P: No livro de Números, por que esse livro é chamado de “Números” em inglês?
R: Esse nome tem origem na tradução grega da Septuaginta (arithmoi), da qual deriva a palavra em inglês “arithmetic” (aritmética). Esse nome se deve às contagens do censo presentes no livro. O nome hebraico é extraído do primeiro versículo: “No deserto”. O fato de algumas pessoas se sentirem perdidas no deserto quando se trata de matemática não é relevante!
P: Em Números, qual é o ponto principal deste livro?
R: É possível perceber o foco de Números simplesmente lembrando que se trata do livro com muitas genealogias e recenseamentos. O ponto principal trata da responsabilidade individual e coletiva perante Deus. Deus considera as pessoas individualmente culpadas por seus próprios pecados, mas muitas vezes elas sofrem as consequências também pelo que os outros fazem.
Para alguns, o Livro de Números é tanto uma ofensa quanto um enigma. Deus é o ser mais amoroso do universo, mas alguns imaginam Deus como nada além de amor. Números é um livro que mostra àqueles que buscam que há mais em Deus do que isso. Deus é santo e também possui ira.
P: Em Números, qual é o esboço deste livro?
R: Há várias maneiras de esboçar este livro. A maioria dos comentaristas concorda com as pequenas seções de aproximadamente um capítulo, mas discorda sobre quais dessas seções são independentes e quais fazem parte de seções maiores. Aqui está um esboço que enfatiza o que podemos aprender e aplicar de Números às nossas vidas, quando, metaforicamente, “ultrapassamos o pico: o deserto do Sinai até a Terra Prometida”.
I. Treinamento de 19 dias no Sinai (Números 1-10:10)
A. Organização do povo (Nm 1-4)
1. Realização do primeiro censo: 603.550 (Nm 1)
2. Mandamentos e obrigações (Nm 2-4)
B. Pureza do povo (Nm 5-10:10)
1. Pureza e ciúme (Nm 5)
2. A separação do nazireu (Nm 6:1-21)
3. Deveres no templo (Nm 6:22-7:89)
4. Deveres dos levitas (Nm 8)
5. Provisões de Deus: a Páscoa, a nuvem e as trombetas de prata (Nm 9-10:10)
II. Lidando com a oposição interna: a jornada de 34 anos pelo deserto (Nm 10,11-20,13)
A. Do Sinai a Cades (Nm 10,11-12,16)
1. Partida do Sinai (Nm 10,11-36)
2. O fogo em Taberá, as codornizes e a praga (Nm 11)
3. Miriã e Arão se opõem a Moisés (Nm 12)
B. A catástrofe em Cades (Nm 13-20,13)
1. O relatório dos doze espias; dúvidas e atrasos (Nm 13)
2. A rebelião leva à derrota (Nm 14)
3. Ofertas e franjas de lembrança (Nm 15)
4. A revolta de Corá entre os líderes (Nm 16)
5. A vara de Arão como sinal de justificação, um sinal para os rebeldes (Nm 17)
6. Deveres e sustento dos sacerdotes (Nm 18)
7. A novilha vermelha e a água purificadora (Nm 19)
8. Os pecados de Moisés (Nm 20:1-13)
III. As planícies de Moabe: Lidando com a oposição: (Nm 20:14-25:18)
A. Lidando com o afastamento e a morte (Nm 20:14-27)
1. Edom: quando os parentes se recusam (Nm 20,14-21)
2. A morte de Arão (Nm 20,22-27)
B. Aprendendo a travar diferentes tipos de batalhas (Nm 21)
1. O pequeno ataque de Arad (Nm 21,1-3)
2. Como combater o veneno de cobra (Nm 21:4-9)
3. A luta contra Siom e Og (Nm 21:10-35)
C. Moabe contra Israel (Nm 22-25)
1. A transformação da maldição de Balaão em bênção (Nm 22-24)
2. A sedução e a praga (Nm 25)
IV. Preparação para a Terra Prometida (Nm 26-36)
A. Números 26: Realização do segundo censo: 601.730
B. Obrigações: familiares, públicas e pessoais (Nm 27-30)
C. Conquista da Transjordânia (Nm 31-32)
1. Julgamento sobre os midianitas (Nm 31)
2. Abaixo do ideal: parando antes de chegar à Terra Prometida (Nm 32)
D. Revisão do percurso passado e preparação para o futuro (Nm 33-36)
1. A importância de refazer o caminho percorrido (Nm 33)
2. Estabeleça antecipadamente os limites futuros (Nm 34)
3. Conheça seus locais de refúgio (Nm 35)
4. Escolhas para preservar o legado (Nm 36)
P: Em Números 1 e Êxodo 1, como os israelitas puderam ter uma taxa de natalidade tão alta a ponto de chegar a 602.000 homens a partir de 67 homens em 430 anos?
R: Isso representaria 2,15% ao ano, o que não é uma taxa de crescimento populacional anual tão elevada assim. A título de referência, as taxas de crescimento populacional anual de 1983 da Nova Guiné, Indonésia e Malásia foram de 2,5%. A taxa de crescimento populacional anual da América Central em 1983 era de cerca de 3,16%. Também a título de referência, as taxas anuais de natalidade da Nova Guiné, Indonésia e Malásia eram de 4,2%, 4,15% e 3,07%, respectivamente. A taxa anual de natalidade do México era de 4,2%, e a de outros países da América Central variava de 3,5% a 4,86% ao ano.
Se os israelitas estivessem livres de guerras e fome por 430 anos e tivessem uma expectativa de vida mais longa (conforme Êxodo 6:16-20), eles poderiam crescer 2,15% apenas por motivos naturais. Uma multidão mista de não israelitas os acompanhou (Êxodo 12:38, Levítico 24:10) e Deus também prometeu aumentar o número dos descendentes de Abraão em Gênesis 17:2. Consulte “1001 Perguntas Bíblicas Respondidas”, pp. 311-312, para mais informações sobre a multidão mista.
P: Em Números 1 e Êxodo 1, como a Península do Sinai poderia sustentar mais de 600.000 homens, além de mulheres e crianças?
R: O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 166, afirma que esse número é implausivelmente grande. Mesmo com chuvas mais abundantes naquela época, a região ainda não teria condições de sustentá-los, como indica Êxodo 16:3. É por isso que os milagres do maná e das codornizes (Êxodo 16) não foram meramente úteis, mas necessários.
P: Em Números 1, o número poderia ser 30.000 em vez de 600.000 homens?
R: Não. Essa teoria foi publicada pela primeira vez por volta de 1955 para traduzir a palavra hebraica (‘eleph) como “clã”, em vez de “mil”. No entanto, quando essa palavra é utilizada, as palavras seguintes são centenas, depois dezenas e unidades. Além disso, o número total, mais de 600.000, é consistente com a leitura de (‘eleph) como “mil” e não é consistente com a leitura de (‘eleph) como “clã”.
P: Em Números 1 e Números 3, qual seria uma resposta sucinta para explicar por que havia um número relativamente baixo de filhos primogênitos?
R: O número 22.273 provavelmente contava apenas aqueles nascidos nos dois anos em que o povo vagou pelo deserto. A Páscoa já havia abrangido os demais. Alternativamente, o Faraó pode ter mandado matar muitos filhos primogênitos no Egito.
P: Em Números 1 e Números 3, por que havia um número relativamente baixo de filhos primogênitos?
R: Primeiro, os fatos básicos e as informações menos relevantes; em seguida, a resposta.
Fatos básicos: Números 1:46 e Números 2:32 afirmam que, no primeiro censo, havia 603.550 homens não levitas com idade igual ou superior a vinte anos, aptos a servir no exército. Números 3:42 diz que o número de primogênitos do sexo masculino, com um mês de idade ou mais, era de 22.273. Isso resulta em uma proporção de 27:1. A proporção poderia ser considerada ainda maior, já que o primeiro número refere-se a homens com 20 anos ou mais em boas condições de saúde, e o segundo número, a homens com um mês de idade ou mais.
Informação menos relevante: embora haja uma porcentagem menor de filhos primogênitos em famílias numerosas, essa provavelmente não é a principal razão para a alta proporção. É claro que Deus poderia ter alterado milagrosamente a proporção entre mulheres e homens, mas a Bíblia nunca afirmou que Deus realizou esse milagre, e recorrer a esse milagre é desnecessário para responder satisfatoriamente à questão.
A resposta tem três partes.
Lembre-se do motivo pelo qual isso foi feito. Todos os primogênitos que saíram do Egito já estavam “protegidos” pelo sangue da Páscoa, portanto não havia necessidade de sacrificar duas vezes pelo mesmo primogênito. Os egípcios que não estavam protegidos já tinham seus primogênitos mortos. Assim, não havia necessidade de sacrifício ou troca desses primogênitos. A necessidade de troca ou pagamento pelos primogênitos se aplicava apenas aos meninos nascidos no período após a saída do Egito.
Qual foi a duração desse período? Números 1:1 afirma que o primeiro censo foi realizado no primeiro dia do segundo mês do segundo ano após a saída do Egito. Como os meninos com menos de um mês foram excluídos, tratava-se dos primogênitos do sexo masculino nascidos em um período de 24 meses. A taxa de crescimento populacional dos israelitas no Egito parecia ser de cerca de 2,15% ao ano, e a taxa de natalidade anual de países atuais com uma taxa de crescimento anual semelhante varia de 3 a 4,86%. (Consulte a discussão sobre Números 1 e Êxodo 1 para esses números.) Em dois anos, 603.550 homens e uma taxa de natalidade de 3% a 4,86% levariam à expectativa de entre 37.000 e 61.000 bebês do sexo masculino a mais, considerando uma proporção igual entre homens e mulheres. É claro que as mortes de bebês com menos de dois anos de idade reduziriam esse número, mas o fato de que casais que antes talvez fossem frequentemente separados — devido ao trabalho dos homens na construção das pirâmides — agora estivessem juntos o tempo todo talvez mais do que compensasse a mortalidade infantil.
Embora a faixa de 37.000 a 61.000 homens no total esteja, de fato, correta para 22.273 primogênitos do sexo masculino, considerando que alguns primogênitos provavelmente foram mortos ao nascer no Egito. (A propósito, Êxodo 13:12 mostra que, tanto para o homem quanto para o animal, é o primogênito da mãe, e não do pai, que é contado para a dedicação. (Embora a herança fosse frequentemente considerada como pertencente ao primogênito do pai, tratava-se de herança, não de oferta.)
Decreto do Faraó: Se o senhor não aceitar que o sacrifício se destinava apenas aos nascidos após a saída do Egito, mas a todos os primogênitos do sexo masculino, considere o seguinte: se a lei do Faraó fosse rigorosamente aplicada, não haveria primogênitos israelitas do sexo masculino. Embora Êxodo 1:15-20 diga que Sifra e Pua deixaram os meninos primogênitos viverem, isso ocorreu 80 anos antes do Êxodo. O livro de Êxodo não menciona se as sucessoras de Sifra e Pua tiveram liberdade semelhante na supervisão das parteiras, especialmente durante o período imediatamente anterior ao Êxodo.
Conclusão: É duvidoso que alguém, por volta de 1.400 a.C., pudesse ter pensado em toda a matemática e nas taxas de natalidade necessárias para inventar esses números. O número dos primogênitos serve como validação da precisão do censo, considerando o registro verdadeiro dos eventos.
P: Em Números 1, por que Deus mandou Moisés contar apenas os homens?
R: Números 1:3,49 fornece a resposta. Não eram todos os homens que estavam sendo contados, mas os guerreiros. Aqueles que não podiam lutar, e os levitas que não deveriam lutar, foram excluídos.
P: Em Números 1, no segundo ano do Êxodo, o censo foi realizado no segundo mês ou no primeiro mês, como Êxodo 40:2 [supostamente] sugere?
R: O censo militar ocorreu no segundo mês. Quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. A contagem por tribos para fins militares (Números 1:46) foi realizada no segundo mês (Números 1:1-2).
2. Embora o Tabernáculo (Tenda da Reunião) tenha sido montado no primeiro mês (Êxodo 40:2), não há menção de que o tributo para o Tabernáculo tenha sido cobrado imediatamente naquele momento.
3. Se houvesse apenas um recenseamento, no segundo mês, então, naturalmente, o número total e a soma das tribos corresponderiam.
4. Se houvesse dois recenseamentos — um no primeiro mês para o tributo do Tabernáculo e outro no segundo mês para fins militares —, os números corresponderiam, pois foram realizados em um intervalo de tempo muito curto.
P: Em Números 1:2-42, há alguma evidência extra-bíblica de que algumas tribos israelitas já se encontravam na Palestina muito antes do Êxodo?
R: Não. No início do século XX, alguns apontaram para palavras nos épicos ugaríticos que apresentavam semelhanças com as palavras Aser e Zebulom. K.A. Kitchen, em *Ancient Orient and Old Testament*, p. 71, afirma: “As supostas referências a Aser, Zebulom etc., nos épicos ugaríticos foram comprovadamente inexistentes há muito tempo.” Em suas notas de rodapé, ele menciona W.F. Albright, *BASOR* 63 (1936), p. 27-32, e *BASOR* 71 (1938), p. 35-40; R. de Langhe, *Les Textes de Ras Shamra-Ugarit…*, II, 1945, p. 469-519.
P: Em Números 2, onde acamparam as “multidões mistas” não israelitas mencionadas em Êxodo 12:38?
R: Alguns provavelmente seguiram seu próprio caminho e deixaram a companhia dos israelitas. Outros, sem dúvida, acamparam nos arredores do acampamento israelita, como o meio-israelita blasfemo em Levítico 24:10. Se pudessem obter o maná e as codornizes também, valeria a pena. Outros ainda provavelmente viviam entre uma determinada tribo israelita.
P: Em Números 3:12, uma vez que os primogênitos de todas as tribos deveriam ser entregues ao Senhor, por que, em vez disso, toda a tribo de Levi foi entregue a Deus?
R: As Escrituras não explicam por que a tribo de Levi foi substituída. É claro que, como todos eram, de qualquer forma, povo de Deus, Ele podia estabelecer as coisas da maneira que desejasse. Como observação adicional, em Gênesis 47:7, Jacó profetizou que a tribo de Levi seria dispersa.
P: Em Números 3:13, de que forma o fato de Deus ter matado os primogênitos egípcios faz com que os primogênitos israelitas pertençam a Deus?
R: Não há nenhuma exigência lógica de que tivesse que ser assim. As Escrituras não nos dizem por que Deus escolheu incluir isso como parte do acordo entre Ele e Seu povo da Aliança. No entanto, podemos especular sobre três razões.
Lembrete do passado: Esse costume serviria como um importante lembrete de sua libertação do Egito.
Verdade atemporal: Todos, na verdade, pertenciam a Deus de qualquer maneira; embora Deus pudesse ter exigido isso de todos, Ele escolheu exigir apenas de alguns.
Propósito futuro: essa prática poderia servir como uma forma de proteção contra a imitação da prática cananeia de sacrificar os primogênitos aos ídolos.
P: Em Números 3:16-34, por que apenas os homens levitas foram contados?
R: O censo tinha como objetivo a realização do trabalho físico relacionado ao Tabernáculo e aos sacrifícios, e eram os homens que realizavam esse trabalho. Veja também a próxima pergunta.
P: Em Números 3:16-34, por que os levitas a partir de um mês de idade foram contados, uma vez que os meninos de um mês de idade das outras tribos não foram contados?
R: A Escritura não explica. Uma possível razão poderia ser que a proporção entre homens e meninos não era afetada pela guerra, já que os levitas não iam à guerra.
P: Em Números 3:28, por que os totais não batem?
R: Provavelmente há um erro de transcrição aqui, em que foi copiado 8.600 quando deveria ter sido 8.300.
P: Em Números 3:42-46, por que a porcentagem de primogênitos do sexo masculino parece baixa?
R: Ou se trata dos primogênitos nascidos no deserto, ou o Faraó mandou matar a maioria dos primogênitos no Egito. Consulte a discussão sobre Números 1 para obter a resposta.
P: Em Números 3:48, por que eles tiveram que pagar pelo número ímpar?
R: Deus podia lidar com os israelitas da maneira que quisesse. Aparentemente, Deus desejava lidar com eles de uma forma que eles pudessem compreender.
P: Em Números 4:3, os levitas começavam a servir aos trinta anos, aos vinte e cinco, conforme Números 8:24, ou aos vinte, conforme Esdras 3:8?
R: Números 8:24 diz que todos os levitas, com idades entre 25 e 50 anos, devem participar do trabalho na Tenda da Reunião.
Números 4:3 diz para contar os homens coatitas de 30 a 50 anos, “que vêm para servir na obra na Tenda da Reunião”. Nunca foi dito que os coatitas de 25 a 30 anos não serviam, apenas que não deveriam ser contados. Isso pode ter ocorrido porque os levitas passavam por um período de aprendizagem.
Em Esdras 3:8, quando os exilados estavam construindo o Templo, os levitas com mais de 20 anos não deviam servir no Templo, mas sim supervisionar a construção do Templo. A idade mais jovem pode ter sido uma consideração prática devido ao pequeno número de levitas.
P: Em Números 4:6, as varas deveriam ser removidas da Arca da Aliança, ou deveriam permanecer na Arca, como sugere Êxodo 25:15?
R: Números 4:6 diz que as varas estavam [*] na arca quando ela estava sendo transportada. A palavra em [*] pode significar presas, inseridas ou, possivelmente, ajustadas.
Êxodo 25:15 diz que as varas não deveriam se afastar da arca. Isso também poderia significar que as varas não deveriam ser removidas dos orifícios da arca.
Há duas respostas possíveis.
1. Quando a arca estava parada, as varas eram removidas da arca, mas mantidas próximas a ela.
2. As varas permaneciam sempre nos orifícios da arca, mas eram ajustadas e presas antes do transporte.
P: Em Números 5:8-10, por que há ênfase em dar ao sacerdote?
R: Se houver uma pessoa que tenha sido injustiçada, ela deve ser indenizada, mais um quinto a mais. Mas, se não houver mais ninguém por perto para receber a indenização, a pessoa culpada não deve sair totalmente impune. Também não deve ser uma oferta simulada, em que se entrega a oferta para, no final, ficar com ela. Em vez disso, eles entregam a oferta, os sacerdotes a aceitam, e ela passa a pertencer aos sacerdotes.
P: Em Números 5:13-22, se todos bebiam a mesma água, isso não parece supersticioso?
R: De forma alguma. Não havia nenhuma causa natural para que a culpada inchasse e a inocente não. Deus causaria essa diferença de forma sobrenatural.
P: Em Números 6:2, uma mulher poderia ser nazireia?
R: Certamente. Números 6:2 ensina expressamente que as mulheres também podiam ser nazireias.
P: Em Números 6:5, visto que um nazireu não devia cortar o cabelo, e Paulo disse que os homens não deveriam ter cabelos longos em 1 Coríntios 11:4, será que apenas os homens carecas podiam ser nazireus?
R: Em primeiro lugar, Paulo estava se referindo à vida cotidiana, não ao voto especial de um nazireu, pois, após escrever 1 Coríntios, o próprio Paulo arcou com as despesas dos nazireus em Atos 21:23-24. Em segundo lugar, os votos nazireus não eram mencionados para os não judeus, incluindo os cristãos não judeus.
P: Em Números 7:9, por que Deus determinou que os objetos do santuário fossem transportados nas costas dos homens, quando carroças puxadas por bois poderiam transportar todo o restante?
R: Deus provavelmente desejou isso por duas razões.
Prática: os objetos sofrem menos arranhões e amassados se forem transportados com cuidado por pessoas do que se estiverem em uma carroça puxada por bois, que poderia percorrer terrenos acidentados.
Simbólica: Isso serviria como ilustração para os israelitas de que as partes associadas ao culto sacerdotal deveriam ser tratadas com respeito, mesmo quando o culto não estivesse sendo realizado. Em 1 Samuel, Uza foi morto por Deus quando tocou na arca enquanto ela era transportada em uma carroça.
P: Em Números 8:17-19, por que Deus “trocou” os primogênitos israelitas pelos levitas neste contexto?
R: Quatro pontos a serem considerados para uma possível explicação.
1. Deus, como Criador, pode reivindicar o direito sobre o primogênito, o segundo-nascido e todos os nascidos.
2. Ao dizer isso, Deus serviu como um lembrete de que Ele resgatou os primogênitos dos israelitas durante a Páscoa, quando todos os primogênitos do Egito foram mortos.
3. Para servir como lembrete, Deus exigiu o “sacrifício” dos primogênitos de todos os animais e pessoas. Como as pessoas não devem ser mortas fisicamente em nenhum sacrifício, elas poderiam ser dedicadas à obra do Senhor por toda a vida.
4. Em vez de os primogênitos de Israel serem dedicados à obra do Senhor para toda a vida, Deus fez com que os levitas ocupassem o lugar deles.
P: Em Números 8:24, todos os homens levitas com 25 anos ou mais deveriam vir para participar da obra da Tenda da Reunião, ou todos os homens levitas com 30 anos ou mais que vieram trabalhar na Tenda da Reunião foram contados no censo, conforme diz Números 4:3?
R: Isso pode ser um erro de transcrição, mas o livro *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 2, p. 770, sugere que poderia ter havido um período de aprendizagem de cinco anos.
P: Em Números 8:24, os levitas deveriam participar do trabalho no templo aos 25 anos de idade, ou os levitas que trabalhavam tinham 20 anos, conforme Esdras 3:8?
R: Ambas as situações, pois se referem a coisas diferentes. Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.
O que não é a resposta: Números 8:24 estabeleceu a lei para os levitas na época de Moisés, e Esdras 3:8 relata que Zorobabel designou levitas com 20 anos ou mais para circunstâncias especiais em uma época diferente. Isso não é a resposta porque implica que Zorobabel ignorou a Lei Mosaica, e há uma explicação muito mais simples que não requer isso.
A resposta: Um auxiliar de sacrifícios é diferente de um trabalhador da construção civil. As normas em Números 8:24 se referiam aos levitas de 25 a 50 anos que realizavam o trabalho auxiliando os sacerdotes no tabernáculo e, posteriormente, no templo. Esdras 3:8 menciona que Zorobabel designou como supervisores da construção levitas com 20 anos ou mais.
P: Em Números 9:15-21, como a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite podiam acompanhar os israelitas?
R: Obviamente, esses eram sinais sobrenaturais que Deus usava de forma simples e muito visível para assegurar-lhes Sua presença. Mesmo assim, os israelitas frequentemente eram desobedientes. Hoje, quando Deus habita dentro de nós, não temos tais sinais visíveis de Sua presença; pode ser fácil dizer: “se ao menos eu visse mais milagres, seria mais obediente”. Bem, os israelitas viram muitos milagres, mas ainda assim eram desobedientes. Além disso, muitas das pessoas na multidão que mais tarde seguiram Jesus acabaram por não segui-lo. Portanto, nem mesmo os sinais sobrenaturais, por si só, são suficientes para convencer algumas pessoas.
P: Em Números 10,30-31, por que Moisés pediu a Hobabe que guiasse os israelitas, já que Números 10,34 e Êxodo 13,21-22 dizem que Deus os conduzia por meio de uma nuvem e de uma coluna de fogo?
R: Uma resposta seria que talvez Moisés simplesmente tenha se enganado ao pensar que Hobabe seria necessário, já que Deus os estava guiando. No entanto, isso provavelmente não está correto; mesmo com Deus guiando-os, Hobabe ainda teria sido útil.
Êxodo 13:21-22 e Números 10:34 indicam que o propósito da nuvem e da coluna de fogo era indicar-lhes quando partir, fornecer luz para suas viagens noturnas e guiá-los em seu caminho.
Em Números 10:30-31, não foi pedido a Hobabe que lhes dissesse para onde deveriam viajar, mas sim que os orientasse sobre onde acampar, servindo como seus olhos no deserto.
Hoje, algumas pessoas podem confiar exclusivamente no julgamento humano e não buscar a Deus. Outras podem buscar orientação e desprezar toda ajuda humana. Devemos ser guiados por Deus, mas também precisamos reconhecer que, às vezes, Deus providencia, por Sua providência, pessoas para nos oferecer ajuda e conselhos sábios.
P: Em Números 10:33, a arca estava à frente do acampamento ou no meio dele, como diz Números 2:17?
R: Cada uma das tribos tinha seu próprio acampamento, voltado para o centro. Assim, a arca ficava no meio, diante da entrada do acampamento de cada tribo (exceto os levitas, que estavam no centro).
P: Em Números 11:4-6, o povo sentiu um forte desejo por carne e começou a reclamar. Gostaria de saber: o povo não poderia ter abatido alguns cordeiros e consumido essa carne? No versículo 22, Moisés chega a perguntar a Deus se os animais deveriam ser abatidos para fornecer alimento a toda a nação. Sei que Moisés falou por frustração, mas talvez os cordeiros pudessem simplesmente ter sido abatidos para aqueles que sentiam aquele desejo intenso. Pelo que entendi, o povo tinha permissão para comer cordeiros, vacas etc., e eles tinham acesso a esses animais naquele momento, já que precisavam sacrificá-los para ofertas de expiação, ofertas de remissão de pecados etc., enquanto estavam no deserto. Estou certo em minha compreensão desse período? Eles não poderiam ter abatido parte do gado em vez de reclamarem com Deus? Não creio que Moisés teria negado o pedido deles. Agradeço suas opiniões e quaisquer esclarecimentos que possa fornecer.
R: Embora não conheçamos todos os detalhes, podemos fazer algumas observações sobre a situação deles. Em termos climáticos, aquela região do mundo era um pouco mais chuvosa no passado do que hoje. Mas, mesmo assim, continuava sendo um deserto árido; Moisés indicou, em Números 11:21-22, que a terra não teria sido capaz de sustentar os rebanhos necessários para alimentar a todos. Eles tinham uma necessidade legítima de mais alimento do que a terra e seus rebanhos podiam fornecer, e Deus os sustentou com o maná. Tenho certeza de que eles complementavam o maná abatendo algumas ovelhas e bovinos. Não está escrito que eles não comiam nada além do maná, mas apenas que reclamavam como se fosse esse o caso. Mas eles se cansaram da situação atual e, em vez de perguntar respeitosamente a Deus sobre seu desejo, disseram de forma desrespeitosa: “Se ao menos tivéssemos carne para comer! Lembramos-nos dos peixes que comíamos no Egito de graça — e também dos pepinos, melões, alhos-porós, cebolas e alho. Mas agora perdemos o apetite; não vemos nada além deste maná.” (Nm 11,4b-6 NVI).
Deus não ficou irado em Números 11:10 porque eles Lhe pediram, mas sim por causa da maneira como pediram. Há uma lição para nós nisso também. Quando temos necessidades e também desejos, é legítimo pedirmos a Deus, mas devemos ter o cuidado de fazê-lo com respeito.
P: Em Números 11:8, o maná tinha gosto de pão feito com azeite, ou tinha gosto de pão feito com mel, como em Êxodo 16:31?
R: As duas opções não se excluem mutuamente, especialmente considerando que o sabor do azeite ficaria mais forte depois que o maná fosse cozido no azeite.
P: Em Números 11:16,25, os setenta anciãos foram ideia de Deus ou de Jetro, conforme Êxodo 18:14-27?
R: Em vez de Deus comunicar diretamente essa ideia a Moisés, Ele sabia que Jetro perceberia essa solução e a sugeriria a Moisés. Como se tratava de uma boa ideia que Moisés sabia que Deus aprovava, ele agiu corretamente ao segui-la, independentemente do fato de tê-la ouvido primeiro de Jetro, e não de Deus.
Esse pequeno detalhe daquela época poderia facilmente ter sido omitido da Bíblia, mas acredito que foi incluído para nos ensinar uma lição atemporal. Quando sabemos que algo é certo e que Deus deseja que o façamos, não importa se ouvimos isso diretamente de Deus, de um cristão ou de um não cristão.
P: Em Números 11:24, uma vez que eles precisavam sair do acampamento para chegar ao Tabernáculo, como é que o Tabernáculo poderia estar dentro do acampamento, conforme descrito em Números 2?
R: O Tabernáculo circundava a arca; veja, portanto, a discussão sobre Números 10:33
P: Em Números 11:27-29, por que ocorreu essa situação com Eldad e Medad?
R: Ou eles não puderam ir, o que seria perfeitamente compreensível, ou não quiseram ir, o que é mais provável. Se fosse a infeliz situação de que eles pudessem ir, mas não quisessem, essa situação seria semelhante à de Jonas e Balaão. Consulte a discussão sobre Jonas para obter mais informações.
P: Em Números 11:31, as codornas estavam empilhadas a três pés no chão ou voavam a três pés acima do chão?
R: A palavra hebraica pode significar tanto “sobre” quanto “acima”. O livro “A Arqueologia Pode Comprovar o Antigo Testamento?”, p. 30, afirma que, atualmente, às vezes enxames de codornas voam a alguns pés acima do solo e são capturados em redes.
P: Em Números 11:31-34, por que Deus puniu os israelitas por comerem as codornas que Ele acabara de lhes fornecer?
R: Quase todo o povo estava mais preocupado em comer carne do que em seguir a Deus, que poderia lhes dar carne. Assim, Deus lhes deu toda a carne que desejavam e matou alguns deles como exemplo para os demais. Embora a morte possa ter sido causada por intoxicação alimentar, não sabemos ao certo.
A cada primavera, ocorria uma migração de codornas da África, atravessando o Mar Vermelho. Se um vento forte as levasse para o leste, as codornas sobrevoariam a Península do Sinai.
P: Em Números 11:31-34, por que Deus puniu os israelitas por resmungarem, já que Deus não os puniu quando resmungaram no ano anterior, em Êxodo 16:11-18?
R: Embora as Escrituras não o digam, podemos identificar uma combinação de quatro razões.
1. A desobediência repetida e contínua é mais grave do que a desobediência cometida pela primeira vez.
2. Na segunda vez, provavelmente não se tratou apenas de murmuração. Foi também um desafio à bondade e à provisão de Deus.
3. Alguns veem significado no fato de que isso aconteceu após a aliança no Monte Sinai, enquanto Êxodo 16:11-18 ocorreu antes de eles receberem a Lei da Aliança Mosaica. Consulte “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, p. 73, para mais informações sobre isso.
3. A murmuração não se deveu apenas à falta de fé, pois Deus havia providenciado para eles no ano anterior. O local foi chamado de “Kibroth Hattaavah”, que significa “sepulturas do desejo”, porque a questão central era o desejo de ser satisfeito à margem de Deus. Hoje, as pessoas podem se desviar, até mesmo à ponto de perder a vida, ao ansiar por satisfação, paz ou emoções que não provêm de Deus e, na prática, dizer a Deus que desprezam o que Ele lhes proporcionou.
P: Em Números 12:1-6, por que Moisés [supostamente] se casou com uma mulher egípcia, se Êxodo 34:16 e 1 Reis 11:2 dizem que eles não deveriam se casar com pessoas de outras nações? (Um muçulmano afirmou isso.)
R: Ela não era do Egito (Mizraim), mas sim uma cuchita. 1 Reis 11:2 menciona a proibição de casar-se com pessoas de certas nações, mas não com cuchitas, e a Lei foi dada depois que Moisés se casou com a cuchita. De qualquer forma, Êxodo 34:11,16 menciona a proibição de casamentos mistos com os povos cananeus, o que, novamente, não inclui os cuchitas. Em Números 12:1-6, quando Miriam e Arão se opuseram ao casamento de Moisés com uma cusita (não uma egípcia ou mizraimita, mas uma cusita), fico um tanto perplexo quanto à forma como esse muçulmano considerou que isso demonstra que as regras de Deus não se aplicam aos favoritos de Deus, os homens.
P: Em Números 12:1, Moisés agiu corretamente ao se casar com uma etíope (cusita) não israelita?
R: Embora a Lei que determina que se case apenas com um crente ainda não tivesse sido dada, podemos supor que ela era crente, pois por que mais ela desejaria passar a vida vagando pelo deserto? Sendo assim, é apenas o homem, e não Deus, quem restringe o casamento entre as pessoas por causa de sua raça.
P: Em Números 12:1, a mulher “etíope” poderia, na verdade, ter sido uma árabe, já que a palavra hebraica é “Cushi”?
R: O livro “Guia de Asimov para a Bíblia”, pp. 167-168, menciona isso como uma possibilidade. Não encontrei nenhuma tribo árabe daquela época com esse nome. No entanto, havia uma tribo mesopotâmica com esse nome, e talvez fosse a ela que Isaac Asimov estivesse se referindo.
Embora seja remotamente possível que a mulher pudesse ser dessa tribo bastante distante (a leste da Babilônia), é mais provável que ela fosse da Etiópia, e “cushita” seria o termo para nos indicar isso.
P: Em Números 12:1, essa mulher “cushita” poderia ter sido Zípora, como sugere o Guia de Asimov para a Bíblia, p. 168?
R: Provavelmente não, já que Zípora era da tribo dos midianitas, e não dos cuchitas. No entanto, se algumas pessoas negras fossem aceitas como parte dos midianitas, é possível que Zípora pudesse ter sido negra e, portanto, chamada de cuchita.
Mesmo que Zípora tivesse a pele escura, ela muito provavelmente não era a mulher mencionada em Números 12:1, já que Moisés já era casado com Zípora antes de conduzir os israelitas para fora do Egito.
P: Em Números 12:3, por que Moisés escreveria que era um homem humilde?
R: Esse versículo foi escrito (por alguém) para explicar por que Moisés não fez nenhum esforço para se defender nessa ocasião. A obra *Alleged Discrepancies of the Bible* (p. 248), de Haley, acredita que esse versículo foi redigido pelo próprio Moisés para explicar objetivamente por que ele não se defendeu. Outros exemplos na literatura antiga de pessoas que escreveram sobre si mesmas na terceira pessoa são Júlio César (A Guerra Alexandrina, 75), Paulo de Tarso (2 Coríntios 11:5; 12:11-12), provavelmente João e, muito provavelmente, Marcos.
No entanto, muitos outros cristãos acreditam que é muito mais provável que isso tenha sido escrito na época de Moisés, por um escriba sob a supervisão de Moisés.
P: Em Números 12:14, por que um pai cuspiria no rosto da própria filha?
R: Isso não ordena nem incentiva tal ato. Especialmente no Oriente Médio, cuspir em alguém é uma forma de demonstrar desprezo. Esse versículo está dizendo que um pai que cuspisse no rosto de sua filha demonstraria o quanto ele considerava desprezíveis as ações dela. Deus não está dizendo aos pais para fazerem isso, mas sim explicando a Moisés que, do Seu ponto de vista, a crítica de Miriã a Moisés era igualmente grave.
P: Em Números 13:3, os doze espiões vieram de Parã ou de Cades-Barnéia, como diz Números 20:1?
R: Essa pergunta é semelhante à seguinte: o governador da Califórnia mora na Califórnia ou em Sacramento (a capital da Califórnia)? Da mesma forma, Cades-Barnéia era um local no deserto de Parã.
P: Em Números 13:16, como Moisés pôde renomear Oséias para Josué, uma vez que Josué já era mencionado como Josué em Êxodo 17:9; 24:13?
R: Os eventos de Êxodo 17 ocorreram antes de Josué receber seu novo nome. No entanto, Moisés ou seus escribas obviamente redigiram Êxodo 17 depois que Josué recebeu seu novo nome. Era mais adequado utilizar o novo nome em Números 13:16, pois os leitores da época e de hoje estariam mais familiarizados com o novo nome do que com o antigo. Para um exemplo semelhante no Novo Testamento, Mateus se refere a Simão como Simão Pedro três vezes e como Pedro três vezes antes de Jesus chamá-lo de Pedro.
P: Em Números 13:32, como Canaã poderia “devorar seus habitantes”, uma vez que era uma terra tão boa quanto a descrita em Números 13:27?
R: Esse paradoxo não causou nenhum problema aos israelitas, e não deveria causar problemas a ninguém mais. A terra era fértil; no entanto, o povo que nela vivia era belicoso e violento.
P: Em Números 13:32, como os espiões israelitas puderam dizer que viram os nefilim, uma vez que os nefilim foram exterminados no dilúvio descrito em Gênesis 6?
R: Eles apenas disseram que viram os nefilim, e o que as pessoas dizem nem sempre é verdade. Ou:
1. Eles se referiram a isso como uma metáfora.
2. Confundiram homens de grande estatura com os Nefilim.
3. Os espiões que falaram não estavam dizendo a verdade, mas exagerando.
P: Em Números 14:15, por que Deus estava considerando matar todos os israelitas?
R: O Deus onisciente sabia que não iria matar todos os israelitas. Deus ameaçou matá-los porque queria que eles compreendessem o quão perigosamente estavam vivendo. A obediência a Deus não é algo a ser tomado de ânimo leve. Naquele momento, Deus teria sido justo em derramar Sua ira sobre eles, e Ele queria que eles estivessem cientes de que, naquele momento, estavam vivos por causa de Sua misericórdia, e não porque mereciam estar.
P: Em Números 14:18, Deus castiga os filhos pelos pecados de seus pais?
R: Os filhos não são culpados pelos pecados de seus pais (Ezequiel 18:4, 17-20). No entanto, a Bíblia, desde os tempos de Abel em diante, mostra que as pessoas sofrem consequências nesta vida por pecados dos quais não são culpadas. Além disso, à medida que os filhos crescem, eles podem escolher se querem ou não participar dos pecados que viram seus pais cometerem desde que eram pequenos.
P: Em Números 14:20-23,29, uma vez que Deus perdoou o povo, por que Ele não os deixou entrar na Terra Prometida?
R: Deus pode perdoar as pessoas por seus pecados, mas ainda assim discipliná-las, tanto para o bem delas quanto como exemplo para os outros.
P: Em Números 14:31-34, como você diz aos seus filhos, ou a outras pessoas que seguem o seu exemplo, para que se certifiquem de não imitar o que você fez no passado quando realmente cometeu um erro grave?
R: Em primeiro lugar, é fundamental que você realmente lhes diga isso, ou eles tenderão a pensar que, se as coisas deram certo para você, não é tão grave se eles também agirem assim. Em segundo lugar, não é necessário entrar em todos os detalhes do pecado, especialmente se isso puder levá-los a fazer o mesmo. As pessoas podem querer entrar em mais detalhes para justificar, ou justificar parcialmente, o que fizeram, e você não deve fazer isso. Por fim, enfatize que, quando pecarem — seja dessa forma ou de outras maneiras —, é possível se arrepender e seguir em frente, embora haja casos em que, metaforicamente, possam ter perdido a oportunidade de entrar na Terra Prometida.
P: Em Números 14:34, por que Deus considerou um dia de espionagem equivalente a um ano de disciplina?
R: A Escritura não diz. No entanto, um atraso de quarenta dias por quarenta dias de desobediência unânime pareceria muito brando. Às vezes, se as pessoas se comprometem a permanecer no mesmo estado e rejeitam avançar para servir a Deus, parece adequado que permaneçam assim.
P: Em Números 14:34-35, uma vez que todos os adultos, exceto dois, morreram no deserto durante esse período de quarenta anos, onde estão hoje todos os seus ossos?
R: Se não tivessem enterrado os corpos em profundidade, os cadáveres teriam se decomposto ou sido levados por animais selvagens.
P: Em Números 15:5,10, uma vez que beber vinho é [supostamente] ruim, por que o vinho era oferecido a Deus?
R: Nenhum versículo do Antigo ou do Novo Testamento afirma que beber vinho seja errado. Muitos versículos ensinam, porém, que embriagar-se é errado. Consulte a discussão sobre 1 Timóteo 5:22 para obter mais informações.
P: Em Números 15:16, por que há uma única lei tanto para os israelitas quanto para os não israelitas na terra?
R: Não havia discriminação nos tribunais. As leis relativas a homicídio, furto, falso testemunho e assim por diante eram as mesmas tanto para os israelitas quanto para os não israelitas. O testemunho de um não israelita tinha o mesmo valor que o de um israelita, e o testemunho de uma mulher era igual ao de um homem, ao contrário do que ocorre em muitos países muçulmanos. No entanto, é verdade que os não israelitas que viviam em Israel tinham de respeitar algumas das leis religiosas, mas não eram obrigados a oferecer sacrifícios.
P: Em Números 15:32-36, por que um homem foi morto por recolher lenha no sábado?
R: Colher lenha era permitido nos outros dias. No entanto, suas ações naquele momento demonstraram total desprezo pela lei de Deus. Foi a demonstração de uma atitude de desprezo, e não o ato de colher lenha, que levou o homem a ser apedrejado.
P: Em Números 15:35-36, o que há de incomum nessa passagem?
R: Ela está organizada como um quiasmo hebraico.
- O Senhor disse a Moisés
- - O homem será condenado à morte
- - - Toda a congregação o apedrejará fora do acampamento
- - - Toda a congregação o levou para fora do acampamento e
- - o apedrejou até a morte
- Exatamente como o SENHOR havia ordenado a Moisés.
P: Em Números 16:5, por que Moisés lhes disse para colocarem fogo em seus incensários, já que ele sabia o que havia acontecido com Nadabe e Abiú?
R: Eles sabiam o que havia acontecido com Nadabe e Abiú tão bem quanto Moisés. Mesmo assim, agiram dessa forma porque estavam decididos a se opor a Moisés. Talvez Moisés não estivesse sendo gentil nem rude com eles, mas, se eles queriam adorar a Deus à sua maneira, Moisés disse para seguirem em frente, e veríamos o que Deus faria.
P: Em Números 16:13-14, o que dizer da reclamação de Datã e Abirão? Deus lhes prometeu que entrariam na terra do leite e do mel, mas Números 14:29-34 deixou claro que Deus, afinal, nunca os conduziria até lá, apenas seus filhos.
R: O povo certamente entendeu a promessa no sentido de que os israelitas iriam para a Terra Prometida, e não necessariamente que cada indivíduo presente viveria para entrar nela. Deus não disse que iria forçar os indivíduos a entrar na Terra Prometida. Quando se recusaram a entrar, Deus puniu sua revolta aberta ao honrar permanentemente a decisão do povo que se rebelou.
Se o senhor escolher voluntariamente se rebelar contra Deus, Deus talvez mais tarde lhe conceda um coração arrependido para que se volte para Ele. Por outro lado, Deus pode não fazê-lo, e Deus não é obrigado a fazê-lo.
P: Em Números 16:31, Corá e seus 250 seguidores foram engolidos pela terra, ou os 250 seguidores foram queimados até a morte em Números 16:35?
R: Números 16:31 mostra que a terra engoliu Corá, Datã, Abirão e suas famílias. Números 16:35 mostra que o fogo consumiu os outros 250 homens que não eram parentes de Corá.
P: Em Números 16:31-35, como foi justo que a terra engolisse até mesmo os pequenos (Números 16:27) de Corá, Datã e Abirão?
R: Foi justo porque Deus tem o direito de atribuir a cada indivíduo a duração de vida que Ele escolher, e Ele não se comprometeu a conceder a todos a mesma duração de vida. Isso é muito semelhante à questão de por que Deus mandou matar até mesmo as crianças cananeias. Consulte a discussão sobre Josué 6:21 para obter a resposta.
P: Em Números 16:32, todos os homens de Corá foram mortos, ou apenas alguns, como em Números 26:11?
R: Todos os homens de Corá que seguiram Corá foram mortos, mas aqueles que não o seguiram não foram mortos. Números 26:11 mostra claramente que alguns dos descendentes de Corá não estavam entre aqueles que não se rebelaram e, portanto, não foram mortos. Na verdade, o profeta Samuel era descendente de Corá (1 Crônicas 6:22-28).
P: Em Números 16:37-38, como os incensários dos homens rebeldes se tornaram santos?
R: Números 16:39-40 explica por que Deus escolheu designá-los para serem lembrados como santos.
Origem: Foi oferecido a Deus.
Utilização: O bronze foi utilizado para revestir o altar.
Lembrete: Isso deveria servir como um sinal de que os israelitas não tentariam se aproximar de Deus por conta própria.
Não há indícios de que os 250 homens tivessem cometido mais pecados do que qualquer outra pessoa. No entanto, eles pensavam que poderiam se aproximar de Deus à sua maneira, e não da maneira de Deus, valendo-se de sua própria justiça em vez de por meio dos sacrifícios exigidos por Deus. As pessoas ainda tentam fazer coisas semelhantes hoje em dia.
P: Em Números 16:45-47, por que Deus começou a matar todos os israelitas?
R: Toda a comunidade estava murmurando contra Moisés e Arão. Embora a ação de Deus tenha protegido Moisés e Arão, Deus poderia tê-los protegido de outras maneiras também. O principal propósito de Deus ao enviar a praga sobrenaturalmente rápida parece ter sido a disciplina, para ensinar aos israelitas a não endurecerem seus corações em rebelião contra Deus.
P: Visto que Números 17:5 diz que Deus usou a vara de Arão para fazer cessar as murmurações dos israelitas, por que eles ainda murmuravam em Números 20:2-5?
R: O milagre da vara de Arão teve o efeito de curto prazo de fazer cessar suas murmurações em Números 17. Na verdade, os israelitas quase chegaram ao extremo oposto em Números 17:12-13.
Quando os israelitas mais tarde murmuraram em Números 20, a mesma vara foi usada (Deuteronômio 20:8) para fazer cessar as murmurações naquela ocasião.
Infelizmente, o milagre externo da vara de Arão não transformou o coração das pessoas e não conseguiu silenciar as queixas de forma permanente.
P: Em Números 17:8-10, como um ramo cortado pôde florescer e produzir amêndoas, uma vez que a madeira de amendoeiro não possui essa propriedade?
R: Deus, que fez com que as plantas fossem capazes de crescer e produzir sementes, fez com que isso acontecesse milagrosamente.
P: Em Números 18:1-2, por que Deus tornou essas pessoas e seus filhos responsáveis por seus bens?
R: A casa ancestral de Arão é a tribo de Levi; portanto, isso significa que os levitas, incluindo Arão e seus filhos, eram responsáveis pelas ofensas cometidas contra o tabernáculo. Somente Arão, seus filhos e seus descendentes eram responsáveis pelas ofensas cometidas contra o sacerdócio.
Essas pessoas não eram responsabilizadas apenas pelo que faziam pessoalmente, mas também pelas ofensas contra o santuário e o sacerdócio. As pessoas não podiam se aproximar do Tabernáculo sem a permissão deles; portanto, se fossem negligentes na guarda do Tabernáculo e outros o profanassem, elas também seriam responsáveis por sua própria negligência.
P: Em Números 18:2, o que há de incomum nesse versículo?
R: Números 18:2 é um jogo de palavras, em que “juntar-se a vocês” (weyillawu) é um trocadilho com “levita” (lewi). Assim, uma leitura superliteral seria “a tribo de Levi… ‘levi’ com vocês”.
P: Em Números 19:8, por que o sacerdote ficou impuro até o anoitecer, já que estava obedecendo a Deus no que diz respeito ao sacrifício da novilha vermelha?
R: Trata-se de uma situação interessante em que um sacerdote, ao cumprir obedientemente a vontade de Deus, torna-se impuro. Não se diz que o sacerdote pecou, nem que Deus estava descontente com ele, mas apenas que ele estava impuro e não podia aproximar-se das coisas sagradas por um tempo. Assim, há uma distinção clara entre impureza cerimonial e culpa pessoal.
Quando Jesus morreu na cruz, Ele tornou-se impuro por um tempo aos olhos de Deus Pai. Isso foi feito em obediência, a fim de assumir sobre Si mesmo o castigo por nossos pecados. Jesus não era pecador, e Satanás não “entrou em Jesus”, como ensinam alguns membros de seitas; ao contrário, Jesus simplesmente tornou-se impuro.
P: Em Números 20:1, Cades ficava no deserto de Zin ou no deserto de Parã, como diz Números 13:26?
R: A Península do Sinai possuía quatro regiões de deserto:
O deserto de Sur, a noroeste, delimitado pelo Egito a oeste, pelo rio do Egito a leste e por Elim ao sul. Gênesis 16:7; 20:1; 25:18; Êxodo 15:22; 1 Samuel 15:7; 27:8
O deserto de Sin, no sudoeste. Ele ficava entre Elim [ao norte] e o Sinai [a leste], de acordo com Êxodo 16:1. Êxodo 17:1 e Números 33:11,12 também mencionam o deserto de Sin.
O Deserto de Parã, a sudeste. Fazia fronteira com o Deserto de Sin a nordeste e com Cades a oeste. Gênesis 21:21; Números 10:12; 12:16; 13:3,26; Deuteronômio 1:1; 33:2; 1 Samuel 25:1; 1 Reis 11:18.
O Deserto de Zin, a nordeste, estendia-se até o Mar Morto e a Arabá, a leste, e até a cidade de Cades, a oeste. Números 13:21; 20:1; 27:14; 33:36; 34:3,4; Deuteronômio 32:51; Josué 15:1,3
Cades ficava na fronteira entre o Deserto de Parã e o Deserto de Zin.
P: Em Números 20:8, o pronome deve ser traduzido como “dele”, conforme a KJV, ou como “dela”, conforme outras traduções?
R: Gramaticamente, o pronome hebraico pode ser traduzido corretamente tanto como “dela” quanto como “dele”. Mas, neste contexto, provavelmente deveria ser “dela”, pois Moisés recebe a ordem de falar à rocha.
P: Em Números 20:10-13, por que Deus ficou irado com Moisés, já que Moisés fez o que Deus lhe ordenou?
R: Moisés fez a coisa certa, mas teve a atitude errada e demonstrou essa atitude errada aos outros. Em vez de bater na rocha como um milagre que chamasse a atenção para a misericórdia de Deus, Moisés aparentemente bateu na rocha como se estivesse com raiva, dizendo: “Ouçam, rebeldes...”
Há uma lição a ser aprendida aqui. Se fizermos o que Deus deseja, mas com a atitude errada, Deus também não ficará satisfeito com o que fazemos.
P: Em Números 20:12, Moisés foi proibido de entrar em Canaã por causa da incredulidade, da rebelião (Números 27:12-14), da transgressão (Deuteronômio 32:51-52) ou de palavras precipitadas (Salmos 106:32-33)? (Essa pergunta foi feita por um ateu)
R: Houve apenas um incidente, nas águas de Meribá, e todos os quatro versículos descrevem o mesmo motivo.
Números 20:12 diz que foi porque Moisés não creu em Deus, a fim de reverenciá-Lo aos olhos dos israelitas.
Números 27:12-14 diz que Moisés se rebelou contra a ordem de Deus de reverenciá-Lo.
Deuteronômio 32:51 diz que Moisés transgrediu [pecou] contra Deus, porque Moisés não reverenciou a Deus diante dos israelitas.
O Salmo 106:32-33 diz que eles (os israelitas) se rebelaram contra o Espírito de Deus nas águas da contenda (Meribá), e por isso Moisés falou precipitadamente.
Todos os versículos transmitem uma mensagem consistente. Os israelitas contestaram Moisés (Números 20:2-5, Salmo 106:33), e Moisés não estava confiando na provisão de Deus (Números 20:12). O fato de ele ter falado precipitadamente (Números 20:10; Salmo 106:33) significava que não estava honrando a Deus diante dos israelitas (Números 20:12; 27:12-14; Deuteronômio 32:51).
Não há dúvida sobre o que aconteceu, e as três últimas passagens são simplesmente lembretes do que as pessoas poderiam ler por si mesmas em Números 20.
P: Em Números 20:16, foi um anjo que conduziu os israelitas para fora do Egito, ou foi o próprio Deus, conforme Êxodo 3:8?
R: Muitos versículos afirmam que foi Deus quem os tirou do Egito. Números 20:16 diz, em hebraico, que Deus enviou um anjo e [*] nos tirou do Egito. O [*] não é explicitado no versículo e poderia se referir ao anjo ou ao próprio Deus.
O [*] não precisa realmente ser especificado, pois ambas as interpretações são verdadeiras. Deus poderia ter feito com que Seus anjos criassem a nuvem e a coluna de fogo, e enviassem o vento forte que abriu o Mar Vermelho. O próprio Deus esteve envolvido de pelo menos duas maneiras.
1. Os anjos agiam em total obediência às ordens de Deus
2. O próprio Deus também estava presente naquele local, o que pode explicar a severidade da punição por seus pecados.
P: Em Números 20-24, qual é a evidência extra-bíblica de que Balaão foi uma pessoa real?
R: Em 1967, no Vale do Jordão, em Beir Allah (ou Deir ‘Alla), arqueólogos encontraram um exercício de caligrafia de um aluno em que se mencionava Balaão, filho de Beor, três vezes. O achado foi datado por radiocarbono em 800/760 a.C. A descoberta foi publicada pela primeira vez em 1976. Consulte também J. Hoftijzer, “The Prophet Balaam in a 6th-century Aramaic Inscription”, em Biblical Archaeology 39 (1976), p. 11-17, e Jo Ann Hackett, The Balaam Text from Deir ‘Alla (1984).
Consulte a Teoria J.E.P.D. de Walter Kaiser Jr., em *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 4, p. 759, ou *The NIV Study Bible*, p. 223, ou ouça a fita de John Ankerberg intitulada *Exploding the J.E.P.D. Theory*, de Walter Kaiser Jr.
P: Em Números 21:6,8, de que forma essas serpentes eram “ardentes”?
R: Isso não significa necessariamente que elas brilhavam ou tinham uma cor vermelha viva. Significa, antes, que sua picada causava uma sensação semelhante à do fogo.
P: Em Números 21:9, por que os israelitas tiveram que olhar para uma serpente de bronze após serem picados, já que isso parece idolatria?
R: Deus ordenou que olhassem para a serpente de bronze fixada em uma haste para que se recuperassem da picada de cobra. No entanto, em épocas posteriores, as pessoas transformaram isso em um ídolo, chamando a serpente de bronze pelo nome de Nehushtan. Devido a essa idolatria, Ezequias ordenou que a serpente fosse destruída em 2 Reis 18:4.
O primeiro autor conhecido por ter respondido a essa objeção foi Tertuliano, em *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 2, cap. 22, p. 314 (207/208 d.C.). Antes disso, a Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), capítulo 12, p. 145, e a Primeira Apologia de Justino Mártir (150 d.C.), capítulo 50, p. 183, também trataram do assunto, mas aparentemente não viram qualquer dificuldade a ser discutida.
P: Em Números 21:9, o que é “O Livro das Guerras do Senhor”?
R: Só sabemos da existência desse livro por meio de sua menção na Bíblia. Aparentemente, esse livro continha detalhes históricos factuais desses eventos. Não há menção de que fosse a palavra de Deus ou de que devesse constar nas Escrituras.
P: Em Números 21:29 e Jeremias 48:46, quem é Quemos?
R: Quemos era o ídolo de Moabe. 2 Reis 3:27 diz que crianças eram sacrificadas a Quemos.
P: Em Números 22:1; 26:3; 31:12; 33:48; 34:15; 35:1; e 36:13, o que há de incomum nessa frase?
R: A expressão “o Jordão de Jericó” é uma forma incomum de descrever esse rio. Pode ser apenas uma descrição da localização do rio Jordão, mas as notas de rodapé da NIV indicam que poderia ser um nome muito antigo para esse rio.
P: Em Números 22:5, temos alguma evidência extra-bíblica da cidade natal de Balaão, Petor?
R: Possivelmente sim. Uma inscrição de Salmanasar II menciona uma cidade nos rios Eufrates e Sagur, a oeste de Carquêmis, chamada Pitru, e essa poderia ser Petor. O livro “Guia de Asimov para a Bíblia”, p. 183, acrescenta ainda que os egípcios chamavam esse local de Pedru.
P: Em Números 22:5-7, Balaão era principalmente um verdadeiro profeta de Deus, que foi desviado pela ganância, ou era principalmente um adivinho pagão, por meio do qual o Deus Verdadeiro falou nessa situação?
R: As Escrituras não dizem. No entanto, devido ao conselho maligno que ele deu posteriormente, o coração de Balaão certamente não estava voltado para Deus e Seu povo. Se um exercício escolar datado de 800/760 a.C. que foi desenterrado for confiável, parece que Balaão era um adivinho pagão por meio do qual o Deus Verdadeiro falou naquela ocasião.
P: Em Números 22,7, como Deus poderia dar uma profecia a alguém que praticava adivinhação?
R: Deus pode conceder profecias a quem Ele desejar. As Escrituras não dizem se Balaão primeiro praticou adivinhação ou se recebeu a profecia primeiro; poderia ter sido de ambas as formas.
Se Balaão primeiro tentou praticar adivinhação para invocar o Deus verdadeiro, Deus permitiu o que ele fez por ignorância e não o corrigiu naquele momento.
Se Balaão recebeu primeiro o dom da profecia e, posteriormente, pecou ao tentar “estimular e aumentar” seu dom profético por meio da adivinhação, isso seria um exemplo de que Deus não retira nossos dons quando pecamos. Para um exemplo um tanto semelhante, quando Jesus curou dez leprosos em Lucas 17:12-17 e apenas um voltou para agradecer-lhe, Jesus perguntou onde estavam os outros nove, mas não os “descurou” especificamente.
P: Em Números 22:7, quando Balaão usou a adivinhação para amaldiçoar outros povos além dos israelitas, suas maldições chegaram a surtir efeito?
R: Embora as pessoas que pagaram a Balaão achassem que as maldições poderiam funcionar, as Escrituras não dizem se elas realmente funcionaram ou não. Pelo menos no que diz respeito a Israel, Balaão sabia que suas maldições eram inúteis.
Consulte “Astrologia e Fenômenos Psíquicos” para saber mais sobre a visão de que nenhuma das maldições de Balaão jamais foi eficaz, exceto como efeito placebo.
P: Em Números 22:12-17, por que Deus ficou muito irado com Balaão quando permitiu que ele fosse?
R: Por causa do dinheiro, Balaão quis chegar o mais perto possível de desobedecer a Deus. Conforme afirma o livro “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, pp. 74-75, Deus lhe deu permissão, mas não orientação. Embora Balaão tenha obedecido à orientação de Deus de não amaldiçoar Israel, ele aconselhou Balaque sobre como corromper moralmente os israelitas e fazê-los incorrer no descontentamento de Deus (Números 31:16; 25).
P: Em Números 22:22-33, por que Deus ficou irado com Balaão, já que ele aparentemente obedeceu a Deus?
R: A leitura de todo o capítulo é esclarecedora quanto ao tipo de obediência que Deus deseja. Balaão nunca realizou uma única ação que desobedecesse diretamente a Deus. No entanto, quando os mensageiros chegaram, Balaão não lhes disse para irem embora, nem que não desejava acompanhá-los, pois isso não agradaria a Deus. Em vez disso, embora Balaão soubesse o que Deus queria, ele disse que desejava ir com eles, mas Deus recusou o pedido de Balaão. Balaão tentou se afastar o máximo possível de obedecer ao que Deus queria, sem desobedecer diretamente a Deus. É por isso que Deus ficou irado com ele.
Consulte a *Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia*, p. 140, e especialmente *Ditos Difíceis da Bíblia*, pp. 166-168, para uma discussão aprofundada.
P: Em Números 22:27-28, um jumento que fala é um absurdo? (um muçulmano afirma isso)
R: Se uma pessoa acreditasse verdadeiramente que Deus é Todo-Poderoso, Deus pode fazer qualquer coisa.
O muçulmano talvez não esteja ciente do que consta em seus próprios hadiths. “O Profeta costumava ficar em pé ao lado do tronco de uma tamareira (enquanto proferia um sermão). Quando o púlpito foi colocado para ele, ouvimos aquele tronco chorar como uma camela grávida até que o Profeta desceu do púlpito e colocou a mão sobre ele.” (Bukhari, vol. 2, livro 13, cap. 24, n.º 41, p. 19). Ora, não acredito que isso tenha acontecido, mas não rejeito que Deus Todo-Poderoso tivesse o poder de fazer com que isso (ou qualquer outra coisa) acontecesse.
P: Em Números 22:34, Balaão obedeceu a Deus ao dizer apenas o que Deus lhe ordenou que dissesse?
R: De acordo com Números 22:38, Balaão obedeceu naquele momento. No entanto, algum tempo depois, ele deu um conselho maligno (mas correto) sobre como afastar os israelitas de Deus.
P: Em Números 22:41, é verdade que Baal, que significa “Senhor”, nunca foi o nome de nenhum deus específico, como afirma o cético Guia de Asimov para a Bíblia, p. 185?
R: Isaac Asimov está divulgando informações incorretas aqui. Além da Bíblia, a literatura ugarítica menciona um ídolo específico chamado Baal, conforme consta no *Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica*, p. 121. Na p. 593, um texto específico é intitulado “O Épico de Baal”.
P: Em Números 23:10, por que a profecia de Balaão de que ele morreria como os justos definitivamente não se cumpriu?
R: Balaão aconselhou os moabitas e os midianitas a afastar os israelitas de Deus, enviando suas mulheres para ter relações sexuais com eles (Números 31:16). Os israelitas executaram Balaão, conforme Números 31:8 e Josué 13:22.
Balaão não estava afirmando um fato profético, mas apenas seu desejo de morrer como os justos. Seu desejo não se cumpriu devido ao seu próprio pecado. Da mesma forma, as pessoas hoje podem ter sinceramente bons desejos, que não se concretizam por culpa delas mesmas.
P: Em Números 23:14, por que Balaão profetizou que os israelitas seriam como um leão que bebia o sangue de sua presa, já que beber sangue é proibido?
R: Os leões matavam animais impuros e também bebiam sangue. Ambas as coisas eram proibidas para as pessoas, embora não para os leões. A questão não era viver como um leão, mas sim que os israelitas fossem tão fortes e ferozes na batalha quanto um leão.
P: O que Números 23:19 diz sobre o conceito de Deus que está no cerne do mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), de que “assim como o homem é, Deus já foi; assim como Deus é, o homem pode se tornar”?
R: Ao contrário da teologia mórmon, o texto afirma que
a) O Deus verdadeiro não é um ser humano.
(Um mórmon poderia argumentar que Deus não é mais um homem, mas que já foi um homem e agora é um homem glorificado. No entanto, nunca ouvi um mórmon usar esse argumento.)
b) O Deus verdadeiro não é filho nem descendente de um homem, o que, por si só, exclui a parte a).
Veja também 1 Samuel 15:29 e a próxima pergunta.
P: Em relação a Números 23:19, quais são as respostas dos mórmons?
R: Um homem mórmon com quem conversei parecia ter grande respeito pela Bíblia. No entanto, quando pedi que lesse esse versículo, sem lhe dar qualquer explicação, ele disse: “Bem, bem, isso está simplesmente errado”. Não conversamos muito mais, mas senti que cumpri minha tarefa. Mostrei a ele a diferença entre a Bíblia e o que o mormonismo lhe ensinava, e agora ele tinha uma escolha a fazer.
Já conversei com mais mórmons do que consigo lembrar sobre esse versículo, bem como sobre 1 Samuel 15:29, e, com uma exceção, todos ficaram sem resposta.
No entanto, um missionário mórmon com quem conversei tinha uma resposta. Ele disse que aquele versículo significava: “Deus não é o tipo de homem que mentiria, nem o tipo de filho do homem que se arrependeria”.
Algumas observações a esse respeito:
1. As palavras “tipo de” não constam no hebraico.
2. A interpretação inovadora “tipo de” era desconhecida por todos os escritores judeus, cristãos e até mesmo heréticos até o surgimento do mormonismo no século XIX.
3. Como nenhum crente que falasse hebraico ou grego entenderia o versículo dessa forma, se essa fosse a interpretação correta, tratava-se de um “código secreto” compreensível apenas para os mórmons.
Tenha cuidado se, para que sua teologia sobreviva, você tiver que interpretar uma frase em uma língua estrangeira de tal forma que não seja possível encontrar nenhum falante nativo dessa língua que a reconheça dessa maneira.
P: Em Números 23:19, por que deveríamos dar atenção a algo dito por um homem que praticava adivinhação?
R: Embora Balaão tenha pecado gravemente mais tarde, naquele momento, enquanto Balaão falava isso, ele estava proferindo as palavras que Deus colocou em sua boca (Números 23:16), e apenas as palavras que Deus colocou em sua boca (Números 22:34).
P: Em Números 23:19, por que diz que Deus não se arrepende/muda de ideia, quando 1 Samuel 15:35 e Êxodo 32:14 afirmam que Ele o faz? (isso foi dito por um muçulmano)
R: A vontade revelada de Deus é frequentemente oportuna e condicional, e às vezes é explicada como uma expressão antropomórfica.
Oportuna: Deus disse à geração rebelde que não iria com eles. Todos morreram, e Deus foi com a geração seguinte.
Condicional: Muitas das ameaças ou promessas de Deus vêm acompanhadas de uma condição explícita ou implícita. Para alguns exemplos de ameaças condicionais implícitas, consulte Jonas 3 e Gênesis 20:3.
Antropomórfico: Deus, que está além do tempo, já sabia o que eles fariam e já sabia o que Ele faria. No entanto, às vezes é difícil para as pessoas perceberem isso e, ao mesmo tempo, compreenderem que elas ainda tinham uma escolha real. Certamente, se Deus tivesse simplesmente lhes dito o que elas fariam com certeza e o que Ele faria com certeza, isso limitaria a escolha delas.
Uma pessoa não precisa concordar com o conceito de que Deus está além do tempo, nem mesmo compreendê-lo. Ela não precisa refletir sobre a atemporalidade para que Deus se comunique com ela de maneira significativa. Deus se comunica com as pessoas em termos que todos possam compreender.
P: Em Números 24:7, como Agag poderia estar vivo nessa época, uma vez que Agag viveu na época do rei Saul, conforme 1 Samuel 15:8?
R: Há duas respostas possíveis.
Dois reis com o mesmo nome: Não é incomum que reis tenham o nome de um rei anterior. São muitos os exemplos, como os reis britânicos chamados Henrique, dois reis do norte de Israel chamados Jeroboão, dois reis fenícios chamados Hiram e muitos faraós egípcios chamados Tutmés e Ramsés. Assim, o Agag da época de Saul era um sucessor do Agag mencionado aqui. Portanto, essa pergunta é semelhante a perguntar: “Como Henrique [VIII] da Inglaterra poderia ter executado suas esposas, se Henrique [I] faleceu séculos antes de elas nascerem?”
Agag como título, assim como “Faraó”: O Corpus Inscriptionum Semiticarum I 3196, de origem fenícia, menciona um Agag em uma época e local diferentes dos desses dois Agags. Não sabemos muito sobre os amalequitas, e “Agag” poderia ter sido um título para o governante dos amalequitas, assim como “Faraó” era um título para o governante do Egito. O Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 1, p. 189, defende essa visão.
P: Em Números 24:8 e Isaías 34:7, por que algumas traduções em inglês mencionam isso como um unicórnio?
R: Elas traduzem isso incorretamente. Em Deuteronômio 33:17, a mesma palavra hebraica é usada, e o animal tem mais de um chifre.
Existe um tipo de antílope no deserto da Arábia, chamado órix, que, embora tenha dois chifres longos e retos, estes estão próximos um do outro e, visto de lado, parece que ele tem apenas um chifre. Talvez seja daí que tenha surgido a fábula europeia dos unicórnios.
Consulte Stephen Caesar, “Zoologia no Pentateuco: Três Supostos Erros”, em “Ciência, Erudição e Escritura”, na revista The Christian News, 2 de julho de 2001, p. 26. Consulte também Hoch, E. (1979), “Reflexões sobre a Vida Pré-histórica em Umm an-Nar (Omã Trucial) com Base nos Restos Faunísticos do Terceiro Milênio a.C.” Em *South Asian Archaeology*, 1977. E Harrison, D.L. e P.J.J. Bates (1991), “The Mammals of Arabia”, 2ª ed. Sevenoaks, Kent (Inglaterra): Harrison Zoological Museum.
P: Em Números 24:17, sobre quem se trata a profecia?
R: Há duas interpretações.
Imediata: Para a destruição imediata de Moabe e Edom, profetiza-se sobre o rei Davi ou a tribo de Judá.
Messiânica: Provavelmente, trata-se também de um prenúncio de Jesus, igualmente da tribo de Judá, que viria para destruir todos os exércitos reunidos contra Ele. Os essênios e outros também acreditavam que se tratava de uma profecia messiânica. Bar Cochba, que liderou uma revolta contra os romanos em 135 d.C., era chamado de “Bar Kochba”, ou “filho da estrela”, devido a este versículo.
Entre os escritores que consideravam isso como messiânico, destacam-se Justino Mártir (que escreveu por volta de 138-165 d.C.), Atanásio (296-373 d.C.) e os escritos judaicos Targum Onkelos, Targum Jonathan e o Almud de Jerusalém, Taanith 68:4; Debarim Rabba (seção 1) e Pesikta Sotarta 58:1. Entre os Manuscritos do Mar Morto, o Documento de Damasco (CD:7:9-20) e o Pergaminho da Guerra (1 QM:7).
P: Em Números 24:24, como é que navios podem chegar e afligir Assur, uma vez que Assur era uma cidade do interior?
R: Números 24:24 menciona “Assur”, e não as imediações da cidade de “Assur”. Tanto os fenícios quanto os gregos eram um espinho constante no lado do Império da Assíria. Para se ter uma ideia da influência da Fenícia, o The New Bible Dictionary (1978), p. 1194, afirma que os fenícios chegavam a comercializar com a Índia. Para mais informações sobre os fenícios, consulte a revista National Geographic de agosto de 1974, pp. 149-189.
P: Em Números 25:1, o que há de incomum na escolha das palavras aqui?
R: Pode-se tratar de um jogo de palavras ou de um duplo sentido. Embora “wayyahel” signifique “começou”, a raiz “halal” significa “poluir, contaminar ou profanar”.
P: Em Números 25:7-13, por que Deus elogiou Fineias por ter matado Cozbi e Zimri?
R: Cinco pontos a serem considerados na resposta.
1. O povo estava prestes a embarcar em uma empreitada séria: a invasão da Terra Prometida. Fineias demonstrou que compreendia a seriedade da santidade de Deus. De maneira dissimulada, Balaão compreendeu a importância da santidade. É por isso que Balaão deu conselhos eficazes para prejudicar os israelitas. No entanto, Balaão foi morto juntamente com Cozbi e Zimri em Números 31:8.
2. Culpado de um crime capital por imoralidade sexual.
3. É possível (mas não comprovado) que essa imoralidade pudesse estar relacionada a práticas religiosas.
4. O crime foi ainda mais grave por ter sido cometido de forma descarada e desafiadora diante de toda a assembleia.
5. Fineias não era um justiceiro. Como o crime era passível de pena de morte e Fineias ocupava uma posição de autoridade como sacerdote, ele estava cumprindo a lei de Deus para os israelitas.
P: Em Números 26 e Números 1, como é que a tribo de Simeão perdeu cerca de 60% de seus membros?
R: A maioria das tribos perdeu alguns membros, já que o total passou de 603.550 para 601.730. No entanto, a tribo de Simeão passou de 59.300 para 22.200, conforme aponta o *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 166. O “Dicionário Bíblico Wycliffe”, p. 1.592, também menciona isso e afirma que uma razão provável é que muitos deles possam ter sido executados juntamente com seu líder, Zimri, durante o incidente de Baal de Peor, em Números 25:1-15.
P: Em Números 26:5-50; 57-62, devemos estudar essas genealogias, uma vez que 1 Timóteo 1:4 e Tito 3:9 dizem para não nos dedicarmos a genealogias?
R: Essas genealogias podem ser estudadas para fins históricos. No entanto, não obtemos delas a mesma sabedoria, correção e encorajamento que obtemos de outros tipos de versículos bíblicos.
P: Em Números 26:51, por que esse número, 601.730, é quase o mesmo (0,1% a menos) que a média de 603.550 do censo realizado mais de quarenta anos antes, em Números 2:32?
R: As Escrituras não explicam por que esses números são tão próximos, mas é possível identificar duas razões simultâneas:
Humana: A peregrinação no deserto, as batalhas e as pragas causaram estragos entre os israelitas e, por isso, sua população não cresceu.
Divina: Se o número tivesse sido maior, eles poderiam pensar que os quarenta anos adicionais de peregrinação foram algo positivo, pois teriam mais guerreiros. Se o número tivesse sido muito menor, então ou Deus teria designado mais soldados do que o necessário na primeira vez, ou eles teriam poucos soldados para lutar. O fato de os números serem quase os mesmos ilustra que a desobediência deles e o castigo recebido não os beneficiaram nem prejudicaram no que diz respeito ao número de guerreiros.
P: Em Números 27:5, por que Moisés teve que consultar o Senhor em vez de simplesmente resolver a reivindicação deles de maneira razoável?
R: Embora não conheçamos esse caso específico, há pelo menos quatro razões, em geral, pelas quais é bom orar e recorrer ao Senhor.
1. Talvez Moisés já achasse que elas deveriam receber uma herança, mas mesmo assim orou porque percebeu que era falível e que poderia estar errado.
2. Outras pessoas têm concepções diferentes sobre a herança das mulheres. Por exemplo, no Islã, as filhas recebem apenas metade da herança dos filhos, conforme Sura 4:11. Em algumas culturas, as mulheres nem sequer podiam herdar.
3. Havia um precedente: Jó concedeu uma herança às suas filhas, conforme Jó 42:15. Às vezes, alguém como Moisés já pode ter a ideia correta, mas ainda assim precisa da orientação de Deus para alguns detalhes. Por exemplo, embora as filhas de Zelofeade e suas descendentes tenham herdado a terra para sempre, elas tiveram que se casar dentro da tribo, de acordo com Números 36:6-9.
4. Mesmo que Moisés já soubesse exatamente o que fazer, conhecesse todos os detalhes e tivesse certeza de que Deus possuía essas informações, recorrer ao Senhor em oração e aguardar uma resposta não era apenas honrar a Deus e reconhecer que Ele sabia melhor do que ele, mas também demonstrava a outros que pudessem ter pontos de vista diferentes que Moisés não havia tomado uma decisão precipitada.
P: Em Números 28, qual é o resumo dos sacrifícios que Deus ordenou?
R: Havia sacrifícios relacionados a eventos e circunstâncias, e sacrifícios em um determinado momento. Números 28 aborda os sacrifícios em um determinado momento. São eles:
Diários: (Êxodo 29:28-32; Números 28:3-8)
Semanais: (Levítico 23:3; Números 28:9-10)
Mensais - Lua nova: (Números 28:11-15)
Pães Ázimos e Páscoa (Levítico 23:4-14; Números 28:16-25; Deuteronômio 16:1-8)
Festa das Semanas (Pentecostes) (Levítico 23:15-21; Números 28:26-31; Deuteronômio 16:9-12)
Festa das Trombetas (Levítico 23:22-25; Números 29:1-6)
Dia da Expiação (Levítico 16:1-28; 23:26-32; Números 29:7-11)
Festa das Cabanas (Levítico 23:33-39, 43; Números 29:12-38; Deuteronômio 16:13-17)
Consulte o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 248, para obter um quadro com detalhes muito completos sobre as ofertas do calendário.
P: Em Números 29:16-34, por que essa passagem da Bíblia não é tão empolgante?
R: Devemos respeitar a Palavra de Deus, mesmo que não percebamos a razão pela qual Deus deseja que a leiamos. Essas genealogias provavelmente tinham grande significado para os judeus do Antigo Testamento que as liam. No entanto, 1 Timóteo 1:4 afirma que não devemos nos dedicar a genealogias intermináveis.
P: Em Números 30:1-15, por que Deus estabeleceu essas regras relativas aos votos, se, séculos mais tarde, Tiago 5:13 diz para não se jurar de forma alguma?
R: Tiago 5:13 refere-se a fazer um juramento, não a todas as promessas. Números 30:1-15 é mais geral, referindo-se a fazer uma promessa, seja ela acompanhada de juramento ou não.
P: Em Números 30:3-16, por que diz que o voto de uma mulher pode ser anulado por seu pai ou marido? (Essa pergunta foi feita por um muçulmano.)
R: As mulheres casadas e as que ainda não eram casadas (e que, presumivelmente, moravam na casa dos pais) podiam ter seus votos anulados pelo marido ou pelo pai, respectivamente. No mundo antigo, o marido ou o pai era o principal responsável por ganhar dinheiro, e um voto podia acarretar custos financeiros elevados. No entanto, conforme afirma o livro *735 Perguntas Desconcertantes da Bíblia Respondidas*, p. 75: “É importante observar que uma viúva ou uma mulher divorciada, que era responsável por si mesma, não tinha tal restrição imposta a ela. Essa regra relativa aos votos, portanto, não constituía de forma alguma um desrespeito às mulheres. Em vez disso, refletia simplesmente as realidades econômicas da época e o envolvimento atencioso de Deus em cada detalhe da vida de Seu povo.”
Isso de fato demonstra a autoridade do pai na família e do marido sobre a esposa. Os muçulmanos em geral (com exceção deste) não teriam nenhum problema com isso. Visto que ele quis abordar esse assunto, fica à sua disposição explicar o seguinte no Islã.
Uma esposa não pode jejuar (jejum voluntário) nem permitir que alguém entre em sua casa sem a permissão do marido. Abu Dawud, vol. 2, n.º 2452, 2453, p. 677-678. (jejum voluntário significa além do que é exigido)
Fora do Ramadã, uma esposa só pode jejuar com a permissão do marido. Ibn-i-Majah, vol. 3, n.º 1761-1762, p. 62
Maomé não repreendeu um marido que espancou a esposa por ela ter rezado e jejuado além do exigido. Abu Dawud, vol. 2, n.º 2453, p. 677-678
Os homens determinam a suas esposas quando devem tomar banho. “Se alguém fizer com que (sua esposa) se lave e ele próprio se lavar na sexta-feira, sair cedo (para a oração da sexta-feira), assistir ao sermão desde o início, caminhando, e não de carro, sentar-se próximo ao imã, ouvir com atenção e não se entregar a conversas fúteis, receberá a recompensa de um ano de jejum e oração noturna por cada passo que der.” Abu Dawud, vol. 1, n.º 345, p. 91. Não é mencionada explicitamente nenhuma recompensa para a esposa.
Uma mulher não deve dar um presente proveniente dos bens comuns com o marido. Abu Dawud, vol. 2, n.º 3539, p. 1006. Isso se deve, em geral, à falta de sabedoria e inteligência da mulher. Abu Dawud, vol. 2, nota de rodapé 2991, p. 1006.
Uma esposa não pode oferecer um presente sem o consentimento do marido. Ibn-i-Majah, vol. 3, n.º 2388, p. 423
P: Em Números 31:1-24, a guerra contra os midianitas foi uma história não histórica criada para encobrir uma guerra inconclusiva contra os moabitas, como afirma o Guia de Asimov para a Bíblia, p. 190?
R: Os israelitas lutaram contra os midianitas devido aos incidentes relatados em Números 22:4 e 25:14-18. Como de costume, Asimov não apresenta nenhuma evidência para sua afirmação. No entanto, o bom senso sugere que, se um povo antigo vivesse próximo a outra nação por muitos anos, ou se tornariam amigos ou travariam algumas batalhas entre si. Os israelitas e os midianitas nunca se tornaram amigos.
P: Em Números 31:1-24, por que um Deus justo e bom ordenou que os israelitas exterminassem os midianitas?
R: Os israelitas lutaram contra os midianitas por causa dos incidentes relatados em Números 22:4 e 25:14-18.
Deus é Santo, e é coerente com Sua justiça, bondade e santidade destruir o mal. Os midianitas descendiam de Abraão, de acordo com Gênesis 25:1-4. Não apenas seus antepassados conheciam o Deus de Abraão e deixaram de segui-Lo, como também tentaram deliberadamente os homens israelitas a pecar.
Outros povos em outras partes do mundo poderiam ter sido tão maus quanto os midianitas e não foram exterminados imediatamente. No entanto, os midianitas sabiam mais, uma vez que descendiam de Abraão, e com mais conhecimento vem maior responsabilidade. (Veja Romanos 4:15; 5:12; ~João 9:41) Além disso, Deus é justo, mas não é necessariamente equitativo nesta vida. Deus colocará tudo em ordem no dia do julgamento, mas, até lá, algumas pessoas são exterminadas quando deveriam ter sido poupadas, e outras que deveriam ter sido exterminadas escapam, por um tempo.
P: Em Números 31:16, a lembrança do incidente em Peor fortaleceu a posição dos yahvistas posteriores contra os casamentos mistos com estrangeiros?
R: Asimov parte do pressuposto de que o Antigo Testamento não provém de Deus. Ele está tentando interpretar nele uma batalha política entre aqueles que se opunham aos casamentos mistos e aqueles que os defendiam.
Embora tenha havido conflitos no Antigo Testamento entre israelitas que levavam a sério o cumprimento da Lei de Deus e aqueles que não o faziam, a data inicial de composição de Gênesis é anterior à existência dos supostos grupos políticos que Asimov está tentando criar.
P: Em Números 31:17, por que matar os bebês meninos midianitas?
R: Isso é muito semelhante à questão de por que Deus mandou matar até mesmo os bebês cananeus. Consulte a discussão sobre Josué 6:21 para obter a resposta, bem como a próxima pergunta.
P: Em Números 31:17-18, por que matar todos os meninos midianitas e não as mulheres virgens e as meninas?
R: A Escritura não diz. Talvez porque a linhagem familiar israelita fosse traçada por meio dos homens, os meninos não se encaixariam tão bem na sociedade, uma vez que não eram das doze tribos, e a adoção não fazia parte de seus costumes.
A Escritura, neste trecho, está apenas relatando com honestidade o que Moisés ordenou. Não há indicação de que Deus tenha aprovado ou desaprovado tal ato. Consulte também a próxima pergunta.
P: Em Números 31:17-18, por que Moisés ordenou que as jovens prisioneiras fossem mantidas em cativeiro por “várias razões”? (Essa pergunta foi feita por um ateu)
R: Em primeiro lugar, “por diversas razões” é uma insinuação que não se encontra nas Escrituras. Esses soldados eram israelitas, não muçulmanos (com os quais alguns ateus americanos aparentemente não se importam tanto).
As mulheres seriam escravas, e os homens poderiam se casar com elas, se assim desejassem. No entanto, para os homens que mantivessem relações sexuais com mulheres — mesmo com mulheres cativas — sem se tornarem seus maridos, a Bíblia diz que eles deveriam ser punidos com a morte.
P: Em Nm 31,18, por que os homens, mesmo os casados, podiam ficar com as mulheres capturadas para si mesmos, uma vez que Êx 20,1-4 e Dt 5,18 ordenam que as pessoas não cometam adultério?
R: O casamento não é adultério. Essa pergunta confunde o casamento legítimo com uma mulher cativa com o adultério. Ao casar-se com uma mulher, seja ela cativa ou livre, os filhos eram legítimos, recebiam o nome do pai e faziam parte de sua tribo ancestral. No que diz respeito à herança, à suspeita de adultério e a outras questões, a esposa que antes era cativa tinha todos os direitos da esposa que nunca foi cativa.
P: Em Números 31:18 e em outras passagens, por que os israelitas tinham permissão para se casar com mulheres que capturavam?
R: Clemente de Alexandria, em *Stromata* (193-202 d.C.), livro 2, cap. 18, p. 367, explica bem esse costume. “Além disso, proíbe-se a relação sexual com uma mulher cativa, a fim de não desonrá-la. ‘Mas conceda-lhe’, diz o texto, ‘trinta dias para fazer luto conforme seu desejo e, após trocar de roupas, conviva com ela como sua esposa legítima.’ … Vê a humanidade combinada com a continência? Ao senhor que se apaixonou por sua serva cativa, não se permite satisfazer seu prazer, mas se restringe sua luxúria ao especificar um intervalo de tempo; e, além disso, corta-se o cabelo da cativa, a fim de envergonhar um amor vergonhoso: pois é a razão que o leva a casar-se, e ele permanecerá fiel a ela mesmo depois que ela tiver ficado desfigurada [com o cabelo cortado].”
P: Em Números 32:1-2, por que Rúben e Gade se estabeleceram fora da Terra Prometida?
R: Os limites descritos em Números 34:12 deixam claro que se tratava de uma região fora da Terra Prometida. As razões pragmáticas pelas quais se estabeleceram no lado leste do rio Jordão são:
1. Essa terra já havia sido conquistada,
2. Eles perceberam que a terra era boa para o gado
3. Moisés e eles concordaram que poderiam ficar com ela se ajudassem as outras tribos a lutar pela Terra Prometida.
Quanto à questão de saber se eles deveriam ter ocupado essa terra, consulte a próxima pergunta.
P: Em Números 32:1-2, algum dos israelitas deveria ter se estabelecido no lado leste do rio Jordão?
R: A Bíblia diz que eles deveriam se estabelecer na Terra Prometida. As outras tribos mencionaram que a terra poderia ser contaminada e que deveriam passar para a Terra Prometida, conforme Josué 22:19. No futuro, as tribos na Terra Prometida precisariam de mais mão de obra para derrotar o restante dos cananeus e filisteus. Olhando para o destino futuro das duas tribos e meia, elas foram constantemente atacadas pelos edomitas, amonitas e moabitas, até que todos os seus descendentes que não foram mortos foram assimilados pelas outras nações, e elas se esqueceram completamente do Senhor, seu Deus. Perto do fim da conquista de Josué, as duas tribos e meia perceberam que as outras tribos poderiam negligenciá-las, conforme Josué 22:24-28.
Há aqui uma lição para os cristãos de hoje. 1 Coríntios 12:21-27 afirma que todas as partes do corpo de Cristo precisam umas das outras. Quando não estamos onde Deus deseja que estejamos, não há um único problema, mas dois. Um problema é que, por causa de nossa desobediência, deixamos de desfrutar de aspectos da comunhão com Deus. Um segundo problema é que outras pessoas que precisam de nossa ajuda e dos dons que Deus nos concedeu também ficam privadas disso.
P: Em Números 32:13, a ira de Deus contra os israelitas durou 40 anos, ou ela permanece apenas por um minuto, como diz Salmos 30:5? (Esta pergunta foi feita por um muçulmano)
R: Pode haver uma diferença entre o tempo que dura a ira de Deus, na Sua perspectiva, e o tempo que as consequências perduram, na nossa perspectiva. Independentemente disso, porém, o Salmo 30:5 não diz “60 segundos”, mas sim “um momento”. A ira e a disciplina de Deus para com Seu povo são apenas momentâneas, comparadas ao Seu favor, que permanece para sempre.
Para os israelitas no deserto, assim como para outros que se recusaram a segui-Lo, Deus envia esses indivíduos para o inferno para sempre. No entanto, Deus ficou irado com o povo israelita a ponto de não permitir que entrassem na Terra Prometida por quarenta anos. Mas a disciplina na Terra, mesmo que dure quarenta anos, é apenas um momento quando comparada à eternidade.
P: Em Números 33:4, como Deus executou o julgamento sobre os ídolos egípcios?
R: Os ídolos em si eram inanimados, mas Deus aparentemente “executou o julgamento” para demonstrar aos adoradores desses ídolos o quão impotentes eles eram, de uma maneira muito específica.
A maioria das dez pragas de Êxodo era o símbolo de uma divindade egípcia específica.
1. Nilo sangrento: Ápis, Ísis e Khnum eram deuses do Nilo.
2. Rãs: A deusa Heqet, que auxiliava as mulheres no parto, tinha cabeça de rã.
3. Mosquitos: Set era o deus do deserto. Ele era considerado bom na mitologia egípcia primitiva, mas passou a ser visto como maligno, como o desmembrador de Osíris, na mitologia egípcia posterior.
4. Moscas: possivelmente relacionadas a Rá, o deus do sol.
5. Animais mortos: A deusa Hathor tinha cabeça de vaca, e o deus Ápis tinha cabeça de touro.
6. Furúnculos: Sekhmet era a deusa que curava doenças; Sunu era o deus da peste, e Ísis era a deusa da cura
7. Granizo: Nut era a deusa do céu.
8. Gafanhotos: Osíris era o deus das colheitas e da fertilidade.
9. Trevas: Rá era o deus do sol.
10. Páscoa: A deusa Ísis deveria proteger as crianças. É claro que o filho do Faraó, o futuro Faraó, era considerado um deus.
Após esse período, os egípcios passaram a ter menos respeito por seus ídolos do que a maioria das culturas. Quando oravam a um ídolo e a oração não era atendida, costumavam pegar um chicote e açoitar o ídolo. (A Vida Cotidiana no EGITO ANTIGO, de Jon Manchip White (Dorset Press, 1963), p. 131.
P: Em Números 34:5, como a fronteira sudeste da Terra Prometida poderia [supostamente] ser o Nilo, o rio do Egito?
R: A expressão “rio do Egito” não se refere ao grande rio Nilo. Refere-se, na verdade, a um pequeno curso d’água que separava o Egito de Canaã. Muitos mapas mostram esse rio, na parte nordeste da Península do Sinai, onde deságua no Mar Mediterrâneo.
P: Em Números 34:11, Deuteronômio 3:17; Josué 12:3 e Josué 13:27, onde fica o Mar de Kinneret?
R: O Mar de Kinnereth é um nome antigo para o Mar da Galiléia. De acordo com a Bíblia de Estudo NIV, Kinnereth significa “harpa”, e o Mar da Galiléia tem o formato de uma harpa antiga.
P: Em Números 34:13-15, visto que Moisés faleceu antes de entrar em Canaã, como é que ele disse aos judeus que as tribos de Rúben, Gade e a metade de Manassés já possuíam as terras a leste do Jordão?
R: O rio Jordão é a fronteira de Canaã; portanto, as terras de Rúben, Gade e da metade de Manassés, a leste do rio Jordão, ficam fora de Canaã. O próprio Moisés poderia estar na terra já concedida às 1,5 tribos e ver Canaã de uma montanha a leste do Jordão, mas Moisés estava proibido de atravessar o rio Jordão.
Teologicamente, há alguns pontos interessantes aqui. Deus prometeu aos israelitas a terra de Canaã. Mas essas duas tribos e meia israelitas olharam ao redor e acharam que essa terra era bastante boa, então optaram por não viver na Terra Prometida de Deus. A terra parecia aceitável, exceto pelo fato de ser mais suscetível a ataques, e, após a época de Davi, não se ouve mais falar muito dessas tribos. Algumas delas foram exterminadas, e outras se assimilaram, perdendo a consciência de quem eram. Hoje, Deus pode nos prometer algo, e podemos olhar ao nosso redor e achar que morar em outro lugar parece mais atraente do que viver sob a promessa de Deus. No entanto, Deus conhece o futuro, e é sempre mais seguro viver sob a promessa de Deus, lembrando-se de quem você é.
P: Em Números 34:14; 1:18-44; e Levítico 24:10, a ascendência tribal judaica era supostamente transmitida apenas pelo pai biológico. Se Jesus não teve pai humano, como ele teria afiliação tribal com Judá?
R: Antes de responder a essa pergunta, vamos primeiro esclarecer o que os versículos NÃO dizem. Números 34:14 NÃO diz que a afiliação tribal se dá apenas por meio do pai biológico. Diz: “por causa das famílias da tribo de Rúben, da tribo de Gade e da meia-tribo de Manassés”. Números 1:18-44 limita-se a listar as tribos e o censo dos homens. Levítico 24:10 também não aborda diretamente a questão, mas, como o filho tinha mãe israelita e pai egípcio, e fazia parte do grupo, isso tenderia a indicar que ele era considerado um israelita. Além disso, o texto menciona efetivamente a afiliação tribal de Dã — por parte da mãe.
Duas respostas complementares: a afiliação tribal/clânica era normalmente por meio do pai; no entanto, em alguns casos, era considerada por meio da mãe. Além disso, poderia ser por meio do pai legal.
Ascendência biológica inteiramente de Judá: Jesus não tinha ascendência humana, exceto a judaica. Como Maria descendia de Davi (da tribo de Judá), biologicamente Jesus estava afiliado a Judá. O Antigo Testamento nos apresenta três exemplos em que a afiliação tribal se dava por parte da mãe.
Attai: Na tribo de Judá, Sesã não tinha filhos, apenas filhas. Assim, ele casou sua filha com seu servo egípcio Jarha, e eles tiveram um filho chamado Attai. A genealogia de Attai é apresentada junto com a dos demais israelitas em 1 Crônicas 2:34-41.
Jair era neto de Hezron, da tribo de Judá, e da filha de Maquir, um manassita. Em 1 Crônicas 2:21-23, Jair controlava vinte e três cidades em Gileade (no território de Manassés). No entanto, embora a mãe de Jair fosse de Judá, Jair ainda é chamado de manassita em Números 32:41 e Deuteronômio 3:14.
Filhos de uma filha de Barzilai. Um terceiro exemplo é Esdras 2:61 e Neemias 7:63, onde os filhos de um sacerdote que se casou com uma filha de Barzilai eram chamados de filhos de Barzilai.
Ascendência legal também de Judá: era importante que o pai adotivo/legal de Jesus também fosse de Judá. Se José não fosse descendente de Davi, Jesus não teria direito ao trono de Davi.
Deuteronômio 25:5-10 mostra que os direitos ancestrais passavam pelo pai legal e não pelo pai biológico. Quando um homem casado morria sem filhos, seu irmão deveria casar-se com a viúva, e o pai legal do filho era o homem falecido, não o pai biológico. Deuteronômio 25:6 diz: “Então, o primeiro filho que ela der à luz dará continuidade ao nome do irmão falecido, impedindo assim que seu nome seja apagado de Israel” (NET). Rute 4:5-6 mostra que era o pai legal, e não o pai biológico, que influenciava a herança.
A afiliação tribal era importante para a distribuição de terras, e isso se dava por meio do pai — normalmente. No entanto, quando não havia pai ou homem, Números 27:1-11 mostra que se faziam exceções para situações especiais.
Em resumo: Jesus era biologicamente apenas da tribo de Judá, e no Antigo Testamento a afiliação tribal era, por vezes, transmitida pela mãe. Jesus também era da tribo de Judá por meio de seu pai adotivo, e a lei do casamento levirato demonstrava que era o pai legal, e não o pai biológico, que era importante para isso.
P: Em Números 34:24 (NIV), deveria constar “filho de José” antes de “da tribo de Efraim”?
R: O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, p. 998, afirma que isso não consta no hebraico. Os tradutores ingleses acrescentaram essa expressão para tornar o texto mais paralelo e de fácil compreensão, uma vez que já estava implícito.
P: Em Números 35:21, por que não havia resgate para o homicídio, uma vez que, presumivelmente, era permitido o resgate para outros crimes?
R: Havia vários crimes puníveis com a morte na Torá. No entanto, para a maioria desses crimes, o culpado podia pagar uma multa acordada e escapar da pena de morte. Duas exceções eram o homicídio e a blasfêmia contra Deus.
P: Em Números 35:30, uma pessoa poderia ser condenada por homicídio com base em provas circunstanciais?
R: Sim, se houvesse múltiplas testemunhas. Números 35:30 diz que são necessárias duas testemunhas, mas não especifica que elas precisem ser testemunhas oculares. Levítico 5:1 mostra que uma testemunha não é necessariamente uma testemunha ocular, mas alguém que possua conhecimento relevante sobre algo “que tenha visto ou tomado conhecimento”. Por exemplo, se uma pessoa ouvisse o assassino se gabar do ato ou ameaçar cometê-lo, essa pessoa seria testemunha do que ouviu.
P: Em Números 35:33, uma vez que a terra não pode ser purificada do sangue derramado injustamente, toda a terra está impura hoje?
R: Não. A terra não pode ser purificada, pelo homem, do sangue derramado injustamente. No entanto, Deus pode santificar até mesmo o lugar onde Jesus foi injustamente morto por nossos pecados.
P: Em Números 36, por que as mulheres [supostamente] não podiam herdar nesse contexto? No Islã, por exemplo, as filhas têm o direito de herdar, embora recebam metade do que os filhos recebem.
R: Cinco pontos a serem considerados na resposta.
As filhas de Zelofeade herdaram de seu pai. Isso foi correto e adequado, conforme a vontade de Deus, de acordo com Números 27:7-8. Além disso, Números 36:8 também se refere, no futuro, a todas as filhas que herdarão terras, de modo que elas podiam herdar.
Mesmo antes disso, as filhas de Jó herdaram junto com seus irmãos, conforme Jó 42:15.
A questão aqui é a herança que passa de tribo para tribo, conforme Números 36:9, e não a prosperidade das filhas de Zelofeade.
A solução foi que as filhas mantivessem a terra, mas tivessem que se casar dentro de sua própria tribo de Manassés. No futuro, todas as mulheres que herdassem terras teriam que se casar dentro de sua tribo.
No Novo Testamento, 1 Pedro 1:3-4 mostra que todos os que crêem possuem a herança mais importante de todas: uma herança no céu reservada para nós.
Como observação adicional, no islamismo ortodoxo, as filhas recebem apenas metade da herança de seus irmãos. A Sura 4:11 diz: “Alá (assim) vos orienta a respeito da herança de vossos filhos: ao homem, uma porção igual à de duas mulheres:…” (tradução de Yusef Ali, p. 209).
Em resumo, uma vez que Números 36:8 fala de filhas herdando terras, e Números 27:7-8 fala de filhas herdando em geral, seria contrário ao Antigo Testamento não permitir que as filhas herdassem. Gálatas 3:28 diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, e no restante da Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, não há nada que restrinja os direitos de herança das mulheres, nem suas oportunidades econômicas em geral. Ao contrário do Islã, as mulheres no cristianismo têm tanto a esperar no céu quanto os homens.
P: Em Números, que referências temos nos escritos de Filo, o judeu alexandrino?
R: Como cristãos, acreditamos que o Antigo Testamento que possuímos foi validado por Cristo. Aliás, para os muçulmanos, o Alcorão afirma, na Sura 5:46, que a Torá foi revelada a Jesus. Dispomos de manuscritos antigos da época de Cristo, assunto abordado na próxima pergunta. No entanto, há uma linha adicional de evidências. Filo de Alexandria foi um estudioso judeu que viveu de 15/20 a.C. a 50 d.C. Ele escrevia em grego, mas é curioso que suas citações do Antigo Testamento em grego concordem mais estreitamente com o texto masorético hebraico do que com a Septuaginta grega. Ele abordou com grande detalhe o significado de diferentes versículos. Aqui estão os capítulos e versículos aos quais ele se referiu em Números.
3:12; 5:2, 14, 15, 18, 27; 6:2, 9, 14, 18; 7:5, 14; 8:24; 9:10; 10:29; 11:4, 5, 7, 8, 11, 16, 17, 20, 23, 31; 12:6, 7, 12-14; 13:18, 23, 25; 14:1, 9, 11, 20, 24, 44; 15:19, 30; 16:1, 15, 48; 18:12, 20, 26, 28, 31; 19:1, 15; 20:17, 25; 21:5, 6, 17, 18, 27, 30; 22:29, 31; 23:7, 8, 19; 24:7, 17, 20; 25:1, 4, 7, 8, 11, 12; 26:16; 27:3, 4, 16, 17; 28:2; 29:13; 30:10; 31:8, 26, 28, 40; 35:1, 25, 30
Consulte *As Obras de Filo: Versão completa e integral, nova e atualizada* para obter mais informações.
P: Em Números, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Aqui estão os mais antigos.
Os pergaminhos de Ketef Hinnom datam de 650 a 587 a.C., estão gravados em prata (por isso sobreviveram) e contêm fragmentos de Êxodo 20:6; Números 6:24-26; Deuteronômio 5:10; 7:9; Neemias 1:5; e Daniel 9:4.
Manuscritos do Mar Morto da Bíblia: (antes de Cristo) 8 cópias. (The Dead Sea Scrolls Today, p. 30; The Dead Sea Scrolls in English, 4ª ed.; e The Dead Sea Scrolls Translated: The Qumran Texts in English, 2ª ed.). Os Manuscritos do Mar Morto contêm trechos de todos os capítulos do Livro de Números, exceto os capítulos 6 e 14. Os manuscritos do Mar Morto são:
1Q3, 150-100 a.C. (paleo-Levítico, mas contém 8 palavras de Números 1:48-50 e 36:7-8?).
2Q6 (=2QNum(a)) (dois fragmentos separados) 40-60 d.C. (24 palavras) Números 3:38-41,51; 4:1-3
2Q7, 30-1 a.C. (19 palavras)
2Q8 (=2QNum(b)) 20-50 d.C. Números 33:47-53
2Q9 (possivelmente o mesmo manuscrito que 2Q7) 30-1 a.C. (3 palavras) Números 7:88
4Q23 (=4QLevNum(a)) 150-100 a.C. (710 palavras) Das 40 variantes textuais nessas partes do livro de Números, o 4Q23 concorda com o texto massorético em 30 delas, com o Pentateuco Samaritano em 12, com a Septuaginta em 8 e não concorda com nenhum outro manuscrito em 5. 1:1-5, 21-22, 36-40; 2:18-20, 31-32; 3:3-19,51; 4:1-2, 40-49; 5:1-9; 8:7-12, 21-22; 9:3-10, 19-28; 10:13-23; 11:4-5, 16-22; 12:3-11; 13:21; 26:5-7; 30:3?, 7?, 9?, 13?; 32:8-15, 23-42; 33:5-9, 22-34, 52, 54
4º trimestre de 27 a.C. - 400 a.C. (1.528 palavras). Isso representa cerca de 9% do livro inteiro. Contém Números 11:31-35; 12:1-6,8-11; 13:7,10-13,15-24; 15:31; 16:1-11,14-16; 17:12-17; 18:25-32; 19:1-6; 20:12-13b, 16-17, 19-29; 21:1-2, 12a-13a, 20-21a; 22:5-21, 31-34, 37-38, 41; 23:1-4, 6, 13-15, 21-22, 27-30; 24:1-10; 25:4-8,16-18; 26:1-5,7-10,12,14-34,62-65; 27:1-5,7-8,10,18-19,21-23b; 28:13-17,28,30-31; 29:10-13, 16-18, 26-30; 30:1-3, 5-9, 12-17; 31:2-6, 21b-25, 30-33, 35-36, 38, 43-44, 46-54; 32:1, 4-5, 7-10, 13-17, 19, 21-30, 35, 37-39, 41; 33:1-4, 23, 25, 28, 31, 45, 47-48, 50-52; 34:4-9, 19-21, 23; 35:3-5, 11-12, 14-15, 18-25, 27-28, 33-34; 36:1-2a, 4a-7;
4Q121 (4QLXXNum) 25 a.C. a 25 d.C. (134 palavras) Trata-se de um manuscrito bastante curioso em grego. O texto massorético e a Septuaginta são bastante semelhantes no livro de Números, mas o 4Q121 situa-se entre ambos. Os estudiosos debatem se o 4Q121 se assemelha mais à versão original da Septuaginta — e se as versões posteriores da Septuaginta se desviaram mais — ou se o 4Q121 foi uma tentativa de aproximar ainda mais a Septuaginta do texto massorético. Números 4:1?, 5-9, 11-16; 3:3a?, 40-43, 50-51?
O Dicionário Bíblico Wycliffe, pp. 436-438, afirma que existem seis cópias. Nathan Jastrum, pesquisador dos Manuscritos do Mar Morto, afirmou que uma cópia do livro de Números data de 30 a 50 a.C. (programa de rádio “Issues etc.”, 17/04/99)
O “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 2, p. 551, afirma: “O texto hebraico (o TM) do Livro de Números é relativamente isento de dificuldades. Como a Torá era especialmente reverenciada nos tempos antigos, sua transmissão parece ter sido mais fiel do que a da maioria dos outros livros bíblicos.”
Manuscritos do Mar Morto parabíblicos: Os textos não bíblicos de Qumrã que fazem referência ao Livro de Números incluem 4Q364-366; 4Q423 5.2; 11Q19 49.5-51.6; 4Q251 6.2-6; 4Q276-277; 4Q284 4; 4Q394-399 B 13-17, 72-74; 11Q19 13-14, 17-19, 25-29; 11Q19 52:13-54.5;
O Pergaminho 1 de Wadi Murabba’at, linhas 6-7 (75-125 d.C.), contém 31 palavras de Números 34:10; 36:7-11
O Nahal Hever, na Caverna das Letras (= 5/6Hev 1a) (50 a.C. a 50 d.C.), contém Números 19:2-4; 22:7-8.
Nahal Hever (X Hev/SeNum) contém Números 27:2-13; 28:11-12
No total, estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto os seguintes 461,5 versículos dos 1.253 versículos do livro de Números.
Números 1:1-5, 21-22, 36-40, 48-50; 2:18-20, 31-32; 3:3-19, 38-43, 50-51; 4:1-16, 40-49; 5:1-9; 6:nenhum; 7:88; 8:7-12, 21-22; 9:3-10, 19-20; 10:13-23; 11:4-5, 16-22, 31-35; 12:1-11; 13:7, 10-13, 15-24; 14:nenhum; 15:41; 16:1-11, 14-16; 17:12-17; 18:8-9 (ou Lev 23:1-3), 25-32; 19:1-6; 20:1-2, 7-8, 12-13, 16-17, 19-29; 22:5-24, 31-34, 37-38, 41; 23:1-4, 6, 13-15, 21-22, 27-30; 24:1-10; 25:4-8, 16-18; 26:1-10, 12, 14-34, 62-65; 27:1-13, 18-19, 21-23b; 28:11-17, 28, 30-31; 29:10-13, 16-18, 26-30; 30:1-3, 5-9, 13?, 15-17; 31:2-6, 21b-25, 30-33, 35-36, 38, 43-44, 46-54; 32:1, 4-5, 7-17, 19, 21-42; 33:1-9, 22-34, 45, 47-53; 34:4-10, 19-21, 23; 35:3-5, 11-12, 14-15, 18-25, 27-28, 33-34; 36:1-2a, 4a-11
Os samaritanos elaboraram sua própria cópia da Torá no século II a.C., embora as mais antigas cópias samaritanas que sobreviveram datem da Idade Média. Consulte *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 125-126.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo o livro de Números. De acordo com *The Encyclopedia of Religious Knowledge*, p. 746, os papiros de Chester Beatty (séculos II a IV d.C.) contêm o livro de Números.
Chester Beatty VI (Números-Deuteronômio), século II (Kenyon), ou 117-138 d.C. (Wilcken).
O Vaticanus (325-350 d.C.) contém todo o livro de Números.
O Sinaítico (340-350 d.C.) contém Números 5:26-6:18; 6:22-7:20; 16:7-16:31; 16:31-20:28; 23:22-26:2.
O Alexandrinus (c. 450 d.C.) contém todo o livro de Números.
Uma tradução siríaca da Septuaginta foi feita pelo bispo Paulo de Tella (616-617 d.C.), que ainda conservamos hoje.
Um pergaminho de prata do século VII a.C. foi encontrado em uma caverna próxima a Jerusalém, contendo Números 6:24-26.
Os primeiros escritores da Igreja reconheceram o livro de Números como uma escritura autorizada. Consulte a próxima pergunta para obter uma lista completa anterior ao Concílio de Nicéia.
P: Quais escritores primitivos se referiram ao livro de Números?
R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de Números são:
Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita Números 12:10. “Abençoado seja também Moisés, um ‘servo fiel em toda a sua casa’, que registrou nos livros sagrados todas as instruções que lhe foram dadas,…” 1 Clemente, cap. 43, p. 16
A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.), cap. 12, p. 145, refere-se a Números 21:8-9: “E Moisés falou a eles, dizendo: ‘Quando algum de vós for mordido, que se aproxime da serpente colocada sobre a haste; e que tenha esperança e acredite que, mesmo estando morta, ela é capaz de lhe dar vida, e imediatamente ele será restaurado’.” E assim fizeram.” “Tem-se aqui também [uma indicação] da glória de Jesus;”
Justino Mártir (150 d.C.) também fala da serpente de bronze em Números 21:6-9. Ele começa dizendo: “pois nos escritos de Moisés está relatado como, naquela época, quando os israelitas saíram do Egito e estavam no deserto, se depararam com animais venenosos, tanto víboras quanto áspides…” Primeira Apologia de Justino Mártir, cap. 50, p. 183.
O Pastor de Hermas (c. 115-155 d.C.), cap. 3, p. 12, faz alusão a Eldad e Modat em Números 11:26-27.
Meleto/Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) listou Números entre os livros do Antigo Testamento em sua carta a Onésimo. É incomum que ele inverta a ordem de Números e Levítico. Sobre a Páscoa, p. 72. Preservado na História Eclesiástica de Eusébio, 4.26.
Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita Números 16:15 como sendo de Moisés. Irineu, Contra as Heresias, livro 3, cap. 26.4, p. 497
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.) cita Números 6:9 como sendo do “Instrutor”, dizendo por meio de Moisés. O Instrutor, livro 1, cap. 2, p. 210.
Tertuliano (198-220 d.C.) discute o incidente em Baal-Peor “conforme nos é relatado em Números”, em *Scorpiace*, cap. 3, p. 636. Ele também aborda Números 21 em *Cinco Livros Contra Marcião*, livro 2, cap. 22, p. 314 (207/208 d.C.).
Hipólito (222-235/6 d.C.) escreveu uma obra intitulada “As Bênçãos de Balaão”. Um parágrafo foi preservado (81 palavras em inglês) e encontra-se em *Os Padres Ante-Nicenos*, vol. 5, p. 160.
Orígenes (240 d.C.) refere-se a Êxodo, Levítico e Números. Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, prólogo, p. 47
O Tratado Anônimo Contra Novaciano (c. 246-258 d.C.), cap. 2, p. 658, cita Números 5:2 como sendo de Moisés.
O Tratado Anônimo sobre o Batismo (c. 248-256 d.C.), cap. 15, p. 676, cita Números 11:17 como tendo sido dito por Deus a Moisés no Antigo Testamento.
Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita “Números” no Tratado 12, terceiro livro, 14.
Arquelau (262-278 d.C.) O cristão Diodoro discute a ordem de Moisés para que fosse apedrejado o homem que estava recolhendo lenha no sábado, em Números 15:32. Disputa com Manes, cap. 40, p. 214. Ele também faz alusão a Números 15:32 na Disputa com Manes, cap. 31, p. 204.
Victorinus de Petau (martirizado em 304 d.C.) faz alusão a Números 23 ao discutir Balaão e Balaque colocando um obstáculo diante de Israel. Comentário sobre o Apocalipse, a partir do segundo capítulo, 14-16, ANF, vol. 7, p. 346-347.
Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.) cita a Septuaginta de Números 6:2 como “O que está estabelecido no Livro de Números”. *O Banquete das Dez Virgens*, Discurso 5, cap. 4, p. 326.
Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) afirma: “[Moisés também diz] Em Números” e parafraseia Números 23:19 em *Epitome das Instituições Divinas*, cap. 46, p. 241
Após Nicéia, outros que se referem ao Livro de Números são (em ordem cronológica): Eusébio de Cesareia, Afraate, o Sírio, Atanásio, Efraim, o Sírio, Basílio da Capadócia, Cirilo de Jerusalém, Ambrósio de Milão, Gregório de Nanzianzen (alusão), Gregório de Nissa, Rufino, Jerônimo, Concílio de Cartago (393-419 d.C.), Epifânio de Salamina, João Crisóstomo, Orosio de Braga (alusão), o herege Teodoro de Mopsuéstia (alusão), Agostinho de Hipona, João Cassiano e outros.
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele aborda especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, a Torá, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
P: Em Números, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico, a Septuaginta grega e outras traduções?
R: Aqui estão algumas diferenças de tradução e algumas outras incertezas manuscritas nos 1.288 versículos de Números. O foco está especialmente em Números 21. Salvo indicação em contrário, a primeira frase corresponde ao texto massorético (MT) e a segunda, à Septuaginta (LXX).
Números 2:14: o nome “Reuel” versus “Deuel” no Pentateuco Samaritano, na Vulgata e em muitos manuscritos massoréticos. As letras hebraicas para “r” e “d” são muito semelhantes, e isso se assemelha a “Rodanim” versus “Dodanim” em Gênesis 10:4. O Expositor’s Bible Commentary, vol. 2, p. 715, afirma que “Deuel” é provavelmente a leitura mais correta.
Números 3:9 “a ele” versus “a mim” no Pentateuco Samaritano, na Septuaginta e em alguns manuscritos massoréticos.
Números 3:12 “Tomei os levitas… em lugar de todo primogênito” (TM e 4Q23) versus “Tomei os levitas… eles serão os redimidos em lugar de todo primogênito” (Pentateuco Samaritano)
Nm 3:28 “89.600” versus “8.300” em alguns manuscritos da Septuaginta
Nm 3:39 “e Arão” com pontos especiais sobre a palavra (muitos textos massoréticos) vs. “e Arão” (Septuaginta) vs. ausente em numerosos manuscritos hebraicos, siríacos e no Pentateuco Samaritano. Os escribas faziam isso para expressar dúvida sobre o versículo. Consulte The Expositor’s Bible Commentary, vol. 2, p. 728, para mais informações sobre o assunto.
Nm 4:3 “a partir dos 30 anos” (TM, 4Q23, Pentateuco Samaritano) vs. “a partir dos 25 anos” (Septuaginta)
Nm 6:2 “fará o voto especial de nazireu” (MT) versus “fará um voto especial para se separar” (Septuaginta, Metódio (270-311/312 d.C.), *O Banquete das Dez Virgens*, discurso 5, cap. 4, p. 326)
Nm 9,3 “à noite” (MT, Pentateuco Samaritano, Septuaginta) vs. “durante o dia” (4Q23)
Nm 9,16 “isso” vs. “isso durante o dia” (grego, siríaco, Vulgata)
Nm 10:11 é imediatamente precedido por Dt 1:6-8 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Nm 13:8: Hoséia (hebraico) versus “Oséia” (Septuaginta, Vulgata)
Nm 14:33 “pastores” vs. “vagabundos/nômades” (Vulgata)
Números 14:41 é imediatamente precedido por Deuteronômio 1:20-23 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Nm 20:13 é imediatamente seguido por Dt 3:24-28 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Números 20:13b é imediatamente seguido por Deuteronômio 2:2-6 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Nm 21:1 “moravam no sul” vs. “moravam junto ao deserto”
Nm 21:2 “mão” vs. “poder” (mesmo significado neste contexto)
Números 21:2 “destruir completamente suas cidades” vs. “dedicar a terra e suas cidades”
Números 21:3 “entregou os cananeus” vs. “entregou o cananeu em seu poder”
Nm 21:3 “destruí-los-ão totalmente, a eles e às suas cidades” vs. “consagrá-lo-ão, a ele e às suas cidades”
Nm 21:4 “impacientes” vs. “perderam a coragem”
Nm 21:5 “Por que vocês trouxeram” vs. “Por que isso? Por que vocês trouxeram”
Nm 21,6 “serpentes de fogo” vs. “serpentes mortais”
Nm 21:7 “E Moisés orou em favor do povo” vs. “E Moisés orou ao Senhor pelo povo”
Nm 21:7 “colocá-la sobre uma haste” vs. “colocá-la sobre uma haste de sinalização”
Nm 21:8 “sempre que alguém for mordido” vs. “sempre que uma serpente morder um homem,”
Nm 21:8 “quando ele a vir, viverá” vs. “todo aquele que for mordido e olhar para ela viverá”
Nm 21:9 “cobre… vara… cobre” vs. “bronze… vara de sinalização… bronze”
Nm 21,11 “Ije-abarim, no deserto que fica diante de Moabe, na direção do nascer do sol” vs. “Achalgai, no lado mais distante do deserto, que fica em frente a Moabe, na direção do leste”
Números 21:11 é imediatamente seguido por Deuteronômio 2:9 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Números 21:12 é imediatamente seguido por Deuteronômio 2:17-19 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Nm 21,13 “que está no deserto” vs. “no deserto”
Nm 21,14 “Waheb em Suphá” vs. “O que Ele fez no Mar Vermelho” (Vulgata)
Números 21:20 é imediatamente seguido por Deuteronômio 2:24-29,31 no Pentateuco Samaritano. (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5, p. 937)
Nm 21:28 “como Ar [a região ou cidade] de Moabe” vs. “como Moabe” (Septuaginta)
Nm 21,28 “e os senhores das alturas” vs. “e engoliu as alturas”
Nm 21:30 “atiramos contra eles; Hesbom pereceu” vs. “Assim, sua descendência pereceu de Hesbom” (Septuaginta)
Nm 22:20; 23:4,5,16 “Deus” (MT) vs. “um anjo de Deus” (Pentateuco Samaritano) (The Anchor Bible Dictionary, vol. 5)
Nm 24:6 O tetragrama (para SENHOR) foi omitido no 4Q27, mas foi corrigido.
Nm 24:9 O 4Q27 trocou acidentalmente duas letras em uma palavra.
Nm 24:17 (incerto) vs. “os crânios” no Pentateuco Samaritano
Nm 26:17 “Arod” vs. “Arodi” no Pentateuco Samaritano e no siríaco
Nm 26:23 “por meio de Puvá/Puvá/Puwwá, o punita” (muitos manuscritos hebraicos) vs. “por meio de ‘Pu’á, o puita’” na Septuaginta, no Pentateuco Samaritano, na Vulgata e no siríaco.
Nm 26:39 “Shephupham” versus “Shupham” no Pentateuco Samaritano, na Vulgata, no siríaco, na Septuaginta e em alguns manuscritos massoréticos
Nm 26:40 ausente versus “por meio de Ard” no Pentateuco Samaritano e na Vulgata
Nm 27:7: gênero feminino para os pronomes versus gênero masculino para as filhas de Zelofeade.
Nm 27:22 “tomou Josué” versus “tomou Josué, filho de Num” (Manuscritos do Mar Morto 4QNumb)
Nm 27:23: o Pentateuco Samaritano acrescenta “e disse-lhe” e, em seguida, acrescenta Deuteronômio 3:21-22. The Expositor’s Bible Commentary, vol. 2, p. 94
Nm 27:23 “por meio de Moisés” versus “por Moisés. [E Moisés] [disse] a ele: ‘Seus olhos viram o que o SENHOR, seu Deus, fez a [esses] dois r[eis]; assim fará o SENHOR a todos os reinos para os quais vocês estão indo. Não os temais; pois o SENHOR, vosso Deus, é quem luta por vós.]” (Manuscrito do Mar Morto 4QNumb) O livro The Meaning of the Dead Sea Scrolls, p. 110, denomina o 4QNumb (30 a.C.) de “A Bíblia Viva Judaica”, apresentando isso como apenas um exemplo das expansões que foram acrescentadas.
Nm 31,6 “sacerdote para a guerra” vs. “sacerdote” (Septuaginta)
Números 32:11 “com vinte anos ou mais” vs. “com vinte anos ou mais que conhecem o bem e o mal.” (Septuaginta)
Nm 32:29, 31, 33: “Gad… Rúben” três vezes (textos massoréticos, 4Q23) versus “Rúben… Gad” três vezes (Pentateuco Samaritano, Septuaginta)
Nm 33:8 “de frente para Hahiroth” vs. “Pi Hahiroth” no Pentateuco Samaritano, na Vulgata e em muitos manuscritos massoréticos
Nm 33:52 No Manuscrito do Mar Morto 2Q7, o primeiro “todos” está ausente.
Nm 34,6: “e a costa” versus “e sua costa” (siríaco)
Bibliografia para esta questão: a tradução do hebraico é da obra *Literal Translation*, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada *The Septuagint: Greek and English*. Também foram utilizados o *Expositor’s Bible Commentary*, o *Anchor Bible Dictionary* (vol. 5) e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.