P: Em Joel, o que podemos aprender com este livro?
R: Joel ensina sobre dois temas não tão agradáveis que precisamos estudar mais: como Deus disciplina e como devemos reagir “quando vierem os gafanhotos”. Joel profetiza que o exército de gafanhotos que invadiu a terra é apenas um prelúdio para a invasão de um exército estrangeiro devido ao pecado de Israel. Isso, por sua vez, é um prelúdio para o Dia do Senhor nos últimos dias.
Da mesma forma, Deus às vezes envia uma disciplina mais branda ao povo como um “incentivo ao arrependimento” antes de enviar uma disciplina muito mais severa, ou mesmo a destruição.
P: O que sabemos sobre o profeta Joel?
R: Não podemos extrair muitas informações do livro. O nome “Joel” significa “Yahweh é Deus”. Não era um nome incomum, já que cerca de doze outros homens no Antigo Testamento também se chamavam Joel. No entanto, não há nada que sugira que este profeta fosse qualquer um deles. Não sabemos nada sobre Joel pessoalmente, exceto que seu pai era Petual.
R: Aparentemente, o livro de Joel desafia um estilo ocidental de esboço. Oito comentários bíblicos e Bíblias de estudo apresentam esboços muito diferentes. Mas, embora discordem nos esboços gerais, tendem a concordar nas partes menores. Talvez seja assim que Joel deva ser entendido: como muitas advertências incisivas, porém breves, vindas do coração, em vez de um tratado longo e altamente estruturado como Lamentações, por exemplo. Aqui está o meu esboço
1 Seguir a Deus quando chegam os gafanhotos
-- 1:2-4 Ouçam, anciãos
-- 1:5-7 Acordem, vocês, bêbados
-- 1:8-10 Os sacerdotes devem lamentar-se como uma esposa que chora pelo marido
-- 1:11-12 Desesperem-se, agricultores
-- 1:13-14 Vestam o cilício, ó sacerdotes, e lamentem
-- 1:16-18 Por que todos devem lamentar
-- 1:19-20 Nossa resposta adequada: clamar ao Senhor em meio ao desastre
2 Tocar a trombeta em Sião para o Dia do Senhor que se aproxima
-- 2:1-11 Toquem a trombeta para a futura invasão
-- 2:12-17 Rasguem o coração e toquem a trombeta para se voltarem para o Senhor
-- 2:18-27 A restauração dos anos devorados pelos gafanhotos
-- 2:28-32 O derramamento do Espírito de Deus
3 Julgamento final e restauração
-- 3:1-16 Julgamento no Vale de Jeosafá contra os inimigos de Israel
-- 3:17-21 Bênção e perdão após o julgamento
P: Em Joel, quantos capítulos há no livro?
R: Na maioria das Bíblias em inglês, há três capítulos, contendo 20, 32 e 21 versículos, respectivamente. No entanto, outras versões da Bíblia separaram os versículos 2:28-32 em um capítulo à parte. Entre as Bíblias que seguem essa divisão estão o Taanach judaico, o texto hebraico da Bíblia Interlinear de Jay P. Green, Sr., e a Bíblia Católica de Jerusalém. Assim, o capítulo 3 de Joel em algumas Bíblias é chamado de capítulo 4 em outras. No entanto, os versículos e sua ordem são os mesmos em todos os casos.
P: Onde Joel foi colocado na Bíblia?
R: Ele está após Oséias e antes de Amós na Bíblia hebraica e nas Bíblias cristãs atuais. No entanto, a ordem na Septuaginta era Oséias, Amós, Miquéias e Joel. Aparentemente, eles estavam tentando organizar os livros cronologicamente. Contudo, não temos uma noção precisa de quando o livro de Joel foi escrito.
P: Em Joel 1, por que aquela região sofre com pragas de gafanhotos, e qual é a gravidade de uma praga desse tipo?
R: Os gafanhotos vieram do deserto do Sudão. Com o vento a favor, eram capazes de migrar 1.200 milhas em três dias. 400 milhas por dia, durante 14 horas diárias, equivaleriam a cerca de 28 milhas por hora. Normalmente, eles migravam em linha reta. O historiador antigo Plínio afirma, em *História Natural* 1.2.12, que uma praga de gafanhotos poderia até mesmo roer portas. Embora isso possa não ser verdade, isso ilustra o terror que uma praga de gafanhotos traria.
Quando uma praga de gafanhotos atacou a Somália em 1957, estimava-se que houvesse 16.000.000.000 de insetos, pesando 50 toneladas. Atualmente, existe um Centro de Emergência para Operações contra Gafanhotos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. As pragas de gafanhotos são controladas por meio da pulverização aérea de inseticida nas áreas de reprodução.
P: Joel 1 dirige-se a vários grupos: anciãos, bêbados, sacerdotes, agricultores, novamente sacerdotes e todos. O único pecado mencionado no livro de Joel é a embriaguez. Por que o senhor acha que Deus se dirigiria a esses grupos específicos? Quais são os grupos correspondentes hoje em dia?
R: Ao contrário de muitos outros profetas, Joel não dedica muito tempo a exortar as pessoas a deixarem de pecar antes que o desastre aconteça. Em vez disso, ele enfatiza como reagir com arrependimento após a ocorrência do desastre iminente. Os anciãos estavam adormecidos (ou embriagados) em sua tarefa de ensinar a nação e os jovens a seguir a Deus. Os sacerdotes talvez não estivessem cumprindo sua função de ensinar as pessoas a seguir a Deus ou, pior ainda, estivessem ensinando-as a seguir ídolos. Os agricultores, preocupados com a riqueza, não estavam oferecendo o apoio financeiro que deveriam aos sacerdotes e levitas de Deus. Quando toda uma sociedade se afasta de Deus, os aspectos políticos, religiosos e financeiros desmoronam-se em conjunto.
P: Em Joel 1, há uma palavra-chave em quase todas as seções do livro; a palavra hebraica ki, que pode ser traduzida como “porque”, “pois” ou “certamente”. Por que Joel enfatiza essa palavra?
R: Parece que Deus dá grande importância a ensinar às pessoas lições sobre os motivos para lamentar. As pessoas precisam aprender a relação de causa e efeito entre desobedecer a Deus e as consequências que daí decorrem. Hoje, precisamos ser eficazes ao alertar as pessoas sobre a relação de causa e efeito de se afastar de Deus.
R: Não há nada, nem no texto nem em fontes externas, que permita determinar a época com precisão. Trata-se de uma mensagem atemporal, pois nada no livro depende da época. Aqui estão três possibilidades.
1. Século IX a.C.
Tiro e Sidom, mencionadas juntas em Joel 3:4, só se uniram no início do século VIII. Os gregos em Joel 3:6 não eram os gregos posteriores de Atenas e Esparta, mas os gregos jônicos anteriores, que controlavam as rotas comerciais na atual Turquia no início do século VIII. Não há referência nem aos assírios nem aos babilônios. O período histórico em que ambos estavam enfraquecidos foi desde a morte de Adad-Nirari II, em 782 a.C., até 745 a.C., quando Tiglate-Pileser iniciou seu reinado. Judá estava forte nessa época, e o rei Uzias era o líder de uma aliança anti-assíria. Os filisteus hostilizaram Israel durante esse período.
A Bíblia de Estudo NIV, p. 1339, afirma que há bons argumentos a favor desse período.
2. Final do período pré-exílico (597-587 a.C.)
2a. Dez mil homens de Judá foram deportados em 597 a.C. (2 Reis 24:10-16). Além disso, os judeus vinham sendo mantidos em cativeiro há anos (ver a discussão sobre Joel 3:6).
2b. Misericórdia futura para com Judá em Joel 2:12-20.
2c. O Templo ainda estava de pé (Joel 1:13)
2d. Futura destruição repentina de Jerusalém.
3. Pós-exílico (após 587 a.C.)
3a. Joel se refere ao reino da Judéia como Israel em Joel 2:27 e 3:16; portanto, isso pode ter ocorrido após o exílio do reino do norte em 722 a.C.
3b. Muitos outros foram levados à escravidão em 587 a.C.
3c. Alguns interpretam Joel 2:12-20 como uma promessa de misericórdia de Deus a essas pessoas, e não a seus descendentes.
P: Em Joel 1:2, por que o senhor acha que Joel começou dirigindo-se aos anciãos? Seriam eles os únicos afetados pela praga de gafanhotos?
R: Muitas vezes, são as autoridades governamentais e as figuras religiosas que levam o povo à desobediência. Quando os líderes são desobedientes, não apenas seus seguidores sofrem, mas outros também sofrem as consequências.
No entanto, os líderes oficiais não são o único tipo de líder. Tão significativos quanto eles são os pais, que individualmente orientam (ou desorientam) seus filhos, e a geração mais velha, que coletivamente orienta a geração mais jovem. Quando há uma falha de toda a geração mais velha em liderar tanto com palavras quanto com o exemplo, a geração mais jovem sofre.
P: Em Joel 1, as pessoas podem ficar perplexas ao perceber que, embora alguns tenham pecado e se afastado de Deus, todos pareciam sofrer as consequências. O que o senhor pensa sobre essa aparente “injustiça” — de uma perspectiva eterna?
R: Se considerarmos apenas este mundo, ele não só está corrompido pelo mal, como também é injusto. No entanto, Deus reservou o dia do juízo para tornar tudo justo. O que quer que nos aconteça nas poucas décadas que temos para viver nesta terra é muito insignificante em comparação com a vida eterna após a morte.
P: Em Joel 1:5, como devemos agradecer a Deus pela chegada dos gafanhotos, já que 1 Tessalonicenses 5:18 diz para darmos graças em todas as coisas?
R: Romanos 8:28 diz que todas as coisas (não apenas as coisas boas) podem cooperar para o bem daqueles que amam a Deus. Hebreus 12:5-8 afirma que Deus disciplina os crentes para o seu próprio bem, embora isso seja desagradável no momento.
P: Em Joel 1:1-20, se tudo o que o livro de Joel ensinasse fosse sobre como Deus disciplina e como devemos reagir em tempos difíceis, seria um livro valioso para se ler hoje. No entanto, Joel é também um livro altamente profético sobre o fim dos tempos. Quais versículos do capítulo 1 dão pequenas pistas sobre isso?
R: Joel 1:12 sugere que isso se refere a algo além de um fenômeno local quando diz: “Certamente a alegria da humanidade murchou”. Joel 1:15 menciona o dia do SENHOR.
P: Em Joel 1:2b-3, os cristãos divergem sobre se “anciãos”, neste contexto, poderia significar líderes, pessoas mais velhas ou ambos. Como tanto os líderes quanto as pessoas mais velhas poderiam estar em falta? O senhor acha que Joel 1:2b-3 responde a essa questão?
R: Certamente a repreensão poderia se referir a ambos. No entanto, Joel 1:26-3 menciona que eles não ouviram isso de seus antepassados, e que têm o mandamento e a responsabilidade de transmitir isso aos seus filhos. Isso indica que, independentemente de se referir a líderes políticos ou religiosos, certamente se refere também às pessoas mais velhas, que deveriam ter ensinado a geração mais jovem.
P: Em Joel 1:4, são mencionados quatro tipos de gafanhotos. Embora não tenhamos certeza das diferenças entre essas diferentes palavras hebraicas, o ponto é que esse castigo ocorre em quatro ondas. Que duas coisas podemos aprender sobre a disciplina de Deus a partir disso?
R: O julgamento de Deus pode ser tanto preciso quanto severo. Quando as pessoas não se arrependem, o julgamento de Deus pode vir em várias ondas. Uma pessoa pode se arrepender após qualquer onda, mas pode ser mais difícil para ela voltar ao ponto em que se encontrava antes das ondas sucessivas.
P: Em Joel 1:4, por que Deus enviaria essas terríveis pragas de gafanhotos, se Ele amava os israelitas?
R: Pode-se começar a suspeitar que a prosperidade do povo de Deus não era a maior prioridade de Deus! Deus talvez quisesse que Seu povo escolhido fosse materialmente próspero, mas valorizava muito mais a obediência e a prosperidade espiritual deles. Para nós, um bom pai ou uma boa mãe pode amar demais seus filhos para simplesmente ficar passivamente de braços cruzados quando eles estão seguindo um caminho que leva à destruição.
P: Em Joel 1:5, os bêbados são exortados a acordar e chorar porque (ki) o vinho novo lhes foi arrancado dos lábios. Por que Deus começaria com uma mensagem tão elementar e centrada nas coisas terrenas? Como Joel 1:6-7 se relaciona com isso?
R: Deus lida com as pessoas a partir da realidade em que elas se encontram. Os bêbados não se preocupam necessariamente com muito mais do que onde conseguirão mais bebida. Em vez de falar inicialmente com eles sobre questões espirituais de longo prazo, Deus aponta a consequência imediata e de curto prazo: eles não terão a bebida que tanto desejam. Na verdade, qualquer pessoa que deposite sua esperança de prazer e realização no álcool está em má situação.
P: Em Joel 1:11, quais são as duas razões distintas pelas quais os agricultores devem se lamentar?
R: No curto prazo, este seria um ano ruim. Joel 1:11 diz “porque” (ki) a colheita de uvas, trigo e cevada seria destruída.
A longo prazo, mesmo que os gafanhotos partissem e nunca mais voltassem, suas árvores e videiras seriam destruídas. As oliveiras podem viver por 1.000 anos. Destrua uma oliveira antiga e você terá de esperar séculos até que uma nova árvore a substitua. Não se tratava apenas de que sua produção imediata tivesse sido destruída, mas de que seus meios de produção também tivessem sido destruídos, afetando-os por muitos anos adiante. Joel 1:12 e seguintes dizem até mesmo: “Certamente (ki) a alegria da humanidade murchou.” (NIV).
P: Em Joel 1:13, por que as quebras nas colheitas dos agricultores afetariam as ofertas?
R: Se não houver colheitas, não haverá fonte para as ofertas de grãos. Se não houver ovelhas e gado devido à falta de alimento para sustentá-los, também não haverá ofertas provenientes desses animais. Os sacerdotes e levitas eram sustentados tanto pelo direito de comer das ofertas quanto por outros apoios financeiros do povo. Se ambos desaparecerem, o que os sacerdotes deveriam fazer?
P: Em Joel 1:13, quais são as duas maneiras pelas quais os “tesouros da casa de Deus” podem ser desperdiçados?
R: As pessoas podem deixar de gastá-los no que deveriam. Quando as pessoas estão passando fome, seja fisicamente ou em termos do evangelho, e há edifícios extremamente belos, isso significa que os recursos estão sendo acumulados em vez de gastos. Por exemplo, os ataques vikings tinham como alvo específico os mosteiros, pois lá encontravam muito ouro. Se mais ouro tivesse sido gasto generosamente com os pobres e com o ensino do evangelho, os mosteiros talvez fossem um alvo menos atraente. Muitos monges viviam nas ilhas do oeste da Irlanda, escondendo-se dos vikings. Mas, embora Dublin, na Irlanda, fosse uma base-chave de operações para os vikings, eles, em geral, deixavam esses monges irlandeses em paz, pois não havia ouro a ser obtido ao atacá-los.
Em segundo lugar, o dinheiro de Deus pode parecer insuficiente porque é mal gasto em coisas erradas ou gasto em excesso em coisas de importância secundária. Por exemplo, se a estratégia for atrair pessoas para a igreja por causa de seu edifício luxuoso, em vez de pregar o evangelho, será que é assim que as pessoas são tocadas pelo Espírito e se aproximam de Deus? - Não! Sem refletir sobre isso, é fácil gastar dinheiro em coisas locais que têm grande visibilidade e nos fazem sentir bem, em vez de enviar dinheiro para lugares mais distantes que têm maior necessidade.
P: Em Joel 1:8, por que uma virgem lamentaria a morte de seu marido?
R: Sião lamentaria da mesma forma que uma jovem noiva ou uma noiva prometida lamentaria a morte de seu novo marido ou noivo.
P: Em Joel 1:14, enquanto Deus traz castigo e disciplina, qual é o nosso papel, como cristãos, em ensinar às pessoas por que essas coisas aconteceram e como elas devem responder a Deus? Como podemos fazer isso sem parecer hipócritas?
R: Ezequiel 33:1-20 e Jeremias 6:17 dão o exemplo de um sentinela. Se ocorrer um desastre e o sentinela deixar de alertar a cidade, a culpa é dele. Mas se o sentinela alertar e ninguém lhe der ouvidos, então a culpa é do povo por desconsiderar o sentinela, que estava cumprindo seu dever.
Não devemos comparar os outros a nós mesmos, mas sim mostrar que eles ficam aquém do padrão de Deus. Não devemos tentar afirmar que aqueles que sofreram eram mais culpados do que aqueles que escaparam, mas que todos sofrerão ainda mais, se não se arrependerem e se voltarem para Deus.
A título de exemplo, podemos destacar que o furacão Katrina, que inundou Nova Orleans, ocorreu no dia em que estava programado o festival homossexual anual chamado Southern Decadence. Isso não significa que os homossexuais que foram a Nova Orleans fossem piores do que outros pecadores que não foram. Mas todos os pecadores, homossexuais e heterossexuais, sofrerão, em última instância, um julgamento ainda mais severo, a menos que se arrependam e se voltem para Deus.
P: Em Joel 1:15, como será o Dia do Senhor?
R: Um “Dia do Senhor” é um período de tempo relativamente curto, mas mais longo do que um dia de 24 horas. Houve um Dia do Senhor na primeira vinda de Cristo (Atos 2:20), e haverá outro Dia do Senhor na Segunda Vinda de Cristo. Os intérpretes divergem quanto ao início e ao fim exatos do Dia do Senhor no Livro do Apocalipse, mas o Apocalipse fala sobre esse tempo.
P: Em Joel 1:19, por que Joel está clamando a Deus?
R: Pode-se supor erroneamente que Joel esteja pedindo a Deus que ajude, que tenha misericórdia ou que não envie o castigo, mas Joel não está fazendo nada disso. Joel não está questionando o castigo de Deus aqui; ele está simplesmente clamando a Deus em meio a essa grande angústia.
P: Em Joel 2:1,15, o que foi ordenado ao povo que fizesse de diferente em relação a despertar, chorar, lamentar, desesperar-se, vestir cilício e gemer, conforme descrito no capítulo 1? A ordem em Joel 2:1,15 é significativa em relação às ordens de Joel 1?
R: Foi ordenado ao povo que tocasse a trombeta em Sião; em outras palavras, que soasse um alarme. Em Joel 2:1-10, eles deveriam fazê-lo para anunciar o desastre que se aproximava. Em Joel 2:15-17, deveriam fazê-lo por um motivo diferente: reunir-se em uma assembleia sagrada para se arrependerem e pedirem a Deus que os poupasse.
Devemos tocar a trombeta hoje pelas mesmas razões pelas quais eles deviam tocá-la naquela época. Devemos divulgar o julgamento de Deus, tanto aos crentes quanto aos incrédulos. Devemos também convocar as pessoas a se reunirem para se arrependerem, tanto individualmente quanto coletivamente, para que Deus seja misericordioso conosco.
P: Ao aplicar Joel 2:1,15 nos dias de hoje, o que representaria Sião / o monte santo?
R: Sião representa a morada do povo de Deus, que hoje se encontra nas igrejas.
Não se trata apenas de anunciar onde quer que você more, ou teria sido dito “na terra” ou algo semelhante. A ênfase está em anunciar ao povo de Deus na igreja.
Isso não significa meramente qualquer montanha alta onde todos pudessem ouvir, pois a ênfase está em soar o alarme no monte santo de Deus. Além disso, na Palestina, o Monte Carmelo era mais alto que o Monte Sião, mas era o monte santo onde o alarme deveria ser soado.
Hoje em dia, podem existir formas de divulgar a mensagem que tenham um impacto maior, mas à custa de comprometer a integridade da mensagem (ou a nossa). Isso não é desculpa para desistir de divulgar a mensagem, nem para recorrer a meios comprometedores; devemos, sim, divulgá-la por meio de todos os meios santos ou justos.
P: Joel 2:1b-2 diz que todos os que habitam na terra tremem porque (ki) o dia do Senhor está chegando. Por que os crentes piedosos deveriam tremer?
R: Os crentes obedientes não precisam tremer por si mesmos, pois Deus cuidará deles. Isso não significa que nunca sofrerão ou morrerão, mas que só morrerão quando Deus, que sabe o que é melhor, permitir que morram. No entanto, os crentes podem tremer por uma série de outras razões.
Para amigos não cristãos: Embora os crentes não devam temer o inferno por si mesmos, eles podem temer o inferno por seus amigos incrédulos.
Em um ambiente de desobediência: Apocalipse 18:4 ordena que os crentes saiam de Babilônia, um sistema maligno com uma cidade erguida sobre sete colinas, por duas razões: a) para que não participem dos pecados de Babilônia, e b) caso contrário, os crentes, por estarem no lugar errado, receberão as pragas destinadas aos incrédulos. Embora os estudiosos de hoje discordem sobre onde ou o que será essa futura Babilônia: (a própria Babilônia, Roma, outra coisa), todos podemos concordar que qualquer coisa que pareça maligna como essa Babilônia não é um lugar onde os crentes devam estar.
P: Em Joel 2:1,15, por que exatamente lhes foi ordenado que “tocassem a trombeta” naquela época? Por que devemos “tocar a trombeta” hoje?
R: O vigia da cidade tinha a função de tocar a trombeta caso um inimigo se aproximasse, para que os soldados pudessem pegar suas armaduras e armas, todos pudessem entrar na cidade e os portões fossem fechados. Metaforicamente, é-lhes dito aqui para tocar a trombeta porque um inimigo está chegando e sua única esperança é voltar-se para Deus. Da mesma forma, hoje devemos “tocar a trombeta” para avisar às pessoas que uma calamidade está por vir e que elas precisam voltar-se para Deus e arrepender-se de seus pecados.
R: Trata-se de um exército com intenções malignas que cercou Jerusalém. Isso pode ter um cumprimento antes do milênio (Apocalipse 16:12-16; 19:19) e um segundo cumprimento após o milênio (Apocalipse 20:7-10).
P: Em Joel 2:6, às vezes as pessoas ficam incomodadas quando as coisas não são tão boas quanto esperavam, às vezes ficam irritadas quando as coisas não saem como querem e, às vezes, ficam furiosas quando parece que as coisas estão deliberadamente indo contra elas. Mas Joel 2:6 não menciona nada disso. De que forma Joel 2:6 vai além de tudo isso?
R: As pessoas empalideceriam de choque ao ver o que estava prestes a acontecer. Elas ficariam angustiadas, pois seus abundantes suprimentos de alimentos se esgotariam em apenas uma ou duas horas.
Quando uma pessoa está em choque, há menos sangue no rosto, e o rosto das pessoas de tez mais clara fica mais pálido.
P: Em Joel 2:6, quais são as coisas hoje que causam angústia às pessoas — ou fazem com que seu rosto empaleça —, em vez de apenas incomodá-las, irritá-las ou deixá-las furiosas?
R: A guerra e o terrorismo causam angústia hoje em dia, mas mudanças drásticas no mercado de ações também podem fazer com que as pessoas sintam que “este é o fim do mundo”. Na década de 1930, quando o mercado de ações despencou, algumas pessoas, de forma insensata, cometeram suicídio.
R: Isso ocorre no Apocalipse, quando o Senhor vier para executar o julgamento. Parece ser o mesmo evento descrito no Salmo 50:3 e na Epístola de Judas.
P: Joel 2:1-11 está se referindo a gafanhotos comuns, a um exército invasor ou ao fim dos tempos?
R: Embora Joel 1:4 fale de uma praga local de gafanhotos, Joel 2:2 amplia esse quadro para algo diferente. Diz-se que se trata de um exército grande e poderoso, como nunca houve antes nem houve desde então.
P: Joel 2:1-11 poderia estar relacionado a Apocalipse 9:1-11?
R: Ambos se referem a um acontecimento singular envolvendo coisas estranhas que se parecem com gafanhotos. No entanto, eles são diferentes porque os gafanhotos em Joel 2:1-11 não deixam nada verde para trás. Os gafanhotos em Apocalipse 9:1-11 referem-se a criaturas — talvez demônios, robôs, aviões, drones ou outras máquinas voadoras — que não causam dano a nenhuma planta, mas picam dolorosamente as pessoas sem matá-las.
P: Joel 2:10 poderia estar relacionado a Mateus 27:45?
R: Não. Haverá trevas no fim dos tempos, e as trevas durante a crucificação foram um prenúncio disso. No entanto, em Mateus 27:45, o SENHOR não estava trovejando à frente de seu exército. Em geral, ao tentar determinar se duas passagens se referem à mesma coisa, se parte delas soa igual e parte é muito diferente, então as passagens são distintas.
P: Joel 2:10 poderia estar relacionado a Apocalipse 8:12? E a Apocalipse 16:10?
R: Não. Apocalipse 8:12 fala de quando um terço das luzes celestiais é atingido, e Apocalipse 16:10 menciona quando o reino fica em trevas totais. No entanto, Joel 2:10 refere-se a um escurecimento causado por criaturas semelhantes a gafanhotos, e não ao escurecimento dos céus.
P: Em Joel 2:12,15, onde devemos tocar a trombeta e dizer às pessoas para se voltarem para Deus hoje?
R: A resposta óbvia é que devemos tocá-la onde aqueles que precisam ouvir possam ouvi-la. Muitas pessoas nunca a ouvirão se tocarmos a trombeta apenas em nossas igrejas e estudos bíblicos. O rádio (tanto cristão quanto não cristão), a TV, sites cristãos na internet, postagens e comentários em blogs, redes sociais são algumas formas de divulgar amplamente a mensagem. Mas muitas pessoas também precisam de uma mensagem mais pessoal. Converse com seus amigos e colegas de trabalho, conforme a situação permitir, para que eles possam ouvir.
P: Em Joel 2:12-15, uma vez que Deus tenha anunciado uma calamidade, há alguma maneira de escapar dela?
R: Sim. Não apenas nesta passagem, mas também em Jonas 3:9-10, Amós 7:1-6 e Jeremias 18:5-10, vemos que, embora Deus não mude, Sua vontade revelada para com as pessoas muda quando elas se arrependem.
P: Em Joel 2:17, qual é o significado de chorar entre o pórtico e o altar?
R: É nesse local que os sacerdotes exerciam seu ministério, oferecendo em sacrifício os animais que o povo trazia. Além disso, quando o povo trazia os sacrifícios, os sacerdotes tinham permissão para reter parte do sacrifício para suas famílias.
P: Em Joel 2:17-18, quais são as duas razões adicionais apresentadas para tocar a trombeta em Sião?
R: As duas razões são: a) para poupar o povo de Deus, e b) para a glória de Deus. Em outras palavras, para que a herança de Deus não se tornasse objeto de escárnio e motivo de zombaria.
Isso se relaciona com o fato de sermos sal e luz no mundo; não devemos nos esconder debaixo do alqueire, mas brilhar. Brilhar inclui mostrar a verdade e a justiça, e contrastá-las com o erro e a maldade.
P: Em Joel 2:17, qual é o significado de chorar entre o pórtico e o altar?
R: Os sacerdotes iam entre o pórtico e o altar, e isso se referiria ao choro dos sacerdotes.
P: Quais são as duas razões apresentadas em Joel 2:18-19 para que o povo de Deus queira fazer essas coisas? Como você acha que isso se relaciona com o fato de sermos sal no mundo?
R: O versículo 18 apresenta as duas razões, e o versículo 19 as explica.
Deus é zeloso por Sua terra; Deus não quer que Seu povo seja motivo de opróbrio.
Deus tem misericórdia do Seu povo e enviará trigo, vinho novo e azeite para satisfazê-los.
P: Em Joel 2:20, o grande exército do norte e “o grande fedor” estão relacionados a Ezequiel 39:11-20; Apocalipse 16:12-16; e/ou Apocalipse 19:17-19?
R: Não se relaciona com Apocalipse 16:12-16, pois essa passagem se situa antes do Milênio. Em vez disso, refere-se à batalha de Gog e Magog após o Milênio, que também é descrita em Ezequiel 39:11-20 e Apocalipse 19:17-19.
P: Em Joel 2:25, como a exaustividade da restauração de Deus se compara à exaustividade de Sua disciplina e julgamento?
R: Joel 1:4 mostra a profundidade da disciplina e do julgamento de Deus por meio dos quatro tipos de gafanhotos. Joel 2:25 demonstra igual profundidade na restauração do que cada um dos quatro tipos de gafanhotos consumiram.
P: Em Joel 2:25-27, o que há de surpreendente na promessa que Deus fez ao povo de Sião? Isso se refere a: a) o Milênio, b) o céu e/ou c) enquanto vivemos na Terra agora?
R: Ao mencionar “seus filhos e suas filhas”, essa passagem sugere que se trata da Terra, e não do céu. Joel 2:28 fornece uma pista parcial. Diz: “e depois disso” e se refere a algo que se cumpriu em Atos 2:17-21. Portanto, deve se referir a algo na Terra antes do Milênio. Isso aconteceu como um sinal da ação do Espírito Santo de uma nova maneira.
Além de disciplinar, por meio de gafanhotos ou outros meios, Deus também pode restaurar, mesmo em relação a coisas que pensamos que Deus não poderia restaurar. Deus pode trazer prosperidade para compensar os anos de escassez e/ou conceder vida mais longa. É claro que, mais importante do que uma vida mais longa na Terra, é a vida eterna no céu.
P: Em Joel 2:28-32, isso se cumpriu no Dia de Pentecostes, em Atos 2:16?
R: Sim, mas isso também tem um cumprimento duplo. Isso ocorre no Dia do Senhor. Para responder: o Dia do Senhor chegou quando Jesus veio à Terra. Atos 2:28-32 cita especificamente Joel 2:28-32. O Dia do Senhor é também um tempo futuro, quando Jesus voltar.
Muitas profecias, incluindo esta, têm um cumprimento duplo. Elas se cumpriram na primeira vinda de Jesus e se cumprirão novamente na Segunda Vinda de Cristo.
P: Em Joel 2:30-32, a falsa religião chamada bahá’ísmo, conforme descrito em *Bahá’u’lláh e a Nova Era*, pp. 277-278, ensina que Joel 2:30-32 e Mateus 24:29-30 se referem a Moisés, Cristo e Maomé, na medida em que seus ensinamentos originais eram como o sol, mas todos foram obscurecidos pela corrupção posteriormente. Como o senhor responderia a isso?
R: É mera imaginação afirmar que um sol e uma lua obscurecidos se referem à corrupção espiritual. Não só Cristo virá nas nuvens, no sentido literal, como mostra Atos 1:9-11, mas Deus Todo-Poderoso pode obscurecer o sol e a lua, e Ele o fará. O senhor não tem o luxo de simplesmente classificar como figurativo tudo o que deseja que não seja verdade.
P: Como Joel 2:32 se relaciona com Romanos 10:13?
R: Romanos 10:13 cita Joel 2:32 e mostra que todos, inclusive os gentios que invocarem o nome do Senhor, serão salvos. Joel 2:31 refere-se tanto ao escurecimento do sol durante a crucificação de Jesus quanto ao escurecimento que ocorrerá durante o fim dos tempos. Joel 2:32 se refere a ambos os eventos.
P: Em Joel 2:32, isso soa como uma promessa agradável e reconfortante até que se leia as palavras no final: “entre os sobreviventes”. Por que é tão difícil para uma pessoa ser um “sobrevivente” neste contexto?
R: Apenas cerca de 50 mil judeus retornaram do exílio. Na época de Cristo, apenas uma minoria de judeus aceitou a Cristo. Após o arrebatamento, as pessoas ainda se converterão a Cristo, mas morrerão por causa de sua fé. Apocalipse 6:9 fala daqueles que foram mortos violentamente por causa de sua fé durante a grande tribulação.
P: Em Joel 2:32, como somos chamados não apenas a ser cristãos, mas a ser “sobreviventes”?
R: Espiritualmente falando, independentemente de sofrermos perseguição ou martírio, temos a responsabilidade de perseverar até o fim.
P: Em Joel 3:1-12, quando ocorrerá o julgamento no Vale de Josafá?
R: Isso acontecerá antes do Milênio, ao final da Grande Tribulação de sete anos. Para conhecer a sequência dos eventos, consulte a discussão sobre o livro do Apocalipse. O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento”, pp. 1.319-1.322, apresenta um quadro muito abrangente que harmoniza as passagens bíblicas relacionadas ao fim dos tempos.
P: Em Joel 3:1-12, quais versículos bíblicos são pós-milenistas e quais são pré-milenistas?
R: Cristãos genuínos que são amilenistas acreditam que o milênio está ocorrendo neste exato momento no Céu, e que as descrições antes e depois do milênio se referem aos mesmos eventos. Eles acreditam que uma falha fundamental da visão pré-milenista é diferenciar o que ocorre antes do milênio do que ocorre depois dele.
Uma resposta simples é que todos os eventos questionados pelos amilenistas são pré-milenistas, exceto pelos seguintes eventos pós-milenistas:
Tudo o que está em Apocalipse 20
Julgamento dos anjos malignos - 1 Coríntios 6:3
A ressurreição dos ímpios. Daniel 12:2, João 5:29
Como Apocalipse 20:7-10 se refere a Gog e Magog, alguns acreditam que outras referências a Gog e Magog em Ezequiel 38-39 sejam pós-milenistas. Outros acreditam que sejam pré-milenistas.
P: Em Joel 3:4, qual é a diferença entre o pecado da Filístia e o pecado de Tiro e Sidom?
R: Sidom não era inimiga nem amiga de Israel, mas Tiro havia sido uma aliada próxima na época de Davi e Salomão. De fato, a ímpia rainha Jezabel era de Sidom (1 Reis 16:31). Quando os babilônios destruíram Jerusalém, Tiro e Sidom lucraram com o comércio de tesouros e de escravos israelitas.
Deus puniu ambas as cidades da mesma maneira que Joel profetizou. Os cidadãos de Tiro foram mortos ou reduzidos à escravidão por Alexandre, da Macedônia, em 332 a.C. Ele matou 8.000 pessoas ao tomar a cidade, mais 2.000 posteriormente, e reduziu 30.000 à escravidão. Os cidadãos de Sidom foram posteriormente reduzidos à escravidão pelo selêucida Antíoco III, em 203 a.C.
P: Em Joel 3:6, a menção aos judeus entre as terras gregas indica uma data pós-exílica?
R: Não. Arvid S. Kapelrud menciona que havia um comércio ativo de escravos nos séculos VI e VII a.C. (Joel Studies, p. 154-158). Os gregos micênicos chegaram à Grécia um pouco antes da época de Moisés.
O estudioso do Antigo Testamento Gleason Archer, na obra *Encyclopedia of Bible Difficulties*, p. 296, menciona que moedas gregas do final do século VI foram encontradas na Palestina, pertencentes às emissões de Peristrato, o que seria anterior ao exílio. Após listar inúmeras referências a mercenários gregos em documentos neobabilônicos, ele conclui: “À luz de dados como esses, é nada menos que ingênuo supor que um Joel do final do século IX não pudesse saber nada sobre os gregos, ou imaginar que nenhum comerciante de escravos jamais tenha ido a portos gregos com cativos provenientes de incursões escravocratas no Oriente Próximo.”
Essa menção, de que os habitantes de Tiro, Sidom e os filisteus vendiam judeus aos gregos para que fossem enviados para longe, na verdade aponta para uma data anterior a Alexandre, o Grande. Conforme aponta o livro *When Critics Ask*, p. 301, na época de Alexandre, os gregos já controlavam o Oriente Médio, de modo que não iriam para muito longe. Todo o povo de Tiro foi vendido como escravo por Alexandre, portanto não estavam em posição de vender escravos aos próprios gregos.
Consulte a discussão sobre Joel 1:1 para saber a data.
P: Em Joel 3:4-8, por que os fenícios vendiam judeus como escravos?
R: Eles eram comerciantes e, aparentemente, compravam e revendiam qualquer pessoa como escravo. Joel comenta sobre isso, pois os fenícios de Tiro e os israelitas sempre foram aliados e se ajudavam mutuamente anteriormente. Se você trata seus amigos como se não os conhecesse quando eles passam por dificuldades, então que tipo de amigo você é?
P: Em Joel 3:8, o que sabemos sobre os sabéus?
R: Esse povo vivia na região sudoeste da Península Arábica, que inclui o atual Iêmen. O antigo reino de Sabá ficava nessa região.
O volume 1 da Enciclopédia Britânica (1956), pp. 678-682, apresenta o alfabeto sabéu (himiarita), composto por 28 letras. Ela mostra que há aproximadamente 4 letras semelhantes entre ele e o alfabeto brahmi da Índia, e 5 letras semelhantes entre ele e o alfabeto aramaico. Possui 18 letras semelhantes ao etíope mais antigo e 24 letras semelhantes ao libiano. Possui 21 letras semelhantes ao tamudênico e 12 letras semelhantes ao safahítico do Egito.
P: Em Joel 3:10, por que algumas nações se reunirão para lutar contra Israel?
R: Isso ocorre duas vezes: antes do Milênio (Armagedom) e após o Milênio (Gog e Magog). Como essas batalhas ocorrem antes e depois, alguns cristãos, chamados de amilenistas, acreditam que o milênio de 1.000 anos é simbólico e está ocorrendo no Céu neste exato momento, e que as duas “batalhas” são simplesmente duas descrições da mesma grande batalha.
P: Joel 3:10 parece quase o oposto de Miquéias 4:3. A ordem em Joel 3:10 é algo que Deus deseja que os crentes obedientes façam, ou essa ordem tem outro propósito?
R: Esta não é uma ordem dirigida aos crentes; trata-se, na verdade, de uma proclamação dirigida às nações em Joel 3:9. O objetivo de mobilizar as nações era que elas optassem por ir ao Vale de Jeosafá para serem julgadas por Deus, conforme Joel 3:12-13.
P: Em Joel 3:12, Deus se senta para julgar ou fica de pé para julgar, como diz Isaías 3:13?
P: Como Joel 3:13 se relaciona com Isaías 63:2-4 e Apocalipse 14:14-20?
R: Todas essas passagens se referem ao mesmo evento, exceto que Apocalipse 14:14-20 apresenta mais detalhes. Em Apocalipse 14:14-16, o Filho do Homem [Jesus] colhe os crentes da terra. Em seguida, nos versículos 18-20, os cachos de uvas são colhidos para serem lançados no lagar da ira de Deus. Em Isaías 63:2-4, o manto de Jesus está manchado de sangue por ter pisado no lagar da ira.
A ira de Deus contra a humanidade não vem do nada, nem de alguma nebulosa estelar. Pelo contrário, ela provém da terra ou, mais especificamente, das vidas cheias de pecado que as pessoas levam na terra, simbolizadas pelas uvas. O suco é o produto final dessas vidas pecaminosas, que retornará à terra na forma de ira.
P: Quando ocorre o que está descrito em Joel 3:15?
R: O escurecimento do sol ocorreu na crucificação de Cristo, e tanto o sol quanto a lua ficarão escurecidos durante a tribulação. No entanto, Joel 3:15 refere-se à batalha do Vale de Jeosafá após o Milênio.
P: Em Joel 3:16, como é que o SENHOR ao mesmo tempo “ruge/troceia” de Sião e é um refúgio para o seu povo?
R: Na Terra, um policial ou um fuzileiro naval também pode ser um pai carinhoso. Quanto mais Deus, que é Todo-Poderoso, pode ser carinhoso e, ao mesmo tempo, um protetor.
P: Em Joel 3:19, quais poderiam ser algumas razões pelas quais Deus inflige castigo nesta vida às nações?
R: Quando uma nação ataca outra, Deus pode punir a primeira. No entanto, Joel 3:19 refere-se especificamente ao julgamento de outras nações que atacaram Israel. Edom se tornaria um deserto desolado; tanto o país quanto o povo deixariam de existir.
R: Os eventos descritos em Joel 3 ocorrem no fim dos tempos.
P: Em Joel 3:20-21, quando Deus purificará o sangue de Judá?
R: Isso ocorre no fim dos tempos, quando Judá retornar a Deus. Provavelmente, trata-se do mesmo evento descrito em Zacarias 12:10-13:1.
P: Em Joel 3:21, eu pensava que os sacrifícios do povo serviam para tirar seus pecados. Por que, então, eles não foram perdoados?
R: Hebreus 10:1-4 mostra que os sacrifícios do Antigo Testamento apenas encobriam o pecado, mas não o expiavam nem o removiam. Eles permaneceram em vigor até que Cristo viesse e expiasse os pecados. Os pecados das pessoas só foram verdadeiramente perdoados quando Cristo morreu na cruz.
P: Em Joel 3:21, como podemos compartilhar uma mensagem urgente, mas negativa, em uma sociedade que valoriza o pensamento positivo?
R: Três coisas podem acontecer: eles não ouvirão porque não acham que seja importante; não ouvirão porque acham que você está sendo radical e, mais uma vez, que não é tão importante quanto você diz; e não ouvirão porque você está desanimado e nem sequer lhes conta a mensagem. Mas precisamos compartilhar, e mesmo que a maioria das pessoas não ouça, algumas ainda assim ouvirão. Não é culpa sua se elas optarem por não ouvir, a menos que você tenha a oportunidade de lhes dizer e não o faça.
Em uma sociedade ocidental que valoriza a “positividade” e não quer aceitar advertências, correções ou repreensões, você pode tentar apresentar as coisas de maneira positiva, mas isso tem seus limites. É difícil ser fiel ao evangelho e compartilhar como as pessoas estão perdidas, pecadoras, afastadas de Deus e destinadas ao inferno e, posteriormente, ao Lago de Fogo, a menos que se arrependam e peçam a Deus para transformar suas vidas fracassadas. Assim como devemos “dizer não às drogas”, você precisa dizer a um ente querido que está usando drogas que ele precisa de ajuda e precisa mudar de vida; as pessoas precisam ouvir que precisam de Deus e que precisam Dele para mudar de vida.
Como fazemos com que a mensagem chegue até elas? Em primeiro lugar, ore, não tanto por si mesmo ou pela transmissão da sua mensagem, mas por elas e para que recebam a mensagem. Esteja sempre atento a um momento oportuno, de preferência sem interrupções, em que elas possam estar receptivas. Talvez comece por um ponto em comum, algo em que você e elas concordem. Estêvão tentou isso (embora sem sucesso) em Atos 7:1-50; Paulo fez o mesmo em Atos 17:22-27, Atos 23:6 e Atos 24:10-15. Esteja disposto a compartilhar seu testemunho, como Paulo fez em Atos 22:3-21. Compartilhe a mensagem do evangelho, mas não se esqueça de compartilhar também a urgência dessa mensagem.
Mesmo que você faça tudo isso, ainda assim não será necessariamente fácil, não é mesmo? Você acha que consegue compartilhar tão bem quanto Jesus, Paulo e os outros apóstolos? Provavelmente não. Mas, aos ouvidos de algumas pessoas, nem mesmo as palavras de Jesus, Paulo e dos outros foram suficientes para elas. Porém, perceba que recebemos a ordem de realizar uma tarefa que, desde o início, será infrutífera para muitos, a fim de que alguns dos que ouvirem sejam salvos.
P: Em Joel, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) Há uma cópia de Joel entre os manuscritos do Mar Morto, denominada 4Q78 (=4QXIIc), contendo Joel 1:10-20; 2:1,8-23; 4:6-21, além de outros profetas menores.
Nahal Hever é uma caverna próxima a En-Gedi, que contém um fragmento dos profetas menores em grego (8 Hev XIIgr), com Joel 1:12-14; 2:2-13; 3:4-9, 11-14, 17, 19-20 (o mesmo que o capítulo 4 em algumas Bíblias). Foi escrito entre 50 a.C. e 50 d.C. Foi escondido durante a revolta de Bar Kokhba contra Roma. Trata-se de uma revisão da Septuaginta, realizada na Judéia, e quase idêntica ao texto massorético.
O pergaminho de Wadi Murabb’at dos Profetas Menores (Mur XII) data de cerca de 132 d.C. Ele contém Joel 2:20,26-27; 3:1-5; 4:1-16, além de outros profetas menores. O texto segue a tradição do texto massorético.
De modo geral, os Manuscritos do Mar Morto, Nahal Hever e Wadi Murabb’at preservaram os seguintes versículos dos três capítulos de Joel: 1:10-20; 1:12-14; 2:1, 8-23; 2-13; 20, 26-27; 2:28-32 (= 3:1-5); 3:1-16; 3:4-9, 11-14, 17, 19-20; 3:6-21 (= capítulo 4 no texto massorético). Consulte *O Significado dos Manuscritos do Mar Morto* para obter mais detalhes.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Joel. Dois deles são o Vaticanus (325-250 d.C.) e o Alexandrinus (c. 450 d.C.), nos quais os livros dos doze profetas menores foram colocados antes de Isaías. Joel está completo tanto no Vaticanus quanto no Alexandrinus.
O Sinaítico (340-350 d.C.) contém o livro de Joel na íntegra, 1:1-4:21.
P: Quais escritores antigos fizeram referência a Joel?
R: Os autores pré-nicenos que fizeram referência ou alusão a versículos do livro de Joel são:
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) cita Joel 2,28 e seguintes em *Diálogo com Trifão, o Judeu*, cap. 88, p. 243.
Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) (implícitamente) menciona o “Antigo Testamento” e enumera os livros. Ele não lista os doze profetas menores individualmente, mas se refere a eles como “Os Doze”. Fragmento 4 do *Livro dos Extratos*, vol. 8, p. 759
Teófilo de Antioquia (168-181/188 d.C.) cita Joel 2,16 como sendo de Joel. “Teófilo a Autólico”, livro 3, cap. 12, p. 115
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Joel 2,28 como “do profeta” no contexto de Atos 2,22-27. Irineu, Contra as Heresias, livro 3, cap. 12.2, p. 430
Clemente de Alexandria cita Joel 2:28 como sendo do profeta Joel. *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 5, cap. 13, p. 465
Tertuliano (198-220 d.C.) cita Joel 2:15 como sendo de Joel. Sobre o Jejum, cap. 16, p. 113.
Tertuliano (198-220 d.C.) “Ele prossegue então proclamando, contra este mundo e esta dispensação (assim como Joel havia feito, e Daniel, e todos os profetas em uníssono), que ‘haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; angústia das nações, perplexas; o mar e as ondas rugindo; os corações dos homens desfalecendo de medo e pela expectativa das coisas que estão por vir sobre a terra’.” Sobre a Ressurreição da Carne, cap. 22, p. 560-561
Orígenes (225-254 d.C.) cita Joel 2,28 como sendo do profeta Joel em *De Principiis*, livro 2, cap. 7, p. 285. Ele também cita Joel 2,28 em seu *Comentário sobre Mateus*, cap. 18, p. 426
Novatiano (250/254-256/7 d.C.) cita Joel 2,28 como sendo do profeta Joel. Tratado sobre a Trindade, cap. 29, p. 640
Tratado contra Novaciano (c. 248-258 d.C.)
Cipriano de Cartago (248-258 d.C.) cita Joel 2:12,13 como sendo do profeta Joel. Cartas de Cipriano, Carta 51, cap. 22, p. 333
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) cita Joel 2:21-23 como sendo do profeta Joel. O Banquete das Dez Virgens, Discurso 10, p. 350
Após Nicéia
Afraate, o Sírio (337-345 d.C.) — Demonstrações Selecionadas
Atanásio de Alexandria (367 d.C.) (Implícito, pois menciona os doze profetas) “Existem, portanto, no Antigo Testamento, vinte e dois livros no total; … depois, os Profetas, sendo os doze considerados como um único livro….” Atanásio, Carta de Páscoa 39, cap. 4, p. 552.
Efraim, o Sírio (350-378 d.C.)
Basílio da Capadócia (357-378 d.C.)
Cirilo de Alexandria (444 d.C.)
Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) menciona os livros dos Profetas, tanto os dos Doze quanto os demais. Miquéias 3,8, conforme em Miquéias; Joel 2,28, conforme em Joel; Ageu 2,4, conforme em Ageu; Zacarias 1,6, conforme em Zacarias. Palestras Catequéticas, Palestra 16.29, p. 122
Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)
Gregório de Nanzianzo (330-391 d.C.)
Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) refere-se a “Joel, o profeta” na carta 3, cap. 16.2, p. 58
Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.)
Dídimo, o Cego (398 d.C.) cita Joel 2,15-17 como sendo de autoria de Joel. Comentário sobre Zacarias 12, p. 305
O Livro dos Degraus em siríaco (=Liber Graduum) (350-400 d.C.) faz alusão a Joel 2:28 (e Atos 2:17). Prefácio dos editores siríacos, p. 4
Rufino (374-406 d.C.)
João Crisóstomo (-407 d.C.) menciona Joel 2:16 como sendo de Joel no vol. 9, “Sobre as Estátuas”, Homilia 3.9, p. 358
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
O pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) escreveu um comentário completo sobre o Livro de Joel.
Agostinho de Hipona (388 - 28 de agosto de 430 d.C.) menciona Amós, Miquéias, Oséias e Joel em *A Cidade de Deus*, livro 18, cap. 27, p. 375
João Cassiano (pai do semipelagianismo) (419-430 d.C.)
Teodoreto de Ciro (423-458 d.C.)
P: Em Joel, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: De acordo com o *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 7, p. 235: “As versões da LXX [Septuaginta], da Peshitta e da Vulgata Latina divergem apenas ligeiramente do texto massorético [texto massorético] e entre si. Uma porção de Joel recentemente encontrada em Wadi Murabba’at… segue a tradição do texto massorético.” A Septuaginta, no entanto, apresenta pequenas adições em 1:5, 8, 18; 2:12; e 3:1. Ela também divide o livro em três capítulos, enquanto o texto massorético o divide em quatro. Aqui estão as diferenças entre, em primeiro lugar, o texto massorético e as partes da Septuaginta do livro de Joel, com foco principalmente em Joel 1:1-2:18.
Joel 1:1 “Pethuel” vs. “Bethuel” (Septuaginta)
Joel 1:10 “destruído” vs. “murchou” (Septuaginta) vs. “confuso” (latim e 1:11)
Joel 1:2 “filhos” vs. “crianças”
Joel 1:5 “todos os bebedores de vinho” vs. “todos vocês (plural) que bebem vinho até a embriaguez”
Joel 1:5 “sobre o mosto; pois ele foi tirado de vossa boca” vs. “pois a alegria e o regozijo foram retirados de vossa boca”
Joel 1:7 “leoa” vs. “filhote”
Joel 1:7 “figueira” vs. “figueiras”
Joel 1:7 “destruiu minhas figueiras” vs. “quebrou minhas figueiras”
Joel 1:7 “despojou minha videira” vs. “vasculhou minha videira”
Joel 1:8 “lamentem como uma virgem” vs. “lamentem mais do que uma virgem”
Joel 1:9 “foram exterminados” vs. “são removidos”
Joel 1:9 “Os sacerdotes… lamentem” vs. “Lamentem, ó sacerdotes”
Joel 1:10 “a oliveira murcha” vs. “o azeite é escasso”
Joel 1:11 “Envergonhem-se, agricultores; uivem, viticultores” vs. “os agricultores estão consumidos”
Joel 1:11 “do campo” vs. “do campo”
Joel 1:12 “figueira” vs. “figueiras”
Joel 1:12 “porque a alegria se esvaiu dos filhos dos homens” vs. “porque os filhos dos homens aboliram a alegria”
Joel 1:13 “passem a noite em saco” vs. “durmam em saco”
Joel 1:15 “Ai” vs. “Ai, ai, ai”
Joel 1:15 “destruição vinda do Todo-Poderoso” vs. “aflição sobre aflição”
Joel 1:16 “Não foi o alimento cortado?” vs. “Sua comida foi destruída”
Joel 1:17 “A semente murcha sob os torrões; os silos estão devastados; os celeiros estão destruídos” vs. “As novilhas se assustaram em seus cochos, os tesouros foram aniquilados, os lagares estão destruídos”
Joel 1:18 “Como gemem os animais! Os rebanhos estão angustiados” vs. “O que acumularemos para nós mesmos? Os rebanhos de gado lamentaram-se”
Joel 1:18 “sofrem castigo” vs. “são devastados” (Septuaginta, Vulgata)
Joel 2:2 “escuridão densa” vs. “névoa”
Joel 2:2 “povo” vs. “o povo se espalhará pelas montanhas como a aurora”
Joel 2:3 “paraíso do Éden” vs. “paraíso de deleite”
Joel 2:4 “correr” vs. “perseguir”
Joel 2:6 “todos os rostos absorvem calor” vs. “cada rosto será como a escuridão de um caldeirão” (Septuaginta, Targum, Vulgata)
Joel 2:8 [ausente] vs. a Septuaginta diz: “e ninguém se afastará de seu irmão; eles seguirão em frente sobrecarregados com suas armas”
Joel 2:11 “aterrorizante/assustador” em comparação com “glorioso”
Joel 2:11 “suportá-lo” em comparação com “resistir a ele”
Joel 2:15 “reúnam as crianças, reúnam os bebês” em comparação com “reúnam os bebês”
Joel 2:17 “para servir de provérbio entre as nações” vs. “para que os pagãos governem sobre eles”
Joel 2:18 “terá ciúmes… e terá piedade do seu povo” vs. “tinha ciúmes… poupou o seu povo”
Bibliografia para esta questão: a tradução do hebraico é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.