R: Jonas também é mencionado em 2 Reis 14:25. Jonas era natural de Gate-Hefer, que, na verdade, ficava muito próximo de Nazaré, na Galiléia. Houve um período de dois anos em que os assírios não entraram em guerra (por volta de 758-757 a.C.), e presume-se que Jonas tenha surgido nessa época. 2 Reis 14:25 situa Jonas por volta dessa época, na época do reinado dos reis assírios Assur-dan III (cerca de 772-754 a.C.) e Assur-nirari V (cerca de 754-746 a.C.).
R: Jonas ensina pelo menos três lições simultaneamente. De forma muito simples, elas são:
1. Deus deseja obediência total, não obediência parcial. Ninguém, nem mesmo um verdadeiro profeta, está isento de continuar a perseverar na obediência.
2. É possível fugir de Deus, mas não é possível se esconder. A vontade de Deus nunca é frustrada.
3. Deus ama os perdidos, mesmo as pessoas ímpias. Nós também devemos amá-los.
P: Quais são as diferentes maneiras de se ler o livro de Jonas?
R: O Livro de Jonas é um livro fascinante que pode ser lido em seis níveis diferentes. Jonas mostra que nunca se é maduro demais para deixar de zelar pela própria fé. Aqui estão os diferentes níveis de leitura de Jonas.
1) Uma história do poder de Deus que até mesmo qualquer criança pode compreender
2) Os chamados “estudiosos” liberais consideravam-no simplesmente uma história absurda, uma narrativa que já havia perdido todo o sentido.
3) Mas há evidências históricas de que os assírios, um povo cruel e belicoso, misteriosamente desistiram da guerra, pelo menos por alguns anos, entre 758 e 757 a.C.
4) Em Jonas, há indícios da redenção de Cristo, bem como da morte e ressurreição de Jesus.
5) Pode-se interpretá-lo como uma mensagem de que é possível fugir de Deus, mas não é possível se esconder.
6) Mas podemos ler o Livro de Jonas como nossa própria história, sobre o que temos sido, em maior ou menor grau, e o que poderíamos vir a ser, se não tomarmos cuidado.
7) Por fim, sugiro que Jonas é um livro no qual podemos aprender sobre “saídas”. Se estivermos em um caminho semelhante ao de Jonas — seja de desobediência, seja de obediência parcial —, podemos observar e aprender com Jonas como sair desse caminho errado e entrar em um caminho de obediência sincera.
John Hannah disse: “A vida de Jonas foi uma série de surpresas desconexas e frustrações. Ele foge de Deus e fica preso. Ele aceita a inevitabilidade da morte e é salvo. Recebe uma segunda chance e alcança um sucesso embaraçoso. Ao final do livro, ele é levado a refletir sobre sua própria falta de compaixão e sobre a profundidade da compaixão de Deus.”
R: Jonas é um livro fascinante com pelo menos três temas principais que se entrelaçam.
A compaixão de Deus por todos: Deus não amava apenas os judeus. Ele amava os gentios e até mesmo os ímpios.
Obediência: Jonas foi desobediente apenas em um aspecto, mas Deus deseja obediência total. Se o senhor acha que desobedecer a Deus vale a pena, certifique-se de que conseguirá suportar as consequências.
Nosso amor: Não devemos buscar apenas o conhecimento de Deus e a santidade de Deus, mas também o coração de Deus. Nossas vidas devem ser caracterizadas, em primeiro lugar, pelo nosso amor a Deus e, em seguida, pelo nosso amor aos outros, mesmo a pessoas tão ímpias quanto os ninivitas.
P: Em Jonas, quais são as semelhanças com os Salmos?
R: Aparentemente, Jonas conhecia bem os Salmos. Aqui estão as semelhanças.
| Jonas | Salmos | |
|---|---|---|
| Jonas 2:2a | Salmo 3:4; 120:1 | |
| Jonas 2:2b | Salmo 18:4-5; 30:3 | |
| Jonas 2:3a | Salmo 88:6-7 | |
| Jonas 2:3b | Salmo 42:7 | |
| Jonas 2:4a | Salmo 31:22 | |
| Jonas 2:4b | Salmo 5:7 | |
| Jonas 2:5a | Salmo 69:1-2 | |
| Jonas 2:6b | Salmo 49:15; 56:13; 103:4 | |
| Jonas 2:7a | Salmo 107:5; 142:3 | |
| Jonas 2:8a | Salmo 31:6a | “apegam-se a ídolos sem valor” |
| Jonas 2:9a | Salmo 50:14; 69:30; 107:22 | |
| Jonas 2:9c | Salmo 3:8; 37:39 |
P: Em Jonas 1, este livro é ficcional devido aos seus elementos de fantasia?
R: Não. Asimov não listou nenhum elemento de fantasia, por isso é difícil responder a uma objeção tão vaga. Aqui estão os possíveis pontos que Asimov poderia ter levantado, juntamente com as respostas.
Engolido por um grande peixe: Embora pudesse ter sido um peixe criado milagrosamente, não há motivo para exigir que seja assim. Houve vários outros casos de homens que foram engolidos por um grande peixe (chamado de peixe-judeu), vomitados de volta e que sobreviveram para contar a história. Consulte a discussão sobre Jonas 1:17 para obter mais informações a respeito.
Viajando para Társis: Társis (Tartessus), na Espanha, foi fundada pelos fenícios por volta do século IX ou X a.C., portanto, não há problema em tentar viajar para Társis, já que ela já existia há um ou dois séculos antes de Jonas.
Grande tempestade: A parte oriental do Mar Mediterrâneo costuma sofrer tempestades violentas e repentinas. Outra tempestade sobre a qual você pode ler está documentada em Atos 27:13-38.
A existência de Nínive: De acordo com arqueólogos, Nínive já existia por volta de 5.000 a.C. Nínive foi mencionada em tabuinhas cuneiformes do rei Gudea (cerca de 2.200 a.C.) e de Hamurabi (c. 1.700 a.C.). Portanto, é de se esperar que Nínive já fosse suficientemente proeminente nos tempos antigos para ser mencionada em Gênesis 10:11.
O tamanho de Nínive: Nínive já era uma grande cidade antes da época de Jonas, portanto, não há problema algum aqui. Calá era uma cidade com menos da metade do tamanho de Nínive e contava com 69.574 habitantes em 879 a.C.
O rei em Nínive: Nínive não era a capital da Assíria até o reinado do rei Senaqueribe (705-681 a.C.), que ocorreu logo após a época de Jonas. No entanto, Assurbanipal II (884/883-859 a.C.) e Salmanasar III (859-824 a.C.) estavam entre os reis que passaram parte do tempo em Nínive. Nínive foi uma das residências reais a partir de 1100 a.C.
Rei de Nínive versus Assíria: O império era chamado de Assíria, não de Nínive, mas não era incomum referir-se ao rei de uma nação como o rei do lugar onde ele residia. Por exemplo, Acabe é chamado de rei de Samaria (e não de Israel) em 1 Reis 21:2; Acazias também é chamado de rei de Samaria (e não de Israel) em 2 Reis 1:2; e Ben-Hadade é chamado de rei de Damasco (e não de Aram/Síria) em 1 Reis 15:18 e 2 Crônicas 16:2.
A planta de cabaça de crescimento rápido: É verdade que essa provavelmente era uma planta milagrosa. A planta que cresce mais rapidamente é, naturalmente, o bambu, que pode crescer até 91 cm (36 polegadas) por dia.
O vento do leste: Não há nada de fantástico em um vento do leste descendo das montanhas.
Conforme Walter Kaiser resume em *Hard Sayings of the Bible*, pp. 332-333: “Assim, as objeções ao livro se resumem a isto: ele contém milagres demais!”
P: Em Jonas 1:2, por que exatamente Deus disse que queria que Jonas pregasse contra isso? Quais você acha que são as duas razões por trás desse motivo?
R: A Bíblia afirma que foi porque a maldade daquela cidade chegou aos ouvidos de Deus. Há três maneiras de interpretar essa observação.
1) Alguns poderiam ouvir a pregação de Jonas, arrepender-se e continuar a seguir a Deus depois disso.
2) Outros ninivitas ouviriam claramente que Deus estava descontente com sua maldade e teriam mais motivos para o julgamento, pois haviam sido advertidos.
3) Outros povos, que não fossem assírios, ouviriam e veriam que a destruição dos assírios — praticamente invencíveis — era obra de Deus.
Em geral, quando Deus adverte as pessoas ou uma pessoa, isso é algo bom se a pessoa se arrepender. Mas isso é uma calamidade para essa pessoa se ela ouvir a advertência e desobedecer a ela. Consulte Jeremias 42, especialmente 42:19-22, para saber mais sobre esse conceito.
R: Existem três cidades chamadas Társis, o que oferece três possibilidades.
Improvável: Társis (Társo), na Ásia Menor: tratava-se de uma cidade portuária de médio porte, a cerca de dez milhas (16 quilômetros) do Mar Mediterrâneo. Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo veio daqui. Não faria sentido Jonas viajar para o sul para pegar um barco com destino a essa cidade no interior, quando ele poderia simplesmente ter caminhado até lá.
A hipótese mais provável: Társis (Tartessus), na Espanha: esta é a localização mais provável. Társis, mencionada em Heródoto 4:152, situava-se provavelmente a oeste de Gibraltar, na atual Espanha ou Portugal. Era a cidade civilizada mais a oeste da época, exceto pela civilização olmeca no México. Társis foi fundada pelos fenícios no século IX ou X a.C. Era para essa Társis que Jonas estava fugindo. O ouro, a prata e o cobre extraídos ali fazem desta uma das regiões mineradoras mais ricas do Mediterrâneo atualmente. Esse seria o ponto mais distante de Nínive que Jonas poderia razoavelmente alcançar.
Improvável: Társis na Sardenha: A palavra fenícia “Társis” deriva da palavra acádia que significa “derreter” ou “ser fundido”. No século IX, os fenícios conquistaram uma cidade metalúrgica na Sardenha, à qual também deram o nome de Társis. Sabemos disso graças à inscrição na pedra de Nora. No entanto, além do nome, não há outra razão para associar essa cidade a Jonas. Ela não era tão famosa quanto a Társis na Espanha, embora essa provavelmente tenha sido a Társis que forneceu prata ao rei Salomão em épocas posteriores.
P: Em Jo 1,1-3, nunca se diz que Jonas tenha dito “não” a Deus com palavras. Como uma pessoa pode ser rebelde em suas ações sem usar palavras?
R: Uma pessoa não precisa dizer nada; ela pode simplesmente realizar ações contrárias à vontade de Deus e continuar a fazê-las. Seja a rebeldia expressa em voz alta ou silenciosa, continua sendo rebeldia.
P: Em Jonas 1:3, Jonas encontrou uma “porta aberta” na forma de um navio no qual poderia embarcar. Mas quem proporcionou essa porta aberta? Quando nos deparamos com uma porta aberta, como sabemos se foi Deus ou Satanás quem a proporcionou?
R: Assim como Satanás ofereceu a Jesus uma “porta aberta” para um caminho mais fácil de se tornar governante do mundo, Satanás pode nos proporcionar portas abertas para que tentemos escapar da obediência a Deus. Quando o senhor vir uma porta aberta, não a atravesse necessariamente. Primeiro, consulte as Escrituras e, em seguida, pergunte a Deus se é isso que Ele deseja que o senhor faça.
P: Em Jonas 1:3, por que Jonas tentou fugir de Deus?
R: As Escrituras não dizem, mas podemos especular. Jonas acreditava em Deus, queria adorá-Lo e servi-Lo e, sem dúvida, queria obedecer a Deus em geral. No entanto, Jonas não queria obedecer a Deus nessa questão específica; Jonas nos dá uma pista sobre seu motivo em Jonas 4:2.
Jonas não duvidava do poder, do conhecimento ou do amor de Deus. Em vez disso, Jonas não amava os cruéis assírios, e Deus os amava. Jonas não gostava dessa característica de Deus: o fato de Deus ainda amar os cruéis e ímpios. Curiosamente, não se pode desculpar Jonas dizendo que ele não tinha todos os fatos ou que não sabia o suficiente sobre Deus.
Em vez disso, Jonas escolheu odiar a crueldade dos assírios e, conscientemente, ignorou o fato de que Deus os amava. Hoje, se há algo em Deus de que o senhor não gosta, é aceitável ser honesto sobre sua limitação. No entanto, lembre-se de que é o senhor quem precisa mudar, e todos os que vivem no Céu serão transformados; não há sentido em fugir de sua santificação definitiva.
P: Em Jonas 1:3,10, por que Jonas desceu até Jope (próxima às atuais Jafneh e Tel Aviv)? Por que ele não se importaria em manter o motivo em segredo?
R: Embora houvesse muitos portos fenícios no atual Líbano e na costa da Síria, quase não havia nenhum local adequado para um jovem de Jope que vivesse no porto, até que os romanos construíram uma parte artificial em Cesareia, séculos mais tarde. Jonas não precisaria viajar até Jope por via terrestre, mas aquele era o porto mais próximo para uma viagem marítima.
P: Em Jonas 1:3-10, Jonas provavelmente imaginou que, se fosse longe o suficiente na direção oposta, seria mais eficiente para Deus usar outra pessoa, em vez dele. Será que nós pensamos assim alguma vez?
R: É muito fácil pensar que Deus tem as mesmas limitações e formas de agir que nós. Mas Isaías 55:8-11 diz que os pensamentos e os caminhos de Deus não são como os nossos. Sua palavra cumprirá o que Ele propôs.
P: Em Jonas 1:3-10, pouquíssimas pessoas nos tempos do Antigo Testamento possuíam o Espírito de Deus a ponto de poderem profetizar; mas, visto que Jonas o possuía, como é que até mesmo ele pôde ser desobediente e virar as costas para Deus?
R: Basta perguntar a Balaão. Se Deus lhe concede um dom especial, seja ele qual for, sua obrigação de obedecer aos mandamentos de Deus não é menor. Sua necessidade de vigilância, de examinar a si mesmo para verificar se ainda está caminhando no Senhor, não foi eliminada para você, assim como não foi eliminada para Paulo e seus leitores iniciais em 2 Coríntios 13:5-6.
P: Em Jonas 1:3-10, será que hoje, às vezes, consideramos a vontade de Deus para nós como um bufê com muitos pratos, e escolhemos aqueles que mais nos agradam?
R: Um bufê é um banquete com mais opções de comida do que uma pessoa consegue comer. Assim, a pessoa pega um pouco do que prefere e nada do que não gosta. Se deseja mais sobremesa, mais carne, mais da sua fruta favorita, a escolha é toda sua. Mas servir a Deus de maneira eficaz é mais parecido com estar no exército, onde se come tudo o que lhe é servido.
Às vezes, as pessoas querem servir a Deus “à sua maneira especial”. Por que não servir a Deus da maneira Dele? Ora, a maneira de servir a Deus não é idêntica para todos, pois temos dons espirituais diferentes. Mas o que é comum a todos ao servir da maneira de Deus é a obediência ao que Ele deseja, e não ao que nós desejamos. Às vezes, desejamos exercer ministérios piedosos, mas nossas prioridades na vida não são as prioridades de Deus. Ore para que Deus lhe mostre Suas prioridades para a sua vida e comprometa-se a seguir as prioridades de Deus em vez das suas próprias.
P: Em Jonas 1:4-7, visto que Deus não quer que sigamos a superstição da sorte, por que o sorteio funcionou para os marinheiros? Em geral, o sorteio é algo bom de se fazer?
R: O sorteio não é necessariamente uma boa forma de obter informações. Em geral, quando os não crentes realizam alguma ação mencionada na Bíblia, mesmo quando Deus abençoa seus esforços [possivelmente] equivocados, isso não significa que os crentes devam fazer o mesmo.
Na Bíblia, os crentes também lançam sortes às vezes. Por exemplo, os apóstolos lançaram sortes, e isso foi registrado, sem endosso nem crítica, em Atos 1:24-26.
P: Em Jonas 1:5, qual era o objetivo principal da viagem? Por que eles jogariam a carga ao mar?
R: Os grandes navios podiam transportar alguns passageiros, mas o objetivo principal do movimentado comércio marítimo do Mediterrâneo era a carga. Ao jogarem ao mar as mercadorias que seriam vendidas no destino, eles estavam descartando o próprio motivo da viagem. Financeiramente, isso seria desastroso para o proprietário. Jogar a carga ao mar aliviaria o peso do navio, o que o faria flutuar mais alto na água, proporcionando-lhes maior margem de segurança caso o barco começasse a encher de água. Isso também reduziria ligeiramente a chance de ele ser atingido por rochas submersas.
R: Aparentemente, Jonas não estava muito preocupado em estar fora da vontade de Deus. Jonas estava dormindo profundamente em pelo menos três sentidos.
Fisicamente: Ou Jonas estava fisicamente exausto a ponto de dormir durante essa forte tempestade, ou Deus lhe concedeu um sono profundo para que descansasse, pois esse seria o sono mais confortável que ele teria por um bom tempo.
Espiritualmente: Jonas era um crente cuja vontade se encontrava em aberta rebelião contra Deus. Efésios 5:14 também fala sobre a importância de os crentes não estarem adormecidos espiritualmente.
Inteligência: Se Deus lhe ordena diretamente que faça algo, qualquer filho que segue a Deus sabe que Ele é capaz de impedi-lo caso desobedeça. Talvez Jonas pensasse que Deus simplesmente o ignoraria se ele “saísse do alcance” de Nínive.
P: Em Jonas 1:6, o capitão era hostil ao Deus Verdadeiro? Visto que o capitão aparentemente não acreditava no Único Deus Verdadeiro, por que ele quereria que Jonas orasse ao seu Deus? Será que algumas pessoas hoje em dia têm essa atitude?
R: As crenças de muitas pessoas são “ecléticas”. O capitão achou que isso não faria mal e que poderia até ajudar. Algumas pessoas não rejeitam Deus de forma categórica, mas simplesmente desejam acrescentar o único Deus Verdadeiro ao lado de suas outras divindades. Muitos dos primeiros cristãos foram mortos, não por adorarem a Deus, mas por se recusarem a adorar qualquer outra entidade além de Deus.
P: Em Jonas 1:7, em que isso se assemelha aos magos em Mateus 2:1-3?
R: Deus pode usar qualquer meio para que os não crentes obtenham informações. Por exemplo, o fato de os Magos terem seguido a estrela não significa que os cristãos devam olhar para as estrelas para encontrar o Messias.
Deus nunca disse que Se limitava a usar apenas meios bons para atrair as pessoas a Si. Às vezes, Deus usa meios verdadeiramente perversos, como o exército babilônico (Habacuque 1:6, 13). Deus pode usar doenças, pessoas más e até mesmo pecados não intencionais (como no caso dos Magos) para atrair as pessoas a Si.
O mais estranho de tudo é que Deus já utilizou o pecado deliberado e intencional de crentes para resgatar esses mesmos crentes. Você pode ler tudo sobre isso na narrativa de José e seus irmãos, em Gênesis 37 e 50, e especialmente em Gênesis 50:20. Na verdade, Deus pode fazer com que todas as coisas contribuam para o bem (Romanos 8:28) e para os Seus propósitos (Efésios 1:11)
Em conclusão, assim como o fato de Deus ter usado o sequestro de José para os Seus propósitos não justifica o sequestro, o fato de Deus usar a astrologia para os Seus propósitos não justifica a astrologia.
P: Em Jonas 1:8, o que significa “o que você faz”?
R: Pode significar “qual é a sua profissão” ou “o que você está fazendo (neste navio)”.
P: Em Jonas 1:8-10, por que eles teriam medo quando Jonas disse que adorava Aquele que criou o mar e a terra? Afinal, eles não adoravam o Único Deus Verdadeiro.
R: Eles não acreditavam no Único Deus Verdadeiro, mas, aparentemente, também não O descartavam. Os pagãos tendiam a aceitar novas divindades, e se houvesse a afirmação de que Ele criou o mar, então esse Deus seria alguém a ser levado em conta nessas circunstâncias. Algumas pessoas são assim hoje em dia. Elas não aceitam o Único Deus Verdadeiro, mas também não O descartam. Gostam de ficar em cima do muro.
P: Em Jonas 1:11-15, os homens agiram corretamente ao jogar Jonas ao mar, para o que parecia ser uma morte certa?
R: Normalmente, não. Mas eles estavam desesperados e, quando Jonas lhes disse para fazê-lo, fizeram o que sentiram que precisavam fazer. Pode parecer severo que Deus os tenha forçado a jogar Jonas ao mar, para o que parecia ser uma morte certa, mas Deus usou isso para levar vida a muitos gentios.
P: Em Jonas 1:16, os marinheiros se tornaram crentes no Deus verdadeiro?
R: As Escrituras não dizem explicitamente. Ou:
a) eles se converteram e passaram a adorar apenas o Deus verdadeiro,
b) passaram simplesmente a respeitar profundamente o Deus verdadeiro, oferecendo sacrifícios a Ele, além de continuarem a oferecer sacrifícios aos seus ídolos.
P: Em Jonas 1:16, como os marinheiros puderam ser levados a reverenciar o Deus verdadeiro por meio da desobediência de Jonas?
R: Deus, às vezes, opera maravilhas de maneiras estranhas, não é verdade? Deus não apenas pode usar coisas boas para produzir resultados bons, mas Romanos 8:28 afirma que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que crêem. Efésios 1:11 chega a afirmar que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem, de acordo com o conselho da Sua vontade. Mesmo as coisas que Deus não desejou, Ele ainda é poderoso o suficiente para fazer com que contribuam para o Seu plano.
P: Em Jonas 1:16-17, o que acontece quando um homem piedoso, ou uma nação piedosa, não quer mais fazer o que Deus deseja?
R: Isso pode variar. Deus pode optar por agir, para mostrar à pessoa o quanto seu trabalho é importante para o Senhor. Ou Deus pode tomar medidas desagradáveis e repreender a pessoa para que ela volte para Ele. Ou Deus pode desistir dela e não mais utilizá-la, como uma ferramenta inútil. Ou Deus pode fazer tudo isso, em sequência, dependendo da nossa resposta.
P: Em Jonas 1:17-2:1, por que o senhor acha que Deus nem sempre faz o que não é eficiente?
R: Deus não precisa se apressar; Ele tem todo o tempo do mundo. Deus não precisa acumular poder; Ele já é todo-poderoso. Deus não precisa obter mais informações; Ele já sabe tudo. Deus está interessado no processo, e não apenas no resultado final.
P: Em Jonas 1:17-2:1, o grande peixe foi a resposta à oração de Jonas?
R: Não, porque Jonas já estava dentro do peixe quando começou a orar, de acordo com Jonas 2:1.
P: Em Jonas 1:17 e Mateus 12:40, como poderia tratar-se de uma baleia, uma vez que apenas as baleias-espermacetas têm gargantas grandes o suficiente para engolir um homem inteiro, e as baleias-espermacetas não vivem no Mar Mediterrâneo?
R: Há quatro possibilidades.
1. Os “Jewfish” são várias espécies de robalos de grande porte. De acordo com a Enciclopédia Britânica, vol. 12, 1972, p. 1040, muitos deles atingem de 500 a 700 libras e de 7 a 12 pés de comprimento.
2. Os tubarões-baleia (Rhineodon typicus) já engoliram homens que foram posteriormente encontrados vivos em seus estômagos.
3. Os cachalotes podem engolir objetos grandes inteiros. Um deles chegou a engolir um tubarão de 15 pés. Isso foi documentado por Frank T. Bullen, na obra *Cruise of the Cachalot Round the World after Sperm Whales* (1898).
Em 1771, Marshall Jenkins foi engolido por um cachalote. James Bartley também foi engolido por um cachalote em 1891. A edição de outubro de 1928 da *Princeton Theological Review* mostra que alguns detalhes da história de Bartley são imprecisos, mas que a evidência de imprecisão em alguns detalhes não a refuta. Consulte *Bible Difficulties and Seeming Contradictions*, p. 95, para mais informações sobre esses dois casos.
Embora os cachalotes normalmente não sejam encontrados no Mediterrâneo, eles podem nadar grandes distâncias, e Deus poderia ter feito com que um deles nadasse até o Mediterrâneo. A rejeição de Asimov à presença de um cachalote no Mediterrâneo pressupõe que não existe um Deus que faça com que os eventos ocorram.
4. Tratava-se de um peixe único, especialmente preparado por Deus para esse fim. No entanto, talvez isso não fosse necessário, pois existem outros três tipos de peixes que não apenas são teoricamente capazes de engolir um homem vivo, mas que, de fato, já o fizeram.
Existem outros relatos de homens engolidos vivos por peixes gigantes e que sobreviveram para contar a história. Um deles foi um marinheiro na costa da Nova Inglaterra no século XIX. Um caso mais recente foi publicado no *The Dallas Morning News* na década de 1970, no Golfo do México.
P: Em Jonas 2, de que forma a experiência de Jonas poderia ser semelhante à de Paulo ao entregar um irmão imoral a Satanás, conforme 1 Coríntios 5:4-5?
R: Paulo entregou um irmão imoral a Satanás como instrumento de disciplina. Satanás pode ser considerado, neste contexto, como o servo relutante do Deus Altíssimo. Isso seria desagradável para o irmão imoral, mas poderia abalá-lo a ponto de levá-lo a se arrepender.
Estar sob a disciplina de Deus pode ser como ir pescar, quando você é a isca. As Escrituras não mencionam se Jonas quis ou não voltar a pescar depois disso.
P: Em Jonas 2, como o senhor compartilharia com um não crente (ou crente) ímpio ou imoral a importância de obedecer a Deus?
R: O grande professor bíblico Chuck Swindoll observou que, entre as pessoas que viviam na imoralidade e que ele aconselhava, muitas estavam focadas exclusivamente no prazer do presente. Talvez seja bom fazer com que elas vejam as consequências atuais para aqueles ao seu redor, tanto para aqueles que já sabem quanto para aqueles que provavelmente descobrirão mais tarde. Peça-lhes que reflitam sobre o futuro e sobre como prestarão contas por isso diante de Deus. Peça-lhes que reflitam sobre suas recompensas no céu ou sobre a perda dessas recompensas. Será que uma recompensa eterna no céu vale menos do que os prazeres do pecado por um curto período, seguidos pela culpa? Mas se eles não se importam nem um pouco com essas coisas, talvez não precisem se preocupar com recompensas no céu. Em vez disso, deveriam se preocupar em escapar das chamas eternas do Lago de Fogo na segunda morte. Se não têm preocupação com essas coisas eternas, então talvez nunca tenham tido a salvação eterna para começar.
P: Em Jonas 2, qual é uma vantagem fundamental quando você está prostrado e deitado de costas? Houve algum momento em sua vida em que você esteve deitado de costas e Deus usou essa situação?
R: Uma vantagem fundamental é que você não tem para onde olhar a não ser para cima. Às vezes, Deus precisa fazer com que as pessoas fiquem deitadas de costas antes que elas olhem para Ele.
R: A palavra hebraica aqui é sheol, que, de maneira mais geral, significa “sepultura”, e não inferno.
R: Não, ele não morreu. Alguns cristãos, como J. Vernon McGee, afirmam que isso indica que Jonas realmente morreu dentro daquele peixe, e que Deus o ressuscitou dos mortos. R.A. Torrey, em *Difficulties in the Bible* (p. 115-116), também considera provável que Jonas tenha sido permitido morrer.
Mas Jonas não morreu, pois, se tivesse morrido, para onde teria ido? Se Jonas tivesse ido para o paraíso, para onde vão os justos, ele estaria feliz lá e não desejaria partir. Se, por alguma razão, tivesse ido para a prisão, para onde vão os injustos, então a água fria e úmida seria a menor de suas preocupações. A expressão “descer ao Sheol” é uma metáfora poética para ser literalmente enterrado no mar. Jonas reconheceu que aquele peixe seria, literalmente, seu caixão, a menos que Deus o resgatasse. A Bíblia de Estudo NIV, p. 1367, apresenta essa interpretação.
De qualquer forma, todos os cristãos concordam que, se Deus quisesse, Ele poderia ter mantido Jonas vivo dentro daquele peixe, ou poderia ter permitido que Jonas morresse e depois fosse ressuscitado dentro daquele peixe.
P: Em Jonas 2:4, 6, 7-8, que qualidade duradoura Jonas possuía? Como podemos cultivar essa qualidade?
R: Apesar de toda a má atitude, falta de amor e desobediência de Jonas, ele ainda possuía grande fé de que Deus o resgataria e que voltaria a ver o templo de Deus, pelo menos no Céu. Mesmo com a vida de Jonas se esvaindo, ele mantinha a esperança de ver novamente o templo de Deus e oferecer sacrifício a Ele.
R: Imagine a situação difícil de Jonas, sabendo que estava nas profundezas da terra e do mar. Ele sentia o que se poderia chamar de um profundo sentimento de claustrofobia. A linguagem poética de Jonas em 2:5-6 menciona que ele estava mais baixo do que as raízes das montanhas mais altas no mar.
Hoje, se uma pessoa se sentir no fundo do poço, lembre-se de que há uma vantagem em estar deitado de costas: é mais fácil olhar para cima. Um profeta que sabia muito bem o que estava fazendo estava desobedecendo flagrantemente a Deus e fugindo. Jonas foi severamente castigado, mas o tempo passou, e ele foi restaurado e novamente usado por Deus.
P: Em Jonas 2:8, de que forma as pessoas que se apegam a ídolos perdem o que poderia ser delas? E quanto à predestinação?
R: “Predestinado” é uma palavra bíblica (Romanos 8:29; Efésios 1:11), mas isso NÃO significa que Deus seja o culpado por alguém não ir para o Céu. As pessoas no inferno não podem dizer com sinceridade “Deus me forçou”, “a culpa é de Deus” ou “Deus não me deu oportunidade”. Elas só podem dizer que a culpa foi delas mesmas e, mesmo que não tivessem todo o conhecimento que poderiam ter tido, rejeitaram a verdade que lhes foi dada.
P: Em Jonas 2:8, de que maneiras diferentes os ídolos são inúteis?
R: Eles são inúteis fisicamente, espiritualmente e por contágio.
Fisicamente, os ídolos são inúteis; mesmo que um pedaço de madeira seja apenas queimado, ele serve a um propósito mais útil do que um ídolo.
Espiritualmente, eles afastam as pessoas do Deus verdadeiro.
Os ídolos também são inúteis de forma contagiosa. As pessoas que os adoram e acreditam neles tornam-se espiritualmente inúteis também.
P: Em Jonas 2:2-9, como Jonas conseguiu orar de forma tão eloquente após essa experiência traumática?
R: Enquanto sua pele estava sendo descascada e digerida, Jonas teve muito tempo, sem distrações externas, para refletir sobre seus caminhos e conversar com Deus. É mais fácil compor uma oração quando a vida ao seu redor está se decompondo. Jonas poderia ter “aperfeiçoado sua oração”. No entanto, a oração de Jonas poderia ser tanto uma resposta bem elaborada quanto um apelo “vindo das entranhas” — das entranhas do peixe, é claro.
P: Em Jonas 2:9-10, o senhor acha que Deus estava esperando pacientemente por algo? O senhor acha que Deus está esperando por algo em sua vida?
R: Deus não deu qualquer indício de que faria algo “se” Jonas fizesse alguma coisa. Quando Jonas demonstrou pesar por estar no ventre do grande peixe, Deus o ouviu. Quando Jonas “renovou seu voto” e disse a Deus que honraria o que deveria fazer, a próxima coisa que as Escrituras nos dizem é que Jonas saiu do peixe e estava em terra firme.
P: Em Jonas 3-4, por que Deus fez com que Jonas profetizasse que os ninivitas seriam destruídos, e depois eles foram poupados?
R: O caráter de Deus não muda, e a vontade suprema de Deus não muda. No entanto, a vontade revelada de Deus em relação a uma pessoa ou a um povo muda quando essas pessoas mudam e se arrependem, como mostra Jeremias 18:1-11.
Há inúmeros outros exemplos disso na Bíblia, incluindo Gênesis 20:3-7, 2 Reis 20:1-6 e até mesmo uma previsão de que a vontade revelada de Deus para com eles mudaria em Deuteronômio 28:68.
Uma observação histórica é que essa questão foi aparentemente respondida pela primeira vez por volta de 207 d.C. por Tertuliano, na obra *Contra Marcião*, livro 2, cap. 23, p. 315.
Consulte a discussão sobre Gênesis 20:3-6; Êxodo 33:5-6; Deuteronômio 20:17; Jeremias 15:6; Jonas 3:10; e Jonas 4:1-2 para obter mais informações.
R: Em relatos mais modernos de pessoas que foram engolidas por um peixe-judeu e sobreviveram, sua pele apresenta uma aparência bastante descolorida. Sem dúvida, Jonas deve ter tido uma aparência estranha quando chegou a Nínive.
Além disso, Deus pode ter utilizado alguns outros fatores antes da chegada de Jonas, por volta de 758-757 a.C.
Praga em Nínive, em 765 a.C. O exército mais poderoso do mundo ficou impotente diante de uma praga.
Eclipse em 15/6/763 a.C. Os povos antigos temiam os eclipses, e tanto os assírios quanto outros povos testemunharam um eclipse solar em 763 a.C. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 636, também reconhece o fato de que ocorreu um eclipse naquela época.
Outra praga na Assíria, em 759 a.C. Isso ocorreu apenas um ou dois anos antes da história de Jonas.
P: Em Jonas 3:1-2, Jonas desobedeceu e falhou com Deus, aparentemente de uma forma que Deus considerou grave. Como alguém que desobedeceu a Deus dessa maneira poderia voltar a servi-Lo, especialmente dizendo aos outros que precisam se arrepender e se voltar para Deus?
R: O poder da mensagem não residia na obediência de Jonas, nem em nada relacionado a ele. O poder da mensagem residia em Deus. Jonas já não podia fazer nada a respeito de sua desobediência passada, da qual já havia se arrependido. Agora era o momento de se recompor e seguir em frente, só que desta vez na direção de Deus, e não na sua própria.
Jonas sabia o que era se arrepender e podia dizer aos outros como fazê-lo também, embora talvez com menos dificuldades do que as que ele próprio enfrentara.
P: Em Jonas 3:1, Jonas deveria ter esperado que Deus o encarregasse novamente?
R: Em geral, sim, porque devemos estar em constante comunicação com Deus e sempre pedir a Ele que nos mostre se não estamos seguindo o melhor caminho. Talvez não estejamos seguindo o caminho errado, mas também podemos não estar seguindo o caminho que Deus deseja que sigamos.
No entanto, no caso de Jonas, essa é uma questão irrelevante, pois Deus aparentemente falou imediatamente. É possível que, após se afastar de Deus, um servo de Deus como Jonas precisasse de uma confirmação Dele antes de continuar no ministério em que Deus o havia colocado antes de seu afastamento. Deus providenciou isso.
P: Em Jonas 3:2, Jonas parecia particularmente preocupado por ainda não ter a mensagem que deveria proclamar? Devemos nos preocupar se Deus nos chamar para um ministério e as coisas ainda não estiverem totalmente definidas para nós?
R: De forma alguma. Aparentemente, Deus queria que Jonas falasse aos ninivitas mais do que o próprio Jonas queria fazê-lo. O Deus que levou Jonas até ali, que se importava tanto com os ninivitas a ponto de enviar um grande peixe em vez de deixar Jonas fugir, não deixaria de dar a Jonas as palavras certas para dizer, quando chegasse o momento em que elas fossem necessárias.
R: De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, p. 1208, a cidade de Calá tinha menos da metade do tamanho de Nínive e, em 879 a.C., contava com 69.574 habitantes. (Isso se baseia em uma inscrição de Assurnasirpal II (883-859 a.C.), na qual ele convidou 69.574 pessoas de Nimrod para um banquete.
No entanto, “três dias” não se refere a uma caminhada direta por território aberto, mas ao tempo necessário para percorrer a cidade e seus arredores. Uma cidade com 16 milhas (26 quilômetros) de diâmetro teria cerca de 50 milhas (80 quilômetros) de circunferência e poderia abrigar cerca de 600.000 pessoas.
P: Em Jonas 3:3-4, o senhor acha que Jonas se sentiu seguro ao ir para uma cidade tão manchada de sangue?
R: Jonas provavelmente se sentia mais seguro entre os ímpios ninivitas, que se deleitavam com a tortura, por estar na vontade de Deus, do que se sentiria sozinho com Deus quando este estava irado contra ele. Assim, ao ir para Nínive, Jonas provavelmente se sentiu mais seguro e, possivelmente, mais a salvo também. Da mesma forma, nós — e nossas recompensas celestiais — estamos mais seguros ao nos aventurarmos em um lugar perigoso, seguindo a vontade de Deus, do que quando optamos pela segurança tentando fugir de Deus. Esperamos que possamos assimilar essa lição mais rapidamente do que Jonas.
P: Em Jonas 3:5, o que há de interessante sobre o nome de Deus neste trecho?
R: Até Jonas 3:4, o único nome usado para Deus era o SENHOR (Yahweh), exceto pelos marinheiros, que usavam “elohim” ao se referirem a deuses em geral. A partir de Jonas 3:5, o termo “Elohim” é usado para se referir ao Deus Verdadeiro.
R: O saco era um tecido áspero e desconfortável de se usar. As pessoas o usavam como sinal de profundo luto e arrependimento.
P: Em Jonas 3:6, por que o rei é chamado de Rei de Nínive?
R: Ele era o rei da Assíria, não apenas de Nínive. Podemos especular sobre duas razões.
A perspectiva de Jonas: Jonas chegou a Nínive, residência do rei assírio. Independentemente das terras que a Assíria havia conquistado e que contestavam seu domínio, ele era rei de Nínive.
Os leitores de Jonas: Como ele era rei da Assíria, era rei das cidades da Assíria. Era mais simples, e ainda assim correto, chamá-lo simplesmente de rei do lugar para onde Jonas foi.
Não era incomum referir-se a um rei pelo nome de sua capital. Em 1 Reis 21:1, Acabe, rei de Israel, é chamado de rei de Samaria. Da mesma forma, Acazias, rei de Israel, também é chamado de rei de Samaria em 2 Reis 1:3, e Ben-Hadade, rei da Síria, é referido como rei de Damasco em 2 Crônicas 24:23.
P: Em Jonas 3:6, o que o senhor considera ser o primeiro passo do arrependimento neste contexto?
R: Como sinal de sua humildade diante de Deus, o rei levantou-se do trono. O primeiro passo no arrependimento é levantar-se do nosso trono, reconhecer que não somos — nem queremos ser — os senhores de nossas próprias vidas e, em vez disso, faremos o que Deus deseja e deixaremos de fazer o que Deus não deseja.
P: Em Jonas 3:7, por que o decreto seria emitido pelo rei e seus nobres, e por que os nobres desejariam o jejum?
R: A Assíria era um Estado militar, e seus nobres eram comandantes militares. Se o rei perdesse o apoio de seus comandantes militares, não permaneceria vivo por muito tempo. Os nobres desejariam evitar a praga, pois, caso se espalhasse a notícia de que as fileiras do exército estavam dizimadas por muitos soldados mortos e doentes, isso poderia servir de pretexto para que as muitas pessoas que desejavam vingança contra a Assíria marchassem contra ela. O povo de Urartu, juntamente com os manai e os madai, havia se unido para avançar sua fronteira até menos de cem milhas de Nínive, entre 782 e 745 a.C.
P: Em Jonas 3:7, como o senhor faz para que outras pessoas se arrependam?
R: Para o rei assírio, foi fácil: ele podia emitir um decreto, seguido de punição para quem desobedecesse. Isso não funciona para nós hoje. Mas, além disso, o rei levantou-se de seu trono e deu o exemplo jejuando e vestindo ele próprio o cilício. Hoje, podemos dizer às pessoas que precisam se arrepender, dar o exemplo e encorajar os outros a se arrependerem.
P: Em Jonas 3:7, como poderíamos, metaforicamente, vestir o saco hoje?
R: Poderíamos nos vestir a luto, com uma faixa preta no braço, ou abrir mão de algo que normalmente é aceitável fazer, como sinal de nosso luto por uma pessoa ou por um povo. Tanto Deus quanto as outras pessoas ouvem nossa mensagem, e nos comunicamos não apenas com palavras.
P: Em Jonas 3:7, por que os assírios fariam com que os animais também tivessem que demonstrar arrependimento?
R: Embora os animais obviamente não soubessem o que estava acontecendo, essa foi uma tentativa desesperada que os assírios conceberam para demonstrar seu luto e apaziguar Deus. Historicamente, eles já haviam sofrido duas pragas, e os assírios, supersticiosos, haviam testemunhado um eclipse solar. Essa não foi a única ocasião em que as pessoas daquela região lamentaram junto com os animais. O historiador Heródoto, em “Histórias”, livro 9, cap. 24, p. 292-293, relata um episódio posterior em que os persas rasparam a cabeça e cortaram as crinas de seus cavalos e mulas após a morte de Masistius, um comandante da cavalaria, em batalha contra os gregos.
P: Em Jonas 3:8, Deus atendeu à oração/clamor desses não crentes? Eles estavam orando por salvação?
R: Embora não saibamos exatamente pelo que oraram, sabemos que oraram para que Deus afastasse deles o desastre iminente.
P: Em Jonas 3:9, quão certos estavam eles de que seu arrependimento teria algum efeito sobre seu destino futuro?
R: Os ninivitas não tinham certeza, apenas esperança. Eles sabiam que Deus estava irado com eles por causa de sua maldade violenta e sabiam que Deus queria que parassem e se arrependessem. Hoje temos muito mais certeza. Deus nos salvará quando nos arrependermos e nos voltarmos para Ele. No entanto, às vezes ainda podemos sofrer consequências nesta vida por nossos pecados.
P: Em Jonas 3:9, é bom falar aos não crentes sobre a ira feroz de Deus?
R: Sim, nesse caso, isso os ajudou a se arrependerem.
P: Em Jonas 3:10, por que Deus fez com que Jonas profetizasse que os ninivitas seriam destruídos, se depois eles foram poupados?
R: O caráter de Deus não muda, e a vontade suprema de Deus também não muda. No entanto, a vontade revelada de Deus em relação a uma pessoa ou a um povo muda quando essas pessoas se transformam e se arrependem, como mostra Jeremias 18:1-11.
Há inúmeros outros exemplos disso na Bíblia, incluindo Gênesis 20:3-7, 2 Reis 20:1-6 e até mesmo uma previsão de que a vontade revelada de Deus para com eles mudaria, em Deuteronômio 28:68.
R: Em relatos mais modernos de pessoas engolidas por um peixe-gato que sobreviveram, a pele delas apresenta uma aparência bastante descolorida. Sem dúvida, Jonas deve ter tido uma aparência estranha quando chegou a Nínive. Deus também pode ter utilizado alguns outros fatores antes da chegada de Jonas, por volta de 758-757 a.C.
Praga em Nínive, 765 a.C. O exército mais poderoso do mundo ficou impotente diante de uma praga.
Eclipse em 15/6/763 a.C. Os povos antigos temiam os eclipses, e tanto os assírios quanto outros povos testemunharam um eclipse solar em 763 a.C. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 636, também reconhece o fato de que ocorreu um eclipse naquela época.
Outra praga na Assíria, em 759 a.C. Isso ocorreu apenas um ou dois anos antes de Jonas.
P: Em Jonas 3:10, como Deus se arrependeu do mal que havia dito que faria?
R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.
1. A palavra “mal” em hebraico tem dois significados: mal moral e dano físico e dor.
2. Embora Deus não mude de ideia (Números 23:19 e 1 Samuel 15:24), a vontade revelada de Deus em relação a um povo muda quando a atitude desse povo muda. Consulte a discussão sobre Jonas 3-4 para mais exemplos disso.
Os muçulmanos não devem se surpreender com o fato de que o termo “mal” possa significar dano, e não apenas mal moral. O termo é usado dessa forma em seus próprios escritos, no Hadith de Bukhari, volume 3, livro 29, cap. 7, n.º 56, p. 35.
P: Em Jonas 3:10b, por que Deus teria compaixão de um povo tão mau, e por que Jonas não teria?
R: Embora Deus os tenha criado e os tenha sustentado, assim como faz com todas as pessoas, essas não são as razões fundamentais. A razão fundamental é que Deus os amava, cuidava deles e tem compaixão por tudo o que criou, de acordo com o Salmo 145:13b, 17.
P: Em Jonas 3:10b, quando nosso coração não está alinhado com o de Deus, como ele pode ser transformado?
R: O Espírito Santo pode agir para transformar nossos corações; no entanto, como crentes, temos a responsabilidade de sermos flexíveis e receptivos a Deus também.
P: Em Jonas 4:1-2, por que exatamente Jonas ficou tão irado pelo fato de os ninivitas terem sido poupados? Foi principalmente porque suas palavras não se cumpriram, ou porque ele queria ver os ninivitas destruídos?
R: Pode ter sido ambas as coisas. A ideia de que suas palavras proféticas se cumprissem era mais importante para ele do que a vida dos ninivitas. Por outro lado, sabendo o quanto os ninivitas eram cruéis e belicosos, e talvez sabendo que era apenas uma questão de tempo até que atacassem Israel, ele não queria que fossem poupados por esse motivo.
P: Em Jonas 4:1-2, independentemente do motivo pelo qual Jonas estava irado, ele valorizava mais que suas palavras se cumprissem do que a vida dos ninivitas? Existem exemplos na Bíblia ou nos dias de hoje em que nos importamos mais com nossas palavras do que com as pessoas?
R: Jefté agiu errado ao se preocupar mais em cumprir seu voto precipitado do que com a própria filha. Herodes se preocupou mais em cumprir sua promessa a Salomé do que com a vida de João Batista.
P: Em Jonas 4:1-2, os verdadeiros profetas às vezes fazem falsas profecias?
R: Não. Em Jonas 3:4-10, Jonas profetizou que Nínive seria destruída em quarenta dias por causa de sua maldade. Quando se arrependeram em massa, Deus não trouxe sobre eles o desastre com que havia ameaçado. Quando a vontade de um povo muda, a vontade de Deus para com esse povo também muda.
Essa destruição profetizada se devia ao fato de eles não se arrependerem de sua maldade. Ela está implicitamente condicionada à falta de arrependimento deles. Quando decidiram se arrepender, Deus não viu necessidade de destruir a Assíria naquele momento. Da mesma forma, quando Deus profetiza a destruição, podemos aprender que o julgamento pode ser adiado ou removido se o povo se arrepender. Esse princípio, de permitir o arrependimento diante do julgamento, está explicitado em Jeremias 18:7-8.
P: Em Jonas 4:1-2, por que Jonas agiu errado ao odiar os assírios, já que Davi também disse que odiava aqueles que odiavam a Deus no Salmo 139:21-22?
R: Quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. Os assírios não nutriam grande ódio pelo Deus verdadeiro; eles mal sabiam quem Ele era. Em Jonas 4:11, Deus se refere aos ninivitas como pessoas que não distinguem a mão direita da esquerda, ou, em outras palavras, que mal sabem distinguir o certo do errado.
2. Há um conceito importante a ser aprendido sobre a interpretação da Bíblia. Os Salmos são coleções de orações e cânticos preservados por Deus como exemplos para nós. Embora tudo o que Deus diz nos Salmos (assim como no restante da Bíblia) seja verdade, nem tudo o que as pessoas (sem falar em Satanás) dizem na Bíblia é verdade. Em vez disso, a Bíblia está registrando com veracidade o que elas disseram. Por exemplo, se Acabe dissesse “1 + 1 = 3” e a Bíblia registrasse que “Acabe disse que 1 + 1 = 3”, a Bíblia estaria registrando de forma verdadeira e infalível uma afirmação falsa feita por Acabe.
3. O Salmo 139 fala do ódio aos inimigos de Deus, e o Novo Testamento diz que devemos amar as pessoas. (Lembre-se de que Saulo de Tarso já foi um inimigo de Deus.) Assim, Davi fez uma oração que não era a vontade perfeita de Deus. Conforme mostrado no Novo Testamento, devemos amar até mesmo os inimigos de Deus.
4. Há uma lição que podemos aprender com essa oração nos Salmos. Não tenham medo de orar a Deus o que quer que sintam. Deus transformará nossos corações. Mesmo no último versículo do Salmo 139, Davi pediu a Deus que “veja se há em mim algum caminho ofensivo e me guie pelo caminho eterno.” (NVI)
P: Em Jonas 4:1-2, visto que Jonas tinha uma atitude ruim, por que ele não agiu corretamente indo para outro lugar, em vez de ministrar com essa atitude ruim?
R: No caso de Jonas, o problema era que ele precisava mudar de atitude. Deus certamente queria que Jonas mudasse sua atitude, mas ordenou que ele fosse de qualquer maneira, independentemente de sua atitude. Às vezes, as atitudes rígidas das pessoas podem se suavizar quando elas optam por obedecer a Deus, independentemente de seus sentimentos.
Em Filipenses 1:15-18, Paulo fala de pessoas que pregavam o [verdadeiro] Evangelho por inveja e rivalidade, e não com sinceridade. Embora essas pessoas fossem contra Paulo, ele ainda assim louvou a Deus por sua pregação, pois elas continuavam pregando o verdadeiro Evangelho, mesmo que por motivos errados.
P: Em Jonas 4:3, 8-9, 1 Samuel 16:30 e 1 Reis 19:4, os crentes deveriam, em algum caso, orar para que Deus lhes tire a vida?
R: A Bíblia não responde diretamente a essa pergunta, mas apresenta alguns exemplos positivos e negativos.
1. Nenhum crente obediente na Bíblia jamais cometeu suicídio. Saul não foi obediente em 1 Samuel 16:30. Aitofel não era um crente obediente depois de trair Davi em 2 Samuel 17:1-23.
2. Sansão pediu a Deus que tirasse sua vida em Juízes 16:30; no entanto, embora Sansão tenha realizado uma “missão suicida”, ele não fez nada mais para tirar a própria vida.
3. Elias estava tão exausto que orou a Deus para que lhe tirasse a vida em 1 Reis 19:4. Jonas estava tão amargurado contra Deus que pediu a Deus que o matasse. No entanto, nenhum dos dois teve seu pedido aprovado por Deus.
P: Em Jonas 4:1, 4, 9b, por que Jonas teria e manteria sua raiva diante do que Deus fez?
R: Jonas não ficou irritado apenas momentaneamente; ele sentia que, de alguma forma, tinha o direito de alimentar sua raiva. Como mostra Efésios 4:26, nunca temos o direito de alimentar nossa raiva.
P: Em João 1:1, 4, 9, quando (se é que alguma vez) temos o direito de ficar com raiva pelo que Deus fez? O que significa ficarmos com raiva pelo que Deus fez?
R: Jonas não tinha mais direito do que nós temos de ficar com raiva da maneira como outra pessoa decide gastar seu dinheiro. Em última análise, nossa raiva decorre do fato de Deus não estar agindo como um jogador de equipe, atuando em nosso time da maneira que achamos que Ele deveria. Esquecemos que Deus não está no nosso time e que Deus não está do nosso lado. É suposto estarmos no time de Deus e do lado de Deus.
P: Em Jonas 4:1, 4 e 9, o que acontece quando ficamos com raiva de Deus? (Você pode relembrar a história de Jó).
R: Deus é capaz de suportar isso. Continue conversando com Deus e peça a Ele que transforme seu coração para que se alinhe ao Dele. Deus também é capaz de suportar nossos outros pecados.
P: Em Jonas 4:2, muitas pessoas estão com raiva de Deus porque têm uma visão errada Dele. Esse foi o caso de Jonas aqui?
R: Não. Jonas tinha uma visão correta do poder de Deus e do fato de que Deus desejava ceder e poupar. Jonas não nutria amor pelos ninivitas, que Deus criou.
P: Em Jonas 4:3, de que forma a afirmação de Jonas de que está com raiva a ponto de morrer se assemelha ao que Elias disse em 1 Reis 19:4?
R: Não. Em ambos os casos, eles pensavam que estavam servindo a Deus fielmente e se sentiam sozinhos. No entanto, Elias sofria de exaustão e estava deprimido (não zangado) porque Jezabel estava tentando matá-lo e ele corria perigo. Jonas estava zangado porque os ninivitas foram poupados, e Deus demonstrou seu descontentamento com Jonas.
P: Em Jonas 4:5-6, por que Jonas se exporia ao sol, se havia construído um abrigo?
R: Diz-se que ele construiu o abrigo a leste da cidade; portanto, provavelmente ficaria exposto ao sol da tarde.
P: Em Jonas 4:6, por que Jonas ficaria feliz com a videira que cresceu milagrosamente?
R: É claro que ele ficaria feliz por ela lhe proporcionar sombra. Mas, mais do que isso, parecia ser um sinal de que Deus lhe dedicava atenção especial, de que ele estava nas boas graças de Deus e de que Deus faria com que suas palavras se tornassem realidade. Quando alguém lhe dá um presentinho simpático, você fica feliz com a utilidade do presente, mas normalmente fica mais feliz pelo fato de a pessoa ter pensado especialmente em você para lhe dar um presente. Apesar de tudo o que passou, Jonas pôde se sentir feliz com esse sinal de que havia sido justificado e estava agora na vontade de Deus.
P: Em Jonas 4:7, depois de tudo o que Jonas passou, por que Deus enviaria um pequeno verme para destruir a videira? Será que Deus alguma vez deseja destruir coisas, ou tirá-las de nós, apenas porque elas nos fazem felizes?
R: Seria como se alguém lhe desse um belo presente e, depois de você tê-lo por cerca de uma hora, essa pessoa viesse e deliberadamente o destruísse diante dos seus olhos. A atitude de Jonas e sua raiva latente tornaram-se visíveis, e esse era o objetivo. Jonas não estava mais indiferente.
P: Em Jonas 4:8, o que sabemos sobre os ventos do leste nesta região do mundo?
R: Um vento leste forte e quente, hoje em dia na Palestina e na Mesopotâmia, é chamado de siroco. Ele pode elevar a temperatura em 16 a 22 graus Fahrenheit. O siroco é muito seco, ressecando tanto a pele quanto a vegetação. Quando um siroco chega, as pessoas correm para se abrigar. O siroco atingiu Jonas, mas não sabemos se chegou a afetar Nínive ou não.
P: Em Jonas 4:8-9, por que Jonas acharia que tinha o direito de ficar zangado por causa da videira?
R: Jonas talvez tenha pensado que, por ter suportado tantas provações com Deus dentro do peixe e por ter feito tanto por Ele, Deus tinha a obrigação de preservar aquela videira que Ele mesmo havia providenciado. Jonas talvez tenha ignorado a ideia de que Deus deseja obediência mais do que sacrifício. Deus não tem nenhuma obrigação para conosco. Estamos aqui para servir e agradar a Deus, e não o contrário.
P: Em Jonas 4:10-11, o ponto principal de Deus não era sobre as videiras nem sobre a raiva de Jonas em relação a elas? Qual era, afinal, a mensagem que Deus estava tentando transmitir a Jonas a respeito da videira?
R: Jonas poderia ter conseguido alguns materiais e feito sua própria sombra. A videira serviu apenas para revelar a Jonas o que havia em seu coração.
Basicamente, Deus estava chamando Jonas de hipócrita. Jonas se importava com aquela videira, embora não a tivesse cuidado nem cultivado. No entanto, Jonas ficou furioso ao saber que Deus se importava com esses ninivitas, que Ele mesmo havia criado.
P: Em Jonas 4:11, uma videira é diferente de um ídolo. Esse tipo de videira é algo bom que Deus nos dá; depois, quando nos acostumamos com ela, Deus a retira, para nos ensinar algo. Houve algum exemplo de videira em sua vida ou na vida de pessoas que você conhece?
R: Poderia ser na escola, no trabalho ou em oportunidades de negócios. Para uma pessoa solteira, poderia ser um relacionamento amoroso.
P: Em Jonas 4:8-11, mesmo que Deus seja, sem dúvida, o mais importante em sua vida, há outras coisas que são mais importantes para você do que as outras pessoas e a salvação delas?
R: Às vezes, as pessoas podem permitir que hobbies, entretenimento, família ou até mesmo a igreja e a obra de Deus sejam mais importantes para elas do que o próprio Deus.
P: Em Jonas 4:11, se Deus é o número 1, mas você ama outras coisas mais do que as outras pessoas, você ainda pode estar certo em seu amor a Deus? (Veja 1 João 3:17; 4:12,20-21)
R: Não. 1 João 3:17; 4:12,20-21 nos mostra que não estamos realmente amando a Deus quando não amamos os outros. João nos diz que o amor está intimamente ligado à obediência a Deus, e Deus nos ordena que amemos os outros. Isso independe de termos vontade ou não.
P: Em Jonas 4:5, por que esse profeta iria para o leste de Nínive para se sentar?
R: O rio Khosr ficava no lado oeste de Nínive. Um exército que invadisse Nínive provavelmente viria do lado leste, e Jonas o avistaria primeiro se estivesse sentado no lado leste. Talvez Jonas tivesse “fé suficiente” para testemunhar a destruição de Nínive. No entanto, a ação de Deus não depende da nossa fé, mas da Sua vontade.
R: As Escrituras não dizem se era um tipo comum de planta que cresceu milagrosamente ou uma espécie de planta que não existia de outra forma na Terra. O cético “Guia de Asimov para a Bíblia”, p. 648, supõe que se tratava de uma mamona, que pode crescer até o tamanho de uma árvore.
P: Em Jonas 4:8, por que Deus enviaria um vento do leste para incomodar Jonas?
R: Jonas estava sentado a leste da cidade para observar o castigo que viria e destruiria Nínive. Deus realmente enviou um “castigo”, mas não para destruir Nínive, e sim para incomodar Jonas. Isso parece ser uma disciplina bastante adequada para um crente cuja atitude era irritante para Deus.
P: Em Jonas 4:10, como a população de Nínive se comparava à de outras cidades da época?
R: Nínive era muito grande para a época. Samaria tinha cerca de 30.000 habitantes, e Samaria era maior do que Jerusalém. Ora, essa grande população de Nínive naquela época provavelmente não seria capaz de se sustentar apenas com a agricultura. Era uma cidade que vivia de conquistas e tributos.
P: Em Jonas 4:11, por que Deus mencionou o gado a Jonas?
R: A maioria das pessoas com um mínimo de compaixão demonstraria, pelo menos, alguma bondade para com os animais, mesmo que estes não distingam o certo do errado. As pessoas (incluindo os ninivitas) são mais importantes do que os animais. Os ninivitas eram quase tão ignorantes quanto os animais no que diz respeito aos caminhos de Deus. Visto que Deus se importa com o que criou, não deveria Ele se importar também com os ninivitas?
P: Em Jonas 4:11, Jonas chegou a mudar de atitude e a amar os assírios?
R: Poderia ter sido de qualquer maneira. A história nos deixa na expectativa, e provavelmente de forma deliberada. No entanto, a pessoa que redigiu o livro certamente compartilhava do coração de Deus a respeito desse assunto. Como é provável que Jonas tenha escrito isso ele mesmo ou que tenha ditado a um escriba, talvez Jonas tenha aprendido sua lição no final das contas.
P: Em Jonas, temos alguma evidência extra-bíblica de que os assírios se arrependeram?
R: Talvez sim. Embora a obra cética *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 647, afirme que não, na verdade há evidências. O exército assírio lutava todos os anos, exceto que, estranhamente, houve dois anos, por volta de 758-757 a.C., em que aparentemente não lutaram de forma alguma. Embora não seja possível provar que Jonas tenha chegado durante um desses dois anos, ele chegou aproximadamente nessa época, e a pregação de Jonas oferece uma boa explicação para o motivo pelo qual uma nação inteira de soldados de carreira optou por não lutar por dois anos. Isso ocorreu ou durante o reinado de Assur-dan III (cerca de 772-754 a.C.) ou durante o de seu sucessor, Assur-nirari V (cerca de 754-647 a.C.).
Mais tarde, os assírios voltaram aos seus velhos hábitos e foram destruídos em 612 a.C., conforme profetizado em Naum 2:1-3:9 e Sofonias 2:13-15.
P: No livro de Jonas, onde Jonas foi sepultado?
R: Não sabemos. Mas há uma tradição de que Jonas foi sepultado no noroeste do Iraque, próximo à cidade de Nínive. Os muçulmanos construíram uma mesquita sobre seu túmulo, e muçulmanos sunitas do ISIS a destruíram em 25 de julho de 2014.
P: No livro de Jonas, trata-se do oposto do conceito primitivo de que Deus deseja exterminar os não judeus, como os amalequitas, conforme afirma o Guia de Asimov para a Bíblia, p. 648?
R: Não. Há três pontos a serem considerados na resposta.
Os assírios ainda não eram inimigos do povo de Deus. Em contrapartida, os amalequitas já estavam determinados a combater o povo de Deus e a matar os retardatários.
Profetas posteriores, incluindo Jonas, nunca criticaram o extermínio anterior dos cananeus e amalequitas.
Deus disse por meio de Moisés que os povos não cananeus, incluindo aqueles que viviam distantes, eram elegíveis para serem amigos e firmar um tratado com os israelitas.
Assim, Asimov escreveu sobre uma suposta “inversão de conceito”, quando, na realidade, há aqui total harmonia tanto entre o espírito quanto entre a letra dos escritos de Moisés e Jonas.
P: Em Jonas, que perguntas-chave podemos fazer a nós mesmos, bem como a Jonas, após a leitura do livro de Jonas?
R: Reconheça que você nunca é maduro demais para deixar de zelar pela sua fé. Há quatro perguntas fundamentais que poderíamos fazer a respeito de Jonas. Mas, ao perguntarmos sobre Jonas, também podemos perguntar a nós mesmos.
Jonas pode se afastar o suficiente da vontade de Deus a ponto de Deus se esquecer dele?
Jonas pode afundar-se o suficiente para que Deus o abandone?
Era tarde demais para Jonas voltar a servir a Deus de forma eficaz?
O coração de Jonas poderia ter a compaixão de Deus pelos perdidos?
P: Em Jonas 4, por que o final ainda o deixa na dúvida?
R: No final do livro de Jonas, não nos é dada a resolução sobre se Jonas suavizou ou não seu coração para com Deus. Embora isso pareça insatisfatório, acredito que seja deliberado. Se nosso coração se endurecer para com Deus e nos tornarmos um pouco como Jonas, cabe a nós escrever o final: se nosso coração se suavizará ou não.
Eu adoraria ler o final do livro de Jonas, mas não há um final definido. Não pretendo afirmar que possuo o dom da profecia, mas apenas especulo que há dois finais possíveis.
A) O coração de Jonas permaneceu como estava. Ele pode ter contado aos outros o que Deus fez no passado, mas as pessoas não se sentiam muito atraídas em ouvir sobre Sua fé naquele momento. Ele ficou árido e sem vida depois que o verme comeu a planta e permaneceu assim, espiritualmente, pelo resto de sua vida.
B) Jonas riu quando percebeu que a planta milagrosa, o verme milagroso e o grande peixe milagroso mostravam o quanto Deus se importava com ele ao escolhê-lo especificamente nessas três ocasiões. Ele percebeu que seus próprios planos, seu próprio orgulho e sua própria noção do que deveria ser feito eram insignificantes em comparação com Deus e Seu amor. Ele disse a Deus: “Tem sido um pouco constrangedor quando eu continuava tentando assumir o controle; de agora em diante, vamos fazer as coisas do Seu jeito”.
Mas, como alguém disse, temos hoje o livro de Jonas; portanto, a menos que outra pessoa tenha observado a história de Jonas, foi o próprio Jonas quem a escreveu ou contou, o que indica que ele finalmente compreendeu e que seu coração enxergou as coisas à maneira de Deus.
P: Em Jonas, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) Existem três cópias de Jonas entre os manuscritos do Mar Morto, denominadas 4Q76 (=4QXIIa), 4Q81 (=4QXIIf) e 4Q82 (=4QXIIg).
O 4Q76 contém Jonas 1:1-5, 7-10, 15-16; 2:1, 7; 3:2.
O 4Q81 contém Jonas 1:6-8, 10-16.
O 4Q82 contém Jonas 1:1-9; 2:3-10; 3:1-3; 4:5-11.
Nahal Hever é uma caverna próxima a En-Gedi, que contém um fragmento dos doze profetas em grego (8 Hev XIIgr). Acredita-se que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C. Ele foi escondido durante a revolta de Bar Kokhba contra Roma. Trata-se de uma revisão da Septuaginta, realizada na Judéia, e quase idêntica ao texto massorético. Contém Jonas 1:14-16; 2:1-7; 3:2-5,7-10; 4:1-2,5
O pergaminho de Wadi Murabb’at (Mur XII) data de cerca de 132 d.C. Ele contém Jonas 1:1-16; 2:1-11; 3:1-10 a 4:1-11.
De modo geral, os seguintes versículos de Jonas foram preservados nos Manuscritos do Mar Morto, em Nahal Hever e no Wadi Murabb’at: 1:1-16; 2:1-10; 3:1-10; 4:1-11. Todos os versículos foram preservados, exceto Jonas 1:17.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Jonas. Dois deles são o Vaticanus (325-350 d.C.) e o Sinaiticus (340-350 d.C.), que também contém o livro de Jonas na íntegra. Ele começa na mesma página em que Obadias termina. Termina na mesma página em que Naum começa.
O Alexandrinus (c. 450 d.C.), no qual os livros dos doze profetas menores foram colocados antes de Isaías. Jonas está completo tanto no Vaticanus quanto no Alexandrinus.
P: Quais escritores antigos se referiram a Jonas?
R: Os escritores pré-nicenos que fizeram referência ou alusão a versículos de Jonas são:
O apócrifo Eclesiástico 49,10 (antes de 190 a.C.) indica que Jonas fazia parte do Livro dos Doze.
Clemente de Roma (96-98 d.C.) “Jonas anunciou a destruição aos ninivitas; mas estes, arrependidos de seus pecados, apaziguaram a Deus por meio da oração e obtiveram a salvação, embora fossem estranhos [à aliança] de Deus.” 1 Clemente (vol. 1), cap. 7, p. 7
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.)
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Jonas 1,9 e 2,2 como palavras do próprio Jonas. Irineu, Contra as Heresias, livro 3, cap. 20.2, p. 450
Clemente de Alexandria afirma: “E o próprio Jonas, um profeta, sugere o mesmo em suas palavras: ‘E o capitão do navio aproximou-se dele e disse-lhe:
Por que você está roncando? Levante-se, invoque o seu Deus, para que Ele nos salve e não pereçamos’”. *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 5, cap. 141, p. 474-475
Tertuliano (207/208 d.C.): “Em Jonas, encontra-se o ato marcante de Sua misericórdia, que Ele demonstrou aos ninivitas que oravam.” (Jonas 3:9) Cinco Livros Contra Marcião, livro 5, cap. 11, p. 452
Tertuliano (198-220 d.C.) “Foi essa, então, a razão pela qual Jonas considerou que o arrependimento não era necessário para os ninivitas pagãos, quando se esquivou do dever de pregar? Ou será que ele, prevendo a misericórdia de Deus derramada até mesmo sobre os estrangeiros, temeu que essa misericórdia pudesse, por assim dizer, destruir (o crédito de) sua proclamação?” Sobre a Modéstia, cap. 10, p. 84
Orígenes (225-254 d.C.) menciona Jonas em *Contra Celso*, livro 7, cap. 57, vol. 4, p. 634
Adamantio (c. 300 d.C.) menciona Jonas: “A água acolheu Jonas em suas profundezas por três dias e noites e, em seguida, devolveu-o inteiro.” Diálogo sobre a Verdadeira Fé, quinta parte, p. 172 (Adamantio está falando)
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.)
Após Nicéia (325 d.C.):
Atanásio de Alexandria (367 d.C.) (Implícito, pois menciona os doze profetas) “Existem, portanto, no Antigo Testamento, vinte e dois livros no total; … depois, os Profetas, sendo os doze considerados como um único livro….” Atanásio, Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.
Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) cita Jonas 2:2, 6, 8 como “Jonas” na Palestra 14.20, p. 99
João Crisóstomo (-407 d.C.) menciona o profeta Jonas no vol. 9, “Sobre as Estátuas”, Homilia 20.21, p. 480
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele aborda especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel, Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
Sulpício Severo (363-420 d.C.) refere-se a Jonas como Jonas em História, livro 1, cap. 48, p. 94
Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) menciona o profeta Jonas em *A Cidade de Deus*, livro 18, cap. 44, p. 387
Entre os heréticos e os livros espúrios
O *Diatessaron* de Tatiano (falecido em 170 d.C.), seção 16, p. 68, cita Mateus 12:41 e Lucas 11:24 a respeito de Jonas.
Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) cita Jonas 3:4 em seu “Comentário sobre Jonas”, cap. 1, p. 193
Após Nicéia, há também outros escritores.
P: Em Jonas, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: Aqui estão algumas das diferenças de tradução do capítulo 3; a primeira é do hebraico e a segunda, da tradução grega da Septuaginta.
Jonas 1:9 “Eu sou hebreu” (Masorético) vs. “Eu sou servo do Senhor” (Septuaginta, Teodoro de Mopsuéstia no Comentário sobre Jonas, cap. 1, p. 197)
Jonas 2:4 “Certamente eu olharei” (Masorética) vs. “Será que eu realmente olharei?” (Septuaginta) vs. “Como eu olharei?” (Teodoto)
Jonas 3:2 “a proclamação que estou anunciando a você” (Masorética) vs. “de acordo com a pregação anterior da qual eu lhe falei” (Septuaginta)
Jonas 3:4 “40 dias” (Masorético) vs. “3 dias” (Septuaginta, Teodoro de Mopsuéstia em Comentário sobre Jonas, cap. 1, p. 193)
Jonas 3:6 “tocou até mesmo os reis” (textos massoréticos) vs. “chegou ao rei” (Septuaginta)
Jonas 3:6 “levantou-se do seu trono” (Masorético) vs. “levantou-se do seu trono” (Septuaginta)
Jonas 3:6 “manto” (Masorético) vs. “vestimenta/roupa” (Septuaginta)
Jonas 3:7 “E ele clamou e disse em Nínive, por decreto do rei e de seus grandes” (Masorético) vs. “E foi feita uma proclamação, e foi ordenado em Nínive pelo rei e por seus grandes” (Septuaginta)
Jonas 3:7 “homens ou animais, gado ou rebanho” (Masorético) vs. “homens, ou gado, ou bois, ou ovelhas” (Septuaginta)
Jonas 3:8 “Mas que o homem e o animal” (Masorético) vs. “Assim, os homens e o gado” (Septuaginta)
Jonas 3:8 “E que cada um se converta” (Masorética) vs. “e todos se converteram” (Septuaginta)
Jonas 3:10 “caminho mau” (Masorético) vs. “caminhos maus” (Septuaginta)
Jonas 3:10 “teve compaixão” (Masorético) vs. “se arrependeu” (Septuaginta)
Jonas 4:1 “Mas isso foi uma grande calamidade aos olhos de Jonas, e despertou ira nele.” (Masorética) vs. “Mas Jonas ficou profundamente entristecido e ficou consternado.” (Septuaginta)
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.