< Pergunta bíblica sobre Neemias

P: Em Neemias 1, qual é a importância de este livro fazer parte da Bíblia?

R: Embora Neemias seja historicamente importante para registrar esse período da história judaica, ele é muito mais importante pelo que ensina sobre liderança piedosa. Aqui está uma lição sobre liderança para cada capítulo de Neemias.

1. Como o senhor reage quando as coisas não estão como deveriam estar?

2. Como o(a) senhor(a) define prioridades e faz planos?

3. Como você trabalha em equipe e lidera?

4. Como você lida com a oposição?

5. Como você lida com os problemas causados pelos crentes?

6. Como o(a) senhor(a) lida com ameaças?

7. Como o(a) senhor(a) designa estrategicamente as pessoas para os cargos?

8. Com que eficácia o(a) senhor(a) cede o protagonismo a outras pessoas?

9. Como o(a) senhor(a) incentiva a confissão?

10. Como o(a) senhor(a) constrói consenso?

11. Como o(a) senhor(a) promove o trabalho em equipe e a união?

12. Como o(a) senhor(a) dedica seu trabalho, sua vida e os outros a Deus?

13. Como e quando o(a) senhor(a) repreende com firmeza?

P: Em Neemias 1, como era o mundo de Neemias?

R: Por volta de 447 a.C., a destruição de Jerusalém já era notícia antiga; os muros estavam derrubados há mais de 150 anos. Mas a vida como povo conquistado pelos persas era, na verdade, bastante boa, desde que se pagassem os impostos. Na verdade, era tão boa que a maioria dos filhos dos judeus exilados decidiu ficar e prosperar onde estavam, e nem todos voltaram para casa. Os únicos que voltaram para casa foram aqueles que valorizavam ser o povo visível de Deus mais do que sua prosperidade, segurança e proteção. Mas, apesar de haver um grupo fiel e dedicado de repatriados, o que chamava a atenção era que eles estavam profundamente angustiados com a oposição que enfrentavam. Talvez alguém se perguntasse por que Deus permitiria que isso acontecesse e por que Deus não fez nada. Mas Deus agiu! Ele enviou um único homem piedoso - Neemias. Porém, talvez surpreendentemente, Deus não enviou um líder militar poderoso, nem um sacerdote em tempo integral, nem um profeta. Em vez disso, Neemias tinha um pé em dois mundos. Por um lado, ele, assim como Zorobabel, era um “Tirshatha”. Essa palavra persa pode ser traduzida como “sua excelência” e se refere a um governador ou a um representante do rei. Por outro lado, a “obsessão” de Neemias era garantir que Deus fosse glorificado, ainda mais do que seu rei, a quem ele também era totalmente leal. Neemias era devoto, prático e formidável como administrador. Levou apenas 52 dias, mesmo diante da oposição, para Neemias realizar o que ninguém havia conseguido fazer em 141 anos.

P: Em Nehemias, quais são as diferentes maneiras pelas quais podemos ler o livro de Neemias?

R: O livro de Neemias pode ser considerado como “quatro livros em um”, pois pode ser lido em quatro níveis diferentes. No nível mais básico, trata-se de um relato histórico de como Jerusalém foi reconstruída e repovoada. Os arqueólogos, em particular, consideram o livro de Neemias muito útil para compreender esse período, que de outra forma seria pouco documentado. Mas, em um segundo nível, ele pode servir como uma alegoria da vida cristã: reconstruir os muros de sua vida espiritual após uma catástrofe, para passar de um cristão vulnerável, quase indefeso e que só está presente nos momentos bons, para um cristão robusto, que permanece firme em todas as circunstâncias. Em um terceiro nível, trata-se de como construir em meio a forte oposição, seja um edifício, uma organização ou uma igreja local. No quarto nível, trata-se de liderança piedosa e de como ser, ao mesmo tempo, um líder-servo e um líder forte e pragmático.

O livro de Neemias tem uma palavra-chave, repetida sete vezes ao longo do livro: lembre-se. Ela aparece em Neemias 4:14; 5:19; 6:14; 13:14, 22, 29, 31.

P: Em Neemias, qual é o esboço do livro?

R: Ao analisar seis esboços diferentes, percebe-se que eles variam consideravelmente. Por exemplo, os capítulos 5 e 6 deveriam ser combinados como um título de terceiro nível, ou Neemias 5:1-14-19 constitui um título de segundo nível? Neemias 13 é uma seção de primeiro nível em quatro esboços e uma seção de terceiro nível na “The New Geneva Study Bible”. Aqui está o meu esboço de Neemias — Liderando a Reconstrução.

I. Reconstrução Externa

..1 A calamidade e a resposta de um homem

..2:1-10 Entrando em ação

..2:11-20 Avaliando a situação

..3 A reconstrução dos portões do povo de Deus

..4 Neemias lida com a oposição

..5 Obstáculos financeiros à reconstrução

..6 Oposição à reconstrução

II Reconstrução interna

..7 Reconhecendo o povo de Deus

..8-10 Adoração de reavivamento

.…8 Ouvir a Palavra de Deus

.…9 Renovando uma aliança com Deus

.…10 Responsabilidade mútua

..11 Vivendo o reavivamento: em Jerusalém e na terra

..12 Nomeação de Outros: O Retorno dos Levitas

..13 Mantendo o reavivamento: purificação das coisas estrangeiras

P: No livro de Neemias, o que podemos aprender sobre como resolver problemas aparentemente insuperáveis?

R: Primeiro, ore a respeito disso, mas depois de começar a orar, como o senhor planeja agir? Aqui está uma orientação dada pelo pastor Adrian Rogers em uma transmissão de rádio em 16 de setembro de 2011. O senhor pode solicitar uma fita sobre este ou outros temas na Love Worth Finding, no site www.lwf.org.

Concentre-se no problema

Neemias pediu, e o rei concedeu: permissão, provisão e proteção

Descubra os fatos

Forme uma comunidade

Fortaleça a fé deles

Enfrentem o inimigo

Cumpriram sua função

P: Os livros de Neemias e Esdras eram originalmente um único livro?

R: Em certa época, os judeus os consideravam um único livro. No entanto, originalmente eram dois livros, pois têm autores diferentes e listas ligeiramente distintas de repatriados. Consulte o *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 4, e o *Believers Bible Commentary*, p. 488, para respostas mais detalhadas.

P: Em Neemias 1:1, a que época isso se refere?

R: Isso ocorreu entre novembro e dezembro de 444 a.C. O vigésimo ano refere-se ao vigésimo ano do reinado do rei, neste caso, Artaxerxes I.

Além disso, o livro “Persia and the Bible”, p. 242, afirma: “É certo que Neemias (Neemias 1:1; 2:1) serviu como copeiro de Artaxerxes I, que reinou de 464 a 424 a.C., pois um papiro de Elefantina (Cowley nº 30), datado de 407 a.C., menciona os filhos de Sambalate, o governador de Samaria e adversário de Neemias.” Os papiros de Elefantina também mencionam Hanania, que era o governador judeu em Jerusalém. Hanani/Hanania, em Neemias 1:2, era irmão de Neemias e acredita-se que tenha sido seu sucessor no cargo de governador.

Essa data tem um significado que vai além do livro de Neemias. A profecia sobre quando o Messias seria morto, em Daniel 9:24-27, teve início com o decreto para reconstruir o muro de Jerusalém.

P: Em Ne 1:1, o que sabemos sobre a cidade de Susã?

R: Consulte a pergunta sobre Susã, no início da discussão sobre Ester, para obter a resposta.

P: Em Neemias, o que podemos aprender sobre como resolver problemas aparentemente insuperáveis?

R: Aqui está uma abordagem apresentada pelo pastor Adrian Rogers em uma transmissão de rádio em 16 de setembro de 2011. Você pode solicitar uma fita sobre este ou outros temas na Love Worth Finding, no site www.lwf.org.

Concentre-se no problema

Neemias pediu, e o rei concedeu: permissão, provisão e proteção

Descubra os fatos

Forme uma comunidade

Fortaleça a fé deles

Enfrentem o inimigo

Cumpriram sua função

P: Em Neemias 1:1, em que época isso ocorreu?

R: Isso ocorreu entre novembro e dezembro de 444 a.C. O vigésimo ano refere-se ao vigésimo ano do reinado do rei, neste caso, Artaxerxes I, também chamado de Artaxerxes Longimanus.

Houve dois reis persas chamados Artaxerxes: Artaxerxes I (444 a.C.) e Artaxerxes II (385/384 a.C.). Josefo afirma que Neemias chegou por volta de 440 a.C., o que corresponderia ao reinado de Artaxerxes I. Além disso, o livro *A Pérsia e a Bíblia*, p. 242, afirma: “É certo que Neemias (Neem. 1:1; 2:1) serviu como copeiro de Artaxerxes I, que reinou de 464 a 424 a.C., pois um papiro de Elefantina (Cowley nº 30), datado de 407 a.C., menciona os filhos de Sambalate, o governador de Samaria e adversário de Neemias.” Os papiros de Elefantina também mencionam o sumo sacerdote Jônatas e Hanania como o governador judeu em Jerusalém. Hanani/Hanania, em Neemias 1:2, era irmão de Neemias e acredita-se que tenha sido seu sucessor no cargo de governador.

P: Em Neemias 1:3, por que foi surpreendente que o muro de Jerusalém estivesse destruído?

R: É claro que todos os muros foram destruídos quando os babilônios tomaram Jerusalém em 18 de julho de 596 a.C. No entanto, alguns trabalhos já haviam sido iniciados para reconstruir os muros. Contudo, o decreto do rei Artaxerxes I interrompeu esses trabalhos. Hanani viajou mais de 1.000 milhas, da Judéia até Susã, no sudoeste do Irã, pois considerou tão importante informar a Neemias o quão desesperadora era a situação para os judeus na Judéia. Artaxerxes não havia feito objeções anteriormente, quando os inimigos dos judeus incendiaram tudo o que já havia sido reconstruído, por isso um pedido direto poderia não ser recebido favoravelmente. Neemias provavelmente estava perplexo quanto à maneira de abordar o assunto com o rei, sem correr riscos.

P: Em Neemias 1:4, como devemos reagir quando as coisas não estão como deveriam estar?

R: Não devemos agir segundo a carne e perder o controle do nosso temperamento, nem ser passivos e estoicos. Neemias ficou muito perturbado com essa notícia e recorreu ao Senhor em oração. Neemias não se limitou a orar uma única vez sobre isso, mas orou dia e noite, conforme Neemias 1:4. Embora não vejamos Neemias agindo imediatamente, ele estava preparando seu coração e traçando seu plano desde o início. Para Neemias, assim como para Abraão, Moisés e os discípulos de Jesus, a obediência a Deus significaria grandes mudanças.

P: Em Neemias 1:4, devemos lamentar e orar quando o povo de Deus está em angústia?

R: Se nosso próprio irmão ou irmã biológico estivesse em apuros graves, esperamos que nos preocupássemos com ele ou ela e quiséssemos ajudá-lo(a). Da mesma forma, devemos nos preocupar com nossos irmãos e irmãs espirituais, com quem estaremos pela eternidade, e querer ajudá-los.

A visão de Neemias sobre Deus não era tanto “terapêutica” quanto “teocrática”. Em outras palavras, o objetivo principal das Escrituras, da oração e do seguimento a Deus NÃO era ajudá-lo a si mesmo ou fazê-lo se sentir melhor. Tratava-se, antes de tudo, de glorificar a Deus. Embora o relacionamento de Neemias com Deus pudesse ajudá-lo e ser terapêutico, esses não eram os objetivos principais.

Certa vez, uma mulher cristã disse a G. Campbell Morgan que ela levava apenas pequenas coisas a Deus, pois não queria incomodá-Lo com as grandes questões. Morgan respondeu: “Senhora, tudo o que a senhora leva a Deus é pequeno.”

P: Em Neemias 1:5-11, quais são os pontos-chave da oração de Neemias?

R: Neemias não começou falando de seus problemas, nem mesmo dos pecados de seu povo, mas sim de quem Deus era. Em seguida, Neemias mencionou como o Senhor se relacionava com Seu povo. Em terceiro lugar, Neemias confessou que eles eram ímpios por não obedecerem a Deus. Depois de reconhecer a justiça de Deus na disciplina que receberam e de se apoiar na promessa de Deus de restaurá-los, Neemias não deu como certo que Deus ouvisse as orações do povo, mas pediu a Deus que estivesse atento à sua oração. Por fim, ele orou pedindo sucesso junto ao rei. Mas seu pedido não foi “abençoe a minha vontade”, e sim “seja feita a tua vontade”.

Observe também o que está ausente na oração de Neemias. Ausentes da oração estão as reclamações, as perguntas sobre por que Deus disciplinou Seu povo ou as acusações aos outros. Ele nem mesmo culpou os babilônios, os persas ou o rei da época, que havia impedido a reconstrução.

P: Em Neemias 1:11, o que era um copeiro, e qual é a evidência do que um copeiro fazia?

R: Um copeiro não apenas bebia da taça do rei para verificar se havia veneno, como também era o chefe de segurança do rei. Eis o que fazia o copeiro real persa.

A *Ciropedia* 1.3.9, de Xenofonte, afirma que os copeiros, antes de entregar a taça, retiravam um pouco do líquido, derramavam-no na mão esquerda e o engoliam, de modo que, caso colocassem veneno, não se beneficiariam disso. Também indica que o copeiro poderia ser quem determinava quem tinha permissão para ver o rei.

A “História” de Heródoto, 3.34, fala da importância dos copeiros persas.

Tobit 1:22 diz: “Ora, Ahikar era copeiro, guardião do selo e responsável pela administração das contas, pois Esar-Hadom [um rei assírio] o havia nomeado seu segundo”.

O Talmude judaico-babilônico (Baba Qamma 92b) afirma: “O vinho pertence ao senhor, mas o mérito por ele cabe ao seu copeiro.”

Ser chefe de segurança era um assunto muito sério. Xerxes, pai de Artaxerxes I, foi assassinado em seu próprio quarto por Artabanus, um cortesão.

P: Em Neemias 1:11, como os cristãos podem utilizar melhor suas habilidades técnicas e sua posição a serviço de Deus?

R: Tony Evans chama isso de “colocar nossas habilidades a serviço do reino”. Considere o seguinte: Neemias passou anos servindo ao rei persa, sem ter a menor ideia de como seu trabalho secular ajudaria a promover o reino de Deus. Mas Neemias foi fiel e honesto em seu trabalho e, quando chegou o momento, ele estava lá.

Da mesma forma, devemos fazer tudo como se fosse para o Senhor, e não para as pessoas, conforme diz Colossenses 3:17. Devemos fazer tudo o que pudermos pelo nosso empregador, com duas ressalvas. Não devemos fazer nada que Cristo não gostaria que fizéssemos, como mentir, trapacear, infringir leis etc., mesmo que nosso empregador nos peça para fazê-lo. Em segundo lugar, não devemos fazer o que um empregador autoritário nos peça em detrimento de tudo o mais que Deus deseja que façamos, como ser um bom pai, cônjuge ou reunir-nos com outros cristãos.

Se um empregador lhe disser para nunca dar a ninguém qualquer indício de que o senhor é um crente, então é hora de procurar outro emprego, onde o senhor possa ser você mesmo. Por outro lado, quando um empregador lhe paga para trabalhar para ele, trabalhe para ele. Não gaste muito tempo compartilhando o evangelho ou realizando outras atividades ministeriais, prejudicando assim o tempo pelo qual ele está lhe pagando para trabalhar para ele.

P: Em Neemias 1:11 e Neemias 2:4, por que alguém normalmente ficaria muito relutante em pedir a Artaxerxes que reconstruísse Jerusalém?

R: Durante um século, desde o retorno dos exilados, ninguém havia conseguido concluir a construção dos muros de Jerusalém; então, por que Neemias teve a ousadia de pensar que seria ele a pessoa certa para isso? Além disso, Esdras 4:21-23 mostra que Artaxerxes I era o mesmo que ordenara que a construção dos muros fosse interrompida imediatamente. Naquela época, Artaxerxes já reinava há 20 anos e, até então, ninguém havia dito ao rei que ele estava errado, nem lhe dado qualquer motivo para revogar seu decreto. Ele estava, basicamente, pedindo ao rei que apoiasse o que o próprio rei já havia proibido.

Se Neemias quisesse, poderia ter encontrado todo tipo de desculpa para não cumprir a vontade de Deus e não se dirigir ao rei. Ao servirmos a Deus, também não devemos procurar desculpas para não servir.

P: Em Neemias 1:11, Neemias era eunuco?

R: Alguns copeiros eram eunucos; no entanto, nem todos os copeiros o eram. Os únicos manuscritos que afirmam que Neemias era eunuco são os de Neemias no Codex Vaticanus e no Codex Sinaiticus. Contudo, o livro “A Pérsia e a Bíblia”, p. 262, afirma que se trata de erros de tradução. O hebraico possuía uma palavra para eunuco, que era “saris”, mas essa palavra nunca foi usada em relação a Neemias.

Além disso, Hamã era um alto funcionário na corte do rei na época de Ester, e ele não era eunuco, pois foi acusado de abusar sexualmente da rainha.

P: Quando ocorreram os eventos de Ne 2,1 e Ne 1,1 e por que houve tal atraso?

R: Em Neemias 1, o mês de Kislev, no 20º ano de Artaxerxes, corresponderia a novembro-dezembro de 446 a.C. Em Neemias 2, o mês de Nisan, no 20º ano de Artaxerxes, corresponderia a março-abril de 445 a.C. Lembre-se de que os anos do reinado no calendário persa NÃO começavam nem em 1º de janeiro nem coincidiam com o ano religioso judaico. Além disso, os anos a.C. vão diminuindo até chegarem a 1 a.C. Em seguida, o ano seguinte é 1 d.C.

Houve um atraso de cerca de quatro meses entre o momento em que Neemias recebeu a notícia e o momento em que ele a comunicou ao rei. Talvez Neemias não tenha conseguido fazê-lo; no entanto, é altamente improvável que o copeiro estivesse ausente em uma viagem de quatro meses exatamente nessa época. O rei deslocava-se por vários territórios e entre as quatro capitais diferentes, e talvez o rei Artaxerxes estivesse ausente por algum tempo.

É mais provável que Deus tenha colocado Neemias em uma situação delicada e potencialmente fatal. Talvez Neemias tenha percebido que o rei estava ocupado com outra coisa e que aquele não seria o momento certo, e Neemias quisesse tempo para se planejar de qualquer forma. Talvez Neemias tenha percebido que aquele não parecia ser o momento oportuno, mas não tivesse ideia de como seria o momento oportuno. Talvez Neemias estivesse simplesmente adiando algo que poderia potencialmente custar-lhe a vida. Seja como for, Deus finalmente tirou a situação das mãos de Neemias e fez com que o rei percebesse que algo estava acontecendo com Neemias. Como o rei já havia emitido um decreto para destruir os muros parcialmente construídos de Jerusalém em Esdras 4:17-23, devemos observar que Neemias, neste trecho, não mencionou Jerusalém pelo nome.

Além disso, era costume que o rei persa atendesse aos pedidos feitos em seu aniversário, de acordo com a obra “História”, 9.110, do grego Heródoto. Portanto, talvez Neemias estivesse esperando até o aniversário do rei. O livro “A Mensagem de Neemias”, de Raymond Brown, pp. 44-45, traz mais informações sobre essa teoria.

P: Em Neemias 2:1-2, Deus já ordenou que as circunstâncias o colocassem em uma situação embaraçosa? Por que o senhor acha que Ele fez isso?

R: Podemos nos deparar com uma situação embaraçosa por causa de nossa própria insensatez ou como disciplina de Deus. Mas mesmo quando estamos nos esforçando ao máximo para obedecer a Deus, o Senhor ainda pode desejar que estejamos em uma situação que nos seja desconfortável e, assim, fazer com que não possamos evitá-la. Quando isso ocorre, independentemente do nosso nível de conforto, devemos simplesmente perguntar, dada a situação tal como está agora, o que Deus deseja que façamos neste momento. Pode ser um fortalecimento para você lidar com coisas mais difíceis, ou pode ser um treinamento para que você seja capaz de lidar com as coisas de forma mais sensível.

Certa vez, fui colocado em uma situação embaraçosa e falhei. No trabalho, eu estava almoçando com alguns colegas, e um deles começou a dizer coisas ruins e falsas sobre um bom amigo meu, que também era meu chefe. Ninguém disse uma palavra para defendê-lo — nem mesmo eu. Naquele momento, parecia menos desconfortável simplesmente ficar totalmente em silêncio. Mais tarde, ele ficou sabendo que “o grupo” havia dito aquilo sobre ele, e ficou descontente comigo porque achou que eu também havia falado mal dele. Talvez eu tivesse sido colocado ali naquele momento para falar a verdade e defender meu amigo; mas não o fiz.

P: Em Neemias 2:1-9, como o(a) senhor(a) planeja e define prioridades?

R: O general americano da Segunda Guerra Mundial, Dwight D. Eisenhower, liderou o planejamento da maior operação militar até então: o Dia D. Em 15 de novembro de 1957, em um discurso divulgado pelo *The New York Times*, ele afirmou: “Os planos não valem nada, mas o planejamento é tudo”. Em outras palavras, um plano rígido no papel é inútil nas circunstâncias em constante mudança da guerra, mas o processo de planejamento, tanto estratégico quanto tático, é essencial para a vitória. Neemias provavelmente havia planejado abordar o assunto com o rei, mas a oportunidade surgiu inesperadamente quando o rei lhe perguntou por que ele parecia triste.

Planejar sem informações ou com informações incorretas é inútil. Portanto, antes de planejar, assim como Neemias, é preciso primeiro “inspecionar o muro”.

O planejamento geralmente envolve quatro tipos de elementos: pessoas, recursos, processos e qualidade para atender aos requisitos dentro do prazo.

1. As pessoas são essenciais para qualquer plano. Não apenas o número de pessoas, mas a experiência e as habilidades, bem como a sua capacidade de mantê-las trabalhando e motivadas. No setor de software, uma pessoa experiente e altamente motivada pode ser mais produtiva do que três pessoas que estão sendo treinadas enquanto trabalham.

2. Os recursos incluem dinheiro, ferramentas de produção e os meios para adquirir mais à medida que o tempo passa. A alocação de recursos é tão importante quanto a quantidade dos mesmos. No desenvolvimento de software, o tempo necessário para concluir uma tarefa não diminui proporcionalmente ao número de pessoas designadas ao projeto; muitas vezes, diminui proporcionalmente à raiz quadrada desse número. Assim, quatro pessoas experientes, com ineficiências normais e tempo gasto em comunicação constante, podem produzir algo na metade do tempo que uma única pessoa experiente levaria.

3. Processos, métodos e alternativas devem ser avaliados levando-se em conta diversas estimativas de tempo, riscos e incertezas. No desenvolvimento de software, é preciso questionar o grau de “complexidade” desejado para um processo. Geralmente, as pessoas dão três respostas diferentes para a porcentagem do tempo total gasto em análise e projeto: < 5%, 20% e 60%.

4. Qualidade, durabilidade, facilidade de manutenção, confiabilidade e sustentabilidade tanto dos produtos finais quanto das ferramentas utilizadas. É possível dedicar todo o tempo à criação de excelentes ferramentas para uso e nunca concluir o trabalho. Ou então, pode-se concentrar-se no trabalho e questionar-se por que a eficiência é tão baixa. No desenvolvimento de software, a proporção entre desenvolvedores e profissionais de garantia de qualidade pode variar de 5 para 1 a 2/3, dependendo da importância de reduzir o número de bugs. Além disso, nem todos os bugs são iguais.

5. O tempo para concluir o projeto é importante, mas o tempo para atingir marcos individuais pode ser importante para reduzir riscos e demonstrar funcionalidade (a fim de obter financiamento adicional). Muitas vezes, nem tudo o que se deseja pode ser feito, e é preciso priorizar requisitos e estabelecer prazos e datas de entrega.

Essas cinco categorias podem ser consideradas quase como um conjunto de equações algébricas. É possível ajustar até quatro das cinco, mas pelo menos uma categoria fica limitada pelas suas escolhas nas outras quatro categorias.

Consulte para obter mais informações.

P: Em Neemias 2:2-3, por que foi considerado grave o fato de Neemias parecer triste?

R: Demonstrar emoções negativas poderia custar a vida ao copeiro. Como copeiro, a vida do rei estava confiada a Neemias. Se Neemias não estivesse satisfeito com o rei, este, ao simples suspeitar que Neemias pudesse não estar contente com o fato de ele ser rei, poderia mandar executar Neemias como medida de segurança. Trabalhar para a realeza tinha suas desvantagens.

Além disso, muitos reis persas não morriam de morte natural. Sabendo disso, e sabendo que o rei também sabia, imagine-se no lugar de Neemias e o rei dizendo: “Você parece estressado hoje”.

P: Em Neemias 2:2-3, se um cristão estivesse na posição de Neemias, como se poderia esperar que ele ou ela tivesse a coragem necessária?

R: Embora eu próprio nunca tenha passado por essa situação, eis algumas orientações úteis extraídas das Escrituras.

1. Conheça a Deus. Deus é todo-poderoso e pode orientar o coração do rei como bem entender (Provérbios 21:1).

2. Ore a Deus, reconhecendo tanto os pecados individuais quanto os coletivos. Ore esperando resultados.

3. Confie em Deus. Perceba que o sucesso do desfecho não é de sua responsabilidade. É responsabilidade de Deus, portanto, não precisa se preocupar com isso. Em vez disso, sua responsabilidade é ser obediente, permanecer próximo a Deus, dar o seu melhor e não se preocupar com os resultados.

4. Perceba que o reino de Deus e a sua vida eterna são muito mais importantes do que a sua vida terrena.

P: Em Neemias 2:3-20, que preparativos Neemias fez?

R: Eis o que Neemias fez e o que devemos fazer:

1. Orar dia e noite (Neemias 1:6).

2. Falar com cortesia (Neemias 2:7).

3. Planeje quanto tempo algo levará (Neemias 2:6).

4. Foram necessárias cartas para ajudar a lidar com a oposição e garantir recursos (Neemias 2:7, 9).

5. Faça sua pesquisa. Neemias sabia os nomes dos homens responsáveis pela floresta (Neemias 2:8). A floresta ficava no Líbano ou em um lugar chamado “Jardim de Salomão”, cerca de seis milhas ao sul de Jerusalém.

6. Reconheça a ajuda de Deus e agradeça a Ele por ela (Neemias 2:8).

7. Execute o plano (Neemias 2:9).

P: Em Neemias 2:4-8, qual é o significado dessa proclamação?

R: Não se tratava de um decreto para o retorno dos exilados nem de um decreto para reconstruir o Templo, mas para restaurar e reconstruir Jerusalém. Esse decreto “deu início ao prazo” da profecia das Setenta Semanas em Daniel 9:25, no ano de 530 a.C. Entre muitas outras coisas, Deus é o planejador supremo de projetos.

P: Em Neemias 2:13-16, por que Neemias inspecionou os muros antes de contar a alguém sobre sua missão?

R: Ele não queria interferência de terceiros, e Neemias não desejava que outros influenciassem indevidamente sua avaliação. Como era de noite, ele estava menos preocupado em examinar cada detalhe e mais com o estado geral. Talvez quisesse estimar o tempo e o material que seriam necessários. Ou talvez quisesse ter credibilidade ao falar com os outros, demonstrando que havia visto os muros pessoalmente. Ou, muito provavelmente, ambos.

Além disso, talvez ele quisesse ver o estado dos muros para dedicar algum tempo a aprimorar seu foco na tarefa que tinha pela frente. Às vezes, precisamos orar e refletir para aprimorar nosso foco.

Às vezes, quando um gestor deseja obter um panorama que sabe ser preciso, ele analisa a situação em primeira mão, além de conversar com seus subordinados. Além disso, quanto mais cedo todos soubessem dos planos de Neemias, mais cedo a oposição começaria. Às vezes, é aceitável fazer as coisas em segredo, sem contar a ninguém.

P: Em Neemias 2:15, quando é bom fazer algo em segredo, de modo que nem mesmo seus aliados e amigos saibam o que você está fazendo, e quando não é?

R: Existem algumas razões pelas quais você pode querer fazer algo em segredo, mesmo que não esteja fazendo nada de errado.

a) Às vezes, se alguém o vir fazendo algo, sem o contexto adequado, poderá interpretar erroneamente o que você está fazendo.

b) Você não tem tempo, naquele momento, para explicar suas ações.

c) Se você contar a eles agora, “ouvidos indesejáveis” podem espalhar isso para outras pessoas que não deveriam saber.

P: Em Neemias 2:16, Neemias não mentiu, mas quando é melhor ocultar informações de pessoas que não são más, e quando não é?

R: É melhor ocultar — ou, no caso de Neemias, adiar — a revelação de informações, se qualquer uma das seguintes condições for verdadeira.

a) O senhor tem apenas uma parte do quadro, e em breve terá uma visão muito mais completa, ou seja, depois de inspecionar as paredes.

b) O senhor está em um ambiente público e tem coisas a compartilhar que seriam mais apropriadas para um público diferente ou para um ambiente privado.

c) Suas informações podem causar sofrimento emocional a essas pessoas, e é necessário que elas não se distraiam, mas que “se sentem” para ouvir.

d) Da mesma forma, se for algo perturbador, provavelmente não desejará prejudicar o sono deles contando isso logo antes de irem para a cama.

e) Você deseja conhecer o ponto de vista deles primeiro. Por exemplo, em uma negociação, muitas vezes é melhor deixar que a outra pessoa diga o preço primeiro.

Como outro exemplo, lembre-se de que, no início de seu ministério, Jesus disse para ainda não revelarem aos outros quem Ele era.

P: Em Neemias 2:17, quando é melhor ser transparente com certas pessoas e quando é melhor não ser transparente com outras?

R: Primeiro, observe que Neemias se identificou com os líderes de Jerusalém. Ele não falou da dificuldade em que você se encontra, mas sim da dificuldade em que nós nos encontramos. A regra de ouro — faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você — se aplica. Que tipo de informação você acha que é justo ou melhor que um amigo, ou outra pessoa, não lhe revele?

No Japão, há alguns anos, um paciente tinha câncer terminal. Não havia nada que pudesse ser feito a respeito, e o médico sabia que isso apenas deixaria o paciente triste; por isso, o médico nunca disse ao paciente, nem a ninguém mais, que ele iria morrer. A família processou o médico após a morte porque o paciente não se preparou para a morte nem fez um testamento. Em um tom mais leve, outra história real é a de uma mãe que deixou de receber suas contas. Aparentemente, sua filha mais nova percebeu que, quando ela abria certos envelopes, isso a deixava triste, e ela não queria que a mãe ficasse triste; por isso, simplesmente rasgava os envelopes e os jogava fora. Às vezes, as pessoas precisam — ou até mesmo querem — ouvir algo, mesmo que isso as deixe tristes. Em terceiro lugar, quando meus filhos estavam na adolescência, eles ficaram um pouco (espero) insatisfeitos comigo, porque, quando eram pequenos, eu não mentia para eles. Quando perguntavam, eu dizia que o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa eram reais. Se não devemos mentir uns para os outros, então não mintam.

Por outro lado, 1 Samuel 16:2-3 apresenta um exemplo em que Deus ordenou especificamente a Samuel que não mentisse, mas que revelasse parte da verdade e ocultasse a outra parte.

Talvez o senhor não tenha nenhuma intenção específica e não veja mal algum em que todos os seus colegas de trabalho saibam o que está acontecendo. No entanto, seu gerente pode ter uma visão diferente, desejando manter algumas pessoas no escuro sobre certas questões, mas revelar essas informações a um público diferente. Por um lado, o senhor não quer se envolver nos jogos do seu gerente, mas, por outro lado, ele ou ela não gostará se o senhor revelar aos colegas de trabalho ou clientes coisas que não queriam que fossem reveladas.

Minha avaliação de desempenho.

P: Em Neemias 2:19, Sambalate era um horonita, mas o que era um horonita?

R: Provavelmente era alguém da aldeia de Bet-Horom (“Bet” significa Casa [de]). Duas cidades, Bet-Horom Superior e Bet-Horom Inferior, ficavam a apenas cerca de 15 milhas (24 quilômetros) a nordeste de Jerusalém. Alternativas menos prováveis são Haurã, a leste do Mar da Galiléia, ou Horonaim, em Moabe; porém, se fosse esta última, Sambalate teria sido chamado de moabita. O nome Sanbalet deriva do acádio Sin-uballit, que significa que “Sin [o deus acádio da lua] deu vida”. De acordo com o papiro de Elefantina Cowley 30, Sanbalat era apenas um governador (pehah) de Samaria.

P: Em Neemias 2:19, temos alguma evidência extra-bíblica sobre Tobias, o amonita, e Sambalate, governador de Samaria?

R: O nome Tobias era associado à região dos amonitas em textos não bíblicos. Tobias significa “Yahweh é bom”. A onze milhas (18 quilômetros) a oeste de Amã, na Jordânia, encontram-se as Cavernas do Príncipe, que aparentemente eram o centro dos Tobiads. Em dois salões há inscrições do nome “Tóbia” em aramaico. No entanto, não sabemos a qual governante esse nome se refere, pois houve vários governantes chamados Tóbia nos anos 590 a.C., 520 a.C., 440 a.C., 270 a.C. e 200 a.C.

Tûbiâma aparece nos documentos bancários de Murashu, em Nippur, e pode ter sido o mesmo Tobias.

Os papiros de Zeno, de Gerza, no Egito, também fazem referência a Tobias, um governador de Amã. Esse Tobias pode ser um descendente do Tobias da Bíblia.

Um papiro em Elefantina, no sul do Egito (Cowley nº 30), datado de 407 a.C., menciona os filhos de Sanbalate.

Além disso, Geshem é o nome comum do norte da Arábia, Jasuma. Foram descobertos vasos de prata do final do século V, um deles com a inscrição “Qaynu, filho de Gashmu, rei de Qedar”. Não se sabe se esse Gashmu é o mesmo Geshem ou não, mas é provável que seja.

Os três podem ter se oposto à vinda de Neemias porque isso perturbaria seu equilíbrio de poder e tiraria de Sanbalate o cargo de governador de Jerusalém e da Judéia. Além disso, eles poderiam estar realizando um lucrativo comércio de incenso e mirra proveniente da Arábia.

P: Em Ne 2,19, por que Josefo afirma que Sambalate era governador de Samaria por volta de 330 a.C.?

R: Aqui estão alguns dos governadores de Samaria e a fonte na qual encontramos seus nomes.

NomeNascidoGovernadorFonte
Sanbalate In. 485445Neemias
Delariac. 460410Papiros de Elefantina
Sanbalate IIc. 435380Papiros de Samaria
Hananiac. 410355Papiros de Samaria
Sanbalate IIIc. 385330Josefo

P: Em Neemias 2:19-20, em que situações o senhor deve responder a um boato falso espalhado a seu respeito e em quais não deve fazê-lo?

R: Se o senhor estiver confiante de que ninguém acreditará nesse boato, e se responder a ele apenas der mais visibilidade ao boato, então o senhor não deve se dar ao trabalho de fazê-lo. Neemias não viu necessidade alguma de discutir o assunto com eles. Mas se o boato puder parecer credível, e o senhor tiver fatos que provem que ele é falso, então, sem dúvida, o senhor deve abordar o assunto. Há duas maneiras de abordar o assunto: explicitamente e implicitamente. Explicitamente, você pode dizer que está respondendo a essa acusação falsa e apresentar suas evidências. A única desvantagem é que as pessoas que não tinham ouvido essa acusação agora a ouvirão. Implicitamente, você pode simplesmente apresentar os fatos por si só, ou relacioná-los a um contexto diferente. Isso pode funcionar bem se for óbvio que os fatos refutariam um boato como esse.

P: Em Neemias 3, por que registraram meticulosamente quem reparou cada portão?

R: Esse registro homenageava as pessoas que trabalharam arduamente ali. É bom homenagear as pessoas que trabalham arduamente para o Senhor, como mostram Filipenses 2:29 e 1 Timóteo5:17 . Em vez de fazer com que os judeus reconstruíssem o muro — uma tarefa gigantesca —, Neemias dividiu o trabalho em 42 seções do muro, e cada equipe reconstruiu apenas a sua seção.

A título de observação, este é um dos capítulos mais importantes da Bíblia para compreender a topografia da Jerusalém antiga.

P: Em Neemias 3, qual é a função de um portão?

R: Os portões permitem que as pessoas entrem e saiam, mas esse não é seu objetivo principal, já que as pessoas podem passar ainda mais livremente por grandes aberturas no muro. Em vez disso, os portões existem principalmente para que possam ser fechados à noite, a fim de impedir a entrada de bandidos e ladrões, e fechados a qualquer momento quando houver um inimigo do lado de fora.

O corpo de Cristo precisa de uma porta. Ele precisa de algo que mantenha os cristãos “dentro” do reino de Deus e impeça que aqueles que não desejam pertencer a Cristo entrem, disfarçados de cristãos. Louvado seja Deus, pois o corpo de Cristo já possui uma porta, e essa porta é Jesus Cristo. João 10:2-3, 7-9 nos mostra que todos os que entram devem fazê-lo pela porta, e não há outra porta.

P: Em Neemias 3:1, por que o próprio sumo sacerdote trabalhou no Templo?

R: Além de dar o exemplo, era apropriado que o sumo sacerdote colocasse alguns dos tijolos. A Bíblia de Estudo NIV, p. 697, afirma que o próprio rei sumério carregava tijolos para a construção de um templo.

P: Em Neemias 3:8, em que medida você acha que os perfumistas estavam fisicamente aptos para o trabalho de construção do muro?

R: Provavelmente não eram aptos a trabalhar muito rapidamente. Mas essa não era a questão; todos, na medida de suas possibilidades, estavam trabalhando na muralha da melhor maneira possível — isto é, com exceção dos nobres de Tecoa, em Neemias 3:5 e seguintes. Mas, para compensar isso, os tecoitanos não apenas trabalharam em duas seções diferentes da muralha, conforme Neemias 3:5 e 3:27.

P: Em Neemias 3:4, trata-se do mesmo Urias, o hitita, que Davi havia matado?

R: Não, porque Urias, o hitita, viveu muito antes e nunca foi mencionado como filho de Hakkoz. Havia também um Urias, o sacerdote, em 2 Reis 16:10-16 e Isaías 8:2, e esse poderia ser o mesmo.

Independentemente de alguém ser descendente de Urias, o hitita, ou simplesmente ter o mesmo nome, como um crente deve reagir quando um líder cristão cai em pecado, chegando até mesmo ao ponto de cometer assassinato? Um crente pode ficar desapontado, mas tem a escolha de como lidar com esse desapontamento. O desapontamento pode levar à apatia ou até mesmo à amargura. O desapontamento também pode servir como um lembrete de que nossa esperança e nossa adoração estão em Deus, e não em líderes humanos.

P: Em Neemias 3:5, como você lida com a situação quando pessoas que deveriam estar ajudando se mantêm à margem?

R: Primeiro, deve-se orar a respeito disso. Em segundo lugar, deve-se controlar a raiva, pois Tiago 1:20 diz que a ira do homem não contribui para a justiça de Deus. Em seguida, deve-se abordá-las para pedir ajuda, inicialmente em particular. Se elas ainda assim não quiserem ajudar, outras opções são repreendê-las publicamente ou não lhes conceder o que desejam. Por fim, perceba que elas não mudarão em sua relutância em ajudar; portanto, ignore-as ou contorne a situação. Em Neemias, nunca mais se ouviu falar dos nobres de Tecoa. Tudo o que sabemos sobre elas é o registro permanente de sua relutância em ajudar.

P: Em Neemias 3:5, como o senhor lida com a situação quando os líderes sob sua responsabilidade nem sequer tentam liderar?

R: Não sabemos por que eles não queriam liderar. Pode ter sido por preguiça, ou talvez por terem laços financeiros com Tobias ou Sambalate. Neemias provavelmente não sabia o motivo até que, em Neemias 6:17-19, ficou claro que muitos nobres estavam ligados a Tobias.

P: Em Neemias 3:28, por que Neemias agiu com sabedoria ao fazer com que as pessoas trabalhassem em frente à própria casa? Como podemos cultivar o senso de pertencimento nas pessoas sob nossa liderança hoje?

R: Assim, não precisariam percorrer longas distâncias para trabalhar e poderiam sentir orgulho e senso de propriedade pelo que veriam todos os dias. Por outro lado, sabiam que, se o inimigo invadisse aquele local por causa de um trabalho malfeito, suas casas e famílias seriam as primeiras a enfrentar o exército. Assim, Neemias fez com que se sentissem pessoalmente envolvidos em realizar um bom trabalho, e é bom que possamos fazer o mesmo com aqueles que trabalham sob nossa liderança.

Um líder realmente bom ajuda a motivar e inspirar seu pessoal. Para que alguém sinta que o trabalho é seu, deve ter voz, participação e resultados. Deve sentir que sua opinião importa e que alguém está ouvindo-o. Pode-se pensar que não adianta fazer sugestões se ninguém quer ouvi-las de qualquer maneira. Deve ter uma parte na contribuição para o trabalho, de preferência algo em que possa ver sua contribuição. Por fim, será que eles acreditam que o que estão fazendo vale a pena, ou será que isso será jogado fora? Seria uma ideia sem valor, que qualquer pessoa atenta poderia perceber logo de cara, mas que eles tiveram que fazer assim mesmo? Receberão alguma recompensa ou benefício, seja na Terra ou no céu, pelo que estão fazendo? O senhor os incentiva e valoriza o que estão fazendo, mesmo corrigindo o que precisa ser mudado? Se promoções e bônus são arbitrários, então talvez, em vez de ficar irritado com o fato de seus subordinados não estarem motivados, o senhor devesse se perguntar por que as pessoas ainda estão tão motivadas quanto estão. Às vezes, se seus subordinados não se sentem motivados, o problema pode estar neles; caso contrário, talvez o senhor consiga enxergar melhor a questão se olhar no espelho.

P: Em Neemias 4, como devemos lidar com a oposição?

R: Quando você enfrentar oposição ao fazer algo, primeiro certifique-se de que não seja porque a outra pessoa está certa e você não deveria estar fazendo isso. Se for esse o caso, você deve parar de fazer isso e agradecer a ela pela oposição. Lembre-se: nunca faltam pessoas para lhe dizer por que algo não pode ser feito. Pergunte também que tipo de oposição é essa. Nesse caso, os inimigos de Neemias “desprezavam a Deus” em Neemias 4:4-5; 6:12.

Se o senhor acredita estar certo, determine então o quão importante é lutar. A vida é curta demais para travar todas as batalhas possíveis; concentre-se nas que são importantes. Nas batalhas sem importância, basta declarar sua posição e dizer que não considera que valha a pena perder tempo discutindo sobre o assunto.

Para as batalhas nas quais decidir se envolver, o senhor pode negociar, lutar, fugir ou recuar temporariamente para reunir aliados e reforços. Ao lutar, seja nos negócios, na política ou mesmo no ministério, lute de forma justa, lute de maneira a glorificar a Deus e, quando estiver no lado certo, lute bem.

P: Em Neemias 4:1,7, como devemos reagir quando as pessoas ficam muito irritadas conosco?

R: Lembre-se de que quase ninguém é irracional aos próprios olhos. Com as limitações de suas suposições, preconceitos e informações restritas, quase todos fazem o que consideram razoável, pelo menos até que as emoções tomem conta. Primeiro, devemos tentar entender por que estão zangados.

Erro: Se a raiva for injustificada, devemos corrigir a situação com calma e explicar a verdadeira situação. Não basta simplesmente esquecer se seu irmão tiver algo contra você, mas resolva a questão antes de oferecer dádivas a Deus (Mateus 5:23-24), especialmente se for uma pessoa em posição de autoridade, como mostra Provérbios 16:14.

Erro real: Se realmente prejudicamos essa pessoa, devemos procurá-la, pedir perdão e fazer a reparação adequada. Por exemplo, se você roubou, devolva o que roubou, acrescentando algo a mais.

Consciência fraca: Se uma pessoa perceber corretamente que você está fazendo algo que ela, erroneamente, considera mal, abstenha-se de fazê-lo por respeito à consciência dela (1 Coríntios 8; Romanos 14:14-15), mas não permita que o que você considera correto seja tido como mal (Romanos 14:16).

Percepção errônea do mal: Às vezes, a diferença não pode ser resolvida, como quando você está servindo a Deus e eles não querem que as pessoas sirvam a Deus. Não permita que eles sejam um perigo, um desânimo ou uma distração para você ou para os outros.

Em todos os casos, lembre-se de que uma resposta branda afasta a ira (Provérbios 15:1) e que é honroso evitar contendas (Provérbios 20:3).

P: Em Neemias 4:1-4, como Satanás usa o desânimo para atacar os crentes?

R: Sambalate I, o samaritano, era o inimigo dos judeus ao norte; Tobias II, o amonita, era o inimigo dos judeus a leste, e Gesem era o inimigo dos judeus ao sul. Os homens de Asdode eram os inimigos dos judeus a oeste. Você pode se lembrar de como os inimigos tentaram desanimar os judeus por meio da sigla “FAILS”.

Finanças e ganância

…Circunstâncias de dificuldades financeiras (Neemias 5:1-3)

…Líderes desmoralizantes que impunham pesados fardos financeiros (Neemias5:15 )

…Grupos que se beneficiavam das dificuldades financeiras alheias (Neemias 5:3-8)

…Suborno (Esdras 4:4)

…Deixar de pagar salários. Os levitas não foram remunerados adequadamente, conforme Neemias 13:10-13.

Raiva

…Moral: Demonstrar raiva (Neemias 4:1, 3, 7)

…Indivíduo: Tobias tentou intimidar Neemias (Neemias6:19 ) e eles fizeram com que o povo tivesse medo de construir (Esdras 4:4)

…Grupo: Ameaçar abertamente com um ataque surpresa (Neemias4:11 -12)

Intriga

…Moral: Tentar instigar o medo em Neemias e servir de exemplo para que outros também o temessem (Neemias6:13 -14)

…Individualmente: Planejando encontrar-se secretamente com Neemias (e provavelmente prejudicá-lo) (Neemias 6:2,4)

…Grupo: Planejando secretamente lutar contra Jerusalém (Neemias 4:8-9)

Mentiras

… Ajuda fingida (Esdras 4:1-3)

…Passado: Usando o humor para zombar e desprezar a qualidade e a utilidade do que eles já haviam feito (Neemias 4:1,3)

…Futuro: Ridicularizar e questionar se teriam sucesso, a utilidade de seus esforços e se conseguiriam concluir a obra em um prazo extremamente curto (Neemias 4:2)

… Acusações de revolta (Neemias 2:19; 6:5-7; Esdras 4:6, 12, 13)

Alianças secretas

…Religiosas: falsos profetas (Neemias 6:10, 14)

…Individuais: Espionagem e fornecimento de informações favoráveis a Neemias (Neemias 6:1,17-19); Eliásib, homem de Tobias, morando no Templo (Neemias 13:4-7)

…Grupais: oposição de irmãos desanimados (Neemias 4:10-23)

Infelizmente, essas mesmas técnicas podem funcionar hoje; os incrédulos mantêm seu foco em Deus e no que Ele deseja que façam.

P: Em Neemias 4:1-3, como você lida com a situação quando alguém consegue desanimá-lo?

R: No início, talvez parecesse empolgante trabalhar todos juntos para construir o muro, mas, com o tempo, pode ter se tornado um trabalho árduo e até mesmo enfadonho. Além disso, havia as provocações de que vocês não estavam fazendo nada que valesse a pena e, por fim, as ameaças físicas. A propósito, apesar da piada de Tobias de que até mesmo uma raposa poderia derrubá-lo, a arqueóloga Kathleen Kenyon descobriu que os muros de Neemias tinham nove pés de espessura.

Por outro lado, a maior parte da pedra da região era calcário, e o calcário queimado perde grande parte de sua resistência. Se tivessem usado pedras de calcário queimadas, o muro teria ficado mais frágil. No concreto, que é semelhante, a argamassa é mais afetada do que o próprio concreto, mas se o fogo for intenso e duradouro o suficiente, a redução da resistência pode chegar a 50%. No entanto, um pouco de fogo não causa muitos danos. Consulte para obter mais informações sobre o concreto.

P: Em Neemias 4:5 e Neemias 13:29, Neemias demonstrou uma atitude correta ao não querer que os pecados daqueles fossem perdoados?

R: Essa não foi uma atitude semelhante à de Cristo, mas, por outro lado, Cristo ainda não havia vindo para ensinar isso. Devemos perdoar os outros. Neemias estava expressando sua atitude, assim como Davi fez nos Salmos imprecatórios, mas temos um padrão mais elevado desde que Cristo veio.

P: Em Neemias 4:7-8, 11, por que Sambalate e Tobias não atacaram?

R: Uma vez perdido o elemento surpresa e a oportunidade de uma batalha rápida, eles não quiseram lutar. Talvez a questão não fosse tanto o medo de perderem, mas o fato de que uma batalha prolongada levaria o rei persa a enviar tropas contra eles.

A propósito, confrontos entre governadores não eram incomuns no Império Persa. Dario II ordenou que Tissaphernes derrotasse o governador persa rebelde da Lídia e da Jônia e assumisse o governo dessas terras em seu lugar. Mais tarde, houve uma rivalidade entre Tissaphernes e Farnabazo, governador da Frígia. Por fim, ocorreu uma revolta contra Artaxerxes II, e Tissaphernes alertou o rei e reuniu um grande exército para ajudá-lo. Por fim, ele caiu em desgraça e foi assassinado. Veja mais sobre Tissaphernes e Farnabazo na Wikipédia.

P: Em Neemias 4:9, por que eles colocaram uma guarda ali, em vez de pedir proteção aos persas?

R: O rei persa já havia fornecido cavalaria em Neemias 2:9, e Neemias talvez estivesse relutante em solicitá-la novamente. Além disso, Neemias ou outra pessoa teria que deixar Jerusalém e fazer a longa viagem de volta para falar com o rei novamente.

P: Em Neemias 4:12-14, quando e por que, às vezes, é necessário dizer às pessoas para não terem medo?

R: Às vezes, é preciso dizer-lhes para “recuperarem a compostura”, pois não há nada a temer, mas esse não era o caso aqui. Havia um perigo real com os homens de Asdode, vindos do leste, e o governador Sambalate, de Samaria, vindo do norte, e o governador Tobias, o amonita, vindo do leste, e Gesem, o árabe, vindo do sul, estavam dispostos a unir forças militares para derrotar os judeus. Mas a fé deles em Deus, que os guardava, precisava ser maior do que o medo das circunstâncias.

P: Em Neemias 4:13-14, como Neemias teve que se adaptar à ameaça?

R: Neemias sabia que, assim que os inimigos avistassem a obra no muro, seria necessário concluir a tarefa rapidamente. No entanto, Neemias, provavelmente com muita relutância, optou por retardar o andamento da obra no muro, retirando alguns dos trabalhadores de suas funções para que montassem guarda e estivessem prontos para um ataque. As esposas e os filhos estavam com eles, presumivelmente ajudando em parte na construção do muro, de modo que tivessem um motivo para defendê-los e não fugir.

Às vezes, podemos ver uma maneira de realizar o trabalho de forma mais eficaz, mas, com relutância, não podemos seguir esse caminho devido a algum risco.

P: Em Neemias 5:1-5, qual era exatamente o problema aqui?

R: Muitos estavam à beira da fome e, ao dedicarem sacrificialmente seu trabalho à construção do muro, não tinham o suficiente para se sustentar.

Os persas não eram cruéis, desde que se pagassem os impostos. Mas a tributação era pesada. Na Babilônia, as pessoas tinham que hipotecar seus campos e pomares. Algumas tiveram que entregar seus filhos como escravos. No Egito, alguns camponeses fugiram de seus campos para as cidades, mas foram presos e forçados a retornar aos seus campos (sujeitos a tributação). Consulte M. Dandamayev, “Achaemenid Babylonia in Ancient Mesopotamia”, 1969, p. 308, para mais informações sobre o assunto.

Assim, outros judeus reagiram à desgraça alheia tirando proveito dela.

P: Em Neemias 5:1-6, quando se deve simplesmente trabalhar arduamente, sem se preocupar com pagamento e recompensa, e quando se deve levantar um alerta de que está sendo injustiçado?

R: O povo já se havia oferecido voluntariamente; esperava trabalhar arduamente na obra de Deus sem receber nada em troca. Mas o que não esperavam era que outros se aproveitassem deles e cobrassem juros quando não deveriam, especialmente outros judeus. Quando se está nessa situação, manifestar-se não é ser fraco, reclamar ou ser negativo, embora possa ser falsamente acusado de ser assim. Pelo contrário, era correto que eles se manifestassem, tanto por si mesmos quanto pelos outros.

Quando houver necessidade de se manifestar, há pelo menos quatro aspectos a serem considerados.

Como: Entre as muitas maneiras diferentes de tornar as coisas conhecidas, ore e reflita seriamente sobre a melhor forma de agir nessa situação. Você pode considerar: se se manifestar de uma determinada maneira, por um determinado canal, quais são suas chances de sucesso. Quais consequências negativas poderiam ocorrer e qual a probabilidade de elas acontecerem.

Quando: Há urgência em se manifestar imediatamente? Às vezes há, mas, se não houver, qual seria o melhor momento? Às vezes, se for uma situação no trabalho, talvez seja bom preparar seu currículo também.

Com quem: Faz sentido buscar aliados? Se o(a) senhor(a) se manifestar sozinho(a), talvez sua voz não seja ouvida. Mas se quase todos em um grupo se manifestarem, isso poderá ter mais impacto.

Para quem: É possível que a pessoa que está agindo de forma errada nunca dê ouvidos ao que VOCÊ diz. Mas uma coisa que se aprende no trabalho é que todo mundo tem um chefe. Em algum momento, você pode simplesmente contornar essa pessoa e falar diretamente com o chefe dela. É possível que ela dê muito mais ouvidos ao chefe — que pode demiti-la — do que a você.

Essas pessoas agiram corretamente ao se manifestarem diretamente a Neemias, embora talvez não tão cedo quanto deveriam. Embora os credores não se importassem, elas previram que Neemias se importaria com o bem-estar delas e que Neemias faria algo a respeito. E elas não estavam erradas.

P: Em Neemias 5:1-6, quando alguém lhe diz que está sendo tratado injustamente, seja por você ou por outra pessoa, o que você deve fazer?

R: Existem dois princípios fundamentais: o que Cristo gostaria que o senhor fizesse para ser uma boa testemunha Dele, e “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você”. Além disso, há pelo menos cinco casos diferentes.

A questão levantada por eles é válida. Eles não estão sendo tratados de acordo com a lei, ou então lhes foi prometida uma coisa, mas receberam algo inferior em troca. Pode estar envolvido tanto engano quanto fria insensibilidade no cumprimento de acordos. O senhor deve tomar medidas para corrigir a situação, se possível, e/ou encaminhá-los a alguém que possa resolver o problema.

Trata-se de uma questão de equidade, não de justiça. Digamos que uma mulher tenha recebido uma oferta de emprego por X dólares, e que homens antes e depois dela também tenham recebido exatamente o mesmo tipo de trabalho por um salário duas vezes maior. Eles prometeram a ela um determinado valor e estão pagando exatamente o que prometeram. Estão agindo de forma justa ao pagar a ela o que prometeram? Na verdade, sim. No entanto, estão sendo injustos se estiverem pagando menos a ela por ser mulher ou por algum outro motivo que não tenha nada a ver com seu desempenho no trabalho. Pelo menos nos Estados Unidos, é possível processar um empregador por isso.

A alegação deles não tem fundamento. Talvez estejam tentando enganá-lo, abusar do sistema ou simplesmente se sintam com direito a isso. Deve tentar explicar a eles por que as objeções não são válidas, mas também deve ouvi-los, pois é possível que estejam certos e que seja você quem esteja equivocado.

A questão deles é válida apenas aos olhos deles. A percepção deles é de que se enquadram em um dos dois primeiros casos, mas essa percepção está incorreta. Por exemplo, pode ser que ela seja uma mulher recém-formada, enquanto os outros três homens que trabalham lá têm, cada um, dez anos de experiência comprovada na área em que atuam. Deve-se certificar-se cuidadosamente de que se trata de uma questão relacionada ao trabalho, e não apenas de uma desculpa para discriminar ou ser injusto. Se, de fato, estiverem sendo tratados de forma justa e equitativa, tente explicar-lhes a situação, mas certifique-se de documentar os fatos para fundamentar o que está dizendo.

Compromisso não cumprido por outra pessoa: foi-lhes prometido algo por outra pessoa, e o(a) senhor(a) herdou a situação, muitas vezes sem saber do compromisso que a pessoa anterior havia assumido. Por exemplo, dois países podem assinar um tratado e, em seguida, um novo líder assume o poder em um deles e decide, secretamente, não honrar mais o tratado. O mesmo pode ocorrer com empresas, parcerias formais e relações comerciais. Primeiro, certifique-se de que realmente houve um compromisso e de que a pessoa não está tentando enganá-lo ou está genuinamente equivocada. Em seguida, determine se o compromisso ainda deve ser cumprido pela parte anterior, por você ou, caso seja por você, se deve obter o financiamento da parte anterior.

Às vezes, se você estiver plenamente convencido de que a questão se enquadra em uma das três últimas categorias, e a outra parte estiver convencida de que se trata de uma das duas primeiras, precisamos decidir o que fazer. Mesmo estando certos de que estamos certos, pode ser um caso em que devemos “oferecer a outra face” ou ir além do esperado, para o bem da outra parte, mesmo que sintamos que não temos a obrigação de fazê-lo.

P: Em Neemias 5:1-13, como lidar com os problemas que os crentes possam causar?

R: Consulte a discussão sobre Neemias 4 para saber como lidar com a oposição em geral. Às vezes, pode ser fácil — fácil demais — chegar à conclusão precipitada de que as pessoas que estão reclamando são as mesmas que estão causando problemas. No entanto, em Neemias 5, esse não era o caso. Quanto aos problemas com crentes, a Bíblia oferece inúmeros exemplos com os quais podemos aprender.

Pedro se opôs ao aparente crente Simão, o Mago (e não o contrário), em Atos 8:9-24. Simão, aparentemente, parecia ser um crente, pois havia sido batizado e acreditava intelectualmente. Superficialmente, Simão poderia ter parecido simplesmente um crente excessivamente generoso. Pedro sabia a verdade e o repreendeu, oferecendo-lhe esperança de arrependimento. Infelizmente, a história da Igreja nos conta que Simão, o Mago, mais tarde fundou sua própria religião falsa, foi para Roma e mandou fazer uma estátua em sua homenagem.

Os cristãos de língua grega, em Atos 6:1-6, tinham uma reclamação legítima sobre a distribuição de alimentos às suas viúvas. A igreja, naquela época, não estava realmente preparada para lidar com isso. Em vez de ignorar o problema, os apóstolos se reuniram e corrigiram a situação, nomeando diáconos — aparentemente tanto judeus quanto de língua grega — para tratar dessa questão de maneira justa.

Os judeus pobres tinham uma queixa legítima contra seus parentes gananciosos em Neemias 5:1-13. Enquanto o problema da distribuição de alimentos se devia a um descuido, este problema era resultado de ganância intencional. Neemias os repreendeu, em vez de simplesmente corrigi-los.

Infelizmente, discussões sobre o ministério ocorrem até mesmo entre crentes maduros, como Paulo e Barnabé discutindo sobre João Marcos em Atos 15:26-41. Se duas pessoas oram e amam a Deus, por que não conseguem se dar bem? Apesar de sua fraqueza nesse aspecto, Deus usou essa discordância para Sua glória. Enquanto Paulo, Silas e, mais tarde, Timóteo evangelizavam grande parte da Grécia e da Ásia Menor, a história da igreja nos diz que Barnabé e Marcos também não ficaram ociosos, mas evangelizaram grande parte do Egito.

Os judaizantes em Atos 15:1-2 estavam ensinando coisas falsas. Paulo e Barnabé debateram vigorosamente com eles e, então, todos decidiram ir até os apóstolos em Jerusalém para resolver a questão. Após resolverem a questão, os apóstolos enviaram homens a Antioquia para divulgar a decisão. Aparentemente, alguns judaizantes ainda se recusavam a aceitá-la, como mostra Filipenses 3:2. Tito 1:10-11 afirma que eles devem ser silenciados e não se deve permitir que perturbem congregações inteiras.

Paulo se opôs a Pedro e agiu corretamente ao repreendê-lo em Gálatas 2:11-14. Às vezes, quando um “cristão novato” se opõe a você, ele ou ela pode estar certo(a) e você precisa mudar.

Crentes invejosos, em Filipenses 1:15-18, pregavam a Cristo por inveja e rivalidade, a fim de causar problemas a Paulo. Eles ainda pregavam o verdadeiro evangelho; por isso, Paulo simplesmente se alegrou.

Crentes cismáticos formaram facções e discutiam em 1 Coríntios 3:3-11. A repreensão de Paulo a eles é interessante. Ele não abordou os pontos de doutrina ou conduta que eles poderiam ter alegado como motivo de separação, mas concentrou-se exclusivamente em seu espírito divisivo.

Euódia e Síntaxe precisaram que o próprio apóstolo Paulo lhes dissesse para pararem de discutir, em Filipenses 4:1-2. Paulo também pediu a um homem que estava com elas que mediasse e as ajudasse a se darem bem. Às vezes, os crentes que não conseguem chegar a um acordo precisam de outro cristão para mediar, como mostra 1 Coríntios 3:3-6. Tito 3:10-11 diz para advertir uma pessoa que semeia divisão duas vezes e, depois disso, não ter mais nada a ver com ela. (Certifique-se, porém, de que não seja você mesmo quem está semeando divisão.)

As disputas orgulhosas entre os discípulos foram repreendidas por Jesus, que deu o exemplo de ser servo dos outros em Marcos 9:33-37 e Lucas 9:46-48. 3 João 9 repreende Diotrephes, que gostava de se colocar em primeiro lugar.

Atitudes erradas levaram os discípulos a repreender indevidamente outras pessoas que estavam pregando sobre Cristo em Marcos 9:38-41 e Lucas 9:49-50. Em contraste com isso, Jesus disse para orarmos por mais obreiros para a colheita em Lucas 10:2.

Pessoas que falavam em línguas de maneira desordenada estavam perturbando a igreja em 1 Coríntios 14:1-33, 39-40. Paulo não as repreendeu, mas mostrou-lhes o foco correto e as corrigiu gentilmente sobre o que estava errado, sem desanimá-las.

Os “superapóstolos” estavam empenhados em perseguir Paulo e destruir sua credibilidade em 2 Coríntios 10:9-11:15. Paulo escreveu vigorosamente contra eles, lembrando-os de sua autoridade. Falsos profetas tentaram amedrontar Neemias em Neemias 6:10-14 e contradizer a palavra de Deus em Jeremias 28.

Devemos causar problemas aos hereges que estão na igreja, mas negam a fé. João repreendeu diretamente aqueles que defendiam heresias que levam à perdição da alma em 1 João 1:6,10 e 2 João 7-11. Pedro repreendeu os hereges em 2 Pedro 2:1-3, Judas repreendeu os “intrusos” em Judas 4,8, Tiago repreendeu em Tiago 2:1-4, e Paulo repreendeu em Filipenses 3:2 e em outros trechos. De fato, parece que não há muitos escritores do Novo Testamento que não tenham repreendido hereges, se contarmos com Jesus repreendendo os saduceus e fariseus nos evangelhos. Nós também devemos repreender aqueles que persistem no pecado, conforme 1 Coríntios 5:1-5 e 1 Timóteo 5:20.

No entanto, embora 1 Coríntios 15:1-2 mostre que devemos nos concentrar nas coisas primárias — nas quais uma pessoa não é salva se não crer —, Romanos 14 prova claramente que devemos ter uma resposta diferente em relação às coisas secundárias, tais como a alimentação e os dias dedicados ao Senhor. Não devemos permitir que o que consideramos certo seja considerado mau, mas, às vezes, nos abstemos de fazer certas coisas para não causar problemas, a fim de não fazer tropeçar nossos irmãos mais fracos.

Uma guerra terrível foi evitada por pouco em Josué 22:10-34. As nove tribos e meia consideravam-se “certas”, dadas suas suposições a respeito das duas tribos e meia, mas foram rápidas em desconfiar e lentas em se comunicar com as duas tribos e meia. As duas tribos e meia construíram uma grande estrutura, que foi erroneamente interpretada pelos demais como um altar de ídolos, sem que tivessem consultado ou informado os demais israelitas.

Gideão lutou contra as cidades israelitas que se recusaram a ajudar seu exército em Juízes 8:5-17. Embora Gideão tenha errado ao ser tão severo, devemos chamar a atenção da comunidade cristã para as organizações cristãs e as supostas organizações cristãs que se recusam desafiadoramente a apoiar o povo de Deus na realização da vontade de Deus. Por exemplo, quando a Convenção Batista do Sul estava considerando realizar uma reunião em Chicago, muitas igrejas liberais, incluindo várias da Igreja Metodista Unida, pediram publicamente aos batistas do sul que não fossem, caso pretendessem continuar realizando suas campanhas evangelísticas.

Guerras civis ocorreram com Abimeleque em Juízes 9:26-57, com Jefté em Juízes 12:4-6, entre Davi e a casa de Saul em 2 Samuel 3:1 e contra os benjamitas em Juízes 20. Em todos esses casos, exceto no último, a causa foi um líder ímpio no poder. Jeremias 23:1 declara ai dos pastores que destroem e dispersam o rebanho de Deus. 2 Timóteo 3:1-4 diz que não devemos ter nada a ver com aqueles que têm a aparência da piedade, mas negam o seu poder. Presumivelmente, não ter nada a ver com eles inclui frequentar igrejas nas quais eles seriam nossos líderes. 1 Coríntios 5:9-13 diz que não devemos nos associar a uma pessoa impenitente que seja sexualmente imoral, imoral, avarenta, idólatra, injuriosa, bêbada ou ladra, caso ela se intitule crente. No último caso, Juízes 20, as pessoas não agiram assim e se recusaram a assumir a responsabilidade pelo mal cometido por um dos seus.

Os israelitas covardes entregaram Sansão aos filisteus em Juízes 15:11-13. A reação de Sansão é interessante e apropriada neste contexto. Sansão fez com que eles prometessem não lhe causar dano, e então se entregou a eles, na verdade, entregando-se às mãos de Deus. Ele agiu assim em vez de causar dano físico aos covardes de entre seu próprio povo. O medo também impediu muitos discípulos de se associarem a Paulo, a princípio, em Atos 9:26.

Jesus disse que não devemos menosprezar alguém que tenha algo contra nós, mas “deixar nossa oferta sobre o altar” enquanto nos reconciliamos com essa pessoa, em Mateus 5:23-24. Um método geral para lidar com crentes que precisam de repreensão é apresentado em Mateus 18:15-17. Primeiro, procure a pessoa em particular e, em seguida, volte com duas ou três testemunhas, se necessário. Se ela ainda assim não quiser ouvir, então leve o caso perante a igreja. Por fim, se a pessoa ainda assim não se arrepender, trate-a como um cobrador de impostos ou um pecador.

Em resumo, problemas com crentes parecem ter sido bastante comuns nos dias dos apóstolos; portanto, não deve ser surpresa que, às vezes, haja problemas hoje em dia. Na verdade, devemos causar problemas em certas circunstâncias, mas tomemos cuidado para não causar problemas quando não devemos fazê-lo.

P: Em Neemias 5:4, 6, 10, qual era exatamente a taxa de juros e qual era o peso dos impostos?

R: Aqui está um resumo da situação econômica.

Juros: Sob o reinado de Ciro I e Cambises, as taxas de juros sobre empréstimos eram de 20% ao ano. No entanto, por volta de 400 a.C., as taxas de juros variavam de 40% a 50% ao ano. A Casa de Murashu, em Nippur, cobrava taxas de juros de 40% ao ano. Com essas taxas de juros, ninguém gostaria de contrair empréstimos, a menos que estivesse realmente desesperado. Em Neemias 5:11, os judeus aparentemente cobravam uns dos outros 1% ao mês.

Impostos: Os reis persas eram tolerantes em relação à administração local e à religião de seus súditos, mas muito severos no que dizia respeito aos impostos. Os reis persas recebiam 20.000.000 de dáricos (14.560 talentos ou cerca de 450 toneladas) por ano em impostos. Segundo Heródoto, a quinta satrapia, que abrangia a Síria e a Palestina, pagava o valor mais baixo. Eles pagavam apenas 350 talentos por ano. Outras satrapias também tinham de fazer “contribuições em espécie” adicionais, que a quinta satrapia não precisava pagar. Quando Alexandre, o Grande, conquistou Susa, encontrou 9.000 talentos (270 toneladas) de ouro e 40.000 talentos (1.200 toneladas) de prata simplesmente empilhados.

Inflação: Um estudo mostrou que o preço das tâmaras dobrou entre a época de Dario I e Dario II. (Artaxerxes I reinou entre esses dois reis.) O problema dos altos impostos e da inflação não se limitava à Palestina. Na Babilônia, muitas pessoas tiveram que hipotecar seus campos e pomares e se tornaram trabalhadores sem terra.

Terra: Grande parte das terras férteis foi concedida aos persas ou a colonos militares. Assim, o povo dispunha de menos terra para arcar com os pesados impostos, as taxas de juros mais elevadas e os preços mais altos.

P: Em Neemias 5:6, um líder piedoso deveria alguma vez ficar com raiva?

R: Depende. Tiago 1:20 diz que a ira do homem não contribui para a justiça de Deus. Mas podemos compartilhar da ira de Deus e nos irritar com as coisas com as quais Deus se irrita. Jesus ficou irado em Marcos 3:5. Observe que, em Neemias 5:13, Neemias não se limitou a ficar irado; seu primeiro passo foi não fazer nada e refletir sobre o assunto. A palavra hebraica malak pode significar “eu refleti sobre isso”, mas também pode significar “eu controlei meus sentimentos”.

Em seguida, Neemias dirigiu-se aos nobres, apelando tanto para o senso de justiça deles (por mais que isso o tivesse levado longe) quanto para a ameaça de que confiscaria toda a riqueza daqueles que não obedecessem.

Às vezes, a raiva é uma resposta apropriada, mas não foi a única resposta de Neemias. Ele também agiu a respeito.

P: Em Ne 5,7, uma vez que a construção do muro era uma prioridade tão alta, quando seria o melhor momento para “convocar uma reunião”, o que desviaria a atenção do trabalho de construção do muro?

R: Não bastava que Neemias fizesse o que era certo e advertisse os nobres. Todo o povo precisava ver que suas preocupações seriam atendidas e ouvir também a advertência aos nobres.

Havia uma exploração interna que ameaçava minar toda a motivação da força de trabalho. Depois de ter um plano bem elaborado, às vezes é preciso alterá-lo quando surge uma nova ameaça. Convocar a reunião mostrou aos israelitas empobrecidos que algo seria feito; a realização da reunião proporcionou um espaço público onde o consentimento deles seria ouvido e registrado e, por fim, onde as ordens de Neemias seriam ouvidas por todos.

Como líder, há um momento para discutir, negociar e chegar a um acordo, e há também um momento para dizer: “A decisão foi tomada” e vamos seguir em frente com ela.

Neemias teve uma tarefa difícil porque estava disposto a assumir a liderança em tempos difíceis. Mas Neemias era um homem forte e piedoso, e usava sua sabedoria e oração para traçar o melhor caminho.

P: Em Neemias 5:10-11, Neemias estava admitindo que também havia emprestado a juros e que iria parar com isso?

R: Não, essa passagem não diz isso. Certamente ele não faria isso agora, mas isso não significa que Neemias o tenha feito antes. Às vezes, pode ser muito fácil para as pessoas interpretarem em um versículo algo que ele não diz.

P: Em Neemias 5:14-15, quando não se deve se beneficiar de algo a que se tem direito e que é legalmente seu?

R: Como crentes, temos “liberdade em Cristo”, e isso inclui a liberdade da ganância e da sensação de que precisamos tomar tudo o que é nosso. Embora Neemias tenha dado um bom exemplo ao não receber sua parte, essa provavelmente não é a razão principal. Em vez disso, Neemias viu e sentiu as dificuldades dos judeus e não queria ser mais um fardo para eles.

P: Em Neemias 5:14-15, quando é apropriado dizer às pessoas que você fez algo de bom, e quando isso se torna vanglória?

R: Depende do propósito de dizer isso. Era normal, legal e costumeiro que os governadores também cobrassem impostos do povo e recebessem sua parte; portanto, por padrão, seria de se esperar que Neemias fizesse o mesmo; afinal, no Império Persa, ele tinha direito a isso. Mas Neemias, deliberadamente, não recebeu o que lhe era devido. Pouco antes disso, Neemias repreendeu os ricos por emprestarem com juros e confiscarem os campos e os familiares de outras pessoas como servos quando estes não podiam pagar. Depois que Neemias os repreendeu por sua ganância, era importante que as pessoas soubessem que o próprio Neemias não agia de forma gananciosa.

Mas se o seu único propósito é fazer com que você pareça bem aos olhos dos outros, ou então mostrar que é melhor do que outra pessoa, então não espere nenhuma recompensa de Deus. Em Mateus 6:1-4, Jesus falou sobre pessoas religiosas ricas que tocavam uma trombeta antes de praticar uma obra de caridade. Elas não deveriam esperar nenhuma recompensa de Deus; já receberam toda a sua recompensa na terra ao divulgar o que fizeram.

P: Em Neemias 5:14-19, quanto Neemias economizou pessoalmente para o seu próprio futuro?

R: Neemias poderia ter enriquecido ali, mas não fez nenhum esforço para ganhar dinheiro na Judéia.

P: Em Neemias 5:15, quem eram os governadores anteriores a Neemias?

R: Aqui está uma reconstrução feita por Avigad dos governadores de Judá.

538 a.C. Sesbazar (Esdras 1:8;5:14 )

515 a.C. Zorobabel (Ageu 1:1,14)

? Elnatã (bula e selo)

? Jeo-ezer (impressão em jarro)

? Azaí (impressão em jarro)

445-432 a.C. Neemias (Neemias5:14 ;12:26 )

407 a.C. Bahohi (Bagoas) (Papiro de Cowley n.º 30:1)

330 a.C. Jezequias (moedas)

Pode ter havido outros governadores também.

P: Em Ne 5,18, como serviam aves na festa?

R: Seria difícil caçar aves silvestres em quantidade suficiente para alimentar todos em um banquete. Em vez disso, eles criavam galinhas domesticadas. A criação de galinhas teve início na China por volta de 2.000 a.C., e elas foram exportadas para o Egito durante o reinado do faraó Tutmés III, por volta de 1.500 a.C., pouco antes da época de Moisés. Em Israel, por volta de 600 a.C., o selo de Jaazaniah mostra um galo de briga.

P: Em Neemias 5:19; 13:31; 15:14, quando devemos orar para que Deus se lembre de nós?

R: Podemos orar assim quantas vezes quisermos. Aparentemente, isso era algo que pesava no coração de Neemias. Neemias está, essencialmente, dizendo a Deus que espera que Ele esteja satisfeito. Devemos viver nossas vidas de modo a agradar a Deus, e é legítimo pedir a Deus que recompense nosso trabalho, realizado com motivos corretos, para a glória de Deus. Os cristãos costumam orar para que Deus cuide de nós. Davi orou para que Deus o ouvisse em Salmos 5:1-2; 4:6; 13:3.

P: Em Neemias 6:2, Neemias estava certo em pensar que eles iriam prejudicá-lo?

R: Muito provavelmente sim, mas, independentemente disso, Neemias não viu benefício algum em correr qualquer risco. Neemias não via nada que eles pudessem lhe oferecer que ele quisesse aceitar, e certamente não veria qualquer diminuição do risco em sair para encontrá-los. Eles poderiam tê-lo sequestrado, matado e, em seguida, alegado que ladrões devem tê-lo assassinado. Mas, uma vez que Neemias lhes disse que não os encontraria a 25 milhas de distância, na Planície de Ono, eles poderiam ter dito que o encontrariam em Jerusalém, mas isso não serviria ao seu verdadeiro objetivo. Com o muro concluído, parece que os inimigos pararam de tentar atacar os judeus e passaram a se concentrar apenas em Neemias. Os judeus haviam construído o muro, mas ainda precisavam instalar as portas nos portões. Neemias foi inflexível nesse ponto — como deveria ter sido. Às vezes, quando as pessoas dizem que você não é muito flexível, isso pode ser algo ruim ou algo bom, dependendo da situação.

P: Em Neemias 6:2, quando se deve mudar de planos e fazer outra coisa, e quando não se deve?

R: Mesmo que os inimigos de Neemias não lhe causassem dano, no mínimo poderiam distraí-lo. Satanás pode lançar sobre nós uma série de coisas que parecem razoáveis, a fim de nos distrair de nossa tarefa principal, aquela que Deus deseja que realizemos. Se Neemias era um homem de Deus que se recusava a se distrair da obra de Deus, ele era alguém totalmente oposto a Jonas, que praticamente criava suas próprias distrações para não realizar a obra de Deus.

Às vezes, as situações e as pessoas mudam, e precisamos adaptar nossos planos. Mas é preciso se perguntar se isso está afastando você da vontade de Deus e se o motivo pelo qual você está pensando em se desviar para outra coisa é válido ou não.

Ser bom em gestão de projetos não significa apenas descobrir o que você e sua equipe devem estar fazendo. Essa é a parte fácil. A parte mais difícil é perceber todas as outras coisas boas que você poderia estar fazendo, mas que, na verdade, são distrações, e parar de fazê-las para se concentrar na tarefa principal ou no ministério.

Neemias recebeu a orientação de mudar de rumo por motivos que pareciam válidos: segurança, calúnias, proteção pessoal e uma Palavra de Deus. Observe que, em Neemias 6:5-7, Sambalate chegou a fingir ser um aliado prestativo! O senhor deve saber quem são seus amigos e quem não são. Mas Neemias foi sábio o suficiente para reconhecer o que vinha de Deus e o que constituía uma distração de seguir a Deus de todo o coração.

Semaías chegou a alegar que Neemias deveria ir até lá porque tinha uma profecia de Deus. No entanto, quem não fosse sacerdote não deveria entrar no Templo (Números 3:10; 18:7), e Neemias percebeu que Semaías (que havia sido subornado, segundo Neemias 6:12) estava, na verdade, dizendo a Neemias para desobedecer a Deus por medo. Neemias havia dito ao povo para não ter medo em Neemias 4:4; agora era hora de ele próprio colocar em prática o que pregava. A profetisa Noádia e outros falsos profetas também estavam tentando amedrontar Neemias em Neemias 6:14. Infelizmente, algumas pessoas sem escrúpulos usam a religião em benefício próprio.

Se estamos tentando cumprir a vontade de Deus para nossa vida, não devemos nos surpreender quando enfrentamos nossos próprios Sambalates, Geshems, Tobias e Semaías. Precisamos apenas reconhecê-los pelo que são e continuar cumprindo a vontade de Deus, apesar das distrações.

P: Em Neemias 6:6, o adversário de Neemias era chamado de “Gashmu” ou de “Gesem”, conforme Neemias 2:19?

R: Ambos se referem à mesma pessoa. Essa curiosa diferença demonstra a confiabilidade do nome aqui, no livro de Neemias. De acordo com a *Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia*, p. 233, e com *Quando os Críticos Perguntam*, p. 217, a língua árabe possui nomes que terminam em “u” no nominativo, “i” no genitivo e “a” no acusativo. Neemias 6:6 apresenta a pronúncia árabe quando o nome está no caso nominativo. No entanto, os falantes de hebraico e aramaico costumavam omitir todas as terminações de caso com vogais curtas, o que tornaria o nome “Geshem”.

P: Em Ne 6,6 e Ne 2,19, quem era Geshem?

R: Uma inscrição em Dedã, no noroeste da Arábia, menciona Geshem, que administrava uma vasta extensão de terras e estava envolvido no comércio de especiarias. O livro “A Pérsia e a Bíblia”, p. 269, afirma que essa inscrição em árabe lihyanita diz: “Jasm, filho de Sahr e Abd, governador de Dedã”.

Vários vasos de prata encontrados em Tell el-Maskutah, perto de Ismailia, apresentam, em aramaico, as inscrições “Geshem, filho de Shahar” e “Qainu, filho de Geshem”.

Geshem provavelmente suspeitaria do surgimento de um novo poder político, especialmente considerando as famosas atividades comerciais de Salomão nos séculos anteriores.

P: Em Neemias 6:9, como devemos responder a falsas acusações?

R: Não devemos ficar em silêncio, pois muitas pessoas interpretam o silêncio como concordância ou incapacidade de responder. Neemias afirmou que a acusação era falsa, mas não perdeu tempo explicando por que ela estava errada, já que os acusadores não apresentaram nenhum detalhe que justificasse a veracidade da acusação.

Se Neemias tivesse apresentado provas de que a acusação estava errada, eles poderiam debater as evidências de Neemias. No entanto, como eles também não tinham nenhuma prova, não havia nada a ser debatido.

Em resumo, quando as acusações são infundadas e sem qualquer evidência, devemos afirmar que estão erradas, mas não perder muito tempo entrando em detalhes para nos defendermos quando não há motivos apresentados para as acusações.

P: Em Neemias 6:10, por que Semaías tentou amedrontar Neemias?

R: Do ponto de vista humano, Neemias parecia estar em uma situação precária. Se ele se isolasse por medo, todos saberiam disso. Então, o povo também ficaria com medo, ao ver que Neemias estava com medo. Se lhe disserem para fugir como Neemias, talvez você deva meditar no Salmo 11.

Satanás e Sambalate estavam usando Semaías para tentar mexer com a cabeça de Neemias, a fim de tirá-lo do seu ritmo. Quando as pessoas vissem o líder antes ousado e decidido se tornar inseguro e medroso, elas deixariam de segui-lo.

Veja também a discussão sobre Neemias 13:14 para mais informações.

P: Em Neemias 6:13, quando é pecado ter medo e quando não é?

R: Primeiramente, entenda que existem dois tipos de temor.

Temer ao Senhor é algo bom que devemos fazer (Neemias 7:2; Provérbios 1:7; 8:13, etc.). Significa honrar, respeitar e ter reverência por um Deus santo e todo-poderoso.

Outro tipo de temor não é bom, pois o temor do homem pode ser uma armadilha (Provérbios 29:25). O temor é uma escolha, e 2 Timóteo 1:7 diz que Deus não nos deu um espírito de temor. 1 João 4:18 nos diz que o amor perfeito expulsa todo o temor. É pecado temer quando suas emoções se sobrepõem ao seu bom senso e você não está confiando em Deus.

No entanto, ser cauteloso e tomar precauções é aceitável. Jesus disse que devemos ser prudentes como as serpentes e inocentes como as pombas, em Mateus 10:16.

P: Em Neemias 6:19, como devemos lidar com ameaças?

R: Você pode lembrar-se de uma maneira de lidar com ameaças por meio da sigla “PAPER”.

Ore a Deus pedindo sabedoria, proteção e que suas respostas glorifiquem a Deus.

Analise a ameaça. Reúna informações e procure conselheiros sábios para responder às seguintes perguntas. Quão séria é a pessoa que está fazendo a ameaça? Ela apresenta isso como algo sério e, em caso afirmativo, poderia estar blefando? Quais seriam as consequências para ela, caso levasse a ameaça adiante? Se o que foi ameaçado realmente ocorrer, com que gravidade isso o afetará? Você consegue, de fato, ter uma prevenção e/ou resposta adequadas, e quais seriam elas?

Prepare-se para a ameaça de diferentes maneiras. Para a maioria das ameaças, você pode, no mínimo, tomar medidas que não envolvam grande custo e ofereçam algum meio de prevenção ou resposta. Depois, talvez você queira adotar medidas mais onerosas também. Talvez seja necessário mobilizar parte ou a totalidade dos recursos de que dispõe para lidar com a ameaça. Mesmo que não haja uma ameaça imediata, pode “fortificar ainda mais a cidade”, como fez Davi. Quão forte precisa ser a sua defesa? Com que rapidez precisa estar apto a empregar sua defesa?

Recrute subordinados para lidar com a ameaça. Talvez agora seja um bom momento para formar alianças. Davi era hábil até mesmo em recrutar soldados filisteus, que antes eram seus inimigos, para o seu exército. Se o senhor for um rei e um inimigo tiver um exército na sua fronteira, talvez seja uma boa ideia recrutar um inimigo comum como “co-beligerante” e sugerir que agora pode ser um bom momento para que ele invada o território do seu agressor.

Responda à ameaça de forma adequada. As respostas podem variar desde a capitulação, a negociação, a comunicação de que não se deixará intimidar, uma contra-ameaça, a divulgação da ameaça ao mundo, até um ataque preventivo. Se o seu BATNA (Melhor Alternativa a um Acordo Negociado) for a morte certa, talvez seja melhor negociar com um pouco mais de paciência.

P: Em Neemias 7:2, Neemias já havia conseguido que as pessoas seguissem na direção certa e cumprissem sua tarefa. Mas, assim como Neemias, como motivar as pessoas a continuarem na direção certa, após a conclusão bem-sucedida da primeira tarefa?

R: Todos precisavam de um sentimento de identificação com a causa geral, de um senso de urgência e importância contínuas, e de um papel individual que soubessem ser importante desempenhar.

Neemias transformou sua visão na visão deles; em outras palavras, essa é a diferença entre “interesse” e “sentimento de pertencimento”. Eles não trabalharam para reconstruir o muro de Neemias. Em vez disso, reconstruíram o muro de “Deus” e o “seu” muro.

P: Em Neemias 7:4, que problema Neemias identificou e como ele o resolveu?

R: Uma cidade com um bom muro ainda não estava bem defendida se houvesse poucas pessoas para guardá-lo. Neemias precisava que as pessoas se oferecessem voluntariamente para se mudarem para Jerusalém como residentes. Assim, primeiro ele realizou um censo para ter uma ideia de quantos estavam presentes de cada tribo. Em seguida, ele pediria que um certo número de cada tribo fosse morar em Jerusalém.

O historiador grego Tucídides viveu na mesma época que Neemias. Ele escreveu que são as pessoas, e não as muralhas, que fazem uma cidade.

P: Em Neemias 7:3, como a igreja de hoje tem — ou deveria ter — “portários”?

R: Quando uma pessoa comum passa pelo portão, os porteiros passam quase despercebidos. Mas quando alguém que não deveria passar tenta fazê-lo, o porteiro deve impedi-lo ou então pedir ajuda para que outros o impeçam. Quando não for o momento adequado para passar pelo portão, este deve estar fechado.

Em teoria, gostaríamos que a igreja estivesse aberta a todos, tanto crentes quanto incrédulos, pois eles também precisam ouvir o evangelho. Ora, nem os incrédulos nem os crentes serão perfeitos e isentos de pecado. No entanto, as pessoas não devem ser prejudicadas quando vêm à igreja. Aqueles que as prejudicam, as intimidam, semeiam divisão (Tito 3:10), as seduzem sexualmente (Apocalipse 2:20-21), as seduzem com falsas doutrinas ou persistem no pecado (1 Coríntios 5:9-11) devem ser afastados da igreja.

As pessoas devem estar atentas para guardar o rebanho. Mas uma das funções dos anciãos é afastar da igreja aqueles que precisam ser afastados.

P: Em Neemias 7:7, quais são as diferenças em relação a Esdras 2:2?

R: Neemias menciona os nomes Serias, Reelaías e Reum, enquanto Esdras menciona Azarias, Raamias e Neum. Lembre-se de que os judeus falavam hebraico e aramaico, e as diferentes pronúncias podem ser devidas a isso. Neemias também menciona Nahamani, que está ausente em Esdras. Provavelmente, trata-se de um erro de transcrição. Doze homens também simbolizariam as doze tribos.

P: Em Neemias 7:7-72 e Esdras 2:1-70, com que precisão os escribas antigos transmitiam as listas de números?

R: Aqui estão dois exemplos para comparação em documentos antigos.

O exército de Frada: A inscrição persa da Rocha de Behistun afirma que o exército de Frada teve 55.243 mortos e 6.572 prisioneiros na coluna babilônica. Uma tradução aramaica encontrada na Ilha de Elefantina, no Egito, indica que o número de prisioneiros era de 6.972, com uma diferença de um dígito em relação à inscrição da Rocha de Behistun. Em uma cópia duplicada da coluna babilônica encontrada na Babilônia, o número de prisioneiros era de 6.973, com uma diferença de um dígito em relação à tradução aramaica.

O exército rebelde de Frawartish: A rocha de Behistun, na Pérsia, indica que 2.045 foram mortos e 1.558 feitos prisioneiros no exército rebelde de Frawartish. A cópia em aramaico apresenta mais de 1.575 como o número de prisioneiros.

Esses exemplos foram originalmente extraídos de F.W. Konig, *Relief and Inschrift des Konigs Dareios I am Felsen von Bagistan* [Leiden: Brill, 1938], p. 48, 45.

P: Em Neemias 7:7-72, por que os números das pessoas que retornaram diferem dos de Esdras 2:1-70?

R: Provavelmente, isso se deve a uma combinação de vários motivos.

Erros simples de copistas: Nos manuscritos atuais, há alguns erros de copistas. Muitos desses erros consistem em alterar ou omitir um dígito. Comparando o hebraico com a Septuaginta, há duas diferenças em Esdras (ambas de um único dígito) e dez diferenças em Neemias (cinco delas de um único dígito). Assim, seria de se esperar que erros simples de copistas explicassem cerca de2 to 5 , ou possivelmente até 10 das 22 diferenças. Como o número de vezes em que Neemias é maior ocorre em 7 das 12 diferenças de um único dígito, não há uma tendência estatisticamente significativa de que um seja maior.

Mudança na forma como os números eram escritos: A maneira como os hebreus escreviam os números mudou por volta dessa época. Anteriormente, os hebreus usavam as antigas “letras redondas” e passaram a usar letras “quadradas”. Isso causaria mais erros de copista. Os moabitas falavam um dialeto do hebraico e ainda usavam as antigas letras redondas no século IX a.C.. A Enciclopédia Britânica, volume 1 (1956), p. 684, afirma: “os registros mais antigos do aramaico remontam a cerca de 800 a.C.… O alfabeto dessa época difere pouco do da Pedra de Moabe.” Ela menciona que havia duas tendências, que se consolidaram durante o período persa

1) a abertura das extremidades das letras beth, daleth e resh. Os ângulos tornaram-se mais arredondados e surgiram ligaduras. Isso poderia explicar o maior número de erros.

Listas de códigos: As diferenças podem ser devidas ao uso de “listas de códigos”, nas quais um traço vertical representava “1” e um traço horizontal representava “10”, o que levaria a maiores erros de transcrição.

As listas foram elaboradas em momentos diferentes: das 10 diferenças de vários dígitos, o livro de Neemias apresenta valores maiores em 7 delas. Por um lado, as diferenças provavelmente não se devem ao retorno de um número maior de exilados, já que os totais coincidem exatamente. Por outro lado, no que diz respeito aos que retornaram, pode ter havido mais pessoas nos clãs e aldeias listados. Esdras 2:1 afirma que essa lista foi elaborada com aqueles que partiram para a Babilônia, aparentemente antes de chegarem a Jerusalém. Pode ter havido algumas decisões de última hora de se juntar a um clã ou aldeia.

Listas diferentes: Como essas listas surgiram? Não é que Deus tenha ditado esses números a um escriba, mas sim que duas ou mais pessoas fizeram a contagem e elaboraram essas listas. Provavelmente eram listas separadas originalmente porque: Esdras separa os homens de Belém e Netofá, enquanto Neemias os combina. Magbish está ausente na lista de Neemias. Eles trocam a ordem de Lod etc. e Jericó. Neemias divide os números mais detalhadamente do que Esdras.

A lista de Neemias era uma cópia. Observe cuidadosamente que Neemias 7:5 não afirma que esses eram exatamente os números corretos das pessoas que retornaram. Em vez disso, Neemias simplesmente diz que encontrou uma lista, e que era isso que a lista indicava. A lista pode estar incorreta, mas Neemias está relatando corretamente o que a lista dizia. Veja a próxima pergunta para compreender as implicações disso.

P: Em Neemias 7:32, por que Ai estava habitada, uma vez que havia sido totalmente destruída em Josué 8:28?

R: Ela foi totalmente destruída por volta de 1403 a.C. No entanto, nessa época, por volta de 538 a.C., ela havia sido reconstruída, seja no mesmo local ou nas proximidades.

P: Em Neemias 7:64, por que essas pessoas desejavam ser registradas como sacerdotes?

R: Embora não tenhamos certeza, havia uma fome naquela época, e ser sacerdote garantia alimento. Hoje, algumas pessoas desejam tornar-se ministros religiosos por diversas razões.

P: Em Neemias 7:70, Esdras 8:27 e 1 Crônicas 29:7, há alguma evidência extra-bíblica da existência de dracmas nessa época?

R: Sim. Arqueólogos encontraram várias “dracmas” da época persa em Bet-Zur (Khirbet et-Tubeiquah), ao sul de Jerusalém e a 4 milhas e meia (7 km) ao norte de Hebrom.

Essas dracmas não foram cunhadas na Grécia, mas em Judá, no “estilo dracma”. É mencionado um artigo que afirma que os judeus tinham permissão para cunhar suas próprias moedas de prata com o nome da província “Yehud” em escrita hebraica arcaica.

No entanto, uma segunda teoria é que a palavra hebraica aqui, darkemonim, e uma palavra semelhante em Esdras 8:27 e 1 Crônicas 29:7, adarkonim, possam se referir ao daric persa, que era uma moeda de ouro cujo nome derivava da palavra persa para ouro: dari. Um soldado recebia uma dessas moedas por mês como salário.

P: Em Neemias 7:70-73, em que casos devemos informar quanto as pessoas doaram e em que casos não devemos?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1) Jesus nos disse para doarmos em segredo, em Mateus 6:3-4. Portanto, não devemos divulgar aos outros o que nós, ou qualquer outra pessoa individualmente, doamos.

2) Paulo elogiou os filipenses por sua generosa doação em Filipenses 4:15-18. Assim, Paulo destacou coletivamente a generosidade deles, sem mencionar nenhuma doação individual.

3) Neemias menciona as generosas doações feitas pela comunidade em Neemias 7:71-72, sem mencionar nomes individuais.

4) Neemias mencionou o que o “governador” doou (ou seja, ele próprio) em Neemias 7:70, o que vai contra o que Jesus disse, exceto que Neemias disse isso séculos antes de Jesus dar essa ordem.

P: Em Neemias 7:72, o que há de tão precioso nesse dinheiro?

R: Essas ofertas eram “preciosas” de pelo menos duas maneiras. Para alguns, o dinheiro havia sido ganho enquanto estavam estabelecidos e em situação financeira bastante confortável na Babilônia. Mesmo que os tempos estivessem muito difíceis agora, eles estavam oferecendo-o de qualquer maneira. Em segundo lugar, as ofertas eram uma espécie de “primícias”. Alguns ainda não estavam completamente estabelecidos em suas casas e, mesmo assim, doaram para a obra do Senhor antes que suas próprias finanças estivessem estabilizadas.

P: Em Neemias 8, até que ponto o senhor cede o protagonismo a outras pessoas?

R: Neemias cedeu o protagonismo a Esdras, e nós também devemos ser capazes de fazer o mesmo com os outros. Muitos empreendimentos nos negócios e no ministério fracassam assim que o fundador não está mais presente. O senhor deve ceder o protagonismo a outros quando a causa for mais importante do que sua ambição pessoal ou reconhecimento. Ceder o protagonismo envolve três coisas:

Passar o bastão: O novo líder (ou o co-líder já existente, no caso de Esdras) deve se sentir à vontade e ser capaz de desempenhar sua nova função. Certifique-se de que o novo líder compreenda suas novas responsabilidades.

Informar os demais: certifique-se de que não apenas os subordinados e colegas estejam cientes da transição, mas também que a aceitem.

Saia do caminho e deixe que a pessoa que deve liderar faça seu trabalho, já que agora não é mais sua função.

P: Em Neemias 8:1, até que ponto o senhor cede o palco a outras pessoas?

R: Esdras vinha pregando ali há quatorze anos, havia provado seu valor e gozava de confiança. Neemias cedeu o palco a Esdras, e nós também devemos ser capazes de fazer o mesmo com os outros. Muitos empreendimentos nos negócios e no ministério fracassam assim que o fundador não está mais presente. O senhor deve ceder o lugar a outros quando a causa for mais importante do que sua ambição pessoal ou reconhecimento. Ceder o palco envolve três coisas:

Passar o bastão: O novo líder (ou o co-líder já existente, no caso de Esdras) deve se sentir à vontade e ser capaz de desempenhar sua nova função. Certifique-se de que o novo líder compreenda suas novas responsabilidades.

Informar os demais: certifique-se de que não apenas os subordinados e colegas estejam cientes da transição, mas também que a aceitem.

Saia do caminho e deixe que a pessoa que deve liderar faça seu trabalho, já que agora não é mais sua função.

Um bom exemplo de ceder o palco a outros é João Batista, que disse a respeito de Jesus: “É preciso que ele cresça, mas que eu diminua.” João 3:30 (WEB)

P: Em Neemias 8:4, tratava-se mais de um púlpito ou de um estrado?

R: Era uma plataforma, e não um púlpito ou um estrado. A Bíblia NET usa o termo “plataforma”, com uma nota de rodapé indicando que o hebraico era literalmente “torre de madeira”. Uma plataforma seria útil para que o som chegasse mais longe.

P: Em Neemias 8:8, como os levitas esclareceram a lei?

R: Significa que eles explicaram e interpretaram a lei. Não há evidências de que tivessem de “traduzir” a lei, a menos que houvesse alguns exilados que falassem aramaico, mas não fossem tão fluentes em hebraico.

P: Em Neemias 8:9-11, por que o povo chorou?

R: Embora alguns possam ter chorado de alegria, esses versículos indicam que a maior parte do choro se deveu ao fato de ouvirem as palavras da lei e se lembrarem de quanto os israelitas e Jerusalém sofreram por não terem obedecido à lei. Talvez o choro demonstrasse um desejo genuíno de retornar aos caminhos de Deus.

P: Em Neemias 8:10, de que forma Neemias foi um líder eficaz?

R: Neemias trabalhou bem em conjunto com outros líderes, incluindo Esdras. Como líder, ele era hábil na escolha de outros líderes, valorizando a confiabilidade e a reverência. Como bom líder, ele procurava manter o foco no que era essencial. Além disso, eis 21 fatores extraídos da lista de Donald K. Campbell no livro *Nehemiah: Man in Charge*, p. 23.

1. Ele estabeleceu uma meta razoável e alcançável.

2. Ele possuía um senso de missão.

3. Ele estava disposto a se envolver.

4. Ele reorganizou suas prioridades a fim de alcançar sua meta.

5. Ele aguardou pacientemente o tempo de Deus.

6. Ele demonstrou respeito ao seu superior.

7. Ele orou em momentos cruciais.

8. Ele fez seu pedido com tato e gentileza.

9. Ele estava bem preparado e havia refletido sobre suas necessidades com antecedência.

10. Ele seguiu os canais adequados.

11. Ele reservou um tempo (três dias) para descansar, orar e planejar.

12. Ele investigou a situação em primeira mão.

13. Ele só informou os demais depois de conhecer a dimensão do problema.

14. Ele se identificou com o povo.

15. Ele estabeleceu diante deles uma meta razoável e alcançável.

16. Ele assegurou a todos que Deus estava presente no projeto.

17. Ele demonstrou autoconfiança ao enfrentar os obstáculos.

18. Ele demonstrou a confiança que Deus deposita nele ao enfrentar obstáculos.

19. Ele não discutia com os oponentes.

20. Ele não se desanimou diante da oposição.

21. Ele exerceu com coragem a autoridade de seu cargo.

P: Em Neemias 8:10, como podemos aplicar o que foi dito anteriormente para alcançar nossos objetivos hoje?

R: Primeiro, decida se você realmente pretende agir com sabedoria ao buscar atingir o objetivo. Ou se apenas deseja lançar algumas ideias aleatórias e, em seguida, reclamar que as pessoas são tolas por não seguirem algo para o qual você não preparou o terreno adequadamente. Se você leva a sério a questão da sabedoria, pode primeiro “planejar para frente”, identificando o que precisa ser feito. Em seguida, pode “planejar para trás”. Isso envolve partir do pressuposto de que você já alcançou o objetivo e perguntar quais etapas pré-requisitos precisaram ocorrer antes que você pudesse alcançá-lo. Depois, pergunte quais etapas anteriores teriam de ocorrer para que essas etapas fossem alcançadas. Continue retrocedendo até chegar ao início, às coisas que você pode começar agora mesmo.

P: Em Neemias 8:14-17, qual era a vantagem para eles de celebrar a festa das cabanas/tabernáculos?

R: Não havia vantagens financeiras, de saúde ou militares em celebrar a Festa das Cabanas. A única razão pela qual a celebravam era o desejo de obedecer à Lei de Deus, especificamente a Levítico 23:34-43. Mas isso também servia ao propósito de unir o povo em torno de um objetivo comum: servir e honrar o Senhor. Além disso, ajudava o povo a lembrar-se de quem era e do que Deus havia feito. Não precisamos observar os sábados do Antigo Testamento nem outras festas, mas praticamos outras coisas e seguimos outras regras, sem outra razão além de Deus ter nos ordenado que as cumpríssemos, e O honramos quando o fazemos. Alguns exemplos são o batismo nas águas, a Ceia do Senhor e a ordem de que as mulheres não ensinem nem exerçam autoridade sobre os homens. A única razão pela qual fazemos essas coisas é porque Deus nos disse para fazê-las. Além disso, Deus nos ordena que obedeçamos às leis do governo em Romanos 13:1-2. Portanto, quando obedecemos à lei, e não apenas porque vemos um policial passando de carro ou uma câmera de trânsito, estamos, de certa forma, honrando a Deus ao fazê-lo.

P: Em Neemias 8:17, a Festa dos Tabernáculos não era celebrada dessa forma desde os dias de Josué, ou foi celebrada por Zorobabel em Esdras 3:4?

R: Provavelmente foi celebrada muitas vezes desde os dias de Josué, mas não foi celebrada em tão grande escala até essa época, na época de Neemias. Foi celebrada pelo menos uma vez no reinado de Salomão, em 1 Reis 8:2, e uma vez no reinado de Zorobabel I, em Esdras 3:4. Oséias 12:9 menciona que era celebrada em Judá, embora não em Israel.

P: Em Neemias 9:1-3, por que as pessoas hoje em dia, mesmo os cristãos, não têm a mesma capacidade de concentração de antigamente para ler as Escrituras durante um quarto do dia e adorar durante um quarto do dia?

R: Em primeiro lugar, isso não era algo que ocorria regularmente, mas sim um avivamento. Essas pessoas, que no passado não haviam prestado tanta atenção à palavra de Deus, estavam ansiosas para ouvir o que Deus tinha a dizer. Assim que ouviram, quiseram responder com confissão e adoração. Considere o seguinte: o que mais elas tinham para fazer que fosse melhor?

As pessoas hoje estão tão acostumadas a ver belas imagens, vídeos e recursos multimídia aprimorados nas apresentações, que simplesmente ficam entediadas se lhes for apresentado apenas o conteúdo. Até mesmo um professor universitário observou que os alunos de doutorado de hoje não têm a capacidade de concentração dos alunos de doutorado de algumas décadas atrás.

Se o senhor conseguir, de alguma forma, evitar perder a capacidade de se concentrar por um longo período, terá um talento que muitos hoje em dia já perderam.

P: Em Neemias 9:5-36, quais são as 20 coisas listadas que Deus fez por eles?

R: São: criar/fazer (9:5-6), escolher (9:7), encorajar (9:8), ouvir (9:9), libertar (9:10-11), guiar (9:12), reuniões (9:13a), ensinar (9:13b), proteger (9:14), alimentar (9:15), perdoar (9:17), amar (9:17), acompanhar (9:19), vestir (9:21), capacitar (9:22), sustentar (9:21), multiplicar (9:23), fazer prosperar (9:25), corrigir (9:26-27) e resgatar (9:27).

P: Por que Neemias 9:7 diz “Ur dos caldeus”, se Ur era uma cidade suméria na época de Abraão?

R: A cidade de Ur fica no atual Iraque, embora Abraão não tivesse conhecimento nem do Iraque nem dos caldeus. Ur fazia parte do império caldeu/babilônico, mas isso ocorreu 500 anos depois de Abraão. Há duas respostas, e ambas podem ser verdadeiras. Primeiro, como Ur ficava na Babilônia, a terra dos caldeus, os israelitas estavam se referindo à terra que conheciam. Em segundo lugar, o sacerdote que redigiu essa oração talvez não soubesse que Ur fazia parte da Suméria na época de Abraão, e as Escrituras estão apenas registrando com precisão o que ele disse. Por exemplo, quando Satanás mentiu para Eva em Gênesis 3:4 — “Certamente não morrerão” —, as Escrituras relatam com precisão o que Satanás disse, mas é claro que não devemos acreditar na frase proferida por Satanás.

P: Em Neemias 9:16-20, como podemos manter nossa paciência quando as pessoas a quem estamos tentando ensinar e ajudar “endureceram o pescoço” e não estão interessadas em aprender?

R: Isso significa esforçar-se teimosamente para seguir uma direção pecaminosa, apesar das consequências dolorosas. Não se tratava apenas de desobediência, mas de uma desobediência teimosa e desafiadora. Eles agiram assim com Deus, mas Ele foi paciente com a repetida deslealdade dos israelitas ao longo de séculos. Quando a situação se tornou insuportável, Ele os exilou. Mas quando eles retornaram e decidiram que queriam ouvir a Deus, Deus estava lá, esperando pacientemente por eles.

Lembre-se de que, em nossas próprias vidas, pode ter havido momentos em que Deus quis nos ensinar, e nós optamos por não ouvir, mas Deus foi paciente conosco mesmo assim. Se Deus, que é perfeito, pode ser paciente com nossas falhas, podemos perseverar, demonstrar graça e estar presentes para os outros quando eles estiverem prontos.

P: Em Neemias 9:16-35, por que eles são tão detalhistas ao expor seus pecados?

R: Um detalhe interessante é que o nono capítulo de Esdras, Neemias e Daniel trata inteiramente da confissão do pecado nacional.

Trata-se de uma longa lista tanto de seus pecados quanto dos pecados cometidos apesar de tudo o que Deus fez por eles. Para evitar repeti-los, as pessoas, especialmente os mais jovens, precisariam saber quais eram esses pecados. Em segundo lugar, observe que se trata de “seus pecados”. Eles consideravam o que seus antepassados fizeram como pecados coletivos de sua nação.

P: Em Neemias 9:22, como Deus dividiu seu povo nesse contexto?

R: O hebraico poderia significar que cada um tinha seu próprio distrito para onde ir. O hebraico também poderia significar que lhes havia sido designada terra até mesmo nas fronteiras mais remotas. Ou, como o hebraico é abrangente, poderia significar ambas as coisas.

P: Em Neemias 9:27, quando o senhor acha que a melhor coisa que Deus pode fazer por um povo desobediente é entregá-lo nas mãos de seus inimigos?

R: Muita coisa pode ser destruída de forma permanente quando um indivíduo ou um povo é entregue aos seus inimigos. Se eles pudessem se arrepender sem essa medida, seria muito mais fácil, e poderiam usar o que construíram para a glória de Deus. Mas, se não houver nenhuma possibilidade de que se arrependam, talvez não haja outra maneira de levá-los a considerar o arrependimento a não ser entregá-los aos seus inimigos e destruir tudo o que possuem e acumularam.

Como afirma Raymond Brown em *A Mensagem de Neemias*, p. 164: “Há momentos em que, infelizmente, somente a dor pode fazer as pessoas recuperarem o bom senso”. O filho pródigo esqueceu-se de seu pai quando vivia no luxo. Mas quando seu estômago roncou, só então ele se lembrou de seu pai.

P: Em Neemias 9:34, por que eles afirmaram em sua oração que seus reis e pais não cumpriram a lei, uma vez que alguns dos reis e antepassados eram piedosos?

R: Embora uma minoria dos reis fosse piedosa, em geral eles eram ímpios, e o povo seguia os reis.

P: Em Neemias 10:1-27, qual é a mensagem para nós sobre o motivo pelo qual todos esses nomes estão listados na Bíblia?

R: Os 83 nomes são de sacerdotes, levitas e líderes. Dos 21 nomes de sacerdotes, 15 referem-se a famílias, e não apenas a indivíduos, pois alguns deles são de famílias que vieram com Zorobabel. Esdras não é mencionado especificamente, mas pertence à família de Serias. Embora não saibamos mais nada sobre a vida desses indivíduos específicos além de seus nomes, o propósito dessa lista é instrutivo. Esses líderes comprometeram-se publicamente a seguir a Deus sem concessões e, caso começassem a vacilar, seus amigos poderiam fortalecê-los e responsabilizá-los, remetendo-os à lista que haviam assinado. Hoje, alguns cristãos têm parceiros de prestação de contas, com os quais, mais ou menos uma vez por semana, conversam e relatam honestamente uns aos outros como estão se saindo no Senhor.

Não precisamos memorizar seus nomes, mas é bom que deixemos registrado publicamente que seguiremos a Deus de forma cuidadosa e completa.

P: Em Neemias 10, como se constrói um consenso?

R: Existem diferentes níveis de consenso, desde a tolerância até o apoio total, passando pelo envolvimento entusiástico de outras pessoas. Em algumas situações, especialmente no mundo dos negócios, quando não há um padrão pré-estabelecido, o consenso costuma ser mais forte quando todos têm voz ativa no desenvolvimento do conceito ou da estratégia. Construir um consenso geralmente leva mais tempo do que simplesmente adotar uma ditadura, mas pode trazer melhores resultados.

Um consenso nem sempre é bom. Por exemplo, um grupo de pessoas pode estar reunido e alguém pergunta onde todos deveriam ir almoçar. Uma pessoa sugere o nome de um lugar que fica longe e ela própria não está muito entusiasmada com a ideia. Ninguém mais quer realmente ir para lá, mas ninguém quer correr o risco de ferir os sentimentos de alguém; assim, todos ficam em silêncio e acabam indo para onde ninguém realmente quer ir.

Outra armadilha do consenso é distinguir entre revisores e aprovadores. Tanto os revisores quanto os aprovadores fazem seus comentários e dão recomendações, mas apenas os aprovadores tomam a decisão sobre qual caminho seguir. Se todo revisor for um aprovador, todo aprovador tiver poder de veto e houver aprovadores suficientes, nada jamais será aprovado. Para evitar esse impasse, faça com que alguns revisores não sejam aprovadores e permita que apenas alguns (se houver) aprovadores tenham poder de veto.

P: Em Neemias 10:30, a regra de não se casar com pessoas de outras religiões ainda é válida hoje?

R: Sim e não. Todos os crentes são filhos de Deus, e devemos nos casar apenas com outro crente, conforme Deus nos ordena em 2 Coríntios 6:14-18 e 1 Coríntios 7:39. Somos todos um em Cristo Jesus; portanto, um homem cristão poderia se casar com uma mulher cristã de qualquer origem étnica ou raça, e vice-versa, mas eles só devem se casar com alguém que seja crente. Isso é semelhante ao que foi ordenado em Neemias 10:30. Hoje, devemos nos casar apenas com alguém de “nossa tribo”, mas nossa única tribo, por assim dizer, é chamada de “cristã”. Não queremos nos casar com “a filha de um deus estrangeiro” ou com “o filho de um ídolo”. Como mostram Neemias 10:30 e Neemias 13, eles levavam esse mandamento muito a sério.

Mas há também uma grande diferença entre o que os cristãos devem obedecer hoje e o que está em Neemias 10:30. Se um cristão for casado com um não crente, ele não deve tomar a iniciativa do divórcio, conforme ensina 1 Coríntios 7:10-15.

Além disso, precisamos perceber que, assim como há uma enorme diferença entre o cristianismo e a adoração a demônios, há uma enorme diferença entre o cristianismo e outras religiões (com exceção do judaísmo), pois as oferendas feitas a esses deuses são feitas a demônios, conforme mostra 1 Coríntios 10:19-22.

P: Em Neemias 10:32-39, o que observamos a respeito das doações?

R: Era regular, sistemático, abnegado, organizado e do tipo “primícias”. A doação das primícias é o oposto de “atender a todas as suas necessidades e, em seguida, entregar a Deus o que sobrar”. Pelo contrário, reconheça que os ministros e os ministérios têm necessidades tão importantes quanto as suas. Entregue parte da primeira colheita a Deus, antes mesmo de saber com certeza se você receberá o restante da colheita ou não. As ofertas eram regulares. Não haveria surpresas financeiras para os sacerdotes e levitas que dependiam dessas doações para o sustento de suas famílias. Por fim, até mesmo os levitas e os sacerdotes tinham que entregar o dízimo do que recebiam.

P: Em Neemias 10:34, o que é a oferta de lenha?

R: Curiosamente, essa oferta não é especificada em nenhuma outra parte do Antigo Testamento. Levítico 6:12-13 diz que o fogo não deve se apagar, mas não especifica uma oferta de lenha para isso. Aparentemente, era necessária lenha para manter as fogueiras acesas no templo. A lenha era bastante escassa, então talvez fosse preciso viajar um pouco para obtê-la. As pessoas pobres, que muitas vezes não tinham condições de fazer outras ofertas, podiam sair e cortar lenha.

Mas a ideia de uma oferta de lenha perdurou ao longo dos séculos. Logo após a época de Jesus, Josefo menciona “a festa da oferta de lenha”, quando todo o povo recolhia lenha, em *A Guerra dos Judeus*, livro 2, cap. 425 [17:6]. A Mishná (Taanit 4.5) também lista nove ocasiões em que diversas famílias traziam lenha.

P: Em Neemias 11:1; 10:34, o sorteio era um método apropriado?

R: Sim, o sorteio, neste caso, foi adequado; foi equitativo e imparcial. Alguém precisava morar em Jerusalém, e não importava muito quem fosse. Não atribuíram nenhum significado de sorte ao sorteio neste contexto. O sorteio não significa que Deus deseje explicitamente todas as pessoas escolhidas. Portanto, não podemos recorrer ao sorteio para tudo hoje e alegar que temos a garantia de cumprir a vontade de Deus. No entanto, Provérbios16:33 mostra que Deus pode, e de fato o faz ocasionalmente, agir por meio do sorteio.

Os sorteios podiam ser feitos com qualquer coisa, mas geralmente eram realizados com pequenas pedras, pedaços de madeira ou, mais tarde, os árabes usavam hastes de flechas sem as pontas. O sorteio também foi realizado em Levítico 16:8 (entre dois bodes), Josué 18:6-10, 1 Crônicas 24:5,31; 25:8; 26:13; Neemias 10:34; Jonas 1:7; e Atos 1:26.

P: Em Neemias 11:1-2, por que foi necessário encontrar voluntários e lançar sortes para que as pessoas fossem morar em Jerusalém?

R: Os alimentos eram escassos, e muitas pessoas talvez achassem que seria melhor morar no campo, onde poderiam caçar e cultivar. Além disso, uma cidade pouco povoada e que atraía inimigos não pareceria um lugar seguro para se viver. Cerca de 3.044 homens e suas famílias passariam a morar em Jerusalém. Isso representa cerca de um décimo da população total, ou, em certo sentido, um dízimo do povo. Eventualmente, na época de Neemias, a população situava-se entre 4.800 e 8.000 pessoas. Séculos antes, Jerusalém poderia ter tido 50.000 habitantes.

P: Em Neemias 11, como se constrói o trabalho em equipe e a unidade?

R: Uma equipe ou grupo tem o desejo de permanecer unido, seja por causa de um objetivo comum, uma ameaça comum, um benefício comum, uma experiência comum, relacionamentos de afeto ou uma combinação dos itens acima. Geralmente, não é tão difícil encontrar pessoas que dizem querer se juntar a um grupo quanto mantê-las comprometidas com ele.

Algumas perguntas a se fazer sobre cada membro incluem: por que estão aqui, qual é a concepção que têm da identidade do grupo, o que os faz continuar participando e quais fatores poderiam levá-los a se afastar.

Os membros da equipe frequentemente precisam ser lembrados do que os mantém unidos, e os exercícios de integração promovem relacionamentos e facilitam o trabalho em conjunto.

Muitos grupos passam por quatro estágios distintos.

No estágio 1, todos estão entusiasmados com o novo grupo, embora os membros ainda não se conheçam muito bem.

No estágio 2, à medida que os membros percebem as deficiências uns dos outros, alguns grupos se dissolvem devido a conflitos de personalidade.

Na fase 3, os membros se conhecem e se importam muito uns com os outros, com todas as suas falhas.

Na fase 4, o grupo era gratificante, mas é hora de encerrá-lo e seguir em frente.

P: Em Neemias 11-12, por que registraram os nomes das pessoas que viviam em Jerusalém?

R: Talvez fosse necessário fazer sacrifícios para morar em Jerusalém. É correto honrar as pessoas que fazem sacrifícios. Paulo disse para honrar aqueles que trabalham arduamente e ensinam em Filipenses2:29 e 1 Timóteo 5:17.

P: Em Neemias 12:22, trata-se do mesmo Jadua mencionado por Josefo?

R: Não, Josefo escreveu sobre uma época posterior. Esse Jaddua era o avô do Jaddua mencionado no livro 11, capítulo 302 (7.2), de “Antiguidades dos Judeus”, de Josefo.

P: Em Neemias 12:27-32, o que observamos sobre esse culto?

R: Em primeiro lugar, o culto era uma prioridade para eles. Embora a ideia fosse espontânea, sua execução envolveu um planejamento cuidadoso. À frente de uma das procissões estava o sacerdote Esdras. À frente da outra estava o líder civil, Neemias.

P: Em Neemias 12:30, como os sacerdotes puderam purificar a si mesmos, o povo, os portões e os muros?

R: Essa expressão significa que eles consagraram e dedicaram ao Senhor a si mesmos, o povo, os portões e os muros.

Não é possível interpretar esses versículos no sentido de que os sacerdotes pudessem remover as impurezas e os pecados do povo, a menos que se acredite que os sacerdotes também pudessem remover as impurezas e os pecados dos portões e das muralhas.

P: Em Neemias 13:1-31, quanto tempo se passou antes que isso ocorresse?

R: Neemias foi governador por cerca de 12 anos, de acordo com Neemias 13:6. Em seguida, ele retornou a Susã, capital do Império Persa. Ele permaneceu lá por algum tempo, talvez cerca de dois anos, quando soube que a situação na Judéia havia se deteriorado e, então, voltou. Os Papiros de Elefantina indicam que Bagohi (Bigvai) era governador de Judá em 407 a.C. Neemias nunca abandonou seu cargo de copeiro (chefe de segurança) do rei. Provavelmente, também era vantajoso para os judeus que ele continuasse como chefe de segurança. Mais importante ainda, Neemias havia prometido retornar em um prazo definido, conforme Neemias 2:6. Nós também devemos cumprir nossos compromissos.

Coincidentemente, o sátrapa do Egito, chamado Arsames, foi chamado de volta à Pérsia em 414/413 a.C., quando houve agitação no Egito; Arsames foi enviado de volta para lá em 407/406 a.C., de acordo com os Papiros de Elefantina.

P: Em Neemias 13:1, será que eles acabaram de descobrir que não podiam se casar com amonitas ou moabitas?

R: Não. Esdras, o escriba, chegou antes de Neemias e costumava ler a Lei para eles. Os amonitas, moabitas e seus descendentes não tinham permissão para entrar no templo, conforme Deuteronômio 23:3-6, com base no que fizeram em Números 22-24. Além disso, 30 anos antes disso, Esdras já lhes havia ordenado que se divorciassem de suas esposas pagãs.

Alguns podiam (e de fato o fizeram) unir-se ao povo de Israel, conforme Êxodo 15:48 e Números 15:14-16. Em essência, eles podiam fazer com que “o seu povo fosse o meu povo e o seu Deus fosse o meu Deus”, conforme Rute 1:16; 2:12.

P: Em Neemias 13, qual é o ponto principal deste capítulo?

R: Este capítulo é composto por sete partes: excluir os estrangeiros do Templo, retirar os pertences de Tobias, pagar aos levitas, nomear tesoureiros, honrar o sábado, fechar os portões e divorciar-se das esposas estrangeiras. Essas partes são unificadas por um único tema: manter a condição espiritual por meio da purificação das coisas estrangeiras.

Eis o que podemos aplicar a partir deste capítulo:

Neemias 13:1-3 Exclua de sua adoração as coisas idólatras e aquilo que diminui sua devoção a Cristo (2 Coríntios 11:3). Não finja ter a mesma fé ou comunhão que os incrédulos (2 Coríntios6:14 -17) e aqueles excluídos da igreja (1 Coríntios 5:5,9-11; 2 Tessalonicenses3:14 ).

Neemias 13:4-9 Expulsem de sua adoração aquilo que não pertence a ela. Assim como Jesus expulsou os cambistas e Pedro expulsou Simão, o Feiticeiro, expulsem para a rua aquilo que, em sua igreja, não é de Cristo.

Neemias 13:10-14 Cumpram suas obrigações financeiras para com os ministros de Deus. Tragam-nos de volta, caso tenham se afastado por causa de sua desobediência em questões financeiras.

Neemias 13:15-18 Dedique tempo a Deus e compreenda que, assim como a doação financeira não é opcional, tampouco o é a doação de tempo a Deus. O que o senhor tem para fazer que seja mais importante do que servir a Deus?

Neemias 13:15-22 Feche as portas de sua igreja e de sua vida a complicações financeiras e de outra natureza que não sejam da vontade de Deus. Se tiver dificuldade em abrir mão disso, talvez seja bom pedir a outro cristão que ore para que Deus tire isso de você.

Neemias 13:23-29 Afaste-se de relacionamentos que o afastam de Deus. (No entanto, nos tempos do Novo Testamento, você não deve se divorciar de seu cônjuge.)

Neemias 13:30-31 Ao fazer o que foi mencionado acima, o(a) senhor(a) purificará a si mesmo(a) e aos outros, manterá o avivamento e será lembrado(a) com favor por Deus.

P: Em Neemias 13:4-5, quem era o sacerdote Eliasibe?

R: Eliásib e os sacerdotes trabalharam para ajudar a construir o muro, conforme Neemias 3:1. Ora, Eliásib estava ajudando alguém que se opunha ao muro a morar no próprio templo! Eliásib era uma pessoa religiosa que tinha pouco respeito pela santidade de Deus, pois providenciou um aposento para Tobias, o amonita, no próprio templo. Apenas judeus deveriam estar no Templo. Tobias, que se opunha à reconstrução dos muros do lado de fora, estava agora livre para se opor ao povo de Deus por dentro, enquanto aparentava pertencer àquele lugar. Além disso, o neto de Eliasibe era genro de Sambalate, conforme Neemias 13:28. Sambalate era governador de Samaria e adversário do povo de Deus. Como está escrito “Eliasibe, o sacerdote”, havia apenas um sacerdote com esse nome. Trata-se provavelmente do mesmo Eliasibe, o sumo sacerdote, que trabalhou arduamente para construir a porta das ovelhas, conforme Neemias 3:1.

De acordo com Josefo, em “Antiguidades dos Judeus”, livro 11, capítulos 302-311 [7.2-8.2], o sumo sacerdote Joannes foi sucedido por seu filho Jaddua. Manassés era o irmão que se casou com Nikaso, filha de Sanbalet, sátrapa de Samaria. Josefo também afirma que Sanbalet construiu o templo samaritano no Monte Gerizim para Manassés, por volta de 330 a.C.

Talvez Tobias esperasse que, por ser governador de Amom e morar nas proximidades de Jerusalém, com o tempo os persas pudessem nomeá-lo governador da Judéia também.

Há pelo menos quatro lições que podemos aprender com Eliásib.

Alguns crentes apostatam: mesmo pessoas em altos cargos religiosos, que no passado se empenharam muito na obra do Senhor, podem perder o senso de reverência pela santidade de Deus.

Excluam os apóstatas: Eles devem ser excluídos da igreja, tanto para o bem da igreja quanto para o próprio bem deles. Às vezes, quando as pessoas são excomungadas, elas se arrependem e, então, podem retornar, como mostram 1 Coríntios 5:1-5 e 2 Coríntios 2:5-11.

Mantenham o trabalho deles: Quando Eliashib fez essas coisas, não derrubaram o portão das ovelhas que Eliashib havia construído. Paulo disse em Filipenses 1:15-18 que, embora alguns pregassem a Cristo por inveja e rivalidade (o que era mal), ele ainda assim se alegrava pelo fato de o evangelho ser pregado.

Não deixe espaço para o mal: Tobias morava em um depósito vazio, porque o povo não vinha entregando o dízimo aos sacerdotes e levitas, conforme Neemias 13:10-12 e também Malaquias 3:8-10.

Algumas pessoas más podem conhecer os caminhos de Deus: assim como muitos hoje, Eliásib provavelmente sabia o que dizer e fazer para cumprir seu papel. Mas isso não significa que ele amasse a Deus ou quisesse segui-Lo. Para um segundo exemplo disso, veja Balaão em Neemias 13:2; Números 31:8,16; 2 Pedro 2:15, Judas 11 e Apocalipse 2:14.

P: De que forma Neemias 13:4-5 se assemelha à vida do crente hoje?

R: Somos um templo de Deus, de acordo com 1 Coríntios 6:19. Mas precisamos ter cuidado para não agirmos como Eliásib. Não devemos permitir que coisas que não pertencem ao nosso templo — especialmente em nossa mente e em nosso coração — entrem nele. Devemos manter acesa a chama do sacrifício. Mas isso requer preparação constante. Em outras palavras, não se esqueçam da oferta de lenha!

P: Em Neemias 13:6-7, como é que as pessoas podem trabalhar tão arduamente para Deus e, em seguida, dar uma guinada e se tornarem complacentes?

R: Podem haver vários fatores em jogo. O perigo parecia ter passado; nem Tobias nem Sambalate pareciam dispostos a atacar Jerusalém, já que ambos eram aliados da família do sumo sacerdote por casamento e Tobias morava ali. Além disso, o próprio Tobias estava no meio deles, exercendo uma influência que os afastava de seguir a Deus. Por fim, nesses tempos de dificuldades econômicas, com impostos pesados, pareceria fazer sentido, do ponto de vista econômico, deixar de pagar o dízimo ou economizar nele, e trabalhar no sábado.

O senhor é mais um construtor ou um protetor? Até então, Neemias era tanto um construtor quanto um protetor contra ameaças externas. Mas agora Neemias mostra-se também um protetor contra a complacência e a decadência internas. Toda a sua obra anterior de construção e proteção seria em vão se ele não protegesse o povo do sincretismo neste momento. Neemias enfrentava tipos muito diferentes de oponentes e precisava ser capaz de lidar com todos eles da maneira adequada.

P: Em Neemias 13:6, Neemias foi negligente ao não nomear um sucessor quando partiu de Jerusalém?

R: Não, porque em Neemias 7:2 ele havia nomeado seu irmão Hanani e Hananiah para cuidar de Jerusalém. Hanani era um homem fiel que temia a Deus mais do que a maioria. Além disso, Neemias os nomeou logo após a conclusão da construção do muro, de modo que houve algum tempo em que ele pôde estar com eles, treiná-los e fazer um bom trabalho ao “passar o bastão”.

No entanto, as coisas ainda assim não deram certo. Embora Hanani fosse um homem bom, ele não conseguiu impedir que os outros judeus desrespeitassem Neemias — e desrespeitassem a Deus — assim que Neemias partiu.

Hoje, há alguns que são cristãos muito bons, mas não necessariamente adequados para a liderança da igreja. Certamente, ser fiel e temer a Deus são pré-requisitos para todos os bons líderes da igreja. No entanto, é possível possuir essas qualidades e, ainda assim, não ter as habilidades ou os dons necessários para proteger os outros e ajudá-los a não desconsiderar a Deus.

P: Em Neemias 13:16, quem eram os homens de Tiro?

R: Tiro era uma poderosa cidade fenícia que mantinha uma longa amizade com os israelitas, mesmo antes da época de Davi e Salomão. Eram incrédulos dispostos a negociar com os israelitas a qualquer momento e em qualquer lugar.

Hoje existem pessoas como os homens de Tiro. São incrédulos que nutrem afeto pelos cristãos e, como amigos, os ajudam e até mesmo os incentivam a pecar tanto quanto quiserem. Nesse sentido, os cristãos não devem ser amigos do mundo, como diz 1 João2:15 .

P: Em Neemias 13:17, que responsabilidade adicional os nobres tinham, além do povo comum, ao pecarem no sábado?

R: Tanto os nobres quanto o povo comum pecaram individualmente. No entanto, os nobres não apenas deram um mau exemplo, mas também pecaram ao organizar as áreas sob seu controle de forma a facilitar a prática do pecado, violando o sábado.

Os israelitas que tinham esposas estrangeiras poderiam ter dado como desculpa: “Bem, Salomão acreditava em Deus e podia fazer isso”. Mas tanto Salomão quanto esses homens não se deram ao trabalho de considerar os efeitos a longo prazo de sua desobediência. Normalmente, as pessoas envolvidas no pecado deixam de considerar os efeitos a longo prazo. Ao demonstrarem indiferença em relação ao que Deus lhes pediu que fizessem, elas ensinariam seus filhos e todos aqueles que as admiravam a fazer o mesmo.

Neemias, com sua autoridade como governador, criou um ambiente mais propício à retidão ao fechar os portões no sábado.

P: Em Ne 13,25, Neemias agiu corretamente ao amaldiçoá-los, depois agredi-los e arrancar-lhes os cabelos?

R: Neemias tinha zelo pelo Senhor e fez o que julgou ser certo em sua função de governador, dentro da cultura de sua época. A Bíblia não indica se seus métodos eram os melhores para a cultura daquela época ou para a nossa; ela apenas registra os fatos do que ele fez. Desde os tempos do Novo Testamento, hoje, como cidadãos comuns, não devemos bater nos outros.

P: Em Neemias 13:25, Neemias 13:8 e Neemias 13:15, em que situações os cristãos de hoje devem usar repreensão severa e tomar medidas enérgicas?

R: Em 2 Timóteo 4:2, Paulo disse a Timóteo para estar sempre preparado para repreender, corrigir e encorajar. Há espaço para encorajar aqueles que precisam de ousadia para fazer o que já sabem ser certo. Há espaço para uma correção gentil para aqueles que não sabem o que é certo. Há espaço para a repreensão àqueles, especialmente aos crentes, que sabem o que é certo e, mesmo assim, agem de forma errada. Muitos cristãos são bons em uma dessas três áreas, mas devemos estar disponíveis para que Deus nos utilize em todas elas.

Neemias repreendeu com palavras fortes aqueles que ele sabia que já sabiam o que era certo. Não havia necessidade de correção nesse caso; o que era necessário era uma repreensão. Neemias jogou os bens de Tobias na rua porque eles não tinham lugar no Santo Templo de Deus.

P: Em Neemias 13:29, devemos alguma vez orar a Deus para que se lembre das pessoas pelo mal?

R: Davi também orou coisas semelhantes nos Salmos imprecatórios. A Bíblia registra o que Neemias orou e sua devoção ao fazê-lo. Ela não diz que essa era a melhor coisa a se orar, nem naquela época nem hoje. Temos um padrão moral diferente e mais elevado nos tempos do Novo Testamento. Consulte também a discussão sobre Neemias 4:5 para obter mais informações.

P: Em Neemias 13:14, 22, 29 e 31, o que podemos aprender com as quatro orações que contêm o pedido “lembre-se”?

R: As orações de Neemias demonstram sua motivação para trabalhar tão arduamente por Deus e pelo povo de Deus. Neemias não busca prazer, ganho nem fama aos olhos dos outros. A motivação de Neemias ao fazer todas essas coisas é que Deus se agrade ao lembrar-se da obra de Neemias na terra.

P: No livro de Neemias, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?

R: Aqui estão os mais antigos.

Os pergaminhos de Ketef Hinnom datam de 650 a 587 a.C., estão escritos em prata (por isso sobreviveram) e contêm fragmentos de Êxodo 20:6; Números 6:24-26; Deuteronômio 5:10; 7:9; Neemias 1:5; e Daniel 9:4.

Entre os Manuscritos do Mar Morto, há uma cópia de Esdras-Neemias. Ela data de 100 a.C. a 100 d.C. e contém Neemias 3:14-15. O pesquisador dos Manuscritos do Mar Morto, Nathan Jastrum, afirma que o fragmento de Esdras-Neemias era pequeno. (Programa de rádio “Issues etc.”4/17/99 .) A caligrafia é muito semelhante à do manuscrito 4Q117, mas não provém do mesmo pergaminho.

No total, 3 versículos de um total de 370 versículos de Neemias (0,8%).

O Vaticanus (325-350 d.C.) preservou todo o livro de Neemias.

O Sinaítico (340-350 d.C.) preservou todo o livro de Neemias.

O Alexandrinus (c. 450 d.C.) preservou todo o livro de Neemias.

Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo o livro de Neemias.

Na tradução gótica da Bíblia, dispomos de manuscritos datados de 493 a 555 d.C. que incluem partes do livro de Neemias do Antigo Testamento, bem como grande parte do Novo Testamento.

P: Quais escritores antigos se referiram a Neemias?

R: Os escritores pré-nicenos que fizeram referência ou alusão a versículos de Neemias são:

X* Melito/Meleto de Sardes (170-177/180 d.C.) não incluiu Lamentações, Neemias ou Ester em seu cânone. No entanto, alguns consideravam Lamentações como parte de Jeremias e Neemias como parte de Esdras. Fragmento 4 do Livro de Extratos, p. 759.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) cita Neemias9:26 , exceto que ele afirma erroneamente: “Também em Esdras”. Os Tratados de Cipriano, Tratado 12, Primeiro livro, cap. 2, p. 308. No entanto, Neemias era por vezes chamado de segundo livro de Esdras, de acordo com os Padres Ante-Nicenos, vol. 7, p. 109, nota de rodapé 8.

Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) cita Neemias9:26 , referindo-se também a “o profeta Esdras”. *Instituições Divinas*, livro 4, cap. 11, p. 109.

Após Nicéia

Eusébio de Cesareia (318-339/340)

Atanásio de Alexandria (367 d.C.)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386)

Gregório de Nazianzo (330-391 d.C.) enumerou todos os livros das Escrituras em um poema, afirmando que quaisquer livros além desses não são Escrituras genuínas. Sua lista era a mesma que os protestantes utilizam hoje, exceto pelo fato de ele não ter incluído Neemias, Ester nem o Apocalipse. Ele não mencionou as Lamentações, mas talvez tenha considerado que elas estavam incluídas em Jeremias. Ele não mencionou as cartas de Paulo nem a Epístola aos Hebreus pelo nome, mas afirmou que Paulo escreveu quatorze cartas. O poema de Gregório encontra-se (em grego) no volume 37 da Patrologia Graeca de Migne, colunas 471-474 (Carmina Dogmatica, livro 1, seção 1, Carmen XII). Consulte http://www.bible-researcher.com/gregory.html para obter mais informações.

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) (implícito)

Rufino (374-406 d.C.)

João Crisóstomo (-407 d.C.) cita Neemias

Concílio de Cartago (218 bispos) (393-419 d.C.)

Sulpício Severo (363-420 d.C.)

Jerônimo (373-420 d.C.) discute os livros do Antigo Testamento. Ele discute especificamente Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, o Pentateuco, Jó, Jesus, filho de Nave [Josué], Juízes, Rute, Samuel e Reis (2 livros), os doze profetas, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ester, Esdras, Neemias, Carta 53, cap. 7-8, p. 99-101.

P: Em Neemias, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?

R: Esdras e Neemias estão combinados como um único livro no Vaticanus, no Sinaiticus e no Alexandrinus (The Expositor’s Bible Commentary, vol. 4). É claro que muitos nomes são diferentes entre o hebraico e o grego, mas aqui estão algumas das outras diferenças extraídas de Neemias 7.

Ne1:11 : “copero” versus “eunuco” no Vaticano e no Sinaítico

Ne 3:14-15: “Malquias, filho de Recabe, chefe de metade do distrito de Bet-Haquerem, reparou a Porta do Estrume.] E (ele contou com a ajuda de) seus filhos; e instalou suas portas, [seus] ferrolhos e suas travas. E a Porta da Fonte] foi reparada por Salum, filho de Col-hoze, chefe de metade do distrito de Mizpá. Ele a reconstruiu e a cobriu, e instalou] suas portas, seus ferrolhos, [e suas travas, bem como o muro da Piscina de Shelah para o Jardim do Rei, até] os degraus [que descem da Cidade de Davi.”]” Manuscrito do Mar Morto de Neemias, da caverna 4. (Ver acessado em 18/01/2013)

Ne 7:2 “Hanani” e “Hananiah” versus “Ananias” e “Ananias”

Ne 7:3 “O sol está quente” versus “nascer do sol”

Ne 7:3 “eles estão de pé” vs. “eles ainda estão observando”

Ne 7:4 “a cidade [era] ampla em ambos os lados” vs. “a cidade [era] ampla”

Ne 7:7 “Mispereth” versus “Maspharath, Esdra”

Ne 7:7 “Baaná; o número dos homens do povo de Israel era:” vs. “Baana, Pasfar, homens do povo de Israel.”

Ne7:11 : “2.818” vs. “2.618”

Ne 7:26-27 “Os homens de Belém e Netofá [eram] 188.” vs. “Os filhos de Belém, 123; os filhos de Atofa, 56.” (A Septuaginta de Neemias concorda com o hebraico e com a Septuaginta de Esdras neste ponto)

Ne3:16 : “túmulos” vs. “túmulo” (Septuaginta, algumas versões da Vulgata, siríaco)

Ne7:33 “outros Nebo [eram] 52” versus “Nabia, 152”

Ne7:34 : “outros de Elam [eram] 1.254” vs. “Elamaar, 1.252”

Ne 7:68-69 “Seus cavalos eram 736. Suas mulas [eram] 245; camelos, 435; jumentos, 6.720.” vs. “2.700 jumentos.” (Septuaginta) vs. “jumentos, 6.720” (alguns manuscritos hebraicos)

Ne 7:70 “530 vestimentas sacerdotais.” vs. “30 [vestimentas] sacerdotais.”

Ne 7:71 “2.200” vs. “2.300”

Ne 7:72 “2.000” vs. “2.200”

Ne 8:3 “leram-no na praça que ficava diante da Porta da Água” vs. “leram-no”

Bibliografia para esta questão: a tradução do hebraico é da obra Literal Translation, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada The Septuagint: Greek and English. Também foram utilizados o Expositor’s Bible Commentary e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.