P: Em Provérbios 1-31, qual é o valor deste livro?
R: Muitos cristãos podem dar muitas respostas boas, mas eis as palavras de um comentário muito antigo de Hipólito (225-235/6 d.C.): “Os Provérbios, portanto, são palavras de exortação úteis para todo o caminho da vida; pois, para aqueles que buscam o caminho para Deus, servem como guias e sinais para revigorá-los quando se cansam com a extensão da jornada.”
Hipólito (170-235/6 d.C.) foi discípulo de Irineu de Lyon (escreveu entre 182 e 188 d.C., viveu entre 120 e 202 d.C.), que era discípulo de Policarpo (escreveu entre 100 e 155 d.C.), que era discípulo do apóstolo João, falecido por volta de 90-110 d.C.
P: Em Provérbios, o que é “literatura sapiencial”?
R: Hoje em dia, existem certos tipos, ou gêneros, de literatura, tais como romance, conto, crônicas históricas, hinos, poesia amorosa, apocalíptica, biografia, etc. Alguns gêneros modernos não eram conhecidos na Antiguidade, e alguns gêneros literários antigos não são mais escritos atualmente. Um gênero antigo comum era a “literatura de sabedoria”. Existem pelo menos quatro tipos de literatura de sabedoria, tanto dentro quanto fora da Bíblia:
Provérbios e ditados (Instrução de Onkhsheshonqy (400-300 a.C.)11:10 diz: “aquele que lança saliva para o céu, ela cai sobre seu rosto”
Conselhos dos pais
Por que o sofrimento? (O Diálogo Babilônico sobre a Miséria Humana responde a isso afirmando que os deuses tornaram os homens maus)
Pessimismo em relação à vida (Eclesiastes faz parte desse subgênero, exceto que Eclesiastes também transcende isso ao apontar para Deus.
A Bíblia afirma que outras culturas também possuíam sábios. Por exemplo, o Egito (1 Reis 4:30; Isaías 19:11-12), Edom (Jeremias 49:7; Obadias 8), a Babilônia (Isaías 47:1,10; Jeremias 50:35; 51:57; Daniel 1:4,20; 2:13-14; 5:8). Aqui estão alguns outros exemplos de literatura sapiencial em outras culturas:
TEMPOS MODERNOS
Provérbios de Benjamin Franklin
O Livro Vermelho do Presidente Mao
EGITO
Papiro de Insinger (c. 400-100 a.C.)
Onkhsheshonqy (mencionado anteriormente)
A Canção do Harpista (c. 1160 a.C.) é composta por oito estrofes que foram encontradas em muitos túmulos. Aqui está a quinta estrofe: “Portanto, aproveite o dia! Celebre! Seja incansável, incessante, cheio de vida, você e seu verdadeiro amor; não deixe que seu coração se perturbe durante sua passagem pela Terra, mas aproveite o dia enquanto ele passa!”
Os escritos do príncipe Hardjedef
Instrução do vizir Phahhotep (Ptah-Hotep) (cerca de 2450 a.C.)
A “Instrução de Kagemni” (data desconhecida, mas anterior a 1895 a.C.) possui quatro estrofes. Aqui está a primeira metade da terceira estrofe: “Quando se sentar com um glutão, coma quando a ganância dele tiver passado; quando beber com um bêbado, beba quando o coração dele estiver satisfeito. Não se lance sobre a carne ao lado de um glutão; aceite quando ele lhe oferecer, não recuse”,
Merikare (2160-2040 a.C.)
Amenemhet (Amen-em-Hget) (cerca de 2000 a.C.) (de pai para filho)
A Instrução de Ani (c. 1100 a.C.)
A Instrução de Amenemope (=Amen-em-Opet, =Amen-em-Ope) (1300-900 a.C.)
Existem semelhanças entre Provérbios 22:17 e seguintes - 24:22 e os ensinamentos de Amenemope
Admoestações de Ipu-Wer (ANET p. 441-444). Um protesto contra as mudanças na sociedade egípcia, o declínio da moralidade e a influência desestabilizadora sobre a ordem social.
Protestos do Camponês Eloquente (ANET, p. 407-410) (século XXI a.C.) — nove discursos de protesto de um camponês contra o Faraó em busca de justiça.
SUMÉRIO E ACADIANO
Instruções de Suruppak (Shuruppak) (aprox. 1500-1000 a.C. ou 2000 a.C.) apresentam orientações sobre a etiqueta da corte
Conselhos de Sabedoria (aprox. 1500-1000 a.C.)
Provérbios acádicos (aprox. 1800-1600 a.C.)
Sumério: O Homem e Seu Deus (por que o sofrimento) (século XVIII a.C.). Uma fotografia de uma tabela com esse texto consta na *The International Standard Bible Encyclopedia*, vol. 6, p. 123. Nessa obra, um homem inocente passa por infortúnios, reza pedindo ajuda, é finalmente salvo e, então, louva seu deus.
Acádio: “Louvarei o Senhor da Sabedoria” (às vezes chamado de “Jó babilônico”)
Acádio: Diálogo do Pessimismo (século XII a.C., ensinamento por contradição) (ANET, p. 437 e seguintes) — um servo concorda com o que seu senhor diz. Quando o senhor diz o contrário, o servo também concorda.
Babilônico: O Diálogo sobre a Miséria Humana (= A Teodiceia Babilônica) — 27 discursos entre Shagil-kinam-ubbib e um grupo de amigos sobre a justiça divina e a miséria humana.
Hittita: Conto de Appu. Appu sofre por não ter filhos e é criticado por sua esposa.
As Palavras de Ahiqar da Assíria (700-670/400 a.C., aramaico e, possivelmente, acádio)
Grego:
pseudo-Focílides (200 a.C. - 200 d.C.)
SÍRIO
As sentenças do Menandro siríaco (século III d.C.)
JUDEU
A Sabedoria de Salomão nos Apócrifos
Eclesiástico (=Sirach, =A Sabedoria de Ben Sira) nos Apócrifos
3 Macabeus (século I a.C.)
4 Macabeus (século I d.C.)
(3 e 4 Macabeus são classificados como Literatura de Sabedoria, de acordo com *The Old Testament Pseudepigrapha*, volume 2, p. vi-vii.
Na Bíblia, a literatura sapiencial é composta por Provérbios, Eclesiastes, Jó e os Salmos 19, 37, 104, 107, 147 e 148. Alguns tentaram classificar o Cântico de Salomão como literatura sapiencial, embora ele pertença, na verdade, ao gênero da poesia amorosa.
Conclusão: houve muitas pessoas sábias fora da Bíblia. Embora elas também tenham escrito literatura sapiencial, de qualidade variável, Provérbios é a sabedoria proveniente de Deus.
P: Em Provérbios, “a maior parte da literatura de sabedoria foi atribuída a Salomão quase que por padrão...”, como afirma o cético Guia de Asimov para a Bíblia, p. 506?
R: Não, Asimov está demonstrando seu preconceito aqui. Aqui estão os exemplos conhecidos de literatura de sabedoria judaica.
Provérbios
Eclesiastes
Jó
Salmos 19, 37, 104, 107, 147, 148.
A Sabedoria de Salomão nos Apócrifos
Eclesiástico (=Sirach, =A Sabedoria de Ben Sira) nos Apócrifos
3 Macabeus (século I a.C.)
4 Macabeus (século I d.C.)
Sem contar os Salmos, diz-se que apenas dois dos sete foram escritos por Salomão. Afirma-se que alguns dos Provérbios foram escritos por outras pessoas além de Salomão, e o Cântico de Salomão não é literatura sapiencial.
P: Em Provérbios, considerando a vida pessoal de Salomão, por que seus escritos deveriam constar na Bíblia?
R: Primeiro, vejamos o que a Bíblia diz que Salomão fez de errado
Pecado 1. Salomão pecou ao casar-se com mulheres estrangeiras (Êxodo 34:15-16; Deuteronômio 7:1-5; Neemias13:26 -27; 1 Reis 11:1-2; 2 Crônicas8:11 )
Pecado 2. Por ter muitas esposas (Deuteronômio17:17 ; 1 Reis 11:3)
Pecado 3. As esposas desviaram seu coração para outros deuses (1 Reis 11:4-6,10,33)
Pecado 4. Construir altos e templos de ídolos para suas esposas (1 Reis 11:7-8)
Pecado 5. Ter muitos cavalos e carruagens (Deuteronômio 17:16; 2 Crônicas 9:28; 1 Reis 10:26-29)
Eis o que podemos aprender com isso.
Lição 1: Mesmo com uma sabedoria tão grande quanto a de Salomão, é possível possuir sabedoria e, ainda assim, não ser obediente a Deus. É uma lição de humildade saber que, por mais inteligentes ou instruídos que sejamos, isso por si só é insuficiente para nos aproximar de Deus; todos nós ainda precisamos da graça de Deus.
Lição 2: É possível praticar a sabedoria em muitas áreas e, ao mesmo tempo, desobedecer em outras. No entanto, Tiago 2:10-11 nos lembra que, se alguém obedecer à lei em todas as áreas, mas a infringir em apenas uma, ainda assim será considerado um transgressor da lei de Deus.
Lição 3: Deus tem a liberdade de escolher quem Lhe aprouver, mesmo alguém como Salomão, para transmitir Sua palavra a nós. Não há nenhum versículo na Bíblia que diga que Deus esteja impedido de fazer isso.
Lição 4: Não podemos pensar que, só porque alguém tem alguma deficiência moral grave, podemos ignorar suas palavras. A verdade de Deus é a verdade de Deus, independentemente de quem a transmita.
Conclusão: As palavras de Salomão devem constar na Bíblia porque são a verdadeira palavra de Deus. Não devemos seguir essas palavras porque admiramos Salomão, nem mesmo porque Salomão era um homem muito sábio, mas porque, assim como o profeta imperfeito Balaão, Deus também pôde falar por meio de Salomão. Os pecados de Salomão não invalidam as palavras de Deus, nem nos dão uma desculpa para não segui-las.
P: Onde o Livro dos Provérbios é citado no Novo Testamento?
R: Aqui estão os dez trechos.
| Provérbios 1:16 | Romanos 3:15 |
|---|---|
| Provérbios 3:7 | Romanos 12:16 |
| Provérbios 3:11-12 | Hebreus 12:5-6 |
| Provérbios 3:34 | Tiago 4:6 |
| Provérbios 10:12 | 1 Pedro 4:8 |
| Provérbios 11:31 | 1 Pedro 4:18 |
| Provérbios 24:21 | 1 Pedro 2:17 |
| Provérbios 25:21-22 | Romanos 12:20 |
| Provérbios 26:11 | 2 Pedro 2:22 |
| Provérbios 27:1 | Tiago 3:13 |
P: No livro de Provérbios, como devemos interpretá-lo?
R: O livro combina ensinamentos profundos e simples com belíssima poesia hebraica. Conforme afirma a obra *735 Perguntas Bíblicas Intrigantes Respondidas*, pp. 155-156, devemos reconhecer que a maioria dos ditos tem caráter universal e geral. Eles se aplicam a todas as pessoas em todas as sociedades, e os pontos abordados são geralmente verdadeiros, mas não necessariamente para cada indivíduo.
P: No livro de Provérbios, Salomão escreveu todos os provérbios?
R: Não. Salomão provavelmente escreveu a maior parte dos Provérbios, mas o capítulo 30 é de Agur, filho de Jakeh, e o capítulo 31 foi escrito por Lemuel, repetindo os ensinamentos de sua mãe. Não há motivo para se pensar que Agur e Lemuel sejam sinônimos de Salomão. Mais de quatro quintos dos Provérbios são de autoria de Salomão. Clemente de Alexandria, em *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 2, capítulo 15, também relatou que Salomão escreveu os Provérbios.
Os estudiosos divergem quanto a saber se a introdução aqui se refere à primeira seção (Provérbios 1:2-9:18) ou a todo o livro de Provérbios, mas provavelmente ela abrange apenas a primeira seção, uma vez que as outras seções possuem suas próprias introduções.
P: Em Provérbios 1:1-7, qual é o propósito deste livro?
R: Cumprir tudo o que está em Provérbios 1:1-7 é uma tarefa árdua, mas o livro de Provérbios cumpre o que promete. Arnot chama Provérbios de “Leis do céu para a vida na terra”. Provérbios é um livro prático, com provérbios de sabedoria que são ao mesmo tempo profundos e simples. Todo crente precisa da sabedoria de Deus, e este livro nos ajuda a aprender essa sabedoria.
Provérbios 1:1-6 apresenta o propósito declarado do livro.
“Para conhecer a sabedoria e a instrução,
Para discernir as palavras de entendimento.
Para receber instrução sobre o comportamento sábio,
retidão, justiça e equidade,
Para dar prudência aos ingênuos,
Aos jovens, conhecimento e discernimento,
Um sábio ouvirá e aumentará seu conhecimento,
E o homem de entendimento adquirirá conselhos sábios,
Para compreender um provérbio e uma figura de linguagem, As palavras dos sábios e seus enigmas.”
P: Em Provérbios 1:1, o que significa a palavra “provérbio” em hebraico?
R: Um provérbio é considerado um ditado sábio. A palavra hebraica para provérbio, masal, tem dois significados, e ambos estão presentes aqui.
a) Pode significar uma comparação, como em ditos paralelos. A maioria dos provérbios tem duas linhas, sendo que a segunda é um sinônimo próximo da primeira ou um antônimo da primeira. Alguns, porém, têm três ou quatro linhas.
b) A palavra hebraica também pode significar uma máxima, ou seja, uma advertência.
P: Em Provérbios 1:2, 7, 20;9:10 ;14:27 ; Salmos 111:10; Jó 28:28, o que é sabedoria, e como o temor do Senhor é o princípio da sabedoria?
R: Primeiro, vamos discutir o que é sabedoria e, em seguida, responder à pergunta.
A sabedoria pode ser definida como conhecimento aplicado à vida. A palavra hokmah é usada 45 vezes no livro de Provérbios. Ela pode ser traduzida como “sabedoria” ou também como “habilidade”, como na habilidade do tecelão do tabernáculo em Êxodo 35:26, de um marceneiro ou metalúrgico em Êxodo 31:6, da habilidade dos marinheiros no Salmo 107:27, de um general em batalha, em Isaías 10:13; a habilidade de um administrador, em Deuteronômio 34:9 e 1 Reis 3:28; e o conselho de um sábio conselheiro, em 2 Samuel 20:22. O Livro dos Provérbios pode ser considerado um livro de habilidades para viver com sabedoria. Desejamos que mais pessoas queiram aprender essas habilidades.
Deus é a fonte da sabedoria, e qualquer sabedoria humana que negue a sabedoria de Deus não é tão sábia assim. Buscar como Deus vê as coisas e como devemos agir de acordo para agradá-Lo é ter nossas prioridades em ordem. Qualquer outra coisa é “dar prioridade ao secundário e negligenciar o essencial”. Assim, por exemplo, quando Deus diz para não tomar um atalho ético, as pessoas podem tentar racionalizar como isso se aplica a outras pessoas, mas não a elas mesmas, ou por que isso não se aplica nessa situação, já que desejamos algo intensamente. Ou podemos simplesmente dizer a Deus: “Tudo bem. Comparado a agradá-Lo, aquela outra coisa eu não precisava nem queria tanto assim, de qualquer forma”. Essa atitude simples pode salvá-lo de muitos golpes, decepções, perda de amizades e de dinheiro.
É curioso que as nações não sejam consideradas sábias, apenas os indivíduos. O respeito a Deus e a obediência a Ele são o ponto de partida da verdadeira sabedoria. Provérbios8:13 diz que temer ao Senhor é odiar o mal, e que Deus odeia o orgulho, a arrogância, o comportamento maligno e a linguagem perversa.
P: Em Provérbios 1:3, qual é a diferença entre ter um coração aberto, pronto para receber instrução, e não tê-lo?
R: Há pelo menos quatro aspectos de um coração pronto para receber instrução.
Com humildade, percebemos que não possuímos toda a sabedoria de que precisamos neste momento.
Com expectativa, mantemos a mente aberta e estamos ansiosos por aprender mais coisas que possam nos ajudar.
Diligentes em aprender, mesmo que o caminho da preguiça seja simplesmente permanecer na ignorância. Aprender pode ser um trabalho árduo. Pode-se pensar nisso como “escalar a montanha da persistência”.
Mas sem nos distrairmos com conhecimentos inúteis nem deixarmos nosso tempo ser consumido por coisas sem sentido. Algumas pessoas simplesmente não têm tempo para aprender o que é importante; desperdiçaram tempo demais com trivialidades.
P: Em Provérbios 1:5-6, como um homem de entendimento aprende sabedoria ao ouvir enigmas?
R: Sabedoria não é apenas aprender fatos, mas também desenvolver seu raciocínio para aplicar os fatos a diversas situações. Às vezes, tentar resolver um enigma é uma maneira melhor de memorizar do que simplesmente ouvir uma palestra sobre os fatos.
P: Em Provérbios 1:7, devemos temer ao Senhor ou amar a Deus?
R: Ambos, quando bem compreendidos. Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, toda a nossa mente, toda a nossa alma e todas as nossas forças. No entanto, não devemos considerar Deus meramente como “nosso amiguinho”. Os mandamentos de Deus não são apenas sugestões Dele para nós. Temer ao Senhor é respeitá-Lo por quem Ele é e sentir reverência por Ele. Provérbios 1:7 diz que o temor do Senhor é o princípio do conhecimento. Provérbios8:13 diz que o temor do Senhor inclui odiar o mal, o orgulho, a arrogância, o mau comportamento e a linguagem perversa.
Os verdadeiros cristãos não precisam temer que Deus os envie para o inferno (Hebreus12:18 -24), mas ainda assim precisamos temer pelo destino eterno daqueles que não aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador. Por exemplo, Pedro estava tão preocupado com a salvação de seus ouvintes que implorou a eles em Atos 2:40.
P: Em Provérbios 1:7, por que o senhor acha que os tolos desprezam a sabedoria e a instrução/disciplina?
R: Pode ser por uma ou mais das seguintes razões.
a) Eles não acham que precisam disso, já que se consideram sábios aos próprios olhos.
b) São impacientes demais para ouvi-la.
c) Eles não gostariam de fazer o que a sabedoria lhes diz para fazer
d) Na verdade, eles não querem que nada nem ninguém lhes diga o que fazer
P: Em Provérbios 1:8, isso significa que devemos obedecer às leis de nossos pais em vez das leis de Deus?
R: Não. Em vez disso, esse versículo ensina que devemos seguir os ensinamentos de Deus, que muitos aprendem desde a infância por meio da instrução piedosa de seus pais.
P: Em Provérbios 1:8-9:18, uma vez que algumas partes são dirigidas ao seu “filho”, tratava-se do filho insensato de Salomão, Roboão?
R: As expressões “meu filho” ou “meus filhos” são utilizadas 19 vezes nos capítulos 1 a 7 e apenas 8 vezes no restante do livro de Provérbios. Embora Salomão tivesse muitos filhos, provavelmente isso não se referia a nenhum filho específico, mas aos jovens em geral. No entanto, é ao mesmo tempo interessante e triste refletir que alguém tão insensato quanto Roboão pudesse ter um pai tão sábio quanto Salomão. Tudo o que Roboão precisava fazer para manter o reino unido era não ser um idiota. Na verdade, seus sábios conselheiros mais velhos o aconselharam corretamente a esse respeito. Mas ele preferiu dar ouvidos aos seus jovens companheiros. Como diz a canção que ficou famosa na voz de Frank Sinatra: “I did it my way” (Fiz do meu jeito). Poder-se-ia dizer, de forma anacrônica, que Roboão frequentou a “Escola de Diplomacia de Frank Sinatra”.
Uma criança tornar-se tão sábia quanto seus pais não é algo automático. A criança precisa desejar a sabedoria, e os pais devem priorizar dedicar tempo para ensinar seus filhos.
P: Em Provérbios 1:10, como os pecadores seduzem os outros?
R: Às vezes, eles usam um argumento lógico para convencer os outros, mas esse não é o método principal. Na maioria das vezes, trata-se de um apelo ao desejo pecaminoso e à pressão dos colegas. Imagine como a TV, os filmes e os outdoors à beira da estrada seriam diferentes se não houvesse seduções para o pecado.
A palavra hebraica para “seduzir” está relacionada à raiz de “simples” ou “ingênuo”. Há três componentes na sedução: ganância, medo e pressão dos colegas
Um ponto a se refletir é que duas pessoas podem estar expostas às mesmas influências sedutoras, mas podem reagir de maneiras muito diferentes. Talvez não tenhamos controle sobre tudo o que tenta nos seduzir, mas somos responsáveis pelo grau em que permitimos que as coisas ruins nos influenciem. Você desliga a música ruim ou continua ouvindo?
P: Em Provérbios 1:11, por que algumas pessoas se juntam a gangues?
R: Os motivos podem ser a pressão dos colegas, o tédio, a busca por emoção ou preocupações com o futuro. Não se trata necessariamente de obter muita riqueza.
P: Em Provérbios 1:18, de que maneira os ladrões e assassinos ficam à espreita de seu próprio sangue?
R: Muitas pessoas ímpias são míopes e consideram os ganhos, mas não os riscos ou as consequências. Quais são as chances de serem descobertas? Depois disso, quais são as chances de sofrerem retaliação? Talvez elas não pensem nisso. Assim, quando tramam contra os outros, ignoram que estão tramando sua própria ruína.
P: Em Provérbios 1:22, qual é a diferença entre os três tipos distintos de tolos mencionados aqui?
R: É interessante saber que existem diferentes níveis de insensatez.
Os simplórios (peti no singular e petayim no plural) são como crianças crédulas e fáceis de enganar. Eles não conhecem o caminho da sabedoria. Podem ser transformados simplesmente por meio de instrução e correção.
Os escarnecedores, lesi ou lesim (também em Salmos 1:1), são tolos rebeldes que conhecem um pouco do caminho da sabedoria, mas o rejeitam.
Os tolos absolutos — kesil ou kesilim — são tolos teimosos, tão habitualmente tolos que se tornaram insensíveis a qualquer mudança.
P: Em Provérbios 1:29, por que algumas pessoas odeiam o conhecimento?
R: Enquanto algumas pessoas são apáticas em relação ao aprendizado, outras realmente odeiam certos tipos de conhecimento. O conhecimento de que não se deve pecar, e por que não se deve pecar, é indesejável para aqueles que já decidiram que querem pecar.
De maneira semelhante, 2 Coríntios 2:15-16 diz que os cristãos são o “aroma de Cristo”. Para alguns, cheiramos a morte; para outros, a vida. Para aqueles que rejeitam o Deus verdadeiro, somos lembranças desagradáveis do julgamento que se aproxima. Para aqueles que acreditam que o pecado é inevitável e normal, somos lembranças de que sua visão é tacanha e errada.
P: Em Provérbios 1:32, de que maneira a prosperidade dos tolos os destrói?
R: O dinheiro lhes dá os meios para viverem de acordo com seus desejos. Esses desejos podem matá-los fisicamente, seja por meio de doenças (incluindo cirrose), violência ou outros meios. Além disso, o pecado do tolo o mata espiritualmente. Isso também pode ser traduzido como “complacência”.
P: Em Provérbios 2:1, como devemos “guardar como tesouro” os mandamentos sábios?
R: Isso não significa apenas ler uma vez e depois talvez esquecer. No que diz respeito à sua mente, envolve reler e memorizar. Quanto ao seu coração, significa valorizar e refletir sobre esses mandamentos. É claro que não devemos nos considerar sábios aos nossos próprios olhos, mas precisamos pedir ativamente sabedoria a Deus, como nos diz Tiago 1:5-6. Mas Provérbios 2:3-4 vai além disso. Diz para “clamar” por discernimento e gritar para pedir entendimento. Busque o entendimento como se fosse prata ou um tesouro escondido.
P: Em Provérbios 2:2, até que ponto devemos falar sobre nossos problemas em vez de ouvir os conselhos dos outros?
R: Falar sobre seus problemas para desabafar é uma prática comum no aconselhamento hoje em dia. No entanto, Provérbios enfatiza, ao contrário, ouvir e seguir os conselhos sábios dos outros. Embora haja espaço para a conversa também, a ênfase não está em encontrar respostas dentro de si mesmo, mas em obter sabedoria de Deus.
P: Em Provérbios 2:3, o que exatamente é discernimento ou discrição, e como isso difere da sabedoria comum?
R: 1 Coríntios 12:8a menciona o dom da sabedoria, e 1 Coríntios 12:8f menciona um dom diferente, o do conhecimento. 1 Coríntios 12:10 menciona ainda outro dom: o discernimento de espíritos. Como esses doms são mencionados em três passagens diferentes nessa lista, trata-se de coisas distintas, embora também tenham alguns aspectos em comum. Duas coisas podem parecer corretas à primeira vista, mas uma está em conformidade com os mandamentos de Deus e a outra está fora deles, ou está prestes a se desviar. Utilizando apenas meios naturais, qualquer cristão maduro geralmente deve ser capaz de distinguir isso, simplesmente comparando com o que a Palavra de Deus diz. Mas, além disso, 1 Coríntios 12:10 menciona um dom espiritual de discernimento de espíritos. É quando Deus fala a você, talvez até mesmo antes de você ter qualquer informação por meios naturais, indicando que determinada coisa ou situação é o caminho a seguir, ou que isso não Lhe agrada. Às vezes, Deus nos concede discernimento quanto ao coração de uma pessoa, caso ela esteja presa ao erro ou ao pecado. Mas, novamente, isso não é algo natural; é preciso pedir a Deus o dom espiritual do discernimento. Por outro lado, todo cristão deve ter alguma capacidade de discernir e de se proteger do perigo espiritual, lendo a Palavra e verificando se ela é compatível com o coração e os ensinamentos de Deus. Podemos identificar “marcos” do que é sabedoria por meio de nossa experiência; e podemos nos beneficiar aqui da experiência de outras pessoas. O bom discernimento nos preserva do mal, conforme Provérbios 2:12. Quando alguém quiser lhe dizer o que fazer ou tentá-lo a fazer algo, o senhor deve perguntar: “O que o senhor está me dizendo vai me levar aonde eu quero chegar?”
P: Em Provérbios 2:4, uma das razões para desejar a sabedoria é por causa de suas recompensas ou “tesouros”. Quais são algumas das recompensas de possuir sabedoria?
R: Existem pelo menos dois tipos diferentes de recompensas da sabedoria.
Negativamente, a sabedoria é como um escudo que o protege do perigo, seja ele espiritual ou de outra natureza. Ela o impede de trilhar o caminho errado, que leva à sua destruição.
De forma positiva, a sabedoria nos preserva e nos dá compreensão da justiça. É agradável à nossa alma. Ela nos torna íntegros, para que possamos habitar na terra de Deus, conforme Provérbios 2:20-21.
P: Em Provérbios 2:8,13, o que são os caminhos do juízo e os caminhos das trevas?
R: Os caminhos são um tema central de Provérbios. Os engenheiros de hoje poderiam chamá-los de processos. Quando o senhor usa bom senso, o senhor trilha o caminho que o leva a ser capaz de usar ainda mais bom senso. Quando o senhor peca, uma das consequências é que, muitas vezes, o senhor tem um desejo ainda maior de cometer esse pecado novamente. Além disso, às vezes o senhor sente que precisa pecar uma segunda vez para encobrir o primeiro pecado, assim como Davi cometeu homicídio para tentar encobrir seu pecado de adultério.
P: Em Provérbios 2:10, como a sabedoria entra em seu coração?
R: Não diz que você alcança ou estuda o suficiente para obter sabedoria. A sabedoria é algo que o SENHOR concede em Provérbios 2:6, e ela entra no seu coração em Provérbios 2:10. Uma cristã me contou que, depois que se converteu a Cristo, sentiu que, a princípio, realmente não havia crescido muito em sabedoria. Então, ela começou a orar meia hora por dia durante trinta dias e, depois disso, Deus lhe concedeu sabedoria para discernir o que era verdade, em vez de simplesmente acreditar em tudo e qualquer coisa que ouvisse. À medida que oramos e estudamos a Palavra de Deus, e pedimos sabedoria a Deus, Ele fará com que a sabedoria de que você precisa entre em seu coração. Você precisa de sabedoria para preservá-lo e protegê-lo do mal, tanto intencional quanto não intencional.
P: Em Provérbios 2:13-14, por que algumas pessoas optariam por abandonar os caminhos da retidão e prefeririam trilhar os caminhos das trevas?
R: Muitas pessoas não gostariam de trilhar os caminhos das trevas, pois poderiam ser roubadas ou exploradas. Por outro lado, se alguém quisesse roubar e explorar os outros, preferiria caminhar nas trevas. Como mostra o versículo 14, não se trata apenas do desejo de obter o saque, mas da emoção e da chamada alegria de praticar o mal e contemplar a perversidade.
P: Em Provérbios 2:15, como é possível confiar em pessoas que se mostraram tortuosas em seus caminhos?
R: Se não aprender mais nada no capítulo 2, pode aprender isto. Há uma maneira de confiar em pessoas cujos caminhos são tortuosos. Se elas agem de forma tortuosa com outras pessoas, pode confiar que agirão da mesma forma com você, caso tenham oportunidade. Quando um investidor que perdeu dinheiro no escândalo de Bernie Madoff foi entrevistado, ele disse que sabia que Bernie estava fazendo algo antiético para conseguir os retornos que obtinha. Eles achavam que ele poderia estar praticando front-running, ou algo do tipo. Mas isso não os incomodava, porque, embora ele estivesse enganando outras pessoas, eles achavam que isso seria para o benefício deles, já que ele não os estava enganando. - ou assim eles pensavam.
P: Em Provérbios 2:16-19, de que maneira as pessoas tentam os outros a seguirem o caminho da morte?
R: Uma maneira é por meio da lisonja, dizendo a você o que merece.
Uma segunda parte disso é tentar fazer com que você esqueça seus compromissos, ou então convencê-lo de que seus compromissos não são muito importantes.
Uma terceira parte consiste em levá-lo a fazer algo imprudente, ou a investir de forma imprudente, e então a tomar medidas desesperadas na esperança de recuperar o que perdeu.
Outra maneira é apelar para o seu medo de perder algum prazer. Como crentes no caminho certo, é bem verdade que deixamos de passar por muitas coisas. Deixamos de passar por tanta dor, sofrimento, medo, culpa, vergonha e até mesmo perigo. Provavelmente não temos ideia de quantas coisas verdadeiramente catastróficas deixamos de passar por vivermos com retidão, mas ainda assim podemos nos alegrar por termos evitado essas situações.
P: Em Provérbios 3:2; 9:11; 10:21,27, de que forma a obediência à lei de Deus lhe proporciona vida longa?
R: Em primeiro lugar, aqueles que obedecem às leis de Deus são abençoados por Ele (Provérbios8:32 ). Em segundo lugar, é claro, levar uma vida piedosa em geral reduz suas chances de morrer de alcoolismo, overdose de drogas, tabagismo, AIDS e doenças venéreas, e até mesmo de muita violência. No entanto, esses são benefícios muito insignificantes em comparação com a vida eterna com Deus.
P: Em Provérbios 3:5, por que não devemos confiar em nós mesmos, já que muitas vozes na cultura moderna nos dizem para fazê-lo?
R: As pessoas podem dizer que acreditam em Deus e nas verdades da Bíblia. No entanto, é possível acreditar sem confiar em Deus. Confiar em Deus significa confiar de que a sabedoria de Deus é a melhor sabedoria e confiar de que o caminho de Deus é o melhor caminho para você e para todos os seus entes queridos.
P: Em Provérbios 3:7, como alguém pode ser sábio aos próprios olhos, e por que isso é errado?
R: Em última análise, isso significa tanto confiar de que sua sabedoria é mais profunda, mais prática ou melhor do que a sabedoria de Deus. Também pode significar que você pensa ter “chegado ao fim da jornada” e não precisa aprender muito mais. A atitude de Paulo era muito diferente disso em Filipenses 3:12-14.
P: Em Provérbios 3:9, como devemos honrar a Deus com nossa riqueza?
R: Primeiro, perceba que Deus tem tudo e que Ele nos deu tudo o que possuímos. Portanto, não podemos realmente dar a Deus; podemos apenas devolver a Deus. Embora o trabalho e o tempo estejam intimamente relacionados ao dinheiro, esses são assuntos distintos que não serão abordados aqui. Aqui está uma lista de 28 maneiras pelas quais podemos honrar a Deus com nossa riqueza. Você pode lembrar-se das quatro categorias com a frase: “Espere em Deus, não na riqueza”.
Corações livres do amor ao dinheiro
H1. Perceba que Deus tem o poder, o desejo e a promessa de prover financeiramente para Seus filhos obedientes. Não ame o dinheiro (Salmo 62:10) nem tenha seu coração voltado para o dinheiro (Mateus6:21 ; Colossenses 3:1-2), e não se preocupe com o dinheiro (Mateus6:25 -34).
H2. Devemos reconhecer que toda a riqueza, em última instância, pertence a Deus (Salmo 24:1; 50:9-12). Deus concede riqueza (Deuteronômio8:18 ; Provérbios 10:22; 22:4; Malaquias 3:10-12).
H3. Embora possuir riqueza seja aceitável (1 Timóteo6:17 ; Jó 42:10-12; Gênesis 13:2,6; Provérbios 10:4;14:24 ), a riqueza pode ser uma armadilha (Juízes8:24 -27; Marcos10:21 -25). Não devemos amar o dinheiro (1 Timóteo6:10 ; 2 Timóteo 3:2; Hebreus 13:5; Romanos1:29 ), ser gananciosos (Provérbios15:27 ; Lucas12:15 ), nem confiar em nossas riquezas (Salmos 49:6; 52:7; Provérbios11:28 ;18:10 -11; 30:8-9; Jeremias 9:23; Lucas 12:16-21). Estejam cientes de que os ricos têm a tendência de se considerarem sábios (Provérbios 28:11).
H4. Devemos acumular tesouros no céu (Mateus6:19 -21,24;19:23 ; Lucas 12:15-21; Apocalipse 3:11). Não tenham medo de perder seus tesouros terrenos por causa de Deus. (Hebreus 10:34; Mateus 6:19-21; Lucas 2:15-18,33-34; Atos 4:32-37)
H5. Não inveje os outros, nem aqueles que têm mais. (Quanto vale hoje o bilionário…?) (Salmo 73:2-17; Provérbios 23:17; Salmo 37:4; Romanos 7:7-12; 1 Coríntios 13:4). Não cobiçem o que os outros possuem (Êxodo20:17 ; Deuteronômio5:21 ; Romanos 7:7-12). Não vejam os outros simplesmente pelo ganho financeiro que eles podem lhes proporcionar (Provérbios6:26 ).
H6. Devemos valorizar a sabedoria mais do que a riqueza (Provérbios3:14 -15;16:16 ;20:15 ; Salmo 37:16) e uma boa reputação mais do que a riqueza (Provérbios 22:1), compreendendo o quão temporária é a riqueza (Provérbios 11:4,18; 23:5; 1 Timóteo 6:7). Reconheça que pouco, com amor e temor do Senhor, é melhor do que muito, com ódio e contenda (Provérbios15:16 -17; 17:1; 19:1).
H7. Não se iluda, pensando que sua riqueza pode comprar com dinheiro qualquer coisa de valor eterno (Mateus16:26 ; Marcos 8:37; Atos 8:20-21; Salmo 50:9-12; Miquéias 6:6-8).
I1. Não roube (incluindo a pirataria de software) (Êxodo20:15 ; Deuteronômio5:19 ; Efésios4:28 ; Tito2:10 ; Mateus15:19 ). Não possua nem mantenha riquezas obtidas de forma ilícita (Provérbios1:13 , 14, 19; 10:2). Se tiver roubado, enganado ou cometido alguma injustiça, faça a restituição (Êxodo 22:3-15; Números 5:5-8; Lucas 19:8).
I2. Pague aos outros o que lhes deve (Salmos 37:21; Romanos 13:8; Tiago 5:4) e faça-o prontamente (Levítico19:13 ; Deuteronômio 24:15). Pague seus impostos (Mateus22:21 ;17: 24 -27; Marcos12:17 ; Lucas20:25 ; Romanos 13:6) e quaisquer sentenças judiciais (Êxodo21:22 ).
I3. Não oprimam nem utilizem injustamente os tribunais contra os pobres, quando estiver ao seu alcance fazê-lo por serem ricos (Provérbios 14:31; 22:22-23; 24:28; Tiago 2:6; Ezequiel 22:7, 13, 29; 45:9; 1 Reis 21:1-15). (Paradoxalmente, uma pessoa ou nação pode dar a impressão de generosidade para com os pobres e, ao mesmo tempo, ainda assim oprimi-los.) Em vez disso, devemos defender os oprimidos (Jeremias 7:6;22:16 ; Isaías1:17 ; 58:6). A título de exemplo, antigamente os mineiros eram pagos pela empresa, e não havia nenhuma loja nas proximidades, exceto a de propriedade da empresa, que cobrava o que bem entendesse. Há uma canção de mineiros que diz: “…vendi minha alma à loja da empresa”.
I4. Devemos abominar o recebimento de subornos (Provérbios 15:27; 17:23; Salmo 15:5; Êxodo 23:8; Deuteronômio 16:19; Eclesiastes 7:7; 1 Samuel 12:3; Isaías 1:23; Amós 5:12; 2 Crônicas 19:7), pois eles podem corromper nossos corações (Deuteronômio 16:19; Provérbios 15:27; 28:16; Salmo 15:5; Eclesiastes 7:7; Isaías 5:13; 1 Samuel 4:3-4).
I5. Não reivindique terras que não lhe pertencem (Deuteronômio19:14 ; 27:17; Provérbios22:28 ;23:10 ; Jó 24:2) nem outros bens valiosos (Josué 7:1:20-24).
I6. Não minta sobre o que está doando (Atos 5:1-11) nem se gabe do que não doa (Provérbios 25:14).
I7. Seja honesto e prudente no uso do dinheiro do Senhor (2 Reis 12:4-16; Neemias 13:4-13). Evite dar a impressão de impropriedade financeira (2 Coríntios8:18 -21; 1 Tessalonicenses5:22 ).
G1. Não seja mesquinho (Provérbios 28:22; 2 Coríntios 9:6), mas doe com alegria (2 Coríntios 9:7). Deus avalia a doação em proporção ao que você possui (Marcos12:42 -43; Lucas 21:2-3) e ao que isso lhe custa (2 Samuel 24:21-24). Doar a Deus não é opcional para os crentes (Malaquias3:10 -12). Compartilhar os bens em comum é bom (Atos4:32 ), mas possuir bens pessoais também é aceitável (2 Timóteo4:13 ).
G2. Devemos dar generosamente aos pobres, embora isso deva ser feito sem alarde. (Provérbios 11:24-25; 14:21; 24:11-12; 29:7; 31:9,20; 11:24-25; 19:9-10,17; 21:13; 22:9; Salmo 41:1; Isaías 58:7-8,10; Jeremias 5:28; 22:16; Mateus 6:2-4; 19:21; Gálatas 2:10; Efésios 4:28; 1 Timóteo 6:18-19). Não menosprezem os pobres (Provérbios 22:2).
G3. Devemos ajudar especialmente as viúvas e os órfãos. (Tiago1:27 ; Deuteronômio15:11 ; Salmo 68:5; Jó 29:12-13), outros crentes (1 João3:17 -19; Atos4:32 -35) e os doentes, famintos, nus e presos (Mateus 25:34-46; Zacarias 7:9-10).
G4. Não dê dinheiro a um tolo (Provérbios17:16 ) nem ajude aqueles que se recusam a trabalhar (2 Tessalonicenses 3:6-15); contudo, não os menospreze e ajude-os caso se arrependam (Lucas15:18 -30).
G5. Devemos contribuir para a obra do Senhor (2 Coríntios 8:1-8; 9:6-11; Provérbios 3:9,10; 11:24; 1 Coríntios 16:2; Tito 2:13). No entanto, é preciso respeitar a casa de Deus (Malaquias1:10 -14), reconciliar-se com os outros (Mateus5:23 -24) e não oferecer presentes obtidos de forma ilícita (Deuteronômio23:18 ; Provérbios 10:2).
G6. Devemos prover para nossa família (1 Timóteo 5:4,8; Provérbios 31:13-15; Marcos 7:10-13; ~Lucas 15:18-30).
G7. Não aceitem dinheiro de incrédulos para a obra de Deus (3 João 7). No entanto, pagar a incrédulos pelo trabalho realizado pode ser aceitável (1 Reis 5:3-18). Busquem oportunidades para retribuir a bondade das pessoas (2 Samuel 9:1; Ester 6:1-4), mas não esperem receber retribuição nesta terra (Lucas6:30 , 34-35).
W1. Nós providenciamos nossas próprias necessidades diárias (Tito3:14 ). Os ministros de Deus são dignos de seu salário (1 Coríntios 9:4-12; 1 Timóteo5:18 ; Gálatas 6:6).
W2. Devemos planejar e economizar para o futuro (Provérbios 6:6-8; 10:5; 31:16; Lucas15:18 -30; Tito3:14 ), incluindo uma herança para nossos filhos (Provérbios13:22 ; 17:2;19:14 ; Salmos17:14 ).
W3. Não devemos assumir compromissos financeiros precipitados (Provérbios22:26 -27; 6:2-3) nem oferecer garantias em nome de outra pessoa (Provérbios 6:1,3;11:15 ;17:18 ;20:16 ; 27:13).
W4. Não devemos desperdiçar nossa riqueza nem usá-la para pecar (Provérbios20:21 ; Tiago 5:5; Mateus23:25 ; Amós 6:4-7). Devemos cuidar de nossos bens (Provérbios12:10 , 11, 27). Devemos conhecer a situação de nossa riqueza, pois ela pode ser perdida por negligência (Provérbios 27:23-24).
W5. Tenha cuidado ao pedir empréstimos; esteja ciente de que quem pede emprestado fica em dívida com quem empresta (Provérbios 22:7).
W6. Tenha cuidado ao aceitar presentes oferecidos com relutância (Provérbios 23:1-3). Nós doamos aos obreiros piedosos em tempo integral e ao povo do Senhor. 1 Coríntios 9:7-14
. Dar presentes (de maneira adequada) pode ser vantajoso para quem dá (Provérbios 19:6;21:14 ).
W7: Seja sábio: muitas pessoas são dissimuladas (Provérbios20:14 ), recorrem a subornos (Provérbios 17:8) ou à desonestidade financeira (Provérbios20:17 ; Tiago 5:4). Algumas podem se opor ao evangelho por motivos financeiros (Atos19:24 -28).
Para quem precisa de um plano para se libertar do jugo das dívidas, um excelente livro é *Breaking out of Plastic Prison*, de James D. Dean e Charles W. Morris.
P: Em Provérbios 3:16, Provérbios 3:2 e Provérbios 28:16, uma vez que nos é prometida uma vida longa, a expectativa de vida de todo cristão deveria ser maior do que a expectativa de vida média de um não cristão? Se não, e quanto à expectativa de vida média?
R: Se um crente vivesse apenas 100 anos, ou mesmo 200, com o corpo e a mente no auge, isso seria um roubo, pois nossa vida é eterna no Céu. Consulte também a discussão sobre Efésios 6:3 e Provérbios 3:2 para obter mais informações.
P: Em Provérbios 3:27, como devemos evitar negar o bem aos outros?
R: Isso pode se referir ao pagamento de salários às pessoas que você emprega (Tiago 5:4; Malaquias 3:5), bem como à esmola que lhe custa algo e aos favores para ajudar os outros que não lhe custam nada. O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento”, p. 913, afirma que significa literalmente: “Não negue o bem aos seus donos. A ideia é cumprir uma obrigação, como pagar o salário a um trabalhador contratado”.
Em uma perspectiva não altruísta, Provérbios 14:4 diz: “Onde não há bois, a manjedoura fica vazia…”.
P: Em Provérbios 4:1-27, qual é a estrutura deste capítulo?
R: Este capítulo contém três discursos sobre a sabedoria.
Provérbios 4:1-9 Não poupe esforços para adquirir sabedoria e seus benefícios
Provérbios 4:10-19 Viva com retidão
Provérbios 4:20-27 Concentre-se em uma vida justa
P: Em Provérbios 4:3-5, por que você acha que Salomão sabia que deveria pedir sabedoria em 1 Reis 3:13-15?
R: Surpreendentemente, essas palavras não eram, originalmente, todas de Salomão! São o que Davi ensinou a Salomão, e Salomão as está relatando. Salomão sabia que devia pedir sabedoria a Deus, e não riqueza ou vida longa, porque Davi, seu pai, lhe ensinou a importância de buscar a sabedoria em primeiro lugar. Apesar de Davi ter cometido erros com Bate-Sebá, ter feito o censo, etc., ele pelo menos ensinou Salomão a amar a sabedoria e a ter sede da sabedoria de Deus. Até que ponto estamos conseguindo lembrar e encorajar nossos filhos, e outras pessoas ao nosso redor, a buscar a sabedoria do Senhor?
P: Em Provérbios 4:6, como a sabedoria preserva as pessoas?
R: Provérbios5:23 mostra que a sabedoria preserva as pessoas, mantendo-as nos caminhos que devem seguir e afastando-as dos caminhos destrutivos. Quando você está no centro da vontade de Deus, nada de ruim lhe acontecerá como forma de disciplina, e nada de ruim lhe acontecerá, exceto o que Deus permitir para Sua glória.
P: Em Provérbios 4:8, como devemos valorizar a sabedoria?
R: Em primeiro lugar, isso não se refere a toda a sabedoria, mas à sabedoria de Deus. Devemos valorizar a sabedoria mais do que a riqueza (Provérbios3:14 -15;16:16 ;20:15 ). Isso significa valorizar a sabedoria acima da riqueza, tanto para nossos filhos quanto para nós mesmos.
Benefícios físicos
A sabedoria ajuda a nos manter saudáveis (Provérbios4:20 -27).
A sabedoria ajuda a nos manter a salvo e nos proporciona segurança (Provérbios3:23 -26).
A sabedoria nos ajuda a ter uma vida longa, incluindo a vida eterna. (Provérbios 3:16; 4:10 e seguintes).
A sabedoria ajuda a nos proteger da pobreza (Provérbios3:16 ; 6:1-11).
A sabedoria nos salva da calamidade (Provérbios1:10 -33;4:10 -19).
Relações humanas
A sabedoria nos ajuda a conviver melhor com os outros (Provérbios3:21 -35;6:12 -19).
A sabedoria traz honra (Provérbios 1:8-9; 4:8 e seguintes).
A sabedoria nos protege da imoralidade sexual (Provérbios 5,6:20-7:27 ).
A sabedoria nos ajuda a encontrar um bom cônjuge (Provérbios 31).
Benefícios a longo prazo
Devemos ver a sabedoria de Deus não apenas como um meio para atingir um fim, mas também como uma recompensa em si mesma (Provérbios3:13 -15; 4:7; 9:1-6).
A sabedoria nos permite viver uma vida agradável a Deus e nos aproximar Dele (Provérbios8:35 ).
P: Em Provérbios 4:9, como a sabedoria pode nos dar uma coroa de glória?
R: Ela nos dá respeito na terra, recompensas no céu e, muito provavelmente, respeito no céu também. Quando você se perguntar se deve ir a um determinado lugar, pode se perguntar: “Se Jesus voltasse neste exato momento, eu gostaria de ser encontrado ali?”
P: Em Provérbios 4:14-15, qual é a advertência apresentada aqui?
R: Essa passagem apresenta uma metáfora interessante sobre “passos”. O senhor só consegue dar passos até tropeçar. À medida que o senhor dá o primeiro passo em direção à maldade, terá cada vez menos controle sobre os passos que poderá dar.
A planta carnívora do tipo jarro funciona assim. Como é que a planta carnívora do tipo jarro prospera em solos pobres em nitrogênio, alimentando-se de insetos, quando, ao contrário da planta-mosca-de-Vênus, ela normalmente não possui partes móveis? Os insetos caminham pelo interior do “jarro” até o centro oco da planta para beber o néctar de aroma adocicado que ali se encontra. Nem lhes passa pela cabeça se preocupar com o fato de que muitas vezes já há carcaças de insetos mortos ali. “Pêlos” voltados para cima na planta ajudam o inseto a se apoiar com firmeza. À medida que o inseto desce, os pêlos se voltam abruptamente para baixo e a superfície se torna cerosa; o inseto cai na água, não consegue sair e, apesar de se debater para escapar, acaba se afogando exatamente no lugar para onde queria ir. Depois de ter alcançado seu desejo, exatamente aquilo que os insetos tanto almejam se dissolve muito lentamente e os digere. Portanto, Provérbios 4:26 é um bom conselho tanto para os insetos quanto para as pessoas: reflita sobre o caminho dos seus pés.
P: Em Provérbios 4:14-17, que tipos de amigos são influências corruptoras?
R: Amigos maus podem corromper não apenas de uma, mas de várias maneiras.
Obviamente, eles podem tentá-lo a pecar e a fazer o mal. A pressão dos colegas pode ser uma influência forte.
Eles também podem desanimá-lo. “Gaslighting” significa tentar persuadir alguém de que não é capaz de fazer as coisas ou de que tem pouco valor.
Eles podem fazer com que você se sinta culpado, com raiva, com autopiedade ou com outras atitudes que Deus não deseja que você tenha.
Eles podem difamar outras pessoas para você e se informar sobre você para difamá-lo perante os outros.
Eles podem ser uma distração para o serviço a Deus.
P: Em Provérbios 4:16, como é que alguns não conseguem dormir a menos que pratiquem o mal?
R: Embora isso possa se aplicar a pessoas viciadas em drogas, sexo ou álcool, o contexto imediato refere-se a planejar atos de violência ou praticar o mal contra os outros.
P: Em Provérbios 4:17, como é que algumas pessoas comem o pão da maldade e bebem o vinho da violência?
R: Algumas pessoas ganham a vida e obtêm prazer da maldade e da violência. Algumas se orgulham de sua habilidade para lutar. Elas absorvem a maldade e a violência de tal forma que isso se torna parte de sua identidade e de seu ser interior. Elas consideram sua maldade algo normal e familiar. Quando as pessoas chamam o mal de bem, e isso não é contestado, a sociedade vai de mal a pior.
P: Em que Proverbios 4:20-21 diferem dos outros versículos aqui?
R: Ao contrário dos outros versículos, este não trata de adquirir sabedoria. Trata-se, antes, de evitar que a sabedoria que você já possui se perca por negligência. Devemos estar ansiosos por aprender mais e adquirir mais sabedoria, mas devemos estar ainda mais ansiosos por seguir a sabedoria que já conhecemos.
P: Em Provérbios 5:1, o que parece estranho em relação a quem está dando esse conselho aqui?
R: Salomão está dando esse conselho. Ele obedeceu à letra desse mandamento, mas não ao seu espírito. Suas muitas, muitas esposas, que ele não deveria ter, desviaram seu coração de Deus. Salomão seguiu a regra, mas não a intenção. Ele seguiu a letra da lei, mas não o espírito da lei.
P: Em Provérbios 5:1, de que maneiras as pessoas hoje seguem a letra, mas não o espírito da lei?
R: No âmbito financeiro, alguém não pode roubar, mas usa a lei e os tribunais injustamente para, de forma legal, porém perversa, apropriar-se do que não lhe pertence. Não devemos prejudicar os outros, mas, se forem caluniados, isso pode prejudicar sua reputação e seu relacionamento com os amigos.
Devido ao “medo de ficar de fora” — ou FOMO, na sigla em inglês —, às vezes as pessoas tentam chegar o mais perto possível do pecado sem realmente pecar. O problema é que, quando se tenta chegar o mais perto possível do pecado, isso em si já é um pecado.
P: Em Provérbios 5:3-5, por que Deus [supostamente] fez com que a mulher fosse para o inferno apenas por ser mulher? (Um muçulmano fez essa pergunta.)
R: Não é nada disso. Quando Provérbios 5:3-5 fala de “mulheres estranhas”, está se referindo claramente a mulheres imorais. Estou extremamente surpreso, porém, que o muçulmano quisesse mencionar isso, devido ao que os hadiths dizem sobre o tema das mulheres irem para o inferno.
Falsidades muçulmanas sobre as mulheres e o inferno
“É narrado com base no testemunho de ‘Abdullah b. ‘Umar que o Mensageiro de Allah observou: Ó mulheres, vocês devem praticar a caridade e pedir muito perdão, pois eu as vi em grande número entre os habitantes do inferno. Uma senhora sábia entre elas disse: Por que, Mensageiro de Allah, nosso povo está em grande número no inferno? Ao que o Profeta observou: Vocês xingam demais e são ingratas com seus cônjuges. Não vi ninguém, além de vocês, que carecesse de bom senso e falhasse na religião, mas (ao mesmo tempo) roubasse a sabedoria dos sábios.” Ao ouvir isso, a mulher comentou: “O que há de errado com nosso bom senso e com nossa religião?” Ele (o Profeta) observou: “Sua falta de bom senso (pode ser bem avaliada pelo fato) de que o testemunho de duas mulheres equivale ao de um homem; isso é prova de falta de bom senso. Além disso, vocês passam algumas noites (e dias) sem realizar a oração e, no mês do Ramadã (durante os dias), não observam o jejum; isso é uma falha na religião….” Sahih Muslim, vol. 1, livro 1, n.º 143, p. 47-48. Veja também Bukhari, vol. 2, n.º 161; vol. 1, n.º 301; vol. 1, n.º 28; Sahih Muslim, vol. 2, livro 4, n.º 1926, p. 417; vol. 4, n.º 9596-6600, p. 1431; Sunan Nasa’i, vol. 2, n.º 1578, p. 342.
“‘Ó mulheres! Façam esmolas, pois vi que a maioria dos habitantes do Fogo do Inferno são vocês (mulheres).’ Elas perguntaram: ‘Por que isso, ó Apóstolo de Allah?’ Ele respondeu: ‘Vocês amaldiçoam com frequência e são ingratas para com seus maridos. Não vi ninguém mais deficiente em inteligência e religião do que vocês…’ As mulheres perguntaram: ‘Ó Apóstolo de Allah! O que há de deficiente em nossa inteligência e religião?’ Ele disse: ‘O testemunho de duas mulheres não é igual ao de um homem?’ Elas responderam afirmativamente. Ele disse: ‘Essa é a deficiência em vossa inteligência. Não é verdade que uma mulher não pode nem rezar nem jejuar durante a menstruação? As mulheres responderam que sim. Ele disse: ‘Essa é a deficiência em vossa religião.’” Bukhari, vol. 1, n.º 301, p. 181. Ver também Sahih Muslim, vol. 2, livro 4, n.º 1982, 1983, p. 432.
Na falsa teologia do islamismo sunita, a maioria dos habitantes do inferno são mulheres. Elas são ingratas e não demonstram gratidão para com seus maridos. A maioria dos habitantes do paraíso são pobres. Bukhari, vol. 7, livro 62, n.º 125, 126, p. 96
P: Em Provérbios 5:4, qual é o significado da espada de dois gumes?
R: Uma espada de dois gumes possui múltiplas formas de cortar. Uma espada de um único gume é quase tão útil quanto uma de dois gumes e é mais barata de fabricar. Às vezes, para punir alguém sem feri-lo, batia-se na pessoa com o lado plano da espada. Isso a derrubava, mas não a cortava. Já uma espada de dois gumes pode cortar o inimigo tanto no golpe principal quanto no golpe de retorno.
Na vida, as pessoas podem tentar fazer coisas por prazer que reconhecem ser um perigo iminente quando feitas de uma determinada maneira, mas que não são muito perigosas quando feitas de outra forma; uma espada de um só gume, por assim dizer. No entanto, muitas coisas que as pessoas consideram espadas de um só gume são, na realidade, espadas de dois gumes; só que você talvez não perceba isso até ser cortado pelo que pensava ser a ponta plana.
P: Em Provérbios 5:8, o que significa que não devemos nem mesmo nos aproximar da porta da casa de uma adúltera?
R: Há várias razões pelas quais não devemos fazer isso.
1. Entrar na casa poderia ser uma tentação.
2. Isso dá a impressão de maldade aos outros (2 Coríntios 8:21; 1 Tessalonicenses5:22 ; Romanos 12:17 e seguintes), e constitui um mau testemunho.
3. Isso poderia desviar outras pessoas do caminho certo. Não queremos destruir a consciência de um irmão na fé.
P: Em Provérbios 5:9, de que forma a falsa intimidade tira a sua honra e os seus anos e os entrega a outros?
R: Por um lado, uma pessoa escandalosa pode deixar de ser qualificada para um cargo honroso, de modo que outra pessoa passa a ocupar esse cargo em seu lugar. No entanto, esse provavelmente não é o significado principal. Sua honra aos olhos dos outros é desperdiçada. Provérbios 5:14 sugere sentir vergonha em público. Entregar seus anos a alguém que é cruel não significa morte, conforme Provérbios 5:11-12. São os anos felizes de casamento que você deixará de ter.
P: Em Provérbios 5:10, de que forma os estranhos se beneficiam da riqueza da pessoa imoral nos dias de hoje?
R: A chantagem é uma das formas. Em segundo lugar, os advogados especializados em divórcio fazem parte de um grande setor. Mas, além disso, muitas vezes casas, carros e outros bens são vendidos com grandes descontos quando ocorre o divórcio. Há a história de um casal abastado, em que o marido queria se divorciar para ficar com uma mulher mais jovem. O marido foi embora e disse à esposa para vender o carro esportivo Lamborghini e enviar-lhe metade do dinheiro. Então ela fez isso e enviou-lhe o dólar. Ela estava disposta a destruir grande parte da riqueza que poderia ter tido, movida por um ódio rancoroso para se vingar dele.
P: Em Provérbios 5:12-13, por que algumas pessoas, às vezes, desprezam a correção?
R: As pessoas muitas vezes querem ser suas próprias chefes. Aceitar a correção significa admitir que você estava errado, que precisa melhorar e que vai mudar. Alguns são orgulhosos demais para admitir que estavam errados em determinada questão. Outros podem estar dispostos a aceitar que estão errados, mas não estão dispostos a mudar.
P: Em Provérbios 5:15, o que significa beber água da sua própria cisterna?
R: Uma cisterna era um grande recipiente para coletar água da chuva. Deve-se desfrutar do que lhe pertence e não cobiçar o que não lhe pertence (Êxodo20:17 ; Deuteronômio5:21 ; Romanos 7:7-12).
Consulte o livro “Hard Sayings of the Bible”, pp. 284-285, para entender por que essa é uma alegoria que trata do casamento, e não apenas um conselho sobre gestão da água.
P: Em Provérbios 5:21, por que Deus é mencionado nesta lição?
R: Sem Deus, uma pessoa pode cair nessa armadilha. Provérbios 5:21 é o único versículo em todo o capítulo 5 que menciona Deus. Uma razão para permanecer puro e livre de armadilhas é saber que o SENHOR está observando você.
P: Em Provérbios 5:22, quem é que aprisiona uma pessoa imoral?
R: Embora Provérbios 5:3-4 sugira que uma mulher imoral armadilha um homem, na verdade não atribui a culpa principal a ela. Provérbios 5:22 diz que a pessoa, na verdade, é armadilhada por si mesma. Ela é apanhada pelas cordas do seu próprio pecado.
No sudeste asiático, capturam-se macacos, seja para consumo ou como animais de estimação, utilizando-se de uma panela. A panela tem uma boca larga, e colocam-se um pedaço de doce ou uma banana no fundo. O macaco selvagem enfia a mão para pegar a guloseima e a come. Em seguida, utilizam-se panelas com bocas mais estreitas, de modo que o macaco ainda possa enfiar a mão livremente, mas, assim que ele fecha a mão com o doce ou a banana, não consegue mais retirá-la. Mas, em vez de soltar a guloseima e escapar, o macaco permanece ali, preso por sua própria ganância, até que a pessoa o recolha, seja para cozinhá-lo ou para vendê-lo como animal de estimação. Porém, antes de criticar o macaco por prender a própria mão ao se recusar a soltar a guloseima, certifique-se de que não está agindo como um macaco, fazendo a mesma coisa.
P: Em Provérbios 6:1; 11:15; 17:18; 20:16; 22:26-27; 27:13, o que há de errado com a “fiança”, ou com o fato de se oferecer garantia por outra pessoa?
R: Isso pode ser uma garantia real, retida até que o empréstimo seja quitado. Também pode ser uma promessa ilimitada de pagar todas e quaisquer contas acumuladas que a pessoa não possa ou não queira pagar. Como observação adicional, em 1997, foram registrados 30 milhões de pedidos de falência nos Estados Unidos. Quando o senhor fica na obrigação de saldar a dívida de outra pessoa caso ela deixe de pagá-la, o senhor fica preso ao dinheiro. Não assuma nenhuma responsabilidade que não seja necessário assumir. Às vezes, um ato impulsivo de generosidade pode ser um pecado.
E quanto a se comprometer a arcar com as despesas de uma criança, ou de um filho em idade universitária? Mesmo sem assinar nada, já somos responsáveis pelas crianças pequenas em nossa família, portanto já arcaremos com esses custos. Mas chega um momento, talvez na faculdade, ou talvez depois, em que elas não são mais nossos dependentes e não devemos servir de fiador para elas.
Podemos dar um presente a um amigo, ou até mesmo um empréstimo sem juros, mas somos orientados a não nos tornarmos fiadores de um empréstimo para eles. Você pode estar ajudando-os a comprar algo que não deveriam comprar ou que não têm condições de pagar. Você pode estar ensinando-lhes a lição errada, de que não precisam ser econômicos. Se eles deixarem de pagar e você for obrigado a arcar com a dívida, isso pode prejudicar a amizade.
P: Em Provérbios 6:5, por que servir de fiador para outra pessoa é como um pássaro na rede de um caçador (caçador de pássaros)?
R: Quando um pássaro fica preso na rede para servir de próxima refeição ao caçador, ele ainda não sofreu nenhum dano — por enquanto. Mas, à medida que o caçador se aproxima, o pássaro pode observar lentamente sua ruína se aproximando cada vez mais. As consequências de alguns pecados são assim. Elas não o prejudicam imediatamente, exceto pelo fato de você estar preso. E, quando sua ruína chegar, você poderá vê-la se aproximando, mas não poderá fazer muito a respeito.
P: Em Provérbios 6:6,9; 10:26; 13:4; 15:19; 19:24; 20:4; 21:25; 22:13; 24:30; 26:13-16, quais são as características de um preguiçoso?
R: Existem diferentes tipos de preguiça; uma pessoa pode ser deliberadamente preguiçosa em uma área, mas diligente em outra. Há diferentes níveis de preguiça, desde a pessoa que faz algo sem entusiasmo até aquela que se ofende se lhe pedirem para mover sequer um dedo.
P: Em Provérbios 6:6-8, como devemos olhar para a formiga?
R: Podem existir duas razões.
Primeiro, não é porque as formigas são as criaturas mais fortes do mundo, embora sejam muito mais fortes do que nós, grama por grama. É porque elas não deixam de trabalhar diligentemente, mesmo sem supervisão. Elas estão motivadas a trabalhar duro, mas não porque alguém esteja observando-as. Elas não precisam de uma hierarquia de comando, nem de humanos (ou formigas) para recompensá-las ou puni-las caso não trabalhem com dedicação suficiente. As formigas não estão fazendo esse trabalho por si mesmas, mas pela colônia.
Em segundo lugar, embora a parábola de Esopo sobre a formiga e o gafanhoto tenha sido escrita posteriormente, assim como uma parábola semelhante de Sintipas, existe uma versão anterior em aramaico, com a qual os leitores talvez estejam familiarizados.
P: Em Provérbios 6:9-11, por que os preguiçosos preferem dormir?
R: Sem esperança, sem preocupações e sem pensar no futuro, que coisas melhores teriam para fazer? A preguiça é, apenas secundariamente, algo que se tem (um mau hábito). Primeiramente, é algo que falta: qualquer desejo de planejar ou trabalhar para o futuro. Por que se esforçar hoje, se sempre é possível começar amanhã?
P: Em Provérbios 6:12-15, que tipo de pessoa é essa?
R: Trata-se de um vigarista clássico. O vigarista não apenas usava palavras sutis e enganosas, mas também era um bom ator, bem treinado nos gestos e maneirismos para enganar as pessoas. Houve um vigarista que chegou a fingir ser do governo francês e vendeu a Torre Eiffel a alguém para que ela fosse desmontada como sucata. Embora houvesse outros dois licitantes, a vítima que venceu a licitação tinha dúvidas quanto à autenticidade da transação. O golpista percebeu isso. Então, ele disse à vítima que estava passando por dificuldades financeiras, devido ao baixo salário do governo, e pediu um pequeno suborno. A vítima afirmou que ficou convencida depois disso. Se o “funcionário do governo” estava tentando ganhar dinheiro aceitando um pequeno suborno, então o funcionário “obviamente” não iria lucrar muito com isso. Assim, a vítima pagou o dinheiro; mais tarde, dirigiu-se ao órgão público e descobriu que havia sido enganada.
P: Em Provérbios 6:16-18, o que há de interessante nessas sete abominações aos olhos de Deus?
R: A última, semear discórdia entre irmãos, é considerada no mesmo nível que derramar sangue inocente.
P: Em Provérbios 6:17, por que Deus odeia tanto os olhos altivos, a língua mentirosa, as mãos sanguinárias, os corações que tramam com malícia, os pés que correm rapidamente para o mal, a testemunha falsa e aquele que incita contendas?
R: Embora as Escrituras não o digam explicitamente, essa lista abrange de forma bastante abrangente os tipos básicos de maldade.
Como J. Oswald Sanders escreveu em *On to Maturity*, p. 63: “Não posso negar que meu mestre era vaidoso. Ele precisava ser a figura central em tudo. Se fosse a um batizado, queria ser o bebê. Se fosse a um casamento, queria ser a noiva. Se fosse a um funeral, queria ser o cadáver.” Esta citação foi retirada do *Believer’s Bible Commentary*, p. 806. Portanto, talvez o senhor não queira ser sempre o centro das atenções.
P: Em Provérbios 6:17, por que são exatamente seis ou sete coisas?
R: Trata-se de um recurso literário, também utilizado sete vezes em Amós 1:3, 6, 9, 13; 2:1, 4, 6. A lista contém sete itens, mas não interprete o número como sendo “exatamente” 7, já que alguns poderiam ser combinados entre si. Isso também pode significar que a lista não é necessariamente exaustiva, e que é dado ênfase especial ao último item. Um recurso literário moderno um pouco semelhante é a expressão “por último, mas não menos importante”.
P: Em Provérbios 6:22, quais são as três maneiras diferentes pelas quais a palavra de Deus nos ajuda?
R: Quando nos desviamos, seja devido a uma viagem necessária ou por nos desviarmos quando não deveríamos, a Palavra de Deus nos guiará ou nos trará de volta ao caminho certo.
Ela nos ajudará quando dormirmos, com nossa mente e nossos sonhos voltados para coisas boas.
Quando estivermos acordados, ela nos falará e nos ensinará, se a tiverem lido e ela estiver em seu coração.
P: Em Provérbios 6:24-35, como o adultério se relaciona com os pecados anteriores de ser fiador, preguiça e ser um vigarista?
R: Quem age de forma imoral pode pagar um preço alto. Provérbios 6 enfatiza não tanto esses pecados, mas sim a insensatez e as consequências decorrentes deles. Provérbios 5 já havia advertido contra a imoralidade. Provérbios 6:24-35, em vez de ser uma recapitulação, descreve algumas das graves consequências, aqui na terra, de se agir dessa forma.
P: Em Provérbios 6:26, o que significa “reduzir um homem a um pedaço de pão”?
R: Isso significa que a aparência de um relacionamento, amizade e amor é tão superficial que, na realidade, o homem é visto como nada mais do que um objeto para se ganhar dinheiro. Qualquer consideração pelo homem como ser humano desapareceu.
Uma interpretação diferente afirma que isso significa que pecar com prostitutas tem um custo elevado e pode reduzir um homem a ter apenas um pão.
P: Em Provérbios 6:33-35, por que não há como apaziguar o cônjuge ciumento?
R: A honra do casamento deles já não existe mais. Levítico 20:10 e Deuteronômio 22:22 dizem que tanto o homem quanto a mulher que pecassem deveriam ser condenados à morte por apedrejamento.
Deixe-me dizer-lhe como você pode ganhar milhões de dólares. Invente um creme que “desqueime” completamente a pele. Quando alguém andar sobre carvão em brasa, ele poderá “desqueimar” os pés dessa pessoa. Se o senhor não conseguir fazer isso, porque é algo impossível, esse é o mesmo problema enfrentado por alguém que comete adultério ou outra imoralidade e é pego. Se essa pessoa disser: “Sinto muito, vou simplesmente desfazer tudo”, isso não vai funcionar.
P: Em Provérbios 7:2, por que esse ensinamento é comparado à pupila (centro) do seu olho?
R: A complexa estrutura de todo o olho e do nervo óptico torna-se inútil se essa parte for perfurada. Ao menor sinal de perigo, o olho se fecha automaticamente para se proteger. Da mesma forma, nossa vida e nosso testemunho podem se tornar inúteis aos olhos do mundo se não protegermos essa parte.
P: Em Provérbios 7:7, quais são os cinco tipos de tolos mencionados neste livro?
R: O hebraico utiliza cinco palavras distintas, e elas têm significados diferentes.
“Peti” (simples) em Provérbios 1:4, 22, 32; 7:7; 8:5; 9:4, 13, 16; 14:15, 18; 19:25; 21:11; 22:3; 27:12
O tolo “k’ciyl” em Provérbios 10:18, 23; 13:16; 14:16; 15:14; 17:10, 12, 16, 21; 18:2; 19:1, 10; 23:9; 26:1, 4, 5, 6, 8, 10, 11, 12; 28:26; 29:11, 20
O termo “nabal”, que designa o tolo obstinado, é usado três vezes em Provérbios 17:7,21; 30:22
O preguiçoso ‘asel em Provérbios 6:6,9; 10:26; 12:11,24,27; 13:4; 15:19, 18:9; 19:15,24; 20:4; 21:25; 22:13; 24:30-34; 26:13-16
Zombador Provérbios 1:22; 3:34,35; 9:7,8,12; 13:1; 14:6; 15:12; 19:25,28,29; 21:11,24; 22:10; 24:9; 29:8
P: Em Provérbios 7:8, o senhor acha que foi por acaso que o jovem se aproximou da casa dela?
R: Não, provavelmente foi intencional. Ao passar pela rua, diz-se que “ele tomou o caminho para a casa dela”. Provérbios 5:8 diz para nem mesmo se aproximar da porta da casa dela. Mas não são as “portas” que preocupam Salomão. Por que ele está indo até a casa dela no crepúsculo, quando é mais difícil que as pessoas o vejam? À medida que a noite cai, ele é como uma mariposa que voa cada vez mais perto da chama. Que assunto urgente ele tinha para resolver, a ponto de não poder voltar antes de escurecer? Além disso, não sabemos se essa foi a primeira vez que ele passou pela casa dela ou se ele passava por lá com frequência, na esperança de encontrá-la disponível. Em Provérbios 7:10,15, parece que eles já se conhecem bem.
R: “Descaradas”, neste contexto, significa não sentir qualquer vergonha ou culpa por sua maldade. Embora uma pessoa tenha consciência, Romanos 1:21-32 nos mostra que ela pode endurecer sua consciência por meio do pecado persistente.
P: Em Provérbios 7:14, essa mulher é religiosa e adoradora de Deus?
R: As ofertas de paz eram entregues aos sacerdotes em nome de Deus, conforme Levítico 7:11-21; portanto, sim, ela era religiosa. As ofertas de paz deviam ser consumidas até o dia seguinte; assim, ela tinha comida em abundância e precisava de ajuda para comê-la. Ofertas e votos são atos de adoração; portanto, sim, ela mantinha a forma de adorar a Deus, embora seu coração estivesse distante Dele. O senhor não está a salvo de ser tentado por alguém só porque essa pessoa diz ser crente.
Por outro lado, alguns sugerem que ela era uma idólatra que adorava falsos deuses. Mas, contra isso, o termo “oferta de paz” não é um termo pagão, mas provém de Levítico 7:11-21.
P: Em Provérbios 7:14, como a religião hoje pode degenerar em mera ferramenta que as pessoas usam para justificar suas ações e tentar apaziguar a consciência?
R: Isso não ocorre apenas hoje, mas ao longo de toda a história. Os exércitos muçulmanos tinham permissão para tomar (e ficar com) um quinto dos espólios. Era-lhes dito explicitamente que era permitido estuprar as mulheres, mesmo na frente de seus maridos. Mas isso era aceitável porque estavam “lutando por Alá”.
As Cruzadas também saquearam e mataram em batalha até mesmo alguns que sabiam serem cristãos, porque estavam “lutando por Deus”. Estranhamente, após o massacre da aldeia indígena de Alamein, composta principalmente por alauítas e alguns cristãos, os cruzados e os alauítas tornaram-se amigos, e o exército cruzado contava predominantemente com soldados de infantaria muçulmanos alauítas. Então, o rei Ricardo (chamado de Coração de Leão) traiu de forma pérfida o sultão alauíta de Damasco e tomou posse de seu reino.
Um fato pouco conhecido sobre Henrique VIII da Inglaterra, em 1533, é que ele ficou genuinamente chocado quando o Papa se recusou a anular seu casamento de quase 24 anos. Afinal, em 1502, o Papa havia feito isso recentemente para o rei Vladislau II da Hungria, bem como para outros monarcas. A razão pela qual o Papa se recusou a fazê-lo foi porque não queria contrariar a Espanha.
Na Inglaterra, Richard FitzRalph, entre 1300 e 1360, ensinou a “teologia do domínio”. Todo domínio pertence a Deus e, se um governante não estiver seguindo a Deus, você está livre para derrubá-lo. Isso tornou-se extremamente conveniente para justificar ataques a reis não cristãos e tribos indígenas. Quando um governante europeu desejava atacar outro país, basicamente sem qualquer motivo válido, costumava primeiro obter a bênção do papa. Assim, por exemplo, quando o rei católico Henrique II da Inglaterra quis invadir a Irlanda católica, ele consultou o Papa Adriano IV (que, por coincidência, também era inglês), o qual disse: “Não sei por que alguém desejaria invadir aquela terra”, mas, em seguida, concedeu permissão aos ingleses.
P: Em Provérbios 7:16, por que se menciona o linho egípcio?
R: Primeiro, observe que a mulher estava procurando um pretexto honroso, uma desculpa, para levar o rapaz até sua casa a fim de praticar um ato desonroso; por isso, ela recorreu à religião, ou seja, ao ato de comer os sacrifícios. Em segundo lugar, o rapaz estava indo até lá por um motivo refinado e culto: ver o linho egípcio. Quase todas as culturas confeccionavam roupas, mas o linho egípcio era um luxo feito de fios de diâmetro muito pequeno, sendo muito fino e uniforme. É algo semelhante à microfibra de hoje.
P: Em Provérbios 7:19-20, qual é o argumento da esposa?
R: Ela está dizendo a ele que não só será emocionante e prazeroso, mas também seguro.
P: Em Provérbios 7:22-23, por que o que eles fizeram é tão fatal?
R: Mesmo que o jovem não seja morto fisicamente — como o marido ciumento teria o direito de fazer —, ele nunca mais será o mesmo homem. Mas esse pecado pode destruir sua família ou arruinar perspectivas de casamento honrosas, causar-lhe remorso ou doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com Levítico 20:10, ambos deveriam ser apedrejados até a morte, embora os israelitas, em geral, já não seguissem essa prática na época de Salomão. Mas se o marido descobrisse quem era o jovem, isso ainda poderia significar a morte literal.
P: Em Provérbios 7:26, o que significa “muitos dos que foram mortos por ela eram fortes”?
R: A simples força física não é relevante aqui. Homens fortes seriam guerreiros valentes. Muitos crentes, que eram fortes na fé e faziam muitas coisas boas para Deus, naufragaram espiritualmente por causa desse tipo de pecado.
P: Em Provérbios 8:1-17, como a sabedoria clama?
R: Consideradas as dificuldades que muitas pessoas provocam a si mesmas devido à falta de sabedoria, os efeitos disso constituem uma forma de clamar por sabedoria. No entanto, esse provavelmente não é o significado principal. A Palavra de Deus nos fala sobre a sabedoria, e o Espírito Santo está convencendo as pessoas do mundo de sua necessidade de conhecer a Deus. Embora o Espírito Santo não habitasse na maioria dos crentes nos tempos do Antigo Testamento, o Espírito de Deus não estava ausente da terra; Ele ainda convencia as pessoas de sua necessidade de Deus.
Essa sabedoria não é um conhecimento superinteligente e acadêmico, mas sim uma sabedoria prática para que todos possam aprender e aplicar. Como diz Derek Kidner: “Um capítulo que se eleva além do tempo e do espaço começa ao nível das ruas… tão relevante aqui quanto no céu.” (Kidner, *The Proverbs, an Introduction and Commentary*, p. 76, citado em *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 5, p. 943) A sabedoria é especialmente atraente para dois tipos de pessoas aqui: os simples (peta’yim) e os tolos (kesilim). Não é tarde demais, mesmo para uma pessoa simples ou alguém já envolvido na tolice, para se voltar para a sabedoria.
Em contraste com a mulher adúltera que se esconde em becos escuros e seduz furtivamente um homem em segredo, a sabedoria clama em voz alta a todos nas ruas da cidade e nos portões da cidade. Os portões da cidade eram onde os processos judiciais eram julgados e os assuntos públicos eram conduzidos. Não há nada de oculto no chamado da sabedoria. Os versículos 1-4 não indicam apenas que a sabedoria está sussurrando, mas sim que ela está clamando em voz alta e publicamente a todos.
P: Em Provérbios 8:1-4, como a sabedoria levanta sua voz em alto hoje?
R: De maneira positiva, quando as pessoas se referem à Bíblia, citam a Bíblia ou compartilham ensinamentos piedosos, a sabedoria está clamando. Quando as pessoas percebem o contraste entre a insensatez e a maldade deste mundo, o clamor da sabedoria é ainda mais alto. Quando as pessoas veem a vida de um cristão que caminha com Deus, elas desejam a luz da sabedoria e querem abandonar as trevas de seus antigos caminhos.
P: Em Provérbios 8:10-11, em que sentido a sabedoria é melhor do que a riqueza?
R: Enquanto Provérbios 2-4 descreve as recompensas que se pode obter ao dar ouvidos à sabedoria, Provérbios 8 é diferente. Em Provérbios 8, o pronome pessoal de primeira pessoa refere-se à sabedoria dezesseis vezes, pois a recompensa é justamente a própria sabedoria. De que adianta ter riqueza se você é tolo demais para mantê-la? De que adianta a riqueza se viver de maneira tola tira a saúde de você e de sua família? Riquezas e honra podem vir com a sabedoria em Provérbios 8:18, mas não se trata apenas de obter riquezas, e sim de manter “riquezas duradouras”. A sabedoria também traz honra e felicidade, e a sabedoria é uma riqueza maior do que a riqueza material. A única ressalva é que Provérbios 8 não trata apenas de ver a sabedoria ou experimentá-la, mas de “andar” na sabedoria. “Andar”, em hebraico, não significa apenas dar alguns passos, mas caminhar com firmeza.
P: Em Provérbios 8:12-13, o que há de interessante no contraste apresentado aqui?
R: A sabedoria é “moral”, não apenas “mental”. A sabedoria possui certos “companheiros” ou frutos que a acompanham. Da mesma forma, a insensatez maligna também possui certos companheiros. Os companheiros da sabedoria são a prudência, o conhecimento e a discrição. Os companheiros da insensatez maligna são o orgulho, a arrogância, o caminho do mal e a boca perversa.
Ao navegar pela vida, a prudência (‘ormah) é como um telescópio, capaz de enxergar outros pontos de vista e avistar todos os lados de uma situação. O conhecimento é como um mapa, fornecendo as informações necessárias para superar os desafios. A discrição é como o leme do navio, para desviá-lo de rochas, recifes e colisões com outras embarcações. Tente navegar sem esses elementos e precisará aprender a nadar no oceano por longas distâncias! No entanto, há coisas que podem ser piores. O orgulho tende a incitar as pessoas a se oporem a você. Uma boca grande e barulhenta pode piorar as coisas, tornando-o um alvo atraente para ataques. Uma coisa pior do que nadar sozinho no vasto oceano é nadar sozinho no vasto oceano cercado por sangue de peixe que atrai tubarões!
P: Em Provérbios 8:14-21, quais são alguns bons “efeitos colaterais” de se ter sabedoria?
R: Embora a recompensa seja a própria sabedoria, eis alguns benefícios da sabedoria.
Bons conselhos 8:14a
Bom senso 8:14b
Compreensão 8:14c
Mais força 8:14d
Capacidade de liderança 8:15a, 16a
Habilidade para julgar 8:15b; 16b
Afeto e companheirismo 8:17a
Riquezas duradouras 8:18
Honra e retidão 8:18
Orientação na retidão e na justiça 8:20-21
Orientação para obter riqueza 8:20-21
P: Em Provérbios 8:22, 23, isso se refere a Jesus e, portanto, demonstra que Jesus foi criado, como afirmam as Testemunhas de Jeová na publicação *O Maior Homem que Já Viveu* (1991), p. 11?
R: Não, Jesus não foi criado, e isso não se refere a Jesus. O herege Ário alegou que isso se referia a Cristo e tentou usar isso para provar que Cristo era um ser criado. Na verdade, porém, a palavra hebraica “qanah” pode significar tanto “Deus possuía sabedoria” quanto “Deus criou a sabedoria”. A sabedoria em Provérbios é representada como feminina (Provérbios 7:4; 8:1, 2, 3; 9:1, 2, 3), e até mesmo as Testemunhas de Jeová concordam que Jesus nunca foi do sexo feminino. Consulte a próxima pergunta para mais detalhes.
R: Embora os primeiros cristãos e o “Believer’s Bible Commentary” (p. 810) acreditem que isso se refira a Jesus, a maioria dos cristãos hoje afirma que não se refere a Cristo nem a qualquer pessoa em particular, mas que trata-se de uma personificação de um aspecto do caráter de Deus.
Os escritores judeus Filo de Alexandria, a Sabedoria de Salomão 7 e Eclesiástico 24 afirmaram que se tratava do “logos”, mas eles se referiam a um logos impessoal, não ao Messias.
P: Em Provérbios 8:30, essa palavra significa “artesão” ou “criança pequena”?
R: Significa apenas “artesão”. O Antigo Testamento foi originalmente escrito apenas com consoantes, mas o fato de se escreverem apenas as consoantes não criava ambiguidades, exceto em alguns poucos trechos. E este é um desses trechos. As consoantes hebraicas aqui podem significar tanto “artesão” quanto “criança pequena”. No entanto, o contexto de trabalho em Provérbios 8:22-29 indica claramente “artesão”, conforme traduzem a Septuaginta, a Vulgata, o siríaco e os Targumim.
P: Em Provérbios 9:1, quais são os sete pilares da sabedoria?
R: A Escritura não especifica. Provavelmente significa que a casa era grande e solidamente construída. Alguns podem pensar que se trata dos mesmos sete espíritos de Deus, mencionados em Zacarias 3:9, Isaías 11:2 e Apocalipse 1:4.
James3:17 descreve sete aspectos da sabedoria: “essencialmente pura, pacífica, docemente razoável, satisfeita com menos do que lhe é devido, complacente, cheia de misericórdia e bons frutos, imparcial e livre de insinceridade”.
P: Em Provérbios 9:2-6, como a sabedoria realiza um banquete?
R: Provérbios 7 fala da mulher sedutora que chama o homem insensato e lhe pede que vá secretamente até ela para que comam juntos os sacrifícios. Provérbios 8 e 9 personificam a mulher virtuosa, que é a sabedoria, a qual convida abertamente a todos a aprenderem com ela e a comparecerem ao seu banquete. É um banquete bom e honroso, do qual aqueles que comparecerem se beneficiarão. Ela convida não apenas os sábios, mas também os tolos, a abandonarem sua tolice e se unirem a ela. Isso é semelhante a Lucas 14:16-24, onde Jesus conta a parábola do grande banquete, no qual muitos convites foram feitos, mas poucos compareceram.
Em Provérbios 9:13-18, a mulher tola também convida indiscriminadamente qualquer pessoa a beber “água roubada” e a comer “em segredo”.
R: O vinho era armazenado sem ser diluído e era misturado na proporção de uma parte de vinho para três ou quatro partes de água. O vinho da Páscoa era uma parte de vinho e três partes de água. O vinho também era misturado com especiarias.
P: Em Provérbios 9:8, por que uma pessoa sábia amaria alguém que a repreende?
R: Uma pessoa sábia valorizaria a correção e não permitiria que o orgulho a impedisse de aceitá-la com humildade. Ser tolo não se baseia apenas na falta do que você não sabe, mas, mais importante ainda, no que você não quer aprender. Uma pessoa sábia busca tornar-se ainda mais sábia.
P: Em Provérbios 9:12, o que essa passagem diz sobre sabedoria e escárnio?
R: Sua atitude em relação a si mesmo afeta profundamente quem você é. Como o homem pensa, assim ele é. Se você está se esforçando para ser sábio, talvez nem sempre tome decisões sábias, mas tomará decisões mais sábias do que se não se importasse em querer ser sábio.
R: Assim como a sabedoria foi personificada como uma mulher, essa outra mulher é a personificação da insensatez. Não se trata de qualquer mulher insensata, mas sim de que tanto a sabedoria quanto a insensatez são personificadas como mulheres.
P: Em Provérbios 9:17, o que significa que “as águas roubadas são doces, e o alimento comido em segredo é delicioso”?
R: Há três interpretações complementares:
Conhecimento: O ecletismo é um ensinamento falso segundo o qual se deve extrair a verdade de muitas fontes diferentes (e geralmente contraditórias). O conhecimento, incluindo o conhecimento falso, não é necessariamente algo bom. Mesmo o conhecimento verdadeiro, quando se tem acesso apenas a uma parte do quadro, pode ser prejudicial.
Ações: Não há nenhuma razão física para que a água roubada de outra pessoa tenha um sabor melhor, mas as pessoas gostam da emoção de conseguir coisas. Às vezes, sabe-se que adolescentes ricos roubam óculos de sol e outras coisas, não porque não tivessem dinheiro, nem porque já não tivessem óculos de sol, mas pela emoção de roubar. Uma tira de Garfield mostra o gato Garfield, com as mãos cheias de ratos, soltando alguns para poder pegar outro. A legenda diz: “Não é o fato de ter, mas o de conseguir”.
Os prazeres culposos são ainda mais prazerosos para os ímpios porque estão fazendo coisas proibidas. Por exemplo, uma pessoa pode sentir um prazer especial em ter um relacionamento romântico ou sexual com alguém que arrancou de um cônjuge ou namorado/namorada. No entanto, uma vez que isso tenha acontecido, supostamente a novidade passa, e a pessoa é abandonada.
P: Em Provérbios 10:1, como a honra do filho afeta os pais?
R: É difícil descrever a angústia de um pai ou mãe cujo filho traz vergonha para a família. A maneira como os filhos escolhem viver suas vidas causa um impacto emocional — seja grande satisfação ou grande tristeza — nos pais. Um filho que cresce traz alegria ao pai em Provérbios 15:20; 23:15,24; 27:11; 29:3, mas um filho mau causa tristeza ao pai em Provérbios 17:21, 25; 19:13.
P: Em Provérbios 10:2, o que se diz sobre os ímpios e os tesouros?
R: Embora os ímpios possam obter tesouros, estes não durarão. Certamente, no dia em que morrerem, não terão mais nenhum de seus tesouros. Como disse o pastor Jack Graham: “Você nunca vê um reboque da U-Haul atrás de um carro funerário!”
P: Em Provérbios 10:3, o que este versículo promete — e o que não promete — a respeito dos justos e dos ímpios?
R: Promete que a alma do justo não passará fome. Este versículo não promete que o justo será materialmente rico, nem promete que o ímpio nunca será rico. Mas promete que aquilo que o ímpio realmente deseja lhe escapará.
P: Em Provérbios 10:4, o que são mãos diligentes, em comparação com mãos preguiçosas e mãos viciadas em trabalho?
R: Pode-se contar com as mãos diligentes para realizar o que devem fazer. Isso não significa que elas possam fazer o que devem fazer. Significa, antes, que pode-se contar com elas para fazer o que devem fazer. As mãos preguiçosas podem, às vezes, realizar o trabalho, mas muitas vezes não, e não se sabe em quais ocasiões ele será realizado. Frequentemente, elas não dedicam o tempo necessário para fazer tudo o que deveriam. Os viciados em trabalho são iguais nesse aspecto: não dedicam tempo para fazer tudo o que deveriam. Eles dedicam tanto tempo ao trabalho imediato que negligenciam os relacionamentos e outras coisas.
P: Em Provérbios 10:7, como o nome do justo é lembrado, e como o nome do ímpio se corrompe?
R: Mesmo depois de partirem desta terra, os justos são lembrados, de maneira positiva, mais do que os ímpios.
Quantas pessoas o senhor conhece chamadas Paulo, João, Mateus ou Timóteo, e quantas pessoas o senhor conhece chamadas Judas ou Roboão? A única exceção a isso é o sanguinário conquistador muçulmano Tamerlão, que massacrou todos em muitas cidades, incluindo a cidade muçulmana de Shiraz, mas ainda é lembrado com carinho por ter construído uma famosa mesquita branca em Samarcanda. Vários meninos muçulmanos da Ásia Central receberam o nome dele, incluindo o autor do atentado à Maratona de Boston.
P: Em Provérbios 10:8, o que é um “tolo de lábios”, ou seja, um “tolo tagarela”?
R: Trata-se de um tipo de tolo obstinado, ‘ewil, que não sabe como nem quando calar a boca. Os tolos tagarelas não conseguem parar de falar o tempo suficiente para ouvir os outros e aprender com eles.
P: Em Provérbios 10:10, o que há de errado em piscar o olho?
R: Tanto naquela época quanto hoje, piscar o olho significa agir com astúcia e engano.
R: O senhor deve ser capaz de perdoar aqueles que pecam contra o senhor. Tiago5:20 e 1 Pedro 4:8 mostram que trazer um pecador de volta do seu pecado cobre uma multidão de pecados. O amor pode abrir caminho para a reconciliação.
Mais importante ainda, o amor de Deus perdoa todos os pecados cometidos contra Ele, para aqueles que desejam viver no perdão de Deus. Deus nos concedeu esse perdão, bem como outras grandes bênçãos, por meio da morte de Jesus Cristo na cruz.
P: Em Provérbios 10:17, por que algumas pessoas recusam a correção?
R: Isso significaria que elas teriam de admitir que estavam erradas ou que precisavam de correção. Mas a instrução, especialmente a instrução piedosa, é um conselho sobre como mudar para melhorar. Como um colega de trabalho sempre dizia: “Eu me reservo o direito de ficar mais inteligente”.
Imagine ser um passageiro de avião em que o piloto dissesse que esta era sua primeira vez voando sozinho e se recusasse a ouvir seus instrutores.
P: Em Provérbios 10:19, por que o pecado não está ausente quando as palavras são muitas?
R: Quanto mais falamos, maiores são as oportunidades de proferir palavras descuidadas, caluniosas ou ofensivas. Às vezes, palavras comuns podem ser ditas em um tom ofensivo. Essas coisas acontecem com mais frequência quando alguém tem muito a dizer sobre outra pessoa. Quanto mais se fala, mais fácil é exagerar ou contar pequenas mentiras, que ainda assim são pecados.
P: Em Provérbios 10:26, de que forma um homem preguiçoso é como vinagre e fumaça para aquele que o enviou?
R: A fumaça irrita os olhos, e o vinagre é ácido e corrói o esmalte dos dentes. Confiar em um homem preguiçoso, em quem não se pode confiar para concluir a tarefa, para realizar o trabalho é pior do que não enviar ninguém. Se você não enviar ninguém, pelo menos sabe que a tarefa não foi realizada. Mas, ao enviar um preguiçoso, você presume que a tarefa foi cumprida, quando, na verdade, sua confiança está mal depositada. No fim das contas, quem enviou apenas deseja que os preguiçosos saiam do caminho.
P: Em Provérbios 10:27 e Eclesiastes 8:12, como é que a vida dos ímpios é encurtada, quando em Jó 21:7 ela é prolongada?
R: Da maneira mais importante possível, toda e qualquer pessoa ímpia que não se arrepende vive apenas por um curto período, pois não terá a vida eterna com Deus.
Na Terra, embora o dinheiro não possa comprar mais dias de vida, a insensatez pode encurtar uma vida devido a más decisões. Vemos a vida de algumas pessoas ímpias encurtada pela violência, pelas drogas, pelo alcoolismo, pelo pecado em geral, etc. Por outro lado, na Terra também vemos outras pessoas ímpias que vivem uma vida física relativamente longa antes que seu julgamento chegue.
P: Em Provérbios 10:28, como perece a esperança dos ímpios?
R: Aqui estão alguns exemplos. Alexandre, o Grande, conquistou territórios desde a Ilíria até quase a Índia, mas morreu aos cerca de 32 anos, provavelmente de malária. Júlio César, que conquistou toda a França, foi assassinado por amigos. Átila, o Huno, que fez Roma tremer de medo, morreu misteriosamente na noite de seu casamento. O fato de ele ter executado o pai de sua noiva no dia anterior pode ter tido algo a ver com isso. Hitler e Saddam Hussein foram encontrados escondidos em bunkers.
P: Em Provérbios 11:1; Amós 8:5; e Miquéias 6:11, o que é uma balança falsa neste contexto?
R: Esse era um pecado muito grave no mundo antigo e ainda ocorre hoje, embora de forma diferente. Uma balança falsa é aquela que um comerciante desonesto usaria para pesar grãos ou outros itens comprados por peso. É como se um açougueiro em um supermercado pesasse sua carne com o dedo na balança.
Hoje, quando o comprador é informado de uma coisa sobre sua compra e recebe outra, de menor valor, isso equivale, na prática, a usar uma balança falsa. Duas gírias para dois tipos de comportamento comercial pecaminoso são “isca e troca” e “dar troco a menos”.
P: Em Provérbios 11:2, o que significa a palavra “orgulho” neste contexto?
R: Essa palavra hebraica deriva da palavra que significa “inchar” ou “ferver”, como na culinária.
P: Em Provérbios 11:12, de que maneiras as pessoas pecam ao desprezar seus vizinhos?
R: Essa palavra também pode significar ridicularizar, menosprezar ou rebaixar (verbalmente) o próximo. Nada é feito para a glória de Deus quando motivado pela raiva ou pelo rancor das pessoas.
P: Em Provérbios 11:14, como os bons conselheiros nos orientam?
R: A palavra hebraica para “orientação” aqui refere-se a conduzir um navio. O leme e o timão não movem o navio; eles apenas alteram a direção de um navio que já está em movimento. Conduzir um navio é fundamental para evitar rochas que poderiam afundá-lo.
P: O que significa Provérbios11:16 ?
R: Este breve versículo de opostos é complexo, pois possui pelo menos três significados complementares.
1) As pessoas respeitam quem tem bom coração, mas não respeitam quem é cruel.
2) Entre aqueles que se destacam por serem bondosos, há muitas mulheres. A maioria das pessoas cruéis são homens. Os homens precisam tomar cuidado para não serem cruéis. Muitos homens também podem ser bondosos, mas esse é o tema de Provérbios 11:17.
3) Ser implacável pode, de fato, render mais riquezas mundanas do que ser bondoso, mas o respeito e a obediência a Deus são uma recompensa maior do que meras riquezas terrenas.
A expressão “de bom coração” também pode ser traduzida como “misericordioso”.
P: Em Provérbios 11:22, por que a Bíblia [supostamente] compara as mulheres a porcos? (um ateu levantou essa questão)
R: Não, a Bíblia nunca diz que as mulheres são porcas. Em vez disso, esse versículo diz que uma mulher imoral, que é fisicamente atraente, é semelhante a um anel de ouro no nariz de uma porca. O anel de ouro no nariz era considerado, naquela cultura, uma bela joia. Ele parece bonito, mas a pessoa como um todo é repugnante. A feiura moral combinada com a beleza física continua sendo feiura moral.
P: Em Provérbios 11:26, quem é que alguém amaldiçoaria por acumular grãos?
R: No momento em que as pessoas mais precisam do que essa pessoa tem para vender, ela retira o produto do mercado ou cobra um preço exorbitante para lucrar com o sofrimento alheio.
P: Em Provérbios 11:28, de que maneira as pessoas confiam nas riquezas?
R: Alguns confiam em suas próprias riquezas para protegê-los ou lhes trazer felicidade. Outros sabem que sua riqueza não traz felicidade, mas temem que, sem ela, tenham infelicidade garantida. Alguns percebem que as riquezas realmente compram amigos, mas precisam se perguntar se esses são os tipos de amigos que desejam. Algumas pessoas podem não ser ricas, mas, se se tornarem ricas, acreditam que todos os seus problemas seriam resolvidos.
Se o senhor vai confiar nas riquezas, confie nas riquezas verdadeiras e eternas do Céu, não nas riquezas insignificantes desta terra.
P: Em Provérbios 11:29, de que maneira algumas pessoas causam problemas em sua própria casa?
R: É fácil para todos perceberem, exceto talvez para elas mesmas, como alcoólatras, viciados em drogas, adúlteros, gananciosos e pessoas desagradáveis causam problemas à própria família. Elas semeiam discórdia na família e, geralmente, tanto elas quanto a família sofrem por causa disso.
P: Em Provérbios 11:31, como os justos são recompensados nesta vida, bem como na próxima?
R: De maneira simples e não sobrenatural, é fácil perceber que as pessoas justas, que não usam drogas, não se embriagam, não prejudicam seus pulmões nem se expõem ao risco de doenças sexualmente transmissíveis, em média, levam uma vida mais saudável e mais longa na Terra do que aquelas que praticam essas coisas. As pessoas justas que não gastam seu tempo buscando essas coisas têm mais tempo e energia para outras atividades. As pessoas justas que não gastam dinheiro com coisas ruins têm mais dinheiro para investir e utilizar.
Além disso, Deus cuida dos justos, e nada de ruim lhes acontece, exceto o que Ele permite para Sua glória.
P: Em Provérbios 12:1 e Salmos 92:6, o que significa “estúpido” ou “bruto”?
R: A palavra hebraica bā’ar significa irrefletido, insensível ou semelhante a um animal. A maioria dos animais não considera as consequências de suas ações além de um dia. Até mesmo as formigas, que armazenam alimento para o inverno, fazem isso por instinto, não por reflexão deliberada. Basta pensar em quantas coisas os seres humanos fazem sem considerar as consequências. Imagine se o senhor tivesse a capacidade, não de fazer com que as pessoas enxergassem coisas que de outra forma não poderiam ver, mas simplesmente de fazer com que todos refletissem cuidadosamente sobre as consequências de suas ações. Com apenas essa mudança, que mundo tão diferente seria!
P: Em Provérbios 12:4, de que forma uma mulher virtuosa é uma coroa para o marido?
R: Ela não apenas honra e respeita o marido, mas seu caráter traz honra e respeito ao marido e à família. Além disso, Provérbios 31:28-30 mostram que um bom marido e os filhos a valorizam e lhe dão honra e louvor, tanto a ela quanto diante dos outros.
Certo líder de igreja contou certa vez que estava entrevistando três candidatos em potencial para o cargo de pastor. Todos os três eram professores piedosos, e era difícil escolher entre eles. Então, ele entrevistou suas esposas. A partir daí, a escolha de qual deles selecionar tornou-se muito fácil.
P: Em Provérbios 12:8 e seguintes, o que é um coração pervertido ou perverso?
R: A palavra hebraica aqui significa “dobrado”, “torto” ou “retorcido”. Quando se empurra uma extremidade de um galho retorcido para a direita, a outra extremidade pode subir ou descer. Quando se deseja seguir em uma direção, por exemplo, para se sentir feliz, a outra extremidade se move na direção oposta.
P: Em Provérbios 12:10, como um crente deve tratar os animais?
R: É bom ser bondoso com os animais e cuidar de suas necessidades. Devemos ter respeito pela criação de Deus. Aqui está um resumo do que a Bíblia ensina.
É aceitável utilizar gado e animais de carga.
É permitido ter um animal como animal de estimação.
Matar animais é permitido. (Levítico 3:8; 4:24; 5:8; 8:18; Números 7:71; João 21:12; Atos 10:12-13; etc.)
Comer animais é permitido em Gênesis 9:3; Levítico 10:17; 11:9,22; João 21:6-13; Atos 10:12-13; etc.)
Os animais que debulhavam tinham o “direito” de beliscar os grãos, beneficiando-se do fruto de seu trabalho em Deuteronômio 25:4.
A tortura não é permitida.
De acordo com a Lei mosaica, nem mesmo o gado deveria trabalhar no sábado, conforme Êxodo 20:10 e 23:12.
Deve-se ajudar um animal, conforme Deuteronômio 22:1-4, mesmo que ele pertença a um inimigo, conforme Êxodo 23:3-4.
Respeite o sangue do animal, conforme Gênesis 9:4 e Atos 15:29.
Você pode recolher ovos de aves, mas não deve levar tanto a mãe quanto os ovos, conforme Deuteronômio 22:6-7
Respeite a maternidade; não cozinhe um cabrito no leite de sua mãe.
Os tolos nem mesmo sabem como cuidar de seus próprios animais.
P: Em Provérbios 12:11, o que a fantasia — ou seja, seguir coisas sem valor — faz a uma pessoa?
R: Em vez de se contentarem com o que satisfaz suas necessidades, isso lhes proporciona um anseio insatisfeito ou insatisfazível por coisas sem valor das quais, na verdade, não precisam. Acreditam na mentira de que estão perdendo aquilo que lhes traria a felicidade suprema, quando a verdade é que, no fim das contas, isso não os tornaria nem um pouco mais felizes.
P: Em Provérbios 12:13, como uma pessoa pode ser enredada por suas próprias palavras?
R: Existem algumas maneiras.
Falar de forma precipitada e sem intenção, quando, sem querer, causa-se dano ou revela-se um segredo. Por exemplo, quando atores e atrizes concedem entrevistas à imprensa, está estipulado em seus contratos o que podem ou não dizer (como revelar o final de um filme). Raramente, um ator pode cometer um deslize e, então, perder muito dinheiro.
Assumir compromissos imprudentes pode deixá-lo “preso” a coisas das quais mais tarde se arrependerá e que não lhe trazem nenhum benefício. Uma amiga minha, que serviu na Marinha, contou que recebeu inúmeros pedidos de casamento de seus pacientes marinheiros — que estavam bêbados.
Ao mentir, é preciso lembrar-se das coisas de várias maneiras. É preciso lembrar que disse uma coisa à pessoa A, mas outra coisa à pessoa B. Quando A contar aos amigos e B contar aos amigos, é melhor torcer para que A e B não tenham amigos em comum; caso contrário, você será desmascarado e perderá a confiança alheia.
P: Em Provérbios 12:15, de que maneira o caminho do tolo é reto aos seus próprios olhos?
R: Uma pessoa tola geralmente não tem consciência de sua própria tolice. Em uma pesquisa, gerentes de empresas foram solicitados a se autoavaliar, indicando em qual “decil” se encontravam como gestores. Mais de 90% dos gerentes se classificaram entre os 10% melhores. Na verdade, provavelmente todos estavam corretos, pelo menos com base em seus próprios critérios. O livro de Juízes narra um período sombrio da história de Israel, quando “cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos”.
P: Em Provérbios 12:16, como devemos ignorar os insultos?
R: Isso não significa não estar ciente delas, mas sim ignorá-las, controlar sua reação e perdoar a pessoa. Às vezes, o que se pretende ser uma crítica construtiva e útil pode ser interpretado erroneamente como um insulto. É melhor, em primeiro lugar, pedir permissão para dar feedback. No entanto, não se deve permitir que outra pessoa faça com que os demais o desprezem; Provérbios12:16 deve ser equilibrado com 1 Timóteo4:11 , onde Paulo diz a Timóteo para não permitir que ninguém o menospreze por ser jovem.
P: Em Provérbios 12:18, de que forma palavras imprudentes se assemelham à perfuração de uma espada?
R: Trata-se de palavras que não tinham a intenção de ferir, nem de produzir as consequências que ocorreram. Em vez disso, foram proferidas de forma descuidada, e quem as disse provocou essas consequências sem querer e sem pensar. Provérbios 12:23 diz que o tolo simplesmente deixa escapar a tolice. Tenha cuidado com suas palavras, pois seremos julgados por cada palavra descuidada, conforme Mateus 12:36.
P: Em Provérbios 12:21, de que forma nenhum mal sobrevém ao justo?
R: Muitas pessoas ímpias recebem algum castigo nesta vida como consequência natural de suas ações. Por exemplo, mais membros de gangues são mortos por outros membros de gangues do que por outras pessoas. Em geral, os justos escapam das consequências das ações ímpias, caso não estejam participando delas. No entanto, às vezes os justos são injustamente prejudicados pelos ímpios.
Às vezes, os justos são afligidos por Satanás, mas Deus os vindicará, os recompensará no Céu e, às vezes, também os recompensará na terra.
P: Em Provérbios 12:22 e 6:16-19, em que a mentira difere dos demais pecados?
R: Deus não deseja que cometamos nenhum pecado. No entanto, esses versículos afirmam que os lábios mentirosos são, em especial, uma abominação, odiosa a Deus. Em Salmos 120:2, o salmista pede a Deus que o livre das línguas mentirosas. É possível cometer atos insensatos se confiar em uma mentira. Se alguém mentir para você e você não perceber, mesmo que seja sábio, isso ainda pode levá-lo a cometer atos insensatos.
P: Em Provérbios 12:26, como devemos ser cautelosos nas amizades, e como não devemos ser?
R: A expressão hebraica pode significar “é cauteloso nas amizades” ou “examina as amizades”. Se seus amigos o afastam de Deus, o levam a praticar atos perversos e fazem com que seu amor por Deus esfrie, então você precisa de novos amigos. Devemos ser cautelosos com amigos que possam nos colocar em apuros, difamar ou espalhar fofocas sobre nós (ou sobre outros), ou que de alguma forma nos traírem pelas costas. Por outro lado, não devemos escolher amigos com base em sua riqueza, origem étnica ou no que eles podem fazer por nós.
P: Em Provérbios 13:1,18, como o senhor definiria a virtude da receptividade ao aprendizado?
R: Em primeiro lugar, trata-se tanto da capacidade quanto do desejo de aprender mais sobre algo, em oposição à recusa ou à apatia. Em segundo lugar, significa também saber em que vale a pena dedicar tempo para aprender, em contraste com coisas que não merecem esse investimento. Uma pessoa não é receptiva ao aprendizado se já acredita saber tudo melhor do que ninguém.
Por fim, se uma pessoa for punida por algo pelo qual deva ser punida, será essa a última vez, porque ela aprenderá a lição, ou precisará ser punida pela mesma coisa repetidamente?
P: Em Provérbios 13:2, como um homem sábio come o fruto de seus lábios?
R: Coisas boas advêm ao homem sábio por meio de suas palavras. Em contraste, os infiéis desejam tomar coisas que não lhes pertencem; talvez, em parte, porque suas palavras não os estão levando a lugar algum.
P: O que Provérbios 13:7 está destacando?
R: Muitas vezes, as pessoas não são o que parecem. Elas podem criar uma fachada. E isso ocorre de várias maneiras. O termo “sem pretensões” significa não fingir ser o que não é, mas sim que o que as pessoas veem é o que realmente existe.
P: O que significa Provérbios 13:8?
R: Esse provérbio é um dos meus favoritos. Do ponto de vista de um homem rico, as riquezas são muito importantes para a segurança. Elas podem resgatar sua vida caso ele seja sequestrado ou ameaçado de morte, a menos que pague.
No entanto, por mais úteis que as riquezas possam parecer, uma pessoa não tão rica está, em muitos aspectos, muito mais segura do que uma pessoa rica, pois ninguém deseja sequestrá-la ou ameaçá-la.
Há um princípio mais geral ilustrado aqui. Às vezes, insistimos em nos apegar a algo por medo, e ter mais disso parece nos dar mais segurança. No entanto, se abrirmos mão, podemos genuinamente ter uma segurança ainda maior. Este versículo não está falando de Deus realizando milagres, mas apenas de uma recompensa inesperada por uma vida prudente e generosa.
Todos concordam que uma pessoa faminta que recebe algum dinheiro se sente mais segura do que uma pessoa faminta sem dinheiro. Portanto, mais dinheiro significa sempre mais segurança e menos preocupações, certo? — Errado. Considere o seguinte: um vaso antigo caro, um carro caro com pintura nova, uma casa cara, mais dinheiro em investimentos. Sem que Deus dê direção à sua vida, cada uma dessas coisas pode, na verdade, aumentar sua preocupação, e não diminuí-la.
Precisamos parar de pensar na riqueza como uma bênção. A riqueza pode ser usada para trazer bênçãos, mas também pode trazer tristeza e torná-lo um alvo, se você não tomar cuidado.
R: Um homem rico pode ser capaz de resgatar a si mesmo ou à sua família de sequestradores, mas um homem pobre não tem nenhuma ameaça com que se preocupar. Da mesma forma, quanto mais riqueza você tiver, mais poderá se tornar um alvo não apenas para sequestradores, mas também para vigaristas e vendedores legítimos.
P: Em Provérbios 13:10, como você pode ouvir um conselho de forma que isso não gere uma discussão?
R: Existem pelo menos cinco tipos de respostas para os conselhos que lhe são dados.
Já ia fazer: No caso de um conselho que você considere bom, mas que já pretendia seguir de qualquer maneira, não seja impaciente. Agradeça pelo conselho, diga que já pretendia segui-lo, e tudo ficará bem. Não diga que a pessoa mudou sua opinião, pois isso não seria honesto.
É bom fazer: No caso de um conselho que você considere bom e que não havia considerado antes, agradeça pela ajuda e pode informar que as palavras da pessoa mudaram seus planos.
O que não se deve fazer: No caso de um conselho que você considere ruim ou que não seja o melhor, agradeça pelo conselho, mas diga honestamente que não vai segui-lo e explique os motivos. Se você não disser nada e eles presumirem que você vai seguir o conselho, quando descobrirem mais tarde que você não o fez, isso poderá causar problemas. Eles se perguntarão se vale a pena conversar com você, já que você deu a impressão de concordar e de que iria fazer algo, quando, na verdade, não o fará.
Você precisa refletir mais sobre o assunto: não tem certeza se é o melhor para você fazer isso ou não. Agradeça pelo conselho e diga que vai considerá-lo.
Conselho realmente péssimo: esse conselho pode ter sido dado por total ignorância e, talvez, mesmo que a pessoa devesse saber melhor. Ou então, esse conselho foi dado não para ajudá-lo, mas por um motivo oculto. Pode ser um conselho dado a você em particular ou em público. Deve deixar claro para todos que ouvirem que não vai seguir esse conselho e explicar o motivo. Algumas pessoas podem não querer ouvir isso, mas pelo menos saberão o porquê.
P: Em Provérbios 13:12, como a esperança adiada e a esperança realizada nos afetam?
R: Muitas pessoas conseguem perseverar por muito tempo, mesmo em circunstâncias muito difíceis, se tiverem esperança e puderem enxergar um fim e um propósito para seus sofrimentos. Mas quando não há esperança, apenas desespero, as pessoas podem deixar de fazer até mesmo o que precisam fazer e simplesmente desistir. Mas os cristãos devem sempre ter esperança na dádiva da vida eterna no Céu. Dito isso, às vezes os crentes precisam esperar por muito tempo. Abraão e Sara esperaram por um filho por muito tempo. Ana esperou por um filho até ter Samuel. Isabel e Zacarias não tinham filhos, mas, já em idade avançada, tiveram João Batista.
P: Em Provérbios 13:14, 14:27 e seguintes, 29:6, 25; Romanos 7:11; Êxodo 23:3; Deuteronômio 7:16; de que maneira as palavras sábias resgatam das armadilhas da morte?
R: A imagem aqui é a de que a morte é um caçador, que arma armadilhas para os descuidados. As palavras sábias apontam as armadilhas e indicam como contorná-las.
P: Em Provérbios 13:20 e 1 Coríntios 15:33, como o simples fato de se associar a pessoas insensatas pode causar dano?
R: Se o senhor se considerar um deles, então, como o homem pensa em seu coração, assim ele é. À medida que eles continuarem a lhe dar conselhos e a moldar seu pensamento, o senhor se tornará, de qualquer forma, mais parecido com eles. À medida que as coisas que são preciosas para o coração deles se tornarem preciosas para o seu coração, o senhor também será transformado para se tornar semelhante a eles.
P: Em Provérbios 13:22, uma vez que podemos dar dinheiro a Deus, até que ponto os crentes devem deixar uma herança para seus filhos?
R: 1 Timóteo 5:8 mostra que devemos prover as necessidades de nossa família. Deixar uma herança é algo bom, conforme Provérbios 17:2;19:14 ; Salmo17:14 ; e na parábola do filho pródigo em Lucas15:12 , 31. No entanto, não precisamos dar tanto a ponto de que eles não precisem trabalhar pelo resto da vida. Devemos também contribuir generosamente para a obra do Senhor (Provérbios 3:9; 1 Coríntios 16:2; 2 Coríntios 8:1-8; 9:6-12; Ageu 1:3-11). É igualmente bom dar a cada filho (menino e menina) a mesma quantia, a fim de evitar qualquer ressentimento.
P: Em Provérbios 13:23, quais são as três maneiras diferentes pelas quais a injustiça pode varrer a abundância?
R: Primeiro, pessoas, governos ou leis manifestamente injustos podem confiscar o dinheiro, a colheita anual ou confiscar terras de forma permanente.
Em segundo lugar, a pessoa que antes trabalhava arduamente pode perder a motivação para trabalhar por algo que acredita que simplesmente lhe será tirado no futuro — mesmo que isso não venha a acontecer.
Em terceiro lugar, quando outras pessoas testemunham a injustiça, isso pode desmotivá-las a trabalhar também.
P: Em Provérbios 13:23, quais são as maneiras de enriquecer tirando proveito dos pobres?
R: É possível tirar proveito dos pobres de várias maneiras.
Ameaças: Além das ameaças comuns de violência, existem ameaças mais sutis. Algumas empresas nos Estados Unidos contratam trabalhadores estrangeiros com vistos H1B e, em seguida, pagam-lhes menos do que o valor normal e os exploram, pois sabem como seria difícil para o trabalhador reiniciar todo o processo de visto com outro empregador. Às vezes, pessoas sem escrúpulos exploram imigrantes ilegais porque acreditam que estes não denunciarão a situação por medo de serem deportados.
Exploração por meio de empréstimos: Empréstimos não são necessariamente ruins. No entanto, alguns bancos, quando as pessoas com empréstimos ficam atrasadas nos pagamentos, oferecem incentivo e promessas para encorajá-las a pagar o máximo possível. E então, quando elas estão quase em dia, o banco intervém e executa a hipoteca do imóvel ou do veículo, podendo vendê-lo em condições vantajosas para outra pessoa.
Ignorância: eles podem tirar proveito de pessoas pobres, que não pagam o que devem ou que rescindem um contrato devido a alguma condição que talvez não se sustente em tribunal, mas a pessoa pobre não tem conhecimento disso.
Leis: Às vezes, são aprovadas leis que penalizam injustamente as pessoas sem dinheiro, mas não as pessoas com dinheiro. Como exemplo simples, a maioria das pessoas precisa pagar imposto de renda sobre seus rendimentos. Assim, a cada ano, elas precisam pagar imposto sobre seus lucros e só podem reinvestir os lucros após o pagamento do imposto. Já as pessoas mais abastadas podem colocar a maior parte da renda em um fundo fiduciário e, então, só pagam imposto quando retiram dinheiro desse fundo. Portanto, elas ainda precisam pagar impostos sobre os lucros, mas podem reinvestir seus lucros antes dos impostos.
Desespero: Quando uma pessoa pobre tem uma necessidade desesperada de dinheiro, seja por motivo de saúde ou por qualquer outro motivo, uma pessoa mais abastada pode fazer uma oferta muito baixa por algo, pois sabe que a pessoa pobre está desesperada.
P: Em Provérbios 13:23, quais são as maneiras de enriquecer sem tirar proveito dos pobres?
R: Existem muitas maneiras, e muitas pessoas ricas que não se aproveitaram dos pobres.
Negócios justos: ainda é possível fazer negócios com pessoas pobres. Na verdade, é vantajoso para elas que as pessoas façam negócios com elas. Mas faça negócios partindo do princípio de que elas estão financeiramente bem, e não de que possam ser pobres ou estar em situação de desespero. Às vezes, pessoas pobres perdem suas casas para um banco, que revende as propriedades executadas e paga apenas uma pequena quantia à família falida. Mas se o senhor comprasse a casa, por um preço muito mais alto do que o valor de execução hipotecária na época, mas ainda assim conseguisse um bom negócio, isso seria melhor para a pessoa pobre e também bom para o senhor.
Cumpra seus compromissos: Cumpra honestamente seus compromissos e os salários e preços acordados, mesmo quando achar que a pessoa não teria condições de se defender caso você tentasse explorá-la.
Comércio justo e valor justo de mercado: Mesmo que saiba que a pessoa está em uma situação desesperadora e que você possa obter um bom preço, é errado tirar proveito do desespero dela.
P: Em Provérbios 13:24, quais são as formas adequadas e inadequadas de disciplinar nossos filhos?
R: A disciplina deve incluir tanto instrução quanto correção. Mas, antes de disciplinar seu filho, reflita cuidadosamente sobre o motivo pelo qual está agindo dessa maneira. É para descarregar sua própria raiva? Para fazer com seus filhos o que seus pais fizeram com você? Para se sentir melhor? É apenas para mostrar às outras pessoas como você é severo e que não tolerará tal comportamento? Todas essas são razões erradas. A única e verdadeira razão para disciplinar seu filho é para o bem dele. Se você perdeu a paciência, é perfeitamente aceitável dizer ao seu filho: “Vou puni-lo, mas não agora; vamos esperar até que eu me acalme primeiro”. É importante ser consistente e não basear sua decisão no seu humor naquele dia.
O objetivo da disciplina é “incentivá-lo” a não repetir o comportamento. Mas tome cuidado para não exasperar seus filhos, como adverte Efésios 6:4. Não se deve, porém, aplicar uma disciplina tão severa a ponto de abater o ânimo deles; eles podem querer desistir ou passar a achar que você não os ama mais.
A melhor forma de disciplina pode variar dependendo da idade da criança e das circunstâncias. Há espaço para a disciplina física, mas qualquer punição física não deve causar danos permanentes. Há alguns séculos, os pais às vezes davam “tapas nas orelhas” dos filhos. Às vezes, isso podia resultar em perda auditiva permanente. Às vezes, a disciplina pode consistir em “tempo de castigo”, mas talvez o número de minutos deva ser proporcional à idade da criança. Às vezes, a punição pode consistir em consequências lógicas. Por exemplo, se um adolescente dirige de forma irresponsável e, devido à sua própria imprudência, bate o carro, a consequência lógica é que ele não tenha mais carro para dirigir. Não impeça que ele aprenda uma lição necessária comprando-lhe outro carro.
P: O que Provérbios 13:25 promete aos justos?
R: Na verdade, não promete que eles poderão comer alimentos sofisticados ou caros. Em vez disso, promete simplesmente que a comida que comerem os deixará satisfeitos.
P: Em Provérbios 14:1, de que maneiras as pessoas, por vezes, destruem tolamente a própria casa?
R: De cinco maneiras: prioridades equivocadas, ignorância das consequências nefastas, comportamentos destrutivos, ganância e rancor.
Prioridades: É possível que um cônjuge se envolva tanto em organizações, na igreja ou no ministério a ponto de negligenciar os filhos e o cônjuge. É possível que se dedique tanto a ganhar dinheiro para a família que acabe perdendo a própria família.
Ignorância das consequências nefastas: Elas não querem destruir aquilo pelo qual trabalharam. Mas estão praticando atos nefastos e não têm consciência de que, assim como a pessoa semeia, ela colhe, e isso voltará para assombrá-las.
Comportamentos destrutivos: Podem estar cientes de que estão destruindo seu futuro e o futuro daqueles ao seu redor, e não é essa a sua intenção, mas seu vício destrutivo os controla. Podem até perceber o que está acontecendo, mas sua teimosia os impede de mudar antes que seja tarde demais.
Ganância: Estão dispostos a arriscar tudo o que têm pela esperança, por mais tênue que seja, de algo melhor. Pense no jogador que vai ao cassino, aposta todo o valor investido em sua casa e perde. Provérbios 15:27 fala sobre isso.
Rancor: Isso é diferente dos outros. A pessoa pode estar plenamente ciente de que está destruindo seu futuro, por assim dizer, mas sente que vale a pena para se vingar de outra pessoa.
P: Em Provérbios 14:4, por que a manjedoura está vazia quando não há bois?
R: Trata-se de um paradoxo clássico. Como os bois comem o feno da manjedoura, poder-se-ia pensar que a manjedoura estaria sempre cheia na ausência dos bois. No entanto, sem bois para arar, não há alimento nem forragem e, portanto, a manjedoura está vazia.
Provérbios14:28 apresenta uma reflexão relacionada. “Uma população numerosa é a glória de um rei, mas sem súditos um príncipe está arruinado.”
Gaste seu dinheiro investindo no que pode lhe proporcionar uma colheita abundante. Não o gaste em coisas nas quais há pouca possibilidade de colheita. E quando tiver prosperidade, lembre-se daqueles responsáveis por sua prosperidade e seja generoso com eles.
P: Em Provérbios 14:6, por que um escarnecedor buscaria sabedoria?
R: É realmente incomum, em Provérbios, encontrar um tipo de tolo que busca sabedoria. Seu problema não é a falta de desejo, mas sim o fato de não temer ao Senhor. Não basta querer seguir a Deus; é preciso estar disposto a segui-Lo nos termos Dele, e não nos seus próprios.
P: Em Provérbios 14:7, quando se deve ser amigo de uma pessoa tola e quando não se deve?
R: Provérbios 14:7 diz para não ser amigo de uma pessoa tola (kesil); você não obterá conhecimento dela, e ela poderá influenciá-lo negativamente. Mas se alguém for apenas ignorante, como uma criança, então você pode ajudá-la a aprender. Porém, se uma pessoa não estiver disposta a aprender e não for sábia, ela não lhe trará nenhum benefício.
P: Em Provérbios 14:9, por que os tolos zombam do pecado?
R: O teólogo e poeta cristão John Bunyan expressou isso muito bem: “Eles não sabem que esse é justamente o feitiço do pecado — fazer com que riam até o inferno.”
P: Em Provérbios 14:10 e 1 Reis 8:38, como cada pessoa reconhece sua própria amargura e alegria?
R: Cada pessoa sabe que há coisas que podem atormentá-la e torná-la amarga (marah), e ela pode não compartilhar isso com os outros ou pode mentir sobre o que a incomoda. O mesmo se aplica à alegria (simhah). Assim, nunca poderemos ter comunhão perfeita com outra pessoa até chegarmos ao céu.
Portanto, podemos simpatizar com outra pessoa e podemos ter empatia por parte do que ela sente, mas não devemos nos atrever a dizer a alguém que sabemos exatamente como se sente, pois não podemos.
P: Em Provérbios 14:14, como Deus recompensa tanto o tolo quanto o transgressor?
R: Deus lhes dá o seu “salário”, ou seja, o que merecem. Os infiéis serão “recompensados”. Pense na amargura do filho pródigo, que disse em Lucas 15:17: “Quantos dos empregados de meu pai têm pão de sobra, e eu aqui estou morrendo de fome!”.
P: Em Provérbios 14:15, por que algumas pessoas são tão crédulas a ponto de acreditar em tudo o que ouvem hoje em dia?
R: Uma pessoa simples (peti) não questiona nada que venha de uma fonte na qual confia cegamente. Alguém disse certa vez: “Ninguém é tão cego quanto aquele que não quer ver”. Podemos ter pontos cegos em nossa vida, que são óbvios para os outros, mas que não conseguimos enxergar porque optamos por ignorá-los. PRECISAMOS da Palavra de Deus e de outras pessoas para nos ajudar — ou melhor, para nos lembrar — a enxergar esses pontos.
P: Em Provérbios 14:17, 29 e 15:18, por que algumas pessoas têm temperamento explosivo e como uma pessoa pode superar isso?
R: A expressão hebraica qesar-ruah significa literalmente “impulsivo de espírito”. A pessoa de temperamento explosivo, no calor do momento, não leva em conta as consequências — tanto imediatas quanto futuras — de sua raiva.
P: Em Provérbios 14:20, por que esse versículo menciona que os pobres são odiados por seus vizinhos?
R: Este versículo não diz como as coisas deveriam ser, mas sim como elas costumam ser. Às vezes, é difícil ser pobre, e Provérbios14:21 afirma que desprezar o próximo, especialmente um próximo pobre, é pecado. Um cínico pensaria que isso não importa. Um idealista ingênuo pensaria que isso raramente ocorre. A Bíblia não quer que sejamos nem cínicos nem idealistas ingênuos. Ninguém deve pensar que desfrutará das bênçãos de Deus se desprezar os outros.
P: Em Provérbios 14:21, de que maneira aqueles que planejam o mal se desviam?
R: Muitas vezes, isso se deve às consequências do “efeito rebote” de seus próprios planos. As pessoas dedicam mais tempo a considerar o sucesso potencial de um plano, por mais improvável que seja, do que a medidas de mitigação e contingência caso o plano falhe. Por exemplo, se alguém lhe oferecesse uma aposta com 50% de chance de ganhar uma vez e meia o que você possui, ou 50% de chance de perder tudo, você aceitaria? - Não. Não só você não deveria apostar, como essa seria uma aposta insensata. No entanto, muitas pessoas que cometem crimes o fazem por chances muito piores do que essa, porque não refletem sobre o assunto.
P: Em Provérbios 14:23, como é que apenas falar leva à pobreza?
R: Apenas falar pode ser uma grande perda de tempo. Além disso, quando o senhor pensa que vai fazer algo, mas acaba não fazendo nada, há um custo de oportunidade perdida, pois o senhor poderia ter aproveitado a oportunidade, mas não o fez.
P: Em Provérbios 14:25, como uma testemunha verdadeira salva almas?
R: Uma testemunha verdadeira impede que pessoas inocentes sejam punidas ou executadas injustamente. Além disso, uma testemunha verdadeira também ajuda a condenar os culpados e a impedir que mais crimes sejam cometidos.
P: Em Provérbios 14:26, de que forma a fé dos pais afeta seus filhos e de que forma não os afeta?
R: Diz-se que “Deus não tem netos”. Em outras palavras, ou você é um filho ou é Deus, ou não é. Mas você não chegará ao céu por causa de seus pais. Cada pessoa é responsável por si mesma, como ensina Ezequiel 18. Não herdamos nem a culpa de nossos pais, nem sua justiça. No entanto, muitas vezes vivemos sob as consequências das ações de nossos pais, sejam elas boas ou ruins. Se uma mulher grávida consumir álcool durante a gravidez, a criança pode ser afetada pelo que se denomina “síndrome alcoólica fetal”. Ela pode ter maior probabilidade de se tornar alcoólatra, caso comece a consumir álcool. Ou uma criança pode aprender a Palavra de Deus, ser criada de maneira piedosa e ser impedida de praticar o mal; portanto, os pais realmente exercem influência.
P: O que significa Provérbios14:32 ?
R: Este provérbio de contrastes começa com uma semelhança: a calamidade dos ímpios e a morte dos justos. Os ímpios, que geralmente são mal vistos, podem não receber ajuda nesta vida, antes de enfrentarem um grande desastre na vida futura. Mesmo os justos que morrem prematuramente contam com o apoio e o cuidado de Deus na vida futura. O Salmo 116:15 diz: “Preciosa é, aos olhos do Senhor, a morte dos seus santos”.
P: Em Provérbios 15:1, como uma resposta branda afasta a ira?
R: Responder à ira com ira apenas gera mais conflito. No entanto, uma resposta branda demonstra que você não está com raiva da outra pessoa e sugere que você é razoável, e talvez a outra pessoa não tivesse, afinal, tantos motivos para se irritar. Uma resposta branda, neste contexto, não significa palavras gentis, mas sim palavras conciliatórias.
Existem dois tipos de palavras iradas em hebraico, e a palavra aqui não é uma “palavra precipitada e violenta”, mas sim uma palavra irada que fere ou causa dor. Um exemplo de palavras iradas que levaram à guerra é o de Jefté, em Juízes 12:1-6. Lembre-se: uma resposta gentil pode acalmar uma situação explosiva.
Eis uma ilustração de Charles Spurgeon: “Certa vez, morei em um lugar onde o jardim do meu vizinho era separado do meu apenas por uma cerca viva muito imperfeita. Ele tinha um cão, e esse cão era um jardineiro terrivelmente ruim, que não fazia bem às minhas plantas. Então, certa noite, enquanto caminhava sozinho, vi esse cão aprontando travessuras e, como estava bem longe, atirei um graveto nele, acompanhado de um conselho sincero para que voltasse para casa. Esse cão, em vez de voltar para casa, pegou meu graveto e veio até mim com ele na boca, abanando o rabo. Ele deixou o graveto cair aos meus pés e olhou para mim com muita gentileza. O que mais eu poderia fazer senão acariciá-lo, chamá-lo de bom cão e lamentar ter falado com ele de forma rude?” Citações do Comentário Bíblico do Crente, p. 824, extraídas de A. Naismith em “1.200 Notas, Citações e Anedotas”, p. 239.
P: Em Provérbios 15:3, como a frase “os olhos do Senhor estão em toda parte” deve orientar nossa vida?
R: Faça o que fizer, lembre-se de que Deus está observando. Não há lugar algum onde você possa se esconder Dele, como diz o Salmo 139. Por outro lado, nenhuma ação justa passa despercebida.
P: Em Provérbios 15:4, como uma língua saudável pode ser curativa ou uma árvore da vida?
R: Palavras boas podem esclarecer para orientar, oferecer correção, encorajamento e até mesmo repreensão. Elas podem identificar o problema e manter a pessoa no caminho certo.
P: Em Provérbios 15:5, 12, 31-32, quais são alguns exemplos de tolos que se recusam a aceitar a correção?
R: A palavra para “correção” no versículo 12 significa mais “repreensão” do que “corrigir”. Um escarnecedor só procurará as pessoas para obter conselhos que ele ou ela queira ouvir. Ou um escarnecedor pode dizer que todos precisamos ser positivos, ou seja, nunca oferecer correção. Mas, quando uma pessoa age assim, está, de certa forma, desprezando a si mesma.
P: Em Provérbios 15:16-17, por que estar com os amigos é mais importante do que a riqueza?
R: Como exemplo, imagine ir a um resort simples e próximo com a família, especialmente com aqueles que você não vê há muito tempo. Esperamos que seja uma sensação acolhedora e feliz. Agora imagine passar férias muito caras, não em um grupo organizado, mas sozinho, onde todos os funcionários parecem guardar rancor de você. Em qual desses lugares você se divertirá mais?
P: Em Provérbios 15:19, de que forma o caminho do preguiçoso está obstruído por espinhos?
R: Há duas respostas diferentes, e ambas podem ser verdadeiras.
Obstáculo aparente: o preguiçoso vê obstáculos — ou seja, razões pelas quais não pode fazer algo — em todos os lugares, mesmo onde eles não existem.
Obstáculo real: Existem obstáculos reais em seu caminho para seguir em frente agora, devido à sua falta de preparação prévia e às outras coisas que ele deveria ter feito, mas não conseguiu realizar.
P: Em Provérbios 15:21, de que forma a insensatez é uma alegria para uma pessoa insensata?
R: Assim como um porco gosta de se revirar na sua pocilga, uma pessoa tola desfruta do seu pecado — pelo menos por um tempo. Um alcoólatra pode lhe dizer como uma determinada bebida é maravilhosa. Um viciado em drogas pode lhe dizer como uma determinada droga proporciona uma sensação maravilhosa, etc. Mas a verdadeira medida não é como se sente no momento, e sim quais são as consequências no final.
P: Em Provérbios 15:22-23, 11:14; 20:18; 24:6, como saber se você tem conselheiros suficientes ou, ao contrário, em excesso?
R: O ponto-chave não é o número de conselheiros de qualidade questionável, mas sim se o senhor tem vários conselheiros bons e sábios, que estão genuinamente preocupados com o seu bem-estar. É melhor ter um conselheiro a menos do que ter um conselheiro insensato.
No versículo 23, você pode se perguntar: para quantas pessoas você é atualmente um bom conselheiro?
P: Em Provérbios 15:23 e Isaías 50:4, em contraste com uma palavra sábia, o que é uma palavra oportuna?
R: Uma palavra oportuna é uma palavra sábia que também é proferida no momento adequado. Pode haver um momento certo e um momento errado para dizer certas coisas. Isaías 50:4 fala em dar uma palavra no momento certo aos cansados. As pessoas, por natureza, costumam estar mais receptivas a aceitar conselhos sábios em determinados momentos do que em outros. Procure escolher um bom momento.
P: Em Provérbios 15:25 e Tiago 4:6, qual é a advertência que nos é dirigida aqui a respeito do orgulho?
R: A maioria das pessoas orgulhosas não se considera orgulhosa. Devemos examinar cuidadosamente se há alguma maneira pela qual possamos estar passando a impressão de sermos orgulhosos aos olhos dos outros. Devemos também examinar nosso coração, perceber e nos arrepender se houver alguma forma pela qual pensemos que somos mais importantes do que os outros, contrariando Filipenses 2:3.
P: Em Provérbios 15:27, de que maneira alguns são “ávidos por ganho”?
R: Desejar riqueza não é ruim, mas sacrificar sua família ou outras pessoas, seja intencionalmente ou não, para obtê-la, é ruim. A palavra hebraica para ganância — “cortar ou romper” — também sugere ganho injusto ou violência. Ganância também implica um esquema para enriquecimento rápido. O número de pessoas que pensam ter encontrado uma maneira de enriquecer rapidamente é muito, muito maior do que aquele das pessoas que conseguiram enriquecer rapidamente.
P: Em Provérbios 15:29, o que significa “justiça adequada” na afirmação irônica apresentada aqui?
R: A punição dos ímpios é que o Senhor estará longe deles. Na verdade, embora os ímpios queiram que o Senhor esteja longe deles, não percebem o quão desolador será o seu futuro.
P: Em Provérbios 15:33, como a humildade precede a honra?
R: A humildade perante o Senhor precede a honra concedida pelo Senhor. Por outro lado, o orgulho leva à destruição, como diz Provérbios 18:12. Tiago 4:10 diz para se humilhar diante do Senhor, e Ele o exaltará.
P: Em Provérbios 16:1, de que forma a resposta da língua provém do Senhor?
R: A palavra Yahweh aparece nove vezes nos primeiros onze versículos; portanto, esta seção está contrastando nossos planos e comportamentos com os planos de Deus. Uma pessoa pode pensar uma coisa, mas, para o bem ou para o mal, o que sair de sua boca pode ser diferente. Em geral, as pessoas podem planejar uma coisa, mas Deus pode frustrar seus planos, ou, como se costuma dizer, “o homem propõe, mas Deus dispõe”.
Balaão ia dizer uma coisa, mas Deus fez com que ele dissesse outra (Números 22:38; 23:7-10).
Caifás proferiu uma profecia que não pretendia proferir em João 11:49-52.
P: Em Provérbios 16:3, todas as nossas obras terão sucesso se as entregarmos ao Senhor?
R: Isso é como dizer que, se uma criança pedir educadamente permissão aos pais antes de fazer algo, os pais sempre dirão “sim”? — Claro que não.
R: Não se trata de um período específico de 24 horas, mas sim de “quando chegarem os dias desastrosos”.
P: Em Provérbios 16:4, como Deus preparou os ímpios para o dia da calamidade?
R: Esse versículo é o reverso de Romanos 8:28, onde Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que O amam. Efésios1:11 diz que Deus faz com que todas as coisas contribuam como parte de Seu plano. Assim, até mesmo o fato de que as pessoas más são punidas e enviadas para o inferno faz parte do plano de Deus.
P: Em Provérbios 16:13, de que maneira as autoridades, em especial, se deleitam com os lábios sinceros?
R: Mesmo as pessoas ímpias ficam satisfeitas com aqueles que lhes falam com honestidade. Mas um bom “rei” — e todos os cristãos, homens e mulheres, que são, em certo sentido, reis e sacerdotes — têm prazer nas pessoas que falam com honestidade a todos.
Devemos também reconhecer que, para aqueles que ocupam altos cargos de autoridade, pode ser muito difícil conhecer a verdade, pois tudo o que lhes é apresentado pode ser “manipulado”, distorcido ou ser apenas uma verdade parcial. Seria um sopro de ar fresco, não apenas que alguém falasse com honestidade, mas que eles pudessem saber que podem confiar em alguém que sempre lhes falará com honestidade.
P: Em Provérbios 16:14, como crente que fala com sinceridade, quando e como devemos apaziguar ou amenizar os outros?
R: Há um momento e um lugar para apaziguar os outros, e um momento e um lugar em que não devemos fazê-lo. Primeiro, o “quando”; depois, o “como”.
O momento certo para apaziguar: alguém em posição de autoridade pode ter um acesso repentino de raiva por motivos absurdos. Até mesmo alguém que você ama pode estar muito zangado com você por causa de uma acusação que ouviu a seu respeito; e a acusação não é verdadeira. Por fim, alguém pode ficar irritado ou desapontado com você por ter agido de forma errada, e você realmente agiu de forma errada. Não ofereça a essa pessoa um “arrependimento falso”; mas reflita se você realmente deve se arrepender de verdade.
Como apaziguar: não comprometa a verdade. Sem mentir, devemos tentar dar uma resposta suave para acalmar a situação. Quando houver diferenças genuínas, podemos enfatizar os pontos em comum nos quais concordamos. Podemos apresentar nossas diferenças em um tom que sugira que podemos discordar e ainda assim ser amigos. Apaziguar também inclui deixar de dizer coisas que devem permanecer não ditas.
P: Em Provérbios 16:18, de que forma o orgulho precede a destruição?
R: Assim como uma árvore alta atrai raios, aquele que se destaca é o alvo mais visível para aqueles que buscam se exaltar ao rebaixar os outros. De certa forma, todos nós somos pára-raios; isso faz parte da condição de ser cristão. Mas não há necessidade de tentar se destacar mais do que você já está.
P: Em Provérbios 16:25; 14:12, como um caminho que parece certo para uma pessoa pode levar à morte?
R: Você consegue imaginar uma pessoa, diante do Juízo do Grande Trono Branco, dizendo a Deus: “Tentei seguir tudo o que está em Seu livro.” E Deus respondendo-lhe: “Tolo que enganou e se enganou a si mesmo! Você seguiu o livro errado!” Pense em todas as pessoas que rejeitaram o verdadeiro Jesus por causa do que está no Alcorão, nas escrituras budistas, nos Vedas ou em alguma Bíblia satânica. Não basta acreditar que um livro foi inspirado; é preciso perguntar “inspirado por quem?”, pois provavelmente existem mais de cem livros falsos por aí que alguém alegou serem escrituras. O que quer que se diga sobre Satanás, não se pode afirmar que ele tenha sido preguiçoso nesse aspecto. Nos tempos sombrios do Livro dos Juízes, repete-se o refrão: “cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos”.
Esse versículo também diz que “o caminho” leva à morte. Sabemos que Deus punirá a maldade, mas, além disso, considere o seguinte: os ímpios muitas vezes se punem a si mesmos.
P: Em Provérbios 16:26, de que maneiras a fome — física ou de outra natureza — pode ser uma motivação positiva?
R: Quando se tem fome de algo, está-se mais disposto a superar obstáculos, trabalhar mais arduamente, assumir riscos e perseguir seu objetivo com determinação. Quando não se tem, muitas vezes é muito fácil se distrair ou desanimar em relação a algo que, de qualquer forma, não se desejava realmente com tanta intensidade.
P: Em Provérbios 16:27, quais são alguns exemplos do pecado de tramar o mal?
R: Até mesmo planejar vingança é um pecado, mesmo que você não leve o plano adiante. Planejar como se vingaria, como realizaria um “assalto” e roubaria algo, como se safaria de uma atividade imoral ou qual seria a melhor maneira de matar alguém e escapar impune — tudo isso são pecados, mesmo que a pessoa nunca vá além da fase de planejamento.
P: Em Provérbios 16:31, por que os cabelos grisalhos são considerados uma coroa esplêndida?
R: Uma pessoa justa com cabelos grisalhos pode significar alguém que caminha com Deus há muito tempo. É claro que isso não inclui pessoas idosas e perversas, nem um idoso que tenha se convertido ao Senhor recentemente.
P: Em Provérbios 16:32, quem é a pessoa que se controla melhor do que aquela que conquista uma cidade?
R: A título de exemplo, o czar russo Pedro, o Grande, em um acesso de raiva, agrediu seu jardineiro. Poucos dias depois, o jardineiro faleceu. Pedro disse: “Ai de mim! Conquistei outras nações, mas não fui capaz de conquistar a mim mesmo!” (Durbanville, Henry, *Winsome Christianity* (1953), p. 41). Extraído do *Believer’s Bible Commentary*, p. 834.
R: Este versículo não está recomendando que se lance sortes. Em vez disso, ele ressalta que as sortes e outras coisas podem parecer fruto do acaso, mas Deus pode conduzi-las como Lhe aprouver. Se alguém realmente lançar sortes, certifique-se de incluir a opção de que Deus não responda. Por exemplo, se você estiver jogando uma moeda, e cara significar “Deus diz sim”, e coroa significar “Deus diz não”, e se Deus não escolher responder, e você estiver colocando palavras na boca de Deus?
P: Em Provérbios 17:1, por que o pão seco é melhor do que sacrifícios?
R: Em primeiro lugar, não se trata de pão velho, mas de uma torrada seca (chamada zwieback) quando você nem mesmo tem azeite ou manteiga para acompanhá-la. Grande parte da carne consumida pelos israelitas provinha dos sacrifícios. Portanto, a ideia era que pão simples em paz era melhor do que uma refeição de carne proveniente do sacrifício, onde há discórdia. Mas a aplicação disso vai muito além das refeições e da alimentação. É melhor ter um sustento ou riqueza modestos, sem problemas, do que possuir grandes riquezas acompanhadas de grande estresse e dificuldades.
P: Em Provérbios 17:2, como um servo sábio governa um filho desonroso?
R: Nos tempos antigos, um servo geralmente não podia ser aceito como filho para fins de herança ou outros. Exceções notáveis são Eliezer, o administrador de Abrão, em Gênesis 15:3; o escravo que se casou com uma mulher de Judá e se tornou israelita, em 1 Crônicas 2:35; e Ziba, servo de Mefibosete, em 2 Samuel 16:1-4; 19:24-30. No entanto, os túmulos familiares romanos mostram servos enterrados com honra junto ao restante da família.
Em épocas posteriores, a família de Salomão viria a conhecer bem essa realidade. Roboão, o filho insensato de Salomão, manteve apenas o controle de Judá, enquanto Jeroboão, ex-servo de Salomão, tornou-se rei de todas as tribos do norte.
P: Em Provérbios 17:3, por que somos comparados ao ouro e à prata neste versículo?
R: Tecnicamente falando, não somos comparados apenas à prata e ao ouro aqui, mas sim ao minério de prata e ao minério de ouro. Ambos os minérios não parecem grande coisa, exceto pelo fato de que podem apresentar alguns traços do potencial do que poderiam vir a ser. Mas, com o processo de refino, a escória é derretida, e o que resta é puro e valioso. É interessante pensar que o processo de refino para transformar minério sem brilho em metais preciosos, na verdade, não acrescenta absolutamente nada de valor ao minério de prata e ouro. Todo o valor do refino está no que ele retira.
Se o senhor se tornou cristão e possui alguns dons naturais, e Deus lhe concede alguns dons espirituais para servir, isso é ótimo, mas é apenas parte da história. A outra parte é o que Deus precisa refinar e podar, o que precisa ser removido, para que o senhor possa servi-Lo melhor.
P: Em Provérbios 17:5, a injustiça causa a pobreza, ou é a preguiça, como afirmam Provérbios 10:4;20:13 ;21:17 ?
R: Ambas as afirmações são verdadeiras, pois a pobreza tem múltiplas causas. Devemos ajudar os pobres, independentemente de sua pobreza ser resultado de terem nascido em uma família carente, de injustiça ou de decisões equivocadas. As únicas exceções são as seguintes:
a) Não devemos ajudar aqueles que se recusam a trabalhar (2 Tessalonicenses3:10 )
b) Não se deve desperdiçar dinheiro dando-o àqueles que o gastariam de forma imprudente (Provérbios17:16 ), e
c) Não devemos ajudar aqueles que praticam o mal (2 João 10-11).
P: Em Provérbios 17:8 e 21:14, o suborno é aceitável, ou os subornos são errados e corruptos, como afirmam Êxodo 23:8, Deuteronômio 16:19, 17:25 e Eclesiastes 7:7?
R: A palavra hebraica usada aqui, sohad, nunca se refere a um presente desinteressado. Portanto, pode tratar-se de um presente, mas é um presente em que quem o oferece espera algo em troca. Essa palavra também é usada em Isaías 1:23. Existem presentes e existem subornos. Presentes são aceitáveis; subornos, não. Eis a diferença
Presentes: Os presentes podem ser abertos ou secretos. Eles não são oferecidos para subverter a justiça, mas por amor ou para apaziguar a ira de alguém diante de uma injustiça real ou imaginária (Provérbios21:14 ). Se um rei poderoso estivesse prestes a atacar um reino menor, o rei mais fraco poderia suborná-lo com um tributo, e isso é aceitável da parte do rei mais fraco.
Em algumas culturas, o fato de um futuro marido pagar à família da noiva um “preço da noiva” ou “dote” não é antibíblico. Na época romana, muitos líderes governamentais romanos precisavam pagar subornos para obter seus cargos. Esse dinheiro não era perdido, pois eles podiam arrecadá-lo como impostos na região que controlavam. No catolicismo, muitos papas e cardeais pagaram grandes somas de dinheiro para obter seus cargos. Essas não eram doações secretas; portanto, tecnicamente, tratava-se de uma doação, e não de um suborno secreto. No entanto, ainda assim era repreensível pagar dinheiro para obter um cargo na Igreja Católica.
Subornos: podem ser para extorsão ou para alterar secretamente uma decisão sobre um assunto (Eclesiastes 7:7). O assunto pode ser de natureza jurídica, uma decisão de compra empresarial ou uma nota na escola. Alguns subornos têm como objetivo principal garantir que uma decisão seja tomada a seu favor, quando o resultado, de outra forma, seria desconhecido ou certamente desfavorável.
P: Em Provérbios 17:9, o que há de errado em repetir um assunto do passado?
R: Lembrar-se de alguns acontecimentos passados e ficar repetindo-os para os outros já destruiu casamentos e amizades. Às vezes, a verdadeira amizade consiste em lembrar-se das coisas; outras vezes, consiste em esquecê-las e nunca mais tocá-las no assunto. O senhor pode compartilhar algo muito íntimo com um amigo próximo e ter a certeza de que ele nunca repetirá isso. Como diz o Comentário Bíblico de Tony Evans, p. 598: “Um amigo piedoso quer tirar o senhor da lama — não deixá-lo nela.”
R: A analogia é interessante, pois, na verdade, é o urso macho que é maior, mais forte e potencialmente mais perigoso. No entanto, um urso, seja macho ou fêmea, normalmente não o atacará, a menos que esteja com fome e ache que você seria um bom jantar. Mas, se uma ursa estiver com saudades de seus filhotes e tiver qualquer suspeita de que foi você quem os levou, ela atacará agressivamente até que você esteja morto ou até que ela veja seus filhotes. Se ela achar que um urso macho, maior e mais forte, levou seus filhotes, ela irá atrás do urso macho.
Portanto, o perigo da ursa não reside tanto em seu tamanho e força em relação a um macho, mas sim no fato de que ela não descansará até destruir seu alvo. Alguns tolos são assim; farão qualquer coisa, mesmo que isso lhes cause dano, para se vingar de alguém que acreditam ter-lhes feito mal.
P: Em Provérbios 17:14, como iniciar uma briga pode ser comparado a romper uma barragem?
R: Mesmo a menor rachadura em uma barragem, se continuar a aumentar, pode causar o rompimento da barragem e a destruição de todos os que estiverem no caminho das consequências causadas pela água.
P: Em Provérbios 17:15, qual é a diferença entre justificar o ímpio, o que Deus odeia, e ser misericordioso com as pessoas?
R: Justificar o ímpio significa dizer que o pecado é aceitável, que não é necessária nenhuma reparação e que não há necessidade de arrependimento ou perdão. Deus odeia a injustiça, de qualquer forma, mas Deus é misericordioso e frequentemente nos pede que demonstremos misericórdia. Ser misericordioso é reconhecer que o pecado foi errado, que a reparação pode ser feita, mas oferecer perdão total àquele que se arrepende. Arrepender-se significa pedir desculpas, comprometer-se a não repetir a ofensa, reparar o dano conforme necessário e pedir perdão.
P: Em Provérbios 17:17, como é que um amigo ama em todos os momentos?
R: É claro que, se um amigo não o amasse, ele ou ela não seria mais um amigo, mas essa não é a questão aqui. Somos irmãos ou irmãs por nascimento, mas amigos por escolha. Aqueles que amam por escolha podem ser mais próximos do que irmãos ou irmãs, que podem ou não amar por escolha.
Um bajulador é alguém que é amigo, talvez até mesmo um amigo íntimo, mas amigo apenas pelas vantagens que obtém de você. Como disse certa pessoa narcisista, descubra quais amigos não lhe trazem nenhum benefício e afaste-se deles. Considere não apenas o que você pode receber, mas, mais importante, o que você pode oferecer. Os amigos servem para construir relacionamentos significativos e agradáveis. Como alguém disse, algumas pessoas usam as coisas e amam as pessoas. Outras amam as coisas e usam as pessoas. Esperamos que seu coração não seja tão pequeno e solitário a ponto de você seguir esse último caminho.
Não devemos tentar ser “cristãos solitários”, mas contar com outros cristãos para amizade, ajuda e apoio. Da mesma forma, outros cristãos devem ter a certeza de que podem contar com você para isso.
P: Em Provérbios 17:18, o que há de errado em apertar as mãos para assumir um compromisso?
R: Em nossa cultura, isso significaria um aperto de mão para simbolizar o compromisso com um acordo. Não há nada de errado em dar as mãos, apertar as mãos ou assinar um acordo. Pelo contrário, este versículo é uma advertência muito importante para que não se assuma nenhum compromisso de forma leviana ou imprudente.
Colocar este versículo logo após o versículo 17 mostra que devemos amar, mas ainda assim devemos ter discernimento.
Eis um exemplo catastrófico de assumir um compromisso e depois recuar. A Pennzoil e a Getty tinham um acordo ratificado (mas ainda não finalizado) para a compra da Getty Oil. Então, a Getty recuou quando a Texaco apresentou uma oferta mais alta. Em 1985, um júri determinou que a Texaco pagasse US$ 10,53 bilhões à Pennzoil por ter descumprido o acordo. Posteriormente, as partes chegaram a um acordo por “apenas” US$ 3 bilhões.
P: Em Provérbios 17:19, de que forma uma pessoa que ama a transgressão ama a contenda?
R: A verdade deste versículo tem pelo menos duas aplicações.
Em relação a Deus: toda transgressão é pecado, o que implica um relacionamento rompido com Deus. Pense nisso: sempre que você peca deliberadamente, naquele momento você está valorizando esse pecado acima do seu relacionamento com Deus.
Em relação aos outros: quando as pessoas prejudicam os outros, ou não se importam com a reação alheia, ou, às vezes, pessoas perversas podem até mesmo desfrutar da contenda e dos sentimentos negativos que causam.
P: Em Provérbios 17:21, por que ter um filho tolo traz tanta tristeza aos pais?
R: “Insensato”, neste contexto, significa perverso e que toma decisões insensatas. Um pai ou mãe piedoso ama seu filho, deseja o que há de melhor para ele, quer se orgulhar dele e, em última instância, deseja que ele esteja com Deus para sempre. Se o filho rejeitar a Deus, ele não terá obtido o que havia de melhor para si, sua vida não terá tido um significado duradouro e os pais ficarão separados dele para toda a eternidade.
P: Em Provérbios 17:27-28, de que forma é sabedoria moderar e refrear o que se diz?
R: O hebraico significa literalmente “moderação nas palavras”. Não diga tudo o que deseja dizer, seja por raiva, inveja ou qualquer outra emoção forte. Diga simplesmente o que for melhor para a situação, sem deixar de ser sincero, e guarde o restante para si mesmo. E, às vezes, a atitude mais sábia a se tomar, em certas situações, é não dizer nada.
Às vezes, o senhor sabe que precisa fazer uma repreensão ou correção que será difícil para o ouvinte aceitar. Quando se encontrar nessa situação, ore a Deus pedindo sabedoria e, mais importante ainda, que Ele prepare o coração da pessoa. Coloque-se no lugar dela. Se já passou por uma situação um tanto semelhante à dela, compartilhe isso e diga que é exatamente o que o senhor gostaria que tivessem lhe dito. É mais fácil se o senhor já tiver um relacionamento com ela. Peça permissão para compartilhar. Escolha o melhor momento; quando a pessoa estiver no meio de uma crise de raiva, não é o momento ideal. Às vezes, uma história e uma pergunta podem surtir mais efeito do que um sermão; lembre-se de como o profeta abordou Davi.
P: Em Provérbios 18:1, de que forma a busca de fins egoístas contraria o bom senso?
R: Uma pessoa hostil não se importa com os outros, com o quanto eles possam ter de se esforçar por causa de seu egoísmo, nem mesmo com a forma como os outros podem ajudá-la. É óbvio que uma pessoa egoísta busca fins egoístas; essa não é a questão. A questão é que a busca desses objetivos egoístas pode levar a resultados muito insensatos, em detrimento de si mesmo. Uma pessoa egoísta pode perder a capacidade de considerar como as outras pessoas agirão ou reagirão quando ela fizer certas coisas. Ela pode subestimar a capacidade das outras pessoas de influenciar as situações.
P: Em Provérbios 18:2, por que alguns tolos querem falar tanto?
R: Talvez para se manterem na companhia de pessoas mais sábias e tentarem esconder o fato de que não sabem muito. Poder-se-ia resumir este provérbio como “o tolo tem a mente fechada, mas a boca aberta”. Isso é o oposto de Tiago 1:19. Devemos ser rápidos para ouvir, lentos para falar e lentos para nos irritarmos.
P: Em Provérbios 18:4, de que forma a fonte da sabedoria é um riacho que corre?
R: Não é comum que uma pessoa tola diga coisas sábias; geralmente, as palavras sábias estão associadas a pessoas sábias. Um coração sábio geralmente persevera na sabedoria, e as palavras sábias geralmente não são um “fogo-fátuo”.
P: Em Provérbios 18:8, por que ouvir fofocas é tão atraente para algumas pessoas?
R: Como muitos versículos falam do pecado de espalhar fofocas, você pode pensar que este versículo também esteja se referindo a isso; mas não é o caso. Ele se refere ao pecado de querer ouvir fofocas. Isso pode ser traduzido como “pedaços suculentos” ou “devorar avidamente”. Essas pessoas têm um desejo ardente por informações secretas e privilegiadas que, quem sabe, possam funcionar a seu favor. Se pudessem “rebaixar alguém” em sua estima ao ouvir um boato sobre essa pessoa, estariam ansiosos para fazê-lo. Talvez nem se preocupem em questionar se o boato é, de fato, verdadeiro ou não.
P: Em Provérbios 18:9, de que forma alguém que é negligente em seu trabalho se assemelha a alguém que destrói?
R: A preguiça pode destruir. Imagine alguém que deveria produzir algo de que o senhor depende, mas que não cumpre com sua tarefa ou faz um trabalho de má qualidade. Se o senhor comprar um paraquedas para usar, espera que tenham dado pontos suficientes para prender o paraquedas ao arnês. Receber um salário sem dedicar as horas que deveria trabalhar é roubo. Espiritualmente, até mesmo uma igreja local pode ser destruída por negligência. A mensagem deste provérbio é que até mesmo a inação pode ser destrutiva, quando era necessária uma ação. Mesmo quando os outros estão fazendo sua parte, se você não estiver fazendo a sua em uma tarefa ou projeto, o projeto pode fracassar, apesar dos melhores esforços dos demais.
P: Em Provérbios 18:14, como um espírito abatido pode doer mais do que a adversidade?
R: A esperança e um motivo para viver podem sustentar alguém; por outro lado, a ausência de esperança ou de um motivo para viver pode levar alguém à morte. O “Comentário Bíblico do Crente”, p. 838, afirma: “Um homem que havia enfrentado com coragem os horrores de um campo de concentração descobriu, após sua libertação, que fora seu próprio filho quem o denunciara. ‘A descoberta o deixou de joelhos e ele morreu. Ele conseguia suportar o ataque de um inimigo, mas o ataque de alguém a quem ele amava o matou.’”
P: Em Provérbios 18:17, qual é a lição para nós aqui?
R: Não se deve decidir uma questão antes de ouvir ambos os lados. Quer um determinado lado esteja totalmente errado, quer ambos os lados tenham parte da culpa, não se deve presumir que se sabe a verdade a menos que se tenha ouvido ambos. Se ouvir apenas um lado, a persuasão deste e a omissão de alguns fatos importantes podem lhe causar uma impressão totalmente equivocada.
P: O que significa Provérbios18:19 ?
R: Esse provérbio é interessante porque você poderia pensar que ele se refere a um inimigo que se ofendeu. No entanto, ele afirma, ao contrário, que o pior é um irmão ofendido. Um irmão esperaria que você fosse leal e atencioso, e ficaria especialmente chocado ao se sentir ofendido, enquanto um inimigo não ficaria chocado.
Precisamos perceber que as pessoas próximas a nós podem se ofender. Elas podem não se ofender tão facilmente quanto estranhos, mas, quando se ofendem, podem se sentir mais magoadas do que estranhos. É importante ter cuidado para não subestimar aqueles que nos amam, nem presumir que eles sabem que os amamos. Precisamos não apenas amar os outros, mas também expressar nosso amor por eles.
Uma segunda aplicação é que, quando alguém próximo a nós nos ofende, podemos nos sentir mais afetados por isso (talvez até demais) do que quando um estranho nos ofende. Precisamos compreender nossa própria tendência humana de nos sentirmos seriamente ofendidos e, então, lembrar que 1 Coríntios diz que o amor não leva em conta o mal.
P: Em Provérbios 18:22, uma vez que encontrar uma esposa é algo bom, por que não se menciona que encontrar um marido também é algo bom?
R: Obviamente, para cada homem que encontra uma esposa, uma mulher encontra um marido. No entanto, naquela cultura, assim como em muitas culturas atuais, geralmente é o homem quem procura e faz o pedido de casamento. Contudo, para um exemplo bíblico em que foi a mulher quem procurou, e Deus abençoou grandemente o casamento, leia o livro de Rute.
P: Em Provérbios 18:23, por que diz que uma pessoa rica responde com aspereza ao apelo de uma pessoa pobre?
R: Isso não está dizendo como as coisas deveriam ser, mas sim como a vida costuma ser. Para esse tipo de provérbio, o senhor não deve buscar uma única aplicação prática para a vida. Em vez disso, deve-se buscar múltiplas aplicações práticas.
Primeiro, se o senhor estiver em situação difícil, não deve sempre ter otimismo de que uma pessoa rica irá ajudá-lo. Se uma pessoa extremamente rica lhe desse apenas o que, para ela, é uma quantia insignificante, isso já o ajudaria muito; mas este versículo está dizendo para não ficar esperando nem mesmo por isso.
Em segundo lugar, se Deus o abençoou materialmente, perceba que você, como a maioria das pessoas, tem uma tendência natural a economizar e acumular sua riqueza, e a não ser generoso com aqueles que realmente precisam. Estar ciente de que você pode ser assim já é metade da batalha. Em seguida, perceba que suas tendências naturais podem estar em conflito com o que está no coração de Deus em relação à sua riqueza e aos outros, e você deve se esforçar para ser tão generoso quanto Deus deseja que você seja para com aqueles a quem Ele quer que você seja generoso.
P: O que significa Provérbios18:24 ?
R: A palavra hebraica aqui, lehitroe(a),é difícil de traduzir de forma concisa. Significa “por ser esmagado” ou “ser despedaçado”, mas não “mostrar-se amigável”. Acrescenta-se ainda que o versículo pode significar que existem amigos que levam à ruína de alguém. Trata-se de um trocadilho. A palavra para “companheiro” é re’eh e a palavra para “quebrar em pedaços” é ra’a.
Este provérbio é, de certa forma, uma surpresa. Poder-se-ia pensar que muitos companheiros garantiriam sucesso e prosperidade. No entanto, companheiros insensatos podem, externamente, ser um fardo para o seu dinheiro, crédito e reputação. Pior ainda, companheiros insensatos, por meio de seus conselhos e exemplo, podem minar sua motivação para servir a Deus.
P: Em Provérbios 18:24, quem é o amigo que é mais próximo do que um irmão?
R: Este versículo contrasta diferentes tipos de amigos. É fácil encontrar amigos de ocasião, mas é precioso encontrar um amigo que permaneça ao seu lado, mais próximo do que um irmão, nos momentos difíceis. É claro que o amigo que mais se aproxima dos crentes é Jesus.
P: Em Provérbios 19:2,7, por que o zelo sem conhecimento é ruim?
R: A ignorância inflamada nunca é boa. É como o capitão de um navio sem sistema de navegação. Ele anuncia aos passageiros: “Tenho uma má notícia e uma boa notícia. A má notícia é que estamos irremediavelmente perdidos. A boa notícia é que estamos avançando a bom ritmo!” O que importa a velocidade com que você vai, se estiver andando em círculos? Pior ainda: se estiver seguindo em linha reta na direção errada, quanto mais rápido for, mais tempo poderá levar para voltar atrás e seguir o caminho correto. Portanto, certifique-se de que está no caminho certo antes de seguir rapidamente por ele.
Certa vez, uma esposa disse ao marido que achava que ele estava indo na direção errada. Ele insistiu que não estava e continuou dirigindo. Mais tarde, depois de ter dirigido 300 milhas, ela adormeceu, e ele deu meia-volta. Quando ela acordou, disse a ele: “Você foi na direção errada, não foi?” Ele respondeu: “Achei que você estivesse dormindo.” Em outras palavras, ele preferiu dirigir 300 milhas sabendo que estava indo na direção errada e, depois, 300 milhas de volta, a admitir que estava errado.
P: Em Provérbios 19:3, por que uma pessoa má se queixa contra o Senhor neste versículo?
R: Primeiro, o que não é a resposta e, depois, a resposta.
Não é a resposta. A pessoa ímpia não está reclamando sobre por que deveria seguir a lei de Deus ou os padrões de Deus.
A resposta: Ela está reclamando com Deus sobre o que pode considerar seu “azar”, mas que, na verdade, são as consequências lógicas de suas próprias ações. “O que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).
P: Em Provérbios 19:4,6, por que esse versículo diz que a riqueza traz muitos amigos?
R: É pecado favorecer alguém apenas por ser rico, como mostra Tiago 2:1-4, mas Provérbios 19:4,6 ensina as realidades da vida com pessoas pecadoras. Provérbios 19:6 apresenta uma metáfora interessante, que significa literalmente “acariciar o rosto”. É preciso equilibrar isso com Provérbios 14:21, que diz que é pecado desprezar o próximo, mencionando especialmente o próximo pobre.
Embora a riqueza possa render muitos amigos, uma pessoa rica pode estar sempre se perguntando quem são realmente seus verdadeiros amigos...
P: O que Provérbios 19:7 nos ensina sobre a pobreza e os amigos?
R: Provérbios 19:7 não nos diz como agir, mas nos ensina um fato triste da vida neste mundo caído. Um homem pode ser rejeitado simplesmente por não ter dinheiro, influência ou poder. Às vezes, os amigos são amigos apenas pelo que podem obter com o relacionamento. Provérbios 19:7 fala dos amigos (plural) de uma pessoa rica, que na verdade são apenas parasitas, enquanto menciona o amigo (singular) de uma pessoa pobre.
P: Em Provérbios 19:11b, de que forma é glória de uma pessoa ignorar uma ofensa?
R: Se uma pessoa se rebaixa a responder da mesma forma a um ataque mesquinho, ela não parece melhor do que a pessoa que a atacou. Você se rebaixou ao mesmo nível. Mas uma pessoa de grande porte sabe como ignorar um insulto ou uma ofensa, seja ela intencional ou não. No entanto, provavelmente uma pessoa não consegue fazer isso, a menos que, como diz Provérbios 19:11a, seja lenta para irar-se.
P: Em Provérbios 19:14, de que forma uma esposa prudente provém do Senhor?
R: Existem tantos aspectos de um caráter piedoso que é duvidoso que homens ou mulheres conheçam sequer um quarto do caráter de seu futuro cônjuge. Certamente, nenhum crente deveria considerar casar-se com alguém sem orar muito a Deus pedindo orientação.
P: Em Provérbios 19:17, como as pessoas podem emprestar ao Senhor?
R: Embora Deus, na verdade, não tenha necessidade de nada (Salmo 24:1; 50:9-12), podemos, metaforicamente, emprestar ao Senhor quando ajudamos os outros. Em Mateus 25:35-45, Jesus disse que, se você oferecesse comida, bebida, hospitalidade, roupas ou cuidados aos pobres, estrangeiros, doentes ou prisioneiros, seria como se tivesse feito isso por Ele. Como observação adicional, Jesus não disse que os beneficiários precisavam ser crentes para que isso contasse como uma recompensa por ter sido feito a favor de Jesus.
P: Em Provérbios 19:19, por que uma pessoa irascível precisa ser resgatada repetidamente?
R: Uma pessoa irascível continua a fazer coisas — e, especialmente, a dizer coisas — das quais se arrepende mais tarde. Ela faz com que as pessoas tenham medo de estar perto dela, não gostem de sua companhia e, sem querer, acaba se isolando. O triste é que ela provavelmente não tem a menor ideia do motivo pelo qual os outros parecem não se importar com ela.
P: O que significa Provérbios19:22 ?
R: A vida é repleta de escolhas. Se você tivesse que escolher entre ser amado e algo sem amor, as pessoas realmente prefeririam ser amadas. A palavra hebraica para amor aqui, hesed, significa amor inabalável, ou um amor leal e de aliança. Um mentiroso pode enriquecer por causa de suas mentiras, mas nunca será amado por causa delas. É melhor ser pobre e verdadeiramente amado do que ser um mentiroso rico e sem amor. Não devemos invejar outras pessoas de forma alguma, mas é especialmente tolo invejar uma pessoa rica que tem muitos amigos, mas nenhum amigo de verdade.
P: Em Provérbios 19:25, quando os escarnecedores forem castigados, quem aprenderá com isso?
R: Provérbios19:25 não afirma que o escarnecedor aprenderá alguma vez. Em vez disso, os espectadores ingênuos aprenderão, não necessariamente o próprio escarnecedor. O primeiro tipo de pessoa tola é o “escarnecedor” (les, em hebraico), e o segundo tipo é o simplório (peti, em hebraico). Um dos objetivos da prisão é servir como dissuasão ao crime. Não se trata apenas de os criminosos ficarem fora de ação por um tempo, mas o fato de que o desconforto de estar na prisão pode fazer com que outros pensem duas vezes antes de decidirem se tornar criminosos.
P: O que Provérbios19:27 diz sobre deixar de ouvir a instrução?
R: Provérbios 19:27 apresenta aqui uma ironia. É como se dissesse: “fume e você terá uma vida mais curta”. Não está realmente nos dizendo para deixarmos de ouvir instruções, mas sim que, “se” deixarmos de ouvir instruções, nos desviaremos. Na verdade, se deixarmos de ouvir instruções, não apenas nos desviaremos por ignorância, mas poderemos até nos desviar daquilo que já sabemos. Ser sábio não é um estado estático. Observe que a pessoa pode ter sido, no passado, receptiva ao ensino e à instrução, mas não continuou a agir assim. Ser sábio não é um estado estático; uma pessoa sábia continua a crescer e a aprender. Isso também destaca que este é o único trecho entre Provérbios 7:1 e23:15 em que as palavras “meu filho” aparecem.
R: Não. Especificamente, isso se refere a ensinamentos falsos que podem afastar alguém do verdadeiro conhecimento.
P: Em Provérbios 20:1, de que forma as bebidas alcoólicas são motivo de escárnio e de brigas?
R: Vi um meme engraçado que chamava o vinho de “suco da má decisão”. Os bêbados não têm controle sobre si mesmos. Às vezes, quando os bêbados se mostram agressivos, agem de forma insensata ou fazem coisas das quais se envergonharão mais tarde, outras pessoas tentam, por vezes, justificar seu comportamento dizendo “foi só o álcool que fez isso”. Mas foram eles que escolheram ficar bêbados.
P: Em Provérbios 20:2 e seguintes, de que maneira alguém pode pecar contra si mesmo/sua própria vida?
R: Todo pecado é mau, mas esse pecado, o de provocar a ira do rei, não prejudica ninguém além de si mesmo.
P: Em Provérbios 20:3, como devemos evitar contendas?
R: Qualquer pessoa pode fazer birra quando não consegue o que quer. Um ponto é não fazer birras e não causar contendas. Mas um segundo ponto aqui é ser capaz de lidar com pessoas difíceis que, de outra forma, causariam contendas. O senhor é hábil em lidar com pessoas difíceis? Se não, gostaria que Deus lhe desse alguma oportunidade de praticar? Às vezes, uma estratégia é simplesmente evitá-las. Mas, em outras ocasiões, elas não podem ser evitadas, e o senhor precisa compreender por que estão se mostrando difíceis. Por que estão sendo irracionais, pelo menos em relação a o senhor? O senhor pode se surpreender ao descobrir que, certas ou erradas que estejam, elas estão agindo de forma razoável na própria percepção delas.
P: Em Provérbios 20:4, o que é dito sobre dois tipos de preguiçosos?
R: Qualquer tipo de preguiça é ruim, mas já considerou que existem diferentes tipos de preguiçosos? É claro que, se os preguiçosos não ararem, não terão colheita; no entanto, não é isso que está sendo dito aqui. Na verdade, os preguiçosos aram, exatamente como deveriam, mas fazem a coisa certa na hora errada, porque procrastinaram por muito tempo. Eles também não terão colheita, apesar de terem feito todo o trabalho que teriam feito se não fossem preguiçosos! A época de arar na Palestina é em novembro e dezembro, quando o vento frio vem do norte. Se quiserem se manter aquecidos e não serem levados pelo vento.
P: Em Provérbios 20:5, como um bom conselheiro pode descobrir o que realmente está no coração da pessoa?
R: Isso pode ser difícil, pois, às vezes, a pessoa que está sendo aconselhada não sabe o que há em seu próprio coração. Não se limite a ouvir o que ela está pensando, mas também o que está sentindo.
P: Em Provérbios 20:8, como um rei que julga afasta o mal com o olhar?
R: O olhar do rei impede o mal, pois os malfeitores não praticam o mal enquanto ele está observando. Sabe, esse versículo se aplica tanto aos pais quanto aos reis.
Da mesma forma, os olhos de Deus veem cada passo que damos, e não há lugar onde os malfeitores possam se esconder de Deus, de acordo com Jó 34:22-23.
Por fim, devemos cultivar o discernimento, para saber quando alguém está nos contando bobagens e sermos capazes de distinguir quem é trabalhador e honesto daqueles que apenas afirmam ser trabalhadores e honestos.
P: Em Provérbios 20:9, isso ensina que qualquer pessoa pode manter seu coração puro, ou não?
R: Este versículo mostra a constatação do autor de que ninguém na Terra consegue manter o coração livre de todo pecado. Isso também inclui que todas as suas motivações e decisões sejam totalmente honradas.
P: Em Provérbios 20:14, por que o comprador diz que não é nada e, em seguida, se vangloria de sua compra?
R: O tom de reprovação disso mostra que essa mentira é errada. Mas esse versículo nos ensina que compradores e vendedores podem ser astutos, mesmo quando não estão realmente enganando as pessoas. Poderíamos intitular esse versículo de “vendedor, tenha cuidado”.
P: O que significa Provérbios20:16 ; soa quase como algo indelicado?
R: Na Bíblia, repleta de versículos sobre o cuidado com os pobres e necessitados e a generosidade para com quem pede empréstimo, este provérbio realmente se destaca. Para algumas pessoas, oferecer generosidade financeira a elas torna a situação pior, e não melhor. Alguém está arriscando dinheiro de forma imprudente se se comprometer a garantir o empréstimo de um estranho. Se essa pessoa ficar sem dinheiro por ter se comprometido a garantir o empréstimo de uma mulher de moral duvidosa, o senhor acha que está fazendo a coisa certa, ou o que é melhor para ela, ao dar-lhe mais dinheiro para que não aprenda a lição?
Provérbios11:15 ;17:18 e22:26 -27 também nos alertam contra ser fiador de dívidas.
P: Em Provérbios 20:17, de que tipo de riqueza desonesta se trata?
R: Trata-se de qualquer riqueza obtida por meio de fraude e engano. Pode ser a falsificação de uma balança, como ensina Provérbios 20:10,23, a falsificação de declarações fiscais ou notas fiscais, ou mesmo a propaganda de diferenças que na verdade não existem. A riqueza desonesta é, na verdade, uma dupla fraude. Ela foi obtida defraudando as vítimas, mas também engana a própria pessoa que comete a fraude, levando-a a acreditar que isso lhe trará felicidade e uma vida sem problemas. O pecado sempre promete mais do que cumpre.
Certa vez, Adam Clarke trabalhava para um comerciante de seda que queria que ele esticasse a seda ao medi-la para vendê-la a um cliente. Adam respondeu: “Sua seda pode esticar, senhor, mas minha consciência não.”
P: O que significa Provérbios20:25 ?
R: É como ficar preso, tal como um animal, ao prometer algo e só depois considerar as consequências dessa promessa. Isso pode ser uma armadilha para o seu tempo, seu dinheiro ou até mesmo sua segurança financeira.
P: Como Provérbios20:26 se relaciona conosco?
R: Quando vemos um líder sábio separando (removendo) pessoas ímpias e indignas de confiança, ele está fazendo o que deve fazer.
Uma segunda aplicação é que, quando estamos em uma posição de responsabilidade, temos o dever de eliminar pessoas não confiáveis e desleais. Lealdade não significa ser um bajulador e nunca discordar de você. Lealdade significa dar o seu melhor, de maneira ética e justa, para aqueles que estão pagando a você. Uma vez que o senhor tome uma decisão insensata, é mais leal que os subordinados que percebem a insensatez e lhe digam isso em particular do que ficarem calados. Se o senhor persistir em uma decisão errada, e eles já o tiverem informado sobre sua insensatez, será que eles ainda o seguirão, ou tentarão minar a autoridade de seu chefe aos olhos dos outros? É claro que um subordinado nunca deve aceitar passivamente uma decisão errada se ela for ilegal, imoral ou contrária ao que Deus ordena.
P: Em Provérbios 20:29, de que forma a cabeleira grisalha de um ancião representa seu esplendor?
R: Uma cabeleira grisalha significa (ou, pelo menos, deveria significar) que a pessoa possui uma sabedoria e uma experiência acumuladas ao longo da vida, que outras pessoas deveriam valorizar e das quais deveriam aprender.
P: Em Provérbios20:30 , como o azul de uma ferida purifica o mal?
R: Um hematoma é preto e azul. Isso significa que, às vezes, uma surra pode persuadir uma pessoa ímpia a mudar seus caminhos.
P: Em Provérbios 21:1, visto que o Senhor dirige o coração do rei conforme Lhe apraz, por que os reis não se comportam melhor do que têm feito?
R: Deus pode mudar o coração de qualquer rei conforme Lhe apraz, mas Deus não interfere em seu livre arbítrio com muita frequência. O Salmo 22:28 diz que é Deus quem governa as nações.
Ao analisarmos a história, parece que Deus não está realmente tentando proporcionar um ambiente em que reis e outras pessoas não possam praticar o mal. Em vez disso, Deus parece estar proporcionando diferentes ambientes nos quais as pessoas podem e precisam fazer uma escolha. Entre os casos em que Deus mudou o coração de um rei estão Gênesis 30:3; Gênesis 40; Êxodo 7:3-5 (Faraó); Êxodo 10:1-2 (Faraó); Esdras 7:21 (Artaxerxes); Neemias 2:1-8 (Artaxerxes), Ester 6:1-2; Isaías 10:6-7 (Tiglate-Pileser); 41:2-4; 43:3; 45:1-7 (Ciro); Daniel 2:21; Mateus 27:19; e João 19:11.
P: Em Provérbios 21:3,27, como é que praticar a justiça é mais aceitável do que o sacrifício, se ambos andam juntos?
R: Nem sempre andam juntos. Na verdade, Jesus ensina em Mateus 5:23-24 que, se o senhor estiver prestes a fazer um sacrifício, mas se lembrar de que seu irmão tem algo contra o senhor, deixe o sacrifício no altar e vá primeiro se reconciliar com seu irmão; depois, faça sua oferta. Provérbios 7:13-14 dá um exemplo de uma mulher imoral que usa o pretexto de ter acabado de fazer um voto de sacrifício para seduzir um jovem tolo a dormir com ela. De fato, Provérbios 21:27 diz que o sacrifício do ímpio é detestável a Deus.
Miquéias 6:6-9 apresenta uma ideia semelhante. Praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o seu Deus é melhor do que milhares de carneiros e dez mil rios de óleo. Em 1 Samuel 15:22, Saul aprendeu da maneira mais difícil que obedecer a Deus era mais importante do que oferecer mais sacrifícios.
Embora o contexto imediato seja o de sacrifícios de animais, hoje isso pode ser generalizado a qualquer tipo de sacrifício.
P: Em Provérbios 21:5, já que Deus planeja nossos passos, por que deveríamos fazer planos?
R: É muito valioso planejar e definir para onde deseja ir. Mas, em vez de apenas fazer planos por conta própria, por que não pede a Deus que o guie na elaboração desses planos? Este versículo diz que planos bem elaborados levam à prosperidade. Perceba, com humildade, que seus planos provavelmente não permanecerão inalterados, mas é melhor traçar um caminho e ajustá-lo do que não ir a lugar algum. Como disse o general americano Dwight D. Eisenhower: “Os planos são inúteis, mas o planejamento é essencial”. Ou, se você deixar de planejar, estará planejando o fracasso. Se você mirar nas estrelas, talvez não as alcance, mas irá mais longe do que se mirar no chão.
P: Em Provérbios 21:7, o que há de adequado na punição dos ímpios?
R: Embora Deus castigue os ímpios, não é isso que este versículo diz. Uma das formas pelas quais eles são castigados é por meio das consequências lógicas de sua própria violência. Quando praticam violência e enganam os outros, não devem se surpreender se outros fizerem o mesmo com eles, seja por vingança ou por falta de respeito. “Quem vive pela espada, pela espada morre”, como diz Jesus em Mateus 25:52 e seguintes.
P: Em Provérbios 21:8, o que é dito sobre o caminho dos ímpios e dos justos?
R: Uma pessoa ímpia ou justa não se revela apenas pelo que tenta fazer, mas também pela maneira como age. Os ímpios podem dizer que os fins justificam os meios.
P: Em Provérbios 21:10, o que o desejo do mal e a falta de misericórdia têm a ver um com o outro?
R: Uma pessoa ímpia deseja apenas o que é mau. Muitas vezes, as pessoas ímpias não se interessam por relacionamentos com os outros além do que estes podem fazer por elas. Mas o seu mundo parece tão limitado e minúsculo se a única pessoa significativa nele for você mesmo. Talvez seja o desejo de viver nesse mundo, sozinho, que leve algumas pessoas a se tornarem mais ímpias.
P: Em Provérbios 21:13, por que é importante conceder misericórdia?
R: Uma razão secundária é que, se você demonstrar misericórdia quando os outros precisam, é mais provável que eles também demonstrem misericórdia para com você quando você precisar. Mas uma razão mais importante é que Deus assim o ordena, e todos nós precisamos da misericórdia de Deus. O homem rico em Lucas 16:19-31 não se importava com o mendigo que estava à sua porta.
P: Em Provérbios 21:14, como uma dádiva secreta ou um suborno apazigua uma grande ira?
R: Em 1 Samuel 25:18-33, Abigail secretamente ofereceu uma grande quantidade de alimentos aos homens de Davi depois que seu marido recusou de forma rude. Ela salvou a vida dos homens de sua família. De acordo com o “The Expositor’s Bible Commentary”, volume 5, p. 920-921, a palavra hebraica usada em Provérbios 15:27;18:16 e21:14 , “mattan”, significa muito mais do que um suborno. Significa um presente, e pode ser um presente legítimo ou pode significar um suborno. O significado em Provérbios 21:14 não é nem um suborno indevido nem um presente sem condições. Significa, antes, um presente dado para apaziguar a ira de alguém, especialmente se você tiver cometido uma injustiça contra essa pessoa. Por outro lado, o Talmude interpreta um “presente em segredo” como um ato secreto de caridade.
Consulte a discussão sobre Provérbios 17:8 para obter mais informações.
P: Em Provérbios 21:16, o que é a “assembleia dos mortos”?
R: Não se trata de uma congregação da qual você queira fazer parte. É uma assembleia daqueles que são os perdedores, sem vida eterna. Larga é a via que conduz à perdição, de acordo com Mateus 7:13-14.
P: Em Provérbios 21:17, visto que aqueles que amam os prazeres, o vinho e o azeite não se tornarão ricos, como é que algumas pessoas financeiramente abastadas amam os prazeres e o vinho?
R: Há três pontos a serem considerados na resposta.
Na Terra, aqueles que amam essas coisas geralmente não se esforçam para enriquecer. Aqueles que já são ricos e amam os prazeres têm um alto fluxo de saída de dinheiro, o que pode esgotar suas riquezas.
É caro amar os prazeres da vida. Como disse Jack Graham: “Se suas despesas excederem sua renda, então seu sustento será sua ruína”.
Mais importante ainda, aqueles que amam os prazeres mais do que a Deus perdem completamente as verdadeiras riquezas do Céu.
P: Em Provérbios 21:20, o que isso diz sobre os sábios?
R: Isso não apenas diz que os sábios planejam, mas que os sábios têm reservas e planos de contingência. Uma pessoa sábia não espera que uma catástrofe ou dificuldades financeiras aconteçam, mas poupa para lidar com isso, caso seja necessário. A pessoa tola gasta tudo o que possui.
De acordo com o Comentário Bíblico do Crente, p. 846, um alcoólatra costumava vender seus utensílios domésticos e móveis para comprar uísque. Depois que ele se converteu a Cristo, alguém perguntou se ele acreditava que Jesus transformou água em vinho. Ele respondeu: “Não sei nada sobre transformar água em vinho, mas sei que, na minha casa, Ele transformou uísque em móveis!”
P: Em Provérbios 21:23, por que é importante cuidar do que se diz e guardar a língua?
R: Uma vez que você insulta alguém, diz algo maldoso ou tolo, assim que alguém ouve isso, você não pode mais retirar o que disse. Pode ser apropriado pedir desculpas, mas as outras pessoas sabem que você ainda não pode alegar que não tinha isso no coração quando disse aquilo.
P: Em Provérbios 21:28, por que isso é duplamente ruim?
R: Trata-se de um pecado que pode ter duas consequências. A testemunha falsa que profere a mentira perecerá. Mas aqueles que confiam nas palavras da testemunha falsa também perecerão. Você pode ser destruído pela mentira, mesmo sem ter dito nenhuma mentira pessoalmente. Você pode ser destruído por acreditar em mentiras. Precisamos orar a Deus para que nos conceda discernimento, para que nós e nossos relacionamentos não sejamos prejudicados pelas mentiras.
P: Em Provérbios 21:30-31, como é que não há sabedoria, entendimento ou conselho contra o Senhor?
R: Embora muitos planejem desafiar a Deus, ninguém, em última instância, pode lutar contra Deus e vencer. Como diz o Comentário Bíblico do Crente, pp. 846-847, citando Plumptre: “Nada tem sucesso contra Deus, e nada vale sem Deus”.
P: Em Provérbios 22:1, como devemos dedicar mais tempo a nos preocupar com nossa boa reputação e testemunho do que com nossa riqueza?
R: Se houver algo que você possa fazer que lhe renda muito dinheiro, e que seja legal e ético, mas que possa dar a impressão de que você não está agindo de forma ética, então não faça isso. É Deus quem nos dá riqueza; nossa principal preocupação deve ser agradar a Deus.
Como observação adicional, este versículo está organizado como um quiasmo hebraico. Um bom nome é paralelo à graça, e as riquezas são paralelas à prata e ao ouro.
P: Em Provérbios 22:2, como se determina o quão importante ou valiosa uma pessoa é?
R: Na verdade, é bastante simples; somos todos iguais. Todos nós, homens e mulheres, independentemente da raça, fomos criados à imagem de Deus. Todas as pessoas, independentemente de riqueza ou cidadania, são igualmente importantes e valiosas aos olhos de Deus, e a visão de Deus é a única que importa. Mas o mundo não vê dessa forma, e às vezes as pessoas presumem que vemos as coisas como o resto do mundo. Portanto, precisamos garantir que não sejamos mal interpretados e que o mundo perceba que acreditamos que todos têm igual dignidade, valor e importância.
P: Em Provérbios 22:6, o que exatamente esse versículo diz?
R: Não significa educar uma criança à sua maneira, mas de acordo com a personalidade dela. O verbo não significa apenas “ensinar”, mas também um esforço dedicado para educá-la. A mesma palavra é usada para consagrar uma casa em Deuteronômio 20:5, o Templo em 1 Reis 8:63 e 2 Crônicas 7:5. O Comentário de Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 6, p. 86-87, afirma: “Dê à criança instrução conforme o seu caminho, para que ela não se desvie dele quando envelhecer”. No entanto, o Comentário Bíblico do Expositor, vol. 5, p. 1061-1062, afirma que a intenção principal do versículo não é educar a criança de qualquer maneira que seja do agrado dela, mas, em última análise, existem apenas dois caminhos: com Deus e contra Deus, e a criança deve ser educada seguindo o primeiro caminho.
Susannah Wesley, mãe de John, Charles e outros quinze filhos, tinha seis regras.
1) Subjugar a teimosia da criança e, assim, colaborar com Deus para salvá-la.
2) Ensine-as a orar assim que forem capazes de falar.
3) Não lhes dê nada pelo que chorem. Dê-lhes apenas o que for bom para elas, caso peçam educadamente.
4) Para evitar mentiras, não punir nada que seja confessado, mas nunca permitir que um ato rebelde e pecaminoso passe despercebido.
5) Elogie e recompense o bom comportamento.
6) Cumpra rigorosamente todas as promessas que lhes tiver feito.
P: Em Provérbios 22:6, uma vez que devemos educar nossos filhos, é aceitável que as crianças brinquem?
R: Claro. Além de as crianças aprenderem sobre relacionamentos brincando juntas e praticarem por meio de dramatizações, é bom que elas se divirtam. Na Bíblia, em Zacarias 8:5, Deus considera a visão de meninos e meninas brincando algo agradável.
R: Não. Nenhuma forma de educação correta convencerá Deus a tirar o livre arbítrio de uma criança. Mesmo uma criança prometida, como Sansão, ainda tinha a liberdade de escolher desobedecer. Em vez disso, esse versículo é uma observação de que aqueles que proporcionam uma educação piedosa, de maneira adequada à criança, geralmente verão seus filhos seguirem essa orientação por toda a vida.
R: A Bíblia tem muito a dizer, mas é possível resumir 21 pontos com os três “A’s”: nossa atitude de amor, o que absolutamente não devemos fazer e nossas ações de amor.
…Atitude de amor
Não desprezem os pobres (Provérbios14:21 ; 17:5). Lembrem-se de que Deus criou os ricos, os pobres e seus opressores (Jó 34:19; Provérbios 29:13). Saibam que Deus leva muito a sério nossas doações aos pobres, assim como fez com Cornélio (Atos 10:2, 4, 31).
No entanto, se alguém for rico como Abraão, isso não significa automaticamente que esteja desagradando a Deus ao oprimir os pobres, conforme se vê em Jó 29:12. Abraão era um homem extremamente rico (Gênesis 13:2-6), mas não teria sido chamado de justo em Romanos 4:3 e Tiago3:21 se oprimisse os pobres.
Alguns são pobres porque são preguiçosos (Provérbios 6:9-11; 10:4; 12:24) ou assumiram compromissos financeiros precipitados (Provérbios 22:26-27; 6:2-3), deram garantias por outra pessoa (Provérbios 6:1,3; 11:15; 17:18; 20:16; 27:13), gastaram seu dinheiro em prazeres (Provérbios 20:21; 29:3; Tiago 5:5; Mateus 23:25; Amós 6:4-7) ou por negligência (Provérbios 27:23-24)
Outros, como Rute e Noemi (Rute 1:6; 2:2), são pobres sem culpa alguma, assim como José e Maria (Lucas2:24 + Levítico 12:8). Jesus, João Batista e Paulo eram pobres.
Preocupe-se com a justiça para com os pobres (Provérbios 29:7; 31:9).
Lembre-se dos pobres (Gálatas2:10 ). Reduza a pobreza e entenda que ajudar os pobres é como se estivesse ajudando a Cristo (Mateus 25:34-46).
Nosso ideal deve ser eliminar a pobreza (Deuteronômio 15:4), mas devemos compreender que os pobres sempre estarão entre nós (Deuteronômio15:11 ; Mateus 26:11; Marcos 14:7; João 12:8).
… Absolutamente não
Não oprimam os pobres (Provérbios22:16 ; 28:3; Jó20:19 ; Ezequiel18:12 ;22:29 ; Amós 2:7; 4:1;5:11 ).
Não cobrem juros exorbitantes (Provérbios 28:8).
Não elaborem leis injustas. (Isaías 10:1-2). Não utilizem os tribunais para explorar aqueles que têm menos recursos (Provérbios22:22 -23; ~24:28; Tiago 2:6; Amós5:12 ).
Não seja indiferente para com os pobres (Ezequiel16:49 ; ~Lucas16:19 -20) nem ignore o clamor deles (Provérbios21:13 ).
Não demonstre parcialidade contra os pobres (Provérbios 29:14), parcialidade a favor dos ricos (Levítico19:15 ) nem parcialidade a favor dos pobres (Êxodo 23:3; Levítico19:15 ). Os justos se preocupam com a justiça para com os pobres (Provérbios 29:7).
Não tente eliminar os pobres de onde você mora (Amós 8:4; Salmos 109:16) nem destruir os pobres (Isaías 32:7).
Não pregue a ajuda aos pobres e não pratique o que prega (Tiago2:15 -17).
…Ações de amor
Seja generoso com os pobres (Provérbios 19:9-10; 22:9; Isaías 58:7-8,10) e bondoso para com eles (Provérbios 28:8).
Dê aos pobres. (Isaías 1:17; 58:6-10; Jeremias 5:28; 22:16; Gálatas 2:10; Salmos 41:1; 112:9; Provérbios 14:21; 24:11-2; 28:27; 29:7; 31:9,20; Efésios 4:28; Atos 9:36; 1 Timóteo 6:18-9; Tiago 1:27) e socorram os pobres (Jó 29:12); Levítico 25:35-37. Ofereçam ajuda aos pobres mesmo nos negócios (Êxodo23:11 ; Rute 2:2,6,15).
Devemos ajudar especialmente as viúvas e os órfãos. (Tiago 1:27; Deuteronômio 15:11; Salmo 68:5).
Devemos ajudar especialmente outros crentes (1 João 3:17-19; Romanos 15:26).
Devemos ajudar especialmente os doentes, os famintos, os nus e os presos. (Mateus 25:34-46; Zacarias 7:9-10; Isaías 58:10-11; Salmos 69:33).
Não ofereçam comida a quem se recusa a trabalhar (2 Tessalonicenses3:10 ). A fome pode ser um bom incentivo para não ser preguiçoso (Provérbios16:26 ).
Não ajude aqueles que praticam obras perversas (2 João 10-11) ou que sejam imprudentes com o dinheiro (Provérbios1:16 ). Esteja ciente de que alguns afirmam falsamente ser pobres ou ricos (Provérbios 13:7).
P: Em Provérbios 22:10, quando devemos deixar de convidar alguém para uma reunião ou não ter essa pessoa como amiga?
R: Em geral, devemos ser acolhedores com as pessoas em nossas reuniões e como amigos. Mas este versículo mostra que, no caso de algumas pessoas, elas não devem ser convidadas se estiverem presentes apenas para causar problemas ou por motivos ocultos. Você pode, primeiro, corrigi-las; mas, se elas não aceitarem a correção, afaste-as imediatamente.
Se um amigo quiser fofocar sobre você, ou se tentar usar calúnias para separá-lo de seus outros amigos, então você deve se afastar dele. Mesmo que um membro da família queira que você se separe de seu cônjuge, você não deve mais dar ouvidos a ele.
P: Em Provérbios 22:12, como os olhos do Senhor preservam o conhecimento?
R: Há duas interpretações: preservar as pessoas instruídas e preservar o conhecimento da verdade.
Pessoas com conhecimento: Deus preserva aqueles que possuem conhecimento, ou seja, as pessoas sábias. Ser sábio é estar sob a proteção de Deus.
Conhecimento da verdade: Deus é o guardião da verdade e preservará a verdade para que ela nunca pereça da face da terra.
P: Provérbios 22:13, o que isso diz sobre os preguiçosos?
R: Isso mostra duas coisas diferentes sobre as pessoas preguiçosas.
1) Por um lado, um preguiçoso pode inventar desculpas incríveis para não trabalhar ou não se esforçar.
2) Por outro lado, porém, o preguiçoso está muito atento a identificar todos os perigos possíveis para o que está tentando fazer, por menor que seja a probabilidade.
Em geral, quando as pessoas são realmente muito hábeis em encontrar todas as razões possíveis — por mais remotas que sejam — para explicar por que algo não é uma boa ideia, talvez valha a pena perguntar: mesmo que todas essas razões fossem esclarecidas, será que elas realmente gostariam de fazer isso, para começar?
P: Em Provérbios 22:15, como devemos aplicar castigos físicos a uma criança?
R: Aqui estão algumas orientações sobre disciplina em geral.
1. O objetivo do castigo é incentivar o arrependimento. É doloroso no momento, mas é para o bem da criança (Hebreus 12:2-11). Não utilize castigo físico que não seja para o bem da criança.
2. Não cause nenhum dano físico permanente à criança. Dar um tapa na orelha de uma criança pode levar à perda auditiva; nunca há motivo válido para bater na cabeça, mesmo que seja na criança mais rebelde. Puxar a criança com muita força pode deslocar um braço. Sacudir uma criança, especialmente uma criança pequena, pode causar lesões permanentes, ou até mesmo a morte.
3. Devemos usar a disciplina para o bem da criança, não para descarregar nossas emoções. Se você estiver com muita raiva, tudo bem dizer à criança que irá puni-la, mas não agora. Você deve esperar até se acalmar.
4. A Bíblia é clara ao afirmar que o castigo físico é aceitável e, em alguns casos, é a melhor opção. Esteja ciente de que existem outras formas de punição que você também pode utilizar, como consequências lógicas (castigo, etc.) e consequências naturais, quando não houver perigo. Uma amiga da minha filha, que está na quarta série, me contou que a mãe dela sempre a castiga mandando-a para o quarto. No quarto dela é agradável, pois ela pode brincar e ler. Mas ela acrescentou rapidamente: “por favor, não conte para a minha mãe”.
5. Devemos punir uma criança por desobediência tola, mas não punir uma criança pequena apenas por ser criança.
6. As crianças devem saber por que estão sendo punidas e compreender como podem evitar isso no futuro. Elas não devem encarar a punição como algo caprichoso ou sem motivo algum.
7. Devemos perceber que pequenas infrações devem receber uma punição menor do que as infrações mais graves. As leis de D’us na Torá também estabelecem que a punição deve ser proporcional ao delito.
8. Quando há mais de uma criança, todas devem ser disciplinadas de forma igualitária, levando em conta a idade. Meninos e meninas devem ser punidos igualmente, sem favoritismo.
9. Não deve se arrepender de fazer o que é melhor para seus filhos. No entanto, sinta-se à vontade para pedir desculpas a eles quando os punir injustamente ou de forma inadequada. É bom que eles vejam que você admite não ser perfeito. Muitas vezes, eles o respeitarão mais por sua honestidade do que por negar o que ambos sabem ser verdade.
Consulte a discussão sobre 1 Reis 1:6 para saber mais sobre estrutura e liberdade na criação de filhos piedosos.
P: Em Provérbios 22:16, por que as pessoas oprimem os pobres e não tanto os ricos?
R: Embora se possa pensar que os ricos ou a classe média seriam os que mais sofrem opressão, a verdade é que geralmente são os pobres. Os pobres são mais fáceis de oprimir, às vezes estão mais desesperados e, muitas vezes, não têm os recursos ou o conhecimento para se defenderem.
P: Em Provérbios 22:17 e seguintes até 24:22, essa seção é semelhante a um livro egípcio, *A Instrução de Amenemope* (=Amen-em-Opet), escrito por volta de 1300-900 a.C.?
R: O livro *When Critics Ask*, p. 248, afirma: “Em primeiro lugar, não há motivo para que Deus não pudesse orientar Salomão a utilizar outras fontes humanas na redação da Palavra de Deus. Outros autores das Escrituras fizeram isso (cf. Lucas 1:1-4). No entanto, não está claro se Salomão utilizou essa fonte egípcia. Pois, embora haja frases e conteúdos bastante semelhantes, o fato é que as diferenças superam as semelhanças. … Além disso, uma análise minuciosa por parte dos estudiosos revelou que, se houve algum empréstimo, é mais provável que o autor egípcio tenha se inspirado no autor hebreu. Em última análise, é claro, Deus é a fonte de toda a verdade, onde quer que ela seja encontrada.”
O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento” chega a uma conclusão semelhante. Nas páginas 904 e 906, afirma-se: “A Instrução de Amen-em-Ope (cerca de 1300-900 a.C.), ensinamentos de um rei a seu filho sobre a vida, utilizando algumas palavras semelhantes às encontradas em Provérbios (por exemplo, ‘Ouça, meu filho’, ‘caminho da vida’, ‘a via’). O fato de algumas frases da ‘Instrução de Amen-em-Ope’ serem paralelas a partes de Provérbios (por exemplo, Provérbios 22:17-24:22) levantou a questão de saber se Provérbios se inspirou nesse texto egípcio, se o escritor egípcio se inspirou em Provérbios, ou se ambos escreveram independentemente sobre preocupações comuns.” O *Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, nas páginas 954-955, analisa os dois lados da questão e conclui que não houve qualquer cópia. Por outro lado, o conservador *Expositor’s Bible Commentary*, volume 5, página 883, afirma: “embora as duas coleções não sejam idênticas, são suficientemente semelhantes para atestar uma influência direta”. O liberal *Anchor Bible Dictionary*, página 516, chega à mesma conclusão.
Aqui estão as evidências, a favor e contra:
A favor:
P1. A maioria dos Provérbios é atribuída a Salomão, ou a autoria não foi especificada. No entanto, os Provérbios22:17 afirmam especificamente que se trata de “ensinamentos dos sábios”, o que sugere que Salomão não escreveu esses Provérbios.
P2. Semelhanças (com base em *When Critics Ask* e no *Anchor Bible Dictionary*)
| Provérbios | Amenemope | Assunto |
|---|---|---|
| 22:17-18 | 3:9-11,16 | Apelo para que se ouça |
| 22:19 | 1:7 | Objetivo da instrução |
| 22:20 | 27:7-8 | Trinta provérbios |
| 22:21 | 1:5-6 | Aprendendo uma resposta digna |
| 22:22-23 | 2, 4:4-5 | Não roube um infeliz |
| 22:24-25 | 9, 11:13-14 | Evite a amizade com homens violentos |
| 22:25-27 | 9, 13:8-9 | Para que uma armadilha não o destrua |
| 22:28 | 6, 7:12-13 | Não remova as pedras de demarcação |
| 22:29 | 30, 27:16-17 | Os escribas habilidosos servirão diante dos reis |
| 23:1-3 | 23, 23:13-18 | Coma com cautela na presença de um governante |
| 23:4-5 | 7, 9:14-10:5 | A riqueza voa como uma águia/gansos |
| 23:6-7 | 11, 14:5-10 | Não coma da comida de uma pessoa mesquinha |
| 23:8 | 11, 14:17-18 | Consequências do vômito |
| 23:9 | 21, 22:11-12 | Não fale com qualquer pessoa |
| 23:10-11 | 6, 7:12-15; 8:9-10 | Não remova as pedras de demarcação das viúvas |
| 24:11 | 8, 11:6-7 | Salve o condenado |
P3: Amenemope tem 30 capítulos, e há 30 provérbios dos sábios nesta seção de Provérbios.
Contras:
C1: Amenemope é muito mais extenso — com 7 a 26 versos por capítulo e 30 capítulos — do que esta seção de Provérbios.
C2: A ordem é muito diferente.
C3: Diferenças (baseadas, em parte, no The Anchor Bible Dictionary)
| Provérbios | Amenemope | Assunto |
|---|---|---|
| 23:29-35 | sem paralelo | consumo excessivo de álcool |
| 24:12 | sem paralelo | Deus pesa o coração |
Uma fotografia de parte da Instrução de Amen-em-opet encontra-se no *The Bible Almanac*, p. 376.
R: É possível agir dentro da lei, segundo as leis humanas, e, ainda assim, ser mau. Algumas formas de explorar os pobres incluem o sistema judicial, salários injustificadamente baixos e tirar proveito do fato de que eles podem não ter poupanças, assessoria jurídica ou bom senso comercial.
P: Em Provérbios 22:24, por que não devemos fazer amizade com um homem irado?
R: Existem dois tipos de ira que são ruins: a raiva breve e incontrolável e o rancor de longa duração. Provérbios22:24 se aplica a ambos os casos. Se o senhor se associar a uma pessoa irascível, talvez tenha que defendê-la das consequências de suas próprias ações. O senhor pode ser erroneamente considerado igual a ela, apenas por sua associação e defesa dela. Por fim, o senhor pode aprender coisas erradas e tornar-se mais irascível.
P: Em Provérbios 22:26-27, isso significa que os crentes nunca deveriam se endividar?
R: Não, não era essa a intenção do autor, e não era assim que os leitores hebreus entenderiam isso. Por exemplo, Deuteronômio 13:1-10 traz instruções sobre o “sábado” de sete anos e o ano do Jubileu para a anulação de dívidas. Esses períodos especiais teriam sido irrelevantes se ninguém tivesse permissão para contrair dívidas.
Provérbios 22:26-27 diz que devemos evitar viver endividados, e todos devem reconhecer a sabedoria disso.
R: Os cartões de crédito podem ser perigosos e não são bons para algumas pessoas. Desde que você consiga controlar o uso deles, eles são aceitáveis. No entanto, sempre que você estiver pagando juros sobre um cartão de crédito, devido às altas taxas de juros, isso é um sinal de que está perdendo o controle sobre seu julgamento financeiro.
P: Em Provérbios 22:29, como um trabalhador que se destaca serve diante da realeza?
R: Embora isso não seja uma regra rígida e inflexível, em geral, se você se esforçar para se destacar no que faz e oferecer um bom custo-benefício, mais pessoas desejarão que você trabalhe para elas. Basta pensar em José, Moisés, Daniel e Neemias.
P: Em Provérbios 22:29, como honramos a Deus com nosso trabalho?
R: Embora o dinheiro e o tempo estejam relacionados aos negócios, são temas distintos que não serão abordados aqui. Aqui está uma lista de maneiras pelas quais podemos agradar a Deus com nosso trabalho. Você pode lembrar-se das cinco categorias com a frase: “Coloque-O na empresa”
P1. Não sirva ao dinheiro nem se esgote para enriquecer. (Mateus 6:24-34; Provérbios 23:4; 1 Timóteo 6:9-10).
P2. Honre o sábado ou, caso contrário, considere todos os dias como pertencentes ao Senhor. (Isaías 56:2,6; Romanos 14:5-6; Hebreus 4:8-11) De qualquer forma, não se sobrecarregue com o trabalho e reserve tempo prioritário para Deus e para a família.
P3. Mesmo em seus negócios, seja bondoso com os pobres (Êxodo 23:11; Deuteronômio 24:19-22; ~Rute 2:2,6,15).
P4. Não se ocupe tanto com suas próprias atividades a ponto de não ter tempo para edificar as obras de Deus (Ageu 1:2-15).
P5. O trabalho é bom e foi dado por Deus (Gênesis2:15 ). O trabalho árduo e doloroso, porém, é uma maldição (Gênesis3:17 -19).
P6. O senhor não tem tempo para se vingar; deixe tudo isso com Deus (Provérbios20:22 ; 24:28-29). Não se regozije com o mal alheio (Provérbios 24:17-18).
D1. Seja diligente e trabalhador (Provérbios14:23 ). Não seja preguiçoso. (1 Tessalonicenses 5:14; 2 Tessalonicenses 3:6-12; Provérbios 6:6-11; 12:24,27; 15:19; Eclesiastes 11:6; Tito 3:14).
D2. Seja habilidoso no que faz (Provérbios22:29 ; 1 Coríntios4:12 ; Efésios 6:5-8) e faça-o como se estivesse servindo ao Senhor (Colossenses3:22 -24)
D3. A cautela é boa (Provérbios 22:3), mas não se deixe intimidar por boatos infundados (Provérbios22:13 , Neemias 6:6-13).
D4. Não se limite a fazer o que deve; faça-o na hora certa, quando for necessário (Provérbios 20:4).
I1. Seja honesto com todos: chefe, subordinados, clientes, fornecedores, avaliadores e até mesmo concorrentes (Provérbios 11:1;16:11 ;20:10 , 23; Levítico 19:13-14, 35-36; Deuteronômio 25:13-16; Miquéias 6:10-11).
I2. No entanto, ser honesto não significa que você tenha de se abrir completamente e contar a todos tudo o que sabe (Provérbios12:23 ; 1 Samuel 16:2-5). Esconder informações é aceitável.
I3. Não trapaceie usando secretamente balanças diferentes (Provérbios 11:1;16:11 ;20:10 , 23; Levítico19:35 -36; Deuteronômio 25:13).
I4. Envidem todos os esforços para saldar dívidas em tempo hábil (Salmos 37:21; Romanos 13:8; Provérbios 22:7; Deuteronômio 28:12) e salários (Tiago 5:4; Deuteronômio 24:14-15).
I5. Não aceite subornos nem ofereça presentes indevidos (Deuteronômio 16:19; Provérbios 15:27; 17:23; 29:4; Salmo 15:5; Eclesiastes 7:7; Isaías 5:13; 1 Samuel 4:3-4; 2 Crônicas 19:7)
I6. Valorize e preserve uma boa reputação (Provérbios 22:1).
T1. Perceba que os outros podem recorrer a fingimentos (Provérbios 13:7), engano (Josué 6) e suborno (Provérbios 15:27; 17:23; Salmo 15:5; Êxodo 23:8; Deuteronômio 16:19; Eclesiastes 7:7; 1 Samuel 12:3; Isaías 1:23; Amós 5:12; Deuteronômio 16:19; Provérbios 15:27; 28:16; Salmo 15:5; Eclesiastes 7:7; Isaías 5:13; 1 Samuel 4:3-4; 2 Crônicas 19:7). Pessoas mal-intencionadas podem usar palavras sedutoras (Provérbios 26:24-25). Alguém pode enriquecer mentindo (Provérbios 21:6). Não seja astuto (Provérbios14:17 ) nem dissimulado (Provérbios 21:8).
T2. Planejar é bom e essencial (Provérbios 20:4,18; 21:5; 30:25). Reflita sobre seus caminhos (Provérbios 14:8; Tito3:14 ).
T3. No entanto, todos os nossos planos podem ir por água abaixo e dependem da vontade de Deus (Tiago 4:13-16; Provérbios 16:9; 19:21; 21:30-31; 27:1; 16:9; Lucas 12:15-21)
T4. Se o senhor for rico, não acredite em todos que dizem ser seus amigos fiéis (Provérbios 20:6;14:20 ).
T5. Não assuma compromissos financeiros precipitados (Provérbios20:16 , 25). Não seja irascível, ou acabará cometendo tolice (Provérbios14:17 ;19:19 ).
T6. A mesquinhez não o torna rico (Provérbios 28:22).
T7. Não planeje o mal (Provérbios 30:32), não se dedique a coisas más nem permita que seu trabalho promova o pecado, pois tudo o que você faz, você faz para o Senhor (Efésios 6:7; Colossenses3:17 ).
C1. Trate os outros como gostaria de ser tratado. Se um subordinado, chefe ou concorrente fosse membro da sua igreja, como Jesus gostaria que você o tratasse?
C2. Não se unam em jugo com incrédulos, inclusive em parcerias de negócios (2 Coríntios6:14 -18)
C3. Há pessoas a quem não se pode ensinar certas lições; elas precisam vivenciá-las por conta própria (Provérbios 29:19). Podemos ensinar crianças de todas as idades, mas não perca tempo tentando ensinar um tolo (Provérbios 1:7; 23:9; 24:7; 26:4; 14:7; 9:8; 15:5).
C4. No entanto, trabalhar para uma grande organização secular é aceitável, como fizeram José, Daniel, Neemias e Obadias (em 1 Reis 18:3).
C5. Procure oportunidades para retribuir a bondade das pessoas (2 Samuel 9:1; Ester 6:1-4; Provérbios 14:4).
C6. Não mime seus subordinados (Provérbios 29:21).
C7. Tenha cuidado ao contratar pessoas; não contrate tolos nem qualquer pessoa (Provérbios 26:10). Não dê ouvidos ao conselho de um tolo (Provérbios 14:7). Evite alguém que fale demais (Provérbios20:19 ;17:28 ), seja desleal (Provérbios17:11 ), tenha temperamento explosivo (Provérbios19:19 ;22:24 -25) ou não dê ouvidos à instrução (Provérbios19:20 ;20:18 ).
C8. Na medida do possível, escolha um chefe que seja justo, que não tenha temperamento explosivo (Provérbios19:19 ;22:24 -25), que não seja uma pessoa má ou violenta (Provérbios 24:1; 28:15; 29:27), tirânico (Provérbios 28:16), glutão (Provérbios 28:7) ou fofoqueiro que fala demais (Provérbios20:19 ).
Consulte também o livro “Decisões Empresariais Sólidas”, de Larry Burkett, para obter conselhos muito práticos sobre contratação e demissão.
P: Em Provérbios 23:1-3, por que não se deve depender sempre da generosidade de um governante?
R: Nem todas as ofertas de generosidade são genuínas. Mesmo quando Ester precisou fazer um pedido, ela foi muito cautelosa ao recorrer à generosidade do rei, em Ester 5:3,6.
Em tom de humor, dizia-se que Napoleão Bonaparte comia rápido. Sempre que convidava alguém para jantar com ele, os criados serviam Napoleão primeiro. Assim que Napoleão terminava, toda a comida era retirada. Assim, os convidados aprenderam a comer antes de irem jantar com Napoleão.
P: Em Provérbios 23:1-3, como é possível saber se alguém que está lhe oferecendo algo tem “condições” ou segundas intenções?
R: Às vezes é difícil saber, especialmente quando você não tem a menor ideia de quais motivos ocultos a pessoa possa ter. Mas tenha sempre o cuidado de não aceitar favores que o deixem em dívida com a pessoa. Se você não consegue dizer a um vendedor que não vai comprar, sem se sentir mal por causa de tudo o que ele ou ela lhe deu, então você aceitou demais.
R: O “homem de olho mau” significa um homem mesquinho.
R: Há incerteza no hebraico neste trecho. Poderia significar “Como o homem pensa, assim ele é”, ou “Como ele oferece um banquete [mesquinho], assim ele é”.
P: Em Provérbios 23:7, isso demonstra que nossos pensamentos moldam a realidade, como afirma a seita da Ciência Cristã?
R: Não. Há quatro pontos a serem considerados na resposta.
1. Em primeiro lugar, o significado correto pode ser “como ele oferece um banquete [com mesquinhez], assim ele é”.
2. Mesmo que a tradução devesse ser “Como o homem pensa, assim ele é”, isso afetaria apenas o próprio homem. Não diz: “Como o homem pensa, assim são as outras pessoas, os objetos inanimados e toda a realidade do universo tal como a conhecemos.”
3. O significado correto seria que o pensamento e a visão que um homem tem de si mesmo afetam a maneira como ele age e até mesmo quem ele é.
4. Suponha, por um instante, que “como o homem pensa, assim é toda a realidade” fosse verdade. Esse ponto de vista é uma curiosidade filosófica chamada “solipsismo”. Essa visão sustenta que “eu” sou a única realidade, e tudo o mais no universo é um fantasma irreal criado para a minha existência. Assim, todas as outras pessoas, eventos e coisas não existem de fato, e “eu” e “minhas interações” são tudo o que importa. Embora isso seja o cúmulo do egoísmo, não adiantaria discutir com um solipsista. Por que ele deveria ouvir o senhor, já que o senhor, de qualquer forma, não existe de verdade!
P: Em Provérbios 23:9; 26:4, por que não devemos falar com um tolo?
R: Isso significa que não se deve tentar instruir um tolo, pois ele despreza o conhecimento e não deseja ser instruído. No entanto, talvez seja necessário refutar as palavras de um tolo para que essa pessoa não induza outros ao erro.
P: Em Provérbios 23:9, como e quando você deve decidir desistir de tentar ensinar alguém que simplesmente não quer ser ensinado por você?
R: Quando, quanto mais você tenta ajudá-la, mais ela o despreza, isso pode ser um sinal. Quando você perceber que seus conselhos anteriores não foram seguidos de forma alguma e que a pessoa não aprendeu, isso pode ser outro sinal. Quando a pessoa discute com você sobre algo que não deveria ser motivo de discussão, isso também pode ser um sinal.
R: Ao contrário das sociedades ocidentais modernas, não havia um tribunal municipal onde as pessoas pudessem consultar registros de levantamento topográfico. Em vez disso, as pedras de demarcação marcavam o limite das terras que uma pessoa possuía. Ao mover secretamente uma pedra de demarcação, uma pessoa poderia, de forma desonesta, ampliar sua própria propriedade às custas de seus vizinhos.
Um marco é uma pedra de demarcação, normalmente uma pilha de pedras que os vizinhos erguem para indicar o limite entre as terras adjacentes. Hoje em dia, isso equivaleria literalmente a desenterrar uma estaca que demarca o limite entre duas propriedades e enterrá-la novamente de forma a ampliar o seu quintal. Hoje em dia, as pessoas podem remover marcos de demarcação ao eliminar as evidências de que algo pertence a alguém. Isso também pode incluir atribuir a si mesmo o mérito por um trabalho realizado por outros, ou registrar uma patente para algo que não foi fruto de seu próprio trabalho ou ideia, como se fosse. Inclui, ainda, não respeitar a propriedade alheia.
Espiritualmente falando, os marcos de demarcação também podem ser verdades bíblicas fundamentais, que alguns gostariam de adulterar, de acordo com o “Believer’s Bible Commentary”, p. 849.
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P: Em Provérbios 23:17 e Salmos 37:4, de que maneiras as pessoas invejam os pecadores?
R: As pessoas podem invejar os pecadores de pelo menos quatro maneiras.
1. Invejam quem os pecadores são e tentam imitá-los.
2. Invejam tanto o que eles têm quanto o que poderiam ter.
3. Invejam o poder deles.
4. Invejam o fato de os pecadores se safarem impunemente.
Quando é lançado um livro sobre um famoso “gangster”, uma “madame” ou uma pessoa maligna, se o senhor sentir um forte desejo de lê-lo, é bom se perguntar: por que o senhor deseja aprender mais sobre como praticar o mal?
A inveja pode ser uma doença que se agrava.
P: Em Provérbios 23:23, como devemos “adquirir a verdade e não vendê-la”?
R: Vale a pena abrir mão de muitas outras coisas em nome da verdade. Um fato que pode ser chocante para muitas pessoas, especialmente para os cristãos, é que muitas culturas e religiões atribuem muito pouca importância à verdade.
Por exemplo, o hinduísmo é conhecido por não se importar com a “lei da não contradição”. Em outras palavras, se algo não é A, então a mesma coisa não pode ser A ao mesmo tempo. No Rig-Veda, uma das primeiras escrituras hindus, menciona-se um sacrifício de cavalo, sem qualquer indício de que se trate de uma piada, metáfora ou qualquer outra coisa que não seja um sacrifício de cavalo. Muitos hindus ainda “acreditam” que os Vedas são verdadeiros, mas não realizam sacrifícios de cavalos.
De acordo com os hadiths muçulmanos sunitas, em um processo perante um tribunal islâmico, se três pessoas testemunhassem — um não muçulmano, uma mulher muçulmana devota e um homem muçulmano que tivesse sido pego mentindo apenas alguns minutos antes —, o muçulmano mentiroso seria considerado confiável, o testemunho do não muçulmano não teria praticamente nenhum peso, e o testemunho da mulher muçulmana teria metade do peso do testemunho do homem muçulmano.
No mormonismo, uma vez que Joseph Smith Jr. foi condenado pela prática ocultista de adivinhação com cristais (em uma pequena cidade onde é altamente improvável que houvesse outros Joseph Smith Jr.), o fato de ele ter sido condenado por esse crime (contravenção) de comportamento ocultista parece ser de pouca importância para muitos mórmons.
Na Igreja da Unificação do Rev. Moon, existe a doutrina do “engano celestial”, segundo a qual é aceitável mentir por uma boa causa. Embora a Igreja da Unificação sempre tenha sido fortemente anticomunista, nesse ponto ela está a apenas um pequeno passo da visão comunista, que define “verdade” como tudo o que contribui para o comunismo.
Com isso em mente, os cristãos não precisam apenas mostrar às pessoas o que é a verdade, mas também demonstrar que a verdade é importante e que optar por ignorá-la pode acarretar consequências graves e eternas.
P: Em Provérbios 24:1-4, 19-20, como você lida com a situação em que alguém que não parece trabalhar tão arduamente quanto você, e não é tão piedoso quanto você, é muito mais próspero ou saudável do que você?
R: O senhor tem uma escolha a fazer: deseja tentar acompanhar essas pessoas ou deseja seguir a Deus? Mantenha os olhos no prêmio. A vida eterna no céu e uma vida alegre para o senhor e sua família na terra valem muito mais do que bens materiais. Precisamos confiar no Senhor e ter esperança em nosso futuro.
Às vezes, as pessoas invejosas têm uma tendência natural de tentar derrubar aquela de quem invejam, seja por meios justos ou injustos. Certifique-se de não tentar fazer isso de forma alguma. Algumas pessoas arrogantes recorrerão à violência para progredir. Outras usarão meios mais sutis para progredir, tentando derrubar os demais. Certifique-se de não utilizar os métodos delas.
P: Em Provérbios 24:5-6, em que sentido uma pessoa sábia é mais forte do que uma pessoa poderosa?
R: Porque a sabedoria pode alcançar muito mais do que a força bruta; ela pode planejar uma estratégia vencedora e empregar táticas sensatas. Alguém perguntou certa vez: qual era a arma mais temida nas mãos de um soldado de infantaria? A resposta foi: um rádio. Pois, com um rádio, o operador de rádio poderia solicitar ataques aéreos.
P: Em Provérbios 24:7, por que algumas pessoas tolas não apenas carecem de sabedoria, mas são incapazes de alcançá-la?
R: Isso se refere a um tolo obstinado: “ewil” em hebraico. Há algumas razões.
Excesso de informações falsas: não se trata do que eles não sabem, mas sim do fato de saberem muitas coisas que não são verdadeiras. Se lhes for oferecida sabedoria para seguirem, eles não a reconhecerão como tal e se recusarão a segui-la.
Arrogância: O tolo se preocupa muito com a origem do conselho e não aceitará nenhum conselho, por mais sábio que seja, proveniente de alguém de quem ele não queira receber conselhos. Quando se recusa a aceitar quaisquer ordens ou conselhos de uma criança, de uma mulher, de um homem ou de alguém de determinada origem econômica ou étnica, simplesmente por causa de quem essa pessoa é, então é possível ver concretamente como é uma pessoa arrogante. Basta olhar-se no espelho!
P: Em Provérbios 24:8-9, qual é a diferença entre praticar o mal e planejar praticar o mal?
R: Ambos são maus. Por um lado, planejar vingança ou outro mal pode não ser tão grave se você não o levar adiante. Por outro lado, planejar o mal pode ser pior se for para que outros, além de si mesmo, o executem.
P: Em Provérbios 24:10, como podemos ser fortes no dia da adversidade ou da angústia?
R: As palavras hebraicas para “angústia” — sārâh ou sārāh — e para “pequeno” — sar — são semelhantes; portanto, trata-se de um trocadilho fácil de lembrar. É como dizer: “você é fraco demais se desiste diante de tempos difíceis”. É semelhante ao esporte, onde o seu desempenho depende de quão bem você se prepara. Ser forte não significa apenas fazer as coisas certas e evitar as erradas (como o sacerdote e o levita na parábola do Bom Samaritano). Significa também ajudar deliberadamente os outros que estão em necessidade.
Deus não quer que sejamos crentes apenas nos momentos bons, mas sim crentes em todas as circunstâncias. O missionário C.T. Studd escreveu sobre os “cristãos de chocolate”, que parecem firmes, mas que, ao menor sinal de calor, derretem. Outra missionária famosa, Amy Carmichael, escreveu: “Cristo, se alguma vez meus passos vacilarem; E eu estiver pronta para recuar; Se o deserto e os espinhos me fizerem lamentar; Senhor, mostre-me os Teus pés. Teus pés sangrando, Teus pés marcados pelos pregos, Meu Jesus, mostre-me os Teus pés. Ó Deus, ouso eu mostrar-Te minhas mãos e meus pés?” Extraído do Comentário Bíblico do Crente, p. 852.
P: Em Provérbios 24:11, a expressão “livrar aqueles que estão a caminho da morte” justifica praticamente qualquer meio para impedir o aborto?
R: Não. Nunca se pode tomar um único mandamento das Escrituras para justificar a ignorância de outros mandamentos. Embora exista uma hierarquia de obediência (por exemplo, obedeça aos governos humanos, exceto quando eles ordenarem que você faça algo contrário à lei de Deus), o uso do homicídio para impedir o homicídio não se justifica.
P: Em Provérbios 24:11-12, como podemos nos meter em apuros por causa da neutralidade?
R: Tiago 4,17 diz que, se você sabe o bem que deve fazer e deixa de fazê-lo, isso é pecado para você. Pecado não é apenas fazer coisas erradas; é também não fazer nada quando você deveria estar fazendo o bem. Quando os judeus estavam sendo levados para as câmaras de gás na Segunda Guerra Mundial, alguns não se importaram, pois, afinal, isso não estava acontecendo com eles. Quando fechamos os olhos diante da injustiça, estamos desobedecendo ao chamado de Deus para ajudar os oprimidos e deixando de ser sal e luz no mundo como poderíamos ser.
P: Em Provérbios 24:13-14, qual é o significado de “comer mel” neste contexto?
R: O mel era o alimento mais doce conhecido no mundo antigo. Aqui, o mel é uma metáfora para a sabedoria. Quando um pai judeu ensinava a Palavra de Deus aos filhos, costumava colocar mel do lado de fora do rolo. A criança podia lamber o mel — uma guloseima — antes de abrir o rolo. A sabedoria deve ser agradável ao espírito, assim como o mel é às papilas gustativas de alguém.
P: Em Provérbios 24:15-16, o que essa passagem diz sobre as casas?
R: Isso se refere à reintegração de posse de uma casa ou propriedade por dívidas não pagas, ou também pode se referir ao despejo. Se alguém estiver atrasado nos pagamentos e no processo de regularizar a situação, devemos ser muito relutantes em tomar posse ou despejá-lo. Deus nos cobrará por quão compassivos somos para com aqueles que legitimamente precisam de nossa ajuda. Alguns credores podem agir de forma predatória em relação aos outros, e não devemos agir assim.
Além disso, se uma pessoa foi despejada ou teve um imóvel retomado, pode ser muito difícil conseguir outro empréstimo no futuro.
P: Em Provérbios 24:17-18 e 17:5, regozijar-se é sempre um pecado?
R: Em geral, é errado ser vingativo ou regozijar-se com a queda de outro ser humano. Recebemos a ordem de não nos regozijarmos quando um inimigo cai, sem distinguir se o inimigo é justo ou injusto. Em vez disso, Mateus 5:44 diz para amarmos nossos inimigos e orarmos por aqueles que nos perseguem.
Por outro lado, é aceitável regozijar-se quando um governante ou governo ímpio é derrubado, conforme diz Provérbios 11:10 e seguintes.
P: Em Provérbios 24:21-22, de que maneiras uma pessoa pode, de forma errada ou correta, ser desleal para com aqueles que detêm autoridade?
R: Embora existam formas explícitas, há também formas mais sutis.
De forma errada: Algumas formas consistem em sabotar secretamente o trabalho, o caráter ou a reputação dessas pessoas, pelas costas. Trabalhar para um concorrente enquanto se recebe remuneração de uma empresa.
De forma não errada: É possível renunciar à sua lealdade de maneira honrosa, sem ser desleal. Como exemplo, um parente distante de Adolf Hitler, que também tinha o sobrenome Hitler, serviu na Segunda Guerra Mundial, no exército dos EUA. Na Revolução Americana, os patriotas não eram traidores, pois renunciaram abertamente à sua lealdade à Inglaterra, conforme afirma a Declaração da Independência. Após a Guerra Civil Americana, os líderes confederados foram chamados de traidores. Mas, embora a escravidão fosse errada, é uma falsidade chamá-los de traidores. Eles renunciaram de forma honesta e aberta à sua lealdade aos Estados Unidos e se juntaram à Confederação.
P: Em Provérbios 24:23-24, Deuteronômio 1:17; 16:19; 17:5; 18:5; 28:21, quais são as múltiplas consequências negativas de demonstrar parcialidade ao julgar?
R: Há pelo menos quatro consequências.
A parte lesada: É claro que a injustiça cometida contra a parte lesada é um mal primordial, mas há outras consequências também.
Quem se beneficia da parcialidade aprenderá que o mérito e o trabalho árduo não contam muito; o que importa é apenas a quem você conhece ou a quem você paga suborno.
Mas outros também aprenderão a lição de que trabalhar duro e aprimorar suas habilidades também não vale muito. Então, a gerência pode começar a se perguntar por que ninguém está se esforçando para se destacar. Ela não percebe que pode ter sido ela mesma a transmitir essa mensagem, seja por ser injusta e parcial em relação a alguns, seja por dar a impressão de parcialidade.
Aquele que julga perderá o respeito aos olhos de colegas e subordinados. Ele também corre o risco de ser transformado em bode expiatório por seus superiores.
P: Em Provérbios 24:28-29 e Êxodo 20:6, por que alguém daria falso testemunho contra o próximo?
R: Poderia ser por vingança, como sugere Provérbios 24:38. Não devemos ser vingativos, conforme afirmam Romanos 12:19 e Deuteronômio 32:35. Ou poderia ser simplesmente para se apropriar de seus bens.
P: Em Provérbios 24:30-34, o que é dito sobre as consequências da preguiça?
R: Isso pode ser interpretado em dois níveis.
Fisicamente, eles podem ter um terreno adequado para um vinhedo produtivo, mas ele não é produtivo. A razão apresentada não é porque eles tenham feito algo errado, mas por causa do que deixaram de fazer. Os vinhedos crescem bem por si só, mas eles permitiram que muitas outras coisas — espinhos e urtigas — também crescessem ali. Não mantiveram o muro em bom estado, o que lhes teria poupado tempo, ajudando a impedir a entrada de espinhos e urtigas. Mas, quando percebem que não têm colheita para vender, ficam em apuros, já que não resta tempo para fazer nada a respeito. O momento de agir foi meses antes, para que os frutos tivessem tempo de crescer.
Espiritualmente, quando somos preguiçosos em relação ao nosso avanço espiritual, podemos ter o mesmo problema. Ficamos sem frutos, pois nossa vida espiritual está infestada pelos espinhos e urtigas da carne e do mundo. Não os estamos removendo como deveríamos. O que o(a) senhor(a) está fazendo ou mudando em sua vida para avançar espiritualmente e se tornar mais semelhante a Cristo?
P: Em Provérbios 24:30-34, o que podemos fazer especificamente para erguer muros e remover os espinhos e as urtigas de nossa vida espiritual?
R: O primeiro passo é avaliar onde estamos à luz do que Deus deseja que sejamos. Estamos sobrecarregados por algum pecado recorrente, que cometemos repetidamente? Se sim, como vamos usar o poder de Deus e a ajuda de nossos irmãos e irmãs no Senhor para nos libertarmos disso? Existem áreas nas quais deveríamos estar crescendo, mas não temos crescido, como oração, estudo da Bíblia, testemunho ou amar melhor nosso cônjuge e nossa família? Você precisa de uma linguagem mais semelhante à de Cristo? Ore a Deus para que Ele lhe mostre como Ele vê sua vida, tanto o que há de bom quanto o que há de ruim. Talvez até mesmo o que há de bom ainda precise ser aprimorado.
Um segundo passo segue o primeiro: estabeleça uma meta sobre onde você acha que precisa mudar mais no futuro imediato. Você deve ser diferente, mais semelhante a Cristo, daqui a cinco anos. Como você vai chegar lá?
Um terceiro passo é ter um plano. Ele deve ser realista, viável e mensurável.
Um quarto passo pode ser pedir a outro crente que o ajude a se manter responsável por seguir seu plano. Ainda é sua responsabilidade, e não a deles, seguir seu plano, mas eles podem encorajá-lo a perseverar.
Por fim, assim como pode ser útil para nós termos um parceiro de prestação de contas, talvez também possamos ajudar a ser um parceiro de prestação de contas para outras pessoas.
P: Em Provérbios 24:23-24, Provérbios 25, Provérbios 30 e Provérbios 31, esses capítulos são “adições” posteriores?
R: Embora esses dois capítulos possam ter sido escritos por Salomão, registrando verdades que ele ouviu nos ensinamentos de outras pessoas, não há motivo para concluir que esse tenha sido necessariamente o caso. Eles podem ter sido acrescentados ao livro de Provérbios posteriormente. Provérbios 25, em particular, era uma coleção de provérbios de Salomão acrescentada na época de Ezequias, centenas de anos depois.
No livro de Salmos, os Salmos 127 e 137 foram acrescentados posteriormente, após a época de Davi.
P: Em Provérbios 25:1, uma vez que os homens de Ezequias copiaram/transcreveram esses provérbios, essas palavras já eram parte das Escrituras antes de serem transcritas?
R: Sim, mas há mais a se considerar aqui. Em geral, quando algo é transcrito, pode ser copiado exatamente, a ordem alterada, algumas partes reformuladas ou excluídas. Por exemplo, Jeremias “ditou” ao seu escriba Baruc em Jeremias 45:1-2. No entanto, isso foi escrito antes de muitos judeus irem para o Egito, e a Septuaginta mostra que a versão de Jeremias usada pelos judeus egípcios apresentava muitas partes em uma ordem diferente da hebraica. Se e quando a ordem é alterada, sem alterar o significado, ainda assim pode ser toda a palavra de Deus de qualquer maneira.
Ezequias reinou de 716 a 687 a.C. Embora não tenhamos como verificar de forma independente o trabalho dos homens de Ezequias, não acreditamos que eles tenham acrescentado ou suprimido nada de significativo que pudesse comprometer a infalibilidade do texto. Acreditamos que ela foi copiada com precisão devido à promessa de Deus de preservar Sua palavra (Salmo 119:89) e de que ela não se afastaria de Seu povo para sempre (Isaías 59:21).
P: Em Provérbios 25:2, de que forma é glória dos reis investigar o que Deus escondeu?
R: Pode-se questionar se é apropriado que os seres humanos tentem descobrir e revelar aos outros coisas que Deus não tornou evidentes. Provérbios 25:2 nos assegura que isso é lícito. Uma curiosidade é que, durante o avivamento puritano na Inglaterra, a porcentagem de puritanos nas sociedades científicas era maior do que a porcentagem de puritanos na população total. Em Mateus 13:10-15, Jesus falou por meio de parábolas para que aqueles que buscavam a verdade a encontrassem, mas ela permanecesse oculta aos demais que não a buscavam.
P: Em Provérbios 25:3, de que forma o coração de um rei é insondável?
R: Às vezes, uma pessoa comum não consegue entender por que um rei toma determinada decisão. Isso ocorre porque a pessoa comum não conhece todos os outros fatores e circunstâncias que o rei vê. Quanto mais, então, não conseguimos compreender por que Deus faz algumas das coisas que faz, pois Ele vê todos os fatores e circunstâncias que nós não vemos.
R: A escória é a parte inútil do minério de prata que deve ser separada da prata valiosa. Quando se afastam os conselheiros ímpios do reino, não só há menos pessoas ímpias, como também os demais não ficam desmoralizados ao ver a impiedade em altos cargos. Um governo justo deve ter funcionários justos.
Na vida de muitas pessoas há qualidades louváveis, mas também há coisas perversas. Para realmente brilhar para Cristo, embora possa ser bom aprimorar as coisas boas, muitas vezes é mais importante remover os pecados perversos que possamos ter.
P: Em Provérbios 25:7-9, por que se deve ser cauteloso ao levar assuntos ao tribunal?
R: Embora processar alguém ou iniciar um processo judicial possa sair pela culatra, essa não é a razão principal. Deve-se evitar a aparência do mal (2 Coríntios8:22 ; 1 Tessalonicenses5:22 ), como, por exemplo, usar os tribunais para oprimir os outros ou para obter um veredicto injusto. Cristãos genuínos não devem recorrer a um tribunal secular contra outros cristãos genuínos (1 Coríntios 6:1-8). É aceitável que os cristãos processem outras pessoas e recorram ao tribunal em certos casos, como quando estão claramente no direito. No entanto, mesmo nesses casos, é melhor tentar dialogar com a outra parte antes de se chegar ao tribunal.
P: Em Provérbios 25:9, como devemos evitar revelar um segredo a outra pessoa?
R: Podemos aplicar isso à nossa vida de várias maneiras.
Explicitamente, isso significa não contar a outras pessoas o que alguém lhe disse secretamente em confidência.
Conversas privadas: Mas também pode haver discussões privadas que você teve, nas quais, embora ninguém tenha lhe proibido de divulgá-las, é melhor não contar aos outros o que eles não precisam saber. Às vezes, um problema entre duas pessoas que pode ser resolvido em particular deixa de ser bem resolvido quando se torna público. Isso poderia prejudicar a reputação da pessoa com quem você conversou. Mas, quando você divulga assuntos privados de outras pessoas, isso também pode prejudicar a sua própria reputação. Tenha muito cuidado ao divulgar segredos com o objetivo de se defender em uma discussão.
Por fim, não fale mal de outras pessoas. Haverá momentos em que lhe contarão algo sobre uma terceira pessoa que, na verdade, não deveria ter sido revelado a você. Não devemos, de forma alguma, divulgar essas coisas a ninguém, a menos que haja um motivo convincente para fazê-lo (como impedir um crime).
P: Em Provérbios 25:9-10, quando devemos revelar um segredo?
R: Um segredo é algo que poucas pessoas sabem, mesmo que não seja chamado de segredo. Eu costumava pensar: “Quando acreditamos que a pessoa que revelou o segredo não se importa, tudo bem mencionar isso a outras pessoas”, mas eu estava completamente errado.
Verifique primeiro com a pessoa em questão. Às vezes, o que você considera sem importância — e não se importaria que outras pessoas soubessem a seu respeito — pode ser algo privado para outra pessoa.
É claro que, se um criminoso lhe disser em segredo que vai causar dano a alguém, você deve informar as autoridades.
P: Em Provérbios 25:11-12, por que devemos corrigir alguém e quando não devemos fazê-lo?
R: Uma pessoa pode não saber que está agindo de forma errada ou que não está agindo da melhor maneira possível. Uma pessoa sábia ficará grata se você a corrigir, mas uma pessoa tola pode se ofender. As pessoas, naturalmente, não gostam de dizer algo que possa ofender, por isso evitam corrigir, às vezes justificando-se com o argumento de “não julgar” ou de “ser positivo”. Mas Provérbios 25:11-12 é um incentivo, bem como uma ordem, para não fazer o que pode parecer natural, mas sim o que é melhor para a pessoa.
Deve-se tentar determinar se a pessoa deseja ser corrigida e se a correção lhe trará algum benefício. Por outro lado, às vezes, mesmo que não lhe traga benefício algum, a correção pode ser útil para as outras pessoas que a ouvirem.
Quando for você quem está sendo corrigido (especialmente em particular), deve ficar grato pelo fato de a pessoa se importar o suficiente a ponto de corrigi-lo. Deve ficar grato mesmo quando a pessoa tiver as melhores intenções, mas você souber que a correção está incorreta ou fora do contexto.
A maioria vê as “maçãs douradas” como esculturas de maçãs feitas de ouro. No entanto, outros acreditam que se trata do que os antigos índios chamavam de maçãs douradas, ou seja, laranjas. Laranjas importadas seriam uma verdadeira iguaria.
P: Em Provérbios 25:14, de que forma o fato de se gabar de presentes que nunca foram dados se assemelha a nuvens sem chuva?
R: Os agricultores que precisam de chuva ficam ainda mais desapontados quando surgem nuvens de chuva, mas a chuva continua sem cair. Da mesma forma, para alguém que precisa de dinheiro, talento ou qualquer outra coisa, é frustrante quando uma pessoa promete ajudar, mas depois o decepciona. Seria melhor nem ter ouvido a oferta desde o início. Não prometa algo que não possa cumprir. Tenha cuidado para não prometer mais do que pode cumprir, pois isso pode vir a prejudicá-lo. Uma gíria ocidental para designar uma pessoa presunçosa como essa é “palavrão”.
P: Em Provérbios 25:15, como uma língua — e, mais ainda, uma língua mansa — pode quebrar um osso?
R: Provérbios 25:15 mostra que, por meio da persuasão, uma língua mansa pode convencer um governante, que, é claro, possui um exército.
P: Em Provérbios 25:17, como sabemos com que frequência devemos visitar a casa do nosso vizinho?
R: Assim como comer mel em excesso faz com que você se canse dele, ir à casa do vizinho com muita frequência pode fazer com que sua visita deixe de ser bem-vinda. Geralmente, não há problema quando você é convidado; porém, entre amigos íntimos, pedir para ir mesmo sem ter sido convidado também é aceitável. Alguns sinais a serem observados são se as pessoas parecem felizes em vê-lo e se são hospitaleiras. Além disso, verifique com que frequência você as convida para sua casa e com que frequência elas vão à sua.
P: A que situações se aplica Provérbios 25:17?
R: Esse versículo fala de casas, mas hoje em dia é aplicável a pedir o carro emprestado a outras pessoas ou a sempre pedir carona a elas. Ao pedir pela primeira vez, certifique-se de que haja uma maneira de elas recusarem educadamente sem se sentirem constrangidas. Depois que elas tiverem ajudado você por um tempo, continue pedindo periodicamente, de modo que, se quiserem parar de ajudar, tenham a liberdade de fazê-lo e não se sintam coagidas a fazer algo que não desejam mais fazer.
P: Em Provérbios 25:18, em que sentido uma testemunha falsa se assemelha a um bastão, a uma espada ou a uma flecha afiada, e qual é a diferença?
R: Êxodo 20:16, Deuteronômio 5:20 e Provérbios 14:5 também dizem para não dar falso testemunho, mas não apresentam metáforas sobre as consequências como faz Provérbios 25:18.
Um bastão simplesmente esmaga tudo o que atinge superficialmente. Pense nisso como uma agressão generalizada tridimensional.
Uma espada não causa danos à maior parte do inimigo; ela apenas cria um corte bidimensional em um plano. Algumas mentiras não destroem tudo, elas apenas rompem um relacionamento ou uma oportunidade.
Uma flecha que atinge um animal não causa nenhum dano a 99% do animal. Mas o ponto de contato unidimensional pode causar perda de sangue que pode levar à morte.
P: Em Provérbios 25:19, uma vez que não é sensato confiar nos infiéis, como podemos discernir quem é fiel?
R: Às vezes, é preciso escolher entre vários candidatos a um cargo; outras vezes, há apenas uma pessoa, e é necessário decidir se deve ou não confiar algo a ela. De qualquer forma, isso pode ser difícil, mas há várias coisas que podem ajudar.
Oração: Peça a Deus que lhe mostre se a pessoa é fiel ou não.
Palavras: O que ela diz? Quão importante é a fidelidade para ela?
Ações passadas: Como ela se mostrou fiel ou infiel no passado? Se ela for infiel nas pequenas coisas, provavelmente será infiel nas grandes também.
O que os outros dizem: O que os outros dizem sobre o que ela fez no passado?
Se ela deixou de cumprir algo no passado, foi:
a) devido a circunstâncias alheias à sua vontade
b) não estava fora de seu controle e eles perceberam o erro
c) eles pensaram que tudo estava fora de seu controle, mas na verdade não estava.
P: Em Provérbios 25:20, quais são algumas maneiras inadequadas de animar alguém?
R: Se estivermos fazendo algo por outra pessoa, deve ser algo que a ajude. Se cantar não a ajudar nesse momento, devemos fazer o que for útil em vez disso.
O primeiro passo é ouvir e perceber em que estado emocional e mental a pessoa se encontra. É aceitável sentar-se ao lado da pessoa e não dizer nada. Às vezes, uma pessoa pode pedir conselhos sobre como resolver um problema, mas, outras vezes, ela não pede, porque não quer ouvir o seu conselho; pelo menos não neste momento.
R: O vinagre derramado sobre o bicarbonato de sódio produz uma reação vigorosa de bolhas, à medida que o ácido reage com o bicarbonato para liberar gás carbônico.
P: Em Provérbios 25:21-22 e Romanos12:20 , o que significa aqui “amontoar brasas sobre a cabeça de um inimigo”?
R: Trata-se de uma repetição da resposta sobre Romanos 12:20.
Os cristãos, desde Crisóstomo até os tempos modernos, interpretam unanimemente isso como significando que os cristãos não devem se vingar. No entanto, há quatro visões sobre o que significam as brasas ardentes. As duas primeiras estão corretas, e as três últimas, não.
(correta) Vencer um inimigo com amor: João Crisóstomo, em sua Homilia 22 sobre a Epístola aos Romanos, afirma que a bondade do cristão e o riso gentil diante dos insultos demonstram nossa ausência de animosidade, bem como a insensatez e a desnecessidade das acusações do inimigo.
(correto) Auxiliar no arrependimento: Ser gentil com seus inimigos fará com que sintam uma ardência de vergonha, e isso os convencerá quando perceberem que estão agindo com maldade para com você, enquanto você age com amor para com eles. Muitos veem as brasas em Romanos 12:20 como uma metáfora para a vergonha. Isso pode ajudar a levar a pessoa ao arrependimento.
(incorreto) Punição: O Salmo 140:10 diz que carvões em brasa caindo sobre uma pessoa eram um castigo para os ímpios. Ser gentil com eles faria com que se sentissem envergonhados e deixaria a vingança a cargo de Deus.
(incorreto) Auxílio à purificação: Um monte de carvões em brasa seria semelhante ao carvão que Deus colocou na boca de Isaías em Isaías 6:5-7. Havia também um antigo costume egípcio em que uma pessoa que tivesse cometido uma falta demonstrava seu arrependimento carregando um prato com carvões em brasa sobre a cabeça. No entanto, isso poderia demonstrar vergonha, e não que nossa bondade, de alguma forma, purifique o pecado dessa pessoa.
Embora as três primeiras interpretações sejam complementares, as seguintes são muito diferentes.
(incorreto) Assistência geral: Uma quarta visão defendida por alguns é que, nos tempos antigos, quando o fogo de alguém se apagava, a pessoa percorria a aldeia com uma cesta na cabeça, e os vizinhos colocavam cada um um carvão nela, para que houvesse carvão suficiente para reacender o fogo. No entanto, não encontrei nenhuma documentação que ateste que, nos tempos antigos, as pessoas carregassem uma bandeja na cabeça para esse fim.
P: Em Provérbios 25:26, como são as pessoas justas que vacilam diante dos ímpios?
R: Parecem ser cristãos fortes, mas, quando surge um inimigo — como perseguição, tempos difíceis ou tentação —, eles não são o que pareciam ser. Podem se tornar inúteis ou até mesmo contraproducentes para o Reino de Deus. É como olhar para onde deveria haver água límpida e pura, e ficar desapontado e ainda com sede. Será que eram crentes firmes que tropeçaram nessa situação, ou será que nunca foram firmes; estão apenas revelando agora sua verdadeira natureza? Isso cabe a Deus decidir, não a nós. Mas, seja qual for a situação, podemos nos empenhar para ajudá-los a retornar a Cristo, ou a se converter a Cristo, conforme o caso.
P: Em Provérbios 25:27, por que não é bom comer mel em excesso?
R: Comer uma grande quantidade de doces pode causar mal-estar estomacal, mas há significados mais profundos aqui. O mel não é mau, mas mesmo praticar coisas moralmente neutras em excesso é errado. Provérbios 25:27 compara o mel ao elogio a uma pessoa. Podemos apreciá-lo, mas não devemos viver para ele.
P: Em Provérbios 25:27, por que não devemos comer mel em excesso, se Provérbios 24:17 diz que devemos comer mel?
R: Naquela época, o mel era como os doces de hoje. Essa é a diferença entre apreciar algo e viver apenas para algo, mas há mais do que isso. Nos tempos antigos, quando os pais faziam seus filhos lerem os pergaminhos das Escrituras, colocavam um pouco de mel no pergaminho selado. A criança tinha a agradável tarefa de lamber o mel, logo antes de ler o pergaminho. Apreciar um pouco de mel é bom. No entanto, esvaziar o pote de mel e não ler as Escrituras eram, ambos, excessos. Para crianças pequenas, há sempre um momento em que é preciso ensiná-las que mesmo as coisas boas não devem ser feitas em excesso.
P: Em Provérbios 26:1, o que há de errado em honrar um tolo?
R: Provérbios 26:1 mostra que a honra é inadequada e, na verdade, destrutiva.
Despropriado: A neve no verão fará com que você duvide que seja verão, duvide que seja neve ou duvide que a neve tenha vindo da natureza. Honrar um tolo faz com que alguém pense que a pessoa não é tola, duvide do julgamento daqueles que a honram ou duvide que a honra e o respeito ainda tenham algum significado.
Destrutivo: A chuva costuma ser benéfica, mas, às vezes, pode não apenas atrasar a colheita, mas também fazer com que os produtos colhidos se estraguem. Da mesma forma, seguir as palavras de um tolo pode não apenas atrasar a adoção de conselhos sábios, mas, às vezes, pode ser contraproducente ou tornar impossível seguir posteriormente o melhor caminho.
P: Em Provérbios 26:1, uma vez que não devemos honrar os tolos, como devemos honrar os líderes governamentais quando eles são ímpios ou tolos?
R: Há uma diferença entre a honra a uma pessoa, conforme menciona Provérbios, e a honra a um cargo, conforme diz Romanos 13:7. 1 Pedro2:17 distingue especificamente entre a honra que se deve demonstrar ao senhor, ao mesmo tempo em que ressalta que o senhor pode não ser um homem bom.
R: A Bíblia apresenta exemplos de quatro tipos de honra adequada e quatro tipos de honra inadequada. Em geral, a honra adequada envolve falar com respeito, ouvir a pessoa e demonstrar gratidão. A honra inadequada envolve bajulação, engano e dizer que as coisas são boas quando, na verdade, não são. Aqui estão quatro tipos de honra, e cada um deles pode ser adequado ou inadequado.
Posição: governo, autoridades policiais, líderes da igreja, marido, pais. No entanto, não é necessário submeter-se a autoridades impróprias, como líderes de gangues. Também não se deve obedecer nem mesmo a autoridades adequadas em áreas em que elas lhe ordenem fazer algo perverso. (Temer o homem em vez de Deus pode ser uma armadilha, como mostra Provérbios 29:25-26.)
Habilidades: conhecimento, inteligência, discernimento, aptidões esportivas, riqueza, etc. Não devemos dar ouvidos ao julgamento de um tolo.
Ações: amor, proteção, oração, generosidade, obra cristã em geral. No entanto, não faz sentido honrar alguém que se vangloria de dons que não concede.
Característica: integridade, pureza moral, diligência, generosidade, etc.
Não devemos admirar aqueles que habilmente escapam impunes de crimes ou de praticar o mal. Pode haver reis muito bem-sucedidos e também muito cruéis, mas eles não são reis ou califas “grandes”.
Honra e respeito podem ser coisas diferentes. Mesmo quando não é possível honrar alguém, ainda é possível demonstrar respeito.
P: Em Provérbios 26:2, por que às vezes somos amaldiçoados sem motivo, e devemos nos preocupar com isso?
R: Assim como os pardais, que voam rapidamente, podem voar bem perto de você, mas nunca pousarão em você, esse tipo de maldição e de coisas ruins pode parecer mais ameaçador do que realmente é. Há duas respostas para a primeira parte e duas para a segunda parte.
a) Às vezes, o senhor pode ser corrigido, repreendido, amaldiçoado ou acusado e ridicularizado publicamente por algo que quem fala considera um bom motivo, embora essa pessoa possa estar muito enganada. Ou o senhor não fez essas coisas, ou quem fala está questionando suas motivações, ou ainda acredita que essas coisas são ruins, quando, na verdade, o senhor estava fazendo o que Deus queria.
b) Mesmo que quem fala não veja motivo para se dirigir a você ou falar sobre você dessa maneira, ele simplesmente não se importa. Ele não vê nenhum problema em insultar os outros de forma desrespeitosa, especialmente no que diz respeito a questões políticas. Ele não percebe que isso prejudica sua própria credibilidade e dificulta que você queira trabalhar com ele no futuro. Alguns políticos podem se perguntar por que não recebem respeito de seus oponentes. Talvez, se demonstrassem mais respeito pelos outros, pudessem receber mais respeito.
Devemos, ao mesmo tempo, não nos preocupar e nos preocupar. Não devemos nos preocupar no sentido de que devemos sentir o mínimo de culpa, vergonha ou outros sentimentos negativos. Por outro lado, porém, às vezes as críticas deles podem chegar ao nível de calúnia e fofoca, e essas afirmações, mesmo sendo mentiras, podem prejudicar nossa reputação, nossos relacionamentos e até mesmo nosso testemunho. Não permita que o que você sabe ser bom seja considerado mau, como diz Romanos 14:16.
P: Em Provérbios 26:4-5, por que essas duas partes do mesmo versículo parecem quase contraditórias?
R: Essa justaposição deliberada é o que hoje chamaríamos de “estar entre a espada e a parede”. Você enfrenta algumas dificuldades se responder a um tolo e outras dificuldades se não responder a um tolo. Tenha cuidado ao responder para não abrir mão de sua “posição de vantagem”.
P: Em Provérbios 26:6, o que significa “bebida prejudicial”?
R: O significado é que, assim como ninguém gostaria de beber algo que lhe causasse dano, não se deve querer enviar uma mensagem por meio de um tolo.
P: Em Provérbios 26:8, o que há de errado em amarrar uma pedra na funda?
R: Embora a funda não lance a pedra no momento adequado, se a pedra estiver amarrada, a funda pode soltá-la em um momento inadequado, ferindo quem a lança ou um amigo. Algumas pessoas e coisas, como as pedras, precisam de uma medida adequada de liberdade, que um tolo talvez não conceda.
P: Em Provérbios 26:9, como algumas pessoas podem usar indevidamente palavras de sabedoria como se fossem um espinho?
R: Elas podem usar a sabedoria para ferir os outros, em vez de edificá-los. Um bêbado com um galho de um arbusto espinhoso não sabe se vai acertar a si mesmo ou a outra pessoa. Se você der um buquê de lindas rosas, com espinhos e tudo, a uma criança de dois anos, o resultado não será bom, nem para a criança nem para quem estiver ao redor. E a criança de dois anos não tem a menor ideia do dano que está prestes a causar a si mesma ou aos outros. Da mesma forma, um bêbado pode se machucar com o espinho em sua mão e nem mesmo sentir a dor.
P: Em Provérbios 26:11 e 2 Pedro 2:22, de que maneira os tolos voltam à sua tolice?
R: Eles repetem seus erros porque não aprendem com eles. Pior ainda, passam a achar normal repetir os mesmos erros continuamente. Como diz uma citação famosa: “Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”. Essa citação foi mencionada pela primeira vez em uma discussão do Al-Anon em outubro de 1981, de acordo com (12 de dezembro de 2021).
Além disso, os cães não sentem repulsa por coisas pelas quais deveriam sentir repulsa.
P: Em Provérbios 26:12, por que há mais esperança para um tolo do que para alguém que se considera sábio?
R: A palavra hebraica usada aqui para “tolo” é k’ciyl. Isso não significa uma pessoa simples e ingênua, mas sim alguém que sabe muito bem o que está fazendo. Não se refere a um tolo obstinado e incapaz de aprender, mas sim a alguém que é perverso.
Um tolo que percebe que precisa aprender mais pode ser um tolo, mas pelo menos reconhece a necessidade de superar sua tolice. Devemos ter a atitude de que “todos os dias são dias de aprendizado, com a oportunidade de aprender algo novo”. Uma pessoa que se considera sábia já é um tolo, e é o tipo de tolo que não vê qualquer necessidade de crescer, aprender e mudar.
P: Em Provérbios 26:13-16, o que isso nos ensina sobre os preguiçosos?
R: Há três características comuns a muitas pessoas habitualmente preguiçosas.
Excessivamente cautelosas: são excessivamente cautelosas quando se trata de encontrar perigos potenciais e outras razões para não trabalhar.
Previsíveis: Podem dar a impressão de estarem ativos. É possível mover uma porta de muitas maneiras diferentes, mas uma das bordas está sempre presa às dobradiças. Um preguiçoso pode parecer fazer muitas coisas, mas, desde que não precise se mover de sua posição de preguiça, ele apenas “girará” na cama. Há muito movimento, mas nenhum progresso.
Racionalização: Um preguiçoso pode ser especialista em racionalizar seu comportamento; ser preguiçoso não significa ser estúpido. Ele pode ser muito astuto ao inventar desculpas convincentes, pelo menos para si mesmo, pois um preguiçoso tem a tendência de se considerar sábio aos próprios olhos (Provérbios 26:16).
Portanto, se o senhor tem sete amigos, ou pelo menos um ou dois, dizendo que o senhor precisa se exercitar mais, orar mais, servir mais, ler mais a Bíblia ou fazer outra coisa boa, e ainda assim simplesmente ignora o que sabe ser um bom conselho, qual é a sua desculpa engenhosa?
P: Em Provérbios 26:17, de que maneira as pessoas hoje em dia às vezes se intrometem em disputas que não lhes dizem respeito?
R: Às vezes, as pessoas gostam de se colocar na posição de juiz e policial, mesmo quando nenhuma das partes pede sua ajuda. É possível ajudar quando uma das partes pede ajuda, e as preocupações humanitárias e a justiça não o proíbem.
P: Em Provérbios 26:20-22, é claro que fofoca e calúnia são erradas, mas por que algumas pessoas, mesmo assim, gostam de praticá-las?
R: Isso é comparado ao desejo de uma pessoa por iguarias para comer. Por que algumas crianças gostam de brincar com fogo? Talvez seja porque sentem que têm controle sobre esse potencial destrutivo. Uma pessoa pode gostar da sensação de controle que uma frase poderosa proporciona; mas o paradoxo é que, assim que a pronuncia, ela perde esse controle. Outras pessoas sentem prazer na infelicidade alheia.
Este texto foi publicado no Atlanta Journal: por Morgan Blake, um jornalista esportivo. “Sou mais mortal do que o projétil estrondoso de um obus. Venço sem matar. Destruo lares, parto corações e arruíno vidas. Viajo nas asas do vento. Nenhuma inocência é forte o suficiente para me intimidar, nenhuma pureza é pura o suficiente para me amedrontar. Não tenho consideração pela verdade, nem respeito pela justiça, nem misericórdia pelos indefesos. Minhas vítimas são tão numerosas quanto as areias do mar e, muitas vezes, tão inocentes quanto elas. Nunca esqueço e raramente perdoo. Meu nome é fofoca!” Esta citação foi retirada do Comentário Bíblico dos Crentes, p. 859
Quando alguém estiver fofocando com você, deve desencorajá-lo a continuar. Você poderia dizer “O que isso tem a ver comigo?” ou “O que isso tem a ver com você?”.
P: Em Provérbios 26:21-22 e Provérbios 6:19, de que maneiras as pessoas provocam contendas indevidamente?
R: As pessoas podem, sem intenção, incitar contendas das quais mais tarde se arrependem. No entanto, é mais comum que as pessoas não se importem em incitar contendas ou que queiram provocá-las quando estão com raiva (Provérbios 29:22), ira [grande raiva] (Provérbios 30:33) e orgulho (Provérbios 28:25).
P: Em Provérbios 26:25, quais são as sete abominações no coração da pessoa odiosa?
R: Este versículo não especifica, e outros versículos em Provérbios também não o fazem. Em vez disso, “sete” aqui significa um número elevado, ou que o coração é completamente abominável, não apenas de uma maneira, mas de muitas maneiras.
P: Em Provérbios 26:27; Salmos 7:15; 9:15; 35:8; 57:6, por que as Escrituras abordam esse tema recorrente de uma pessoa ser destruída por seus próprios artifícios?
R: Algumas pessoas, no contexto da educação dos filhos, chamam isso de “consequências lógicas”. Muitas pessoas que praticam ações autodestrutivas ou não têm consciência disso, ou minimizam a gravidade, ou subestimam a probabilidade de que as consequências lhes aconteçam.
P: Em Provérbios 27:1; Lucas 12:16-21 e Tiago 4:13, quais são, no mínimo, quatro razões pelas quais não é bom se vangloriar do amanhã?
R: A palavra hebraica aqui pode significar tanto “elogiar” quanto “gabar-se”. Aqui estão pelo menos quatro razões.
É tolice pensar que se pode saber com certeza o que acontecerá amanhã. O senhor pode nem mesmo acordar amanhã de manhã.
É presunçoso para com Deus dizer a Ele que você mesmo pode lidar com o amanhã. O futuro pertence a Deus, não a nós. Não tome as coisas como garantidas. Como diz o Comentário Bíblico de Tony Evans, pp. 607-608: “O pronto-socorro do hospital está cheio de pessoas que tinham planos para o amanhã. O cemitério também.”
É arrogância para com os outros dar a impressão de que está tão seguro e confiante em si mesmo a ponto de poder garantir coisas sobre o amanhã. Tiago 4:13-16 ecoa isso e acrescenta que, em vez de dizer “faremos isto ou aquilo”, deve-se dizer “se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.
É iludir-se, como o homem rico em Lucas 12:16-21, ao confiar em suas riquezas ou segurança, em vez de confiar em Deus.
Este versículo não se opõe a fazer planos para o amanhã, mas sim a se gabar de saber com certeza o que acontecerá amanhã.
P: Em Provérbios 27:3, por que a provocação ou a ira de um tolo pesam tanto?
R: Uma coisa é ser chamado de tolo, mas pode ser ainda pior ser chamado de tolo por alguém que você sabe que é um tolo. Em um tom mais leve, é semelhante a quando seu filho de três anos o chama de bebê ou diz que você é bobo.
Quando uma pessoa tola o provoca, às vezes é difícil responder devido ao contexto de tolice dela. Por exemplo, quando alguém acredita na ciência como uma religião, acima de Deus, e sabe muito pouco sobre ciência, enquanto você conhece a ciência razoavelmente bem, pode ser difícil conversar com essa pessoa em termos que ela compreenda.
De acordo com um provérbio judaico, pode-se conhecer um homem pelo seu copo de vinho, pela sua carteira e pela sua ira.
P: Em Provérbios 27:4, em que sentido a inveja é pior do que outras formas de ira?
R: A inveja é um mal frequentemente mencionado em Provérbios: 3:31; 6:34; 14:30; 23:17; 24:1,19. A ira e a raiva comuns podem passar ou ser apaziguadas, enquanto a inveja, muitas vezes, não. A inveja, quando é racional, pode ver alguém como um obstáculo ao que a pessoa poderia ter alcançado no passado ou como um empecilho para o que ainda pode conquistar agora. Mas a inveja costuma ser irracional, buscando remover o obstáculo sem qualquer consideração pelas consequências. Um rapaz que mata outro rapaz, no próprio quintal de casa, porque o segundo rapaz está com “sua” namorada — como se ela fosse de sua propriedade —, não leva em conta o quanto passar décadas atrás das grades mudará sua vida, e que isso colocará aquela garota para sempre fora de seu alcance. Seria esse realmente seu plano racional? Será que ele alguma vez se perguntou: “Se eu matar o rapaz com quem ela quer ficar, isso provavelmente fará com que ela goste mais de mim e confie em mim para ficar ao meu lado, ou menos?”
A ira está ligada à raiva, e o ciúme está ligado à competitividade. A raiva às vezes pode passar rapidamente, mas muitas vezes o ciúme pode durar muito tempo. A vítima pode nem mesmo saber que algo estava errado, até que a pessoa ciumenta se vingue pelo que talvez seja uma ofensa imaginária.
1 Coríntios 13:4 diz que o amor não tem inveja; portanto, não devemos ter inveja nem ciúme. Mas também devemos ser prudentes e tentar não nos tornar alvo de ciúmes. Não se gabe. Fique atento caso um colega de trabalho ou seu chefe esteja com ciúmes por causa do sucesso que você está tendo no trabalho. Fique atento se você for solteiro e outra pessoa do mesmo sexo sentir que está “competindo” pela mesma pessoa como namorado ou namorada. Às vezes é difícil saber o que fazer, mas, se possível, é melhor lidar com a situação logo no início, assim que você perceber, do que mais tarde. Mas, se você não tentar lidar com isso, a situação pode simplesmente piorar.
P: Em Provérbios 27:5, por que a repreensão aberta é melhor do que o amor oculto?
R: A repreensão aberta pode não ser agradável, mas muitas vezes tem como objetivo ajudar a pessoa que a recebe. O amor que nunca é expresso não surte efeito e não ajuda em nada o objeto desse amor. Por exemplo, você pode achar que uma pessoa se saiu bem em alguma coisa, mas nunca faz um elogio nem expressa gratidão pelo que ela fez. Tiago 2:14-16 diz que uma fé que não se manifesta está morta.
P: Em Provérbios 27:6, o que essa passagem diz sobre amigos e inimigos?
R: Em primeiro lugar, embora não devamos querer fazer de ninguém nosso inimigo, é uma realidade prática que algumas pessoas possam tentar nos tornar seus inimigos. Este provérbio nos dá uma visão sobre essas pessoas.
Não é possível distinguir um amigo de um inimigo apenas pelo tratamento que recebem de vocês. Um amigo pode dizer algo que pareça doloroso para vocês, porque o ama e acredita que vocês precisam saber disso. Os amigos encorajam, mas os verdadeiros amigos também corrigem e repreendem quando necessário. Bons amigos oferecem conselhos piedosos (Provérbios 27:9) e se aperfeiçoam mutuamente (Provérbios 27:17). Quando o senhor perceber algo negativo que precise dizer a um amigo, a fim de ajudá-lo, e não quiser dizê-lo, o senhor precisa decidir se valoriza mais a amizade ou o amigo.
Por outro lado, um inimigo pode ser muito afetuoso, com o objetivo de mais tarde traí-lo, como Judas fez com Jesus em Mateus 26:48-49, ou de obter o que deseja de você.
É curioso que uma repreensão possa ser um reflexo mais genuíno da amizade do que a bajulação. Lembre-se disso quando outras pessoas estiverem falando com você.
P: Em Provérbios 27:7, o que isso nos ensina sobre o desejo humano?
R: O desejo humano baseia-se nas circunstâncias momentâneas e na comparação. Fisicamente, o senhor não deseja algo doce se acabou de comer muitas coisas doces. Mas mesmo um alimento de sabor amargo continua sendo delicioso se o senhor estiver com muita fome. Um provérbio alemão ensina que “a fome é a melhor cozinheira”.
Mas esse provérbio se aplica a muito mais do que apenas à alimentação. Além da fome física, em termos naturais, uma pessoa pode tender a valorizar seu salário, seu emprego, seu casamento ou seus relacionamentos apenas no momento presente e em comparação, não com o que poderia ter tido, mas com o que acredita que poderia ter tido. As pessoas podem sentir uma sede geral, um descontentamento e um medo de perder algo, além de Deus. Às vezes, as pessoas podem descartar algo que não parece valioso, num instante, e, mais tarde, se arrependerem da coisa valiosa que perderam tolamente. O tempo pode revelar muitas coisas. Como cristãos, devemos nos esforçar para não dar as coisas como garantidas, mas devemos nos contentar com o que Deus nos deu, incluindo nossos relacionamentos com os outros.
P: Em Provérbios 27:8, o que está escrito sobre mudar-se para outro lugar?
R: Isso não diz nada, nem de bom nem de ruim, sobre a mudança em geral; as aves precisam construir novos ninhos o tempo todo. Mas esse versículo trata exclusivamente de deixar o seu ninho e abandonar suas responsabilidades. É claro que, se um filhote abandonar o ninho, a situação é ainda pior do que no caso de um pássaro adulto. Assim como um pássaro pai, enquanto ainda estiver vivo, não abandonaria seus filhotes e sua companheira, uma pessoa não deve abandonar sua família e se eximir de suas responsabilidades por uma miragem que, à distância, parece melhor. Um ditado alemão para isso é “wanderlust”, e deixar o lugar onde Deus deseja que você esteja é uma tentação, assim como outros tipos de tentações. Existe a tentação, assim como um pássaro, de deixar seu ninho, seu companheiro, seus filhotes, abrir as asas e simplesmente seguir seu coração — abandonando suas responsabilidades e aqueles que contam com você. Não basta ter um bom desempenho na vida cristã; é preciso também terminá-la bem.
P: Em Provérbios 27:12, 22:3 e Amós 5:13, qual é a diferença entre o prudente e o simples, e quando as pessoas prudentes devem se esconder?
R: Os simples não têm consciência da situação e podem não perceber quando uma situação é perigosa ou, simplesmente, uma perda de tempo improdutiva. Ou podem cair diretamente em armadilhas porque têm um desejo prévio de fazer algo, sem pensar objetivamente sobre o assunto nem perguntar o que Deus gostaria que fizessem.
Quando pessoas más estão no poder e perseguem os justos, não há nada de vergonhoso ou errado em se esconder. Os escritores da igreja primitiva, como Tertuliano, Cipriano, Atanásio e outros, ensinaram que se esconder da perseguição era aceitável.
P: Em Provérbios 27:14, quais são alguns exemplos de alguém que faz algo com boas intenções, mas que não é bem recebido pela pessoa que o recebe?
R: Alguém que não é madrugador pode compreender isso facilmente ao conviver com uma pessoa que é madrugadora. Mas a aplicação aqui é muito mais ampla do que apenas a hora de acordar. Em geral, quando você dá a alguém algo que valoriza, sem nunca considerar se essa pessoa valorizaria isso da mesma forma que você, pelo menos naquele momento. Por exemplo, um menino deu à mãe um caminhão de bombeiros de brinquedo como presente de aniversário. Se você der a alguém uma sobremesa deliciosa, cheia de açúcar e gordura — e essa pessoa for muito preocupada com a saúde —, ela não vai apreciar o presente. Em uma empresa, houve uma competição para ver qual equipe conseguiria perder mais libras, e uma pessoa trazia donuts todas as manhãs para as outras equipes. De forma negativa, quando você cumprimenta e chama a atenção de alguém que está tentando agir às escondidas para fazer algo sem ser pego, essa pessoa não vai apreciar isso.
Portanto, ao oferecer um presente ou dedicar seu tempo, antes de fazê-lo, certifique-se de ter alguma certeza de que a pessoa realmente deseja isso, em vez de apenas supor que ela queira.
P: Em Provérbios 27:15, qual é a melhor maneira de lidar com pessoas briguentas?
R: Quando alguém é contencioso — ou, para usar uma gíria, está “procurando briga” —, a maioria das pessoas reage com “luta” ou “fuga”. Ou você discute de volta com elas, já que devemos “lutar” pelo que é certo, como Paulo fez em Atos 15:1-2 e ensinou Tito a fazer em Tito 1:13. Ou então, evite-as, talvez deixando-as vencer a disputa em nome da paz, conforme defendem Romanos 14:19-21; 15:1-3. Em um determinado momento e lugar, ambas as opções podem ser a melhor abordagem a ser adotada. No entanto, podem existir algumas outras abordagens que, às vezes, você pode adotar além dessas. Romanos 14:16, ao tratar pacificamente dos irmãos mais fracos, diz para não permitir que o que você sabe ser bom seja considerado mau. Isso não significa entrar em uma discussão, mas simplesmente expressar que você discorda, explicar o motivo e, talvez, indicar por que eles estão incorretos, e então deixar o assunto por isso mesmo. Outra abordagem, quando alguém em posição de autoridade lhe pede para fazer algo que é insensato ou imprudente, é alertá-lo sobre o que você prevê que acontecerá e, caso ele não mude de ideia, então fazer o que ele pedir. Não faça nada que piore a situação, mas dê a ele a chance de aprender com o erro, não o protegendo das consequências lógicas.
P: Em Provérbios 27:15, independentemente de você ser homem ou mulher, as pessoas já o(a) consideraram contencioso(a), e o que você deveria ter feito de diferente (se é que deveria ter feito algo)?
R: Talvez, em algum momento, os outros tenham considerado você uma pessoa contenciosa porque você era, e deveria ser. Se você estivesse envolvido em um processo judicial, não gostaria de ter um advogado que não soubesse ser contencioso. Mas se alguém achar que você é sempre contencioso, deixará de ser levado a sério.
Se você acha que pode estar sendo muito contencioso, há algumas coisas simples que pode fazer. Primeiro, escolha suas batalhas. Dê às pessoas alguma liberdade em questões menores e em assuntos que não sejam muito importantes para você. Guarde suas disputas para as coisas que são importantes. Em segundo lugar, veja as coisas pelos olhos deles. De certa forma, não importa o que você diz, mas sim o que eles ouvem. Em terceiro lugar, a maneira como você diz algo pode ter um grande efeito sobre como — ou se — eles vão aceitá-lo. Por fim, lembre-se de Tiago 1:20: “Pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.”
P: Em Provérbios 27:16, o que significa “conter” uma mulher briguenta?
R: Embora a KJV diga “esconder”, quase todas as outras traduções dizem “conter”. Significa mantê-la afastada ou impedir que ela seja briguenta em uma determinada situação. Mas, como mostra a última metade deste versículo, isso não funciona quando ela quer ser briguenta. Assim como o óleo e a água, por mais que você consiga impedir que a pessoa seja briguenta, ela pode simplesmente contornar a situação e ser briguenta de outra maneira.
P: Em Provérbios 27:17, como uma pessoa pode afiar outra?
R: Assim como duas lâminas de ferro removem a ferrugem e os pedaços soltos, duas pessoas podem apontar o que há de “instável” na outra. Muitas pessoas acreditam em um grande número de coisas sem fundamento e não acreditam em outras que são comprovadas. As pessoas precisam ser desafiadas quanto ao que acreditam para enxergar e valorizar o que é verdadeiro em contraposição ao que é fantasia. Bons amigos incentivam e desafiam seus amigos a serem cristãos melhores. O Talmude, em Taanith 7a, aplicou isso a dois estudantes que se aperfeiçoavam mutuamente enquanto estudavam a Lei.
P: Em Provérbios 27:18, o que isso diz sobre os trabalhadores?
R: Este provérbio aborda duas questões: a confiança de que uma pessoa será recompensada por seu trabalho e a necessidade de esperar para ver algo se concretizar. Quem cuida de uma figueira com diligência terá muitos frutos; as figueiras podem crescer bastante. Mas é preciso esperar até que os figos estejam prontos para a colheita. Da mesma forma, um funcionário ou prestador de serviços será recompensado por seus esforços. Mas isso pode levar tempo, tanto para receber o salário quanto para que o empregador reconheça o valor do trabalho.
Mas e quanto à situação em que um empregador, talvez por inveja, insensibilidade ou outros motivos, não reconhece — e provavelmente nunca reconhecerá — o valor do seu trabalho? Nesse caso, talvez seja hora de procurar outro empregador. Mas é melhor escolher o momento certo para fazer isso, em vez de deixar que o empregador atual escolha o momento por você (ou seja, ser demitido).
P: Em Provérbios 27:19, de que forma o rosto de uma pessoa reflete seu coração?
R: A expressão facial de uma pessoa pode afetar o quanto ela está feliz ou triste por dentro ao ouvir uma notícia. No entanto, algumas pessoas têm prática em esconder suas expressões faciais. Uma gíria para isso é “cara de pôquer”, pois um jogador de pôquer não quer que sua expressão facial revele se ele tem boas cartas ou não. Mas as pessoas costumam mostrar seus verdadeiros sentimentos no rosto por uma fração de segundo, antes de se esconderem atrás de uma “cara de pôquer”; portanto, observe a expressão facial inicial de alguém e não preste tanta atenção à expressão depois disso.
P: Em Provérbios 27:20, de que forma os olhos das pessoas nunca se satisfazem?
R: Assim como a sepultura nunca diz: “já basta, não preciso que mais ninguém morra”, e a destruição, como um incêndio, nunca diz: “já destruí o suficiente e decidi parar agora”, a ganância das pessoas não cessa — mesmo quando seria prudente e mais seguro fazê-lo. Curiosamente, uma das principais motivações da ganância é obter mais prazer, mas, mesmo assim, um coração cheio de ganância não tem prazer, se a ganância o tiver expulsado. Todos nós precisamos perceber que, sem Cristo, essa tendência à ganância pode estar em nossos corações. Também podemos prever que, sem Cristo, essa característica da ganância está presente no coração das pessoas ao nosso redor. O Midrash em Eclesiástico R 1:34 diz: “Nenhum homem morre tendo metade do que desejava.”
O senhor acredita em Deus e ama a Deus; isso é bom. Mas o senhor acredita que Deus pode satisfazer o seu coração? Se sim, então ainda é válido buscar um cônjuge, filhos, um animal de estimação, saúde, riqueza e outras coisas, mas não busque nenhuma dessas coisas com a ideia de que elas o satisfarão; e, como resultado, o senhor será mais feliz. Aproveite essas coisas pelo que elas são, mas nenhuma delas pode substituir a satisfação que temos em Cristo. Os desejos naturais nunca são satisfeitos de forma permanente nesta vida.
P: Em Provérbios 27:21, de que maneira uma pessoa é testada pelo que os outros dizem sobre ela?
R: Algumas traduções utilizam os termos “testada” ou “avaliada”, mas, independentemente disso, o significado é semelhante a testar a qualidade do ouro ou da prata. Isso se aplica de duas maneiras.
Sua reputação perante os outros: é possível saber muito sobre uma pessoa pelo que os outros dizem a respeito dela. Ignorando pessoas caluniosas e de má reputação, o que dizem os amigos dessa pessoa? Se o senhor deseja, eventualmente, namorar ou se casar com alguém, o que seus irmãos e amigos dizem sobre ela? O que seu ex-namorado ou ex-namorada dizem sobre ela? O que eles dizem pode ser apenas o que uma pessoa insatisfeita diria, mas, por outro lado, pode ser revelador. Essa é a razão pela qual muitas empresas desejam conversar com as pessoas que servem de referência para um candidato a emprego.
Como reagem aos elogios: Muitos veem isso como o significado principal. Quando as pessoas os elogiam, como lidam com isso? São arrogantes, presunçosos ou humildes?
P: Em Provérbios 27:22, por que é tão difícil tirar a insensatez de um tolo?
R: A palavra hebraica aqui, ‘ewil, não se refere apenas a uma pessoa simples e ingênua, mas sim a um tolo obstinado. Muitas vezes, o problema não está em sua mente, nem se deve à falta de conhecimento. O problema está, na verdade, em seu coração, na falta de vontade de aprender e crescer. Não é possível remover isso à força.
O senhor deve ser capaz de olhar para trás, para cinco anos atrás, e perceber áreas nas quais cresceu e aprendeu muito. Da mesma forma, o senhor deve esperar e desejar poder olhar para o presente, daqui a cinco anos, e ver o quanto cresceu e mudou para melhor.
P: Em Provérbios 27:22, quando é que se pode corrigir a insensatez?
R: A diferença entre uma criança e um tolo é que a criança sabe que precisa aprender, enquanto o tolo pensa que já aprendeu tudo. Se o tolo conseguir perceber o quão pouco realmente sabe, então talvez haja esperança.
Mas, mesmo assim, é importante ser paciente com os outros. Se a tolice estiver em você, não tenha medo de admiti-la ou de reconhecer que estava errado. Quando um arquiteto de software percebia que outra abordagem era melhor do que a que ele havia recomendado, ele admitia abertamente que deveriam seguir a melhor opção. Como ele costumava dizer: “Reservo-me o direito de ficar mais inteligente.” Todos os dias você tem a oportunidade de aprender, basta aproveitá-la.
É por isso que, quando alguém está em uma seita ou em uma falsificação espiritual, é difícil compartilhar o Evangelho com essa pessoa. Ela “sabe demais o que não é verdade”. É preciso convencê-la de que aquilo de que faz parte é falso e não contém as respostas verdadeiras; só então ela estará aberta às respostas de Deus.
P: O que Provérbios 27:23-27 diz sobre a riqueza?
R: Em uma sociedade justa, é de se esperar que você possa acumular riqueza e gastá-la em coisas de que precisa e deseja, como roupas e leite, e investir no futuro, como na compra de um campo. Essa passagem basicamente nos ordena a sermos diligentes no cuidado com os assuntos financeiros. Mas, como diz o versículo 24, devemos também perceber que as riquezas não duram para sempre; portanto, devemos usar e investir o que temos enquanto podemos.
P: Em Provérbios 28:1-29:27, qual é a estrutura desta parte das Escrituras?
R: A maioria desses versículos apresenta partes opostas: primeiro, seguir um caminho; depois, outro. Há 18 versículos contrastantes no capítulo 28 e 12 versículos contrastantes no capítulo 29.
P: Em Provérbios 28:1, por que os ímpios fogem quando ninguém os persegue?
R: Os ímpios, neste contexto, estão fugindo em direção ao que consideram segurança, mesmo quando se trata apenas de uma segurança ilusória diante de uma ameaça imaginária. Eles podem fugir por alguns motivos:
Precaução: como um assaltante, ladrão ou assassino que foge da cena do crime.
Paranoia: eles estão atrás de outros e, aos poucos, passam a sentir que os outros estão atrás deles. Estão dirigindo pela estrada, por assim dizer, com apenas um olho na estrada e outro no espelho retrovisor.
Culpa: Provérbios 17 diz que um homem atormentado pela culpa de um homicídio será um fugitivo até a morte. Eles não têm a consciência tranquila e podem não dormir bem, tanto pela culpa quanto pelo medo de que o que fizeram venha a alcançá-los.
Covardia: Provérbios 28:1 contrasta as ações das pessoas ímpias com a ousadia dos justos. Assim, por um lado, pode parecer um tanto tolo que uma pessoa fuja quando não há motivo imediato para isso. Por outro lado, porém, uma pessoa ímpia pode saber, no fundo, que seu pecado e suas ações ímpias a alcançarão mais cedo ou mais tarde, e que precisa manter-se “em prática” na fuga pelo resto de sua vida.
P: Em Provérbios 28:2, de que forma muitos governantes são ruins para uma terra?
R: Isso não se refere a um conselho, mas sim à instabilidade causada por muitos governantes sucessivos à medida que os governantes anteriores são mortos. Por exemplo, o ímpio reino do norte de Israel teve 19 reis em cerca de 200 anos, sendo que seis deles reinaram em um período de apenas trinta anos. Na prática, as frequentes mudanças nas políticas, as trocas na liderança — à medida que os governadores e administradores preferidos do novo rei substituem os favoritos do antigo — e a incerteza sobre quais políticas estarão em vigor no futuro tornam difícil contar com o governo para praticamente qualquer coisa.
P: Em Provérbios 28:3, a palavra hebraica deve ser traduzida como “homem pobre” ou “governante que oprime os pobres”?
R: O Antigo Testamento foi originalmente escrito em hebraico sem vogais, e a alteração das vogais pode resultar tanto em “governante” quanto em “homem pobre”. As vogais foram adicionadas posteriormente. Se a palavra for “governante”, trata-se de um “homem forte”, uma palavra diferente de “governante” em Provérbios 28:2
Embora um governante possa oprimir os pobres com impostos excessivos e muito regressivos, uma pessoa pobre também pode roubar, furtar e oprimir outras pessoas pobres. Uma pessoa que antes era pobre, com uma “mentalidade de escassez”, e que se torna um governante mesquinho, pode oprimir ainda mais aqueles que são como ela.
Uma chuva forte e torrencial pode destruir as plantações em desenvolvimento. Há duas maneiras de interpretar a última metade deste versículo, e ambas podem ser verdadeiras. Primeiro, um governante opressor pode não deixar alimento algum para aqueles que oprime. Segundo, um governante opressor está destruindo seu próprio domínio e, em essência, sua própria riqueza, ao destruir o que está sob seu domínio.
P: Em Provérbios 28:4, o que é dito sobre qual deve ser a nossa atitude em relação aos infratores da lei?
R: Se uma pessoa ímpia usa meios ímpios para alcançar um objetivo, o senhor a elogia, caso isso tenha contribuído para o que o senhor considerava um bom objetivo? O senhor ainda pode mencionar as qualidades dessa pessoa, mas deve ser completo e apontar também os pontos negativos.
P: Em Provérbios 28:5, o que isso diz sobre as pessoas más?
R: NÃO está dizendo meramente que as pessoas más são contra a justiça; ao contrário, está dizendo que elas nem mesmo compreendem o que é a justiça. Não deveria ser concedida alguma dignidade a todas as pessoas, uma vez que foram criadas à imagem de Deus? Não deveríamos nos esforçar para ser bons com os outros e tratar as pessoas com justiça? Não deveríamos tratar os outros como gostaríamos que nos tratassem? Devemos amar o próximo como a nós mesmos? Se alguém ainda não percebeu isso, talvez seja irracional da sua parte esperar que essa pessoa compreenda o que é justiça.
P: Em Provérbios 28:6,18, o que são “caminhos perversos/desviados” neste contexto?
R: A palavra hebraica ‘āqaš significa “distorcer”. No Antigo Testamento hebraico, a palavra “caminho” é sempre no singular, exceto em dois trechos em que aparece no dual (derākayim): Provérbios 28:6, 18. A questão não é que os perversos sigam um caminho, mas que eles mudam e seguem múltiplos caminhos. Portanto, aqui, “perverso” significa alguém que segue um caminho e, em seguida, outro. Dependendo da direção em que sopram os ventos do clima político, eles simplesmente seguirão para onde quer que o vento os leve. Pode-se achar surpreendente que acreditem firmemente em um caminho e, em seguida, mudem tão rapidamente para outro. A verdade é que, externamente, são como um camaleão, mudando de cor rapidamente dependendo do ambiente. Mas talvez não seja difícil mudar, pois, interiormente, podem não ter nenhuma convicção firme. John Bunyan, em *O Progresso do Peregrino*, apresenta um personagem assim: o Sr. Que-olha-para-os-dois-lados.
R: Há alguma incerteza quanto à tradução aqui entre “glutões” e “ímpios/desordeiros”. Mas o que é comum a esses dois significados é uma pessoa cujos aspectos da vida estão fora de controle, tanto do próprio controle quanto do de qualquer outra pessoa.
É óbvio que alguém fora de controle traz vergonha para si mesmo. Mas este versículo diz que essa pessoa também traz vergonha para os pais que tentaram criá-la.
P: Em Provérbios 28:8, qual é a diferença entre aumentar a riqueza por meio da usura e da extorsão e por meios honrados?
R: Primeiramente, você deve perguntar se a pessoa que lhe está emprestando dinheiro está satisfeita em fazer negócios com você, ou se o faz apenas porque foi forçada a isso ou por estar em situação desesperadora. No Antigo Testamento, não se devia emprestar a outros israelitas com juros. Para tentar contornar essa ordem, alguém poderia fazer um empréstimo em que tivesse de reembolsar 100 de algo, e o credor e o devedor concordariam que o credor lhe entregasse apenas 90. O senhor usa a lei de forma injusta ou faz acordos predatórios para enganar as pessoas?
P: Em Provérbios 28:9, quando as pessoas se afastam de ouvir a lei de Deus, por que exatamente até mesmo suas orações são abomináveis?
R: Pode ser por todas as razões a seguir.
a) É presunçoso pedir a Deus que ouça suas palavras, depois de ter escolhido deliberadamente não ouvir nem obedecer à palavra de Deus, como mostra Salmos 50:16-22. Você opta por não ouvir a Deus e, ainda assim, espera que Deus o ouça.
b) Para quem rejeita a lei de Deus, até mesmo os pedidos que faz são por coisas abomináveis, assim como seus conselhos podem ser enganosos (Provérbios 12:5). Talvez esteja pedindo coisas apenas para satisfazer suas próprias paixões, como mostra Tiago 4:3.
c) Por fim, se o senhor não estiver seguindo a Deus, seu coração pode ficar completamente confuso. A título de exemplo, alguns seminários motivacionais e palestras sobre pensamento positivo perguntam: “O senhor está vivendo de acordo com todo o seu potencial?” Muitas pessoas crescem com desenvolvimento mental atrofiado devido à desnutrição; outras crescem cegas devido à oncocercose, doença causada por parasitas na água potável; e outras morrem de doenças que já foram erradicadas nas nações mais ricas. E, no entanto, a principal preocupação não é nada a respeito delas, mas sim: “Você está vivendo de acordo com todo o seu potencial?” E se simplesmente parássemos de tentar viver de acordo com todo o nosso potencial e, em vez disso, tentássemos ajudar os outros a viver de acordo com o potencial deles?
P: Em Provérbios 28:10a, o que há de tão repreensível na pessoa mencionada na primeira metade deste versículo?
R: Não é o fato de ela estar pecando, mas sim de estar desviando uma pessoa íntegra para o mal. Jesus disse que, se alguém fizesse um dos pequeninos pecar, seria melhor que lhe atirassem uma pedra de moinho ao pescoço e a lançassem ao mar, conforme Mateus 18:6; Marcos 9:42; e Lucas 17:2.
P: Em Provérbios 28:12, 28 e 29:2, de que maneira um homem fica oculto quando os ímpios alcançam destaque?
R: Quando pessoas ímpias estão no poder, e especialmente quando estão perseguindo os justos, é prudente — e não covarde — que as pessoas se escondam. Na verdade, isso não significa que apenas os justos devam se esconder; significa que todos vão querer se esconder.
P: Em Provérbios 28:13, por que é errado ocultar nossos pecados e por que é correto que nossos pecados sejam perdoados, como diz o Salmo 32:1?
R: É errado encobrir nossos próprios pecados e fingir que não cometemos nada de errado. É bom perdoar os pecados que outras pessoas cometem contra você, e é maravilhoso que Deus perdoe os pecados de Seus filhos.
P: O que Provérbios 28:16 diz sobre governantes opressores?
R: Isso diz que ser um governante opressor e carecer de bom senso costumam andar de mãos dadas. A indiferença que demonstram em relação à justiça para com outras pessoas pode ser igualmente cega quanto ao que é melhor para o povo do país.
P: Em Provérbios 28:17 e seguintes, o que há de incomum na ordem apresentada no final desse versículo?
R: A Bíblia contém muitos, muitos versículos que nos dizem para ajudar os outros, resgatá-los e defender os necessitados, as viúvas e os órfãos, como em Provérbios 24:11-12. Este é apenas um dos pouquíssimos versículos em que Deus nos ordena que NÃO ajudemos alguém. (2 Tessalonicenses 3:10 é outro versículo.) Uma pessoa que está sob a culpa de derramamento de sangue receberá justiça, e não devemos impedir que isso aconteça.
P: O que Provérbios 28:19 diz sobre oportunidade e trabalho árduo?
R: Ter uma boa oportunidade de prosperidade, como uma boa terra, não significa, por si só, prosperidade. Mesmo com boas condições, o trabalho árduo ainda é necessário.
P: Em Provérbios 28:20, como saber quando se está tentando acumular riqueza de forma sábia e rápida, em vez de seguir um esquema de enriquecimento rápido?
R: Como diz um ditado: “Se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é”. Se houver algo ilegal, desonesto ou que promova a maldade nisso, mantenha-se afastado. Peça conselho a seus amigos, especialmente se eles tiverem experiência na área. Provérbios 15:22 diz que os bons planos contam com muitos conselheiros. Outras perguntas a se fazer são: “Será que outras pessoas já não estão fazendo isso?”. Além de perguntar sobre as recompensas, explore também quais são os riscos. Por fim, você deve ter uma humildade saudável em relação à sua capacidade de prever o futuro.
Este versículo enfatiza uma pessoa fiel, ou seja, fiel a Deus e aos outros, e, a partir do versículo anterior, compreende a importância de trabalhar arduamente. Um esquema de enriquecimento rápido costuma anunciar que não é necessário trabalhar duro.
P: Em Provérbios 28:21, de que maneiras podemos, sem intenção, mas ainda assim de forma errada, demonstrar parcialidade?
R: Uma maneira é que, às vezes, no trabalho, podemos elogiar, promover, recompensar ou de alguma forma incentivar uma pessoa que faz algo bem, mas ignorar ou menosprezar outra pessoa que faz tão bem quanto ou até melhor.
Uma segunda maneira, diferente, é dar uma segunda chance a uma pessoa que comete um erro ou tem um resultado ruim, mas não dar o mesmo tratamento a outra pessoa, que talvez não tenha cometido um erro tão grave.
No trabalho, todos nós optamos por dar mais atenção a algumas pessoas do que a outras, talvez devido à experiência, à inteligência ou à posição delas. Mas talvez possamos optar por ouvir e concordar mais com o que uma pessoa diz do que com outra, devido ao nepotismo, à aparência ou ao que ela possa fazer por nós. Isso também é parcialidade.
P: Em Provérbios 28:22, o que é uma pessoa mesquinha neste contexto?
R: O hebraico significa literalmente “um homem com um olho maligno”. Trata-se de uma pessoa tão ávida por enriquecer que talvez veja apenas as oportunidades de riqueza e nada mais. Sua busca pela riqueza a absorve por completo. Ela não vê as pessoas, a não ser como meios para atingir um fim. E provavelmente nem mesmo percebe que é gananciosa. A última metade deste versículo indica que, embora vejam as riquezas que estão perseguindo, muitas vezes deixam de considerar adequadamente o risco de pobreza que estão tentando evitar.
P: Em Provérbios 28:24, como as pessoas hoje podem roubar seus pais?
R: Às vezes, as pessoas são tão hábeis em justificar suas ações que elas mesmas endureceram sua consciência a ponto de não verem nada de errado. Elas podem pensar: “De qualquer forma, acabarei recebendo isso mais tarde”. Mas Deus, mesmo assim, vê isso como roubo. É claro que os filhos podem literalmente roubar seus pais, como fez Mica em Juízes 17:1-2 e Raquel em Gênesis 31:19,30. No entanto, há outras maneiras de roubar seus pais.
Certa vez, conheci uma senhora em uma casa de repouso que estava amargurada porque dizia que seus filhos haviam levado todo o seu dinheiro. Sabendo como as coisas funcionam, deduzi que foi isso que aconteceu. Nos Estados Unidos, os idosos em casas de repouso que possuem dinheiro precisam pagar por seus próprios cuidados, enquanto o governo americano arca com todas as despesas daqueles que não têm condições financeiras para isso. Assim, muitas vezes todo o dinheiro dos pais vai para os filhos; caso contrário, seria “desperdiçado”. Duas falhas nessa visão são que algumas das casas de repouso com tarifas mais altas oferecem acomodações melhores e, o mais importante de tudo, essa senhora aparentemente nunca compreendeu, muito menos consentiu, que seus filhos tomassem posse de sua casa e de sua riqueza. Ela pensava que, eventualmente, sairia da casa de repouso e voltaria para sua casa, enquanto seus filhos sabiam que isso não aconteceria. Assim, embora as ações dos filhos fossem lógicas e razoáveis para eles próprios, não o eram para a mãe. Tomar a casa e a fortuna dela sem o seu consentimento foi, de fato, roubar da própria mãe.
P: Em Provérbios 28:25, de que maneira uma pessoa gananciosa provoca contenda?
R: Uma pessoa gananciosa também pode ser traduzida como um homem orgulhoso, ávido por aceitação ou fama. O hebraico literal é “grande apetite” ou “alma ampla”. Seja para aumentar seu corpo ou seu orgulho, ela está disposta a incitar contendas e animosidade contra si mesma para alcançar esse objetivo.
P: Em Provérbios 28:26, por que não devemos confiar em nós mesmos ou em nosso próprio coração?
R: Confiar em si mesmo pressupõe que
1. Seu conhecimento e sua lógica estejam sempre corretos, ou pelo menos sempre sejam suficientes.
2. Suas emoções nunca influenciam erroneamente seus pensamentos.
3. Vocês não precisam do conselho de outras pessoas.
4. E, o mais importante, que vocês não precisam da sabedoria de Deus.
Jeremias 9:23-24 e Provérbios 3:5 também afirmam que não devemos nos vangloriar de nossa própria sabedoria, poder ou riqueza.
Devemos confiar em Deus e em Sua Palavra. No entanto, dentro desse contexto, há muitas coisas que Deus e Sua Palavra ainda não especificam. Devemos orar por orientação, consultar outras pessoas — especialmente crentes maduros — e usar a sabedoria que desenvolvemos. Infelizmente, não podemos presumir que Deus sempre nos fará tomar a decisão certa 100% das vezes. Mas podemos depositar nossa fé em Deus, sabendo que, mesmo quando, com as melhores intenções, tomarmos uma decisão errada, Deus pode reverter a situação e nos colocar no caminho certo.
P: Em Provérbios 29:1, de que maneira são destruídas as pessoas que são frequentemente repreendidas?
R: Ser obstinado significa não estar disposto a mudar, a se voltar para um lado ou para outro, ou mesmo a enxergar um lado ou outro. O oposto de obstinado é aquele que inclina o pescoço em submissão. As pessoas podem ser disciplinadas repetidamente pela mesma coisa e podem sofrer consequências ruins por causa disso, mas chega um momento definitivo, “uma última vez”, em que não há mais oportunidade de evitar consequências irreversíveis. O Faraó, na época do Êxodo, aprendeu isso. O povo da época de Noé foi advertido por cem anos, enquanto Noé construía a arca. Mas, uma vez que a porta foi fechada, não havia mais volta.
É comovente pensar em uma pessoa, especialmente um crente, que se vê em apuros por não ter conhecido a vontade de Deus. E isso depois de terem ouvido ou lido claramente a vontade de Deus. Mas ainda assim não a conheceram, pois optaram por fechar os ouvidos e o coração e não a aceitar.
P: Em Provérbios 29:3, o que significa “desperdiçar seus bens”?
R: Significa esbanjar todas as suas economias e riquezas. Mas também pode se referir a desperdiçar nosso tempo e nossa vida em algo maligno que você já sabe que não vai durar. A riqueza também era considerada uma bênção do Senhor. Portanto, gastar sua riqueza também pode implicar em pegar as boas bênçãos que Deus lhe concedeu e jogá-las fora ao praticar coisas más.
P: Em Provérbios 29:4, como alguém em posição de autoridade destrói a própria organização?
R: A palavra hebraica para “rei” pode significar alguém em posição de autoridade. A última expressão é geralmente traduzida como “subornos”, embora também possa ser traduzida como “contribuições” ou “impostos”, como faz o Midrash hebraico. O que é comum a todos esses significados é o fato de que, muitas vezes, alguém no poder destrói aquilo sobre o qual tem autoridade por meio de más escolhas que ele mesmo provoca. Essas pessoas podem minar a estabilidade ao destruir o respeito que têm aos olhos de seus subordinados, por meio de subornos injustos ou impostos injustos. Também podem arruinar a prosperidade econômica daqueles sobre os quais exercem autoridade por meio de subornos e impostos elevados. Impostos elevados e subornos não apenas tiram dinheiro daqueles que poderiam usá-lo para prosperar e ganhar mais dinheiro, como também podem minar a vontade de seus súditos de trabalhar arduamente, sabendo que a maior parte desse dinheiro será tirada de qualquer maneira.
P: Em Provérbios 29:5, de que forma a lisonja estende uma rede para os pés de outra pessoa?
R: A palavra hebraica aqui significa literalmente “palavras melosas”. Algumas pessoas só dizem coisas agradáveis porque querem algo de você. A bajulação pode facilitar que alguém se torne orgulhoso, o que pode lhe dar uma falsa sensação de segurança e prepará-lo para uma queda. O bajulador pode não ter tido nenhuma má intenção em relação à pessoa que está bajulando, mas o resultado ainda assim é uma queda.
Isso também pode se referir a não dizer a alguém coisas negativas que essa pessoa precisa ouvir. Certa vez, havia um menino que percebeu que sua mãe ficava triste quando recebia contas pelo correio; como ele não queria que ela ficasse triste, jogou as contas fora antes que ela pudesse vê-las. Não dizer a alguém algo que essa pessoa precisa ouvir pode ser assim.
P: Em Provérbios 29:7, por que esse versículo é de vital importância para um bom governo ou uma boa sociedade?
R: Imagine, se puder, uma sociedade em que todos se preocupassem com a justiça e a equidade para si mesmos e para sua família, e talvez para seu clã, mas não para mais ninguém. O que aconteceria quando pessoas mal-intencionadas começassem a se aproveitar dos outros quando estes estivessem vulneráveis?
Agora imagine uma sociedade em que todos, quase sem exceção, se preocupassem com a justiça e a equidade para com todos. Não importava se a outra pessoa fosse semelhante a eles ou diferente; cada um desejava o que era certo para todos na sociedade. Em qual sociedade o(a) senhor(a) preferiria viver? Em qual delas o(a) senhor(a) preferiria viver se houvesse muitas pessoas que não o(a) conhecessem ou fossem diferentes de o(a) senhor(a) de alguma forma? Se o senhor gostaria de viver na segunda sociedade, deveria agir como um bom cidadão dessa sociedade. Quando lhe dizem para não se intrometer em assuntos que não lhe dizem respeito, às vezes o senhor não deve fazê-lo; mas, se houver injustiça e as pessoas estiverem sendo exploradas, devemos nos envolver, quando as pessoas vítimas da injustiça quiserem que o façamos.
P: Em Provérbios 29:8, o que está escrito sobre disputas e desacordos?
R: Quando ouvimos ou vemos algo de que não gostamos, precisamos aprender a responder, e não apenas reagir. Para qualquer discussão ou desacordo, há duas oportunidades. Uma oportunidade é atiçar as chamas e transformar uma coisa pequena em algo grande. Alguns escarnecedores zombam das restrições. Uma segunda oportunidade é trazer paz e harmonia para sanar a discórdia. Às vezes, isso pode significar resolver o desacordo, mas, outras vezes, é possível ter paz sem resolver o desacordo.
P: Em Provérbios 29:12, como podemos evitar acreditar em mentiras e destruir aquilo sobre o qual exercemos autoridade?
R: Algumas pessoas têm muita dificuldade em determinar a quem devem dar ouvidos e em que devem acreditar. Há pessoas ao seu redor, e sob sua liderança, que apenas lhe dizem o que você quer ouvir? Você deve ter muito cuidado ao escolher seus conselheiros, assim como Roboão deveria ter feito. O problema, às vezes, não é tanto a falta de conhecimento deles, mas sim a presença de preconceitos. Um preconceito comum é presumir que, só porque uma pessoa é confiável e especialista em dar bons conselhos sobre um assunto, ela certamente dará bons conselhos sobre assuntos sobre os quais talvez saiba pouco. Um segundo preconceito é presumir que alguém está lhe dando uma opinião objetiva e imparcial, quando, na verdade, essa pessoa recebe benefícios de terceiros por orientá-lo em direção a um determinado fornecedor ou caminho.
Uma coisa que pode nos ajudar a lidar com nossos preconceitos é tentar ver as coisas da perspectiva de outra pessoa. Como várias pessoas encarariam isso? Se nem todos estiverem apoiando uma decisão, talvez você tenha que optar por uma opção e descartar outra. Mas, pelo menos, compreenda as razões pelas quais as pessoas defendem cada uma delas. Ou será que todos parecem sempre apoiar uma decisão porque o senhor criou um ambiente em que a carreira de alguém pode ser prejudicada caso se manifeste e discorde, já que se espera que todos sejam sempre “positivos”? Se alguém afirmar que um caminho pode não ser bom e, nesse caso, estiver errado, o senhor voltará a ouvi-lo? Se o senhor iniciou um caminho e está enfrentando dificuldades, quanta dificuldade seria necessária para que o senhor percebesse que está no caminho errado e precise mudar?
Um provérbio romano é semelhante, dizendo: “tal rei, tal povo”. Se um rei estabelece um determinado ambiente, os oficiais sob seu comando, que desejam proteger e promover suas carreiras, “entrarão no jogo” e buscarão um ambiente semelhante ao do rei, e assim por diante até chegar ao povo.
P: Em Provérbios 29:18, como as pessoas perecem quando não há revelação?
R: Essa palavra é mais bem traduzida como “revelação” do que como “visão”. Literalmente, as pessoas no deserto perecem se não tiverem ideia de para onde ir em busca de água e alimento quando seus suprimentos se esgotarem. Da mesma forma, se as pessoas não tiverem uma direção a seguir, provavelmente não irão para onde deveriam estar indo. Elas seguirão por becos sem saída e esbarrarão em paredes.
A palavra para “visão” aqui é um termo técnico para revelação de Deus, segundo Milton C. Fisher.
P: Em Provérbios 29:20, por que há mais esperança para um tolo do que para uma pessoa de palavras precipitadas?
R: Embora uma pessoa possa ser ambas as coisas, alguém com palavras precipitadas ou descuidadas pode causar mais danos aos outros, aos relacionamentos e a si mesmo do que um tolo. Às vezes, uma palavra descuidada pode arruinar um relacionamento, e um pedido de desculpas pode ou não fazer com que as coisas voltem a ser como eram antes.
Outro ponto é que pode ser mais fácil ensinar um tolo do que corrigir alguém que fala precipitadamente. Tenha cuidado, pois Provérbios 10:19 diz que, quando as palavras são muitas, o pecado não está ausente. Essa é uma razão pela qual Tiago 1:19 diz para ser rápido a ouvir, lento a falar e lento à ira.
P: Em Provérbios 29:21, como é possível “mimar” alguém que trabalha sob sua supervisão, e por que isso é ruim, tanto para você quanto para essa pessoa?
R: Se uma pessoa não percebe quando comete um erro, não aprende com seus erros e nunca enxerga a gravidade deles, ela não vai melhorar nem crescer. Se ela não sentir que é obrigada a cumprir suas responsabilidades no trabalho, estará adquirindo hábitos que prejudicam sua carreira. Ela também pode desenvolver a atitude de que não comete erros. É quase injusto com o funcionário tratá-lo dessa maneira. Essas podem ser as razões pelas quais, em muitas empresas, não é permitido que alguém seja líder de equipe ou gerente de seu cônjuge, filho, namorado ou namorada. Não é apenas injusto para com os demais colegas de trabalho, mas também ensina a eles maus hábitos sobre o que podem fazer sem sofrer consequências.
Se um funcionário cometer um erro grave e não o considerar grave, o que o chefe deve fazer? Será que demiti-lo é o melhor para o próprio funcionário, e não apenas para a empresa? Talvez em alguns casos sim, e em outros não. Pode ser difícil determinar o que é melhor. No entanto, um chefe deve avaliar com base na pessoa e nas circunstâncias, sem demonstrar favoritismo em relação a alguns funcionários que cometem erros em detrimento de outros. Provérbios 29:19 diz que, às vezes, meras palavras não são suficientes; um funcionário precisa ver as consequências.
O mesmo se aplica a um filho ou a uma filha, seja uma criança pequena ou um adulto. Se não se permitir que uma criança aprenda que cometeu erros e enfrente as consequências de seus erros, então é, pelo menos em parte, culpa dos pais que a criança cresça mimada e sem capacidade de lidar adequadamente com a vida. O que se pensava ser feito por amor, imperceptivelmente, transformou-se em mimar e acabou prejudicando a pessoa amada.
P: Em Provérbios 29:24, por que é tão ruim associar-se a uma pessoa desonesta?
R: Este versículo não diz que a pessoa é um ladrão ou que rouba por conta própria, mas que é parceira de um ladrão. Quando a pessoa, em outras circunstâncias, se manifestaria contra as transgressões, ela não o fará porque isso poderia prejudicar seu parceiro ou suas perspectivas econômicas decorrentes da parceria. A pessoa, que de outra forma seria honesta, pode acabar sendo envolvida em mentiras para proteger seu parceiro e ocultar seus crimes. No entanto, o ladrão pode se safar e ser considerado inocente, enquanto o parceiro pode ficar com o prejuízo, por assim dizer. A pessoa pode ser considerada ladra pelos outros devido a essa associação. Quaisquer que sejam os salários ou ganhos que tenha recebido por realizar um trabalho honesto, pode surgir a suspeita de que não deveria receber esse dinheiro, mesmo que a origem dele envolvesse roubo. Por fim, quando estiver sob investigação, o ladrão pode se voltar contra você. É muito melhor para o testemunho cristão — e para a sua reputação — não ter parceria com ladrões.
P: Em Provérbios 29:25, como o medo de uma pessoa pode ser uma armadilha se você não tomar cuidado?
R: Você pode viver sua vida tentando evitar essa pessoa, com medo de fazer coisas que ela possa não gostar, afastando-se ou envolvendo-se em relacionamentos porque acha que ela possa querer isso. E pode ser que, para começar, não houvesse nada a temer! Mas mesmo quando há motivo legítimo para preocupação, não se pode viver a vida inteira encolhido de medo, embora a discrição e o fato de não divulgar algo possam ser coisas positivas. Como disse William Gurnall: “Temos tanto medo do homem porque temos tão pouco medo de Deus.” (Believer’s Bible Commentary, p. 866)
P: Em Provérbios 29:27, o que significa que um ímpio e um justo se detestam mutuamente?
R: Desde que Cristo veio, devemos amar a todos, mesmo as pessoas ímpias. Mas ainda assim podemos detestar alguns dos pecados graves que eles cometem, embora devamos amar o pecador. No entanto, isso não altera o fato de que eles ainda possam não gostar de nós. Eles podem não gostar se nos recusarmos a nos juntar a eles em atividades pecaminosas ou a levá-los a lugares pecaminosos. Podem sentir que os estamos julgando, mesmo que não seja o caso, simplesmente pelo fato de não estarmos participando do pecado com eles. Esperamos que eles vejam algo atraente e cativante em nós, já que somos sal e luz no mundo; mas precisamos reconhecer que, se estivermos sendo o testemunho de Cristo que devemos ser, há coisas em nós de que eles não gostarão. Efésios 5:12 diz que é até vergonhoso para nós falarmos do que eles fazem em segredo. Portanto, se não falarmos sobre as coisas (e pessoas) sobre as quais eles fofocam, e se não contarmos nem rirmos das piadas (obscenas ou não) que eles contam, eles acharão isso estranho. Isso faz parte da vida de um cristão. Na verdade, se não houver absolutamente nada que alguém não goste em nós, isso é um problema sério. Jesus, em Lucas 6:26, diz: “Ai de vocês quando todos falarem bem de vocês”.
P: Em Provérbios 30:1, deveria estar escrito “um oráculo” ou “Massa”?
R: Pode ser de ambas as formas. A maioria das traduções prefere “um oráculo”. A única questão é que realmente existiu um reino de Massa, de acordo com registros assírios, e Massa era filho de Ismael, conforme Gênesis 25:14.
P: Em Provérbios 30:1, quem é Agur, filho de Jakeh, e quem é o rei Lemuel em Provérbios 31:1?
R: Não sabemos. Alguns acreditavam que Salomão escreveu todas as partes de Provérbios, por isso interpretam Agur como Salomão e Jakeh como Davi. Mas, nesse caso, teriam que alterar os nomes novamente para o rei Lemuel em Provérbios 31. Não há nenhuma outra razão, precedente ou referência para que Salomão escrevesse sob nomes aleatórios aqui, exceto um preconceito prévio de que tudo foi escrito por Salomão. No entanto, nada indica que todo o livro de Provérbios tenha sido escrito por Salomão; portanto, é muito provável que Agur fosse uma pessoa diferente.
P: Em Provérbios 30:2-3, por que Agur disse que não sabia nada?
R: Embora as Escrituras não digam isso diretamente, pode ter sido por uma combinação de algumas dessas razões.
1. Ele estava sendo irônico ao comparar a si mesmo — com a sabedoria que Deus lhe concedeu — com outros que afirmavam saber tudo.
2. Ele acreditava sinceramente que não era tão inteligente quanto as outras pessoas, ou pelo menos não tão inteligente quanto as outras pessoas pensavam que eram.
3. Quanto mais uma pessoa sábia sabe, mais ela percebe o quanto ainda não sabe. Ele demonstrava verdadeira humildade ao comparar sua inteligência e experiência humanas às de Deus.
4. Por fim, não importa se Agur sabe muito ou não, quando comparado ao fato de conhecer a fonte da sabedoria e de seu Senhor conhecê-lo.
Conclusão: 1. provavelmente não está correto, pois ele se sentia inteligente o suficiente para escrever isso, e não há ligação com nenhum versículo subsequente. Embora 2 possa ser um significado secundário, 3, talvez combinado com 4, aparentemente é o significado principal, já que Provérbios 30:4 mostra que ele está pensando em sua sabedoria em comparação com a de Deus.
P: Em Provérbios 30:4, qual é o significado de “o nome de seu filho”?
R: O versículo 4 contém cinco perguntas, mas apenas uma resposta: o SENHOR. As outras coisas foram de fato realizadas por Deus, e a última parte também é verdadeira. Este é um bom versículo para ser abordado com o povo judeu. O fato de Deus ter um Filho também é brevemente discutido no Salmo 2:7.
R: Trata-se do Filho de Deus. Mesmo no Antigo Testamento, Deus revelou o conceito de que Ele tem um Filho. Isso se refere a Jesus pelas seguintes razões:
1. Refere-se a Deus e ao Filho de Deus.
2. Há apenas um Filho aqui. O hebraico está no plural, e não diz “um de Seus Filhos”, mas “Seu Filho”.
3. Portanto, o versículo não se refere a todos os crentes como filhos de Deus.
4. Nem mesmo o autor do provérbio é o Filho de Deus nesse sentido.
P: Em Provérbios 30:5, o que significa que toda palavra de Deus é pura?
R: Toda palavra de Deus, em seu contexto pretendido, é verdadeira e útil para nós. Isso não significa que cada sílaba seja mágica, nem mesmo que cada frase seja verdadeira. Por exemplo, uma frase pode não ser verdadeira se for precedida pelas palavras “Satanás disse”. No entanto, o fato de a mentira ter sido proferida por Satanás está correto.
Se as palavras não fossem puras e verdadeiras, não seriam palavras de Deus. Além disso, embora os filhos de Deus não falem tudo com perfeição, devem se esforçar para fazê-lo e ter palavras puras também.
P: Em Provérbios 30:6, 1 Coríntios 4:6 e Deuteronômio 4:2, o que significa não ir além do que está escrito?
R: É perigoso, além de insensato, dizer “Deus disse assim” quando Deus não disse isso. É aceitável expressar sua própria opinião ou interpretação, desde que fique claro que não se trata da palavra de Deus. Os judeus tinham o costume de ficar de pé quando liam a palavra de Deus e de se sentar quando a expunham. Dessa forma, as pessoas podiam perceber onde a palavra de Deus terminava e a interpretação humana começava.
Quando alguém afirma ter descoberto o verdadeiro significado de alguma passagem, que ninguém em 2.000 anos jamais percebeu, você fica em dúvida. Quando até mesmo pessoas que sonhavam em grego do Novo Testamento e falavam essa língua desde a infância afirmam que o grego não significava isso, talvez você não precise mais se questionar. Como se dizia na DTS sobre novas interpretações das Escrituras: “Se é novo, não é verdade”.
Quando as pessoas acrescentam descaradamente à Palavra de Deus, ou afirmam sutilmente que sua interpretação humana é a verdade de Deus, as pessoas podem pensar que a Palavra de Deus falhou caso as palavras humanas sejam provadas erradas. Isso não significa “não acrescente falsidade ao que Deus escreveu”, mas simplesmente “não acrescente nada ao que Deus escreveu”. Embora os cristãos discordem sobre muitas teorias (e isso é aceitável), muitas divisões contrárias ao espírito cristão decorrem do fato de as pessoas afirmarem que algo é a Palavra de Deus, quando sua própria dedução lógica não está, de fato, expressa nas Escrituras de Deus. Por exemplo,
1. Quando as pessoas devem ser batizadas?
2. Cristo virá antes, durante ou depois da tribulação?
3. Como o pão e o vinho são o corpo e o sangue de Cristo?
4. Qual é, exatamente, o grau de liberdade que os seres humanos possuem?
5. Deus é atemporal, está dentro do tempo ou ambos?
Como alguns cristãos acreditam em cada uma das visões possíveis, é certo que alguns cristãos tenham visões corretas sobre essas questões. No entanto, se um cristão acredita que a Bíblia afirma sua visão sobre isso, ele ou ela está equiparando uma visão humana à palavra de Deus. Isso é errado, mesmo que a visão humana seja, de fato, correta.
P: Em Provérbios 30:7-9, por que o autor orou para não ser nem muito rico nem muito pobre?
R: É fácil perceber que ser tão pobre a ponto de sentir que precisa roubar não é algo bom. No entanto, o autor foi sábio o suficiente para perceber também que não conseguiria lidar com demasiada prosperidade. Qual é o seu limite de prosperidade a partir do qual ela prejudicaria sua saúde espiritual, ou você já o atingiu?
P: Em Provérbios 30:8-9, quais são as três maneiras pelas quais a prosperidade pode afastar algumas pessoas de Deus?
R: A prosperidade tem o potencial de afastar as pessoas de Deus de pelo menos três maneiras.
Em termos de tempo, as pessoas podem ficar tão ocupadas investindo seu dinheiro e desfrutando dele que não lhes resta tempo para pensar muito em Deus. Quando alguém percebe que a quantidade de tempo que dedica ao trabalho realmente afeta seu salário, pode ter a tendência de fazer horas extras, negligenciando a família.
Emocionalmente, as pessoas podem ficar excessivamente envolvidas nas preocupações deste mundo. Quando as pessoas estão satisfeitas, podem tornar-se orgulhosas, como adverte Oséias 13:6. Quando você deseja algo nesta terra mais do que qualquer outra coisa, você fica escravizado ao que tanto almeja
Intelectualmente, as pessoas em boa situação financeira pensam que são independentes e não são gratas a Deus. O termo “segurança financeira” é uma mentira; tudo pode desaparecer em um segundo.
P: Em Provérbios 30:11-14, por que todos esses versículos começam com “Há uma geração”?
R: Isso enfatiza que isso não se aplica a todos os indivíduos em todos os momentos. Esses quatro itens estão em uma lista sem ordem específica, e essa pode ser uma forma de expressar a unidade da lista.
Nem todos se enquadram em um desses quatro itens, mas certamente há algumas pessoas em cada um deles. O último item refere-se às pessoas que destroem os outros com suas palavras. Talvez o(a) senhor(a) nunca tenha se enquadrado em nenhuma dessas categorias, mas há pessoas por aí em cada uma delas, e o(a) senhor(a) precisa reconhecer que elas existem e compreender como pensam.
P: Em Provérbios 30:15-31, Amós 2:1-6 e Provérbios 6:16-19, por que se utilizam sequências numéricas, como “três… até quatro”?
R: Trata-se de um recurso literário hebraico, por vezes chamado de “escada numérica”. Essa é uma bela expressão que serve como auxílio à memorização e mostra que o número exato “3” ou “4” não é o ponto principal, mas sim o conteúdo dos pontos.
P: Em Provérbios 30:15, qual é a significância da sanguessuga?
R: Uma sanguessuga não faz nada além de sugar sangue. Assim como as sanguessugas em todo o mundo, ou os morcegos vampiros nas Américas, algumas pessoas apenas se aproveitam dos outros. Algumas pessoas são chamadas de “vampiros do tempo”. Tudo o que querem é ocupar todo o tempo que puderem de você para que você faça o trabalho delas.
P: Em Provérbios 30:18-19, como a águia, a serpente, o navio e o homem estão relacionados?
R: Em cada caso, o autor ficou impressionado com a habilidade com que eles realizavam o que faziam. Os três primeiros não deixam rastros de seu caminho. Da mesma forma, um homem pode engravidar uma moça e, em seguida, desaparecer completamente. Ou isso pode se referir simplesmente ao namoro de uma mulher por um homem. No versículo 20, a mulher adúltera não deixa nenhum vestígio de sua culpa.
P: Em Provérbios 30:21-23, o que esses elementos têm em comum?
R: Todos os três são tipos de pessoas com quem é difícil conviver. Devemos desejar ser uma bênção para os outros, e os outros, em geral, devem desejar estar ao nosso lado.
P: Em Provérbios 30:23, o que isso significa a respeito de uma serva que sucede sua senhora?
R: O povo judeu se lembraria de que, em Gênesis 16:1-4, Hagar desprezou sua senhora, Sara, depois que Sara permitiu que Abraão tomasse Hagar como concubina, de certa forma sucedendo-a na função de dar à luz.
P: Em Provérbios 30:24-28, o que esses versículos têm em comum?
R: Elas mostram que tamanho e força não estão relacionados à sabedoria, nem ao que você é capaz de fazer. Ao observar qualquer um desses animais, seria difícil acreditar que eles sejam capazes de fazer o que fazem. É importante ter fé em Deus para acreditar que, com a ajuda Dele, nós também podemos realizar feitos maravilhosos naquilo que Deus destinou para nós.
P: Em Provérbios 30:25-28, como as formigas, os damãs (conies), os gafanhotos e as aranhas estão relacionados?
R: Todos eles são fracos, mas, pelo menos em um aspecto, são fortes. Paulo disse em 2 Coríntios 12:10 que, apesar de suas fraquezas, espinhos e tentações, quando ele era fraco, então era forte.
P: Em Provérbios 30:29-31, como o leão, o galgo, o bode e o rei estão relacionados?
R: Todos são os primeiros em suas respectivas áreas. Um bode está bem adaptado para viver indefinidamente no deserto árido e selvagem. Devemos nos esforçar para ser os melhores em nossa área, seja ela qual for.
P: Em Provérbios 31:1, quem é o rei Lemuel?
R: Não sabemos quem foi um rei chamado Lemuel, nem se Lemuel era um sinônimo para outra pessoa. Lemuel significa “dedicado a Deus” ou “pertencente a Deus”.
P: Em Provérbios 31:3, de que forma a “intoxicação pela luxúria” esgota sua força, sua vida, seu tempo e seu coração?
R: Eles gastam tolamente seu dinheiro com prostitutas, arruínam sua saúde com doenças venéreas e desperdiçam seu tempo perseguindo fantasias. Mas, no mínimo, se você estiver obcecado com isso, poderá perder o foco na sua família, na sua carreira e em outras coisas nas quais deveria estar se concentrando. Todos nós temos um tempo limitado neste mundo; desperdiçar horas e horas em algo que não trará felicidade deve trazer grande alegria — aos demônios. Mas isso não deixa nenhuma felicidade duradoura para você. Por fim, sua família e as coisas de Deus podem perder importância em seus desejos quando você está perseguindo outra coisa. Veja até mesmo Salomão: com toda a sua sabedoria, ele foi desviado por suas esposas.
Tendo conhecido algumas pessoas que se divorciaram de seus cônjuges para correr atrás de outra pessoa por quem se apaixonaram, é claro que você pode observar a devastação que elas deixaram aos olhos de seus amigos, cônjuges, filhos e daqueles que as admiravam. Mas, além disso, também acho que vi uma tristeza e uma solidão em suas vidas, pois escolheram destruir algo bom de que sabem que nunca poderão voltar.
Houve um livro cristão intitulado “A Coisa Mais Importante do Mundo - e Outros Mitos sobre o Sexo”. Em vez de sempre “manter suas opções em aberto”, o objetivo de um homem solteiro que está procurando uma esposa é casar-se com ela e valorizá-la.
P: Em Provérbios 31:4-5, de que forma a embriaguez pelo vinho prejudica as pessoas e esgota sua força, sua vida, seu tempo e seu coração?
R: Ser alcoólatra pode fazer com que você perca seu emprego, sua família, sua casa e, basicamente, tudo o que você valoriza na vida. Mas mesmo que você não seja alcoólatra, a busca pelo álcool pode roubar-lhe a alegria de experiências sem álcool e dar um mau exemplo para seus filhos. Também pode alterar seu humor e suas escolhas. Alguém certa vez chamou o álcool de “suco das más decisões”.
O rei Elá de Israel foi facilmente assassinado por Zimri quando estava embriagado, conforme 1 Reis 16:9-10. Ben-Hadade, da Síria, estava embriagado enquanto comandava o exército sírio (1 Reis 20:16) e teve que fugir para salvar a vida.
P: Em Provérbios 31:4-5, qual é o resumo de tudo o que a Bíblia diz sobre um governo adequado?
R: Os governos antigos lidavam com questões que a maioria das nações não enfrenta hoje (reis, comunicações lentas, ausência de polícia, etc.). Os governos modernos enfrentam muitas questões novas, desconhecidas naquela época (economia global e livre comércio, leis de patentes, ações e títulos, etc.). No entanto, ao examinar as Escrituras, é possível identificar valores comuns e a intenção de Deus para um governo piedoso. Embora isso possa não ser tudo o que as Escrituras dizem, aqui estão 55 princípios que podemos extrair delas.
Atitude
O Senhor pode orientar o coração do rei como Lhe apraz (Provérbios 21:1) e os planos de Deus prevalecem (Provérbios19:21 ).
Saiba que uma coroa (ou cargo político) nunca é segura (Provérbios 27:24).
Aqueles que buscam o Senhor compreendem plenamente a justiça (Provérbios 28:5) e a justiça proporciona estabilidade (Provérbios 29:4).
O governo deve valorizar seu povo (Provérbios14:28 ).
Nem sempre é necessário um governante para que as coisas sejam feitas. Considere as formigas e os gafanhotos (Provérbios 6:6-8; 30:27).
Saiba que um governo é estabelecido por meio da justiça (Provérbios16:10 , 12).
Os líderes, assim como todas as outras pessoas, não devem ser orgulhosos (Provérbios 3:5-6; 11:2;13:10 ;21:24 ; 30:29-31).
Não se considere sábio aos seus próprios olhos (Provérbios 3:7;12:15 ; 26:12,16; 28:11).
As mulheres podem arruinar um governante (Provérbios 31:3), assim como o álcool (Provérbios 31:4).
Um governante não deve
Não seja um tirano (Provérbios 28:15-16) nem injusto (Provérbios17:10 ). Não prive as pessoas de seus direitos (Provérbios 31:5).
Não seja parcial nem aceite subornos (2 Crônicas 19:7; Salmo 15:5; Provérbios 15:27; 17:23; 28:16; 29:4; Isaías 1:23; 5:13; 1 Samuel 4:3-4; 5:13; 12:3; Êxodo 23:8; Eclesiastes 7:7; Deuteronômio 16:19; Amós 5:12). Não consuma bebidas alcoólicas enquanto estiver no exercício do poder (Provérbios 31:4-5).
Não elogie os ímpios, mas resista a eles (Provérbios17:12 ; 28:4).
Não dê ouvidos a mentiras (Provérbios 29:12). Os governantes devem valorizar as pessoas que falam a verdade (Provérbios 16:3; 17:7,13).
É válido ser cauteloso, mas não se deixe influenciar pelo medo dos outros (Provérbios 29:25).
Não roube; em vez disso, defenda os órfãos e as viúvas (Isaías1:23 ).
Não dê comida àqueles que se recusam a trabalhar (2 Tessalonicenses3:10 ; Provérbios16:26 ).
Não acumulem alimentos quando as pessoas precisarem deles (Provérbios11:26 ).
Não oprimam os pobres (Provérbios 28:3;22:16 ). Não permitam que as taxas de juros se tornem tão exorbitantes a ponto de serem injustas para com os pobres (Provérbios 28:8).
Um governante deve
Os governantes devem eliminar todo o mal que virem (Provérbios 20:8,26), afastar os ímpios de sua presença (Provérbios 25:4-5) e punir as testemunhas falsas (Provérbios 19:5).
O governo tem o dever de manter a ordem (Provérbios 28:2).
O governo tem o direito de empunhar a espada contra os malfeitores (Romanos 13:4) e contra agressores externos (Deuteronômio 20:1; Juízes 3, 4, etc.). É lícito treinar para a guerra (Salmos 144:1; 149:6-8).
Para travar uma guerra, conte com muitos conselheiros (Provérbios20:18 ; 24:6; ~12:15 ).
Líderes mulheres, como Débora, podem agradar a Deus (Juízes 4:4-10; 5:1). Elas também podem ser tiranas perversas, como Atalia (2 Reis 11:1; 2 Crônicas22:10 -12).
Os governantes sob a sua liderança devem ser justos e pessoas íntegras (Provérbios 29:2; Neemias 7:2).
Tenha pessoas competentes trabalhando para você (Provérbios22:29 ), e não conselheiros insensatos (1 Reis 12:6-14), e não tenha mensageiros e funcionários preguiçosos (Provérbios10:26 ).
Defenda aqueles que não podem se defender e proteja os direitos dos pobres e necessitados (Provérbios 30:8-9).
Proteja e cuide do seu povo (Êxodo 32:11,13; 2 Crônicas 1:10-12 vs. 1 Reis12:14 ). Um juiz deve zelar pela justiça para todos (Deuteronômio 24:17-18; Provérbios 29:14).
Idealmente, fazer com que as pessoas relutem em causar dano a ele ou ao seu povo (Provérbios19:12 ; 20:2).
Leis
A justiça (e as leis humanas) devem basear-se no padrão de Deus, não no do homem (Provérbios 29:26). Elabore leis sábias, não se limite a criar leis oportunistas ou descuidadas (Provérbios8:15 ).
Quem cometer uma injustiça, como roubar, deve restituir o que roubou, acrescentando de um quinto a o dobro do valor (Êxodo 22:7-9; Números 5:5-8).
Não permita que a punição exceda o crime, como a execução por arrancar um olho ou um dente. (Deuteronômio 19:21; Levítico 24:20; Êxodo 21:22-24)
As leis devem distinguir entre erros intencionais e não intencionais (Números 35:18-28; Êxodo21:12 -14).
Não se deve punir os pais pelos pecados dos filhos, nem vice-versa (Deuteronômio 24:16; Ezequiel 18:13-14; 17-20).
É aceitável ter leis que prevejam a pena de morte para homicídios (Romanos 14).
É aceitável ter leis que exijam o pagamento de impostos (Mateus17:24 -27).
É aceitável possuir bens pessoais (Lucas 15:8; 2 Timóteo4:12 ), mesmo grande riqueza (1 Timóteo6:17 -18) e herdar de nossos pais (Provérbios13:22 ; 17:2;19:14 ; Salmos17:14 ; Eclesiastes2:21 ; Lucas15:12 , 31; Números 32:7).
As mulheres podem herdar da mesma forma que os homens (Números 32:2,8).
Os tribunais
Não testemunhe contra alguém sem motivo (Provérbios 24:28).
Se uma testemunha mal-intencionada mentir para tentar prejudicar uma pessoa inocente, faça à testemunha o que ela pretendia que fosse feito ao réu (Deuteronômio19:16 -19; Provérbios 19:5).
Não utilize os tribunais para tirar proveito daqueles que têm menos recursos financeiros (Provérbios22:22 -23).
Não chame de inocente quem é culpado, nem de culpado quem é inocente (Provérbios 24:23-25;17:15 ; Deuteronômio 25:1).
Seja rápido em levar os casos ao tribunal (Provérbios 25:7-8). É melhor sofrer injustiça do que pecar ao processar outros crentes (1 Coríntios 6:1-8).
Julgue os pobres e os estrangeiros com justiça (Provérbios 29:14; Deuteronômio 24:17-18).
Não zombe da justiça (Provérbios19:28 ), não despreze os juízes (Deuteronômio17:12 ).
Trabalhar como advogado é aceitável (Tito3:13 ). Não preste falso testemunho (Êxodo20:16 ; Deuteronômio5:20 ).
Não traia a confiança de um amigo (Provérbios 25:9-10).
Deveres do cidadão
Devemos orar pelos líderes do governo (1 Timóteo 2:1-2).
Devemos honrar os líderes do governo (Romanos 13:7; 1 Pedro2:17 ). Não devemos falar mal do governante do nosso povo (Atos 23:2-5; Êxodo22:28 ).
É lícito servir em um governo secular, como fizeram José, Neemias, Daniel e Obadias (Gênesis 41:41-44; Neemias1:11 ; Daniel 6:4; 1 Reis 18:3-4,14).
Devemos nos submeter ao governo (Romanos 13:1-5; 1 Pedro2:13 -16) e desobedecer apenas quando ele contradizer o que Deus ensinou em Sua Palavra. (Atos 4:19-20; Daniel 3:8-18). Mesmo ao desobedecer a um rei maligno, deve-se ainda assim honrar o rei (Daniel 6:4-21).
Esconder-se das autoridades governamentais más é aceitável (Provérbios 27:12; Amós 5:13; 1 Reis 17:2-10; 18:4,9-14; 1 Samuel 19:11-12).
Não se rebele contra o governo (Provérbios17:11 ; 28:2; Isaías1:23 ; Jeremias 42:10-11) sem motivo válido (2 Reis 9; 1 Reis11:29 -40).
Pague seus impostos; é correto que o governo os cobre (Mateus22:17 ; Romanos 13:7).
Não se exalte diante de um governante (Provérbios 25:6,27).
Não seja glutão nem ganancioso diante de um governante (Provérbios 23:1-3).
P: Em Provérbios 31:4-5, é permitido que os crentes bebam vinho, ou não?
R: O rei não deve embriagar-se, mas, além disso, ele não deve consumir álcool de forma alguma “no exercício de suas funções”, quando seu julgamento é importante e o consumo de álcool possa afetar seu discernimento. Seria muito triste comparecer perante um juiz cujo grau de misericórdia ou severidade dependesse da quantidade de bebidas que ele tivesse consumido.
R: Não. Diz apenas que a anestesia e os analgésicos são aceitáveis. Não há aqui nenhuma menção a matar alguém. Consulte a discussão sobre Eclesiastes 3:2 e o livro “Now That’s A Good Question”, pp. 456-458, para obter informações sobre eutanásia.
P: Em Provérbios 31:6-7, o que significa que os indigentes e deprimidos “bebem para esquecer”?
R: Isso significa que a embriaguez, ou estar sob o efeito de medicamentos em doses elevadas, é algo próprio daqueles que estão prestes a morrer, ou que são perdedores e desejam esquecer sua miséria. Não se trata de uma recomendação para que as pessoas bebam a fim de esquecer. Pelo contrário, afirma-se que, embora outros possam fazê-lo, não cabe aos reis agir dessa forma.
P: O trecho de Provérbios 31:6-7, que trata do álcool para os moribundos e aqueles em sofrimento, é um conselho diabólico na Palavra de Deus, como afirma o muçulmano Ahmad Deedat?
R: Não, por três razões.
1) Isso se aplica apenas àqueles que estão em grande sofrimento e à beira da morte. É claro que, hoje em dia, existem a morfina e outros opióides, incluindo a droga perversa que é a heroína. O álcool parece bastante inofensivo em comparação.
2) O álcool não é proibido na Bíblia. Ele está chamando de “diabólico” o que Deus permitiu.
3) No Islã, Maomé permitiu o álcool até depois da batalha de Uhud. (Bukhari, vol. 6, livro 60, n.º 142, p. 112) Shamaa-il Tirmidhi, cap. 45, comentário após o n.º 5 (309), p. 332, também afirma que, em certa época, as substâncias intoxicantes eram lícitas. Será que Deedat diria que Maomé foi “diabólico” por permitir o álcool até essa época? Acho que não. Mas se Deedat não diria que foi diabólico Maomé ter permitido isso (por um tempo), então é inconsistente da parte dele afirmar que foi diabólico a Bíblia ter permitido isso.
P: Em Provérbios 31:8-9, como os crentes devem defender os oprimidos?
R: Devemos defendê-los contra julgamentos judiciais injustos, opressão econômica e outros tipos de opressão.
P: Em Provérbios 31:8-9 e Provérbios 26:17, como os crentes devem equilibrar o fato de defender os oprimidos com o de não se intrometer em disputas que não lhes dizem respeito?
R: A diferença é a seguinte: quando os oprimidos não estão envolvidos em uma disputa ou, caso estejam, o outro lado é um agressor injusto, e eles pedem ajuda.
P: Em Provérbios 31:10-31, o que há de incomum nesses versículos?
R: Este capítulo começa de maneira informal, como “ouça sua mãe”, mas essa seção foi planejada para ser altamente estruturada. Provérbios 31:10-31 é um acróstico: cada um dos 22 versículos corresponde a uma letra sucessiva do alfabeto hebraico. Isso foi bem pensado e não foi apenas dito a Lemuel, mas ensinado a ele para que não esquecesse nada disso.
P: Em Provérbios 31:10-31, se alguém dissesse que as mulheres devem ser passivas, como o senhor responderia a isso com base nesta passagem?
R: Certamente não a mulher desta passagem bíblica.
Ela trabalha com as próprias mãos (Provérbios 31:13, 22) e colhe os frutos disso em Provérbios 31:24, 31.
Ela faz compras de alimentos (Provérbios 31:14) e cozinha (Provérbios 31:15).
Ela supervisiona outras pessoas (Provérbios 31:15).
Ela mesma decide comprar um imóvel (Provérbios 31:16).
Ela planta uma vinha (Provérbios 31:16). (Observe que uma família não possui uma vinha inteira apenas para consumo próprio. Uma vinha era uma fonte de lucro.)
Ela é fisicamente forte (Provérbios 31:17).
Ela também negocia, não apenas por necessidade, mas para obter lucro (Provérbios 31:18).
Ela própria faz doações aos pobres. (Para isso, ela precisava ter controle sobre o dinheiro.) (Provérbios 31:20)
Ela administra a casa. (Provérbios 31:21)
Ela é sábia e ensina sabedoria. (Provérbios 31:26)
P: Em Provérbios 31:15, por que as mulheres virtuosas devem levantar-se antes do amanhecer?
R: Se fosse necessário levantar-se antes do amanhecer todos os dias para ser uma mulher virtuosa, muitas mulheres estariam em apuros!
Falando sério, isso mostra que ela não era preguiçosa nem tinha o hábito de dormir até tarde. Naquela época e cultura, as pessoas geralmente se levantavam por volta do amanhecer e iam dormir logo após o anoitecer, já que não havia iluminação elétrica.
P: Em Provérbios 31:10-31, o que há de incomum nesses versículos?
R: Isso começa como “ouça sua mãe”, mas foi planejado para ser altamente estruturado. Provérbios 31:10-31 é um acróstico: cada um dos 22 versículos corresponde a uma letra sucessiva do alfabeto hebraico. Isso foi bem pensado e não foi apenas dito a Lemuel, mas ensinado a ele para que não esquecesse nada disso.
P: Em Provérbios 31:10, por que uma esposa nobre vale tanto?
R: De que adiantam quaisquer outras riquezas, se sua esposa gasta todo o seu dinheiro? Conheço dois casos em que a esposa, um dia, simplesmente foi embora e desapareceu, esvaziando todas as contas bancárias antes. Em um deles, eu era conhecido da mulher, e ela aparentemente não sentia a menor culpa por ter feito isso. Em primeiro lugar, o senhor pode confiar que seu cônjuge não lhe fará mal? Em segundo lugar, o senhor pode confiar que seu cônjuge sempre desejará e fará o bem para o senhor, e não o mal? Ouvi falar e li sobre dois casos em que o marido contratou um assassino de aluguel para matar a esposa. Será que realmente importa tanto o quanto seu cônjuge é rico, bonito, bonito, charmoso ou carinhoso, se você não tem certeza de que poderá confiar nele? A beleza interior é mais importante do que a beleza exterior.
P: Em Provérbios 31:16, a mulher da família deve se envolver em investimentos?
R: Provérbios 31:16 mostra que isso é aceitável. Embora o marido também possa se envolver, observe que, neste versículo, é a própria esposa que avalia as opções, toma a decisão e realiza a compra com seus lucros.
P: Em Provérbios 31:17-19, quais aspectos positivos de uma esposa nobre são, por vezes, ignorados hoje na cultura ocidental?
R: A esposa virtuosa tem prazer em trabalhar arduamente e em se empenhar pela família. Às vezes, a cultura ocidental associa a feminilidade à fraqueza e à dependência, mas isso não é bíblico. A esposa virtuosa tinha força nos braços e era uma trabalhadora diligente. Talvez Paulo tivesse isso em mente em Tito 2:5, quando mencionou que as esposas devem ser trabalhadoras no lar, assim como administrar suas famílias em 1 Timóteo 5:14.
Observe o que isso diz — e o que não diz — sobre a aparência física de uma esposa virtuosa. Diz que seus braços são fortes, mas, além disso, ela é alta ou baixa, de pele clara ou morena, tem cabelos cacheados ou lisos? Essa passagem não diz. A razão é que essas características não importam.
P: Em Provérbios 31:19, como se fiava o tecido naquela época?
R: A fiação era uma grande indústria, especialmente no Egito. As rodas de fiar foram utilizadas pela primeira vez na Índia entre 500 e 1.000 d.C., na China e no Oriente Médio por volta de 1.100 d.C. e na Europa no século XIII. Antes da roda de fiar, os fiadores seguravam o linho, a lã ou o cânhamo em uma mão e faziam um círculo com a outra para enrolá-los, formando um fio que era enrolado em um fuso, segurado na outra mão.
P: Em Provérbios 31:20, por que a esposa estende a mão aos pobres por conta própria, em vez de dar dinheiro ao marido para que ele cuide disso?
R: O versículo diz literalmente: “ela abre a palma da mão para o pobre”. A esposa não precisa passar pelo marido. O marido saberia o que ela estava fazendo, mas, mesmo ignorando o fato de que ela também era a provedora da família, ela tinha um papel na decisão de como as finanças familiares seriam gastas.
P: Em Provérbios 31:21, o que significa aqui a menção ao escarlate?
R: Primeiro, o que não é a resposta e, em seguida, a resposta.
Não é a resposta: o tecido escarlate não é especial; trata-se apenas de um tecido comum cujos fios foram tingidos de cor escarlate. O corante escarlate não possui propriedades isolantes especiais.
Provavelmente não é a resposta: Visto que o escarlate, “sanim” em hebraico, não proporciona calor, a Septuaginta grega e, posteriormente, a Vulgata latina traduzem isso como se fosse “senayim” em hebraico, ou seja, mantos duplos.
A resposta: O único e exclusivo propósito do escarlate era ornamental, para que as roupas ficassem bonitas, e isso está correto. Se eles tinham condições de comprar roupas que pudessem ser tingidas de escarlate, isso implicaria que não lhes faltavam roupas suficientes para se manterem aquecidos quando nevava. Curiosamente, a palavra hebraica está no plural, de modo que, literalmente, diz: “eles estão vestidos de escarlates (ou seja, roupas escarlates)”.
P: Em Provérbios 31:23, qual é o significado de o marido sentar-se em posição de honra nos portões da cidade?
R: Os anciãos respeitados da cidade sentavam-se nos portões da cidade. Ao sentar-se ali, o marido não precisava se preocupar com a esposa em casa. Embora a esposa pudesse ser mais respeitada por ser casada com um homem tão honrado e por mantê-lo no caminho da honra, esse NÃO é o foco deste versículo. Em vez disso, ele é mais respeitado e demonstra bom senso porque foi sábio o suficiente — e teve a sorte suficiente — para se casar com ela.
P: Em Provérbios 31:25 e seguintes, o que significa que ela se alegra com o futuro?
R: Há três aspectos a serem considerados aqui.
Em primeiro lugar, isso significa que ela pensa no futuro e não tem medo dele.
Mas, mais do que isso, significa que ela encara o futuro com otimismo. Com suas economias e recursos, ela não se preocupa com ela própria nem com sua família.
Por fim, ela não encara seus deveres e responsabilidades como tarefas pesadas, mas se alegra em cumpri-los.
P: Em Provérbios 31:27 e seguintes, o que é o “pão da ociosidade”?
R: Trata-se de uma metáfora para hábitos que desperdiçam tempo e que homens e mulheres podem adquirir se não tomarem cuidado.
P: Em Provérbios 31:28-29, como e com que frequência devemos abençoar verbalmente nosso cônjuge, nossos pais e nossos filhos?
R: Você pode dizer explicitamente a eles o quanto os valoriza e aprecia o que fazem, tanto em particular quanto em público. Mas também pode mostrar implicitamente o quanto aprecia a presença deles em sua vida, tratando-os com honra e respeito e perdoando-os prontamente quando cometem um erro. Nunca perca a paciência com eles nem os agreda.
P: Em Provérbios 31:29, o que há de incomum nessa palavra hebraica para “bem” ou “coisas nobres”?
R: Isso é difícil de traduzir. A palavra hebraica ‘eset-hayil’ é semelhante a ‘gibbor hehayil’ em Juízes 6:12, que se refere a um guerreiro poderoso. Ela poderia ser traduzida, de certa forma, como “corajosa”, “viril”, “heróica”, “valente”, “habilidosa” ou “boa”, exceto que não há qualquer indício de que seja masculina. Pense em uma campeã esportiva medalhista de ouro. Talvez “heroína” ou “campeã” sejam as palavras mais próximas. Ela não é meramente nobre ou se sai bem; ao contrário, ela é uma heroína e uma campeã.
P: Em Provérbios 31:30-31, por que não elogiamos nossos cônjuges como deveríamos?
R: Uma resposta triste é que não o fazemos porque, muitas vezes, os consideramos algo garantido. O senhor tem certeza de que sua esposa estará viva ao seu lado amanhã? - O senhor não tem. Portanto, se o senhor é homem, por que não aproveita esta oportunidade ainda hoje, e todos os dias, para elogiá-la e dizer-lhe o quanto ela é especial para o senhor? O senhor agradece a ela pelo que ela faz por si, mesmo que ela já tenha feito isso mil vezes antes? Valorize-a, pois, neste breve tempo que temos na Terra, Deus escolheu abençoá-lo com um presente muito especial e único vindo Dele: ela. (Provérbios 18:22; 19:14 e seguintes). Por fim, diz-se que não basta honrá-la em particular, mas que ela será honrada nos portões da cidade. Em outras palavras, deixe o mundo saber publicamente como ela é uma mulher maravilhosa. Sua honra não se resume apenas ao fato de ser casada com o marido, mas é uma honra que lhe pertence por si só.
Como diz o Comentário Bíblico de Tony Evans, p. 613: “Mas oferecer louvor é como regar uma flor, permitindo assim que seus botões se abram. Portanto, elogie as mulheres piedosas em sua vida e veja-as desabrochar. É assim que Deus planejou que a vida fosse vivida; portanto, sejamos sábios e vivamos de acordo com isso.”
P: Em Provérbios, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?
R: Manuscritos do Mar Morto: (c. 1 a.C.) duas cópias distintas.
4Q102: 39 palavras ou trechos de palavras de Provérbios1:27 -2:1 (cerca de 30-1 a.C., pois escrito em “escrita herodiana primitiva”)
4Q103: 125 palavras de Provérbios9:16 (ou possivelmente 9:4); 13:6-9; 14:6-13;14:27 -28)?);14:31 -15:8;15:19 -31. (c. 50 d.C.), pois escrito em “escrita herodiana tardia”
De modo geral, os seguintes versículos de Provérbios estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto: 1:27-33; 2:1; 7:9-11?; 13:6-9; 14:5-10, 12-13, 31-35; 15:1-8, 19-31.
Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 350 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo Provérbios.
O Vaticanus (325-350 d.C.) preservou todo o livro de Provérbios.
O Sinaítico (340-350 d.C.) preservou todo o livro de Provérbios. Ele começa na página seguinte ao término do livro de Salmos. Termina na página anterior ao início do livro de Eclesiastes.
O Alexandrinus (c. 450 d.C.) preservou todo o livro de Provérbios.
P: Quais escritores antigos se referiram ao livro de Provérbios?
R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos de Provérbios são:
Filo de Alexandria (15/20 a.C.-50 d.C.) faz referência ao livro de Provérbios em alguns trechos. Especificamente, trata-se de Provérbios 3:4;3:11 ; 4:3.
Clemente de Roma (96-98 d.C.)
Inácio de Antioquia (c. 100-117 d.C.)
Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) citou vários versículos de Provérbios, mas também citou todo o trecho de Provérbios 8:21-36
Atenágoras (177 d.C.)
Melito/Meleto de Sardes (170-177/180 d.C.) enumera todos os livros do Antigo Testamento e inclui todos os livros que possuímos, exceto Neemias e Ester. Fragmento 4 do Livro dos Trechos, p. 759.
Teófilo de Antioquia (168-181/188 d.C.)
Irineu de Lyon (182-188 d.C.)
Clemente de Alexandria (193-217/220 d.C.)
Os Cinco Livros de Tertuliano contra Marcião (207/208 d.C.)
Hipólito (222-235/6 d.C.) menciona nominalmente Provérbios, Sabedoria, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos no Fragmento do Comentário sobre o Cântico dos Cânticos, p. 176
Teodoto, provavelmente montanista (c. 240 d.C.), cita metade de Provérbios 13:24 (sobre disciplinar o filho) em “Trechos de Teodoto”, cap. 9, p. 44
Commodiano (c. 240 d.C.) faz alusão a Provérbios 23:11 e 15:1 em “As Instruções de Commodiano”, cap. 72, p. 217.
Orígenes (225-254 d.C.)
Cipriano de Cartago (248-258 d.C.) cita “Provérbios” no Tratado 12, terceiro livro, versículos 8, 16, 102, 103, 105, 107 e 108, entre outros trechos.
Firmiliano de Cesareia a Cipriano (256 d.C.)
Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.) cita metade de Provérbios 10:7 no Fragmento Exegético 2, p. 113
Sétimo Concílio de Cartago (258 d.C.)
Dionísio de Roma (259-269 d.C.) cita Provérbios 8:22 e seguintes (5 das 9 palavras citadas da Septuaginta) como sendo de Salomão. Contra os Sabelianos, cap. 2, p. 365
Adamantio (c. 300 d.C.) cita todo o texto de Provérbios 3:27 na Septuaginta como “no Antigo Testamento”. Diálogo sobre a Verdadeira Fé, segunda parte, 15b, p. 94.
Pedro de Alexandria (306, 285-310/311 d.C.) apresenta duas citações de Provérbios. Ele cita parte de Provérbios 24:16 na “Epístola Canônica”, cânon 8, p. 272. Ele cita parte de Provérbios 13:8 na “Epístola Canônica”, cânon 12, p. 277.
Metódio (270-311/312 d.C.) menciona o que Deus ordenou em Levítico e afirma: “devemos considerar a própria verdade nua e crua, pois Ele diz”, e cita Provérbios 1:5-6. “O Banquete das Dez Virgens”, discurso 9, cap. 1, p. 344-345.
Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) cita todo o texto de Provérbios 8:22-31 (Septuaginta). “Instituições Divinas”, livro 4, cap. 6, p. 105
Alexandre de Alexandria (313-326 d.C.)
Após Nicéia (325 d.C.)
Eusébio de Cesareia (318-339/340 d.C.)
Afrahat, o Sírio (337-345 d.C.)
Hegemônio (c. 351 d.C.) na obra “Disputa de Arquelau com Manes” (262-278 d.C.)
O ariano Cândido, em uma carta a Marius (359-362 d.C.)
Hilário de Poitiers (355-367/368 d.C.)
Atanásio de Alexandria (325-373 d.C.)
Efraim o Sírio (350-378 d.C.)
Basílio da Capadócia (357-378/379 d.C.)
O ariano Eunômio de Cízico (360-c. 383 d.C.)
Cirilo de Jerusalém (c. 349-385 d.C.)
Gregório de Nanziano (330-391 d.C.) menciona o livro de Provérbios em seu poema sobre as Escrituras. O poema de Gregório encontra-se (em grego) no volume 37 da Patrologia Graeca de Migne, colunas 471-474 (Carmina Dogmatica, Livro 1, seção 1, Carmen XII). Consulte http://www.bible-researcher.com/gregory.html para obter mais informações.
Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) faz alusão a Provérbios 18:19 como sendo de Salomão. Carta 3, cap. 20.2, p. 62
Gregório de Nissa (c. 356-397 d.C.)
Ambrósio de Milão (370-390 d.C.)
Rufino (374-406 d.C.) faz alusão a Provérbios 2:5 como “segundo as palavras de Salomão” na tradução de Rufino do livro 2, cap. 2.9, p. 245, da obra *De Principiis*, de Orígenes
Jerônimo (373-420 d.C.)
Concílio de Cartago (393-419 d.C.)
Agostinho de Hipona (338-430 d.C.) refere-se a Provérbios como Escritura em seu Comentário sobre os Salmos, p. 412
Epifânio de Salamina (360-403 d.C.)
João Crisóstomo (-407 d.C.) faz alusão a Provérbios 25:21,22, de Salomão, na obra “Aos que não compareceram à assembleia”, cap. 6, p. 230
João Cassiano (419-430 d.C.)
Vicente de Lerins (c. 434 d.C.)
Teodoreto de Ciro (323-458 d.C.)
Próspero da Aquitânia (426-465 d.C.)
Entre os hereges
Megétio (c. 300 d.C.) cita a Septuaginta de Provérbios 21:1 I Diálogo sobre a Verdadeira Fé, Primeira Parte, 21, p. 63
P: Em Provérbios, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?
R: A Septuaginta é bastante fiel nos capítulos 1 a 9, mas há grandes diferenças nos capítulos 10 a 31. Provérbios 39:1-14 vem após Provérbios 24:22. Provérbios 30:15-33; 31:1-9 vêm após o capítulo 24. Aqui estão algumas das diferenças de tradução, principalmente de Provérbios 18.
Provérbios1:16 : “pois seus pés correm para praticar o mal e são rápidos para derramar sangue” (Septuaginta Masorética e Alexandrina) vs. ausente (outras versões da Septuaginta)
Provérbios1:17 : “Pois em vão a rede é estendida à vista de todas as aves” vs. “pois as redes não são estendidas sem motivo para as aves” (Septuaginta) vs. “Não é injustamente que as redes são estendidas para as aves.” (Epístola de Barnabé, cap. 5, p. 139)
Provérbios1:31 “apostasia” vs. “corda” em 4Q102 (semelhante no hebraico)
Provérbios3:27 : “de seus possuidores” vs. “dos pobres” (Septuaginta). Isso está ausente na Peshitta e nos Targums.
Provérbios 4:5 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios 5:15 “cisterna” (texto massorético) versus “vaso” (Septuaginta)
Provérbios 8:29, 32, 33: Presente no texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios7:22 : “tolo” (hebraico) versus “veado” (siríaco e Septuaginta) (nota de rodapé da NIV, The Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento, p. 920)
Provérbios 11:3 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios 11: partes dos versículos 10 e 11 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios 12:12 “o ímpio deseja a rede dos homens maus” (TM), “os desejos do ímpio são maus” (Septuaginta), “o ímpio deseja praticar o mal” (siríaco), “o desejo do ímpio é uma defesa do pior” (latim) (extraído de The Expositor’s Bible Commentary, vol. 5, p. 970)
Provérbios 13:6 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios14:32 : “nesta morte (em hebraico: bemoto)” versus “em sua integridade (Septuaginta; em hebraico seria: betummo)”
Provérbios15:19 : O Manuscrito do Mar Morto 4Q109 trocou acidentalmente duas letras
Provérbios15:28 : “meditar” versus ausência no 4Q109
Provérbios 16:1-3 ausente na Septuaginta e substituído por outro texto.
Provérbios 16:5 [ausente] vs. “O início de um bom caminho é praticar a justiça, e isso é mais aceitável aos olhos de Deus do que oferecer sacrifícios; quem busca o Senhor encontrará conhecimento com retidão, e aqueles que o buscam com sinceridade encontrarão paz.”
Provérbios 16:26 “fome” (textual masorético) vs. “ruína” (Septuaginta) vs. “sofrimento” (siríaco)
Provérbios 17:1m A Septuaginta acrescenta no meio: “Os caminhos da vida se desviam do mal, e os caminhos da justiça são a longevidade; quem recebe instrução prosperará, e quem dá ouvidos às repreensões se tornará sábio; quem guarda os seus caminhos preserva a alma, e quem ama a sua vida refreará a sua boca.”
Provérbios16:33 . Presente no texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta
Provérbios 17:6 [ausente] Texto Massorético vs. no final: “Aos fiéis pertence toda a riqueza, mas aos infiéis nem mesmo um óbolo.” (Septuaginta)
Provérbios 18:1 “Quem se separa busca o próprio desejo; ele se rebela contra toda a sabedoria sensata.” vs. “Um homem que deseja se separar dos amigos busca desculpas; mas, em todos os momentos, estará sujeito à reprovação.”
Provérbios 18:2 “apenas ao revelar seu coração.” vs. “guiado pela insensatez.”
Provérbios 18:3 “Vem a desonra, vem também o escárnio; e com a vergonha vem a reprovação.” vs. “Mergulha nas profundezas do mal, despreza-o; mas a desonra e a reprovação recaem sobre ele.”
Provérbios 18:4 “palavras… águas” vs. “palavra… água”
Provérbios 18:4 “a fonte da sabedoria é como um riacho que corre” vs. “o rio e a fonte da vida jorram”
Provérbios 18:5 “levantar o rosto” vs. “aceitar a pessoa”
Provérbios 18:5 “justo” vs. “justiça”
Provérbios 18:6 “merece golpes [de surra]” vs. “merece a morte”.
Provérbios 18:8 “As palavras do difamador são como feridas; sim, penetram até as câmaras mais íntimas do ventre.” vs. “O medo abate o preguiçoso; e as almas dos efeminados passarão fome.”
Provérbios 18:9 “irmão de um grande destruidor” vs. “irmão daquele que se arruína a si mesmo”
Provérbios18:10 : “torre de força” versus “de grande força”
Provérbios18:11 : “e como um muro alto em sua imaginação” vs. “e sua glória lança uma sombra ampla.”
Provérbios18:12 : “A humildade precede a honra” vs. “Antes da honra, [o coração do homem] é humilde”
Provérbios18:14 “O espírito do homem alimenta a sua doença” versus “Um servo sábio acalma a ira do homem”
Provérbios18:14 “espírito ferido” vs. “homem de coração fraco”
Provérbios18:15 : “adquire conhecimento” versus “adquire discrição”
Provérbios18:16 “O suborno abre caminho” vs. “A dádiva amplia”
Provérbios18:17 “Aquele que é o primeiro em sua causa parece justo; mas seu vizinho vem e o examina.” vs. “O homem justo se acusa a si mesmo no início de seu discurso, mas, quando passa ao ataque, o adversário é repreendido.”
Provérbios18:18 “A sorte faz cessar as contendas” vs. “Um homem silencioso acalma as contendas”
Provérbios18:19 “Um irmão ofendido” vs. “Um irmão ajudado por um irmão”
Provérbios18:19 “suas contendas são como as grades de um castelo” vs. “e [o irmão] é tão forte quanto um palácio bem alicerçado”
Provérbios18:20 “o estômago será saciado” vs. “enche o estômago”
Provérbios18:21 “Morte e vida” vs. “Vida e morte”
Provérbios18:21 “ame-a” vs. “governe-a”
Provérbios18:22 “encontra” vs. “encontrou”
Provérbios18:22 : “Jeová” versus “Deus. Aquele que / Quem quer que repudie uma boa esposa, repudia algo bom, e aquele que / quem quer que mantenha uma adúltera é tolo e ímpio.” (Septuaginta)
Provérbios 18:23,24 estão ausentes na Septuaginta grega.
Provérbios 19:1,2 estão ausentes na Septuaginta grega.
Provérbios 19:4 “vizinho” versus “amigo que ele tem”
Provérbios 19:13b “gotejamento constante” vs. “gotejamento constante. Os votos pagos com o salário de uma prostituta não são puros.” (Septuaginta)
Provérbios 19:27 “Deixe de ouvir a instrução, meu filho, e você se desviará das palavras do conhecimento.” vs. “Um filho que deixa de prestar atenção à disciplina provavelmente se desviará das palavras do conhecimento.” (Septuaginta)
Provérbios 21:4 “arado do ímpio” (Masorético) vs. “lâmpada do ímpio” (Septuaginta) (diferença de uma consoante)
Provérbios 21:6 “os que buscam a morte / aqueles que buscam a morte” (a maioria dos textos massoréticos, Símaco, siríaco, targumim, veneziano) vs. “uma armadilha mortal” (alguns manuscritos hebraicos, Septuaginta, Jerônimo, Vulgata). Consulte o Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 6, p. 66, e o Comentário do Conhecimento Bíblico: Antigo Testamento, p. 950.
Provérbios 21:16,17 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não em outras versões da Septuaginta.
Provérbios 22:8 “a vara da sua ira” (textos massoréticos) vs. “o castigo de seus atos” (Septuaginta)
Provérbios 22:11 “Aquele que ama um coração puro e cuja fala é gentil terá o rei como amigo.” (Masorético) vs. “O Senhor ama os puros de coração; todos os que são irrepreensíveis em seus caminhos são aceitáveis a ele.” (Septuaginta)
Provérbios 22:13 “leão nas ruas” (Masorético) vs. “assassinos nas ruas” (Septuaginta)
Provérbios 24:7a “A sabedoria é elevada demais para o tolo” (Masorética) vs. “A sabedoria e o bom entendimento estão nas portas dos sábios;” (Septuaginta) vs. “o tolo resmunga contra a sabedoria” (Targums)
Provérbios 25:20 “Como quem tira a roupa no frio, e como vinagre sobre soda é aquele que canta canções para um coração abatido” (Masorético) vs. “assim como o vinagre é prejudicial para uma ferida, assim a aflição que se abate sobre o corpo aflige o coração. Como a traça na roupa e o verme na madeira, assim a dor do homem fere o coração.” (Septuaginta)
Bibliografia para esta questão: a tradução hebraica é da obra *Literal Translation*, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton de *The Septuagint: Greek and English*. Também foram utilizados o *Expositor’s Bible Commentary* e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV, NKJV e NRSV.