P: Qual é o esboço do livro de Naum?
R: Aqui está um esboço.
1 O juiz de Nínive
2 O julgamento de Nínive: Deus pode abater o orgulho
3 A justiça poética de Nínive
R: Não sabemos nada sobre Naum, exceto que ele era de Elcos.
R: Naum 3:8 menciona Tebas (também chamada de No) como já tendo sido destruída. Como Tebas foi destruída em 663 a.C. e reconstruída em 654 a.C., é muito provável que o livro de Naum tenha sido escrito entre essas duas datas. A título de referência, Nínive foi destruída em agosto de 612/611 a.C. Essa data é calculada a partir da Crônica Babilônica, que afirma que Nínive caiu no 14º ano do reinado de Nabopolassar.
Outro indício a favor de uma data entre 663 e 654 a.C. são as descrições de Nínive em Naum 1:13,15; 2:1,3 não correspondem ao declínio posterior de Nínive sob o reinado dos filhos de Assurbanipal, Assur-etil-ilani (626-623 a.C.) e Sin-shar-ishkumn (623-612 a.C.). Além disso, seria de se esperar que Naum mencionasse os conquistadores de Nínive: os medos e os babilônios, mas Naum não o faz. Os medos não eram uma nação independente até 645 a.C., e o Império Nebo-babilônico só teve início em 626 a.C.
P: Em Na 1,1, onde ficava Elcos, a aldeia de Naum?
R: O próprio livro de Naum não dá nenhuma pista sobre onde Naum vivia, exceto pelo fato de ele ser um elcosita. Assim, Naum:
a) nasceu quando os israelitas estavam em cativeiro,
b) viveu com os israelitas que permaneceram em Israel, ou
c) vivia no reino do sul de Judá?
Embora não haja consenso unânime, muitos estudos foram realizados para descobrir isso. Existem diversas opiniões sobre a localização de Elcos.
45 km a nordeste de Nínive: a atual vila cristã de Alqush (Al-Qush/Al Qosh/Elkosh), no Iraque, abriga o local do túmulo de Naum, que consiste em uma simples caixa de gesso. Al-Qush fica na margem leste do rio Tigre, ao norte de Nínive e a noroeste de Khorsabad. Por que um israelita estaria morando perto de Nínive? A resposta é que Naum viveu após os assírios terem deportado os israelitas em 722 a.C., pois Naum menciona o evento passado da destruição de Tebas, no Alto Egito (663 a.C.). Escritores judeus do século XVI também afirmaram que Elkosh ficava aqui.
Além disso, registros assírios mencionam Al-Qush. “” afirma: “De fato, a menção mais antiga a Alqush aparece na era de Sinhareeb [Senaqueribe], em 750 a.C., conforme evidenciado pelo mural no interior do palácio de Sinhareeb, descoberto em Tel Qwenjeq (Colina de Qwenjeq), em Mossul. Por trás desse mural, está gravada a frase ‘Esta rocha foi trazida da Montanha de Alqush’; além disso, vários locais em Alqush ainda mantêm nomes assírios puros, por exemplo, o bairro de Sainna (que significa ‘Bairro da Lua’) e Bee Siinnat, que é uma área plana ao sul de Alqush. A cerca de três quilômetros a oeste de Alqush, encontram-se as conhecidas ruínas de Shayro Meliktha, que estão marcadas no mapa de ruínas do Iraque como um templo assírio com uma escultura retratando Senaqueribe apontando uma flecha com seu arco.
As habitações de pedra de Alqush estão espalhadas ao longo das encostas de sua montanha até o topo de seu planalto. Elas compartilham decorações semelhantes às de todas as outras colônias assírias no planalto de Nínive,…” Consulte http://alqush.com para uma história detalhada de Al-Qush.
Norte da Galiléia, próximo a Ramá: Eusébio de Cesareia (que viveu por volta de 325 d.C.) acreditava que ficava próximo a Ramá. No início do comentário de Jerônimo sobre Naum (escrito em 392 d.C.) dizia-se: “Elkosh situava-se na Galiléia, uma vez que existe até hoje uma aldeia no norte da Galiléia chamada Elcesi (ou Elcesei/Hilkesei/Helkesaei/Elkoseh), uma aldeia realmente muito pequena, cujas ruínas quase não contêm vestígios de edifícios antigos, mas que é bem conhecida pelos judeus e também me foi indicada pelo meu guia.” Ele pode estar se referindo à atual el-Kauzah. No entanto, quando os fariseus, em João 7:52, perguntaram “pode algo de bom vir da Galiléia?”, eles certamente não tinham conhecimento de qualquer tradição de que Naum fosse da Galiléia.
Cafarnaum poderia significar “aldeia de Naum (kepar/kephar Naum)”, de acordo com algumas especulações. Essa interpretação baseia-se apenas na semelhança linguística, pois não tenho conhecimento de nenhum escritor cristão ou judeu antigo que tenha estabelecido qualquer conexão entre Cafarnaum e o profeta Naum.
Como exemplo de ausência de conexão em que há semelhança de nome, temos um ídolo edomita chamado Qaush e reis edomitas que receberam nomes inspirados nesse ídolo, o que, do ponto de vista linguístico, poderia situar isso no sul de Israel ou na Jordânia. Há também um ídolo assírio chamado Kosh, o que, do ponto de vista linguístico, poderia situar isso na Assíria. Portanto, as evidências linguísticas podem sustentar diversas teorias.
Também não há nenhum outro caso de uma cidade ter sido renomeada em homenagem a um profeta por ter sido seu local de nascimento; portanto, se essa teoria fosse verdadeira, Naum seria um caso único.
Sul de Judá, 58 quilômetros a sudoeste de Jerusalém, no território de Simeão. Ou poderia estar no sul da Judéia, próximo a Beth-Gabre ou à atual Beit-Jibrin, entre Jerusalém e Gaza.
Perto de Begabar: A obra *De Vitis Prophetarum*, de Pseudo-Epifânio (c. 315-403 d.C.), afirma que Naum era natural de “Elkesei, além do Jordão, em direção a Begabor, e pertencia à tribo de Simeão”. Nestle demonstrou que as palavras “além do Jordão” são provavelmente uma glosa e que, em vez de Begabor, deve-se ler Betogabra, a atual Beit Jibrin, no sul da Palestina. http://bible-history.com/isbe/E/ELKOSHITE/ “O Pseudo-Epifânio situa-a perto de Begabar, na Síria, a atual Beit Jibrin”, de acordo com o Anchor Bible Dictionary, vol. 2, p. 476. Assim, essa visão é basicamente equivalente à anterior.
De qualquer forma, observe que todo esse interesse em Elkosh se deve ao profeta Naum, e há uma lição a ser aprendida aqui. Em sua caminhada cristã, sua honra se deve simplesmente ao lugar de onde você vem ou, como Naum, você traz honra para o lugar de onde você vem?
R: Esse é um atributo muito importante de Deus que eles estavam negligenciando. Zacarias 8:1-2, escrito aproximadamente na mesma época, também menciona que Deus é ciumento.
P: Em Na 1,2, como um Deus amoroso pode ficar irado?
R: Embora isso possa parecer contraditório à visão de que “amor = Deus”, que muitas pessoas erroneamente têm, isso não é contraditório com o Deus da Bíblia. Romanos 11:22 diz para considerarmos tanto a bondade quanto a severidade de Deus.
P: Em Naam 1:2, como Deus é ciumento, vingativo e furioso, se Isaías 27:4 diz que não há fúria em Deus?
R: Às vezes, um bom pai ou uma boa mãe é gentil, e outras vezes fica com raiva, especialmente se alguém estiver atacando seus filhos. Mas isso não significa que o pai ou a mãe seja contraditório. Deus possui tanto grande amor quanto grande ira. Romanos 11:22a diz: “Considerem, portanto, a bondade e a severidade de Deus”. Deus tem grande ira contra o pecado, mas também grande amor por Seus filhos.
Muitas vezes, ao ler a Bíblia, é preciso ler não apenas o versículo, mas também os versículos anteriores e posteriores no capítulo. Neste caso, Isaías 27:1 diz: “O Senhor castigará”, e Isaías 27:8 fala do “vento violento” de Deus.
Ficaria um tanto surpreso se o senhor pensasse que seriam apenas esses dois versículos que mostram o que se poderia chamar de “equilíbrio” entre Deus ser amor e Deus ter ira. Na verdade, esses dois conceitos são muito comuns em toda a Escritura, com muitos livros da Bíblia mostrando ambos os lados.
Aqui estão alguns versículos que mostram o lado amoroso e terno de Deus: Gênesis 21:17-21; Êxodo 14:29-31; Deuteronômio 2:7; Salmo 91:1-4; Isaías 57:18-19; Jeremias 29:11-15; Lamentações 3:31-33; Ezequiel 20:44; Sofonias 3:17; Mateus 23:37; Marcos 10:45; Lucas 15:22-24; João 10:11; Romanos 11:23; 2 Coríntios 1:3-9; Gálatas 4:6-7; Efésios 2:5-6; Filipenses 2:1; 1 Tessalonicenses 5:10; 1 Timóteo 1:12-14; Hebreus 4:15-16; Tiago 2:13; 1 Pedro 2:23-25; 2 Pedro 1:3; 1 João 4:8-10; Apocalipse 21:4
Aqui estão alguns versículos que mostram o lado irado e furioso de Deus: Gênesis 19:1-29; Êxodo 14:26-28; Deuteronômio 32:22-25; Salmo 76:7; Isaías 57:17, 20-21; Jeremias 6:19; Lamentações 2:17; Ezequiel 8:18; Habacuque 3:5-15; Naum 1:6; Mateus 23:33; Marcos 11:14,21; Lucas 10:13-15; João 8:24; Romanos 11:21; 1 Coríntios 10:8; Gálatas 1:9; Efésios 2:3b; Filipenses 3:9; 1 Tessalonicenses 5:3; 2 Tessalonicenses 1:6,8-9; Hebreus 3:17; Tiago 5:1-3; 1 Pedro 3:20; 2 Pedro 2:13; Judas 6-7; Apocalipse 2:22-23
Eis um terceiro ponto que o senhor pode considerar paradoxal: às vezes, a vontade revelada de Deus, suas ações e seus sentimentos em relação às pessoas podem mudar quando a vontade e as ações delas mudam. Gênesis 20:3-7; Deuteronômio 28:1-14 vs. 28:15-68; Ezequiel 33:12-20; Jonas 3.
“Quem é como o Senhor, que perdoa o pecado e perdoa a transgressão do remanescente da sua herança? O Senhor não permanece irado para sempre, mas se deleita em mostrar misericórdia. O Senhor voltará a ter compaixão de nós; pisará nossos pecados e lançará todas as nossas iniquidades nas profundezas do mar.” Miquéias 7:18-19
A propósito, chamar isso de um “equilíbrio” de dois lados é um pouco simplista. É mais precisamente um “banco de três pernas”, sendo a terceira perna a santidade de Deus.
P: Em Na 1,3 e Rm 2,6, uma vez que Deus não absolverá os ímpios, por que Deus perdoa?
R: Independentemente do motivo, fico feliz que Deus perdoe. Ezequiel 18 e 2 Pedro 3:8-9 mostram que, embora Deus destrua os ímpios, Ele não se deleita na morte dos ímpios. Pelo contrário, Deus se deleita se eles se afastarem de sua impiedade e viverem.
R: Deus pode mover as ondas, como fez quando Moisés e os israelitas atravessaram o Mar Vermelho. Isso também poderia se referir a Deus secando o mar. Seja como for, Deus moverá o céu e a terra para cumprir Sua vontade.
R: Trata-se da destruição mencionada no Livro do Apocalipse. Assim como o livro de Sofonias, o livro de Naum começa inicialmente referindo-se à grande destruição durante a tribulação e, posteriormente, aborda a destruição que está prestes a ocorrer no tempo de Naum.
P: Em Na 1,8, de que maneira as trevas perseguem os inimigos de Deus?
R: A destruição de Nínive ocorreu à noite. Em geral, tanto a escuridão da mente quanto a escuridão física se abatem sobre os inimigos de Deus.
P: Em Na 1,14, uma vez que Deus destruirá os ídolos, por que ainda havia ídolos na época de Paulo, conforme 1 Cor 10,19-20?
R: Naum 1:14 refere-se aos judeus, não a todas as pessoas. Os ídolos nos templos assírios haviam desaparecido, mas, como ervas daninhas, muitos ídolos surgiram em outros lugares. Consulte a próxima pergunta para mais detalhes.
P: Em Na 1,14, quando os adoradores de ídolos desapareceram?
R: A adoração de ídolos basicamente cessou entre os judeus após o retorno deles do cativeiro. Deus os puniu severamente e, em seguida, deu aos sobreviventes a escolha de continuar com Ele ou não. Os israelitas que optaram por continuar com Deus foram chamados de judeus.
P: Em Na 1,15, como é que os ímpios não invadiriam mais Judá?
R: Embora os babilônios e os romanos tenham invadido Judá em épocas posteriores, esses ímpios — ou seja, os assírios — nunca mais causariam problemas a Judá.
P: Em Na 2, o que sabemos sobre a cidade de Nínive?
R: Nínive foi construída na margem leste do rio Khosr. Arqueólogos realizaram escavações extensas na cidade. As muralhas de Nínive eram tão imponentes que alguém afirmou que, se Nínive tivesse sido colocada entre a França e a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, teria sobrevivido a quaisquer ataques de qualquer um dos lados.
P: Em Na 2, quando vemos pessoas que são perversamente violentas, qual deve ser a nossa atitude?
R: Nosso instinto não deve ser lutar ou temer, mas sim amar essas pessoas. Jesus morreu pelas pessoas perdidas, e elas precisam do evangelho tanto quanto qualquer outra pessoa. Mas deve ser um amor misturado com temor, ou seja, temor pela justiça vingativa de Deus contra elas, caso não se arrependam.
P: Em Na 2,1, por que Deus, por meio de Naum, está aconselhando os ninivitas a fazer algo que não lhes trará nenhum benefício?
R: Deus está usando ironia aqui. Os assírios forçavam os reis conquistados a adorar seus deuses e estavam extremamente confiantes em sua própria força. O Deus verdadeiro está basicamente dizendo: “Vão em frente, deem o melhor de si, pois estou vindo atrás de vocês. E, a propósito, boa sorte às suas tropas que defendem a muralha da cidade, quando ela for esmagada por uma enorme parede de água”.
P: Em Na 2,3, por que os escudos eram de cor escarlate?
R: Os soldados assírios usavam azul; portanto, a expressão “seus soldados” refere-se aos soldados atacantes em Naum 2:1. É muito provável que seus escudos e vestimentas fossem tingidos de vermelho. Séculos mais tarde, o historiador Xenofonte mencionou que os soldados persas se vestiam de escarlate (Ciro-pédia 6.4.1). Os soldados babilônicos costumavam vestir-se de vermelho, e os medos, de escarlate. (Mais tarde, os romanos também usavam o vermelho).
É improvável que estivessem manchados de vermelho por causa do sangue após terem sido usados em batalha. A Septuaginta e a versão siríaca provavelmente estão equivocadas ao traduzir isso como “os cavaleiros correm de um lado para outro”.
P: Em Na 2,3-8; 3,13-15, o que os rios em cheia e a destruição do palácio têm a ver com Nínive?
R: Nínive foi parcialmente destruída quando as chuvas torrenciais fizeram com que o rio Khosr transbordasse e derrubasse parte da muralha da cidade.
Naum 1:8; 2:6,8 Nínive seria destruída por uma enchente. Diodoro Sículo (c. 20 a.C.) escreveu que, no terceiro ano do cerco, chuvas torrenciais fizeram com que o rio Khosr transbordasse e rompesse parte da muralha.
Naum 1:8: os assírios seriam perseguidos até as trevas. O ataque final a Nínive ocorreu à noite. Muitos soldados assírios fugiram durante a noite.
Naum 1:9,14 Nínive nunca seria reconstruída. Muitas cidades antigas foram reconstruídas, mas não Nínive.
Naum 1:10; 2:13; 3:15: Nínive seria destruída pelo fogo. O templo foi incendiado, e os arqueólogos encontraram uma camada de cinzas de duas polegadas.
Naum 1:10; 3:11 No final, os ninivitas estariam embriagados. Diodoro Sículo escreveu que o rei assírio distribuiu comida e vinho e que, naquela noite, enquanto os homens estavam embriagados, o ataque foi realizado.
Naum 1:14 As imagens esculpidas e os ídolos fundidos de Nínive seriam destruídos. Os arqueólogos R. Campbell Thompson e R.W. Hutchinson afirmaram que a estátua da deusa Ishtar foi encontrada sem cabeça.
Naum 2:8 Os ninivitas tentariam fugir. Diodoro afirma que o rei enviou seus três filhos e duas filhas para a Paflagonia a fim de escapar. Além disso, após a queda de Nínive, o exército assírio sobrevivente seguiu para o oeste, em direção à Assíria, antes de ser finalmente aniquilado.
Naum 2:9-10 Haveria saques e pilhagens. A Crônica Babilônica afirma que “levaram consigo grandes quantidades de espólios da cidade, incontáveis”.
Naum 3:3 Muitos assírios seriam mortos. Segundo Diodoro, foram tantos os mortos que o rio ficou vermelho por uma distância considerável.
Naum 3:12 As fortalezas periféricas seriam capturadas com facilidade (Naum 3:12). A Crônica Babilônica afirma que as fortalezas começaram a cair em 614 a.C.
Naum 3:13 O portão da cidade seria destruído. Olmstead afirma, em *História da Assíria*, que o ataque principal foi direcionado a partir do noroeste contra o portão de Hatamti.
Naum 3:14 Os ninivitas preparariam tijolos e argamassa para reparos de emergência. A.T. Olmstead afirma que, ao sul do portão, o fosso ainda está cheio de fragmentos de pedra e tijolos de barro.
Naum 3:17 Os oficiais ninivitas enfraqueceriam e fugiriam. A Crônica Babilônica afirma que o exército assírio fugiu diante do rei.
P: Em Na 2:8-9, de que forma o suprimento de prata e ouro deles era “infinito”?
R: Trata-se de uma hipérbole para descrever as grandes quantidades que possuíam. A título de exemplo, os assírios recebiam anualmente 12.000 cavalos e 2.000 cabeças de gado de apenas um povo, os Nairi.
P: Em Na 2,10, como o coração dos assírios se derreterá?
R: Quando, até recentemente, eles confiavam em seu exército, em suas defesas e em sua riqueza, de repente sua segurança se foi, suas famílias desaparecerão e suas vidas serão ceifadas. Eles sabiam que poderiam esperar exatamente o mesmo grau de misericórdia que concediam aos outros. - Oh, não!
P: Por que Na 2,11-13 fala de leões?
R: Quase todo império possui um símbolo pelo qual se identifica, e os assírios se consideravam leões. Os reis assírios gostavam de caçar leões do Oriente Médio, que eram frequentemente retratados na arte assíria.
P: Em Na 2,11-12, é sempre errado ser violento? E quanto aos policiais ou à legítima defesa?
R: Não. Os policiais recorrem à violência quando necessário. Todos os presidentes dos Estados Unidos, desde antes da Segunda Guerra Mundial, já ordenaram alguma ação militar. Na Bíblia, Baraque, Gideão, Jeosafá e outros lideraram exércitos em batalha sem receberem repreensão de Deus. Como disse Winston Churchill: “Dormimos em segurança à noite porque homens severos estão prontos para usar da violência contra aqueles que pretendem nos prejudicar.”
P: Em Na 3,1, em que sentido Nínive era uma cidade sangrenta?
R: Nos tempos antigos, poderia-se comparar os assírios aos nazistas mais modernos devido à sua tortura, crueldade e táticas militares. O Império foi construído sobre a opressão, e eles estavam constantemente reprimindo rebeliões. Em contraste com isso, o Império Persa concedia uma certa tolerância aos seus súditos, e havia poucas rebeliões no Império Persa (com exceção das cidades gregas e dos egípcios).
Quanto à questão de saber se os assírios eram realmente tão cruéis assim, deixaremos que o rei Assurnasirpal II (883-859) fale em sua própria “defesa”.
“Eu os massacrei; com o sangue deles tingi a montanha de vermelho como lã… Cortei as cabeças de seus guerreiros e as empalei em uma coluna em frente à cidade deles; queimei no fogo seus jovens e suas donzelas. … Eu destruí, demoli e queimei. Fiz seus guerreiros prisioneiros e os empalei em estacas diante de suas cidades. … esfolei os nobres, todos aqueles que se rebelaram, e espalhei suas peles sobre as pilhas [de cadáveres]… muitos dos cativos queimei no fogo. Muitos eu capturei vivos; a alguns cortei as mãos até o pulso, a outros cortei o nariz, as orelhas e os dedos; arranquei os olhos de muitos dos soldados.” (extraído de *TimeFrame 1500-600 a.C.*, da Time Life Books, e de *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 1494.) Outros líderes assírios fizeram alarde semelhante, mas provavelmente não precisamos ir além disso.
P: Em Na 3,5, uma vez que Deus é puro, por que Ele permite a nudez neste contexto?
R: Deus está falando simbolicamente sobre despojar a cidade de Nínive e expor sua vergonha.
P: Em Na 3,8 e Ez 30,15, onde ficava a cidade de “No”?
R: “No Amon” era outro nome para Tebas, uma importante cidade do Egito. Ela também era apelidada pelos egípcios de “A Cidade”. A palavra egípcia para “aldeia” era niwt, que os hebreus transformaram em No. O nome hebraico completo, No-Amon, significava “cidade/aldeia de Amon”. Ela contava com a ajuda de Put e Lubim, mas nenhuma ajuda chegou. Naum fala de No como se já tivesse sido destruída, e Tebas foi destruída em 663 a.C. A cidade de Tebas foi reconstruída em 654 a.C.
P: Em Na 3,13, por que o povo foi comparado a mulheres?
R: As batalhas daquela época exigiam grande força física, e as mulheres eram frequentemente consideradas guerreiras mais fracas.
P: Em Na 3,16, como a Assíria multiplicou os mercadores?
R: Ela contava com muitos comerciantes para comprar mercadorias com todo o tributo que a Assíria recebia continuamente de seus súditos conquistados. A título de exemplo, os assírios recebiam anualmente 12.000 cavalos e 2.000 cabeças de gado de apenas um povo, os Nairi.
P: Em Na 3,16, havia algo de errado com o fato de Nínive multiplicar seus comerciantes?
R: Em geral, os comerciantes são aceitáveis, mas, no caso de Nínive, isso era errado. Os comerciantes negociavam com os tributos excessivos que cobravam de seus súditos conquistados. Veja a pergunta anterior para um exemplo.
P: Em Na 3,18, como os pastores assírios dormiam?
R: Essa frase poética é fascinante. A região montanhosa da Assíria era uma boa região para a criação de ovelhas. Sem dúvida, muitos assírios em gerações passadas eram pastores, antes da época em que a maioria dos homens assírios se tornou guerreiros. Os pastores estavam adormecidos no sentido de que já não estavam tão interessados em pastorear ovelhas. Além disso, assim como um pastor adormecido não está vigiando as ovelhas, ninguém está vigiando a Assíria para protegê-la de sua ruína.
P: Em Na 3,19, por que Deus fala da crueldade dos assírios, já que a maioria dos conquistadores era cruel?
R: Os assírios eram especialmente cruéis. Existem esculturas assírias preservadas de escravos acorrentados com os olhos sendo bicados por pássaros. Eles tinham conceitos bastante diferentes do que era boa arte. Os assírios escreviam com orgulho sobre mutilar, esfolar e queimar pessoas vivas. Salmanasar III construiu uma pirâmide de cabeças. De modo geral, o reinado de Assurbanipal (669-626 a.C.) foi um dos mais cruéis. Entre muitas outras coisas, Assurbanipal colocou uma corrente de cachorro na mandíbula de um rei capturado e o obrigou a viver em um canil. Os povos subjugados pagavam tributos exorbitantes pelo privilégio de permanecerem vivos. Por alguma razão estranha, os assírios enfrentaram muitas revoltas. Suponho que se possa dizer que, no fim das contas, Deus também os considerou repugnantes.
P: Em Na 3,19, qual é a diferença entre ser malvado e ser cruel?
R: A diferença está na gravidade do que foi feito a alguém. Podem ser considerados como graus diferentes da mesma coisa.
P: Em Na 3,19, quais são os diferentes tipos de maldade ou crueldade?
R: Existem pelo menos quatro tipos.
Não intencional: ou a pessoa não sabia, ou, de forma imprudente, não se esforçou para saber. Uma mãe saiu com sua filhinha para verificar a caixa de correio no jardim da frente, em uma rua movimentada. A filha perguntou se poderia atravessar a rua naquele momento. Olhando para a correspondência, sem levantar os olhos e sem pensar, a mãe disse “claro”. A filha deu um passo para a rua e foi atropelada e morta. A correspondência não era tão importante para a mãe; ela não estava pensando.
Meio inevitável para atingir um fim: a pessoa não queria ser cruel, mas era inevitável (e, aos seus olhos, valia a pena) para alcançar o que desejava. Li que muitas prostitutas no Japão visitam templos xintoístas levando grandes bichos de pelúcia. Elas querem deixar um presente para o bebê que abortaram e raciocinam que, na vida após a morte, de alguma forma ele possa se divertir brincando com o bicho de pelúcia. Talvez seja a maneira delas de tentar se sentir menos culpadas. Quando o que você considera um bom fim envolve um meio que desonra a Deus, então você não deve buscar esse fim, ou pelo menos não dessa maneira.
Indiferença: Elas estavam cientes do dano que isso causaria à outra pessoa, mas não se importavam com as pessoas. Muitos maridos e esposas foram separados permanentemente pelos proprietários de escravos do sul. Esses proprietários não estavam tentando ser cruéis; tampouco estavam tentando ser gentis. Simplesmente não se importavam.
Prazer malicioso: Eles sentiam prazer com o dano causado ao outro. Havia uma tribo de pessoas que cortava as cabeças dos homens que conquistavam, estuprava ou se casava com suas esposas, mas obrigava a mulher a usar a cabeça do marido assassinado ao redor do pescoço. Essa tribo era conhecida como “o povo britânico na Austrália”.
P: Em Na 3,19, neste mundo frio e cruel, o que podemos fazer para sermos luzes de bondade e graça?
R: Em primeiro lugar, não participem do problema, seja diretamente ou economicamente. Em segundo lugar, manifestem-se e digam que isso é errado. Em terceiro lugar, ajudem as vítimas após elas terem sido afligidas. Em quarto lugar, defendam os oprimidos e ajudem as pessoas a não serem vitimadas ou a não serem vitimadas ainda mais.
P: Em Na 3,19, o que devemos fazer quando vemos alguém dizendo ou fazendo coisas cruéis aos outros?
R: Em primeiro lugar, ore a Deus pela situação e pergunte o que Deus gostaria que você fizesse.
Se for maldade verbal, você pode defender a pessoa. Às vezes, o humor pode ser uma boa maneira; outras vezes, uma repreensão firme pode ser a melhor solução.
Se puder impedir uma agressão física, faça-o. Li sobre um jogador de futebol profissional que se deparou com um homem estuprando uma mulher inconsciente na rua. Ele deteve o homem, de imediato e com firmeza.
Mas, em algumas situações, não é possível impedir o ocorrido. No entanto, pode-se tentar usar a persuasão, ou informar a polícia, ou outra pessoa.
Às vezes, é possível agir após o ocorrido para evitar que isso se repita, como divulgar o caso na internet ou concordar em testemunhar em tribunal.
Em todos os casos, é possível confortar ou ajudar materialmente a vítima.
P: Em Naum, como não sabemos quem foi Naum, nem com certeza quando foi escrito, por que ele deveria constar em nossa Bíblia?
R: Entre outras razões, porque Jesus reconheceu a autenticidade de todo o Antigo Testamento. Ele aceitou sem questionar o Antigo Testamento dos judeus da Palestina, conforme demonstrado em Mateus 5:17; 7:12; 11:13; 22:40; Lucas 16:16, 29, 31; 18:31; 24:27.
A Igreja primitiva aceitou Naum como Escritura. Veja a pergunta seguinte para saber quais foram os autores.
P: Em Naum, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) Há uma cópia de Naum entre os manuscritos do Mar Morto, denominada 4Q82 (=4QXIIg). Há também um comentário sobre Naum, denominado 4Q169 (=4QpNah), datado do final do século I a.C. (ibid., p. 485).
O 4Q82 dos Manuscritos do Mar Morto contém Naum 1:7-9; 2:9-1; 3:1-3,17.
O Comentário 4Q169 (=4QpNah) contém 1:3,4,5-6; 2:11-3:12
Nahal Hever é uma caverna próxima a Engedi, que contém um fragmento dos Doze Profetas em grego (8 Hev XIIgr). Acredita-se que tenha sido escrito entre 50 a.C. e 50 d.C. Ele foi escondido durante a revolta de Bar Kokhba contra Roma. Trata-se de uma revisão da Septuaginta, feita na Judéia, e é quase idêntica ao texto massorético. Contém Naum 1:13-14; 2:5-10,13; 3:3,16-17.
O pergaminho de Wadi Murabb’at (MurXII) data de cerca de 132 d.C. Ele contém Naum 1:1-14; 2:1-14; 3:1-19. Wadi Murabb’at também contém alguns escritos do próprio Bar Kokhba, datados de 132 d.C.
De modo geral, os trechos preservados nos Manuscritos do Mar Morto, em Nahal Hever e no wadi Murabb’at correspondem aos seguintes versículos de Naum: 1:2, 3, 4, 5-6, 7-9, 13-14; 2:5-10, 11-13; 3:1-12, 16-17. Consulte *The Meaning of the Dead Sea Scrolls* para obter mais detalhes.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Naum. Dois deles são o Vaticanus (325-250 d.C.) e o Alexandrinus (c. 450 d.C.), nos quais os livros dos doze profetas menores foram colocados antes de Isaías. Naum está completo tanto no Vaticanus quanto no Alexandrinus.
O Sinaítico (340-350 d.C.) também contém o livro de Naum na íntegra. Ele começa na mesma página em que Jonás termina. Termina na mesma página em que Habacuque começa.
P: Quais escritores antigos se referiram a Naum?
R: Os escritores pré-nicenos que fizeram referência ou alusão a versículos de Naum são:
Melito de Sardes (170-177/180 d.C.) (implícito) menciona o “Antigo Testamento” e enumera os livros. Ele não lista os doze profetas menores individualmente, mas se refere a eles como “Os Doze”. Fragmento 4 do Livro de Extratos, vol. 8, p. 759
Clemente de Alexandria (193-202 d.C.): “Jeremias e Ambacum [Habacuque] ainda profetizavam na época de Zedequias. No quinto ano de seu reinado, Ezequiel profetizou na Babilônia; depois dele, Naum, e em seguida Daniel. Depois dele, mais uma vez, Ageu e Zacarias profetizaram na época de Dario, o Primeiro, por dois anos; e, em seguida, o anjo entre os doze.” *Stromata*, livro 1, cap. 21, p. 328
Tertuliano (207/208 d.C.) “Pois era Ele quem costumava falar por meio dos profetas — o Verbo, o Filho do Criador. ‘Estou presente, enquanto é a hora, sobre as montanhas, como aquele que traz boas novas de paz, como aquele que anuncia boas novas de bem.’ Assim diz um dos doze (profetas menores), Naum: ‘Pois eis que sobre a montanha os pés velozes daquele que traz boas novas de paz.’” Cinco Livros Contra Marcião, livro 4, cap. 13, p. 364
Orígenes (225-254 d.C.) “Está escrito no profeta: ‘No julgamento, Ele não castiga duas vezes pela mesma coisa’” (Naum 1,9) Comentário sobre Ezequiel, Homilia 1, cap. 2.4, p. 28
Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita Naum 1:5-7 como sendo de “Naum” no Tratado 12, terceiro livro, cap. 20, p. 541.
Após Nicéia
Atanásio de Alexandria (367 d.C.) (implícito, pois menciona os doze profetas): “Existem, portanto, no Antigo Testamento, vinte e dois livros no total; … depois, os Profetas, sendo os doze considerados como um único livro….” Atanásio, Carta Pascal 39, cap. 4, p. 552.
Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.) faz alusão a Naum 1:9. Carta 188, cap. 3, p. 225
Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) cita Naum 2:1 como passagem bíblica na Palestra 17, cap. 12, p. 127
Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)
Gregório de Nanzianzo (330-391 d.C.)
Didimo, o Cego (398 d.C.) cita Naum 3:10 como sendo de “Naum, o sétimo dos doze profetas”. Comentário sobre Zacarias 11, p. 257
Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele aborda especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.
Agostinho de Hipona (388-430 d.C.) menciona Obadias, Naum e Habacuque em *A Cidade de Deus*, livro 17, cap. 31, p. 377
O semipelagiano João Cassiano (419-430 d.C.)
Entre os heréticos e os livros espúrios
O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) escreveu um comentário completo sobre Naum.
P: Em Naum, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: Com foco no capítulo 1, a primeira alternativa é o texto massorético, a segunda é a Septuaginta, salvo indicação em contrário.
Na 1:2 “Jeová é vingador e Jeová é possuidor de ira” vs. “o Senhor vinga com ira”
Na 1:2 “guarda [a ira]” vs. “extermina”
Na 1:3 “não absolve o culpado” vs. “não considerará ninguém inocente”
Na 1:4 “repreende o mar” vs. “ameaça o mar”
Na 1:4 “seca” vs. “esgota tudo”
Na 1:5 “as colinas são abaladas” vs. “as colinas derretem”
Na 1:7 “confiem nele” vs. “reverenciem-no”
Na 1:8 “Seus inimigos” vs. “se levantam contra [ele] e seus inimigos”
Na 1:10 “Pois, assim como os espinhos se entrelaçam e seus bêbados estão embriagados, eles serão devorados como palha completamente seca” vs. “Pois [o inimigo] será desnudado até os alicerces e será devorado como o teixo retorcido e como o restolho completamente seco.”
Na 1:11 “aconselhando coisas fúteis” vs. “aconselhando coisas más e hostis a ele”.
Na 1:12 “Embora seguros e em tão grande número, serão exterminados e desaparecerão.” vs. “que domina sobre muitas águas; assim serão expulsos, e a notícia de vós não será mais ouvida.”
Na 1:14 “Exterminarei a imagem esculpida e a imagem fundida da casa dos vossos deuses; prepararei o vosso túmulo, pois sois desprezados.” vs. “Destruirei completamente as imagens esculpidas da casa do teu deus e as imagens fundidas; prepararei o teu túmulo, pois elas são fugazes.”
Na 1:15 “pois o inútil não continuará a passar entre vós; ele está completamente exterminado.” vs. “pois eles não passarão mais por ti até a tua ruína. Está tudo acabado para ele, ele foi removido; aquele que foi livrado da aflição subiu ofegante à tua presença.”
Na 2:3 “os ciprestes são sacudidos/fazem-se tremer” (Masorética, tradução literal de Green) ou “lanças de pinheiro são brandidas” (Masorética) vs. “cavaleiros correm de um lado para outro” (Septuaginta, tradução da NIV) vs. “os cocheiros ficam atordoados” (Vulgata)
Na 2:10 “esvaziado de cor” vs. “adquirem escuridão” (Septuaginta, Targum, Vulgata)
Na 3:8 O 1QpNah acrescentou o sufixo do pronome feminino -h a “muralha”. O livro *Os Manuscritos do Mar Morto e as Traduções Modernas do Antigo Testamento*, p. 136, afirma que isso pode ter sido acrescentado para tornar a frase mais fluida.
Na 3:8 “[cidade de] No [Tebas]” vs. “populosa Alexandria” (Targum, Vulgata)
Na 3:9 “eram seus auxiliares” vs. “eram os auxiliares dela” (Septuaginta)
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra *Literal Translation*, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, *The Septuagint: Greek and English*. Também foram utilizados o *Expositor's Bible Commentary* e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.