< Pergunta bíblica sobre Josué

P: Em Josué, qual é o ponto principal do livro?

R: O Livro de Josué é interessante, pois pode ser lido em pelo menos três níveis.

1. O livro de Josué narra como Deus conduziu os israelitas na conquista da Palestina.

2. Ele serve como o clímax do Êxodo e o início da vida do povo na Palestina.

3. Este livro mostra, em primeiro lugar, como a escolha da obediência traz vitória e bênção e, em segundo lugar, como a desobediência traz derrota. O livro de Juízes contém lições semelhantes, mas a ordem é invertida, e Juízes oferece muitas lições adicionais sobre os tipos de desobediência. Por fim, Josué é útil para que aprendamos com o exemplo desse líder piedoso.

P: Em Josué 1:4, como Deus concedeu aos israelitas a terra dos hititas, uma vez que os hititas viviam ao norte de Israel, na atual Turquia?

R: Josué 1:4 não se refere à terra da atual Turquia. Na verdade, os hititas tinham uma colônia na região central de Canaã, que incluía a cidade de Gibeão.

P: Em Josué 1:4, o que é o Grande Mar?

R: O “Grande Mar” era o termo que eles usavam para se referir ao Mar Mediterrâneo.

P: Em Josué 1:8, que tipo de prosperidade é prometida?

R: Deus está prometendo a Josué sucesso militar. O próprio Josué nunca se tornou particularmente rico. Embora Deus conceda sucesso aos cristãos de muitas maneiras, devemos ter cuidado para não nos deixarmos influenciar pelo mal que é o amor ao dinheiro. Tudo o que podemos dizer sobre prosperidade financeira é que podemos ser tão ricos nesta vida quanto Jesus e Paulo, e eles não possuíam muitas coisas.

P: Em Jonas 1:8, o que significa “o que você faz”?

R: Pode significar “qual é a sua profissão” ou “o que o senhor está fazendo neste navio”.

P: Em Jonas 1:8-10, por que eles teriam medo quando Jonas disse que adorava Aquele que criou o mar e a terra? Afinal, eles não adoravam o Único Deus Verdadeiro.

R: Eles não acreditavam no Único Deus Verdadeiro, mas, aparentemente, também não O descartavam. Os pagãos tendiam a aceitar novas divindades, e se houvesse a afirmação de que Ele criou o mar, então esse Deus seria alguém a ser levado em conta nessas circunstâncias. Algumas pessoas são assim hoje em dia. Elas não aceitam o Único Deus Verdadeiro, mas também não O descartam. Gostam de ficar em cima do muro.

P: Josué 1:11 foi proferido antes de Josué 3:1 ou depois?

R: Pode ter sido de ambas as formas; a narrativa segue uma ordem estritamente cronológica. Em geral, na Bíblia, não se pode presumir que algo esteja em ordem cronológica, a menos que isso seja explicitamente declarado.

P: Em Jonas 1:11-15, os homens agiram corretamente ao jogar Jonas ao mar, para o que parecia ser uma morte certa?

R: Normalmente, não. Mas eles estavam desesperados e, quando Jonas lhes disse para fazê-lo, fizeram o que acharam que precisavam fazer. Pode parecer severo que Deus os tenha forçado a jogar Jonas ao mar, para o que parecia ser uma morte certa, mas Deus usou isso para levar vida a muitos gentios.

P: Em Josué 1:15, por que eles tiveram que tomar posse da terra, já que Deus já lhes havia dado essa terra em Josué 1:3?

R: Há um ponto importante a ser aprendido aqui. Deus já havia declarado que a terra lhes pertencia. No entanto, o trabalho árduo de tomar posse da promessa de Deus ainda estava por vir. Hoje, muitas vezes, para obter a vitória, é preciso fazer parceria com Deus para tomar posse do que Ele concedeu.

P: Em Jonas 1:16, os marinheiros se tornaram crentes no Deus verdadeiro?

R: As Escrituras não dizem explicitamente. Ou:

a) eles se converteram e passaram a adorar apenas o Deus verdadeiro,

b) passaram simplesmente a respeitar profundamente o Deus verdadeiro, oferecendo-Lhe sacrifícios, ao mesmo tempo em que continuavam a sacrificar aos seus ídolos.

P: Em Josué 2:1, Raabe era realmente apenas uma estalajadeira?

R: Não, de acordo com Hebreus 11:31 e Tiago 2:25. Fora da Bíblia, 1 Clemente (96-98 d.C.), cap. 12, vol. 1, p. 8, escrito entre 96 e 98 d.C., também afirma o mesmo. A Nelson Study Bible, p. 355, afirma que a palavra hebraica aqui se refere a uma estalagem comum, não associada a um templo religioso.

A nota de rodapé da NIV diz “Ou, possivelmente, uma estalajadeira”, mas isso está incorreto neste contexto.

P: Em Josué 2:1, por que homens piedosos foram a uma casa como a de Raabe?

R: Homens piedosos não deveriam fazer isso hoje. Provérbios 5:8 diz, no contexto da tentação, que os homens não devem sequer se aproximar da porta de uma mulher de má reputação. No entanto, há três pontos a serem considerados na resposta.

1. Provérbios 5:8 ainda não havia sido escrito, e não se esperava que as pessoas seguissem mandamentos que ainda não haviam sido revelados.

2. A Bíblia não aprova nem condena o local onde eles se hospedaram.

3. A palavra hebraica para “estalajadeiro” e “prostituta” é a mesma. Raabe era definitivamente a segunda, como mostram Hebreus 11:31 e Tiago 2:25. No entanto, pode haver uma razão cultural para que exista apenas uma palavra para ambas. Talvez os quartos em pousadas e outros alojamentos tivessem dupla finalidade, servindo apenas como locais para dormir para pessoas de boa conduta. Nesse caso, se todas as pousadas funcionassem também como locais de prostituição, seria inevitável que homens piedosos se hospedassem nelas por motivos piedosos.

P: Em Josué 2:4-9, Deus recompensou Raabe por mentir?

R: A Bíblia nunca disse que Deus recompensou Raabe por mentir, mas Hebreus 11:31 mostra que Deus recompensou Raabe por ela ter confiado Nele. Além disso, os cristãos divergem sobre o assunto, apresentando duas respostas.

1. Alguns afirmam que a mentira de Raabe foi um comportamento justo. Mentir para pessoas más é aceitável para salvar uma vida inocente e em tempos de guerra. A Nova Bíblia de Estudo de Genebra, p. 298, afirma: “O engano é uma tática necessária na guerra.”

2. Outros afirmam que a mentira de Raabe não foi um comportamento justo. No entanto, Raabe não conhecia a Lei de Deus, e Deus a recompensou por segui-Lo, apesar de seu conhecimento imperfeito. O livro “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, p. 88, destaca que Deus abençoa os pecadores, apesar de seus pecados, pois todos os seres humanos são pecadores.

Veja também a discussão sobre Hebreus 11:31 e Tiago 2:25.

P: Em Josué 2:7, o que é um “ford” (com “f” minúsculo)?

R: É uma travessia rasa em um rio.

P: Em Josué 2:18-21 e Josué 6:22-23, qual é o significado do fio escarlate?

R: Para Raabe e os israelitas, era simplesmente um sinal entre eles para manter a família dela viva.

Irineu de Lyon (182-188 d.C.), na obra *Contra as Heresias*, livro 4, cap. 20.12, p. 492, menciona que o fio escarlate pendurado na janela remete ao sangue do cordeiro pascal que os israelitas, no Egito, passaram nas portas de suas casas. Também podemos perceber que isso remete ao sangue vermelho-rosa de Jesus, derramado por nós. Assim, de certa forma, nós também possuímos um fio escarlate como símbolo de nossa proteção contra a ira de Deus.

P: Em Josué 3:7, por que Deus quis “exaltar” Josué?

R: Deus queria que o povo admirasse Josué. Assim, seria mais provável que o obedecessem e confiasem nele. Filipenses 2:29 mostra que os homens piedosos devem ser reconhecidos e honrados.

P: Em Josué 3:9-16, por que Josué atacou a partir do centro de Canaã?

R: Podemos ver que isso fazia sentido do ponto de vista militar. Um ataque no centro separou os cerca de 1,1 milhão no norte dos 900 mil no sul. É interessante que a estratégia de Josué de atacar primeiro Canaã no centro para dividir o norte e o sul era aparentemente conhecida pelo marechal de campo britânico Edmund H. Allenby. Ele utilizou a mesma estratégia na Primeira Guerra Mundial para libertar a Palestina dos turcos e também saiu vitorioso.

P: Em Josué 3:9-13, eles tiveram dificuldade para atravessar o rio Jordão?

R: Com Deus, isso não foi problema. O rio Jordão tinha de 80 a 100 pés de largura em Jericó na maior parte do ano, mas durante a cheia da primavera chegava a ter uma milha de largura. Os batedores conseguiram atravessar em vaus rasos, com cerca de 3 pés de profundidade, por onde apenas algumas pessoas podiam passar de cada vez. Pareceria que os israelitas precisariam de um vau muito grande ou, então, teriam que fazer um longo desvio. No entanto, Deus tinha um caminho mais rápido, que Josué revelou ao povo em Josué 3:9-13.

Foi um milagre, pois as águas pararam “assim que os pés dos sacerdotes tocaram a água” (Josué 3:15-16) e eles atravessaram em terra firme (Josué 3:17).

P: Em Josué 3:10, visto que Deus expulsaria os cananeus diante deles sem falhar, por que alguns deles permaneceram mesmo na época dos Juízes?

R: Deus não disse que expulsaria os cananeus, mas que os expulsaria diante deles. Nos casos em que eles parassem de lutar contra os cananeus, estes não seriam expulsos.

Ainda hoje, há batalhas nas quais Deus estará conosco para que vençamos, mas, se nos recusarmos a lutar, não obteremos a vitória.

Há um tema recorrente nas canções cristãs sobre a travessia do Jordão. Esse tema significa morrer e entrar pacificamente na Terra Prometida do céu. No entanto, isso não reflete com precisão o que o Jordão significava para os israelitas. Atravessar o Jordão, para eles, significava começar a travar a batalha para reivindicar como sua aquilo que Deus lhes havia prometido. Seria um trabalho árduo! Deus disse aos israelitas que eles poderiam possuir a Terra Prometida, mas, obviamente, os cananeus não entenderam a mensagem. Da mesma forma, em nossas vidas, Deus promete coisas que desejamos, mas Satanás não parece disposto a abrir mão de seu domínio. Assim como os israelitas, precisamos ser ousados e reivindicar o que nos foi prometido. Assim como Josué, não devemos ceder, mas, por meio da obediência e do trabalho árduo, devemos superar as dificuldades que temos pela frente.

P: Em Josué 3:15-16, o rio Jordão já parou de correr desde então?

R: Sim, desde a travessia de Josué, o rio Jordão também parou de correr em outras ocasiões. Em 1927, um deslizamento de terra próximo à cidade de Adam bloqueou o rio por 20 horas. No entanto, o fato de o leito do rio Jordão ter ficado seco logo após os sacerdotes terem entrado no rio é inexplicável sem o poder de Deus. Deve ter sido incrível para um dos israelitas testemunhar o rio secar repentinamente e, de acordo com Josué 4:18, voltar ao seu curso com a mesma rapidez.

P: Em Josué 3:17, Israel atravessou o Jordão neste ponto, ou em Josué 4:5, 10-11?

R: Eis a sequência dos acontecimentos.

1. Os sacerdotes levaram a arca até o meio do rio Jordão e permaneceram ali, conforme afirma a primeira metade de Josué 3:17.

2. Enquanto os sacerdotes estavam ali, o povo atravessou, conforme afirma a segunda metade de Josué 3:17.

3. Os homens pegaram doze pedras e as transportaram da margem oeste (Canaã) do rio até o meio, conforme diz Josué 4:5.

4. Os sacerdotes que permaneceram no meio do Jordão com a arca durante todo esse tempo finalmente atravessaram depois que tudo estava concluído, conforme relata Josué 4:10-11.

Não está claro se os homens transportaram as doze pedras depois que o último do povo atravessou ou enquanto parte do povo ainda estava atravessando.

P: Em Josué 4:5-9, por que eles retiraram doze pedras?

R: Isso serviu como um memorial para eles (Josué 4:6) e uma pedra representava cada tribo (Josué 4:5).

Um ponto a ser considerado é que Josué não insistiu para que as doze tribos se fundissem em uma única tribo, mas sim que se contentassem com suas particularidades, ao mesmo tempo em que insistia na unidade do compromisso para com Deus e uns com os outros. Como cristãos, não precisamos fingir que as diferentes culturas devam ser todas iguais. Pelo contrário, nossas diferentes culturas são motivo de alegria e admiração, por um lado. Por outro lado, nossas diferentes culturas nos proporcionam perspectivas distintas, o que é valioso para nos ajudarmos mutuamente a nos proteger do erro e dos pontos cegos em relação ao pecado.

Suponha que o senhor fosse um dos israelitas. Quando Josué pediu que doze pessoas voltassem ao meio do rio para recolher uma pedra, o senhor se ofereceria como voluntário? Lembre-se de que a única garantia que o senhor tinha de que o rio não voltaria a transbordar era ver os sacerdotes e a arca no meio do leito do rio.

P: Em Josué 4:13, como é que todos os homens do exército das tribos da Transjordânia somavam cerca de 40.000, uma vez que Números 26:7, 18 e 34 mostram que havia mais do que o dobro desse número apto para servir no exército?

R: Primeiro, três pontos que não fazem parte da resposta; em seguida, a resposta.

1. Números 1 apresenta outro censo, mas esse foi realizado 40 anos antes, portanto não é relevante para esta questão.

2. Houve um curto período de tempo entre o segundo censo e a invasão, mas esse intervalo foi tão pequeno que as diferenças não seriam superiores a cerca de um por cento.

3. O povo de Manassés vivia em ambos os lados do rio Jordão; portanto, apenas uma fração dos 52.700 de Manassés vivia a leste do Jordão. No entanto, Gade e Rúben, juntos, somavam 84.230, o que representa mais de aproximadamente 40.000.

A resposta envolve dois pontos a serem considerados.

Nem 100% dos homens estavam no exército. Deuteronômio 20:5-8 ordenava que os homens aptos para o combate permanecessem em casa caso tivessem acabado de plantar uma vinha, estivessem noivos ou tivessem medo. Provavelmente, uma certa porcentagem ficou para trás para cuidar dos rebanhos e proteger as mulheres e as crianças.

Desertores? Pode-se argumentar que talvez o número daqueles que estavam servindo no exército na época devesse ter sido maior. Talvez o número estivesse correto, ou talvez houvesse muitos homens que alegavam ser covardes ou que se ausentavam sem permissão. As pessoas nem sempre fazem o que deveriam fazer.

P: Em Josué 4:19, as doze pedras tinham um significado cananeu pré-israelita, semelhante ao de Stonehenge, na Inglaterra, como o “Guia de Asimov para a Bíblia”, p. 212, afirma ser bastante provável?

R: Não, não há evidências arqueológicas de que essas pedras tivessem qualquer significado pré-israelita. Se os israelitas trouxeram as pedras eles mesmos, não haveria nenhum altar de pedra ali antes da chegada dos israelitas.

P: Em Josué 4:19, a religião israelita assimilou Gilgal, de certa forma assim como os muçulmanos “assimilaram a Ka’aba e a santidade de Meca do passado pagão e o cristianismo assimilou a celebração do Natal a partir de ritos pagãos centrados no solstício de inverno”?

R: Não. Há algumas suposições incorretas.

1. Embora o nome Gilgal possa significar muitas coisas, não há provas de que signifique “círculo de pedras”.

2. Não há evidências de que Gilgal tivesse significado religioso cananeu.

3. Não há evidência de semelhança com Stonehenge.

Os hadiths de Bukhari, de tradição muçulmana, admitem abertamente que os coraixitas possuíam 360 ídolos na Ka’aba antes de Maomé.

Os cristãos celebram o Natal em comemoração ao nascimento de Cristo. A afirmação de que essa tradição teria sido adaptada de um festival pagão do solstício não é verdadeira. Das cerca de 25 festas romanas ao longo do ano, era durante as Saturnália (17 a 24 de dezembro) que os escravos eram temporariamente libertados. Muitos cristãos eram escravos, e faria sentido que eles comemorassem no momento em que estavam temporariamente livres.

P: Em Josué 4:24, será que todas as pessoas da Terra sabiam desse milagre?

R: Embora todos os habitantes da terra e os povos do Oriente Médio, sem dúvida, tenham ouvido falar disso, Josué 4:24 não afirma que todas as pessoas do planeta tenham tomado conhecimento disso naquela época. Por outro lado, considerando o número de Bíblias impressas e o número de traduções da Bíblia, estamos nos aproximando de 100% dos povos do mundo que já ouviram falar sobre isso.

P: Em Josué 5:2-5,7, por que os israelitas não circuncidaram seus filhos antes disso?

R: As Escrituras não especificam se foi por desobediência, negligência ou se a circuncisão seria difícil durante a viagem.

P: Em Josué 5:9, o que era a “vergonha do Egito”?

R: “Reprovação” significa vergonha ou repreensão. A reprovação não era o fato de os israelitas serem escravos, mas sim sua desobediência após terem saído do Egito. Como nota histórica, aproximadamente metade a dois terços das populações romana, cartaginesa e grega consistiam em escravos.

P: Em Josué 5:13-15, a pessoa incomum que Josué viu estava do lado dos israelitas ou do lado dos cananeus?

R: A Bíblia diz claramente que Ele não estava de nenhum dos lados. É claro que Deus não estava do lado dos cananeus, mas, como Josué e os israelitas não eram perfeitos e sem pecado, Ele também não estava do lado deles. Hoje, podemos nos perguntar se Deus está do nosso lado e se Ele sempre fará o que desejamos. Deus não está do nosso lado; ao contrário, devemos estar do lado de Deus.

P: Em Josué 5:13-15, quem exatamente é o Comandante?

R: Trata-se de uma aparição pré-encarnada de Jesus Cristo. Alguns cristãos acreditam que possa ser o arcanjo Miguel, pois Miguel liderou os anjos na batalha contra Satanás em Apocalipse 12:7-8. No entanto, é Jesus quem desempenha o papel de Comandante em Apocalipse 19:11-16.

Mas o que decide a questão é que o Comandante aceitou adoração em Josué 5:14, e os anjos de Deus não permitem que as pessoas os adorem ou se prostrar aos seus pés, como mostra Apocalipse 22:8-9. Além disso, o Comandante ordenou que Josué tirasse os sapatos, pois o solo em que ele estava era solo sagrado (Josué 5:15). Isso lembra Moisés tendo que tirar os sapatos quando falou com Deus na sarça ardente, em Êxodo 3:3-5.

P: Em Josué 5:14, quando Josué percebeu que aquele Comandante não era um homem comum, por que Josué reagiu daquela maneira?

R: A ordem das reações de Josué é significativa.

1. Primeiro, Josué prostrou-se com o rosto em terra diante Dele.

2. Em segundo lugar, Josué perguntou se o Comandante tinha alguma mensagem para ele.

3. Quando o Comandante lhe disse para tirar os sapatos em solo sagrado, Josué obedeceu.

Hoje, quando seguimos a Deus, é importante que não confundamos a ordem de nossas respostas. Adorar a Deus vem antes de aprender fatos sobre Ele, e precisamos conhecer a vontade de Deus antes de podermos obedecer.

P: Em Josué 5:14, qual foi exatamente a mensagem que Josué recebeu?

R: Havia uma mensagem clara, embora não fosse expressa em palavras, mas sim pela presença real do Comandante. A mensagem era de que o Comandante estava com os israelitas, cuidando deles, e que eles não tinham nada a temer.

P: Em Josué 5:15, o solo em que Josué pisou ainda é solo sagrado hoje?

R: Não necessariamente. É Deus quem torna as coisas sagradas, e os lugares sagrados podem ser profanados, deixando de ser sagrados.

P: Em Josué 6, por que Deus fez com que as muralhas de Jericó desabassem, e não as das outras cidades?

R: Talvez pela mesma razão pela qual Deus não faz tudo por todos o tempo todo. Deus não apenas nos dá trabalho a realizar na Terra, como uma das razões pelas quais os eleitos foram criados foi para praticar boas obras, conforme Efésios 2:10.

P: Em Josué 6, as muralhas de Jericó ruíram porque os sapadores israelitas cavaram por baixo delas enquanto os cananeus estavam distraídos com a marcha, como afirma o *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 213?

R: Essa pode ser uma teoria engenhosa, mas há três problemas nela.

1. Eles marcharam ao redor das muralhas por apenas sete dias, o que não teria sido tempo suficiente para cavar um túnel sob as muralhas. Lembre-se de que os povos antigos não possuíam cargas explosivas; portanto, teriam de realizar uma escavação extensa sob as muralhas.

2. Seria necessária grande precisão na escavação, para atingir a profundidade correta subindo a colina e, possivelmente, passando por baixo de um fosso.

3. Não há registros de que o conceito de cavar sob as muralhas da cidade para miná-las tenha sequer sido considerado naquela época, há 3.400 anos. O primeiro caso conhecido de tentativa de minar uma muralha da cidade foi com Filipe V da Macedônia (220-205 a.C.), que cavou um túnel falso; e depois que os soldados lançaram poeira suficiente no ar para fazer parecer que o túnel estava quase concluído, os cidadãos se renderam. Os romanos minaram as muralhas da cidade durante o cerco de Ambrácia, perto de Corinto, em 189 a.C.

P: Josué 6 mostra que somos salvos tanto pelas obras quanto pela graça?

R: Não, embora alguns tenham tentado alegar que sim. O argumento deles é que, embora Deus, por Sua graça, tenha entregue Jericó aos israelitas sem que eles tivessem que se esforçar para isso (Josué 6:2), eles não apenas tiveram que ter fé de que a cidade cairia, mas também tiveram que marchar ao redor da cidade por sete dias, 13 vezes, antes que as muralhas caíssem.

No entanto, a marcha deles não fez com que as muralhas caíssem; foi Deus quem, sobrenaturalmente, fez isso. A obediência nas obras realmente nos traz bênçãos, mas as muralhas de Jericó não se referem à salvação deles, e sim à conquista das fortalezas em suas vidas como crentes. Seria uma interpretação distorcida de nossa posição afirmar que somos contra as obras, ou que as obras não têm nada a ver com a vida de uma pessoa salva. As obras são um resultado da salvação, não um pré-requisito.

P: Em Josué 6:1-5, Josué sabia por que Deus fez os israelitas marcharem ao redor da cidade?

R: No versículo 6, foi dito a Josué que, no sétimo dia, o muro desabaria. No entanto, Josué não tinha ideia do motivo pelo qual Deus escolheu agir dessa maneira. Podemos formular teorias sobre terremotos, muros construídos sobre fundações instáveis etc., mas, em última análise, precisamos reconhecer que Deus nem sempre nos revela as razões pelas quais deseja agir da maneira que age.

Algumas pessoas só acreditam em algo, ou obedecem a Deus, quando compreendem plenamente todos os “comos” e “porquês”. Tudo o que Josué sabia — e o que o Livro de Josué nos ensina hoje — é que a obediência traz bênçãos, e a desobediência traz derrota. É mais uma atitude de obediência obedecer mesmo quando não sabemos todos os “porquês” ou “comos”. A única ressalva a isso é que, se acharmos que Deus está nos dizendo algo que contradiz o que Ele afirma nas Escrituras, podemos ter certeza de que não é Deus quem nos diria para fazer isso.

P: Em Josué 6:4, como os israelitas puderam marchar ao redor de Jericó por sete dias seguidos, já que deveriam descansar no sábado?

R: Eles deveriam descansar no sábado de seu próprio trabalho, não por ordem explícita de Deus. Tertuliano (que escreveu em 207/208 d.C.) foi um dos primeiros a responder a essa objeção em *Contra Marcião*, livro 2, cap. 21, p. 313.

P: Em Josué 6:18-19, por que os israelitas não puderam ficar com o saque, já que puderam ficar com o saque das outras cidades?

R: Deus geralmente pede que as primícias do trabalho Lhe sejam entregues. Além disso, não foram os israelitas que derrubaram os muros de Jericó, mas Deus. De acordo com o livro *A Arqueologia Pode Provar o Antigo Testamento*, p. 32, uma descoberta incomum feita pelos arqueólogos são recipientes de grãos intactos. Esses quase nunca são encontrados em cidades que foram conquistadas. Ou os defensores os consumiriam durante um cerco, ou os conquistadores os levariam.

P: Em Josué 6,20, o que sabemos sobre Jericó a partir da arqueologia?

R: Jericó é uma das cidades mais antigas conhecidas do mundo. Os arqueólogos afirmam que Jericó foi construída pela primeira vez por volta de 7.000 a.C., abandonada por volta de 4.000 a.C. e reconstruída por volta de 3.200 a.C. Foi uma das muitas cidades destruídas pelos amorreus por volta de 2.300 a.C., reconstruída por eles e destruída novamente por volta de 1.400 a.C. Jericó possuía uma torre de vigia e duas muralhas: uma muralha interna com 12 pés de espessura e uma muralha externa com 6 pés de espessura e 35 pés de altura. A muralha interna ficava de 5 a 10 pés para dentro da externa. Os moradores construíam casas sobre pranchas entre as muralhas, e a casa de Raabe provavelmente era assim. Os espiões puderam então escalar pela janela dela para fugir da cidade. Jericó era uma cidade de pequeno a médio porte na Palestina, situada em uma colina de 11 pés de altura, com 200 x 400 jardas. A colina apresentava um declive de 35 graus e, por isso, os aríetes não conseguiam derrubar as muralhas com muita eficácia. Jericó ocupava 8 acres; em contrapartida, Megido ocupava 14 acres, e Hazor, a maior cidade, ocupava 200 acres. No máximo, 10.000 pessoas viviam em Jericó. Uma fonte dentro da cidade fornecia água, e Jericó era fortemente fortificada; seria difícil capturá-la. Esses fatos os dois espiões teriam observado e relatado a Josué.

P: Em Josué 6:20, há evidências arqueológicas de que as muralhas de Jericó ruíram sob influência sobrenatural?

R: Sim. Em 1990, Bryant G. Wood encontrou muralhas robustas, grandes quantidades de grãos (o que indica um cerco curto) e nenhum sinal de pilhagem (já que os grãos ainda estavam lá). John Garstang foi o primeiro a encontrar grãos carbonizados em abundância. O livro *Hard Sayings of the Bible*, pp. 182-183, menciona algumas evidências de um terremoto de magnitude 8 na escala de Richter, o que poderia ter deixado rachaduras nas muralhas. As muralhas internas de tijolos de barro desabaram sobre a muralha externa de pedra, formando uma rampa conveniente — conveniente para os israelitas, é claro.

Quando ocorreu essa conquista? Cerâmicas de Chipre indicam uma data entre 1450 e 1400 a.C. Amuletos egípcios, com inscrições do nome do faraó da época, datam até o tempo de Josué. A datação por carbono-14 situa a destruição em 1410 a.C., com uma margem de erro de +/- 40 anos. Além de *Hard Sayings of the Bible*, pp. 182-183, as informações desta resposta foram extraídas de *When Critics Ask*, pp. 136-137, e da *Encyclopedia of Bible Difficulties*, pp. 156-157. Os dois primeiros referem-se ao artigo de Bryant G. Wood publicado na *Biblical Archaeology Review* (março/abril de 1990).

Consulte também *Pharaohs and Kings: A Biblical Quest*, pp. 299-308, para conhecer a visão de um estudioso não cristão sobre por que alguns estudiosos costumavam considerar Jericó como um dos maiores fracassos da arqueologia bíblica e como Rohl demonstra que, posteriormente, o relato de Josué se provou correto nesse caso.

Alfred Hoerth, em seu livro *Archeology and the Old Testament*, pp. 209 e 210, afirma: “As evidências arqueológicas da queda de Jericó têm sido há muito tempo controversas. A partir de 1907, Carl Watzinger escavou o local e concluiu que ele estava desocupado durante a Idade do Bronze Tardia (1550-1200). Na década de 1930, John Garstang escavou o local por várias temporadas e anunciou ter encontrado uma muralha dupla desmoronada e uma área residencial (“Cidade IV”) destruída por incêndio — todas datadas de aproximadamente 1400. De 1952 a 1958, Dame Kathleen Kenyon escavou Jericó. Ela concordou que Garstang havia encontrado tumbas, algumas cerâmicas e, possivelmente, um edifício (o “Edifício do Meio” de Garstang), todos datados da Idade do Bronze Tardia IIA (1450/1400-1350/1300). No entanto, ela própria encontrou apenas alguns fragmentos de muralha da Idade do Bronze Tardia e um pequeno jarro com bico da mesma época in situ. Além disso, as técnicas de escavação mais sofisticadas de Kenyon revelaram que a muralha dupla que Garstang datou da época de Josué pertencia, na verdade, à Idade do Bronze Inicial, muito anterior. Ela situou a destruição da Cidade IV no final da Idade do Bronze Média II (aproximadamente 1550). Kenyon concluiu que não havia nenhuma cidade murada para Josué conquistar.

Foi somente no início da década de 1980 que as publicações finais do trabalho de Kenyon ficaram disponíveis para estudo. Tal estudo levou Bryant Wood (1990) a concordar que a muralha dupla era de fato de um período muito anterior, mas ele também concluiu que a Cidade IV havia sido destruída no final da Idade do Bronze Tardia I (aproximadamente 1400), conforme Garstang havia sustentado. Baseando sua análise da Cidade IV em cerâmica, escaravelhos e até mesmo na datação por radiocarbono, Wood constatou que Kenyon havia fundamentado amplamente suas conclusões na ausência de certas cerâmicas importadas e que ela havia ignorado a considerável quantidade de cerâmica local, parte da qual Wood identificou como datando da Idade do Bronze Tardia. Se Wood estiver correto, então há evidências em Jericó que sustentam a data mais antiga do Êxodo.

Nota de rodapé 9, p. 210: “Não há consenso total quanto à cronologia interna ou à terminologia da Idade do Bronze Tardia. Dependendo da cronologia escolhida, a Idade do Bronze Tardia I terminou em 1450 ou 1400. A consequência dessa variabilidade é que as evidências da conquista poderiam existir tanto na transição da Idade do Bronze Tardia I para a Idade do Bronze Tardia II quanto inteiramente dentro da Idade do Bronze Tardia II. Para complicar ainda mais a questão, a grande continuidade cultural entre esses dois períodos às vezes torna difícil determinar quando a Idade do Bronze Tardia I terminou e a Idade do Bronze Tardia II começou. Talvez, portanto, a existência da Cidade IV possa ter se estendido até a Idade do Bronze Tardia II antes de sua destruição.”

Embora a maioria dos estudiosos conservadores da Bíblia situe o Êxodo por volta de 1450 a.C., há quem especule que tenha ocorrido por volta de 1200. No entanto, não há vestígios de ocupação de Jericó por volta de 1200 a.C.

P: Em Josué 6:21 e seguintes, por que punir os cananeus pelo sacrifício humano e não outros povos, como os astecas e os maias?

R: Deus de fato puniu essas culturas com a conquista, a destruição de sua civilização e uma grande perda de vidas. No entanto, Deus não aplica punição suficiente a todas as pessoas e todas as culturas nesta vida. Isso só ocorrerá no Dia do Juízo Final. Como Jesus mostrou em Marcos 13:1-6, Deus ainda não aplica punição igual nesta vida por pecados iguais.

P: Em Josué 6:21 e seguintes, por que Deus ordenou aos israelitas que matassem todos os cananeus em vez de outro povo?

R: Os cananeus praticavam idolatria, mas outros povos também a praticavam. As Escrituras apenas afirmam que a terra estava contaminada por causa de seus habitantes, em Levítico 18:21-26. Não explicam o motivo, mas podemos identificar pelo menos três razões. Há três aspectos da religião cananéia que eram especialmente malignos em geral e constituíam uma tentação para os israelitas.

Sacrifício de crianças: (Deuteronômio 12:30-31). Escavações arqueológicas em Gezer e em outros locais também revelam sacrifícios de bebês.

Prostituição religiosa: Esse era um tema comum na religião cananeia. A prostituição já é algo grave, mas torna-se ainda pior quando os sacerdotes dizem que você deve praticá-la se quiser ser uma pessoa boa e religiosa.

Homossexualidade: Os cananeus praticavam isso porque

1) Levítico 18:22-24 assim o afirma, e

2) isso era predominante em Sodoma e Gomorra, e essas cidades ficavam próximas a Canaã e compartilhavam a mesma cultura.

Como afirma Gleason Archer em *A Survey of Old Testament Introduction* (Moody Press, 1974, p. 279-280): “…a história subsequente de Israel serve para ilustrar de forma muito incisiva o grave perigo que permaneceu para Israel enquanto se permitiu que os cananeus vivessem em seu meio.”

No entanto, não está claro se a homossexualidade era tão difundida quanto o sacrifício de crianças e a prostituição religiosa.

P: Em Josué 6:21 e seguintes, como o senhor pode justificar o fato de Deus ter ordenado aos israelitas que matassem todos os cananeus?

R: A resposta é breve e simples de se dizer, mas talvez exija uma mudança de paradigma para que o senhor possa compreendê-la. A resposta é simples: Deus pode fazer o que quiser. A explicação a seguir (espero) ajudará o senhor a compreender a resposta. Independentemente de o senhor concordar que Deus pode fazer o que quiser, ou de gostar da resposta, pelo menos o senhor poderá compreender plenamente tudo o que essa resposta significa.

Responda Sim ou Não

(Sim/Não) Deus seria justo se prolongasse a expectativa de vida das pessoas?

(Sim/Não) Deus seria justo se tornasse a expectativa de vida das pessoas mais curta?

(Sim/Não) Quando chegasse a hora de alguém morrer, Deus seria justo ao escolher qualquer meio que desejasse?

(Sim/Não) Deus seria justo se permitisse que algumas pessoas vivessem mais do que outras?

Caso tenha respondido “Não” a qualquer uma das perguntas acima, cite a lei pertinente, se houver, juntamente com a autoridade por trás dessa lei.

Deus pode fazer o que desejar e pode ordenar o que desejar. Mesmo que Deus estivesse sujeito às nossas leis (o que não é o caso), nossas leis não tentam legislar sobre o que Deus pode fazer, assim como não legislam sobre o que é permitido aos tornados e furacões.

Visto que o caráter de Deus é bom e tudo o que Ele falou é verdade, um exemplo só poderia ser considerado injusto por parte de Deus se e somente se fosse inconsistente com tudo o que Ele revelou sobre Seu caráter e Seus caminhos.

Felizmente, Deus não é como o exemplo extremo. O fato de a Bíblia afirmar que Deus é amoroso não “obriga” Deus a ser amoroso. Pelo contrário, Deus era amoroso desde o início e, por Sua própria vontade, desejou expressar a nós que Ele é amoroso, além de ser justo, santo e possuir ira. Deus está pedindo que o senhor O siga, mas Ele não está implorando. Se o senhor não gostar disso, pode seguir seu próprio caminho e Deus seguirá o Dele. Mas reflita sobre aonde seu próprio caminho o levará...

P: Em Josué 6:21 e seguintes, Deus não parece muito gentil. Deus não deveria ser sempre gentil?

R: Nem sempre. Na verdade, Deus costuma ser extremamente bondoso (embora “amoroso” seja uma palavra mais precisa). Deus é tão amoroso que o Filho de Deus veio à Terra para sofrer e morrer, para derramar Seu próprio sangue na cruz por nossos pecados. No entanto, para aqueles que rejeitam Deus e para aqueles que prejudicam os outros, Deus não é bondoso. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, Deus é menos tímido em relação à Sua ira do que muitas vezes somos nós. Se o senhor conseguir perceber que, embora Deus seja muito amoroso, Ele nem sempre é gentil, nem é obrigado a sê-lo, o senhor terá superado um dos maiores equívocos sobre Deus em nossa cultura.

P: Em Josué 6:25, quando o livro de Josué foi escrito, já que diz “…até os dias de hoje”?

R: Isso indica que o livro de Josué foi escrito na época de Josué, ainda durante a vida de Raabe. É claro que cópias foram feitas a partir dele até os dias de hoje.

P: Em Josué 6:26, por que Josué proferiu essa maldição contra quem reconstruísse Jericó?

R: As Escrituras não explicam por que Josué proferiu essa maldição, que se cumpriu. Alguns poderiam argumentar que não se tratava de uma maldição, mas apenas de uma advertência de Deus sobre o que viria a acontecer. No entanto, em vez de proferir a maldição, Deus poderia muito bem ter impedido que isso ocorresse.

Então, por que essa maldição foi proferida? As razões humanas e as razões divinas não são necessariamente as mesmas. Aqui estão duas especulações.

Razão humana: Josué estava muito emocionado após derrotar Jericó. Talvez ele não quisesse ver a cidade reconstruída, já que ela simbolizava resistência contra Deus e contra ele.

Razão divina: Talvez Deus também não quisesse ver essa cidade, que simbolizava a resistência ao povo de Deus, ser reconstruída ao longo dos séculos. Às vezes, Deus ainda permite que as pessoas façam coisas que Lhe desagradam, mas a um custo, como no caso da reconstrução de Jericó.

P: Em Josué 6:26, essa profecia se cumpriu?

R: Este é um exemplo de profecia condicional. Nesse caso, a condição se cumpriu se, e somente se, Jericó fosse reconstruída. De acordo com 1 Reis 16:34, Hiel de Betel reconstruiu Jericó. Seu filho primogênito, Abiram, e seu filho mais novo, Segub, morreram.

P: Em Josué 7:1, foi apenas Acã ou todo o povo de Israel que pecou?

R: Apenas Acã e sua família pecaram, mas a derrota de Israel mostra que outros também sofreram as consequências do pecado de Acã.

O pecado de um homem e o envolvimento de sua família prejudicaram toda a nação. A lição de que Acã não foi o único a morrer por seu pecado não foi esquecida pelos israelitas (Josué 22:20). É interessante refletir sobre outros exemplos em que o pecado de um prejudica muitos. Mas, no que diz respeito a Adão e a Cristo, embora o pecado de um tenha prejudicado muitos, a justiça de Um salva todos aqueles que crêem. Muitas vezes, a conduta de um afeta muitos. 1 Samuel 24 apresenta outro exemplo.

P: Em Josué 7:2-4, isso foi um castigo de Deus ou apenas um erro de cálculo por parte dos líderes israelitas?

R: As duas possibilidades não se excluem mutuamente. Os israelitas avaliaram mal o número de soldados concentrados em Betel e Ai. No entanto, Deus pode aumentar ou diminuir nossa perspicácia e nosso discernimento conforme Lhe aprouver.

P: Em Josué 7:5-15, por que outros sofreram pelo pecado de Acã?

R: Infelizmente, muitas vezes outras pessoas sofrem pelo pecado de alguém de duas maneiras.

1. Eles sofrem um castigo (na verdade, consequências) pelo qual não são culpados, assim como bebês nascem hoje viciados na cocaína, na heroína ou no álcool que suas mães consumiram.

2. Simplesmente aceitam os pecados daqueles a quem seguem e compartilham tanto a culpa quanto a punição por esses pecados.

O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento” traz outro comentário interessante: assim como os pecados de Adão e Eva e de Davi, Acã viu, cobiçou e tomou. Francis Schaeffer menciona que as coisas que Acã tomou são do mesmo tipo que as pessoas tomariam hoje. O ouro e a prata representam puro materialismo, e a túnica da Babilônia provavelmente seria muito elegante. A Terra Prometida não era suficiente para Acã; ele queria mais, pois não se contentava com o que Deus lhe proporcionava. Há momentos em sua vida em que você se sente insatisfeito com o cuidado que Deus tem de você?

Outro aspecto trágico da história de Acã é que, na batalha de Ai e em todas as batalhas subsequentes, os israelitas tinham permissão para ficar com os bens valiosos! Se ao menos Acã tivesse esperado, ele poderia ter recolhido o tesouro de muitas cidades. Há momentos em que você sabe que perdeu a bênção de Deus por não ter esperado e obedecido a Deus?

P: Em Josué 7:6, por que Josué ficou tão preocupado com o fato de 36 homens de todo o seu exército terem morrido nessa escaramuça?

R: Não se tratava tanto de conquistar Ai, uma cidade com 10.000 guerreiros, mas sim de conquistá-la sem grandes perdas de vidas israelitas e de fazê-lo rapidamente, antes que os exércitos das outras cerca de 140 cidades e vilas de Canaã se unissem.

Pior ainda, isso indicava que Deus não os estava ajudando naquele momento. Se Deus não fosse ajudá-los, Josué não se sentia confiante na vitória em Canaã.

P: Em Josué 7:11-18, por que Deus simplesmente não disse a Josué quem havia pecado?

R: Aparentemente, Deus está tão preocupado com o processo de descoberta quanto com o resultado de eles identificarem as pessoas corretas. Eis o que ocorreu.

1. Todo o povo foi consagrado.

2. O intervalo de tempo (um dia) deu a Acã e sua família a oportunidade de se apresentarem por conta própria.

3. O sorteio demonstrou a capacidade de Deus de descobrir o pecado.

Talvez, dessa forma, a gravidade da situação tenha sido enfatizada à medida que o processo se prolongava. Imagine-se no lugar de Acã. Como o senhor se sentiria enquanto os sorteios eram realizados? Talvez o senhor pensasse que poderia escapar se simplesmente agisse normalmente? A razão para esse longo processo possivelmente teria sido dar a Acã uma chance de se arrepender, o que ele não fez. Deus é muito paciente, mas certifique-se de se arrepender antes que a destruição chegue.

Um contraste interessante com isso é o fato de Jônatas ter sido escolhido por sorteio em 1 Samuel 14:37-45.

P: Em Josué 7:12, Acã e sua família teriam sido poupados se tivessem se apresentado e confessado por conta própria?

R: As Escrituras não dizem. No entanto, quando Josué 7:12 ordena que se destrua tudo o que foi consagrado à destruição, isso não se refere a Acã. Contudo, quando aquele que possui as coisas consagradas deve ser exterminado, conforme Deus ordenou em Josué 7:15, já era tarde demais para Acã.

P: Em Josué 7:18, por que Josué fez com que “sua” família se apresentasse?

R: “Sua” aqui refere-se a Zimri, não a Josué. Josué era da tribo de Efraim (Josué 24:30).

P: Em Josué 7:19, o que significa “dar glória ao Senhor”?

R: Trata-se de uma exortação solene para que se diga a verdade.

P: Em Josué 7:24-26, por que os israelitas mataram também a família de Acã?

R: Observe onde os objetos estavam enterrados. Há sete pontos a serem considerados na resposta.

1. Eles também ouviram a ordem.

2. Eles também moravam na tenda onde os objetos estavam enterrados. Seria impossível que tivessem sido enterrados na terra sem que eles soubessem disso.

3. Eles também não se manifestaram quando tiveram a oportunidade.

4. Eles também pagaram o preço pelo pecado ao qual se submeteram. Na cultura americana, existe o conceito de que, independentemente do que uma criança ou adolescente faça, ele pode ser isento de punições severas na maioria das vezes, desde que tenha menos de 18 anos. Isso contraria a maneira como Deus vê as coisas, embora Deus reconheça uma idade de responsabilidade, e a Bíblia afirme que a transgressão não é considerada pecado onde não há lei (Romanos 4:15; 5:12).

5. Josué não menciona a idade das crianças.

6. Deus não considera as crianças culpadas pelos pecados de seus pais (Ezequiel 18:4, 19-20; Deuteronômio 24:16). No entanto, elas podem ser culpadas por seguirem os desejos de seus pais, quando sabem que seus pais querem que desobedeçam a Deus.

7. Embora os filhos não compartilhem da culpa dos pais, Deus “pune” as pessoas fazendo com que seus filhos sofram as consequências dos pecados do pai, como mostra Números 14:18.

P: Em Josué 8, foi o poder de Deus ou a estratégia de Josué que garantiu a vitória em Ai?

R: Os dois fatores não se excluem mutuamente. A estratégia foi útil para permitir que os israelitas tomassem Betel e Ai sem que houvesse defensores, e desanimou os guerreiros cananeus quando as cidades foram incendiadas. No entanto, uma ótima estratégia não funciona se os soldados não lutarem bem, e Deus provavelmente ajudou os soldados israelitas a lutarem bem.

P: Em Josué 8, que lições podemos aprender com a batalha de Ai?

R: Há pelo menos duas lições que podemos aprender.

1. Mesmo uma força avassaladora não garante a vitória aos cristãos — nem a qualquer outra pessoa — se Deus não quiser que aquele lado vença.

2. O sucesso geralmente deixa uma pessoa comum vulnerável ao fracasso, a menos que ela seja prudente. A prudência envolve enxergar todos os lados de uma questão e manter as coisas na perspectiva correta.

P: Em Josué 8:17, 25 e Gênesis 12:8, os arqueólogos encontraram a cidade de Ai?

R: Não, e há um bom motivo para isso. Ai era uma pequena cidade que, segundo o livro de Josué, foi “totalmente” destruída. Josué 8:17,25 indica que havia apenas 12.000 pessoas em Betel e Ai juntas. Em Josué 7:3, os israelitas estimaram que, inicialmente, precisariam de apenas 2.000 a 3.000 homens para derrotá-los. (Nas batalhas de hoje, os invasores gostam de ter uma vantagem de pelo menos 2:1.)

O livro “735 Perguntas Desconcertantes da Bíblia Respondidas”, nas páginas 89-90, afirma que a maioria dos arqueólogos acreditava que Ai estivesse enterrada sob o monte de Et Tell, embora a geografia não se encaixe no relato bíblico. Escavações em Et Tell revelam a existência de uma cidade no local, mas essa cidade foi destruída em 2200 a.C., o que é anterior a Abraão. No entanto, outro monte nas proximidades, chamado Khirbet Nisya, é provavelmente o local de Ai, e é necessário realizar mais escavações.

No entanto, não se esqueça de que, como Ai era pequena e foi “totalmente destruída”, talvez não haja mais nada para os arqueólogos encontrarem.

P: Em Josué 8:25, por que Josué estava tão preocupado com a vitória em Ai?

R: Pode ter havido duas razões: militar e espiritual.

Militar: Josué estava preocupado tanto com o alto moral de seu exército quanto com o fato de que um longo cerco a Ai daria aos demais cananeus a chance de se unirem.

Espiritual: No entanto, sua maior preocupação provavelmente era que o poder que havia feito o rio Jordão se abrir e derrubado os muros de Jericó não estivesse mais com eles. Deus lhes ordenou que tomassem posse da terra, mas havia muitas cidades fortificadas e, sem aquele poder, eles próprios seriam destruídos. Tanto o povo quanto Josué perceberam que estariam em apuros se Deus não estivesse com eles. O senhor já enfrentou dificuldades ao tentar cumprir a vontade de Deus sem o poder de Deus, contando apenas com o seu próprio?

P: Em Josué 8:25, como poderia haver “12.000” em uma cidade pequena como Ai?

R: - Duas razões. Em hebraico, “homens” poderia se referir à população em geral, e provavelmente havia soldados adicionais temporariamente na cidade.

P: Em Josué 8:25, “12.000” indica apenas homens ou todas as pessoas?

R: As palavras são claras, mas o significado pode ser de ambas as formas. Pode ter sido que houvesse 12.000 soldados do sexo masculino concentrados nessa pequena cidade, devido aos reforços vindos de outros cananeus. Alternativamente, em hebraico, as pessoas, tanto do sexo masculino quanto do feminino, podem ser genericamente referidas como “homens”.

P: Em Josué 8:29, por que Josué pendurou o rei morto de Ai em uma árvore?

R: Consulte a resposta para Josué 10:24.

P: Em Josué 8:30, por que Josué construiu um altar no Monte Ebal, uma vez que 1 Reis 12:31 e 1 Reis 15:14 proibiram posteriormente a construção de altos?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

Tempo: Mesmo que o altar em Josué 8:30 tenha violado as proibições em 1 Reis, o altar de Josué no Monte Ebal foi construído antes que as ordens fossem dadas. Não se pode ser responsabilizado por infringir uma ordem futura, quando não se tinha conhecimento dessa ordem. Consulte Romanos 4:15; 5:13.

Obediência: O altar no Monte Ebal foi construído para ser usado antes da centralização do culto em Jerusalém. 1 Reis mostra que Deus não queria que fossem construídos altares não autorizados e, antes disso, Deus havia autorizado o altar no Monte Ebal.

Propósito: O altar no Monte Ebal, assim como o Templo em Jerusalém, foi construído para adorar a Deus. 1 Reis 12:32 mostra que Jeroboão construiu os altos, não com o propósito de adorar a Deus, mas para adorar ídolos. Da mesma forma, 1 Reis 15:14 mostra que os altos aqui eram usados para a adoração de Asera e de outros ídolos.

P: Em Josué 8:32-35, por que os israelitas interromperam sua conquista e tomaram a decisão estrategicamente inútil de seguir para o norte e para o leste, em direção ao Monte Gerizim?

R: Isso nos mostra que a preparação espiritual é mais importante aqui do que a estratégia militar. Eles foram ao Monte Gerazim para se circuncidarem e se rededicarem ao Senhor. Embora o Monte Gerazim fosse um local afastado, ideal para mulheres e crianças, essa não foi a razão principal, pois deixar as mulheres e as crianças do outro lado do Jordão poderia ter lhes proporcionado ainda mais segurança.

P: Em Josué 9, por que Deus abençoou os gibeonitas, não apenas por terem enganado o povo de Deus, mas por terem mentido descaradamente?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. Como os gibeonitas saberiam que não deviam mentir? Os gibeonitas não tinham os ensinamentos transmitidos por meio de Moisés.

2. Mesmo que, hipoteticamente, os gibeonitas tivessem os ensinamentos de Moisés, alguns cristãos (como R.C. Sproul) ensinam que há certas circunstâncias, como situações de vida ou morte, em que os crentes devem mentir.

3. O “ideal” talvez fosse que os gibeonitas acreditassem e confiasem em Deus e dissessem toda a verdade a Josué, já que os crentes não devem mentir uns aos outros (Efésios 4:25), e confiasem em Deus para que Ele revelasse Sua vontade aos líderes israelitas. No entanto, Deus não responsabiliza as pessoas pela verdade que elas não possuem, como mostram Romanos 4:15 e 5:12.

P: Em Josué 9, como os líderes israelitas puderam cometer o erro de não consultar a Deus a respeito dos gibeonitas?

R: Os israelitas não foram descuidados; passou-lhes pela cabeça a possibilidade de que os gibeonitas pudessem estar enganando-os (Josué 9:7). Da mesma forma, os crentes de hoje às vezes tendem a consultar a Deus sobre algumas coisas com mais prontidão do que sobre outras. Hoje, assim como naquela época, infelizmente é muito fácil para os crentes acharem que uma situação é tão simples que não precisam da sabedoria de Deus.

É claro que Deus sabia que eles cometeriam esse erro. Deus usou até mesmo esse erro para poupar os gibeonitas, que mais tarde O serviriam. Consulte a discussão sobre Deuteronômio 20:17 para obter mais informações.

P: Em Josué 9:3, quem eram os gibeonitas e o que aconteceu com eles?

R: Gibeão era uma importante cidade fundada por volta de 3.100 a.C. Os arqueólogos nos dizem que ficava a 20-25 milhas (32-40 quilômetros) a oeste de Gilgal e 4.000 pés mais alta. Havia inúmeras nascentes e lagoas dentro da cidade, de modo que ela poderia resistir a um longo cerco. Gibeão era a capital de uma aliança de cidades que incluía Querote-Jearim, Quefira e Beerote. A população total da cidade e dos arredores rurais poderia ser de cerca de 50.000 habitantes. Depois de testemunharem a destruição de Jericó e Ai, eles decidiram fazer paz com o povo de Deus.

Os gibeonitas eram conhecidos como bons guerreiros (Josué 10:2). É notável que tenham confiado suas vidas inteiramente a Josué (Josué 9:25). É fácil para pessoas sem força própria confiar no poder de Deus; é mais difícil para aqueles que são fortes fazerem o mesmo.

Os gibeonitas prosperaram nos séculos seguintes. Quando os exilados retornaram da Babilônia, alguns gibeonitas podem ter voltado como porteiros (Neemias 7:45-56, 11:19, Esdras 2:42-54). Aparentemente, ao servirem no Templo, alguns descendentes dos gibeonitas se deleitavam na adoração ao Senhor.

Não é maravilhoso que a salvação dos gibeonitas tenha vindo até mesmo por meio do erro dos israelitas? Deus não apenas usa as coisas boas para Sua glória, como também pode usar nossos erros!

P: Em Josué 9:8-19, os israelitas deveriam ter cumprido sua palavra, mesmo que ela tivesse sido feita sob um pretexto falso?

R: Se você fizer um acordo em nome do Senhor, sem ter orado a respeito, e a outra parte tiver recorrido à fraude, às vezes você deve honrá-lo, e às vezes não, dependendo das circunstâncias. Nesse caso, Deus esperava que eles honrassem o tratado, conforme mostra 2 Samuel 21:1-6.

P: Em Josué 9:8-19, por que os israelitas pouparam os gibeonitas?

R: Há duas razões simultâneas.

Humana: Uma vez que fizeram um tratado com os gibeonitas e juraram pelo Senhor, eles tinham que manter sua palavra.

Divina: Deus sabia de antemão que isso aconteceria e predestinou que os gibeonitas fossem poupados dessa forma.

Isso pode parecer difícil de compreender para algumas pessoas da atualidade, já que o conceito moderno de “manter a palavra dada” não é levado tão a sério hoje quanto era nos tempos antigos.

P: Em Josué 10:3, há alguma evidência arqueológica extra-bíblica sobre esses reis?

R: Não, não há. Há três pontos a serem considerados na resposta.

1. Dada a destruição repentina da população cananeia, não restaram muitos cananeus para escrever, e menos ainda que quisessem escrever sobre esses reis derrotados de forma ignominiosa

2. Na verdade, os cananeus também não deixaram muitos registros de seus reis nas gerações anteriores. Ao contrário dos orgulhosos egípcios, sumérios e hititas, temos poucos nomes de reis cananeus preservados fora da Bíblia.

3. Seria de se esperar que o povo conquistador mantivesse, pelo menos, um registro histórico dos reis conquistados, e foi exatamente isso que aconteceu — no Livro de Josué.

P: Em Josué 10:11, como é que pedras enormes puderam cair apenas sobre o exército cananeu?

R: A resposta tem duas partes.

1. Deus Todo-Poderoso pode fazer o que quiser, e Sua mira é mais precisa do que a do melhor jogador de boliche ou arremessador de beisebol.

2. Talvez não houvesse necessidade de uma mira precisa. Tanto antes da batalha quanto quando os cananeus estavam fugindo, havia uma distância entre os dois exércitos.

P: Em Josué 10:12-13, por que Deus escolheria realizar um milagre com o sol e a lua?

R: Uma sugestão é que, como o sol e a lua eram as principais divindades da religião cananeia, era apropriado que Deus usasse esses símbolos na derrota deles.

P: Em Josué 10:12-13, como Deus fez o sol parar?

R: Há uma resposta curta e uma resposta longa. A resposta curta é que Deus Todo-Poderoso poderia fazê-lo da maneira que quisesse, e o meio não é importante. A resposta longa acrescenta que Deus poderia ter escolhido fazê-lo parando a rotação da Terra, diminuindo a velocidade da rotação da Terra ou por meio de um efeito óptico. Aqui estão os prós e os contras de cada especulação.

Parou a rotação da Terra: Deus teria o poder de fazer isso. Deus também impediria os efeitos catastróficos da desaceleração da terra, do mar e do ar.

Diminuir a rotação da Terra: semelhante à primeira resposta. A única vantagem dessa resposta é que a necessidade de um milagre para neutralizar o efeito inercial seria mais gradual, embora o milagre ainda fosse necessário.

Efeito óptico: O sol não precisou “parar”; Deus poderia ter criado um efeito óptico que ainda proporcionasse luz solar durante o tempo adicional. Isso não precisaria ser um efeito global, mas poderia ter sido apenas um efeito local em Canaã.

Sem sol por um dia: A palavra hebraica para descrever o que o sol fez não é clara. O livro “Hard Sayings of the Bible”, pp. 186-188, afirma que a palavra hebraica dom pode significar que o sol simplesmente “ficou em silêncio” ou se escondeu por um dia. Isso se encaixa bem no contexto, pois como o sol poderia parecer estar parado no céu se houvesse uma grande tempestade de granizo? Além disso, a temperatura mais amena favoreceria o exército israelita após sua longa e rápida marcha.

A esse respeito, E.W. Maunders e Robert Dick Wilson defenderam a teoria de que o sol “deixou de emitir seu calor” por um dia.

Essa resposta e a anterior são as mais plausíveis.

Pista falsa: É preciso mencionar que surgiram relatos sobre um programa de computador de astronomia que, quando executado retroativamente no tempo, mostra que faltou um dia durante a época de Josué. No entanto, isso é altamente improvável, pois, como não havia registros astronômicos para comparação naquela época, não haveria como uma simulação computacional determinar se um dia foi perdido ou não. É como tentar calibrar algo quando não há escala. O livro “Hard Sayings of the Bible” (p. 186-188), em sua extensa discussão sobre essa questão, menciona que Charles Pickering, do Observatório de Harvard, e o professor Totten, de Yale, foram aparentemente os autores dessa alegação.

P: Em Josué 10:12, quais foram as outras teorias sobre esse milagre?

R: Aqui estão duas outras teorias.

1. Keil e Delitzsch especularam que parecia que o sol havia parado, já que o trabalho de dois dias foi realizado em um único dia. Afinal, se o sol parou de se mover, como eles poderiam medir por quanto tempo ele ficou parado?

2. Hugh J. Blair especulou que, como o ataque original ocorreu no início da manhã, a oração de Josué visava, na verdade, adiar a escuridão para permitir o ataque surpresa, e Deus respondeu com uma tempestade de granizo seletiva.

P: Em Josué 10,12, o fato de o sol ter parado foi registrado em alguma outra cultura?

R: Não. Deve-se ressaltar que, se a paralisação do sol foi um efeito óptico, ou se o hebraico significava que o sol não estava brilhando, isso poderia ter sido um fenômeno local a Canaã. Por outro lado, há uma explicação mais simples. Muitas culturas daquela época não possuíam escrita, e a maioria não fazia observações astronômicas.

Elas não registraram muitas coisas anteriores a 1400 a.C. (época de Josué). A título de exemplo, houve uma enorme explosão vulcânica em Thera, nas ilhas do Mar Egeu, e ninguém registrou o fato (exceto, possivelmente, por uma referência egípcia e talvez pelas lendas gregas sobre a Atlântida afundando no mar). Eis o que temos registrado pelos astrônomos antigos.

Os sumérios/babilônios possuíam um catálogo estelar muito antigo, que remonta a 1.200 a.C. Os babilônios, a partir de 1.800 a.C., passaram a utilizar nomes sumérios para as estrelas, o que indica que já se interessavam por astronomia muito antes disso. A partir de 1.800 a.C., os babilônios traçavam as estações do ano com base no sol e na lua para saber quando plantar as culturas. Sob o reinado de Nabopolassar (747-733 a.C.), os babilônios descobriram que os eclipses lunares tinham um ciclo de dezenove anos. Mas, na época de Josué, eles viviam em uma era de escuridão. Os cassitas conquistaram a Babilônia em 1570 a.C., e os assírios, sob o comando de Tikulti-Ninurta, capturaram a Babilônia por volta de 1225 a.C.

Os fenícios sabiam navegar usando “a estrela fenícia” (a Estrela Polar), mas não deixaram registros astronômicos.

No Egito, há um círculo de pedras astronômicas datado de 3.000 a.C. Os egípcios alinhavam suas pirâmides astronomicamente. No entanto, não há registros astronômicos escritos detalhados. Existe, porém, um registro muito interessante de escuridão um pouco depois da época de Josué.

Índia: Isso pode ter ocorrido por volta da época da batalha vagamente registrada no Bhagavad-Gita, embora a batalha também possa ter ocorrido antes. Acredita-se também que, por volta de 1390 a.C., em Takshasila, os arianos derrotaram os Nagas Ocidentais. O ponto a ser destacado é que se tratava de uma fase muito inicial da conquista ariana da Índia, quando havia poucos registros históricos preservados. Os primeiros livros astronômicos de que temos conhecimento na Índia datam de cerca de um século antes de Cristo.

China: A China entrou na Idade do Bronze, e a dinastia Shang chegou ao poder pela primeira vez na China logo após a época de Josué. O primeiro eclipse solar registrado foi feito por astrônomos chineses em 2136 a.C. Eles registraram as posições das estrelas em ossos de oráculo entre 1339 e 1281 a.C. Além desses, temos muito poucos registros astronômicos chineses antigos preservados. Eles são difíceis de serem encontrados porque, em 213 a.C., o imperador Shih Huang Ti ordenou que todos os livros do Império fossem queimados.

Os minóicos de Creta possuíam escrita e, aparentemente, praticavam astronomia, mas não sabemos muito sobre eles, já que sua civilização foi destruída por volta de 1450 a.C., antes da época de Josué.

Os gregos micênicos, que conquistaram os minóicos, ainda eram muito bárbaros.

Os gregos dóricos conquistaram o Mar Egeu por volta de 1200 a.C., mais de 200 anos após Josué. O primeiro astrônomo grego conhecido foi Tales de Mileto (624-548 a.C.).

No México, os primeiros astrônomos conhecidos foram os olmecas (1200-400 a.C.), que provavelmente inventaram o calendário nativo mesoamericano.

Em resumo, o registro de eventos astronômicos era inexistente ou esporádico. Sabemos que houve escuridão no Oriente Médio quando o vulcão Thera entrou em erupção, mas temos apenas uma possível referência nos escritos egípcios. Assim, não seria de se esperar encontrar referências a um dia mais longo, em uma época em que não havia relógios.

P: Em Josué 10:13 e 2 Samuel 1:18, o que é o livro de Jasher?

R: Josué 10:13 afirma que há mais informações sobre isso no livro de Jashar. O livro de Jashar não consta da Bíblia; não possuímos cópias hoje em dia e, de acordo com o New Bible Dictionary, quaisquer “cópias” modernas são falsificações.

P: Em Josué 10:23 e 11:3, por que os jebuseus (povo de Jerusalém) lutaram tanto nas campanhas do norte quanto nas do sul?

R: Josué derrotou todos os cinco reis do sul, mas não conquistou duas de suas cidades: Jerusalém (ou Jebus) e Jarmute. Consequentemente, os jebuseus de Jerusalém puderam ajudar os reis cananeus do norte.

Há um ponto fundamental a ser aprendido aqui. Às vezes, quando obtemos vitória em uma área de nossas vidas, mas o pecado não é completamente “eliminado” nessa mesma área, ele pode voltar mais tarde para nos atacar novamente.

P: Em Josué 10:24, por que Josué agravou ainda mais a situação ao fazer com que os líderes israelitas colocassem os pés no pescoço dos reis cananeus capturados?

R: Nos tempos do Antigo Testamento, Josué provavelmente fez isso para desmoralizar os cananeus que ouviriam sobre o ocorrido e para dar confiança ao seu exército. Esses reis sabiam que Deus estava com Josué e, mesmo assim, continuaram lutando contra ele.

No entanto, nos tempos do Novo Testamento, o padrão não é o mesmo. Não devemos nos vingar de nossos inimigos, mas amá-los, como Jesus disse em Lucas 6:27-28 e Mateus 5:43-44.

P: Em Josué 10:26, uma vez que os reis cananeus já estavam mortos, por que foram pendurados em árvores?

R: Provavelmente pela mesma razão discutida na resposta anterior. Há também uma possibilidade adicional e complementar.

Alguns bosques eram considerados sagrados pelos cananeus, e Josué pode ter demonstrado o que eles pensavam da adoração de ídolos nesses bosques. Consulte a discussão sobre Deuteronômio 12:3 e 16:21 para saber mais sobre árvores sagradas.

P: Em Josué 10:28, por que Deus ordenou aos israelitas que destruíssem todos?

R: Consulte a terceira pergunta sobre Josué 6:21 para obter a resposta.

P: Em Josué 10:28-42, há alguma evidência arqueológica da destruição dessas cidades?

R: Sim. Aqui estão as evidências bíblicas, seguidas pelas evidências arqueológicas que as corroboram.

Evidência bíblica: O livro de Josué não afirma que todas as cidades cananeias foram destruídas. No sul, afirma-se apenas que Jericó, Ai, Makkadeh, Libna, Laquis, Eglon, Hebrom e Debir foram destruídas. Talvez Betel também tenha sido destruída. No sul, muitas cidades fortificadas permaneceram de pé, de acordo com Josué 10:20.

No norte, nenhuma cidade foi incendiada, exceto Hazor, de acordo com Josué 11:13.

Evidências arqueológicas: Extraído de *Pharaohs and Kings: A Biblical Quest* (Crown Publishers, 1995), p. 306, eis as evidências de cidades destruídas no final da Idade do Bronze Média IIB apresentadas por David M. Rohl, um arqueólogo secular. A p. 299 afirma que o ano 1410 a.C. se situa dentro do período MB IIB.

Arad, Debir, Jericó, Laquis e Hazor, no norte, apresentam evidências de terem sido destruídas. Há alguma incerteza quanto ao fato de Bétel ter ficado no local atual de Beitin ou em el-Bireh, mas a cidade em Beitin foi destruída. Há alguma incerteza quanto ao fato de Hebrom ter ficado no local atual de el-Khalil ou em Tell el-Rumeideh, mas qualquer que fosse a cidade localizada em el-Khalil, ela foi destruída. Em Hormá, há incerteza se a cidade foi destruída naquela época ou não. A cidade de Gibeão foi abandonada. Havia incerteza se Ai ficava no local atual de et-Tell ou Khirbet Nisya, mas a cidade em Khirbet Nisya foi abandonada, e a cidade em et-Tell não foi destruída.

Como a destruição da pequena cidade de Ai foi tão completa, talvez o verdadeiro local de Ai provavelmente nunca venha a ser encontrado.

Alguns ficaram confusos porque outras cidades foram destruídas posteriormente pelos israelitas e egípcios durante o período dos Juízes, e havia a teoria equivocada de que o Êxodo ocorreu por volta de 1350 a.C. Hazor e Laquis foram destruídas novamente por volta dessa época.

P: Em Josué 10:33, o que sabemos sobre Gezer além do que está na Bíblia?

R: Gezer era uma das seis cidades mais importantes da Palestina. Possuía uma fonte dentro da muralha da cidade, que abrangia 30 acres. Por volta de 1600 a.C., foi construída a muralha interna, com 50 pés de largura, a maior estrutura de pedra da Palestina. Possuía uma muralha de 25 pés de altura com inclinação de 45 graus. Por outro lado, foram encontrados em Gezer restos mortais de crianças sacrificadas.

P: Em Josué 10:41, como eles puderam derrotar a região de Gósen, uma vez que Gósen fica no Egito?

R: Gósen, no Egito, é a região do Delta do Nilo. Trata-se de um Gósen diferente, que era uma cidade próxima à cidade cananeia de Debir. Gósen é mencionada em Josué 15:51.

P: Em Josué 11:1, por que os reis do norte não ajudaram os reis do sul na batalha?

R: As Escrituras não dizem. No entanto, observando um mapa, percebe-se que esses reis eram principalmente do norte de Canaã, enquanto os reis anteriores eram do sul de Canaã. A falta de coordenação entre o norte e o sul pode ter sido causada por rivalidade política e pelo fato de que os israelitas, situados entre os dois, impediriam não apenas os movimentos das tropas cananeias, mas também as comunicações entre o norte e o sul. Além disso, a campanha de Josué foi muito rápida, de modo que os cananeus tiveram pouco tempo para planejar uma estratégia bem elaborada.

P: Em Josué 11:1, em que a campanha do norte diferia da campanha do sul?

R: Houve três diferenças.

1. Mais reis se uniram para lutar contra os israelitas. Segundo Josefo, o exército cananeu do norte consistia em 20.000 carruagens, 100.000 cavaleiros e 300.000 soldados de infantaria. Sua estimativa, porém, provavelmente é um pouco alta, a menos que quase todos os homens cananeus de toda a região tivessem sido reunidos. Se a população que se uniu fosse de 810.000 a 1,1 milhão, o exército poderia ter totalizado 240.000, a menos que idosos e meninos também tivessem combatido.

2. Os cananeus do norte talvez estivessem mais determinados, depois de verem que os israelitas haviam derrotado os reis do sul.

3. Os reinos do norte provavelmente tinham o moral mais abalado, pois era difícil para os reis do sul lutarem contra uma tempestade de granizo.

P: Em Josué 11:3, por que Jabim, de Hazor, convidou os hititas para lutar contra os israelitas, uma vez que os gibeonitas haviam feito um tratado com os israelitas em Josué 9:19?

R: Josué 11:19 dá a resposta. Havia diferentes cidades hititas, e apenas os hititas de Gibeão e arredores firmaram um tratado com os israelitas.

P: Em Josué 11:6,9, por que Josué recebeu a ordem específica de cortar os tendões dos cavalos e queimar as carruagens?

R: Cortar os tendões dos cavalos significa cortar o “tendão de Aquiles”, que liga os músculos da parte posterior da perna ao pé. Os cavalos continuariam vivos, mas não poderiam correr e seriam inúteis para a guerra. Deuteronômio 17:16-17 mostra que Deus não queria que os israelitas tivessem muitos cavalos e carruagens. Há três pontos para especulação.

1. Cavalos e carruagens são muito úteis para combates em planícies; grande parte de Canaã era montanhosa, portanto, não seria sensato confiar em carruagens e cavalos durante a conquista.

2. Independentemente de, do ponto de vista natural, ser sensato confiar em carruagens e cavalos, Deus desejava que eles confiasem Nele, e não em suas armas de guerra.

3. Carruagens e cavalos permitem que um país entre rapidamente em guerra contra inimigos em terras distantes. Deus nunca instruiu os israelitas a invadirem o Egito, a Síria, a Assíria ou quaisquer outras terras mais distantes.

P: Em Josué 11:7, por que Josué atacou os cananeus do norte nas águas de Merom?

R: A Escritura não diz, mas podemos identificar algumas razões.

1. Josué os pegou de surpresa. O exército cananeu do norte ainda estava se reunindo, e Josué os atacou repentinamente antes que todo o povo tivesse chegado e eles tivessem se organizado.

2. Josué 11:5 menciona que eles possuíam muitos carros de guerra. Em uma região montanhosa, entrecruzada por riachos e pequenos rios, a vantagem dos carros de guerra seria minimizada.

Da mesma forma, em nossa luta por Deus, às vezes pode ser importante para a vitória que escolhamos o momento e o local.

P: Em Josué 11:10, há alguma evidência arqueológica da destruição de Hazor?

R: De acordo com os arqueólogos, Hazor foi, de fato, incendiada três vezes: em 1400 a.C., em 1300 a.C. pelo Faraó Seti I e em 1230 a.C. Quem poderia ter incendiado Hazor na última ocasião (Juízes 14:2, 15, 16)? Hoje, na verdade, ainda temos uma carta de I-eha-enu (Jabim?) de Hazor ao Faraó pedindo ajuda nessa ocasião. (chamado de rei Ibni por David M. Rohl, p. 317) Os egípcios não vieram: aparentemente, cinquenta anos antes, eles já estavam fartos de tentar nadar contra a corrente da vontade de Deus.

P: Em Josué 11:10-11, como Hazor, que Josué destruiu e incendiou totalmente, pôde escravizar Israel algumas gerações depois, em Juízes 4:3?

R: Alguns alegaram que isso seria uma imprecisão no livro de Josué. No entanto, 170 anos é tempo mais do que suficiente para que uma cidade seja reconstruída. A arqueologia, na verdade, nos mostra que a cidade de Hazor foi incendiada em 1.400 a.C., em 1.300 a.C. pelos egípcios e em 1.230 a.C. Independentemente do viés dos críticos da Bíblia, a arqueologia conta a história com muita precisão. Consulte a pergunta anterior para saber mais sobre como Hazor foi destruída por Josué e reconstruída 170 anos depois pelos cananeus para oprimir os israelitas.

P: Em Josué 11:10, o que sabemos sobre a cidade de Hazor?

R: Os arqueólogos nos dizem que Hazor era a maior cidade de toda a Canaã, com uma área de 175 a 200 acres e uma população máxima de 40.000 habitantes. Hazor tinha um formato incomum. Havia um bastião interno de cerca de 14 acres e uma muralha dupla na extremidade mais distante, com 100 pés de distância entre as duas muralhas. Ela tinha 1.542 pés (5 campos de futebol) de comprimento e 574 pés de largura em seu ponto mais largo. Na época de Juízes 4, Hazor voltou a ascender ao poder e oprimiu os israelitas, até que Baraque e os israelitas os derrotaram.

P: Em Josué 11:18, Canaã foi conquistada gradualmente ou rapidamente, como diz Josué 10:42?

R: A conquista inicial de Canaã foi uma campanha muito rápida. No entanto, os israelitas deixaram de pressionar os cananeus assim que tiveram terra suficiente para viver, e o restante da conquista ocorreu de forma muito gradual. Além disso, era mais difícil para os israelitas lutarem nas planícies do que nas montanhas, pois os filisteus e outros povos possuíam carruagens.

P: Em Josué 11:20, por que Deus endureceu o coração dos cananeus?

R: Consulte a discussão sobre Êxodo 7:22 para obter a resposta.

P: Em Josué 11:21 e Josué 14:15, quem eram os Anakim (= anakitas)?

R: Trata-se de uma repetição da resposta sobre Deuteronômio 1:28.

Os anacitas aparentemente afirmavam descender de um homem chamado Anac. Os anacitas eram uma tribo cujos homens eram guerreiros temíveis, provavelmente devido ao seu tamanho e força. Como os arcos não eram tão potentes naquela época, e um longo alcance e força eram qualidades valiosas para quem lutava com espadas e porretes, eles produziram muitos guerreiros temidos. Consulte a discussão sobre Deuteronômio 31:3 para obter mais informações.

P: Em Josué 12:1-14, quando esses reis foram derrotados?

R: Todos foram derrotados por Josué. No entanto, muitas das cidades só foram capturadas muito tempo depois. Quanto às cidades que foram capturadas, consulte a resposta à próxima pergunta.

P: Em Josué 12:1-14, o que sabemos sobre essas cidades a partir da arqueologia?

R: Há um quadro com informações sobre cada cidade ou região.

TRANSJORDÂNIA
Hesbom: Cidade amorita capturada antes da travessia do Jordão.
Básan: Cidade amorita com excelentes pastagens para gado nas proximidades.
SUL DE CANAÃ
Jericó: Cidade amorita fortemente fortificada, com 10.000 habitantes. Incendiada por volta de 1.400 a.C., e evidências arqueológicas indicam “uma possível falha nas fortificações”
Ai: Cidade amorita próxima a Betel. O local ainda não foi encontrado e provavelmente nunca o será devido à sua destruição total
Jerusalém: Esta cidade jebuseia (amorita) provavelmente era a cidade mais fortemente fortificada na época de Josué e posteriormente. Ocupava 14 acres na época. Não foi conquistada (Josué 15:63) até que alguns dos homens de Davi se infiltraram pelo túnel de abastecimento de água.
Hebrom: Cidade amorita conquistada, também chamada de Quiriate-Arba. Alguns anaquitas viviam ali. Localizava-se no local atual de el-Khalil ou em Tell el-Rumeideh. O local de el-Khalil foi incendiado por volta de 1.400 a.C.
Jarmute: Uma pequena cidade amorita: 7 acres.
Laquís: Impressionante forte amorita conquistado, ocupando 18 acres. Incendiado por volta de 1400 a.C.
Eglon: Uma cidade amorita e, posteriormente, filistina.
Gezer: Derrotada, mas não capturada (Josué 15:63) até que o Faraó a saqueou e a deu como presente de casamento à sua filha, a noiva de Salomão (1 Reis 9:16). Restos mortais de crianças sacrificadas foram encontrados em jarros enterrados no local.
Debir: Provavelmente quenizita. O pai de Calebe, Jefuné, era quenizita. Tinha 9 acres de extensão e foi construída por volta de 2.200 a.C., tendo sido incendiada por volta de 1.400 a.C. W.F. Albright identificou Debir com Tell Beit Mirsim, embora outras pessoas defendam outros locais, incluindo Khirbet er-Rabud. (Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa, p. 116)
Geder: Não se sabe muito sobre esta cidade do sul.
Hormá: Os israelitas foram derrotados aqui antes de vagarem pelo deserto por quarenta anos. Conquistada sob o comando de Josué. As evidências arqueológicas de seu incêndio são incertas
Arad: Cidade do sul. Incendiada por volta de 1400 a.C.
Libná: Conquistada na campanha do sul. Foi completamente incendiada por volta de 1230 a.C.
Adulão: Conquistada na campanha do sul.
Makkedá: Conquistada na campanha do sul.
Betel: Cidade importante conquistada em Juízes 1:22-25. É a segunda cidade mais mencionada na Bíblia. Não se sabe ao certo se localizava-se no sítio atual de Beitin ou em el-Bireh. O sítio em Beitin foi incendiado por volta de 1400 a.C.
CANAÃ DO NORTE
Tappuah: Havia duas cidades chamadas Tappuah. Provavelmente, aqui se refere à do norte; a de Judá era uma pequena aldeia.
Hepher: Não se sabe muito sobre essa cidade.
Afec: Grande cidade de 40 acres fundada em 2.000 a.C., logo após Abraão.
Lasharon: Não se sabe muito sobre esta cidade.
Madom: Mencionada na lista de cidades cananeias do Faraó Tutmés III.
Hazor: A maior cidade de Canaã, com 175 a 200 acres. População <= 40.000. — Incendiada nos anos 1400, 1300 e 1230 a.C.
Shimron Meron: Pouco se sabe sobre esta cidade.
Acshaph: Provavelmente não foi conquistada por Josué. Posteriormente, essa cidade aliou-se a Hazor contra Israel.
Taanach: Localizada nas proximidades de Megido, essa cidade bem fortificada não foi tomada, embora seu exército tenha sido derrotado.
Megido: Esta cidade nunca foi capturada. Era um pequeno e robusto forte de 6 hectares, com muralhas de 6 pés de largura.
Kedesh: Mais tarde, tornou-se uma cidade de refúgio para os levitas.
Jokneam: No Carmelo. Provavelmente também mencionada na lista de cidades cananeias do faraó Tutmés III.
Dor: A cidade não foi capturada (Juízes 1:27).
Goyim: Pouco se sabe sobre esta cidade.
Tirza: Monte de 600 x 300 pés (maior que Megido) que não foi conquistado. Foi construído pela primeira vez por volta de 4.000 a.C.

P: Em Josué 13:1, Josué 23:1-2 e Josué 14:11, por que Deus permite que alguns de Seus servos obedientes sofram com a velhice e outros não?

R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.

1. Josué 24:29 diz que Josué tinha quase 110 anos, enquanto Calebe tinha cerca de 87. Portanto, nesse caso, Josué era muito mais velho e sofreu mais com a velhice.

2. Em geral, Deus conduz cada um de Seus filhos conforme Lhe apraz. Alguns O glorificam permanecendo fiéis a Ele por meio de provações intensas; outros, por meio da velhice; e outros ainda, de outras maneiras.

P: Em Josué 13:6, por que Deus prometeu expulsar os sidônios, já que eles nunca foram expulsos?

R: Deus disse em Josué 13:6 que Ele mesmo os expulsaria diante dos israelitas. Isso soa um pouco semelhante à Batalha de Gibeão, em Josué 10:11, onde mais cananeus foram mortos pelos granizos do que pelos israelitas. A diferença aqui é que os israelitas nunca se deram ao trabalho de se reunir para combater os sidônios e, portanto, Deus não expulsou os sidônios “diante dos israelitas”.

P: Em Josué 13:9-12, a fronteira oriental ficava na Transjordânia, ou se estendia até o rio Eufrates, como dizem Gênesis 15:18 e Deuteronômio 11:24?

R: Há três pontos a serem considerados na resposta.

Josué 13:9-12 era uma descrição da situação atual, de que a extensão oriental de suas possessões na época de Moisés e Josué ficava na Transjordânia e havia sido atribuída às duas tribos e meia.

Gênesis 15:18 era uma promessa profética, incondicional e futura. Os descendentes de Abraão dominariam a terra até o rio Eufrates. Isso se cumpriu durante a monarquia de Davi e Salomão, conforme mostra 2 Samuel 8:3.

Deuteronômio 11:24 era uma promessa profética, condicional e futura. Ela estava condicionada ao cumprimento cuidadoso de todos os mandamentos (Deuteronômio 11:22). Eles possuiriam toda a terra até o rio Eufrates, conforme dizia Gênesis 15:18. No entanto, nas gerações subsequentes, eles não continuaram a cumprir as condições, pelo menos até a época de Davi.

P: Em Josué 13:22, por que os israelitas mataram Balaão, um profeta de Deus que não dizia nada além da verdade?

R: Balaão disse a verdade com o intuito de prejudicar os israelitas. Se uma determinada tentação pode prejudicar alguém, não se deve sair por aí, mesmo que com sinceridade, dizendo aos inimigos dessa pessoa como tentá-la, como Balaão fez em Números 31:16. 2 Pedro 2:15 e Judas 11 também mencionam o erro de Balaão.

P: Em Josué 13:27, o que é o Mar de Chinnerete?

R: Trata-se de um nome antigo para o Mar da Galiléia.

P: Em Josué 14:2, por que a maioria das tribos herdou por sorteio?

R: Essa foi uma ideia de Josué, não de Deus. O livro de Josué nunca afirma que Deus aprovou a ideia, embora Deus também nunca tenha expressado Sua desaprovação.

P: Em Josué 15-19, por que havia doze divisões da terra?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. Havia doze tribos, mas uma delas, a dos levitas, era composta por sacerdotes e não recebeu nenhuma porção da terra. Isso resultaria em onze porções.

2. Em vez disso, os dois filhos de José, Efraim e Manassés, receberam cada um uma porção. Normalmente, o filho primogênito recebia uma herança dupla.

3. No entanto, José não era o primogênito de Jacó; Rubem era. No entanto, em Gênesis 49:3-4, o discurso de Jacó sugere que Ruben não receberia o “direito de primogênito” por ter se deitado com a concubina de Jacó, Bilá, conforme Gênesis 35:22. Em vez disso, José, que salvou toda a família da fome, receberia esse direito. Isso pode ter sido, em parte, o motivo por trás da bênção de Jacó a Efraim e Manassés, em Gênesis 48:1-2.

P: Em Josué 15-19, que lição podemos aprender com a divisão da terra?

R: Há várias lições que podemos aprender.

1. Não podemos passar pela vida sempre ignorando os detalhes. Às vezes, precisamos ser muito minuciosos. Por exemplo, se o senhor for um supervisor que avalia os funcionários dedicados sob sua responsabilidade, eles esperariam que o senhor o fizesse com a mesma seriedade e diligência com que eles trabalham para o senhor.

2. Muitas vezes, o melhor para as pessoas afetadas é que elas tenham grande influência na decisão. Quando os colonos americanos clamavam “sem representação, não há tributação”, não era porque estavam tentando deixar de pagar impostos. Em vez disso, queriam ter voz ativa sobre como eram tributados.

3. Justo e equitativo não são a mesma coisa. A divisão das terras foi “justa” no sentido de que todas as tribos participaram e todas tiveram chances iguais de receber proporcionalmente mais terras por pessoa. No entanto, não foi equitativa, no sentido de que algumas tribos receberam mais terras por pessoa do que outras. Hoje, o senhor pode ganhar menos do que outro funcionário da mesma empresa que tem um valor quase idêntico para a empresa. Não reclame que a empresa é injusta. Ambos estão recebendo o que a empresa concordou em pagar a cada um de vocês. No entanto, você tem a liberdade de remediar essa situação inequitativa conversando com seu chefe ou procurando emprego em outro lugar. Contudo, esteja ciente de que, quando você percebe uma situação como inequitativa, é possível que seja você quem esteja equivocado.

4. Mesmo pessoas piedosas podem cometer erros e distribuir as coisas de forma desigual.

P: Em Josué 15:13, Arba era o pai dos anaquitas ou apenas um homem importante entre os anaquitas, como diz Josué 14:15?

R: Não temos nenhum registro independente sobre Arba, mas não há problema em Arba ser ambas as coisas.

P: Em Josué 15:17 e Juízes 1:12-13, foi correto Otniel se casar com a filha do irmão mais novo de seu pai?

R: Isso era lícito de acordo com as leis matrimoniais do Antigo Testamento. Um homem não podia se casar com a esposa do irmão de seu pai, mas podia se casar com a filha do irmão de seu pai. Consulte a discussão sobre Levítico 18:1-17 para obter mais informações.

P: Em Josué 15:18-19 e Juízes 1:14-15, a esposa de Otniel agiu corretamente ao pedir também as fontes de água?

R: Ela foi perspicaz ao fazer esse pedido, pois, naquela terra, a água era o recurso essencial. A Bíblia não diz se foi ou não justo que ela também recebesse as fontes de água.

P: Em Josué 15:24, Bealote é o mesmo que Baalate-Beer, em Josué 19:8?

R: O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 3, pp. 329-330, afirma que podem ser. Observe que a porção de Simeão se estendia apenas até Baalate-Beer, mas não a incluía.

P: Em Josué 15:33, por que diz que há 29 cidades e vilarejos, quando a lista apresenta 36?

R: Provavelmente trata-se de um erro de transcrição. Primeiro, duas respostas incorretas; em seguida, mais detalhes sobre a resposta correta.

Algumas são aldeias não incluídas na soma das cidades (resposta incorreta): essa fórmula, que consiste em listar as cidades e, em seguida, apresentar a soma, aparece cerca de 30 vezes no livro de Josué. Em 28,5 desses casos, os números somam-se perfeitamente. (O caso ambíguo é Josué 15:22, onde os números somam-se se Gederothaim for sinônimo de Gederah.) Assim, afirmar que o número se refere apenas às cidades e não às aldeias periféricas provavelmente não está correto, pois por que essa lista seria diferente das outras 29?

As cidades atribuídas conjuntamente a Simeão não foram contabilizadas (resposta incorreta): Sete cidades pertenciam a Simeão. A porção de Simeão situava-se inteiramente dentro de Judá, e as tribos de Judá e Simeão se uniram posteriormente. As 17 cidades de Simeão em Josué 19:2-8. Destas, 11 estão listadas na lista de Judá referente ao Negev. São elas: Na lista de Judá, as cidades em comum são Ain, Balah (=Baalah), Berseba, Eltodad, Ezem, Hazar-Shual, Hormá, Molada, Lebaot (=Bete-Lebaot), Rimom e Ziclague. Observe que 36 - 11 não é igual a 29. Além disso, duas das cidades de Simeão são compartilhadas com Judá no sopé ocidental: Ashan e Eter; no entanto, a soma das cidades do sopé ocidental bate. Observe também que quatro das cidades de Simeão não constam em nenhuma lista de Judá: Betul, Bet Marcabote, Hazar-Susa e Sharuhen. O “Comentário Bíblico do Crente”, p. 251, e o “Comentário do Conhecimento Bíblico: Antigo Testamento”, p. 359, defendem essa visão, sendo as sete cidades comuns: Beerseba, Eltodad, Ezem, Hazar-Shual, Hormá, Molada e Ziclague.

Erro de copista no texto massorético (resposta correta): Tanto o texto massorético quanto a Septuaginta afirmam que havia 29 cidades, mas o texto massorético menciona apenas 30 cidades. (Talvez tenha havido uma adição ou um erro de copista também.)

Texto MassoréticoA Septuaginta
KabzeelBaeseleel
EderAra
JagurAsor
KináIcam
DionahRegma
AdadahAruel
KedeshCades
HazorAsorionain (=Hazor + Ithanan?)
Itnan
Zif
TelemMaenam
BealoteBalmaenan
Hazor HadataE suas aldeias
Keriot Hezron (Hazor)Aserom (Asor)
AmamSen
ShemaSalmaa
MoladahMolada
Hazar Gaddah
HesmonSeri
Beth PeletBaephalath
Hazar ShualCholascola
BeershebaBeersabee
BiziothiahE suas aldeias
BaalaBala
IimBacoc
EzemAsom
EltodadElboudad
KesilBaethel
HormáHerma
ZiclagueSekelac
MadmannáMacharim
SansanáSethennac
LebaothLabos
ShilhimSale
AinEromoth (= Ain + Rimmon?)
Rimmon

O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 3, p. 330, também menciona que isso pode ser um erro do copista ou que algumas aldeias foram adicionadas indevidamente.

Infelizmente, não tenho acesso aos Manuscritos do Mar Morto nem ao que neles está escrito.

Como observação adicional, o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 3, p. 329-330, afirma que, como a palavra “Hazor” significa as terras agrícolas circundantes, Hazor e Ithnan podem simplesmente referir-se às terras agrícolas de Ithnan (a Septuaginta parece combinar esses nomes em um único). Afirma-se também que Biziothiah, em Juízes 15:28, é emendado por alguns como (ubenoteha), significando “e as aldeias vizinhas”, mas menciona-se que isso é improvável. No entanto, é isso que diz a Septuaginta.

P: Em Josué 16:1, por que José, filho de Jacó, recebeu duas partes (uma para Efraim e outra para Manassés), enquanto todos os outros filhos de Jacó receberam apenas uma parte?

R: Normalmente, o primogênito recebia uma porção dupla em comparação com os outros filhos. Ora, José, biologicamente, não era o primogênito de Jacó. Provavelmente por ter salvado a família de Jacó, José recebeu o direito de primogênito. Jacó afirmou explicitamente que tanto Efraim quanto Manassés deveriam ser considerados como seus em Gênesis 48:5. Rubem, o primogênito biológico, perdeu esse direito quando profanou o leito de seu pai em Gênesis 49:3-4.

P: Em Josué 17:3 e Números 36:2-12, as filhas de Zelofeade estavam certas em causar tanto “problema”?

R: Embora as Escrituras não o digam, tanto as circunstâncias quanto o fato de Deus ter atendido ao apelo delas indicam que foi correto. Pedir o que é justo não incomoda a Deus nem às pessoas justas.

P: Em Josué 17:12-13 e Juízes 1:27-30,33, uma vez que não conseguiram expulsar os cananeus, como puderam submeter os cananeus ao trabalho forçado?

R: Juízes 1:28 responde a essa pergunta. Inicialmente, eles não conseguiram derrotar os cananeus. No entanto, após algum tempo, os israelitas tinham o poder, mas não a vontade de destruir os cananeus, e fizeram esse acordo com os cananeus enfraquecidos.

P: Em Josué 18:6, por que lançaram sortes para a terra?

R: Eles lançaram sortes porque Josué lhes ordenou que o fizessem. Por um lado, a Bíblia não se pronuncia sobre se Deus aprovou isso ou não. Por outro lado, esse não foi um método inadequado, pois deu a cada tribo envolvida uma chance igual.

Hoje, jogar uma moeda ou utilizar algum outro processo pseudoaleatório é aceitável para os cristãos tomarem decisões arbitrárias, quando não é necessária uma decisão ponderada. No entanto, assim como em Josué, não podemos afirmar que, sempre que decidirmos algo por meio do lançamento de uma moeda, isso signifique necessariamente que seja a melhor decisão que Deus desejava.

P: Em Josué 18:8-10, a distribuição da terra foi justa?

R: Foi totalmente justa, mas não 100% equitativa. Foi justa porque

1. As tribos realizaram o levantamento topográfico.

2. As tribos decidiram qual seria o tamanho de cada porção.

3. Elas lançaram sortes para determinar quem receberia cada porção.

4. Reconheceram que Judá e os filhos de José tinham mais pessoas, por isso deram porções maiores às tribos com mais habitantes.

No entanto, poderia-se argumentar que não foi totalmente equitativo, pois, em seus levantamentos, aparentemente consideraram que a terra da Palestina era mais retangular do que realmente é. Assim, as tribos do norte ficaram com menos terra.

Por outro lado, as porções do norte não precisavam enfrentar os filisteus e recebiam mais chuvas; portanto, talvez tenha sido equitativo.

É semelhante à situação em que sete meninos escolhem aleatoriamente quem ficará com sete sacos de bolinhas de gude. Eles não sabem exatamente quantas bolinhas há em cada saco, mas todos acham que os sacos têm aproximadamente o mesmo número de bolinhas. Se por acaso um saco tivesse mais bolinhas, isso seria justo, pois cada menino teve a mesma chance de ficar com aquele saco.

P: Em Josué 18:28, Jerusalém ficava no território de Benjamim ou de Judá, como diz Josué 15:8?

R: Ficava na fronteira que separava as duas tribos.

P: Em Josué 19:2-7, essas cidades ficavam em Simeão ou em Judá, como diz Josué 15:26-32, 36, 42?

R: Originalmente, elas estavam em Judá, mas posteriormente foram cedidas a Simeão. No entanto, isso tornou-se uma questão irrelevante quando Judá e Simeão se uniram. Seis pontos a serem considerados na resposta.

1. Josué 15 mostra que essas cidades faziam parte da porção de Judá. (O Novo Dicionário Internacional da Bíblia, p. 327, por exemplo, afirma: “A menção em Josué 15:42 talvez se refira à mesma porção atribuída a Simeão em Josué 19:7, 9”).

2. Josué 19:9 mostra que Simeão recebeu sua porção de dentro da porção de Judá, pois dizia que a porção de Judá era maior do que o necessário.

3. A divisão da terra foi decidida por homens piedosos, mas mesmo pessoas piedosas podem cometer erros.

4. Quando perceberam que Judá havia recebido uma porção excessivamente grande em relação à sua população, corrigiram o erro.

5. Observe as atitudes aqui. O povo de Judá não reclamou que lhes tivessem tirado terras. Os demais não questionaram as motivações de Judá quando descobriram o erro pela primeira vez.

6. Embora os líderes tenham cometido um erro e o tenham corrigido ao designar Simeão para viver dentro do território de Judá, Deus já sabia que esse erro e essa correção ocorreriam. O erro e a correção cumpriram a profecia dada em 49:7, de que Simeão seria disperso em Israel.

P: Em Josué 19:47, onde fica a cidade de “Leshem”?

R: Tratava-se de uma cidade relativamente grande, embora as descobertas arqueológicas indiquem que era menor do que Hazor. Era também chamada de “Laís” e situava-se na parte mais ao norte de Canaã.

P: Em Josué 19:47, os danitas conquistaram Leshem neste contexto ou em Juízes 18:27-29?

R: Ambos se referem ao mesmo evento. Esta seção do livro de Josué relata o que os danitas fizeram posteriormente, após a época de Josué.

P: Em Josué 19:47, o livro de Josué foi escrito depois que os danitas conquistaram Leshem?

R: Sim. Embora o livro em si não mencione explicitamente quando foi escrito, Josué 19:47 mostra que o livro de Josué foi escrito após a conquista de Leshem pelos danitas.

P: Em Josué 20, em que medida essa lei relativa ao sumo sacerdote se assemelhava a Cristo?

R: A pessoa que havia fugido para uma cidade de refúgio por homicídio culposo ficava livre assim que o sumo sacerdote morresse. Talvez Deus tivesse estabelecido essa lei “singular” em parte como um prenúncio do perdão de nossos pecados quando nosso sumo sacerdote, Jesus Cristo, morreu na cruz por nossos pecados.

P: Em Josué 21, como os ministros recebem seu sustento de terceiros e estão a servir a Deus, deveria ser deduzido automaticamente o dízimo do salário do ministro?

R: Não. Em primeiro lugar, os cristãos não estão limitados a doar apenas dez por cento; portanto, como saberiam quanto deduzir? No entanto, esse é um ponto secundário, comparado a 2 Coríntios 9, que diz que devemos dar com alegria, e não por obrigação. Nossa doação é uma prática de nossa obediência a Deus, e a dedução automática do dízimo iria contra 2 Coríntios 9 e tiraria do ministro a oportunidade de escolher obedecer a Deus.

P: Josué 21:43-45 mostra que todas as promessas de Deus a Israel foram cumpridas naquela época?

R: Não, porque a maioria dos profetas surgiu depois de Josué.

P: Em Josué 22:10-12, por que os israelitas estavam prestes a entrar em uma guerra civil?

R: A resposta encontra-se em Josué 22:16-18. As 9,5 tribos pensaram, erroneamente, que as tribos da Transjordânia estavam construindo um altar idólatra. Estavam dispostas a entrar em guerra contra seus irmãos, antes de permitir que estes caíssem na idolatria.

Hoje, estaríamos dispostos a nos opor aos cristãos envolvidos em idolatria, em vez de aceitar com complacência e em silêncio a traição deles à fé em Deus?

P: Em Josué 22:17, qual foi a iniquidade de Peor?

R: Trata-se do terrível incidente relatado em Números 25:1-9, em que as mulheres moabitas mantiveram relações sexuais com os homens israelitas para afastar o favor de Deus deles. Deus fez com que 24.000 israelitas morressem de peste.

P: Em Josué 23:12-16 e Deuteronômio 31:16-17, Deus concedeu a Terra Prometida aos israelitas de forma condicional ou incondicional, como mostram Gênesis 12-15, Gênesis 26 e Gênesis 46?

R: A terra lhes pertencia incondicionalmente, mas sua ocupação da terra estava condicionada à sua obediência a Deus.

P: Em Josué 24:8,18, em que os amorreus diferiam dos cananeus?

R: Quase todos os cananeus eram amorreus (com exceção dos heveus e dos hititas). No entanto, os amorreus também viviam fora de Canaã, na Síria e no norte da Mesopotâmia.

P: Em Josué 24:12, o que eram as vespas que expulsaram os cananeus?

R: Não se tratava de meros insetos, mas de uma metáfora para anjos destruidores. Assim como um ninho de vespas é eficaz para persuadir uma pessoa a não permanecer em determinado local, esses anjos ajudaram os israelitas a expulsar os cananeus.

P: Em Josué 24:14,23, por que os israelitas foram instruídos a se livrar de seus ídolos neste contexto?

R: Não se trata tanto de que eles tivessem caído na idolatria naquele momento, mas Josué estava se dirigindo às gerações futuras, bem como à atual. Infelizmente, uma ou duas gerações depois de Josué, seu conselho não foi seguido.

P: Em Josué 24:21-24, as pessoas têm livre arbítrio para fazer escolhas, como os israelitas aparentemente fizeram aqui?

R: Os calvinistas radicais dizem que não. Outros extremistas acreditam que temos liberdade total. A maioria dos cristãos concorda que temos livre arbítrio quando o termo é corretamente compreendido. Eis o que diz R.C. Sproul.

“Não vejo nenhum problema em conciliar a soberania de Deus com o livre arbítrio do homem, desde que compreendamos o conceito bíblico de liberdade. … Não somos absolutamente livres. … Tenho o poder, a capacidade e a liberdade de fazer aquilo que estou apto a fazer, mas minha liberdade nunca pode se sobrepor ao poder ou à autoridade de Deus. Minha liberdade é sempre limitada pela liberdade superior de Deus. O que constitui uma contradição é a soberania de Deus e a autonomia humana. Autonomia significa que o homem pode fazer o que bem entender sem se preocupar com o julgamento do Alto. Obviamente, esses dois conceitos são incompatíveis, e não acreditamos que o homem seja autônomo. Afirmamos que ele é livre, mas sua liberdade está dentro de limites, e esses limites são definidos pela soberania de Deus. Eis uma analogia simples: em minha casa, tenho mais liberdade do que meu filho. Ambos temos liberdade, mas a minha é maior.”

Creio que a grande maioria dos cristãos, tanto calvinistas quanto não calvinistas, concordaria com isso.

P: Em Josué 24:26, por que o povo fez uma aliança em Siquém, ou seria Siló o santuário, como dizem Josué 18:1; 1 Samuel 1:3; 3:21 e 4:3?

R: Há dois pontos a serem considerados na resposta.

1. Durante o tempo de Josué (por volta de 1400 a.C.), todas as tribos fizeram uma aliança e ergueram uma grande pedra como memorial em Siquém. Esse local de reunião precisava ser amplo para acomodar todo o povo. A Bíblia não diz que sacrifícios foram oferecidos ali, nem que a Arca da Aliança se encontrava ali.

2. Conforme mostram os outros versículos, Siló era o local onde a Arca permanecia e onde o povo realizava sacrifícios antes de Davi conquistar Jerusalém.

P: No livro de Josué, quais são alguns dos manuscritos mais antigos desse livro que ainda existem hoje?

R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) duas cópias distintas.

4Q47 (=4QJosh(a)) 22 fragmentos de partes de Josué 5-10. É semelhante ao texto massorético, e não à Septuaginta, exceto em 5:2-7; 8:10-18; 8:34-35. Os versículos preservados são: 5:2-7; 6:5-10; 7:12-17; 8:3-14, 18?, 34-35; 10:2-5, 8-11.

4Q48 (=4QJosh(b)): cinco fragmentos de Josué 2-4 e 17. Os versículos preservados são: 2:11-12; 3:15-17; 4:1-3; 17:1-5, 11-15

Versão samaritana de Josué

Em Masada, foi encontrada uma cópia do livro de Josué datada de 169-93 a.C., segundo a datação por radiocarbono por espectrometria de massa. Trata-se de uma paráfrase de Josué 23-24.

No total, dos 648 versículos do livro de Josué, os seguintes 58,5 foram preservados nos Manuscritos do Mar Morto e em Masada (9,0 %)

Josué 2:11-12; 3:15-17; 4:1-3; 5:X,2-7; 6:5-10; 7:12-17; 8:3-14,18?,34-35; 10:2-5,8-11; 17:1-5,11-15, paráfrase de 23-24.

A Septuaginta grega [LXX] foi uma tradução de todo o Antigo Testamento para o grego. O Códice Colberto Sarravianus (séculos IV a V d.C.) contém de Gênesis até Rute. As versões do texto massorético e da Septuaginta de Josué são bastante diferentes uma da outra.

O Vaticanus [B] (325-350 d.C.) contém todo o livro de Josué

O Sinaítico (340-350 d.C.) contém Josué 12:2-14:4

O Alexandrinus [A] (c. 450 d.C.) contém todo o livro de Josué.

O Códice de Washington (séculos IV/V) contém o livro de Josué.

P: Quais escritores antigos se referiram a Josué?

R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos do livro de Josué são:

Filo, o judeu de Alexandria (20/15 a.C. a 50 d.C.), referiu-se a Josué 1:5: “Nunca te deixarei, nem te abandonarei.” Em *Sobre a Confusão das Línguas* 32 (164), p. 249.

Clemente de Roma (96-98 d.C.) faz alusão a Josué ao relatar a história de Raabe, quando os espiões foram enviados por Josué. 1 Clemente, cap. 12, vol. 1, p. 8

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) refere-se a Josué 5,13 e 6,1-2 no “livro de Josué”. Diálogo com Trifão, o Judeu, cap. 62, p. 228

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) faz alusão ao anjo que apareceu a Josué, filho de Num. Diálogo com Trifão, o Judeu, cap. 61, p. 227.

Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) incluiu Josué entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo. Sobre a Páscoa, p. 72. Preservado na *História Eclesiástica* de Eusébio, livro 4, cap. 26.

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) refere-se aos cinco reis amorreus que Josué aprisionou em uma caverna como “Escritura”. Irineu, *Contra as Heresias*, livro 2, cap. 24.4, p. 395

Clemente de Alexandria afirma: “Conforme relata o livro de Josué” e, posteriormente, “conforme menciona o livro dos Juízes” — *Stromata* (193-202 d.C.), livro 1, cap. 21, p. 325

Tertuliano (198-220 d.C.) refere-se a Josué, filho de Num, 6:1-20, e à queda de Jericó. *Resposta aos Judeus*, cap. 4, p. 155

Hipólito (222-235/6 d.C.) discute a época em que Josué, filho de Num, lutava contra os amorreus. Fragmento do Comentário sobre o Profeta Isaías, cap. 1, p. 176

Orígenes (225-254 d.C.) dedicou uma obra inteira às Homilias sobre Josué. Ele menciona Jesus [Josué] pelo nome.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.): “Em Isaías… no Salmo 117… Também em Zacarias… Também em Deuteronômio:… Também em Jesus [Josué], filho de Nave”. Tratados de Cipriano, Tratado 12, seção 2, cap. 16, p. 512

Cipriano (c. 246-258 d.C.) cita Josué 5:2: “Também em Jesus, filho de Nave: ‘E o Senhor disse a Jesus: Faça para si pequenas facas de pedra, bem afiadas, e proceda à circuncisão dos filhos de Israel pela segunda vez’”. Tratados de Cipriano, Tratado 12, seção 1, cap. 8, p. 510

Gregório, o Taumaturgo (240-265 d.C.), faz alusão a Josué 7 na Epístola Canônica, Cânon 3, p. 19.

Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.)

Após Nicéia:

Atanásio (367 d.C.) enumera os livros do Antigo Testamento na Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.

Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) menciona Josué em *A Cidade de Deus*, livro 18, cap. 12, p. 366

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) cita Josué 3:1 como sendo de Jesus [Josué], filho de Nave [Nun], na Palestra 10.11, p. 60

Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) faz alusão a Josué 7 na Carta 3, cap. 20.1, p. 61

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) enumera os livros do Antigo Testamento, incluindo Josué. O *Panarion*

João Crisóstomo (falecido em 407 d.C.) faz alusão a Josué 9 como sendo de Josué, em seu Comentário sobre os Atos, Homilia 13, p. 86

Sulpício/Sulpício Severo (historiador) (363-420 d.C.) faz alusão a Josué em História, livro 1, capítulos 22-23, p. 81-82

Há outros também.

P: Em Josué, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?

R: Aqui estão algumas das diferenças de tradução. Para se ter uma amostra das variações entre o texto massorético e a Septuaginta grega, esta parte concentra-se nos capítulos 18 e 19.

Josué 2:14 “vocês (plural) digam”, referindo-se a Raabe e sua família (textos massoréticos), versus “você (singular) diga”, referindo-se apenas a Raabe (outros manuscritos hebraicos)

Josué 3:3 “os sacerdotes, que são levitas” (textos massoréticos) versus “os sacerdotes e os levitas” (LXX)

Josué 3:16 “na [cidade] de Adão, nas proximidades/região de Zaretã” (Kethiv) versus “da [cidade de] Adão, nas proximidades/região de Zaretã” (Qere) versus “de todos os lugares distantes, até as proximidades/região de Quariatiarim”

Josué 5:1a “até que cruzássemos/passássemos” (Masorético) vs. “até que eles cruzassem/passassem” (Qere, LXX)

Josué 5:1b “não havia ânimo neles” (Kethiv) vs. “a coragem deles falhou” (Qere, alguns manuscritos massoréticos, LXX, siríaco, targums, Vulgata)

Josué 6:1 “estava bem fechada” (Masorético) vs. “estava bem fechada e fortificada” (LXX)

Josué 7:1, 17, 18 “Zabdi” (masorético) vs. “Zimri” (Septuaginta e 1 Crônicas 2:6)

Josué 7:2 “Bete-Aven” (Masorético) vs. ausente (LXX)

Josué 7:17 “homem por homem” (textos massoréticos, LXX) vs. “família por família” (alguns manuscritos hebraicos, siríaco)

Josué 8:11b-16 presente no texto massorético, ausente na Septuaginta e no pergaminho do Mar Morto 4Q47.

Josué 9:1 “Jebuseus” (textos massoréticos) vs. “Jebuseus e girgaseus” (LXX)

Josué 9:4 “foram como uma delegação cujos jumentos estavam carregados” (textos massoréticos) vs. “Eles prepararam provisões e carregaram seus jumentos” (Septuaginta, Vulgata, siríaco)

Josué 10:28 “destruíram-nos” (textos massoréticos, a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. “destruíram-na” (muitos manuscritos hebraicos, alguns manuscritos da Septuaginta, alguns targums)

Josué 13:26 “Lidebir” (uma cidade na Transjordânia) (Masorético) vs. “Debir” (uma cidade em Canaã) (LXX, siríaco, Vulgata)

Josué 15:18 “ela o instou” (textos masoréticos, algumas versões da Septuaginta) vs. “ele a instou” (outras versões da Septuaginta)

Josué 15:60 “Quiriate-Baal, que é Quiriate-Jearim, e Rabá — duas cidades e suas aldeias.” (Masorético) vs. “Teco, Efrata — que é Belém —, Fágor, Aetã, Culom, Tatã, Tobes, Carem, Galem, Teter e Manocho: onze cidades e suas aldeias.” (Septuaginta)

Josué 16:2 “Bétel até Luz” (hebraico) vs. “Bétel Luza” (Septuaginta).

Josué 18:1 “a terra já havia sido subjugada diante deles” vs. “a terra foi subjugada por eles”

Josué 18:3 “falhar” vs. “ser negligente”

Josué 18:3 “Jeová, o Deus de seus pais” vs. “o Senhor, nosso Deus”

Josué 18:4 “E eu os enviarei” vs. (ausente)

Josué 18:4 “e então venham até mim” vs. “E eles vieram até ele:”

Josué 18:5 “E eles a dividirão em sete partes” vs. “e ele [Josué] lhes dividiu sete porções”

Josué 18:18 “encosta / lado oposto ao Araba” (Masorético) vs. “além de Bet-Araba, para o norte” (LXX)

Josué 18:28 “o jebuseu” (Masorético) vs. “Jebus” (LXX, siríaco, Vulgata)

Josué 18:28 “Quiriate” (Masorético) vs. “Quiriate-Jearim” (LXX)

Josué 19:2-8, 11-15, 18-22, 24-30, 33-38, 41-46: alguns dos nomes são diferentes. Isso seria de se esperar, já que muitas dessas cidades cananeias não teriam correspondência direta com o grego.

Josué 19:28 “Ebron” (a maioria dos manuscritos hebraicos, Targumim, Vulgata) vs. “Abdon” (Septuaginta, alguns manuscritos hebraicos e Josué 21:30.)

Josué 19:34 “Aser a oeste, e Judá, o Jordão” versus “Aser se unirá a ela a oeste, e o Jordão a leste.” Septuaginta.

Josué 19:51 “heranças” vs. “divisões”

Josué 19:51 “porta” versus “portas”

Josué 21:36-37: esses versículos estão presentes (LXX, Vulgata) vs. esses versículos estão ausentes (textos massoréticos, Targum de Daniel, Antigo Testamento hebraico de Bomberg de 1524-1525)

Josué 22:33-34 [ausente] (textos massoréticos) vs. “e a meia tribo de Manassés” (LXX)

Josué 22:34 “chamou ao altar” (textos massoréticos, LXX) vs. “chamou ao altar Testemunha” (compare com o siríaco)

Josué 24:23 “filhos de Gade” (Masorético) vs. “filhos de Gade e a meia tribo de Manassés” (LXX)

Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor's Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.