< Pergunta bíblica sobre os Salmos

P: Qual é o principal valor do livro dos Salmos na Bíblia?

R: Essa é uma pergunta difícil, pois há muitas coisas importantes nos Salmos. O senhor pode se beneficiar do estudo dos Salmos em vários níveis.

Doutrina: Os Salmos abordam amplamente o que devemos acreditar.

Prática: Tanto por meio de ensinamentos diretos quanto de exemplos, o livro de Salmos nos mostra o que devemos e o que não devemos fazer, seja em relação à pureza moral, à disciplina de orar a Deus ou à maneira de orar a Deus.

Profecias relacionadas ao Messias.

Mas, por mais importantes que essas coisas sejam, não creio que sejam o ponto mais importante. Esses assuntos poderiam ter sido abordados de maneira mais direta e simples, como em Deuteronômio ou em Romanos. O Livro dos Salmos, mais do que qualquer outro livro do Antigo Testamento, se concentra na preciosa verdade do nosso relacionamento com Deus. Aprendemos doutrina, prática, profecias e outras coisas no contexto de Davi e outros louvando, confessando, clamando e, em geral, orando a Deus. Vemos como Davi se sente, bem como pensa, e vemos como Deus responde. Os livros de Salmos e 1 e 2 Samuel são equilíbrios perfeitos; cada um contribuindo para a compreensão do outro.

Sim, a Palavra de Deus é verdadeira, sábia e deve ser obedecida, mas perdemos uma dimensão significativa de nossa vida espiritual se esquecermos que o caminho de Deus é tão belo, pois Ele cuida de Seu povo.

P: Qual é o esboço deste livro?

R: O livro de Salmos está expressamente dividido em cinco “livros”. Dentro de cada livro, os salmos individuais não têm necessariamente uma relação temática com os salmos anteriores ou posteriores. Aqui está um esboço geral.

Livro 1: Salmos 1-41. Os títulos indicam que Davi escreveu todos esses salmos, exceto os salmos 1, 2, 10, 30 e 33, que são anônimos, mas provavelmente são de autoria de Davi.

Livro 2: Salmos 42-72. Trata-se principalmente de salmos dos filhos de Corá, seguidos pelos de Asafe e, em seguida, pelos de Davi. O Salmo 72 é de Salomão.

Livro 3: Salmos 73-89. Os Salmos 73-83 são de Asafe. Os Salmos 84-88 são dos filhos de Corá, e o Salmo 89 é de Etã, o ezraíta.

Livro 4: Salmos 90-106. Os salmos 102 e 103 são de Davi, e os demais são anônimos.

Livro 5: Salmos 107-150. Os salmos 108-110, 122, 131, 133, 138, 140-145 são de Davi. Os Salmos 120-134 são chamados de “Salmos das Subidas” e eram recitados durante as viagens até Jerusalém ou pelos sacerdotes enquanto caminhavam no desempenho de suas funções.

P: Nos Salmos, quem escreveu os salmos?

R: Não sabemos quem escreveu muitos deles. Dos 150 salmos da nossa Bíblia, 101 possuem legendas indicando o autor. Diz-se que 73 deles são de Davi, 2 de Salomão, 12 dos filhos de Corá e 12 de Asafe. No entanto, as legendas foram acrescentadas posteriormente e podem estar incorretas. Embora Jesus tenha afirmado que alguns dos salmos eram de Davi.

P: No Salmo 1, o que há de incomum nesse salmo?

R: Muitos salmos são orações, seja por perdão, pedidos de ajuda, clamores a Deus ou louvores a Ele. Em contraste, o Salmo 1 é mais instrutivo, um salmo de sabedoria que explica aos leitores as bênçãos de se deleitar na lei de Deus.

Poder-se-ia tentar opor as “regras do que fazer e do que não fazer” da Torá ao enfoque dos Salmos, voltado para o ensino e o relacionamento, mas o Salmo 1 mostra que apresentar os Salmos como um contraste à lei não é o objetivo deles. Em primeiro lugar, este salmo começa com a meditação sobre a lei de Deus. Este salmo chama de mentira a ilusão de que a vida pecaminosa é uma vida boa. Temos de escolher se acreditamos nas tentações que puxam nosso coração, conforme este salmo.

P: Qual é o esboço do Salmo 1?

R: Este salmo simples, porém belo, possui uma estrutura assimétrica. É semelhante a um quiasmo.

Os bem-aventurados não andam segundo conselhos ímpios

- Não permanecem nem se sentam com os pecadores

- - Deleitam-se na lei de Deus

- - - E prosperam como uma árvore bem regada

- - - Os ímpios murcham como palha seca

- Não podem permanecer de pé nem sentar-se no dia do julgamento

Deus protege, mas os ímpios perecem

O significado do Salmo 1 apresenta semelhanças com Jeremias 17:5-8.

P: No Salmo 1:1, de que maneira alguns andam segundo o conselho dos ímpios?

R: A primeira frase pode ser traduzida simplesmente como “Bem-aventurado” ou então “Ó bem-aventurança de”. Curiosamente, o salmo fala primeiro do que NÃO é característico da pessoa bem-aventurada. A palavra hebraica ‘asat, neste contexto, possui um amplo leque de significados: pode significar “conselho” ou “assembleia”.

De qualquer forma, não queremos andar de acordo com o conselho dos ímpios nem como membros de seu “conselho”. Isso pode envolver fazer o que as pessoas ímpias aconselham, temer o que elas dizem que devemos temer, acreditar no que os ímpios dizem para acreditarmos, ou falar ou ficar em silêncio conforme elas dizem para fazermos.

P: No Salmo 1:1, qual é a diferença entre conselho não piedoso e conselho ímpio?

R: O conselho não piedoso é um conselho não bíblico que pode ser bom ou ruim. Por exemplo, alguém pode dizer que dirigir em uma rodovia costuma ser mais rápido do que usar as vias locais. Esse pode ser um bom conselho, mas “não bíblico”. O conselho ímpio pode ser aquele que nega expressamente a Deus, a obra de Deus nos dias de hoje ou o julgamento futuro de Deus. Mais comumente, porém, o conselho ímpio é mais sutil, ao pressupor implicitamente que Deus nunca fará nada. A primeira forma é obviamente ateísta, mas a forma mais comum é o que alguns chamam de “ateísmo prático”. Trata-se da prática das pessoas que têm a aparência da piedade, mas negam o seu poder, conforme 2 Timóteo 3:5.

P: Em Salmos 1:1, de que maneira algumas pessoas hoje se colocam no caminho dos pecadores?

R: Se o senhor está se colocando no caminho dos pecadores, provavelmente é porque espera encontrar pecadores como amigos, deseja trilhar o mesmo caminho que eles estão seguindo, ou ambos. Muitas coisas são feitas por causa da pressão dos colegas, da pressão social, da pressão das redes sociais ou da pressão da sociedade. Uma aplicação deste versículo é escolher seus amigos com sabedoria. Uma segunda aplicação, igualmente importante, é escolher com sabedoria o que o influencia.

Consulte o Comentário Evangélico da Bíblia, p. 374.

P: Em Salmos 1:1, de que maneira algumas pessoas hoje se sentam na cadeira dos escarnecedores?

R: Em primeiro lugar, o Salmo 1:1 mostra uma progressão: da influência casual, passando pela associação com os ímpios, até o escárnio contra os justos. “Lugar” indica um local ou fonte do escárnio e da linguagem depreciativa. Trata-se de pessoas que tentam elevar sua autoestima, aos olhos dos outros e de si mesmas, menosprezando os demais por serem tão estúpidos, maus ou horríveis.

P: No Salmo 1:1, quando é bom, ou pelo menos aceitável, zombar ou desprezar nos dias de hoje?

R: Tenha muito cuidado quando achar que é o momento de zombar, pois a pessoa que está sendo alvo de zombaria pode imediatamente se fechar para qualquer outra coisa que o senhor diga depois disso. Uma ocasião em que Paulo zombou das críticas dirigidas a ele foi em 2 Coríntios 12:13, ao pedir perdão por não ser um fardo financeiro para eles. Uma situação em que a zombaria pode ser justificada é quando a pessoa é considerada um caso perdido e o senhor deseja alertar os demais.

P: No Salmo 1, quais são as dez maneiras pelas quais as pessoas que meditam na lei do Senhor são abençoadas?

R: Enquanto o Salmo 23 é uma analogia com ovelhas, o Salmo 1 é uma analogia com plantas. Esse precioso Salmo pode ser intitulado “As duas plantações”. Ao meditar no Salmo 1, podemos ver pelo menos dez maneiras pelas quais os piedosos são abençoados.

1. Não estar escravizado ao pecado é, em parte, uma recompensa que por si só já vale a pena.

2. Os piedosos não caem nas armadilhas de conselhos ímpios e tolos.

3. São sustentados, como uma árvore junto a correntes de água. Não importa quão longa seja a seca, desde que a corrente não seque, a árvore ficará bem.

4. Dão frutos na estação certa. Em outras palavras, as coisas que estão tentando realizar, sejam elas espirituais ou de outra natureza, geralmente serão concretizadas.

5. A folha não murcha. A vida, a esperança e os sonhos dessas pessoas não se esvainem, mesmo quando surgem tempos difíceis.

6. Eles prosperam no que fazem.

7. Não são levados pelo vento das mudanças e das circunstâncias.

8. Eles permanecerão firmes no julgamento final.

9. Sent-se-ão no reino de Deus com os demais santos. (Santos são todos os crentes.)

10. O Senhor conhece o seu caminho, no sentido de que Ele reconhece, aprova e cuida do seu caminho.

P: Em Salmos 1:1, o que exatamente há de errado em permanecer no caminho dos pecadores?

R: Isso não significa bloquear o caminho deles, mas sim estar na estrada por onde os pecadores passam. Se o senhor não pretende pecar, por que estaria em um lugar onde não tem motivo para estar? Provérbios 5:8 diz que não devemos nem mesmo nos aproximar da porta de uma mulher de má vida. Não devemos ser amigos de um homem irascível, como diz Provérbios22:24 , e devemos deixar de dar ouvidos à instrução que nos faz afastar-nos do conhecimento de Deus, conforme Provérbios 19:27. Não devemos dar atenção aos mandamentos [religiosos] daqueles que rejeitam a verdade, mas sim refutá-los, como mostram 1 Timóteo 1:3, Tito 1:9-11 e Judas 3.

P: Em Salmos 1:2, como os crentes devem se deleitar na lei do Senhor?

R: O Salmo 119 é uma resposta bastante completa a essa pergunta. Em resumo, enquanto alguns nem sequer querem conhecer a lei de Deus, os crentes devem tanto compreender quanto obedecer à lei de Deus. No entanto, há um terceiro passo, pois o Salmo 37:4 diz para se deleitar no Senhor. Devemos perceber a alegria de trazer alegria a Deus!

Em tom mais leve, meu filho se deleita em me obedecer. Quando vamos ao parquinho, ele vem até mim para que eu lhe dê a ordem do que deve fazer. Conforme ele deseja, eu lhe ordeno que mate os monstros e lute contra os alienígenas.

P: No Salmo 1:2, como os cristãos devem meditar?

R: Devemos meditar sobre o Único Deus Verdadeiro e Sua palavra. Não devemos olhar para dentro de nós mesmos, mas para cima, para Deus. Não devemos tentar meramente esvaziar nossa alma, mas preenchê-la com o Espírito Santo.

Isso difere da meditação oriental, que é um recuo subjetivo para dentro de si, enquanto os cristãos concentram-se fora de si mesmos, em Deus.

P: No Salmo 1:3, de que forma aqueles que se deleitam na lei de Deus são como árvores bem regadas?

R: A árvore sempre terá água suficiente. Mesmo quando não chove por algum tempo, a árvore ainda terá água suficiente. Assim como essa árvore, podemos permanecer sempre revigorados e prosperar, quer os tempos sejam de chuvas abundantes ou de seca. Árvores bem regadas são saudáveis, fortes e dão frutos. É claro que as árvores não comem seus próprios frutos; os frutos são para o benefício dos outros. Da mesma forma, como crentes, é “normal” que sejamos espiritualmente saudáveis, fortes e que produzamos frutos para o benefício dos outros. Uma mulher ou um homem cristão saudável vive uma vida espiritualmente próspera.

O joio é apenas uma casca que é facilmente levada pelo vento. Mas podemos permanecer firmes, mesmo durante uma brisa, porque temos a alegria do Senhor. Mesmo quando não há coisas agradáveis ao nosso redor, ainda podemos ter a alegria do Senhor.

P: Em Salmos 1:5, qual é a diferença entre não permanecer em pé e não sentar-se?

R: Os ímpios ainda enfrentarão o julgamento, mas não serão capazes de “ficar de pé” no julgamento. Em outras palavras, os ímpios não sobreviverão ao julgamento em pé. Há alegria e satisfação em estar reunido com outros crentes que os ímpios não conhecem. Portanto, os ímpios “não podem ficar de pé ali, nem sentar-se aqui”.

P: No Salmo 1:6, o Senhor também conhece o caminho dos ímpios?

R: Por um lado, Deus conhece o caminho dos ímpios, pois Deus sabe tudo. Por outro lado, Deus não conhece o caminho dos ímpios, no sentido de reconhecê-lo como um caminho legítimo ou de aprová-lo.

P: No Salmo 1:6, de que maneira o caminho dos ímpios perece, e não apenas os ímpios?

R: A palavra hebraica para “ímpios” aqui, rasa, pode significar “extremamente ímpios”, que vivem para paixões ímpias e estão separados de Deus. Os próprios ímpios, de fato, perecem, mas esse não é o significado deste versículo em particular. Em vez disso, as coisas pelas quais se empenharam, todas as suas esperanças e ambições são como palha que o vento leva embora. Toda a sua ganância, seus desejos e seu orgulho são como fumaça que se eleva e desaparece de vista. Tudo o que eles consideravam significativo e de valor em suas vidas é apenas como poeira ao vento.

P: No Salmo 2:1, não seria um exagero dizer que as nações se enfurecem e os reis da terra se levantam?

R: Os crentes que foram torturados ou mortos por causa de sua fé ao longo dos tempos não pensariam assim. Alguns governantes políticos nutrem um ódio [naturalmente] inexplicável por seus cidadãos pacíficos e cumpridores da lei, chamados de cristãos. Alguém estimou certa vez que mais cristãos foram mortos por causa de sua fé no século XX do que em qualquer outro século anterior. Aqui está uma lista parcial das perseguições aos cristãos.

DataPerseguiçãoMilhares de mortos
50-323 d.C.10 Perseguições aos primeiros cristãos 50
525 d.C.Cristãos fogem da perseguição aos judeus etíopes
527-568Justiniano persegue os monofisitas no Egito
700-Os muçulmanos perseguem os cristãos
978-1000A rainha judia Judite de Axum persegue os cristãos
1000-Perseguição aos valdenses
Séculos X a XIIQueima e extermínio de hereges na Europa
1100-1300 Os mongóis exterminam a maioria dos cristãos nestorianos
1211Em Estrasburgo, os valdenses são queimados0,08
1252Bula de Inocêncio IV autorizando a tortura para detectar heresia
1261-1331 Os dominicanos instauram a Inquisição
1232 Inquisição dominicana sob o comando de Alberto
1233A Inquisição é instituída por Gregório IX
1309Veneza acusada de heresia por se opor a Clemente V
1415-16Na Tchecoslováquia, revolta dos hussitas
1419-34Cruzada contra os hussitas na Hungria
1431Os hussitas repelem um grande exército do Sacro Império Romano
1480Inquisição espanhola sob o reinado de Fernando e Isabel
1487-88Cruzada contra os valdenses
1527Mantz e outros anabatistas foram mortos em Zurique
1527-1753Anabatistas mortos na Suíça
1545Os valdenses perseguidos na Itália
1555-60Perseguição aos valdenses na Itália
1562Em Toulouse, os franceses matam os huguenotes4
1576-93Na França, católicos e huguenotes entram em conflito
1618-48A Guerra dos Trinta Anos mata 1/3 dos alemães7.000
Século XVIIInquisição Espanhola50
1629-1669Perseguição conhecida como “pisar o crucifixo” no Japão
1637 A artilharia japonesa e holandesa esmaga os cristãos
1655Muitos valdenses são mortos na Itália e na França
1753-1810Menonitas vendidos como escravos de galeras pelos suíços às frotas francesa e veneziana0
1808Napoleão põe fim à Inquisição Espanhola
1820-41Cristãos perseguidos no Vietnã
1870-90A Guatemala persegue padres; restaram apenas 100
1915-Perseguição aos cristãos sob o comunismo
1940-1946Os nazistas matam judeus, protestantes e católicos que os ajudaram
c. 1950Os comunistas chineses perseguem os cristãos
1956Protestantes perseguidos na Colômbia
1976Católicos assassinados na GuatemalaMilhares
1990-Perseguição severa no Sudão por parte de muçulmanos
1998-Muçulmanos perseguem violentamente cristãos na Indonésia
1998-Os muçulmanos perseguem moderadamente as igrejas cristãs no Uzbequistãoprovavelmente 0

P: No Salmo 2:1, por que os povos tramam em vão?

R: Pessoas inteligentes fazem isso o tempo todo. Quando se planeja com suposições erradas, falsa confiança na própria capacidade de controlar os acontecimentos e com objetivos equivocados, seus planos meticulosamente elaborados não darão certo. Todos nós temos suposições equivocadas às vezes, mas algumas pessoas inteligentes podem ter um talento especial para racionalizar as evidências, a fim de se cegarem para situações que não são como elas desejam.

P: No Salmo 2:1-3, por que algumas pessoas têm uma verdadeira dificuldade em aceitar a autoridade hoje em dia?

R: Muitas pessoas têm dificuldade, não em obedecer a Deus, mas em reconhecer qualquer autoridade sobre si mesmas. Pode ser uma combinação da educação recebida e do grupo de amigos com quem convivem. Por exemplo, a mãe do atirador (que atacou policiais) em Dallas, durante o comício do Black Lives Matter, ensinou ao filho a nunca recuar diante de ninguém. Talvez, em vez de atirar naquelas pessoas contra as quais ele alegava ter alguma queixa, ele devesse ter recuado.

Quando Deus Todo-Poderoso olha para as pessoas que querem se opor a Ele, Deus simplesmente ri delas. A imagem é bastante ridícula, algo como um rato guinchando diante de um leão.

Um ponto a ser destacado é que, no caso daqueles que, por ignorância, rejeitam a autoridade, eles próprios devem ser ignorados; e não devem ter autoridade sobre os outros, conforme indica 1 Coríntios 14:38.

P: Em Salmos 2:1-2, por que se menciona nações, povos, reis e governantes?

R: Existem diferentes “lentes” através das quais se pode observar a história. Algumas delas são “povos”, “nações políticas”, “reis reais e nominais” e “governantes de fato”.

P: Em Salmos 2:1-12, como sabemos que isso se refere ao Messias?

R: A expressão “o ungido” no versículo 2 pode se referir ao rei, mas a palavra hebraica é “Messias”. Além disso, há três linhas de evidência.

No Novo Testamento, o Salmo 2 e o Salmo 110 são os dois salmos mais citados. O Salmo 2 é citado no Novo Testamento em quatro passagens. O Salmo 2:1-2 é citado como referência a Cristo em Atos 4:25-27, o Salmo 2:7 é citado em Atos 13:33 e em Hebreus 5:5, e o Salmo 2:9 é citado em Apocalipse 2:27.

Comentadores judeus reconheceram este salmo como messiânico. Um comentário pesher encontrado entre os Manuscritos do Mar Morto, o 4QFlorilegium, reconhece o Salmo 2:7 como messiânico.

Treze escritores cristãos primitivos que reconheceram este salmo como messiânico são: Clemente de Roma (96-98 d.C.), Justino Mártir (c. 138-165 d.C.), Melito de Sardes (170-177/180 d.C.), Irineu de Lyon (182-188 d.C.), Clemente de Alexandria (193-2092 d.C.) (parcialmente, refere-se ao Senhor, mas não especifica se se trata de Cristo ou não), Tertuliano (198-220 d.C.), Hipólito de Portus (222-235/236 d.C.), Orígenes (225-253/254 d.C.), Novaciano (250/4-256/7 d.C.), Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.), Adamantio (c. 300 d.C.), Metódio (c. 260-311/312 d.C.), Lactâncio (c. 303-320/325 d.C.) e Eusébio de Cesareia (318-325 d.C.).

Consulte para obter mais informações.

P: No Salmo 2, versículo 2, uma vez que se trata de um salmo de coroação, qual é o propósito de uma coroação?

R: Uma coroação pode ser uma festa alegre quando um novo rei é colocado no trono. No entanto, ela também tem um propósito mais sério. É o momento em que os nobres e o povo juram lealdade ao novo rei. Se alguém jurar lealdade e depois voltar atrás, será considerado um traidor e tratado com severidade. É claro que, se alguém em uma coroação se recusar a jurar lealdade ao novo governante, essa pessoa perceberá que tem um problema a resolver naquele mesmo momento. Se alguém afirma ser cristão, apoiar coisas que vão contra Deus é como quebrar sua lealdade. Ou você está a favor de Deus ou está contra Ele. No entanto, desaprovar ou agir contra um líder religioso que não está fazendo o que Deus deseja NÃO significa ir contra Deus.

P: Em Salmos 2:3, o que são as correntes e grilhões mencionados aqui?

R: Trata-se, ou de correntes percebidas como de moralidade e decência, ou de correntes de sua responsabilidade perante Deus no dia do juízo final. Se você pensar bem, a primeira é um subconjunto da segunda. Uma terceira alternativa é que elas possam ser os limites do mal que Deus lhes permite praticar.

P: No Salmo 2:4, quando é que Deus zomba dos reis ou despreza outros incrédulos?

R: A forma definitiva pela qual Deus zomba dos reinos e dos reis é destruir o reino, matar os governantes e fazê-los ficar separados Dele no inferno para sempre. Quando Deus zomba, isso não é algo a ser tomado de ânimo leve.

Além disso, Cristo retornará e travará guerra contra as nações que se opõem a Ele, conforme Apocalipse 19:11-16, Joel 3:11-16 e Judas 14. Após o Milênio, haverá uma grande batalha nos arredores de Jerusalém, conforme Ezequiel 38-39, Zacarias 12:7-11; 14:2-8,12 e Isaías 29:6.

P: Em Salmos 2:4-6, quando devemos advertir os inimigos de Deus para que não se oponham a Ele?

R: Devemos adverti-los em três contextos.

Se nos preocupamos com as pessoas, devemos adverti-las para que não sofram danos nesta vida. Também desejamos que elas depositem sua confiança em Deus e vivam conosco para sempre no Céu.

Para a glória de Deus, queremos que o mundo veja a obra de Deus.

Pelo bem dos que observam, os crentes devem “proclamar a palavra da vida”, conforme Filipenses 2:16, e usar as circunstâncias do mundo (boas e ruins) para compartilhar o Evangelho com as pessoas.

P: Em Salmos 2, versículo 7, de que maneira Jesus é declarado Filho de Deus?

R: Há pelo menos cinco maneiras.

Gerado antes do início dos tempos, Jesus era o Filho de Deus.

Nascido na terra, Jesus foi declarado ao mundo como Filho de Deus. Além disso, na encarnação, Deus Pai era o Pai de Jesus, de uma forma não sexual.

No batismo de Jesus, o Pai declarou que Jesus era Seu Filho em Mateus 3:17. João Batista também testificou que Jesus era o Filho de Deus aqui, em João 1:34.

Na transfiguração, o Pai disse: “Este é o meu Filho, a quem eu amo. Ouçam-no!”, em Mateus 3:17; Marcos 9:7; e Lucas 9:35

Na ressurreição, Jesus, que já era Filho de Deus, foi declarado Filho de Deus em Romanos 1:4 e o primogênito dentre os mortos em Colossenses 1:18.

Quando Cristo voltar, Ele será declarado e reconhecido por todos como Senhor, conforme Filipenses 2:9-11.

P: O Salmo 2:7 mostra que Jesus nasceu como um filho espiritual de um pai celestial e de uma mãe celestial, como ensinam alguns mórmons?

R: Não. O versículo ensina que o Messias existia antes de vir à Terra, mas a ideia de que Jesus tivesse pais celestiais não consta desse versículo. Consulte *When Cultists Ask*, p. 62, para obter uma resposta mais detalhada.

P: Em Salmos 2:7, os reis antigos costumavam se considerar filhos adotivos do deus nacional, como afirma o cético *Asimov’s Guide to the Bible*, pp. 489-490?

R: Muitos não o faziam. Mas isso ocorria entre os faraós egípcios, os reis babilônicos e alguns outros governantes.

P: No Salmo 2:9, como o Messias esmaga as nações em pedaços?

R: Embora, em uma escala limitada, Deus tenha permitido no passado que os assírios, babilônios, selêucidas, nazistas etc. fossem destruídos, não é isso que este versículo significa. Em vez disso, no fim dos tempos, Cristo retornará e travará guerra contra os reis da terra reunidos contra Ele. Consulte a discussão sobre o Salmo 2:4 para conhecer os versículos que mencionam isso.

P: No Salmo 2:10, por que razão alguns persistem em planos insensatos que são obviamente insensatos para uma pessoa imparcial?

R: Talvez eles não sejam imparciais. Há pelo menos quatro razões diferentes, e, é claro, pode ser por mais de uma razão também.

Arrogação tola: Eles não calculam o custo porque, em sua experiência limitada — pelo menos até agora —, sempre parecem ter se saído bem. Em Lucas 14:28-32, Jesus dá três exemplos: construir uma torre, lançar os alicerces e partir para a guerra, situações em que pode ser desastroso não calcular o custo.

Já se safaram muitas vezes: na maioria das vezes, se você não usar o cinto de segurança, não há consequências; você não se envolve em um acidente e nenhum policial o aborda. Assim, devido ao sucesso no passado, algumas pessoas não querem fazer algo que tenha uma pequena chance de salvar suas vidas, mesmo que isso basicamente não exija nenhum esforço.

Esperança infundada: Eles buscarão algo, sem sequer se preocupar em estimar as chances de sucesso, porque a recompensa é tão grande. Imagine 10 milhões de pessoas comprando bilhetes de loteria, e você também compra alguns, devido ao grande prêmio.

Medo paralisante: Elas buscarão algo, independentemente das chances de sucesso, porque não conseguem imaginar viver com o resultado caso não tenham sucesso.

P: Em Salmos 2:12, visto que Jesus é paciente, como Sua ira pode se acender em um instante?

R: O Salmo 50:3 compara a ação da ira de Deus a um fogo. Uma floresta pode permanecer calma por muitos anos, com a vegetação se acumulando. Quando um incêndio florestal começa, ele é lento no início e, em seguida, avança pelas copas das árvores mais rápido do que até mesmo um cavalo consegue correr. Jesus é paciente e gentil. No entanto, isso não nega o fato de que Ele também pisa o lagar da ira de Deus (Isaías 63:1-6; Apocalipse 14:19-20; 19:15b).

A diferença entre a ira de Deus e um incêndio é que a ira de Deus se deve ao pecado, e Deus, com paciência, dá advertências e orienta as pessoas sobre como evitar Sua ira.

P: Em Salmos 2:12, como podem ser abençoadas as pessoas que se refugiam em alguém cuja ira se acende num instante?

R: As ações de uma força policial para prender um assassino são uma bênção para as vítimas em potencial. Da mesma forma, a ira de Deus é uma bênção para aqueles que são oprimidos por Satanás e por outros. Assim como ficar contra o vento de um incêndio florestal é melhor do que ficar a favor do vento, Deus nos adverte, no Salmo 50:2, que Seu fogo está chegando. O senhor quer estar contra o vento ou a favor do vento?

P: No Salmo 3:1-8, Davi estava um pouco paranóico aqui?

R: Não. Se o senhor acha que as pessoas estão tentando prejudicá-lo, não é paranóia se elas realmente estiverem. Saul e seu exército passaram anos tentando prejudicar Davi. Depois disso, a situação “melhorou” — após Davi ter sido coroado rei —, transformando-se em uma guerra civil. Imagine estar fugindo por anos e, de repente, não ter mais nenhum inimigo. Depois que Joabe derrotou Hanum, o amonita, Davi provavelmente pensou dessa forma ao dar um passeio no telhado de seu palácio. Na verdade, o maior inimigo de Davi, que quase o levou à morte, foi o seu próprio pecado.

Vemos aqui que Davi tinha diferentes estados de espírito, e é normal que nós também tenhamos diferentes humores. Apesar de todo o tempo que Davi passou fugindo, primeiro de Saul e depois de Absalão, o Salmo 3:5-6 mostra que Davi ainda conseguia dormir tranquilamente. Quando estamos sob grande estresse, precisamos ser capazes de entregar tudo a Deus e dormir tranquilamente também.

Em nossas vidas, podemos passar por momentos de dificuldade e momentos de tranquilidade, mas devemos estar sempre vigilantes, pois Satanás ronda como um leão, procurando a quem possa devorar (1 Pedro 5:8). Temos sempre um inimigo em nossa natureza pecaminosa. Louvado seja Deus, que nos dá a vitória em nossas vidas! (Romanos 7:24-25)

P: No Salmo 3:1-8, quando as pessoas questionam se estamos velhos demais para lidar com o que estamos enfrentando, além de estarmos sofrendo as consequências de decisões erradas e perversas que tomamos anteriormente, o que devemos fazer?

R: Mesmo que o mundo possa dizer que é hora de simplesmente desistir e jogar a toalha, não devemos desanimar, mas continuar nos aproximando de Deus, assim como Davi fez. Pois o pecado de Davi, que também levou outras pessoas à ruína, trouxe vergonha ao nome de Deus. Mas, apesar do pecado de Davi, ele sabia que Deus ainda o amava. Quando nos encontramos em uma situação semelhante a essa, Deus pode nos ajudar a manter nossa posição, restaurar a posição que perdemos (talvez em uma empresa diferente) ou então nos proporcionar algo novo para fazermos. Quando Deus nos disciplina e nós suportamos essa provação, Ele pode trazer uma bênção no final. Mas um aspecto importante que o senhor precisa fazer é escolher se confia em si mesmo como seu escudo ou em Deus como seu escudo. Mas será que Deus o protegerá de nunca enfrentar injustiça? A Bíblia não promete isso, assim como não promete que Deus o protegerá de todas as dificuldades. Mas Deus o ajudará a superar tudo isso. Mas um aspecto importante que o senhor precisa fazer é escolher se confia em si mesmo como seu escudo ou em Deus como seu escudo.

P: Em Salmos 3:1-2, que tipos de oposição Davi enfrentou?

R: Em primeiro lugar, Davi talvez se lembre de que Saul cravou uma lança na parede para tentar matá-lo diretamente. Em segundo lugar, Saul enviou seu exército atrás de Davi e de seus homens. Em terceiro lugar, as pessoas falavam contra Davi e sua legitimidade como rei. Mesmo depois que Saul e Jônatas foram mortos no Monte Gilboa, a oposição não cessou. Isso tudo se refere ao período inicial do reinado de Davi. Mas, embora Davi se lembrasse dessas coisas, este salmo, de acordo com o título, data de um período posterior, quando Davi estava fugindo de Absalão.

Mais tarde, durante seu reinado, a situação ficou ainda pior. Davi se encontrava em sérias dificuldades devido à perda do respeito que o povo tinha por ele, em consequência de seu próprio pecado de adultério com Bate-Seba e do assassinato de Urias, o hitita. Davi deixou Jerusalém chorando, com a cabeça coberta e descalço, conforme 2 Samuel 15:30, pois estava fugindo de seu filho Absalão. Além da ameaça física, havia a dor emocional causada por seus súditos — seus antigos súditos, que antes o respeitavam —, que agora zombavam dele e o amaldiçoavam. Eles afirmavam que Deus havia abandonado Davi e que não o protegeria mais, devido ao adultério e ao assassinato traiçoeiro que ele havia cometido.

O que Davi poderia fazer? Ele podia orar, manter seu coração voltado para Deus e fugir. Davi estava desanimado nessa situação, ainda mais do que muitos de nós, e a solução de Davi — e a nossa — era aproximar-se de Deus.

P: Em Salmos 3:3, 7:10; 18:2,30; 28:7; 33:20; 59:11; 84:11; 115:9-11; 119:14; 144:2, por que precisamos de um escudo, e de que maneira Deus é nosso escudo?

R: Precisamos de um escudo, e Deus pode ser nosso escudo de muitas maneiras.

Ataques reais que vemos se aproximando de nós

Protegendo-nos contra a calúnia, com mentiras que podem arruinar bons relacionamentos

Nossos medos e paranoia em relação a coisas que não são realmente problemas.

Ataques reais que podem nos atingir e que não prevemos

Proteja-nos de nossas próprias decisões tolas e pecaminosas

Proteger nossos bens e nossa situação financeira é menos importante do que proteger nosso caráter interior.

P: Em Salmos 3:4-5, o que você diria a alguém que está estressado demais para conseguir dormir?

R: Basta perguntar à pessoa — mesmo que seja a si mesmo —: o mundo vai seguir de acordo com o seu plano ou com o de Deus? Os Salmos frequentemente enfatizam que Deus é nosso escudo e nosso defensor. Zacarias 2:8 diz que o povo de Deus é a “menina dos Seus olhos”. Filipenses 4:6-7 diz que não devemos nos preocupar com nada, mas orar a Deus, e a paz de Deus, que transcende todo o entendimento, guardará nossos corações e mentes em Cristo Jesus. Com Deus cuidando de você, não há ninguém mais poderoso a ponto de ser temido.

P: Em Salmos 3:7; Salmos 5:10; Salmos 7:6; Salmos 28:4; Salmos 35:1-8; Salmos 54:5; Salmos 55:15; Salmos 58:6-8,10; Salmos 59:5,12-13; Salmo 68:21-23; Salmo 69:15,22-25,27-28; Salmo 79:12; Salmo 83:9-17; Salmo 109:1,7-15; Salmo 137:8-9; Salmo 141:10, devemos orar para que Deus prejudique nossos inimigos?

R: Esses são chamados de “salmos imprecatórios”. Aqui estão três pontos para compreender o lugar adequado deles na Bíblia, seguidos por uma perspectiva diferente.

Deus nos dá exemplos, bem como boas instruções. O Livro dos Salmos apresenta exemplos das orações das pessoas. Eles mostram Davi e outros orando quando estão alegres, deprimidos, cheios de amor e com sentimentos de vingança.

Alguns sentimentos expressos nos Salmos 35:5-8; 42:11a; 7:8; 69:22-28; 109; 137:9 não refletem o amor aos inimigos, conforme Deus ensinou no Novo Testamento. Esses salmos mostram que devemos orar pelo que está em nossos corações. Deus não precisa dizer “sim” a todas as orações, mas, quando abrimos nossos corações diante de Deus, façamo-lo com a atitude de que Deus pode transformar nossos corações.

É exigido de nós um padrão mais elevado do que deles, segundo Crisóstomo (c. 397 d.C.) em Obras Diversas 151,288. Os cristãos devem amar seus inimigos, conforme Jesus ensinou em Mateus 5:43-8 e Lucas 6:27-35.

Uma visão diferente: apelo à justiça: o livro “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, p. 150, apresenta uma visão bastante diferente. Ele afirma: “Embora isso tenha incomodado alguns cristãos, não deveria. ... Não se trata de maldições que expressam maus desejos contra algum indivíduo inofensivo que insultou o salmista. São apelos à justiça, dirigidos ao tribunal supremo do universo. [Essas] são expressões de fé e moderação. Em vez de buscar vingança pessoal, os salmistas deixam a vingança nas mãos de Deus e pedem apenas que Ele faça justiça.”

Esse “apelo por justiça” se aplica a Apocalipse 7 e a alguns salmos, como o 7:6, mas não a outros, como o Salmo 137:9. O livro *Quando os Críticos Perguntam*, p. 242, afirma algo semelhante, acrescentando ainda que, no Antigo Testamento, muitas vezes não havia grande distinção entre o pecador impenitente e seu pecado.

P: No Salmo 3:7-8, o que há de importante no pedido de ajuda que o justo Davi faz a Deus neste trecho?

R: A pergunta não está correta; Davi não era justo, mas sim arrependido. Davi merecia o que lhe aconteceu, e Deus até mesmo permitiu que isso ocorresse, conforme Natã profetizou que a espada não se afastaria da casa de Davi em 2 Samuel 12:9-12. As ações de Davi levaram outros a blasfemar contra o nome de Deus, de acordo com 2 Samuel 12:14.

Portanto, o ponto importante é que esta não é a oração de um homem justo implorando a Deus que proteja seu servo fiel. Trata-se de um homem injusto, mas arrependido, sob a disciplina e a maldição de Deus pelo que fez, aproximando-se de Deus para que Ele o proteja, apesar de estar sob o julgamento de Deus que ele merecia.

Depois que Davi cometeu adultério com Bate-Seba e mandou matar seu leal soldado Urias, o hitita, Deus profetizou por meio de Natã que a espada não se afastaria da casa de Davi. Depois que Amnon, filho de Davi, estuprou sua meia-irmã Tamar, Davi não fez nada. Absalão resolveu tomar o assunto em suas próprias mãos e mandou matar Amnon, provavelmente perdendo, nesse processo, qualquer respeito que ainda tivesse por seu pai. Davi está, em parte, orando para que Deus o ajude a sair da confusão em que se meteu, que foi consequência de seus pecados. Davi não fez nenhuma exigência, mas tinha a esperança de que Deus fosse misericordioso.

P: Quando foi escrito o Salmo 4:1-8?

R: As notas de rodapé, que não fazem parte das Escrituras e nem sempre estão corretas, não nos dizem quando isso foi escrito. Mas, com base em algumas semelhanças e na disposição dos textos, talvez o Salmo 3 tenha sido escrito quando Davi estava angustiado, fugindo de Absalão, e o Salmo 4 no dia seguinte, quando ele já tinha confiança em Deus. Davi passou de um estado de medo daqueles que o perseguiam para pensar: “Como ousam! Deus os punirá”, o que, no caso de Absalão, foi exatamente o que aconteceu. A Bíblia “Blue Letter” também afirma que é provável que tenha sido escrito nessa época.

P: Em Salmos 4:1-8, qual é o resumo do que Davi está dizendo aqui?

R: Trata-se menos de uma oração e mais de uma meditação sobre Deus. Davi apresenta três pontos, que se alternam ao longo deste salmo. Primeiro, Davi exorta os outros a deixarem de zombar de Deus e a voltarem-se para Ele. Segundo, Davi gostaria de lembrar a eles — e a si mesmo — que Deus protege Seus servos e faz com que prosperem. Em terceiro lugar, Davi lembra a si mesmo que não deve pecar, nem se preocupar com os planos predeterminados de Deus, mas que pode deitar-se confiante na providência divina e dormir em paz.

P: Em Salmos 4:1, 5:1, 6:1, 8:1, 9:1, 12:1, etc., antes do salmo, o que significam estes termos: Neginoth, Gittith, etc.?

R: Trata-se de instrumentos musicais. A igreja do Novo Testamento recebeu a ordem expressa de cantar uns para os outros em salmos, conforme Colossenses 3:16. Infelizmente, não sabemos como eram esses instrumentos musicais nem como soavam. Talvez venhamos a saber que nos uniremos à adoração com instrumentos musicais no Céu, conforme Apocalipse 5:8; 14:1-2; e 15:2.

Como observação adicional, a maioria dos membros da Igreja de Cristo, dos menonitas e dos amish não acredita no uso de instrumentos musicais na igreja, limitando-se apenas ao canto.

P: Nos Salmos 4:1, 5:1, 6:1, 8:1, 9:1, 12:1 etc., além da Bíblia, quando sabemos que os instrumentos musicais foram usados pela primeira vez?

R: Antigamente, os críticos descrentes da Bíblia consideravam essas referências “fundamentais” para provar que essas passagens eram anacrônicas, pois os céticos acreditavam que os instrumentos musicais só foram inventados muito mais tarde. No entanto, o livro *Can Archaeology Prove the Old Testament?*, p. 33, destaca que liras, flautas, harpas e até mesmo um oboé duplo [=tubo duplo] eram utilizados na antiguidade. O *Dicionário Wycliffe de Arqueologia Bíblica*, pp. 397-399, apresenta muitos exemplos.

Uma lira de ouro e uma flauta de prata foram encontradas em Ur (c. 2.500 a.C.), e a imagem de uma lira aparece em uma pintura no túmulo de Beni Hasan, no Egito, datada de 1.900 a.C. A imagem de uma harpa encontra-se no templo de Hatshepsut, em Karnak. Ur, Kish e outras cidades sumérias possuíam sistros (castanholas). O Dicionário Bíblico Wycliffe, pp. 1161-1163, apresenta fotografias de harpas e flautas do Egito Antigo, uma pintura rupestre de uma harpa, uma flauta dupla [tubo] e um instrumento semelhante a um alaúde (c. 1450 a.C.), além de um sistro do Egito Antigo. Uma fotografia de um harpista, tocadores de alaúde e dois flautistas, por volta de 1350 a.C., encontra-se no *The New International Dictionary of the Bible*, p. 678. Na p. 679, há fotografias de uma pintura mural representando uma harpa, um alaúde, uma flauta dupla e uma lira. Também mostra a lira encontrada em Ur, por volta de 2.500 a.C., com uma cabeça de touro barbudo em ouro e uma caixa de ressonância de madeira. Nas páginas 681 e 683, há fotografias de chocalhos cilíndricos (cerca de 1.200-1.000 a.C.) e de um tocador de cítara em Tell Asmar (2.000-1.000 a.C.)

P: No Salmo 4:1, de que maneiras Deus é a nossa justiça?

R: Deus é o padrão da justiça. Cristo tornou-se nossa justiça, morrendo na cruz para satisfazer as exigências justas de Deus. Assim, somos agora declarados judicialmente justos diante de Deus, porque Cristo, o Justo, é nossa justiça. Por fim, o Espírito Santo nos capacita a viver uma vida justa aqui na terra, neste momento.

P: No Salmo 4:1, por que às vezes parece que Deus não está ouvindo?

R: Deus sempre ouve as orações das pessoas piedosas, mas, às vezes, Deus responde que não. Outras vezes, Deus não responde tão rapidamente quanto gostaríamos.

No caso das pessoas ímpias, não é que Deus não possa ouvir, mas, às vezes, os pecados dessas pessoas são de tal natureza que Deus opta por não dar atenção alguma à sua oração, como mostra o Salmo 66:18.

P: No Salmo 4:1 e no Salmo 5:1, por que precisamos pedir a Deus que ouça nossa oração, já que Ele já ouve tudo? Pensando bem, se Deus não estivesse ouvindo nossa oração, não faria sentido falar com alguém que não o ouvisse.

R: O Todo-Poderoso não precisa de nenhum poder proveniente de nossas orações; o Onisciente não precisa ser informado da situação. Um Deus bom e muito amoroso também não precisa ser persuadido a ser bom e amoroso. Em vez disso, Deus, que é livre para fazer o que Lhe apraz, escolheu ouvir nossas orações, ser glorificado por nosso louvor e usar Sua promessa de atender aos nossos pedidos, de acordo com Sua vontade, para realizar Seu desejo.

Ora, Deus concedeu domínio sobre a terra a Adão e Eva. Quando pecaram, eles perderam pelo menos parte desse domínio para Satanás. Satanás é agora o príncipe deste mundo (João12:31 ;14:30 ;16:11 ), o deus deste século (2 Coríntios 4:4), o príncipe do ar (Efésios 2:2), e o mundo inteiro está sob o domínio do maligno (1 João5:19 ). No entanto, a promessa de Deus de atender às nossas orações se sobrepõe a todo o domínio que Satanás nos arrebatou.

P: Em Salmos 4:2, como os homens transformam a glória de Davi em vergonha?

R: A glória de Davi, neste contexto, é glorificar a Deus. Ninguém pode tirar o verdadeiro caráter ou a glória de Deus. No entanto, os crentes na terra podem glorificar a Deus (ou não glorificá-Lo) por meio de suas vidas e ações. Por fim, os incrédulos podem zombar e ridicularizar a fé e a confiança de Davi em Deus. As pessoas tendem a se irritar com muitas coisas. Mas devemos nos concentrar não em nos sentirmos ofendidos pelas coisas dirigidas contra nós, mas sim nas coisas que irritam a Deus.

P: Em Salmos 4:2, de que maneira algumas pessoas hoje amam o que não tem valor?

R: As pessoas podem se apegar às coisas mais estranhas. Podem até compor canções sobre drogas, embriaguez ou coisas que lhes causam dano. Podem buscar experiências e relacionamentos que lhes trarão apenas tristeza. Podem se concentrar no que é sem sentido e simplesmente nunca ter tempo para refletir, muito menos fazer, qualquer coisa que seja significativa. A vida de algumas pessoas gira em torno da fama, dos esportes e da moda. Veja 1 João 2:16, onde as três principais tentações são a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida. Por último, mas não menos importante, imagine-se no céu conversando com um anjo e tentando explicar a ele exatamente as razões pelas quais algumas pessoas são tão apaixonadas por colecionar pedacinhos de papel. Para um anjo, pode parecer absurdo que as pessoas sejam tão obcecadas pelo que os humanos chamam de dinheiro.

P: Em Salmos 4:2, por que alguém buscaria, de fato, ilusões?

R: Muitas pessoas não buscariam o que sabem ser uma ilusão. As pessoas já deram suas vidas por algumas causas tolas, mas ninguém morreria voluntariamente por algo que soubesse ser uma mentira. Por outro lado, muitas pessoas buscam o que elas mesmas reconhecem como ilusões, seja essa ilusão encontrada no fundo de uma garrafa, em uma droga ou em um relacionamento superficial.

P: Como Salmos 4:4 se relaciona com Efésios 4:26 e Salmos 37:8?

R: O Salmo 4:4 diz às pessoas (tanto crentes quanto incrédulos) que, se forem ficar com raiva, não peçam. Acalmem o coração quando estiverem em sua cama. Efésios 4:26 diz para não deixarem que o sol se ponha sobre a sua ira. O Salmo 37:8 diz aos crentes para simplesmente se afastarem da ira. Por fim, Tiago 1:20 afirma que a ira do homem não produz a justiça de Deus.

P: No Salmo 5:1-3, Davi afirma que tem o hábito de meditar e falar com Deus todas as manhãs. Que bons hábitos devemos cultivar todas as manhãs?

R: Todas as manhãs, tenha a disciplina de agradecer a Deus pelo dia e entregar seu dia a Ele. Podemos ter um momento de silêncio matinal para orar, ler a Palavra de Deus e refletir sobre ela. Mesmo que sejam apenas sete minutos (como sugere um livreto), isso é infinitamente melhor do que zero minutos. Não se trata de tirar tempo de nosso dia agitado; trata-se, sim, de dedicar tempo ao que é importante em nosso dia. Um bom recurso para materiais de devoção diária é o “Our Daily Break”, odb.org.

P: No Salmo 5:2, o que há de comovente na forma como Davi se dirige a Deus?

R: Hoje em dia, soaria um pouco estranho que o presidente do país se dirigisse a Deus como “meu Presidente”. No entanto, era basicamente isso que ele estava fazendo. Davi era o rei, e Davi estava se dirigindo propositalmente a Deus como “meu Rei”. Davi sabia quem estava no comando de sua coroação como rei, e não era ele. Era Deus. Observe também que todos os salmistas e profetas da Bíblia nunca viram necessidade de orar a Enoque, Noé, Abraão, Moisés, Samuel ou a qualquer “santo” humano. Eram pessoas piedosas, mas ninguém jamais foi instruído a orar a elas. Davi também não orava a nenhum anjo; apenas a Deus. No Novo Testamento, ninguém o fazia tampouco.

P: Em Salmos 5:3 e seguintes, qual é o princípio fundamental da oração aqui?

R: Uma vez que oramos a Deus, devemos aguardar a resposta, e não, impacientemente, tomar as rédeas da situação em nossas próprias mãos. Como disse F.B. Meyer: “Perdemos muitas respostas porque nos cansamos de esperar no cais pelo retorno dos navios.”

P: Em Salmos 5:4-6, 9-10, por que Davi dá tanta atenção às ações dos ímpios, e devemos fazer o mesmo?

Pessoalmente, os ímpios estavam sempre tentando prejudicá-lo durante grande parte de sua vida. Além disso, eles queriam destruir seu país e tudo o que ele amava. Mesmo que as pessoas não estejam fisicamente tentando prejudicá-lo, os ímpios são muito diligentes em seus esforços para destruir famílias, bem como a sociedade, o país e o mundo em que vivemos. Eles podem estar agindo abertamente ou de forma mais secreta. Portanto, devemos nos preocupar com isso.

Diante de Deus, oremos contra a maldade, em suas diversas formas, em nossa sociedade. Hoje, não oremos pela destruição dessas pessoas más, mas por sua salvação, afastamento e pela destruição dos resultados de sua maldade. Oremos para que elas se afastem de seus caminhos perversos, mas oremos também para que nós nos afastemos de nossos próprios caminhos perversos.

P: Em Salmos 5:4-6, o que isso diz sobre as emoções de Deus?

R: Em primeiro lugar, isso não tem nada a ver com a natureza humana de Cristo, pois o Salmo foi escrito antes da encarnação de Cristo. Há duas respostas possíveis.

Antropomórfica: Se Deus não tivesse emoções de forma alguma, então Ele não teria menos prazer no mal do que no bem. Nesse caso, Deus não sentiria nada, e o fato de Ele não ter prazer em algo seria uma questão irrelevante.

Emoções reais (embora não idênticas às nossas): Salmos 5:4-6 sugere que Deus não se deleita na maldade, mas no bem. Deus “odeia” (sane’ta) os praticantes da maldade e “abomina” (yeta’eb) as pessoas sanguinárias e enganadoras.

P: Em Salmos 5:5-6, visto que Deus abomina homens sanguinários e maus, por que Deus teve misericórdia de Saulo de Tarso, que mais tarde mudou seu nome para Paulo?

R: A ira de Deus é severa para com aqueles que não se arrependem. Mas Deus também é cheio de misericórdia e graça. Deus também é “persistentemente paciente”. Ezequiel 18:23,32 diz que Deus não deseja a morte dos ímpios, mas sim que eles se convertam de sua impiedade e vivam. Veja também Ezequiel 33:12-20.

P: Em Salmos 5:5, de que maneira Deus odeia todos os que praticam o mal?

R: Aqui estão sete pontos a serem considerados sobre o amor e o ódio de Deus.

Deus tem misericórdia de tudo o que criou (Salmo 145:8, 13b), pois Deus é amor (1 João 4:8b).

Deus também tem ira, que Ele “manifesta todos os dias” (Salmo7:11 )

Deus pode amar e odiar ao mesmo tempo. Paulo e todos nós éramos “objetos da ira” (Efésios 2:3) antes de sermos salvos. Deus pode odiar o pecado que um não crente (ou crente) está cometendo e, ao mesmo tempo, saber que essa pessoa se arrependerá e irá para o céu.

O ódio de Deus pode ser temporário para alguns. Deus usou Jonas para alertar os ninivitas sobre a ruína iminente. Quando eles se arrependeram, Deus cedeu.

O ódio de Deus pode ser permanente para alguns. Para aqueles que rejeitaram a bondade de Deus e se recusam a seguir a Cristo, Deus os julga e, ou os odeia para sempre, ou então, talvez após o julgamento, Deus simplesmente opte por ser indiferente a eles.

O amor, a ira e outras emoções de Deus são sinceras. O livro *Hard Sayings of the Bible*, pp. 263-264, destaca que um erro de Tomás de Aquino, Calvino e outros reformadores consistia em ensinar que Deus é “impassível”, ou seja, que não possui emoções. Muitos nas igrejas reformadas de hoje pensam da mesma forma. Tertuliano (198-220 d.C.) ensinava que o Pai não possuía emoções nem ira, mas o Filho sim. Essa visão da impassibilidade pode ser uma herança da filosofia platônica. No entanto, as Escrituras são claras ao afirmar que o amor de Deus por nós não é apenas um ato, assim como a ira de Deus também não o é. Deus se deleita em Seus filhos e odeia o pecado. Se Deus Pai não tivesse emoções, como poderia Ele nos amar?

Deus expressa Suas emoções no tempo, quando os eventos ocorrem. Deus também pode adiar Sua ira, mas, independentemente disso, Ele expressa Suas emoções no tempo. Esse é um ponto importante para demonstrar que Deus está tanto dentro do tempo quanto fora dele.

A obra “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, p. 150, afirma: “Aqueles que acreditam em Deus e se voltam para o que é certo permanecem a salvo dentro do círculo do amor de Deus. Aqueles que rejeitam Deus e praticam o mal permanecem fora desse círculo, no reino do julgamento. Deus ama (aceita, perdoa) o pecador crente; Deus odeia (rejeita decisivamente, está determinado a punir) o pecador que não quer crer nem se voltar para o Senhor.” (itálico no original) O fato de Deus estar “determinado a punir” é uma frase que nos leva a refletir seriamente.

P: Em Salmos 5:7, como Davi poderia ansiar por adorar voltado para o templo sagrado de Deus, que só foi construído durante o reinado de Salomão?

R: Há três maneiras pelas quais isso é verdade.

Na última parte do versículo, a palavra hebraica aqui, hekal, significa tanto templo quanto tabernáculo.

Davi ansiava por adorar a Deus mais tarde, no céu.

Os sobrescritos nos salmos não fazem parte das Escrituras, e talvez tenham sido escritos por outra pessoa posteriormente.

Na primeira parte do versículo, a palavra hebraica para “casa” (na verdade, “moradia”), (muito semelhante às palavras semíticas, árabes e turcas beth, bet, beit), era também como chamavam suas tendas, e pode ser traduzida tanto como “lar” quanto como “casa”. De fato, um termo para designar uma tenda (feita de peles e pelos de camelo) é “casa de pelos”.

P: Em Salmos 5:9, o que Deus está dizendo sobre certas pessoas?

R: Algumas pessoas mentem tanto que é melhor não confiar em uma única palavra do que dizem. Por outro lado, devemos ser conhecidos como pessoas de palavra, em quem tanto os não crentes quanto os crentes saibam que podem confiar. Manteremos nossa palavra, “mesmo quando isso doer”. A única ocasião em que devemos quebrar nossa palavra é quando mantê-la significaria desobedecer a Deus.

P: No Salmo 5:9, o que é um sepulcro ou túmulo aberto?

R: É preciso contornar um túmulo aberto. Não se quer cair nele, nem que o mau cheiro e possíveis doenças que dele emanam possam atingi-lo. Alguém também pode cavar um túmulo aberto com antecedência, caso planeje assassinar alguém e jogar rapidamente o corpo lá dentro. Não se deve dar a impressão de culpa por associação com alguém que usa “palavras fétidas”, nem se deve adotar os hábitos dessa pessoa de fofoca, linguagem obscena e outras formas de discurso inadequado. Por fim, deve-se manter-se longe de quaisquer armadilhas que alguém possa preparar para você com suas palavras.

P: Em Salmos 5:11-12 e Salmos 6:8-10, qual é o ponto-chave desses salmos?

R: Esse ponto também é ilustrado em outros salmos, mas é afirmado diretamente aqui. Mesmo em tempos difíceis, nossa atitude e resposta devem basear-se na confiança em Deus.

P: No Salmo 5:5-12, qual é a mensagem secundária, ou contraponto, neste salmo, algo como “escondido à vista de todos”?

R: É fácil entender este salmo como o início da manhã dedicado a Deus, alternando entre a luta — por meio da oração — contra a maldade e a confiança na ação de Deus. Mas, assim como duas frequências de ondas de rádio podem passar pelo mesmo local (para dois canais de rádio diferentes), este salmo também ressoa em uma segunda “frequência” (para usar termos da engenharia elétrica).

Este salmo pode ser considerado um estudo de contrastes e interações sobre o tema muito importante da lealdade.

Davi medita e ora lealmente ao seu Rei todas as manhãs.

Deus não se agrada dos que se rebelam contra Ele.

Deus odeia, destrói e abomina aqueles que desejam matar pessoas e os enganadores que destroem a confiança.

Pelo amor leal de Deus, Davi tem confiança em se aproximar de Deus, apesar dos desleais.

Os rebeldes são infiéis, mortíferos e bajuladores, que cairão por causa de seus próprios conselhos enganosos.

Por isso, depositamos nossa confiança em Deus, certos de que Ele nos defenderá.

P: No Salmo 5:5-12, como o(a) senhor(a) se sentiu quando alguém não foi leal a o(a) senhor(a), e o(a) senhor(a) achou que essa pessoa deveria ter sido?

R: Às vezes, as expectativas de lealdade são equivocadas. Por exemplo, alguns líderes políticos esperam que seus seguidores e os funcionários por eles selecionados sejam leais a eles, custe o que custar. Eles esperam que essa lealdade pessoal esteja acima da lealdade ao país. Às vezes, um chefe pode esperar que seus subordinados sejam leais e apoiem tudo o que ele pretende fazer; mesmo coisas que prejudiquem a empresa em prol de um ganho que ele imagina ter. Seus pais e filhos podem esperar que você seja leal e faça qualquer coisa para ajudá-los. Você faria isso? — inclusive mentir ou roubar por eles? Eles podem não compreender você se se recusar a pecar mentindo por eles.

Mas, independentemente de a expectativa de lealdade ser infundada ou não, ela ainda pode magoar uma pessoa quando esta se sente traída. Ou a pessoa vista como traidora não sente que tem a mesma obrigação de lealdade, ou simplesmente não se importa. Conheço alguém que administrava uma empresa de importação e exportação e descobriu que um funcionário estava repassando informações confidenciais da empresa a um de seus concorrentes, fazendo com que ela perdesse receita para a concorrência. Então, ela conversou com ele e o demitiu. Ele pediu desculpas e solicitou que seu emprego fosse restabelecido. Obviamente, ela e ele tinham uma percepção muito diferente da gravidade do que ela fez. É surpreendente constatar o número de militares e funcionários públicos que vendem segredos a outras nações. Alguns podem fazê-lo por ódio ao nosso país, outros por dinheiro, outros devido a ameaças contra suas famílias e outros ainda porque não consideram que “fazer todos felizes” seja um problema tão sério assim.

As pessoas também veem deslealdade nas fofocas. Quando alguém fofoca com você, provavelmente também fofocará sobre você. Até mesmo muitos não-crentes sabem disso, e se você lhes contar fofocas, a recompensa pelo seu suposto “presente” será que eles confiarão menos em você.

Se alguém foi amigável com você e, de repente, mudou completamente de atitude, uma coisa a perguntar para tentar compreendê-lo é se ele percebeu que você estava sendo desleal com ele.

P: Em Salmos 5:5-12, o que você pode fazer para, tanto na aparência quanto na prática, ser mais leal às pessoas e às coisas às quais deve ser leal?

R: Há uma abordagem em três frentes aqui. Por um lado, você pode dizer a elas que “está do lado delas” e que podem contar com você. Em segundo lugar, seja confiável, capaz de cumprir o que diz, sempre que possível. Em terceiro lugar, e igualmente importante, deixe claro desde o início as coisas que se recusa a fazer por elas, como atos ilegais e mentir. Algumas empresas podem não querer contratar um vendedor ou gerente que não esteja disposto a mentir por elas. Em vez de aceitar o cargo e só depois descobrir essa expectativa, é melhor deixar isso claro desde o início e não ser considerado para a vaga.

P: No Salmo 6:1, o que significa a palavra hebraica “sheminith”?

R: Essa palavra hebraica significa “oitavo” e pode se referir a um instrumento de oito cordas ou a uma oitava.

P: No Salmo 6:1-10, quais são as duas coisas que estão perturbando Davi?

R: Em primeiro lugar, no Salmo 6:1-5, Davi está gemendo, aparentemente por causa de uma doença. Em segundo lugar, no Salmo 6:7-10, Davi está preocupado com seus inimigos. Às vezes, várias dificuldades podem nos atingir ao mesmo tempo, como aconteceu com Jó.

P: No Salmo 6, versículos 1 a 10, que tipo de salmo é este?

R: Este é o primeiro de sete dos chamados salmos penitenciais. Davi não especifica o que fez de errado, mas acredita que seja por causa da ira e do descontentamento de Deus. As duas primeiras frases, no versículo 1, soam um pouco diferentes em hebraico do que em português. Elas são muito enfáticas. Podem ser traduzidas com mais precisão, embora de forma menos fluida, como: “Não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu descontentamento.” Tecnicamente, Davi não está pedindo para ser punido de forma alguma, mas sabe que, se Deus, em Sua ira plena, o punir, Davi não sobreviverá.

P: No Salmo 6:4-7, quando se deve simplesmente suportar uma situação adversa e quando se deve orar por libertação?

R: Além de estar sofrendo no versículo 2 e, talvez, à beira da morte no versículo 5, Davi também está simplesmente exausto devido à sua doença nos versículos 6 e 7. Em outras palavras, Davi não estava apenas doente; ele também estava “cansado de estar doente”. É possível perceber nessa oração um certo desespero, em que Davi sente que não aguenta mais. Pelo menos esse é o tom predominante ao longo do salmo, até que Deus revigora seu espírito no versículo 8. É sempre louvável orar por libertação. Por outro lado, Deus nem sempre responde “sim”. Paulo orou por libertação do seu espinho na carne em 2 Coríntios 12:7-10.

P: No Salmo 6:5, o que o senhor acha do argumento de Davi de que ele não poderá mais servir a Deus na terra se morrer?

R: Embora isso seja verdade, devemos ter cuidado ao pensar que “Deus precisa de nós” para realizar Sua vontade. Deus pode levantar outras pessoas, como disse Mardoqueu em Ester 4:14. Deus também pode ter coisas que deseja especificamente que façamos neste momento no céu. Mas Paulo teve um pensamento semelhante ao de Davi em Filipenses 1:20-26.

Isso não foi revelado a Davi como o conhecimento completo que temos sobre Jesus, o céu, o inferno e o novo céu e a nova terra. Mas tudo bem; Davi orou a Deus com a luz que possuía, e suas orações foram agradáveis a Deus.

P: Em Salmos 6:5 e Salmos 115:17, os mortos não se lembram de Deus?

R: Os “mortos” não louvam a Deus, como nos lembra o Salmo 115:17. É por isso que precisamos da vida eterna, e no Salmo 115:18 Davi disse que os crentes louvariam a Deus para sempre. Davi não sabia o que sabemos sobre o céu, o novo céu e a nova terra, etc., mas escreveu com a luz que possuía. Hoje sabemos muito mais, embora ainda não saibamos tudo. Mas hoje parece que não somos tanto limitados pelo que sabemos, mas pelo quanto confiamos.

P: No Salmo 7:1, o que sabemos sobre quando esse salmo foi escrito e sobre Cus, o benjamita?

R: Não sabemos mais nada sobre Cus, que se opunha a Davi, exceto o que consta neste epígrafe. Provavelmente, isso foi escrito quando Davi estava fugindo de Saul, conforme 1 Samuel 22:8; 24:9; 26:19, conforme afirmam o *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 796; o *Believer’s Bible Commentary*, p. 556; o *New International Bible Commentary*, p. 562; o *Keil-Delitzsch Commentary on the Old Testament*, vol. 5, parte 1, p. 137; e o *Tony Evans Bible Commentary*, p. 510. O site The Blue Letter Bible,, acredita que o texto tenha sido escrito quando Davi estava fugindo de Absalão, em 2 Samuel 16. No entanto, não faz sentido que Davi tenha proferido os versículos 3 e 4 depois de ter mandado assassinar Urias.

P: Em Salmos 7:1, qual é a angústia de Davi neste contexto?

R: Não se trata de doença nem mesmo de inimigos que o atacassem fisicamente. Em vez disso, Cus estava dizendo ao rei Saul, um conterrâneo benjamita, que Davi lhe era desleal. Ataques de calúnia podem ser tão graves quanto outros tipos de ataque.

P: Em Salmos 7:3-5, uma vez que Davi orou para que os inimigos o matassem caso ele retribuísse com o mal àquele que estava em paz com ele, por que isso não aconteceu depois que ele mandou assassinar Urias, o hitita?

R: Deus poderia ter feito com que isso acontecesse, mas escolheu ser misericordioso com Davi e não lhe infligir a punição e a morte que ele merecia por direito.

Na época em que escreveu este salmo, Davi afirma que não havia feito nenhuma dessas coisas e que, caso tivesse feito, estaria disposto a arcar com as consequências. Mas Davi mudou de tom depois de mandar matar Urias, o hitita.

P: Em Salmos 7:7-8, quando Davi pediu a Deus que o julgasse de acordo com sua própria justiça, isso prova que as boas obras salvavam nos tempos do Antigo Testamento?

R: Não. Os Salmos registram as orações de Davi e de outros, e foi isso que Davi orou a Deus. Não diz que Davi compreendia as coisas perfeitamente nesse momento. Mas, como a Bíblia nos ensina mais adiante na vida de Davi, ele não queria que Deus o julgasse de acordo com sua própria justiça após seu pecado com Bate-Seba. Isso pode ser visto no Salmo 51. Além disso, Deus não aprovou o fato de Davi ser um homem sanguinário.

P: No Salmo 7:8, o fato de Davi querer ser julgado de acordo com sua própria justiça é um exemplo de justiça pelas obras?

R: A oração de Davi não foi sábia. O Salmo 7:8 nos mostra que podemos orar qualquer coisa a Deus, mas precisamos ler todos os Salmos e sobre a vida de Davi para compreender o que é sábio e o que não é. Consulte a discussão sobre o Salmo 35:24 para obter a resposta.

P: No Salmo 7:11, Deus é um ser feliz, uma vez que Ele expressa Sua ira todos os dias?

R: Sim, Deus é feliz, e Deus também manifesta ira. Considere quatro aspectos ao refletir sobre as emoções de Deus.

1. Deus tem emoções de certa forma semelhantes às dos seres humanos. Deus pode estar feliz, zangado, triste, etc. Jesus teve emoções humanas normais na Terra, e nada indica que Jesus tenha perdido algo — humano ou de outra natureza — quando ascendeu ao Céu.

2. Ao contrário do que alguns (mas provavelmente não a maioria) dos calvinistas afirmam, quando a Bíblia ensina que Deus expressa amor ou outras emoções, isso não é meramente antropomórfico. Em outras palavras, quando Deus diz que nos ama, isso não é apenas uma fachada para que os seres humanos possam se identificar melhor com um Deus frio como pedra e desprovido de emoções. Pelo contrário, a Bíblia é sincera, e qualquer argumento que afirme que Deus não possui realmente amor, ternura ou compaixão é uma espada de dois gumes que demonstraria, com igual efeito, que Deus não possui raiva, ira ou mesmo cuidado. Em contraste, Romanos 8:26-27 afirma que o Espírito intercede por nós com gemidos que ultrapassam as palavras. Deus não apenas possui emoções, mas também possui emoções ainda mais profundas do que as nossas.

3. Deus é feliz e abençoado, especialmente quando expressamos nosso amor a Ele na adoração e no serviço; Deus se deleita em Seu povo (Sofonias3:27 ) e se agrada de nossas orações a Ele.

4. No entanto, não pensem que, no caso de Deus, os tipos de emoção, a profundidade das emoções ou os sentimentos simultâneos se limitem aos padrões humanos. Deus pode se relacionar com todos os seres do universo ao mesmo tempo. Em termos simples, Deus pode estar feliz por bilhões de razões diferentes, estar irado por outros bilhões de razões diferentes, a cada segundo, durante todos os segundos do tempo, simultaneamente para Ele.

P: Em Salmos 7:14-16, 9:15; 35:8; 57:6; Provérbios 26:27, de que maneiras as pessoas que planejam o mal acabam tendo esse mal voltado contra si mesmas?

R: Todos os outros versículos falam do conceito de uma cova que uma pessoa cava e na qual ela própria acaba caindo. Quando cavar uma armadilha para capturar alguém, certifique-se de que a pessoa capturada não seja você. Alguns que traíram outros acabaram sendo traídos. Alguns, como Jacó, que enganaram os outros, foram eles próprios enganados, como por Labão. Outros, como Davi, que mandaram matar alguém injustamente, como Urias, quase foram mortos por seu próprio filho, Absalão.

P: Em Salmos 8:1-9, qual é a estrutura desse salmo?

R: Assim como muitos salmos e outros poemas hebraicos, trata-se de um quiasmo. Ele possui a seguinte estrutura.

1a Quão majestoso é o nome de Deus sobre toda a terra

- 1b-2 A glória de Deus está acima dos céus

- - 3-4 Por que Deus se interessa tanto pela humanidade?

- - 5 Deus coroou a humanidade com glória e honra

- 6-8 Deus concedeu à humanidade domínio sobre a terra, os animais e a vida marinha

9 Quão majestoso é o nome de Deus sobre toda a terra

P: Em Salmos 8:1-2, quais são as quatro coisas que esses dois versículos dizem sobre a majestade de Deus?

R: Basta olhar para a terra para perceber a grandiosa maravilha da criação em tudo o que nela há.

Quanto mais os céus!

Até mesmo uma criança consegue perceber quão grandioso é o Criador.

Isso silenciará os inimigos de Deus, que deveriam saber melhor se tivessem os olhos abertos. Às vezes, a pequena picada de uma pergunta infantil pode estourar o balão de um cético.

O *New International Bible Commentary*, p. 562, e o *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 5, p. 109, apresentam, no entanto, uma advertência importante a esse respeito. Em toda a Escritura, a natureza nunca é louvada por si mesma, mas para que o louvor seja devolvido a Deus.

Em uma sociedade que considera as pessoas o centro do universo, o “hino” do livre-pensador A.C. Swinburne leva a melhor. “Glória ao homem nas alturas! Pois o homem é o senhor de todas as coisas”. Portanto, o Salmo 8 trata de ter uma perspectiva do nosso lugar na criação de Deus. Então, como está sendo sua vida, vivendo neste grão de poeira a que chamamos Terra?

A última parte do versículo 1 costuma ser traduzida como “Tu estabeleceste a tua glória”, mas o hebraico literal é o imperativo (ordem ou pedido) a Deus para que “Estabeleça a tua glória”. A primeira forma é uma descrição da majestade de Deus; a segunda, uma súplica, algo como “Santificado seja o teu nome” na Oração do Senhor.

P: No Salmo 8:1, como o nome de Deus é excelente “em toda a terra”, uma vez que algumas pessoas na terra não O conhecem nem O reconhecem, nem naquela época nem hoje?

R: A criação de Deus — a terra, as plantas, os animais e assim por diante — louva a Deus ao revelar Seus caminhos. A criação não é perfeita; ela também foi submetida à frustração na Queda (Romanos8:19 -22). Mesmo assim, ela ainda revela o poder e o caráter de Deus na Criação, independentemente de uma pessoa reconhecê-lo ou não.

P: Em Salmos 8:2, de que maneira Deus determinou que o louvor saísse da boca das crianças?

R: O louvor se estende do berço até as estrelas. Deus determinou que o louvor saísse da boca das crianças de pelo menos três maneiras.

1. O senhor já viu crianças de três a cinco anos cantando canções de louvor? É preciso ver de fato o entusiasmo adorável e sincero delas para compreender. Mateus 18:2-5 diz que não podemos chegar a Jesus a não ser como uma criancinha. Isso não faz muito bem ao nosso orgulho.

2. Até mesmo os balbucios e o choro dos bebês são um testemunho de quão maravilhosamente fomos criados (Salmos 139:14). À medida que esse bebê aprende a sorrir e decide dizer suas primeiras palavras, como “pa-pa” e “ma-ma”, podemos ver que aquela criança adorável não é apenas um programa lógico incrivelmente complexo, mas uma pessoa incrivelmente maravilhosa, dotada de vontade, emoções e curiosidade. Quantos programas de computador o senhor conhece que sejam capazes de olhar para o céu noturno, apontar para a lua e, com a pronúncia de uma criança de dois anos, perguntar “o que é isso?”

3. Às vezes, até mesmo as palavras da compreensão simples das crianças podem silenciar os argumentos mais sofisticados daqueles que se opõem a Deus.

P: Em Salmos 8:3, uma vez que tudo [supostamente] começou por mero acaso a partir do Big Bang, como os céus louvam a Deus?

R: Nada poderia ter surgido por mero acaso, pois as coisas não acontecem sem causa alguma. No entanto, Deus criou o universo; tinha que haver uma causa primeira.

Se alguém afirmar que o universo surgiu por acaso, peça que liste todas as coisas de que tenha conhecimento que tenham ocorrido sem causa alguma. Cientistas seculares afirmam que, com a possível exceção da decomposição do núcleo de qualquer átomo específico — sobre a qual sabemos muito pouco —, eles não observaram uma única coisa que tenha ocorrido sem causa alguma.

P: Em Salmos 8:4, de que forma “negar a existência de Deus degrada a humanidade”?

R: Se não houvesse um Deus que conferisse dignidade e sentido às pessoas, que fundamento teria para nos considerar de valor superior ao de um mosquito ou de um tubo de ensaio cheio de substâncias químicas? Fora de Deus, e em comparação com o universo, quão importantes somos nós? Ao contrário do que se possa pensar, NÃO somos grãos de poeira. Pelo contrário, a Terra é um grão de poeira, e vivemos em um minúsculo pedaço desse grão de poeira. Não teríamos qualquer fundamento para afirmar que possuímos um significado superior ao de uma sociedade de gorilas ou lobos. Mas Deus nos criou à Sua imagem (Gênesis 1:26-27); passamos do pó à glória.

A título de observação, a palavra hebraica para “homem” aqui, ‘enos, significa um ser humano mortal e fraco. O filho de Sete chamava-se Enos.

P: Em Salmos 8:4, considerando os avanços no campo da inteligência artificial em computadores, estamos próximos de criar computadores capazes de pensar como os seres humanos?

R: Não. Os sistemas de inteligência artificial mais complexos que os seres humanos já construíram estão muito aquém até mesmo dos cérebros de vertebrados de complexidade média, sem falar nos cérebros humanos. Quer se trate de redes neurais ou de sistemas especialistas, a resposta é não.

P: No Salmo 8:4, os avanços na tecnologia de redes neurais regulares e híbridas produziram programas de computador que pensam de maneira semelhante aos seres humanos?

R: Não, não há comparação. Fisicamente, o cérebro humano possui aproximadamente10¹¹neurônios e10¹⁵conexões (axônios). A informação é transmitida por dois mecanismos distintos: um é uma etapa de pré-processamento analógico que utiliza uma função sigmoide, e o outro é um processo aparentemente codificado digitalmente. Ainda não compreendemos os detalhes do segundo mecanismo. São apenas as variações do primeiro mecanismo que comumente utilizamos nas redes neurais computacionais.

Quanto à questão de saber se as redes neurais são capazes de aprender, a resposta depende simplesmente da definição que o senhor escolher para o conceito de aprendizagem. Tendo trabalhado com redes neurais de retropropagação por três anos, posso afirmar que as redes neurais possuem habilidades surpreendentes como aproximadores de funções não lineares multivariáveis e modelos empíricos. Alguns podem pensar que o cérebro humano pode ser considerado uma rede neural de dimensões gigantescas, com dois mecanismos de transferência de informação. No entanto, a diferença entre um cérebro e uma rede neural é tanto de natureza quanto de grau. Mesmo as redes neurais mais adaptativas, bem como as combinações de redes neurais e métodos genéticos, ficam muito aquém do raciocínio intuitivo, dos sentimentos, dos desejos e da consciência até mesmo de um mamífero comum.

P: Em Salmos 8:4, os avanços nos programas de software de sistemas especialistas tornaram os computadores capazes de raciocinar de maneira semelhante aos seres humanos?

R: Não. Há uma variedade de métodos de sistemas especialistas: encadeamento progressivo, encadeamento regressivo, profundidade primeiro, amplitude primeiro e assim por diante. No entanto, somos muito superiores a um sistema especialista com capacidade de aprendizagem, pois temos a vontade de escolher qual método de sistema especialista utilizar. Na verdade, podemos escolher quando e qual tipo de raciocínio empregar. Na verdade, podemos escolher entre uma regressão quase infinita de opções. A diferença entre nossos cérebros e um sistema especialista hipoteticamente gigantesco, adaptativo e baseado em objetos é tanto de natureza quanto de grau. Os sistemas especialistas podem funcionar como “intuição”, mas não são capazes de criar coisas novas, compor músicas que outros concordem em apreciar por terem um bom ritmo e uma melodia cativante, nem de estabelecer uma interação significativa com as letras.

P: Em Salmos 8:4, os avanços em programas de software, como o programa “Eliza”, tornaram os computadores capazes de raciocinar de maneira semelhante aos seres humanos?

R: O Eliza foi um programa de computador inteligente desenvolvido há alguns anos, com o objetivo de imitar um ouvinte ativo. Ouvi falar de uma secretária que interagiu com ele e, por engano, pensou que o Eliza raciocinava como uma pessoa real. O Eliza funcionava identificando os principais substantivos e verbos da frase e fazendo perguntas que ecoavam essas palavras. Isso ocorreu entre 1964 e 1967.

Atualmente, em 2024, li que, no leste asiático, algumas meninas têm “namorados virtuais”. Trata-se de sistemas de IA com os quais elas podem conversar e compartilhar suas dificuldades, mas não há uma pessoa real por trás. Elas têm plena consciência de que seu interlocutor não é uma pessoa real, mas fazem isso em vez de interagir com pessoas reais.

P: No Salmo 8:4 fala-se do homem, mas, a partir de Salmo 8:5-9, a referência muda para Deus ou Jesus. Estou correto?

R: Sua pergunta é, na verdade, apenas a “ponta do iceberg” de uma questão muito maior. A última parte do salmo, sobre tudo estar sob Seus pés, refere-se de fato a Jesus, conforme mostram Hebreus 2:5-9 e 1 Coríntios 15:27. No entanto, a questão mais ampla é: como o Salmo 8 se relaciona com a humanidade?

Todo o salmo trata de como a natureza, em geral, glorifica a majestade de Deus. Ele começa com a imensidão dos céus e, em seguida, vai estreitando continuamente seu foco, descendo até o homem e, depois, até o Filho do Homem. Primeiramente, ele contrasta os corpos celestes com a insignificante humanidade em geral no versículo 5, perguntando o que há de tão especial no homem — e no Filho do Homem. Ele responde dizendo que, embora o homem pareça um pouco inferior aos seres celestes atualmente, ele é/será o governante sobre eles.

Então, como isso se refere ao homem?

Antes da queda, o homem costumava ter domínio sobre toda a terra, de acordo com Gênesis 1:26-28. No entanto, o Salmo 8 está dizendo mais do que apenas como poderia ter sido, ou como costumava ser.

Mas não hoje. O Salmo 8 NÃO se refere à nossa situação atual, conforme ensina Hebreus 2:8. Hoje, este mundo caído e cheio de pecado está sob o domínio do maligno (1 João5:19 ). Satanás é o príncipe deste mundo, de acordo com João 12:31;14:30 .

No entanto, Jesus, o Filho do Homem, é declarado como aquele que receberá todo o domínio, de acordo com Efésios 1:22; Hebreus 2:6-8; Colossenses 1:16-20; e 1 Coríntios 15:27. Portanto, embora este salmo não seja messiânico, ele possui uma aplicação messiânica.

Mas não se limite a Jesus. O Salmo 8:5-9 refere-se diretamente ao Filho do Homem (Jesus), mas Efésios 2:6 afirma que os crentes terão o privilégio de estar assentados com Cristo no trono de Cristo. Cristo é o juiz, mas aqueles que estão sob Cristo julgarão o mundo e julgarão os anjos, de acordo com 1 Coríntios 6:3. Portanto, embora o Salmo 8:4b-9 se refira ao Messias, herdamos os benefícios do que o Messias faz por nós; assim, os crentes não têm apenas a mesma condição que tinham antes da Queda, mas uma condição ainda melhor.

P: No Salmo 9:1-20, o que há de interessante na estrutura desse salmo?

R: Tanto o Salmo 9 quanto o Salmo 10 fazem parte do mesmo acróstico, em que a primeira letra de cada frase corresponde à letra seguinte do alfabeto hebraico. O Salmo 9 vai de alef (A) a kaf (K), e o Salmo 10 vai de lamed (L) a tau (T). No livro 1, quase todos os salmos possuem um título, exceto o Salmo 10. Na Septuaginta, na Vulgata e em alguns manuscritos hebraicos antigos, os Salmos 9 e 10 são escritos como um único salmo. O único contra-argumento é que o tom do Salmo 9 é triunfante, enquanto o tom do Salmo 10 é de queixa e oração contra pessoas ímpias.

P: Em Salmos 9:1, Deus deseja que nos vangloriemos?

R: Na verdade, sim, a respeito Dele. Mas não, não devemos nos vangloriar de nós mesmos.

Devemos louvar a Deus, não apenas em particular, mas também diante dos outros, pelo que Deus fez. Tenha cuidado, porém; às vezes, sob o pretexto de nos vangloriarmos do que Deus fez, … embora você …, isso pode, na verdade, ser uma forma de se vangloriar de si mesmo sob o pretexto de louvar a Deus. Ao exaltar o Senhor diante dos outros, procure manter-se fora do centro das atenções.

P: Em Salmos 9:5-6, qual é o significado de destruir até mesmo a memória deles?

R: Primeiro, algumas informações básicas para os ocidentais. As pessoas têm a tendência de pensar que todos pensam como elas. O famoso psicólogo austríaco Sigmund Freud afirmou que todas as pessoas têm três motivações principais: autopreservação, satisfação sexual e autodestruição. Freud foi muito arrogante ao pensar que até mesmo todos os ocidentais modernos — muito menos todas as pessoas — pensavam como ele. Pelo menos outro psicólogo, Lewis, afirmou que existiam mais de 5.000 motivações que diversas pessoas possuíam e, às vezes, a maior motivação psicológica que você pode ter em um determinado momento é simplesmente que seu time vença.

Deixando o esporte de lado, algumas pessoas em outras culturas têm motivações muito diferentes. Algumas culturas enfatizam o poder, e outras enfatizam a honra, mais do que a verdade ou o prazer. Por exemplo, uma senhora chinesa ansiava sinceramente pelo dia em que seria enterrada ao lado de seu marido no cemitério ancestral. Ela não tinha nenhuma tendência suicida, mas apenas desejava ser lembrada com reverência por seus descendentes. Muitas, muitas outras pessoas, embora não de forma tão extrema, enfatizam a honra de serem lembradas após sua morte. O Salmo 9:5-6 vai direto ao cerne dessa questão; não apenas eles incorreriam na ira de Deus e seriam destruídos, mas até mesmo a honra de sua memória, que tanto valorizavam, desapareceria por completo.

P: No Salmo 9:5, uma vez que Deus repreendeu os pagãos, quão severa é essa repreensão, considerando que muitos deles nunca tomaram conhecimento dela?

R: “Repreendeu os pagãos” também pode ser traduzido como “repreendeu as nações”. Independentemente da tradução, este versículo nunca afirma que Deus já tenha repreendido todos os não crentes, mas sim que Deus destruiu muitas nações.

P: Em Salmos 9:9, 18:2; 46:7; 48:3; 59:9,16-17; 62:2,6; 94:22; 144:2, o que é uma “fortaleza” ou um “refúgio” para nós?

R: A palavra hebraica aqui, misgob, não significa um refúgio tranquilo, mas sim uma fortaleza altamente defensável. Quando estamos angustiados, tentados, deprimidos ou começando a ficar amargurados, aonde podemos recorrer para obter proteção contra isso? Podemos recorrer a Deus em oração.

P: No Salmo 9:13 e seguintes, o que são as portas da morte aqui?

R: Essa expressão poética significa apenas que o salmista se sentia próximo da morte. Mas, em vez de se preocupar exclusivamente com isso, o salmista afirma, no versículo 14, que contará as maravilhas de Deus nas portas de Sião.

P: Em Salmos 9:16; Salmos 32:4, 5, 7; 45:11; 47:4; 48:8; 49:13, 15; 50:6; 52:3,5; 54:3; 55:7; 55:19; 57:6; 60:4; 61:4; 62:4; 66:4,7,25; 68:7; 75:3; 76:3,9; 77:3,9; 84:4; 85:2; 76:3,6; 88:7,10; 89:4; 89:37,45,48; 143:6; 140:3,8. O que significa “selá”?

R: Fora desses versículos, a palavra não aparece, portanto não temos certeza. No entanto, com base no contexto, a palavra parece significar “amém” ou “assim seja”. A nota de rodapé da NASB para o Salmo 3:2 diz: “Selá pode significar: pausa, crescendo ou interlúdio musical”

P: No Salmo 9:19, devemos orar pela justiça de Deus? Se ninguém o fizer, ela ainda assim se realizará?

R: A justiça de Deus é, em última instância, inevitável. Davi estava orando aqui para que parte da justiça de Deus se manifestasse agora, a fim de mostrar aos pagãos que havia apenas um único Deus verdadeiro, o Deus de Israel.

P: No Salmo 9:20, por que Deus incute temor em algumas pessoas?

R: Deus está tentando chamar a atenção deles. Esse “temor” vai além do respeito ou da consciência de quão grandioso Deus é; trata-se de terror. Aqui, Deus está incutindo o temor de Deus nos homens mortais, ‘enos em hebraico, que deliberadamente se esquecem de Deus no Salmo 9:17 e se esquecem dos pobres no Salmo 9:18.

P: O que há de interessante no Salmo 10:1-18?

A primeira letra de cada versículo é uma letra sucessiva da última metade do alfabeto hebraico. Cada versículo do Salmo 9, por sua vez, começa com uma letra da primeira metade do alfabeto hebraico.

P: No Salmo 10:1 e em outras passagens, por que Deus às vezes parece estar distante e não fazer nada?

R: Imagine por um instante que Deus aplicasse pelo menos uma punição parcial a cada pecado, logo após sua ocorrência. Além disso, imagine que essas punições fossem sempre suficientemente desagradáveis, inevitáveis e que se soubesse com certeza que elas provinham de um Deus justo. Eis alguns resultados

1) Liberdade insignificante para pecar. Seria difícil sentir-se tentado a pecar nessas circunstâncias.

2) Pouca liberdade para amar e obedecer a Deus, independentemente das consequências imediatas. Deus criou pessoas que, embora caídas, escolheram livremente obedecer a Deus.

3) Pouca necessidade de fé. Os anjos não têm fé de que Deus existe; eles têm conhecimento certo de que Deus existe.

Em segundo lugar, embora possamos ter dificuldade em lidar com o silêncio de Deus, às vezes Ele pode optar por não agir, a fim de nos dar espaço, porque deseja que nós e os outros percebamos a necessidade. Por fim, lembre-se de que o objetivo final de Deus não é o nosso benefício, mas a Sua glória.

P: No Salmo 10:3, essa palavra deveria ser “abençoar” ou “amaldiçoar”?

R: A palavra aqui pode significar “abençoar”, como em uma bênção de despedida. Em inglês, dizemos “good-bye”, que é uma contração de “God be with you” (Que Deus esteja com você). Tanto aqui quanto em Jó1:11 , a palavra é usada em sentido irônico. Assim, o Salmo 10:3 pode ser traduzido como “…digam adeus e renunciem ao Senhor.”

P: O que diz o Salmo 10:5-7 sobre a arrogância dos ímpios?

R: Os ímpios são arrogantes de várias maneiras. Eles acham que deveriam estar sempre prosperando, pois acreditam merecer isso por mérito próprio. Em segundo lugar, renunciam ao SENHOR, pois não têm necessidade de Deus se acreditam que podem fazer tudo por conta própria. Em terceiro lugar, estão tão focados em sua prosperidade atual ou esperada que não pensam em Deus de forma alguma. Por fim, acham que podem recorrer a atos de iniquidade e a uma língua maliciosa sem levar em conta que isso pode se voltar contra eles.

P: O que diz o Salmo 10:8-10 sobre a astúcia dos ímpios?

R: Eles conhecem os lugares secretos e vão até lá deliberadamente para ter um ponto estratégico de onde atacar os outros. Possuem um plano premeditado e sabem exatamente o que estão fazendo. Tem como alvo especial os pobres, que muitas vezes não têm meios para resistir efetivamente. Eles podem espreitar como leões temíveis, que se valem do medo quando a vítima é pega de surpresa ao vê-los. Ou podem espreitar como caçadores com uma rede, enquanto a vítima passa tranquilamente, sem ter a menor ideia do que está prestes a acontecer até que seja tarde demais.

P: O que significa, em Salmos 10:15, “quebrar o braço do ímpio”?

R: Significa destruir o poder deles. Imagine um soldado forte, com armadura e bem armado, com uma espada longa e um escudo, mas com um braço quebrado. Ele está bem preparado e bem equipado para lutar, só que não consegue fazê-lo com o braço quebrado.

P: No Salmo 11:1, em que situações podemos sentir a tentação de, metaforicamente, “fugir” hoje em dia?

R: Quando amigos, sejam eles verdadeiros ou falsos, nos dizem que devemos fugir. Quando preferimos fugir a defender o que sabemos ser certo, porque podemos sofrer perdas ou danos se ficarmos. No entanto, às vezes, fugir não o torna mais seguro. O ponto-chave é orar e decidir racionalmente, e não agir apenas com base no medo.

P: No Salmo 11:1-3, como devemos lidar com a tentação de fugir quando não devemos, e quando devemos fugir?

R: É válido estar ciente dos riscos e perigos, tanto da probabilidade quanto da gravidade, mas, em última instância, precisamos decidir o que vale a pena. Por exemplo, nos primórdios da Igreja, uma perseguição romana exigia que os cristãos entregassem todos os livros cristãos. Os cristãos estavam dispostos a entregar livros escritos por vários líderes da Igreja, mas esconderam as Escrituras em vez de entregá-las.

P: No Salmo 11:3, a que fundamento esse versículo se refere?

R: A casa mais bem construída se transformará em escombros se seu alicerce for destruído. Os alicerces, neste contexto, podem ser duas coisas.

Tudo aquilo em que se confia, seja bom ou ruim. Quando as coisas nas quais as pessoas depositam sua segurança são destruídas, elas podem ficar muito assustadas com o futuro. Quando as coisas nas quais as pessoas depositam sua esperança são destruídas, elas podem ficar muito desesperadas ou cínicas em relação ao futuro. Quando as coisas nas quais as pessoas depositam seu prazer são destruídas, elas podem ficar muito deprimidas em relação ao futuro.

Coisas divinas: Quando instituições, costumes e pessoas piedosas são destruídas ou se voltam para a maldade, os crentes enfrentam o desafio de permanecerem firmes como uma rocha. Não podemos ser assim se essas coisas divinas forem a base de nossa fé. Só podemos fazê-lo se nosso alicerce for o próprio Deus.

Em última análise, nosso alicerce é Deus. Podemos confiar naquele que prova a todos e ama os justos.

P: No Salmo 12:1, o que há de interessante na transição entre este salmo e o anterior?

R: No Salmo 12:1, a palavra para “piedoso” é hasid, e a palavra para “amor da aliança”, como no Salmo 11:7, é hesed. Mas, enquanto o Salmo 11 enfatiza o amor fiel de Deus, o Salmo 12 lamenta a escassez de pessoas piedosas. Tanto em hebraico quanto em inglês, a primeira palavra é “Ajuda”. Como disse John Knox: “Senhor, venha em meu socorro; a piedade está morta: em um mundo vil, os corações verdadeiros tornaram-se raros.” (Citado do Comentário Bíblico do Crente, p. 562)

P: No Salmo 12:1-8, como Davi passou da confiança em Deus, ao contemplar os justos no Salmo 11, para este salmo?

R: Davi tinha confiança em Deus no Salmo 11, mas, no Salmo 12:1-5, ele observa que os hipócritas abundam, os fiéis desaparecem e os pobres são oprimidos. É possível fazer com que não apenas os pobres, mas qualquer pessoa, ajam contra seus próprios interesses e bem-estar, se uma pessoa mal-intencionada conseguir que as vítimas acreditem em suas mentiras. Mas, mesmo apesar da opressão e das mentiras, Davi ainda tem confiança de que Deus se levantará.

P: No Salmo 12:1-8, por que esse breve salmo de decepção está na Bíblia?

R: Parece que a maioria dos sentimentos que as pessoas experimentam está na Bíblia. Ódio, inveja, raiva assassina, luxúria e até mesmo insanidade são retratados na Bíblia e abordados. Entre outras coisas, a Bíblia é um livro sobre a vida, com seus aspectos bons e ruins, e sua leitura é proveitosa, mesmo que seja apenas para aprender com os sucessos e fracassos alheios.

P: No Salmo 12:2-4, quais são, especificamente, os pecados da língua que Deus denuncia aqui?

R: No Salmo 12:2a, “falam em vão” pode significar proferir mentiras, sejam elas mentiras descaradas ou meias-verdades.

No Salmo 12:2b, eles falam para bajular os outros.

No Salmo 12:2c, eles têm um “coração duplo”, falando como se quisessem uma coisa, mas com a intenção oposta.

No Salmo 12:3, falam com orgulho

No Salmo 12:4, tentam prevalecer sobre os outros com suas mentiras e eloquência sedutora.

P: No Salmo 12:8, de que forma a vilania é exaltada, tanto naquela época quanto hoje?

R: A palavra hebraica aqui, zullut, significa valorizar coisas que são vis, desperdiçadas ou sem valor. Naquela época, a adoração de ídolos, a prostituição no templo e o sacrifício de seus filhos a esses ídolos eram, ao mesmo tempo, inúteis para produzir qualquer bem e extremamente vis ao promover o mal. Hoje, as pessoas adoram ídolos, sejam outros deuses, a sexualidade desviante, o poder, a política ou o materialismo. Hoje, alguns parecem ansiosos por sacrificar seus filhos no altar do transgenerismo.

P: Em Salmos 13:1-2, por que o senhor acha que Davi diz “até quando” quatro vezes?

R: Davi lançou um clamor angustiado porque sentia que Deus o havia esquecido ou que não se importava com ele. Nesse lamento pessoal, Davi se arriscou para servir a Deus, e o resultado foi que ele foi humilhado e ficou deprimido. Davi perguntava por quanto tempo teria de suportar essa situação.

P: No Salmo 13, versículos 1 e 2, é aceitável que façamos orações do tipo “até quando” a Deus?

R: Este salmo nos mostra que sim. No entanto, mesmo quando oramos com grande emoção, devemos fazê-lo com respeito, com fé de que Deus agirá no Seu tempo e com a esperança confiante de que Ele resolverá a situação com Sua sabedoria. Como diz o “The Believer’s Bible Commentary”, pp. 562-563: “Este salmo é como muitas das provações que Deus nos envia: elas começam com um suspiro, mas terminam com um cântico!”

P: Em Salmos 13:1-2, por que Deus às vezes parece distante de nós, ou parece não nos ouvir?

R: Às vezes, somos nós que nos afastamos mais de Deus por causa do nosso pecado. Ansiamos por nos arrepender e voltar a estar nas boas graças de Deus. No entanto, em outras ocasiões, não é por causa disso, e não é esse o caso neste salmo. Às vezes, pode ser um teste para nos fortalecer, e outras vezes Deus não está nos dizendo “sim” ou “não”, mas “espere”. O Salmo 13:3-4 nos lembra que, às vezes, Deus age em nossas vidas, não por nossa causa, mas para Sua glória e como testemunho para levar outras pessoas a Ele.

P: No Salmo 13:1-2, o que podemos fazer para ter muito mais paciência?

R: Imagine observar duas pessoas que se encontraram para passar algum tempo juntas. Uma delas parece que não há nada que preferisse estar fazendo neste momento a não ser estar ali. A outra está conversando, mas também olhando para o relógio e para o celular, e olhando ao redor para as outras pessoas. Ambas estão passando exatamente o mesmo tempo juntas. Mas a segunda, obviamente, acha que seu tempo está sendo desperdiçado, quando poderia estar fazendo algo mais importante.

Quando nos aproximamos de Deus em oração, agimos em relação a Ele como a primeira pessoa ou como a segunda? Quando ficamos impacientes ao exercer o ministério, precisamos perceber que o “sucesso” pertence a Deus; nossa parte é a obediência. Se estamos impacientes ao servir a Deus, então o que mais temos para fazer que seja mais importante? Quando vemos alguém, como nosso filho ou neto, estamos agindo como a primeira ou como a segunda pessoa? Às vezes, a coisa mais importante que Deus deseja que façamos em um determinado momento é construir e fortalecer nossos relacionamentos com nossa família e com os outros. Uma chave para a paciência é perceber que, neste exato momento, você não tem nada mais importante a fazer em sua vida do que aquilo que Deus deseja que você faça agora. Se você está na vontade de Deus, fazendo o que Ele deseja, então relaxe, aproveite o passar do tempo e não se apresse em fazer algo que não seja tão importante.

P: No Salmo 13:4, como você reage quando sente desesperança diante de uma derrota iminente?

R: Isso pode ocorrer nas vendas, em outra situação profissional, no contexto esportivo, em uma prova escolar ou ao tentar salvar um casamento ou outro relacionamento. Quando se encontrar nessa situação, leve-a a Deus. Esforce-se diligentemente para reverter a situação, mas, às vezes, você suspeita que, mesmo se esforçando ao máximo, a situação não vai melhorar. Peça a Deus que intervenha e confie que Ele fará o que julgar melhor.

P: No Salmo 14:1, que tipo de tolo é esse?

R: Existem cinco tipos de tolos na Bíblia, incluindo os preguiçosos. Esse tolo, “nabal” em hebraico, é um tolo obstinado que optou por permanecer na tolice em vez de se voltar com sabedoria para Deus. Isso difere de uma pessoa ingênua, de alguém que simplesmente foi desviado por outros ou de uma pessoa preguiçosa.

P: No Salmo 14:1-7, quais são as partes deste salmo?

R: Este é extremamente semelhante ao Salmo 53. Esses dois salmos são únicos, pois são meditações que não se dirigem diretamente a Deus. Há três partes.

O Salmo 14:1-3 mostra o quanto as pessoas podem ser ímpias. (No entanto, o “The Expositor’s Bible Commentary”, vol. 5, p. 143, separa o versículo 1 em uma parte distinta para tornar a estrutura quiástica.)

O Salmo 14:4-6 expressa espanto diante da falta de sabedoria dessas pessoas

O Salmo 14:7 manifesta esperança e anseio pela salvação de Israel.

P: No Salmo 14:1, por que os tolos são tão criticados na Bíblia?

R: Não se trata de lentidão intelectual, mas de insensatez moral. Há a ignorância fingida e a ignorância que não é inocente. Não é tanto que eles não saibam, mas sim que não se importam em saber. Muitas vezes, a crença de que Deus não existe baseia-se no desejo de que não haja um Deus a quem tenham de prestar contas. Existem quatro palavras hebraicas para “tolo”, além de uma para “preguiçoso”.

P: Em Salmos 14:1, já que ninguém faz o bem, e quanto a Noé, Abraão e Moisés, sem falar em Davi?

R: A que nível de bondade o senhor se refere? Nenhuma pessoa que já pisou nesta terra foi completamente boa, segundo o padrão de Deus, exceto Jesus Cristo. Se não fosse por Jesus Cristo, se o Céu fosse destinado apenas àqueles que fossem bons o suficiente para merecer a vida eterna, o Céu estaria vazio de pessoas!

No entanto, quando tudo estava perdido para todos nós e não havia mais saída, Jesus Cristo desceu à Terra e tornou-se o caminho. Podemos ser bons, perfeitos e sem pecado no Céu, e estamos no caminho para sermos perfeitamente bons aqui na Terra. Se alguém observasse a sua vida hoje, em comparação com alguns anos atrás, que caminho essa pessoa acharia que o senhor está trilhando?

P: No Salmo 14:4, como os ímpios devoram as pessoas da mesma forma que comem pão?

R: A ideia por trás dessa metáfora vívida é que as pessoas que destroem a vida dos outros, financeiramente ou de outras formas, a fim de enriquecer, não acham que estão fazendo nada de errado, da mesma forma que comer pão. As pessoas são apenas presas para elas. Elas se cegam e não se perguntam: e se as consequências de suas ações voltassem para assombrá-las?

P: Em Salmos 15:1-5, qual é o resumo desse salmo?

R: Este breve salmo consiste em uma pergunta e sua resposta. Nem todos podiam ser “visitantes” no templo de Deus, seja na Terra, seja no céu. De acordo com o *New International Bible Commentary*, p. 366, era costume que um adorador perguntasse quais eram os pré-requisitos para ser admitido, como no versículo 1. Os versículos 2 a 5 constituem a resposta. Isso é semelhante ao Salmo 24:3-6 e, de certa forma, semelhante a Isaías 33:14-16. No Salmo 15:2-5, é interessante notar que ser irrepreensível (tamim), cuidar do próximo e odiar o mal estão todos interligados, como se Deus não reconhecesse um sem os outros dois.

P: O Salmo 15:1-5 refere-se apenas a pessoas sem pecado ou a pessoas piedosas que ainda são pecadoras?

R: Refere-se a pessoas que ainda são pecadoras, mas que foram declaradas justas por Deus e estão em processo de se tornarem sem pecado. No entanto, não alcançaremos a perfeição sem pecado até chegarmos ao Céu.

Na verdade, algumas pessoas acreditam que 100% das pessoas agem apenas em benefício próprio. Elas afirmam que mesmo as boas ações em prol dos outros nada mais são do que uma maneira de fazer com que os outros as ajudem ou as recompensem mais tarde. Essas pessoas não são aquelas de bom coração e altruístas com quem você gostaria de conviver. O escritor cristão Gene Getz afirmou que a maioria das pessoas age por uma das três razões: esperança de recompensa, medo de punição ou para ser considerada uma pessoa melhor aos olhos de si mesma e dos outros. Gene também destacou que, embora essa seja a motivação de muitos, os cristãos têm uma motivação superior: o amor ágape altruísta, praticado em benefício dos outros, mesmo quando não há recompensa para nós.

P: Em Salmos 15:1, que sentimento é demonstrado aqui?

R: Muitos trechos dos Salmos não são tanto ensinamentos, mas sim exemplos de crentes que anseiam por Deus

P: No Salmo 15:4, devemos hoje desprezar as pessoas vis?

R: Não, hoje temos um padrão mais elevado do que o que existia nos tempos do Antigo Testamento. Devemos, no entanto, continuar a desprezar o pecado, combinando isso com o amor e a urgência de salvar a pessoa, como mostra Judas 22-23.

P: No Salmo 15:4, por que devemos honrar nossa palavra, mesmo quando isso nos prejudica?

R: Deus odeia os lábios mentirosos, de acordo com Provérbios 12:22 e 19:1, bem como 16:13; 14:5,25; 21:6,28. Qualquer pessoa cumprirá sua palavra quando isso for vantajoso para ela. Mas cumprir sua palavra quando não é conveniente fazê-lo é uma marca de uma pessoa piedosa. A única ocasião em que você deve quebrar sua palavra é quando Deus deseja que você o faça, pois cumpri-la seria pecado. Assim, por exemplo, se em um momento de raiva você prometeu a alguém que se vingaria de outra pessoa, então, visto que Deus nos ordena que não nos vingemos, você deve quebrar sua palavra e não se vingar dessa pessoa. Ou, melhor ainda, nunca ter prometido se vingar, para começar.

P: Em Salmos 15:5, o que é usura?

R: Significa emprestar dinheiro com juros, o que os israelitas não deviam fazer a outros israelitas (Êxodo 22:25; Levítico 25:35-37), mas podiam emprestar com juros a gentios (Deuteronômio 23:19-20). O hebraico significa literalmente “cobrar juros exorbitantes”, e se aplica àqueles que cobram juros ou taxas exorbitantes atualmente.

P: No Salmo 16:1, o que isso diz sobre “situações em que escapamos por pouco”?

R: Quantos de nós já passamos por situações, seja na infância ou na vida adulta, em que, se as coisas tivessem sido apenas um pouco diferentes, estaríamos mortos ou gravemente feridos? Não era diferente nos tempos antigos. Davi, que muitas vezes ficara sozinho com as ovelhas e fugira do rei Saul e, mais tarde, de Absalão, talvez estivesse se lembrando das situações perigosas pelas quais passou e, especialmente, lembrando-se de agradecer a Deus por tê-lo preservado.

P: No Salmo 16:2-4, por que as pessoas escolheriam a tristeza em vez da felicidade?

R: As pessoas fazem isso o tempo todo. Elas escolhem o prazer de curto prazo, acompanhado de tristeza de longo prazo, em vez da alegria eterna. Ou, como afirmou um famoso autor e professor de ciência da computação, Donald Knuth, na década de 1960: “A otimização prematura é a raiz de todo o mal (ou, pelo menos, da maior parte dele) na programação.” (A Arte da Programação de Computadores)

P: No Salmo 16:2, por que Davi diz que, sem Deus, ele não tem nada de bom?

R: Porque é verdade. Além do que Deus nos concedeu, não temos nada de bom. Isso não significa que as pessoas não possam obter prazer temporário de coisas pecaminosas que Deus não deseja que tenhamos, mas esse prazer é efêmero e, muitas vezes, trará consequências que não são tão passageiras. As consequências podem ser externas ou podem ser coisas como vícios que afetam nosso caráter.

Em nossas vidas, não devemos apenas acreditar que Deus é verdadeiro, mas que Seu caminho é o melhor caminho. Devemos também chegar à conclusão de que não temos nada de bom sem Deus.

P: Em Salmos 16:4 e Êxodo 23:13, o que isso diz sobre os deuses idólatras?

R: Além de não adorá-los, o senhor nem mesmo deve pronunciar seus nomes. Portanto, se tiver a opção de dar um nome a algo, não o nomeie em homenagem a deuses greco-romanos, nórdicos, egípcios ou de outras tradições. Na Igreja primitiva, o livro 5, capítulo 10, das Constituições Apostólicas diz o mesmo.

P: Em Salmos 16:5-6, o que são as “porções designadas” mencionadas aqui?

R: Literalmente, a terra prometida foi dividida entre as doze tribos (com José recebendo duas porções e os levitas nenhuma), e, dentro das tribos, cada clã e, em seguida, cada família recebia uma porção. Na verdade, dizia-se que os levitas, além de possuírem cidades espalhadas por toda a terra, tinham o Senhor como sua porção. Metaforicamente, Deus nos deu um lugar para estar e um trabalho a realizar para Ele, e devemos nos alegrar com a tarefa que Deus nos designou, sem invejar a tarefa de outrem. O Senhor é a nossa porção.

A título de exemplo, Henry C. Morrison e sua esposa serviram por décadas na África antes de terem que retornar para casa por motivos de saúde. Ao chegarem de navio a Nova York, havia uma banda e uma enorme multidão à espera. Acontece que o ex-presidente Teddy Roosevelt também estava voltando de uma caçada grossa na África, e a multidão e a festa eram em homenagem a Roosevelt. Henry ficou desanimado, pois parecia que todos haviam se esquecido dele, mas deram uma grande recepção a Roosevelt, que havia ido apenas caçar. Ele ficou abatido até que Deus lhe mostrou que “você ainda não chegou em casa”. Não era o destino de Henry e de sua esposa receberem aquela grande celebração; mas a recepção que lhes aguardava no céu foi, sem dúvida, muito maior do que a que Roosevelt recebeu na terra.

P: Em Salmos 16:8 e 15:5, qual é o significado de “não será abalado”?

R: O Salmo 15 enfatiza que aqueles que andam com retidão e não praticam atos ímpios não serão abalados. O Salmo 16:8 diz que aqueles que buscam em Deus todas as coisas boas também não serão abalados.

P: Em Salmos 16:8-10, quem é o Santo aqui?

R: Embora o salmo comece com Davi refletindo sobre a proteção de Deus para com ele, este salmo passa gradualmente a falar, não de Davi, mas do Santo de Deus, que é o Messias. Isso se refere a Jesus, de acordo com Pedro em Atos 2:25-28 e Paulo em Atos 13:35.

P: No Salmo 17:1, o que são “lábios falsos/enganosos”?

R: São lábios hipócritas que oram a Deus como se a pessoa fosse piedosa, mas que, na verdade, não está interessada em obedecer a Deus.

P: No Salmo 17:1, qual é a diferença entre “não mentir demais” e não ter lábios enganosos?

R: Não devemos prestar falso testemunho nem mentir uns aos outros de forma alguma. É a diferença entre tentar controlar e reduzir um pouco um pecado e tentar erradicá-lo de sua vida. Quando você tem o hábito de não usar o engano em nada, isso pode se tornar seu instinto e mantê-lo longe do pecado. No entanto, deve-se mencionar que é aceitável permanecer em silêncio em vez de fornecer informações àqueles que poderiam usá-las contra nós. Além disso, se houver vários fatores envolvidos, não é necessário contar tudo, assim como foi dito a Samuel em 1 Samuel 16:2-4.

Portanto, levando em conta essas ressalvas, preste atenção ao que diz e pratique diariamente o fato de não ter engano em seus lábios.

P: Em Salmos 17:1-6, como devemos lidar quando algo muito ruim, ou potencialmente muito ruim, nos acontece, e sabemos que não fizemos nada para merecer isso?

R: Davi nunca perguntou: “por que eu?”, mas sim: “e agora?”. Davi já sabia que não havia pecado nem motivo para que isso acontecesse com ele, mais do que com outras pessoas. Davi se arrependeria de qualquer mal que estivesse cometendo e que pudesse ter provocado isso, só que ele sabia que não havia nada. Mas a resposta adequada de Davi foi levar o assunto a Deus e pedir ajuda.

P: Em Salmos 17:4-5, como devemos, assim como Davi, orar para sermos preservados dos caminhos do mal, a fim de que nossos pés não escorreguem?

R: Ao ser perseguido por pessoas más, poderia ser tentador para Davi agir da mesma forma. Não apenas devemos nos comprometer a seguir a Deus, mas também devemos orar para pedir a Deus que nos mantenha longe de más influências que, seja por prazer ou por medo, possam se interpor em nosso caminho ou nos distrair de seguir a Deus plenamente. É bom pedir a Deus que traga à sua vida o que Ele deseja. Mas também podemos orar para que Deus retire de nossa vida aquelas coisas que, embora possamos gostar delas, nos atrasam em seguir a Deus.

P: No Salmo 18:1-50, sobre o que trata este salmo?

R: Trata-se de um salmo de louvor após Davi ter sido livrado de situações perigosas (provavelmente envolvendo Saul). É o mais longo “salmo hímnico” e divide-se claramente em duas partes. Os versículos 1-30 falam da forte proteção que Deus oferece. Os versículos 31-50 celebram o que Deus fez. No entanto, este salmo não trata apenas de Davi. Trata-se de Davi em menor medida, mas, em maior medida, Romanos 15:9 mostra que, na verdade, trata-se do nosso Salvador. Este salmo é um desafio para nós. Não está perguntando “você ora regularmente a Deus?”, mas sim nos desafiando a fazer regularmente orações de agradecimento a Deus. É claro que devemos orar quando temos necessidades, mas não nos esqueçamos de também fazer orações nas quais não estamos pedindo nada; estamos apenas louvando e agradecendo a Deus pelo que Ele fez.

P: No Salmo 18:1-50, qual é a estrutura desse salmo?

R: Ele está organizado como um quiasmo, o que é típico de muitos salmos.

O Senhor é a Rocha de Israel

- 4-6 Aflição

- - 7-15 O Senhor vem em socorro

- - - 16-19 A libertação do Senhor

- - - -20-29 A fidelidade de Deus para com os fiéis

- - - 30-36 As perfeições divinas

- - 37-42 A vitória do rei sobre os inimigos

- 43-45 A gloriosa libertação

46-50 O SENHOR vive! Bendito seja a minha Rocha!

P: No Salmo 18:1-2, qual é a diferença entre amar a Deus com todas as suas forças e amar a Deus, que é a nossa força?

R: Queremos fazer as duas coisas, mas há uma distinção. Jesus disse para amar o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e todas as suas forças, em Marcos 12:30. Mas você provavelmente descobrirá que, mesmo dando a Deus tudo o que tem, o que você oferece ainda não é suficiente. Deus nos dá força, mas você precisa aprender a permitir que a força de Deus flua através de você, em vez de simplesmente servir a Deus com suas próprias forças. Formas de impedir isso incluem a relutância em confiar em Deus, atribuir a si mesmo o mérito pelo que Deus fez por meio de você e o orgulho em relação aos outros. Certifique-se de que a glória e o crédito sejam dados a Ele, não a você. E, à medida que permitir que a força de Deus flua através de você e transforme os outros, você descobrirá que também é transformado.

P: No Salmo 18:9, como é que as trevas/nuvens escuras estão sob os pés de Deus?

R: Essa expressão poética e vívida é verdadeira tanto no sentido visual quanto como metáfora moral.

Visualmente, parecia brilhante “como a aparência de um arco-íris nas nuvens em um dia chuvoso,...” em Ezequiel1:28 (NIV 1985).

Como metáfora moral, Deus é puro e mantém as trevas do mal subjugadas sob Seus pés.

P: Em Salmos 18:20, quando Davi disse que Deus agiu com ele de acordo com sua justiça e suas mãos puras, isso prova que as boas obras salvavam nos tempos do Antigo Testamento?

R: Não, por duas razões. Davi não estava falando de Deus salvá-lo eternamente, mas de Deus ajudá-lo nesta vida. Em segundo lugar, a vida posterior de Davi mostrou que Deus não tratou Davi como ele merecia, mas, após o pecado com Bate-Seba, Deus tratou Davi com misericórdia.

P: Em Salmos 18:20-21, o que isso nos diz sobre nossas provações?

R: O “teste” para Davi não era se ele conseguiria ou não. O teste era se Davi manteria sua integridade quando as coisas ficassem difíceis.

P: Em Salmos 18:32,34, por que Deus precisa nos fortalecer e preparar nossas mãos para a guerra, uma vez que o próprio Deus nos salva e é nossa força em Salmos 18:2,17-19?

R: Considerando um exemplo, a conquista da Terra Prometida por Josué, ambas as afirmações são verdadeiras. Deus fez com que eles atravessassem o rio Jordão em terra firme, surpreendendo os cananeus, e Deus fez com que as muralhas de Jericó desabassem; mais tarde, Deus prolongou o dia em Canaã durante a luta contra os reis cananeus do sul. Não lhes foi permitido tomar os despojos de Jericó, pois não foram eles que fizeram a cidade cair. No entanto, tiveram de travar as outras batalhas, e puderam tomar os despojos nessas ocasiões.

Hoje, Deus trava algumas batalhas por nós, de tal forma que não precisamos fazer nada. Mas, talvez na maioria de nossas lutas, tenhamos que lutar nós mesmos. Deus pode nos ajudar a “preparar nossas mãos para a guerra”, mas precisamos estar preparados e ser capazes de lutar por conta própria.

P: Em Salmos 18:34, como Deus treina nossas mãos para a guerra hoje, já que Jesus é o príncipe da paz?

R: Pergunte a qualquer soldado aliado que lutou na Segunda Guerra Mundial. Às vezes lutamos em defesa própria, em prol dos oprimidos e pela justiça para com os outros, e devemos estar preparados para lutar bem. Mas não precisamos lutar para invadir ou oprimir os outros.

No entanto, a linha divisória fica obscura quando um líder racionaliza: “para defender um pouco melhor o meu país, vou atacar e tomar completamente o seu”. É algo semelhante ao que ocorreu há algumas centenas de anos, quando os cossacos se rebelavam contra os poloneses; seu grito de guerra era “liberdade”, enquanto cometiam atrocidades contra civis católicos romanos e judeus.

P: No Salmo 18:46, como Deus pode ser a Rocha em sua vida hoje?

R: Podemos confiar Nele e contar com Ele para cuidar de nós. Quando as circunstâncias estão indo muito bem, podemos lembrar que nossa confiança está em Deus, nossa Rocha, e não em nossas circunstâncias. Quando as circunstâncias estão indo mal, da mesma forma podemos lembrar que nossa confiança está em Deus, nossa Rocha. João Calvino incentivava os cristãos a lerem este salmo todos os dias.

P: Em Salmos 18:49 e Romanos 15:9, de que forma isso se refere a Cristo?

R: A forma como Deus veio em auxílio de Davi aqui pode parecer um pouco exagerada, até que se perceba que não se trata principalmente de Davi, mas de Cristo, como mostra Romanos 15:9. Como escreveu F.B. Meyer: “A voz é fraca e solitária, mas a resposta abala a criação”. A morte e Satanás não deixam as pessoas saírem. Pois bem, alguém iria sair dali: Deus é Todo-Poderoso, e Ele se certificará disso. O escritor cristão medieval Fulgêncio apresenta uma imagem vívida de Jesus no inferno, usando Sua cruz como um aríete, esmagando os portões do inferno e abrindo-os à força.

P: Por que Salmos 18:1-50 e 2 Samuel 22 são tão semelhantes?

R: São extremamente semelhantes, embora com algumas diferenças; talvez o Salmo 18 seja a versão mais refinada. Ambos afirmam que o salmo foi escrito quando o Senhor livrou Davi de seus inimigos e das mãos de Saul. Por que não incluir o mesmo salmo em dois lugares, em livros diferentes?

P: No Salmo 19:1-4, a que distância estão as estrelas de nós?

R: Algumas estão muito distantes, mas a mais próxima é uma das três estrelas de Alfa Centauri, chamada Próxima Centauri. Ela está a 4,2465 anos-luz de distância. Isso equivale a 25 trilhões de milhas ou 40 trilhões de quilômetros. Se o senhor (ou, mais precisamente, seus restos mortais) pudesse viajar em uma nave espacial até Proxima Centauri, e o custo da viagem fosse de apenas 1 centavo por mil milhas, isso lhe custaria pouco mais de US$ 250 milhões.

Uma das galáxias mais próximas encontra-se na constelação de Virgem e está a 17 milhões de anos-luz de distância.

P: Em Salmos 19:1-6 e Romanos 1:19-20, o que a natureza pode nos mostrar sobre Deus?

R: Para aqueles que observam e refletem, ela mostra que existe um Criador e revela grande beleza, poder e sabedoria. Ela nos faz contemplar este vasto cosmos e nos perguntar quão pequenos realmente somos e quão poucos são nossos dias nesta Terra. Ela pode levar as pessoas a refletir se há algo que tenha importância eterna e se pode haver um propósito real para nossa existência. Quando devidamente considerada, a natureza pode ser usada para nos levar a refletir sobre Ele. Quando considerado de forma inadequada, muitas pessoas contemplaram as maravilhas do universo natural e passaram a adorá-lo.

Há verdadeira beleza na criação. “Corot, o grande pintor de paisagens, disse certa vez: ‘Quando me encontro em um dos belos recantos da Natureza, fico irritado com minhas pinturas’. Satisfeito com elas em seu ateliê, o artista sentiu-se humilde diante da glória da Natureza. Ao nos julgarmos à luz do mundo, podemos facilmente encontrar motivos para satisfação pessoal; mas julgar-nos à luz do Senhor, medir-nos pelo padrão divino, é subjugar nosso orgulho. (Choice Gleanings), citado do Comentário Bíblico do Crente, p. 602.

No entanto, a revelação natural por si só não pode nos falar sobre a Trindade, o Salvador ou a salvação.

Na época de Isaac Newton, era comum ter modelos planetários do sistema solar, baseados no trabalho de Kepler, e Newton possuía um. Um amigo ateu perguntou a Newton quem o havia feito. Newton respondeu: “Ninguém, ele simplesmente se fez sozinho”. O amigo disse: “Não, quem o fez?”, e Newton deu a mesma resposta. Quando o amigo começou a ficar irritado, Newton perguntou-lhe por que era tão difícil para ele acreditar que aquele modelo se fizesse sozinho, se ele acreditava que o sistema solar real se fizesse sozinho.

P: Em Salmos 19:1, é possível ver o Evangelho nas estrelas?

R: Esse versículo não diz isso especificamente. Ele apenas afirma que os céus proclamam a glória de Deus. A natureza em geral revela algumas características do Criador, conforme afirma Romanos 1:19-20. Alguns cristãos veem nas constelações do hemisfério norte a história do Evangelho representada em imagens (Libra, a balança da justiça de Deus; Escorpião, a serpente, etc.). No entanto, encontrar o Evangelho em constelações específicas é algo extra-bíblico, e outras culturas têm outros nomes para as constelações (como a Grande e a Pequena Carroça, em comparação com a Ursa Maior e a Ursa Menor).

P: Em Salmos 19:1-6 e Salmos 19:7-12, por que essas duas partes estão juntas?

R: A primeira parte demonstra o caráter de Deus por meio da natureza, primeiro do céu noturno e, em seguida, do sol. A segunda parte demonstra o caráter de Deus por meio de Sua lei. O sol vê tudo na Terra. Da mesma forma, Deus e Seus julgamentos examinam todas as pessoas na Terra. No entanto, os céus apenas revelam a glória de Deus, mas os mandamentos de Deus revelam a vontade que Ele deseja para nós.

P: Em Salmos 19:3-4, de que tipo de conhecimento Davi está falando aqui?

R: Existem diferentes tipos de conhecimento e diferentes maneiras de encarar a mesma coisa. Por exemplo, conhecimento detalhado seria conhecer os planetas, conhecer as estrelas mais brilhantes, o padrão das constelações e até mesmo (acredite ou não) os antigos conseguiam distinguir sete pequenas estrelas dentro das Plêiades. Esses detalhes não são o que Davi está se referindo aqui, da mesma forma que saber que a estrela Betelgeuse não é tão brilhante quanto o planeta Vênus não nos diz nada sobre o nosso lar celestial. Em vez disso, a grandiosidade do universo, a ordem intricada e as “circunstâncias fortuitas” que tornam a vida possível para nós indicam que existe um grande Deus, que criou tudo isso e cuida de nós.

Não deixe de enxergar a floresta por causa das árvores. Na verdade, não deixe de enxergar os ciclos do oxigênio, do dióxido de carbono e da água por causa das florestas.

P: Em Salmos 19:5-6, há algo de singular sobre o sol como estrela?

R: Existem diferentes tipos de estrelas, incluindo gigantes vermelhas, anãs brancas do tamanho da Terra, mas com massa um pouco menor, estrelas de nêutrons, buracos negros e outras. Mas o Sol é uma típica estrela da “classe M”. É uma estrela única, ao contrário das estrelas binárias ou trinárias que giram em estreita proximidade em torno do centro. No entanto, para que a vida física fosse possível na Terra, ela precisava estar a uma distância adequada do Sol: grande o suficiente para que a atmosfera não se evaporasse para o espaço (ao contrário de Marte), grande o suficiente para que a vida pudesse se desenvolver, girando rápido o suficiente para que metade não estivesse congelando e a outra metade fervendo, e sem uma órbita excessivamente excêntrica. Um sistema estelar duplo ou trinário apresentaria variações de temperatura extremas demais para que a vida física pudesse sobreviver.

Qual é a temperatura do Sol? Em seu núcleo, ela é de cerca de 27 milhões de graus Fahrenheit. Mas a superfície do Sol é, na verdade, relativamente fria; apenas cerca de 10.000 graus Fahrenheit, embora ainda quente o suficiente para derreter diamantes.

Portanto, embora existam muitas estrelas como o Sol, não há (relativamente falando) muitas estrelas semelhantes ao Sol com um planeta na distância adequada. Os cientistas observaram ou inferiram, com base na gravidade, cerca de 4.000 planetas em outros sistemas solares. Desses, cerca de 55 poderiam ser semelhantes à Terra, ou seja, ter a massa adequada e a distância adequada de sua estrela, embora não possamos afirmar nada sobre a presença de água e oxigênio. No entanto, há tantas estrelas na Via Láctea que se estima que possa haver de 300 milhões a 40 bilhões de planetas semelhantes à Terra neste “lugar humilde” que chamamos de lar: a Via Láctea. Acredita-se que existam cerca de 200 bilhões de galáxias.

Consulte e para obter mais informações.

P: Em Salmos 19:7-8, de que maneira exata o fato de conhecer e obedecer aos mandamentos de Deus traz alegria aos nossos corações e ilumina nossos olhos?

R: Há uma alegria em saber que estamos agradando a Deus. Conhecer e seguir os estatutos de Deus nos transforma, ao nos dar sabedoria e abrir nossos olhos para a prudência, permitindo-nos ver o mundo, pelo menos parcialmente, da perspectiva de Deus.

P: No Salmo 19:10a, em que sentido a Palavra de Deus é semelhante ao ouro fino?

R: Deus é duradouro, não enferruja nem se corrói, e é belo e atraente; assim também é a Palavra de Deus. Ambos são preciosos, e é preciso se esforçar para obter qualquer um deles.

P: No Salmo 19,10, como a vida de um cristão poderia ser diferente se ele realmente acreditasse nesse versículo e valorizasse a Deus, Sua autoridade e Seus julgamentos como tendo maior valor do que o ouro, em vez do contrário?

R: Se somasse todos os minutos que um cristão passa pensando ou se preocupando com dinheiro, em enriquecer ou em evitar dívidas, em comparação com os minutos dedicados a orar, meditar e compartilhar sobre Deus, a segunda categoria ocuparia muito mais tempo do que a primeira. Se um cristão sofresse uma perda no mercado de ações ou em outro investimento, em comparação com o fato de o próprio cristão — ou alguém que ele ama — cair em pecado, ele lamentaria mais a segunda situação do que a primeira. Se um cristão obtivesse um grande lucro em um investimento, em comparação com o fato de o próprio cristão, ou alguém que ele ama, ter vencido um pecado ou se convertido a Cristo, ele demonstraria mais alegria com o segundo do que com o primeiro. Os versículos bíblicos são fáceis de ler; o desafio é que devemos acreditar neles.

P: Em Salmos 19:11-12 e Tiago 1:23-25, qual é uma função importante da Palavra de Deus nessas passagens?

R: É como um espelho do nosso interior, mostrando-nos onde precisamos mudar e nos conformar à semelhança de Cristo. Ela nos ensina a fugir da tentação, resistir ao diabo, odiar o pecado e evitar até mesmo a aparência do mal. A Palavra de Deus tanto nos mostra quanto nos adverte, para que possamos nos manter longe de apuros. A melhor maneira de evitar as consequências de suas ações malignas é simplesmente nunca cometer essas ações malignas!

P: Em Salmos 19,12-13, qual é a diferença entre falhas secretas/ocultas e erros presunçosos/deliberados, e de quem, afinal, essas falhas secretas são ocultas?

R: Há uma diferença entre pecados dos quais você não tinha consciência de estar cometendo e coisas que você sabia que eram pecado, mas que, mesmo assim, decidiu praticar. As faltas secretas podem ou não ser percebidas por outra pessoa, mas, muitas vezes, não são percebidas — ou não são vistas como pecado — pela própria pessoa que as comete. Existem diferentes tipos de faltas secretas. Uma pessoa pode não saber que algo era pecado, por não estar bem versada na Palavra de Deus. Ou mesmo que conhecesse bem a Palavra de Deus, mas não tivesse dedicado tempo para examinar seu coração. Ou ainda, embora não tivesse certeza se algo era desagradável a Deus ou não, não quis perguntar, pois talvez não gostasse da resposta.

P: Em Salmos 19:14, algumas de nossas orações e meditações podem ser mais aceitáveis a Deus do que outras? O que as tornaria assim?

R: Tiago 4:3 diz que podemos pedir e não receber porque estamos pedindo apenas para satisfazer nossos desejos. Deus não ouve nossa oração se fecharmos nossos ouvidos ao clamor dos pobres. Os maridos devem ser atenciosos com suas esposas para que suas orações não sejam impedidas, de acordo com 1 Pedro 3:7.

Permaneça na Palavra de Deus e terá bons exemplos do que orar. Mantenha-se centrado em Deus, e suas meditações serão mais agradáveis do que se você estiver focado em si mesmo.

P: Em Salmos 20:1, qual é o contexto desse salmo?

R: Trata-se de um salmo real, com uma mistura de um solo real e do coro do povo. Embora não haja nenhuma indicação explícita, o conteúdo mostra que se passa antes de uma batalha. É uma guerra ou batalha pela qual tiveram tempo de orar; portanto, é provável que se trate de Israel lutando contra os exércitos da Síria e de Amom.

Mesmo quando enfrentamos batalhas não físicas, como no trabalho ou em uma prova na escola, precisamos confiar em Deus da mesma maneira. Este salmo pode ser visto como uma oração pela vitória. Da mesma forma, devemos orar a Deus por vitória — sobre o pecado, nossas circunstâncias ou, em outras palavras, nossos adversários, tanto externos quanto internos. Davi orou com confiança, esperando a vitória; nossas orações não são muito eficazes se não orarmos com fé, com a expectativa da vitória.

P: Em Salmos 20:1-9, qual é a estrutura deste salmo?

R: Como afirma Donald M. Williams: “O Nome que defende, o Nome que se manifesta, o Nome que liberta”

Deus defenderá Seu Nome, e no Salmo 20:8 o Nome de Deus nos defende.

Devemos proclamar e manifestar publicamente o Nome de Deus, enquanto travamos a batalha, tanto antes quanto depois da vitória. Quando Moisés e os israelitas lutaram contra os amalequitas, só estavam vencendo quando Moisés mantinha as mãos erguidas, conforme Êxodo 17:11-13. Posteriormente, Moisés construiu um altar chamado “O Senhor é minha bandeira”. Em Êxodo 17:14-17, os estandartes são bandeiras, e é bom que tenhamos “bandeiras” também, mesmo que sejam apenas lembranças em nossa mesa de trabalho ou uma cruz que usemos.

Deus já nos libertou, e temos confiança de que Deus nos libertará aqui. Podemos nos alegrar agora, antes da vitória, sabendo com fé que Deus nos libertará.

Os versículos 1-5 são uma oração pela vitória, e os versículos 6-8 expressam a confiança na vitória futura.

P: No Salmo 20:4, quando Deus concederá a você os desejos do seu coração?

R: Quando eu era criança, costumava pensar que esse versículo significava que Deus concederia os desejos daqueles que O seguiam. Mais tarde, passei a acreditar que, na verdade, significava que Deus lhe daria os sentimentos, as ambições e outros desejos que Ele quisesse que você tivesse. Agora vejo que ambas as interpretações são verdadeiras. Deus concede aos Seus filhos os desejos corretos e também anseia por satisfazer esses desejos. É claro que nosso desejo de ver Deus face a face só será satisfeito quando chegarmos ao Céu.

P: No Salmo 20:7, visto que Davi também via a necessidade de possuir carruagens e cavalos, qual é a diferença entre confiar neles e confiar em Deus?

R: Muitos confiam exclusivamente nos arsenais de armas e na proteção que acumularam. Os arameus (sírios), em particular, possuíam muitas carruagens e cavalos. Os reis de Israel e de Judá não tinham permissão para manter um grande número de cavalos, conforme Deuteronômio 17:16. As pessoas têm a tendência de querer confiar em suas próprias habilidades. Mas Davi percebeu que isso não era suficiente; Deus pode conceder ou retirar a vitória. Ao enfrentar um exército adversário, carruagens e cavalos eram necessários, mas não suficientes. Ambos os lados os teriam, mas para um deles isso não seria suficiente. Na verdade, ter uma cavalaria cada vez maior, como faziam os midianitas, não era suficiente se Deus estivesse contra eles. Davi percebeu que a vitória pertencia ao Senhor. Mas, para nós, em vez de apenas pedirmos a Deus que esteja do nosso lado, certifiquemo-nos de que estamos totalmente do lado de Deus.

P: Como o Salmo 21:1-13 se relaciona com o Salmo 20?

R: O Salmo 20:4 pede a Deus que conceda o desejo de seu coração, e o Salmo 21:2 diz que Deus lhe concedeu o desejo de seu coração. Davi lembrou-se de orar por ajuda e vitória no Salmo 20, mas não se esqueceu de agradecer a Deus pela vitória no Salmo 21. Da mesma forma, devemos ser tão prontos em orar para agradecer a Deus por algo bom que aconteceu quanto somos em pedir ajuda a Deus em uma situação difícil.

O Salmo 22 também se refere ao Messias, de acordo com o targum judaico e o Talmude B. Succa 52a.

P: No Salmo 21:1, quando exatamente ocorreu a guerra ou batalha pela qual eles estavam orando?

R: Mais uma vez, não sabemos ao certo, mas tratava-se de uma guerra ou batalha em que o povo teve tempo para se reunir, orar e oferecer sacrifícios junto com seu rei. Acredita-se que possa ter ocorrido antes do combate contra os exércitos combinados dos amonitas e sírios, descrito em 2 Samuel 10:14-19. Isso seria interessante, pois o Salmo 20 teria sido escrito logo antes de Davi cometer adultério com Bate-Seba e mandar matar Urias. A celebração no Salmo 21 teria ocorrido logo em seguida.

Portanto, Davi estava realmente comemorando, mas comemorava com um segredo.

P: No Salmo 21:1-13, qual é a estrutura?

R: Os versículos 21:1-7 tratam da vitória imediata que ocorreu, e os versículos 8-13 louvam a Deus pela confiança em vitórias futuras. Trata-se de um quiasmo, conforme segue

1 O rei se alegra na força do Senhor

2-6 - Os dons de Deus aos reis

7 - - A resposta do rei

8-12 - A confiança do povo em Deus e no rei

13 O povo se alegra na força do Senhor

P: No Salmo 21:7, em que Davi está confiando, em última instância?

R: A palavra traduzida em português como “misericórdia” ou “amor” é a palavra hebraica hesed, que significa “amor da aliança”. Em última análise, Davi está confiando no compromisso inabalável e fiel de amor de Deus para com o seu povo.

P: Nos Salmos 21:9; 79:5; 89:46; 97:3, de que forma a ira de Deus se assemelha ao fogo?

R: Pessoas e animais quase não têm medo do fogo quando ele não está nas proximidades, ou então não sabem que ele está por perto. Mas o fogo pode se alastrar rapidamente por uma floresta seca, muito mais rápido do que um carro. Pode ser rápido demais para se fugir, e nem mesmo água ou produtos químicos de combate a incêndios o detêm imediatamente.

Muitas pessoas não têm medo da ira de Deus, porque ela não está presente para elas no momento, e elas não percebem que ela algum dia virá. De fato, Deus é lento para irar-se. Mas, quando ela vier, o senhor não poderá fugir dela, não poderá detê-la, e ela poderá destruir rápida e irrevogavelmente tudo o que é valioso e precioso para o senhor, incluindo seus entes queridos e o próprio senhor.

P: Em Salmos 21:10, por que Deus destruirá da face da terra os descendentes das pessoas más?

R: A salvação é oferecida a todos, independentemente de quem sejam seus pais (Atos17:30 ; Tito2:11 ; 1 Timóteo 2:5-6;4:10 ; 1 João 2:2). Em última análise, todos, homens e mulheres, são ou Filhos de Deus (Romanos8:14 ; Gálatas3:26 ), ou seja, nascidos de novo como filhos de Deus (João 3:3-8; 1 João 3:1,10; Romanos8:16 -17), ou então filhos do diabo (João8:44 ; 1 João3:10 ).

P: No Salmo 22:1-31, qual é a estrutura desse salmo?

R: Assim como muitos outros salmos de lamento, ele possui duas partes; neste caso, a desesperança de uma morte abandonada e a esperança além dela.

Há dois ciclos que descrevem a situação no Salmo 22:1-5 e no Salmo 22:6-10, e dois ciclos que descrevem os inimigos no Salmo 22:12-15 e no Salmo 22:16-18.

P: No Salmo 22:1-2, como o senhor reagiria se se sentisse abandonado pela bênção de Deus e Deus permanecesse em silêncio?

R: Em primeiro lugar, perceba que você não estaria sozinho. Ana, especialmente José, Sansão e João, exilado em Patmos, talvez também tenham se sentido da mesma forma. Alguns, como Sansão, poderiam se sentir abandonados por causa de seus pecados. Outros, como José, poderiam irritar as pessoas sem ter consciência do que estavam fazendo. Outros ainda, como João ou Jó, foram exilados ou sofreram muito exatamente por estarem servindo a Deus.

No caso de Sara, Ana, Isabel, José, os três jovens de Daniel e o próprio Daniel, você gostaria de dizer a eles para erguerem os olhos, pois quando tudo parece mais sombrio, é justamente antes de uma vitória resplandecente.

Portanto, mantenha sua confiança; assim como Davi fez no Salmo 22:3 e, como Davi lembrou, seus antepassados fizeram no Salmo 22:4-5.

P: O Salmo 22 foi escrito no contexto de tempos difíceis, quando os judeus estavam exilados da terra, não tinham acesso ao templo e Davi estava fugindo de seus inimigos?

R: Definitivamente não, apesar do que alguns comentaristas liberais afirmam. É verdade que foi escrito por Davi, por volta de 1100 a.C., provavelmente quando ele estava fugindo de seus inimigos. No entanto, o templo ainda não havia sido construído (foi construído na época de seu filho Salomão). O povo só não tinha acesso ao templo porque o templo não existia! Quanto ao autor do Salmo estar entristecido porque o povo estava exilado da terra, o primeiro exílio ocorreu sob o domínio assírio por volta de 722 a.C., cerca de três séculos depois de Davi estar fugindo de seus inimigos.

P: No Salmo 22, o que indica que se trata da crucificação do Messias?

R: Isso não se refere a Davi, pois ninguém perfurou as mãos e os pés de Davi. (Também poderia significar “semelhante a um leão”, mas, mesmo assim, as mãos e os pés de Davi também não estavam curvados como as garras de um leão.) As vestes de Davi não foram repartidas entre eles. Davi não foi desprezado porque parecia que Deus não o estava livrando (22:6-8).

Visto que este salmo não trata de coisas que Davi vivenciou pessoalmente, a quem ele poderia se referir? Refere-se a alguém que seguiu a Deus desde o ventre (versículo 9), mas que foi desprezado como se tivesse sido abandonado por Deus (versículos 6-8), e que clama: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (versículo 1). Trata-se de alguém cujas mãos e pés foram traspassados (versículo 16), que foi levado ao pó da morte (versículo 15). Isso soa como o mesmo servo sofredor de Isaías 53, e isso se refere ao Messias.

Entre os judeus, a Pesikta Rabbati 37:2, escrita por volta de 845 d.C., refere-se ao Salmo 22 como uma profecia messiânica. Chamando o Messias de Efraim, diz: “Efraim, nosso Verdadeiro Messias!... e o senhor foi ridicularizado e desprezado pelas nações do mundo por causa de Israel, e o senhor permaneceu nas trevas e na escuridão, e seus olhos não viram luz, e sua pele se colou aos seus ossos, e seu corpo ressecado era como madeira, e seus olhos se turvaram pelo jejum, e sua força tornou-se como um caco de cerâmica. Tudo isso por causa dos pecados de nossos filhos….” (Respondendo às Objeções Judaicas a Jesus, vol. 2, p. 229-231, 309)

Se alguém alegar que, como essa passagem profetiza tão precisamente a crucificação de Jesus, os cristãos devem tê-la alterado, temos tanto a Septuaginta — traduzida por judeus antes da época de Cristo — quanto um pergaminho do Mar Morto e um pergaminho encontrado na caverna de Nahal Hever, que demonstram que o que eles possuíam naquela época é o que temos hoje.

O pergaminho do Mar Morto 4Q88 (=4QPss(f)) contém Salmos 22:13-16; 107:2-5, 8-16, 18-19, 22-30, 35-42; 109:4-7, 24-28.

O manuscrito de Nahal Hever, encontrado na Caverna das Cartas (50 a.C. a 100 d.C.), contém o Salmo 7:12-17; 8:1,3-9; 9:12-21; 10:1-6,8-10,18; 11:1-5; 12:5-8; 13:1-2; 14:2-4; 15:1-5; 16:1; 18:5-12, 16-35, 37-42; 22:3-8, 14-20; 23:2-6; 24:1-2; 25:4-7; 29:2; 30:2; 31:1-21

P: No Salmo 22:11-18, qual é o significado dos touros, leões e cães?

R: Todos são perigosos, mas, assim como algumas pessoas, podem ser perigosos de maneiras diferentes.

Os leões são predadores grandes e fortes que estrangulam e mordem suas presas; a presa pode ser grande e estar em excelente condição física, e o leão ainda assim irá atacá-la.

Os cães são um tipo diferente de predador: grandes grupos deles enfraquecem lentamente um animal com muitas mordidas, até que o animal finalmente morra. Embora uma matilha de muitos cães possa atacar um animal grande e saudável, eles preferem, de forma oportunista, animais que já estejam enfraquecidos ou vulneráveis por serem jovens.

Os touros não são predadores e, portanto, não precisam matar nada para se alimentar. Em vez disso, são perigosos e matam outros animais com suas chifres apenas por agressividade ou para marcar território. Os touros não obtêm nenhum benefício, exceto talvez uma sensação de segurança e poder, ao matar outro animal. Eles simplesmente querem fazer isso de qualquer maneira.

P: Em Salmos 22:12, o que Básan tem a ver com touros?

R: O gado fica mais magro, menor, mais fraco e, talvez, menos agressivo quando a comida é escassa. Mas não é o caso dos touros de Basã. Basã era uma região próxima às Colinas de Golã, no atual sudoeste da Síria, com pastagens ricas e bem irrigadas, sem muitos pedregulhos. A região recebe cerca de 24 polegadas de chuva por ano. Os touros daquela região seriam bem alimentados, grandes, fortes e ansiosos por dominar quaisquer ameaças ou outros animais. Amós 4:1 chama as mulheres ricas e ímpias de “vacas de Basã”.

P: O que Salmos 22:14-15 está dizendo aqui sobre a nossa força?

R: Entre as ameaças dos metafóricos “touros” e “leões”, e dos metafóricos “cães”, o grande estresse e a situação desesperadora acabaram de esgotar toda a sua força.

P: Em Salmos 22:16, o hebraico deveria ser traduzido como se suas mãos e pés tivessem sido “perfurados” ou “semelhantes aos de um leão” (texto massorético)?

R: Os estudiosos costumavam discordar. A palavra hebraica literal no texto massorético significa “como as de um leão”, e essa expressão não era comumente usada dessa forma. Talvez isso possa significar que as mãos de Cristo estavam torcidas, pois elas se contrairiam após os pregos serem cravados e Ele permanecer pendurado neles por horas.

Poderia ser simplesmente uma forma poética de dizer “perfuradas”. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 895, questiona se “perfuradas” teria sido inserido pelos cristãos como uma referência a Jesus. No entanto, a conjectura de Asimov está errada neste caso, pois a Septuaginta, traduzida por judeus séculos antes de Cristo, também diz “perfuradas”.

Essa questão foi esclarecida por um antigo pergaminho encontrado em Nahal Hever (5/6HEvPs), escrito antes de 50 d.C. Nele está escrito em hebraico: “Traspassaram as minhas mãos e os meus pés”. Portanto, a Septuaginta e o antigo pergaminho de Nahal Hever concordam, e o texto massorético é diferente neste ponto.

P: No Salmo 22:27-31, o que há de interessante na esperança de Davi neste trecho?

R: Em muitos outros trechos, e anteriormente neste salmo, Davi espera pela libertação e pela bênção de Deus, e anseia por louvá-Lo para sempre. Mas o Salmo 22:27-31 é diferente. Aqui, Davi anseia com saudade que outros também louvem a Deus. Deveria nos trazer grande alegria que outras pessoas amem o Senhor e O estejam louvando e servindo.

P: No Salmo 22:29, o que isso revela sobre a visão de Davi da vida após a morte?

R: Isso mostra que, mesmo após a morte, os crentes continuarão a louvar a Deus.

P: Em Salmos 23:1-6, quando esse precioso salmo foi escrito?

R: As Escrituras não dizem, mas podemos especular com base em algumas pistas. Algo pode ter lembrado Davi dos dias em que ele era pastor. A proteção de Deus estava muito presente em sua mente naquele momento. Davi falou sobre preparar uma mesa na presença de seus inimigos. Davi também usou uma expressão muito sombria e melancólica que nunca havia usado antes nem voltou a usar depois: o vale da sombra da morte.

Com base nessas pistas, alguns especulam que ele escreveu isso quando fugiu de Absalão, ou então escreveu mais tarde, ao relembrar a situação em que esteve à beira da morte por causa de Absalão. Se ele e seus soldados leais tivessem permanecido no vale próximo a Jerusalém, o grande número de homens de Absalão teria capturado Davi e o matado. Foi graças ao conselho de Husai, o arquita, que Davi não parou, mas atravessou o vale para cruzar o rio Jordão.

Este salmo foi escrito durante um período de grande temor, que o Comentário Bíblico do Crente, p. 579, denomina “o poema mais amado de toda a literatura”.

P: Em Salmos 23:1-6, qual é o esboço deste salmo?

R: J.R. Littleproud apresentou um esboço breve, porém convincente, deste salmo.

23:1-3 O segredo de uma vida feliz - todas as necessidades supridas

23:4-5 O segredo de uma morte feliz - todo medo afastado

23:6 O segredo de uma eternidade feliz - todos os desejos realizados.

P: No Salmo 23:1, quem é o pastor aqui?

R: Primeiro, o que não é a resposta; depois, a resposta.

O que não é a resposta: os reis às vezes se autodenominavam pastores da nação, como fez Hamurabi, rei da Babilônia (ANET p. 164b). Mas Davi é quem fala e é a ovelha aqui, portanto não pode ser Davi.

A resposta: Neste salmo, assim como no Salmo 28:9 e 80:1, é Deus, embora os crentes do Antigo Testamento também pudessem entender o Pastor como o Messias, já que Isaías 40:11 assim o afirma. Entendemos isso especificamente como sendo tanto Deus quanto o Messias, a saber, Jesus Cristo, com base no fato de Cristo ser nosso pastor em João 10:14, onde Ele conhece Suas ovelhas e Suas ovelhas O conhecem, e em 1 Pedro 5:4. O Bom Pastor daria a Sua vida por Suas ovelhas, conforme Hebreus 13:20.

P: No Salmo 23:1,6, o que isso nos diz sobre Deus prover para Davi e para nós?

R: Alguns cristãos estavam cheios de fé de que Deus providenciará para eles na eternidade, mas não têm tanta certeza de que Deus providenciará para eles no tempo presente.

Este salmo mostra como Deus supria uma variedade de necessidades. Deus supria as necessidades espirituais em Salmos 23:2-3. Ele supria as necessidades de orientação de Davi em Salmos 23:3. Deus supria as necessidades emocionais de Davi em Salmos 23:4. Deus supria as necessidades físicas de Davi em Salmos 23:5. Por fim, Deus supriria as necessidades eternas de Davi.

P: O Salmo 23:1-6 concentra-se principalmente no Pastor, mas o que ele diz sobre nós, as ovelhas?

R: Diz duas coisas bastante diferentes. Quando as Escrituras nos comparam a ovelhas, somos valiosos para o Pastor, e Ele colocaria a própria vida em risco para nos proteger. Mas a segunda coisa, ao nos comparar a ovelhas, é que as ovelhas não são muito inteligentes. Às vezes, se você resgatar uma ovelha que caiu em uma vala, ela vai pular de alegria e acaba caindo de volta nela.

Se as ovelhas estiverem em fila e você colocar um galho como barreira na altura dos joelhos, elas pularão por cima dele e seguirão em frente. Quando o galho for removido, as ovelhas continuarão a fazer o mesmo, porque foi isso que a ovelha à frente delas fez! As ovelhas também turvam a água que elas e outras ovelhas estão prestes a beber. Somente as ovelhas seriam tolas o suficiente para poluir o que estão prestes a usar. - certo???

Deus não estava realmente nos elogiando quando nos chamou de ovelhas. Mas, ao mesmo tempo, Deus mostrou que somos preciosos para Ele.

P: Em Salmos 23:1-6, esse é um bom salmo para consolar as pessoas?

R: A Palavra de Deus aqui é um bom consolo para os cristãos. Mas, na verdade, ela NÃO deve ser reconfortante para todos. Se o senhor não deseja seguir o Bom Pastor e não faz parte do Seu rebanho, por não ser uma de Suas ovelhas, então este salmo não se aplica a o senhor. Se o senhor ainda não entregou sua vida a Cristo, o senhor está por conta própria, e talvez a história dos três porquinhos seja mais apropriada

P: No Salmo 23:4, de quem são essa vara e esse cajado, e como eles seriam um consolo para Davi?

R: Trata-se da vara e do cajado do Pastor de Davi: Deus. O cajado ou a vara de um pastor podem resgatar uma ovelha do perigo ou de uma situação difícil. Os wadis, ou riachos sazonais, costumavam ser apenas fendas escuras e profundas na terra, e quem sabe se seria possível sair de lá facilmente. O cajado ou a vara também são armas para golpear lobos. Da mesma forma, podemos ser consolados pela força de Deus, capaz de nos resgatar e nos defender.

P: No Salmo 23:4, a provisão de Deus para nós é sempre reconfortante?

R: Não necessariamente naquele momento. Um pastor costuma ter cães pastores. Os cães pastores, com seus olhos, olfato e sono leve, são um sistema essencial de alerta precoce contra lobos ou ursos. Os cães pastores normalmente têm o instinto de conduzir o rebanho (e também crianças pequenas), forçando-as a irem para onde querem que elas vão. Mas quando as ovelhas se recusam a ir para onde o cão pastor as está guiando, o cão pode dar uma mordidinha em seus calcanhares, não para comê-las ou machucá-las, mas para causar dor, de modo que elas sigam para onde precisam ir.

P: Em Salmos 23:5, qual é o significado da mesa posta na presença de seus inimigos?

R: A imagem é a de que Davi poderá sentar-se tranquilamente e desfrutar de uma refeição, sabendo que está a salvo. Seus inimigos, que gostariam de capturá-lo, estão ali observando, mas não poderão fazer nada.

Deus é providencialmente generoso e bondoso o suficiente para proporcionar um banquete farturento; mas Deus... Deus também é poderoso o suficiente para que os inimigos de Davi saibam que não ousam fazer nada que perturbe a refeição.

P: No Salmo 23:5, costumamos pensar em duas partes do nosso testemunho: 1) compartilhar o evangelho e 2) viver uma vida santa. Mas há uma terceira parte do nosso testemunho: nosso testemunho de dependência amorosa de Deus. Como seria a aparência de um cristão que também pratica essa terceira parte, em comparação com aquele que dá a impressão de ser capaz de permanecer firme por conta própria, após ter sido anteriormente instruído por Deus?

R: O primeiro cristão, por mais maduro que seja, reconhece livre e publicamente que era, ainda é e sempre será dependente de Deus. O segundo pode dizer que costumava ser dependente de Deus e que ainda é dependente de Deus por causa de Sua promessa de salvação, mas passa a impressão de que é forte o suficiente para dar conta de tudo por conta própria. O segundo tipo não estaria disposto a reconhecer sua própria (atual) fragilidade. Isso pode ser por orgulho ou por causa da sensação equivocada de que, se você é um cristão maduro, precisa ser — ou, caso contrário, precisa dar a ilusão de que é quase perfeito, sem pecado.

Como observação adicional, às vezes as pessoas reformulam a segunda parte de modo a incluir também a terceira. Mas, de qualquer forma, o Salmo 23 enfatiza a terceira parte.

P: No Salmo 24:1, como é que tudo pertence ao Senhor, se o cartório do município afirma que minha casa pertence a mim?

R: A quem pertence o terreno sob o tribunal do condado e às pessoas que nele entram? Dizemos que possuímos coisas, mas Deus é o dono de tudo por direito de criação. Às vezes, queremos tentar nos agarrar às coisas a todo custo, sem perceber que, para começar, nunca conseguiríamos nos agarrar a nada de verdade. É por isso que é melhor segurar as coisas que Deus lhe deu “sem se apegar demais”, para que não seja necessário arrancá-las de suas mãos caso Deus as retire.

P: No Salmo 24:2, a terra está fundada sobre os mares, ou a terra “pende no vazio”, como diz Jó 26:7?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras, considerando que a palavra “terra” (eres) em hebraico (assim como em português) pode significar solo, terra firme ou este planeta. Os mares surgiram antes da terra firme, de acordo tanto com Gênesis 19 quanto com evidências científicas modernas. A terra firme está acima dos mares, de modo que estes não a inundem. No entanto, a esfera da Terra paira no vazio do espaço. Consulte *When Critics Ask*, p. 236, para obter uma resposta complementar.

P: Em Salmos 24:3-4, o que Davi está realmente perguntando aqui?

R: Davi está fazendo uma pergunta que poucas pessoas hoje fazem, embora mais pessoas devessem fazê-la. Davi está perguntando: “Quem é aceitável aos olhos de Deus?” Muitas pessoas não veem a necessidade de serem salvas, porque não sentem que já estiveram perdidas. Como disse um evangelista: “É preciso fazer com que as pessoas se sintam perdidas antes de poder levá-las à salvação.” Para uma pessoa que mentiu, trapaceou, roubou, cometeu imoralidade sexual ou se embriagou ou se drogou, é preciso que ela perceba que seu pecado a impede de alcançar a felicidade eterna com Deus. A menos que Deus tivesse providenciado um caminho especial, você, eu e todos nós seríamos corruptos demais para ir para o Céu por nossos próprios méritos. Mas louvado seja Deus por ter providenciado um caminho especial — na verdade, o único caminho — em Jesus Cristo, nosso Senhor.

P: No Salmo 24:4, qual é a diferença entre mãos limpas e um coração puro?

R: Mãos limpas significam que o senhor se absteve, ou foi impedido, de praticar atos errados. Mas um coração puro significa que o senhor nunca teve o desejo de praticar atos errados. Além disso, as mãos são o que o senhor usa para agarrar as coisas.

P: No Salmo 24:4, o que é importante aqui em relação a nunca elevar a sua alma a um ídolo, em comparação com alguém que já adorou um ídolo, mas agora se arrependeu?

R: Os crentes se arrependem de seus pecados, e Deus os perdoou por meio do sangue derramado por Jesus Cristo na cruz. Mas quão maior é o testemunho de um cristão que não cometeu um determinado pecado, em comparação com aquele que o cometeu como cristão e depois se arrependeu.

P: No Salmo 24:7, qual é o papel do tempo neste salmo?

R: Os versículos 1 e 2 não estão exatamente no pretérito, mas no aoristo. O pretérito significa que algo aconteceu no passado e, a menos que se indique o contrário, pode não estar mais ocorrendo. O aoristo significa que algo começou no passado e, a menos que se indique o contrário, ainda está ocorrendo. A língua grega não possuía o pretérito, mas sim o aoristo. “Eu era criança” está no pretérito. “Eu era filho dos meus pais” é uma afirmação no aoristo. Em inglês, costumamos dizer: “Eu sou filho dos meus pais”, enfatizando que isso é verdade agora, mas não era igualmente verdade no passado, quando nasci?

Os versículos 3-6 são atemporais, referindo-se a pessoas no passado, no presente e no futuro. Mas todos esses versículos são fundamentais para os versículos 7-10, que representam uma mudança abrupta para o futuro. O clímax deste salmo é a glória do Rei que vem a Jerusalém. Um antegozo dessa celebração ocorreu brevemente durante a entrada triunfal de Jesus, mas seu cumprimento definitivo ocorrerá na segunda vinda de Jesus.

P: Nos Salmos 25, 34 e 119, por que são utilizados acrósticos alfabéticos?

R: Acrosticamente, a beleza e o cuidado apresentam uma forma fácil de ser lembrada, o que é de grande ajuda para aprender muitas novas observações rapidamente. Repita a frase acróstica anterior cinco vezes; diga o mesmo número de palavras (17) aleatoriamente de um livro cinco vezes; e veja qual delas você se lembra melhor meia hora depois. No entanto, não é possível saber quando um acróstico hebraico é utilizado apenas olhando para o texto em português.

O Salmo 25, porém, não é um acróstico perfeito. Uma letra não é utilizada, e outra é usada duas vezes.1

O Salmo 119 também é um acróstico, assim como os capítulos 1, 2 e 4 de Lamentações.

Um acróstico diferente, não ordenado alfabeticamente, em que palavras consecutivas formam “YHWH” em quatro pontos cruciais, encontra-se em Ester (1:20 , 5:4;5:13 ; 7:7). Duas vezes na ordem normal e duas vezes ao contrário. Esse acróstico em pontos cruciais da narrativa não poderia ser mera coincidência.

P: No Salmo 25:3, por que Davi está tão preocupado com a vergonha neste contexto?

R: Davi está, naturalmente, preocupado com sua própria desonra, mas há também uma segunda razão. Davi está preocupado em que Deus seja glorificado em sua vida. Se parecesse que Deus o havia abandonado e seus inimigos pudessem zombar disso, isso traria desonra a Deus. Nossa honra (e desonra) e a de Deus estão interligadas.

P: No Salmo 25:4, se já somos crentes, por que devemos orar para que Deus nos mostre Seus caminhos e veras?

R: Chegar ao Senhor não é o fim de nossa jornada; é o começo. Deus tem muito a mostrar a um novo crente e, ainda mais, aos mais maduros. Como viver para agradá-Lo, como ser uma boa testemunha e como desfrutar da presença de Deus são apenas algumas das coisas nas quais precisamos nos concentrar. Queremos seguir os caminhos de Deus, não os nossos próprios caminhos.

P: Em Salmos 25:14, o que significa “temer ao Senhor” neste contexto?

R: Significa ter reverência por Deus, como aquele que julga e salva as almas das pessoas. Mas, mais fundamental ainda do que isso, significa levar Deus a sério. Muitas pessoas se dizem cristãs, mas não levam Deus muito a sério.

P: No Salmo 26:1, por que Davi precisaria de justificação?

R: Esta é uma oração interessante da qual não se ouve falar com frequência hoje em dia. Davi está pedindo a Deus que mostre aos outros que Deus está satisfeito com ele, não com base na justiça de Davi, mas com base no amor fiel e da aliança de Deus. Uma pessoa poderia desejar isso de pelo menos três maneiras.

a) As pessoas podem caluniar os outros, manipular-lhes a mente ou espalhar boatos falsos e prejudiciais a respeito deles, mesmo que sejam inocentes dessas acusações. Mentiras proferidas por terceiros podem prejudicar o testemunho de um crente, mesmo que ele não tenha feito nada de errado.

b) Quando Davi estava lutando contra os filisteus e fugindo de Saul, ele poderia ser capturado e morto por seus inimigos, e isso daria a impressão de que Deus não estava satisfeito o suficiente com Davi a ponto de protegê-lo.

c) Quando Davi realmente cometeu pecados graves, como o adultério e a ordem dada contra Urias, ele desejaria “justificação”, não no sentido de negar o que aconteceu, mas de restaurar o relacionamento e a honra. O final do versículo 1 sugere que Davi escreveu isso antes do pecado com Bate-Seba. É claro que, embora Davi fosse respeitado no final de sua vida, isso não era o mesmo que se ele nunca tivesse cometido essas ações.

P: Em Salmos 26:2-3, devemos desejar que Deus nos prove e examine nossos corações e mentes?

R: Se uma pessoa está optando por não seguir a vontade de Deus, isso provavelmente não é o que ela deseja. Se ela está sinceramente tentando seguir a Deus, ela deseja que Deus a examine pelas seguintes razões:

a) Para glorificar a Deus

b) Para que lhe sejam mostradas as maneiras pelas quais, sem saber, ela não está seguindo a vontade de Deus, a fim de que possa mudar

c) Para que lhe sejam mostradas doutrinas, atitudes ou ações erradas que está praticando sem perceber, para que possa mudar

d) Para que seja mais eficaz em seu serviço cristão, tornando-se mais piedoso.

P: Em Salmos 26:4-5, quando e como devemos nos afastar das pessoas enganosas e da congregação dos malfeitores?

R: A expressão “pessoas enganosas” também pode ser traduzida como “pessoas sem valor”, mas, de qualquer forma, algumas pessoas ímpias dão a impressão de serem valiosas e importantes, quando, pelo menos aos olhos de Deus, não o são. Não se deixem influenciar nem liderar por aqueles que desprezam a Deus. Trata-se não apenas de uma separação das pessoas ímpias e de suas influências, mas de uma separação em favor de Deus.

P: Em Salmos 26:6-8, 50:14; 107:22; 116:17, o que é dito a respeito dos sacrifícios?

R: Embora muitos sacrifícios fossem para expiação do pecado, ir ao altar nesses versículos significava oferecer sacrifícios de ação de graças a Deus com alegria. Era um privilégio poder fazer isso, e as pessoas íntegras podiam desfrutar desse privilégio.

P: Em Salmos 26:12, o que significa estar na “grande assembleia” neste contexto?

R: A palavra hebraica aqui está no plural, o que tem um significado mais amplo do que em português. Pode significar “entre as assembleias”, mas também é usada para dar ênfase, como na “grande assembleia” ou na “assembleia das assembleias”. Isso pode se referir à adoração na terra, à grande assembleia no céu ou a ambas, em geral. Era uma grande alegria para Davi fazer parte da assembleia. Infelizmente, alguns crentes hoje leem a Palavra de Deus e obedecem a Deus, mas esqueceram o mandamento em Hebreus 10:25 de não negligenciar a reunião em conjunto.

A palavra para “permanecer” é um jogo de palavras. Refere-se tanto a ser “reto” quanto a “permanecer em terreno plano”. Davi disse que era reto, tanto em seu coração quanto na congregação.

P: Em Salmos 27:1-3, o que Davi está proclamando aqui?

R: Este salmo complementa bem o salmo anterior. Enquanto o salmo anterior era um pedido de justiça, este salmo é um louvor à confiança que Davi deposita em Deus, que cuida dele. Essa confiança não se baseia na força ou na justiça de Davi, mas na presença de Deus e na relação de aliança que Ele mantém com ele.

P: Em Sal 27:4,8-9; Sal 11:7; 13:1; 17:15; 24:6; 31:16; 41:16; 67:1; 69:17; 80:3,7,19; 88:14; 105:4; 119:35; 132:10; 143:7; Isaías 59:2; Mateus 5:8; 1 Coríntios 13:12; Hebreus 12:14; Apocalipse 22:4, o que Davi está ansiando aqui?

R: A principal coisa que Davi está pedindo é estar com Deus e contemplar a beleza de Seu rosto. Alguns chamam isso de “visão beatífica”. Todo o resto — segurança, derrotar seus inimigos etc. — é secundário em relação a isso.

P: Em Salmos 27:7-8, por que Davi buscava a face de Deus, já que ninguém poderia ver a face de Deus e viver?

R: Davi buscava um relacionamento mais íntimo com Deus neste momento e ansiava por vê-Lo face a face no céu.

P: No Salmo 27, versículos 8 a 12, qual é o significado de buscar a face de Deus?

R: Este é um salmo sobre o anseio por Deus, em meio às circunstâncias difíceis da vida. Quando as coisas ficavam difíceis, Davi orava a Deus pedindo libertação, como era de se esperar. Mas Davi percebeu que havia uma tendência de que a situação pudesse desviar seu foco para suas dificuldades, quando seu foco deveria permanecer na busca da face de Deus.

P: Em Salmos 27:9-10, o que isso diz sobre a justificação?

R: Trata-se das expressões negativas do Salmo 27:1a. O oposto de Deus justificar Davi seria Davi morrer e parecer que estava sendo punido junto com os ímpios, por parecer ser um deles.

P: Em Salmos 27:10, os pais de Davi alguma vez o abandonaram?

R: Não, pelo que sabemos. Alguns interpretam que Davi não era o filho preferido de seu pai, conforme 1 Samuel 16:5-11. O pai de Davi o colocava para cuidar das ovelhas, e Jessé inicialmente não mencionou Davi a Samuel. Independentemente disso, não temos evidências de que os pais de Davi o tenham abandonado. Davi está dizendo que “mesmo que” seus pais o abandonassem, Deus sempre o acolheria. Outra tradução, de J.N. Darby, é: “Pois, se meu pai e minha mãe me tivessem abandonado, então Jeová teria me acolhido.”

P: Em Salmos 27:12, é correto orar por vitória sobre nossos inimigos?

R: Deixe-me responder desta forma. NÃO É ADMISSÍVEL nunca orar pela vitória sobre seus inimigos. Temos inimigos como os pecados, os demônios e as obras das pessoas más. Devemos continuar orando em favor das pessoas más para que sejam salvas, mas, ao mesmo tempo, devemos orar para que seus planos malignos sejam frustrados. Observe que Davi ora aqui com confiança no socorro de Deus.

Isso não se refere a rivais em competições esportivas ou concorrentes nos negócios, mas a inimigos reais que se opõem tanto a Deus quanto a você.

P: Em Salmos 27:12-14, isso se refere ao Messias?

R: O Salmo 27 em geral, e o Salmo 27:12-14 em particular, são muito apropriados para a prisão, crucificação e posterior ressurreição de Jesus.

Hora do poder das trevas Lucas 22:53Salmo 27:1 O Senhor é a minha luz
Aqueles que prenderam Jesus caíram quando Jesus disse: “Eu sou” Marcos 14:João 18:6“Meus inimigos tropeçaram e caíram” Salmo 27:2
Um pequeno destacamento de soldados veio prender Jesus. Marcos 14:43-49; Lucas 22:47-54; João 18:3Ainda que um exército acampe contra mim. Salmo 27:3
O Pai se afastou de Jesus na crucificação, em Mateus 27:46; Marcos 15:34O Salmo 27:9 pede a Deus que não esconda o Seu rosto dele.
Testemunhas falsas testemunharam contra Jesus em Mateus 26:60; Marcos 14:56Testemunhas falsas testificaram contra Davi — Salmo 27:2

P: No Salmo 27:13-14, o que isso nos ensina sobre a esperança?

R: A esperança, enraizada na fé, não é algo abstrato nem uma mera crença teórica. É algo de que precisamos para superar momentos difíceis, sabendo que Deus está lá, do outro lado.

P: De que forma o Salmo 28:1-9 reflete o Salmo 27?

R: O Salmo 27 começa enfatizando a confiança no Senhor, seguida por um clamor por ajuda em tempos difíceis. No Salmo 28, durante os momentos difíceis, Davi ora à sua “Rocha”, que é ainda mais firme, e termina com confiança no Senhor.

P: No Salmo 28:1, de que forma as rochas sólidas moldam nossa terra e nossa vida?

R: A cidade de Nova York possui leito rochoso a apenas 18 pés abaixo da superfície no centro e em Midtown, mas a 260 pés abaixo da superfície em Greenwich Village. É por isso que é possível construir arranha-céus altos no centro e em Midtown, mas nunca em Greenwich Village. Da mesma forma, Cingapura, geologicamente, é basicamente apenas um enorme bloco de granito. Em contraste com isso, Kuala Lumpur e alguns outros lugares possuem muito calcário, e buracos podem se formar rapidamente, engolindo carros e até mesmo casas.

Da mesma forma, edifícios pesados construídos sobre argila tendem a apresentar sérios problemas, pois a argila se expande e se contrai bastante quando está molhada ou seca. Nossa vida pode ser construída sobre a rocha sólida de Jesus, ou pode sofrer muitas oscilações quando é construída sobre outra base.

P: Em Salmos 28:1, qual é o significado de Deus ser nossa rocha?

R: Podemos imaginar Deus como nossa rocha de mais de uma maneira.

Deus está aqui há muito tempo (eternidade).

Deus é mais forte do que uma rocha.

Outras coisas não prejudicam a rocha.

Uma rocha resiste a todas as intempéries.

É possível construir com segurança sobre a rocha.

Assim como uma rocha, Deus não muda. Ele permanece o mesmo sempre que nos aproximamos Dele.

Assim como uma rocha, Deus perdura por muito tempo (para toda a eternidade).

P: No Salmo 28:1-2, Deus está em silêncio ou age aqui no Salmo 28:6-7?

R: Ambas as coisas. Às vezes, Deus parece estar em silêncio, mesmo em momentos difíceis, mas o Salmo 28:6-7 nos assegura que Deus ouve, agirá e salvará.

P: Como o Salmo 28:5 se relaciona com 28:2 e seguintes, 4?

R: Tudo gira em torno das mãos. Davi diz que tem mãos limpas no versículo 2 e seguintes. Os malfeitores têm maldade em seus corações no versículo 3 e nas obras de suas mãos no versículo 4. Além disso, os malfeitores não deram importância à obra das mãos de Deus no versículo 5.

A aplicação fundamental aqui é: o que o senhor tem feito com suas mãos, não apenas recentemente, mas ao longo de sua vida, e o senhor tem considerado a obra das mãos de Deus?

P: No Salmo 28:9, qual é a oração de Davi aqui?

R: Ele não está apenas pedindo salvação e bênçãos para si mesmo e para sua família imediata, mas que Deus liberte Seu povo. É bom orar por si mesmo, por seus filhos e por seu cônjuge, mas se isso for tudo pelo que você ora, você não está orando o suficiente. Você precisa orar pelos outros e pelo povo de Deus também.

P: No Salmo 29:2, o que é a “beleza da santidade”?

R: Os caminhos e a presença de Deus não são apenas justos e verdadeiros, mas também belos. Devemos desfrutar de nossos momentos de adoração e oração a Deus.

P: No Salmo 29:3, isso se relaciona com o deus cananeu Baal, o deus do trovão?

R: Diretamente, não; indiretamente, provavelmente. Se os pagãos criariam um ídolo a partir do trovão, quão mais adequado seria louvar o Deus Verdadeiro no trovão. Zeus/Júpiter também lançava raios, assim como o deus hindu Indra; portanto, não era incomum que as pessoas adorassem um poder que viam por trás do trovão. Embora Davi não conhecesse Zeus ou Indra, ele certamente sabia que Baal, também chamado Ba’al-Hadad, era o deus do trovão. Se os pagãos adoravam um deus falso por trás do trovão, então certamente os servos de Deus deveriam ter um hino ou louvor ao Deus verdadeiro, que é mais poderoso do que o trovão!

P: Em Salmos 29:5,9, por que Deus quis destruir os cedros do Líbano e desfolhar as florestas?

R: Deus não tem nada contra árvores inanimadas. Em vez disso, essa metáfora da natureza mostra quão completa será a destruição.

Pode ter sido um cântico muito apreciado, utilizado na dedicação do templo de Salomão após a morte de Davi.

P: No Salmo 30:1, como essa canção poderia ser para a dedicação do templo de Salomão, uma vez que foi escrita por Davi? Davi faleceu antes da dedicação do templo.

R: Na verdade, diz [espaço em branco] de Davi, onde a palavra que falta poderia ser templo, palácio ou outro edifício. Às vezes, pode ser interessante seguir as linhas lógicas de diferentes possibilidades e, então, ver como podemos chegar a apenas dois caminhos prováveis. Primeiro, quatro possibilidades improváveis ou irrelevantes; e, em seguida, a resposta mais provável

X Título referente ao salmo anterior: Esse título, acrescentado posteriormente, pode ter se referido ao salmo anterior. No entanto, com exceção do final dos livros de salmos, não há outros exemplos de títulos como esse que sejam, de fato, posfácios.

X Rededicação do tabernáculo após a rebelião de Absalão. O Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 5, parte 1, p. 375, apresenta essa possibilidade. Mas por que o local do tabernáculo precisaria ser rededicado? Não há indicação em nenhum outro lugar de que tenha ocorrido qualquer rededicação após a rebelião de Absalão. Essa “resposta” não aborda a questão de saber se isso foi utilizado para a dedicação do templo de Salomão.

(discutível) De acordo com o Talmud b. Sopherim 18b, este salmo foi recitado na Festa de Hanukkah para a rededicação do Templo na época dos Macabeus, em 164 a.C. Mas isso não responde à questão de saber se foi composto por Davi e destinado à dedicação original.

Não foi escrito por Davi: Os títulos de cada salmo constam no texto massorético e não fazem parte dos manuscritos originais, conforme afirmam a *Enciclopédia das Dificuldades da Bíblia*, p. 243, e *Quando os Críticos Perguntam*, pp. 234-235, 236. O título pode estar incorreto ao afirmar que foi escrito por Davi. Embora isso seja certamente uma possibilidade, não há motivo para duvidar que tenha sido escrito por Davi.

Título incorreto: O título pode estar incorreto ao afirmar que se destina à dedicação do Templo. No entanto, não há motivo para duvidar do título, pois as duas respostas finais abaixo são suficientes.

(possivelmente) Dedicação do depósito dos materiais do Templo em 1 Crônicas 22:1-19. Davi possuía um local de armazenamento para os materiais de construção. No entanto, por que dedicar um depósito?

(provável) Escrito por Davi e utilizado posteriormente: Este salmo, que não menciona muito sobre o templo, foi escrito por Davi. Após sua morte, este salmo foi utilizado na dedicação do Templo sob o reinado de Salomão. É provável que tenham recitado vários salmos na dedicação do Templo.

(provavelmente) Davi escreveu para a futura dedicação: O Salmo 30 foi, muito provavelmente, escrito por Davi (assim como os Salmos 1-41), e Davi o escreveu para a dedicação do local do futuro templo. Assim como Davi reuniu grande parte do material do templo para seu filho Salomão, ele certamente teria parado para meditar sobre a beleza que o futuro templo teria.

Combinando a maior parte das duas últimas respostas, é provável que Davi o tenha escrito, e é provável que tenha sido um dos muitos salmos recitados na dedicação do Templo de Salomão. A questão principal seria: a) Davi escreveu deliberadamente este salmo para a futura dedicação do templo, ou b) Davi não sabia que ele seria usado naquela ocasião? Poderia ser de ambas as formas.

P: Em Salmos 30:2-3, trata-se da oração de uma pessoa doente?

R: Tecnicamente, não. Davi orou a Deus quando estava doente em muitos trechos, mas não neste caso. Davi já havia se recuperado e está voltando a Deus em oração para agradecer-Lhe com alegria. É bom orar a Deus quando estamos doentes, mas será que somos igualmente diligentes em agradecer a Deus depois de sermos curados? É bom orar a Deus pedindo ajuda quando precisamos, mas será que também oramos em gratidão a Deus depois que Ele nos concede essa ajuda?

P: Em Salmos 30:2-3, que tipo de cura Davi recebeu?

R: A Escritura não especifica, mas parece ter sido uma cura literal e física de uma doença. Fosse o que fosse, Davi estava grato a Deus por ter respondido positivamente à sua oração e por tê-lo curado. Às vezes, a doença pode servir de lição para que não tomemos as coisas como garantidas com confiança e não confiemos em nossa própria independência e poder.

Para muitos crentes, pode chegar um momento em que Deus permita que nossa saúde nos seja tirada. Quando isso ocorrer, devemos aceitá-lo com dignidade; afinal, nunca pudemos realmente segurá-la em nossas mãos desde o início. É bom recorrer à medicina moderna, alimentar-se de forma saudável, praticar exercícios e cuidar do nosso corpo, o templo de Deus. Mas, quando nossa saúde se esvai, devemos continuar a nos alegrar em Deus da mesma forma.

P: Em Salmos 30:1-3, já houve momentos em que o(a) senhor(a) ou outro(a) crente se considerou totalmente seguro(a) e inabalável, e descobriu (ou Deus o(a) ajudou a descobrir) que estava enganado(a)?

R: Podemos pensar que somos “inabaláveis” no que diz respeito à saúde, à situação econômica, ao emprego ou à carreira, ou em outros aspectos. Perceber desde o início que nunca o somos é muito menos doloroso do que ter que aprender isso com Deus e com as circunstâncias posteriores.

P: No Salmo 30:4, o que Davi está dizendo sobre louvar a Deus pela sua cura?

R: Davi não está apenas agradecendo a Deus por sua cura; ele também está convidando outros crentes a darem graças pela cura de Davi junto com ele.

P: Em Salmos 30:5a, como a ira de Deus dura apenas um momento?

R: Davi não está se referindo a todos os ímpios, pois o próprio Davi reconheceu que o castigo deles seria eterno. A palavra aqui não é “minuto”, no sentido de “60 segundos”, mas “momento” — um breve período de tempo. Davi, o autor do Salmo 30, está falando da relação de Deus com ele e, por implicação, da relação de Deus com outros crentes. Os momentos em que Deus se irou contra Davi foram extremamente breves, em comparação com a eternidade. O versículo completo diz: “Pois a ira de Deus dura apenas um momento, mas a sua graça dura para toda a vida; o choro pode durar a noite toda, mas pela manhã vem o clamor de alegria.” Aqueles que rejeitam a Deus não apenas não percebem que a ira de Deus dura apenas um momento, como também não percebem que a graça de Deus dura para toda a vida. Para o povo eleito de Deus, a ira e a disciplina de Deus são extremamente breves em comparação com a eternidade.

P: Em Salmos 30:5 e seguintes, qual é o significado do choro à noite e da alegria pela manhã?

R: O Salmo 30:5 é um versículo que devemos memorizar para os momentos de tristeza. Podem haver provações e lutas, mas elas podem durar apenas uma noite, tanto em termos de duração quanto metaforicamente. Já a manhã traz cura e alegria. Isso pode ser verdade aqui na terra, com as tribulações que enfrentamos, e, é claro, também é verdade para a “manhã definitiva”, quando entrarmos na eternidade.

P: No Salmo 30:6-10, o que Davi está dizendo sobre a prosperidade?

R: A primeira metade deste salmo mostra Davi louvando a Deus após uma doença e aprendendo a não confiar em si mesmo. A segunda metade do salmo traz a mesma lição, só que agora aplicada às riquezas. Deus pode deliberadamente optar por retirar parte da prosperidade de nós, para que não confiemos em nosso próprio poder financeiro, mas em Deus. O senhor ora a Deus da mesma forma, de maneira consistente, quer esteja ganhando dinheiro ou perdendo dinheiro?

P: Em Salmos 30:6-7, depois que Davi estava prosperando, por que Deus deixou de fazer Davi prosperar?

R: Talvez a resposta se encontre em Salmos 30:7. Davi disse que Deus fez com que “minha” montanha se mantivesse firme. Quando temos prosperidade ininterrupta, sem problemas, não só muitas vezes não crescemos tanto, como também tendemos a deixar de confiar em Deus.

P: No Salmo 30:8-9, Davi está tentando negociar com Deus, dizendo: “Não me deixe morrer, ou o senhor terá um adorador a menos”?

R: Não necessariamente. Davi pode estar percebendo que Deus já tem mais reis orgulhosos do que deseja, mas Deus valoriza Davi principalmente não como rei, mas como adorador.

P: No Salmo 30:12, o senhor consegue pensar em uma ocasião em que seja errado um crente permanecer em silêncio?

R: Embora Tiago 1:19 diga que todos devem ser rápidos para ouvir e lentos para falar, o Salmo 30:12 menciona outras ocasiões em que devemos falar em vez de ficar em silêncio. Devemos falar para defender alguém. Se alguém estiver sendo preso ou punido injustamente e nossa intervenção puder fazer a diferença, é pecado permanecer em silêncio. No contexto do Salmo 30, é errado permanecer em silêncio em vez de louvar a Deus por nos curar e nos libertar. Devemos “recusar-nos a ficar em silêncio” quando Deus deseja que O louvemos publicamente.

P: Em Salmos 31:5, por que devemos lembrar especialmente deste versículo?

R: Em Lucas 23:46, Jesus morreu com um salmo nos lábios: este versículo! Lucas diz que Jesus também recitou este salmo em voz alta. Em última análise, em todas as nossas provações e até mesmo em nossa batalha contra a morte — que, a menos que haja o arrebatamento, acabaremos por perder —, isso é realmente tudo o que temos: que Deus nos acolherá e nos preservará.

P: No Salmo 31:6, devemos hoje odiar algumas pessoas, assim como Davi odiava aqueles que se apegavam a ídolos sem valor?

R: Não, o Novo Testamento apresenta um padrão mais elevado (ame seus inimigos) do que o Antigo Testamento. Classificaremos seis tipos de ódio e compararemos o que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento ensinam.

Odiar aqueles que querem prejudicá-lo: Em alguns salmos, Davi expressa seu ódio por aqueles que pretendiam matá-lo. Jesus reconheceu que, anteriormente, as pessoas eram ensinadas a amar seus amigos e odiar seus inimigos, e Jesus ensinou explicitamente o contrário: que devemos amar também nossos inimigos. Quando Estêvão foi martirizado em Atos 7:60, ele orou por aqueles que o estavam matando.

Odiar as pessoas sem motivo: Tanto o Antigo Testamento (Salmo 35:19; 69:4; Isaías 49:7) quanto o Novo Testamento (João 15:25) destacam que alguns pecadores agem assim. No entanto, nunca devemos fazer isso.

Odiar aqueles que odeiam a Deus: Davi disse que odiava aqueles que odeiam a Deus. No entanto, no Novo Testamento, devemos amar o próximo, independentemente de ele odiar o Deus verdadeiro ou não. Contudo, ainda devemos nos separar dos não crentes.

Odiar aqueles que são ímpios: No Salmo 31:6, Davi disse que odiava aqueles que confiavam em ídolos.

Vingança: Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento afirmam que não devemos nos vingar. Efésios 4:26 vai ainda mais longe e diz para não deixarmos que o sol se ponha sobre a nossa ira.

Odiar o pecado: Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento mostram que devemos odiar o pecado. Judas 23 diz para odiar até mesmo as vestes manchadas pela carne corrupta.

P: Em Salmos 32:1, esse versículo foi escrito por Davi?

R: O hebraico não especifica de quem é. Mas a tradução grega da Septuaginta, escrita alguns séculos antes de Cristo, afirma que foi escrito por Davi. Da mesma forma, o Salmo 33 não menciona Davi no texto masorético hebraico, mas tanto a Septuaginta grega quanto o Manuscrito do Mar Morto 4QPs83 (=4QPs(a)) afirmam que foi escrito por Davi.

P: No Salmo 32, versículos 1 a 11, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este é um dos sete salmos penitenciais; os outros são os salmos 6, 38, 51, 102, 130 e 143. Este também era o salmo favorito de Agostinho de Hipona. O Salmo 32 possui cinco seções.

1-2 A bênção do perdão por seu pecado

3-5 Efeitos do pecado não confessado

6-7 Incentivo aos outros para que se aproximem de Deus e de Sua proteção

8-9 A promessa contínua de Deus de instrução, orientação e proteção

10-11 Abandone a tristeza do pecado e louve ao Senhor pelo seu perdão

P: Em Salmos 32:1-2 e Romanos 4:7-8, por que Paulo cita esses versículos?

R: O que Paulo quer dizer é que, mesmo nos tempos do Antigo Testamento, Deus anunciou que as pessoas poderiam obter o perdão por seus pecados. Esse salmo provavelmente foi escrito depois que ele cometeu adultério com Bate-Seba e mandou matar Urias. Davi NÃO se voltou para Deus em confissão imediatamente, conforme 2 Samuel 12:1-13, e Davi se sentiu desolado durante esse período. Mas que alívio quando ele finalmente se reconciliou com Deus novamente.

P: Em Salmos 32:2, o que é “astúcia”?

R: Significa engano. No entanto, astúcia não se refere apenas a mentiras descaradas, mas também a enganar alguém quanto às suas intenções.

P: Em Salmos 32:3, por que Davi disse que seus ossos envelheceram quando ele permaneceu em silêncio?

R: O pecado não confessado é uma ferida purulenta. Davi sentiu que sua saúde física foi prejudicada quando não confessou seus pecados a Deus. Curiosamente, nos tempos modernos, as pessoas têm afirmado que a culpa, assim como o estresse, tem efeitos físicos prejudiciais em nossos corpos.

P: No Salmo 32:7, o que há de significativo nesse versículo?

R: Deus é o nosso esconderijo, o nosso refúgio contra as tribulações. Deus é o nosso refúgio contra as tribulações causadas por outros e contra aquelas que surgem depois que passamos a segui-Lo. Corrie ten Boom intitulou seu livro *O Esconderijo*, inspirado neste versículo.

Mas esta é também uma promessa de que Deus é nosso refúgio contra as tribulações causadas por nós mesmos e pelo nosso pecado. Embora possamos ainda sofrer algumas consequências, podemos correr para Deus em busca de refúgio, e Ele pode nos proteger de algumas dessas consequências.

P: Em Salmos 32:8, como Deus nos guia no caminho que devemos seguir?

R: Deus orienta as pessoas de cinco maneiras principais.

Por meio da Bíblia: A Bíblia nos dá os mandamentos de Deus, nos mostra o que agrada a Deus e nos adverte sobre as dificuldades. No entanto, uma pessoa pode não ter lido a Bíblia inteira, pode não ter compreendido tudo corretamente ou pode precisar de alguns lembretes.

Por meio de outros crentes: Temos o dever de encorajar, ensinar, corrigir e repreender uns aos outros. Isso implica que, às vezes, também precisamos ser encorajados, ensinados, corrigidos e repreendidos.

Por meio de outras pessoas: Mesmo os não crentes podem nos dizer coisas verdadeiras, e também podemos evitar armadilhas aprendendo com as experiências ruins dos outros.

Revelação direta de Deus: Quando Abrão ouviu Deus dizendo-lhe para deixar seu país, é claro que ele não tinha uma Bíblia para consultar e ver como tudo terminaria. Da mesma forma, há muitas histórias de missionários cristãos que encontraram nativos sem Bíblias, aos quais Deus disse para darem ouvidos aos missionários. Um exemplo notável é toda a tribo do povo S’gaw Karen, da Birmânia. Pode-se ler mais sobre isso no livro *Eternidade em Seus Corações*.

“Encontros Divinos”: São momentos em que, em retrospecto, Deus aparentemente pretendia que você estivesse em um determinado lugar em um determinado momento, mas nem você nem ninguém mais na Terra sabia disso.

P: Em Salmos 32:8, o que há de importante na localização desse versículo?

R: Deus prometeu guiar Davi DEPOIS que ele cometeu um erro e confessou seu pecado. Não é como se Deus dissesse: “Eu o guiarei, mas, assim que você deixar de me ouvir, pronto, não haverá mais orientação”. Deus, com graça e misericórdia, abre um caminho por meio da confissão para que possamos voltar para Ele, não apenas para continuarmos a receber orientação, mas para restaurar o relacionamento.

P: No Salmo 32:9, por que os cavalos e as mulas precisam de freios e rédeas?

R: Por quatro razões e uma causa fundamental. Eles não querem seguir quando deveriam. Querem seguir quando precisam ficar. Querem ir para outro lugar que não aquele para onde deveriam ir. Por fim, não querem seguir no ritmo certo. A causa fundamental subjacente é: “eles não querem fazer o que deveriam fazer”. Como o senhor acha que Deus se sente em relação aos Seus filhos quando eles agem da mesma forma? Eles dizem que Jesus é o seu Senhor, mas agem como se simplesmente não quisessem fazer o que Ele diz.

P: Em Salmos 33:1, qual é a relação com o salmo anterior?

R: O pensamento do Salmo 33:1 é quase o mesmo do Salmo 32:11. A ideia é que o Salmo 33 seja uma “parte 2” do Salmo 32. O Salmo 32 começa com o perdão e a confissão, e termina com o regozijo. O Salmo 33 começa com o mesmo regozijo e segue para o louvor. Especificamente, o salmo está louvando a “criatividade” de Deus na natureza e na história.

Um crítico poderia repreender Davi dizendo: “Depois do que o senhor fez, como o senhor pôde voltar a louvar a Deus, seu hipócrita!” Mas Davi não está tão preocupado com o que os outros pensam, e sim com o que Deus pensa. Sim, Davi foi ímpio, e sim, ele ainda sofreu as consequências de sua impiedade passada. Mas, tendo passado por tudo isso e superado tudo isso, Davi vai louvar a Deus de qualquer maneira. Embora 1 João 1:9 ainda não tivesse sido escrito, Davi conhecia parte da verdade contida ali e acreditava no que sabia. Da mesma forma, quando pecamos e nos arrependemos, devemos acreditar na palavra de Deus quando Ele diz que somos perdoados.

P: Em Salmos 33:1-22, por que esse salmo diz para nos alegrarmos em Deus?

R: Este salmo apresenta quatro razões principais.

O caráter confiável de Deus.

O grande poder de Deus, sob controle

Vemos a história de Deus cumprindo Seus propósitos.

O cuidado vigilante de Deus para com aqueles que n’Ele esperam

P: Em Salmos 33:18-22; 25:5; 21; 39:7; 62:5; 71:5, como devemos esperar com esperança hoje?

R: Sabemos que a situação atual, as dificuldades e os perigos não durarão para sempre. Aguardamos ansiosamente estar com Deus para sempre e sabemos que estamos apenas “de passagem” por esta vida na Terra. Esperar com esperança inclui regozijar-se no Deus em quem depositam sua confiança, conforme o Salmo 33:21.

P: No Salmo 34, qual é a estrutura desse salmo?

R: Parece que, sempre que Deus o livrava de uma situação, Davi escrevia posteriormente um salmo sobre o assunto. Este salmo é um acróstico alfabético, no qual os versículos sucessivos começam com letras sucessivas do alfabeto hebraico. Assim, tal como outros salmos acrósticos, não se trata de uma oração improvisada e espontânea, mas de uma obra elaborada com carinho e esmero. No entanto, há duas exceções ao padrão acróstico. O Salmo 34 não utiliza a letra waw entre os versículos 5 e 6 e utiliza a letra peh no final da letra taw, chamando a atenção para o último versículo. Além disso, por um lado, este salmo menciona o temor do Senhor quinze vezes, mas, por outro, trata-se de um salmo muito otimista.

Além disso, há uma segunda estrutura sobre essa.

Agradecimento pela bondade e justiça de Deus

- 1-3 Louvor à bondade e à justiça de Deus

- 4-7 Experiência da bondade e da justiça de Deus

8-22 Provem e vejam que o Senhor é bom

- 8-14 Aprendam a temer o Senhor

- 15-22 As recompensas dos justos

P: Em Salmos 34:1, deveria estar escrito “Abimeleque” como rei de Gate, ou “Aquis”?

R: Isso se refere ao episódio em 1 Samuel 21:12-15, quando Davi fingiu estar louco. Há três possibilidades aqui, sendo a terceira a mais provável.

Erro de transcrição: Os redatores que acrescentaram os títulos aos salmos podem ter cometido um erro de transcrição ao escrever “Abimeleque” quando deveria ter sido “Aquis”.

Nome duplo: Muitos reis da antiguidade tinham nomes duplos, geralmente o nome pessoal com o qual nasceram e um nome de coroação. Os reis persas e os faraós egípcios tinham dois nomes, e Salomão tinha outro nome: Jedidias, em 2 Samuel 12:24. Zedequias também era chamado de Matanias, em 2 Reis 24:17. Não conhecemos os nomes de muitos reis filisteus, exceto por meio de fontes assírias. Elas mencionam um A-himilki (o mesmo que Ahimeleque), que foi rei de Asdode. O primeiro uso conhecido do nome Abimeleque pelos filisteus ocorre em Gênesis 20:2, e o segundo foi Abimeleque II, em Gênesis 26:1.

Título: Abimeleque era provavelmente um título, assim como “Faraó” era um título para o governante do Egito. Outros países tinham tradições semelhantes. Na Etiópia, a rainha era intitulada “Candace” ou Kandake. O rei amalequita era intitulado “Agag” e, mesmo na Itália, o rei etrusco era chamado de Lucumo. Abimeleque pode ter sido um título para os reis de Gate. Basílio da Capadócia foi um dos primeiros escritores cristãos a perceber isso.

P: Em Salmos 34:1, como Davi alterou seu comportamento diante do rei de Gate?

R: Em 1 Samuel 21:12-15, Davi agiu como se fosse um louco para despistar Abimeleque e fazer com que este não suspeitasse que Davi não seria leal aos filisteus, ou que Davi pudesse ser governante de alguma coisa. Davi estava confiando em sua estratégia de engano nesse momento, e não necessariamente em Deus.

P: Em Salmos 34:15-16, o senhor deseja a atenção de Deus?

R: As pessoas justas, relativamente falando, têm a atenção de Deus. As pessoas totalmente más têm a atenção de Deus de uma maneira diferente. Mas Deus diz que ignora as orações de alguns, como aqueles que acalentam o pecado em seus corações (Salmo 66:18-19), são ímpios (Provérbios 15:29; Isaías 59:1-3), optam por não ouvir a Deus (Zacarias 7:11-14; Provérbios 28:9), são indelicados com suas esposas (1 Pedro 3:7) ou ignoram o clamor dos pobres (Provérbios 21:13).

Deus resiste aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes (Tiago 4:6 e seguintes; 1 Pedro 5:5 e seguintes). O Salmo 34:18 diz que o Senhor está próximo daqueles que têm o coração quebrantado e o espírito contrito.

P: No Salmo 34:17, qual é a diferença entre Deus livrá-lo da angústia e tirá-lo da angústia?

R: Deus não promete, nem aqui nem em qualquer outro lugar, impedir que você enfrente qualquer aflição; mas Deus promete livrá-lo da aflição. Podemos ainda passar por momentos difíceis, mas Deus está caminhando conosco durante tudo isso.

P: No Salmo 35:1-28, qual é a estrutura desse salmo?

R: O Salmo 35 foi escrito por Davi, que foi falsamente acusado, em três partes: três súplicas, cada uma seguida por três louvores.

pede a Deus que lute contra aqueles que querem lutar contra Davi.

- - 9-10 Davi louva a Deus dizendo: “Quem é como Tu, que livras o pobre daqueles que são mais fortes?”

11-17 pede a Deus que olhe para os antigos amigos íntimos de Davi, que agora estão zombando dele.

- - 18 Davi agradecerá publicamente a Deus na assembleia.

19-26 Pede a Deus que o justifique das falsas acusações.

- - 27-28 Engrandecemos o Senhor e Sua justiça

P: Em Salmos 35:5; 1:3, de que forma os ímpios se assemelham ao joio?

R: O joio é a casca externa que sobra após a debulha do trigo. O joio é levado pelo vento e esquecido. Muitos impérios e forças malignas, importantes em sua época, são hoje meros assuntos de interesse histórico. Por exemplo, o Império Mongol, Mahmud de Ghazni, Tamerlão, a Revolução Francesa, Idi Amin, o Khmer Vermelho e (esperamos que no futuro) os nazistas.

P: No Salmo 35:11-16, como você reage quando pessoas que você considerava amigos íntimos se voltam contra você?

R: Há uma diferença entre uma reação impulsiva e uma resposta ponderada, e devemos ter muito cuidado para não cair na primeira. É normal sentir-se chocado, confuso e magoado. É natural perguntar “por quê?”, mas, às vezes, você não conseguirá saber a razão, pois desconhece os bastidores da história. No Novo Testamento, somos especificamente ordenados a não nos vingarmos, mas a amar nossos inimigos, mesmo que até agora não soubéssemos que eles eram nossos inimigos. Davi talvez quisesse vestir sua armadura, pegar uma lança e se vingar deles, mas, em Cristo, temos hoje um padrão mais elevado.

P: Em Salmos 35:15, como você deve lidar quando as pessoas o atacam de forma totalmente inesperada?

R: É difícil quando é inesperado, mas não é tão grave se você não tiver depositado confiança indevida nelas. Em vez de ficar remoendo “por que eu?”, “o que eu fiz?” ou o passado, concentre-se no “e agora?”. Tente se livrar do ataque; você pode perguntar por que isso aconteceu mais tarde. Confie no Senhor, mas veja também se há outro crente a quem você possa perguntar sobre isso.

Às vezes, você pode tentar se colocar no lugar deles e tentar entender, da perspectiva deles, por que acham que precisam atacá-lo. Às vezes, porém, isso não funciona, porque você não tem informações suficientes.

P: Em Salmos 35:24; 7:8, por que Davi desejaria que Deus o julgasse de acordo com a justiça de Davi?

R: Nessa fase de sua vida, Davi tinha uma alta consideração por sua própria justiça. O pedido de Davi pode ser entendido tanto em sentido relativo quanto absoluto.

Relativo: Davi servia e obedecia a Deus mais do que Saul e, certamente, mais do que os filisteus. Davi queria que Deus julgasse entre ele e eles, para que ele prevalecesse. Se era isso que Davi queria dizer, ele não sabia que, às vezes, Deus usa um povo mais perverso para disciplinar seu povo desobediente, como mostra Habacuque 1. O livro “Dificuldades Bíblicas e Aparentes Contradições”, p. 227, menciona que, no Salmo 7:8, Davi não está dizendo que é perfeito e isento de pecado, mas que é inocente dessas ações perversas.

Absoluto: Davi está pedindo a Deus que o julgue e o proteja, pois Davi é um servo justo de Deus. Davi sabia que ninguém é justo (Salmo 143:2). Embora Davi não esteja afirmando aqui ser isento de pecado, ele sabe que Deus protege as pessoas justas e, por isso, tem confiança de que Deus o protegeria. Mais tarde (no Salmo 51:1), Davi aprenderia mais sobre sua própria natureza pecaminosa e sua necessidade da misericórdia de Deus.

Independentemente de o significado de Davi ter sido absoluto, relativo ou ambos, esse pedido de oração não é um bom exemplo do que devemos orar hoje. No entanto, ele nos ensina algo importante sobre nossas orações. É sempre aceitável que os filhos obedientes de Deus orem o que está em seu coração, mesmo que não seja a melhor coisa a se orar. Deus é grande o suficiente para acolher todas as nossas orações, compreender nossos erros e, como um pai sábio, dizer “não” a pedidos insensatos e até mesmo a bons pedidos que não fazem parte de Sua vontade e do plano maior de Deus.

P: Em Salmos 35:27-28, o que devemos fazer quando somos vítimas de injustiça?

R: O Salmo 35:27-28 diz para orarmos e louvarmos a Deus; ao glorificarmos a Deus com louvores, Ele nos justificará. Precisamos orar por três motivos.

a) Orar para que Deus nos livre, e aos outros, da injustiça.

b) Ore por sabedoria para não reagir instintivamente, mas sim para responder com sabedoria.

c) Ore com base em Romanos 8:28 para que Deus use até mesmo essa situação para Sua glória e para que você seja uma boa testemunha para os outros.

P: Em Salmos 36:1-12, qual é a estrutura desse salmo?

R: O salmo sobre a bem-aventurança dos sábios possui três partes distintas.

é um lamento contra os malfeitores.

5-9 é um hino de louvor a Deus

- 5-6 A sabedoria de Deus

- 7-9: As alegrias da sabedoria

10-12 é uma súplica por proteção contínua contra o mal

P: No Salmo 36:1, por que os ímpios não temem a Deus?

R: O salmista apresenta duas razões aqui.

Ausência de temor a Deus no Salmo 36:1. Alguns não temem a Deus porque não acreditam que Ele exista. Ou talvez acreditem que Ele exista, mas que nunca fará nada. Outros acreditam que Deus existe; como ainda não foram punidos por seus pecados, pensam que nunca o serão. Os demônios sabem que Deus existe e que haverá punição futura (Tiago 2:19), mas mesmo assim continuam a desobedecer a Deus.

Uma opinião lisonjeira de si mesmos no Salmo 36:2. Eles acham que podem agir impunemente para satisfazer todos os seus desejos. Além disso, as pessoas se consideram sempre inteligentes o suficiente para não serem pegos.

P: No Salmo 36:4, como as pessoas tramam o mal em seus leitos?

R: Enquanto estão deitados, esperando para adormecer, planejam prejudicar alguém, obter ganhos desonestos ou têm fantasias sexuais.

Em vez de fazer isso, o Salmo 63:6 diz que podemos meditar em Deus. Em vez de planos de curto prazo para o prazer, somos “povo do futuro”; o futuro nos pertence. Não somos simplesmente ceifados como a grama. Essa é a verdadeira promessa para o povo oprimido de Deus.

P: No Salmo 36:7, como nós, como crentes, “encontramos refúgio à sombra de Suas asas”, metaforicamente falando?

R: As aves não têm mãos, por isso usam suas asas de diversas maneiras. As mães-pássaros usam suas asas para cobrir seus filhotes e mantê-los aquecidos. Na verdade, tanto as águias machos quanto as fêmeas têm uma área sem penas na barriga, para melhor transferir calor aos filhotes. As aves também reúnem seus filhotes sob suas asas para mantê-los juntos, de modo que não se afastem. Isso não é difícil de fazer, já que os filhotes aparentemente gostam de ficar perto da mãe, seguindo-a para todos os lugares. Normalmente, patos sem filhotes podem ser ariscos e voar para longe se você se aproximar a menos de 20 pés deles. Mas uma pata com filhotes, à noite, não fará isso; ela simplesmente permanecerá muito imóvel, na esperança de que você não a veja, pois valoriza a vida de seus filhotes tanto quanto a própria. Os gansos podem usar as asas para lutar contra uma raposa que esteja tentando chegar aos seus filhotes. A maioria das espécies de águia geralmente não coloca seus filhotes nas costas para ensiná-los a voar, embora já tenha sido observado que as águias-reais, que vivem em muitos lugares, incluindo o Crescente Fértil, façam isso. Curiosamente, muitas águias começam a destruir seu próprio ninho quando chega a hora de os filhotes aprenderem a voar e partirem. Se uma águia tentar voar e pousar fora do ninho, ela poderá permanecer ali por alguns dias até aprender a voar a partir do solo. Durante esse tempo, os pais encontrarão a águia fora do ninho. Curiosamente, se um filhote de águia for separado de sua mãe, ele nunca voará. Ele não saberá como, apesar de ver outras águias voando.

Mas será que somos pelo menos tão inteligentes quanto os filhotes de pássaros? Quando faz frio, sentimos frio porque não nos aconchegamos sob as asas de Deus? Quando Deus quer que fiquemos onde estamos, sob Suas asas, por assim dizer, será que queremos nos afastar? Quando Deus quer que aprendamos a voar alto, será que temos medo demais da suposta incapacidade de Deus de nos ensinar e cuidar de nós?

Consulte “Como as águias ensinam seus filhotes a voar”, por “redator da equipe”, 4 de agosto de 2015), para mais informações.

P: No Salmo 37:1-40, qual é a estrutura desse salmo?

R: Alguns compositores de hinos intitularam este salmo: “Entregue todas as suas aflições”. A primeira parte deste salmo não trata tanto de confiar em Deus, mas sim de confiar em Deus na presença de pessoas más. O Salmo 37 é um acróstico em que cada versículo corresponde a uma letra sucessiva do alfabeto. No texto massorético, a letra ayin está ausente, mas está presente na Septuaginta. O estilo deste salmo é incomum; ele quase se assemelha a um capítulo do livro de Provérbios. Pode ser dividido em três partes principais.

Os versículos 1-11 encorajam os justos a esperar por Deus

12-26 mostra as diferenças futuras entre os piedosos e os ímpios

27-40 mostram as diferenças definitivas.

P: Em Salmos 37:3-5, qual é a diferença entre confiar no Senhor, deleitar-se no Senhor e entregar o seu caminho ao Senhor?

R: Devemos fazer todas as três coisas, mas, às vezes, os crentes fazem apenas uma ou duas.

Confiar no Senhor significa ter fé para acreditar no que Ele diz, a paz de saber que você está nas mãos de Deus e a coragem de defender o que é certo e se opor ao que é errado. Isso não significa necessariamente que você tenha alegria no Senhor ou que esteja tentando agradá-Lo e obedecê-Lo. O Salmo 62 é uma bela descrição do que é confiar no Senhor.

Deleitar-se no Senhor significa que sua vida é marcada pelo regozijo e pelo louvor a Deus. Isso não significa necessariamente que você O conheça profundamente ou que O obedeça muito bem.

Entregar o seu caminho ao Senhor significa seguir o que Deus diz e não fazer o que Deus proíbe, ter uma atitude de obediência. A obediência pode ser apenas por dever, e não necessariamente por muito amor ou por brotar da fé.

É importante que façamos cada uma dessas coisas, sem negligenciar as outras.

P: Em Salmos 37:4, como Deus nos concede os desejos do nosso coração?

R: Deus não satisfaz nossos desejos pecaminosos, como ensina Tiago 4:3. Mas Deus se deleita em satisfazer nossos bons desejos, aqueles que entregamos a Ele. Pelo menos esse era o nível de compreensão que eu tinha.

Mas, após estudar mais a questão, percebi que há também um segundo nível. Deus não apenas se deleita em satisfazer os desejos daqueles que se deleitam n’Ele, mas também nos concede esses desejos. Assim, Deus nos dá os desejos, e devemos entregá-los de volta a Ele para que Ele possa satisfazê-los.

P: Em Salmos 37:7-8, como a vida de um crente é caracterizada por “esperar ansiosamente em Deus”?

R: Um servo cumpre a vontade do senhor quando este lhe ordena que o faça; nem antes nem depois. Da mesma forma, precisamos fazer o que Deus deseja quando Ele nos ordena que o façamos; no tempo Dele, nem antes nem depois. Afinal, é a obra Dele que estamos realizando, não a nossa. Mas devemos esperar “com expectativa”, ansiosos para ver Deus agir enquanto O seguimos obedientemente.

P: Os versículos 9, 11 e 29 do Salmo 37 mostram que os justos viverão na terra para sempre, como afirmam as Testemunhas de Jeová?

R: Não. A palavra hebraica aqui pode significar tanto “terra” quanto “mundo”, e ambas as acepções são aplicáveis neste contexto. Três pontos a serem considerados na resposta.

Não diz “para sempre”: A palavra hebraica para “para sempre/por muito tempo”, olam, não é usada aqui.

Terra: O povo herdará a terra. Os judeus retornarão à terra, e o povo de Deus viverá na terra prometida durante o Milênio.

Terra: O povo de Deus viverá para sempre na nova terra, de acordo com Apocalipse 21.

P: Em Salmos 37:20, a perdição dos ímpios significa que eles serão aniquilados?

R: Não, a palavra hebraica abad significa que eles são mortos fisicamente, assim como os justos às vezes perecem em Isaías 57:1 e Miquéias 7:2. Significa também que eles não têm vida eterna no Céu. Portanto, embora sua vida na terra seja aniquilada, isso não significa que sua existência seja aniquilada.

P: Em Salmos 37:23, como os passos de uma pessoa justa são ordenados pelo Senhor e quem se deleita aqui?

R: Deus orienta o que devemos fazer e para onde devemos ir em nossas vidas. Isso não se aplica apenas a questões morais, mas também à família, à carreira, ao ministério e aos nossos relacionamentos.

Embora devamos nos alegrar em seguir a Deus também, este versículo, na verdade, diz que o próprio Deus se alegra quando seguimos os caminhos que Ele traçou para nós.

P: Em Salmos 37:23-24; Provérbios 16:9; Jeremias 10:23; 2 Crônicas 27:6, de que maneiras “o homem planeja, mas Deus decide”?

R: As pessoas têm muitos planos e chegam até a ter certeza de que serão bem-sucedidas. No entanto, é Deus quem realmente decide permitir ou não algo. Na carreira, no casamento, no ministério, na vida e na morte,

e na vida em geral, nós realmente não sabemos nada com certeza.

P: Em Salmos 37:25, o que dizer dos crentes que morrem em fomes ou desastres naturais?

R: O Manual para Resolver Dificuldades Bíblicas de hoje, pp. 325-328, observa que Davi introduziu esse versículo com “Nunca vi” em vez de “assim diz o Senhor”. Independentemente disso, ainda é válido perguntar se e como Deus protege os crentes de desastres naturais.

Deus não permitirá que os crentes obedientes morram antes que Ele decida que chegou a hora deles. Deus presta atenção especial à morte deles, pois “Preciosa é, aos olhos do Senhor, a morte dos seus santos” (Salmo 116:15).

P: Em Salmos 37:25, como é que Davi nunca viu os justos abandonados nem seus filhos mendigando pão?

R: Não há nada de errado em alguém implorar por pão, caso precise fazê-lo. Em vez disso, Davi estava dizendo que nunca observou os filhos dos justos implorando; isso ainda poderia ocorrer em outros lugares do mundo. Em Israel, esperava-se que cuidassem dos pobres, e os cristãos têm o mandamento de fazê-lo também hoje.

P: No Salmo 37:32, por que os ímpios nutrem animosidade contra os justos?

R: As pessoas ímpias podem sentir-se culpadas quando estão perto de pessoas piedosas. As pessoas piedosas mostram o que deve ser feito e demonstram que as pessoas são capazes de fazê-lo. Por exemplo, algumas pessoas podem justificar o fato de se embriagarem ou usarem drogas, alegando que “é preciso fazer isso para sobreviver na vida” e que “todo mundo faz isso”. Mas, quando encontram alguém que não faz isso, que não precisa fazer e que é feliz sem fazer, isso desmascara suas falsas suposições. As pessoas ímpias podem facilmente ignorar os hipócritas e os fingidos, mas uma pessoa justa as incomoda.

P: Em Salmos 38,1-22, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este comovente salmo penitencial tem três partes.

1-8: o salmista fala de seus problemas de saúde, que ele vê como castigo por causa de seu pecado.

9-12: ele fala de sua confiança em Deus em busca de consolo; ele não tem escolha; seus amigos o abandonaram.

15-20 transmitem a confiança de que Deus estará presente e não o abandonará.

Vejamos o que está ausente neste salmo. O salmista nunca pergunta por que isso lhe aconteceu, não apresenta desculpas para o seu pecado e apela à misericórdia de Deus, sem afirmar que Deus lhe deve alguma coisa.

Essa oração destaca nossa capacidade aprimorada de aguçar nosso foco e depender mais de Deus, quando parece que vamos deixar este mundo, os amigos nos abandonam e nos importamos pouco com as intrigas e outros estresses ao nosso redor. Quando nos encontrarmos em uma situação próxima a essa, use-a para se aproximar mais de Deus.

P: No Salmo 38:2, de que forma algumas dores são como flechas e outras como uma mão que o oprime?

R: Algumas dores, tanto emocionais quanto físicas, são agudas, mas podem ser intermitentes. Outras dores podem não ser tão intensas, mas acompanham a pessoa o tempo todo.

P: No Salmo 38:5, como é que as feridas exalavam mau cheiro?

R: O senhor está em péssimo estado se suas feridas exalam mau cheiro. Isso se refere a feridas que exalam mau cheiro devido a uma infecção grave, uma úlcera aberta, uma infecção por estafilococos ou gangrena. Além disso, infecções, como a da lepra (Levítico 13:2), também podem exalar mau cheiro. Feridas com odor desagradável podem ser causadas pela proliferação de bactérias; e o diabetes retarda a defesa do organismo contra as bactérias. Para os químicos, as bactérias anaeróbicas em uma ferida podem produzir as substâncias químicas cadaverina e putrescina (ambas com nomes bastante apropriados).

Infecções graves podem exalar mau cheiro, sendo percebidas por outras pessoas a até seis pés de distância. Mas o pecado também pode ser um “fedor” diante de Deus, além de constituir um mau testemunho para os outros.

Independentemente de Davi ser ou não o autor, sabemos que, quando alguém parece estar prestes a morrer, outros podem desejar sua ruína total ou disputar quem ocupará seu lugar depois.

Consulte para obter mais informações.

P: Em Salmos 38:7, como as pessoas más são exterminadas?

R: Isso significa “morto”. A palavra hebraica karath não significa “aniquilado”, como o Messias seria “exterminado” em Daniel 9:26. Em vez disso, “exterminado” significa “morto”.

É claro que, de forma menos intensa, o salmista se sentiu isolado das pessoas quando seus amigos pareciam abandoná-lo e seus inimigos conspiravam contra ele.

P: No Salmo 39:1-13, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este salmo parece ter sido composto de improviso. Quanto à sua estrutura, há quatro partes

1-3 O salmista deseja controlar sua língua diante dos outros e não reclamar.

4-6 Ele considera quão fugaz é a sua vida.

7-11 Ele confessa seu pecado e ora para que a provação termine

12-13 Ele pede a Deus que o cure antes de morrer

Este salmo, um tanto breve, pode ter sido composto próximo da morte. Se for esse o caso, o salmista “terminou bem” e não disse nada aos outros que traísse sua fé ou sua vida anterior como testemunho. Foi correto que, posteriormente, ele tenha derramado seus sentimentos diante de Deus. Mas, independentemente disso, sua esperança continuava em Deus.

O Comentário Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 5, parte 2, p. 20, apresenta a mesma estrutura, exceto que considera os versículos 1-3, na maioria das Bíblias, como versículos 1-4.

P: Em Salmos 39:1 e 62:1, quem é Jedutun, a quem esses salmos foram dedicados?

R: Esses dois salmos apresentam semelhanças de pensamento; talvez ambos tenham sido escritos por volta da mesma época. Jedutun era um dos músicos do templo de Davi, conforme 1 Crônicas 16:41. O salmo pode ter sido dedicado a Jedutun, ou talvez tenha sido escrito por Davi e depois entregue a Jedutun para ser executado, conforme sugere o Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 5, parte 2, p. 27-28.

P: Em Salmos 39:1, como devemos guardar nossa boca com uma “mordaça” para que não pequemos com ela?

R: Sempre que estivermos prestes a dizer algo, devemos nos perguntar: “Será que Deus realmente quer que digamos isso?” e “seria melhor não dizer nada?”. Não há problema em não parecer tão engraçado, inteligente ou espertinho quanto poderíamos ser. Não diga algo de que se arrependerá mais tarde.

P: No Salmo 39:4, como o(a) senhor(a) seria diferente se soubesse neste momento o fim de seus dias?

R: Houve um filme de comédia em que o herói afirmava que lhe havia sido mostrado exatamente como ele morreria. Depois que soube disso, passou a viver sem medo, sabendo que nunca morreria em outras situações perigosas.

Nós não sabemos disso, e a imprudência de uma pessoa, ou de quem está ao seu redor, também pode influenciar. Mas sabemos que estamos nas mãos de Deus e que não morreremos até que Ele permita. Portanto, também podemos viver sem medo, embora com prudência, a serviço de Deus.

P: Em Salmos 39:5 e Salmos 62:9-10, o senhor considera que sua vida tem sido longa ou curta?

R: Sua resposta depende inteiramente de sua perspectiva. Mas, comparada às “distâncias galácticas” da eternidade infinita, o salmista dizia que a vida na Terra equivale a algumas palmas, sendo que uma palma media cerca de três polegadas. No versículo 11, mencionam-se as traças, que têm uma vida muito curta. Mas nossa juventude, nossa aparência e nossa vida se desvanecem rapidamente devido às “traças do tempo”.

P: No Salmo 39:11, por que a brevidade da vida humana é motivo de consolo neste contexto?

R: Se passarmos por dores, sejam elas físicas ou emocionais, ou por momentos difíceis, lembre-se de que isso não durará muito tempo, comparado ao tempo que passaremos no céu.

P: No Salmo 39:12, por que Davi sentia que era um estrangeiro ou um peregrino aqui?

R: Um “estrangeiro” ou “forasteiro”, neste contexto, era um não-israelita a quem era permitido viver na terra. Um peregrino era um estrangeiro que vivia na terra apenas por um determinado período. Isso não significa que o salmista não fosse judeu, mas sim que ele se sentia como um não-cidadão entre as pessoas com quem convivia. Antes de se tornar rei, Davi pode ter se sentido deslocado entre os soldados do exército de Saul, tanto antes quanto depois de matar Golias. Enquanto fugia de Saul, Davi certamente se sentiu solitário e como um estranho. No entanto, mesmo como rei, Davi pode ter passado por momentos em que se sentiu isolado e como um estranho.

P: No Salmo 40:1-17, qual é a estrutura desse salmo?

R: Muitos salmos são uma celebração pela libertação; outros são um apelo por ajuda contra o perigo. Este salmo é tanto uma ação de graças pela libertação de um perigo passado (Salmo 40:1-10) quanto um apelo, pois Davi ainda se encontra em uma situação perigosa (Salmo 40:11-17). Historicamente, isso é consistente com o período entre a estadia de Davi em Gibeá (onde Saul foi morto) e sua chegada a Ziclague. Davi e seu grupo foram salvos da morte em Gibeá, mas ainda se encontravam em uma situação difícil. Embora este salmo tenha duas partes, elas são quase imagens espelhadas uma da outra, formando um quiasmo.

1-3 Agradecimento pela libertação pessoal

. 4-5 A bênção da maravilhosa proteção de Deus

. . 6-8 Expressão de sua dedicação, não apenas de sacrifícios

. . . 9-10 Proclamação das perfeições de Deus: justiça, fé e amor

. . . 11 Oração pelas perfeições de Deus: misericórdia, amor e verdade

. . 12 Súplica por suas aflições e confissão de seu pecado

. 13-16 Oração para que Deus o salve e envergonhe os inimigos de Deus

17 Necessidade pessoal de ajuda e libertação

P: Em Salmos 40:2, como Deus estabelece os nossos caminhos?

R: Deus guiou o caminho de Davi. Embora a situação parecesse bastante perigosa, Deus conduziu Davi e seus homens em segurança. Hoje, Deus também nem sempre nos conduz pelo caminho que parece mais seguro, mas podemos confiar de que Ele nos manterá a salvo.

Em um segundo sentido, “caminhos” não se referem apenas às direções que tomamos em relação à nossa segurança, educação, carreira e vida, mas aos “caminhos em nosso relacionamento com Deus”. O famoso matemático e cientista francês Blaise Pascal disse: “Há um vazio em forma de Deus no coração humano”. Como disse Agostinho de Hipona: “Tu nos criaste, ó Senhor, para Ti mesmo, e nosso coração não encontrará descanso até que descanse em Ti!”

Conforme afirma o Comentário Bíblico do Crente, p. 610: “A ajuda de Deus chega nem muito cedo, para que não deixemos de conhecer a bem-aventurança de confiar na escuridão, nem muito tarde, para que não conheçamos a miséria de confiar em vão.”

P: O Salmo 40:6-8 refere-se ao Messias?

R: Sim, de acordo com Hebreus 10:5-9. Um crente do Antigo Testamento que lesse essas passagens perceberia que Deus não deseja sacrifícios de animais tanto quanto deseja que essa pessoa especial dedique sua vida a Ele.

P: Os versículos de Salmos 40:6 e Salmos 50:13-15 indicam o abandono dos sacrifícios de animais?

R: Não, por duas razões.

Autores: Se alguém fosse contra os sacrifícios, provavelmente não seria Davi, Salomão ou as pessoas a seu serviço. Davi escreveu o Salmo 40, e o Salmo 50 foi escrito por Asafe, um músico de Davi. Davi foi ungido rei em um sacrifício realizado por Samuel em Belém. Davi ofereceu sacrifícios para afastar o anjo da destruição em 1 Crônicas 21:23-27. Depois de Davi, Salomão realizou um grande sacrifício de 22.000 bois e 120.000 ovelhas por ocasião da dedicação do Templo, conforme 2 Crônicas 7:1, 4-5

Erro lógico: Mostrar a primazia da obediência sobre o sacrifício não significa um abandono do sacrifício. O Salmo 50 também mostra que o sacrifício não se destina a suprir qualquer suposta necessidade física da parte de Deus.

P: Em Salmos 40:6, como Deus abriu os ouvidos de Davi?

R: Isso significa que Deus, metaforicamente, perfurou a orelha de Davi. Em Êxodo 21:5-6, um escravo permitia que um senhor amado perfurasse sua orelha, simbolizando a livre escolha do escravo de ser servo do proprietário por toda a vida.

Uma interpretação diferente é que provavelmente se tratava de um escravo com os ouvidos abertos para ouvir o chamado de seu senhor, e não de um escravo tendo a orelha perfurada. Tanto Hebreus 10:5 quanto a Septuaginta grega apresentam “um corpo que você preparou para mim”.

P: Em Salmos 40:7, como estava escrito no livro a respeito de Davi ou do Messias?

R: Davi também escreveu o Salmo 139:16, que diz que todos os dias destinados a nós estavam no livro de Deus antes mesmo de qualquer um deles ter chegado a existir. Apocalipse20:12 também menciona que Deus possui um livro no qual estão registradas as obras de cada um.

Embora isso seja verdade para Davi e para nós, o significado principal é o Messias, cuja vinda e morte ocorreram de acordo com o propósito e a presciência de Deus, conforme Atos 2:23.

P: No Salmo 40:8, o que Davi está dizendo sobre suas emoções neste trecho?

R: Não se trata apenas de Davi estar cumprindo a vontade de Deus, mas de Davi se deleitar em cumprir a vontade de Deus. Se o senhor é fiel a Deus e O obedece, isso é ótimo, mas o senhor também se deleita em cumprir a vontade Dele?

P: Em Salmos 40:12, o que significa que o coração de Davi o havia abandonado?

R: Muitas vezes, utilizam-se referências ao corpo para expressar as emoções. Uma tradução literal em inglês seria “perdi o ânimo”.

P: No Salmo 40:16, qual é a mudança de ênfase aqui?

R: Assim como Davi está pedindo em sua súplica para poder se alegrar nessa situação, seguido do pedido para que seus inimigos fiquem envergonhados e confusos, Davi agora está pedindo que todos os que buscam a Deus também se alegrem Nele. É curioso que, ao mesmo tempo, tenhamos uma mistura de alegria em Deus agora e um anseio inquieto de ver Deus face a face no céu.

P: No Salmo 41:1-13, qual é a estrutura deste salmo?

R: Este salmo tem três partes: ação de graças (versículos 1-3), lamento (4-10) e ação de graças (11-13).

1-3 Libertação e proteção daqueles que ajudam os pobres

- 4 Lamento e oração por cura

- - - 5-8 As palavras dos inimigos

- Oração pela cura

11-13 Alegria por Deus estar satisfeito com ele

- 13 Doxologia final

O versículo 13 não é apenas uma parte do salmo, mas o versículo final de todo o livro dos Salmos. É possível encontrar conclusões semelhantes em Salmos 72:20; 89:52; e 106:48. Esses versículos se encaixam no salmo em que se encontram e também encerram o livro. O Salmo 150, em sua totalidade, é como um “suporte de livro” para todos os salmos.

P: No Salmo 41, uma vez que Davi seguia a Deus, por que Davi se sentia em tal estado de espírito a ponto de escrever o Salmo 41?

R: Aparentemente, isso ocorreu quando Davi estava muito doente. Ele estava preocupado não apenas com a cura física, mas também com o fato de que seus inimigos zombariam dele, pensando que Deus havia se afastado. Davi enfatiza que havia pecado. Alguns podem suspeitar que isso tenha ocorrido após o pecado de Davi com Bate-Sebá, mas não há como verificar isso.

Talvez Deus não queira que nos concentremos em quando isso aconteceu com Davi, mas sim que entendamos que também podemos ter esses sentimentos. Se alguém disser: “Um crente deve sempre sorrir, ter uma atitude positiva e nunca se sentir desanimado”, este seria um bom salmo para mostrar a essa pessoa. Davi pode ter pecado no passado, mas agora ele era obediente.

P: No Salmo 41:1-3, quais são as seis bênçãos listadas aqui?

R: São: a libertação em tempos de angústia, a preservação de sua vida, a bênção na terra, não ser entregue aos seus inimigos, o fortalecimento quando estiver doente e a recuperação do leito de doença.

P: Em Salmos 41:1, quem são os pobres aqui?

R: Os pobres aqui incluem os que são financeiramente pobres, mas também podem ser aqueles com saúde precária, o que também pode causar pobreza financeira. Podem ser, ainda, pessoas oprimidas, que não têm esperança de sair da pobreza, não importa o que façam.

P: No Salmo 41:3, o que há de comovente no fato de Davi mencionar um leito de doença neste contexto?

R: Este salmo pode ter sido escrito na época da rebelião de Absalão. Enquanto Davi estava doente com uma enfermidade prolongada, Absalão aproveitava-se da situação para conquistar os corações do povo de Israel.

A frase traduzida como “sustente o seu leito” é uma forma poética de orar para que alguém venha arrumar seu leito, ou seja, que ele se recupere e não fique mais deitado nele o dia inteiro.

P: No Salmo 41:6, qual era o objetivo de um inimigo vir conversar com Davi?

R: Quando uma pessoa está doente, especialmente se estiver delirando devido à febre, ela pode não ter tanto cuidado com o que diz. Ela poderia se aproximar fingindo ser um amigo, mas seu verdadeiro motivo seria obter informações que pudesse usar contra outras pessoas. Porém, apesar de estar doente, Davi ainda conseguia perceber isso.

Quando estamos cansados, doentes ou, de alguma forma, não estamos em nossa melhor forma, precisamos ter um cuidado especial com a nossa língua.

P: No Salmo 41:9, qual é o significado de “dar-lhe um coice no calcanhar”?

R: “Doença vil” no Salmo 41:8 é o significado da tradução literal “uma coisa de Belial”. As pessoas não costumam usar os calcanhares quando lutam. Trata-se, na verdade, de uma situação semelhante àquela em que você está atrás de um boi atrelado, no qual confia para que caminhe e ara seu campo, e o boi, inesperadamente, dá uma coice com a pata traseira para tentar feri-lo. Ahitofel, o sábio conselheiro em quem Davi confiava, fez exatamente isso. Também podemos orar por proteção contra ataques inesperados. Jesus usou o mesmo termo para se referir à traição de Judas em João 13:18.

P: No Salmo 42, por que os crentes às vezes se sentem separados de Deus?

R: Às vezes, eles se afastam por se deixarem levar pelo mundo, pela desobediência, pela apatia, por um coração que não perdoa ou por outros pecados. No entanto, às vezes, mesmo os crentes obedientes podem se sentir desanimados ou oprimidos por um certo tempo. Devemos ser fiéis a Deus independentemente de nossos sentimentos.

P: No Salmo 42:1-2, qual é a diferença entre um não crente que deseja aproximar-se de Deus e os crentes que desejam aproximar-se mais de Deus?

R: Isso é semelhante ao fato de que todo cristão já tem o Espírito Santo dentro de si, mas Deus ainda assim ordena que os cristãos sejam cheios do Espírito Santo. O salmista já tinha um relacionamento vivo com Deus, mas sentia que seu relacionamento estava um tanto árido naquele momento. Uma boa metáfora é a de alguém do lado de fora do prédio olhando pelas janelas, em comparação com alguém que está dentro, visitando as diferentes salas.

O Espírito Santo atrai um não crente para que se aproxime de Deus, para que conheça a Deus e Seu amor. Ele deseja as recompensas do céu e escapar da punição do inferno. Um crente já possui essas coisas, mas deseja conhecer melhor a Deus e agradá-Lo ainda mais.

P: Em Salmos 42:1-2, de que forma nosso anseio pelo Deus Vivo se assemelha a um cervo que anseia por correntes de água?

R: Um cervo pode ter toda a grama, luz do sol e clima agradável de que precisa, mas, se precisar de água, nada mais o satisfará, exceto a água. Os cervos sabem disso, mas, infelizmente, nem sempre somos tão inteligentes quanto eles. Tentamos satisfazer nosso anseio por Deus com outras coisas, que são substitutos parciais e insuficientes.

P: No Salmo 42:3-4, com o que especificamente o salmista parece estar triste?

R: Analisando apenas 42:3-4, o salmista não gosta que seus inimigos o provocem perguntando “onde está o seu Deus?”. Ele se lembra com carinho de quando costumava ir à casa de Deus, à qual aparentemente não pode mais ir agora. Há momentos em que não temos conseguido nos reunir com outras pessoas na casa de Deus, devido a doença, deficiência, viagens ou à COVID-19. Mas ansiamos pelo momento em que poderemos nos reunir novamente.

P: No Salmo 42:5-7, um cristão que vive segundo a vontade de Deus pode ficar abatido ou deprimido?

R: Sim. É normal que um cristão se sinta triste pela perda de um ente querido ou fique abatido quando algo acontece por um certo tempo. Alguns cristãos lutam contra o mofo ou outros desequilíbrios químicos que podem levá-los à depressão crônica. Quando você não estiver deprimido, deve louvar a Deus. Quando estiver deprimido, deve louvar a Deus da mesma forma. Louvar a Deus durante nossas provações é tão agradável para Ele quanto, se não mais.

P: Em Salmos 42:8-9, por que parece que o salmista estava próximo de Deus no versículo 8, mas distante de Deus no versículo 9?

R: O salmista sente-se próximo de Deus no versículo 8. Mas, às vezes, como no versículo 9, Deus não está fazendo o que você deseja que Ele faça, e você sente que Deus deveria fazer isso — agora mesmo. Às vezes, não é a vontade de Deus que Ele faça isso. Às vezes, Deus o fará, mas agora não é o momento certo. Por fim, há momentos em que devemos “invadir os portões do céu” com oração para que Deus glorifique Seu nome e atue nesta situação.

P: No Salmo 42:11, como é possível estar abatido na alma e, ao mesmo tempo, louvar a Deus?

R: Como cristãos, não somos cegos às circunstâncias ao nosso redor, e, às vezes, as circunstâncias não parecem boas. Mas devemos perceber que estar nas mãos de Deus é mais importante do que quaisquer circunstâncias em que nos encontremos. Todas as nossas tribulações atuais são pequenas e passageiras em comparação com a bem-aventurança eterna no céu com Deus.

P: No Salmo 43:1, especificamente, por que o salmista está abatido aqui, e o que ele acredita que precisa?

R: Os versículos 42:9-10 e 43:1 do Salmo mostram que isso se deve à opressão de seus inimigos. Alguns inimigos querem tirar a sua vida. Outros, porém, não; eles apenas querem mantê-lo oprimido para que você os enriqueça, seja por meio de tributos ou de outras formas. Outros inimigos querem abatê-lo emocionalmente, com zombarias e insultos. Ou querem “manipular” você e tentar fazê-lo duvidar de si mesmo.

A opressão pode ser “ilegal” no sentido de ser praticada às escondidas à noite ou de forma secreta, ou pode ser “legal”, utilizando a lei para tirar coisas injustamente ou executar pessoas. O salmista está pedindo justiça e libertação de qualquer tipo de opressão.

P: De que forma o Salmo 43:2 apresenta um paradoxo do tipo “já / ainda não”?

R: O salmista afirma que Deus, neste momento, é o Deus de sua força. No entanto, ele se pergunta por que parece que Deus o está rejeitando e não o está justificando. Ele está perguntando a Deus por que se sente abatido devido à opressão do inimigo. Assim, ele demonstra confiança na força de Deus, mas também uma dúvida quanto à possibilidade de Deus justificá-lo neste momento. Mas, como veremos mais adiante, talvez não seja a vontade de Deus defendê-lo neste exato momento. É como no caso de Sadraque, Mesaque e Abednego, em Daniel 3:17-18. Eles disseram a Nabucodonosor que tinham confiança de que Deus os livraria da fornalha ardente; — mas, mesmo que Deus não o fizesse, eles ainda assim não se curvariam diante da imagem de ouro.

P: Em Salmos 43:5, um cristão obediente deveria alguma vez se sentir emocionalmente abatido?

R: Jó ficou, e isso era compreensível. Davi ficou, às vezes, e isso era normal. Jesus ficou abatido no Jardim do Getsêmani, e Paulo se desesperou com a vida em 2 Coríntios 1:8-10. Paulo ficou triste quando Epafrodito ficou doente e quase morreu, em Filipenses 2:27.

Portanto, é normal que os cristãos sintam uma ampla gama de emoções, mas, como diz a canção de Don Francisco: “Jesus é o Senhor do que sinto!”

P: No Salmo 43:5, o salmista pensava que precisava ser resgatado das pessoas ímpias, conforme mencionado no versículo 1, mas o que ele realmente precisava no versículo 5?

R: Ele não precisava ser resgatado daquela situação; precisava simplesmente colocar sua esperança em Deus, que o ajudaria a superar essa situação.

Lidar com essa situação difícil pode ser parte do nosso crescimento e também pode servir de testemunho para os outros. Como disse George Muller: “Deus se deleita em aumentar a fé de Seus filhos. Em vez de desejarmos que não haja provações antes da vitória, nem exercícios de paciência, devemos estar dispostos a recebê-las das mãos de Deus como um meio. Provações, obstáculos, dificuldades e, às vezes, derrotas são o próprio alimento da fé.”

1. Em Salmos 44:1, até que ponto a fé de uma filha ou de um filho deve provir de seus pais, e até que ponto não deve?

R: Alguém disse certa vez: “Deus não tem netos”. Ou você é um filho de Deus ou não é, mas não pode ser meramente um neto; uma pessoa precisa ter sua própria fé. Podemos aprender com os ensinamentos de nossos pais, seguir seus bons exemplos e até mesmo ser alertados ao observar seus erros. Podemos nos alegrar com a fé e a obra de vida de nossos antepassados, tanto biológicos quanto na fé, mas devemos ter o cuidado de não depositar nossa esperança no que eles acreditavam e faziam, em vez de em nossa própria fé.

P: No Salmo 44, versículos 4 a 8, o que há de interessante na estrutura desses versículos?

R: Essas palavras estão dispostas em um quiasmo.

Lembre-se do passado 44:1

- Vitória sobre inimigos do passado 44:2

- - Vitória não pela força humana 44:3a

- - - Vitória pelo Senhor 44:3b

- - - - Confissão de confiança pessoal 44:4

- - - Vitória pelo Senhor 44:5a

- - Vitória que não provém da força humana 44:6

- Vitória sobre inimigos do passado 44:7

Louvor a Deus pelos crentes de hoje 44:8

P: No Salmo 44:6, qual é o significado de não confiar no arco?

R: O arco era uma das armas preferidas de Davi. Se Davi não confiava no arco em vez de confiar em Deus, certamente eles também não deveriam confiar.

P: De que forma o Salmo 44:17-20 reflete o Salmo 44:20-22?

R: O Salmo 44:17-20 afirma que eles não se esqueceram de Deus. O Salmo 44:20-22 diz que as derrotas seriam compreensíveis se eles tivessem se esquecido de Deus e adorado um deus estrangeiro. Mas, como isso não aconteceu, então, no Salmo 44:23-24, por que Deus dorme e esconde Seu rosto?

P: No Salmo 44:20, de que maneira as pessoas voltam seus corações para um deus estranho hoje em dia?

R: Isso se refere tanto à adoração de falsos deuses quanto à busca de ajuda junto a falsos deuses. Atualmente, o hinduísmo, o budismo e outras religiões adoram estátuas inanimadas como deuses ou, ainda, adoram outros deuses representados por objetos inanimados. Alguns católicos da América Central e do Sul combinam o catolicismo com a adoração de ídolos.

No entanto, até mesmo alguns cristãos não levam a idolatria muito a sério. Certa vez, um padre católico me perguntou: “por que os protestantes têm tanto medo da Virgem Maria?”. Eu não tenho medo, já que dei o nome dela a uma das minhas filhas. Eu deveria ter perguntado a ele, por sua vez: “por que muitos católicos não se precavam contra o pecado da idolatria?”.

P: No Salmo 44, versículo 22, de que forma o povo de Deus é considerado como ovelhas destinadas ao abate?

R: Houve momentos em que Deus permitiu que muitos de seus filhos fossem mortos. Às vezes, Deus puniu os judeus por causa de sua desobediência, mas esse não é o significado principal deste versículo. Em vez disso, Deus às vezes permite que até mesmo crentes obedientes sofram e sejam mártires por Ele. Podemos observar o seguinte.

Aparentemente, Deus não tem a mesma visão da vida na Terra que a maioria das pessoas tem. Como ainda não vemos a vida após a morte, é fácil sentir que maximizar o tempo de nossa vida na Terra é uma das coisas mais importantes. A perspectiva de Deus é diferente. Deus vê o que alguém pode estar fazendo no céu e na terra. Às vezes, provar que está disposto a morrer por sua fé é um testemunho para os outros. Durante o período da igreja primitiva, até o ano 324 d.C., estima-se que entre 40.000 e 50.000 cristãos foram mortos por causa de sua fé.

P: Em Salmos 44:23-26, qual é o verdadeiro sentido desse salmo, e qual é a base desse apelo?

R: O Salmo 44:26 clama pela ajuda de Deus. Como Deus os havia ajudado grandemente no passado, e agora eles estão enfrentando dificuldades, não se esqueceram de Deus; por isso, pedem: “Por favor, levante-se para nos ajudar”.

P: Em Salmos 44:23 e Salmos 73:20, Deus dorme ou não dorme, como mostra Salmos 121:304?

R: Deus nunca se cansa nem fica inconsciente. No entanto, há momentos em que Deus parece menos ativo em nossa situação imediata. Metaforicamente, Davi está pedindo a Deus que “acorde” e tome uma atitude agora.

A Bíblia reconhece que, às vezes, Deus age mais lentamente do que algumas pessoas gostariam (2 Pedro 3:9). Algumas razões para o Seu tempo são um teste para nós; às vezes ainda não estamos prontos para algo, ou, às vezes, estamos prontos, mas outras pessoas ainda não. Temos que esperar no Senhor. O livro *When Critics Ask*, p. 238, afirma que “dormir”, neste contexto, é uma figura de linguagem que significa que Deus adia o julgamento para mais tarde.

P: Em Salmos 44:24; 13:1; 22:24; 88:14; Isaías 54:8; 57:11; Deuteronômio 31:17, o que significa Deus esconder Seu rosto?

R: Isso significa que, quando você ora por algo, ou Deus não está respondendo à sua oração, ou não está respondendo da maneira que você deseja. As expressões que referem-se a Deus esconder o rosto também aparecem no Salmo 13:1; 88:14; Isaías 54:8. Deus escondeu-se em Isaías 57:17 e esconderá o rosto em Deuteronômio 31:17 e seguintes devido à desobediência deles. O fato de Deus não esconder o Seu rosto está no Salmo 22:24. O salmista estava perplexo por eles não terem se afastado de Deus.

P: No Salmo 45:1, diz-se literalmente: “Meu coração transbordou com um tema nobre”. Como mantemos a emoção e o entusiasmo de conhecer a Deus?

R: Podemos conhecer a verdade e obedecer à verdade de Deus, mas será que nos sentimos comovidos e entusiasmados com Deus? Se não, será que existe algo mais em nós que, na verdade, possa ser um ídolo?

Às vezes, as pessoas sofrem espiritualmente por causa de uma carência: não têm nada ou têm muito pouco de algo. Mas, em outras ocasiões, pode ser porque estão cheias de algo em excesso. Uma faca cega é cega porque há metal demais onde deveria estar o fio afiado. Talvez precisemos ser lapidados e afiados para sermos usados por Deus. Em João 15:2-3, Jesus disse que o Pai remove os ramos infrutíferos, mas Ele também corta (ou seja, poda, não remove) os ramos frutíferos para que possam dar mais frutos.

Às vezes, os crentes simplesmente “perdem o contato” porque não fazem do tempo com Deus uma prioridade em suas vidas. Eles podem se tornar apáticos, preocupados com coisas triviais ou esgotados por terem realizado a obra de Deus por muito tempo apenas com suas próprias forças.

P: Qual é a estrutura de Salmos 45:1-17?

R: O Salmo 45 não é exatamente um quiasmo, mas se aproxima de um quiasmo com partes paralelas no meio.

Introdução 45:1

- Discurso dirigido ao Rei 45:2-5

- - Glória do noivo 45:6-9

- Discurso dirigido à noiva 45:10-12

- - Glória da noiva 45:13-15

Conclusão 45:16-17

P: O Salmo 45:2-17 profetiza a vinda do Messias?

R: Sim. O Salmo 45:6-7 fala na segunda pessoa sobre Deus e Seu trono, e afirma que Deus, o seu Deus, o ungiu. Portanto, trata-se da vinda de Deus. O autor da Epístola aos Hebreus também observou que isso se referia a Cristo em Hebreus 1:9. A Metzudat David, do rabino David Altschuler de Praga (1678-1769), também afirma que isso se refere ao Messias. Entre os primeiros escritores cristãos, o Salmo 45 se refere a Cristo, segundo Justino Mártir, Irineu, Tertuliano, Orígenes, Novaciano, Victorino de Petau, Metódio, Lactâncio, Alexandre de Alexandria e Eusébio de Cesareia (antes de Nicéia). Consulte para obter mais informações.

P: Em Salmos 45:3-5, isso se refere a Maomé, como afirmam alguns muçulmanos?

R: Não, nem mesmo os muçulmanos conseguem realmente interpretar dessa forma, exceto algumas seitas Gulat do Islã, que acreditam que Maomé é, de fato, Deus. O Salmo 45:6 diz: “O teu trono, ó Deus, perdurará para todo o sempre.” (NIV 1985) Além de Maomé nunca ter afirmado ser Deus, ele também nunca teve um trono ou um cetro. Consulte *When Critics Ask*, p. 238, e *When Cultists Ask*, p. 64, para obter uma resposta complementar.

P: No Salmo 45:6, tratava-se do trono de Deus ou de um trono humano?

R: É ambos, pois Jesus Cristo é ao mesmo tempo Deus e homem. Trata-se do trono de “Deus que foi ungido por Deus”. Trata-se de Jesus Cristo, de acordo com Hebreus 1:8-9. Além disso, reinaremos com Cristo em Seu trono, conforme Efésios 2:6-7.

P: Em Salmos 45:6, tenho debatido com um homem que nega a divindade de Cristo. Ele nega meu argumento de que Hebreus 1:8 e Salmos 45:6-7 foram traduzidos corretamente como “teu trono, ó Deus”. Ele afirma que deveria ser “Deus é o seu trono”.

R: Hebreus 1:8, que cita o Salmo 45:6, está falando da divindade de Cristo. Há certa ambiguidade no Salmo 45:6. Na verdade, há três questões aqui:

1) Este versículo está se referindo a Deus e ao Seu trono, a Davi e ao trono que lhe foi concedido por Deus, ou a ambos?

2) O Antigo Testamento fala, em outras passagens, de forma inequívoca sobre Deus sentado em Seu trono?

3) O que o livro de Hebreus acrescenta, pelo menos para os cristãos?

1) No Salmo 45:6, trata-se do trono de Deus ou do trono de Davi?

Em hebraico, o Salmo 45:7 contém kis'aka 'elohim, que literalmente significa “seu trono” e “Deus”. A maioria dos tradutores interpretaria isso como

“teu trono, ó Deus” (vocativo) — Jay P. Green, KJV,NASB , NIV 1985, NKJV, RSV mg, Septuaginta, etc.

No entanto, há uma ambiguidade na frase aqui, pois o hebraico pode usar um substantivo como adjetivo. Por exemplo, 1 Crônicas 29:23 diz que Salomão se assentou no trono de “Yahweh”. Ezequiel 28:13 afirma que o Éden era o “jardim de elohim” ou o Jardim de Deus. Assim, algumas versões traduzem o Salmo 45:7 como:

“seu trono divino” (JPS judaica, RSV)

“seu trono é como o trono de Deus” (NEB)

“seu trono, ó rei divino” (Weiser, p. 360)

“seu trono é um trono de Deus” (RSV mg.)

Observe que a JPS e a RSV apresentam uma interpretação direta, partindo do pressuposto de que “elohim” é um adjetivo neste contexto. As demais versões desta lista tentam acrescentar algumas palavras que não constam no hebraico.

A Bíblia de Estudo JPS, p. 1332, também apresenta “O teu trono, ó Deus, é eterno” como uma das leituras marginais; portanto, ela pelo menos reconhece que ambas as interpretações são possíveis.

Murray J. Harris tem um artigo defendendo por que se trata, na verdade, da primeira forma (vocativa) em “The Translation of Elohim in Psalm 45:7-8” [A tradução de Elohim no Salmo 45:7-8], Tyndale Bulletin 35 (1984): 65-89.

Então, trata-se do trono de Deus ou de Davi no Salmo 45? O versículo 7 diz: “…por isso Deus, o Teu Deus, Te ungiu…”. Os cristãos interpretam o salmo como dirigido ao Primeiro chamado Deus (o vocativo), enquanto outros poderiam ver isso como uma repetição, como neste exemplo: “por isso o Deus maravilhoso, o grande Deus”. No entanto, o Salmo 45:11 diz para adorar esse Rei porque Ele é o seu Senhor. Embora saibamos que Davi é um tipo do Messias, tanto neste salmo quanto em outros, é muito difícil entender como excluir a possibilidade de que este salmo se refira a Deus. É certo, porém, que a expressão “Deus, o seu Deus” contribui para a incerteza de um leitor judeu. O Salmo 110 pode ajudar a fornecer a pista: um Senhor que também é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

2) Deus se assenta em Seu trono em outras passagens do Antigo Testamento?

No Antigo Testamento, diz-se que Deus se assenta em Seu trono, de forma inequívoca, em Ezequiel 1 — especialmente no versículo 26 —, Ezequiel 10:1, Isaías 6:1-3, Salmo 97:1-2 e Salmo 93:2. Portanto, não há razão teológica para que um judeu precise rejeitar o Salmo 45:7-8 como uma referência a Deus, ou como uma referência dupla a Deus e a Davi como Seu representante. Dezesseis escritores cristãos pré-nicenos também se referem ao trono de Deus.

3) O que diz Hebreus 1

O livro de Hebreus, sem dúvida, interpreta isso como uma referência ao Filho no vocativo. Embora haja a mesma ambiguidade nesta frase, tanto no grego quanto no hebraico, Hebreus 1:8 começa com “Mas ao Filho” e Hebreus 1:9 diz (assim como Salmos 45:7) “por isso Deus, o seu Deus”. Não há dúvida de que Hebreus 1:8-9 está chamando Jesus de Deus e interpretando Salmos 45:7-8 como se referindo a Deus. Portanto, Hebreus 1:8-9 não acrescenta nada, exceto que o segundo Senhor é Deus, o Filho.

Hb 1:8 é traduzido como:

“o teu trono, ó Deus” (Jay P. Green, KJV, NASB, NIV 1985, NKJV, RSV, Wuest)

“Deus é o teu trono” (RSV mg)

Sobre Hb 1:8, o “Expositor’s Bible Commentary”, vol. 12, p. 19, afirma: “Algumas traduções traduzem as palavras iniciais do v. 8 como ‘Deus é o teu trono’ ou algo semelhante (cf. RSV, NEB mg.). Mas é melhor considerar o grego como um vocativo, conforme a NIV 1985: ‘Teu trono, ó Deus’.” A citação do Salmo 45:6-7 refere-se ao filho, que é então chamado de ‘Deus’. Sua condição real é destacada pelas referências ao ‘trono’, ao ‘cetro’ e ao ‘reino’, bem como por sua preocupação moral com a ‘justiça’, que é suprema onde ele reina.” ... Talvez devêssemos considerar a primeira ocorrência da palavra “Deus” como outro vocativo: “Portanto, ó Deus, o teu Deus te estabeleceu.””

Em conclusão, com base apenas no Salmo 45:7-8, a gramática da frase “teu trono, ó Deus” pode se referir a Deus, mas os versículos 45:7, 11 e 17 sugerem fortemente que este Salmo se refere tanto a Deus quanto a Davi, e outros versículos do Antigo Testamento também se referem a Deus como tendo um trono.

P: Em Salmos 45:7-8 e Hebreus 1:9, o que é o óleo da alegria?

R: Hebreus 1:9, que cita esse versículo, também menciona isso. As Escrituras não especificam exatamente o que era, mas um judeu se lembraria de um tipo desse óleo de unção para coisas sagradas em Êxodo 30:22-23. Em Êxodo, tratava-se de uma formulação única, que não deveria ser usada para qualquer outro propósito. Nunca se afirmou que tivesse propriedades milagrosas, mas era um símbolo da honra da consagração, e aplicá-lo no altar, no candelabro, nos utensílios e em outras coisas sagradas era um ato de adoração. As pessoas costumavam ungir-se a si mesmas, ou, no caso dos ricos, faziam com que seus escravos as ungissem. Mas uma “unção” oficial era reservada apenas a um rei, a um sacerdote ou aos objetos sagrados. Jesus foi ungido por todas essas três razões. Jesus também foi ungido com óleo enquanto estava vivo, em Marcos 14:3-9, e seu corpo foi ungido com especiarias em João 19:40.

P: Em Salmos 45:9-17, de que forma o casamento do Rei e de sua rainha é comparado ao casamento de Israel com Deus e ao nosso casamento com Cristo?

R: O casamento é uma metáfora para o relacionamento do Senhor com Israel e, posteriormente, com a igreja. A palavra hebraica para amor, hesed, significa “amor de aliança”. Então, trata-se mais de uma aliança ou mais de amor? Mas eles não considerariam essas coisas como separadas. Amar alguém quando se tem vontade, quando é agradável, quando tudo está indo bem ou quando isso é vantajoso para si, não seria considerado amor de forma alguma. Mesmo hoje, se o amor não tem compromisso, por que deveríamos considerá-lo amor? Mesmo com os amigos, devemos nos comprometer a defendê-los.

P: Em Salmos 45:10-11, de que forma o conselho à noiva é relevante para nós?

R: Muitas vezes, o conselho de Deus para nós na Bíblia é que nos lembremos de algo. Mas, neste caso, o conselho é o oposto: esquecer algo. Acredite ou não, às vezes o esquecimento pode ser bom. Optar por esquecer hábitos pecaminosos do passado, ódios, ciúmes e qualquer ressentimento é um “esquecimento piedoso” que todos nós precisamos ter. Portanto, quando bem compreendido, o conselho aqui é: “seja esquecido”! Devemos esquecer nossos antigos hábitos, anteriores a Cristo, e nos concentrar em nosso rei e marido, Cristo. Em Lucas 14:26, Jesus disse que, se alguém vier a Ele e não odiar seu pai e sua mãe, sua esposa e seus filhos, não poderá ser Seu discípulo. A palavra “odiar” significa, na verdade, “amar menos”; portanto, devemos nos preocupar muito se alguma coisa — mesmo algo bom, como o amor pela família — for mais importante do que nosso amor por Deus.

P: Qual é o contexto histórico do Salmo 46?

R: O Salmo não nos fornece explicitamente o contexto, mas parece tratar-se de uma vitória totalmente inesperada concedida por Deus. O contexto mais provável é a libertação de Jerusalém dos assírios no tempo de Ezequias, de acordo com o Comentário Evangélico sobre a Bíblia, p. 381, e o Comentário Bíblico do Crente, p. 621. Tanto o Novo Comentário Internacional sobre a Bíblia, p. 587, quanto o Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento (Os Salmos, de Franz Delitzsch), p. 91-92, afirmam que se trata ou da vitória sob o reinado de Jeosafá ou da libertação da Assíria.

P: Qual é o resumo do Salmo 46?

R: É um salmo de encorajamento, que aponta para o fim dos tempos, com três imagens.

1-3 O desafio da confiança: apesar do desastre cósmico, não temeremos

4-7 O segredo da confiança: a paz definitiva com Deus

8-11 A confirmação da confiança: a vitória eterna de Deus, que porá fim a todas as guerras

A primeira parte de cada título foi retirada de G. Campbell Morgan, conforme mencionado no “Believer’s Bible Commentary”, p. 621. Para saber mais sobre essa futura cidade de Deus, leia Apocalipse 21:1-22:5.

P: Em Salmos 46:1, de que forma Deus é um refúgio para nós?

R: A palavra hebraica para refúgio, mahseh, significa abrigo contra o perigo. Podemos confiar na promessa de Deus de que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que O amam (Romanos 8:28).

Nesta vida, nada nos acontecerá a não ser o que Deus permitir. Deus permite que coisas ruins nos aconteçam, mas Ele estará presente para nos ajudar a superá-las.

Em última análise, temos refúgio em Deus ao irmos para o Céu e vivermos lá eternamente.

P: Em Salmos 46:4, de que rio se trata e o que ele representa, já que Jerusalém não tinha rios?

R: Jerusalém, desde o início até hoje, nunca teve um rio ao seu lado. Embora tivesse uma nascente grande o suficiente para alimentar um lago, isso não é relevante neste contexto. Em vez disso, o Salmo 46:4-11 fala de um tempo futuro, quando as guerras cessarão (Salmo 46:9), quando Deus quebrará o arco e despedaçará a lança (Salmo 46:9) e quando Deus será exaltado entre as nações (Salmo 46:10).

A Nova Jerusalém, com o rio da água da vida fluindo por seu centro, é mencionada em Apocalipse 21:2, 10-22:5. Ezequiel 47:1-12 também fala do rio que brota do altar na Nova Jerusalém.

A palavra hebraica aqui significa um rio que corre o ano inteiro, e não um wadi (córrego sazonal), de acordo com o New International Bible Commentary, p. 587.

Como disse F.B. Meyers, Deus concede as tristezas em copos, mas o prazer em rios. Comentário Bíblico do Crente, p. 602

P: Em Salmos 46:5, qual é o significado do amanhecer?

R: Os ataques militares costumavam começar ao amanhecer. Dessa forma, as tropas podiam se posicionar enquanto ainda estava escuro. Além disso, caso saíssem vitoriosas, teriam mais tempo para aproveitar a vitória.

P: No Salmo 46:9, uma vez que Deus fez cessarem as guerras até os confins da terra, por que ainda há guerras?

R: Embora as guerras contra Israel tivessem cessado por um tempo, esse não era o ponto em questão aqui. Davi sabia que nem todas as guerras haviam cessado, nem todas as guerras contra Judá. É por isso que ele ainda mantinha um exército permanente. Em vez disso, o Salmo 46:4-11 fala de um tempo futuro, quando virá a nova Jerusalém, com um rio no meio dela. Você pode ler sobre isso em Apocalipse 20:7-22:5.

P: O Salmo 46:10 mostra que os seres humanos podem se tornar Deus, como ensina Mahareshi Mahesh Yogi?

R: De forma alguma. O Salmo 46:10 diz: “sabei que eu sou Deus”, enquanto, de acordo com o livro *When Cultists Ask*, pp. 64-65, as *Meditações* de Mahareshi Mahesh Yogi, no versículo 178, afirmam que esse versículo significa “sabei que vocês são Deus”. (o sublinhado não consta no original)

Como observação adicional, em algumas línguas, incluindo o latim, o grego e o hebraico, o pronome (eu, você, ele, ela, isso, etc.) está incluído no verbo. O “Expositor’s Bible Commentary”, volume 5, p. 354, nas notas, afirma que este versículo utiliza o pronome independente “eu”. Isso confere maior ênfase ao “eu”. A tradução grega da Septuaginta utiliza “ego eimi”, o que também confere ênfase ao pronome independente.

P: Em Salmos 48:2 e Isaías 14:13, por que o norte / Zaphon é mencionado?

R: A palavra para “norte”, Zaphon, é também o nome de uma montanha a cerca de 25 milhas a nordeste da cidade cananeia de Ugarit. Existem três interpretações.

Por um lado, isso poderia simplesmente estar se referindo à cidade de Jerusalém, no Monte Sião, que se apresenta esplêndida vista do norte. Mas, nesse caso, não é dada nenhuma explicação para o fato de o norte parecer belo, e não o sul, o leste ou o oeste.

Uma segunda interpretação reconhece que todos os antigos conheciam a Estrela Polar. Mas, assim como todas as estrelas visíveis giravam em torno da Estrela Polar nos céus, tudo estará centrado em torno da Nova Jerusalém na nova terra. O “Comentário Bíblico do Crente”, p. 624, menciona essa interpretação.

O significado mais provável é que se trata de uma comparação deliberada com o Monte Zafon, afirmando que o Deus verdadeiro que “habitava” no Templo no Monte Sião era superior ao ídolo do Monte Zafon. Os cananeus acreditavam que seu deus principal habitava no Monte Zafon. Seria algo semelhante aos cristãos pré-nicenos afirmarem que o Deus verdadeiro é superior aos ídolos gregos que habitavam no Monte Olimpo.

P: Em Salmos 48:7 e Salmos 72:10, por que Társis é mencionada aqui?

R: Társis provavelmente se refere ao que chamamos de Tartessus, uma colônia fenícia na distante Espanha. É provável que tenha sido mencionada porque essa era a cidade mais a oeste conhecida por eles. Essa Társis provavelmente também era a cidade para a qual Jonas estava tentando fugir, quando Deus lhe disse para ir para o leste, para Nínive.

Existem três cidades chamadas Társis no mundo antigo. Paulo era de Tarso/Társis, na Ásia Menor. No entanto, tratava-se de uma cidade do interior, portanto não é o local mencionado aqui. A segunda era uma pequena cidade mineira na Sardenha; não temos certeza se os israelitas sequer a conheciam. A terceira era também um porto mineiro na Espanha e a cidade mais a oeste conhecida por eles.

P: No Salmo 48, versículos 9-10, regozijar-se em Deus é importante; então, de que maneiras podemos nos regozijar em Deus hoje?

R: Podemos louvá-Lo em oração, em cânticos e lendo em voz alta os louvores a Ele contidos nas Escrituras.

P: No Salmo 48:12-14, Jerusalém é Deus? Certamente parece que sim. Se a noção de que Jerusalém é Deus for heresia, gostaria de saber.

R: Não, Jerusalém não é Deus, e Jerusalém também não é heresia. Em vez disso, Jerusalém era o lugar amado onde Deus escolheu colocar o símbolo de Sua santidade: a arca da aliança. Mas, como mostram os acontecimentos políticos atuais, algumas pessoas podem elevar Jerusalém acima de sua devoção a Deus. Isso não torna Jerusalém ruim, mas, para elas, Jerusalém pode se tornar um ídolo.

Um segundo exemplo desse fenômeno é a serpente de bronze. Em Números 2:4-9, o povo estava sendo picado por serpentes venenosas. Deus ordenou a Moisés que fizesse uma imagem de uma serpente e a colocasse sobre uma haste. Quando alguém fosse picado e olhasse para a serpente, viveria. (Talvez a serpente fosse um símbolo do nosso pecado sendo pregado na cruz, mas isso é outra história.) De qualquer forma, foi bom que Moisés tenha obedecido a Deus e feito a serpente, e bom que o povo a tenha olhado. Jesus também se referiu a essa serpente, de forma positiva, em João 3:14. Mas não havia confusão de que alguém pensasse que a serpente devesse ser adorada — ainda não. No entanto, em 2 Reis 18:4, as pessoas estavam queimando incenso à serpente. Assim, Ezequias destruiu a serpente de bronze, pois ela havia se tornado um ídolo, mais importante para o povo do que o próprio Deus verdadeiro.

P: Em Salmos 49:2, por que o salmista mencionaria ricos e pobres juntos?

R: O ponto principal deste salmo é uma advertência àqueles que confiam nas riquezas. Pode haver algumas razões pelas quais o autor quis destacar isso, em vez de simplesmente dizer “todas as pessoas”. As pessoas podem confiar na riqueza que possuem ou esperar confiar na riqueza que esperam vir a ter. Não pense que este salmo, ou qualquer parte das Escrituras, se aplica apenas aos ricos ou apenas aos pobres. As Escrituras são vivas e sempre capazes de nos falar, se você permitir que elas falem.

Na cultura ocidental atual, acreditamos que as pessoas devem ter os mesmos direitos, independentemente da riqueza. Não era assim nos tempos antigos, e não é assim hoje em algumas outras culturas. Por exemplo, quando uma pessoa assassina outra, a família da vítima pode estabelecer um preço, chamado de “dinheiro de sangue”. Se o assassino pagar essa quantia à família da vítima, ele poderá ser libertado. Portanto, a possibilidade de escapar impune de um assassinato depende de quanto dinheiro você possui. É claro que, nos países ocidentais, uma pessoa rica pode pagar por uma equipe jurídica mais cara, a fim de tentar ser considerada inocente ou, pelo menos, receber uma pena mais branda. Houve um caso em que duas pessoas cometeram o mesmo crime e eram igualmente culpadas; uma recebeu cinco anos, e a outra, 70.

Em algumas leis antigas fora de Israel, a pena por homicídio variava dependendo do status da pessoa assassinada. Matar um escravo não era considerado tão grave; de fato, em Esparta, a partir dessa época, esperava-se que os jovens, ao atingirem a maioridade, matassem um ilota (povo subjugado).

P: Em Salmos 49:5, devemos temer nos dias do mal ou não?

R: A pergunta sugere que não devemos temer. Os dias de mal podem trazer incerteza (da qual não devemos temer), dificuldades (das quais não devemos temer) e até mesmo a ida para o céu muito mais cedo (da qual definitivamente não devemos temer); portanto, não há nada que devamos temer. Essa passagem sugere que há quem se aproveite dos vulneráveis para fins egoístas. As razões apresentadas nos versículos seguintes parecem estranhas: suas riquezas não lhes servirão de nada, nenhum ser humano mortal pode redimir outro, e todos acabarão morrendo de qualquer maneira. O que o salmista quer dizer é que nada de temporal, por pior que seja, que nos seja lançado contra pode abalar nosso alicerce eterno.

P: Em Salmos 49,6-7, quais são algumas características daqueles que confiam em sua riqueza?

R: Eles têm uma falsa sensação de segurança. Podem ser arrogantes e preocupados, pelo menos enquanto possuem riqueza. Acreditam que sua autoestima provém de sua riqueza e pensam que têm mais autoestima do que os outros. No entanto, se perceberem que sua riqueza pode desaparecer a qualquer momento, podem se preocupar com ela e com a situação econômica.

P: Em Salmos 49:7, uma vez que uma pessoa não pode resgatar seu irmão, como Jesus poderia nos resgatar?

R: Antes de responder a essa pergunta, esses versículos nos convidam a fazer uma pausa e refletir sobre o quanto custaria resgatar outra pessoa. Mesmo a riqueza da pessoa mais rica não seria suficiente para resgatar outra. Imagine comparecer perante um tribunal humano e tentar subornar o juiz — com um centavo. Não só isso não lhe adiantaria nada, como seria um insulto aos juízes e a situação se tornaria ainda pior para você. Tentar subornar Deus com nossas obras é, relativamente falando, ainda mais insignificante do que tentar subornar um juiz humano com um centavo.

A resposta é que é verdade que uma pessoa pecadora não pode resgatar outra pessoa pecadora; na verdade, nenhum mero ser humano poderia resgatar outro ser humano também. Mas Jesus não era nenhum dos dois. Todo o Salmo 49:7-14 é pessimista; ninguém na terra pode resgatar outra pessoa. Então, o Salmo 49:7 apresenta um contraste marcante: Deus pode!

Uma pessoa não pode compreender a resposta a menos que primeiro compreenda por que alguém não pode redimir seu irmão. Para que alguém pague (com a própria vida) a pena pelo pecado de outra pessoa, essa pessoa não pode já estar pagando com a própria vida pelo seu próprio pecado. Assim, na época de Davi, nunca havia existido ninguém que fosse perfeito e sem pecado. Ninguém poderia se oferecer como sacrifício sem pecado e substituir o pecado de outra pessoa. Em nossos dias, sabemos de uma pessoa que fez isso: Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus.

P: Em Salmos 49:12,20, em que sentido as pessoas são como animais que perecem?

R: Na Terra, os corpos físicos das pessoas morrem exatamente como os animais. As pessoas podem ser orgulhosas, assim como um leão ou outro animal pode ser orgulhoso, mas isso é muito passageiro. Isso NÃO significa que não haja vida após a morte, pois o Salmo 49:15 afirma que Deus resgatará sua alma do poder da morte. Duas coisas são certas: a condenação dos ímpios e a esperança dos santos.

P: Qual é o esboço do Salmo 50?

R: Este salmo apresenta um quadro do tribunal divino. Há um ponto principal, com dois subpontos. O ponto principal é uma advertência de que Deus é o juiz. O primeiro subponto é uma advertência sobre o julgamento de Deus para aqueles que fazem as coisas certas com uma atitude errada. O segundo subponto é uma advertência sobre o julgamento de Deus para aqueles que professam ser de Deus apenas com palavras, quando na verdade não são, de forma alguma, o povo de Deus.

Em um nível inferior, há quatro partes: a primeira e a última são simétricas, e as duas do meio são paralelas.

1-6 O Julgamento Justo de Deus

- 1 O juiz é ouvido

- 2-3 O juiz é visto

- 4-5 O juiz chama os réus

7-15 Acusação de ritualismo: advertência aos piedosos

16-21 Acusação de esquecer o julgamento de Deus: advertência aos ímpios

- 16-17 Eles odiavam a disciplina

- 17 Desprezo pela Palavra de Deus

- 18 Recusaram-se a seguir um caminho separado

- 19-20 Palavras ímpias

22-23 O julgamento justo de Deus

P: Em Salmos 50:1, quem é Asafe, o autor deste e de alguns outros salmos?

R: Esse homem piedoso era um levita designado por Davi para ministrar diante da arca. Asafe é mencionado em 1 Crônicas 16:4-5, 37.

P: O que o Salmo 50:1 destaca sobre Deus neste contexto?

R: Em hebraico, a passagem diz: El, Elohim, Yahweh. Ela enfatiza quem está estabelecendo o tribunal aqui. El é o termo geral para Deus/deus. Elohim é um nome comum para Deus no Antigo Testamento. Yahweh é o nome pessoal mais sagrado de Deus. O contexto do Salmo 50 não é apenas um tribunal de justiça; trata-se, na verdade, do tribunal da lei, o tribunal da lei divina.

P: O que significa “os consagrados” no Salmo 50:5?

R: A palavra hebraica é hasidim, que deriva da palavra hesed, ou amor da aliança. O termo significa “os consagrados”, “os amados” ou, em outras palavras, “santos”. Trata-se de todos os crentes, ou seja, daqueles que dedicaram suas vidas a Deus. Quando alguém pensar que basta crescer como cristão e tornar-se um por osmose ou associação, e se opuser à ideia de que é preciso tomar uma decisão por Cristo, mostre-lhe este versículo. Trata-se de pessoas que fizeram uma aliança.

P: Em Salmos 50:7-15, como o fato de seguir rituais, mesmo rituais de Deus, pode ser um pecado?

R: Quando se acredita que a prática dos rituais compensa o pecado e permite que se peque. A partir da Idade Média, a Igreja Católica Romana na Europa Ocidental adotou o conceito de indulgências. Quando alguém pecava, um católico acreditava que sofreria no Purgatório por esse pecado, a menos que cumprisse a indulgência, que consistia em alguma ação ou no pagamento de dinheiro à Igreja. Na verdade, se a pessoa fosse pecar, poderia “pagar antecipadamente” pela indulgência e, assim, teria a “licença” para pecar.

P: Em Salmos 50:8-14, por que algumas pessoas acham que Deus está em dívida com elas, já que fizeram uma doação a Deus?

R: Elas pensam em termos de uma transação e acreditam que Deus lhes deve algo, já que “pagaram” a Deus. O que não percebem é que Deus já nos deu tanto que nem sequer podemos começar a retribuir a Ele. Em segundo lugar, não percebem que Deus não precisa de nada. Tudo o que Deus faz por meio de nós, Ele também poderia fazer por meio de outra pessoa. Servir a Deus não é colocá-Lo em uma posição de obrigação, mas sim um privilégio.

P: Em Salmos 51,1-19, qual é a sinopse desse salmo?

R: O Salmo 51 é um dos salmos penitenciais, escrito depois que Davi se arrependeu de ter cometido adultério com Bate-Seba e mandado matar Urias, seu marido. Os Salmos 6, 32, 38, 39, 78, 79, 102, 106, 130 e 143 também são salmos penitenciais, e os Salmos 65 e 73 também tratam do pecado. O Salmo 51 é, de certa forma, simétrico, organizado como um quiasmo, assim como o Salmo 25. Este salmo complexo possui sete partes.

51:1-2 Oração por misericórdia e purificação para a restauração individual

- 51:3-6 Confissão e arrependimento

3-4 Davi assume a responsabilidade

5 Não se trata apenas de um deslize ou de um desvio

6 O padrão de Deus já foi ensinado

- - 51:7-12 Oração a Deus, solicitando a restauração

- 51:13-17 Ação de graças (que, de certa forma, corresponde à confissão e ao arrependimento)

13-15 O compromisso de Davi

16-17 Percebendo o que agrada a Deus

51:18-19 Oração pela restauração nacional

O grande pregador Alexander Maclaren disse certa vez: “A alquimia do amor divino é capaz de extrair doces perfumes de penitência e louvor da imundície do pecado.”

P: No Salmo 51, quais são os sinais externos de pecados não confessados?

R: Alguns sinais são a falta de alegria, a falta de compaixão, a culpa e uma vida de oração árida. Davi também menciona que seus ossos estão envelhecendo no Salmo 32:3. No Salmo 51:3, a culpa de seu pecado o assombra dia e noite. Às vezes, as pessoas que sentem culpa não dormem bem.

P: No Salmo 51:1, o que há de significativo no fato de Davi pedir misericórdia a Deus de acordo com a sua benignidade?

R: Davi mudou seu tom neste salmo em comparação com os salmos anteriores. Davi queria que Deus o recompensasse de acordo com sua justiça no Salmo18:20 e, indiretamente, no Salmo 7:3-5. No entanto, Davi está dizendo algo muito diferente aqui, depois de perceber o quanto ele é pecador. Davi não está mais dizendo “recompense-me de acordo com a minha justiça”, pois sabe que talvez não goste do que receberia. Em vez disso, a única razão que Davi apresenta a Deus para que o abençoe é a misericórdia amorosa de Deus.

P: No Salmo 51:4, como Davi pecou apenas contra Deus, e não contra Urias?

R: Davi sabe que agiu injustamente com Urias. Ele realmente pecou contra Urias, ao tirar-lhe a esposa e matá-lo. Isso era óbvio para Davi. O que Davi quer dizer aqui é que, por mais que tenha pecado contra Urias, isso ainda era uma coisa insignificante em comparação com pecar contra o juiz do universo.

P: Em Salmos 51:4-5, por que Davi disse que Deus estava julgando corretamente neste caso?

R: Neste versículo, Davi está confessando e reconhecendo que Deus estava certo em “aplicar a punição” e condená-lo severamente por seu pecado. Davi não disse a Deus: “Você precisa me perdoar com clemência por causa de nossa proximidade no passado”. Um aspecto importante do arrependimento é assumir a responsabilidade pelo que você fez, disse, deixou de fazer e deixou de dizer.

Davi talvez estivesse pensando em quão próximo ele era de Deus — ou, pelo menos, costumava ser. Não existe arrependimento parcial. O verdadeiro arrependimento é sincero e completo.

P: De acordo com Salmos 51:5, as pessoas nascem em pecado, ou a humanidade foi criada justa, como diz Eclesiastes7:29 ?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. Originalmente, Deus criou o homem sem uma natureza pecaminosa. No entanto, após a Queda, as pessoas nascem com uma natureza pecaminosa, afastadas de Deus e necessitadas da graça santificadora de Deus. Consulte *When Critics Ask*, p. 238, para obter uma resposta complementar.

P: No Salmo 51, versículo 5, de que forma Davi era um pecador desde o nascimento, formado na iniquidade?

R: Davi está dizendo que era pecador desde antes de nascer. Davi não quis dizer que nasceu fora do casamento, nem que sua mãe pecou ao concebê-lo, mas sim que seus pais eram pecadores. Obviamente, Davi não quis dizer que cometeu quaisquer atos pecaminosos antes de nascer. Em vez disso, Davi está afirmando que era pecador, com uma natureza pecaminosa, mesmo antes de nascer. O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento”, p. 832, acrescenta que, em nenhum momento da vida de Davi, ele esteve isento de pecado. O livro “735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas”, pp. 152-153, afirma que isso demonstra que Davi pecou porque era pecador, e não que era pecador apenas porque pecou posteriormente.

Embora isso demonstre a precedência da natureza pecaminosa em relação aos atos pecaminosos em Davi (e em nós), isso não prova que sejamos culpados pelos pecados de nossos pais ou antepassados. Isso não atribui a culpa por nossas ações pecaminosas a Deus, nem nega o Salmo 139:14, segundo o qual, ao mesmo tempo, devemos louvar a Deus por termos sido formados de maneira admirável e maravilhosa.

P: No Salmo 51:5, Davi nasceu culpado?

R: A palavra hebraica aqui, ‘avown’, significa perversidade, falha ou iniquidade. No entanto, ser “falho” (ou seja, pecador) não significa que Davi fosse culpado de quaisquer ações pecaminosas.

P: O Salmo 51:5 indica que os fetos ainda não nascidos são apenas seres humanos em potencial?

R: Não, isso não significa que você não seja humano até cometer um pecado, mas sim que você possui uma natureza egoísta e pecaminosa mesmo antes do nascimento. O DNA de um bebê ainda não nascido não é da espécie do boi ou da galinha, mas humano, e tão humano quanto você ou eu. Um bebê ainda não nascido não cometeu nenhum pecado pessoal, mas ainda assim é um pecador por possuir uma natureza pecaminosa. Consulte “When Critics Ask”, p. 239, para obter uma resposta diferente.

P: Em Salmos 51:7, o que é hissopo?

R: O hissopo é uma planta com aparência de musgo que pode ser usada como pincel. Os israelitas a utilizavam durante a Páscoa para pintar o sangue do cordeiro nos umbrais das portas. Quando os cristãos reencenam cerimônias judaicas, caso não consigam obter hissopo, às vezes o substituem por brócolis.

P: Em Salmos 51:8, por que Davi não tinha alegria?

R: Davi possuía todo o dinheiro, poder e esposas que poderia desejar. No entanto, seu relacionamento com Deus era tal que ele não sentia alegria nem regozijo sem restaurar seu relacionamento com Deus. Davi era um compositor e músico talentoso. Mas, quando Davi pecou, perdeu seu canto.

P: Visto que o Salmo 51:10 parece ser uma ordem direta, é correto darmos ordens a Deus?

R: Não, Davi não estava ordenando nada; ele estava pedindo a Deus que criasse nele um coração puro. Ele sabia que não poderia se livrar de seu coração perverso por conta própria, por isso Davi se entregou totalmente à misericórdia de Deus. Podemos ter confiança, ao orarmos, de que Deus cumprirá Suas promessas, e podemos pedir com confiança, mas não temos base para dar ordens a Deus.

P: Em Salmos 51:11, o Espírito Santo poderia abandonar um crente?

R: Davi tinha bons motivos para pensar assim. Aparentemente, o Espírito Santo abandonou seu antecessor, o rei Saul, e um espírito maligno se apoderou dele. O Senhor abandonou Sansão em Juízes 16:20, ou pelo menos o abandonou no que diz respeito à sua força. No entanto, como aos crentes é concedido o Espírito Santo como um penhor que garante nossa vida eterna, conforme Efésios 1:13-14, a situação é diferente nos tempos do Novo Testamento.

P: Em Salmos 51:16-17, por que Davi disse que Deus não desejava sacrifícios, uma vez que Deus ordenou sacrifícios em Levítico e em muitos outros lugares?

R: Isso só seria uma dificuldade para alguém que não compreendesse a importância da obediência. Como Caim aprendeu no Jardim do Éden (Gênesis 4:3-5), Deus não aceita simplesmente qualquer sacrifício que Lhe seja oferecido. Por exemplo, Davi sabia que Deus não aceitaria dele um sacrifício que ele tivesse tirado de outra pessoa e que não lhe custasse nada (1 Crônicas21:24 ). Mais especificamente, Deus demonstra repetidamente que não deseja nenhum sacrifício de pessoas desobedientes (Isaías 1:10-15; 66:2-4; Jeremias 6:19-20). Deus deseja obediência, e os sacrifícios de pessoas obedientes agradam a Deus (2 Crônicas 7:12-18; 2 Crônicas 30:1-26, especialmente o versículo 26; Esdras 6:17; 9:5).

P: O Salmo 51:18-19 foi acrescentado após a destruição do Templo?

R: Provavelmente não. Como o Salmo 79 foi escrito após a destruição do Templo, alguns pensaram que o Salmo 51:18-19 também o teria sido, pois menciona a construção dos muros de Jerusalém.

No entanto, essa não é uma razão válida para se pensar que o Salmo 51:18-19 tenha sido escrito posteriormente, já que Davi e Salomão reconstruíram extensivamente os muros de Jerusalém. O Templo foi construído fora dos muros originais da cidade que Davi conquistou, e a expansão da cidade para abranger o Monte do Templo mais que dobrou o tamanho da cidade original.

P: No Salmo 52:1-9, qual é a sinopse desse salmo?

R: Trata-se de um salmo de confiança, assim como o Salmo 1, exceto que este salmo se passa em um período mais sombrio. Ele começa com o que o homem ímpio Doeg vivencia e termina com o que o povo de Deus vivenciará. O Salmo 1 também apresenta dois contrastes, mas o Salmo 51 traz uma terceira perspectiva no meio: o que os justos verão do fim dos ímpios. Aqui está uma sinopse.

A. Planos malignos levam a um monte de ruínas

─ 52:1 Embora você se glorie do mal, o amor de Deus me protege

─ 52:3-4 Sua língua destrói como uma lâmina afiada; você ama as mentiras malignas mais do que a verdade, e sua língua destrói e engana

─ 52:5 Vocês serão arruinados e removidos

B. Os piedosos ficarão admirados com a justiça aplicada aos ímpios

─ 52:6-7 Contemplem o homem que confia em suas riquezas e planos, em vez de confiar em Deus

C. Confiem em Deus e prosperem como uma oliveira

─ 52:8-9 Mas Davi florescerá no amor infalível de Deus. Davi confia no julgamento que Deus executa, pois Deus é bom

P: Em Salmos 52:2, visto que Abimeleque, amigo de Davi, teria sobrevivido se Doeg não estivesse presente, por que um Deus soberano permitiu que Doeg estivesse ali?

R: Davi tinha uma forte suspeita de que isso aconteceria em 1 Samuel 21-22, mas Davi permaneceu passivo nessa ocasião. A resposta para o motivo pelo qual Deus permitiu isso é essencialmente a mesma que explica por que Deus permite o mal. A traição é um tipo específico de mal. Deus permite o mal como um teste, uma provação, para que possamos aprender lições. Uma maneira de encarar as coisas é que a vida de Abimeleque terminou prematuramente. Mas outra maneira de ver isso é que a verdadeira vida de Abimeleque, no Paraíso, começou mais cedo. Quanto ao motivo pelo qual Deus permite o mal, consulte as diversas discussões sobre Habacuque 1:13 para obter mais informações.

P: Em Salmos 53:1-6, qual é a relação com Salmos 14:1-7?

R: Parecem duas versões do mesmo pensamento, exceto que o Salmo 14 usa Yahweh, e o Salmo 53 usa Elohim. Ambos são de Davi, e supõe-se que o Salmo 53 seja a versão posterior

P: Em Salmos 53:1, quais são as primeiras referências ao ateísmo?

R: O Salmo 53:1 e o 14:1 são duas referências; além disso, há uma referência extra-bíblica de que o filósofo Sócrates foi falsamente acusado de ateísmo antes de ser executado por beber cicuta. Aristófanes escreveu uma peça na qual afirmava que Sócrates ensinava que os deuses não existiam; assim, Sócrates foi executado por causa de uma peça sobre ele, e não pelo que realmente havia dito. Algumas escolas hindus, budistas e jainistas ensinam que não há criador. Filo, o judeu (15/20 a.C. a 50 d.C.), menciona “a mente egoísta e ateísta” em *Interpretação Alegórica*, I 15 (48), p. 30.

P: Salmos 53,2-3 e Salmos 14,3 referem-se a: a) as pessoas em geral, b) cada indivíduo específico, ou c) cada indivíduo específico à parte de Deus?

R: Até que você examine outras passagens bíblicas, a resposta pode não ficar clara. Romanos3:10 indica que essa passagem se aplica a todas as pessoas. No entanto, Davi, que escreveu o Salmo 53, também escreveu que buscava a Deus no Salmo 27:3. Os Salmos 105:4; 119:2 e Provérbios 28:5 também mostram que alguns de fato buscam a Deus. A conclusão é que somos tão pecadores que ninguém, por si só, buscaria a Deus. No entanto, Deus nos capacitou a buscá-Lo. Portanto, a resposta é tanto a quanto c.

P: No Salmo 53:3, o que há de interessante nessa palavra para “corrupto”?

R: Trata-se de uma palavra totalmente diferente daquela usada no Salmo 53:1. Essa palavra significa literalmente “azedo”, como leite azedo. Ela também é usada no Salmo 14:3 e em Jó 15:16. Uma vez que o leite fica azedo, não há nada que se possa fazer para “desazedar” o leite.

P: No Salmo 53:5, por que diz que eles “temeram quando não havia motivo para temer”?

R: Essa expressão poética significa que eles temiam quando não havia nada a temer. Se alguém tentar alegar que o autor “acidentalmente” se contradisse apenas três palavras depois, então acredito que essa pessoa sabe que não sabe do que está falando.

P: Em Salmos 53:6, como nossas orações deveriam ser assim?

R: Este é um dos muitos trechos em que o Salmo expressa o anseio pelo reino de Deus. Na Oração do Senhor, uma das frases é o pedido para que “venha o teu reino”. Em Apocalipse 22:17,20, devemos desejar que Cristo venha em breve.

P: Em Salmos 54:1-7, qual é a sinopse desse salmo?

R: Aqui está um esboço

54:1-2 Oração por libertação

- 54:3 O motivo da oração

- - 54:4 Resolução de confiar em Deus nessa situação

- 54:5 Resultado esperado da oração

54:6-7 Agradecimento antecipado a Deus pela libertação

P: No Salmo 54:1-3, quem são os estrangeiros mencionados por Davi?

R: Não se especifica quem são essas pessoas em particular, mas poderiam ser os zifeus, que traíram Davi por duas vezes e revelaram a Saul onde ele estava escondido, conforme 1 Samuel 23:19; 26:1.

P: No Salmo 54:3, como devemos reagir quando as pessoas nos traem ou se levantam contra nós?

R: Ser cristão não é garantia de que você nunca será traído por alguém. Mas, como cristãos, Deus é muito claro: não devemos nos vingar. Devemos orar a respeito de nossa situação e podemos orar contra a opressão, mas não cabe a nós nos vingarmos; podemos ter confiança de que Deus cuidará disso.

Como cristãos, devemos cumprir nossa parte, e não nossa parte mais a parte de Deus. A parte de Deus é julgar e exercer vingança, e a nossa parte é amar os outros, obedecer e seguir a Deus. É-nos dito para não nos vingarmos; portanto, deixemos que Deus cumpra Sua parte e nós devemos cumprir a nossa.

P: Em Salmos 54:4, de que forma Deus é nosso ajudador, já que somos nós que deveríamos estar servindo e ajudando a Deus?

R: Como Katherine Marshall (creio eu) disse certa vez, Benjamin Franklin estava errado ao afirmar que Deus ajuda aqueles que se ajudam. Pelo contrário, Deus ajuda aqueles que reconhecem que são impotentes. Quatro pontos a serem considerados na resposta.

1. Deus não precisa da nossa ajuda para fazer nada, mas Ele nos concedeu o privilégio de ajudar e preparou boas obras para que as realizemos (Efésios 2:10).

2. Devemos ajudar Deus a realizar Sua obra, a promover Seu reino, e não nossa obra para promover nosso próprio império.

3. Os crentes precisam da ajuda de Deus até mesmo para servi-Lo e segui-Lo, e, nisso, Deus é o nosso Ajudador, à medida que confiamos em Sua força.

4. Devemos compreender que, quando reconhecemos que somos fracos e dependentes de Deus, é então que nos tornamos fortes, como diz 2 Coríntios 12:10.

P: Em Salmos 55:1-23, qual é a sinopse desse salmo?

R: Assim como muitos salmos, este está organizado como um quiasmo. Há, porém, uma reviravolta: algumas frases que seriam de se esperar que fossem quase sinônimos são, na verdade, opostos polares.

Queixa e desespero 55:1-3

- Como Davi se sente diante das circunstâncias 55:4-8

- - Oração por justiça 55:9-15

- - Confiança na justiça de Deus 55:16-21

- Como devemos nos sentir diante de Deus 55:22-23a

Tudo se resume à confiança em Deus 55:23f

P: Nos Salmos 55:1-3 e 55:22-23, qual é a diferença entre um crente que vive nessas circunstâncias e aquele que vive sob a proteção de Deus?

R: Alguém que vive sob as circunstâncias pode sentir que a situação atual vai durar para sempre. Pode sentir que está totalmente por conta própria e se sentir inadequado. Pode adotar a atitude de “se tem que ser, depende de mim”, o que pode levá-lo a uma depressão fatalista ou, então, levá-lo a cometer atos precipitados. Por outro lado, quando as coisas estão indo muito bem, essa pessoa pode pensar, com arrogância, que foi apenas seu próprio conhecimento, habilidade, poder ou até mesmo sorte que lhe trouxe o que ela acredita merecer. Alguém que vive sob o domínio das circunstâncias tem muito em que pensar por conta própria; tem suas preocupações, ansiedades e um fatalismo resignado.

Um crente que vive sob a orientação de Deus percebe que as dificuldades atuais, assim como a riqueza e a fama do momento, são temporárias. Ele sabe que Deus está com ele e pode buscar o apoio de outros crentes, pois somos uma família e uma comunidade. Ele sabe que Deus é suficiente e que sua parte é apenas amá-Lo e segui-Lo. Ele pode ter a atitude de “se tiver que ser, cabe a nós orar e sermos fortalecidos por Deus”. Por outro lado, quando as coisas estão indo bem, estão cheios de gratidão pela generosa bondade de Deus. Alguém que vive sob a proteção de Deus tem muita energia mental disponível para pensar nos outros. Como diz 1 Pedro 5,7, Deus cuidará deles; mas Deus deseja equipá-los para ajudar os outros.

P: Em Salmos 55:4-8, Davi estava com medo nesse salmo ou era corajoso? É possível ser as duas coisas ao mesmo tempo?

R: Davi não estava apenas com medo, ele estava aterrorizado. Olhando ao seu redor para as circunstâncias, e vendo até mesmo grande parte de seu próprio exército agora contra ele, provavelmente se perguntou como sairia vivo daquela situação. Mas, ao levantar os olhos para Deus, Davi percebeu que Aquele que estava com ele era maior do que todos os seus inimigos passados e atuais juntos.

P: Em Salmos 55:12-13, o que Davi está dizendo sobre seu inimigo aqui?

R: Davi ficou chocado com alguém que ele considerava seu amigo. Eles caminhavam e conversavam juntos, e até iam adorar juntos. Portanto, essa pessoa traiçoeira, pelo menos aparentemente, era um crente, e ainda assim traiu Davi. Às vezes, as pessoas traem seus amigos por ganância; outras vezes, por medo.

O salmo não diz especificamente quem era esse inimigo, mas a frase “tinham conversas amáveis juntos” no Salmo 55:14a pode nos dar uma pista. Isso é consistente com o conselheiro Ahitofel em 2 Samuel 16:21-17:14. Ahitófel já foi um dos conselheiros de confiança de Davi e, mais tarde, aconselhou Absalão, o filho rebelde de Davi, sobre como matar os homens de Davi e alcançá-lo. De fato, em 2 Samuel 17:1, Ahitófel pediu a Absalão que lhe desse 12.000 soldados, e ele mesmo queria ir atrás de Davi!

P: Em Salmos 55:15; 56:7, por que Davi orou para que Deus prejudicasse seus inimigos?

R: Consulte a discussão sobre o Salmo 3:7 para obter a resposta sobre os “salmos imprecatórios” em geral.

P: Em Salmos 55:19, muitas pessoas não têm temor nem consideração por Deus, pois acreditam que Ele não as punirá. Como podemos falar com elas de uma forma que realmente as toque?

R: As pessoas costumam acreditar que escaparão da punição nesta vida muito mais do que realmente acontece. No entanto, algumas pessoas realmente escapam de praticamente quaisquer consequências negativas nesta vida. Mas, como escreveu até mesmo um agnóstico, o ex-editor da revista Scientific American, Marvin Gardiner, se uma pessoa acredita na justiça, ela precisa acreditar na vida após a morte. Alguns pensam que o que não se vê e o que não se sabe não pode prejudicá-lo. Mas se o senhor estiver parado nos trilhos de um trem e um trem estiver se aproximando, será que o trem vai passar por você sem atingi-lo só porque o senhor não o vê chegando, por ter os olhos fechados? O julgamento é real. 100% de todo o mal será punido. A menos que a expiação de Jesus tire os pecados de alguém, essa pessoa terá de arcar com sua própria punição.

Ore a Deus para que Ele amoleça o coração dessa pessoa. Tente compreender o ponto de vista dela e, como diz 1 Pedro 3:15, esteja sempre pronto para dar uma resposta pela esperança que há em você.

P: Em Salmos 55:20-21, como alguém pode, metaforicamente, apunhalar alguém que não estava se opondo a ela, com um sorriso no rosto?

R: Ocasionalmente, os cristãos cometem o erro de pensar que todos encaram a vida da mesma forma que eles. Embora devamos amar as pessoas e usar as coisas, há quem ame as coisas e use as pessoas. Às vezes, quando alguém trai outra pessoa, não é nada pessoal; essa pessoa está simplesmente descartando aquele relacionamento da mesma forma que se joga fora uma garrafa vazia, depois de ter tirado dela tudo o que queria. Outros podem traí-lo com prazer, por alguma ofensa que você supostamente lhes causou e da qual talvez nem tenha consciência. Mas nunca devemos agir dessa forma. Como crentes, devemos ser prudentes como as serpentes, mas inocentes como as pombas, como diz Jesus em Mateus 10:16.

P: Em Salmos 55:22, como podemos lançar nossos fardos sobre o Senhor hoje?

R: 1 Pedro 5:7 diz para lançar suas preocupações sobre Deus, pois Ele cuida de vocês. Muitas vezes somos tentados a nos preocupar com coisas sobre as quais nada podemos fazer; deixe que Deus se preocupe por vocês; vocês não precisam fazer isso. Às vezes, nos preocupamos com coisas sobre as quais podemos agir. Não devemos nos preocupar com isso, mas devemos orar e ser diligentes para fazer o que deve ser feito. Algumas coisas parecem se enquadrar na primeira categoria, mas, quando as analisamos um pouco mais a fundo, podemos descobrir uma solução que, na verdade, está ao nosso alcance. Lançar seus fardos sobre o Senhor não é uma desculpa para ser preguiçoso ou fatalista. Significa, ainda assim, trabalhar arduamente, mas preocupar-se em fazer o que Deus deseja que você faça e deixar os resultados nas mãos de Deus.

Em segundo lugar, depois de entregar seus fardos a Deus, pode surgir a tentação de retomá-los. Uma vez que os tenha entregue, mantenha-os fora de suas próprias mãos. Não desista e faça o que Deus deseja que você faça; mas apenas se preocupar não vai ajudar em nada. Todos nós conhecemos o ensinamento de Jesus sobre os lírios do campo, mas, na verdade, o Sermão da Montanha em Mateus 5 está repleto de coisas com as quais poderíamos nos preocupar, mas não devemos.

Em terceiro lugar, saiba que, às vezes, Deus coloca certas pessoas, mesmo aquelas difíceis, em sua vida por um motivo. Pode ser para ajudá-lo a desenvolver paciência, a quebrar seu orgulho ou, ao lidar com elas, você aprende a lidar com outras pessoas semelhantes, tanto para seu próprio benefício quanto para instruir os demais.

Assim como Jesus carregou o fardo de nossos pecados, Ele também deseja carregar o fardo de nossas preocupações. (adaptado do Bispo Horne)

P: Em Salmos 55:23 e seguintes, de que outras maneiras podemos confiar nossa vida a Deus, além de acreditar que as palavras de Deus são verdadeiras?

R: Há sempre um caminho na vida que parece ser o mais seguro a seguir, se Deus não existisse. Em alguns momentos, é o mesmo caminho que devemos seguir ao seguir a Deus, mas na vida de cada um haverá momentos em que esses caminhos divergem, e você terá que escolher entre seguir a Deus completamente ou, em vez disso, seguir o caminho que parece mais seguro. É claro que o caminho que parece mais seguro nem sempre é o caminho mais seguro. Para Abrão, teria parecido “mais seguro” simplesmente permanecer em Ur, em vez de partir para o oeste, rumo a quem sabe onde. O que Abrão não sabia, porém, é que, em 50 anos, a poderosa cidade de Ur seria destruída pelos elamitas e sua população reduzida à escravidão. Abrão, ao seguir a Deus, na verdade fez a coisa mais segura, embora não soubesse disso e, naquele momento, não parecesse ser a coisa mais segura. Quando Deus ordenou a Jonas que viajasse para Nínive, uma cidade ímpia e violenta, a opção que parecia mais segura era navegar na direção oposta. Mas, quando esse crente desobedeceu, sabemos como isso terminou. Portanto, o melhor conselho não é “manter-se seguro”, embora também não seja “arriscar-se”. O melhor conselho é seguir a Deus plenamente.

P: Em Salmos 56:1-13, qual é a ênfase dessa oração?

R: Davi menciona “eu”, “mim” e “meu” 31 vezes, refere-se a Deus, Senhor ou “Tu” 16 vezes e refere-se aos seus inimigos ou homens ímpios 14 vezes. Outros salmos de Davi têm ênfases diferentes, mas este salmo mostra que orar por si mesmo também é aceitável.

Os quiasmos são comuns na poesia hebraica, com padrões como A, B, C, C’, B’, A’. Este salmo se aproxima desse padrão, e é interessante observar o desvio.

O padrão básico é

1-2 Pedindo misericórdia contra seus agressores

3-4 Medo, mas confiança em Deus

5-6 O que os inimigos estão fazendo a Davi

7-9 O que Deus fará a eles quando Davi orar

10-11 Confiar em Deus e não ter medo

12-13 Agradecimento antecipado pela libertação

Observe que o pedido de misericórdia está associado ao agradecimento pela libertação. Observe que Davi fala de “quando tem medo” no versículo 3, mas apenas afirma que não terá medo nos versículos 4 e 11.

P: No Salmo 56:2, a palavra deveria ser “caluniadores” ou “inimigos”?

R: A palavra geral “inimigos” é preferível a “caluniadores”. A palavra hebraica aqui, sharer, é muito semelhante à palavra hebraica shorer, que significa “distorcer”. No Salmo 56:5, Davi menciona que eles distorcem suas palavras.

P: Em Salmos 56:4,11, como podemos optar por não ter medo?

R: Davi foi honesto ao mencionar “quando ele tinha medo” no Salmo 56:3. No entanto, Davi (e nós) vencemos nosso medo. Davi venceu seu medo voltando-se para Deus, confiando na palavra fiel de Deus e perguntando: o que o homem pode fazer contra ele? A resposta é que o homem não pode fazer nada contra Davi, exceto o que Deus permitir. Além disso, o pior que o homem pode fazer é matar Davi para que ele passe a habitar com Deus no Céu mais cedo.

Pedro também teve que optar por não ter medo quando Jesus pediu que ele andasse sobre as águas. Assim como um equilibrista não deve olhar para baixo e entrar em pânico, devemos manter nossos olhos fixos em Jesus.

Quando temos medo, podemos nos fazer quatro perguntas:

1. Por que estamos com medo?

2. Em que estamos nos concentrando?

3. Em que faz sentido nos concentrarmos, ou melhor, em Quem?

4. Devemos ser cuidadosos e diligentes, mas faz realmente sentido termos medo quando confiamos em Deus?

P: No Salmo 56, versículo 5, por que algumas pessoas distorcem as palavras alheias?

R: Há pelo menos duas razões.

“Declarar guerra” deliberadamente aos outros é o que alguns fazem, e sua principal arma são as palavras falsas que utilizam.

Presumir um significado de forma imprudente, mesmo quando uma observação mais atenta mostraria que a suposição está errada, é algo comum que as pessoas fazem quando não se importam com o que a pessoa realmente quis dizer ou quando, na verdade, desejam que a pessoa tenha o significado presumido. Quando compartilhamos o evangelho e quando as pessoas leem a Bíblia, algumas tentam ativamente interpretar as coisas da maneira que desejam. Na verdade, algumas pessoas acreditam que podem interpretar um livro, como a Bíblia, da maneira que “tenha mais significado” para elas, independentemente de esse ser ou não o significado original.

P: Em Salmos 56:5, há maneiras de reduzir a possibilidade de suas palavras serem distorcidas?

R: Procure garantir que nenhuma frase incompleta transmita o oposto do que o senhor acredita. Diga o que o senhor quer dizer antes de explicar o que não quis dizer. Tenha cuidado ao apresentar cenários hipotéticos, pois alguns podem pensar que o senhor está afirmando que eles realmente aconteceram ou que acontecerão. Tenha muito cuidado ao usar sarcasmo, pois alguns podem não entender, ou outros podem rejeitá-lo apenas por causa do seu tom de voz.

P: No Salmo 56:8, ninguém pode dizer que Deus concedeu a seu servo fiel Davi uma vida fácil e sem estresse. Como podemos lidar melhor com o estresse em nossa vida?

R: Deus considera a maneira como lidamos com os desafios como algo precioso a ser lembrado. Deus coloca nossas lágrimas em um frasco e as registra em Seu livro. Essa bela expressão significa que a tristeza e as decepções que os crentes enfrentam são cuidadosamente lembradas por Deus. Ele enxugará todas as lágrimas de nossos olhos, conforme Apocalipse 21:4.

P: No Salmo 56:9, às vezes simplesmente presumimos que Deus repelirá nossos inimigos, mas o que precisa acontecer primeiro?

R: É preciso clamar a Deus por ajuda para que Ele o salve. Às vezes, não recebemos o que precisamos porque não pedimos a Deus.

P: No Salmo 57, onde esse salmo foi escrito?

R: A nota de rodapé indica que foi quando Davi estava em uma caverna, escondido de Saul. Houve duas ocasiões em que Davi fez isso: uma na caverna de Adulão, em 1 Samuel 22:1, e outra em uma caverna em En-Gedi, em 1 Samuel 24:1. Sentir-se à sombra, a sombra de Deus, seria muito apropriado neste contexto. Os Salmos 56 e 57 provavelmente foram colocados aqui porque formam um conjunto.

P: No Salmo 57, qual é a sinopse desse salmo?

R: Davi está buscando aqui a certeza da proteção de Deus. O Salmo 57 tem três partes: o clamor a Deus, 2) a descrição do perigo e 3) a resposta piedosa de Davi. Há duas partes: o lamento (57:1-4) e a ação de graças (57:6-10). Ambas as partes seguem o padrão ABCDC’A’B’D, com um refrão no final de cada parte

1. Oração para que Deus o livre

- 2-3 orem por justiça, amor e fidelidade

- - 4 Os inimigos

- - - 5 Refrão

- - 6 Os inimigos

- 7-8 Ação de graças pela força

9-10 Agradecimento a Deus por Seu amor e fidelidade

11 Refrão

Isso é semelhante a um quiasmo, exceto que A’ e B’ estão invertidos e há os refrões.

P: No Salmo 57, é mais fácil louvar a Deus quando as coisas estão indo bem ou quando estão indo mal?

R: Os crentes dariam respostas diferentes.

Quando as coisas vão mal, alguns ficam mais propensos ao desânimo (Jeremias), agem movidos pelo medo (Abraão) ou até mesmo pela amargura (Naomi). Depois de ficar exausto, Elias temeu a ameaça de Jezabel.

Quando as coisas vão bem, alguns ficam mais propensos ao orgulho (Uzias), a menosprezar os mandamentos de Deus (Saul), a achar que estão acima das leis de Deus (Salomão), a se desviar por causa do dinheiro e dos ídolos (Gideão) e a se desviar por causa das mulheres (Sansão, Davi, Salomão). Depois de serem resgatados de catástrofes, Noé e Ló pecaram. Depois de enfrentar os assírios, Ezequias demonstrou orgulho e não quis morrer.

Em todas as situações, alguns crentes permanecem constantemente fiéis, como Josué, Débora, José e Daniel.

P: No Salmo 57, o que é um espírito contrito e um coração contrito?

R: Um coração contrito é aquele que se arrepende do que foi feito, dito ou deixado de fazer. Também pode ser o arrependimento pelo que a pessoa é ou se tornou. É, ainda, um coração que deseja mudar e não pecar novamente. Um espírito contrito está intimamente relacionado a isso. É aquele que percebe que o caminho seguido anteriormente estava errado e não deve ser seguido, mas também a compreensão de que não podemos nos reconciliar com Deus por conta própria. Somente Deus pode nos reconciliar com Ele. Por fim, um coração quebrantado percebe que não podemos realizar as mudanças necessárias. Em vez de desespero, pode ser também um coração cheio de esperança, sabendo que Deus deseja realizar essas mudanças em nós, e um coração decidido, que sabe que as mudanças devem ser feitas.

P: Em Salmos 57:3, o que significa a palavra “vergonha” neste contexto?

R: Embora Deus venha a vingar-se das pessoas, não é exatamente isso que esta expressão significa. Significa que elas serão reprovadas, ou seja, Deus fará com que elas fiquem mal vistas diante dos outros, por causa do que fizeram.

P: No Salmo 57:6, por que Davi menciona redes com frequência?

R: As redes não parecem muito impressionantes nem muito resistentes. No entanto, até mesmo um menino com pedras suficientes pode matar um leão poderoso, se o leão estiver imobilizado em uma rede. As pessoas também podem ser capturadas, e até mesmo acabar morrendo, por pequenas armadilhas e pecados imperceptíveis que não parecem muito poderosos. Existem redes em sua vida que o tornam espiritualmente vulnerável?

P: No Salmo 57:8, o que significa “despertarei o amanhecer”?

R: Naqueles tempos de pouca iluminação, geralmente é a luz do amanhecer que desperta as pessoas. Mas Davi está dizendo que se levantará ainda mais cedo e, por assim dizer, será ele quem despertará o amanhecer.

P: No Salmo 58:1-11, o que há de irônico aqui?

R: Este salmo trata de algo que não é comum hoje em dia: julgar os juízes. Quando as pessoas declaram certas coisas como politicamente corretas, ou como certo versus errado, com base em suas próprias opiniões, quem julga esses juízes?

P: No Salmo 58, como devemos lidar com a injustiça praticada por aqueles que detêm autoridade hoje em dia?

R: Há uma série de passos a serem considerados.

Em primeiro lugar, mantenha o ânimo, percebendo que toda injustiça contra nós é temporária, até chegarmos ao Céu.

Em segundo lugar, não pensem apenas em si mesmos, mas observem se outras pessoas também estão sofrendo com essa injustiça. Devemos ajudar os oprimidos.

Em terceiro lugar, se você puder se livrar dessa injustiça e ajudar os outros a se livrarem dela, sem prejudicar ninguém nem correr o risco de algo pior, então faça-o. Se você vive em uma democracia e há um político injusto, seria possível para você concorrer a um cargo para assumir a posição dele ou dela?

Em quarto lugar, às vezes você percebe que não há nada que possa fazer sem piorar a situação. Jesus compreende a injustiça, pois Ele também sofreu injustiça.

Em quinto lugar, veja se esta é uma oportunidade de aprendizado, se Deus deseja que você aprenda algo com isso. As pessoas podem ser muito sensíveis até mesmo à menor injustiça contra si mesmas, mas, na maioria das vezes, indiferentes — ou, pior ainda, insensíveis — à injustiça cometida contra outras pessoas. Depois de sair dessa situação, ou mesmo antes disso, você pode ser um agente de mudança para ajudar a combater a injustiça sofrida por outras pessoas oprimidas?

Acima de tudo, pergunte a Deus o que Ele deseja que você faça nesta situação. A resposta pode ser muito diferente em situações distintas; portanto, você precisa pedir sabedoria a Deus para saber o que fazer.

P: Em Salmos 58:3, como os ímpios se desviam e proferem mentiras desde o ventre materno?

R: Trata-se, obviamente, de uma hipérbole poética, já que recém-nascidos não falam, seja mentiras ou verdades. Isso pode se referir a quatro aspectos complementares:

a) Todos nascem com uma natureza pecaminosa, uma tendência natural ao pecado.

b) Desde o nascimento, estão separados de Deus e necessitam de Sua graça.

c) Deus, que vê o fim desde o princípio, pode ver como as pessoas réprobas seguem o caminho que elas mesmas escolheram, mesmo desde o nascimento.

d) Até mesmo crianças pequenas podem aprender com o exemplo dos pecados de seus pais.

P: Em Salmos 59:1-17, qual é a sinopse desse salmo?

R: Embora os Salmos 59 e 60 provavelmente se refiram a circunstâncias distintas, eles se encadeiam muito bem. O Salmo 59 trata de uma oração a Deus para não sofrer derrota (física, na opinião pública ou de qualquer outra forma) pelas mãos dos homens de Saul, e o Salmo 60 é uma oração a Deus após ter sofrido uma derrota. O Salmo 59 divide-se naturalmente em duas partes: os versículos 1-10 e 11-17, com um refrão semelhante para ambas as partes nos versículos 9-10 e 17.

1-2 Pedido de libertação

- 3-4 Descrição de seus inimigos

- - 5 Pedido pela vingança de Deus

- - - 6-7 À noite, eles vagueiam, rosnando como um cão

- - - - 8-9 Expectativa de que Deus venha em seu auxílio

11-12 Pedido para que seus inimigos sejam derrubados, mas não mortos

- - 13 Que a maneira como Deus lida com os inimigos de Davi seja para a glória de Deus

- - - 14-15 À noite, eles vagam, rosnando como um cão

- - - - 16-17 Cante, pois, celebrando o poder de Deus

P: No Salmo 59:6-7, 14-15, por que Davi compara seus inimigos a cães neste contexto?

R: Não é uma comparação muito lisonjeira. Cães vadios não tinham donos e se alimentavam apenas do lixo que as pessoas deixavam. Eles dormiam e pareciam muito dóceis durante o dia. Mas à noite, quando escurecia, saíam à procura de comida. Não atacavam ninguém durante o dia, com tantas pessoas por perto. Mas deixar uma criança sair sozinha à noite não seria aconselhável.

Os cães não pensam em Deus; e, da mesma forma, esses inimigos acham que não há consequências à noite, quando não serão pegos. Afinal, “quem vai ouvir?” Eles podem parecer simpáticos quando estão sozinhos, mas, em grupo, seguem a matilha.

Da mesma forma, às vezes os inimigos podem parecer dóceis e amigáveis quando estão sendo observados por outros. Eles talvez só ataquem quando sentirem que não serão pegos.

P: Em Salmos 59:11-12, por que Davi pede a Deus que NÃO os mate neste contexto?

R: Davi não busca a morte deles; ao contrário, ele deseja que sejam humilhados em seu orgulho, quando os outros virem como eles são derrubados.

P: Em Salmos 59:13, de que maneira os ímpios são “consumidos pela ira”?

R: De duas maneiras. A principal é que, no futuro, a menos que se arrependam, serão destruídos pela ira de Deus. Em segundo lugar, neste momento, seus corações podem ser consumidos pelo ódio e pela discórdia.

P: Em Salmos 59:16-17, Davi canta porque Deus é sua defesa. Davi pode ter certeza de que Deus não permitirá que ele sofra nenhum revés ou derrota?

R: Não. O salmo seguinte foi escrito após uma batalha feroz, e Deus havia “mostrado ao povo coisas difíceis”. Da mesma forma, sob o comando de Moisés, eles também não venceram todas as suas batalhas. Depois que o relato dos dez espiões convenceu o povo a não entrar na terra prometida, Deus lhes disse que morreriam no deserto; eles decidiram por conta própria invadir Canaã e foram derrotados. Da mesma forma, Josué sofreu uma derrota em Ai.

Portanto, seguir a Deus não significa que nunca cometeremos erros, nem que as pessoas em quem confiamos não cometerão erros. Também não significa que não sofreremos reveses ou derrotas. Mas significa que Deus nos ajudará a superar esses reveses e, embora não vençamos todas as batalhas, em Cristo venceremos a guerra. Deus não se esquece de nós. Tanto na vitória quanto na derrota, esperamos em Deus, nosso campeão.

P: Em Salmos 60:1-12, qual é o esboço desse salmo?

R: O Salmo 60 foi escrito após ter sofrido um revés. Aqui está uma sinopse.

1-4 Diz-se que a causa da derrota é o Senhor

5 Mas a esperança de Israel está no Senhor

6-8 O Senhor prometeu a vitória, eventualmente

9-11 Israel precisa do Senhor

12 Israel pode confiar no Senhor

P: No Salmo 60:1, no título, foram mortos 12.000 edomitas ou 18.000, como afirma 1 Crônicas18:12 ?

R: Há três respostas possíveis.

1) Trata-se, muito provavelmente, de um erro de copista, conforme aponta a obra *Bible Difficulties & Seeming Contradictions*, pp. 130-131.

2) O exército poderia ter tido várias divisões. 1 Crônicas 18:12-13 indica que a divisão do exército sob o comando de Abisai, sobrinho de Davi, matou 18.000, enquanto no Salmo 60 os soldados sob o comando de Joabe mataram 12.000 edomitas. O “Bible Knowledge Commentary: Old Testament”, p. 608, defende essa visão.

3) Acredita-se que as inscrições acima dos Salmos tenham sido acrescentadas posteriormente; portanto, a inscrição relativa ao Salmo 60, independentemente de o número estar correto ou não, não faz parte das Escrituras.

P: No Salmo 60:5, como devemos orar quando passamos por um revés ou uma derrota?

R: Um revés pode ser no âmbito profissional, familiar ou ministerial. Uma derrota pode ser resultado de confiar em alguém em quem não se podia confiar, ou de decepcionar a Deus por meio do nosso pecado. O revés ou a derrota já ocorreram, mas o que ainda não aconteceu é a nossa reação a eles. Podemos reagir aproximando-nos de Deus, em arrependimento, se necessário, e tornando-nos mais fortes no Senhor como resultado dessa experiência desagradável. Ou podemos permitir que esse revés ou derrota nos enfraqueça, nos abale e nos lance em uma terra de ninguém, marcada pela indecisão e pela dúvida. A escolha é nossa: se nos aproximamos de Deus ou nos afastamos Dele.

P: Em Salmos 60:6 e Salmos 108:7, como Deus dividiu Siquém?

R: Isso se refere à divisão da terra entre os israelitas que a conquistaram. A Bíblia de Estudo NIV de 1985, p. 847, afirma que a menção a Siquém (a oeste do rio Jordão) e Sucote (a leste do rio Jordão) pode ter sido simbólica de toda a conquista sob o comando de Josué.

P: Nos Salmos 60:8-12 e 108:9-13, por que Deus ajudou o exército de Davi, já que Ele nunca lhes ordenou que lutassem contra alguns desses povos?

R: Davi lutou contra todos os seus inimigos, antigos e novos. Quanto aos amonitas e aos sírios, foram eles que escolheram ser inimigos de Davi, e não o contrário. A nação de Edom era menor que Israel, mas tornou-se uma séria ameaça quando se aliou a outra pequena nação, os amonitas, a um novo inimigo e aos sírios, que eram mais numerosos (também chamados de arameus).

Além das pessoas que possam desejar ver nossa queda, também temos os inimigos do mundo, da carne e do diabo. Não há espaço para fazer acordos de compromisso com esses inimigos.

P: No Salmo 60:9-12, qual é a principal lição para nós hoje em nossas batalhas?

R: Este salmo, assim como muitos outros trechos, fala de termos confiança e esperança em Deus. Mas, ao contrário de outros trechos, o Salmo 60 fala de ter confiança e esperança em Deus mesmo após um revés ou uma derrota. Confie em Deus mesmo após um revés.

P: No Salmo 61:1-8, qual é o esboço desse salmo?

R: O Salmo 61 é um salmo para quando precisamos que Deus nos proteja. Este salmo tem quatro partes.

1-2 Uma oração por proteção

3-5 Recordação das obras passadas de Deus e de Suas promessas futuras

6-7 Outra oração por proteção

8 Esperança confiante na promessa de Deus

P: No Salmo 61, o que podemos fazer quando nossa fé parece enfraquecer?

R: Assim como Davi fez, lembre-se de como Deus nos conduziu no passado. Perceba que Deus o levará a uma rocha mais alta do que você. A Rocha é o próprio Deus, mas sua vida pode ser elevada a um lugar mais alto do que aquele em que você se encontra agora. Mas Davi não está apenas pedindo pela Rocha; ele está pedindo para ser conduzido até a rocha.

P: No Salmo 61:1-2, como Davi orou dos confins da terra?

R: Davi não está geograficamente na parte mais remota da terra, mas provavelmente não está em Israel nesse momento e sente-se em uma situação extremamente difícil. De qualquer lugar e de todos os lugares, mesmo dos confins da terra, ele clamava a Deus. É claro que os empresários cristãos que viajam hoje também podem orar dos confins da terra.

P: No Salmo 61:2-4, quais são as imagens apresentadas aqui?

R: Há cinco metáforas relacionadas a buscar abrigo aqui. O versículo 2 menciona uma rocha elevada; o versículo 3, um refúgio e uma torre forte. O versículo 4 menciona um tabernáculo e o abrigo das asas de Deus. Cada uma delas enfatiza a forma como Deus nos protege, de maneira ligeiramente diferente.

De uma rocha elevada, o senhor não só pode ver, como também fica acima dos soldados inimigos, que não conseguem alcançá-lo facilmente e, talvez, fora do alcance da maioria das flechas.

Um abrigo ou tenda protege contra a tempestade, o frio e o sol.

Uma torre forte oferece 100% de proteção contra o inimigo enquanto a torre permanecer de pé.

Um tabernáculo é um lugar para ter intimidade com Deus. Quando nosso espírito se sente cansado, podemos ser revigorados espiritualmente.

O abrigo das asas de Deus é como um pássaro que mantém os filhotes aquecidos e protegidos da chuva.

P: Em Salmos 61:3, qual é a relação entre confiar em Deus para nos guiar e tomar nossas próprias decisões?

R: Deus pode nos dizer o que fazer diretamente por meio de Sua Palavra; por exemplo: não roube. Algumas coisas podemos aprender por meio de preceitos; por exemplo, como a Bíblia diz para não roubar, não use software ou música pirata; pague por eles. Às vezes, Deus pode tomar decisões por nós, abrindo e fechando portas. Outras vezes, Deus pode nos guiar a fazer certas coisas, como aceitar ou não um determinado emprego. Mas, em outras ocasiões, Deus deseja que tomemos a decisão e que desenvolvamos nossa própria capacidade de tomar decisões, sob o senhorio de Cristo.

Na Bíblia, Davi é um bom exemplo de confiança em Deus. Ele poderia ter desistido, recusado publicamente ser rei e fugido para outro país. Mas Davi confiou em Deus para torná-lo rei. Davi também é um bom exemplo de como tomar nossas próprias decisões. Davi estava fugindo de Saul, teve que se esconder em cavernas algumas vezes e (com razão ou sem razão) decidiu cortar um pedaço do manto de Saul para mostrar a ele o quanto era leal.

Pessoalmente, há muitos anos, tive que escolher entre aceitar um novo emprego ou manter o emprego que já tinha. Orei a respeito disso e acredito que Deus me falou sobre o assunto. Eis o que Deus disse: “decida você”. Submeti a decisão a Deus e tomei minha decisão. Muitas vezes, cabe a nós tomar a decisão, mas devemos submetê-la a Deus e permitir que Ele a altere sem ficarmos chateados.

E se o senhor tomar uma decisão errada e começar a seguir o caminho errado? Alguém disse certa vez que Deus não guia carros estacionados. Não faz diferença se o senhor mandar um carro virar à esquerda ou à direita, se o carro não vai se mover de qualquer maneira. Mas, se estivermos tentando seguir a Deus e, por acaso, tomarmos uma decisão errada (o que certamente acontecerá), tudo bem, pois Deus pode nos dizer para darmos meia-volta.

P: Em Salmos 61:4, que asas você acha que Davi tinha em mente?

R: Podem ser as asas dos querubins que estavam sobre o propiciatório da arca. Ou podem ser uma metáfora de como uma águia ou outra ave cuida de seus filhotes. Ou podem ser ambas as coisas.

P: No Salmo 61:6, como devemos orar por proteção?

R: Não faça da sua segurança o seu ídolo, mas é bom orar por proteção, como Davi fez aqui. Ore sem cessar. Davi orou especificamente para que Deus fosse seu refúgio, para que Deus o ouvisse e para que Deus cumprisse Suas promessas. Portanto, Davi não precisa esperar até que as circunstâncias pareçam seguras; Davi pode cantar e louvar a Deus neste exato momento!

P: No Salmo 61:6-7, o que há de curioso em relação aos pronomes e substantivos aqui?

R: Os pronomes mudam de “eu” para “o rei”. Os versículos 1-5 contêm dez ocorrências de “eu”, “mim” ou “meu”. Os versículos 6-7 mencionam “o rei” e “ele” duas vezes. Em seguida, o versículo 8 contém “eu” duas vezes e “meu”. Davi deixa de pensar apenas em si mesmo e passa a considerar também os futuros reis.

Hoje, quando se encontrar em uma situação difícil, pare e reflita se há outras pessoas na mesma situação. Ao orar, talvez queira orar por elas também. Além disso, ao observar a situação em que outras pessoas se encontram, poderá perceber que o seu problema talvez não seja tão grave quanto pensava.

P: O Salmo 61:6-7 é messiânico?

R: Não, nem tudo o que é uma bênção para o rei é messiânico. Davi está pensando em si mesmo e nos futuros reis, o que inclui Cristo, mas nenhum rei futuro específico é destacado. Clemente de Alexandria (193-204 d.C.) cita o Salmo 61 em *Stromata*, livro 4, cap. 14, p. 429 (duas vezes) e livro 10, cap. 109, p. 459; e, em todas as três passagens, ele não dá qualquer indicação de que considere o texto messiânico. Nenhum outro escritor pré-niceno citou o Salmo 61. Por outro lado, o Salmo 61:6-7 foi interpretado como uma referência ao Messias nos targumim judaicos, conforme afirmam o *New International Commentary on the Bible*, p. 597, e o *Believer’s Bible Commentary*, p. 642.

P: No Salmo 62:1, além de simplesmente ouvir e obedecer a Deus, como devemos esperar em Deus hoje?

R: Lembre-se de que Deus, nossa Rocha, é mais elevado do que nós. Estamos seguros na rocha e a salvo na Tenda. Podemos aplicar esse versículo em quase todos os contextos de nossas vidas de pelo menos cinco maneiras.

Adoração: Os servos de um rei não se perguntam como o que estão fazendo os ajuda a si mesmos; ao contrário, perguntam-se como isso ajuda o rei. Embora possamos ainda desfrutar de um culto de adoração ou obter algo dele, essas não são as razões pelas quais devemos estar lá. Estamos lá para glorificar a Deus, pois a adoração é sobre Ele, não sobre nós.

Ajuda: Estamos pedindo ativamente a Deus que nos ajude em nossa vida e em nosso ministério a Ele, ou estamos tentando fazer as coisas com nossas próprias forças?

Liderança: Desejamos que a ajuda de Deus nos acompanhe em nosso trabalho, ou tentamos seguir o Espírito em Sua obra? Josué perguntou ao anjo se ele estava do lado de Josué ou não. Mas enquanto Josué perguntava “a” ou “b”, o anjo respondeu: nem um nem outro, mas sim “c”. O anjo não respondeu à pergunta diretamente, porque ele não estava do lado de um homem pecador. Em vez disso, Josué deveria ter percebido que precisava estar do lado do anjo. (Josué 5:13-15). Não devemos perguntar se Deus está do nosso lado; devemos, sim, nos preocupar em estar do lado de Deus.

Orientação: Queremos servir a Deus “à nossa maneira”, ou estamos perfeitamente satisfeitos em servir a Deus da maneira que Ele deseja para nós?

Momento certo: Esperamos pelo momento certo de Deus, ou achamos que qualquer momento é bom para nós? (João 7:6)

P: Em Salmos 62:2, 6, 7, de que forma Deus é uma rocha, metaforicamente?

R: Deus é como uma rocha de pelo menos três maneiras.

Uma montanha é uma rocha muito grande; não é possível atravessá-la; é preciso contorná-la.

Uma rocha é dura; bater nela não causa grande efeito.

Uma rocha é bastante permanente; mudanças climáticas, chuva, granizo e sol não a afetam.

Deus e Sua proteção são assim para nós.

P: Em Salmos 62:2,6, o que significa para nós sermos inabaláveis ou imperturbáveis?

R: Nós não somos a rocha, mas, se nos apoiarmos em uma rocha elevada, estaremos a salvo de uma enchente. Isso não significa que acreditemos que coisas ruins não acontecerão conosco. E também não significa que não devamos nos adaptar rapidamente às mudanças nas situações. Significa, antes, que nossa paz, nossa serenidade e nossa confiança não devem ser abaladas por causa do que meros seres humanos estão fazendo.

P: No Salmo 62,4 e seguintes, como lidar com pessoas “de língua dupla”?

R: Essas pessoas falam bem na sua frente, mas falam mal de você pelas costas. Em primeiro lugar, certifique-se de que você mesmo não seja uma pessoa assim. Às vezes, as pessoas podem agir dessa forma com você porque acham, com ou sem razão, que você age assim com elas. Aqui estão algumas coisas a fazer.

1) Ore a Deus por elas, para que Deus o proteja de suas mentiras. As mentiras podem separar amigos e fazer com que as pessoas não gostem de você sem que você tenha a menor ideia do motivo.

2) Lide com elas com cuidado; muitas vezes, quanto menos você lhes disser, melhor.

3) Quando falar, tenha cuidado com suas palavras; elas podem ser repetidas por essas pessoas de forma totalmente desfavorável.

4) Tente compreender por que eles se sentem e agem dessa maneira. Talvez haja uma maneira de fazer as pazes com eles. Romanos 12:18 diz: “Na medida do possível, vivam em paz com todos”.

P: Em Salmos 62:9, por que devemos considerar algumas pessoas como meras nuvens de vapor ou mentiras?

R: Jesus disse que devemos amar o próximo como a nós mesmos e que devemos valorizar as outras pessoas, já que todos os homens e mulheres são criados à imagem de Deus. Mas, dito isso, às vezes podemos nos importar demais com o que as outras pessoas dizem e pensam de nós. Se a outra pessoa não permitir que haja uma reconciliação, chega um ponto em que suas críticas ou tentativas de manipulá-lo devem simplesmente ser ignoradas. Em algum momento, o senhor deve simplesmente seguir em frente com sua vida e não se importar com as coisas negativas que possam dizer sobre o senhor. No entanto, o senhor pode sentir a necessidade de defender sua reputação aos olhos dos outros,

P: Em Salmos 62:12, uma vez que Deus retribui a cada um de acordo com suas obras, trata-se do conceito oriental de karma?

R: Não. Embora haja semelhanças, há diferenças significativas.

1) É um ser vivo, Deus, que faz justiça, e não uma força impessoal do universo.

2) Algumas pessoas não recebem justiça por suas ações más nesta vida; elas morrem “injustamente”, recebendo muito mais do que merecem.

3) Mas Deus tem um dia, chamado Dia do Juízo Final, em que, perante o julgamento do Grande Trono Branco, todos receberão o que merecem.

P: Em Salmos 63:1, deveria ser “sinceramente” ou “ansiosamente”?

R: A palavra hebraica significa “ansiosamente”, mas está relacionada à palavra “s-h-r”, que se refere ao amanhecer; por isso, alguns interpretaram que isso significava “cedo” e consideraram este um salmo a ser recitado pela manhã. É claro que, se o senhor estiver ansioso por buscar a Deus, o fará assim que puder.

P: No Salmo 63:5, como devemos ter apetite por Deus?

R: O hebraico literal diz que Davi estava satisfeito como com a medula (a região produtora de sangue na extremidade dos ossos longos) e com a gordura. Essas eram consideradas iguarias. Isso significa que a alma se banquetearia e transbordaria, não apenas teria o suficiente para sobreviver. Buscar a Deus deve ser tão gratificante quanto essas coisas (e provavelmente mais saudável também!). Na verdade, os israelitas eram proibidos de comer gordura (Levítico 3:16; 7:23); portanto, estar com Deus é melhor até mesmo do que as coisas proibidas.

Portanto, a questão é que Davi desfrutava de adorar na presença de Deus, pois tinha um “desejo ardente” por Deus. Nós também devemos cultivar esse desejo ardente por Deus, passando tempo com Ele em oração e em Sua Palavra.

Os cristãos têm observado isso ao longo dos séculos. Quando cantamos o hino tradicional “Be thou my vision”, muitos cristãos talvez não saibam que se trata de um hino tradicional irlandês que remonta aproximadamente ao século VIII d.C.

P: No Salmo 63:8, como devemos “seguir de perto” a Deus?

R: Não seguir de perto implica ir para o mesmo destino, mas ser descuidado quanto ao trajeto e às paradas. Seguir de perto significa não apenas querer cumprir aproximadamente a vontade de Deus, mas fazê-lo em espírito de oração, da maneira correta, no momento certo, com os companheiros certos e com a motivação correta.

P: No Salmo 63:9-11, como a adversidade deve afetar nossa proximidade com Deus?

R: Algumas pessoas são gratas e próximas de Deus porque Ele as protege da adversidade. Satanás acusou falsamente Jó de ser assim em Jó 1:9-12. Por outro lado, algumas pessoas se aproximam de Deus por causa da adversidade, seja na esperança de que Deus as ajude, seja por gratidão por Ele ter realmente ajudado. As Escrituras não criticam nenhuma dessas situações. No entanto, a melhor maneira é permanecer próximo a Deus independentemente da adversidade. Talvez seja uma habilidade diferente permanecer próximo a Deus quando as coisas estão indo bem (e é fácil esquecê-Lo) do que permanecer próximo a Deus apesar de Ele ter permitido que as coisas corram muito mal. Devemos estar próximos a Deus em todas as situações.

P: No Salmo 63:10, de que forma as pessoas violentas e caluniadoras são apenas “alimento para os chacais”?

R: Jesus disse que aqueles que vivem pela espada morrem pela espada. Para aqueles que tentam alcançar seus objetivos por meio da violência, da calúnia ou da mentira, há outras pessoas que não têm escrúpulos em fazer o mesmo com eles. Não ser enterrado e servir de alimento para os chacais era uma desonra para um cadáver.

P: No Salmo 64:1, o que significa preservar a minha vida do medo do inimigo?

R: Davi, em muitos trechos, pede proteção contra seus inimigos, mas não é por isso que ele está orando aqui. Davi está orando para que sua vida seja preservada do medo. Mesmo que o inimigo ainda esteja por aí, Davi não precisa viver com medo dele, embora possa se sentir tentado a fazê-lo. Além disso, às vezes, quando as pessoas estão com muito medo, podem cometer atos imprudentes que prejudicam sua posição.

Da mesma forma, nossa oração deve ser para que vivamos sem medo, exceto pelo temor do Senhor. Isso não significa que coisas ruins não acontecerão conosco, ou que não sofreremos derrotas, mas não precisamos viver com medo dessas coisas futuras, vagas e incertas.

Davi sabe que não só os inimigos estão por aí, mas também que estão conspirando habilmente para armadilhar-lhe e acabar com ele. Mas, mesmo assim, Deus pode não apenas frustrar os planos deles, mas até mesmo fazê-los tropeçar em suas próprias palavras, como diz o Salmo 64:8.

Por fim, não tiremos os olhos do objetivo. Não se trata de segurança e proteção, nem de que os inimigos sejam derrotados publicamente; ao contrário, no Salmo 64:9-10, o objetivo é que as pessoas glorifiquem a Deus.

P: No Salmo 64:2, uma vez que os crentes piedosos não devem praticar o mal, por que deveriam se preocupar com os conselhos secretos dos outros?

R: Às vezes, uma pessoa pode ser injustamente acusada por testemunhas enganosas. Davi também se preocupava com a possibilidade de Doeg e outros entregarem Davi a Saul. Outros conspiraram contra Daniel, embora Daniel não tivesse dado motivo para que os outros o acusassem.

P: Em Salmos 64:3, 4, 7, qual é o significado das flechas neste contexto?

R: Em certo sentido, este salmo trata de duas batalhas com arcos; a primeira é a conspiração dos ímpios para disparar suas muitas flechas contra Davi; e a segunda é Deus atirando contra os ímpios, sendo que basta apenas uma flecha. As flechas são armas que, se acertarem o alvo, podem causar dano à distância. Elas atingem repentinamente, mas não atingem em segredo.

P: No Salmo 64:4-5, em que as flechas diferem das armadilhas?

R: Quer a flecha tenha sido disparada abertamente ou secretamente, a vítima não fez nada para que a flecha a atingisse. Mas uma armadilha é uma cilada para a qual a vítima é atraída, seja para morrer na própria armadilha, como uma armadilha para ursos, seja para ficar imobilizada, de modo que o inimigo possa matá-la a qualquer momento posteriormente. Satanás usa tanto flechas quanto armadilhas. Quando Jó foi atacado, tratava-se de flechas; Jó não fez nada para que essas calamidades lhe acontecessem. Mas quando Absalão se rebelou contra Davi, foi profetizado que Davi enfrentaria uma guerra depois que ele caísse na armadilha de cometer adultério e assassinato, o que lhe fez perder o respeito do povo. Precisamos clamar a Deus por ajuda contra ambos. E quando somos apanhados em uma armadilha por causa de nosso próprio pecado, precisamos clamar ainda mais a um Deus misericordioso.

P: Em Salmos 65:2,5, por que é tão impressionante que Deus responda às nossas orações?

R: Deus, que criou não apenas o universo, mas o próprio tempo, é tão grande e imenso. No entanto, Ele se abaixa para ouvir as orações até mesmo da criança mais pequena. Deus prometeu fazer isso, mas não era obrigado a fazê-lo, pois não precisava prometer. Deus não faz isso por obrigação, mas porque se deleita em fazê-lo. Ele ouve nossas orações, mesmo aquelas que, do ponto de vista Dele, possam parecer sem sentido, porque Ele nos ama.

P: No Salmo 65:3, que provisão é mencionada aqui que difere do restante do salmo?

R: Outros trechos mencionam a libertação de secas, desastres naturais e inimigos; mas esta é a libertação de outro inimigo: você mesmo. O salmista está louvando a Deus ao mesmo tempo em que reconhece que suas iniquidades prevalecem, ou tiveram vitória, sobre ele. No entanto, ele ainda assim louva a Deus, sabendo que Deus providenciará a expiação. A palavra hebraica aqui, kipper, significa cobrir ou apagar. Pode incluir por intercessão ou mediante o pagamento de um resgate.

P: Em Salmos 65:4, os escolhidos para se aproximarem dos átrios do templo são apenas os levitas ou todo o povo de Deus?

R: Todo o povo era um reino de sacerdotes em Êxodo 19:6. Não apenas todos os israelitas podiam entrar nos átrios do templo, mas todos os israelitas recebiam a ordem de se reunir algumas vezes por ano.

No entanto, nem qualquer pessoa pode aproximar-se de Deus. A situação com os filhos de Corá em Números 16:5 mostra que isso ocorre somente por convite. Mas Deus convidou a todos nós a nos aproximarmos Dele, segundo Seus termos. Jeremias 30:21 mostra esses termos: aquele que dedicou seu coração a Deus pode e irá apresentar-se diante Dele.

P: Em Salmos 65:7, quando é que Deus acalma o barulho dos mares?

R: Acalmar os mares tempestuosos é uma pequena demonstração do poder que Deus possui. Deus pode acalmar o oceano literal, mas “mares” também são uma metáfora para as pessoas e o caos. Veja o que diz o The Expositor’s Bible Commentary, vol. 5, p. 434.

P: No Salmo 65:9-13, como Deus abençoa as pessoas com prosperidade?

R: Deus não abençoa os crentes com prosperidade sem motivo algum. Ele o faz com um propósito. Deus nos abençoa para que O glorifiquemos e usemos nossa prosperidade para ajudar os outros e promover Seu reino. Se o senhor não louvar a Deus pelo que Ele lhe concedeu e não oferecer doações de seu dinheiro para o uso Dele, então não haveria motivo para Deus abençoá-lo com prosperidade, não é mesmo?

P: No Salmo 65:11, como Deus coroa o ano com Sua bondade?

R: A ideia é o ciclo anual de plantio e colheita. Hoje, de várias maneiras, plantamos produtos, ideias e fazemos investimentos, onde a incerteza pode cobrar seu preço. Mas louvamos a Deus quando as coisas dão certo. Mesmo que se espere que elas sejam bem-sucedidas na maioria das vezes, ainda assim louvamos a Deus por essas coisas.

P: O Salmo 66:1-20 é principalmente um salmo nacional de ação de graças ou um salmo individual de ação de graças?

R: Estudiosos cristãos divergem sobre isso, provavelmente porque há elementos de ambos. Os versículos 1-12 são coletivos, sem qualquer indício de que se trate apenas de um louvor individual. No Salmo 66:15, cabras e carneiros são especificados para sacrifícios nacionais, embora um indivíduo também pudesse oferecê-los. Mas os versículos 13-15 são estritamente individuais, e os versículos 16-17 tratam do indivíduo que divulga a palavra às nações. Para nós, as coisas que acontecem ao povo de Deus devem ser tão importantes quanto as que acontecem a cada um de nós individualmente. O louvor pelo que Deus fez por cada um de nós devemos divulgar a todos. Este salmo é como um refrão com uma parte solo.

P: Em Salmos 66:2-3, como podemos proclamar a “glória” de Deus ou tornar “gloriosos os Seus louvores”?

R: Embora não possamos mudar nada em Deus, por meio de nossas vidas e palavras podemos mudar a forma como as pessoas veem Deus. Podemos glorificar a Deus, trazer honra ao Seu nome — ou até mesmo desonrá-Lo — pelo respeito que Lhe demonstramos, pela maneira como vivemos e pelo que dizemos.

P: No Salmo 66:4, como a terra se prostra diante de Deus?

R: Ela se prostra de duas maneiras diferentes, ambas mencionadas neste salmo.

Salmo 66:6 As obras de Deus na terra inanimada O louvam, como ao transformar o mar em terra firme durante o Êxodo.

Salmo 66:8: os povos da terra louvam a Deus.

P: No Salmo 66:6, quando Deus transformou o mar em terra firme, e como Deus faz isso hoje?

R: Deus abriu o Mar Vermelho para os israelitas. Quando Deus abriu o rio Jordão para Josué, eles atravessaram o rio a pé. Em ambos os casos, o que era uma barreira intransponível foi repentinamente removida e eles passaram. Se houver uma barreira intransponível para você atravessar, não faça a suposição errônea de que é impossível para Deus levá-lo através dessa barreira. E quando Ele o fizer, certifique-se de louvá-Lo por isso.

P: Em Salmos 66:5 e João 1:46, como devemos cultivar uma atitude de “venha e veja” hoje?

R: Todo este salmo também poderia ser intitulado “venha e veja”, por causa de todas as coisas boas que Deus tem feito de várias maneiras, ou “venha e ouça”, conforme o Salmo 66:16. Parte do nosso evangelismo deve ser um convite cativante do tipo “venha e veja” para que as pessoas percebam que o Senhor é bom. Devemos convidar o mundo inteiro a experimentar o amor de Deus.

P: Em Salmos 66:8-12, parece que o salmista está louvando a Deus também pelos momentos difíceis. Por que isso?

R: Davi está louvando a Deus por ter refinado e fortalecido sua vida. Embora os tempos possam ter sido difíceis, eles o prepararam para o sucesso que ele teria mais tarde, e ele não os trocaria pela falta de desenvolvimento de caráter.

P: No Salmo 66, versículos 13-15, de que forma a “otimização financeira” em nossa vida se opõe diretamente à obediência à Palavra de Deus?

R: Otimização financeira é fazer tudo o que for legalmente possível para maximizar seu lucro, suas finanças ou o retorno sobre o investimento. Mas aqui, nos Salmos e em outros trechos, devemos dar generosamente a Deus. Ofereceremos nosso dinheiro a Deus, mas mesmo no Antigo Testamento as “oferendas voluntárias” consistiam em abrir mão financeiramente de algo além do mínimo que a lei lhes ordenava dar. Devemos ser totalmente dedicados a Deus, não ao nosso próprio ganho.

Na verdade, tudo se resume a uma questão de perspectiva do nosso coração. O nosso desejo é maximizar as riquezas para nós mesmos, durante nossa breve passagem pela Terra? Ou é maximizar a glorificação a Deus e acumular tesouros no céu?

P: No Salmo 66:18, de que forma o fato de guardarmos a iniquidade em nosso coração significa que Deus não ouvirá nossa oração?

R: Nossos pedidos precisam partir da sinceridade, não da hipocrisia. Não seremos atendidos se pedirmos apenas para satisfazer nossos prazeres, como diz Tiago 4:3. Também podemos estar pedindo algo de menor valor, quando Deus deseja que nosso foco esteja em algo de grande valor: a libertação do pecado impenitente em nossas vidas.

Mas Deus ouviu a oração de Davi, mesmo depois que Davi cometeu homicídio e adultério envolvendo Urias e sua esposa. Davi, porém, se arrependeu de seu pecado. Portanto, a vida com Deus não chegou ao fim para Davi quando ele pecou. Depois que ele se arrependeu, Deus voltou a ouvir suas orações.

P: Em Salmos 67:1 e Números 6:25, o que significa que o rosto de Deus brilhe sobre nós?

R: Embora isso signifique, em parte, que Deus tem nos abençoado e continua a nos abençoar neste mundo, também significa muito mais. Significa que Deus está “sorrindo para nós”, pois estamos agradando a Ele e refletindo Sua glória. Assim como a luz brilha nas trevas, conforme Filipenses 2:15, nossas vidas devem brilhar neste mundo sombrio. Ao fazermos isso, somos transformados pela Sua glória, conforme 2 Coríntios 3:18.

P: Em Salmos 67:2, o que o povo de Deus foi ordenado a fazer por todas as nações?

R: Isso se refere à atividade evangelística e missionária, para que anunciemos a grandeza de Deus a todas as nações. Embora a maioria do povo judeu não tenha compreendido que a bondade de Deus é para todos e que todas as nações seriam abençoadas por meio de Abraão. Israel não deveria ser o ponto final da bênção de Deus, mas um canal dessa bênção. Infelizmente, na época de Calvino e Lutero, eles pensavam que a Grande Comissão já havia sido cumprida e não era mais relevante. Mas, depois disso, a igreja, desde a época dos grandes movimentos missionários, passou a levar isso a sério.

P: No Salmo 67:2, por que Davi desejava que os outros povos louvassem a Deus, e por que devemos desejar o mesmo?

R: Esse era um “ensino perdido” do Antigo Testamento. Estava “perdido” no sentido de que a maioria do povo judeu havia se esquecido desse ensinamento: dizer às nações gentias para servirem e glorificarem a Deus. Davi (e nós) devemos desejar isso simplesmente para glorificar a Deus. Além disso, será maravilhoso ver tantas pessoas, de tantas culturas e origens diferentes, no Céu.

P: Salmos 67:2 - O que exatamente significa o termo “salvação/libertação” neste contexto?

R: A palavra hebraica Yeshuw’ah (Strong 3444) pode significar libertação, saúde, ajuda, socorro, vitória, salvação e bem-estar. Isso abrange tanto ser salvo da destruição quanto a vitória. Em nossa vida cristã, somos salvos do inferno e da destruição, mas também somos salvos para uma nova vida agora e para estar em casa com o Senhor eternamente.

P: No Salmo 67:6, como devemos louvar a Deus pela colheita?

R: A única razão apresentada neste salmo para louvar a Deus é a colheita abundante; por isso, este é considerado um salmo da colheita, assim como o Salmo 65. Eles louvaram a Deus pela boa colheita daquele ano. Da mesma forma, quando Deus faz algo que nos entusiasma, devemos divulgar isso ao mundo também. Uma das características de um líder na igreja é encorajar os outros a louvar mais a Deus.

P: No Salmo 68:1-35, qual é o esboço desse salmo?

R: O Salmo 68 pode ser intitulado “A marcha de Deus”. Ele possui um esboço semichiástico.

1-3 Alegrem-se, pois a presença de Deus está chegando para dispersar os ímpios

- 4-6 Cantem, pois Deus defende

- - 7-18 Deus é maior do que todos os exércitos de guerreiros

- 19-20 Deus nos concede a salvação e a libertação da morte

- - 21-23 Deus trará de volta os inimigos para destruí-los

24-35 Juntem-se à marcha dos santos

P: No Salmo 68:1-35, o que há de interessante nos nomes de Deus aqui?

R: Trata-se de uma oração pedindo a Deus que manifeste seu poder impressionante. A maioria dos salmos contém apenas um ou dois dos nomes de Deus. Este salmo contém sete: Elohim (1); Yah (4); Jeová (10); El Shaddai (14); Yah Elohim (18); Adonai (19); Jeová Adonai (20).

P: No Salmo 68:1, por que Davi desejava que Deus se levantasse e dispersasse os inimigos de Deus?

R: Há várias razões prováveis.

a) Davi deseja ver Deus exaltado e o nome de Deus glorificado no Salmo 68:4.

b) Davi talvez quisesse ser protegido pessoalmente dos inimigos de Deus.

c) Davi desejava que as pessoas justas se regozijassem em Deus (Salmo 68:3) e não fossem perseguidas pelos inimigos de Deus.

d) Davi desejava ver justiça ser feita contra os ímpios (Salmo 68:21-23)

P: No Salmo 68:2, de que forma a oposição a Deus é comparada à fumaça e à cera neste versículo?

R: Tão insubstancial quanto a fumaça e tão instável quanto a cera derretida, a oposição a Deus se dissipará e desaparecerá.

P: No Salmo 68:4, qual é o significado de Deus cavalgar sobre as nuvens?

R: Jesus virá nas nuvens em glória, conforme Atos 1:11; Mateus 24:30; Lucas 21:27; Apocalipse 1:7. Além disso, nas religiões ugarítica e cananeia, dizia-se que Baal era “o cavaleiro das nuvens”. O Salmo 68:4 afirma que não se trata de Baal, mas do Deus verdadeiro.

P: Em Salmos 68:7-8, quando ocorreu essa marcha?

R: Isso ocorreu no passado, quando Deus ia à frente dos israelitas como uma nuvem e uma coluna de fogo, enquanto eles vagavam pelo deserto do Sinai. Mas, de certa forma, os crentes estão caminhando para servir a Deus hoje; e, no futuro, quando o Messias retornar em glória, os crentes estarão atrás Dele.

P: A que se refere o Salmo 68:17-20?

R: Isso faz alusão a Davi e aos israelitas conquistando Jerusalém.

P: No Salmo 69:1-36, que tipo de dificuldade o autor parece estar enfrentando?

R: Embora o título no início não seja parte das Escrituras, ele indica que o texto foi escrito por Davi; portanto, presumiremos que foi ele. Nos versículos 1-3, Davi está em grande angústia; sua causa parecia sem esperança. Nos versículos 4 e 19, a razão é que as pessoas o estavam atacando. No versículo 5, Davi menciona sua insensatez e seu pecado e, embora soubesse que havia pecado, Davi ainda contava com a proteção de Deus. Nos versículos 13 e 16, Davi confia na misericórdia de Deus; de fato, Davi não tem mais nada em que se apoiar.

P: No Salmo 69:1-2, 3, 10, 12, 14-15, 21, quais são as imagens relacionadas a líquidos e o que elas poderiam representar?

R: As imagens são: lama, águas profundas, inundações, chorar até que a garganta seque, canto de bêbados, águas profundas, vinagre para sua sede. O líquido não tem forma sólida, mas ainda assim é real e pode matar. É possível construir um muro contra algumas ameaças, mas o líquido consegue contornar as barreiras.

No entanto, em nítido contraste com isso, no versículo 3, embora esteja em águas profundas, apesar de todo o seu choro, Davi está ressecado por dentro.

P: Em Salmos 69:4 e seguintes, o que foi roubado e precisa ser restaurado?

R: Essa afirmação enigmática refere-se a Jesus, o Messias sofredor. O pecado roubou a adoração, a obediência e a glória que por direito pertenciam a Deus, e as pessoas foram privadas da vida, da paz e da comunhão alegre com Deus. Jesus não roubou nada, mas, por nossa causa, teve de restaurar o que havia sido roubado pelo pecado.

P: Em Salmos 69:5-6, o que Davi está dizendo aqui?

R: Davi não quer que seus pecados sirvam de desculpa para que outros não se voltem para Deus. Talvez este salmo tenha sido escrito depois que Davi e Bate-Sebá pecaram.

P: Em Salmos 69:6-12, a que desonra ou vergonha Davi está se referindo aqui?

R: Davi não quer que o povo de Deus suporte a desgraça por causa dele, e no versículo 7 Davi suportou a desgraça por amor a Deus. Há duas maneiras de se interpretar isso.

Nossa perseguição por seguirmos a Deus: Às vezes, somos ridicularizados e humilhados por seguirmos a Deus. No entanto, devemos nos alegrar quando sofremos afronta pelo nome de Jesus.

Zombaria por nossa hipocrisia: Davi esperava que os piedosos não fossem desonrados, nem sentissem vergonha, por causa do pecado de Davi, embora ele fosse um crente. Ele não foi ridicularizado tanto pelo mal que praticou, mas sim por ser um crente que cometeu adultério e homicídio.

P: Em Salmos 69:9, 20 e 25, onde essas citações aparecem no Novo Testamento e por quê?

R: O Salmo 69:9 é citado em João 2:17, quando Jesus expulsou os cambistas. O Salmo 69:20 é citado em Romanos 15:3. O Salmo 69:25, 28 é citado em Atos 1:20

P: No Salmo 69:11, o que significa tornar-se motivo de escárnio?

R: Davi sabia que era como uma piada recorrente para eles. O próprio nome dele já era motivo de escárnio. Não conhecemos as circunstâncias, mas isso pode se referir à falta de respeito que muitos tinham em relação ao rei após tomarem conhecimento de seu adultério com Bate-Seba e do assassinato de Urias.

P: No Salmo 69:13, qual é o ponto importante sobre a oração neste contexto?

R: Quando Davi se encontrava em grande apuro, sua oração era dirigida exclusivamente a Deus; não a algum anjo ou crente falecido, mas somente a Deus, em busca de ajuda.

P: No Salmo 69:14-15, em que sentido algumas de nossas dificuldades se assemelham ao lodo e outras às águas da enchente?

R: Ambos podem fazer com que você escorregue, deslize e afunde, mas de maneiras diferentes. O lodo não se move; você mesmo afunda nele devido ao peso que carrega. As águas da enchente se movem externamente para cobri-lo, quando você está em uma situação vulnerável, em terreno baixo. Da mesma forma, alguns afundam devido às consequências físicas lógicas e diretas de seu pecado. Outros podem ser vencidos por uma enxurrada de perseguição externa, tentação ou pela tentação de ceder à perseguição, porque não estão firmes sobre a rocha (Salmo 62:2, 6, 7), a rocha que é mais alta do que eles (Salmo 61:2).

P: No Salmo 69:33, o que isso diz sobre os prisioneiros?

R: Deus não despreza Seus prisioneiros, ou, em algumas traduções: Seu povo cativo. Alguns estão na prisão por causa de seu testemunho a respeito de Deus. Outros, como os prisioneiros de guerra, são cativos embora não sejam criminosos. Mas há outros que estão na prisão, com toda a razão, por causa das coisas ruins que cometeram. Contudo, se buscarem a Deus e entregarem sua vida ao Senhor, tornam-se “Seus” prisioneiros, e Deus, que é cheio de misericórdia, não os despreza.

P: O Salmo 70:1-5 é igual ao último terço (versículos 13-17) do Salmo 40? Qual poderia ser a razão para isso?

R: Ambos são salmos de Davi. São idênticos, exceto que o Salmo 70 contém a expressão “Apresse-se. Venha depressa” no início; o Salmo 40 usa o nome Yahweh e o Salmo 70 usa Adonai. Embora Davi seja o autor do Salmo 40, é provável que o nome de Davi conste no Salmo 70 porque o texto foi extraído do Salmo 40. Embora as inscrições antes de cada salmo não sejam parte das Escrituras, elas provavelmente estão corretas.

Embora não saibamos a razão exata pela qual essa parte foi copiada para um salmo próprio, pode ser que tenha servido como uma súplica individual, um lamento ou, possivelmente, por ocasião da apresentação de uma oferta. Isso poderia ser considerado uma oração “de encerramento”. O Salmo 40 encontra-se quase no final do Livro 1 dos Salmos, e o Salmo 70 está quase no final do Livro 2 dos Salmos. Isso também nos mostra que é aceitável citar uma parte de uma seção das Escrituras sem incluir o texto completo, pelo menos desde que se preserve o contexto.

P: No Salmo 70:1-5, qual é a estrutura desse salmo?

R: Ele possui quatro partes:

1 Socorro imediato

- 2-3 Castigue severamente

- 4 Seja louvado continuamente

5 Socorra-me rapidamente, sem demora

P: No Salmo 70:4, por que Davi desejava que todos os que buscam a Deus se regozijassem n’Ele, e por que Davi sentiu a necessidade de fazer esse pedido em oração?

R: Deus orou para que todos os que O buscam não apenas O encontrem e alcancem a vida eterna, mas também encontrem sua alegria Nele já neste momento. É bom que nós também oremos assim hoje.

P: No Salmo 70:5, é correto pedir a Deus que se apresse e não demore?

R: De maneira respeitosa, sim. Se o senhor precisar de ajuda e fortalecimento imediatamente, diga isso a Deus.

P: No Salmo 71:1-24, qual é a estrutura desse salmo?

R: O título não indica se este salmo foi escrito por Davi; portanto, provavelmente foi escrito por outra pessoa, a quem podemos chamar de “o servo de cabelos grisalhos”. O Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 5, p. 290-291, defende que o autor provavelmente seja Jeremias. Este salmo pode ser considerado um lamento por um indivíduo ou pela nação como um todo. O autor é provavelmente um homem idoso. Este salmo é um quiasmo, forma comum na poesia hebraica.

Deus seja minha rocha e minha fortaleza

- 5-8 Deus, o senhor é a minha esperança desde o nascimento

- - 9-13 Minha oração na velhice

- - 14-18 Deus, tu és a minha esperança na velhice

- 19-21 Deus, que realizou grandes obras, me reviverá novamente

22-24 Louvarei e cantarei a sua fidelidade

P: No Salmo 71, em que aspectos ele se assemelha a outros salmos?

R: O Salmo 71 pode ser considerado “um panorama de confiança ao longo da vida” por um autor “de idade avançada”. O Salmo 71 contém uma espécie de “resumos condensados” dos Salmos 22, 31, 35 e 40.

P: No Salmo 71:3, deveria ser “rocha de morada” ou “rocha de refúgio / refúgio seguro”?

R: Muitos manuscritos hebraicos apresentam “rocha da morada”. No entanto, trata-se provavelmente de um erro de copista, já que essa expressão não é utilizada em nenhum outro lugar. Além disso, outros manuscritos hebraicos, a Septuaginta e o Targum apresentam, todos, “rocha de refúgio”.

P: No Salmo 71:5-18, quais são as diversas questões que podem estar em primeiro plano para cristãos de diferentes idades?

R: Falando principalmente da cultura ocidental, eis algumas questões relacionadas a diversas fases da vida.

Crianças pequenas: Seguir bons exemplos e conviver com bons amigos. Obedecer aos pais. Excesso de internet, TV e videogames; obsessão por esportes. Elas precisam desenvolver habilidades para a vida, bondade, respeito e sua vida de oração.

Adolescentes: Seguir bons exemplos e conviver com bons amigos. Obedecer aos pais, praticar a bondade, lidar com o sexo pré-matrimonial, a escola, a música, os esportes e a moda. Para alguns, embriaguez, uso de drogas, pornografia, bullying e gangues, preconceito, uso excessivo da internet, da TV e de videogames; no futuro, a identidade sexual.

Faixa etária universitária: Aprofundar-se na Palavra de Deus. Participar de uma boa igreja que acredita na Bíblia. Educação e carreira, preconceito, uso excessivo da internet, da TV e de videogames. Viver em busca de diversão e entretenimento. Prioridades

Jovens adultos: Participar de uma boa igreja que acredita na Bíblia. Finanças, cônjuge, criação de filhos pequenos. Falta de tempo

Meia-idade: Participar de uma boa igreja que acredita na Bíblia. Criar adolescentes, investimentos. Algumas pessoas na meia-idade passam pela “crise dos 7 anos” ou pela “crise da meia-idade”. Costuma-se dizer que alguns homens lidam com as “loucuras da meia-idade” comprando um carro esportivo vermelho. Outras questões incluem ajudar os pais idosos; exercícios, tempo e equilíbrio entre vida profissional e pessoal; ser um bom exemplo. Para alguns, filhos pródigos, embriaguez e abuso de substâncias.

Idosos: Filhos adultos e netos, exercícios e energia, carreira e aposentadoria. Saúde: especialmente diabetes e câncer (principalmente de próstata e de pele). Saúde e morte de entes queridos. Para alguns, apatia e cinismo. Deixar um legado.

P: No Salmo 71:7-18, que conselho o senhor daria a um filho cristão sobre como “envelhecer bem no Senhor”?

R: Mantenha-se sempre próximo a Deus e dê prioridade ao que é realmente importante. Você enfrentará muitas distrações e inúmeras coisas — algumas más, outras nem tanto — que tentarão desviar seu tempo e sua atenção de Deus.

P: Em Salmos 71:22, 78:41 e 89:18, o que há de interessante no título dado a Deus, “Santo de Israel”?

Esse termo é frequentemente utilizado em Isaías, mas aparece apenas três vezes no Livro dos Salmos, e nunca é usado por Davi. Além do título, esse é mais um argumento de que esse salmo não foi escrito por Davi.

P: Em Salmos 71:22-23, o que há de interessante nas referências musicais apresentadas aqui?

R: Quando as pessoas idosas perdem suas faculdades mentais, a música costuma ser a última coisa a desaparecer. Quando minha mãe estava na casa dos oitenta, pouco antes de falecer, ela costumava confundir nossos nomes, mas ainda conseguia tocar a “Fantasie Impromptu” de Chopin no piano. Quando os idosos participam de cultos religiosos em casas de repouso, adoram cantar hinos. Geralmente não precisam ler a letra, pois ainda se lembram dela. Assim, como diz a canção de louvor cristã: “Deixe-me cantar quando a noite chegar”.

P: Em Salmos 72:1-20, quem escreveu esse salmo?

R: Embora a nota de rodapé em 72:20 indique que as orações de Davi terminam aqui, a epígrafe antes do início do salmo e também o Salmo 127 afirmam que se trata de um salmo “de Salomão” em hebraico. O Salmo 72 diz “para Salomão” na Septuaginta grega. Embora as epígrafes não sejam parte das Escrituras, elas provavelmente estão corretas. Portanto, o livro 2 (assim como o livro 1) contém principalmente salmos de Davi, mas este salmo em particular é muito provavelmente de Salomão.

Se Salomão escreveu este salmo, no versículo 1 ele está pedindo a sabedoria do julgamento de Deus para si mesmo, assim como devemos pedir em Tiago 1:5. De certa forma, ele está pedindo a Deus que ele e seus descendentes sejam bons reis.

Alguns, como João Calvino, acreditavam que o salmo poderia ter sido escrito por Davi para Salomão. Embora seja possível que o “ouro de Sabá”, mencionado em 72:15, não fosse conhecido na época de Davi, mas apenas na de Salomão, o Comentário sobre o Antigo Testamento, de Keil-Delitzsch, vol. 5, pp. 298-299, afirma que se trata definitivamente de Salomão.

P: No Salmo 72:1-20, qual é a estrutura desse salmo?

R: Alguns salmos seguem um padrão que nos é familiar, com versos alternados. Porém, muitos outros salmos são estruturados como um quiasmo, de forma simétrica, em que cada verso, a partir do início, é uma imagem espelhada do verso equivalente, a partir do fim. Este salmo em particular combina ambos os padrões.

1 Julgamentos e justiça para o Rei e Seu filho

- 2-4 Retidão e justiça para os pobres e necessitados

- - 5-11 Todas as nações temerão/respeitarão a Deus para sempre

- 12-14 Libertação para os pobres e necessitados

- - 15-17 Todas as nações O louvarão para sempre

18-19 Bendito seja o SENHOR Deus, Deus de Israel

P: No Salmo 72:2-4, de que maneira os bons líderes são um meio para que Deus abençoe Seu povo?

R: Às vezes, parece que líderes maus podem causar mais estragos do que um bom líder pode ajudar. Bons líderes compreendem que devem ajudar o povo, e não apenas tirar todo o lucro possível dele. Eles não vendem o país apenas em busca de lucro pessoal. Em um certo sentido, bons líderes podem proporcionar melhores condições econômicas para todos. Os bons líderes podem negociar acordos comerciais favoráveis. Os bons líderes podem ajudar especialmente os pobres e vulneráveis, como viúvas e órfãos. Eles podem liderar guerras que devem ser travadas e evitar aquelas nas quais não deveriam se envolver. Os bons líderes podem fazer uma grande diferença em desastres naturais e invasões. E, finalmente, os bons líderes podem estabelecer leis justas e adequadas.

Em outro nível, bons líderes podem ser um bom exemplo de honestidade, justiça e seguimento a Deus. Eles podem preparar bem um sucessor. E, por fim, bons líderes podem nomear funcionários bons e honestos para atuarem sob sua liderança.

P: Em Salmos 72:1-4 e 99:4, por que o julgamento era considerado algo a ser aguardado com ansiedade?

R: O povo oprimido desejava que o julgamento chegasse para acabar com sua opressão.

P: Em Salmos 72:2-4, 12-14, o que isso diz sobre o governo que, às vezes, é esquecido?

R: O rei e o governo existem para o benefício do povo, especialmente dos pobres e necessitados, que mais precisam de ajuda. Na Idade Média, na Europa, costumava-se considerar que o povo comum existia para o benefício daqueles que estavam acima dele.

P: No Salmo 72, versículos 3-4, o que significa a analogia da paz e da justiça provenientes das montanhas e colinas?

R: Há muito a ser explorado nessas metáforas. A Lei Mosaica veio do Monte Sinai. O povo repetiu as bênçãos e maldições da aliança no Monte Gerizim e no Monte Ebal, em Deuteronômio 27:11-26. As montanhas e colinas eram os pontos mais altos de toda a terra e do povo que nela vivia. Os riachos que descem das colinas e montanhas regam a terra, possibilitando o cultivo e o pastoreio. As montanhas e colinas seriam consideradas belas, até que se lembre que era ali que se localizavam os altos lugares idólatras dos cananeus. Nesses locais, praticavam-se a prostituição religiosa e o sacrifício de crianças. Mas esses mesmos lugares, belos fisicamente, porém repugnantes moralmente, acabariam por se tornar belos em todos os sentidos.

P: Em Salmos 72:4, como o fato de “quebrar em pedaços o opressor” se aplica a nós?

R: Os opressores não são apenas opressores humanos. Deus se deleita em quebrar a opressão de Satanás e do pecado. Se há algo em sua vida de cuja opressão Deus possa libertá-lo, Deus se deleita em fazê-lo; portanto, entregue isso a Ele e espere os resultados.

P: Em Salmos 72:2 e seguintes, 4, 9 e seguintes, 12-14, este salmo é um louvor ao presente ou uma esperança para o futuro?

R: Ambos. Embora mencione a coroação atual do rei, esses versículos mostram que se trata de uma esperança e uma oração para o futuro, durante o Reino Milenar

P: Em Salmos 72:15, o que sabemos sobre a terra de Sabá?

R: Sabá era uma terra distante na parte ocidental do atual Iêmen. Tratava-se de um povo antigo, mencionado como filho do semita Joktã em Gênesis 10:28, na Tabela das Nações, e em 1 Crônicas 1:22. A terra logo ao norte dela, Havilá, também foi mencionada em Gênesis 10:29. Sabá era uma terra fértil, com incenso, mirra e diversas especiarias. Era bastante próspera graças ao comércio com a África, o Egito, a Pérsia e, provavelmente, até mesmo a Índia. Por meio do comércio, era uma terra exótica, onde se conheciam macacos, elefantes e aves tropicais.

A rainha de Sabá levou 120 talentos de ouro, especiarias e pedras preciosas a Salomão, conforme 1 Reis 10:10. Era um tanto incomum que a principal governante de um reino fosse uma rainha. No entanto, inscrições assírias e do sul da Arábia, datadas do século VIII a.C., mencionam rainhas na Arábia. Além disso, assim como o governante principal no Egito era um homem com o título de Faraó, a governante principal na Etiópia, posteriormente, era sempre uma mulher e recebia o título de Kandake/Candice.

Outro Sebá é o filho de Ramá, filho de Cus, em Gênesis 10:7 e 1 Crônicas 1:9, e outro era o filho de Jokshã, filho de Abraão e Quetura, em Gênesis 25:3 e 1 Crônicas 1:32. Esses dois últimos sabéus provavelmente se uniram e viveram no lado oriental da Arábia, ou então se uniram a Sebá, no sudoeste da Arábia.

P: No Salmo 72:15, o que seria equivalente ao “ouro de Sabá” nos dias de hoje?

R: O comércio com Sabá representava uma riqueza significativa e inesperada que aumentou a prosperidade de Israel na época de Salomão. Da mesma forma, às vezes podemos receber de Deus uma bênção significativa e inesperada. Louve a Deus por Suas bênçãos, mas lembre-se também de que isso pode ser um teste para verificar se você as utiliza e gasta com sabedoria e generosidade.

P: No Salmo 73:1, uma vez que nenhum de nós é perfeito e isento de pecado, como podemos ser puros de coração agora?

R: Embora ainda venhamos a pecar, podemos ter nosso coração reto diante de Deus, de modo que não desejemos cometer mais nenhum pecado. Embora ainda possamos cair e pecar sem intenção, devemos procurar “fechar a conta rapidamente”, ou seja, o tempo entre percebermos que pecamos e nos arrependermos deve ser muito curto.

P: No Salmo 73:1-29, qual é a estrutura desse salmo?

R: Trata-se de um quiasmo.

A bondade passada de Deus e a inveja atual do salmista

- 4-12 Os ímpios estão realizando seus desejos

- - 13-17 Os sentimentos do salmista a respeito disso

- - - 18-20 O reconhecimento da justiça deles no final

- - 21-22 A dor e a amargura sem sentido do salmista

- 23-26 Os justos alcançarão seu desejo: aproximar-se de Deus

27-28 O destino futuro: destruição e esperança

P: Em Salmos 73:1-14, por que Asafe invejava os ímpios?

R: Asafe era um bom crente que glorificava a Deus. No entanto, suas emoções estavam em turbulência, a ponto de até mesmo ele começar a invejar os ímpios. Os ímpios pareciam estar se safando de sua maldade e até mesmo prosperando. Deus frequentemente permite que isso aconteça por um tempo neste mundo injusto. No entanto, Deus designou o Dia do Juízo Final como o momento em que Ele colocará tudo em ordem. É claro que, às vezes, os ímpios recebem parte do que merecem antes disso.

P: Em Salmos 73:13-16, ao observar os ímpios, Asafe se perguntou se ele se esforçava para levar uma vida piedosa em vão. O que devemos fazer quando somos tentados a pensar da mesma forma?

R: Asafe não tentou reprimir seus sentimentos; ao contrário, ele os entregou a Deus em oração. No presente, parecia que alguns dos ímpios viviam melhor do que alguns dos justos, e isso não fazia sentido para ele. Mas então Asafe voltou seu olhar para o futuro e para o fim dos ímpios, e então tudo fez sentido.

Alguns supostos cristãos liberais acreditam que os israelitas não tinham noção de vida após a morte ou de paraíso até a época do Exílio. No entanto, salmos como este demonstram que os israelitas, de fato, enxergavam uma vida após a morte com recompensas ou castigos. “Minha carne e meu coração desfalecem; mas Deus é a força do meu coração e minha porção para sempre.” Salmo 73:26

Louvado seja Deus, que nos ajuda a reconhecer o que o futuro nos reserva e impede que nossos pés da fé escorreguem.

P: No Salmo 73:15, que responsabilidade temos de dizer certas coisas — ou de nos abster de dizê-las — por causa dos mais jovens?

R: Isso pode se referir a crianças ou a pessoas que ainda são novas na fé. O salmista estava autoanalisando suas atitudes, pensamentos e palavras antes de pronunciá-las. Devemos fazer o mesmo. Às vezes, quando seu coração não está bem, a melhor coisa a dizer aos outros é simplesmente nada.

P: Em Salmos 73:15-28, qual deve ser a nossa atitude em relação aos ímpios?

R: Devemos desejar ver os ímpios salvos das consequências justas e eternas de sua impiedade. Devemos desejar vê-los participar de todas as bênçãos de Deus, ao se arrependerem, lançarem-se à misericórdia de Deus e confiarem em Cristo. No Novo Testamento, Jesus nos ensinou a amar até mesmo nossos inimigos (Lucas 6:27-36 e Mateus 5:43-44). Mesmo quando Estêvão estava sendo apedrejado até a morte, ele orou para que Deus os perdoasse, em Atos 7:62.

P: Em Salmos 73:18-28, o que o senhor diria a um irmão na fé que está começando a questionar se Deus se importa?

R: Conte suas bênçãos. Todos os dias Deus o desperta com mais um dia para viver. O cristão precisa ser encorajado a perceber que Deus espera pacientemente, e nós também devemos fazer o mesmo. As pessoas más receberão o que merecem eventualmente — a menos que se arrependam e se voltem para Cristo. As coisas podem estar ruins para você agora, mas isso é apenas temporário, como mostra o Salmo 73.

P: Em Salmos 74:1-2, por que as pessoas acham que isso não foi escrito por Asafe na época de Davi?

R: As notas de rodapé não fazem parte das Escrituras, mas foram acrescentadas para indicar quem, segundo eles, escreveu o Salmo. O Tabernáculo não possuía painéis esculpidos e não foi totalmente destruído pelo fogo, conforme descrito no Salmo 74:6-7. Séculos depois de Davi e Salomão, o Templo foi incendiado por Nabucodonosor e pelos babilônios quando saquearam Jerusalém em 586 a.C. Mas também poderia tratar-se de um Asafe posterior ao líder de louvor da época de Davi.

P: No Salmo 74:1-23, qual é a estrutura desse salmo?

R: Os quiasmos são comuns na poesia hebraica, e este é quase um quiasmo.

1-3 Oração a Deus para que se lembre, perdoe e restaure

- 4-8 A destruição do Templo em Jerusalém

- - 9-11 Sentimento de abandono, sem profetas, com inimigos zombeteiros e sem a intervenção de Deus

- - 12-17 Lembrança do que Deus fez antes de eles se afastarem

18-21 Oração a Deus para que se lembre de nossa situação frágil e do inimigo zombeteiro

- 22-23 Oração para que Deus os defenda contra os inimigos zombeteiros

P: No Salmo 74:1-2, por que o autor acredita que Deus está abandonando Israel?

R: Este é um salmo do tipo “Por que e até quando?”. Tecnicamente, o salmo não está questionando o poder de Deus, mas Seu cuidado e Sua soberania. No entanto, Asafe sabe que não tem motivos para reclamar, mas está apenas perguntando se Deus se lembrará deles novamente. A idolatria e outras desobediências dos reinos de Israel e Judá seriam razões para Deus retirar Sua mão deles. Eventos como a destruição do templo sugerem que isso tenha ocorrido. Em geral, quando nos rebelamos contra Deus, sabemos que Ele pode nos disciplinar. Mas não devemos esquecer que Deus também deseja restaurar o relacionamento conosco.

P: No Salmo 74:6, o que é uma “obra esculpida”?

R: Apenas analisando a frase, poderiam existir três possibilidades:

Ídolo: Com base apenas nas palavras, isso poderia ser simplesmente um ídolo esculpido em madeira.

Painéis no templo: A NIV de 1985 traduz isso como “painéis esculpidos”, como os painéis de madeira no templo de Deus.

Painéis nas casas: Poderia tratar-se de painéis nas casas de pessoas abastadas.

No entanto, o contexto prova de forma conclusiva que se trata da segunda opção. Todo o salmo trata da destruição do Templo. Em particular, os versículos 3 a 7 mencionam a destruição do santuário. Assim, como as palavras podem ter vários significados, é importante ler os versículos adjacentes e o capítulo inteiro, e não apenas a frase.

P: No Salmo 74:8, quando os inimigos queimaram as sinagogas na terra?

R: Isso pode ser uma profecia sobre o exílio, ou sobre o que os filisteus fizeram, o que Jeroboão fez, ou este salmo pode ter sido escrito durante a invasão assíria.

P: No Salmo 74:14 e no Salmo 104:26, o que é o leviatã?

R: Embora alguns vejam o leviatã como um monstro marinho mítico, provavelmente tratava-se de um crocodilo do Nilo, conforme indica a nota de rodapé da NASB em Jó 41. Como os crocodilos vivem no Nilo, isso poderia ser uma metáfora para o Egito. O livro “Hard Sayings of the Bible” (p. 277-278) também afirma que, se o leviatã não for apenas uma metáfora literária, mas uma criatura conhecida, então o crocodilo provavelmente seria o animal correto.

O termo hebraico é “ltn”, pois foi escrito sem vogais. Na religião ugarítica, “Lotan” simbolizava as forças selvagens e malignas do mar.

P: No Salmo 74:15, por que as fontes são mencionadas aqui?

R: Israel recebia chuva sazonalmente, o que fazia com que muitos pequenos rios ficassem completamente secos durante certas épocas do ano. Mas, em contraste com isso, as nascentes borbulhavam água subterrânea quando os riachos superficiais estavam secos. Em nossa vida com Deus, não se trata apenas de Ele nos dar riachos de água, mas de Cristo nos dar riachos de água viva mesmo quando outras fontes estão secas.

Para colocar isso em termos modernos: quando o gramado de todos está bastante marrom no meio do verão devido a restrições de irrigação, e uma única casa tem grama abundantemente verde, ou há irrigação por gotejamento ou algo mais acontecendo ali. Seja o gramado verde no meio dos jardins marrons.

P: No Salmo 75:1-10, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este salmo forma uma espécie de par com o Salmo 74. O Salmo 74 levanta a questão, e o Salmo 75 fornece a resposta. O Salmo 75 é um quiasmo, assim como os outros salmos.

1 Ação de graças a Deus

- 2-5 Oráculo: Deus escolhe o tempo determinado

- 6-8 Oráculo: Deus oferece o cálice do julgamento

9-10 Cânticos de louvor a Deus

P: No Salmo 75:1, como podemos perceber hoje que as obras de Deus O revelam?

R: Romanos 1:20 afirma que é possível conhecer algo sobre Deus apenas por meio de Sua obra na criação. Há tantas coisas complexas e maravilhosas na natureza. Apenas para citar um exemplo, temos em nossos corpos algo extremamente complexo chamado sistema imunológico.

Os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, apresentam-se em oito variedades, todas criadas em nossa medula óssea. Quando uma célula sanguínea é “linfoide”, ela se transforma em um dos dois tipos de linfócitos; quando é “mieloide”, transforma-se nos glóbulos vermelhos e em todos os outros tipos de glóbulos brancos, exceto os macrófagos.

Os neutrófilos constituem metade dos glóbulos brancos e são os “primeiros a responder” do sistema imunológico. Eles tanto realizam o combate inicial quanto enviam sinais a outras células imunológicas para solicitar reforços. Um glóbulo branco neutrófilo vive por apenas cerca de oito horas, e seu corpo produz cerca de 100 milhões deles por dia a partir da medula óssea.

Os eosinófilos (e-o-SIN-a-filos) combatem parasitas, como vermes, bactérias e qualquer outra coisa considerada estranha, como alérgenos. Cerca de 5% dos glóbulos brancos são eosinófilos, e muitos deles estão presentes nos seus intestinos.

Os basófilos ajudam a combater infecções por meio da produção de histamina. Quando estão desequilibrados, podem provocar asma. Apenas cerca de 1% dos glóbulos brancos são basófilos.

Os linfócitos B são, na verdade, os responsáveis pela produção de anticorpos. Como explicou um cientista, é como se os linfócitos B ficassem à procura das substâncias mais letais em seu corpo e, ao encontrá-las, simplesmente lançassem um dardo vermelho com apenas uma ventosa na ponta, dizendo “pega-pega, é a sua vez”. Isso é tudo o que eles fazem; mas os outros glóbulos brancos se direcionam para esses dardos.

Os linfócitos T são as células “assassinas” que eliminam tudo aquilo a que os anticorpos se ligam.

Os monócitos são os “garimpeiros” do corpo, responsáveis pela limpeza das células mortas. Cerca de 5 a 12% dos glóbulos brancos são monócitos.

Os macrófagos M1 derivam dos monócitos, que se originam da medula óssea. São uma espécie de ameba capaz de flutuar por todo o seu sistema. Eles devoram células cancerosas, bem como bactérias e substâncias estranhas em geral. Apresentam antígenos aos linfócitos B para que os anticorpos possam começar a ser produzidos. O senhor possui muitos deles no esôfago, mas eles estão presentes em todas as partes do seu corpo. Eles provocam inflamação ao produzirem citocinas, que acionam o alarme para que o restante do seu sistema imunológico entre em ação. Eles metabolizam a arginina para produzir óxido nítrico, que destrói outras células.

Os macrófagos M2 são exatamente como os macrófagos M1, exceto que, em vez de causarem inflamação, reduzem a inflamação ao usar a arginina para produzir ornitina, que repara os danos causados pelo óxido nítrico.

As células dendríticas são os batedores desarmados do sistema imunológico. Elas também se originam dos monócitos. Sua pele possui até mesmo um tipo especializado de célula dendrítica chamado célula de Langerhans. Elas não matam nada, mas apresentam antígenos aos linfócitos B e T. Portanto, como não matam nada, tecnicamente não são chamadas de glóbulos brancos.

Então, sua contagem de glóbulos brancos está alta ou baixa? A qual dos oito tipos de glóbulos brancos o(a) senhor(a) se refere? Portanto, louve a Deus por ter criado cada um dos seus oito tipos de glóbulos brancos, e não se esqueça das células dendríticas!

Consulte, e para obter mais informações.

P: Em Salmos 75:2, como o julgamento de Deus tem um momento determinado?

R: Deus é paciente, mas Sua paciência tem limites, conforme 1 Tessalonicenses 2:16, esperando até que o pecado tenha sido levado à “sua medida plena”, conforme Gênesis 15:16.

P: No Salmo 75:2-10, como devemos reagir diante de uma crise?

R: Lembre-se e louve. Lembre-se e louve três coisas aqui.

a) Lembrem-se de que é Deus quem determina o momento de agir e julgar, conforme o Salmo 75:2-5.

b) Ninguém, do Oriente ao Ocidente, pode elevar ou abater uma pessoa sem que Deus o saiba e permita.

c) Independentemente de, ou apesar de, suas circunstâncias, cante louvores a Deus.

P: No Salmo 75:4-5, o que significa “não levante o chifre”?

R: Significa não proclamar em voz alta, nem lutar contra (seja fisicamente, seja verbalmente). O chifre era um símbolo de força, tanto ofensiva quanto defensiva. Neste contexto, significa vangloriar-se ou, de alguma forma, elevar-se acima dos outros. Aqueles que se exaltaram e se vangloriaram contra os outros, na verdade, se exaltaram contra Deus.

P: Em Salmos 76:1-12, qual é o resumo deste salmo?

R: O salmista está louvando a Deus pela maneira como Ele derrotou grandes exércitos, tanto no passado quanto recentemente. Uma lição que podemos aprender com este salmo é que, quando Deus nos livra de um problema, não devemos apenas agradecer e louvá-Lo uma única vez, mas repetidamente.

P: No Salmo 76:1-12, qual é a estrutura deste salmo?

R: Os intérpretes da Bíblia divergem, mas eis um esboço com quatro partes.

O esplendor de Deus é conhecido, mais do que as montanhas de presas

- 5-7 Deus repreende e deve ser temido

- 8-10 Deus julga, e até mesmo a ira O louvará

11-12 Dedique-se àquele que é grandioso

P: No Salmo 76:3, como devemos, hoje, louvar a Deus por destruir as armas de guerra dos inimigos?

R: Este salmo ecoa as libertações descritas no Livro dos Juízes ou nas batalhas de Davi, mas a ocasião aqui parece se referir principalmente à libertação de Jerusalém de Senaqueribe e dos assírios. Há três pontos a serem considerados aqui.

Não se tratava de um louvor contra inimigos pessoais, mas contra inimigos que se opunham a Deus. Assim como no fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, foi necessário o Dia D antes do Dia da Vitória.

Hoje podemos nos alegrar quando os planos ímpios são frustrados, mas também devemos “amar o pecador” e orar para que as pessoas ímpias se arrependam, venham a Cristo e vão para o céu.

O louvor não era dirigido principalmente contra o povo, mas sim contra os meios utilizados para atacar o povo de Deus — neste caso, a flecha, o arco, as carruagens e os cavalos.

P: Em Salmos 76:4, o que são “montanhas de presa”?

R: Vamos examinar as possibilidades primeiro e, em seguida, chegar a uma conclusão. Há cinco possibilidades para o significado desse versículo.

Montes de animais mortos: Esse é o significado mais literal.

Montanhas com abundância de animais de caça: A NIV 1985 segue essa interpretação, dizendo “montanhas ricas em caça”. O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento”, p. 850, também menciona essa visão.

Montanhas eternas: é o que diz a tradução grega da Septuaginta. A NRSV segue essa interpretação, com uma nota de rodapé indicando “montanhas de presa” no hebraico.

Montanhas onde você matou sua presa: A NET Bible

Montes de guerreiros inimigos mortos: O “Bible Knowledge Commentary: Antigo Testamento”, p. 850, menciona essa interpretação. É claro que, quando os anjos de Deus veem uma fortaleza lutando contra Deus, eles podem pensar: “esta é uma montanha de presas”.

De qualquer forma, todo o salmo não fala de caça a animais, mas de montes de guerreiros inimigos mortos; portanto, o último significado é o que melhor se encaixa com o restante do salmo. Mas pode haver uma reviravolta aqui. Quando os assírios sitiaram Jerusalém no topo do Monte Sião, eles poderiam ver o povo como se estivesse em uma “montanha de presas”. Mas quando Deus destruiu 185.000 soldados assírios, eles próprios se tornaram, de fato, a montanha de presas.

P: Em Salmos 76:10, de que forma a ira louva a Deus, e de quem é essa ira?

R: Há três maneiras de interpretar de quem é a ira mencionada aqui.

A ira das pessoas, embora não produza a justiça de Deus (Tiago1:20 ), ainda é usada por Deus, pois Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que O amam (Romanos8:28 ), como parte de Seu plano (Efésios1:11 ).

A ira de Deus julga a terra e os demônios e mantém a justiça de Deus no universo, conforme mostram o Salmo 50:1-6, o livro do Apocalipse, Mateus 25:31-46 e 2 Tessalonicenses 1:6-9.

Elas estão, de certa forma, interligadas. Até mesmo a ira das pessoas contra Deus pode, em última instância, ser utilizada para louvá-Lo. Quando o Faraó quis oprimir os israelitas, eles partiram; a ira de Deus recaiu sobre o exército egípcio, e os judeus louvam a Deus todos os anos na Páscoa. Quando Hamã quis exterminar os judeus na época de Ester, eles sobreviveram, Deus provocou a destruição de Hamã, e os judeus louvam a Deus todos os anos com o Purim. Quando Antíoco Epifânio profanou o Templo judaico, depois de expulsá-lo, eles comemoram todos os anos com o Hanukkah.

P: Em Salmos 77:1-20, qual é o esboço desse salmo?

R: Aqui estão dois esboços.

Suspiros

7-10 Afundando

11-15 Canto

16-20 Elevando-se.

Ou

1-2 Um grito de socorro

- 3-6 Recordando-se de Deus

- - 7-9 Perguntas

- 10-12 Recordando as obras poderosas de Deus

13-20 Confiança na ajuda de Deus

No entanto, o segundo esboço dedica 60% do Salmo a apenas um ponto.

Consulte o “Believer’s Bible Commentary”, p. 665, para o primeiro esboço, e o “The Expositor’s Bible Commentary”, vol. 5, p. 499, para o segundo.

P: Em Salmos 77:1-20, de que forma este salmo é um “espelho” do salmo anterior?

R: O salmo anterior era um louvor confiante pela libertação de uma grave ameaça que já havia passado há muito tempo. Este salmo é um louvor não tão confiante diante de uma ameaça atual. Quando o senhor se encontra em uma situação difícil e se sente tentado a perguntar “por que eu?”, eis algumas respostas possíveis.

Para fortalecer a perseverança do seu caráter.

Para que possa ensinar aos outros que estão observando você, tanto cristãos quanto não cristãos, como atravessar momentos difíceis apoiando-se em Deus.

P: No Salmo 77:4, quando você não consegue dormir, isso é sempre ruim?

R: Quando isso nos acontece, não há benefício algum em ponderar se é bom ou ruim. Em vez disso, seja qual for a situação em que se encontre, use-a para glorificar a Deus. Você pode refletir sobre sua vida, louvar a Deus e apresentar seus pedidos em oração a Ele.

P: No Salmo 77:5-6, como lembrar-se de coisas antigas pode ser uma ajuda e como pode ser um obstáculo?

R: Tudo depende do que você está relembrando e por que está relembrando. Veja a seguir como isso pode ser um benefício, seguido de um risco.

Benefício: Lembrar-se das promessas que Deus fez, das obras poderosas e maravilhosas de Deus, meditar em coisas nobres e puras (Filipenses 4:8-9)

Desvantagem: É ruim meditar em ídolos, em regras religiosas que não vêm de Deus ou em coisas perversas ou horríveis.

Ao lembrar-se de coisas antigas que reforçam o ódio ou o rancor, é melhor esquecer.

P: Em Salmos 77:7-10, por que Asafe parece perplexo no meio de seu louvor?

R: Asafe se lembra do que Deus fez e tem fé no que Deus está prestes a fazer. No entanto, Asafe se pergunta por que Deus está permitindo que as coisas continuem do jeito que estão neste momento. É seguro afirmar que Deus é mais paciente e está mais confiante no resultado do que o próprio Asafe.

P: No Salmo 77:10-15, como Asafe superou sua perplexidade?

R: Asafe diz quatro coisas distintas em um breve quiasmo.

Asafe lembrou-se de como Deus conduziu Seu povo no passado (77:10-11)

. Asafe meditou sobre Deus e Seus feitos (77:12)

. Asafe entrou no santuário (seja o santuário literal, seja o santuário de seu coração, para se aproximar de Deus) (77:13)

Asafe proclamou a grandeza de Deus (77:13-15)

P: No Salmo 77:1-12, conte o número de vezes que “eu” ou “mim” é usado e o número de vezes que “Deus” ou “Senhor” é usado. Agora faça o mesmo para o Salmo 77:13-20. O que há de interessante nisso?

R: “Eu” e “mim” predominam na primeira parte do salmo, quando o salmista está perplexo. “Deus” e “Senhor” predominam na última parte do salmo, onde o salmista vê a resposta.

P: Como o Salmo 78 se relaciona com os dois salmos anteriores?

R: O Salmo 76 louva a Deus por Sua libertação no passado. O Salmo 77 louva a Deus pela libertação futura durante os tempos difíceis que vivemos agora. O Salmo 78, de certa forma, une os dois e mostra, com exemplos históricos, como Deus pode ser louvado durante esses tempos difíceis. Em certo sentido, precisamos ser estudiosos da história, interpretada corretamente, para evitar cometer esses erros novamente.

P: Qual é a mensagem de Salmos 78:9-11?

R: Trata-se de uma lição dentro de outra lição. Poderia intitulá-la: “Lembre-se de Efraim”. Efraim representava o reino do norte, que Deus havia separado do reino do sul, de Judá. No entanto, eles mergulharam imediatamente na idolatria com os dois bezerros de ouro em Samaria e Dan. Ainda havia alguns crentes no Senhor em Efraim, mas não havia reis justos, e a maioria do povo ou simplesmente seguia os ídolos, ou tentava misturar a adoração aos ídolos com a adoração a Deus. Deus, com muita paciência, enviou-lhes profetas para alertá-los e, mais tarde, permitiu que provassem a amargura de seu afastamento. Mas, após um tempo suficiente, eles foram removidos, de forma permanente e irreversível.

Quando um crente se afasta completamente de Deus, Deus pode ser paciente com ele por algum tempo. Mas pode chegar um momento em que Deus o remova desta vida na Terra de forma permanente. Quando uma igreja, um povo ou uma nação que seguia a Deus se torna uma mistura de poucos que seguem e muitos que se afastam. Também nesse caso, Deus pode ser paciente com eles por algum tempo, mas a paciência de Deus com o pecado não é eterna. Então, pode chegar um momento em que a vida da pessoa, do povo ou da nação seja destruída.

P: Em Salmos 78:18, como os israelitas provocaram Deus ao pedir carne?

R: Este salmo apresenta uma terceira vertente, além do que foi abordado nos dois salmos anteriores. Nele está entrelaçada a disciplina de Deus por ocasião em que os israelitas se afastaram do Senhor. Durante o Êxodo, os israelitas estavam insatisfeitos por receberem maná todos os dias. Deus lhes deu carne, mas eles foram atingidos por uma praga depois de comerem.

Às vezes, hoje em dia, as pessoas podem ficar insatisfeitas com o que Deus lhes dá e reclamar porque querem mais. Deus pode conceder mais em resposta à reclamação, mas isso pode trazer problemas.

P: Em Salmos 78:18, o que podemos fazer para evitar ficarmos insatisfeitos com Deus hoje?

R: A insatisfação dos israelitas levou muitos a resmungar e alguns a se rebelarem abertamente. Mas uma pessoa ainda pode sentir essa insatisfação sem chegar a esses extremos, e é melhor interromper isso imediatamente. Observe que os israelitas no Êxodo não tinham dúvidas de que Deus existia; eles simplesmente não gostavam do que Deus estava fazendo em suas vidas.

Acreditamos realmente que o caminho de Deus é o melhor caminho? Podemos nos sentir tentados a pensar que nosso caminho é melhor, mas será que realmente acreditamos que podemos ver e pensar melhor do que Deus? Haverá momentos em que não compreenderemos por que determinada porta foi fechada, mas precisamos ter fé, não apenas de que Deus está presente, não apenas de que Deus cuida de nós, mas de que o caminho de Deus é o melhor caminho.

Por que sentiríamos que precisamos de felicidade ou “alegria” sem Deus? Há muitas, muitas coisas no mundo que têm o apelo tentador e sedutor de nos trazer felicidade, mas que Deus não quer que busquemos. Muitas delas são mentiras vazias. Outras, porém, podem de fato nos fazer sentir mais felizes, pelo menos por um tempo. Mas Deus, que tudo vê, nos ordena que não busquemos a alegria que vai contra o que Ele ordenou.

A sua alegria é o seu objetivo final? Espero que não; pois, se o senhor buscar isso sem Deus, nunca o alcançará. Deus nos dá alegria e satisfação como um resultado natural de vivermos de maneira que Lhe agrade. Mas nosso objetivo deve ser, em primeiro lugar, amar a Deus e, em seguida, amar os outros, e não nossa própria felicidade egoísta.

Talvez Deus tenha sua mente, porque você tem fé. Mas será que Deus também tem seu coração? Você é leal a Deus, mas será que também se entusiasma com Deus?

P: Em Salmos 78:25, os anjos comem maná?

R: O maná veio milagrosamente de Deus e era chamado de pão do céu. Embora seja possível que os anjos comam maná, é muito mais provável que se trate de uma metáfora.

P: No Salmo 78:36-37, quais são as características de um arrependimento insincero?

R: É um arrependimento motivado exclusivamente pela intenção de evitar consequências negativas. A pessoa pode estar tentando enganar os outros, tentando enganar a Deus ou até mesmo tentando enganar a si mesma.

P: No Salmo 78, versículos 36-37, quando nos arrependemos, qual é a importância de nos livrarmos de algo que nos incentive a pecar?

R: Se tivermos um arrependimento verdadeiro, e não um arrependimento falso com o qual possamos nos enganar, desejaremos nos livrar de tudo o que possa nos tentar a seguir esse caminho novamente. Se o senhor tiver um livro, um vídeo ou algo que possa incentivar alguém a pecar, não se livre disso vendendo-o para uma livraria de livros usados. O senhor precisa jogá-lo no lixo.

P: Em Salmos 78:49, como Deus envia anjos destruidores?

R: Não se trata de anjos moralmente maus, mas sim de anjos destruidores que trazem morte e calamidades físicas.

P: Em Salmos 78:65-69 e Salmos 78:70-72, isso se refere ao período após o exílio ou após a guerra civil entre as casas de Davi e de Saul?

R: Trata-se de uma narrativa que reúne eventos semelhantes, não de um período cronológico específico. Os versículos 70-72 referem-se ao fim de uma longa guerra civil vencida por Davi. Já os versículos 65-69 podem se referir a isso, mas também podem indicar o momento em que Efraim foi destruído (não apenas derrotado) pelos assírios e Judá sobreviveu milagrosamente, retornando posteriormente do exílio.

Conforme afirma o New International Bible Commentary, p. 611: “Assim, o salmista traça a história conturbada de sua nação até o ponto que estabeleceu um padrão para o presente. Ele [o salmista] enfrentou as surpresas da história e descobriu que o rio sinuoso do propósito de Deus acabou dominando o terreno da rebeldia humana. Ele não consegue enxergar além da curva para os mistérios que se encontram à frente...”

P: Em Salmos 79:1-5 e Salmos 80, quando é que Asafe viu Jerusalém profanada?

R: Primeiro, o que não é a resposta; em seguida, cinco respostas possíveis.

Profanada (não é a resposta): Como Asafe viveu na época de Davi e Salomão, ele não viu Jerusalém ser destruída, mas pode tê-la visto profanada por ídolos quando Salomão e os reis posteriores construíram altares idólatras em Jerusalém. No entanto, nesses dois salmos, Jerusalém não apenas é profanada, mas também é destruída por estrangeiros.

Profecia: Há muitas profecias nos Salmos, e esta pode ser uma profecia sobre o momento em que os babilônios destruiriam Jerusalém.

Deuteronômio 31:15-29 diz que os israelitas seriam conquistados e exilados. Na época de Davi, Asafe não precisaria de um dom profético para compor um cântico sobre a destruição de Jerusalém; bastava-lhe ler as escrituras em Deuteronômio.

A respeito de Asafe: A palavra hebraica para “de” tem um significado muito amplo e pode significar “a respeito de” ou “para”, assim como “de”. Talvez o próprio Asafe não tenha sido o autor.

Título incorreto: Os títulos dos Salmos provavelmente foram acrescentados posteriormente e não são necessariamente parte das Escrituras. Os títulos no texto massorético hebraico que temos hoje frequentemente diferem dos títulos da Septuaginta. Não sei quais eram os títulos nas cópias dos Salmos encontradas entre os Manuscritos do Mar Morto.

Outro Asafe: Talvez alguém chamado Asafe tenha sido, de fato, o autor, mas trata-se de um homem que viveu muito depois do Asafe que serviu sob Davi e Salomão. Certamente seria razoável que muitas pessoas recebessem o nome desse homem piedoso.

P: Em Salmos 79:1-3, como podemos orar quando tudo está em ruínas?

R: Este salmo apresenta semelhanças com os salmos 44 e 74, exceto que o Salmo 44 enfatiza a afronta ao povo, o Salmo 74 enfatiza a destruição do lugar santo de Deus e o Salmo 79 enfatiza a profanação do lugar santo de Deus. Esta não foi uma oração em uma situação de perigo (uma “oração de medo”, para aqueles de origem muçulmana). Trata-se, ao contrário, de uma oração proferida depois que o pior já havia ocorrido. Ela reconhecia a Deus, compreendia que Deus estava irado por causa da desobediência do povo e perguntava quanto tempo levaria para que Deus restaurasse a situação.

P: Em Salmos 79:1-3, de que maneira algumas pessoas têm profanado os lugares sagrados hoje em dia?

R: O salmista se sentia ofendido porque pessoas ímpias haviam tomado posse dos locais onde Deus era adorado e Sua palavra era ensinada. Da mesma forma, devemos nos sentir ofendidos quando pessoas ímpias tomam posse de igrejas e seminários cristãos que antes acreditavam na Bíblia e os transformam em uma caricatura do que eram, cristãos apenas no nome.

P: No Salmo 79:2-3, o que é a presa ou os abutres, tanto naquela época quanto hoje?

R: Os abutres se destacavam porque havia muitos cadáveres não enterrados dos quais se alimentavam. Os sobreviventes estavam ou eram escravizados ou estavam ocupados demais tentando sobreviver para impedir que os corpos simplesmente apodrecessem ao sol. Como Jesus disse em Mateus 24:28: “Onde houver um cadáver, ali se reunirão os abutres.” (BSB). Quando há instituições e culturas mortas e em decomposição hoje em dia, elas não permanecem estagnadas. Metaforicamente, abutres necrófagos virão se alimentar da situação. Quando aqueles que deveriam respeitá-lo o deixam apodrecer, outros perceberão a situação.

P: O que Salmos 79:5-9 diz sobre esquecer e lembrar?

R: O salmista está pedindo duas coisas a Deus: que Ele se lembre deles e que esqueça (e perdoe) seus pecados.

P: Por que o Salmo 79:6-7 é muito semelhante a Jeremias 10:25?

R: Não sabemos, mas pode ser que Jeremias tenha extraído essa ideia dos Salmos, ou então que este salmo tenha sido composto posteriormente, e o salmista tenha ecoado as palavras de Jeremias. Talvez a primeira hipótese seja mais provável.

P: Em Salmos 79:10,12, o que o salmista está orando a respeito das outras nações?

R: O Salmo 79:10 se assemelha um pouco ao profeta Habacuque, que perguntou por que as nações mais ímpias que atacaram Israel não foram punidas também. Enquanto ele ora pela vingança de Deus contra aqueles que atacam o povo de Deus, nós, por outro lado, devemos orar pela salvação de nossos perseguidores.

P: No Salmo 80:2, como essa oração é relevante para o mundo ocidental hoje?

R: As tribos do norte, incluindo Efraim, Manassés e Benjamim, seguiram a Deus sob o reinado de Davi, mas, sob o reinado de Jeroboão, voltaram-se para os ídolos. No deserto, essas três tribos foram as que marcharam à frente da arca. Ora, pelo menos as duas primeiras estavam na vanguarda da marcha em direção aos ídolos. Agora, o salmista está orando para que Deus as proteja. No final, no Salmo 80:18-19, ele também está orando por reavivamento e restauração.

Historicamente, a tribo de Benjamim seguiu com Judá e, quando os exilados retornaram, muitas pessoas de Benjamim também voltaram. Mas o restante das tribos do norte não se voltou para Deus e, embora Deus tenha sido paciente com elas por muito tempo, no fim Ele não protegeu Seu povo, que se havia voltado para os ídolos.

O salmista percebe que a nação foi devastada e que foi Deus quem retirou Sua proteção e permitiu que fossem devastados.

A Europa e a América, no passado, tinham igrejas espiritualmente vibrantes e enviaram muitos missionários. Hoje, há muitas igrejas espiritualmente mortas, assim como igrejas vibrantes. Podemos orar para que Deus proteja nosso país, mas, como mostra este salmo, se o povo se recusar a voltar-se para Deus, Ele poderá responder a essa oração com um retumbante “NÃO”. Nos Estados Unidos, cantamos o hino “God Bless America”. Mas talvez devêssemos perguntar, como dizia um outdoor: “Será que os Estados Unidos abençoam a Deus?”

Muitos nos Estados Unidos se afastaram de Deus. Mas até mesmo os cristãos podem sucumbir às tentações do ódio, da imoralidade (tanto a homossexualidade quanto as relações heterossexuais fora do casamento), do racismo, do aborto e da total indiferença em relação aos pobres.

P: Em Salmos 80:4, como Deus pode ficar irado com as orações que Lhe dirigem?

R: Esse é um ponto-chave que se encontra apenas aqui, nos Salmos, e em Provérbios 28:9, embora seja sugerido em Tiago 4:2-4. Mesmo quando oram a Deus, podem estar orando apenas por seus próprios desejos egoístas, como Tiago 4:3 nos adverte. É bom orar a Deus, mas certifique-se também de que suas orações sejam agradáveis a Deus.

P: Em Salmos 80:8-11, o que a videira simboliza aqui?

R: A videira aqui simboliza Israel. Uma plantação foi trazida do Egito, cresceu poderosamente em Canaã e, por fim, foi enfraquecida pelos adversários e levada ao exílio. Como um viticultor, Deus plantou, regou e cuidou cuidadosamente da videira do Seu povo.

Por falar em videiras, o Império Assírio também cresceu rapidamente e depois pereceu com a mesma rapidez. Talvez a videira sobre Jonas tenha prenunciado isso em Jonas 4:6-7.

O comentário judaico do Targum sobre Salmos 80:15 e seguintes apresenta “o Messias” em vez de “esta videira”. Isso provavelmente se deve ao fato de que Salmos 80:17, “o homem à sua direita, o filho do homem”, se refere ao Messias.

P: Em Salmos 80:13, em que sentido a destruição se assemelha à de um javali?

R: Os javalis, com suas presas, são hábeis em cavar. Eles podem desenterrar uma planta apenas por diversão ou apenas para comer a raiz. Enquanto isso, o restante da planta, que talvez não estejam comendo, morre porque apenas a raiz foi devorada. Alguns podem destruir “apenas por diversão”, e outros podem destruir apenas uma parte essencial de algo, o que tem o efeito de destruir a coisa inteira.

P: No Salmo 80:15, quem é o ramo aqui?

R: Os targums judaicos interpretaram o ramo, aqui e em outros trechos, como o Rei Messias. No entanto, nos versículos 15 e 16, parece que a videira e o ramo representam Israel, pois o ramo é queimado pelo fogo e cortado.

P: No Salmo 80:19, como e quando devemos fazer orações de restauração?

R: Depois que nós, ou um povo, recebemos disciplina ou castigo pelos pecados cometidos, podemos orar a Deus por restauração. Ao mesmo tempo em que reconhecemos o pecado, ainda podemos orar pela misericórdia de Deus. Deus é Deus sobre tudo; “Senhor Deus dos exércitos” também pode ser traduzido como “Senhor Deus das hostes”.

P: No Salmo 81:1-16, qual é a estrutura desse salmo?

R: Os versículos 1-5 constituem uma unidade independente, e os versículos 6-16 formam um quiasmo.

6-7 O cuidado de Deus no passado

. 8-10 Chamado para ouvir: Nenhum outro deus!

. . 11-12 Mas Israel não quis ouvir

. 13 Chamado para ouvir: Andem nos caminhos de Deus!

14-16 Então Deus subjugaria seus inimigos e os abençoaria

P: No Salmo 81:1-5, de que forma o louvor pode ser sincero ou insincero?

R: Aparentemente, este salmo foi escrito para ser cantado durante a Festa das Cabanas, descrita em Levítico 23:33-36; 39-43, quando todo o povo de Israel se encontrava em clima festivo. No entanto, a Festa da Expiação ocorria logo em seguida, de modo que o Comentário de Keil-Delitzsch sobre o Antigo Testamento, vol. 5, parte 2, p. 391-392, considera que não se tratava da Festa das Cabanas. Independentemente disso, quando todas as pessoas parecem estar louvando ao Senhor, é bom fazer essa pergunta.

Seja o louvor sincero ou insincero, a habilidade, a melodia e a música podem ser as mesmas, mas o seu coração está agradecido pela provisão de Deus para você e para o Seu povo, ou você considera a graça e a proteção de Deus como algo garantido? Como alguém disse a respeito do dom da salvação de Jesus: “É gratuito, mas não foi barato.” Custou a morte de Jesus na cruz por nós. O senhor tem o desejo de conhecer melhor a Deus e de se aproximar mais Dele, ou está satisfeito onde está?

P: Em Salmos 81:6-26, por que as pessoas, tanto naquela época quanto hoje, às vezes consideram Deus, Sua misericórdia e Sua graça como algo garantido?

R: Faz parte de nossa natureza caída ignorar ou minimizar as coisas com as quais sempre podemos contar e dar atenção especial às coisas com as quais não podemos. 2 Coríntios 6:2, citando Isaías 49:6, diz que “agora” é o tempo aceitável, no dia da salvação. Não adie a sua reconciliação com Deus para mais tarde.

Infelizmente, as pessoas não apenas costumam tratar Deus dessa maneira, mas também subestimam os outros.

P: Em Salmos 81:9, o que é um “deus estranho” neste contexto?

R: Trata-se de um deus idólatra que eles não conheciam. A Bíblia NET e a NIV 1985 traduzem isso como “deus estrangeiro”.

P: Em Salmos 81:13-14, por que Deus subjuga seus inimigos e, às vezes, não o faz?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

1. O Salmo 81:13-14 responde a isso dizendo que Deus escolheu basear Sua subjugação na submissão deles. Se apenas ouvíssemos a Deus, quantos problemas seriam muito mais fáceis de resolver. Como diz um hino cristão:

 “Oh, quanta paz muitas vezes perdemos,

 Oh, que dor desnecessária suportamos,

 tudo porque não levamos

 tudo a Deus em oração.”

2. No entanto, nem todo sofrimento é desnecessário ou deve ser evitado. Paulo sofreu nas mãos de homens pecadores. Ele percebia que seu sofrimento pelo evangelho levaria muitos à fé (Colossenses 1:24; Filipenses 1:12-14, 21).

3. Por fim, o livro de Jó mostra que os crentes obedientes às vezes sofrem por motivos que não conseguem compreender. Podemos ter certeza de que a perseverança de um crente obediente sempre glorifica a Deus (2 Pedro 4:7).

P: Em Salmos 81:13-16, de que maneira as promessas de Deus são, por vezes, condicionais?

R: Eles precisavam se comprometer com a revelação de Deus para que essa revelação lhes fosse concedida. Se não cumprirmos as condições, a bênção não se concretiza.

P: Em Salmos 82:1-8, qual é o ponto principal?

R: Embora este salmo também contenha uma advertência, trata-se principalmente de uma expressão de decepção e pesar por parte de Deus. Esses homens julgavam as pessoas como representantes de Deus. Não apenas representavam a Deus na terra, mas faziam parte do povo visível de Deus, com a promessa da vida eterna. Por meio de sua própria desobediência e maldade, eles estavam pervertendo a justiça como juízes de Deus e, a menos que se arrependessem, pereceriam eternamente.

Hoje, alguns podem fazer parte da igreja visível de Deus e ouvir a mesma mensagem que os eleitos de Deus aqui. No entanto, isso não terá valor algum para eles, pois não a combinaram com a fé (Hebreus 4:2). Deus pode sentir arrependimento, como fez em Gênesis 6:5-8 e Mateus 23:37-39.

P: Em Salmos 82:1-8, qual é a estrutura desse salmo?

R: Trata-se de um quiasmo, que se apresenta da seguinte forma:

1 Deus agora julga entre esses “deuses” menores

. 2 Deus os está interrogando

. . 3-4 Deus espera que eles façam justiça

. . 5 Deus condena a ignorância deles em relação à justiça

. 6-7 Deus os condena

8 O julgamento de Deus sobre a terra, que Lhe pertence

P: Em Salmos 82:1, 5-7; 86:8, quem são os “deuses” mencionados aqui?

R: Três pontos a serem considerados na resposta, seguidos do que não é a resposta.

As características desses “deuses” aqui são as seguintes:

(82:1) Eles são julgados pelo Deus verdadeiro

(82:2) Eles defendem os injustos e demonstram parcialidade para com os ímpios

(82:5) São aqueles que nada sabiam e andavam nas trevas

(82:9) São chamados de deuses por serem filhos do Altíssimo, mas morrerão como homens comuns.

Ninguém gostaria de ser um deus como uma dessas pessoas.

A palavra hebraica aqui é Elohim, que é a forma plural de el. Assim como a palavra em inglês “God/god” pode significar deus verdadeiro ou falso, a palavra chinesa sheng pode significar deus verdadeiro ou falso, a palavra hebraica (e aramaica) “el” pode significar deus verdadeiro ou falso.

Um terceiro sentido da palavra “el” ou “elohim” é o de uma pessoa que representa Deus perante o povo. Essa palavra é usada para se referir a juízes humanos em Êxodo 21:6; 22:8,9. Consulte *The Bible Knowledge Commentary: Old Testament*, p. 854; *The Believer’s Bible Commentary*, p. 674-675; *The New Geneva Study Bible*, p. 845; *The NIV Study Bible 1985*, p. 873-874; *1001 Bible Questions Answered*, p. 21, 314-315; Quando os Seguidores de Seitas Perguntam, pp. 65-66, e especialmente em “Ditos Difíceis da Bíblia”, pp. 279-280, para mais informações sobre o assunto.

Não é a resposta: A Nova Bíblia de Estudo de Genebra, p. 845, também menciona que alguns interpretam isso como uma referência a poderes angelicais ou divindades subordinadas a Yahweh. O “Comentário do Conhecimento Bíblico: Antigo Testamento”, p. 854, afirma que foi assim que a tradução siríaca interpretou o texto. No entanto, isso não pode se referir a poderes angelicais benéficos, pois esses deuses são desobedientes e morrerão como homens comuns. Também não pode se referir a demônios, já que os demônios não têm a função de defender os injustos ou demonstrar parcialidade para com os ímpios, e eles também não morrerão fisicamente como homens comuns.

O “New International Bible Commentary”, p. 614, afirma que estes são os deuses das nações. No entanto, essa provavelmente não é a resposta, pois não ficaria claro como esses ídolos morrem como homens comuns.

P: Em Salmos 82:1-6, isso demonstra que existem muitos deuses?

R: Não, apenas que há muitos que são chamados de deuses. Observe as características perversas desses homens e sua morte como homens comuns. Alguns mórmons utilizam essa passagem para tentar provar que há muitos deuses; no entanto, nenhum mórmon em sã consciência desejaria ser um deus como esses.

Tertuliano abordou essa objeção pela primeira vez em *Contra Marcião* 1:7 (207 d.C.), e sua resposta ainda é válida hoje. Aqui está um trecho: “Se a identidade dos nomes sugere uma presunção em favor da igualdade de condição, quantas vezes servos inúteis se pavoneiam insolentemente em nome de reis — seus Alexandres, Césares e Pompeus! Esse fato, no entanto, não diminui os atributos reais da pessoa real. Mais ainda, os próprios ídolos dos gentios são chamados de deuses. No entanto, nenhum deles é divino pelo simples fato de ser chamado de deus.”

P: Em Salmos 82,3-4, quais são as nossas obrigações em relação à defesa dos pobres, dos órfãos, dos aflitos e dos necessitados?

R: Em muitos trechos das Escrituras, Deus nos ordena que façamos o seguinte:

Ajudar os pobres: dar-lhes esmolas é uma maneira. Mas outras maneiras, talvez melhores, incluem pagá-los de forma justa pelo seu trabalho e pelo que vendem. Em outras palavras, ao negociar com alguém que é pobre e está desesperado, você deve “deixar um pouco de dinheiro na mesa” e não barganhar com toda a dureza possível. Veja Provérbios 21:13; 22:9; 31:9,20; Lucas 14:13; Atos 9:36; 10:4; 24:17; Romanos 15:26; Gálatas 2:10; Tiago 2:15-16; 1 João 3:17; (implícito) 1 Coríntios 13:3

Alimentar os famintos: Isaías 58:7; Ezequiel 18:7,16; Mateus 25:35-44; Provérbios 25:21; Romanos 12:20 (implícito, inimigo)

Ajudar os órfãos: Levítico 24:22; Deuteronômio 24:17,19-21; 14:29; 26:12-13; 27:19; Jeremias 22:3; 7:6; Zacarias 7:10; Salmos 94:6; 146:9; Malaquias 3:5; Isaías 1:23 (implícito); 1 Timóteo 5:3; Tiago 1:27

P: No Salmo 82:4, quais imperativos nos obrigam a libertar os oprimidos das mãos dos ímpios, quando isso parece exigir ação militar?

R: Um país deve ser muito, muito cauteloso ao resolver um problema por meio de ação militar. Às vezes, ao tentarmos ajudar a situação, acabamos por piorá-la. O que pode ser feito com motivos que parecem bons pode, na verdade, degenerar em vingança e ódio. Tiago 1:20 diz que a ira do homem não produz a justiça de Deus.

Como exemplo de algo que, de certa forma, funcionou, os cristãos no sul do Sudão e os muçulmanos em Darfur, no oeste do Sudão, foram perseguidos pelo governo e pela população do restante do Sudão. O Sudão era o país onde a escravidão é praticada hoje mais do que em qualquer outro país. As Nações Unidas, sem invadir o Sudão, trabalharam para separar o Sudão do Sul como um país independente. Foram utilizadas forças de paz da ONU, mas o próprio Sudão não foi invadido. Isso funcionou de certa forma, pois Darfur, que possuía algumas reservas de petróleo, não foi separado, e tem havido uma guerra civil no Sudão do Sul.

P: No Salmo 82:5, o que é “ignorância inocente” e quais são os três tipos de “ignorância culpada”?

R: Aqui estão alguns tipos de ignorância.

A ignorância inocente ocorre quando a pessoa não teve oportunidade de saber algo ou não sabia que precisava saber algo.

Mas não é inocente se a informação estava disponível para que o senhor aprendesse e o senhor não se esforçou para aprendê-la. Pense no adulto nos Estados Unidos que nunca ouviu o evangelho porque mudava de canal no rádio ou na TV sempre que algo cristão era transmitido.

Pior ainda é quando lhe falam de algo, mas o senhor opta por ignorá-lo.

Ou quando não conhece a verdade sobre algo porque lhe ensinaram e você acreditou em algo totalmente errado.

O pior de tudo é quando o senhor quer impedir que seus filhos e outras pessoas aprendam.

P: Em Salmos 82:8, como Deus “destroniza” os ídolos e outras autoridades terrenas, hoje e ao longo da história?

R: Este salmo tem ampla aplicação. Embora certamente se refira aos ídolos pagãos e aos cleros que se beneficiam deles, ele também se aplica a quaisquer autoridades que não reconheçam a Deus. Pode se referir a nações, universidades e outras instituições. Pode se referir a igrejas e denominações que se afastaram de Deus.

Após os primeiros escritores da Igreja, surgiram várias epístolas falsas que alegavam ter sido escritas por Paulo, Pedro, Tiago e até mesmo Pôncio Pilatos. Existem mais de 70 evangelhos apócrifos, se contarmos os “evangelhos” que vários gnósticos propuseram. Muitos deles vieram das regiões da Síria e do Egito. Tudo isso chegou ao fim quando os muçulmanos conquistaram a Síria e o Egito. A promessa de que Deus preservará Sua palavra soa, à primeira vista, como uma promessa calorosa e reconfortante de que Deus protegerá esses escritos. Mas outra maneira de encarar essa promessa é que Deus destruirá qualquer coisa e qualquer sociedade que produza falsificações da palavra de Deus.

P: Em Salmos 82:8, quando devemos pedir a Deus que julgue?

R: Isso ocorrerá plenamente quando Jesus retornar; portanto, na prática, trata-se de orar “venha o Teu reino” ou “vem, Senhor Jesus”, conforme Apocalipse 22:20 e seguintes. Mas, em um sentido limitado, Deus já julgou e ainda julga as autoridades terrenas atualmente. Devemos orar para que Deus julgue agora, quando as autoridades estão oprimindo as pessoas e impedindo-as de ouvir o evangelho. Por fim, devemos lembrar que ninguém realmente levará todas essas autoridades à justiça, exceto Deus.

P: Em Salmos 83:1-18, qual é o ponto principal do salmo?

R: Trata-se de um nível nacional, não pessoal. É uma oração contra dez inimigos do povo de Deus. Envolve relatar a Deus o que essas pessoas fizeram e planejaram fazer, pedindo a Deus que interceda para protegê-los, com ênfase no fato de que esses não são apenas seus inimigos, mas inimigos de Deus.

Uma ocasião em que isso aconteceu foi em 28 de maio de 1967, quando Egito, Síria, Iraque, Argélia, Sudão, Kuwait, Arábia Saudita e Marrocos se aliaram para empurrar Israel para o mar. No entanto, em seis dias a guerra terminou, e Israel saiu vitorioso. Isso envolveu alguma criatividade, como transformar um canhão antiaéreo em um canhão antitanque, mas, no fim, os árabes se retiraram. Mesmo quando se sentir sitiado, nunca desista.

P: Em Salmos 83:1-18, qual é a estrutura desse salmo?

R: Trata-se de um quiasmo, com a seguinte forma.

1. Ore para que Deus aja

. 2-4 As artimanhas dos inimigos

. . 5-8 Grandeza da oposição unida

. . 9-12 Trate-os como os inimigos de Israel no passado

. 13-16 Transforme-os em palha ao vento, ao fogo ou à tempestade

17-19 Orando para que eles sejam envergonhados, a fim de glorificar-Te, ó Deus

P: Em Salmos 83:1, por que Deus às vezes permanece em silêncio?

R: Não podemos detalhar cada caso específico, mas, em geral, há uma variedade de razões relacionadas a nós, às circunstâncias e a Deus.

Nós:

1. Não devemos gastar com nossas paixões. Tiago 4:3

2. Os pedidos devem ser por coisas boas. Mateus 7:11

3. Não é da vontade de Deus que as tenhamos. Marcos 14:36

4. Temos que esperar. Daniel 10:12-14

5. Nossas orações são simplesmente repetições vãs. Mateus 6:7

6. No entanto, temos que persistir [de forma significativa]. Lucas 11:5-10, 18:1-7

7. Acumulamos pecado em nossos corações (Salmos 66:18-19), fazemos ouvidos moucos aos pobres (Provérbios 21:13) ou somos ímpios (Provérbios 15:29; Isaías 59:1-3). Deus não nos ouve quando optamos por não ouvi-Lo.

8. Precisamos de autocontrole. 1 Pedro 4:7

9. Pecamos, por exemplo, ao dar início ao divórcio. Malaquias 2:13-14

10. Ignoramos Deus e Sua lei. Zacarias 7:13; Provérbios 28:9

11. Ignoramos o clamor dos pobres. Provérbios 21:13

12. Somos indelicados com nossas esposas. 1 Pedro 3:7

13. Deus não os ouvirá se ainda estiverem adorando ídolos. Ezequiel 8:8-18

14. Suas mãos estão manchadas de sangue. Isaías 1:15

Circunstâncias:

1. No tempo certo, Deus poderá atender à oração, mas talvez agora não seja o momento adequado.

2. Pode ser que precisemos mudar de alguma forma, ou que outra pessoa precise mudar.

Deus:

1. Deus pode estar respondendo à nossa oração com um “não”

2. Deus pode estar nos testando.

Às vezes, como mostram o livro de Jó e Daniel 1:2-3, 12-14, não temos absolutamente nenhuma ideia do que está acontecendo nos bastidores. Mas sabemos que nossa paciência e perseverança glorificam a Deus (2 Pedro 4:7).

P: No Salmo 83:1, quando devemos orar para que Deus não fique em silêncio e não permaneça inerte?

R: Podemos orar para que Deus aja quando nos sentimos cercados e encurralados, mas esse não é o único ponto aqui. Devemos orar para que Deus faça algo quando a honra de Deus estiver em jogo. Podemos orar para que as instituições que desejam envergonhar a Deus sejam, ao contrário, envergonhadas.

Nós, cristãos, como crentes após a vinda de Jesus, devemos perdoar nossos inimigos e orar por nossos perseguidores. Mas, assim como o salmista, ainda podemos orar contra instituições e autoridades que se opõem a Deus.

P: Em Salmos 83:5-8, qual é o objetivo de mencionar todos esses povos?

R: Esses dez povos são muitos; o autor sente-se cercado. Pior ainda, muitos deles estavam agindo em conjunto contra o povo de Deus. Mas quando o senhor se sentir cercado e em desvantagem, faça três coisas

a) Volte-se para Deus

b) Lembre-se de como Deus lidou com opressões passadas, como o grande número de midianitas

c) Ore para que Deus aja.

P: No Salmo 83:6, quem são os hagarenos/hagritas?

R: Não sabemos muito sobre os hagritas. Os hagritas foram derrotados pelas duas tribos e meia israelitas que viviam na região da Transjordânia. Consulte a discussão sobre 1 Crônicas 5:10, 19, 20 e 22 para obter informações sobre as inscrições assírias e os hagritas.

P: No Salmo 83:9-13, por que Deus julgou os midianitas, Sísera e Jabim neste contexto?

R: De acordo com este salmo, não se tratava apenas de que eles quisessem subjugar Israel ou obter tributo deles. Eles queriam “as pastagens de Deus”. Isso se tornou uma questão da honra de Deus, não apenas do desconforto de Israel.

P: No Salmo 84:1, como devemos cultivar o anseio de estar com Deus no céu?

R: Não se trata tanto do nosso amor em geral, mas sim do nosso anseio. Estamos famintos e sedentos por Deus, mais do que por outras coisas? Se o(a) senhor(a) está ansioso(a) pela comunhão com outros crentes todos os domingos, isso é ótimo. Mas se o(a) senhor(a) está mais ansioso(a) para que o culto termine, então precisa refletir e perguntar-se onde está o seu coração. Você anseia por estudar a Palavra de Deus e orar, ou considera isso uma tarefa árdua? Se for uma tarefa árdua, ainda assim é bom ter autodisciplina para realizá-la, mas quão melhor seria se fosse uma alegria, e não uma tarefa árdua.

Há nove títulos para Deus neste salmo. Um deles, bastante interessante, é “Senhor dos exércitos” ou “Senhor das hostes”. Isso implica que Deus é o Senhor de um número imenso de seres, incluindo anjos que não vemos. Também há um aspecto militar, pois Deus trava guerra contra as forças que se opõem a Ele.

P: Em Salmos 84:3-4, quais são as três coisas que este texto diz sobre todos terem um lugar?

R: O primeiro ponto é que tudo tem um lugar onde deve estar, um lar para onde pertence. Mesmo nos terrenos do templo em Jerusalém, pode haver pássaros fazendo ninhos no alto. O segundo ponto é que não temos um lar neste mundo; nosso lar está na casa de Deus no céu. O terceiro ponto é que a maioria das coisas, incluindo os pássaros, possui um “instinto de retorno ao lar”. Como crentes, temos hoje um “instinto” de nos aproximarmos de Deus ou de nos afastarmos Dele? Temos um anseio de ter comunhão com outros crentes, tanto na igreja quanto em reuniões menores, em vez de um anseio de estar em bares ou outros locais?

P: Em Salmos 84:4-6, os peregrinos que passam por Ba’aca [supostamente] outro nome para Meca, referem-se aos muçulmanos?

R: Não, não há evidência de que Ba’ca seja Meca. Embora a Bíblia de Estudo NIV de 1985, p. 875, e a Nova Bíblia de Estudo de Genebra, p. 847, afirmem que não sabemos a localização atual, o Salmo 84:4-6 descreve um lugar de nascentes e chuvas de outono que o cobrem de lagoas. A palavra hebraica Baca pode significar “choro” ou “árvores de bálsamo”. O Salmo 84:10b diz: “Prefiro ser porteiro na casa do meu Deus do que habitar nas tendas dos ímpios”. Os muçulmanos, porém, realizaram muitos ataques surpresa e incursões. Vejamos alguns dos vales e oásis que foram alvo de incursões por parte de pessoas ímpias.

Eles atacaram os Banu Mustaliq enquanto estes cometiam o “erro” de pastar descuidadamente seu gado. Diz-se que eles tinham “excelentes mulheres árabes” com as quais os soldados muçulmanos mantiveram relações sexuais posteriormente. Sahih Muslim, vol. 2 (O Livro do Casamento), cap. 560, n.º 3371, p. 733-734; vol. 3 (Livro Relativo às Decisões Judiciais), cap. 704, n.º 4292, p. 942; Abu Dawud, vol. 2, n.º 227, p. 727-728; al-Tabari, vol. 39, p. 57

Os muçulmanos lançaram um ataque surpresa contra um rei [chefe] cristão de Dumah, que não suspeitava de nada, e o mataram. Al-Tabari, vol. 9, p. 58-59.

Expedição contra a tribo dos Banu Lihyan em 627 d.C. (6 d.H.) al-Tabari, vol. 8, p. 42-43

Expedição contra Dhu Qarad em 627/628 d.C. (6 da Hégira). Al-Tabari, vol. 8, p. 43-44

O exército de Zayd b. Harithah invadiu al-Fadafid, reuniu os homens e o gado e matou al-Hunayd, seu filho e outras três pessoas no ano 10 da Hégira. al-Tabari, vol. 9, p. 100-101.

Guerra contra a tribo dos Juhaina. Sahih Muslim, vol. 2 (Livro da Oração), cap. 296, n.º 1827, p. 400.

Zayd/Zaid bin Harith liderou um grupo de ataque a al-Jamum. al-Tabari, vol. 8, p. 93

‘Umar e 30 homens atacaram a “retaguarda” de Hawazan em Turabah. Os não muçulmanos fugiram sem oferecer resistência. Al-Tabari, vol. 8, p. 131

Bashir b. Sa’d e 30 homens realizaram um ataque contra os Banu Murah em Fadak. Al-Tabari, vol. 8, p. 132. Observe que, nas páginas 123 e 129, o espólio passou a pertencer exclusivamente a Maomé, pois camelos e cavalos não haviam sido incitados a atacá-lo.

O ataque de Abi al-‘Awja al-Sulami. al-Tabari, vol. 8, p. 138

Shuja’ bin Wahb e 24 homens realizaram um ataque contra os Banu ‘Amir e levaram camelos e ovelhas. “A parte [do espólio] de cada homem foi de quinze camelos.” al-Tabari, vol. 8, p. 143

Expedição a Dhat al-Salasil em 629/630 d.C. (8 d.H.) al-Tabari, vol. 8, p. 146-147

8 do H. ‘Amr bin al-‘As e 300 homens invadiram al-Salasil, da tribo dos Quda’h. al-Tabari, vol. 8, p. 146

Havia uma casa chamada al-Ka’ba al-Yamaniya. Maomé pediu a Jarir que “o livrasse” dela. Jarir e 150 cavaleiros “a demoliram e mataram todos os que ali se encontravam”. Bukhari, vol. 5, livro 59, n.º 641-642, p. 450-451

Expedição de al-Khabat em 629/630 d.C. (8 d.H.) al-Tabari, vol. 8, p. 147-148

Abu ‘Ubaydah b. al-Jarrah e 300 cavaleiros atacaram a tribo de Juhaynah em al-Khabat no ano 8 da Hégira. al-Tabari, vol. 8, p. 146.

Distribuição do espólio e ataque à tribo de Abil. al-Tabari, vol. 10, p. 17

P: No Salmo 84:5, em que um cristão cuja “força está em Deus” se diferenciaria de um cristão cuja força não está n’Ele?

R: Ambos acreditam em Deus, mas o segundo faz tudo com suas próprias forças, pois essa é a única força na qual acredita poder confiar. O primeiro tipo de cristão pode até mesmo deixar passar algumas oportunidades, caso perceba que Deus não está com ele. O primeiro tipo de cristão deseja ser um instrumento que Deus utilize para Seus bons propósitos. O segundo tipo quer que Deus seja um ajudador para ele e para seus próprios bons propósitos.

P: Em Salmos 84:7, como a expressão “de força em força” se aplica às nossas vidas?

R: Animais diferentes precisam de tipos diferentes de força, sejam os músculos de um elefante, as pernas velozes de um coelho ou os mergulhos em alta velocidade de uma águia. Da mesma forma, podemos precisar de diferentes tipos de força em diferentes circunstâncias, seja principalmente uma força proveniente da paciência, da ousadia, da humildade ou do espírito de serviço, etc. Mas, seja qual for a força de que precisemos, Deus cuida de nós, para nos fornecer o que precisamos no momento em que precisamos. Às vezes, Deus nos capacita individualmente a ter um tipo específico de força; outras vezes, Ele provê trazendo alguém à nossa vida que possua essa força para que possamos trabalhar em conjunto.

Por mais estranho que pareça, a pessoa na Bíblia que mais vezes pediu que outros orassem por ousadia para si mesmo é o apóstolo Paulo. No entanto, quando se pensa em Paulo, a falta de ousadia geralmente não é a primeira coisa que vem à mente. Mas se Paulo (corretamente) percebeu que a ousadia era uma das coisas mais importantes de que precisava, quanto mais deveríamos nós pedir por maior ousadia ao compartilhar o evangelho!

P: Em Salmos 84:9,11, como podemos fazer melhor de Deus o nosso escudo?

R: O primeiro passo é começar com uma oração, pedindo que Deus seja o seu escudo. Agora imagine um soldado, com seu escudo firmemente preso às costas. O que funciona bem para caminhadas não funciona bem para o combate. É preciso querer permanecer atrás do seu escudo, não correr à frente dele. Um escudo protege-o das estocadas de espada que você vê. Um soldado luta de maneira diferente se tiver a confiança de possuir um escudo em comparação com não tê-lo. Ele não precisa se mover tanto nem sair do seu lugar para evitar tudo. Mas um escudo também oferece proteção contra flechas que você talvez não veja até que seja tarde demais. Deus ser nosso escudo NÃO significa que podemos fazer coisas arriscadas porque Deus nos protegerá. Mas podemos ter confiança — e viver de acordo com isso — de que Deus é nosso escudo.

P: Em Salmos 84:10, por que é melhor ser porteiro na casa de Deus do que morar nas tendas dos ímpios?

R: Este versículo está dizendo que não há comparação aqui. O salmista prefere estar no Paraíso, mesmo em uma posição humilde, a viver com os ímpios, cujo fim é a separação eterna de Deus.

A título de observação, alguns leitores modernos podem pensar que morar em uma tenda é muito pior do que morar em uma casa. No entanto, esse não é o sentido pretendido pelo autor, pois as tendas beduínas eram bem adaptadas à vida no deserto, e as casas não eram necessariamente superiores, especialmente com paredes de barro, poucas janelas e sem ar-condicionado.

Certa noite, eu estava distribuindo folhetos em Utah e conversando com um mórmon que me perguntou o que eu esperava para depois da morte. Eu lhe disse que ansiava muito por estar com Deus para sempre, adorando-O e servindo-O. O mórmon não pareceu impressionado. Ele ansiava por ser seu próprio deus, criar seu próprio mundo e ter outros que o adorassem. No entanto, um ex-mórmon que eu conhecia disse que, no fundo, sabia que nunca poderia ser um deus. Em tom mais leve, expliquei a um não-mórmon em Salt Lake City que os mórmons acreditavam que poderiam se tornar exatamente como Deus é agora. O não-mórmon disse que isso fazia sentido, já que seu chefe era mórmon e agia como se fosse um deus.

Em um tom muito sério, Ezequiel 29:2 fala do julgamento do príncipe de Tiro porque ele disse: “Eu sou um deus”; Isaías14:12 -14 mostra que o pecado de Lúcifer foi querer ser como Deus. O poeta cristão inglês John Milton, em sua obra épica, “Paraíso Perdido”, faz Satanás dizer: “melhor reinar no Inferno do que servir no Céu”. No entanto, tenho certeza de que Satanás não dirá isso no Lago de Fogo.

P: Em Salmos 84:11, como podemos compreender melhor que Deus é o nosso “sol”?

R: O sol é muito importante, pois proporciona iluminação, calor e permite que as plantações cresçam. Ele define o ritmo do dia. Deus nos proporciona iluminação, tanto a sabedoria em geral quanto o discernimento entre o certo e o errado. Ele nos dá um ambiente acolhedor para que possamos crescer, mas Deus também emana os “raios”, por assim dizer, para que possamos prosperar. Deus nos sustenta e nos concede bênçãos para que possamos cuidar de nós mesmos e de nossa família. Por fim, Deus, se O permitirmos, nos dá o tempo e os ritmos que podemos seguir nas diferentes fases de nossa vida e nos indica quando é o momento adequado para fazer algo.

Quando não temos as bênçãos que achamos que Deus deseja que tenhamos, considere o seguinte: a questão pode não estar na capacidade de Deus de conceder, mas em nossas deficiências e limitações para recebê-las. Este é o único trecho das Escrituras em que Deus é diretamente chamado de sol. Em vez de ser uma adoração ao sol, trata-se de uma metáfora para o sustento fundamental que Deus nos proporciona.

P: Em Salmos 84:12, qual é exatamente a diferença entre simplesmente acreditar em Deus e acreditar em Deus, em comparação com também confiar em Deus?

R: Se o senhor acredita que Deus existe e acredita no que a Bíblia diz sobre Deus, isso já é um ótimo começo. Mas o senhor também confia de que Deus lhe mostrará o caminho que o senhor precisa seguir? Às vezes, confiar em Deus pode significar abrir mão de uma oportunidade que parece excelente, caso o senhor saiba que Deus não deseja que o senhor siga por esse caminho.

P: Em Salmos 84:12, os crentes devem, às vezes ou sempre, sentir-se abençoados e ser felizes?

R: Em geral, sim, devemos estar alegres e satisfeitos. Estamos agora na graça de Deus, mas ainda não chegamos ao nosso lar. Temos nosso lar eterno pelo qual ansiar.

No entanto, há momentos em que crentes obedientes se sentirão desanimados ou tristes, como Jó ou o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 1:8-9.

Isso pode parecer absurdo para os não crentes, mas um cristão pode experimentar tanto tristeza quanto alegria ao mesmo tempo. Podemos sentir tristeza devido a perdas financeiras, perda de entes queridos, morte iminente, alguém que se afasta de Deus ou outras causas. Mas, ao mesmo tempo, ainda podemos conhecer a alegria de ser filho de Deus, e essa felicidade e paz transcendem nossa tristeza.

Certa vez, conheci um crente que sofreu um colapso nervoso e foi internado em um hospital psiquiátrico. O psicólogo disse que ele nunca se recuperaria, então sua esposa se divorciou dele. De qualquer forma, ele se recuperou totalmente. Não sei se ele ainda tomava algum remédio ou não, mas costumávamos brincar dizendo que ele era o único são entre nós. Mas uma peculiaridade dele era que, sempre que perguntava a um cristão “como você está?”, se o cristão respondesse “muito bem, dadas as circunstâncias”, ele dizia com veemência: “o que você está fazendo vivendo nessas circunstâncias!?”

Como crentes, nem sempre teremos boas circunstâncias, mas podemos conhecer a alegria do Senhor mesmo em meio às provações e às lágrimas.

P: Em Salmos 85:1-13, quem escreveu esse salmo?

R: As legendas nos salmos não fazem parte das Escrituras e nem sempre estão corretas. A legenda indica “Os Filhos de Corá”. Havia filhos (descendentes) de Corá na época de Salomão, mas o Salmo 85:1-2 indica que isso ocorreu após o exílio. Portanto, ou foram descendentes de Corá após o exílio, ou então foi outra pessoa.

P: No Salmo 85:1-13, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este salmo pertence ao gênero do lamento nacional e possui quatro partes. O Salmo 84:1-3 descreve o que Deus fez no passado.

Os versículos 4-7 pedem a Deus que nos restaure hoje.

O Salmo 85:8-9 é uma pausa para ouvir a Deus

Os versículos 10-13 são uma promessa e uma profecia do cuidado de Deus para conosco amanhã.

P: No Salmo 85:4-5, por que um Deus soberano e atemporal se ira?

R: Deus é soberano; portanto, nada acontece a não ser o que Ele permite. Afirmar que Deus é atemporal é uma simplificação excessiva. Dizer que Deus está no tempo também é uma simplificação excessiva. Deus está acima do tempo; portanto, Ele é atemporal, mas também se relaciona conosco no tempo. Nós vemos o tempo como uma linha estreita e linear; Deus, metaforicamente, pode ver o tempo como um plano completo disposto sobre uma mesa.

Deus possui emoções e sentimentos, tais como raiva, ira, compaixão e ternura, que correspondem aos que nós temos. No entanto, isso não significa que os sentimentos de Deus sejam exatamente como os nossos; certamente, conhecer o fim desde o princípio e ser atemporal também acrescenta outra dimensão que nós não possuímos.

P: Em Salmos 85:4-7, quando devemos pedir a Deus pela restauração?

R: Quando uma pessoa ou um povo se encontra sob o julgamento de Deus e se arrependeu, é apropriado pedir restauração.

O salmista reconhece que Deus tem ira e não nega que a ira de Deus sobre eles tenha sido merecida. Além disso, Deus não é obrigado a restaurar nada, e pode ser que todas as consequências do pecado não sejam atenuadas de forma alguma. Mas… Deus é misericordioso e pode optar por reduzir a punição ou a disciplina se orarmos a Ele a respeito disso.

P: Em Salmos 85:10, de que maneiras a misericórdia e a verdade podem se unir?

R: Normalmente, pensa-se nelas como coisas separadas. A verdade diz: “quem comete o crime deve cumprir a pena”. A misericórdia perdoa. A misericórdia e a verdade, juntas, ainda reconhecem o crime, sem desculpas, mas compreendem que a misericórdia triunfa sobre o julgamento (Tiago 2:13).

Talvez não seja possível ter misericórdia sem verdade. A misericórdia sem verdade é apenas uma indiferença caprichosamente seletiva em relação ao pecado. Mas as exigências da verdade foram satisfeitas em nós por meio de Jesus, que morreu na cruz por nossos pecados.

P: Em Salmos 85:10-11, como podemos ter alguma esperança depois de termos pecado?

R: Salmo 85:9-11 é “uma profecia de esperança”. Isaías 46:12-13 também oferece esperança por meio da misericórdia para aqueles que têm o coração obstinado e estão distantes de Deus. 1 João 1:9 diz que, quando pecamos, Ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

P: Em Salmos 86:1 e Salmos 109:22, de que forma Davi era pobre e necessitado?

R: As atribuições nos Salmos nem sempre são corretas; portanto, embora Davi possa ter escrito o Salmo 86, também pode ter sido outra pessoa, ou pode ter sido um salmo sobre Davi. De qualquer forma, Davi certamente se lembraria de que era, originalmente, um pobre pastor de ovelhas e que não teria muito mais do que isso, até que Samuel o visitou e Deus o elevou para ser rei. Em um sentido geral, todos nós devemos lembrar que éramos pobres, necessitados e desesperadamente dependentes da graça de Deus até que Ele nos elevou a uma posição muito mais elevada do que a de um mero rei terreno, tornando-nos, ao contrário, filhos de Deus.

P: Em Salmos 86:1-17, trata-se de um salmo de louvor ou de pedido de ajuda?

R: É inegavelmente ambos. Ele começa nos dois primeiros versículos com o salmista dizendo que está necessitado e pedindo que sua vida seja preservada. Termina nos versículos 14-17 com uma súplica direta contra a multidão violenta que o atacaria. É bom que nossas orações de súplica também sejam misturadas com louvor. Quando o senhor louva a Deus com expectativa pelo que Lhe pediu que fizesse, trata-se de súplica ou de louvor? Portanto, Davi — e nós — não devemos considerar essas coisas distintas como inseparáveis, e devemos entrelaçá-las.

P: No Salmo 86:1-17, qual é a estrutura desse salmo?

R: Assim como muitos salmos e partes poéticas do Antigo Testamento, este está organizado como um quiasmo.

Oração confiando na misericórdia de Deus

- 6-7 Oração por misericórdia

- - 8-10 Louvor confiante a Deus por Sua glória

- 11-13 Pedido para que meu coração se una ao temor e ao louvor do Seu Nome.

14-17 Em Sua misericórdia, livre-me da multidão violenta

P: No Salmo 86:1-6, quais são os sete pedidos aqui apresentados e como o salmista os formula?

R: Os sete pedidos são Salmo 86:1a, 2a, 2f, 3a, 4a, 6a, 6f. Para cada pedido, o salmista apresenta uma razão pela qual o está fazendo. Uma lição que podemos aprender é que, quando oramos, não devemos apenas pedir coisas. Além disso, é bom também apresentar a razão pela qual você está pedindo.

P: No Salmo 86:8-10, qual é a razão apresentada aqui?

R: Esses versículos não contêm nenhum pedido, apenas louvor a Deus, que é grande e realiza coisas maravilhosas. Não precisamos fazer um pedido para louvar a Deus.

P: No Salmo 86:11, qual é o pedido e a razão apresentados aqui?

R: Situado entre os versículos 8-10 e 12-13, trata-se exclusivamente de um pedido para que Deus o ensine. Ele não está pedindo nenhum conhecimento específico, porém. Em vez disso, está pedindo que Deus o ensine para que seu coração se una na reverência a Deus. Essa parte da oração de Davi não trata de mudar os inimigos de Davi, nem de mudar a situação de Davi, mas sim de transformar o próprio Davi interiormente. Devemos orar para que Deus nos transforme também.

P: No Salmo 86:11, por que o salmista está orando para que “seja unido o seu coração”?

R: Ele não está orando “faça o meu coração”, mas sim “una o meu coração”. Há dois aspectos nisso.

Ter um coração indiviso: O salmista está orando para que seu coração seja uno, de modo que ele não busque a Deus apenas em parte e busque outras coisas em parte. Conceda a ele (e a nós) devoção de todo o coração. Em vez de alguns dias sermos fervorosos, outros frios e, em média, mornos, devemos orar para sermos “fervorosos” por Deus e por Sua glória o tempo todo. Tiago 1:7-8 diz que uma pessoa de coração dividido não receberá nada do Senhor; portanto, devemos orar para não sermos pessoas de coração dividido. Precisamos — e espera-se que o façamos — vencer uma grande batalha, ou seja, a batalha que se trava em nossa mente!

Unidos a Deus: Oração não para que seu coração esteja unido a qualquer coisa, mas para que seu coração esteja unido em reverenciar o nome de Deus. Conceda que ele se dedique plenamente a Deus. Devemos nos perguntar: há algo em nossa vida, algo a que damos valor, que nos impeça de nos dedicarmos de todo o coração a Deus?

P: No Salmo 86:11, de que maneira os cristãos de hoje podem ser tentados a acreditar e obedecer a Deus, mas sem o temor e a reverência que deveríamos ter por Ele?

R: Infelizmente, podemos fazer isso de várias maneiras.

Quando servimos a Deus, mas apenas cumprimos os rituais mecanicamente, perdemos o frescor, a proximidade e nossa reverência por Deus. Podemos simplesmente estar presos à nossa rotina.

Quando nos concentramos em coisas insignificantes, como quem está dizendo o quê na igreja, ou confundimos questões de menor importância com o próprio Deus, corremos o risco de perder nosso temor reverente a Deus.

Quando estudamos tantas outras coisas a ponto de não termos tempo para estudar a Palavra de Deus, então perdemos nosso temor reverente a Deus. Algumas igrejas acreditam ter “coisas mais importantes a dizer” do que o que está na Palavra de Deus e não oferecem mais estudos bíblicos nem escola dominical, substituindo-os por ensinamentos que consideram mais importantes.

Embora a maldade seja uma ferramenta que Satanás utiliza, a distração é outra. E.W. Grant escreve: “Quanta parte de nossas vidas não é dedicada ao bem, mas desperdiçada e perdida em inúmeras distrações mesquinhas que prejudicam efetivamente a positividade de nosso testemunho a favor de Deus! Quão poucos podem dizer, com o apóstolo: ‘Esta única coisa eu faço!’ Estamos na estrada… mas paramos para perseguir borboletas entre as flores e não fazemos nenhum progresso significativo. Como Satanás deve se surpreender ao nos ver nos afastarmos dos ‘reinos do mundo e da glória deles’… e, ainda assim, nos entregarmos, quase sem pensar, a infinitas ninharias, mais leves que a penugem do cardo pela qual a criança gasta toda a sua força, e nós rimos dela. Se examinássemos nossas vidas cuidadosamente…, como nos daríamos conta da multidão de ansiedades desnecessárias, de deveres imaginários, de relaxamentos permitidos, de trivialidades “inocentes”, que incessantemente nos desviam daquilo em que, e somente nisso, há proveito! Quão poucos, talvez, se dispariam a enfrentar tal exame da história não escrita do dia a dia de suas vidas!’ (Grant, W.E., “Salmos” III:330. Citado do Comentário Bíblico do Crente, p. 682.) Não corra atrás de borboletas!

P: Em Salmos 86:12-13, qual é a razão apresentada aqui?

R: Mais uma vez, não há aqui nenhum pedido. Trata-se exclusivamente de um louvor pela libertação passada e prometida por Deus da sepultura (sheol).

P: Em Salmos 86:14-17, como isso se encaixa no restante do salmo?

R: Em certo sentido, todo o diálogo dos versículos anteriores constitui, em conjunto, a razão que conduz ao pedido aqui apresentado: que Deus o salve especificamente da multidão maligna que não se importa com a sua vida.

P: Como Salmos 87:1-7 se relaciona com Salmos 86?

R: O Salmo 87 aprofunda o Salmo 86:9, celebrando que todas as nações virão adorar a Deus. Quando vemos alguém que é culturalmente muito diferente de nós, nossa reação não deve ser a de evasão, de não querer ter nada a ver com essa pessoa. Pelo contrário, assim como o salmista, devemos nos alegrar com o fato de que todas as nações (e culturas) adorarão a Deus, valorizá-las, amá-las e compartilhar o evangelho com elas para ajudar a tornar realidade que todos os povos adorem a Deus.

P: Como os Salmos 87:1-7, 88:1-18 e 89:1-52 se relacionam entre si?

R: O Salmo 87 é um louvor a Deus quando se está de bom humor. O Salmo 88 é um dos salmos mais sombrios, mas ainda assim louva a Deus quando se está angustiado em um lugar sombrio. O Salmo 89 dá um passo atrás, apresentando uma visão mais ampla do louvor a Deus, independentemente de onde estejamos, pois Deus está sempre em Seu lugar, no Céu. Alguns acreditam que o Livro 3 dos Salmos termina com o Salmo 88. Embora seja mais uma questão de preferência quanto ao início e ao fim de um livro de salmos, faz mais sentido que o Salmo 89 seja a parte conclusiva do Livro 4. “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e Amém.” (Salmo 89:52)

P: No Salmo 87:1-3, como Davi se gloriou em Sião (Jerusalém) e como devemos nos gloriar no lugar onde estamos?

R: Jerusalém não fica às margens de nenhum rio, não possui porto à beira-mar e não se situava em uma rota comercial importante, que passava pelas planícies a oeste. No entanto, já era habitada antes da época de Abraão, há mais de 4.000 anos, e, ao contrário da grande maioria dos primeiros assentamentos, ainda é habitada hoje.

Não era a localização física da cidade que a tornava especial; Jesus repreendeu Jerusalém e lamentou por ela em Mateus 23:37-39. Mas aqui Davi está justificando o fato de se regozijar em Jerusalém porque é o lugar onde a presença de Deus se revela de maneira mais plena, na arca da aliança no futuro Templo, e o centro de adoração do povo de Deus. Podemos ter sentimentos semelhantes de alegria e satisfação em relação à nossa igreja; não porque o edifício seja especial, mas porque é o lugar onde o povo de Deus se reúne para adorar a Deus.

P: Em Salmos 87:4; 89:10-11; Isaías 30:7; 51:9, quem ou o que é Raabe?

R: O Egito. Rahab era originalmente o nome de um grande “monstro”, como um crocodilo do Nilo. Metaforicamente, Raabe simbolizava o Egito, e o Salmo 87:4 fala do Egito [Raabe] e da Babilônia. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 501, após conjecturar que Raabe era o nome de um monstro primitivo, também concorda que Raabe era uma representação simbólica do Egito. Outros acreditam que Raabe poderia representar um dinossauro, já que as pessoas daquela época ainda podiam se deparar com fósseis de dinossauros.

No entanto, quatro “nações” são mencionadas uma logo após a outra: “Raabe”, Babilônia, Filístia, Tiro (fenícios) e Etiópia. A Assíria e Elam/Pérsia eram muito fracas na época; portanto, essas são as quatro principais potências do Oriente Médio, sendo Raabe o Egito. Não faria muito sentido, neste salmo, dizer “Babilônia, Filístia, Tiro, Etiópia e monstro marinho/dinossauros”.

Israel costumava ter uma população de 2 a 3 milhões em diversos momentos, e o Egito costumava ter uma população de 5 a 6 milhões. Eles possuíam um exército bem organizado e sempre podiam representar uma ameaça para Israel. Pareceria estranho, na época em que este salmo foi escrito, que houvesse muitos crentes na “terra de Rahab” e na Babilônia. No entanto, quando Paulo e Barnabé tiveram sua discussão sobre João Marcos e se separaram, Barnabé e Marcos seguiram para o Egito e evangelizaram a região, de acordo com a história da Igreja. Na época do Primeiro Concílio de Nicéia, em 325 d.C., Alexandria, no Egito, era uma das quatro principais cidades do Império Romano para o cristianismo. Além disso, na época do Primeiro Concílio de Nicéia, estima-se que houvesse cerca de um milhão de cristãos na Mesopotâmia e na Pérsia. Infelizmente, porém, quando Constantino adotou o cristianismo como religião oficial do Império Romano, os imperadores persas passaram a considerar os cristãos em seu reino como suspeitos de colaborar com o inimigo e dificultaram a vida deles.

P: Por que o Salmo 88:1-18 é um salmo tão triste?

R: Neste salmo, o salmista está orando em meio a uma profunda aflição. Alguns estudiosos argumentam que este é o salmo mais triste de todos os salmos. Este salmo reflete a passagem por momentos extremamente difíceis. Mas este salmo também serve para nosso benefício, a fim de nos mostrar como ainda assim louvar a Deus, em meio a grandes aflições. De acordo com o “Believer’s Bible Commentary” (p. 683-685), Gaebelein escreve que neste salmo há “o raio de luz que se abre caminho através da escuridão, a estrela que perfura a densa escuridão da meia-noite”.

P: Em Salmos 88:1, quem é Heman, o ezraíta?

R: Ele era um cantor do templo, juntamente com Asafe, conforme 1 Crônicas 15:19. Asafe, Heman e Jedutun parecem ter sido líderes musicais, conforme 1 Crônicas 16:41-42 e 25:1,6. Ele era filho de Joel, neto de Samuel, um coatita, conforme 1 Crônicas 6:33; 15:17; 19:16; 16:41-42.

Há também um Heman que é descendente de Zerá, filho de Judá, em 1 Crônicas 2:6, e uma pessoa sábia, segundo 1 Reis 4:31. Trata-se, provavelmente, de um Heman diferente, porém.

P: Em Salmos 88:8-9, o que essa passagem diz sobre a atitude do salmista?

R: Os conhecidos do salmista, que não haviam falecido, provavelmente eram anteriormente considerados amigos. Sua alma sente muitas angústias no Salmo 88:3, e ele sente as consequências da ira de Deus no Salmo 88:7. Embora tenha orado a Deus diariamente todas as manhãs, nos versículos 1, 9 e 13, ele não compreende por que está afligido e por que Deus parece tê-lo rejeitado com ira feroz no Salmo 88:14-16.

E, ainda assim, o salmista louva a Deus de qualquer maneira no Salmo 88:1, 13. Mesmo nos dias mais sombrios, Deus é glorificado quando O louvamos de qualquer maneira, apesar das circunstâncias.

P: No Salmo 88:9, o que esta passagem diz sobre os olhos dele?

R: O salmista está confessando que seus olhos estão “murchando” devido à sua aflição. Isso não se refere à perda da visão na velhice, e diz que seus olhos estão turvos, não por causa de doença, mas por causa da aflição. Em outras palavras, o salmista está confessando que seus olhos, e sua vida, perderam o brilho.

Há aqui um jogo de palavras entre os olhos do salmista, ‘eni, e sua dor, ‘oni. É como se dissesse que seus olhos não estão enxergando muito bem no momento devido às lágrimas que os inundam.

P: Em Salmos 88:10,11, os mortos louvam a Deus ou não?

R: O salmista está fazendo essa pergunta de forma retórica. Ele está perguntando se aqueles que estão na sepultura se levantam para louvar a Deus. É claro que a resposta é que os mortos eternamente não louvam a Deus, mas o povo de Deus é ressuscitado para louvá-Lo.

P: No Salmo 88:15, de que o salmista estava sofrendo?

R: As Escrituras não dizem diretamente, e pode ter sido mais de uma coisa. Mas o Salmo 88:15 diz que era um problema desde a sua juventude. O Salmo 88:3 mostra que o salmista considerava isso grave, talvez levando sua vida ao fim. Poderia ser um problema médico físico, um problema mental (como ataques de pânico) ou outra coisa. Independentemente disso, Deus pode nos ajudar a superar tudo isso.

P: No Salmo 89:1, 6-7, por que alguns crentes perderam o senso de reverência a Deus?

R: O salmista não disse que cantaria da misericórdia de Deus apenas por enquanto, mas sim que nunca deixaria de cantá-la. Ele sabia que possuía um senso duradouro da majestade de Deus. Porém, é difícil perceber a majestade de Deus se o senhor estiver focado apenas em si mesmo ou se seus olhos estiverem fixos em algum pecado. As coisas podem se tornar rotineiras, em vez de manterem um frescor. Se os crentes simplesmente parassem diariamente para dedicar algum tempo à oração e à meditação sobre Deus, eles veriam mais da majestade de Deus. Um dia de descanso não foi concebido para ser um dia de fechar os olhos e ser preguiçoso, mas um dia para se revigorar e se reancorar no amor de Deus.

P: No Salmo 89:1-52, de que tipo de salmo se trata?

R: Embora os estudiosos discordem, podemos perceber que se trata tanto de um salmo de louvor quanto de um salmo de lamento. Alguns o consideram principalmente um salmo de lamento, mas é um salmo de louvor à Sua misericórdia e à Sua aliança (versículos 1-37), ao mesmo tempo em que expressa lamento (versículos 38-51), concluindo com louvor no versículo 52.

Não sabemos quem é Etã, o ezraíta, mas Esdras não era um nome incomum. É altamente improvável que o salmista fosse filho ou descendente do profeta Esdras.

P: No Salmo 89:1-52, em que aspecto este salmo sobre a misericórdia/longanimidade de Deus difere fundamentalmente de um salmo que tratasse da onisciência, do poder ou da bondade de Deus?

R: Este não é um salmo que exalta o caráter de Deus isoladamente, mas sim que louva a Deus pela maneira como Ele interage com amor e sabedoria conosco, Seu povo que, por vezes, é obediente. O salmista precisa estabelecer três coisas antes de declarar o restante.

Primeiro, vamos deixar claro por quanto tempo dura a misericórdia de Deus; ela é eterna, e devemos louvá-Lo por Suas misericórdias para sempre. (versículos 1-2)

Segundo, ela é para nós. Deus fez uma aliança fiel conosco e cumpre Suas promessas. (A propósito, devemos nos empenhar em ter um caráter piedoso e cumprir nossas promessas também.) (versículos 3-4)

Em terceiro lugar, ninguém mais é como o Soberano e Todo-Poderoso Deus, que não tem apenas boas intenções, mas possui o poder de cumprir tudo o que prometeu. (versículos 5 e seguintes).

P: Em Salmos 89:3-4, e se os descendentes de Davi fossem infiéis?

R: Muitos dos reis descendentes de Davi foram, de fato, infiéis. Alguns foram tanto insensatos quanto desobedientes, a começar por Roboão. Assim, eventualmente, não houve mais reis terrenos da linhagem de Davi. Isso é mencionado como uma possibilidade no Salmo 89:30-32, com a promessa gloriosa e incondicional de que um descendente ainda assim reinará, conforme o Salmo 89:34-37. Mas Jesus era da linhagem de Davi; Jesus é fiel e reinará como Rei para sempre. É claro que Etã não sabia nada disso, mas, com a luz de que dispunha, Etã ainda podia confiar na profecia prometida de que, de alguma forma, a linhagem de Davi reinaria para sempre.

P: Por que o Salmo 89:9-10 menciona o poder de Deus sobre o mar revolto e Raabe?

R: Trata-se de uma antecipação do que o salmista abordará mais adiante no salmo. Raabe, tanto aqui quanto no Salmo 87:4, representa criaturas marinhas poderosas, que poderiam incluir tubarões, baleias etc., mas, mais especificamente, crocodilos do Nilo. Metaforicamente, Raabe também representa o Egito, com seu grande exército. Se Deus pode controlar o mar revolto e seus monstros aqui, Ele também pode controlar o mar revolto de povos que Deus permitiu que vencessem Seu povo desobediente no Salmo 89:38-45, 49-52.

P: No Salmo 89:12, o que são Tabor e Hermom?

R: São os picos mais altos dessa região. O Monte Tabor é uma cúpula que se ergue de um terreno relativamente plano e tem 1.890/1.886 pés (576/575 metros) de altura. O Monte Hermom é a montanha mais alta de toda a Síria e de Israel, com 9.229/9.232/9.101 pés (2.813/2.814/2.774 metros). O norte do Líbano possui, no entanto, um pico ainda mais alto, e a Turquia tem o Monte Ararat. A ideia é que, ao olharmos para essas montanhas majestosas e vermos algo muito mais alto do que nós, tenhamos um vislumbre da majestade, da grandeza e da maravilha de Deus.

P: Em Salmos 89:18, de que forma Deus é nossa defesa?

R: Deus é nossa defesa de inúmeras maneiras. Deus nos dá fé, Sua Palavra, outros crentes e algumas opções para mudarmos nossas circunstâncias. Esses são meios que Deus nos concedeu e que podemos escolher conscientemente utilizar. Deus também nos protege de maneiras que não percebemos, contra ameaças que não vemos. Por fim, temos o imenso privilégio de orar a Deus, e Ele prometeu responder a todas as nossas orações. É claro que, como um pai sábio, nem todas as Suas respostas são necessariamente “sim”. Além disso, agradeçamos a Deus pelas coisas boas que não vemos, e não apenas pelo que vemos.

No Salmo 89:5 e seguintes e 89:18, o salmista sugere que uma das razões pelas quais Deus deve libertar Seu povo não é apenas para o bem deles, mas para a honra do nome de Deus.

P: Em Salmos 89:38-45 e Filipenses 2:14, é aceitável reclamar com Deus, e o salmista está realmente reclamando aqui?

R: Filipenses 2:14 diz que devemos fazer todas as coisas sem reclamar, mas isso não se aplica ao contexto de realizar alguma ação. O salmista está descrevendo a situação, mas aqui parece quase que ele está discutindo com Deus. O salmista não está dizendo que as consequências são imerecidas, apenas que a duração do castigo severo é muito longa. O salmista está expondo a situação, e é legítimo que nós também a expusamos. No entanto, devemos ter cuidado com o tom e continuar a ser respeitosos para com Deus, assim como o salmista foi. O salmista está usando palavras fortes aqui, e é aceitável usar palavras fortes ao falar com Deus — Deus é capaz de suportá-las.

P: Em Salmos 89:47,49, o que há de significativo no pedido do salmista aqui?

R: O salmista está orando para que Deus se lembre especialmente de quão curto é o seu tempo na terra. Mas, quase tão importante quanto isso, o salmista está lembrando a si mesmo e àqueles que cantam este salmo exatamente disso. Devemos “contar nossos dias”, procurando viver cada um deles com o maior impacto possível para glorificar a Deus, pois, relativamente falando, cada um de nós tem apenas alguns dias nesta terra. Esse pensamento se estende de forma proeminente ao próximo salmo. Se a única coisa que aprendêssemos com os salmos fosse contar nossos dias, e deixássemos de perceber todos os outros grandes ensinamentos contidos neles, só com isso já obteríamos um grande valor deste livro.

P: Em Salmos 89:49-51, por que o salmista pergunta onde está agora a benignidade de Deus, logo após relatar todas as maneiras pelas quais ele a viu anteriormente?

R: O salmista viu tanta misericórdia e amor de Deus no passado, mas, na situação atual, não está percebendo muito disso. Devido à sua contínua desobediência no passado, o povo está sofrendo sob uma aflição severa da qual parece não haver saída. É mais difícil perceber a bondade amorosa de Deus quando se tem sido desobediente. Às vezes, hoje em dia, também podemos ter dificuldade em perceber a bondade de Deus para conosco em uma situação difícil. Mas, ao relembrarmos o passado, podemos nos aproximar de Deus, confiantes de que Ele pode nos ajudar a superar isso, embora possamos ter que passar por um período de disciplina por nossos pecados ou por perseguição devido à maldade alheia, por algum tempo.

P: Em Salmos 89:49-52, de que maneiras o fluxo da misericórdia de Deus para conosco pode ser “bloqueado” pela desobediência?

R: Nada pode alterar a promessa de Deus, mas certas circunstâncias podem impedir que essa promessa chegue até nós por algum tempo. Deus pode ter uma obra para nós realizarmos, e o momento certo para fazê-la é agora, mas Deus ainda não nos coloca na posição de realizá-la, porque não nos preparamos adequadamente. Em Mateus 9:37-38 e Lucas 10:2, Jesus disse que os campos estavam brancos para a colheita. Jesus não disse para orarmos por mais colheita, mas sim por mais ceifeiros.

P: Em Salmos 89:52, qual é a conclusão deste salmo?

R: Quando estivermos em circunstâncias desagradáveis e desconcertantes, desafiem as circunstâncias “respondendo com adoração”. Louvem a Deus pelo Deus maravilhoso que Ele é e elevem-se acima de suas circunstâncias. Para fazer isso, é preciso ser capaz de “louvar quando não se consegue compreender”, pois, mesmo assim, vocês compreendem quem é Deus, mesmo quando não conseguem entender o que está acontecendo.

P: No Salmo 90:7, por que Deus tem uma ira que consome?

R: Deus, em sua ira, pode fender montanhas e destruir toda a terra, mas não é isso que este versículo está dizendo. O Salmo 90:7 afirma que a ira de Deus consome as pessoas, tanto no sentido de sua morte física quanto da morte eterna para aqueles que se recusam a seguir a Deus.

P: No Salmo 90:12, como devemos contar nossos dias?

R: Ao longo de toda a nossa vida, devemos perceber que nossa existência na Terra é passageira (Salmo 39:4-6; 90:3-6; 144:4; Tiago 1:10-11). A vida na Terra se torna mais preciosa quando percebemos o quão curta ela é, pelo menos em comparação com a eternidade.

P: No Salmo 91:3, o que é a peste?

R: Trata-se de uma praga, geralmente uma doença mortal.

P: No Salmo 91:4, de que forma a verdade de Deus funciona como escudo e broquel?

R: A verdade de Deus nos protege de duas maneiras. Um escudo é algo que um guerreiro usa ativamente para bloquear flechas e golpes de espada. A outra palavra refere-se a algo que bloqueia passivamente o mesmo.

P: No Salmo 91:4 e em muitas passagens fala-se do braço direito e das mãos de Deus; isso significa, então, que Deus tem um corpo como o de um homem?

R: O Salmo 91:4 diz que Deus nos cobre com suas asas — as penas do peito de uma galinha-mãe. Essa expressão do amor de Deus não faz com que Ele se pareça com um pássaro! Isaías 44:13 diz que os homens adoram imagens na forma de homem. Se o corpo de Deus fosse como o do homem, deveria dizer que essas imagens tinham a forma de Deus. Embora Deus possa se manifestar em qualquer forma, isso não significa que Deus Pai tenha uma forma intrínseca de homem, assim como não tem uma forma intrínseca de arbusto.

Por outro lado, após a encarnação de Jesus na Terra como Deus e homem, Jesus continua sendo homem até hoje, pois Jesus é o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hebreus 13:8).

P: Em Salmos 91:11-12, isso se refere a Jesus ou a todos os crentes?

R: O Salmo 91:1 diz que isso se refere àquele “que habita no abrigo do Altíssimo”. Isso certamente se referiria ao Messias, mas também se aplica a nós, uma vez que Jesus vive em nós. O fato de Satanás ter citado o Salmo 91 para Jesus em Mateus 4:6 e Lucas 4:10-11 prova explicitamente que isso se refere a Jesus, já que Ele não negou que os versículos se referissem a Ele.

P: No Salmo 92:10, como o “chifre” de Davi foi exaltado?

R: O “chifre” é um símbolo de força. Deus fortaleceu Davi, transformando-o de um menino pastor em rei, e depois tornou o reino de Davi muito poderoso.

P: No Salmo 92:14, o que significa dar frutos na velhice?

R: Isso significa ter filhos na velhice.

P: No Salmo 93:1, de que maneira o Senhor está revestido de majestade e força?

R: Quando vemos uma pessoa, normalmente vemos apenas seu rosto, seus braços e suas roupas. Da mesma forma, quando “vemos” Deus na natureza, vemos Suas “vestes” de majestade e força. Embora vejamos o Único Deus Verdadeiro na natureza, não O vemos diretamente, face a face, até chegarmos ao Céu (1 Coríntios 13:12; Salmo 27:8; Jó 19:26-27).

Continuando com a metáfora das vestes, nenhum de nós está devidamente vestido até chegarmos ao Céu, de acordo com 2 Coríntios 5:4-6.

P: No Salmo 94:10, o que significa que a vingança pertence a Deus?

R: A vingança não nos pertence, pois nos é ordenado que não nos vingemos. O juiz do universo, mais cedo ou mais tarde, aplicará a justiça que muitas pessoas merecem. A rigor, Deus não dará a todos o que merecem, pois os crentes não receberão o que merecemos, mas receberão, em vez disso, a graça e a misericórdia de Deus, porque Jesus tomou sobre Si o castigo que merecíamos.

P: No Salmo 94:11, por que os pensamentos do homem são inúteis?

R: O homem permanece na terra por um período tão curto (Isaías 40:24) e Deus pode frustrar os planos de qualquer pessoa (Provérbios 16:3-6). Em última análise, todas as ambições, desígnios e conhecimentos do homem, separados de Deus, acabam sendo em vão.

P: Em Salmos 95:3, 135:5 e 138:1, visto que Deus é um grande rei sobre todos os deuses, existem outros deuses?

R: Certamente, 1 Coríntios 9:4-6 e o Salmo 96:4 mostram que existem muitos deuses falsos, mas, como demonstram o Salmo 96:5, Isaías 44:8, 1 Timóteo 1:17 e muitos outros versículos, existe apenas um Deus Verdadeiro.

P: Em Salmos 95:8, como podemos escolher endurecer ou não o nosso coração?

R: Influências externas, positivas e negativas, podem nos afetar, mas podemos escolher até que ponto seremos afetados, se é que seremos. Deus nos concede graça para que nosso coração seja sensível a Ele e permaneça sensível a Ele. No entanto, somos responsáveis por valorizar o que Deus nos concedeu.

P: No Salmo 96:1, por que a ênfase não está em cantar uma canção, mas em cantar uma canção nova?

R: Cantar e tocar canções antigas é perfeitamente aceitável. No entanto, dentro dos limites de uma adoração ordenada (1 Coríntios14:32 ), Deus aprecia alguma inovação, desde que a mensagem do evangelho não seja alterada (Gálatas 1:6-9).

P: No Salmo 97:1, por que as ilhas são enfatizadas aqui?

R: Na época de Davi, havia poucos crentes nas ilhas. No futuro, haveria muitos crentes onde antes não havia nenhum. Geograficamente, Chipre, todas as ilhas gregas, a pequena Malta e a Sicília eram ilhas onde mais tarde haveria muitos cristãos.

P: Em Salmos 97:2 e 2 Crônicas 6:1, como as nuvens e as trevas estão ao redor de Deus, e em Salmos 104:2, como Deus está coberto de luz?

R: Talvez as imagens de Deus apresentadas em Isaías 6 e Ezequiel 1, 8 ajudem a esclarecer isso. Elas mostram Deus como radiante e cercado por uma luz inacessível (1 Timóteo 6:16). No entanto, Ezequiel mostra trevas e nuvens ao redor e sob o trono. Isaías 6 mostra fumaça saindo do templo.

P: Em Salmos 97:7 e 1 Crônicas 16:25-26, como é que há muitos deuses?

R: A Bíblia ensina que há muitos ídolos adorados como falsos deuses, mas apenas um único Deus verdadeiro. Os mórmons procuram em vão por esse versículo para sustentar sua afirmação de que existem muitos deuses [legítimos].

P: Em Salmos 97:10, os cristãos devem odiar?

R: Sim e não. Devemos odiar o pecado, mas o Novo Testamento nunca indica que os cristãos devam odiar qualquer pessoa. Na verdade, 1 Coríntios 13:13 afirma que a maior virtude cristã é o amor, e 1 João 4:8,20 mostram que ninguém pode viver odiando o próximo e ser um cristão genuíno. Jesus disse que o maior mandamento é amar o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, mente, alma e forças. O segundo maior mandamento é amar o próximo como a si mesmo (Marcos12:30 -31).

P: No Salmo 98:1, que tipo de música é adequada para a adoração?

R: Qualquer combinação de notas e ritmo, por si só, pode ser adequada ou inadequada para a adoração. Em vez disso, uma música específica, em uma determinada cultura, pode tender a atrair as pessoas para a adoração a Deus ou distraí-las da adoração. Às vezes, para alguém, a música pode ser tão boa e envolvente que a pessoa se concentra na música em vez de em Deus. Tenha cuidado quando for à igreja para ouvir a música ou ouvir um bom orador, em vez de adorar a Deus e crescer Nele.

P: No Salmo 98:8, como é que as águas batem palmas?

R: Essa expressão poética descreve uma alegria tão vibrante quanto uma enchente que se espalha pela terra.

P: No Salmo 99, por que devemos exaltar a Deus?

R: A primeira metade do salmo apresenta várias razões baseadas no caráter de Deus. Deus reina, Ele é grande e está acima de todos os povos, seu nome é grandioso e temível, Ele estabelece a justiça e julga com retidão. A última metade do salmo apresenta razões baseadas no que Deus tem feito.

P: Por que o Salmo 100,1 é semelhante ao Salmo 66,1?

R: A frase “clame com alegria a Deus/ao Senhor, toda a terra” é encontrada em ambos os trechos. Não se esperaria que os crentes, tanto naquela época quanto hoje, clamassem com alegria ao Senhor uma única vez e nunca mais o fizessem.

P: Sobre o que trata o Salmo 101?

R: O Salmo 101 é um salmo curto que pode ser chamado de “o salmo do coração e dos olhos”. Davi recusou-se a olhar para coisas ímpias, e Deus destrói aqueles que têm um olhar desdenhoso. Os olhos de Deus contemplarão os fiéis da terra. Os ímpios não permanecerão diante dos olhos de Deus.

Davi prometeu andar com um coração perfeito e manter-se afastado daqueles que têm corações ímpios.

P: Visto que o Salmo 103:3 diz que Deus cura nossas doenças, isso significa que médicos e remédios são inúteis, como ensina a Ciência Cristã?

R: É claro que, no Céu, todas as nossas doenças terão desaparecido. Mesmo aqui na Terra, porém, Deus pode curar milagrosamente sem remédios, e, às vezes, as pessoas se recuperam naturalmente de resfriados e outras doenças sem remédios. No entanto, os remédios podem ser algo que Deus utiliza, assim como Paulo disse a Timóteo para beber um pouco de vinho com as refeições devido às suas frequentes doenças estomacais, em 1 Timóteo 5:23.

P: Em Salmos 103:5 e Isaías 40:31, como a juventude de uma pessoa é renovada como a de uma águia?

R: Nossa juventude será renovada como a de uma águia quando estivermos no Céu. Além disso, as pessoas que levam uma vida mais saudável na Terra são, em geral, mais saudáveis, pois não sofrem as consequências do tabagismo, do alcoolismo, da dependência química ou de doenças sexualmente transmissíveis.

P: Em Salmos 103:12, por que se diz “tão longe quanto o Oriente está do Ocidente”?

R: Trata-se de uma bela expressão poética que significa que estão tão distantes quanto possível.

P: O Salmo 103,20-21 é uma oração pelos mortos, como afirmam alguns teólogos católicos romanos?

R: Não, pois as diferentes classes de anjos e as hostes celestiais não estão mortas.

P: No Salmo 104, há paralelos com o Hino a Áton de Akhenaton?

R: Sim, há paralelos.

Akenaton foi um faraó egípcio que reinou aproximadamente entre 1358 e 1340 a.C., ou seja, cerca de 400 anos antes de Salomão. Akhenaton era uma pessoa muito religiosa que rejeitou a idolatria egípcia e ordenou aos egípcios que não adorassem Osíris e os outros deuses, pois acreditava em um único deus: Áton. Foi ele quem escreveu um hino de louvor a Áton, “O bom governante que ama toda a humanidade”.

No entanto, após a morte de Akhenaton, os sacerdotes alteraram o culto a Áton. Áton passou a ser equiparado aos ídolos Ptah, Min, Rá, Khepri e Átum.

Uma diferença fundamental é que o Hino a Áton exaltava o sol como a imagem do criador, enquanto o Salmo 104 utiliza a natureza para louvar o Deus invisível que criou a natureza. O Salmo 104 também possui estrutura quiástica, o que não ocorre no Hino a Áton. É possível ler o Hino a Áton na obra *Akhenaton: Rei do Egito*, pp. 241-243.

As semelhanças de pensamento são provavelmente coincidentes, mas é possível que o autor do Salmo 104 tivesse ouvido falar do Hino a Áton. Nesse caso, a situação seria semelhante à de Martinho Lutero, que adaptou canções de bebedeira alemãs como hinos, utilizando novas palavras. É possível que o autor tenha retomado alguns dos temas do Hino a Áton e aplicado o louvor à sua fonte legítima.

P: Em Salmos 104:5, como é que a terra não será abalada para sempre?

R: Vamos examinar as palavras hebraicas aqui. O hebraico diz “não será abalada”, não diz “nunca será destruída”. Além disso, o livro *When Critics Ask*, p. 241, destaca que a palavra hebraica *olam* pode significar tanto “para sempre” quanto “por um tempo muito longo”.

P: No Salmo 105:4, como alguém busca a face de Deus?

R: Essa é uma pergunta importante sobre um tema fundamental.

Embora devamos reconhecer que não veremos Deus face a face até chegarmos ao céu (1 Coríntios 13), devemos buscar o coração de Deus já agora. Devemos passar tempo com Ele diariamente e não negligenciar as reuniões em comunhão (Hebreus 10:25).

Buscar habitar com Deus para sempre no céu (Salmo 23:6 e Salmo 16:9-11) é apenas parte da história. Outra parte consiste em buscar a face de Deus diariamente, dedicar cada dia a Deus e viver em obediência, desfrutando do favor de Deus.

Não devemos endurecer nossos corações (Hebreus 3:8-9, 15; 4:7), mas nos aproximar de Deus, conforme dizem Tiago 4:8 e Hebreus 13:13. Leia o livro de James White, *Daring to Draw Near*, para saber mais sobre isso.

P: O Salmo 105:15 ensina que certos homens nunca devem ser criticados ou responsabilizados, como afirmam alguns professores da corrente “Palavra de Fé”?

R: Não. Este versículo diz para não prejudicar os profetas e os ungidos de Deus. Criticar alguém não é prejudicá-lo. Mesmo que criticar um líder cristão que está em erro fosse o que este versículo realmente significasse (e não é esse o caso), essa prática foi superada por Paulo, que não apenas criticou Pedro, mas também se “opôs” a ele por se recusar a comer com gentios, conforme Gálatas 2:11-16. Consulte *When Cultists Ask*, pp. 67-68, para obter uma resposta diferente.

P: Em Salmos 105:15, quais são os limites adequados para nossa crítica aos líderes religiosos?

R: Três pontos a serem considerados na resposta.

Correção versus repreensão: alguém pode cometer um erro sem ter consciência disso. Não devemos discutir, mas sim instruir com mansidão as pessoas que se opõem a nós (2 Timóteo 3:24-25). Em Mateus 18:15-17, Jesus ensinou um procedimento específico para lidar com pessoas que pecam. Primeiro, procure-o em particular. Se ele não ouvir, leve consigo mais uma ou duas pessoas. Se isso não funcionar, então exponha o caso à igreja. Se mesmo isso não funcionar, então, basicamente, exclua-o da comunhão. É claro que, se alguém for justificadamente excomungado e “entregue a Satanás”, e se arrepender, poderá ser acolhido de volta, conforme ensinou Paulo em 2 Coríntios 2:5-11.

Repreensão a líderes piedosos, porém equivocados: Às vezes, mesmo os crentes que amam o Senhor ainda persistem no erro ou na desobediência. Quando Paulo repreendeu Pedro, ele se concentrou nas ações de Pedro, e não na própria pessoa de Pedro. Ele deixou claro o que deveria ser feito para corrigir a situação. Pedro, de fato, corrigiu seu erro. Não houve menção, por parte de Paulo ou de qualquer outra pessoa, de que Pedro deveria ser destituído do cargo de apóstolo.

Repreensão a líderes ímpios: Independentemente de serem incrédulos, crentes genuínos que se encontram em desobediência deliberada ou de você não saber, eles devem ser repreendidos não apenas para seu próprio benefício, mas para que outros crentes ouçam e evitem segui-los. João repreendeu pessoas diretamente em 2 João 7 e 3 João 9. Paulo repreendeu pessoas incrédulas nominalmente em 2 Timóteo4:14 e anonimamente em 2 Tessalonicenses3:11 . Para alguns, como a imoral “Jezabel” em Apocalipse 2:20-23, não houve repreensão a Jezabel propriamente dita, pois ela já estava irremediavelmente perdida. Em vez disso, seus seguidores foram ameaçados com retribuição divina por praticarem o que ela ensinava.

P: Em Salmos 105:8, isso significa que houve mil gerações antes de Davi?

R: Uma geração é geralmente considerada como tendo 40 anos, mas 1.000 frequentemente significa um longo período de tempo. Este versículo significa que as promessas de Deus, desde agora até um futuro indefinido, serão verdadeiras, assim como as promessas de Deus, desde um passado indefinido até agora, são verdadeiras.

Se quisermos ser extremamente literais, uma vez que Deus prometeu a salvação desde a eternidade passada, antes mesmo de a terra ou o céu terem sido criados, as promessas de Deus são verdadeiras há mais de um bilhão de gerações antes de Davi.

P: No Salmo 105:33, o Egito possuía muitas videiras e figueiras?

R: O Egito era o celeiro dos Impérios Romano e Bizantino devido à sua grande produção de trigo. Se não fosse pelo rio Nilo, o Egito teria poucas plantas. No entanto, graças ao Nilo e à irrigação, o solo egípcio permitia o cultivo de quase tudo, embora árvores altas para a produção de madeira fossem um tanto escassas.

P: No Salmo 106:28, o que são “sacrifícios dos mortos”?

R: Podem ser sacrifícios a ídolos inanimados, como afirma o *The Expositor’s Bible Commentary*, volume 5, p. 678, ou podem se referir a rituais fúnebres, conforme indica a *New Geneva Study Bible*, p. 873. De qualquer forma, não devemos oferecer sacrifícios nem amar aquilo que está morto.

P: Por que o Salmo 108:1-5 é idêntico ao Salmo 57:7-11, e o Salmo 108:6-11 é idêntico ao Salmo 60:5-12?

R: Ao examinar cada um desses três salmos individualmente, não se percebe qualquer descontinuidade. Talvez Deus nos tenha dado um “enigma” para nos mostrar que não devemos apenas considerar os versículos isoladamente, mas também examinar como eles se encaixam entre si.

No Salmo 108:1-5 e no Salmo 57:7-11, Davi fala de seu coração firme, louvando musicalmente a Deus por Sua misericórdia e verdade, para que Deus seja glorificado em toda a terra.

No Salmo 108:6-11 e no Salmo 60:5-12, Deus afirma que reivindicará Seu reino e derrotará Seus inimigos. A ajuda do homem é inútil, mas com Deus eles triunfarão.

O Salmo 57:1-6 é um clamor desesperado por ajuda e libertação de uma pessoa justa quando a situação ao seu redor parece sombria. O Salmo 57:7-11 contrasta isso, mostrando que se deve olhar para Deus em vez de para as circunstâncias.

O Salmo 60:1-4 é um clamor por ajuda e restauração de um povo antes desobediente, mas agora arrependido, e o Salmo 60:5 pede pela vitória. O Salmo 60:6-12 é a promessa de vitória de Deus para eles.

Em resumo, o Salmo 108 pode ser chamado de “o salmo da vitória”. O Salmo 57 promete vitória aos obedientes, e o Salmo 60 promete vitória aos arrependidos.

P: No Salmo 109, o que há de incomum na estrutura desse salmo?

R: Este salmo se aproxima de um quiasmo, com a seguinte estrutura.

Louvor a Deus

As palavras odiosas dos ímpios

As maldições

As maldições dos ímpios

Oração pelo julgamento de Deus

Louvando a Deus

P: Em Salmos 109:3; 119:78,161, por que as pessoas às vezes lutam contra outras sem motivo?

R: Quase ninguém briga sem ter um motivo aparente, mesmo que tenha inventado esse motivo. As pessoas podem brigar para se defender contra ameaças inexistentes, para expandir seu poder ou pensando que subjugar ou escravizar os outros fará com que as coisas corram melhor para elas. Isso não acontecerá — no dia do julgamento.

P: No Salmo 109:8, como isso se relaciona com Atos 1:20?

R: A maldição geral do Salmo 109:8 aplicava-se especificamente a Judas. Não haverá lugar para Judas no Céu. Não haverá lugar no Céu para os fiéis que não desejam seguir a Jesus.

P: No Salmo 109:2-5, 18-19, por que Davi, neste salmo de maldição, critica seu inimigo por amaldiçoá-lo?

R: O Salmo 109 condena aqueles que cercavam Davi com maldições ou palavras de ódio, como no versículo 3. Davi está orando para que todas as maldições que ouviu (Salmo 109:6-16) retornem à pessoa que as proferiu. No Novo Testamento, Jesus nos deu um padrão mais elevado: amar nossos inimigos (Lucas 6:27-36 e Mateus 5:43-44). No entanto, quando uma pessoa amaldiçoa cristãos e não se arrepende, Deus tem uma maneira de fazer com que a maldição retorne àquela pessoa.

P: Em Salmos 109:10,13, por que Davi se opunha aos descendentes de seu inimigo?

R: Embora as Escrituras não o mencionem, podemos identificar duas razões, além de um terceiro ponto a ser lembrado.

Repetir as maldições deles era aparentemente o que Davi estava fazendo, com a oração de que essas maldições recai-ssem sobre eles.

Ter descendentes era muito importante naquela cultura, de acordo com a New Geneva Study Bible, p. 878.

Um padrão mais elevado nos é apresentado no Novo Testamento (Lucas 6:27-36 e Mateus 5:43-44)

P: No Salmo 109:31, como Deus, que está em toda parte, fica à direita do necessitado? E quanto a várias pessoas necessitadas que estão em círculo?

R: Isso não se refere à posição física. Estar à direita significa que Deus está ali de forma proeminente para ajudá-los. Deus está em toda parte, de acordo com Jeremias 23:23-24 e Salmo 139:7-12.

P: O Salmo 110:1 indica, de alguma forma, que todos serão salvos?

R: Não. O livro *When Cultists Ask*, pp. 68-69, afirma que alguns liberais tentam usar esse versículo para apoiar a heresia do universalismo.

Isso é instrutivo para ver até onde algumas pessoas são capazes de ir para distorcer as Escrituras. O Salmo 110:1 (NVI 1985) diz: “O Senhor diz ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu faça dos teus inimigos um escabelo para os teus pés.” Observe que os inimigos se tornarão como um escabelo (uma posição inferior) para os pés do Senhor. No fim, todo joelho se dobrará diante de Cristo (Filipenses2:10 -11). Mas tornar-se um escabelo é diferente de ser salvo e reinar com Cristo, estando sentado com Ele em Seu trono (Efésios 2:6).

P: Em Salmos 110:1, como isso se relaciona com Jesus?

R: Este salmo é o versículo do Antigo Testamento mais citado no Novo Testamento, e refere-se de forma bastante clara a um Senhor além de Deus Pai.

P: No Salmo 110:4, o que Melquisedeque tem a ver com isso?

R: Melquisedeque era o misterioso sacerdote do Deus Altíssimo, que encontrou Abraão após a incursão para resgatar Ló e o povo de Sodoma. Aqui, o salmista nos lembra que Deus estabeleceu um sacerdócio diferente e anterior à ordem de Arão entre os israelitas. Melquisedeque certamente não era israelita, pois os israelitas ainda não existiam na época de Abraão.

P: No Salmo 112:10, como é que o desejo dos ímpios perece?

R: Esse é o reverso do Salmo 37:4. Deus concede aos justos os desejos de seu coração. Deus lhes dá bons desejos e, ao mesmo tempo, satisfaz esses desejos. Deus frustra os desejos dos ímpios. Após a morte, não é revelado se os desejos dos ímpios diminuem, são feitos desaparecer, crescem ou crescem sem limite.

P: No Salmo 113, o que podemos aprender?

R: O Salmo 113 transborda emoção em direção a Deus e também está organizado de forma muito lógica. Como todo esse salmo é de louvor, isso indica a importância que o louvor deve ter em nossa vida com Deus. Os versículos 1-3 enfatizam quem, quando e onde devemos louvar a Deus. Os versículos 4-6 enfatizam o louvor a Deus, não pelo que Ele fez, mas simplesmente por quem Ele é. Os versículos 7 a 9 se dedicam exclusivamente a louvá-Lo pelo que Ele fez por nós. Quando o senhor louva a Deus diariamente, o senhor O louva apenas pelo que Ele fez, ou apenas por quem Ele é, ou o senhor O louva como um motor de dois cilindros, utilizando ambos os cilindros?

P: No Salmo 114, quais são alguns dos pontos principais?

R: O Salmo 114 pode ser considerado tanto uma continuação quanto um contraste com o último terço do Salmo 113. Aqui estão mais razões para louvar a Deus. Nos versículos 1-2, quando Israel foi libertado de uma escravidão maligna, e da mesma forma quando experimentamos a libertação, devemos louvar a Deus por gratidão. Nos versículos 3 a 6, quando vemos a mão de Deus agindo, seja por meio da natureza ou de outras pessoas — inclusive dos incrédulos — como Suas ferramentas, devemos louvar a Deus. Nos versículos 7 e 8, devemos perceber que Deus pode fazer com que situações que parecem impossíveis se concretizem.

P: Sobre o que trata o Salmo 115?

R: Entre outras coisas, este salmo pode ser considerado um salmo de perspectiva. Nossa fé não se refere a nós, mas a Deus, enquanto, em contraste, os ídolos são feitos para aqueles que os criam. Primeiro, é preciso compreender que 1) fomos criados para o Senhor e 2) Deus faz o que Lhe apraz. Então, podemos nos alegrar ao ver que, ao contrário dos ídolos inanimados, 1) Deus é digno de confiança e cuida de nós, e 2) Ele nos abençoará, 3) não apenas agora, mas para sempre.

P: Em Salmos 115:3, como Deus faz tudo o que Lhe apraz?

R: Tudo o que Deus decreta acontece, e nada acontece a não ser o que Deus permite. Tudo concorre como parte do plano de Deus (Efésios1:11 ), e todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos8:28 ). Nada externo obriga Deus a fazer algo. Nada interno obriga Deus a fazer algo, pois Deus é capaz de controlar a Si mesmo e Seu poder. Deus, assim como nós, parece ter uma hierarquia de desejos. Deus não fará nada maligno nem pecaminoso; Deus é justo para com todos. Dentro desses parâmetros, considere tanto a bondade quanto a severidade de Deus (Romanos11:22 ), o amor para com aqueles que O amarão e a ira para com aqueles que O rejeitam.

P: O Salmo 115:16 ensina que muitos do povo de Deus viverão para sempre na Terra, como afirmam as Testemunhas de Jeová?

R: Sim e não. Haverá um novo céu e uma nova terra, e todo o povo de Deus viverá nos novos céus e na nova terra. No entanto, isso não ensina que apenas 144.000 serão “salvos”, terão o Espírito Santo dentro de si e irão para o céu, enquanto a todos os outros crentes será negado o céu, mas viverão na nova terra. Romanos 8:9 diz que, se alguém não tem o Espírito de Cristo dentro de si, então não pertence a Cristo.

P: No Salmo 117, por que esse salmo é tão curto na Bíblia?

R: Os Salmos apresentam grande variedade e são exemplos de Davi e de outros orando a Deus. O Salmo 117 mostra que não precisamos sentir que devemos ser eloquentes ou prolixos em nossas orações.

P: No Salmo 118:9, de que maneira as pessoas, às vezes, depositam erroneamente sua confiança nos príncipes hoje em dia?

R: As pessoas, por vezes, atribuem aos governantes mais poder do que eles realmente têm. Às vezes pensamos que, se todos os nossos representantes eleitos fossem piedosos, o país estaria em ótima situação. No entanto, os governantes não podem mudar o coração das pessoas, e muitas vezes um povo democrático elege não o melhor governo, mas o governo que merece.

As pessoas, por vezes, atribuem aos representantes do governo mais crédito em questões morais do que eles merecem. Se um político já demonstrou ser desonesto no passado e não se arrependeu disso, as pessoas, estranhamente, presumem que ele ou ela nunca mais agirá de forma desonesta.

P: No Salmo 119, qual é o resumo de como deve ser nossa atitude em relação às Escrituras?

R: Aqui estão alguns dos pontos principais, de forma concisa.

A Escritura não é apenas “sugestões para a vida”, mas devemos levar a sério sua autoridade em nossas vidas, exatamente como nosso Senhor e os escritores bíblicos pretendiam. João 10:35; Mateus 4:1-11; João 14:23-24; 2 Pedro1:19 -21;3:16 ; Romanos 3:1-4; 2 Timóteo 3:15-16; Provérbios 30:5-6; Amós 8:11-2; Isaías 66:5

O Novo Testamento afirma que alguns mandamentos do Antigo Testamento já foram cumpridos e não devem mais ser observados (como comer carne de porco e de camelo, realizar sacrifícios, etc.) Atos 10:9-16; 15:1,5-29; Marcos 7:19; Gálatas 5:2-4; Hebreus 9:9-10;10:18 .

; Salmos 119:74, 81, 89, 92, 105

Toda a Bíblia é autoritária, confiável, primordial e completa. Provérbios 30:5-6; 2 Timóteo 3:16

Cada palavra nos 66 livros é verdadeira em tudo o que afirma, e toda a Escritura é exclusivamente inspirada por Deus. 2 Samuel 22:31; Salmos 33:4; 119:151; Provérbios 30:5-6

Os apócrifos contêm erros (Nabucodonosor, em Judite, não era um rei assírio, etc.)

Devemos interpretar a Bíblia da maneira como Deus pretendia que suas palavras fossem compreendidas. Não distorçam, banalizem nem ignorem nada dela. 2 Pedro 3:16; Marcos7:13 ; João8:37 ;12:48 -50;14:23 ; Salmos 56:10; 119:16. Ela é o que há de mais precioso para nós. Salmos 119:72, 97, 105, 120

Não acrescente nada nem vá além da Palavra de Deus. Provérbios 30:5-6; 1 Coríntios 4:6-7; Deuteronômio 4:2; Apocalipse 22:18; Eclesiastes 12:12

A Palavra de Deus é verdadeira em seus manuscritos originais; a verdade não é contraditória, mas pode ser imprecisa (por exemplo, Mateus 28:1; Marcos 16:1; Lucas 24:1 e João 20:1; Esdras 2; Neemias 7). O Novo Testamento contém a essência exata dos ensinamentos de Jesus, não as palavras exatas. Mateus 22:37;13:22 ; Marcos12:30 ;4:19

Deus permitiu alguns erros de transmissão, mas Sua Palavra permanece para sempre. Isaías 59:21; 40:8; Salmo 119:89. Sua Palavra é preservada de forma infalível (sem erros significativos) até os dias de hoje. Isaías 55:11; 1 Pedro 1:23-5; Salmo 119:89, 91, 144, 160. Nela está a nossa esperança. Salmo 119:74,81

Somos salvos por Jesus, não pelo estudo das Escrituras. João 5:39-40; Tiago 1:22-5; 1 Coríntios 13:2; Lucas 11:52

Alguns sentimentos expressos em Salmos 35:5-8; 42:11a; 7:8; 69:22-28; 109; 137:9 mostram que devemos orar pelo que está em nossos corações; os cristãos devem amar seus inimigos. Mateus 5:43-8; Lucas 6:27-35

P: No Salmo 119, o que é um resumo temático?

R: Aqui estão os três temas principais do Salmo 119 e suas subcategorias.

…Amar a Lei de Deus

Deleitar-se e regozijar-se na Lei de Deus (14 versículos) Salmo 119:14, 16, 24, 47, 48, 70, 72, 77, 92, 103, 111, 142, 162, 164

Meditar, recitar e cantar (10 versículos) Sl 119:13, 15, 23, 26, 48, 54, 78, 95, 97, 99

Tenha esperança na palavra de Deus (7 versículos) Salmos 119:43, 49, 74, 81, 114, 116, 147

Encontre consolo na Palavra de Deus e no seu amor infalível (5 versículos) Salmos 119:50, 52, 71, 76, 82

Com admiração e reverência pela Sua Lei (3 versículos) Salmos 119:18, 120, 129

Confie na Palavra de Deus (1 versículo) Salmos 119:42

…Beneficie-se da Lei de Deus

Guie o nosso caminho (12 versículos) Salmos 119:1, 3, 5, 15, 30, 32, 35, 59, 101, 104, 105, 133

Deus preserva (16 versículos) Salmos 119:8, 17, 25, 37, 40, 88, 93, 101, 114, 117, 146, 149, 156, 159, 173, 175

As promessas de Deus (13 versículos) Salmos 119:38, 41, 49, 50, 57, 58, 65, 76, 116, 140, 154, 170

Aprenda/ensine-o (21 versículos) Salmos 119:12, 19, 26, 27, 33, 34, 35, 36, 64, 66, 68, 71, 73, 102, 108, 124, 125, 130, 135, 169, 172

A lei de Deus é justa (9 versículos) Salmos 119:75, 86, 128, 137, 138, 144, 151, 160, 164

Não seremos envergonhados (9 versículos) Salmos 119:6, 22, 31, 39, 42, 46, 51, 69, 80

A lei nos fortalece (1 versículo) Salmos 119:28

Nos dá paz (1 versículo) Salmos 119:165

Assim como a fidelidade de Deus, Sua palavra é eterna (7 versículos) Salmos 119:89, 90, 91, 121, 142, 152, 160

Ajuda a viver com pureza (7 versículos) Salmos 119:1, 3, 7, 8, 11, 29, 33

…Obedeça à Lei de Deus

Obedeça (23 versículos) Salmos 119:4, 9, 44, 51, 56, 60, 63, 67, 69, 88, 100, 112, 115, 126, 129, 136, 145, 146, 157, 158, 160, 166, 167

Escolha/busque a Deus e Seus mandamentos (8 versículos) Salmos 119:2, 10, 30, 45, 58, 94, 155, 173

Ame e anseie pela lei de Deus (8 versículos) Salmos 119:20, 40, 81, 97, 113, 119, 123, 127, 131, 159, 163, 174

Não se esqueça nem negligencie (8 versículos) Salmos 119:16, 61, 83, 93, 109, 141, 153, 176

Ore à noite (4 versículos) Salmos 119:55, 62, 147, 148

Não se desvie (6 versículos) Salmos 119:10, 21, 87, 110, 118, 176

Odeie os transgressores (4 versículos) Salmos 119:113, 139, 153, 158

Os ímpios odeiam sem motivo (3 versículos) Salmos 119:78, 86, 161

Opressão (3 versículos) Salmos 119:55, 62, 147, 148

P: No Salmo 119:10, por que pedir a Deus que não nos deixe desviar-nos de seus mandamentos, uma vez que é nossa própria responsabilidade não nos desviarmos?

R: Deus é interativo. O fato de termos essa responsabilidade não prova que tenhamos, por si só, o poder ou a capacidade. De fato, sem o amor de Deus e Sua ação, cairíamos na desobediência. É nossa própria responsabilidade não nos desviarmos, e cumprimos essa responsabilidade pedindo a ajuda de Deus, caminhando perto Dele e obedecendo-Lhe com um coração amoroso.

P: No Salmo 119:10, Davi nunca se desviou dos preceitos de Deus, ou ele se desviou, como diz o Salmo 119:176?

R: O Salmo 119:176 afirma que ele se desviou. O Salmo 119:10 é um pedido para que Deus não permita que o salmista se desvie.

Além disso, embora todos nós tenhamos nos desviado ao cometermos pecados, ainda podemos, com a ajuda de Deus, levar uma vida que, em geral, seja fiel a Deus, como destaca o livro *When Critics Ask*, p. 243.

P: No Salmo 119:30, até que ponto as pessoas podem escolher o caminho da verdade?

R: Primeiramente, examinaremos os dois lados apresentados pelas Escrituras e, em seguida, veremos o equilíbrio entre eles.

Por conta própria: Ninguém busca a Deus. Romanos 3:11, parafraseando o Salmo 14:2-3, mostra isso de forma negativa. De forma positiva, João 16:8-11 mostra que o Espírito Santo tem um papel essencial em atrair as pessoas para Deus.

Com a ajuda de Deus: As pessoas, inclusive Davi, o autor do Salmo 14, podem escolher Deus de forma genuína. O Salmo 119:30 (NVI 1985) diz: “Eu escolhi o caminho do Senhor”. Em Josué 24:22, é dito ao povo que ele escolheu servir ao Senhor. Em João12:32 , Jesus disse que, se fosse levantado, atrairia todos os homens a Si. Todos são ordenados a obedecer ao evangelho (2 Tessalonicenses 1:8; Atos17:30 ), mas alguns rejeitam o propósito de Deus para si mesmos (Lucas7:30 ) e perdem a graça que poderia ser lhes concedida (Jonas 2:8).

P: Em Salmos 119:97, como devemos amar a lei de Deus?

R: Primeiro, veremos como devemos amar a lei de Deus; em seguida, as maneiras pelas quais não devemos amá-la.

Como os crentes devem amar a lei de Deus

Valorize a lei de Deus como algo precioso

Tenha espaço em seu coração para a palavra de Deus (João8:37 ) e deixe que a palavra de Deus habite em você abundantemente (João5:38 ; Colossenses3:16 ).

Estude diligentemente as Escrituras (Atos17:11 ; Salmo 119:61; 1 Timóteo 4:13; 2 Timóteo 3:15-17; Apocalipse 1:3).

Não se esqueça nem negligencie isso (8 versículos). Salmo 119:16, 61, 83, 93, 109, 141, 153, 176

Considere-a superior à lei humana (Atos4:18 -20).

Mostramos que somos discípulos de Jesus ao obedecermos aos Seus ensinamentos. (João 8:32-33;14:21 , 23-24).

Confie na palavra de Deus (Salmos 119:42).

Acredite que o caminho de Deus é o melhor caminho. (Provérbios 3:5-6).

Não confiem em suas próprias opiniões mais do que na Palavra de Deus (Provérbios 30:5-6; 1 Coríntios 4:6; Provérbios 18:2; Colossenses 2:8; 1 Timóteo 1:3-4; Mateus 15:6-8; Isaías 29:13).

Deleite-se e regozije-se na lei de Deus (Salmo 119:14, 16, 24, 47, 48, 70, 72, 77, 92, 103, 111, 142, 162, 164).

Medite, relembre e cante (Salmo 119:13, 15, 23, 26, 48, 54, 78, 95, 97, 99).

Tenha esperança na Palavra de Deus (Salmo 119:43, 49, 74, 81, 114, 116, 147).

Tenha reverência e admiração pela Sua Lei (Salmo 119:18, 120, 129).

Encontre consolo na Palavra de Deus e no Seu amor infalível (Salmo 119:50, 52, 71, 76, 82).

Como não devemos amá-la

Não ame a Lei de Deus mais do que a Deus

As Escrituras são capazes de nos tornar sábios para a salvação por meio de Cristo Jesus (2 Timóteo3:15 ), mas é Jesus quem salva, não as Escrituras (João5:39 -40).

Reconheça que algumas partes da lei do Antigo Testamento foram substituídas por Jesus, tais como os sacrifícios de animais e as normas alimentares, e que não vivemos sob um governo teocrático.

P: Por que os Salmos 120-134 são chamados de salmos de ascensão?

R: Não temos certeza. De acordo com o livro *735 Perguntas Bíblicas Intrigantes Respondidas*, p. 154, alguns acreditam que esses salmos eram cantados quando os fiéis subiam em direção ao templo no Monte Sião, enquanto outros acreditam que os levitas os entoavam durante as festas, em pé nos degraus do templo. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 505, afirma o mesmo.

Provavelmente não era durante a subida em direção ao Monte Sião, pois as pessoas faziam isso o tempo todo por motivos não religiosos.

P: No Salmo 120:5, qual é o significado de Meshech e Kedar?

R: Meshech é mencionado pela primeira vez em Gênesis 10:2. Eles viviam bem ao norte de Israel. Kedar era uma terra no norte da Arábia, ao sul de Israel. Davi afirma que havia ameaças bélicas contra seu reino tanto do norte quanto do sul. Às vezes, hoje em dia, os crentes podem sentir que não há apenas um inimigo tentando prejudicá-los, mas que ataques são possíveis de todos os lados. Nada impede Satanás de apresentar apenas uma tentação por vez, ou de usar o medo seguido pelo orgulho, como fez com Ezequias e outros.

P: Em Salmos 121:6, como a lua à noite poderia aterrorizar as pessoas?

R: Embora a lua não cause dano às pessoas, algumas ainda assim podem ter medo da noite. Por um lado, alguém pode ser supersticioso em relação à lua ou à noite, e o Salmo 121:6 indica que não há nada a temer disso. Por outro lado, bandidos e exércitos costumam atacar à noite, e a lua cheia lhes proporciona mais luz para manobrar.

P: No Salmo 122, que lições importantes podemos aprender?

R: No versículo 1, qual é a sua atitude quando ouve ou quando pensa: “Preciso ir à igreja”? É alegria, ou você considera as oportunidades de adorar com outros crentes como algo natural?

No versículo 2, quando você está na igreja, demonstra que simplesmente se sente afortunado por estar lá, ou isso se tornou algo rotineiro? Nos versículos 3-4, você já se maravilhou com a igreja — não com o prédio, mas com a comunidade viva de Deus? No versículo 6, você costuma lembrar que os crentes que vê na igreja um dia julgarão os anjos e o mundo? (1 Coríntios 6:2-3) Nos versículos 7-9, o senhor ora regularmente pela igreja em geral e pelas pessoas da igreja em particular?

P: No Salmo 123, o que podemos observar?

R: Para onde estão voltados os seus olhos? Você está voltando suas afeições para as coisas do alto (Colossenses 3:1-3)? Que tipo de coisas o emocionam e o deixam animado? São principalmente videogames, filmes, times esportivos ou outras coisas que, por si só, não são ruins? Ou você fica mais animado com Deus, com a obra Dele e com a comunhão com outros crentes? O Salmo 123 não trata de onde você esteve, nem mesmo de onde você está agora, mas de para onde você está olhando, o que você anseia e onde você deseja estar.

P: No Salmo 124, o que podemos aprender?

R: Enquanto o Salmo 123 trata de para onde estamos olhando, o Salmo 124 nos leva a refletir sobre onde está nossa confiança. Consideramos que a ajuda de Deus é benéfica, mas será que percebemos que Sua ajuda contínua é essencial? Em nossas próprias vidas, não é apenas essencial que o Espírito Santo atue em nós para que sejamos salvos (Colossenses 1:13), mas é essencial que o Espírito Santo esteja atuando em nós para nos sustentar e nos manter salvos (Colossenses 1:17). Em nosso ministério, se pudermos realizar tudo sem a ação sobrenatural de Deus, então não estamos almejando objetivos suficientemente elevados.

P: O que diz o Salmo 125:3 sobre a ação de Deus?

R: Deus pode permitir que os ímpios governem uma terra, mas não permitirá que os ímpios continuem governando sobre os justos. Uma das razões é para que as pessoas justas não sejam continuamente tentadas a se tornar como os injustos. Se o senhor estiver em uma situação como essa, tal como Ló estava em Sodoma, é hora de partir.

P: No Salmo 126, o que podemos aprender sobre a oração?

R: Os salmos anteriores tratavam do louvor a Deus, mas este expressa profunda gratidão a Deus pelo que Ele fez pelo Seu povo. Quando Deus responde às suas orações, o senhor volta a agradecer-Lhe pelo que Ele fez por si? Em sua ação de graças, o senhor agradece apenas pelo que Ele fez por si, ou também pelo povo de Deus e pelos outros?

P: Nos Salmos 127 e 72, foi Salomão quem escreveu esses salmos?

R: Não temos certeza. O tema de que, sem Deus, os construtores trabalham em vão é muito semelhante ao de Eclesiastes 1. O título do Salmo 127 diz: “de Salomão”, mas há três pontos a serem considerados na resposta.

Em hebraico, “de Salomão” pode significar escrito por Salomão ou então escrito sobre Salomão. No entanto, é improvável que a expressão “Casa de Salomão” não signifique “por Salomão”.

Títulos acrescentados: Os títulos não constavam nas escrituras originais. É provável que sejam verdadeiros, mas não necessariamente.

A solução mais simples é que Salomão provavelmente escreveu esses salmos, o que não apresenta nenhuma dificuldade.

P: No Salmo 127:1, por que os construtores trabalham em vão, a menos que Deus construa a casa?

R: Originalmente, isso poderia se referir à “Casa de Deus”, o templo em Jerusalém. Davi realmente queria construir esse templo por conta própria, mas Deus lhe disse para não fazê-lo; seu filho também o faria. Davi percebeu que construir um templo para Deus desobedecendo a Deus seria um trabalho em vão.

Os cristãos de hoje realizam, por vezes, um trabalho em vão? — Certamente. Se um cristão se empenha em algo, mesmo que seja algo bom, supostamente para Deus, mas Deus não o desejava, ou o desejava, mas não queria que ele ou ela o fizesse, então trata-se de um trabalho em vão. No entanto, se formos obedientes em nosso serviço a Deus, buscarmos a vontade de Deus e obedecermos a essa vontade da melhor maneira que a compreendermos, então o prazer de Deus em nosso trabalho o torna um sucesso, independentemente do que outros critérios mundanos de suposto sucesso possam dizer.

P: No Salmo 127:2, dormir bem todas as noites é sempre um sinal de que se é crente?

R: Não, porque no Salmo 119:148 o autor não dormia a noite inteira. O Salmo 127:2 diz que, em geral, os crentes serão capazes de dormir em paz. Isso não se deve necessariamente a causas milagrosas, mas se alguém não sentir culpa, amargura ou medo do futuro, em geral dormirá mais tranquilamente do que aqueles que as sentem.

P: Em Salmos 127:3-5 e 128:3, qual é a postura da Bíblia em relação aos filhos?

R: Os filhos devem ser valorizados (Salmo 127:3-5; 128:3), assim como os netos (Provérbios 17:6). Temos a séria responsabilidade de ensinar nossos filhos e criá-los no Senhor (Deuteronômio 6:7; Provérbios 22:6; Salmo 78:4). Devemos prover financeiramente para elas (Provérbios 13:22; 17:2; 19:14; Salmo 17:14), bem como para nossa família em geral (1 Timóteo 5:8). Devemos disciplinar nossos filhos, inclusive por meio de castigos físicos (Provérbios22:15 ; 15:5; Hebreus 12:7-11), mas não devemos exasperá-los (Efésios 6:4).

Provérbios promete que, se educarmos nossos filhos no caminho que devem seguir, eles não se desviarão dele. O Salmo 112:1-2 diz que os filhos daqueles que temem ao Senhor serão poderosos.

P: No Salmo 127:3-5, por que se refere apenas aos filhos, e não às filhas, como uma bênção do Senhor?

R: De acordo com um artigo publicado na revista Christianity Today de 27/10/1997, p. 35, não existe uma palavra hebraica para “filhos”, mas apenas uma palavra para “filhos” e outra para “filhas”. Quando um falante de hebraico se referia tanto a filhos quanto a filhas, utilizava-se a palavra “filhos”. Assim, quando a Versão King James traduz isso como “filhos”, está traduzindo mais o significado real do que, literalmente, palavra por palavra. A prova de que o salmista se referia a filhos em geral, e não apenas aos do sexo masculino, é que, no Salmo 127:3, ele equipara “filhos” ao “fruto do ventre”.

P: No Salmo 128, qual é a atitude de Deus para conosco?

R: Deus não é um desmancha-prazeres cósmico, mas deseja conceder àqueles que O reverenciam os desejos de seu coração. Deus quer o que há de melhor, ainda mais do que nós mesmos queremos o que há de melhor.

O objetivo de nossa fé é amar e servir a Deus, não nossa própria felicidade. Mas este salmo mostra que desejar circunstâncias felizes, orar por elas e louvar a Deus por elas é algo bom.

P: No Salmo 131:1, que tipo de coisas são demasiado elevadas para nós?

R: Há duas aplicações para este versículo.

Para alguns, mas não para outros, certos conceitos são demasiado elevados. Por exemplo, algumas pessoas têm grande dificuldade em lidar com o infinito. No entanto, para aqueles com maior inclinação para a matemática, esses conceitos não representam um problema.

a) Infinito / 2 = infinito,

b) O número de números inteiros é igual ao número de números racionais, e

c) A circunferência de um círculo de raio infinito é uma reta

d) O limite de x quando x tende ao infinito de 3,0 * x² / (x + 1000)² é 3,0.

Se esses conceitos o deixam desconfortável, não se preocupe. O senhor pode ser tão espiritual quanto alguém que se sente à vontade com esses conceitos.

Para todas as pessoas, algumas coisas estão além de nossa compreensão. Por exemplo, há coisas que não conseguimos entender simplesmente porque não recebemos informações suficientes. Outras coisas estão além de nossa compreensão porque, mesmo que tivéssemos as informações, não teríamos a “capacidade de processamento mental” necessária para compreendê-las. Muitas vezes somos bons em usar aproximações, mas elas podem falhar em eventos caóticos (como a previsão do tempo), eventos descontínuos e catastróficos, e eventos em que nossa experiência, observação natural e conhecimento das leis da natureza não se aplicam mais. (Como era o universo nos primeiros 10^-34 segundos após sua criação?)

Também não precisamos nos preocupar por não sabermos todas essas coisas. Deus Todo-Poderoso foi capaz e esteve disposto a se comunicar conosco, e Ele nos disse o que precisamos saber sobre o que é mais importante: viver com Ele para sempre.

P: O Salmo 132:8 fornece um “tipo” que sugira, embora não prove, a assunção corporal da Virgem Maria, como afirmam alguns teólogos católicos (Ott, Madrid, etc.)?

R: Não. O Salmo 132:8 (NIV 1985) diz: “Levanta-te, ó Senhor, e vem para o teu lugar de descanso, tu e a arca do teu poder.” Há dois pontos a serem considerados na resposta.

A Arca não é Maria: nada associa a arca a Maria como símbolo, da mesma forma que não a associa a Elias, a Enoque, à Lei, a cerimônias religiosas, a Cristo ou a qualquer outra coisa.

Este é o argumento mais forte da Bíblia a favor da doutrina católica de que o corpo de Maria foi levado diretamente para o céu e que ela não passou pela morte — e esse argumento é extremamente fraco.

P: Em Salmos 133,1-3, por que a unidade é tão importante e desejável?

R: A unidade é importante para glorificar a Deus (Romanos 15,5-6) e para dar testemunho, a fim de que o mundo conheça, conforme João 17,23. No entanto, a unidade em si não é importante; o que importa é a unidade em Cristo. Recebemos a ordem, em Efésios 4,3, não de criar unidade, mas de preservar a unidade do Espírito.

P: No Salmo 134, por que é importante louvar a Deus juntos?

R: Há dois aspectos diferentes.

Deus aparentemente considera belo que as pessoas se reúnam para louvá-Lo juntas, como mostram Hebreus 10:25 e o Salmo 134.

Deus também deseja que não tenhamos nada contra nosso irmão e companheiro de adoração, conforme mostram Mateus 5:23-24 e Romanos 15:7.

P: No Salmo 136:15, o Faraó também se afogou no Mar Vermelho?

R: Provavelmente não, já que não é isso que o Salmo 136:15 diz. Em vez disso, o Faraó e seu exército foram derrotados no Mar Vermelho. O poder do Faraó foi, por assim dizer, “totalmente aniquilado”.

P: No Salmo 137:1, quais eram os rios da Babilônia?

R: A Babilônia ficava às margens do poderoso rio Eufrates. Embora possa, possivelmente, referir-se aos dois rios da Babilônia — o Eufrates e o Tigre, 40 milhas a leste da cidade —, provavelmente não é o caso. Em vez disso, refere-se muito provavelmente ao Eufrates e aos inúmeros canais que abasteciam a Babilônia e seus jardins. O cético *Guia de Asimov para a Bíblia*, p. 506, afirma o mesmo.

P: No Salmo 137:2, a Babilônia tinha muitos salgueiros?

R: A região da Mesopotâmia era desprovida de árvores, pois havia pouca água para que qualquer árvore crescesse, exceto nas margens dos rios ou com irrigação. Os salgueiros, em particular, necessitam de grandes quantidades de água. No entanto, uma das sete maravilhas do mundo antigo eram os Jardins Suspensos da Babilônia, que eram bem irrigados pelo rio Eufrates. Sem dúvida, bosques de árvores contrastando com uma vasta planície desprovida de vegetação pareceriam especialmente convidativos.

P: Em Salmos 137:8,9, por que o salmista pediu que os bebês babilônicos fossem esmagados contra as rochas?

R: À primeira vista, isso soa quase tão cruel quanto um aborto tardio (exceto que a criança morre mais lentamente durante um aborto). O autor havia testemunhado o exército babilônico matando brutalmente os judeus, e este salmo é um clamor a Deus por justiça. No entanto, desde os tempos de Jesus, somos ensinados a amar nossos inimigos e a orar por aqueles que nos perseguem.

P: No Salmo 138, quais são as principais doutrinas mencionadas?

R: Há pelo menos quatro verdades fundamentais aqui.

Deus exaltou acima de tudo o Seu nome e a Sua palavra.

Deus fez Davi — e pode nos fazer — corajosos e de coração firme.

Deus olha com especial benevolência para os humildes.

Deus tinha um propósito para Davi, prometeu cumprir Seu propósito para Davi e pode fazer o mesmo por nós.

P: No Salmo 139, uma vez que Deus é supostamente “onipresente”, Ele está por perto quando ocorrem casos de incesto, estupro, abuso sexual infantil etc. Se Ele não os impede, é cúmplice, assim como você e eu seríamos se pudéssemos impedir essas coisas e não o fizéssemos.

R: Deus não é um ser humano; e, embora Deus pudesse tirar nossa liberdade e capacidade de praticar o mal, mesmo contra os outros, Ele ainda não o faz. Quatro pontos a serem considerados na resposta.

1) Além de ser onipresente, nada acontece a não ser o que Deus permite, conforme mostram Jó 1:12; 2:6; Tiago 4:15; e Efésios1:11 .

2) Deus poderia ter impedido que todo o mal acontecesse, mas optou por não fazê-lo.

3) Se Deus impedisse todo o mal, então nós, assim como Satanás e os demônios, seríamos meros robôs. Não, permitir que tenhamos uma certa medida de livre arbítrio significa que Deus, dentro de certos limites, escolheu “delegar” uma parte de Sua soberania. Realmente nos foi conferida responsabilidade, e quando Deus nos pede para “escolher a vida”, Ele está sendo verdadeiramente sincero.

4) Uma das consequências disso é que Deus permite o mal e permite até mesmo consequências injustas nesta vida. Pense nas crianças que pessoas como Hitler e Idi Amin mataram. No entanto, Deus colocará tudo em ordem no final, no Dia do Juízo Final.

Esse conceito — de que Deus é soberano, mas permite o mal para nos conceder um certo grau de liberdade — é um dos conceitos mais complexos do cristianismo. Posso aprofundar esse assunto com muito mais detalhes caso o senhor tenha perguntas mais específicas a respeito.

P: No Salmo 139:8, como Deus está no “inferno”?

R: A palavra hebraica usada aqui, sheol, significa sepultura. Deus está até mesmo na sepultura, e mesmo morrendo, uma pessoa não pode escapar de Deus.

P: O Salmo 139:13-16 sugere que o aborto é assassinato?

R: Sim, de acordo com o livro *When Critics Ask*, p. 244. Jeremias 1:5, Salmo 51:5; Lucas 1:44 e Êxodo 21:22-23 também sugerem que o aborto é assassinato. O Salmo 139:13-16 diz que Deus nos formou no ventre de nossa mãe. Em contrapartida, é absurdo afirmar que, um segundo após a cabeça do bebê sair do ventre materno, ele não pode ser morto, mas que, um segundo antes de sua cabeça sair, é aceitável enfiar uma tesoura em seu cérebro para matá-lo. Isso está sendo feito nos Estados Unidos e em alguns países ocidentais atualmente. Esse procedimento é chamado de “aborto por nascimento parcial”.

P: No Salmo 139:14, de que maneira o homem pecador e caído é formado de maneira admirável e maravilhosa?

R: Nascemos com uma natureza pecaminosa (Salmo 51:5), mortos em pecado (Efésios 2:1; Colossenses 2:13), prisioneiros do pecado (Gálatas 3:22) e sob a ira de Deus (Efésios 2:3). No entanto, o Salmo 139:14 declara com ousadia que fomos formados de maneira admirável e maravilhosa. Embora caídos, ainda portamos a imagem de Deus (Gênesis 9:6). Deus pode habitar em nós (1 João 4:12-15). Podemos ser justificados e glorificados (Romanos 8:30) e podemos ser chamados de filhos de Deus (Romanos 8:19; 1 João 3:1).

P: No Salmo 139:20-22, devemos odiar aqueles que odeiam a Deus?

R: Não, pois aqueles que estão nesta terra ainda podem se arrepender e crer. Não importa quais atos perversos tenham cometido, mesmo adultério, como Davi, ou assassinato, como Davi e Paulo, Deus aceitará aqueles que se aproximarem Dele com fé e arrependimento.

Este salmo nos mostra que Davi orou a Deus expressando o que sentia. No entanto, nos dois versículos seguintes, Davi pede a Deus que lhe aponte quaisquer maneiras ofensivas em si mesmo; portanto, talvez o próprio Davi tenha se questionado sobre odiar seus inimigos.

No Novo Testamento, devemos amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mateus5:43 -44 e Lucas6:27 -35), assim como Estêvão fez ao morrer, em Atos 7:60.

P: No Salmo 142, qual é o foco?

R: Davi estava em uma caverna, escondido de Saul. Davi não estava apenas orando por ajuda contra pessoas más em geral, mas especificamente contra aqueles que estavam tentando prejudicá-lo pelas costas (versículo 3) e contra aqueles que eram mais fortes do que ele (versículo 6), quando parecia que ele não tinha aliados terrenos para ajudá-lo (versículo 4).

No entanto, mesmo nessa situação infeliz e deprimente, Davi encontrou alegria. Ele percebeu que Deus era seu refúgio (versículo 5) e que Ele traria os justos para cercá-lo (versículo 7). Não se especifica se os justos aqui são pessoas que ajudam Davi ou anjos, mas ambas as interpretações são válidas.

P: Em Salmos 144:1 e Salmos 149:6-8, é aceitável treinar para a guerra, incluindo matar outras pessoas?

R: Sim. Davi sabia o que estava dizendo, pois ele se preparava para a guerra e preparava outros para a guerra. Isso prova que lutar é aceitável, se for por uma boa causa. Um pacifista convicto ainda pode ser um cristão genuíno, mas está equivocado ao pensar que lutar pelo que é certo é sempre desagradável a Deus. Visto que Colossenses3:16 diz que devemos exortar uns aos outros com salmos, eu recomendaria que meditasse sobre o Salmo 149:6-8.

P: No Salmo 144:1, é aceitável jogar videogames e outros jogos que envolvam matar?

R: Depende do jogo e pode depender da pessoa. Visto que a Bíblia mostra que caçar animais e ser soldado são aceitáveis, seria ridículo afirmar que fazer essas coisas na vida real é aceitável, mas fazê-las em um videogame não é. Por outro lado, um jogo que glorifica a violência sem sentido e incentiva a matar outras pessoas sem motivo legítimo não só é imoral por ensinar alguém a ser uma pessoa violenta (Provérbios 3:31,32), como também viola Filipenses 4:8. Filipenses 4:8 (NVI 1985) diz: “…tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é admirável — se há alguma coisa excelente ou digna de louvor — pensem nessas coisas.”

P: No Salmo 145, qual é a estrutura desse salmo?

R: Este salmo poderia ser intitulado “O ABC de experimentar o poder de Deus”, pois cada versículo começa com uma letra sucessiva do alfabeto hebraico, exceto que não há o “n”.

P: No Salmo 145:9, de que maneira Deus é bom e misericordioso para com tudo o que criou?

R: Deus concede a tudo o que vive o ar para respirar e o ambiente para viver. Esse é um aspecto da “graça comum”, ou seja, o dom de Deus a todos, independentemente de amarem a Deus ou não. Enquanto as pessoas respirarem, terão a oportunidade de clamar ao Deus Altíssimo para que as salve.

P: No Salmo 145:16, como Deus satisfaz os desejos de todos os seres vivos?

R: Deus satisfaz alguns dos desejos de todo ser vivo. Todos têm o desejo de viver e experimentam algum grau de prazer.

No entanto, este versículo se refere apenas aos vivos. Após a morte, aqueles que rejeitaram a Deus não têm a promessa de que seus desejos sejam alguma vez satisfeitos, nem de que sejam removidos. Uma possível descrição do Inferno é a de um lugar onde os desejos de uma pessoa podem ficar fora de controle, onde esses desejos nunca serão satisfeitos e onde a pessoa sabe que eles nunca serão satisfeitos.

P: O Salmo 146:3-4 mostra que não há vida após a morte, como afirmam algumas Testemunhas de Jeová em *Raciocinando a partir das Escrituras*, p. 383 (1989)?

R: Não. O Salmo 146:3-4 mostra que não devemos confiar nas pessoas, pois, após a morte, seus planos se desvanecem, e seus pensamentos se perdem até mesmo desta terra. Alguns versículos do Antigo Testamento que indicam a existência de vida após a morte são Oséias 13:14; Provérbios 14:32, Jó3:13 -17 e Jó19:26 -27. Consulte “Quando os Seguidores de Seitas Perguntam”, p. 71, para obter mais informações.

P: Em Salmos 146:8, a palavra que soa como aramaica para “seus planos” indica que este Salmo foi escrito muito tardiamente?

R: Não. A palavra hebraica ‘estonotayw, que significa “seus planos”, é um aramaísmo; de acordo com o *The Expositor’s Bible Commentary*, vol. 5, p. 865, essa mesma palavra também aparece nas Inscrições de Sefire, do século VIII.

P: No Salmo 148, como todas essas criaturas e coisas louvam a Deus?

R: Cada criatura ou coisa tem sua própria maneira de louvar a Deus. Os anjos sem pecado têm a maneira deles, perfeita para eles. As pessoas caídas, que experimentaram a salvação e a nova vida que vêm de Deus, têm uma maneira diferente de louvar a Deus. Objetos inanimados, seja o sol escaldante, a lua brilhante com luz refletida ou o vapor de água refrescante, todos louvam a Deus por sua própria existência, como testemunho mudo do poder e da habilidade de seu Criador. Pensando bem, nossa própria existência, assim como nossa vida cotidiana caminhando com Ele, é um louvor à misericórdia e à alegria de Deus.

P: No Salmo 148:4, o que são as “águas acima dos céus”? Diz-se “águas acima”, e não “nos” céus, como ocorre em Gênesis. O que devemos entender disso tudo? Os antigos realmente acreditavam que havia uma grande quantidade de água acima do céu?

R: A palavra “céus” tem vários significados, pois os antigos concebiam a existência de múltiplos níveis de céus. Por exemplo, o Salmo 148:3 diz: “Louvai-O, ó céu dos céus”. Normalmente, as nuvens, etc., estariam nos níveis mais baixos; as estrelas e os planetas, em um nível mais elevado; e Deus, no nível supremo e além dele. Os escritores antigos não conheciam o ciclo hidrológico nem sabiam como a chuva se formava, mas sabiam que a água vinha do nível das nuvens, onde podiam vê-la.

Da mesma forma, quando oramos hoje, se nossa compreensão do mundo for um tanto vaga, tudo bem também.

P: No Salmo 149:4, de que maneira Deus se deleita em Seu povo?

R: Deus se deleita em nós de muitas maneiras. Ele se deleita quando um homem ímpio se afasta de sua impiedade e se volta para Deus. Deus se deleita em nos trazer a salvação, bem como outras coisas boas. Deus se deleita em nos consolar e em que compartilhemos da Sua alegria. Deus nos chama de amigos. Estamos assentados com Cristo (Efésios 2:6) e somos chamados de noiva de Cristo em Efésios5:25 -33. Fomos criados à imagem de Deus, e Deus pode viver por meio de nós (1 João4:12 ,16)

P: Em Salmos 149:5, como as pessoas cantam de alegria em seus leitos?

R: Mesmo quando uma pessoa está prestes a adormecer, seu coração deve estar cantando (pelo menos interiormente) louvores a Deus.

P: No Salmo 150, como exatamente devemos louvar a Deus?

R: Embora seja bom agradecer a Deus por tudo o que Ele fez por nós, agradecer a Deus é um pouco diferente de louvá-Lo. O Salmo 150 apresenta, em primeiro lugar, dois locais para louvar a Deus e, em seguida, duas razões para louvá-Lo. Depois, apresenta nove maneiras de louvar a Deus por meio da música e da dança. Por fim, conclui dizendo que tudo o que tem fôlego deve louvar ao Senhor.

Louvar a Deus com uma trombeta soa muito diferente de louvá-Lo com instrumentos de cordas, o que, por sua vez, soa muito diferente do pandeiro. Assim como há uma variedade de formas musicais de louvar a Deus, há uma variedade de motivos pelos quais devemos louvá-Lo. O Salmo 150:2 as classifica como louvor a Deus por Seus atos poderosos e, em seguida, louvor ao próprio Deus pela grandeza de Seu caráter. Poderíamos continuar indefinidamente listando todas as coisas espetaculares, sublimes, poderosas, complexas, criativas e consistentes que Deus realizou. Quando louvamos a Deus por Seus atos de criação, não se esqueçam de também louvá-Lo por Seus atos de redenção. Da mesma forma, podemos nos alongar bastante sobre a bondade, a benignidade, a justiça, a verdade, a fidelidade, o amor e até mesmo a ira de Deus. Na verdade, acredito que poderíamos encontrar pelo menos um motivo para louvar a Deus por cada tipo de instrumento musical que as pessoas já inventaram.

P: O que é o Salmo 151, e ele deveria constar na Bíblia?

R: O que costuma ser designado como Salmo 151 foi encontrado na Septuaginta grega dos manuscritos alexandrinos Sinaítico, Vaticano e Alexandrino. O liberal Anchor Bible Dictionary, volume 5, pp. 523-524, afirma que todos os três manuscritos possuíam uma inscrição logo antes do Salmo 151, indicando que se tratava de uma adição aos 150 salmos canônicos. A inscrição dizia: “este salmo é atribuído a Davi e está fora do número…”. No Salmo Sinaítico, o texto termina com “os 151 Salmos de Davi”, e no Alexandrinus, com “os 150 salmos de Davi e um atribuído”. O Salmo 151 também foi encontrado no pergaminho do Mar Morto 11Q5.

O Salmo 151 fala da vitória de Davi sobre Golias e diz: “Eu era pequeno entre meus irmãos e o mais novo na casa de meu pai; eu cuidava das ovelhas de meu pai. Minhas mãos formavam um instrumento musical, e meus dedos afinavam um saltério. E quem contará ao meu Senhor? O próprio Senhor, ele mesmo ouve. Ele enviou seu anjo e me tirou das ovelhas de meu pai, e me ungiu com o óleo de sua unção. Meus irmãos eram belos e altos; mas o Senhor não se agradou deles. Saí ao encontro do filisteu; e ele me amaldiçoou por meio de seus ídolos. Mas eu empunhei a própria espada dele, decapitei-o e tirei a vergonha dos filhos de Israel.” Extraído da versão da Septuaginta: grego e inglês, de C.L. Brenton. Também é possível ler várias versões do Salmo 151 em *The Old Testament Pseudepigrapha*, volume 2, p. 612-615.

O Salmo 151 é um capítulo apócrifo, mas não foi aceito pelas igrejas católicas. Foi aceito pelas igrejas ortodoxas, nestorianas e coptas. Também não está claro se ele se destinava a ser considerado uma escritura autoritária.

P: Os Salmos 152-155 deveriam constar na Bíblia?

R: Não, não devemos tentar adicioná-los à Bíblia pelas seguintes razões.

1. Não há evidências de que algum judeu, antes do período helenístico, tenha ouvido falar desses salmos. O que as pessoas chamam de Salmos 154 e 155 existe em hebraico no pergaminho do Mar Morto 11QPs. Fora isso, todos esses salmos existem apenas em siríaco.

2. Da mesma forma, não há evidências de que Jesus tenha usado ou ouvido falar desses salmos.

3. Não há evidências de que a Igreja primitiva tivesse ouvido falar desses salmos.

4. Como a Igreja primitiva se empenhou muito em reconhecer as Escrituras de Deus, podemos confiar que Deus guiou os primeiros cristãos corretamente.

O *Anchor Bible Dictionary*, vol. 5, p. 536-537, afirma que uma cópia siríaca nestoriana do Saltério, do século XII, continha (na seguinte ordem) os Salmos 151, 154, 155, 152 e 153.

Como observação adicional, não há novas doutrinas nesses salmos curtos, nem nada neles que seja antibíblico. É possível ler várias versões dos Salmos 152-155 em *The Old Testament Pseudepigrapha*, volume 2, pp. 615-624.

P: O que diz o Salmo 155?

R: Aqui está uma tradução da obra *The Dead Sea Scrolls Study Edition*, editada por Florintino Garcia Martinez e Eibert J.C. Tigchelaar, volume 2, 1998, p. 1177.

“JHWH, eu clamo a Ti, ouve-me; estendo minhas mãos para a Tua morada sagrada; inclina Teu ouvido e atende ao meu apelo, e o que eu peço, não me negues; fortalece minha alma e não a destruas; e não a abandones na presença dos ímpios. Que o juiz da verdade afaste de mim as recompensas do mal. Ó YHWH, não me julgue pelo meu pecado, pois ninguém que vive é justo na vossa presença. Instrua-me, YHWH, na vossa lei, e ensine-me os vossos preceitos, para que muitos ouçam as vossas obras e as nações honrem a vossa glória. Lembre-se de mim e não me esqueça, nem me conduza a dificuldades maiores do que posso suportar. Remova de mim o pecado da minha infância e que minhas ofensas não sejam lembradas contra mim. Purifique-me, ó YHWH, da praga maligna, e que ela deixe de voltar a mim; seque suas raízes em mim, que suas folhas não se tornem verdes em mim. Glória seja a Ti, YHWH; por isso, meu clamor é atendido na Tua presença. A quem posso clamar para que me conceda isso? Os filhos dos homens: o que pode [a força] deles fazer? Minha confiança provém de diante de ti, YHWH. Chamei <<YHWH>> e ele me respondeu, [e curou] meu coração quebrantado. Adormeci e [dormi]; sonhei, também …YHW]h.

P: No livro dos Salmos, como sabemos que o livro dos Salmos deve estar na Bíblia?

R: Em primeiro lugar, Jesus e os escritores do Novo Testamento consideravam os Salmos como Escritura. Por exemplo, quando Hebreus 3:7 e Hebreus10:15 citam o Salmo 95:7-11, esses versículos precedem a citação com “O Espírito Santo diz”. Jesus morreu com um salmo nos lábios.

Em segundo lugar, quase todos os judeus (exceto os saduceus) aceitavam o livro dos Salmos como Escritura. Os escritores da Igreja primitiva faziam referência extensiva aos Salmos.

P: No que diz respeito aos Salmos, quais são alguns dos manuscritos mais antigos que ainda existem hoje?

R: Os Manuscritos do Mar Morto (século II a.C.) contam com 36 cópias distintas, de acordo com o livro *The Dead Sea Scrolls Today*, p. 30. O *Wycliffe Bible Dictionary*, pp. 436-438, afirma que há 27 cópias. A *Encyclopedia of the Dead Sea Scrolls*, vol. 2, p. 702, indica que há 39 pergaminhos contendo partes dos Salmos. O *New International Dictionary of the Bible*, p. 261, afirma que há pelo menos 10 manuscritos dos Salmos somente na caverna 4. A cópia mais antiga data do século II a.C. Os manuscritos dos Manuscritos do Mar Morto são 1Q10, 1Q11, 1Q12, 2Q14 (Salmos 103-104), 3Q2 (Salmo 2:6-7), 4Q83-4Q97, 4Q98a, 4Q98b, 4Q98c, 4Q98d. O 4Q90 consiste em dois manuscritos do Salmo 119. O 4Q89 também consiste em dois manuscritos do Salmo 119. O 4Q89 é, por vezes, dividido em 4Q89 e 4Q236. O 5Q5 também pertence ao Salmo 119.

1Q10 (=1QPs(a)) (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 86:5-6,8; 92:11-14; 94:16; 95:11; 96:1-2; 119:31-34,42-48,77-80

1Q11 (=1QPs(b)) (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 126:6; 127; 128:2-3

1Q12 (=1QPss(c)) (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 44:1-8,22-24

O 1Q16 contém o Salmo 68:12, 25-26, 29-30

2Q14 (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 103:2, 4, 6, 8-11; 104:6, 8-9, 11

3Q2 (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 2:6-7

4Q83 (=4QPss(a)) (200-100 a.C.) Salmo 5:8-12; 6:1,3,5; 25:8,10,12,15; 31:23-24; 33:2,4,5,6,8,10,12,20,21; 34:20-21; 35:2,13-18,20,26-27; 36:2,4-6,8; 38:1,3,5,7-9,11,13,15-22; 71:1-14; 47:2; 53:1, 3-4, 6; 54:1, 3-4; 56:3; 62:12; 63:2, 4; 66:16, 18-20; 67:1, 3-7; 69:1-18

4Q84 (=4QPss(b) (século II a.C.) (ou 30-68 d.C.) Salmo 91:5-6,7-8,12-15; 92:3-7,12-14; 93:5; 94:1-4, 7-14, 16-18, 21-22; 96:2; 98:4-5; 99:5-6; 100:1-2; 102:4, 9-28; 103:1-6, 9-14, 20-21; 112:4-5; 113:1; 115:2-3; 116:17-19; 118:1-3,5-12,18-29,23-26,29)

4Q85 (=4QPss(c)) Salmo 16:6-10; 17:1; 18:1-13,15-17,31-35,38-40

4Q86 (=4Qpss(d)) Salmo 106:48; 147:1-20; 104:1-5,8-11,14-15,22-26,33-35

4Q87 (=4QPs(e)) (século II a.C.) Salmo 6:9-11; 77:1; 78:6-7,31-33; 81:1-2; 86:10-11; 88:1-4; 89:43-47,49-52; 103:22; 109:1,8,13-14; 114:5; 115:15-18; 116:1-4; 118:29; 104:1-3,20-22; 105:1-3,23-25,36-45; 106:1; 120:5-7; 125:1-5; 126:1-6; 129:8; 130:1-7

4Q88 (=4QPss(f)) Salmo 22:13-16; 107:2-5,8-16,18-19,22-30,35-42; 109:4-7,24-28, Apóstrofe a Sião, Hino escatológico, Apóstrofe a Judá

4Q89 (=4QPss(g)) Salmo 119:37-46,49-50,73-74,81-83,89-92

4Q90 (=4QPss(h)) Salmo 119:10-21

4Q91 (=4QPss(j)) Salmo 48:1-2,4,6,8; 49:5,8-11,14,16; 51:1-4; em seguida, 48:1-3,5,7,9; 49:6,9-12,15,17; 51:2-5

4Q92 (=4QPss(k)) Salmo 135:6-7,10-13,15-16; 99:1-2,5

4Q93 (=4QPss(l) (50-1 a.C.) Salmo 104:3-5,11-12

4Q94 (=4QPss(m)) (30 a.C. - 68 d.C.) Salmo 93:3-5; 95:3-7; 97:6-9; 98:4-8

4Q95 (=4QPss(n)) (30 a.C. - 68 d.C.) 135:6-9,11-12; 136:23-24

4Q96 (=4QPss(o)) (50 - 1 a.C.) Salmo 114:7; 115:1-2,4; 116:3,5,7-10

4Q97 (=4QPss(p)) (30 a.C. - 68 d.C.) Salmo 143:2-4,6-8

4Q98 (=4QPss(q)) (50-68 d.C.) Salmo 31:23-24; 33:1-18; 35:4,6,8,10,12,14-15,17,19-20

4Q98a (=4QPss(r)) (30 a.C. a 68 d.C.) Salmo 26:7-12; 27:1; 30:8-12

4Q98b (=4QPss(s)) (50-68 d.C.) Salmo 5:7-6:1

4Q98c (=4QPss(t)) (50-68 d.C.) Salmo 88:14-16

4Q98d (=4QPss(u)) (por volta de 50 d.C.) Salmo 42:4

4Q98e (=4QPss(v)) (100-30 a.C.) Salmo 99:1

4Q98f (=4QPss(w)) (125-75 a.C.) Salmo 112:1,3,5,7,9

4Q98g (=4QPss(x)) Salmo 89:19-30, ordem dos versículos I 19-20-21-25-22-26-27-30

Josué

4Q171 contém Salmo 37:5-15; 37:16-26,28-40; 45:1-2; 60:8-9

O 4Q173 contém o Salmo 127:2-3,5; 129:7-8

O 4Q521 contém o Salmo 146:7-8

4Q522 (70-30 a.C.) Salmo 122:1-9. A profecia de 4Q174 contém os Salmos 1:1qa; 2:1-2; 5:2-3a

O 4Q177 contém o Salmo 6:2-4; 11:1-2; 12:1; 12:7; 13:2-3; 13:5; 16:3; 17:1; 17:2

O 4Q381 contém Salmos 86:16,17; 89:7; 89:10-12,14

O 4Q436 contém o Salmo 51:17 (cf.)

O 4Q437 contém o Salmo 37:15; 63:7

O 4Q381 contém o Salmo 19:2; 18:6; 18:6-7

O 4Q434 contém o Salmo 34:7

O 4Q504 contém o Salmo 79:8

5Q5 (1-68 d.C.) Salmo 119:99-101, 104, 113-120, 138-142

6Q5 (cerca de 50 d.C.) Salmo 78:35-37

O 8Q2 contém os Salmos 17:5-9,14; 18:6-9, 10-13.

(o site apresenta informações diferentes. Ele indica Salmos 17:5-9,14; 18:5-12)

O 11Q5 (= o rolo dos Salmos) parece ser um livro de orações dos Salmos escrito entre os anos 1 e 50 d.C., com os Salmos em uma ordem diferente. De acordo com o livro “Respostas a 101 Perguntas sobre os Manuscritos do Mar Morto”, a ordem é: Salmo 101:1-8; 102:1-2, 18-29; 103:1; 109:21-31; 105:25-45; 146:9-10; 148:1-12; 121:1-8; 122:1-9; 123:1-2; 124:7-8; 125:1-5; 126:1-6; 127:1; 128:4-6; 129:1-8; 130:1-8; 131:1; 132:8-18; 119:1-6, 15-28, 37-49, 59-73, 82-96, 105-120, 128-142, 150-164, 171-176; 135:1-9, 17-21; 136:1-16, 26b; 118:1, 15, 16, 8, 9, 29; 145:1-7, 13-21+7; Salmo 2 em siríaco; um apelo pela libertação, Salmo 139:8-14; 137:1, 0; 138:1-8; Eclesiástico 51:13-20b,30; Apóstrofe a Sião; Salmo 93:1-3; 141:5-10; 133:1-3; 144:1-7,15; Salmo siríaco 3, Salmo 142:4-8; 143:1-8; 149:7-9; 150:1-6; Hino ao Criador; 2 Samuel 23:7; lista dos salmos de Davi; 140:1-5; 134:1-3; 151A,B (= Salmo siríaco 1).

Este é o pergaminho que contém um “Salmo 151”, bem como outros escritos não canônicos, “Súplica pela Libertação”, “Apóstrofe a Sião”, “Hino ao Criador” e outros.

O site apresenta informações um pouco diferentes. Ele menciona Salmos 101; 102:1-3,18-19; 103:1; 109:21-31; 118:25-29; 104:1-6,21-35; 147:1-2, 18-20; 105:1-11, 25-35, 38-39, 41-42, 44-45; 146:9-10; 148:1-13; 121; 122; 123:1-2; 124:7-8; 125; 126; 127:1; 128:3-6; 129; 130; 131:1, 132:8-18; 119:1-6, 15-28, 37-49, 59-72, 82-96, 105-120, 128-142, 150-164, 171-176; 135:1-9, 17-21; 136:1-26; 118:1, 15-16, 8-9, 29; 145:1-7, 12-21; Salmo apócrifo 154:3-19; Salmo não canônico “Súplica pela libertação”; 139:8-24; 137:1, 9; 138; Ben Sirach 51:13-23, 30; Salmo não canônico “Apostrofe a Sião”; 93:1-3; 141:5-10; 133:1-3; 144:1-7, 15; Salmo apócrifo 155; 142:3-7; 143:1-8; 149:7-9; 150; Salmo não canônico “Hino ao Criador”; 2 Samuel 23:7; seção em prosa não canônica “Composições de Davi”; 140:1-4; 134:1-3; Salmo apócrifo 151a; Salmo apócrifo 151b:1)

O 11Q6 contém os Salmos 77:17-20; 78:1; 119:163-165; 118:1, 15-16 (118:2-14 nunca estiveram presentes), um salmo desconhecido, o salmo “Apóstrofe a Sião”, 141:10; 133:1-3; 144:1-2; 109:2-4

11Q7 (=4QPss(c)) (30 a.C. - 68 d.C.) Salmos 2:1-8; 12:4-8; 13:1-2,4-5; 14:1-6; 17:9-15; 18:1-11,14-16; 19:3-4,6-7; 25:2-3,5-7

11Q8 (=4QPss(d)) (30 a.C. - 68 d.C.) Salmos 6:1-3; 9:2,4-5; 18:25-28,38-39,41; 36:12; 37:1-5; 39:12-13; 40:1; 43:1-3; 45:5-7; 59:3-5,7; 60:7; 68:2-4,13,15-17; 78:5-12,36-37; 81:3-8; 86:10-13,11-14; 115:16-18; 116:1,3

O 11Q9 (=11QPss(e)) contém fragmentos dos Salmos 36-37 e 86. ( apresenta informações diferentes. Ele menciona Salmos 50;3,5,7)

O 11Q11, embora seja um manuscrito não bíblico, contém uma seção que cita o Salmo 91:1-16 na coluna 5, linhas 3-14.

(Consulte http:// para obter mais informações.)

O 11Q13 contém os Salmos 7:7-8; 82:1-2

Comentário dos Manuscritos do Mar Morto sobre o Salmo 37

Masada

Os Salmos de Masada (a) (1-50 d.C.) contêm os Salmos 81 a 85:5

Os Salmos de Masada (b) (50 a.C.-1 a.C.) contêm o Salmo 150:1b-6

Nahal Hever, na Caverna das Cartas (50 a.C. a 100 d.C.) contém os Salmos (5/6Hev 1b). Um fragmento de outro pergaminho de Nahal Hever contém os Salmos 7:12-17; 8:1,3-9; 9:12-21; 10:1-6,8-10,18; 11:1-5; 12:5-8; 13:1-2; 14:2-4; 15:1-5; 16:1; 18:5-12, 16-35, 37-42; 22:3-8, 14-20; 23:2-6; 24:1-2; 25:4-7; 29:2; 30:2; 31:1-21 ( (Data-se entre 106 e 135 d.C., de acordo com a revista *Biblical Archaeology Review*, janeiro/fevereiro de 2001, p. 30-31)

No total, dos 2.460 versículos que compõem os Salmos, os 1.181 versículos a seguir estão preservados nos Manuscritos do Mar Morto e em Nahal Hever (48,0 %)

Salmos 2:1-8; 5:8-13; 6:1-4; 7:13-18; 8:1,4-10; 9:2-7,12-21; 10:1-6,8-9,18; 11:1-4; 12:4-8; 13:1-3,5-6; 14:1-6; 15:1-5; 16:1,7-9; 17:1, 5-15; 18:1-36,38-43; 19:3-8; 22:4-9,13-21; 23:2-6; 24:1-2; 25:2-7,15; 26:7-12; 27:1,12-14; 28:1-4; 29:1-2; 30:9-13; 31:3-25; 33:1-14,16-18; 34:21-22; 35:2,4-5,8,10,12,13-20,26-27; 36:1,3,5-7,9,13; 37:1-4,5?,18-19; 38:2,4-6,8-10,12,16-23; 39:13-14; 40:1-2; 42:5; 43:1-3; 44:3-5,7,8-9?,9,23-25; 45:6-11,15; 47:2; 48:1-3,5,7,9; 49:1-17; 50:3-7,14-23; 51:1-6; 52:6-11; 53:1,4-5,7; 54:2-3,5-6; 56:4; 59:5-6,8; 60:9? ou 19:3?; 62:13; 63:2,4; 66:16,18-20; 67:1-2,4-8; 68:1-5,16-18; 69:1-19; 71:1-14; 76:10-12; 77:1,18-21; 78:1,4-12,31-33,36-37; 81:2-17; 82:1-8; 83:1-19; 84:1-13; 85:1-6,8; 86:10-14; 88:1-2, 4-5, 15-17; 89:20-23, 26-38, 44-48, 50-53; 91:1-16; 92:4-8, 12-15; 93:1-5; 94:1-4,8-14,17-18,21-22; 95:3-7,11; 96:1-2; 97:6-9; 98:4-8; 99:1-2,5-6; 100:1-2; 101:1-8; 102:1-2,18-29; 103:1-6,8-14,20-21; 104:1-6,8-12,14-15,20-35; 105:1-11,23-26,28-29?,30-31,33-45; 106:1?, 48?; 107:2-5, 8-16, 18-19, 22-30, 35-42; 109:1?, 4-7, 8?, 13, 21-22, 24-31; 112:1, 3-5, 7, 9; 113:1; 114:5?,7; 115:1-4,15-18; 116:1-3,5,7-10,17-19; 118:1-3,6-10,12,15-16,18-20,23-29; 119:1-6, 10-28, 31-34, 37-50, 59-74, 77-96, 99-101, 104-120, 128-142, 150-165, 171-176; 120:6-7; 121:1-8; 122:1-9; 123:1-2; 124:7-8; 125:1-5; 126:1-6; 127:1-5; 128:3-6; 129:1-8; 130:1-8; 131:1; 132:8-18; 133:1-3; 134:1-3; 135:1-13, 15-21; 136:1-16, 22-24, 26; 137:1, 9; 138:1-8; 139:8-24; 140:1-5; 141:5-10; 142:4-8; 143:1-8; 144:1-7,15; 145:1-7,14-21; 146:1?; 146:9,10; 147:1-4,13-20; 148:1-12; 149:7-9; 150:1-6; 151:1-7; 154:3-20; 155:1-19. Consulte *O Significado dos Manuscritos do Mar Morto* para obter mais detalhes.

O fragmento dos Salmos da Septuaginta grega, conservado na Biblioteca Bodleiana, data do século II ou III d.C., de acordo com a obra *Manuscritos da Bíblia Grega*, p. 39.

Os manuscritos da Bíblia cristã, datados de cerca de 300 d.C., contêm o Antigo Testamento, incluindo os Salmos.

O p72 (= Bodmer VII e VIII) contém, entre outras obras d , os Salmos 33 e 34 em grego. Ele é datado de cerca de 300 d.C., conforme indicado em *The Text of the Earliest New Testament Manuscripts*, p. 479.

O Vaticanus (325-350 d.C.) preservou todos os Salmos, exceto Salmos 105:27-137:6. (Salmos 105:27-137:6 foram acrescentados ao Vaticanus no século XV, de modo que essa adição não é considerada.)

O Sinaítico (340-350 d.C.) preservou todos os Salmos. Possui 151 Salmos. Ele começa na página seguinte ao término de Malaquias. Termina na página anterior ao início de Provérbios.

O Alexandrinus (c. 450 d.C.) preservou todos os Salmos, exceto os versículos 49:20-79:11.

p.Vindob G39777 (=Papiro Vindobonensis (Viena) G 39777) versículos dos Salmos 68 e 80 na tradução grega de Símaco.

P: Quais escritores antigos se referiram aos Salmos?

R: Os escritores pré-nicenos que citaram ou fizeram alusão a versículos dos Salmos são:

O escritor judeu Filo de Alexandria (15/20 a.C.-50 d.C.) foi um comentarista judeu que escreveu na época de Jesus. A maior parte de seus escritos trata da Torá, mas ele ainda assim citou passagens dos Salmos. Filo escrevia em grego, mas suas referências correspondem mais ao texto massorético do que à Septuaginta. Aqui estão as passagens dos Salmos que ele citou: 23:1; 26:1; 30:19; 36:4; 47:4; 42:3; 45:5; 61:12; 65:10; 75:9; 77:49; 79:7; 80:5; 84:11; 94:9; 100:1; 113:25. Consulte *As Obras de Filo: Completas e Integrais. Nova Versão Atualizada* para obter mais informações.

Clemente de Roma (96-98 d.C.), na 1ª Carta de Clemente, capítulo 18, cita o Salmo 51:1-7, afirmando que Davi disse isso a Deus. Ele também cita extensivamente o Salmo 139:7-10 no capítulo 28.

Clemente de Roma (96-98 d.C.) cita, na íntegra ou parcialmente, 50 versículos dos Salmos. São eles: Salmo 2:7,8 no cap. 36, p. 15; 110:1 (também Hebreus 1:13) no cap. 6, p. 15; 3:6 (parafraseado) no cap. 26, p. 12; 18:25,26, p. 12; 19:1-3, cap. 26, p. 12; 22:6-8, p. 9; 31:18, p. 9; 32:10, p. 11; 34:11-17, p. 11; 37:35-37, p. 8; 51:1-17, p. 10; 62:4, p. 9; 78:36,37, p. 9; 89:21, p. 10; 104:4, p. 15; 119:83, p. 10; 134:7-10, cap. 28, p. 12; 139:15, p. 15

A Epístola de Barnabé (c. 70-130 d.C.) cita 16 versículos dos Salmos. São eles: Salmo 1:1 no cap. 10, p. 143; Salmo 1:3-6 no cap. 11, p. 144; 18:44 no cap. 8, p. 142; 22:17, 18b no cap. 6, p. 140; 22:21 no cap. 6, p. 140; 22:23 no cap. 6, p. 141; 34:11-13 no cap. 8, p. 142; 110:1 no cap. 12, p. 145; 118:22,24 no cap. 6, p. 140. Por outro lado, a Epístola de Barnabé apresenta citações confusas, possivelmente combinando versículos diferentes em Salmo 42:2, p. 141; 51:19, p. 138; 119:120, p. 140

Justino Mártir (c. 138-165 d.C.) não escreveu manuscritos bíblicos, mas citou tantos trechos dos Salmos que seus escritos poderiam quase ser considerados um manuscrito bíblico parcial. Justino Mártir citou todo o Salmo 22 em “Diálogo com Trifão”, cap. 98, p. 248. Ele cita o Salmo 51 em “Diálogo com Trifão, o Judeu”, cap. 22, p. 205. Justino cita pelo menos 141 versículos dos Salmos. São eles: os Salmos 1 e 2 na íntegra; Salmo 3:4,5; 8:3; 18:43; 19:1-6; 22:7,16,17,18; o Salmo 24 na íntegra; 32:2; 45:6-11; 47:5-9; o Salmo 50 na íntegra; 68:18,19; os Salmos 72 e 82 na íntegra; 90:4; 95:1,5; 98; o Salmo 99 na íntegra; o Salmo 110 na íntegra; 115:5,16; 118:24; 128:3; 148:1,2

Melito/Meleto de Sardes (170-177/180 d.C.) enumera todos os livros do Antigo Testamento e inclui todos os livros que possuímos, exceto Neemias e Ester. Fragmento 4 do Livro dos Trechos, p. 759. Melito de Sardes cita o Salmo 2:1-2 como “diz Davi” em Sobre a Páscoa, estrofe 62, p. 53

Teófilo de Antioquia (168-181/188 d.C.)

Irineu de Lyon (182-188 d.C.) cita cerca de 100 versículos dos Salmos.

Caius (190-217 d.C.), cap. 2.1, p. 601, menciona os Salmos

Clemente de Alexandria, em *Os Estromata* (193-202 d.C.), livro 2, cap. 15, p. 363, cita o Salmo 1:4-5 como “pelo profeta”.

Tertuliano (198-200 d.C.): “Mais uma vez, nos Salmos, Davi diz...” e se refere ao Salmo 19:4. *Resposta aos Judeus*, cap. 5, p. 156

Teodoto, provavelmente montanista (c. 240 d.C.), cita o Salmo 19:1 em *Trechos de Teodoto*, capítulos 50-52, p. 49. Ele também cita o Salmo 18:43, 50; 18:1. Ele cita metade de 19:8 no cap. 58, p. 50. Ele também cita o Salmo 19:12 da Septuaginta.

Hipólito (222-235/6 d.C.)

Orígenes (225-254 d.C.)

Novatiano (250/254-256/7 d.C.)

Tratado Anônimo Contra Novaciano (250/4-256/7 d.C.), cap. 10, p. 660, cita o Salmo 89:30 como sendo de Davi.

Tratado sobre o Rebatismo (c. 250-258 d.C.), cap. 17, p. 677: “que é o Espírito do Anjo, como diz a Escritura”, e ele cita o Salmo 104:4.

Cipriano de Cartago, de 246 até seu martírio em 258 d.C., cita passagens dos Salmos — referindo-se a eles como tal — no Tratado 12, terceiro livro, nos versículos 1, 10, 16, 68, 114 e 119, entre outros. Cipriano também cita Tobias, Eclesiástico, Macabeus e as adições a Daniel nos apócrifos.

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) “Em Isaías… no Salmo 117… Também em Zacarias… Também em Deuteronômio:… Também em Jesus [Josué], filho de Nave” Tratados de Cipriano, Tratado 12, cap. 2.16

Firmiliano de Cesareia a Cipriano (256 d.C.)

Dionísio de Alexandria (246-256 d.C.) cita o Salmo 31:5 como sendo de Davi no Fragmento Exegético 2, p. 112

Dionísio de Roma (259-269 d.C.) (alusão)

Victorino de Petau (martirizado em 304 d.C.) (alusão)

Metódio de Olimpo e Patara (270-311/312 d.C.)

Lactâncio (c. 303-c. 325 d.C.) cita o Salmo 110:1 como “o 109º salmo” em *As Instituições Divinas*, livro 4, cap. 12, p. 111

Alexandre de Alexandria (313-326 d.C.) “E para confirmar essa doutrina insana, manipulando as Sagradas Escrituras, eles [os arianos] apresentam o que é dito nos Salmos a respeito de Cristo:” e citam o Salmo 45:7. Epístolas sobre a Heresia Ariana, Epístola 1, cap. 3, p. 292

Após Nicéia (325 d.C.)

Agostinho de Hipona (338-340 d.C.) escreveu um comentário completo sobre os Salmos.

Hegemônio (c. 351 d.C.) A Disputa de Arquelau com Manes (262-278 d.C.)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.) menciona Juízes 3:10 como parte do Livro dos Juízes, Davi nos Livros dos Reis, os Salmos, 2 Crônicas 15:1 em Crônicas e Neemias 9:20 como parte de Esdras (Esdras e Neemias constituíam um único livro). Conferências Catequéticas, Conferência 16.28, p. 122

Ambrósio de Milão (370-390 d.C.) menciona o Livro dos Juízes e o Livro dos Salmos. Sobre o Espírito Santo, livro 1, cap. 16, p. 95

Gregório de Nanziano (330-391 d.C.) menciona os Salmos em seu poema sobre as Escrituras. O poema de Gregório está (em grego) no volume 37 da Patrologia Graeca de Migne, colunas 471-474 (Carmina Dogmatica, Livro 1, seção 1, Carmen XII). Consulte http://www.bible-researcher.com/gregory.html para obter mais informações.

Paciano de Barcelona (342-379/392 d.C.) cita o Salmo 92:1 como sendo de Davi. Carta 3, cap. 17.2, p. 59

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.)

João Crisóstomo (-407 d.C.) cita os Salmos 2:1,2 como sendo de Davi em Comentário sobre Mateus, Homilia 36.3, p. 240

Orosio/Hósio de Braga (414-418 d.C.) refere-se ao Salmo 141:3 como sendo de Davi. Defesa contra os pelagianos, cap. 11, p. 128

Sulpício/Sulpício Severo (363-420 d.C.) cita o Salmo 8:3 como sendo de Davi em *A Vida de São Martinho*, cap. 9, p. 8

Entre os heréticos e os livros espúrios

Tatiano, herege encratita (c. 172 d.C.)

O herege pelagiano Teodoro de Mopsuéstia (392-423/429 d.C.) refere-se a Davi nos Salmos. Comentário sobre Joel, Prefácio, p. 104

P: Nos Salmos, quais são as diferenças nos títulos entre o texto masorético hebraico e a Septuaginta grega?

R: Era muito comum acrescentar informações no início ou no final de um manuscrito. A Septuaginta afirma que os Salmos 33, 43, 71, 91, 93-99, 104 e 137 foram escritos por Davi, mas o texto massorético não faz essa afirmação. O texto massorético afirma que os Salmos 122 e 124 foram escritos por Davi, mas a Septuaginta não menciona isso. Além disso, os tradutores da Septuaginta aparentemente não compreenderam os termos musicais presentes nos títulos.

P: Nos Salmos, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico, a Septuaginta grega, Justino Mártir e outros autores?

R: Há duas diferenças gerais e, além disso, diferenças específicas.

A numeração dos Salmos é ligeiramente diferente. Tomando como base os números do texto massorético, a Septuaginta combina os Salmos 9 e 10 e os Salmos 114 e 115. Ela divide o Salmo 116:1-9 e os versículos 10-19 em dois salmos, e divide o Salmo 147:1-11 e os versículos 12-20 em dois salmos.

Tenha em mente que os tempos verbais hebraicos são mais flexíveis do que os gregos; até mesmo algumas traduções em inglês traduzem o tempo verbal de certas palavras hebraicas de maneira diferente.

Para diferenças específicas de tradução, eis alguns exemplos, dos Salmos 1 e 2 e do Salmo 119:1-70. A primeira frase é do hebraico e a segunda, da tradução grega da Septuaginta.

Sal 1:1 “escarnecedores/escarnecedores” (texto massorético, Justino Mártir, 147-151 d.C.) vs. “pestilentos” (Septuaginta, Clemente de Alexandria (193/217/220 d.C.), livro “O Instrutor”, vol. 2, cap. 14)

Salmos 1:2 “está apenas na lei” (texto massorético) vs. “está na lei” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 1:2 “medita” (texto massorético) vs. “meditará” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 1:3 “estações” (texto massorético) vs. “estação” (Septuaginta, Epístola de Barnabé, 100 d.C., Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 1:3 “murchar” (texto massorético, Justino Mártir, 147-151 d.C.) vs. “cair” (Septuaginta) vs. “rosto” (= murchar?) (Epístola de Barnabé, 100 d.C.)

Salmos 1:4 “apenas/até mesmo o joio” (texto massorético, Epístola de Barnabé, 100 d.C.) vs. “o joio” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 1:4 “vaga por aí” (texto massorético) vs. “dispersa/varre da face da terra” (Septuaginta, Epístola de Barnabé, 100 d.C., Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:1 “conspiram” (texto massorético, de acordo com a nota de rodapé da NIV de 1985) vs. “reúnem-se” (Tanach judaico) vs. “fúria” (texto massorético, tradução literal de Green) (ragash) vs. “fúria” (Septuaginta, Atos 4:25) (ephruassan, forma de phruasso)

Salmos 2:1 “meditar” (texto massorético) vs. “imaginar” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:2 “se reuniram… conspiraram/tomaram conselho” (Texto Massorético, Justino Mártir, 147-151 d.C.) versus “se levantaram… se reuniram” (Septuaginta)

Salmos 2:2 “o ungido” vs. “Cristo” (Cristo significa “o ungido”, mas o ponto significativo é que os tradutores judeus da Septuaginta usaram esse termo para se referir ao Messias séculos antes da vinda de Cristo) vs. “ungido” (Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:3 “nós quebraremos” (texto massorético) vs. “quebramos” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:4 “rir” (texto massorético) vs. “zombar deles” (Septuaginta) vs. “rir deles” (Justino Mártir)

Salmos 2:5 “aterrorizar” (texto massorético) vs. “perturbar/atormentar” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:6 “Sim, eu estabeleci o meu rei” (texto massorético) vs. “Mas fui feito rei por ele” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:8 “as nações” (texto massorético) vs. “pagãos” (Septuaginta, 1 Clemente, cap. 36, p. 15, 96-98 d.C., Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 2:9 “esmagá-los” (texto massorético e Justino Mártir, 147-151 d.C.) vs. “governá-los” (Septuaginta)

Salmos 2:11 “alegrem-se” (texto massorético, Justino Mártir, 147-151 d.C.) vs. “alegrem-se nele” (Septuaginta)

Salmos 2:12 “Beijem o Filho” vs. “Aceitem a correção” (Septuaginta) vs. “Abracem a instrução” (Justino Mártir, 147-151 d.C.)

A nota de rodapé da NRSV indica que o significado do Salmo 11:b-12a é incerto.

Salmo 2:12 “perecerão do caminho” (texto massorético) vs. “perecerão do caminho dos justos/do caminho reto” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmo 2:12 “acendeu-se apenas um pouco” (texto massorético) vs. “acendeu-se repentinamente” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.) (A nota de rodapé da NASB indica que poderia significar rapidamente, repentinamente, facilmente)

Salmos 2:12 “fugindo para Ele em busca de refúgio” (texto massorético) vs. “confiar nele” (Septuaginta, Justino Mártir, 147-151 d.C.)

Salmos 3:2 “ele” (texto massorético, Septuaginta) vs. “você” (siríaco) (Nesse contexto, não há diferença de significado)

Salmos 3:2 “selá” [significado incerto] (texto massorético) vs. “pausa” (Septuaginta)

Salmos 6:6 “enfraquecer” (textos masoréticos) vs. “cansar-se” (Septuaginta) vs. “envelhecer” (Símaco e Áquila) (The Expositor’s Bible Commentary, vol. 5, p. 99)

Salmos 8:2 “obras” (textos massoréticos) vs. “obra” em vários manuscritos hebraicos e na Geniza do Cairo. (Ver The Expositor’s Bible Commentary, vol. 5, p. 112)

Salmos 16:10 “Pois… a alma no túmulo (sheol)… verá a corrupção” versus “Porque… a alma no inferno (Hades)… verá a corrupção” (The Expositor’s Bible Commentary, vol. 4, p. 935)

Salmos 22:16 “transpassado” (texto massorético, Justino Mártir, 147-151 d.C.) versus “como um leão” (Consulte a discussão sobre Salmos 22:16 para mais informações.)

Sal 26:8 “casa onde você habita” vs. “a beleza da sua casa”

Salmo 31:6 “Eu odeio” (texto massorético) vs. “Você odeia” (Septuaginta, siríaco)
Sal 34:8 “O Senhor é bom” (quase todos os manuscritos) vs. “Cristo é Deus” (diferença de uma letra no grego. Clemente de Alexandria interpretou erroneamente isso em *Exortação ao Céu*, cap. 9, p. 196.) Essa interpretação errônea óbvia não é contabilizada nos totais.

Salmos 38:19 “vivo” (texto massorético) vs. “sem motivo” (4QPSa)

Salmo 38:23 [ausente] (texto massorético) vs. “Apresse-se em me socorrer, ó meu Senhor, minha salvação.” (grego, latim, etíope, alguns textos árabes, latim veronense, salterio siríaco de Milão).

Salmos 40:6 “ouvidos” (texto massorético) vs. “corpo” (Septuaginta, Símaco, Teodoto). Os Manuscritos do Mar Morto não contêm Salmos 40:6.

Salmo 45:7b “Deus, o seu Deus, o ungiu” vs. “Ó Deus, o seu Deus, o ungiu” (tradução de Áquila). Novo Comentário Internacional, p. 1307.

Salmo 51:5 “iniquidade… pecado” vs. “iniquidades… pecados”

Salmo 51:13 “seus caminhos” (na maioria dos manuscritos massoréticos) vs. “seu caminho” (em alguns manuscritos hebraicos e no siríaco)

Salmos 57:7 “por causa da maldade” vs. “de modo algum”

Salmo 57:6 “Eu estava abatido” vs. “a minha alma estava abatida”

Salmos 76:4 “montanhas como presa” vs. “montanhas eternas” (NRSV, The Expositor’s Bible Commentary, volume 5, p. 496)

Salmo 96:1 “alegrem-se entre as nações” (texto massorético, Septuaginta) vs. “alegrem-se entre as nações. O Senhor reinou a partir da árvore.” (Primeira Apologia de Justino Mártir (147-151 d.C.), cap. 41, p. 176)

Salmo 110:1 “escabelo para os seus pés” vs. “escabelo” (Epístola de Barnabé, 100-150 d.C., cap. 8, p. 142)

Salmo 110:3 “desde o ventre da aurora” (Masorético) vs. “ventre antes da manhã” (Septuaginta) vs. “ventre, antes da estrela da manhã” (Hipólito, em Contra a Heresia de Noeto, 14, p. 229)

Salmo 119:2 “guardar” vs. “buscar”

Salmo 119:2 “busquem-no” vs. “busquem-no diligentemente”

Salmos 119:3 “Eles também não praticam o mal; andam nos seus caminhos” vs. “Pois aqueles que praticam a iniquidade não andaram nos seus caminhos.”

Salmo 119:6 “olhar para” vs. “respeitar”

Salmo 119:9 “purificar o seu caminho” vs. “orientar o seu caminho”

Salmos 119:9 “para guardá-lo conforme a sua palavra” vs. “ao guardar as suas palavras”

Salmos 119:10 “deixe-me vagar” vs. “rejeite-me”

Salmo 119:14 “se deleitou” vs. “se alegrou”

Salmo 119:16 “palavra” vs. “palavras”

Salmos 119:17 “Trate com generosidade” vs. “Dê a recompensa”

Salmos 119:17 “palavra” vs. “palavras”

Salmos 119:21 “os amaldiçoados que” vs. “amaldiçoados são aqueles que”

Salmos 119:22 “guardaram” vs. “buscaram”

Salmos 119:23 “medita” vs. “estava meditando”

Salmos 119:24 “deleite” vs. “meditação”

Salmos 119:25 “se apega” vs. “se apegou”

Salmos 119:26 “responda-me” vs. “ouça-me”

Salmos 119:27 “Faça-me compreender” vs. “Instrua-me”

Salmos 119:28 “Levante-me… palavra” vs. “Fortaleça-me… palavras”

Salmos 119:29 “mentira” vs. “iniquidade”

Salmos 119:30 “mantiveram justos os seus juízos” vs. “não esqueceram os seus juízos” (o significado é o mesmo, mas o hebraico é coloquial)

Salmos 119:32 “correrei” vs. “corria”

Salmos 119:33 “guarde-a até o fim” vs. “busque-a continuamente”

Salmo 119:34 “Fazei-me compreender… guardar” vs. “Instruí-me… investigar”

Salmos 119:35 “Fazei-me andar” vs. “Guia-me”

Salmos 119:36 “ganho injusto” vs. “cobiça”

Salmos 119:37 “no seu caminho” (texto masorético hebraico, Septuaginta, Vulgata) vs. “de acordo com a sua palavra” (dois manuscritos masoréticos, os Manuscritos do Mar Morto e os Targums aramaicos)

Salmo 119:38 “aquele que se dedica ao Teu temor” vs. “para que ele Te tema”

Salmos 119:39 “temor” vs. “tem temido”

Salmos 119:41 “misericórdias” vs. “misericórdia”

Salmo 119:42 “confiança” vs. “ter confiado”

Salmos 119:43 “esperou” vs. “anseou”

Salmos 119:46 “falará… não se envergonhará” vs. “falou… não se envergonhou”

Salmos 119:47 “se deleitará… amou” vs. “meditou… amou profundamente”

Salmos 119:48 “elevarei… que eu amo… meditarei” vs. “elevou… que eu amava… meditei”

Salmos 119:49 “palavra” vs. “palavras”

Salmos 119:50 “meu consolo” vs. “me consolou”

Salmos 119:51 “me desprezaram” vs. “transgrediram”

Salmo 119:53 “Zelo ardente” vs. “Desespero”

Salmos 119:56 “guardei” vs. “busquei diligentemente”

Salmos 119:57 “Jeová é a minha porção” vs. “Tu és a minha porção, ó Senhor”

Salmos 119:58 “rosto” vs. “favor / presença / semblante”

Salmos 119:60 “me apressei e não demorei” vs. “me preparei e não me assustei”

Salmos 119:65 “fez o bem” vs. “agiu com bondade”

Salmos 119:66 “bom discernimento e conhecimento” vs. “bondade e instrução”

Salmo 119:67 “mas agora” vs. “portanto”

Salmo 119:68 “fazer o bem” vs. “na sua bondade”

Salmos 119:69 “Os orgulhosos inventaram uma mentira” vs. “A injustiça dos orgulhosos se multiplicou”

Salmos 119:69 “guardar” vs. “investigar”

Salmos 119:70 “como gordura, sem sensibilidade” vs. “coagulado como leite”

Salmos 119:70 “deleito” vs. “tenho meditado”

Salmos 143:2 “Em ti me refugio” (texto massorético) vs. “A ti eu fujo” (Septuaginta, Vulgata)

Salmo 144:2 “meu povo” (alguns textos massoréticos, Septuaginta, Vulgata) vs. “meus povos” (alguns textos massoréticos, siríaco, targumim e Manuscrito do Mar Morto 11QPSa)

Salmo 145 ausente vs. “Bendito seja o SENHOR e bendito seja o seu nome para todo o sempre” no final de cada versículo do Salmo 145 (1QPSa).

Salmo 145:5 “Meditarei” (texto massorético, Targum) vs. “Eles meditarão” (Septuaginta, siríaco, Manuscritos do Mar Morto)

Salmo 145:6 ausente (texto massorético) vs. “Eles falarão” (1QPSa)

Salmo 145:13 ausente no texto massorético vs. “O Senhor é fiel em todas as suas palavras e misericordioso em todas as suas obras.” (começa com a letra hebraica nun) presente em um manuscrito latino da Baixa Idade Média, na Septuaginta grega antiga, no siríaco e no Manuscrito do Mar Morto 11QPsa.) No Salmo 145, cada versículo começa com uma letra sucessiva do alfabeto grego, e o “n” está ausente no texto massorético. O manuscrito medieval (Kennicot 145) contém “SENHOR” e o Manuscrito do Mar Morto contém “Deus”.

Como observação adicional, há um total de 2.439 versículos nos Salmos. O livro dos Salmos está subdividido em cinco livros: o Livro 1 compreende os Salmos 1 a 41 e possui 608 versículos. O Livro 2 compreende os Salmos 42 a 72 e possui 452 versículos. O Livro 3 compreende os Salmos 73 a 89 e possui 357 versículos. O Livro 4 é o menor, compreendendo os Salmos 90 a 106, com 321 versículos. O Livro 5 é o maior, compreendendo os Salmos 107 a 150, com 7 a 1 versículos.

Bibliografia para esta questão: a tradução do hebraico é da obra *Literal Translation*, de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta é da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton, intitulada *The Septuagint: Greek and English*. Também foram utilizados o *Expositor’s Bible Commentary* e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV 1985, NKJV e NRSV.