemos quantas pessoas morreram de fome, mas o número ultrapassou amplamente os 100 milhões. Muitas pessoas morreram por causa de “animais selvagens”, sendo o mais letal deles o rato, portador de doenças. Quanto às doenças, somente no século XX, apesar dos medicamentos contra a malária, mais de 1 milhão de pessoas por ano morrem de malária. Mas a espada matou tantas pessoas quanto as doenças. A “espada” é um termo mais amplo do que “guerra”, pois mais pessoas foram mortas por “regicídio” perpetrado por seus próprios governos do que por conflitos entre países.

P: Em Ezequiel 14:14, por que essas três pessoas não seriam capazes de salvar mais ninguém? Em Gênesis 18:10, Deus disse a Abraão que não destruiria Sodoma se fossem encontradas nela apenas dez pessoas justas.

R: Há dois aspectos na resposta: o espiritual e o natural.

Espiritualmente, essas três pessoas, por mais justas que fossem, não poderiam salvar ninguém além de si mesmas. Como disse um cristão: “Deus não tem netos”. Ou o senhor é um filho de Deus, ou não é; o senhor não pode se apegar à fé de seus pais quando se apresenta diante de Deus. Ou o senhor conhece a Deus, ou não. Não é possível chegar ao céu com base na fé alheia. Mesmo dez pessoas justas em Sodoma não poderiam levar o restante dos sodomitas ao céu.

Naturalmente, Deus poderia destruir um país se todos se tivessem afastado Dele. Mas Deus poderia poupar um país se um número significativo de pessoas fosse justo. Não podemos afirmar com certeza que Deus pouparia uma cidade apenas por causa de dez pessoas, pois Deus já sabia que não havia dez pessoas. Mas Deus frequentemente poupava os israelitas, tanto os bons quanto os maus, quando muitos se voltavam para Ele.

P: Em Ezequiel 14:14 e Ezequiel 28:3, quem era Daniel/Danel nessas passagens?

R: Primeiro, o que não é a resposta e, em seguida, a resposta.

O que não é a resposta: Havia um sábio arameu conhecido como Danel/Daniel. No entanto, a grafia é diferente da de Danel nas histórias de Ugarit, e Danel não era particularmente sábio.

A resposta: Trata-se do profeta hebreu Daniel, que foi levado para a Babilônia ainda jovem. Daniel foi contemporâneo de Ezequiel, e sua posição, fama e sabedoria sob o domínio babilônico eram bem conhecidas. A grafia é a mesma do livro de Daniel, exceto pela ausência de um yod, que se parece com um apóstrofo.

Satanás existe há muito tempo. Ele provavelmente conhece as Escrituras melhor do que o ser humano mais erudito da Terra e tem vasta experiência em compreender e tentar as pessoas há muito, muito tempo. Ele é capaz de revelar o suficiente da verdade, bem como coisas que as pessoas desconhecem, para levá-las a acreditar nas mentiras mortais que estão misturadas a ela. Eu jamais gostaria de medir forças com Satanás, nem de ouvi-lo e tentar descobrir a verdade a partir do que ele diz. Felizmente, nunca precisamos fazer isso. Basta seguir a Deus. Assim como em um time de basquete ou futebol americano, à medida que obedecemos a Deus, Ele, Seus anjos e Seus outros servos na Terra podem nos dar “apoio”, enquanto conquistamos vitórias para Sua glória.

Consulte também o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 6, p. 881, para mais informações sobre Daniel.

P: Em Ezequiel 15:1-4, por que a madeira de uma videira não é útil?

R: Não há resistência na madeira da videira; portanto, não é possível fazer nada útil com ela, nem mesmo um pino. Ela é retorcida e feia, de modo que não é possível fabricar móveis bonitos com ela. A madeira não é durável; portanto, qualquer coisa feita com ela não terá longa durabilidade. Algumas coisas e pessoas podem parecer úteis e talentosas, mas, no fim das contas, se não produzirem nada de útil... Provérbios 25:14 diz que, assim como as nuvens sem chuva, é o homem que se vangloria de dons que não concede. Se uma pessoa tivesse “bom caráter”, mas esse caráter não fosse forte, nem particularmente piedoso, nem perseverante, de que adiantaria esse caráter?

P: Em Ezequiel 15:4, por que essa madeira é pior do que a madeira comum de uma videira?

R: Pior ainda: se a madeira de uma videira for parcialmente destruída pelo fogo, ela se torna ainda menos útil. Espiritualmente, existem “fogos” que podem limitar a utilidade futura das coisas e das pessoas.

P: Em Ezequiel 16, qual é o objetivo deste capítulo?

R: Essa alegoria ilustra as abominações deles no contexto de uma filha adotiva ingrata. Os sentimentos de um pai ou de uma mãe ao se sentirem rejeitados nessa situação provavelmente não são tão intensos quanto os sentimentos de Deus em relação ao Seu povo que O rejeita.

P: Em Ezequiel 16:3,45, por que Deus disse que a ascendência deles era dos amorreus e dos hititas?

R: Os israelitas tinham estreita relação com os amorreus.

1. Desde o início, Isaque e Jacó se casaram com mulheres da atual Síria.

2. Além disso, houve casamentos mistos com outros povos, incluindo os gibeonitas, que eram hititas. Por exemplo, Urias, o marido anterior de Bate-Sebá, era hitita.

3. Por fim, eles se casaram com os cananeus amorreus, o que não deveriam ter feito.

A razão pela qual Deus mencionou isso está em Ezequiel 16:44, onde Ele refere que eles se prostituíram com as outras nações.

P: Em Ezequiel 16:4-14, por que Deus está trazendo à tona essa alegoria?

R: Eles estavam em má situação quando a fome atingiu Canaã e foram para o Egito. Durante os últimos anos da vida de José, e pelos 400 anos seguintes, foram escravos no Egito. Depois que Deus os resgatou de tudo isso, eles ainda não eram leais a Deus.

P: Em Ezequiel 16:15-21, por que Jerusalém (que representa todo o reino do sul) se envolveu em “prostituição espiritual” ao adorar outros deuses?

R: Eles não querem obedecer exclusivamente a Deus. Podem se afastar completamente, como fez o reino do norte de Israel, ou podem continuar realizando os rituais sem praticar a obediência, como fez o reino do sul de Judá. Hoje, assim como naquela época, Deus considera a adoração ou reverência a outros deuses, por parte daqueles que são chamados pelo seu nome, uma prostituição espiritual.

P: Em Ezequiel 16:15-21, por que uma pessoa, um povo ou uma nação se afasta de Deus?

R: Isso pode ocorrer por múltiplas razões. Normalmente, para uma pessoa, há apenas uma causa principal, mas outras razões podem contribuí-la, e outras razões também podem levá-la a se afastar. Para alguns, as causas podem ser o desejo de cometer ou justificar um pecado específico, ou a adoração de algum ídolo. Para outros, pode ser o fato de acreditarem conhecer um caminho melhor. Para outros ainda, pode ser a desilusão ou a decepção com o que algum cristão fez. Alguns podem agir assim por medo ou por ganho financeiro. Outros ainda não têm motivos de peso, mas as preocupações do mundo tornam-se primordiais em seu pensamento.

P: Em Ezequiel 16:20-21, como eles sacrificavam seus filhos?

R: Os cananeus sacrificavam seus filhos pequenos, passando-os pelo fogo, até a idade de dois anos. Infelizmente, muitos israelitas adotaram essa prática perversa e ímpia.

P: Em Ezequiel 16:23-34, por que houve uma “fase II” de sua maldade?

R: O pecado, se não for contido, cresce. A maldade que uma pessoa ou um povo possa tentar hesitante uma vez pode, então, ser praticada com mais frequência. Em seguida, pode se tornar um hábito. Depois, perde a novidade e eles buscam uma emoção para substituí-la por algo ainda maior.

P: Em Ezequiel 16:26-29, como exatamente os judeus se prostituíram com as nações vizinhas?

R: A partir de Salomão, os reis de Judá e de Israel casaram-se com mulheres incrédulas. Mesmo antes de Salomão, muitos israelitas não eram fiéis a Deus e adoravam ídolos. Acredita-se que as tribos da Transjordânia e a tribo de Dã tenham estado entre as primeiras a abandonar completamente a Deus.

P: Em Ezequiel 16:35-47, de que forma a punição de Deus foi justa?

R: Visto que o povo de Judá buscava nesses ídolos e nessas nações inspiração, prazer e segurança, foi por meio dessas mesmas nações que ele seria punido e exilado. Elas o destruiriam literalmente, restando apenas um remanescente.

P: Em Ezequiel 16:47, Israel não andou nos caminhos das nações vizinhas, ou multiplicou a desobediência mais do que as nações ao seu redor, como dizem tanto Ezequiel 5:7 quanto (possivelmente) Ezequiel 16:47?

R: A primeira parte de Ezequiel 16:47 diz literalmente, em hebraico: “No entanto, você não andou nos caminhos deles”; a segunda parte de Ezequiel 16:47 afirma que eles eram ainda piores. Ezequiel 5:7 também afirma que eles eram ainda piores.

Em português moderno, é como dizer: “vocês não eram como fulano, vocês eram ainda piores”.

P: Em Ezequiel 16:48-58, por que Jerusalém foi comparada a Sodoma?

R: Sodoma era violenta, impura e perversa, e qualquer pessoa que refletisse sobre isso saberia que era errado, mas pelo menos os sodomitas não possuíam a Palavra de Deus à qual estavam desobedecendo. Jerusalém também era violenta, impura e perversa, mas seus habitantes possuíam mais conhecimento do que os sodomitas e, portanto, estavam sujeitos a um julgamento mais severo (Romanos 4:15; 5:13).

P: Em Ezequiel 16:49, o pecado de Sodoma era o egoísmo, em vez da homossexualidade?

R: Não. Apenas se o senhor ler o versículo 49, fechar os olhos e parar de ler antes do versículo 50. O versículo 50 diz que eles praticavam coisas detestáveis diante de Deus. Seria estranho se alguém argumentasse que, como eram arrogantes e não ajudavam os outros, além de praticarem a homossexualidade, isso de alguma forma justificaria sua homossexualidade.

P: Em Ezequiel 16:55, quando é que Sodoma voltaria ao seu estado anterior?

R: Como a cidade de Sodoma foi destruída, juntamente com todos os seus habitantes, exceto Ló e suas filhas, ela não poderá retornar ao seu estado anterior até que as pessoas sejam ressuscitadas. Isso ocorrerá durante o Milênio.

P: Em Ezequiel 17, qual era o sentido dessa alegoria da videira e das duas águias?

R: Para um povo que estava muito familiarizado com a agricultura, essa alegoria das videiras, que eles podiam observar diariamente, ficaria gravada na memória. Uma videira ou árvore que muda frequentemente a direção de seu crescimento não cresce reta nem forte. Da mesma forma, as pessoas que mudam frequentemente de lealdade espiritual também não se fortalecem no Senhor. Tiago 1:7-8 diz que um homem de coração dividido, instável em todos os seus caminhos, nada receberá do Senhor. Por fim, uma nação que muda frequentemente de lealdade entre dois impérios não deve esperar que nenhum deles a considere leal ou a favoreça.

Hoje em dia, é possível colocar duas empresas uma contra a outra, ou duas pessoas uma contra a outra. Se o senhor fizer isso, esteja ciente de que não está promovendo a lealdade a nenhuma delas.

P: Em Ezequiel 17:7-10, há consequências negativas para uma planta que estende seus galhos para um lado e, em seguida, estende os galhos e as raízes para o lado oposto?

R: A parte da planta acima do solo teria galhos que se estendem de um lado para o outro, em vez de se estenderem em direção ao nutriente. Nesta parábola, ela não crescerá tão bem, não estará tão firmemente estabelecida e será fácil de arrancar.

P: Em Ezequiel 17:11-15, como isso se relaciona com o reino de Judá?

R: Isso se relaciona de duas maneiras diferentes.

Politicamente, depois que Judá ficou sob o domínio da Babilônia, buscou uma aliança com o inimigo da Babilônia, o Egito. Em Judá havia um partido pró-babilônico e também autoridades pró-babilônicas. Era como tentar crescer em uma direção e, em seguida, mudar de direção.

Espiritualmente, eles davam a impressão de seguir a Deus por meio do Templo, mas, enquanto alguns desejavam seguir a Deus de todo o coração, outros não.

P: Em Ezequiel 17:11-15, como isso se relaciona com os países de hoje?

R: Quando países ou empresas prestam ajuda aos seus inimigos, eles não apenas enfraquecem sua causa, mas também podem perder a lealdade, o apoio e o zelo daqueles que seguem líderes que parecem hipócritas e egoístas. Por exemplo, as compras de petróleo feitas pela Síria ou pela Turquia ao ISIS; os americanos criticando uma empresa francesa por fazer negócios com o Irã, enquanto havia um embargo, e as subsidiárias de empresas americanas fazendo exatamente a mesma coisa. Há um artigo fascinante da revista Der Spiegel sobre o ISIS e os “aliados improváveis” envolvidos.

P: Em Ezequiel 17:11-19, por que o senhor acha que Deus não quis que Zedequias quebrasse seu juramento à Babilônia?

R: Havia pelo menos três problemas em quebrar seu juramento.

Do ponto de vista moral, Zedequias seria um traidor ao quebrar seu juramento.

Logo, os acontecimentos demonstrariam que isso foi um grave erro.

Mais importante ainda, ao desobedecerem à ordem de Deus de se submeterem à Babilônia, eles estavam desobedecendo a Deus.

P: Em Ezequiel 17:1-24, quais são as consequências de uma pessoa hoje ser desleal à sua empresa ou a outras pessoas?

R: Oséias provavelmente sabia muito sobre isso por meio de sua esposa, Gomer. Davi valorizava imensamente a lealdade desse grupo de guerreiros. A situação ficou ainda pior quando Davi, indiretamente, mandou executar Urias, um soldado que lhe era muito leal.

As pessoas podem perceber sua deslealdade e hipocrisia e deixar de confiar nelas. Não apenas as vítimas de sua deslealdade deixariam de confiar nelas, mas elas também não seriam confiáveis nem mesmo para aqueles que, conscientemente, se beneficiaram de sua deslealdade. Mesmo que uma pessoa se arrependa de sua deslealdade, os outros podem demorar muito tempo para voltar a confiar nela.

P: Em Ezequiel 17:1-24, quais são as consequências de uma pessoa hoje ser desleal a Deus?

R: Há pelo menos três tipos diferentes de consequências.

Proximidade com Deus: É claro que se trata de um pecado contra Deus. Mesmo quando a pessoa se arrepende, ainda pode haver consequências do pecado que ela terá de enfrentar. Se forem crentes, terão de prestar contas por isso no julgamento do tribunal de Cristo. Além disso, podem ser privadas da alegria da proximidade de estar na presença de Deus neste momento.

Outros: Mas o seu pecado pode ser um mau testemunho para os outros, o que contribui para dissuadir os não crentes de se voltarem para Cristo e desanimar os irmãos na fé.

A si mesmo: Sua deslealdade pode trazer outras consequências negativas para você mesmo. Quando você comete um pecado, muitas vezes fica mais propenso a cometer o mesmo pecado novamente. A menos que uma pessoa tenha se arrependido profundamente, quando os tempos ficarem difíceis, ela pode ter a tendência de voltar a cometer aquele pecado familiar.

P: Em Ezequiel 17:22-24, que boa promessa Deus faz a Israel neste trecho? Por que Ele a formula dessa maneira?

R: Deus promete que haverá uma planta com ramos retos. Mas, em vez de tentar corrigir a planta anterior, Deus recomeçará com um novo rebento do topo de um cedro.

P: Em Ezequiel 17:23, qual você acha que é o significado das aves que fazem ninhos em seus galhos? (Veja Marcos 4:30-32)

R: Isso pode significar que outros podem contar com Israel para obter segurança e proteção. Embora as aves representem demônios malignos na parábola do semeador, Jesus disse que Deus cuida das aves em Mateus 6:25-26 e Lucas 12:6,24. Os pássaros poderiam fazer ninhos nos galhos da árvore de mostarda em Lucas 13:19. É interessante que os muçulmanos árabes que vivem em Israel estejam em um lugar mais seguro do que em países como Síria, Iraque, Líbia, Egito, Iêmen, Afeganistão e Paquistão.

P: Em Ezequiel 17:24, qual é o significado das árvores?

R: Deus está comparando os povos — que prosperam, se ramificam e são destruídos — às árvores. Essa analogia é incomum, pois enfatiza que “Israel não retornará do cativeiro”, mas apenas um “rebento de Israel retornará”.

P: Ezequiel 18 indica que Deus julga as pessoas por seu comportamento, em vez de pela fé e não pelas obras?

R: Não, pois é o homem “justo” que pratica o bem, e o homem “ímpio” ou o filho “violento” que pratica o mal. Uma pessoa que é perdoada e declarada justa por Deus pratica o que é justo; não é o fato de praticar o que é justo que faz com que uma pessoa seja considerada justa.

P: Em Ezequiel 18, por que Deus não pune os filhos pelos pecados de seus pais, uma vez que Êxodo 20:5-6, Deuteronômio 5:8 e Jeremias 32:18 sugerem o contrário?

R: Aqui estão alguns versículos que mostram as consequências do pecado. As citações foram retiradas da NIV.

Êxodo 20:6; Deuteronômio 5:8 “…punindo os filhos pelo pecado dos pais até a terceira e quarta geração…”

Êxodo 34:7 “…ele castiga os filhos e os filhos dos filhos pelos pecados dos pais até a terceira e quarta geração.”

Isaías 14:21a “Preparem um lugar para massacrar seus filhos pelos pecados de seus antepassados;”

Jeremias 32:18 “faz com que o castigo pelos pecados dos pais recaia sobre os filhos... o senhor recompensa a cada um de acordo com sua conduta e conforme suas obras merecem.”

Lamentações 5:7 “Nossos pais pecaram e já não existem, e nós suportamos o castigo deles.”

Mateus 27:25 Os judeus (não Deus) disseram: “Seu sangue recaia sobre nós e sobre nossos filhos.”

Em Números 14:20-25, os filhos também vagaram pelo deserto por 40 anos.

Versículos que mostram maldições específicas sobre os descendentes enquanto na terra são: Adão e Eva (Gênesis 3:14-19); Caim (Gênesis 9:25); (filhos ilegítimos, amonitas, moabitas, (Deuteronômio 23:2-3,8); os filhos de Eli (1 Samuel 2:31-33); Geazi (2 Reis 5:27); Jeconias (Jeremias 22:28-30).

Às vezes, as pessoas sofrem consequências temporais pelos pecados de seus pais. No entanto, esses versículos não mencionam nossa culpa em Adão, assim como não mencionam a culpa de nosso pai.

Cinco conclusões

1. As crianças não têm culpa pelos pecados de seus antepassados (= pais + ancestrais), não sofrem a morte eterna e Deus não as mata fisicamente pelos pecados de seus antepassados (Ezequiel 18).

2. No entanto, os filhos podem sofrer consequências gerais, nesta vida, chegando até mesmo a Deus a permitir que morram fisicamente, pelos pecados de seus antepassados (Êxodo 20:6; Jeremias 32:18; Lamentações 5:7). Deus pode retirar Sua proteção dos filhos de um pai pecador, e outros podem matá-los (Isaías 14:21a).

3. Além disso, podem existir maldições geracionais específicas decorrentes do pecado de um antepassado (Gênesis 3:14-19; Gênesis 9:25; Números 14:20-25; Deuteronômio 23:2-3,8; 1 Samuel 2:31-33; 2 Reis 5:27; Jeremias 22:28-30).

4. Além disso, quando os filhos optam por seguir os passos pecaminosos de seus pais, eles de fato compartilham da culpa pelos pecados de seus antepassados, pois também estão cometendo esses pecados (Mateus 23:29-32; 27:25).

5. Quando alguém se arrepende ou decide confiar em Deus, Deus pode remover a maldição sob a qual essa pessoa se encontra, ou então transformá-la em bênção (Jonas 3:10; Josué 9).

Consulte *Quando os Críticos Perguntam*, pp. 285-286, e *Dificuldades da Bíblia e Aparentes Contradições*, pp. 221-222, para obter mais informações sobre a distinção entre consequências e culpa.

P: Em Isaías 14:21, por que os filhos morrem pelos pecados dos pais, se Ezequiel 18:2, 19-20 diz que isso não deve acontecer?

R: Há quatro pontos a serem considerados na resposta.

1. Não foi dito que os filhos tivessem a culpa de seus pais. Mas, se eles participassem dos mesmos pecados, teriam a mesma culpa.

2. Deus não estava matando-os. Nesta vida, pessoas más frequentemente matam outras pessoas más e seus filhos.

3. Ezequiel 18 refere-se ao fato de Deus não matar um filho por causa da culpa do pecado de seu pai.

4. Muitas vezes, nesta vida, as pessoas são mortas injustamente por causa das ações pecaminosas de outros, como mostra Ezequiel 13:29.

P: Em Ezequiel 18, o que podemos aprender sobre as pessoas?

R: Aqui estão dez coisas que podemos aprender.

1. Alguns têm visões estranhas sobre a justiça de Deus e ensinam o que é errado. Ezequiel 18:2

2. Todas as almas pertencem a Deus e são julgadas por Ele. Ezequiel 18:4

3. Não se confie na justiça do pai. Ezequiel 18:13

4. Não se desespere por causa da maldade do pai. Ezequiel 18:17

5. Não confie na sua justiça passada. Ezequiel 33:12

6. Se o senhor mesmo tem sido ímpio, não se desespere. Deus se agrada quando o senhor se afasta da sua impiedade. Ezequiel 18:23,32; 33:12,14-16

7. Alguns podem desanimar os justos com mentiras, quando Deus não lhes causou nenhuma aflição. Ezequiel 18:22

8. Alguns podem encorajar/fortalecer os ímpios em seu desejo de não se afastar de seus caminhos malignos e salvar suas vidas. Ezequiel 18:22

9. Deus julga cada um de acordo com o seu próprio caminho [vida]. Ezequiel 18:30; 33:20

10. Alguns acusam Deus de injustiça por pelo menos cinco motivos.

10.1 Coisas ruins imerecidas são permitidas por Deus nesta vida. Jó 27:2; 34:5,17; 40:8

10.2 Os ímpios, por vezes, recebem coisas boas. Salmo 73

10.3 Deus ainda não pune plenamente os ímpios. Malaquias 2:17; Habacuque 1:2-4

10.4 Os mais ímpios, por vezes, vencem os menos ímpios. Habacuque 1:13

10.5 Deus perdoa os pecados daqueles que se arrependem e esquece as boas ações daqueles que se voltam para o pecado. Ezequiel 18:25, 29; Ezequiel 33:17-20

P: Em Ezequiel 18, qual é o erro conhecido como “realismo”?

R: Esse erro combina os três aspectos a seguir.

1. Uma suposição correta de que os pais não transmitem a culpa

2. Uma suposição falsa de que somos culpados pelo pecado de Adão.

3. Com base nessas suposições, chega-se à conclusão falsa de que isso prova a pré-existência de nossas almas no Jardim do Éden.

P: Em Ezequiel 18, Ezequiel está falando sobre culpa individual, culpa coletiva de uma nação ou ambas?

R: Tanto da culpa individual quanto da culpa coletiva.

1. A culpa nacional está implícita na expressão “terra de Israel” e nos termos no plural (Ezequiel 18:1, 2, 25, 29, 30, 31).

2. A culpa individual está implícita na ausência de plurais (Ezequiel 18:4-24, 26, 28).

3. Ambas, pois ele utiliza o exemplo concreto de indivíduos para aplicar o conceito tanto individualmente quanto coletivamente.

P: Em Ezequiel 18:2, Ezequiel estava citando este provérbio?

R: Não. O pronome hebraico aqui é “vocês” no plural, não no singular.

P: Em Ezequiel 18:2, o que exatamente há de errado com o provérbio?

R: Todas as seguintes opções:

Deus não gosta dele. Ezequiel 18:2

Não temos motivo para usá-lo com sinceridade. Ezequiel 18:3

Sugere que algumas almas não pertencem diretamente a Deus. Ezequiel 18:4

Sugere que uma alma diferente daquela que peca morre. Ezequiel 18:4

Implica que um filho mau/bom é parcialmente julgado de acordo com a bondade/maldade de seu pai. Ezequiel 18:5-13 / 18:14-18

Implica que Deus se deleita com a morte dos ímpios. Ezequiel 18:23,32

Isso implica que punir um filho pelos pecados do pai é justo. Ezequiel 18:25

Implica que Deus não é justo a menos que impute a culpa do pai. Ezequiel 18:25

Implica que Deus não julga cada pessoa de acordo com suas próprias ações. Ezequiel 18:30

Implica que o arrependimento não teria importância, pois eles seriam julgados pelo pecado do pai de qualquer maneira. Ezequiel 18:30-31

P: Em Ezequiel 18:4, uma vez que a alma morre, isso significa que não há Céu nem Inferno?

R: Claro que não. A palavra hebraica nephesh, traduzida como “alma”, pode significar tanto “vida” quanto “alma”. Aqui, ela significa “vida”, enquanto em Gênesis 35:18 e em outros versículos significa “alma”.

P: Em Ezequiel 18:4, qual é o significado da palavra “morrer” neste contexto?

R: Eles morreram não apenas de uma, mas de três maneiras. Morreram espiritualmente naquele dia, e deram início à contagem regressiva para sua morte física. Também eram culpados e merecedores da segunda morte, a morte eterna, em comparação com a qual a morte física é uma questão insignificante.

P: Em Ezequiel 18:6, o que há de errado em comer nos santuários das montanhas?

R: A adoração dos deuses cananeus ocorria nos santuários das montanhas.

P: Em Ezequiel 18:7, como as pessoas oprimem outras?

R: Isso pode ocorrer por meio dos três poderes do governo.

Os legisladores podem pecar por meio da legislação. Leis injustas foram aprovadas contra escravos negros nos Estados Unidos, contra nipo-americanos na Segunda Guerra Mundial e, atualmente, algumas contra cristãos.

Os tribunais podem fazer valer precedentes malignos. Por exemplo, em 1857, houve um processo judicial envolvendo um cidadão negro livre dos EUA que possuía terras. O tribunal decidiu contra ele porque seguiu os precedentes judiciais anteriores.

O chefe do Executivo pode tomar decisões executivas injustas. Por exemplo, quando o presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson, decidiu que os Cherokee e outros índios seriam removidos à força para Oklahoma após terem apoiado a Grã-Bretanha na Guerra de 1812, a Suprema Corte anulou sua decisão, alegando que era inconstitucional. Jackson perguntou que exército eles tinham, e Andrew Jackson fez isso mesmo assim.

P: Em Ezequiel 18:13, como o senhor definiria exatamente a usura e os juros excessivos?

R: Muitas pessoas acham que é correto maximizar o lucro às custas dos outros, na medida do legalmente possível. Ezequiel 18:13 indica o contrário. O Antigo Testamento diz que não se devia cobrar juros de um compatriota israelita. Só porque algo é legal não significa que seja certo ou moral. Após a época do Novo Testamento, a obra cristã “Instruções de Commodiano” (c. 240 d.C.), cap. 65, p. 216, menciona o mal da usura a 24%.

P: Em Ezequiel 18:15b, Ezequiel está obviamente falando sobre cometer adultério. Mas por que usar a expressão “profanar a esposa do próximo”?

R: Imagine como o marido passará a ver a esposa quando descobrir; imagine como o relacionamento deles ficaria abalado. De acordo com a Lei do Antigo Testamento (que nem sempre era seguida naquela época), ela poderia ser apedrejada até a morte. Se ela fosse seduzida a desonrar-se, indo contra o que sabia ser certo, seria contaminada aos olhos de Deus.

P: Em Ezequiel 18:20, nesta era da graça, a justiça de um homem justo é creditada a ele hoje?

R: Nos tempos do Antigo Testamento, Deus disse que a posição de justiça de uma pessoa poderia ser perdida ao se voltar para a maldade, conforme Ezequiel 18:24b. Nos tempos do Novo Testamento, embora Cornélio, o centurião, em Atos 10:4, não fosse nem judeu nem cristão naquela época, ele respeitava o judaísmo e ajudava os pobres. Suas esmolas chegaram até Deus, e Deus o abençoou, concedendo-lhe uma oportunidade especial de ouvir o evangelho.

P: Em Ezequiel 18:23,32, Ezequiel 33:12-20 e 2 Pedro 3:9, Deus não deseja a morte dos ímpios, ou Deus zomba da ruína do pecador, como mostram Provérbios 1:26 e Salmos 2:4?

R: Deus possui tanto amor quanto ira. Deus prefere que uma pessoa se arrependa e se volte para Ele a que pereça no inferno. No entanto, para aqueles que se recusam a se arrepender, Deus tem grande ira contra eles.

O livro *When Critics Ask*, p. 286, destaca que Deus zomba quando os insensatos percebem a insensatez de não confiar na sabedoria de Deus. Esse tipo de “riso”, porém, não traz nenhum indício de alegria.

P: Em Ezequiel 18:25 e Romanos 9:10-15, qual é a diferença entre ser justo e ser equitativo?

R: Ser justo é fazer o que se prometeu fazer. Ser equitativo é tratar a todos da mesma maneira. Deus pune equitativamente todo pecado, mas não trata todos os pecadores da mesma forma. Pois aqueles que se aproximam Dele em arrependimento têm seus pecados perdoados, e a punição foi paga por Jesus ao morrer na cruz.

P: Em Ezequiel 18:30, por que Deus julgará as pessoas de acordo com seus caminhos, e não de acordo com os caminhos de Deus?

R: Isso pode significar que Deus julgará as pessoas de acordo com o que elas fizeram. Mas é mais provável que signifique que Deus as julgará de acordo com sua própria consciência. Deus ignorou certa idolatria do passado devido à ignorância, conforme Atos 17:30. O padrão de Deus é independente de nós; no entanto, Deus, em Sua graça, faz uma concessão às pessoas que pecam por ignorância inocente, como mostram Romanos 4:15 e 5:13. Elas podem ter uma visão equivocada do que Deus diz ser justo. Mas elas ficaram aquém até mesmo de seus próprios padrões, menos exigentes, do que consideram corretamente ser o certo.

P: Em Ezequiel 18:31, se só podemos ser justos pela graça de Deus que opera em nós, por que diz: “Livrem-se de todas as transgressões”?

R: Deus está agindo em nós, e isso significa que um trabalho está sendo realizado neste exato momento para nos fazer viver de maneira mais justa. Não se trata de Deus agindo enquanto nós não fazemos nada, mas de Deus e nós agindo juntos. Em outras palavras, com o poder de Deus, temos a responsabilidade de viver uma vida mais santa agora.

Deus espera plenamente que nos empenhemos em uma “obra interior” de nos livrarmos do pecado. Não podemos concluí-la e nos tornarmos isentos de pecado nesta vida; na verdade, não podemos sequer realizar nada disso por conta própria nesta vida. Mas, se formos crentes genuínos, temos o poder de Deus agindo em nós por meio do Seu Espírito, e podemos progredir na realização dessa obra. Filipenses 2:12-13 também ilustra ambos os aspectos: Deus agindo e nós agindo.

P: Em Ezequiel 19, como podemos utilizar a ideia de relembrar o passado no testemunho e em nossa própria vida?

R: Em nível pessoal, é bom que uma pessoa se lembre e seja grata pela bondade que outros demonstraram para com ela. É bom examinar sua vida e aprender tanto com seus sucessos quanto com seus erros. Em 2 Coríntios 13:5, diz-se que devemos examinar a nós mesmos para ver se estamos na fé. 1 Tessalonicenses 5:21 diz para testarmos tudo. Se você também puder aprender com os sucessos e erros dos outros, isso é ainda melhor. Embora não seja bom ficar remoendo os pecados do passado, é bom se arrepender deles.

Como nação, é bom aprender com o nosso passado. Por exemplo, como alguém disse na década de 1980, mas não foi levado muito a sério: se retirarem a oração das escolas, terão que instalar detectores de metal.

P: Em Ezequiel 19, qual é o significado da alegoria da leoa e de seus filhotes?

R: Os cristãos têm três interpretações.

Coletiva: O uso da palavra “Israel” referia-se ao reino unido, e os filhotes de leão representavam Israel e Judá.

Literal e individual: Talvez Israel já tivesse caído nessa época, e esses filhotes se referissem a reis individuais de Judá, sendo Joacaz o primeiro rei, que reinou por apenas três meses. A mãe tanto de Joacaz quanto de Zedequias era Hamutual, uma das esposas de Josias (2 Reis 23:31; 24:18).

Indivíduo não literal: No entanto, a mãe de Joacim era Nehusta (2 Reis 24:8), e isso provavelmente se refere a Joacim, com base em Ezequiel 19:5-9. Ezequiel não está se referindo à maternidade biológica, pois a “mãe” é a nação, de acordo com Ezequiel 19:10-14. O “Bible Knowledge Commentary: Old Testament”, p. 1262, menciona outras interpretações, mas defende esta visão.

Em Ezequiel 19:3, “desmembrar presas e devorar homens” pode se referir ao desastre causado por Joiaquim. Joiaquim praticou o mal aos olhos do Senhor, conforme 2 Reis 23:31.

P: Em Ezequiel 19, quando você está sob tentação, por que é bom pensar sobre o seu passado e sobre o seu futuro?

R: Algumas pessoas não refletem sobre seu passado; não sabem quem são; não têm muito senso de identidade, não sabem onde estavam no passado e como chegaram a esse estado de escravidão. Não refletem sobre sua identidade com Deus, nem sobre seu futuro. Pode ser que não se identifiquem, daqui a 20 ou 30 anos, como sendo elas mesmas.

Reflita sobre quem o(a) senhor(a) realmente é e sobre sua jornada passada com Deus. Pense nas possíveis consequências do seu pecado, tanto para si mesmo(a) quanto para os outros, e para o seu relacionamento com Deus.

Talvez pensem apenas em suas emoções ou em seu pecado, sem se preocuparem com as consequências futuras.

Por que razão não há mais pessoas com dinheiro poupado para a aposentadoria? Um estudo realizado com jovens sobre suas reflexões a respeito da aposentadoria revelou que eles quase viam seu eu futuro como uma pessoa totalmente diferente.

P: Em Ezequiel 19, como podemos utilizar a ideia de lamentar pelo futuro em nosso testemunho?

R: Um conselho um tanto mundano é que, independentemente do que você tenha feito, viva sem arrependimentos. Isso não é bíblico. Ezequiel 19 é um capítulo inteiro de arrependimento pelo que eles fizeram e pelo que poderia ter sido. Lamentações é um livro inteiro de arrependimento. O apóstolo Paulo, em 1 Timóteo 1:13-15, demonstra arrependimento pelo que fez antes de se converter a Cristo. Mas, embora tenhamos arrependimento, Deus nos deu uma promessa. No livro de Joel, Deus enviou os gafanhotos para punir Seu povo desobediente. No entanto, em Joel 2:25a, Deus diz que restaurará os anos que os gafanhotos devoraram.

P: Em Ezequiel 19, qual é o papel adequado do luto na vida de um cristão que deve estar sempre se alegrando (Filipenses 3:1; 1 Tessalonicenses 5:16)?

R: Paulo e outros crentes lamentaram em 1 Coríntios 5:2; 2 Coríntios 2:1-5; 2 Coríntios 7:8-9; 2 Coríntios 11:28-29. Há um tempo para lamentar nossos próprios pecados, os pecados dos outros e a grande perda daqueles que rejeitam Cristo.

P: Em Ezequiel 19:4, o que significa “jaula” neste contexto?

R: Existem quatro interpretações.

1. Pode tratar-se de uma gaiola real.

2. Pode ser um fosso.

3. Talvez a palavra para “gaiola”, “sugar”, tenha origem na palavra assíria “sigaru”, que significa não “gaiola”, mas “jugo para o pescoço”.

4. Pode ser um jogo de palavras entre as opções 1 e 3.

P: Em Ezequiel 19:10, o senhor acha que deveria ser “no seu sangue”, como na maioria dos manuscritos hebraicos, ou “na sua vinha”, como em dois manuscritos hebraicos?

R: “Na sua vinha” não faz muito sentido neste contexto.

P: Em Ezequiel 19:10-14, em que essa parte do lamento difere ligeiramente da parte anterior?

R: A parte anterior tratava dos príncipes (leões) que foram levados e aprisionados. Esta parte é um lamento sobre a própria Judá e como ela era como uma videira forte, que foi arrancada e queimada. É surpreendente que Deus fizesse isso ao Seu próprio povo por causa de sua desobediência.

P: Em Ezequiel 20:1-5, por um lado, o povo queria voltar para Deus e ouvir Ezequiel, mas, por outro lado, também não queria abrir mão dos ídolos. Eles não estavam em um “estado de rebelião total”, mas também não estavam sendo obedientes a Deus? Como as pessoas podem ser assim hoje em dia?

R: Alguns talvez queiram apenas se precaver para todas as eventualidades. Outros consideram o cristianismo nada mais do que um “seguro contra incêndio”. Outros ainda podem desejar genuinamente seguir a Deus, mas também desejam, de verdade, seguir outra coisa. As pessoas almejam o objetivo de longo prazo que é a vida eterna com Deus, mas também buscam o prazer, a emoção, o mistério ou a segurança de algo mais no curto prazo. Deus se refere a essa atitude pecaminosa como adultério espiritual.

Uma pessoa pode acreditar em Deus, mas não ser um crente. Uma pessoa perdida pode acreditar em muitas coisas verdadeiras sobre Deus, mas nunca ter confiado a própria vida a Ele.

P: Em Ezequiel 20:4-5, como Deus vê esse estado intermediário?

R: Isso se assemelha um pouco à igreja de Laodicéia, em Apocalipse 3. Em termos humanos, poderíamos entender isso com pessoas como uma garota que tem vários namorados ao mesmo tempo. Talvez um namorado não soubesse dos outros, ou talvez soubesse. Imagine uma garota dizendo ao namorado: “Eu realmente te amo... às terças-feiras”.

P: Em Ezequiel 20:8, qual seria o fascínio dos ídolos do Egito?

R: As pessoas achariam interessante adorar deuses animais e semianimais. Pode parecer misterioso ter esses deuses semianimais, e espetacular, desde que elas nunca se perguntem: “Como você sabe que isso é verdade?”. É claro que alguns poderiam responder a essa pergunta dizendo: “As pessoas adoraram esses ídolos por mais de 1.500 anos, então eles devem ser verdadeiros porque é tradição”. Mas podemos aprender que a tradição, por si só, não é um guia para o que é verdadeiro. Além disso, adorar os ídolos egípcios os tornaria bem-vistos pelos egípcios, permitindo que estabelecessem uma aliança militar.

P: Em Ezequiel 20:9, 14, 39 e 44, Deus enfatiza “por causa do Meu Nome”. Por que o senhor acha que isso é importante?

R: Isso é sinônimo de Deus agir para Sua glória. Em última análise, Deus nos criou para Sua glória, e quando o povo de Deus deixou de glorificá-Lo, deixou de habitar a terra.

P: Em Ezequiel 20:11, 13, 21, a lei era boa para o povo, ou não?

R: A Lei de Deus era boa, mas trazia consequências tanto ruins quanto boas.

Do ponto de vista instrutivo, era bom comunicar a eles o que agradava a Deus. Obedecer aos seus preceitos também era uma maneira que Deus nos deu para agradá-Lo.

Em teoria, era bom dizer a alguém como chegar ao Céu vivendo sem nenhum pecado. No entanto, ninguém estava isento de pecado e chegou ao Céu dessa maneira.

Na realidade, a lei era uma supervisora severa, mostrando à humanidade o quão distantes estamos dos padrões de Deus. Além disso, quanto mais as pessoas sabiam, mais responsáveis se tornavam, o que trazia mais consequências negativas. Ora, o que as pessoas fariam com essa informação, que lançava a luz da verdade sobre seu estado espiritual sombrio e deplorável?

Em última análise, a Lei serviu para conduzir as pessoas aos braços da misericórdia de Deus. Ela explicava os aspectos cerimoniais da Lei de Deus, por que precisávamos de todos aqueles sacrifícios e por que havia tal separação entre o homem caído e a santidade de Deus.

Por fim, a Lei nos deu um vislumbre de esperança. Se houvesse uma maneira de, pelo menos temporariamente, cobrir nossos pecados por meio do sacrifício, então Deus se importava conosco, e Deus poderia proporcionar uma solução mais permanente… o que Ele fez em Jesus Cristo.

P: Em Ezequiel 20:12, 16, 20 e 21, por que Deus instituiu o sábado?

R: Deus instituiu o sábado como um sinal entre Ele e Seu povo da aliança, os judeus (Êxodo 31:12-13; Ezequiel 20:12, 20).

A Palavra de Deus, as leis e os decretos foram revelados apenas a Israel, a mais ninguém (Salmo 147:19-20).

Os Dez Mandamentos foram estabelecidos com os israelitas sob a liderança de Moisés, e não com seus antepassados (Deuteronômio 5:3).

A Lei e a Antiga Aliança destinavam-se exclusivamente aos israelitas (Romanos 9:4). Abraão e outros não observavam o sábado.

As leis de Deus e os sábados foram revelados aos israelitas (Neemias 9:13-14).

O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado (Marcos 2:27).

P: Em Ezequiel 20:15, de que forma Canaã era a glória de todas as terras?

R: Embora seja verdade que Canaã pudesse sustentar uma população maior do que as terras a leste do rio Jordão, essa não é a questão. Qualquer terra que Deus escolhesse para vocês e, especialmente, lhes concedesse seria certamente a glória de todas as terras para vocês. Mais ainda, a terra de Canaã, outrora uma terra amaldiçoada pela idolatria e pelo sacrifício de crianças, tornou-se a terra do povo escolhido de Deus, os judeus, e o local da bênção suprema para todos os povos da terra.

P: Em Ezequiel 20:15, por que, em geral, as pessoas esquecem ou deixam de demonstrar gratidão pelas coisas boas que lhes são feitas?

R: Muitas vezes, por egoísmo, as pessoas não veem benefício em serem gratas pelas coisas boas que já aconteceram. Nos negócios, a atitude não é “o que você fez por mim”, mas “o que você fez por mim hoje”, porque as coisas boas do passado já não estão mais em vista. As pessoas tendem naturalmente a dar as coisas como garantidas, enquanto Deus nos chama a viver uma vida de gratidão.

P: Em Ezequiel 20:22, por que Deus retirou Sua mão, para que ela não fosse contaminada aos olhos das nações?

R: Êxodo 32:11-14 oferece a explicação completa sobre isso. Depois que Deus resgatou o povo da escravidão no Egito, se Ele os tivesse destruído repentinamente no deserto, outros poderiam dizer que Deus os salvou apenas para destruí-los. Ezequiel 20:22 refere-se brevemente a isso, o que a maioria dos judeus saberia.

P: Em Ezequiel 20:25, algumas das leis de Deus não eram boas para o povo?

R: O povo, neste contexto, rejeitou as leis de Deus, que eram para o seu próprio bem (Ezequiel 20:19-21). Portanto, Deus permitiu que seus governantes estabelecessem leis injustas e prejudiciais a eles. As pessoas sempre podem reclamar de seus líderes políticos, mas, muitas vezes, elas recebem os líderes e as leis que merecem.

P: Em Ezequiel 20:29, o que significa “Bamah”?

R: Bamah pode ter sido um local real. Por outro lado, a palavra Bamah significava “lugar elevado”, portanto, pode ter sido uma descrição genérica dos santuários cananeus. Na verdade, trata-se de um jogo de palavras. “O que é o lugar elevado” é mah habamah, e “vocês vão para” é haba’im.

P: Em Ezequiel 20:46,47, por que Ezequiel deveria profetizar voltado para o sul?

R: Ezequiel profetizou contra Israel e Judá. Aqui, porém, Ezequiel deveria se voltar especificamente para Jerusalém e para o reino do sul de Judá, pois essa profecia era explicitamente dirigida a eles e não ao reino do norte.

Hoje, quando as pessoas têm vizinhos mais ímpios do que elas, é fácil pensar que Deus deve estar satisfeito com elas, simplesmente porque parecem mais justas em comparação. Lembre-se, porém, de que tanto Israel quanto Judá foram punidos, embora a punição de Judá tenha ocorrido mais tarde e não tenha sido tão devastadora.

P: Em Ezequiel 20:48, como é que toda a humanidade percebeu que Deus acendeu esse fogo?

R: Talvez a própria profecia de Ezequiel seja parte da resposta. Sem os profetas, poder-se-ia pensar que Israel e Judá foram destruídos porque Deus abandonou ou se esqueceu de Seu povo. No entanto, as muitas advertências que Deus deu por meio dos profetas mostram que a destruição não foi permitida por negligência de Deus, mas sim causada pelo fato de Deus se lembrar deles e de sua desobediência.

P: Em Ezequiel 21:4, por que tanto os justos quanto os ímpios recebem julgamento?

R: Dois pontos que não fazem parte da resposta e, em seguida, a resposta.

1. Embora os justos sejam julgados para receber recompensas no Céu e os ímpios recebam diferentes graus de punição, não é isso que este versículo está dizendo.

2. A Septuaginta traduziu isso como “injustos e ímpios”, mas acredita-se que o texto massorético seja o mais correto neste ponto.

A resposta: O julgamento aqui refere-se às consequências do pecado da nação. Ezequiel 21:3-4 afirma que tanto os justos quanto os ímpios que viviam em Israel naquela época seriam exterminados, ou seja, mortos e/ou exilados, pelo exército invasor.

Como tanto os justos quanto os ímpios poderiam receber julgamento, se Ezequiel 18 diz que o ímpio não morrerá pelo justo? Em toda a Bíblia, os justos não recebem a culpa dos ímpios. No entanto, desde os tempos de Abel em diante, os justos têm sofrido consequências por causa da impiedade alheia. Consulte a discussão sobre Ezequiel 18 para obter mais informações.

P: Em Ezequiel 21:4, qual é o significado de “do sul ao norte”?

R: “Do sul ao norte” indica que o julgamento começaria no sul, em Judá. A palavra “sul” em hebraico é Negev, que também é o nome da parte sul de Judá.

P: Em Ezequiel 21:10, o que é a vara mencionada aqui?

R: A tradução literal de Jay P. Green mostra que essa palavra hebraica significa “vara”, e não “cetro”. Há duas interpretações quanto ao significado

Cetro de um rei: Como Deus havia prometido que a linhagem de Davi perduraria para sempre, eles poderiam ter pensado que os reis nunca seriam derrotados.

Vara de disciplina: No entanto, “cetro” é uma interpretação que parece estranha à passagem. A vara de disciplina (Provérbios 10:13; 13:24; 23:13; 2 Samuel 7:14; Jó 9:34; Jó 21:9) é o que se quer dizer aqui.

É claro que ambos poderiam ser combinados.

P: Em Ezequiel 22:2; 24:9, contra qual cidade sangrenta essa profecia é dirigida?

R: Trata-se de Jerusalém.

P: Em Ezequiel 22:9, de que maneira alguns espalham boatos para derramar sangue?

R: Isso se refere a falsas acusações e outros meios de espalhar histórias falsas que levam à morte de pessoas.

P: Em Ezequiel 22:9, o que havia de errado em comer nas montanhas?

R: Os santuários cananeus costumavam ficar em montanhas e colinas, e “comer nas montanhas” geralmente tinha como objetivo participar de uma festa religiosa cananéia.

P: Em Ezequiel 22:25,27, como os profetas devoravam almas?

R: Por dinheiro e em prol de sua própria posição, esses profetas fingiam se preocupar com as necessidades espirituais do povo e protegê-lo do erro. Na realidade, eles simplesmente diziam ao povo o que este queria ouvir.

No cristianismo, se o ensino não for nada além do que as pessoas querem ouvir, então os líderes devem tomar cuidado para não seguirem os passos desses profetas que devoravam almas.

P: Em Ezequiel 22:30-31, o que significa “colocar-se na brecha”, e por que alguém que se coloca na brecha afastaria a ira de Deus?

R: Essa analogia tinha um duplo significado.

Fisicamente, se tivessem soldados suficientes, poderiam tentar repelir um exército invasor, neste caso, os babilônios.

Espiritualmente, se houvesse pessoas piedosas em número suficiente para ensinar a Palavra de Deus, refutar o erro e encorajar as pessoas a voltarem para Deus, então elas evitariam o castigo de Deus — neste caso, o exército babilônico.

Consulte a discussão sobre Ezequiel 13:5 para obter mais informações.

P: Em Ezequiel 22:30-31, como podemos nos colocar na brecha hoje?

R: Quando as pessoas dizem que algo está certo e sabemos que isso não agrada a Deus, devemos nos levantar e dizer isso. Mesmo quando alguns cristãos dizem que algo está certo e sabemos que está errado, devemos nos levantar. Quando Satanás deseja enganar as pessoas com o pecado ou com heresias, sejam elas não crentes ou crentes, precisamos nos manifestar e tentar proteger essas pessoas contra isso.

P: Em Ezequiel 23, qual é o significado da alegoria das duas filhas imorais?

R: Essa alegoria vívida mostra a profundidade do repúdio de Deus tanto por Israel quanto por Judá.

P: Em Ezequiel 23, essa alegoria vívida mostra a profundidade do afastamento de Deus, repugnado pelo desprezo que tanto Israel quanto Judá demonstravam por Ele. Por que o senhor acha que a adoração de ídolos é comparada à prostituição?

R: O fato de o povo de Deus agir dessa forma não era apenas repugnante para Deus, mas também ofensivo, pois Seu próprio povo, chamado pelo Seu nome, agia assim. No Novo Testamento, espiritualmente, somos a noiva de Cristo. No Antigo Testamento, Deus diz metaforicamente que Ele era o marido de Israel. Mas quando eles também adoravam ídolos, Deus demonstrava repulsa por sua infidelidade, que quebrava a aliança que haviam feito com Ele.

P: Em Ezequiel 23:3, por que o Egito é mencionado?

R: Provavelmente não é porque os israelitas permaneceram no Egito por 430 anos; não havia nada de errado nisso, e eles não eram culpados por terem feito isso. Em vez disso, eles foram atraídos pelos deuses egípcios, que constituíam uma armadilha para eles mesmo nessa época, quase 900 anos depois.

P: Em Ezequiel 23:3 e 1 Coríntios 10:5-13, por que algumas pessoas, depois de pecarem, se arrependem e “superam o pecado”, nunca mais cometendo esse pecado, enquanto outras pessoas, depois de pecarem e até tentarem se arrepender, nunca “superam o pecado”?

R: Algumas pessoas que não superam um pecado sentem que sua identidade está ligada a esse pecado. Outras frequentemente se lembram do prazer (Ezequiel 23:19), chegando até a sentir saudade do pecado (Ezequiel 23:21), e esquecendo a dor da culpa e da vergonha de terem escolhido se contaminar.

Deus lhes dá uma “promessa” de que não mais olharão para essas coisas nem sentirão mais saudade delas (Ezequiel 23:27). Deus lhes promete que seu castigo será severo o suficiente para que não sintam mais saudade desse pecado.

Algumas pessoas sentem que sua identidade está ligada a um pecado. Algumas se lembram com carinho do prazer que ele proporcionava. Outras se lembram do benefício. Consulte a página “Nossa Perda em Cristo” para saber mais sobre como superar o pecado.

P: Em Ezequiel 23:3-4, o que significam Oholá/Aholá e Oholibá/Aholibá?

R: Oholah significa “ela tem sua própria tenda” ou “sua tenda”, algo que uma prostituta teria. Oholibah significa “minha tenda está nela”. Isso era apropriado porque o templo de Deus ficava em Jerusalém, em Judá. O reino do norte de Israel tinha sua própria “tenda” com sua religião dos bezerros de ouro.

P: Em Ezequiel 23:9-10,22, quais são algumas outras maneiras pelas quais Deus, às vezes, castiga as pessoas por um pecado por meio desse mesmo pecado?

R: Uma maneira é o que, na educação dos filhos, é chamado de “consequências lógicas”. Às vezes, a punição pelo pecado consiste em permanecer em um estado de repetição contínua desse pecado. O povo adorava ídolos. Mais tarde, foi encontrado um obelisco assírio mostrando Jeú e seus servos curvando-se diante do rei assírio Salmanasar III enquanto lhe prestavam tributo. Mais tarde, Menaém prestou tributo a Tiglate-Pileser III na década de 700 a.C. Oséias, o último rei de Israel, também o fez, embora, no fim das contas, isso não lhe tenha adiantado nada. O pagamento do tributo incluía o rei entregar o tributo e adorar os ídolos assírios. Aqueles que adoravam os ídolos assírios acabaram sendo punidos pelos assírios ou, então, pelos babilônios conquistadores.

P: Em Ezequiel 23:11, é dito que algumas pessoas conseguem aprender com os sucessos e fracassos alheios, enquanto outras não. Quão bom o senhor é em aprender com os erros dos outros?

R: Diz-se que a experiência é a melhor professora, mas também a mais cara. Algumas pessoas nem mesmo aprendem com seus próprios erros. Mas quão mais sábio é também ser capaz de aprender com os erros dos outros. Então, quão sábio o(a) senhor(a) deseja ser? Se o(a) senhor(a) leva a sério a busca pela sabedoria, com que frequência o(a) senhor(a) tem prestado atenção ao que a Bíblia diz sobre adquirir sabedoria em Tiago 1, em Provérbios e no Salmo 139?

P: Em Ezequiel 23:16, 40, quando Judá enviou mensageiros aos caldeus? Por que isso foi tão grave? Como isso se relaciona com o Senhor testando o coração de Ezequias em 2 Crônicas 32:30-31?

R: O rei Ezequias, que de resto era piedoso, fez isso em 2 Reis 20:12-19; Isaías 39:1-8; e 2 Crônicas 32:30-31. Além disso, o piedoso rei Josias foi morto ao tentar ajudar os babilônios, lutando contra o Egito em 2 Reis 23:29-30.

P: Em Ezequiel 23:18, por que Deus se afastaria com repulsa de um povo que mantém um relacionamento com Ele?

R: A expressão hebraica aqui, traduzida literalmente, é “minha alma foi arrancada dela”. Hoje, poderíamos chamar isso de “desgarrador”. É doloroso para um marido ou uma esposa dar início a um processo de divórcio contra um cônjuge infiel. É dizer que não o(a) amará mais como cônjuge.

P: Em Ezequiel 23:31-34, o que é o cálice mencionado aqui?

R: Esse símbolo da ira de Deus, também mencionado em Jeremias e no Apocalipse, é interessante. Trata-se de algo que as pessoas ingerem, oferecem a outros para beber e, às vezes, são forçadas a beber. É frequentemente comparado ao sangue e ao vinho, e pode levar as pessoas à loucura. Vários trechos em que o cálice é mencionado incluem Salmos 75:8; Isaías 51:17-23; Jeremias 25:15-19; 51:7; Habacuque 2:16; e Apocalipse 17:3-4; 18:6. Antes dos Salmos, os cananeus também usavam a metáfora do cálice. Um cálice poderia representar a porção de cada um na vida, como em Provérbios 16:5.

P: Em Ezequiel 23:36, Ezequiel recebeu a ordem de julgar e confrontar. Quando devemos julgar e confrontar?

R: Não devemos julgar o valor das pessoas, nem quão boas elas são. Mas devemos julgar as coisas, incluindo ações justas e pecaminosas, e devemos discernir. Assim como devemos encorajar, consolar e corrigir por obediência a Deus e amor ao próximo, devemos confrontar pelas mesmas razões. Devemos ter cuidado para que isso não seja por orgulho, nem por qualquer pensamento de superioridade.

Não devemos julgar ou confrontar com base em nosso próprio julgamento caprichoso, mas com base no que as Escrituras dizem. Paulo ficou surpreso ao ver que a igreja de Corinto não havia expulsado alguém da igreja. A igreja de Tiatira não foi, na verdade, repreendida por causa da imoralidade de Jezabel; na verdade, foi repreendida por tolerar aquela mulher ativamente imoral em sua igreja.

Confrontamos para ajudar tanto a pessoa que estamos confrontando quanto aos demais que estão ouvindo (ou lendo). Precisamos mostrar a eles por que o caminho que estão trilhando é errado ou destrutivo, qual é o caminho melhor e por que é importante e urgente que mudem agora.

P: Em Ezequiel 23:37, seus filhos serviam de alimento para seus ídolos, já que eles sacrificavam seus filhos. De que maneira as crianças de hoje são, metaforicamente, “alimento” para o pecado das pessoas?

R: Elas são alimento de pelo menos duas maneiras diferentes.

Por meio do aborto, as crianças são sacrificadas em nome do desejo da mãe. Veio à tona que órgãos de bebês abortados são retirados para fins de pesquisa. Em um caso, um bebê abortado ainda tinha o coração batendo após ser retirado. Os profissionais responsáveis pelo aborto retiraram o cérebro mesmo assim.

Por meio da corrupção, as crianças são ensinadas a perpetuar os pecados de seus professores. Hoje, em muitas escolas, ensina-se que a homossexualidade é um estilo de vida alternativo e moralmente aceitável, que o sexo antes do casamento é aceitável e que, se for legal, então está tudo bem.

P: Em Ezequiel 23:38-39, elas sacrificavam seus filhos adorando ídolos e, no mesmo dia, levavam alguns ao templo de Deus. De que maneiras as pessoas tentam explorar a Deus hoje em dia?

R: A ideia de que Deus não está satisfeito com a vida delas aparentemente não lhes ocorreu. A ideia de que estavam simplesmente desperdiçando seu tempo indo ao templo de Deus, pois Ele não aceitaria seus sacrifícios, não lhes ocorreu. Por fim, a ideia de que, com mais conhecimento, vem mais responsabilidade e um julgamento mais severo para os desobedientes, aparentemente também não lhes ocorreu. Talvez pensassem que poderiam “se proteger” adorando deuses diferentes. Talvez pensassem que Deus ficaria satisfeito com qualquer pequena porção que decidissem oferecer a Ele. Mas, embora o sacrifício de Caim lhe tenha custado frutas e vegetais, Deus não aceitou o sacrifício de Caim. Desde então, Deus também não aceita os sacrifícios dos malfeitores.

P: Em Ezequiel 24:1-12, qual é a diferença entre a primeira alegoria em 24:1-5 e a segunda em 24:6-12?

R: Na primeira imagem, o povo está fervendo dentro da panela de Jerusalém. Na segunda imagem, a própria Jerusalém está incrustada de pecado.

P: Em Ezequiel 24:1-5, na primeira imagem, como as pessoas “fervem” por causa do pecado?

R: Quando a carne é fervida, ela fica “pronta”. Parte da força e da resistência das fibras musculares se perde, e ela se torna mais fácil de ser consumida e devorada. Da mesma forma, quando as pessoas são “fervidas” no pecado, sua força e resistência contra a maldade se perdem, e elas se tornam mais fáceis de serem consumidas por Satanás. Mas louvado seja Deus, pois mesmo quando alguém foi “fervido” no pecado, Deus pode regenerá-lo!

P: Em Ezequiel 24:6-12, na segunda imagem, quais são, no mínimo, seis maneiras pelas quais o pecado “incrusta” ou “enferruja”?

R: Pode ser que haja mais de seis, mas aqui estão seis maneiras.

1. Cometer um pecado pode tornar uma pessoa mais vulnerável a cair na mesma armadilha no futuro.

2. Assim como uma panela com resíduos incrustados demora mais para aquecer, nunca pode ser totalmente limpa e, se estiver incrustada por dentro, tem menor capacidade, o pecado pode nos tornar mais lentos para seguir o bem, impedir-nos de ter uma vida limpa e fazer com que tenhamos menos capacidade de receber o que Deus deseja nos dar.

3. Cometer um pecado por tempo suficiente pode entorpecer a consciência de uma pessoa, a ponto de ela não sentir qualquer culpa ao cometer esse pecado.

4. Cometer um pecado com ainda mais frequência pode obscurecer ainda mais a mente de uma pessoa, a ponto de ela não perceber que isso é errado.

5. Cometer esse pecado à vista de outras pessoas dá a elas o exemplo de que o pecado é aceitável, ou pelo menos não é tão grave, e que é aceitável que elas também o cometam.

6. Diante de Deus, a pessoa está acumulando cada vez mais culpa.

No entanto, a boa notícia é que, por mais que alguém esteja coberto de culpa, se se arrepender e entregar sua vida a Cristo, Ele pode torná-la brilhante e limpa novamente. É possível que ainda tenham de sofrer as consequências na terra por seus pecados e, para um crente, isso pode significar a perda da recompensa. Os crentes e até mesmo Paulo tinham o receio de se desviar e sofrer a perda da recompensa em 1 Coríntios 3:13-15 e 9:27. Mas eles são purificados diante de Deus e não precisam sofrer as consequências no inferno.

P: Em Ezequiel 24:15-19, por que Deus tirou a esposa de Ezequiel dele? Não vejo Ezequiel nem sua esposa fazendo nada de errado aqui, nem de forma alguma que isso beneficiasse sua esposa.

R: Deus utilizou até mesmo esse meio externo para persuadir o povo a voltar para Ele. Ezequiel voltaria a ver sua esposa no céu, mas essas pessoas nunca veriam o céu se não se arrependessem.

Observe que a Bíblia não menciona se ela estava saudável e morreu repentinamente, ou se estava doente com uma enfermidade prolongada. As Escrituras também não esclarecem se Deus fez com que ela morresse especificamente naquele momento, ou se Deus usou a morte dela, mas informou Ezequiel primeiro.

Se um cristão é obediente a Deus, pode-se pensar que a saúde física e a vida dessa pessoa e de sua família são a maior prioridade de Deus. Na verdade, Ezequiel 24:16-18 mostra que não é esse o caso. A perspectiva de Deus, que abrange milhões de anos, pode ser diferente de uma perspectiva míope. Nossa maior prioridade deve ser a glória de Deus, não a nossa vida.

P: Em Ezequiel 24:15-24, como isso contribuiu para o bem de Ezequiel, conforme diz Romanos 8:28?

R: Primeiro, três coisas que não são a resposta; depois, a resposta.

X Romanos 8:28 ainda não havia sido escrito, portanto a promessa de Deus em Romanos 8:28 ainda não havia sido feita. Embora Romanos 8:28 tenha sido escrito mais de 500 anos depois, acredito que isso ainda assim resultou para o bem.

X Maiores recompensas no céu por suportar fielmente os sofrimentos na terra. Embora isso provavelmente também seja verdade, podemos ver como isso se concretizou na terra também.

X Coisas piores poderiam ter acontecido se a esposa de Ezequiel ainda estivesse viva. Talvez ela, ou o próprio Ezequiel, tivessem se afastado do Senhor, sofrido de uma doença prolongada, etc. No entanto, embora não saibamos se essa especulação é verdadeira, podemos ver um bom resultado na perda de Ezequiel sem precisar postular isso.

A resposta: o conforto de Ezequiel não era a maior prioridade de Deus. Por meio da perda de Ezequiel, as outras pessoas, que estavam espiritualmente perdidas, puderam ver quão graves as coisas seriam e talvez se arrependessem.

P: Em Ezequiel 24:19-27, até que ponto devemos nos sacrificar, não para nosso próprio benefício final, mas para o bem maior dos outros?

R: Primeiro, o que não é a resposta, mas ainda assim é instrutivo, e depois a resposta.

X O escritor da igreja primitiva, Orígenes, foi muito influente. Ele fez coisas boas, como convencer alguns gnósticos a abandonar o gnosticismo e se tornarem cristãos genuínos, mas também tinha alguns ensinamentos gravemente errados. No entanto, ninguém jamais disse que lhe faltava comprometimento. Quando era jovem, ele soube de uma senhora abastada que possuía alguns livros valiosos e manuscritos das Escrituras. Assim, com o consentimento dela, passou a morar com ela — exclusivamente para estudar os manuscritos. Se isso acontecesse hoje, haveria escândalo na igreja, devido à aparência de pecado sexual. Naquela época, o resultado seria o mesmo. Mas Orígenes realmente, realmente queria ter acesso àqueles manuscritos. Assim, Orígenes garantiu com 100% de certeza que não houvesse qualquer possibilidade de escândalo — de forma permanente. Mais tarde, outros líderes da igreja repreenderam Orígenes pelo que ele fez. Mas ninguém questionou o compromisso de Orígenes. Talvez, porém, as pessoas devessem ter questionado se o seu compromisso com aqueles manuscritos e com o aprendizado era maior do que o seu compromisso de dar um bom exemplo no seguimento a Deus.

A resposta: o senhor estaria disposto a perder alguém muito próximo a si, mesmo que fosse apenas para que outras pessoas despertassem e conhecessem o Senhor por meio dessa sua perda? Paulo abriu mão de tudo de boa vontade em Filipenses 3:7-8, e isso é fácil para nós lermos, mas devemos parar para refletir se estamos dispostos a fazer o mesmo. Deus, essencialmente, fez com que a esposa de Ezequiel morresse por causa do pecado do povo, a fim de ajudá-lo. Da mesma forma, Paulo, em Colossenses 1:24, diz que sofreu pelos colossenses. É claro que Paulo nunca afirmou que seus sofrimentos fossem, de alguma forma, uma expiação, como foram os sofrimentos de Jesus. Mas, de certa forma, Paulo ainda estava seguindo o exemplo de Jesus, em Filipenses 2:5-6, sabendo que Ele seria exaltado novamente.

P: Em Ezequiel 24:20-27, qual foi a principal informação nova que Deus estava transmitindo ao povo por meio da morte da esposa de Ezequiel?

R: Os detalhes profetizados por meio de Ezequiel seriam um sinal de que aquilo vinha do Senhor. No entanto, o principal benefício para o povo decorrente da morte da esposa de Ezequiel provavelmente não residia na informação nova. De qualquer forma, a informação nova poderia ter sido transmitida sem que a esposa de Ezequiel morresse. Em vez disso, o principal benefício não era a mensagem que Deus estava transmitindo, mas sim o fato de Deus estar afirmando: “Estou falando sério”. Às vezes, quando compartilhamos o evangelho, o problema com os ouvintes não é que eles tenham levado a mensagem a sério e a rejeitado, mas sim que nunca levaram nossas palavras a sério desde o início. Portanto, embora seja importante transmitir a mensagem do evangelho, é igualmente importante que as pessoas percebam, por meio de suas palavras, de sua vida e de suas reações ao que acontece em sua vida, que sua mensagem precisa ser levada muito a sério.

P: Em Ezequiel 24:26, o que há de significativo no fato de um fugitivo lhes dar a notícia?

R: Um fugitivo seria alguém que escapou da batalha. Normalmente, não se pode confiar em pessoas que fogem de uma batalha para garantir que a mensagem seja recebida. Trata-se de uma mensagem negativa sobre o que aconteceu no passado. Também pode significar que tempos piores, ou um exército, não estão muito longe atrás do mensageiro.

P: Em Ezequiel 25:1-7, o que exatamente os amonitas fizeram de errado?

R: Eles se alegraram com a destruição de Judá. Os amonitas eram inimigos constantes dos israelitas. Amom lutou contra Israel na época de Jefté (Juízes 10:6-11:33), lutou com Saul por Jabes de Gileade em 1 Samuel 11:1-11 e, após humilhar os embaixadores de Davi, Davi os conquistou em 1 Crônicas 19:1-20:3. Após o reinado de Salomão, tornaram-se independentes e uniram-se aos moabitas e edomitas para atacar Judá, conforme 2 Crônicas 20:1-30. Tentaram tomar o território de Israel, conforme Jeremias 49:1, e ajudaram Nabucodonosor contra Jeoiaquim, conforme 2 Reis 24:1-2. A capital, Rabá, ficou em ruínas, embora mais tarde o local tenha se tornado Amã, a atual capital da Jordânia.

Em 593 a.C., Amom formou uma aliança com Judá e Tiro contra a Babilônia.

P: Em Ezequiel 25:6-8, o que exatamente havia de errado em se alegrar com a destruição de Jerusalém?

R: Havia várias coisas erradas.

1. As pessoas nunca devem se alegrar com a destruição do povo de Deus, mesmo que este tenha sido desobediente. Quando se atinge o povo de Deus, atinge-se a menina dos Seus olhos. Deus prometeu aos israelitas em Gênesis 12:1-3,15 que aqueles que abençoarem os descendentes de Abraão serão abençoados, e aqueles que os amaldiçoarem serão amaldiçoados.

2. Os amonitas, moabitas e edomitas mantinham uma rivalidade secular com os israelitas.

3. Além disso, com Judá fora do caminho, os amonitas, moabitas e edomitas poderiam lucrar com a liberdade de se expandir para o oeste.

P: Em Ezequiel 25:8-11, o que exatamente os moabitas fizeram de errado?

R: O versículo 8 simplesmente diz que eles afirmaram que Judá havia se tornado como as outras nações. Isso poderia significar que reconheciam que o Deus de Israel não estava mais com eles; poderia também significar que Judá estava agora vulnerável a ataques. Essa afirmação também poderia ter um tom de escárnio, indicando que, espiritualmente, Judá — e a reputação de seu Deus — não era melhor do que qualquer uma das outras nações. A flanco de Moabe era a porção norte, que o exército babilônico atacaria primeiro.

P: Em Ezequiel 25:12-17, o que exatamente os edomitas e os filisteus fizeram de errado?

R: Seus erros foram semelhantes aos dos amonitas e moabitas, mas há uma ênfase diferente aqui. Em Ezequiel 25:12,15, Edom e Filístia foram repreendidos especificamente por se vingarem. De acordo com o Salmo 137:7; Jeremias 49:7-22 e Obadias 1-21, após a destruição de Jerusalém, os edomitas esperaram nas encruzilhadas para matar e saquear os judeus em fuga. Mais tarde, Nabucodonosor concedeu aos filisteus parte do território de Judá. Depois que os edomitas e os filisteus se vingaram do povo de Deus, Deus prometeu que eles conheceriam Sua vingança. Por fim, os árabes nabateus tomaram posse da terra de Edom, e os edomitas fugiram para o Negev, no sul de Judá, onde o rei judeu João Hircano (134-104 a.C.) os conquistou.

P: Em Ezequiel 25:16 e 26:3, quais são os jogos de palavras aqui? Por que Deus usaria jogos de palavras?

R: Em Ezequiel 25:16, os queretitas são os mesmos que os filisteus. Dizer que Deus exterminaria os filisteus é, muito provavelmente, um jogo de palavras, pois “exterminar” é hikrati e “queretitas” é Keretim.

Em Ezequiel 26:3, a palavra para a cidade de Tiro, “sor”, significa uma rocha dura ou seixo. Deus disse que iria raspar os edifícios de Tiro e transformá-la em uma rocha nua.

Um jogo de palavras não é necessariamente uma piada, mas uma maneira muito melhor de lembrar a profecia.

P: Em Ezequiel 26:1-2, a nova data aqui indica que se trata de uma profecia distinta. O que exatamente os fenícios de Tiro fizeram de errado?

R: Os fenícios eram tradicionalmente aliados de Israel. Ao contrário dos edomitas e dos filisteus, estes últimos não buscavam vingança, mas ainda assim ficavam muito satisfeitos, do ponto de vista comercial, por Judá estar fora do caminho, o que lhes permitia potencialmente ampliar seu próprio comércio. Tenha cuidado, seja ao investir ou ao fazer qualquer outra coisa, ao se alegrar com o sofrimento alheio.

P: Em Ezequiel 26:3-14, a profecia de Ezequiel sobre a vitória sobre Tiro foi contradita em Ezequiel 29:17-20, uma vez que Nabucodonosor não conquistou Tiro, como afirma o Guia de Asimov para a Bíblia, pp. 587-588?

R: Não. Observe, em primeiro lugar, que aqueles que ouviram Ezequiel não viram qualquer dificuldade, pois, quatro capítulos depois, Ezequiel 29:17-18 afirma que Nabucodonosor não obteve nenhuma recompensa (ou seja, espólio) de Tiro. A resposta discute, em primeiro lugar, a estrutura literária, o que foi profetizado, o que não foi profetizado e, por fim, o que aconteceu.

Estrutura literária:

Ezequiel 26:3-14 apresenta uma estrutura quiástica, com algumas exceções. Em um quiasmo perfeito, cada ideia é apresentada em paralelo, de forma simétrica. As mudanças nos pronomes em hebraico são importantes neste contexto.

Ezequiel 26:3 Muitas nações se levantarão contra Tiro

... Ezequiel 26:4 Elas destruirão as muralhas e as torres de Tiro.

… Ezequiel 26:4,5 Eu [Deus] transformarei Tiro em uma rocha nua, um local para estender redes de pesca.

……Ezequiel 26:6 Seus povoados no continente serão saqueados.

……..Ezequiel 26:7 Nabucodonosor, da Babilônia, virá contra Tiro

……Ezequiel 26:8 Ele [Nabucodonosor] saqueará seus assentamentos no continente.

..Ezequiel 26:8,9 Ele demolirá as muralhas e as torres

..Ezequiel 26:10,11 Seus cavalos entrarão pelos portões de Tiro e matarão parte do povo.

Ezequiel 26:12 Eles saquearão as riquezas e os bens. Derrubarão suas muralhas e lançarão os escombros ao mar.

Ezequiel 26:13 Eu [Deus] porei fim aos seus cânticos.

… Ezequiel 26:14 Eu [Deus] transformarei Tiro em rocha nua, um lugar para estender redes de pesca.

Como observação adicional, a Septuaginta preservou os pronomes corretamente até o versículo 12. A partir daí, utilizou “ele” onde deveria ter usado “eles” duas vezes e “eu” [Deus] uma vez.

2. O que foi profetizado:

A profecia tem três partes: muitas nações (elas), Deus (eu) e Nabucodonosor (ele).

Muitas nações virão, saquearão Tiro, destruirão as muralhas de Tiro e lançarão os escombros ao mar.

Deus transformará Tiro em uma rocha nua, um local para estender redes de pesca, e porá fim às suas canções (a cultura tiriana).

Nabucodonosor virá, saqueará a cidade continental, destruirá as muralhas e as torres e matará parte do povo.

3. O que não foi profetizado:

Nunca se menciona que Nabucodonosor fará algo à ilha, nem qual nação Deus usará para transformar a ilha em um local para estender redes de pesca. Foram as muitas nações — “elas” — que obtiveram o saque, enquanto Nabucodonosor ficou apenas com os assentamentos do continente.

4. O que aconteceu:

Os assírios, antes da profecia de Ezequiel, tentaram, sem sucesso, capturar a cidade do continente em 726/724 a.C., durante cinco anos. Eles tentaram novamente e fracassaram em 664 a.C.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, sitiou Tiro por 13 anos, de 586/585 a 573 a.C. Eles conseguiram demolir a cidade do continente. No entanto, os tirianos da Antiga Tiro se mudaram para a já existente Nova Tiro, na ilha (a 700-750 metros de distância), em frente à cidade do continente. A frota tiriana impediu que os babilônios atacassem a cidade insular.

Alexandre, o Macedônio, depois que Tiro assassinou seus embaixadores, conquistou a cidade no continente. Ele utilizou os escombros para construir uma ponte terrestre (ponte artificial) de 200 pés (60 metros) de largura e meia milha de comprimento (600 a 750 metros) que ligava à cidade insular e, após sete meses, conquistou a cidade insular em 332 a.C. A Enciclopédia Britânica menciona que, para conquistar Tiro, ele utilizou navios de diversas nações: Sidão, Chipre, Rodes, Mallus, Soli, Lícia e, é claro, a Macedônia. O exército de Alexandre matou 8.000 pessoas inicialmente, crucificou 2.000 posteriormente e reduziu à escravidão os 30.000 restantes. (O Anchor Bible Dictionary, vol. 6, p. 687, afirma que 6.000 foram mortos inicialmente, 2.000 crucificados posteriormente, 30.000 vendidos como escravos e 15.000 resgatados pelos sidônios.

Consulte a discussão sobre Ezequiel 26:14, 19-20 para obter informações sobre o fato de Tiro nunca ter sido reconstruída.

P: Em Ezequiel 26:3-21, qual é a história de Tiro?

R: Para aqueles que desejam conhecer os detalhes históricos, eis aqui a história de Tiro.

O ano 2.300 a.C. é a época em que os arqueólogos acreditam que colonos de Sidom, fugindo dos filisteus, fundaram Tiro, a cerca de 25 milhas ao sul. Isso teria ocorrido algumas centenas de anos antes de Abraão. Um texto egípcio datado de 1.780-1.750 a.C. menciona Tiro.

Ele também menciona que, antes de Hiram I, filho de Abibaal (969-936 a.C.), a “ilha” de Tiro era, na verdade, composta por duas ilhas. As pessoas viviam em uma das ilhas, enquanto a outra abrigava apenas um templo de Baal. Hiram uniu as duas por meio de uma ponte-terrapleno, formando uma única ilha. O *Anchor Bible Dictionary*, vol. 6, p. 686, indica que a área da ilha resultante da união era de cerca de 57,6 hectares.

Hiram I de Tiro obriga os titianos a pagar tributo.

936-929 a.C. Beleazarus, filho de Hiram, governa em Tiro

929-920 a.C. Abdastartus, filho de Beleazarus, governa em Tiro. Ele é assassinado por quatro filhos de sua ama.

Os reis seguintes são Astartus e seu irmão, Aserymus.

Phelles/Pheles mata seu irmão Aserymus e reina por 8 meses.

897/869-865/837 a.C. Etbaal I (Josefo o chama de Ithobalus), um sacerdote de Astarte, derruba Phelles e reina como rei em Tiro

837-831 a.C. Baal-azzor, filho de Ethbaal I, reina

831-822 a.C. Matgenus, filho de Badezorus, reina

822/820-775/774 a.C. Pigmalião reina

815/814 a.C. A cidade de Cartago é fundada pelos tirianos e por Dido, irmã de Pigmalião.

Século IX. Tiro paga aos assírios para que a deixem em paz. (Enciclopédia Britânica, 1961, vol. 22, p. 452)

Século IX. Tiro paga tributo a Salmanasar III. (Enciclopédia Britânica, 1961, vol. 22, p. 452)

743 a.C. Os assírios conquistam Kashpuna, próxima a Tiro e Sidom

?-739/738 a.C. Etbaal II governa Tiro e Sidon

738-730/729 a.C. Hiram II governa em Tiro

730/729 a.C. Mattan II paga 150 talentos de ouro

Eloulaios de Tiro reprime uma revolta em Chipre

726/724 a.C. Salmanasar V tenta pela primeira vez conquistar Tiro por via marítima.

726/724-722/720 a.C. Salmanasar V e os assírios sitiam Tiro por cinco anos. Ele morre ainda tentando.

c. 720 a.C. O assírio Sargão II conquista Tiro. (Enciclopédia Britânica, 1961, vol. 22, p. 452)

701 a.C. Senaqueribe e os assírios conquistam a cidade de Usse, próxima a Tiro

701-c. 630 a.C. A Assíria não permite que Tiro pratique qualquer tipo de comércio.

680-669 a.C. Baal I governa Tiro e forma uma “Liga de Hatti” contra a Assíria.

669 a.C. Tiro se rende a Assurbanipal. (Enciclopédia Britânica, 1961, vol. 22, p. 452)

664 a.C. Assurbanipal e os assírios tentam conquistar Tiro

586/585-573/572 a.C. Nabucodonosor II e os babilônios sitiam Tiro e Etbaal II por 13 anos e destroem a cidade continental.

c. 572 a.C. As evidências indicam que a cidade insular se rendeu a Nabucodonosor II.

c. 572 a.C. Etbaal II foi levado para a Babilônia, e Baal II governou Tiro sob o controle dos babilônios.

345 a.C. Tiro tenta se rebelar contra a Pérsia

332 a.C. Alexandre destrói Tiro após um cerco de 7 meses

c. 50 d.C. A cidade de Tiro existia na época de Paulo (Atos 12:20; 21:3,7)

638 d.C. Os muçulmanos conquistam Tiro, juntamente com Antioquia, Cesareia e Trípoli, no Líbano

1124 d.C. Os cruzados conquistam Tiro

1291 d.C. Os muçulmanos destroem Tiro

P: Em Ezequiel 26:9, o que são máquinas de guerra?

R: Tratava-se de máquinas de cerco, incluindo torres das quais os arqueiros podiam atirar e aríetes. Essas máquinas são eficazes contra cidades fortificadas em geral, incluindo Tiro. No entanto, não seriam muito eficazes contra Jerusalém, uma vez que esta ficava no topo de uma montanha, e seria difícil transportá-las até lá e, em seguida, utilizá-las em terreno inclinado.

P: Em Ezequiel 26:14, 19-21, como é que Tiro nunca seria reconstruída, uma vez que a vila de Sur (Tiro) existe hoje?

R: Essa pergunta pode ser apelidada de “a questão da identidade equivocada”. A cidade moderna de Sur (ou Tiro) não está localizada no local da cidade antiga. Primeiro, algumas informações sobre Tiro; depois, o que a Bíblia diz; e, por fim, a situação atual.

Tiro era originalmente apenas uma cidade no continente, construída por colonos fenícios de Sidom. Na verdade, ninguém conquistou essa cidade até 573 a.C., quando Nabucodonosor e os babilônios destruíram a cidade continental após um cerco de 13 anos. No entanto, durante esses 13 anos, os tirianos da Antiga Tiro transferiram quase tudo de valor para a Nova Tiro, na ilha a meia milha da cidade continental. Alexandre construiu uma ponte-terrapleno ligando a Nova Tiro à Antiga Tiro. O sedimento se acumulou ao longo da ponte-terrapleno e, atualmente, não há mais ilha, apenas uma península.

Na Bíblia,

Ezequiel 26:14 não diz que nenhuma alma viveria ali, mas que a cidade nunca seria reconstruída.

Ezequiel 26:19 diz que a cidade será devastada, como as cidades que não são habitadas. As águas profundas cobrirão Tiro.

Ezequiel 26:21 afirma que a cidade de Tiro deixará de existir e nunca mais será encontrada.

Hoje, dos dois portos da cidade insular, o porto sul está assoreado. De acordo com a Enciclopédia Britânica (1972), a cidade moderna de Sur tinha uma população de 16.483 habitantes em 1961. Um mapa aéreo mostra que ela foi construída na parte norte do que era a cidade insular e em parte da ponte de ligação. A cidade da Antiga Tiro está desabitada, sendo apenas rocha nua, a leste da cidade moderna de Sur.

P: Em Ezequiel 27:1-11, até que ponto o senhor acredita que forças espirituais malignas estejam por trás das nações, tanto naquela época quanto hoje?

R: Daniel 10:12-14 indica que, pelo menos em algumas ocasiões, isso ocorre. Ao analisarmos alguns dos massacres mais brutais da história — sejam eles os perpetrados por Tamerlão, Genghis Khan, Hitler, Stalin, o Khmer Vermelho etc. —, é difícil, mesmo para muitas pessoas não religiosas, acreditar que seres humanos, por conta própria, possam ser tão malignos. Mas matar não é a única ferramenta que Satanás utiliza. Dizer a uma pessoa comum da década de 1990 que a homossexualidade e o casamento gay seriam uma questão extremamente importante na década de 2010 provavelmente seria recebido com descrença. Mesmo alguém que hoje é a favor do casamento gay, como Bill Clinton, afirmou claramente que o casamento era a união entre um homem e uma mulher quando, com reservas, assinou a Lei de Defesa do Casamento em 1996. Consulte https://en.wikipedia.org/wiki/Defense_of_Marriage_Act#Enactment_and_role_of_Bill_Clinton para obter mais detalhes sobre o assunto.

Em geral, não apenas no que diz respeito à homossexualidade, Satanás sopra os ventos como bem entende, e muitas pessoas não oferecem resistência, assim como as folhas caídas.

P: Em Ezequiel 27:7, onde ficavam as costas de Elishah?

R: Provavelmente no norte da África, embora seja possível que fosse Chipre. A Septuaginta translitera isso como Elisai. No entanto, Chipre é apenas mencionado, e eles realmente mantinham relações comerciais com o norte da África. Então, por que mencionariam Chipre duas vezes e o norte da África nem uma única vez?

Norte da África: Um grande número de pessoas de Tiro foi para o norte da África e fundou Cartago, na atual Tunísia. A fundadora de Cartago tinha o nome de coroação “Dido”, mas seu nome verdadeiro era Elissa; assim, Cartago ficava na costa de “Elissa”. Essa migração começou a ocorrer quando os assírios sitiaram Tiro.

Chipre: Alguns estudiosos identificam-no com Alashia, o nome antigo de Chipre.

Outras possibilidades são regiões da Grécia, Itália ou Síria, mas elas não fazem sentido, pois os fenícios não chegaram a esses locais.

P: Em Ezequiel 27:10-17, onde ficavam esses lugares?

R: Embora “Phut” possa ser um erro de transcrição de “Punt”, na África Oriental, é muito provável que não seja esse o caso. Provavelmente refere-se ao nordeste da Líbia atual, chamado “Put” na antiguidade.

Arvad era uma cidade litorânea na parte norte da Fenícia. Hoje, ninguém sabe a localização de Gammad.

P: Em Ezequiel 27:32-34, 28:8, como a cidade de Tiro foi destruída no meio do mar?

R: Essa profecia deve ter parecido estranha na época em que foi proferida, pois Tiro era uma cidade litorânea no continente. No entanto, mais tarde, Tiro se expandiu, passando a ocupar também uma ilha a meia milha da cidade original. A cidade original foi destruída, mas a cidade insular sobreviveu até a época de Alexandre, da Macedônia.

P: Em Ezequiel 27:36; 28:19, como Tiro foi destruída para sempre?

R: De duas maneiras.

Fisicamente, a cidade deixou de existir. Alexandre, o Grande, utilizou os tijolos e os escombros da cidade de Tiro no continente para construir um quebra-mar (ponte terrestre) de 200 pés de largura até a ilha onde o povo de Tiro havia construído uma nova cidade. Os tijolos físicos da cidade, suas muralhas e edifícios fazem parte do solo.

O povo de Tiro, tanto o que estava no continente quanto aqueles que fugiram para a ilha, foi todo morto ou vendido como escravo por Alexandre, o Grande. Cerca de 8.000 foram mortos quando a cidade foi capturada, 2.000 foram mortos posteriormente e 30.000 foram vendidos como escravos.

P: Em Ezequiel 28:1, como Lúcifer caiu e se tornou Satanás?

R: Apocalipse 12:7-9 nos dá algumas pistas sobre as circunstâncias desse evento misterioso. Aparentemente, quando Satanás caiu, ele levou consigo um terço dos anjos do céu. Isaías 14:12-16 nos dá uma pista sobre a motivação de Lúcifer. Ele queria ser como Deus.

P: Em Ezequiel 28, isso se refere a Satanás ou ao rei de Tiro?

R: Refere-se a ambos. Isso faz sentido, pois os fenícios, assim como os egípcios, babilônios e outros povos, consideravam seu rei uma manifestação de um deus. O rei de Tiro afirmava ser a manifestação do deus Melkart. Deus diferenciou entre o príncipe de Tiro e seu senhor, o rei de Tiro. Aquele que era chamado de príncipe era um homem mortal, a quem as outras pessoas consideravam o senhor de Tiro. O verdadeiro governante, porém, era Satanás, e é mencionado a partir de Ezequiel 28:11. No entanto, o príncipe e o rei compartilham muitas características em comum.

P: Em Ezequiel 28:3, em que sentido ele era mais sábio do que Daniel, e isso poderia ser uma referência a “Danel” na literatura ugarítica?

R: Daniel era contemporâneo de Ezequiel, e sua posição, fama e sabedoria sob o domínio babilônico eram bem conhecidas. A grafia é a mesma do livro de Daniel, exceto pela ausência de um yod, que se assemelha a um apóstrofo. A grafia difere da de “Danel” nas histórias de Ugarit, e Danel não era particularmente sábio.

Satanás existe há muito tempo. Ele provavelmente conhece as Escrituras melhor do que o ser humano mais erudito da Terra e tem vasta experiência em compreender e tentar as pessoas há muito, muito tempo. Ele é capaz de revelar o suficiente da verdade, bem como coisas que as pessoas desconhecem, para levá-las a acreditar nas mentiras mortais que estão misturadas a ela. Eu jamais gostaria de medir forças com Satanás ou ouvi-lo e tentar descobrir a verdade a partir dele. Felizmente, nunca precisamos fazer isso. Basta seguir a Deus. Assim como em um time de basquete ou futebol americano, à medida que obedecemos a Deus, Ele, Seus anjos e Seus outros servos na Terra podem nos dar “apoio”, enquanto conquistamos vitórias para a Sua glória.

P: Em Ezequiel 28:8, tratava-se de uma falsa profecia, como afirma o cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 590?

R: Não. Asimov afirma isso porque o rei de Tiro, Etbaal (Ithobaal) II, foi levado cativo para a Babilônia e não foi morto antes. Embora Etbaal tenha sido levado para a Babilônia, Asimov está fazendo uma conjectura aqui, pois a história não registra como Etbaal foi morto.

P: Em Ezequiel 28:10, por que se menciona que o rei de Tiro morreria a morte dos incircuncisos?

R: Assim como os egípcios e os hebreus, os fenícios praticavam a circuncisão, ao contrário de seus inimigos, os babilônios e os filisteus. Em contrapartida, os gregos e os povos da Mesopotâmia não a praticavam. Isso tem a conotação de morrer em desonra.

P: Em Ezequiel 28:10, quem mais praticava a circuncisão?

R: Os hebreus, árabes, moabitas e amonitas praticavam a circuncisão. No Egito, o túmulo de Ti (c. 2300 a.C.) em Saqqara mostra a realização do procedimento em meninos de 13 anos. Josefo relata que João Hircano teve de obrigar os edomitas a serem circuncidados. Curiosamente, a circuncisão não se limitava ao Oriente Médio. Também se diz que os australianos e alguns povos da América praticavam a circuncisão. A circuncisão não era praticada pelos assírios, babilônios, cananeus, gregos ou filisteus.

Para os muçulmanos, o Alcorão nem sequer menciona a circuncisão, mas os muçulmanos a praticam em meninos de 13 anos, pois reconhecem que Abraão foi circuncidado.

P: Em Ezequiel 28:12, como Satanás pôde cair, visto que era cheio de sabedoria?

R: Obviamente, a sabedoria por si só não impede que alguém caia. Na verdade, o conhecimento, mesmo o conhecimento de Deus, pode envaidecer, mas o amor edifica, de acordo com 1 Coríntios 8:1.

P: Em Ezequiel 29:11-13; 30:23-26, quando foi que o Egito ficou desabitado por quarenta anos e os egípcios foram dispersos pelos babilônios?

R: Esta resposta é uma repetição da discussão sobre Jeremias 46:13-20.

Os céticos costumavam pensar que os babilônios nunca atacaram o Egito, pois os historiadores gregos não faziam menção a essa invasão. No entanto, não só o historiador judeu Josefo menciona isso em Antiguidades Judaicas 10.9.5-7 (c. 93-94 d.C.), como também um fragmento de uma crônica babilônica de 567 a.C., bem como uma inscrição na estátua funerária de Nes-hor, no sul do Egito, corroboram as afirmações de Josefo e da Bíblia. Uma tabuinha cuneiforme babilônica descoberta por Pinches relata uma invasão em 569/568 a.C.

Até onde os babilônios avançaram no Egito? A invasão provavelmente foi breve. No entanto, a estátua funerária de Nes-hor indica que, em algum momento durante o reinado de Uah-ib-Ra, um exército de nortistas avançou tão ao sul a ponto de ameaçar a fronteira com a Etiópia. Nes-hor era o governador do sul do Egito sob o faraó Hophra. Observe que Ezequiel não previu por quanto tempo os babilônios permaneceriam no Egito, apenas que eles invadiriam o Egito até a fronteira com a Etiópia.

P: Em Ezequiel 29:14; 30:14, onde fica a terra de Patros?

R: Esse era um nome antigo para o Alto Egito. O Alto Egito é a parte sul do Egito.

P: Em Ezequiel 29:18, como é que todas as cabeças ficaram carecas no exército babilônico?

R: Se os soldados usassem capacetes por tempo suficiente, seus cabelos seriam arrancados pelo atrito. Os soldados romanos também se queixavam desse fenômeno nos séculos posteriores. Não está claro se essa calvície era temporária ou permanente. A título de observação, seus capacetes eram de couro.

P: Em Ezequiel 30:5, onde fica Chub/Cub?

R: Acredita-se que seja uma parte da atual Líbia.

P: Em Ezequiel 30:15 e Naum 3:8, onde fica a cidade de “No”?

R: “No Amon” era outro nome para Tebas, uma importante cidade do Egito. Ela também era apelidada pelos egípcios de “A Cidade”. A palavra egípcia para aldeia era niwt, que os hebreus transformaram em No. O nome hebraico completo, No-Amon, significava cidade/aldeia de Amon. Ela contava com a ajuda de Put e Lubim, mas nenhuma ajuda chegou, de acordo com o Comentário Bíblico do Crente, p. 1140. Naum fala de No como se já tivesse sido destruída, e Tebas foi destruída em 663 a.C. A cidade de Tebas foi reconstruída em 654 a.C.

P: Em Ezequiel 30:15,16, como Deus derramou Sua ira sobre Sin?

R: Isso não se refere a atos pecaminosos, mas sim à região chamada Deserto de Sin, também conhecida como Pelúsio, que fica a nordeste do Egito, na Península do Sinai. Quando o rei persa Cambises conquistou o Egito, ele primeiro derrotou o exército egípcio em Pelúsio, em 525 a.C. Houve pouca resistência depois disso.

P: Em Ezequiel 30:17, onde ficam Aven e Pibeseth?

R: Aven é a cidade egípcia de Avaris, que tinha o nome grego de Heliópolis. Pibeseth também é conhecida como Bubastis.

P: Em Ezequiel 31:13, na alegoria, o que são as aves do céu e os animais do campo?

R: A expressão “aves e animais que se instalam” soa indesejável. Ou representavam demônios, ou então pessoas que explorariam os outros. Deuteronômio 28:26 diz que seus corpos serviriam de alimento para as aves e os animais.

P: Em Ezequiel 31:15-18 e Ezequiel 32:2, por que Deus provocou um grande luto pelo Faraó do Egito?

R: As Escrituras não dizem, mas podemos especular. Por estarem tão próximos dos israelitas, os egípcios, mais do que a maioria dos outros povos, tinham acesso a muito conhecimento sobre o Deus verdadeiro. A religião egípcia não possuía tantas práticas detestáveis quanto as religiões cananeia e babilônica. No entanto, o orgulho nas coisas egípcias os tornou espiritualmente mais distantes de Israel do que a rainha de Sabá e o eunuco etíope.

P: Em Ezequiel 32:13, nessa alegoria, o que representam os animais que seriam destruídos?

R: Pode referir-se ao fato de que o gado era o meio de obter riqueza.

P: Em Ezequiel 32:21-32, qual é o significado dessa imagem relacionada ao túmulo?

R: Há pelo menos três pontos a serem destacados nessa imagem vívida. É certo que a Babilônia está em declínio. O uso da repetição enfatiza que a Babilônia não será diferente da Assíria, de Elam, de Mesec, de Tubal e de outras nações. Por fim, assim como seria incrível acreditar que os assírios fossem destruídos no auge de seu poder, parece incrível que os babilônios pudessem algum dia ser destruídos. No entanto, isso certamente aconteceria.

P: Em Ezequiel 32, quando o orgulho cultural é positivo e quais são, no mínimo, sete maneiras pelas quais ele pode ser negativo?

R: O senhor está satisfeito ou feliz com a cultura em que nasceu? Não há nada de errado nisso. Mas o orgulho cultural pode ser errado de várias maneiras.

1. O senhor acha que tem direito a certas coisas, em detrimento de outras pessoas, por causa da sua cultura?

2. Você acha que nasceu melhor do que outras pessoas por causa da sua cultura?

3. Você menospreza os outros por causa da sua cultura, assim como Jonas menosprezava os ímpios assírios? Quando vir uma pessoa totalmente má, lembre-se de que “se não fosse pela graça de Deus, eu estaria no lugar dela”.

4. Você acha que tem o direito de tirar proveito ou oprimir outras pessoas por causa da sua cultura?

5. Por causa de sua cultura, você acha que “nasceu para governar”?

6. Você acha que Deus desculpa a maldade em você, mas não a mesma coisa nos outros, por causa da sua cultura? “Vou apoiá-los, estejam certos ou errados.”

7. O senhor justifica a maldade de outras pessoas do seu grupo, ao mesmo tempo em que condena as mesmas coisas naqueles que não fazem parte do seu grupo? “Eles podem ser malandros, mas ainda assim os apoiamos porque são nossos malandros.”

P: Em Ezequiel 32, quando é que o orgulho cultural se interpõe no caminho do evangelho e na obediência a Deus?

R: A forma mais óbvia é quando a sua cultura diz para fazer uma coisa, e Deus diz para fazer outra. Ou quando você se orgulha de algo em sua cultura, enquanto Deus afirma que isso é perverso.

Uma forma menos óbvia é mostrada no exemplo de Jonas. Ele se orgulhava dos aspectos piedosos de sua cultura e menosprezava os incrédulos ímpios. Devemos reconhecer o pecado como pecado, mas não devemos menosprezar ninguém.

P: Em Ezequiel 32, como as pessoas podem perpetuar pecados culturais?

R: Se seus antepassados ou pais pecaram, e você opta por seguir um caminho diferente e não praticar essas coisas, então você não é culpado desses pecados. Mas se você escolher ativamente seguir os pecados de seus antepassados ou pais, então você compartilha do pecado deles. Muitas pessoas não fazem nenhuma das duas coisas; elas não decidem realmente nada, apenas seguem passivamente o que sua cultura determina. Assim, elas também compartilham dos pecados de sua cultura e de seus antepassados.

Uma função fundamental da cultura, seja ela boa ou má, é proporcionar uma sensação de normalidade às atitudes, crenças e comportamentos. Se esses forem perversos e contrários à palavra de Deus, seguir a cultura pode conferir uma falsa sensação de legitimidade a essa perversidade.

Um propósito negativo que o estudo da história pode servir é o de perpetuar o ódio. Por exemplo, havia um menino muçulmano que dizia odiar judeus, embora nunca tivesse conhecido nenhum. E se as coisas que lhe tivessem sido contadas sobre os judeus fossem falsas?

P: Em Ezequiel 33:1-6, quais são as funções de um sentinela para uma cidade? Por que um país não tem um sentinela?

R: Ser vigia é um compromisso importante. Um vigia realiza pelo menos quatro tarefas.

1. Ele fica de vigia para tocar a trombeta e alertar a população da cidade, especialmente os soldados, sobre um ataque iminente. Ele observa ao longe para dar o maior aviso prévio possível sobre um ataque.

2. Ele informa a direção do ataque, o tamanho do exército e outros detalhes do ataque.

3. Se a cidade já estiver sob ataque, ele pode avisar as pessoas quando avistar reforços para combater os agressores.

4. Ele proporciona aos habitantes da cidade uma sensação de segurança. Eles sabem que seus soldados não estarão dormindo se o vigia estiver atento. É claro que, se o próprio vigia adormecer, estará transmitindo uma falsa sensação de segurança.

P: Em Ezequiel 33:1-6, por que um vigia é tão importante para uma cidade? O que pode acontecer quando um vigia falha em seu dever?

R: Um vigia pode ser apenas uma pessoa ou, no caso de uma cidade grande, uma pessoa por direção. O vigia, por si só, não tem poder para repelir invasores, mas é essencial para dar o alarme e permitir que os defensores adormecidos entrem em ação.

Se um vigia adormecer durante o serviço, em uma noite normal nada acontecerá, desde que ninguém o flagre. Mas se um exército invasor aparecer, será tarde demais para a cidade caso o vigia esteja dormindo. Assim, em mais de 99% das vezes, os esforços do vigia parecem não fazer diferença. Porém, para aquele 1%, seu trabalho é muito, muito importante. Os soldados romanos que adormeciam durante a guarda eram queimados vivos com suas próprias roupas.

Na Irlanda, há séculos, um soldado raso estava de guarda em um forte em tempos de paz. Um oficial e sua namorada caminhavam ao redor das muralhas da guarnição, quando o oficial acidentalmente deixou cair por cima da muralha o anel de noivado que iria dar à namorada. Assim, ele pediu ao soldado raso que o recuperasse, e o soldado disse que o faria se o oficial ficasse de guarda em seu lugar. Eles concordaram. O soldado raso nunca mais voltou. O oficial adormeceu. O comandante do soldado viu o sentinela adormecido e atirou nele, matando-o.

P: Em Ezequiel 33:7-11, quais são as funções de um sentinela espiritual?

R: Um sentinela espiritual alerta sobre perigos iminentes ou heresias que podem surgir, mas que ainda estão distantes. Ele ou ela também alerta sobre perigos que já estão presentes, ou sobre os pontos em que as muralhas foram violadas e que se encontram na cidade de Deus. Além disso, orienta os crentes sobre onde reside o perigo e sobre a importância de lidar com esses perigos.

P: Em Ezequiel 33:7-11, por que o vigia espiritual é tão importante? O que pode acontecer quando um vigia espiritual falha em sua função?

R: Em primeiro lugar, Deus ordenou que examinássemos a nós mesmos e que protegêssemos o rebanho dos lobos espirituais. Os cristãos podem ser levados a adormecer por falsas garantias de outras pessoas de que compartilham a mesma fé. Os cristãos podem ficar desanimados e perder o zelo.

P: Em Ezequiel 33:7-11, de que maneiras podemos ser sentinelas espirituais hoje?

R: Os cristãos dotados de conhecimento e discernimento podem e devem ser sentinelas espirituais de quatro maneiras que se complementam.

1. Podemos trabalhar com outras pessoas para proteger o rebanho contra ameaças externas. Podemos nos proteger contra religiões falsas que não se dizem cristãs, bem como contra aquelas que se dizem.

2. Podemos trabalhar com outras pessoas para proteger o rebanho contra falsos irmãos, contra lobos ferozes entre nós (Atos 20:28-31).

3. Podemos nos proteger contra o pecado, especialmente quando um líder cristão promove o pecado como algo “aceitável”. Podemos zelar por nossos casamentos.

4. Podemos proteger contra o desânimo. Quando os cristãos começam a ver sua luz se apagar, podemos lembrá-los de Quem estão servindo, do objetivo pelo qual estão se empenhando e da futilidade das coisas deste mundo.

A eficácia de um sentinela depende tanto de quão alerta ele esteja quanto da credibilidade que as pessoas têm para ouvi-lo. Quase todos nos Estados Unidos conhecem a famosa cavalgada de Paul Revere, alertando que os britânicos estavam vindo para tomar suas munições. William Dawes também cavalgou e foi igualmente importante. Revere alertou as pessoas ao longo do caminho, enquanto Dawes cavalgou diretamente para Lexington a fim de alertar os líderes locais. Nenhum dos dois homens foi muito famoso em vida, mas quando Henry Wadsworth Longfellow escreveu sobre a cavalgada noturna de Paul Revere, ele ignorou completamente Dawes. Alguns sentinelas tornam-se famosos, e outros não serão lembrados, pelo menos aqui na Terra.

P: Em Ezequiel 33:7-11, quais são as maneiras inadequadas de ser um vigia, que não devemos adotar?

R: Não devemos chamar de heresia que leva à perdição da alma o que é meramente um erro. Não devemos destacar alguns pecados e, ao mesmo tempo, ficar em silêncio ou aceitar tacitamente pecados ainda maiores. Embora haja momentos em que devamos ser severos em nossa mensagem, devemos compartilhar a verdade com amor. Por fim, devemos perceber que existem diferentes tipos de respostas, dependendo da situação em que o ouvinte se encontra. Há instrução, correção gentil, exortação e, por fim, repreensão severa, que na Bíblia incluía ridicularização, insultos e ameaças de inferno.

Como sabemos o que é adequado? Podemos examinar exemplos na Bíblia. Quando Paulo advertiu as igrejas que estavam errando em 1 e 2 Coríntios, Gálatas e Colossenses, e quando ele fez advertências contra algumas ideias erradas de alguns poucos em sua carta aos Filipenses, podemos ver uma maneira de ser um sentinela. Quando Pedro nos adverte em 2 Pedro, podemos ver uma segunda maneira de ser um sentinela. Quando vemos João escrever em 1, 2 e 3 João, podemos observar uma terceira maneira de ser um sentinela. Quando Judas nos adverte no Livro de Judas, podemos observar um quarto estilo de ser um sentinela. Por fim, quando vemos o autor de Hebreus, não advertindo contra heresias, mas alertando os crentes sobre a importância essencial de perseverarem na fé, observamos um estilo totalmente diferente de ser um sentinela.

P: Em Ezequiel 33:12-21, de que maneira Ezequiel estava atuando como sentinela de forma diferente do que se esperaria?

R: O povo não estava procurando Ezequiel para perguntar: “O que devemos fazer?” ou “Isso está certo?”. Na verdade, elas nem sequer vinham perguntar nada; achavam que já tinham tudo resolvido, mas estavam equivocadas. Um dos objetivos de um sentinela é alertar sobre um novo perigo iminente antes que o dano seja causado. Um segundo objetivo é mostrar às pessoas que já estão convencidas do que devem confiar que aquilo em que estavam confiando estava errado. Trata-se de contestar as falsidades que elas acreditam ser verdadeiras, depois que a falsa doutrina já causou seu dano.

P: Em Ezequiel 33:24, qual era o argumento que as pessoas estavam apresentando sobre Abraão ser apenas um, enquanto elas são muitas?

R: O argumento delas era que Abraão era apenas uma pessoa e herdou a terra. Agora, nós somos muito mais numerosos do que Abraão, pois somos muitos; portanto, tenham ânimo, pois somos ainda mais capazes de manter a posse da terra. Deus condena essa atitude. Na verdade, Abraão ainda não possuía a terra. Abraão nem mesmo recebeu a promessa de possuir a terra por causa de sua própria força ou mérito, mas apenas por causa da graça de Deus. Mas o fato de serem muitos não lhes confere nenhum mérito adicional para possuir a terra; na verdade, teriam ainda menos mérito devido à sua idolatria e a outros pecados. Como descobririam em breve, embora fossem muito mais numerosos do que Abraão, ainda assim não eram poderosos o suficiente, por si sós, para repelir os babilônios. Eles confiavam em sua própria espada, conforme Ezequiel 33:26. E se Deus não repelisse os babilônios por eles — o que Ele disse que não faria —, então estavam depositando sua esperança em algo que não valia a pena. Eles ignoraram completamente que era a graça e o poder de Deus, e não a força ou o mérito humanos.

Hoje, uma organização ou denominação pode começar bem, mas acabar mal quando as pessoas passam a confiar na organização e a sentir mais lealdade para com ela ou para com o ministério do que para com Deus.

P: Em Ezequiel 33:25, o que há de incomum na formulação da acusação aqui: “vocês levantam os olhos para os ídolos”?

R: Não diz que eles adoravam esses ídolos em vez de Deus; talvez alguns quisessem adorar os ídolos além de Deus, ou seja, mantendo suas opções em aberto ao tentar ficar em cima do muro. Não diz explicitamente que eles adoravam esses ídolos, embora isso esteja implícito aqui. “Levantar os olhos” é mais geral; significa considerar ou prestar atenção aos ídolos de alguma forma. Significa respeitar os ídolos. Certa vez, ouvi um apologista cristão dizer que deveríamos respeitar a religião muçulmana. A Bíblia nunca diz que devemos respeitar religiões falsas; e não devemos respeitar o islamismo mais do que tanto muçulmanos quanto cristãos respeitam o hinduísmo ou o budismo. Por outro lado, devemos respeitar o povo muçulmano, assim como devemos respeitar todas as pessoas, uma vez que toda a humanidade foi criada à imagem de Deus.

P: Em Ezequiel 33:27-29, como Deus é “aquele que torna desolado”?

R: Quando um povo se afasta de Deus, Ele usa acontecimentos desagradáveis para mostrar que não se pode confiar apenas em suas próprias forças. Nos Estados Unidos, como alguém disse há algumas décadas, quando se retira a Bíblia das escolas, introduzem-se os detectores de metal. As pessoas podem ter achado que ele estava errado, mas ele apenas se enganou quanto ao momento.

P: Em Ezequiel 3:30-33, Deus estava dizendo a Ezequiel que ele aparentemente havia alcançado algum tipo de fama e popularidade. Ezequiel deveria se importar com isso, e nós deveríamos nos importar se nos tornássemos um pouco famosos ou populares?

R: Há duas respostas que parecem contraditórias à primeira vista, mas que, na verdade, são complementares.

Não, não devemos nos importar com o que as outras pessoas pensam; como servos de Deus, devemos nos importar apenas com o que nosso Mestre pensa de nós. Não devemos permitir que a fama ou a bajulação inflem nosso orgulho e, possivelmente, nos levem à queda.

Sim, devemos nos importar com essas coisas como ferramentas para divulgar o evangelho. Houve um tempo em que uma pessoa não era famosa. No futuro, provavelmente haverá um momento em que ela não será mais famosa, ou não será mais ouvida. Isso é normal. Mas, enquanto durar esse momento, e no lugar em que um crente for famoso ou bem-quisto, ele deve usar essa plataforma para brilhar por Cristo e compartilhar o evangelho. Mas não deixe que isso suba à cabeça, pois isso também passará. Deus não estava dizendo isso para apelar ao orgulho de alguém, mas sim para que Ezequiel — e nós — pudéssemos usar a fama passageira para a glória de Deus.

P: Em Ezequiel 33:31-33, por que algumas pessoas que não têm intenção de seguir a Deus ainda assim desejam ativamente ouvir as Palavras de Deus?

R: Elas querem se sentir bem por estarem próximas a Deus, mas também têm outros interesses. Talvez não decidam ativamente que não vão seguir o que ouvem, mas decidem passivamente que obedecer aos mandamentos de Deus é opcional. Charles Stanley falou sobre pessoas que, inicialmente, podem ser obedientes ao Senhor, mas depois “passam a ficar na dúvida”.

P: Em Ezequiel 34:1-4, 8-12, de que maneira alguns líderes religiosos se assemelham a esses pastores inúteis?

R: Os pastores inúteis não apenas não fazem nada, como também se espera que cumpram uma função, o que eles deixam de fazer. É melhor não ter pastor, que o proprietário saiba que não há pastor e cuide ele mesmo das ovelhas, do que ter um pastor inútil quando se pensava que ele fosse um bom pastor.

Da mesma forma, é algo grave ser um líder de cristãos e deixar de cumprir a tarefa que se espera que cumpra.

P: Em Ezequiel 34:1-6, quais são as características que alguns dos pastores inúteis apresentam?

R: Aqui estão oito características que, pelo menos, alguns pastores maus apresentam.

Ezequiel 34:2 Eles se preocupam apenas consigo mesmos

Ezequiel 34:2 Não se importam com o rebanho

Ezequiel 34:3 No entanto, ainda desejam os benefícios de liderar o rebanho, mesmo que isso signifique sacrificar os melhores animais do rebanho

Ezequiel 34:4 Não fazem nenhum esforço para ajudar ou trazer de volta os ovelhas em dificuldade

Ezequiel 34:4 Governavam com severidade e brutalidade (sem compaixão)

Ezequiel 34:5 O rebanho não está em melhor situação do que se não tivesse pastor

Ezequiel 34:5 Os pastores ausentes não os protegeram de serem presas de outros

Ezequiel 34:6 Os pastores ausentes não impediram que fossem dispersos e divididos

P: Em Ezequiel 34:1-4, 8-12, em que sentido alguns líderes políticos se assemelham a esses pastores inúteis?

R: Eles não trabalham para o povo, mas apenas por um salário. Não se importam com aqueles que deveriam liderar, a não ser para usá-los. Preocupam-se apenas consigo mesmos e veem seu cargo como uma forma de obter lucro.

P: Em Ezequiel 34:7-10, o que Deus promete que fará a esses pastores inúteis?

R: Há pelo menos três coisas.

Ezequiel 34:10 Deus os responsabilizará

Ezequiel 34:10 Deus os afastará de cuidar do rebanho e de obter benefícios com isso.

Ezequiel 34:10 Deus resgatará o rebanho da exploração a que estão sujeitos

Richard FitzRalph (1299-1360), com sua doutrina do domínio, escreveu que líderes ímpios não devem receber nosso serviço, nossa lealdade nem nosso dinheiro.

P: Em Ezequiel 34:11-16, o que Deus promete que fará por Suas ovelhas?

R: Elas serão conduzidas a pastagens onde serão nutridas e prosperarão. Não apenas serão protegidas de predadores, mas também de um ambiente nocivo causado por outras ovelhas más.

P: Em Ezequiel 34:17-24, como é que alguns cristãos podem ser ovelhas, mas ovelhas ruins, ao turvarem as águas com os pés?

R: Podem ser ovelhas que não se importam em turvar as águas e impedem que outras ovelhas bebam. Podem desanimar outros crentes e dar um mau exemplo. Podem impedir que outros crentes tenham acesso ao que precisam.

P: Em Ezequiel 34:23 e 48:21, esse “Davi” mencionado é realmente Davi ou o Messias?

R: As Escrituras não dizem, mas há duas interpretações aqui. Ou se trata do Messias, que reinará sobre tudo para sempre, ou trata-se, na verdade, de Davi, que alguns acreditam que reinará sob Cristo durante o Milênio.

P: Em Ezequiel 34:25-31, o que Deus promete às suas ovelhas?

R: Deus promete um lugar sem animais selvagens. Ele prometeu chuva regular (e bênçãos). Ele promete que não haverá escravidão, fome ou vergonha.

P: Em Ezequiel 34:25-31, essas promessas serão cumpridas fisicamente ou espiritualmente? Quando serão cumpridas?

R: Isso se cumprirá definitivamente durante o reinado milenar, no tempo do “Meu servo Davi”, conforme Ezequiel 34:23-24. Embora Deus cuide de nós agora, a segurança absoluta em sua terra fará com que elas não sejam mais presas das nações.

P: Em Ezequiel 34:31, o que significa, individualmente, ser uma das ovelhas de Deus?

R: Significa que o senhor está seguindo o pastor, que, segundo o Novo Testamento, é Cristo. Os líderes piedosos da igreja são subpastores, e devemos segui-los também, mas somente na medida em que eles seguem a Cristo (Hebreus 13:7; 1 Pedro 5:1-5).

P: Em Ezequiel 34:31, o que significa, coletivamente, sermos todos ovelhas de Deus?

R: Seguimos o Pastor, que nos guia e cuida de nós. Confiamos que o caminho Dele é o melhor caminho. Estamos juntos, como um único rebanho.

P: Em Ezequiel 35:2-3,7, Gênesis 36:30; e 2 Crônicas 20:10; 25:11, onde fica o Monte Seir?

R: Trata-se da montanha mais proeminente de Edom e é usada aqui como sinônimo para representar a nação de Edom.

P: Em Ezequiel 35:5, de que forma Edom nutria uma antiga hostilidade contra Israel?

R: Infelizmente, tanto naquela época quanto hoje, um dos propósitos para os quais a história tem sido utilizada é ensinar e reforçar ódios antigos. Por volta de 1900 a.C., em Gênesis 25:22-34; 27; 36:1, Esaú, o ancestral dos edomitas, chegou a querer matar Jacó, o ancestral de Israel. Mais tarde, porém, eles se reconciliaram.

Por volta de 1407 a.C., em Números 20:14-21; 24:15-19, os edomitas não permitiram que os israelitas atravessassem suas terras a caminho de Canaã.

1 Samuel 14:47 Eles lutaram no tempo de Saul

1 Reis 11:14-22: Os edomitas, sob o comando de Hadade, lutaram na época de Salomão

2 Crônicas 20:1-23: os edomitas formaram uma aliança e lutaram no tempo de Jeosafá

2 Reis 8:21 Os edomitas lutaram no tempo de Jeorão

2 Crônicas 28:17 Os edomitas lutaram no tempo de Acaz

Salmo 137:7; Lamentações 4:21-22; Obadias 10-14 Os edomitas ajudaram os babilônios contra Judá.

Em Ezequiel 25:12-17, após a queda de Jerusalém, os edomitas aguardavam nas encruzilhadas para matar e saquear os judeus em fuga.

Malaquias 1:2-5, por volta de 433 a.C., após o retorno do exílio, os edomitas ainda eram inimigos.

Portanto, os edomitas foram inimigos de Israel por quase mil anos, sem contar Esaú. Os edomitas criavam muitas ovelhas, mas o mesmo faziam os moabitas, os amonitas, os árabes e os israelitas. Praticamente a única coisa que os edomitas tinham a seu favor, além da criação de ovelhas, era seu ódio por Israel.

P: Em Ezequiel 35:5, o que é amargura e quais são suas diferentes fases?

R: Às vezes, os sentimentos negativos desaparecem com o tempo. Mas, outras vezes, as pessoas continuam a alimentá-los, de modo que eles se intensificam. É claro que isso pode prejudicar o relacionamento com alguém por quem se nutre amargura, mas também pode prejudicar o relacionamento com outras pessoas. Quando a amargura atinge seu auge, é lamentável que sua única razão para viver seja o ódio.

P: Em Ezequiel 36:1-12, foi errado os israelitas se sentirem encorajados nessa passagem?

R: Não, porque Deus estava prometendo afastar um adversário que os atacava continuamente em momentos de fraqueza.

P: Em Ezequiel 36:13-21, qual é o delicado equilíbrio que Deus está estabelecendo aqui?

R: Por um lado, Deus está declarando que Israel merecia seu castigo. Por outro lado, Deus afirmou que esse castigo chegaria ao fim e que eles seriam abençoados. Deus não queria que eles pensassem que seu pecado era aceitável, mas também não queria que acreditassem que, uma vez que tivessem pecado gravemente, não haveria mais volta.

P: Em Ezequiel 36:13-21, como demonstramos esse equilíbrio de Deus hoje?

R: Deus concede a todos um certo grau de liberdade, mas também oferece proteção às oprimidas entre Suas ovelhas. Deus impedirá que algumas ovelhas oprimam outras. Da mesma forma, podemos permitir que as pessoas façam o que quiserem, mas devemos defender as oprimidas. Como alguém observou com humor: “Você tem liberdade para mover os braços, mas sua liberdade para mover os braços termina onde começa o meu nariz”.

P: Em Ezequiel 36:18, o que há de incomum nessa palavra para designar ídolos?

R: Essa palavra, gillulim, é uma das preferidas de Ezequiel para se referir a ídolos. Ela pode derivar da palavra gel, que significa esterco; assim, Ezequiel está chamando os ídolos de “coisas de esterco”.

P: Em Ezequiel 36:21-22, 32, como Deus fez isso por causa do Seu próprio nome?

R: Deus restauraria os israelitas, não porque eles merecessem, mas por causa do Seu nome. Eles eram o povo de Deus, e Deus os preservaria conforme havia prometido a Abraão. Êxodo 32:9-14 ensina o mesmo conceito.

P: Em Ezequiel 36:25-26, como a água limpa tornará os israelitas puros?

R: De duas maneiras.

Figurativamente, assim como a água purifica da sujeira, Deus purifica todos aqueles que se aproximarem Dele. Independentemente de quando as pessoas se aproximarem de Deus, Ele faz isso por meio de Seu sumo sacerdote designado, Jesus Cristo.

Fisicamente, chegaria um tempo em que o povo de Deus seguiria o mandamento de Cristo de ser batizado.

P: Ezequiel 36:25-30 tem sido chamado de “O Evangelho segundo Ezequiel”. Como um judeu daquela época consideraria essas promessas?

R: Pareceria algo humilhante, degradante ou, possivelmente, até mesmo ofensivo que Deus não continuasse como as coisas eram antes. Deus teria que lhes dar um coração novo. Dizer que eles tinham um coração de pedra não era exatamente um elogio.

P: Em Ezequiel 36:31-32, de que forma isso faz parte do arrependimento genuíno?

R: Quando uma pessoa reflete sobre os pecados que cometeu no passado, ela não o faz com otimismo ingênuo ou satisfação, mas sim com repulsa pelo que fez.

Muitas pessoas já ouviram falar das rãs e do efeito do fogão quente. Se você colocar uma rã viva em água fervente, ela saltará para fora; ela sabe que há perigo ali. Mas se colocar um sapo em água morna e, em seguida, aquecê-la gradualmente até ferver, o sapo morrerá, sem perceber que está sendo cozido até a morte. Da mesma forma, quando as pessoas se acostumam a um pequeno pecado, podem ser levadas a se contentar com pecados muito graves, desde que a mudança seja gradual. O antídoto para isso, após o arrependimento, é sentir repulsa pelas coisas pecaminosas que cometeram, sejam elas grandes ou pequenas.

P: Em Ezequiel 37, qual é o significado da visão do vale dos ossos?

R: Embora as pessoas possam ter todo tipo de ideia descabida sobre o que os ossos representam, Ezequiel 37:11 dá uma resposta clara. Os ossos representam a Casa de Israel. Os israelitas foram quase, mas não totalmente, exterminados ou assimilados durante o exílio. No entanto, Ezequiel 37 mostra que, mesmo que todos os israelitas estivessem mortos, Deus ainda poderia cumprir Sua promessa de preservá-los, trazendo-os de volta à vida.

Isso poderia, possivelmente, referir-se ao restabelecimento de Israel como nação em 1947.

Mesmo que isso se refira à ressurreição corporal, os muçulmanos não deveriam ter dificuldade em acreditar nesse milagre. A reconstituição milagrosa dos ossos também foi ensinada por Maomé em Sahih Muslim 4:7055-7057, p. 1527-1528

P: Em Ezequiel 37:1-2, qual é o ponto, não dos ossos em si, mas sim dos ossos que estavam muito secos?

R: Não havia mais medula óssea, sangue ou qualquer sinal de vida neles. Para que estivessem secos, eles precisavam estar mortos há muito tempo. Era, naturalmente, impossível esperar que voltassem a viver.

P: Em Ezequiel 37:3, qual foi a atitude de Ezequiel em sua resposta a Deus?

R: Ezequiel estava plenamente ciente da situação natural. Mas Ezequiel não iria descartar nenhuma possibilidade, diante de um Deus Todo-Poderoso. Essa também deve ser a nossa atitude.

P: Em Ezequiel 37:4, qual era o sentido de falar com ossos, que não podiam ouvir nem compreender nada?

R: Se algum pastor achar que sua congregação não o ouve bem, o New International Bible Commentary, p. 838, aponta com humor que essa era “a congregação mais desanimadora à qual qualquer pregador já se dirigiu”. O objetivo dessa visão não era ensinar nada aos ossos. Tratava-se, antes, de proclamar a palavra de Deus sobre eles, declarando que viveriam. Às vezes, nossas palavras não têm o propósito de ensinar nada a um Deus onisciente, nem mesmo a outras pessoas; às vezes, servem para proclamar a palavra do Senhor.

P: Em Ezequiel 37:5-10, a palavra hebraica ruah (sopro/espírito) aparece dez vezes. Por que Deus enfatizaria tanto que foi por meio do Seu Espírito?

R: A Escritura não diz diretamente, mas podemos especular. Em Gênesis 1, Deus enfatizou a criação ao proferir Sua Palavra, embora também tenha mencionado o Espírito uma vez. Em outros trechos, Deus enfatiza agir por meio de Seu braço direito, ou, em outras palavras, de Seu poder. Mas aqui Deus não está apenas realizando uma obra física, mas colocando o Espírito dentro dos homens (ou seja, ossos secos).

P: Em Ezequiel 37:7-10, nessa visão, qual é o sentido de haver um processo em duas etapas?

R: Deus pode mudar as coisas de forma natural e física, mesmo quando isso parece impossível. Mas Deus não para por aí. Deus pode transformar o espírito de uma pessoa e conceder vida espiritual onde antes não havia nenhuma.

P: Em Ezequiel 37:11-14, qual é a aplicação direta da visão que Deus mostrou a Ezequiel?

R: Após a destruição de Jerusalém, aquele era um momento em que parecia que os judeus, como nação, estavam acabados para sempre.

Houve muitos reinos antigos que foram bastante grandes ou poderosos em sua época: os ubaidianos, os urartianos, os heftalitas, os mitanianos, os minóicos, os Povos do Mar, os lídios, os hicsos, os yueh-chih, os cimérios e os citas. A maioria das pessoas hoje nunca ouviu falar deles, mas foram bastante importantes, como quando os lídios e os persas lutaram e empataram. No entanto, não há mais nenhum vestígio deles. Mesmo impérios dos quais já ouviu falar, como os assírios, os hititas e os babilônios, chegaram a um ponto em que a chance de algum dia retornarem era efetivamente nula. Isso se aplicou a tantas nações que, naturalmente, pode-se concluir que, assim como os filisteus, o tempo da nação judaica havia chegado e passado, para sempre. No entanto, Deus prometeu o contrário.

P: Em Ezequiel 37:15-17, qual é o sentido de unir as duas varas para formar uma só?

R: O povo do reino do norte de Israel e do reino do sul de Judá, que haviam estado separados e até mesmo lutado entre si tantas vezes, se tornariam inseparáveis como um único povo.

P: Em Ezequiel 37:15-17, a desunião original, ou a divisão das varas, foi a fonte dos pecados subsequentes, como alguns na igreja local de Witness Lee pensariam?

R: Isso está errado e, no entanto, parcialmente correto.

Errado: Foi Deus, e não o povo, quem originalmente causou a divisão do reino unido, de acordo com 1 Reis 11:11-13, e Deus não pecou. Isso ocorreu devido aos pecados de Salomão e ao afastamento do povo de Deus. O povo de Judá estava pronto para corrigir essa divisão, mas Deus enviou uma mensagem por meio de seu profeta Semaías para que não impedissem os israelitas de se separarem, pois isso era obra de Deus, conforme 1 Reis 12:21-24.

Parcialmente correto: Assim que a divisão ocorreu, o rei do reino do norte de Israel mergulhou o povo em ainda mais maldade ao instituir a adoração dos bezerros de ouro em Betel e Dan, conforme 1 Reis 12:25-33.

P: Em Ezequiel 37:16-17, as duas varas poderiam ser a Bíblia e o Livro de Mórmon, como afirmam os mórmons?

R: Não. Keith Meservy, em um artigo publicado na revista mórmon *The Ensign*, de setembro de 1977, pp. 22-27, apresentou uma tese defendendo isso. Ele observou que a palavra hebraica específica para “vara/pau”, *matteh*, não é usada em Ezequiel 37:16-17; em vez disso, a palavra hebraica *‘ets* é um termo genérico para “árvore/madeira”. Os assírios e babilônios usavam “tábuas de escrita” de madeira; por isso, ele afirma que isso “confirma a correção” da interpretação mórmon. No entanto, as tábuas de madeira eram ocas por dentro para que pudessem ser preenchidas com cera, e era sobre a cera que se escrevia. Por um lado, Meservy demonstrou que as “varas” poderiam ser tanto tábuas de escrita quanto varas. Se isso fosse realmente significativo, isso corroboraria tanto o Novo quanto o Antigo Testamento, assim como a Bíblia e o Livro de Mórmon. No entanto, isso não se refere às escrituras neste contexto. Os mórmons ignoram totalmente que Ezequiel 37:18b-28 já nos diz o que essas duas varas significam. Significa que os dois povos (não as escrituras) serão unidos como um só. Eles deveriam ser reunidos dentre as nações para as quais haviam sido dispersos.

Naquela época, havia grande animosidade entre os povos de Israel e de Judá. Uma vara representava Israel e a outra, Judá. Isso profetizava que as tribos de Israel e de Judá se tornariam um único povo depois que Deus reunisse Seu povo das nações. As duas varas não poderiam ser a Bíblia e o Livro de Mórmon pelas seguintes razões.

1. As varas referem-se a dois povos, não a livros, em Ezequiel 37:18b-20

2. Quando forem unidos, Davi reinará sobre eles, conforme Ezequiel 37:24.

3. Eles serão unidos quando viverem na terra de seus antepassados, conforme Ezequiel 37:25.

4. Por fim, o Livro de Mórmon não pode ser mencionado aqui, pois está repleto de falsidades, incluindo uma civilização americana completa da qual nenhuma evidência arqueológica foi encontrada. Por exemplo, pergunte a qualquer arqueólogo mórmon honesto onde se localiza qualquer cidade mencionada no Livro de Mórmon, e ele lhe dirá que ainda não a encontrou. Quantas décadas ainda se passarão, e quantas cidades dos incas, chimus, astecas, maias etc. teremos de descobrir antes de concluir que as cidades do Livro de Mórmon nunca serão encontradas, porque nunca existiram?

P: Em Ezequiel 38:2; 39:1,11, o que é Gog?

R: Alguns estudiosos afirmam que isso se refere à Rússia, mas outros não têm tanta certeza.

Gog é a mesma palavra que Gyges/Gugu, um rei da Lídia, na atual Turquia. No Antigo Testamento, a palavra é usada apenas aqui e em 1 Crônicas 5:4

Outras possibilidades remotas para Gog são

Gagu, um governante da terra de Sakhi, ao norte da Assíria, na atual Rússia, Azerbaijão e/ou Armênia.

A palavra suméria para “escuridão” é “Gug”.

Gomer, mencionado em Gênesis 10:2 logo antes de Magog, era um povo poderoso que os assírios chamavam de Gimirai, a quem os historiadores hoje conhecem como os cimérios do sul da Rússia. Eles conquistaram a Armênia, enfraqueceram Meshech e Tubal e se estabeleceram no norte da atual Turquia, segundo Heródoto (4:12). Os citas e os cimérios invadiram a Palestina em 650 a.C. Os citas invadiram o território dos medos, no Irã, em 653 a.C., antes que os medos os expulsassem em 625 a.C. Mesmo mais tarde, os citas continuavam sendo uma força a ser levada em conta. Em 130 a.C., os partos, os citas, os sakas (kushanos) e os tocharianos (=tukharianos = yueh-chih) uniram-se para invadir a Báctria e o sul da Rússia.

Gog e Magog não podem ser Alexandre, o Grande, pois Alexandre e seu exército não encontraram o fim nas montanhas mencionadas em Ezequiel 39:4.

P: Em Ezequiel 38-39, quem são Gog e Magog?

R: Magog, Tubal e Meshech são mencionados pela primeira vez em Gênesis 10:2. Ezequiel 38:1 provavelmente se refere ao mesmo evento envolvendo Gog e Magog descrito em Apocalipse 20:8. Trata-se da Grande Batalha no Vale de Jeosafá, no final do Milênio.

P: Em Ezequiel 38-39, por que Deus levaria Gog e Magog contra Israel?

R: Ezequiel 38:16,23; 39:7 afirma que isso será feito para dar glória a Deus. Deus fará com que essas pessoas ímpias decidam invadir Israel, e Ele manifestará Sua glória ao proteger Israel.

P: Em Ezequiel 38:4, foi Deus quem levou Gog e Magog a invadir Israel, ou foi Satanás quem os conduziu, conforme Apocalipse 20:7-8?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. De acordo com Ezequiel 38:10-11, Gog e Magog elaborariam um plano maligno, se preparariam e, aparentemente, acreditariam que tinham sido apenas eles mesmos a tomar essa decisão. Na verdade, eles foram convocados a fazer isso (Ezequiel 38:8).

2. Diz-se especificamente que Deus os fará sair de sua terra natal, no norte, para atacarem Israel. Em seguida, Deus os destruirá (Ezequiel 38:4; 39:2-3).

3. O próprio Deus não tenta as pessoas (Tiago 1:13). Em vez disso, o meio que Deus utilizará é fazer com que Satanás engane Gog e Magog, de acordo com Apocalipse 20:7-8.

4. Esse conceito, de Deus usar a maldade dos homens e de Satanás para realizar coisas que fazem parte de Seu plano, é chamado pelos teólogos de doutrina da “concorrência”. Provavelmente, o exemplo mais claro dessa verdade é Gênesis 50:20, quando José falou a seus irmãos sobre o fato de eles o terem escravizado. José disse: “Embora vocês tivessem a intenção de me fazer mal, Deus transformou isso em bem,...”. Outro exemplo de concorrência é a traição de Jesus por Judas; isso fazia parte do plano definido e da presciência de Deus (Atos 2:23). Além disso, houve o caso em que Deus usou Satanás para incitar Davi a realizar um censo orgulhoso de Israel em 2 Samuel 24:1 e 1 Crônicas 21:1.

P: Em Ezequiel 38:4-6, 39:3,9, por que se mencionam cavalos, escudos e espadas?

R: Nessa profecia simbólica do futuro, os leitores daquela época não compreenderiam o que eram tanques e outras armas. Pode-se interpretar isso como veículos, armaduras e armas.

P: Em Ezequiel 38:6, onde fica Togarma?

R: Bet-Togarma significa “Casa de Togarma”. Togarma era um reino situado a 70 milhas a oeste de Malatya. Os hititas chamavam-no de Tegarama. Os assírios chamavam-no de Tilgarimanu e o conquistaram em 695 a.C. Os gregos chamavam-no de Gauraena. Os armênios afirmam ser descendentes de Haik, um filho de Torgom. Outra possibilidade remota é que Togarmá seja o povo Tochari, também chamado de Tukharians, que eram os Yueh-Chih. Há alguma especulação, mas sem qualquer fundamento além da semelhança dos nomes, de que se trate de Tobolsk, na Rússia. A cidade tem uma população de cerca de 100.000 habitantes e é a capital da Sibéria.

P: Em Ezequiel 38:16b, 23; 39:7; 39:21; Êxodo 9:16; Romanos 9:17, de que forma o fato de trazer inimigos contra Israel traz glória a Deus?

R: Esses povos já estavam contra Deus, e o fato de se voltarem contra Israel os levaria ao julgamento e, ao mesmo tempo, demonstraria que Deus os defende.

P: Em Ezequiel 38:22, o que poderiam significar torrentes de chuva, granizo e enxofre ardente?

R: Isso poderia ser chuva natural, granizo e enxofre enviados por Deus, ou essa imagem poderia se referir a uma batalha futura, com granadas de morteiro chovendo sobre eles, mísseis, bombas e uma chuva de balas.

P: Em Ezequiel 39:1-2,6, quem são Magog, Mesec e Tubal?

R: Magog, Tubal e Meshech são mencionados pela primeira vez como filhos de Jafé em Gênesis 10:2. Meshech também é filho de Aram, que por sua vez é filho de Sem, conforme Gênesis 10:23. O historiador Josefo, em Antiguidades dos Judeus, livro 1, cap. 123.6.1, afirma que Magog eram os citas, que viviam na Rússia. Madai, listado logo ao lado de Magog, refere-se aos medos, que eram conhecidos por serem parentes próximos dos citas. Tubal e Meshech não têm relação com Tobolsk e Moscou, na Rússia; ao contrário, Tubal, Meshech e Magog são todos mencionados em inscrições assírias. O povo de Magog também é mencionado em 1 Crônicas 1:5; no entanto, Magog é uma pessoa em Apocalipse 20:8. Meshech pode ser originário das montanhas de Moschian. Diz-se que Tiras poderia ser a Trácia.

P: Em Ezequiel 39:1-6, quando ocorrerá essa batalha?

R: Ezequiel 38:1 provavelmente se refere ao mesmo evento envolvendo Gog e Magog em Apocalipse 20:8. Essa foi a Grande Batalha no Vale de Jeosafá, no final do Milênio. Alguns acreditam que a batalha de Deus aqui ocorra após o retorno de Israel, mas antes do Milênio.

Curiosamente, é importante aqui que não apenas o inimigo seja derrotado, mas que até mesmo os ossos sejam removidos.

P: Em Ezequiel 39:9-10, por que se menciona a queima de arcos, flechas e outras armas como combustível?

R: Arcos e flechas poderiam ser traduzidos como lançadores e projéteis. Cavalos, em Ezequiel 38:4, significa literalmente “saltadores”

P: Em Ezequiel 40, qual é o objetivo de medir tudo isso?

R: Embora o livro de Ezequiel contenha muitas advertências e repreensões, esta é uma seção de esperança futura. É ao mesmo tempo certa e muito específica. Essas medidas não são sem sentido, mas são dimensões físicas que enfatizam a concretude dessa esperança. Trata-se de um templo físico, com medidas físicas reais, que existirá durante o Milênio.

P: Em Ezequiel 40:1, quando era o início do ano?

R: Desde a época do Êxodo, o ano israelita começava em Nisan, que corresponde ao nosso abril ou maio. No entanto, por volta dessa época, o sétimo mês, Tishri (outubro-novembro), tornou-se o primeiro mês do calendário civil. Portanto, é em Nisan ou em Tishri.

P: Esse templo poderia ser um que já tenha sido construído?

R: Não. As dimensões e o layout desse templo são diferentes dos do templo de Salomão, do templo de Zorobabel e da reconstrução que Herodes fez do templo de Zorobabel. Esses templos também não tinham nenhum rio fluindo a partir deles. A geografia da terra prometida teria que mudar para corresponder ao que está descrito em Ezequiel. No entanto, isso também não é meramente simbólico, pois o alto nível de detalhes não teria sentido se fosse apenas simbólico.

P: Em Ezequiel 40-48, trata-se de um templo milenar?

R: Sim. Toda essa seção ainda não se cumpriu na Terra. Os cristãos têm duas interpretações muito diferentes.

Os amilenistas acreditam que não há Milênio, e o período de mil anos em Apocalipse 20:1-7 é, para eles, totalmente espiritualizado, referindo-se ao Céu. Eles diriam que esse templo se refere a aspectos do Céu. Vale ressaltar que muitos na igreja primitiva eram amilenistas, incluindo Eusébio de Cesareia (que viveu por volta de 325 d.C.).

Os pré-milenistas afirmam que haverá um período milenar de mil anos na Terra, e que este templo existirá durante esse tempo. Vale ressaltar que Eusébio afirma que um dos primeiros escritores da igreja pós-Novo Testamento que era um “quiliasta” (que acreditava em um milênio literal de mil anos) foi Papias, um discípulo do apóstolo João.

Alguns acreditam que este poderia ser o templo construído no Milênio e que sobreviveria após o milênio. Ambos possuem doze portões, com os patriarcas nos portões, um anjo com uma vara de medição e água fluindo em direção ao leste. No entanto, há diferenças nas dimensões. Em Ezequiel 47:15-20, o mar serve de limite, enquanto em Apocalipse 21:1 não há mais mar. Portanto, é seguro afirmar que o templo aqui descrito é para o milênio, e não está claro se o modelo em Apocalipse 21 é esse templo com alterações ou um templo totalmente novo.

P: Em Ezequiel 40:38, 42 e Ezequiel 43:20-22, por que o futuro templo ainda terá sacrifícios de animais da antiga aliança, uma vez que Hebreus 10:12-18 afirma que Jesus, de uma vez por todas, ofereceu o sacrifício pelo pecado, e não há mais nenhuma oferta pelo pecado?

R: Em primeiro lugar, essa questão não se limita a Ezequiel, mas abrange toda a doutrina presente no Antigo Testamento sobre sacrifícios sangrentos após a vinda do Senhor. Observaremos o que os versículos dizem e, em seguida, daremos uma resposta.

Embora tenha sido construído um templo após essa profecia, quando os judeus retornaram, e Herodes tenha restaurado o templo, o layout do templo aqui mostra que essa profecia ainda não se cumpriu.

Ezequiel 40:38-42 menciona a sala onde as ofertas queimadas são lavadas.

Ezequiel 42:13 menciona salas onde os sacerdotes comerão as ofertas de cereais, as ofertas pelo pecado e as ofertas pela culpa.

Ezequiel 43:20-22 fala de um touro e um bode que serão sacrificados como ofertas pelo pecado para fazer expiação pelo altar.

Isaías 56:7; 66:20 mencionam que pessoas de outras nações também virão a Jerusalém para oferecer sacrifícios.

Em Jeremias 33:18, Deus prometeu que os levitas nunca deixariam de ter um homem para oferecer holocaustos.

Outros versículos discutidos posteriormente incluem Isaías 66:21; Jeremias 33:18; Malaquias 3:3-4; e Zacarias 14:16-19.

Várias pessoas estão fazendo isso, e não é Cristo quem está realizando essas ofertas, que são agradáveis a Deus.

Para os pré-milenistas, é difícil considerar isso apenas um “templo espiritual”, já que esta seção contém detalhes ainda mais específicos do que os do primeiro templo em 1 Reis 6-7. No entanto, eles precisam explicar por que os sacrifícios de animais são mencionados, quando Hebreus 10:18 afirma que não haverá mais sacrifícios.

Hank Hanegraaff, no programa de rádio “Bible Answer Man” da CRI, ressalta que, quando alguns pré-milenistas afirmam que os sacrifícios se destinam apenas ao altar, e não às pessoas, isso parece negar a suficiência total e a plenitude do sacrifício de Cristo em Hebreus 7:24-25; 9:26; 10:10, 12, 18 e outras passagens.

Os amilenistas não precisam explicar por que há sacrifícios de animais durante o Milênio. Em vez disso, precisam explicar por que há animais abatidos e sacrifícios sangrentos pelo pecado e pela culpa ocorrendo no Céu. No entanto, eles podem citar Jeremias 33:18, onde Deus prometeu que nunca faltarão sacerdotes e levitas para se apresentarem diante de Deus a fim de oferecer holocaustos. Talvez aqueles que realizavam essas práticas na Terra, antes de Cristo, continuem a realizá-las no Céu.

Para compreender a resposta, precisamos entender o momento e o significado dos sacrifícios e das comemorações em honra a Cristo.

A RESPOSTA: Independentemente de você ser pré-milenista ou amilenista, eis uma resposta com a qual a maioria dos cristãos deve concordar.

Nos tempos do Novo Testamento, podemos participar da Ceia do Senhor, uma ordenança muito importante em memória de Jesus, sem afirmar que estamos, de alguma forma, diminuindo a plenitude do Seu sacrifício (Hebreus 7:24-25, etc.). Da mesma forma, a existência de um sacrifício milenar não visa diminuir o sacrifício de Cristo, desde que se trate apenas de uma comemoração.

Nos tempos do Antigo Testamento, os sacrifícios não eram uma comemoração, mas sim uma cobertura para o pecado, o que não proporcionava o perdão dos pecados (Hebreus 10:3,4). Isso também não diminuía a plenitude do sacrifício de Cristo, mesmo para eles.

Após a vinda de Cristo, esses sacrifícios ocorrerão (Malaquias 3:3-4) e continuarão para sempre (Jeremias 33:18).

Esses sacrifícios constituirão uma ordenança: uma vez que devemos celebrar a Ceia do Senhor apenas “até que Ele venha” (1 Coríntios 11:26), esses sacrifícios desempenharão uma função semelhante à da comunhão e servirão como memorial do ato de expiação realizado por Cristo no passado. Os sacrifícios que antecipam o futuro eram ordenanças sob a Antiga Aliança; a Ceia do Senhor é uma das ordenanças sob a Nova Aliança; e os sacrifícios que remetem ao passado poderão ser uma ordenança após a vinda de Cristo. Após a volta de Jesus, a realização desses sacrifícios, tal como nos tempos anteriores, é o que se propõe em Malaquias 3:3-4. Como observação adicional, os sacrifícios podem não ser a única ordenança, e algumas coisas que antes eram destinadas aos judeus passarão a ser para todos os povos. Alguns não judeus serão escolhidos como sacerdotes e levitas (Isaías 66:21). Após a destruição do grande exército no fim dos tempos, o Egito e todos os sobreviventes que atacaram Jerusalém precisarão ir a Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos, conforme Zacarias 14:16-19. Eles devem fazer isso, pois Deus não enviará chuva se não o fizerem (Zacarias 14:17). (Os amilenistas podem não concordar com todo esse ponto).

Seja qual for o motivo, essas pessoas, durante o Milênio, praticarão sacrifícios e viajarão até Jerusalém para a Festa dos Tabernáculos.

P: Em Ezequiel 42:4, como a passagem poderia ter dez côvados de largura e um côvado de comprimento?

R: Há duas possibilidades:

Erro de transcrição: Embora o texto hebraico indique 10 por 1, a Septuaginta e o siríaco apresentam dez côvados de largura e 100 côvados de comprimento. 100 côvados de comprimento correspondem ao comprimento do lado norte do edifício. Outros acreditam que a proporção seja de 10 para 1, com 17,5 pés e 1,75 pés.

Degrau, não côvado: A palavra hebraica aqui, mahalak, pode significar tanto “degrau” quanto “côvado”. Assim, a passagem teria degraus com dez côvados de largura e um côvado de comprimento.

P: Em Ezequiel 43:5, por que é significativo que a glória do Senhor tenha preenchido a casa?

R: Essa é a parte mais importante de todo o Templo. O tamanho e todos os belos adornos não significam nada se Deus não estiver presente. Da mesma forma, hoje em dia, todos os ornamentos de um edifício religioso não significam nada se o verdadeiro Deus não for o centro da adoração ali.

P: Em Ezequiel 43:9, qual é o significado dos cadáveres de seus reis?

R: Assim como muitos povos, o povo de Judá honrava seus reis enterrando-os em um cemitério real. Exemplos disso são Roboão (1 Reis 14:31), Asa (1 Reis 15:24), Josafá (1 Reis 22:50), Jeorão (2 Reis 8:24), Acazias (2 Reis 9:28), Joás (2 Reis 12:21), Azarias (2 Reis 15:7), Jotão (2 Reis 15:38), Acaz (2 Reis 16:20) e assim por diante. Este versículo menciona expressamente que esses reis não receberiam um sepultamento honroso.

P: Em Ezequiel 43:17, por que são mencionados degraus para o altar, uma vez que os degraus eram proibidos em Êxodo 20:26?

R: Trata-se de um altar e de um templo diferentes. Uma razão prática para proibir degraus no Templo nos tempos do Antigo Testamento era o constrangimento caso alguém que estivesse carregando algo tropeçasse e caísse. Este templo milenar é de uma escala muito maior e, presumivelmente, as pessoas não tropeçarão nessa ocasião.

P: Em Ezequiel 43:19-27, por que há uma oferta pelo pecado? As pessoas pecam durante o Milênio?

R: Para alguns, não; para outros, sim. Os crentes serão ressuscitados durante o Milênio e não pecarão mais. Mas algumas pessoas sobreviverão à tribulação e entrarão no Milênio, e outras nascerão durante o Milênio. Essas pessoas podem pecar e ainda pecarão.

P: Em Ezequiel 44:3, o príncipe mencionado aqui poderia ser o Messias?

R: Não, porque em Ezequiel 45:22, o príncipe oferece um touro como oferta pelo pecado por si mesmo e pelo povo da terra. Ele também realiza as outras ofertas. A palavra hebraica aqui, nasi, pode significar tanto príncipe quanto simplesmente líder. O príncipe aqui come o pão da presença.

P: Em Ezequiel 44:5-7, por que a glória do Templo Milenar seria apresentada como um incentivo para que os israelitas não pecassem hoje?

R: Por mais prazer que o pecado possa parecer oferecer hoje, ele é apenas temporário. As pessoas se arrependerão de seus pecados posteriormente e, durante o Milênio e no céu, desejaremos não ter cometido esses pecados. Elas terão vergonha de todo o mal que praticaram, de acordo com Ezequiel 43:10-11.

P: Em Ezequiel 44:7, em que circunstâncias não devemos permitir que as pessoas entrem em nossas igrejas?

R: Jesus veio para salvar os perdidos e, com poucas exceções, devemos permitir a entrada de qualquer pessoa em nossas igrejas. As exceções incluem:

1. Aqueles que possam causar danos físicos a outras pessoas na igreja

2. Aqueles que estão ativamente levando outras pessoas ao inferno espiritualmente (membros de seitas, etc.)

3. Cristãos, mesmo cristãos genuínos, que se recusam desafiadoramente a se arrepender do que sabem ser pecado (1 Coríntios 5:9-13).

P: Em Ezequiel 44:22, por que esses sacerdotes não podiam se casar com uma viúva ou com uma mulher divorciada?

R: Levítico 21:7 diz que os sacerdotes não podiam se casar com mulheres divorciadas, mas viúvas são permitidas. Levítico 21:13 diz que o sumo sacerdote (e havia apenas um por vez) também não podia se casar com uma viúva. Esses (vários) sacerdotes desempenhavam funções semelhantes às dos sumos sacerdotes, pois entravam no Santo dos Santos.

P: Em Ezequiel 44:22, por que esses sacerdotes podiam se casar com a viúva de um sacerdote?

R: As Escrituras não dizem. Nos tempos do Antigo Testamento, os sumos sacerdotes não podiam se casar com viúvas, e os sacerdotes comuns podiam se casar com viúvas. Nesse tempo futuro, esses homens atuavam como os únicos sacerdotes, bem como de maneira semelhante aos sumos sacerdotes.

P: Em Ezequiel 45-48, esse templo poderia ser um que já está construído?

R: Não. As dimensões e o layout desse templo são diferentes dos do templo de Salomão, do templo de Zorobabel e da reconstrução que Herodes fez do templo de Zorobabel. Esses templos também não tinham nenhum rio fluindo a partir deles. A geografia da terra prometida teria que mudar para corresponder ao que está descrito em Ezequiel. No entanto, isso também não é meramente simbólico, pois o alto nível de detalhes não teria sentido se fosse apenas simbólico. Embora haja um templo em Apocalipse 11 e Apocalipse 15, não haverá necessidade de um templo no Novo Céu e na Nova Terra, conforme Apocalipse 21:22.

Além disso, os rituais aqui são muito semelhantes aos rituais da Lei Mosaica, mas há algumas diferenças desde que Cristo consumou Sua obra na cruz.

P: Em Ezequiel 45-48, por que tudo isso estaria presente como um memorial?

R: Se alguém visitar o Mystic Seaport em Mystic, Connecticut, ou Williamsburg, na Virgínia, poderá se divertir muito ao vivenciar como era a vida naquela época. Mas, embora isso também seja agradável para os crentes, o propósito vai muito além disso. Deus prometeu que os levitas nunca deixariam de servir diante Dele em Jeremias 33:18.

P: Em Ezequiel 45-48, como o senhor responderia se alguém dissesse que Deus está interessado apenas no panorama geral, nas generalidades?

R: Você pode examinar não apenas os detalhes do tabernáculo em Levítico, mas também todos os detalhes aqui em Ezequiel 40-48.

P: Em Ezequiel 45:9, quando o despejo ou a desapropriação de pessoas é errado?

R: Esse despejo dos israelitas não estava sendo realizado por estrangeiros, mas pelos próprios príncipes de Israel. O despejo geralmente ocorre quando os inquilinos não pagam o aluguel, ou quando um príncipe, a corte ou as forças armadas decidem que os proprietários, afinal, não são realmente donos de suas terras. O despejo de inquilinos pode ser injusto se os aluguéis forem injustamente altos, se juros forem cobrados quando não deveriam ou se forem injustamente elevados.

P: Em Ezequiel 46:1, por que existem os sábados, as luas novas e as festas da Lei Mosaica, se em Colossenses 2:16 Paulo disse que não precisamos celebrá-las?

R: Paulo, na verdade, não disse que elas nunca mais seriam celebradas. Em vez disso, Paulo disse em Colossenses 2:16-17: “Portanto, ninguém vos julgue quanto à comida ou à bebida, ou quanto a uma festa, lua nova ou sábado, que são sombra das coisas que hão de vir, mas a realidade é de Cristo”. Portanto, Paulo está dizendo que não precisamos celebrá-los agora, embora ele não tenha nos proibido de celebrá-los atualmente. Eles serão celebrados durante o Milênio como uma comemoração.

P: Em Ezequiel 46:9, por que não se entrava nem saía pelos portões leste e oeste do templo?

R: De acordo com Ezequiel 40:20-34, não havia portão oeste. Ezequiel 40:6-7, 32-34; 43:4 afirma que havia um portão no lado leste; não havia portão oeste. E o portão leste permanecia fechado, e somente o príncipe podia passar por ele, conforme Ezequiel 44:1-3. O portão leste permanecia fechado seis dias por semana e só no sétimo dia era aberto, podendo apenas o príncipe passar por ele, de acordo com Ezequiel 46:2.

P: Em Ezequiel 46:9, por que as pessoas que entravam na parte externa do templo pelo portão sul teriam que sair pelo portão norte, e por que as pessoas que entravam na parte externa do templo pelo norte teriam que sair pelo portão sul?

R: Deus se preocupa mais com a experiência das pessoas no templo do que com a eficiência. A pessoa teria que percorrer toda a extensão do templo.

P: Em Ezequiel 46:17, ainda haverá servos ou escravos nesse Templo?

R: Certamente. Sempre haverá servos no Céu, assim como servos no Templo, pois todos os crentes escolheram ser escravos e servos de Deus.

P: Em Ezequiel 47:1, o que são essas águas mencionadas aqui?

R: Embora não tenhamos recebido muitas informações sobre esse futuro Templo, nada indica que essas águas não sejam água física.

P: Em Ezequiel, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?

R: Os Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) 6 cópias distintas. O 3Q1 contém Ezequiel 16:31-33.

1Q9 (=1QEzek): dois fragmentos de 4:16-5:1

3Q1 (=3QEzek): Ezequiel 16:31-33

4Q73 (=4QEzek): cinco fragmentos: Ezequiel 10:6-11:1; partes de 23:14-15; 23:17-18; 23:44-47; 41:3-6

4Q74 (=4QEzek(b)) contém Ezequiel 1:10-13, 16-17, 19-24

4Q75 (=4QEzek(c)) contém 24:2-3

11Q4 (=11QEzek) contém 4:3-6; 5:11-17; 7:9,11-12; 10:11; 13:17

Masada Mas1d (=MasEzek) contém fragmentos de Ezequiel 31:11-37:15

De modo geral, os seguintes versículos de Ezequiel estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto e em Masada: 1:10-13, 16-17, 19-24; 4:3-6, 16-17; 5:1, 11-17; 7:9, 11-12; 10:6-22; 11:1-11; 13:17; 16:31, 33; 23:14-18, 44-47; 24:2-3; fragmentos de 31:11-37:15; 41:3-6. Consulte *O Significado dos Manuscritos do Mar Morto* para obter mais detalhes.

O papiro de Ezequiel de Chester Beatty-Schiede data da primeira metade do século III d.C., de acordo com a obra *Manuscripts of the Greek Bible*, de Bruce Metzger, p. 32.

O Chester Beatty IX-X (Papiros Scheide 1) contém Ezequiel, Daniel e Ester. É datado do século III d.C. Originalmente, possuía 118 folhas, das quais 109 sobrevivem até hoje.

Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Ezequiel. Os Papiros Chester Beatty IX (séculos II a IV d.C.) contêm Ezequiel. Além disso, a mesma fonte indica que os Papiros Bíblicos de John H. Scheide datam do século III d.C. e contêm Ezequiel 19:12-39:29.

O Vaticanus (325-350 d.C.) contém todo o livro de Ezequiel.

Não há folhas de Ezequiel no Sinaítico.

O Alexandrinus (c. 450 d.C.) contém todo o livro de Ezequiel.

P: Quais escritores antigos se referiram a Ezequiel?

R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de Ezequiel são:

Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita Ezequiel 33:11 e 18:30. 1 Clemente, cap. 8, p. 7

A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), cap. 6, p. 141, cita Ezequiel 11:19; 36:26, conforme Ele [o Senhor] diz por meio de outro profeta.

A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), cap. 11, p. 144, cita Ezequiel 47:12.

2 Clemente (120-140 d.C.), vol. 7, cap. 6, p. 518 (também vol. 9, p. 252): “Pois assim também diz a Escritura em Ezequiel: ‘Se Noé, Jó e Daniel ressuscitassem, não livrariam seus filhos do cativeiro’”.

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) cita Ezequiel 20:19-26 como sendo de Ezequiel em *Diálogo com Trifão, o Judeu*, cap. 21, p. 204-205

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) cita ou parafraseia Ezequiel 3:17-19; 11:22; 14:18, 20; 16:3; 18:20; 20:12; 20:19-26 (por Ezequiel), 33:11-20; 34:12; 37:7,8; 44:3

Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) incluiu Ezequiel entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo. Em *Pascha*, p. 72. Preservado na *História Eclesiástica* de Eusébio, livro 4, cap. 26.

Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.): “No profeta: ‘Andarei no meio deles e serei o Senhor deles’.” (referência a Ezequiel 37:27) Extraído de *The Key*, ANF, vol. 8, p. 762.

Cristãos de Viena e Lugdunum (Lyon) (177 d.C.) fazem alusão a Ezequiel 18:23,32. “Enquanto aquele Deus que não deseja a morte do pecador, mas, misericordiosamente, o convida ao arrependimento, infunde doçura em suas almas.” vol. 8, p. 782

Teófilo de Antioquia (168-181/188 d.C.): “E outro profeta, Ezequiel, diz: ‘Se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, guardar todos os Meus estatutos e praticar o que é reto aos Meus olhos, certamente viverá; não morrerá’”. Teófilo a Autólico, livro 3, cap. 11, p. 114

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Ezequiel 20:24 como sendo de autoria de Ezequiel. Irineu, Contra as Heresias, livro 4, cap. 15.1, p. 479

Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) afirma que “a Escritura admoesta” e cita Jeremias 3:9, etc. Em seguida, Clemente escreve: “Ele [Deus], não obstante, exorta-os ao arrependimento e diz, por meio de Ezequiel”, e cita Ezequiel 2:6-7. O Instrutor, livro 1, cap. 9, p. 228

Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) cita Ezequiel 18:4-9 como sendo de Ezequiel. O Instrutor, livro 1, cap. 10, p. 233

Clemente de Alexandria (193-205 d.C.): “Jeremias e Ambacum [Habacuque] ainda profetizavam na época de Zedequias. No quinto ano de seu reinado, Ezequiel profetizou na Babilônia; depois dele, Naum, e em seguida Daniel. Depois dele, mais uma vez, Ageu e Zacarias profetizaram na época de Dario, o Primeiro, por dois anos; e, em seguida, o anjo entre os doze.” *Stromata*, livro 1, cap. 21, p. 328

Tertuliano (198-220 d.C.) “Ezequiel anuncia que a vossa ruína está prestes a chegar: e não apenas nesta era — uma ruína que já se abateu sobre vós —, mas no ‘dia da retribuição’, que virá posteriormente. Dessa ruína, ninguém será poupado, a não ser aquele que tiver sido selado na testa com a paixão de Cristo, a quem vós rejeitastes.” Uma Resposta aos Judeus, cap. 11, p. 167

Tertuliano (198-220 d.C.) cita continuamente Ezequiel 8:12-9:6a como “Ezequiel anuncia”. Uma Resposta aos Judeus, cap. 11, p. 167-168.

Os Cinco Livros de Tertuliano Contra Marcião (207/208 d.C.), livro 2, cap. 10, p. 305-306, citam Ezequiel 28:11-16 a partir da Septuaginta.

Hipólito (222-235/236 d.C.) “Ezequiel também fala dele no mesmo sentido, assim: ‘Assim diz o Senhor Deus: Porquanto o teu coração se exaltou’”, Tratado sobre Cristo e o Anticristo, cap. 18, p. 208

Hipólito (222-235/6 d.C.), fragmento 3, é um comentário sobre Ezequiel, p. 176

Orígenes (225-254 d.C.) “'E, para comparar história com história, eu diria ao judeu: 'Até mesmo o seu próprio Ezequiel escreve, dizendo: “Os céus se abriram, e eu tive uma visão de Deus”'.” Orígenes, Contra Celso, livro 1, cap. 43, p. 414

Novaciano (250/254-256/7 d.C.) faz alusão a Ezequiel 1:10 e Apocalipse 4:7. Tratado sobre a Trindade, cap. 8, p. 617.

Tratado Contra Novaciano (250/4-256/7 d.C.), cap. 14, p. 661: “de acordo com a fé das Escrituras, que dizem: ‘Mas, se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu e praticar a justiça, ele viverá para a vida eterna e não morrerá em sua impiedade’.” (Ezequiel 18:21)

Tratado contra Novaciano (250/4-256/7 d.C.), cap. 10, p. 660, cita Ezequiel 38:10,11 como sendo de Ezequiel.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita “Ezequiel” no Tratado 12, terceiro livro, 48.

Firmiliano de Cesareia a Cipriano (256 d.C.) “Pois a graça de Deus é poderosa para unir e associar no vínculo da caridade e da unidade até mesmo aquilo que parece estar separado por uma distância considerável na terra, da mesma forma que, desde os tempos antigos, o poder divino uniu no vínculo da unanimidade Ezequiel e Daniel — embora mais tardios em sua época e separados por um longo período de tempo — a Jó e Noé, que estavam entre os primeiros; de modo que, embora estivessem separados por longos períodos, por inspiração divina sentiram as mesmas verdades.” Cartas de Cipriano, Carta 74.3, p. 390

Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.) faz alusão a Ezequiel 18:23,32. Carta 3 a Fábio, bispo de Antioquia, cap. 10, p. 100

Victorinus de Petau (martirizado em 304 d.C.) “Lembro-me, de fato, de que isso também é chamado de Babilônia no Apocalipse, por causa da confusão; e também em Isaías; e Ezequiel chamou-a de Sodoma.” Comentário sobre o Apocalipse, a partir do capítulo XV, v. 3, p. 357

Victorinus de Petau (martirizado em 304 d.C.) faz alusão a Ezequiel 35:6. “E saiu sangue dos lagares, até aos freios dos cavalos.”] A vingança do sangue derramado, como havia sido predito anteriormente: “Pelo sangue pecaste, e o sangue te seguirá.” Comentário sobre o Apocalipse, capítulo XIV, versículos 19 e 20, p. 357

Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) faz alusão a Ezequiel 17:3. “que o Verbo chamou de ‘asas de uma grande águia’.” O Banquete das Dez Virgens, Discurso 8, cap. 12, p. 339

Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) faz alusão a Ezequiel 41. “Portanto, quando Deus desejou enviar à Terra alguém que medisse o Seu templo, Ele não quis enviá-lo com poder e glória celestiais, ...” As Instituições Divinas, livro 4, cap. 11, p. 110

Após Nicéia

Atanásio (367 d.C.) enumera os livros do Antigo Testamento na Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) refere-se a Ezequiel 11,5 como sendo de Ezequiel. “Conferências Catequéticas”, Conferência 16.30, p. 123

Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) cita Ezequiel 18:4 como sendo de Ezequiel. Carta 3, cap. 3, p. 42

Dídimo, o Cego (398 d.C.), cita Ezequiel 31:3-9 como sendo do profeta Ezequiel. Comentário sobre Zacarias 11, p. 258-259

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) menciona os livros do Antigo Testamento, incluindo Rute, em seu *Panarion*.

João Crisóstomo (-407 d.C.) refere-se a Ezequiel 9:4 como sendo de Ezequiel no vol. 9, “Sobre as Estátuas”, Homilia 18.9, p. 462

Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.

Sulpício Severo (363-420 d.C.) refere-se a Ezequiel como “Ezequiel” no livro *História*, vol. 2, cap. 3, p. 98

Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) menciona Daniel e Ezequiel em *A Cidade de Deus*, livro 17, cap. 34, p. 380

Entre os heréticos e os livros espúrios

O pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) cita Ezequiel 3:17 como sendo de Ezequiel. Comentário sobre Oséias, cap. 5, p. 60

P: Em Ezequiel, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?

R: A Septuaginta foi uma tradução do Antigo Testamento para o grego realizada entre 285 e 160 a.C. Diferentes livros da Septuaginta foram traduzidos com qualidade variável; Ezequiel não foi traduzido tão bem quanto o Pentateuco. O *Expositor’s Bible Commentary*, volume 6, p. 960, afirma: “A LXX [Septuaginta] não constitui um testemunho sólido nos livros proféticos, especialmente em Ezequiel.” É interessante observar as diferenças da Septuaginta, tanto para verificar o que difere da versão massorética quanto para compreender como os judeus antes de Cristo interpretavam o significado do Antigo Testamento ao traduzi-lo para outra língua. Salvo indicação em contrário, a primeira alternativa corresponde ao texto massorético e a segunda, à Septuaginta grega.

Ezequiel 1:1 “visões” (Masorética, Septuaginta, Vulgata) vs. “uma visão” (siríaco, Targumim)

Ezequiel 1:20 “havia um ser vivente nas rodas” (Masorético) vs. “havia um espírito de vida nas rodas” (Septuaginta, Vulgata) vs. “havia seres nas rodas” (Targum)

Ezequiel 1:22 “criatura viva” vs. “criaturas vivas” (Septuaginta, Targums, Vulgata)

Ezequiel 4:9 “390 dias” (todos os manuscritos hebraicos) vs. “190 dias” (Septuaginta)

Ezequiel 5:7 “Vocês nem mesmo se conformaram” versus “vocês se conformaram” (em alguns manuscritos hebraicos e no siríaco) versus “se enfureceram” (textos massoréticos, Septuaginta, Targumim, Vulgata)

Ezequiel 5:15 “Assim será um opróbrio” (textos massoréticos) vs. “Assim sereis um opróbrio” (Septuaginta, siríaco, Targums, Vulgata)

Ezequiel 6:14 “Diblah” versus “Riblah” em alguns manuscritos hebraicos.

Ezequiel 7:5 “Um desastre sem precedentes” vs. “desastre após desastre” em alguns manuscritos hebraicos e na versão siríaca.

Ezequiel 11:5 “seus parentes/parentes de sangue” vs. “no exílio com você” (Septuaginta e siríaco)

Ezequiel 12:12 “eles cavarão” versus “ele cavará” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 13:18 “seus pulsos” (Masorético, siríaco, Targum) versus “minhas mãos” (Septuaginta, Vulgata, Símaco). A Nova Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272, diz “sobre todas as articulações das minhas mãos” (Masorética) vs. “sob cada cotovelo” (Vulgata) vs. “em todos os cotovelos das mãos” (Septuaginta, Targums)

Ezequiel 14:14 e Ezequiel 28:3 “Daniel” versus “Danel”

Ezequiel 16:6 “Viva! E enquanto você jazia ali em seu sangue, eu lhe disse: ‘Viva!’” (a maioria dos manuscritos hebraicos) versus “Viva!” (Septuaginta, siríaco e alguns manuscritos hebraicos)

Ezequiel 16:6 “Viva! Eu fiz de você uma multidão/miríade” versus “Viva! E cresça” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 16:15: um manuscrito hebraico e alguns manuscritos da Septuaginta acrescentam “Tal coisa não deveria acontecer.”; ou o hebraico acrescenta “que seja dele”

Ezequiel 16:43 “ficaram agitados comigo” (Masorético) vs. “me agitaram [a Deus]” (Septuaginta, siríaco, targumim, Vulgata)

Ezequiel 16:57 “Aram/Síria” (Masorético, Septuaginta, Targum, Vulgata) vs. “Edom” (siríaco e alguns manuscritos hebraicos)

Ezequiel 17:7 “uma grande águia” (Masorético, Targum) vs. “outra grande águia” (Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

Ezequiel 17:21 “Todos os seus fugitivos” (Masorético, Vulgata); “Todos os seus homens de elite” (muitos manuscritos hebraicos, siríaco) vs. “Todos os seus homens poderosos” (Targum) vs. omitido (Septuaginta)

Ezequiel 18:2 A Septuaginta acrescenta “filho do homem” e diz “entre os filhos de Israel” em vez de “a respeito da terra de Israel” e “uvas verdes” em vez de “uvas azedas”

Ezequiel 18:5 “um homem justo que pratica o que é justo e correto” (Masorético) vs. “que será justo, que executa juízo e justiça” (Septuaginta)

Ezequiel 18:7 “não comete roubo” (Masorético) vs. “não é culpado de pilhagem” (Septuaginta)

Ezequiel 18:10 “filho violento… coisas a um irmão” (Masorético) vs. “filho malicioso/pestilento… ‘que comete pecado’” (Septuaginta)

Ezequiel 18:17 “retém a mão do pobre” (Masorético, Targum, Vulgata) vs. “retém a mão do pecado/iniquidade” (Septuaginta)

Ezequiel 18:14 A Septuaginta acrescenta “e temer (phobos)” logo antes de “não praticar essas coisas” (Masorético) vs. “não praticar essas coisas e temer (phobos)” (Septuaginta) vs. “não praticar essas coisas e considerar”

Ezequiel 18:24 “Ele viverá?” (Masorético) vs. [ausente] (Septuaginta)

Ezequiel 18:17 “os pobres” vs. “iniquidade”

Ezequiel 18:25 “Ó casa de Israel” (Masorético) vs. “toda a casa de Israel” (Septuaginta)

Ezequiel 18:25 “justo/imparcial/igual” (Masorético) vs. “reto” (Septuaginta)

Ezequiel 18:26 “por causa disso” (Masorético) vs. “nisso” (Septuaginta)

Ezequiel 18:29 “certo” (Masorético) versus “justo” versus “certo” (Septuaginta)

Ezequiel 18:30 “ruína” (Masorético) vs. “castigo da iniquidade” (Septuaginta)

Ezequiel 18:32 “Arrependam-se e vivam!” versus ausente na Septuaginta

Ezequiel 18:31 “um coração novo e um espírito novo” (hebraico, Septuaginta) versus “um coração temeroso e um espírito de temor” (Targum de Jonatão ben Uziel)

Ezequiel 19:7 “Ele [Deus] conhecia suas fortalezas” (hebraico) vs. “Ele [Deus] derrubou suas fortalezas” (Targum, ver também Septuaginta)

Ezequiel 19:7 “aprenderam a fazer viúvas” (Masorético, Vulgata) vs. “destruíram fortalezas” (Targums), vs. “permaneceram com insolência” (Septuaginta)

Ezequiel 19:10 “em nosso sangue” (Masorético, Siríaco, Vulgata) vs. “vinha” (dois manuscritos hebraicos e a Septuaginta) vs. “como uma flor em uma romãzeira” (algumas versões da Septuaginta) vs. “à sua semelhança” (Targums)

Ezequiel 21:4 “justos e ímpios” versus “injustos e ímpios”

Ezequiel 21:15 “preparado para o abate” (Masorético) vs. “polido para o abate” (Targums)

Ezequiel 22:16 “você foi contaminado” (textos massoréticos) vs. “eu fui contaminado” (muitos manuscritos)

Ezequiel 22:24 “foi purificado” (Masorético, Siríaco, Vulgata) vs. “recebeu chuva/foi regado” (Septuaginta)

Ezequiel 22:25 “conspiração de seus profetas” (Masorético, Vulgata) vs. “conspiração de seus príncipes” (Septuaginta) vs. “conspiração de seus escribas” (Targums)

Ezequiel 22:25 “indignação” vs. “príncipes”

Ezequiel 23:21 “porque” (textos massoréticos) vs. “acariciar” (siríaco e Vulgata) (diferença de 1 consoante e 1 vogal no hebraico)

Ezequiel 23:24 O hebraico para a palavra traduzida como “armas” é incerto. A Septuaginta apresenta “do norte”

Ezequiel 24:11 “coloque a panela vazia” (Masorética) vs. “coloque a panela” (Septuaginta)

Ezequiel 24:14 “Eles julgarão” (Masorético) vs. “Eu julgarei” (Septuaginta, siríaco, Targum, Vulgata)

Ezequiel 26:1 “ décimo primeiro ano” (Masorético) vs. “décimo segundo ano” (Septuaginta). O contexto é futuro, portanto, a versão masorética está correta neste caso.

Ezequiel 26:7 grafia de Nebuchadrezzar (transliteração original em alguns textos masoréticos) versus Nebucadnezar (forma aramaica ocidentalizada em outros textos masoréticos)

Ezequiel 26:12 “eles” versus “ele” duas vezes.

Ezequiel 26:13 “Eu [Deus]” versus “ele”

Ezequiel 26:20 “Eu darei beleza/glória” versus “terá um lugar / ocupará seu lugar”

Ezequiel 27:15 “Dedã” no hebraico vs. “Rodes” na Septuaginta grega.

Ezequiel 27:16 “Aram [Síria]” (na maioria das versões hebraicas) versus “Edom” (em algumas versões hebraicas e siríacas)

Ezequiel 27:19 “indo e vindo” (Masorético) vs. “de Uzal” [Não temos conhecimento de um lugar chamado Uzal] (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 28:13 A palavra hebraica para “montanhas” tem significado incerto.

Ezequiel 28:13 O texto massorético e a Septuaginta apresentam nomes diferentes para as pedras.

Ezequiel 28:16 “eles encheram” (alguns textos massoréticos) vs. “você encheu” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 29:7a “ombros” (Masorético, Vulgata) vs. “mão” (Septuaginta, Siríaco)

Ezequiel 29:7b “ficar em pé” versus “instável/deslocado” (siríaco; veja também a Septuaginta e a Vulgata)

Ezequiel 29:7 “com a sua mão” (textos massoréticos) vs. “com as suas mãos” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 30:5 “companhia mista / Arábia” (as consoantes são as mesmas) no texto massorético versus “Arábia” (siríaco) versus “líbios?” (Septuaginta)

Ezequiel 30:18 “se conteve” (Masorético) vs. “escureceu” (muitos manuscritos hebraicos, BG, Septuaginta, siríaco, Targums, Vulgata)

Ezequiel 31:10 “você se elevava” versus “ela se elevava” (siríaco)

Ezequiel 32:1 “décimo segundo ano” (Masorético) vs. “décimo primeiro ano” (13 manuscritos hebraicos e a Septuaginta)

Ezequiel 32:9 “trará a sua destruição” vs. “levará você cativo / levará você para o cativeiro”

Ezequiel 32:17 (ausente) vs. “no primeiro mês”

Ezequiel 33:25-26: presente no texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta

Ezequiel 34:16 “Eu destruirei” (Masorético) vs. “Eu guardarei / zelarei” (Septuaginta, Siríaco, Vulgata)

Ezequiel 37:23 “lugares de morada/assentamentos nos quais pecaram” (Masorético) vs. “transgressões nas quais caíram” (Septuaginta, Símaco). (diferença de uma letra: “w” em vez de “s”). A ideia de “recuo” se encaixa melhor no contexto aqui.

Ezequiel 38:2 “o príncipe de Rosh” (Masorético) vs. “o príncipe-chefe de Meschech” (Targum, Vulgata, Áquila). O mesmo se aplica a Ezequiel 38:2 e Ezequiel 39:1

Ezequiel 38:12 “sua mão” (textos massoréticos e uma cópia da Septuaginta) versus “minha mão” (o restante da Septuaginta)

Ezequiel 38:13 “todos os seus leões jovens” (textos massoréticos) versus “todas as suas aldeias” (Septuaginta, Teodoto, siríaco)

Ezequiel 40:2 “sul” (textos massoréticos) versus “oposto” (Septuaginta) (diferença de um traço no hebraico)

Ezequiel 40:6 “profundo/largo e um limiar com uma vara/cana de profundidade/largura” versus “profundo/largo”

Ezequiel 40:8 “da casa / uma vara” (na maioria dos textos hebraicos) vs. ausente (20 manuscritos hebraicos, siríaco, Vulgata) (3 palavras)

Ezequiel 40:8,9 “medido” vs. “feito/era”

Ezequiel 40:14a “medido” vs. “feito/era”

Ezequiel 40:14b “parede saliente” (hebraico) vs. “pórtico” (Septuaginta)

Ezequiel 40:14c O significado da palavra hebraica traduzida como “pátio” é incerto. A Septuaginta traduz isso como “câmaras”.

Ezequiel 40:30 o versículo inteiro vs. (ausente) (alguns manuscritos hebraicos e a Septuaginta)

Ezequiel 40:37 “batentes [da porta]” (hebraico) vs. “protico” (Septuaginta)

Ezequiel 40:38-40 “pórtico do portão” vs. “pórticos dos portões”

Ezequiel 40:44 “sala para os cantores” (Masorético) vs. “duas salas” (Septuaginta)

Ezequiel 40:44 “o leste” (textos massoréticos) vs. “o sul” (Septuaginta)

Ezequiel 40:48 (ausente) (Masorético) vs. “quatorze côvados, e as paredes salientes da porta” (Septuaginta) (informação duplicada)

Ezequiel 41:1 “dez côvados de largura e um côvado de comprimento” vs. “dez côvados de largura e 100 côvados de comprimento” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 41:22 “dois côvados de comprimento” (hebraico) vs. “dois côvados quadrados” (Septuaginta)

Ezequiel 42:4 “um” (textos massoréticos) versus “cem” (Septuaginta, siríaco). Se fosse “um”, o degrau teria dez côvados de largura e um côvado de comprimento! Portanto, neste ponto, confiamos na Septuaginta e no siríaco.

Ezequiel 42:10 “lado leste” (hebraico) vs. “lado sul” (Septuaginta)

Ezequiel 42:16 “um” (muitos textos massoréticos) vs. “cem” (muitos manuscritos hebraicos, leitura Qere)

Ezequiel 42:17, 18, 19 “quinhentas varas” (hebraico) vs. “quinhentos côvados” (Septuaginta)

Ezequiel 43:3 “quando eu vim” (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “quando ele [Deus] veio” (alguns manuscritos hebraicos, Teodócio, Vulgata) Com base no contexto, podemos ter certeza de que se trata da segunda variante, “ele [Deus]”

Ezequiel 43:7 “em seus altos” versus “em sua morte” (alguns manuscritos hebraicos, Teodoto, o Targum) (diferença de uma letra em hebraico)

Ezequiel 43:11 “as normas e todo o seu projeto” (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “todo o seu projeto e todas as suas normas” (alguns manuscritos hebraicos e a Septuaginta)

Ezequiel 43:26 “encherão suas mãos” (textos massoréticos) vs. “eles mesmos” (Septuaginta, siríaco)

Ezequiel 45:1 “dez mil” (textos massoréticos) vs. “vinte mil” (Septuaginta, siríaco, Vulgata). O texto massorético provavelmente está incorreto neste ponto.

Ezequiel 45:5 “vinte câmaras” (Masorético, Targum, Vulgata) vs. “cidade para morar” (Septuaginta)

Ezequiel 47:15 “Israel. Você medirá até o mar oriental” (Masorético) vs. “Israel, até o mar oriental e até Tamar.” (Septuaginta e Siríaco)

Ezequiel 47:18 “para medir” (Masorético) vs. “em direção a Tamar” (Septuaginta, Siríaco)

Bibliografia para esta questão: a tradução do hebraico é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton de The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o volume 6 do The Expositor’s Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.